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ANÁLISE DOS CONTEÚDOS

DE GEOPOLÍTICA NOS LIVROS


Vol. 4 nº 8 jul./dez. 2009
p. 261-275 DIDÁTICOS DE GEOGRAFIA
Marcos Alberto Pedroni1
(Universidade Estadual de Maringá)

Maria das Graças de Lima2


(Universidade Estadual de Maringá)

Resumo
Resumo: O objeto de estudo deste trabalho foram os conteúdos de Geopolítica de dez
obras didáticas de Geografia utilizadas na Educação Básica. O objetivo foi analisar os
conteúdos de cinco coleções indicadas para o Ensino Fundamental e cinco livros utiliza-
dos no Ensino Médio. Metodologicamente, estabelecemos duas categorias para o exa-
me, que apontam a presença dos conceitos da Geografia Política e da Geopolítica nessas
obras. Os resultados da pesquisa demonstram uma forte concentração de terminologias
e conceitos relacionados à Geopolítica quando comparados à frequência dos termos
ligados à Geografia Política. Assim, podemos afirmar que a abordagem da Geografia
Política é pouco utilizada nas escolas e isso pode estar contribuindo para aumentar a
dificuldade na construção do conhecimento em Geografia dos alunos que cursam o
ensino básico.

Palavras-Chave
Palavras-Chave: Construção do Conhecimento; Geografia; Geografia Política;
Geopolítica.

ANALYSIS OF THE CONTENTS OF THE GEOPOLITICS OF GEOGRAPHY TEXTBOOKS

Abstract
Abstract: The study’s object of this work were the contents of Geopolitics from ten
Geography books used by Basic Education. The aim was to analyse the contents of five
collections listed to Elementary Education and five books used in High School.
Methodologically, we establish two categories for the examination, which indicate the
presence of the concepts of Political Geography and Geoppolitics in such works. The
survey results show a strong concentration of terminology and concepts related to
Geopolitics when compared to the frequency of terms related to Political Geography. So
we can say that the approach to Political Geography is little used in schools and this fact
may be contributing to increase the difficulty in knowledge’s construction in Geography
students who attend basic education.

Keywords
Keywords: Knowledge’s construction; Geography; Political geography; Geopolitics.
Vol. 4 nº 8 jul./dez. 2009 p. 261-275
ISSN 1809-5208 UNIOESTE CAMPUS DE C A S C AAVV E L

1. INTRODUÇÃO

Ao trabalhar com o grupo de alunos surdos na Escola Modelo de Maringá –


Centro Educacional para Surdos – constatamos uma grande dificuldade na efetiva
construção do conhecimento quando, nas aulas, eram apresentados os conteúdos
de Geopolítica. Percebíamos situações de dificuldades que representavam obstácu-
los didáticos das temáticas ligadas à Geopolítica. Como utilizávamos a Língua Bra-
sileira de Sinais – LIBRAS 3 – nas aulas de Geografia, relacionávamos as dificulda-
des dos alunos, nas discussões desses temas, às dificuldades apresentadas pela
Língua de Sinais, vinculada à sua estrutura lingüística.
Contudo, convencidos de que os temas tratados pela Geopolítica chamari-
am a atenção de qualquer aluno, iniciamos a pesquisa considerando, pela compre-
ensão que tivemos dos problemas encontrados em seu ensino, a importância da
Geografia Política como pressuposto para a compreensão dos temas a ela relacio-
nados e não a condição especial dos alunos, haja vista a dificuldade estender-se ao
sistema regular de ensino e não somente os alunos surdos. Ressaltamos que nossa
análise considerou o conteúdo apresentado nos livros didáticos de Geografia do
Ensino Fundamental (3º e 4º Ciclos) e do Ensino Médio.
Investigamos se os obstáculos de conhecimento relacionados à Geopolítica
não seriam decorrentes de uma hierarquização dos conteúdos, privilegiados em
detrimento dos conteúdos da Geografia Política. Esta hipótese se deve ao fato de a
temática Geopolítica ter sido sugerida e adotada para o ensino de Geografia, sobre-
tudo, a partir da década de 1980, quando acontecimentos econômicos e políticos,
que acometeram as décadas de 1970, 1980 e 1990, projetaram uma conjuntura
mais propícia a esse debate. O tópico relacionado à Geografia Política foi relegado
a um segundo plano, classificado como tradicional. Esse conhecimento, pratica-
mente desapareceu dos livros didáticos. É o que mostraremos adiante.
A análise de coleções e livros didáticos utilizados no cotidiano das aulas de
Geografia pode evidenciar a presença ou não da temática referente à Geografia
Política nos conteúdos sugeridos para essas aulas; assim como, atentamos para as
temáticas sugeridas para as aulas de Geografia e que estavam relacionadas à
Geopolítica.
Averiguamos, portanto, nas coleções e livros didáticos se a Geopolítica su-
perava em conteúdos a Geografia Política; fato esse que poderia explicar as dificul-
dades em construir os conceitos nessa área do conhecimento. Neste estudo, explicita-
se também a opção de abordagem dos autores que produziram as coleções e livros
didáticos; se com a Geopolítica ou com a Geografia Política.
Com base nas leituras que realizamos, e que subsidiam nossa pesquisa, e
nas informações sistematizadas, identificamos categorias e conceitos utilizados por
esses campos teóricos. Para abordar a Geografia Política, os termos mais utiliza-
dos nos textos que fazem referência a ela, são: países, paisagem, área, região,
população, espaço geográfico, bloco econômico, etnia, cultura. Na abordagem

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Geopolítica, as categorias terminológicas que mais aparecem são: Estado, nação,


território, tratado, globalização e fronteira. Foram tais terminologias que nortearam
o trabalho de investigação da pesquisa.

2. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A metodologia escolhida para a realização desta pesquisa pauta-se na Análi-


se de Conteúdos, que, na definição de Bardin (1977, p. 42), apresenta as seguintes
características:

A análise de conteúdos apresenta-se como um conjunto de técnicas e de análise


das comunicações visando obter por procedimentos sistemáticos, alguns indica-
dores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relati-
vos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens.

Quanto ao tipo de análise escolhida, utilizamos o método quantitativo, que


se fundamenta na frequência de aparição de certos elementos da mensagem. Po-
rém isso não nos impede de avaliarmos a presença ou ausência de outros elemen-
tos que julgamos importante para a compreensão da análise, como, por exemplo, a
presença ou ausência das terminologias Geografia Política e Geopolítica não como
categorias, mas como uma forma de expressão.
Realizar a investigação obedecendo às recomendações metodológicas da
Análise de Conteúdos por aceitarmos essa técnica como a melhor forma para se
obter informações que não estejam presentes nos textos escritos pelos autores das
obras didáticas, mas que contenham indicadores capazes de fazermos inferências
seguras sobre seus conteúdos.
Por esse prisma, toda Análise de Conteúdo deve seguir uma série de etapas
para que se possa concluir a pesquisa ou para viabilizar as inferências. Essas eta-
pas, por sua vez, são definidas por Freitas (2000, p. 44-48) como:

Delimitação do conteúdo ou do universo estudado. [...] Categorização: As cate-


gorias são na verdade as marcas, temas, títulos utilizadas para classificar quantificar
os conteúdos. [...] Escolha da unidade de análise. [...] Quantificação: objetiva
relacionar as características dos textos ao universo estudado.

Delimitamos os conteúdos de Geopolítica presentes nas obras didáticas de


Geografia e categorizamos os temas Geografia Política e Geopolítica por meio das
abordagens que orientam a leitura dessas coleções e livros didáticos. Escolhemos
como unidades de análise os capítulos que apresentam a Geografia e sua relação
com a Política, para, em seguida, quantificar e relacionar as características apresen-
tadas pelo texto e o universo estudado.

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As obras analisadas são aquelas utilizadas no Ensino Fundamental, doravante,


identificadas com a letra A e os números de um a cinco indicando cada uma das
diferentes coleções. Para as que são utilizadas no Ensino Médio, a lógica é a mes-
ma, os livros são identificados com a letra B e a sequência numérica corresponde a
cada uma das obras.
Entre as obras disponíveis, alguns critérios foram definidos para orientar a
escolha das coleções e livros didáticos que seriam analisados: que as edições fos-
sem recentes (todas a partir de 2005 pelo menos); que fossem escritas por dois ou
mais autores, visando abranger o maior número possível deles e que apresentas-
sem em suas unidades de estudos ou capítulos, a preocupação com os aspectos
políticos e naturais. Para tanto, as obras escolhidas e analisadas, encontram-se no
Quadro 1.

QUADRO 1 – Obras didáticas analisadas no Ensino Fundamental. Fonte: Dados da


pesquisa.

A análise das unidades que compõem os capítulos das coleções e livros


didáticos selecionados definiu as subcategorias principais que permitiram analisar
se os conteúdos sugeridos para as aulas de Geografia pertencem à Geografia Polí-
tica ou à Geopolítica. Quanto às categorias utilizadas na análise, elas foram escolhi-

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das com base nas temáticas trabalhadas pela Geografia no Ensino Fundamental e
Médio. Assim, as duas categorias principais, que orientaram o levantamento das
terminologias e identificaram um conteúdo e outro, foram: a Geografia Política e a
Geopolítica. A classificação das subcategorias, por sua vez, decorrem da leitura
que fizemos dos livros didáticos, orientada pelo debate teórico existente entre os
dois temas eleitos como categoria, ou seja, entre Geografia Política e Geopolítica.
Para facilitar as referências, enumeramos essas subcategorias na ordem de um a
quinze e sistematizamos as informações (Quadro 2).

QUADRO 2 – Categoria: Geografia Política e Geopolítica com suas subcategorias


ou termos. Fonte: Dados da pesquisa.

As análises foram realizadas considerando citações em que as terminologi-


as, eleitas como subcategorias e que se referem à relação entre política e Geografia,
aparecem nos capítulos das coleções e livros didáticos de Geografia que abordam
conteúdos da Geopolítica. Foram selecionados como unidades de análise, os capí-
tulos retirados das obras didáticas já citadas anteriormente, que, direta ou indireta-
mente, tratam de conteúdos relacionados à configuração política dos espaços ou à
ordem política mundial.

3. A GEOGRAFIA POLÍTICA E A GEOPOLÍTICA EM DEBATE

Neste debate, apresentamos os temas referentes à Geopolítica e à Geografia


Política na ótica da ordem política que o mundo apresenta. O aprofundamento das
leituras sobre os dois temas demonstrou que a Geografia Política está mais adequa-

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da às necessidades do ensino. O papel que ocupa no processo de ensino-aprendi-


zagem não se resume à descrição quantitativa acerca das características de uma
área geográfica localizada na superfície terrestre, ocupada por um determinado
povo. Sua leitura e interpretação estendem-se à história de formação do Estado
Nacional e à composição social e étnica desses Estados.
Com o objetivo de esclarecer o que é Geopolítica e Geografia Política
aprofundamos as leituras em autores clássicos e contemporâneos que se dedica-
ram à pesquisa desses temas. Entender como e por que os acordos ou rupturas
políticas, econômicas, comerciais, etc acontecem ou, ainda, como são concebidas
as novas configurações no mapa político do mundo, como elas podem ou não ser
possíveis, pressupõe conhecimento sobre os campos conceituais relacionados à
Geografia Política e a seus respectivos significados.
As obras de Friedrich Ratzel (1844-1904) e Eric Hobsbawn, historiador con-
temporâneo, auxiliaram na compreensão das relações entre causa e efeito nos prin-
cipais conflitos entre nações, relacionando fatos históricos e geopolíticos. A com-
preensão de Geopolítica se dá de forma diferente entre geógrafos e historiadores. À
Geografia, interessam as relações estabelecidas com base no território, e como
isso é tratado pelo Estado; à História, interessam as relações entre os conflitos e
guerras.
O referencial teórico utilizado pretende expor o que seja Geografia Política e
Geopolítica para evidenciar, se for o caso, que o ensino de Geografia se distanciou
muito do conhecimento que se entende como Geografia Política. O distanciamento
deste conteúdo pode explicar seus problemas com o ensino-aprendizagem.

3.1 Geografia Política

A Geografia Política é um ramo da Geografia que se firmou com a obra


Politische Geographie (Geografia Política, em português), do geógrafo alemão Friedrich
Ratzel, publicada em 1897. Esse estudo emergiu no processo de surgimento dos
Estados Nacionais europeus quando a Alemanha constatou que fora um dos últi-
mos países que deixaram de lado uma organização econômica, política e social com
bases no feudalismo.
Para a Geografia Política o solo, de acordo com suas características, possi-
bilitaria ou dificultaria o desenvolvimento do Estado; a ausência de recursos natu-
rais, particularmente minerais, poderia dificultar a concepção de um Estado sobera-
no. É a ideia de dependência das condições naturais. Ratzel expõe suas ideias em
Geografia Política. Para Ratzel (apud COSTA, 1992, p. 33):

O homem, bem como a maior de suas obras, o Estado, não é concebido sem o
solo terrestre. Quando nós falamos de Estado, designamos sempre, exatamente
como no caso de uma cidade ou estrada, uma fração da humanidade, ou uma
obra humana e, ao mesmo tempo, uma superfície terrestre.

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Considerando a concepção ratzeliana de Geografia Política, seus conteúdos


dedicam-se aos estudos da formação dos Estados Nacionais e à formação dos
países na Idade Moderna. A contribuição deste autor esclareceu a formação do
Estado-Nacional na realidade europeia. É o Estado uma instituição forte e
centralizadora, acima da sociedade; sua unidade depende do território, da concep-
ção política e da forma e organização do espaço geográfico.
Essa concepção ratzeliana entende a Geografia Política como estudos geo-
gráfico-políticos. Em geral, a disciplina é vista como uma disciplina descritiva, no
sentido clássico. Ela estuda as relações da política com o espaço geográfico e apre-
senta a divisão política de um país, as subdivisões em estados confederativos,
cidades, regiões, moeda, história, economia, forma de governo, área, produção
econômica, recursos naturais, tratados, política internacional, dentre outras infor-
mações que caracterizam o país. Sustenta-se em dados quantificáveis de fatos que
são características peculiares daquele país, região ou lugar.
Essas características e as metodologias de ensino adotadas para tratar os
conteúdos da Geografia Política, sustentados em métodos convencionais de ensi-
no, tais como aulas expositivas apoiadas em textos descritivos pertencentes à con-
cepção clássica, contribuíram para as objeções e avaliação de um geógrafo contem-
porâneo a respeito da abordagem feita por essa disciplina escolar.

A grande insuficiência da geografia política tradicional – desde Ratzel até algumas


obras recentes, passando por J. Gottman, J. Brunhes e C. Vallaux, Otto Maull, I.
Bowman e outros – principalmente, e não apenas no referente ao tema cidade-
capital, foi justamente o de não aprender a alteridade de cada situação, procuran-
do estudá-las apenas a partir de noções genéricas e a-históricas, tais como fun-
ção, sitio e situação, capitais naturais e artificiais, litorâneas e interiores (VESENTINI,
1986, p. 24).

Além do entendimento de que a Geografia Política tratava de aspectos físicos


e humanos da paisagem, observou-se sua compreensão sobre as questões cultu-
rais, dando sentido às informações ou grandezas expressas em números sobre o
país estudado. Portanto, sua abordagem não precisa ser como as contidas nos
manuais europeus, uma espécie de livro didático da época, publicados no Brasil
sobretudo nos séculos XVIII e XIX, e adotados para o ensino de Geografia nas
escolas da época: descreviam, no sentido clássico do termo, os fatos geográficos
descobertos pelo mundo.
As metodologias de ensino, adotadas por uma abordagem tradicional des-
ses conteúdos expressivos a partir de 1961, imprimiram a ideia de que essas infor-
mações não eram alteradas ou atualizadas. O conhecimento que poderia dar subsí-
dios para a abordagem dos conteúdos da Geografia Política foi retirado da forma-
ção inicial dos professores de Geografia. Referimo-nos ao conhecimento didático.
Para Costa (1992), as novas tendências da Geografia têm sugerido flexibili-
dade teórico-metodológica e intercâmbio permanente entre especialistas de cada

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área específica. No caso da Geografia Política, essa prática tem apresentado resul-
tados satisfatórios. Segundo esse mesmo autor, a Geografia Política desenvolve
suas pesquisas num amplo e dinâmico campo multidisciplinar. A abordagem pro-
posta pela Geografia Política vai além da ideia de informações estáticas. Ela apre-
senta o país por meio de seu sistema político-economico, dos aspectos geográficos
naturais, dos costumes, hábitos culturais e organizações inerentes aos grupos so-
ciais destes países, dentre um número imenso de informações que podem ser
levantadas.
Os estudos, realizados sob essa perspectiva, tratam, portanto, das caracte-
rísticas demográficas frente ao desenvolvimento de um ramo da economia, das
formas de governo adotadas nos mais diferentes países do mundo e sua estabilida-
de política, do regime socioeconômico desses países e seu nível de desenvolvimen-
to ou de qualquer outro fator que possa representar a expressão daquele lugar,
região ou povo. Na leitura ratzeliana, visão “determinista, as influências naturais
condicionam as atividades humanas; impõem suas características sobre a história.
Para essa leitura de organização do espaço geográfico, a diversidade das condições
ambientais explicaria, em grande parte, a diversidade de povos que ocupam a terra.
Segundo Ratzel (apud MORAES, 1990), o homem é um ser da natureza que possui
instintos, necessidades e aptidões. Essa compreensão subsidiou a concepção de
“espaço vital”, veiculada na Alemanha do século XIX, e justificava as tentativas em
anexar territórios ao Estado alemão.
É importante lembrar que a postura que se tem hoje em relação à Geografia
Política não é a mesma que se tinha quando Ratzel escreveu suas obras. Podemos
asseverar que essa postura determinista sofreu avanços significativos no que diz
respeito às discussões que envolvem política e Geografia. Entretanto esses avanços
não seguiram os rumos da compreensão geográfica, mas caminharam em direção
a uma concepção ideológica. As concepções que outrora eram mais sistematiza-
das, que formulavam conceitos e teorias desse ramo do conhecimento, passam a
assumir discursos geopolítico, ideológico e voltados para a formulação de estraté-
gias globais que envolvam as grandes potencias. Costa (1992) afirma que, nesse
sentido, a Geopolítica representa um inquestionável empobrecimento teórico em
relação à análise geográfico-política de Ratzel e tantos outros.
No entanto, uma outra leitura sobre essas informações interpretou que,
nesta concepção, a sociedade é influenciada pelas condições naturais. Esta leitura,
via de regra, desencadeia uma interpretação equivocada de que as condições natu-
rais impõem-se sobre a história, visto que um povo, sob a influência de certas
condições naturais, adquire determinadas características que, em outros povos,
não apareceriam por estarem sob diferentes influências naturais. Por isso, é classi-
ficada como determinista. Foi esta leitura que desencadeou a utilização de
metodologias inadequadas para o tratamento e abordagem de temas ligados à Ge-
ografia Política. Costa (1992, p. 33), relativiza a crítica a essa abordagem
“determinista”, a leitura de que o meio físico influencia a sociedade:

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[...] não se trata de um determinismo estreito meramente causal, pois, o que está
em jogo é a idéia de que o solo e seus condicionantes físicos são apenas um dado
geral, uma base concreta, um potencial enfim, cuja eficácia para o desenvolvi-
mento estatal de uma nação ou de um povo, dependerá antes de tudo, de sua
capacidade de transformar essa potencialidade em algo efetivo.

Mediante essas informações, foi possível perceber que os estudos da Geo-


grafia Política não se limitam a seu caráter pragmático, às descrições físicas dos
países ou regiões; e nem ao seu papel de palco de sustentação dos acontecimentos
Geopolíticos. Seu estudo inclui, também e particularmente, sua afirmação como
disciplina científica, cujos métodos são semelhantes aos utilizados em outros domí-
nios da Geografia Humana, e implicam, sobretudo, a análise de dados estatísticos
e materiais de arquivo.
A Geografia Política estuda, simultaneamente, a maneira como as considera-
ções geográficas têm influência na condução das políticas e a influência das deci-
sões políticas na paisagem física e cultural. Relaciona-se ao mundo político por
meio de três domínios: a formação e delineação de Estados, a designação e execu-
ção de políticas, e as relações internacionais. É possível verificar que a abordagem
acerca das relações internacionais é que foi identificada como Geopolítica. A Geo-
grafia Política é, portanto, uma caracterização dos espaços a partir de seus elemen-
tos constituintes, sejam eles naturais ou historicamente produzidos por aqueles
que os ocuparam ou que atualmente os ocupam. Ela é entendida, essencialmente,
como o estudo geográfico ou espacial da política.

3.2 Geopolítica

Lócus das discussões políticas estabelecidas entre Estados, seus conflitos,


seus tratados, globalização da economia e política, a Geopolítica é uma discussão
que envolve e reflete sobre todas as nações as questões que preocupam as potên-
cias econômicas e políticas com relação à sua segurança militar e ao desempenho
de seu mercado econômico.
É uma disciplina das Ciências Humanas que envolve a Teoria Política à Geo-
grafia, considerando o papel político internacional que as nações desempenham em
função de suas características geográficas — como localização, território, posse de
recursos naturais, contingente populacional e outros. É o estudo da estratégia, da
manipulação, da ação. Estuda o Estado como organismo geográfico; a relação in-
trínseca entre a Geografia e o poder. Utiliza como método de análise os conheci-
mentos da Geografia Física e Humana para orientar a ação política do Estado.
Foi o jurista sueco Rudolf Kjéllen (1864 - 1922), seguidor das ideias de Ratzel,
especialmente em relação à Geografia Política, quem pôs em evidência, por volta de
1905, em seu artigo As grandes potências, o termo Geopolítica. Nessa conjuntura
da discussão mundial, as questões giravam em torno, sobretudo, dos aspectos que
envolviam segurança militar. Sobre o tema, Miyamoto (1995, p. 21) escreve:

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[...] Kjéllen foi o autor da teoria organicista do Estado e, de acordo com suas
concepções, o Estado é um organismo vivo que apresenta, durante sua existên-
cia, diversas fases. Como qualquer ser orgânico caracteriza-se por apresentar
etapas como o nascimento, o crescimento, o desenvolvimento e a senilidade.

A citação acima reporta a influência das teorias de Kjéllen para a Geopolítica.


Porém essa área estratégica da Geografia, por sua vez, é sempre confundida com a
Geografia Política, possivelmente porque a sua origem esteja nas ideias do próprio
Ratzel.
Azevedo (1995) apresenta a diferenciação dessas áreas ao destacar a Geo-
grafia Política como uma subdivisão da Geografia. Ao seu lado, aparece a Geopolítica,
com campo de ação muito próximo, embora com aspectos da ciência política.
Poderíamos afirmar que, para uma boa compreensão Geopolítica do mundo, é
necessária uma boa compreensão da Geografia Política. Este é o motivo de o con-
teúdo da Geografia Política ser sugerido para o conhecimento escolar.
A Geopolítica é vista, portanto, como dinâmica preocupada com as estraté-
gias políticas que venham promover a obtenção de poder sobre um território, que
abrigue em sua extensão recursos naturais ou que ocupe uma posição geográfica
capaz de dar ao Estado administrador deste território poder. Como explica Lacoste
(1988, p. 31):

Preparar-se para a guerra, seja para a luta contra outros aparelhos de Estados,
como para a luta interna contra aqueles que colocam em causa do poder, ou
querem dele se apossar, é organizar o espaço de maneira a ali poder agir do modo
mais eficaz possível.

Assim, por referir-se à política em seu nível territorial, particularmente, na-


quilo que concerne ao expansionismo, à guerra entre esses Estados nacionais, à
definição de fronteiras e às políticas territoriais de maneira geral, a Geopolítica nem
sempre é vista como um ramo da Geografia Humana. Ela sustenta-se sob bases
cartográficas e, embora ocorra na esfera política (Estado, território, fronteira, na-
ção, país, e política), apoia-se nas questões físicas. Assim, alguns povos acirraram
suas lutas pela posse territorial.
A Geopolítica deve ser entendida, ainda, como o aspecto ideológico da Geo-
grafia Política, responsável pela compreensão das relações recíprocas que se esta-
belecem entre o poder político nacional instituído, que costumamos chamar de
Estado, e o espaço geográfico onde ele se institui, que denominamos de território.
A informação fornecida pela Geografia Política pode ser levantada pelos alu-
nos a partir de atividades que estimulem essa pesquisa didática. A Geopolítica é,
portanto, a consideração das informações fornecidas pela Geografia Política,
atualizadas e lidas a partir dos conflitos e guerras, sejam eles de quaisquer proce-
dências.
A Geopolítica faz parte das relações políticas estabelecidas entre as diversas

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nações. É de interesse da instituição Estado e, por isso mesmo, um instrumento a


serviço do poder e não uma ciência neutra ou desinteressada. Trata-se de uma
questão ideológica, o que talvez justifique os problemas encontrados com o pro-
cesso de ensino-aprendizagem.

4. RESULTADOS

Apresentamos os resultados a partir da somatória de todas as subcategorias


escolhidas.

QUADRO 3 – Participação das subcategorias, de acordo com as categorias a que


pertencem. Fonte: Dados da pesquisa.

Comparando a frequência em que a somatória de todas as subcategorias


escolhidas para a análise aparece no conjunto das obras investigadas, temos uma
vantagem muito grande a favor daquelas que se agrupam à categoria Geopolítica.
Para melhor visualização desses dados utilizamos um gráfico de barras (Gráfico 1).

GRÁFICO 1 – Totalização dos dados. Fonte: Dados da pesquisa. Fonte: Dados da


pesquisa.

Em 68% das vezes que se empregam, nas obras analisadas, terminologias


para abordar discussões ou reflexões que compreendem a Geografia e sua relação
com a política, aparecem os termos geopolíticos. São utilizadas para tais discus-
sões, as subcategorias classificadas como pertencentes aos conteúdos que assu-

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mem um caráter ideológico, dinâmico e estratégico. Portanto, componentes da


categoria Geopolítica. Para melhor compreensão desses números passamos a ob-
servar os resultados separadamente, de acordo com as categorias estabelecidas e
com o nível de ensino.

4.1 Resultados da Categoria Geografia Política

GRÁFICO 2 – Participação geral das subcategorias ligadas à categoria Geografia


Política nas obras do Ensino Fundamental. Fonte: Dados da pesquisa.

Verificamos, nesses dados, que 536, das 734 subcategorias registradas, ou


seja, 73% da frequência das subcategorias que compõem a categoria Geografia
Política nas obras didáticas utilizadas no Ensino Fundamental, correspondem às
cinco seguintes: 1.11 país (289 vezes), 1.04 cultura (79 vezes), 1.14 região (65
vezes), 1.03 blocos econômicos (53 vezes) e 1.08 limites (50 vezes). O restante,
198 ou 27%, distribui-se nas outras dez subcategorias alinhadas à categoria Geo-
grafia Política.
É interessante destacar o fato de que algumas terminologias que contribuem
com a caracterização dos espaços políticos, apresentadas nas obras analisadas,
não fazem parte do grupo das subcategorias mais freqüentes na análise. Termi-
nologias como: 1.12 paisagem, 1.14 região, 1.09 organização do espaço, 1.06 espa-
ço geográfico e outras que são utilizados nos textos de Geografia, ou que se cons-
tituem como categorias principais da ciência geográfica, não são utilizadas com
frequência por esses autores das obras didáticas.

GRÁFICO 3 - Participação geral das subcategorias ligadas à categoria Geografia


Política nas obras do Ensino Médio. Fonte: Dados da pesquisa.

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No Ensino Médio, das quinze subcategorias que compõem a categoria Geo-


grafia Política, cinco delas, ou seja: 1.11 país (179 vezes), 1.14 região (26 vezes),
1.13 blocos econômicos (22 vezes), 1.13 população (20 vezes) e 1.10 povo (18
vezes), somam 275 participações ou quase 80% dos registros encontrados nos
cinco livros didáticos analisados. As demais dez subcategorias registram 76
frequências ou pouco mais de 20% deste total.
Essa baixa frequência de algumas subcategorias, associada à ausência de
outras nos faz supor que esses autores consideram a Geografia Política sem impor-
tância para a construção do conhecimento geográfico. Talvez eles não tenham con-
siderado que as ideias de Ratzel possam ser lidas não somente por este prisma de
informações estáticas, em que pese a visão de que os elementos que compõem o
espaço político não se alteram, mas, é possível sim, considerar que os princípios e
leis formuladas por esse autor clássico da Geografia podem ser lidos de uma ma-
neira que leve em conta o aspecto dinâmico da Geografia Política.
Essas duas constatações, ou seja, essa carência e essa baixa frequência,
podem ser apontadas como falhas no processo ensino-aprendizagem da Geografia,
uma vez que, a maioria dos profissionais do Ensino Fundamental e Médio, em suas
aulas, utilizam somente o livro didático como fonte de pesquisa.
Tais constatações nos fornecem indicativos bastante fortes, que sugerem
pouca atenção para com a Geografia Política nos livros didáticos da Educação Bási-
ca, contribuindo, mais ainda, para afirmarmos a existência de um abandono de
conteúdos essenciais à compreensão da ordem política mundial e, conseqüente-
mente, da Geografia como um todo, já que ela não se faz sem seus conceitos
elementares. É o que nos aponta Corrêa (1995, p.16):

Como ciência social, a geografia tem como objeto de estudo a sociedade que, no
entanto, é objetivada via cinco conceitos-chave que guardam entre si forte grau
de parentesco, pois todos se referem à ação humana modelando a superfície
terrestre: paisagem, região, espaço, lugar e território.

Desses cinco conceitos elementares, somente o conceito de território não


faz parte do rol de termos que elegemos para compor a categoria Geografia Políti-
ca, embora ele seja uma terminologia mais frequente na Geografia do que nas
Ciências Sociais.

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Vol. 4 nº 8 jul./dez. 2009 p. 261-275
ISSN 1809-5208 UNIOESTE CAMPUS DE C A S C AAVV E L

4.2 Resultados da Categoria Geopolítica

GRÁFICO 4 – Participação geral das subcategorias ligadas à categoria Geopolítica


nas obras do Ensino Fundamental. Fonte: Dados da pesquisa.

Observamos, no gráfico do Ensino Fundamental, que as subcategorias ali-


nhadas à categoria Geopolítica, mais frequentes no conjunto das obras didáticas
destinadas a este nível de ensino são: 2.02 Estado (271 vezes), 2.14 território (251ve-
zes), 2.03 fronteira (187) (vezes), 2.01 conflito (71 vezes) e 2.05 globalização (60
vezes), as quais somam 840 ou aproximadamente 80% dos registros de frequência
analisados. As dez outras contam 230 frequências que correspondem a 20% da
análise.

GRÁFICO 5 – Participação geral das subcategorias ligadas à categoria Geopolítica


nas obras do Ensino Médio. Fonte: Dados da pesquisa.

As subcategorias alinhadas à categoria Geopolítica que mais aparecem na


análise do conjunto das obras didáticas destinadas ao Ensino Médio são: 2.14
território (212 vezes), 2.02 Estado (201 vezes), 2.01 conflito (144 vezes), 2.07 na-
ção (108 vezes) e 2.05 globalização (107 vezes). Estas subcategorias registram
772, ou 68% de participação na análise da categoria, restando 398 registros ou
32% para as dez subcategorias restantes.
O fato que pode justificar a presença maior das subcategorias Geopolíticas
em todas as obras analisadas pode estar ligado à interpretação que os autores têm
em relação à Geopolítica. É possível que eles a tomem como um contraponto da
visão estática, gerada pela leitura determinista da Geografia Política, procurando
torná-la dinâmica e preocupada com as ações estratégicas que promovam discus-
sões ao redor das relações de poder que se estabelecem entre e inter espaços Fica,

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ISSN 1809-5208 UNIOESTE CAMPUS DE C A S C AAVV E L

portanto, a questão para o debate: por que não resgatar a Geografia Política que,
afinal, sempre desvendou as Geopolíticas?

6. REFERÊNCIAS

AZEVEDO, A. de. A geografia a serviço da política. Boletim Paulista de Geo-


grafia, nº 21, p. 42 - 68, 1995.
BARDIN, L. Análise de conteúdo
conteúdo. Tradução de Luis Antero Reto e Augusto Pi-
nheiro. Lisboa, Edições 70, 1977.
BECKER, B. K. A Geografia e o resgate da geopolítica. Revista Brasileira de
Geografia
Geografia, Rio de Janeiro: IBGE, ano 50, n. especial, t. 2, p. 99 - 126, 1988.
COSTA, W. M. da. Geografia política e geopolítica
geopolítica: discurso sobre o territó-
rio e o poder. São Paulo: Hucitec, 1992.
CORRÊA, R. L. Espaço: Um conceito-chave da geografia.. In: CASTRO, Iná et al.
(Orgs.). Geografia
Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.
FREITAS, H. M. R. de. Análise léxica e análise de conteúdos
conteúdos: técnicas com-
plementares, sequenciais e recorrentes para exploração de dados qualitativos. Por-
to Alegre: Sphinx; Editora Sagra Luzzatto, 2000.
LACOSTE, Y. A geografia, isso serve, em primeiro lugar lugar,, para fazer a
guerra
guerra. Trad. Maria Cecília França. Campinas, SP: Papirus, 1988.
MIYAMOTO, S.. Geopolítica e poder no Brasil Brasil. Campinas, SP: Papirus, 1995.
MORAES, A. C. R. Ratzel. São Paulo: Ática. 1990.
SANTOS, M. Sociedade e espaco: a formacão social como teoria e como método.
Boletim Paulista de Geografia
Geografia, São Paulo: AGB, 1977. p. 81 – 99.
VESENTINI, J. W. A capital da geopolítica
geopolítica. São Paulo: Ática 1986. (Ensaio 124).

NOTAS

1 Professor efetivo da disciplina de Geografia da Rede Estadual de Ensino do Estado do Paraná.


Aluno do Programa de Pós- Graduação em Educação para a Ciência e o Ensino de Matemática na
Universidade Estadual de Maringá. E-mail: marpedroni@gmail.com.
2 Doutora em Educação. Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência e o
Ensino de Matemática da Universidade Estadual de Maringá. E-mail: mariagr.lima@uol.com.br.
3 A Língua Brasileira de Sinais, LIBRAS é uma língua utilizada pela comunidade surda do Brasil, que
foi oficialmente reconhecida por meio da Lei Nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Sua estrutura
linguística é diferente da língua Portuguesa.

Recebido em: 16/07/2009.


Aprovado para publicação em: 04/11/2009.

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