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Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região - 1º Grau

Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região - 1º Grau

O documento a seguir foi juntado ao autos do processo de número 0000001-05.2017.5.06.0193


em 15/06/2017 22:01:20 e assinado por:
- CARLOS ANTONIO NECO

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PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6ª REGIÃO
Primeira Turma

PROC. Nº TRT - 0000751-12.2014.5.06.0193 (RO)


Órgão Julgador : Primeira Turma
Relatora : Desembargadora Valéria Gondim Sampaio
Recorrente(s) : CONSÓRCIO CII - CONSÓRCIO IPOJUCA INTERLIGAÇÕES E SINDICATO
DOS TRABALHADORES NAS IND. DA CONST. ESTRADA PAVIMENTAÇÃO E OBRAS DE
TERRAPLANAGEM EM GERAL NO ESTADO PE
Recorrido(s) : OS MESMOS
Advogados : Margareth Liz Rubem de Macedo e Suelen Karine Gomes Braga
Procedência : 3ª Vara do Trabalho de Ipojuca (PE)

EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO. ADICIONAL DE


PERICULOSIDADE. REFINARIA DO NORDESTE ABREU E LIMA
- RNEST. MARCO INICIAL. I - O adicional de periculosidade
consiste em salário-condição, de modo que apenas é devido a
partir da verificação das condições de risco, por meio de perícia
específica, e enquanto perdurar a situação. II - Hipótese em que
definido pelo parecer técnico que todo o ambiente intramuros da
Refinaria do Nordeste Abreu e Lima - RNEST passou a oferecer
riscos à integridade física dos trabalhadores, apenas a partir do
início das operações, este deve ser o marco inicial do pagamento.

Vistos etc.

Recorrem ordinária e adesivamente CONSÓRCIO CII -


CONSÓRCIO IPOJUCA INTERLIGAÇÕES e SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS IND.
DA CONST. ESTRADA PAVIMENTAÇÃO E OBRAS DE TERRAPLANAGEM EM GERAL NO
ESTADO PE, em face da sentença proferida pelo Juízo da 3ª Vara do Trabalho de Ipojuca
(PE), que julgou parcialmente procedentes os títulos postulados na Reclamação Trabalhista
em que contendem, nos termos da fundamentação juntada sob o ID. f5c1528.

Em razões (ID. 8c0bf8f), o demandado requer a exclusão da


obrigação pelo pagamento de adicional de periculosidade à integralidade dos trabalhadores,
afirmando que fora acatado o laudo técnico, realizado administrativamente por acordo entre as
partes, que estabeleceu que o ambiente era perigoso apenas a partir de setembro/2014. No
caso de manutenção do julgado, requer que seja reconhecida a imediata implementação dos
valores na folha de pagamento, de modo que a condenação seja limitada até setembro/2014.
Por fim, afirma serem indevidos os honorários sindicais.

O Sindicato-autor, por sua vez, em razões adesivas (ID. 029397b),

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pretende a ampliação da condenação.

Contrarrazões apresentadas sob o ID. ddaabfc, apenas pelo


reclamado.

Em conformidade com o art. 20 da Consolidação dos Provimentos


da Corregedoria Geral da Justiça do Trabalho, c/c art. 50 do Regimento Interno deste Sexto
Regional, não houve remessa à Procuradoria Regional do Trabalho.

É o relatório.

VOTO

Da preliminar de não conhecimento dos documentos juntados na fase


recursal, pelo reclamado. Atuação de ofício.

Deixo de conhecer dos documentos acostados junto com o


Recurso Ordinário, visto que o procedimento adotado pelo recorrente não atende à exegese do
art. 397 do CPC.

Nesse aspecto, em julgamento, o então Ministro Carlos Ayres Britto


observou que, segundo entendimento da Corte Suprema Federal, considera-se novo o
documento que "ou era ignorado pela parte, ou dele a parte não pôde fazer uso" (STF, MS
25270/DF, Tribunal Pleno, DJ 03-08-2007, p. 32).Vale dizer, o documento não pode ser novo,
de produção posterior. Ele terá que ser preexistente, mas desconhecido da parte ou a ela
indisponível, em dado momento, mas que não fora apresentado em juízo em razão de alguma
das hipóteses previstas no supracitado dispositivo legal.

É que a juntada de documentos na fase recursal apenas é


permitida quando provado o justo impedimento à sua apresentação, no momento oportuno, ou
se refira a fato posterior à sentença. Nenhuma dessas duas hipóteses resultou demonstrada.

Incide à espécie, portanto, a diretriz consagrada na Súmula 08 do


Colendo TST.

MÉRITO

Do adicional de periculosidade. Marco inicial.

Historiando os fatos, para melhor compreensão da matéria, tem-se


que o SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO DE
ESTRADAS, PAVIMENTAÇÃO E OBRAS DE TERRAPLANAGEM EM GERAL NO ESTADO DE

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PERNAMBUCO (SINTEPAV-PE) ingressou com Reclamação Trabalhista, na qualidade de


substituto processual, para buscar a condenação do CONSÓRCIO CII - CONSÓRCIO
IPOJUCA INTERLIGAÇÕES ao pagamento de adicional de periculosidade a todos os
substituídos que prestaram serviços no âmbito da Refinaria do Nordeste Abreu e Lima -
RNEST, desde novembro de 2013 até o desligamento, sob o argumento de que a vantagem já
era concedida pela PETROBRÁS, a seus empregados.

Em resposta a ofício expedido pelo Juízo, para prestar informações


sobre o assunto, a PETROBRÁS afirmou que a "Refinaria Abreu e Lima (intramuros), de
acordo com a legislação e os padrões da Companhia, ainda, não é caracterizada como área
perigosa, capaz de ensejar o pagamento do referido adicional para todos os empregados que
laboram na obra de construção da RNEST", acrescentando que "Excepcionalmente, recebem o
adicional de periculosidade apenas os empregados que trabalham em área especifica da obra,
chamada de RNEST/OP/UT, que possui acesso restrito e os operadores que recentemente
vieram deoutras Refinarias como a Landulpho Alves (RLAM/BA) e a de Paulínea (
REPLAN/SP)."(ID. 593715c)

Em consonância com o declarado, os pareceres técnicos


apresentados pela reclamada sob os ID. baafefc, 64cac12 e c822724, não impugnados,
revelaram que apenas faziam jus à percepção do adicional de periculosidade aqueles que
exercessem as funções de "encarregado de lubrificação", "lubrificador" e "motorista de
comboio de lubrificação".

O reclamado, por sua vez, contesta a demanda, aduzindo que


falece a parte de interesse jurídico, eis que restou convencionado pelos Sindicatos
representantes das categorias profissional e econômica das partes envolvidas que fosse
elaborada uma perícia, por instituição idônea, acerca da eventual exposição dos trabalhadores
a situação de risco no canteiro de obras, cujo resultado seria acatado por ambos.

Afirmou, ademais, que "não há negativa ao pagamento de adicional


de periculosidade pela Reclamada quando efetivamente devido ao trabalhador, mas que na
medida em que for se iniciando a fase de testes e funcionamento parcial da Refinaria Abreu e
Lima, serão pagos os devidos adicionais, desde que devidamente comprovado o risco através
de Laudo Pericial" (ID. 80c5b38).

Em 18 de agosto de 2014, já durante o curso da lide, consoante se


extrai do documento juntado sob o ID. a05dba3, foi encaminhado o Pedido de Proposta de
Laudo Técnico ao Laboratório de Segurança e Medicina do Trabalho da Universidade de

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Pernambuco - UPE, que foi finalizado no mês seguinte.

Após exame de toda a extensão das instalações, resultou


consignado que "As atividades e operações realizadas pela força de trabalho de modo
permanente ou intermitente na empresa Refinaria do Nordeste Abreu e Lima - RNEST,
independentemente de sua natureza, desde que ocorra dentro dos limites físicos
macrocircundantes do empreendimento, isto é, intramuros, são, nos termos estabelecidos pela
Lei 6.514 de 22/12/1977, Portaria 3.214 de 08/06/1978 e NR 16 Anexo 2, caracterizadas como
"Atividades ou Operações Perigosas", fazendo jus ao recebimento de adicional de
periculosidade de 30% (trinta por cento), incidente sobre o salário, sem os acréscimos
resultantes de gratificações, prêmios ou participação sobre o salário." (ID. 3bc1a2d).

Tal conclusão levou em consideração a exposição dos


trabalhadores aos riscos inerentes às atividades e locais que envolvem o transporte,
armazenamento e o processo de produção e refino do petróleo cru e seus derivados
(inflamáveis líquidos) que, segundo a Norma Regulamentadora nº 16, Anexo 2, expõe a
integridade física de todos os trabalhadores da área de operação, consistente no "conjunto das
unidades de processamento e refino de petróleo cru e seus derivados".

Por outro lado, em razão da "inexistência de barreiras físicas para


delimitar as unidades produtivas/áreas de risco, de modo a garantir a restrição de acesso
somente para trabalhadores autorizados", além da inviabilidade técnica para adotá-las,
estabeleceu-se, "como medida preventiva e conservativa", que "a delimitação de segurança
das áreas de risco seja todo o perímetro correspondente a totalidade do empreendimento."

O demandado, em petição anexada sob o ID. 4fa7f8b, manifestou


concordância com o resultado da perícia e informou que já havia implantado o pagamento do
adicional de periculosidade para todos os seus empregados, trazendo documento
demonstrativo do alegado (ID. 74467c7).

Sobreleva registrar que nem no momento da juntada do laudo


pericial, nem em contrarrazões, o acionante impugnou tal informação.

Na sentença, ponderando as considerações do "expert" de que o


ambiente laboral perigoso se relacionava com as operações da refinaria, o Juízo de origem
decidiu que o pagamento seria devido a partir de agosto de 2014, com fundamento em notícia
trazida pelo acionante, veiculada na mídia digital, que teria informado o início provável das
atividades nessa época.

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Contra esta decisão, o Sindicato se opõe, pugnando pela


ampliação do condeno, com retroação a novembro de 2013, enquanto que a empresa-ré busca
a improcedência da ação.

De logo, registro não merecer amparo as alegações do reclamado


de que houve perda do objeto, porquanto ainda há período alvo de dissenso, o que provocou a
interposição de Recurso Ordinário pela parte adversa, inclusive.

Isto posto, tem-se que inexiste controvérsia acerca da qualidade do


ambiente laboral, faltando, tão-somente, a definição do marco inicial de sujeição dos
trabalhadores às condições de risco apontadas no laudo técnico.

No particular, destaco que a data de elaboração do parecer é


inservível para tal fim, porque ele não constitui o direito, apenas o revela, de modo que
improcede a pretensão do reclamado, sob esta ótica.

Por outro lado, diversamente do posicionamento adotado no


"decisum" revisando, admito que inexistem, nos autos eletrônicos, elementos fidedignos que
estabeleçam com precisão a inauguração das operações de refino.

Com efeito, a matéria colacionada sob o ID. 4eb5486, de


julho/2014, embora divulgada pelo sítio eletrônico da PETROBRÁS, apenas se refere às
previsões de as atividades se iniciarem em agosto/2014.

Contudo, é de conhecimento público e notório que o cronograma


obra em comento e de funcionamento da unidade de refino há muito não é respeitado.

Com base nesses fatos, foi procedida pesquisa na rede mundial


de computadores, resultando constatado, por meio de notícias divulgadas à população do
Estado, que, na verdade, o seu funcionamento principiou no mesmo mês da elaboração do
documento técnico, qual seja, setembro/2014, com o acendimento da tocha principal, "utilizada
para queimar gases sem aproveitamento", (http://m.jc.ne10.uol.com.br/canal/economia
/pernambuco/noticia/2014/09/30/refinaria-abreu-e-lima-ja-esta-pronta-para-operar-148320.php)
e a chegada do primeiro navio de petróleo (http://m.jc.ne10.uol.com.br/canal/economia
/pernambuco/noticia/2014/09/03/navio-trazendo-petroleo-da-refinaria-atraca-amanha-
em-suape-143642.php), "para iniciar os testes de processamento na Refinaria Abreu e Lima",
que "tem previsão de começar a operar oficialmente no início de novembro".

O adicional de periculosidade consiste em salário-condição, de


modo que apenas é devido a partir da verificação das condições de risco, por meio de perícia

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específica, e enquanto perdurar a situação.

Assim, uma vez definido pelo parecer técnico que todo o ambiente
intramuros da Refinaria do Nordeste Abreu e Lima - RNEST passou a oferecer riscos à
integridade física dos trabalhadores, apenas a partir do início das operações (setembro/2014),
este deve ser o marco inicial do pagamento, que, na hipótese, coincidiu com a data de
realização das avaliações.

Não merece prosperar, pois, a pretensão do substituto processual,


para que fosse pago desde novembro/2013 à totalidade dos substituídos, porque ausentes,
naquela época, os agentes nocivos apontados no laudo pericial.

O fato de que alguns empregados da PETROBRÁS o recebiam


não tem o condão de estender para os demais, que não exerciam as atividades específicas
relacionadas nos laudos de ID. baafefc, 64cac12 e c822724, pois a natureza dos serviços
passou a ser irrelevante, tão-somente, após o começo das operações nas instalações da
refinaria.

De outra parte, uma vez comprovada, pelo acionado, a


implementação do respectivo adicional na folha de pagamento dos trabalhadores, a partir de
setembro/2014, há de ser provido o recurso do reclamado, ainda que por outro fundamento,
bem assim julgada improcedente a ação, inclusive no tocante aos honorários sindicais.

Das violações legais e constitucionais

Os fundamentos lançados evidenciam o posicionamento do Juízo,


que não vulnera qualquer dispositivo da ordem legal ou constitucional.

Registro, por oportuno, que o prequestionamento de que cuida a


Súmula 297 do C. TST prescinde da referência expressa a todos os dispositivos tidos por
violados, conforme a interpretação conferida pelo próprio C. Tribunal Superior do Trabalho, "in
verbis":

"PREQUESTIONAMENTO. TESE EXPLÍCITA. INTELIGÊNCIA DA SÚMULA N.º


297.Havendo tese explícita sobre a matéria, na decisão recorrida,
desnecessário contenha nela referência expressa do dispositivo legal para
ter-se como prequestionado este. (OJ nº. 118 da "SDI-I")."

Conclusão

Ante o exposto, preliminarmente, mediante atuação de ofício, não


conheço dos documentos juntados na fase recursal. No mérito, nego provimento ao apelo do
Sindicato e dou provimento ao recurso da reclamada, para excluir a condenação ao

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pagamento de adicional de periculosidade, em período anterior a setembro/2014, julgando, por


conseguinte, improcedentes os títulos postulados na ação, inclusive no tocante aos honorários
sindicais.

Custas invertidas, porém dispensadas, na forma da lei.

ACORDAM os Desembargadores da Primeira Turma do Tribunal


Regional do Trabalho da Sexta Região, observados os fundamentos supra, por unanimidade,
preliminarmente, mediante atuação de ofício, não conhecer dos documentos juntados na fase
recursal. No mérito, por unanimidade, negar provimento ao apelo do Sindicato e dar
provimento ao recurso da reclamada, para excluir a condenação ao pagamento de adicional de
periculosidade, em período anterior a setembro/2014, julgando, por conseguinte,
improcedentes os títulos postulados na ação, inclusive no tocante aos honorários sindicais.
Custas invertidas, porém dispensadas, na forma da lei.

Recife (PE), 20 de outubro de 2015.

VALERIA GONDIM SAMPAIO


Desembargadora Relatora

CERTIDÃO DE JULGAMENTO

Certifico que, em sessão ordinária hoje realizada, cuja pauta foi


publicada no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho - DEJT de 14.10.2015, sob a presidência
do Exmº. Sr. Desembargador PEDRO PAULO PEREIRA NÓBREGA,, com a presença do
Ministério Público do Trabalho da 6ª Região, representado pelo Exmo. Sr. Procurador Waldir
Bitu, e dos Exmos. Srs. Desembargadores Valéria Gondim Sampaio (Relatora) e Sergio Torres
Teixeira, resolveu a 1ª Turma do Tribunal, observados os fundamentos supra, por
unanimidade, preliminarmente, mediante atuação de ofício, não conhecer dos documentos
juntados na fase recursal. No mérito, por unanimidade, negar provimento ao apelo do
Sindicato e dar provimento ao recurso da reclamada, para excluir a condenação ao pagamento
de adicional de periculosidade, em período anterior a setembro/2014, julgando, por
conseguinte, improcedentes os títulos postulados na ação, inclusive no tocante aos honorários
sindicais. Custas invertidas, porém dispensadas, na forma da lei.

Certifico e dou fé.


Sala de Sessões, em 20 de outubro de 2015.

Gilberto Alexandre de Paiva Fernandes


Secretário da 1ª Turma - Substituto

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Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a:


[VALERIA GONDIM SAMPAIO] 15102711235100100000011223364

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