Vous êtes sur la page 1sur 3

O FRUTO DO ESPÍRITO E COMO ELE É COMPOSTO

Gálatas 5:22-23 apresentam o Fruto do Espírito. Está no singular,


tanto em português quanto no original Grego.

Como é que tem uma lista inteira de qualidades espirituais,


incluindo o amor? Todos aqueles são frutos do Espírito? Por que
está no singular então?

Clique AQUI para baixar o teste das características do fruto do


Espírito e descubra quanto das características do AMOR ágape (o
AMOR de DEus) você consegue viver e praticar.

Composição do Fruto:

Todo fruto tem Gosto, cheiro, formato, cor, consistência, textura, etc. que são características do fruto e que
o definem como aquele fruto em particular. Assim também é com o fruto do Espírito.

Todos sabem que no original grego não havia pontuação. No texto de Gálatas, seria melhor traduzido como:
“O fruto do Espírito é AMOR: paz, alegria, longanimidade, benignidade, bondade, mansidão, domínio
próprio; contra essas coisas não há lei!” Em outras palavras o fruto do Espírito é descrito pelas partes ou
características que o compõe.

Da mesma maneira é com o famoso 1 Coríntios 13. Poderia se dizer que este capítulo é um paralelo poético
de Gálatas (texto mencionado acima). Enquanto Gálatas está preocupado em fazer contraste entre a
natureza carnal (obras da carne) e a natureza espiritual (fruto do Espírito), 1 Coríntios está com o foco
completamente no Amor em si e nas características que o compõe.

O AMOR de 1 Coríntios 13 não é um dom como os dons


no capítulo 12

O título que aparece antes do capítulo 13 na maioria das


traduções (que não está no original grego), conduz a um
pouco de confusão. 1 Coríntios não fala do dom supremo! Se
isso fosse verdade, algumas pessoas teriam esse dom e outras
não o teriam. O que o texto fala é que o Apóstolo Paulo quer
nos mostrar um “caminho sobremodo excelente…” A palavra
caminho, nesse texto – HODOS em grego – quer dizer meio de conduta, forma de sentir, pensar, decidir.
Quer dizer que Paulo está, ainda no último versículo do capítulo 12, introduzindo a maneira pela qual os
dons deveriam ser exercidos. E ele já entra afirmando que se eu tiver tudo, se eu exercer os dons mais
“importantes” e fizer o que for, se eu não fazê-lo movido pela motivo correto, nada adiantará. Não terá valor
para o meu desenvolvimento espiritual ou para o Reino de Deus.

Veja o leitor, que se o AMOR fosse um dom como os outros do capítulo 12, ele precisaria inevitavelmente
seguir a lógica dos outros dons, certo? No entanto ao entender o AMOR em outra categoria, sou levado a
uma postura menos passiva e mais ativa. Não é algo que eu recebo apenas… É muito mais do que algo que
vem de Deus para nós, é algo que Deus é, e gostaria que fôssemos também. É claro que eu não consigo
produzir esse amor e que ele vem de Deus: “nós amamos por que Ele nos amou primeiro!” diz a palavra,
para que não tenhamos dúvidas sobre a origem. O que Paulo quer deixar claro que o AMOR não é um dos
dons como na lista do capítulo 12.

Ter ou ser AMOR?

O apóstolo Paulo se revolve tentando expressar algo que é


difícil: “aprenda a ser amor!” Nos 3 primeiros versículos ele
fala “se não tiver amor … serei…”; “se não tiver amor… bada
serei…”; “se não tiver amor… nada … aproveitará!” Em
seguida ele descreve o amor muito em termos daquilo que
uma pessoa é ou não é. Ele explora também o que a pessoa
que ama faz, mas me parece em uma instância inferior.

Quero concluir que o Apóstolo nos desafia a muito mais do que exercer um dom, muito mais do que fazer
isso ou aquilo ele nos convida a ser! Sim, ser AMOR. Ser o AMOR ÁGAPE em carne e osso ambulante.
Apesar de ter sido usado por outro Apóstolo, João, creio que Paulo quer utilizar a mesma expressão de
João: “E o verbo se fez carne e habitou entre nós cheio de graça e de verdade…” (cf. Jo. 1:14).

Claro que estou filosofando aqui na tentativa de estimular o leitor e a mim mesmo a buscar viver o amor
como um princípio básico de funcionamento da vida. Atos de amor separados e dependentes das
circunstâncias que nos envolvem todos os dias parece não ser o que o apóstolo Paulo tem em mente aqui.

Outra coisa que parece não ser a intenção de Paulo aqui é que você tem ou não tem um dom do amor.
Esse raciocínio transfere a responsabilidade que é nossa para Deus, o que tende a gerar cristãos
irresponsáveis e dependentes de uma certa “mágica” desempenhada por Deus.
O Paralelo

Há um paralelo entre 1 Coríntios 13 e Gálatas 5:22-23.


Compare as duas passagens e veja se uma não
complementa a compreensão da outra. Ambas falam das
características do AMOR.

Se esse AMOR ÁGAPE é algo que eu desenvolvo durante a


vida, não pode ser algo que eu possua ounão possua! E se
esse AMOR se desenvolve, eu tenho uma parte nesse
desenvolvimento. Em outras palavras, sem a minha cooperação e vontade de “ser AMOR”, ele não vai se
desenvolver em mim. Deus não vai fazer o AMOR se desenvolver em mim, contra a minha vontade.

Como o AMOR se desenvolve em nós? É como uma casa, ela não é construída de uma vez… As partes
precisam ser feitas uma a uma ao longo de um processo. O amor precisa ser construído em suas partes:
paz, alegria, ânimo longo, etc. Ao eu me desenvolver nas partes, eu vou me desenvolvendo no todo.

Quem será que vai conseguir amar mais, quem está se desenvolvendo na paciência ou quem nem quer
saber de ter paciência? Quem vai conseguir expressar mais amor, alguém que está cultivando a paz, ou
alguém que vive com um turbilhão dentro de si? Onde o amor será mais percebido, na vida de alguém que
compreende e se desenvolve na prática da alegria vinda de Deus, ou uma pessoa que vive derrubada,
desesperada, ou mesmo em assim chamadas “alegrias” completamente passageiras, marcadas apenas pelas
circunstâncias?

É claro que sabe amar mais quem está crescendo nas características descritas em Gálatas 5 e 1 Coríntios 13.
Sem desenvolver cada uma dessas características do FRUTO, nunca ele se desenvolverá em nós.

Fonte: adaptado de Schwarz, Christian. The 3 Colors of Love. 2009.