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Poder Judiciário

Justiça do Trabalho
Tribunal Superior do Trabalho

PROCESSO Nº TST-RR-153-30.2011.5.05.0019

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A C Ó R D Ã O
(Ac. (6ª Turma)
GMACC/dms/m

RECURSO DE REVISTA DO BANCO DO BRASIL.


PRESCRIÇÃO. ANUÊNIO. PROMOÇÕES. A
hipótese dos autos não se confunde com
aquelas em que os anuênios eram pagos
com base em previsão de norma coletiva.
Assim, o fato de a vantagem ter sido paga
regularmente até o ano de 1999 quando
cessou a implementação de novos
anuênios não significa a revogação
expressa da cláusula contratual que
garante o direito do reclamante. Na
verdade, a cláusula contratual ainda
subsiste e a pretensão principal do
reclamante é de cumprimento da condição
contratual ainda em vigor. Eventual
condenação a diferenças daí decorrentes
é reflexa ao direito violado mês a mês.
Não há violação dos dispositivos
mencionados nem tampouco contrariedade
à Súmula 294 do TST pelo Tribunal
Regional. Recurso de revista não
conhecido.
PRESCRIÇÃO. INTERSTÍCIOS. PERCENTUAL
ENTRE NÍVEIS PREVISTO NO PLANO DE CARGOS
E SALÁRIOS. ALTERAÇÃO POR NORMA
INTERNA. SÚMULA Nº 294. A alteração de
percentual de 12% e 16% para 3%,
previsto em norma interna demanda o
ajuizamento de ação com o fim de
recebimento de diferenças do percentual
no prazo de cinco anos da data da
alteração, conforme determina a Súmula
nº 294 desta c. Corte. Recurso de
revista conhecido e provido.
PRESCRIÇÃO. ALTERAÇÃO DA RUBRICA VP
PARA VCP. SÚMULA Nº 294. Tratando-se de
pedido que envolve prestações
sucessivas decorrente de alteração do
pactuado, a prescrição é total, exceto
quando o direito à parcela esteja também
assegurado por preceito de lei.
Observa-se que o pedido de diferenças
salariais decorrentes da alteração da
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rubrica VP por VCP, ocorrida em 1997,
não tem previsão em dispositivo de lei,
de modo que incide a exceção prevista na
parte final da Súmula nº 294 desta
Corte. Recurso de revista conhecido e
provido.
HORAS EXTRAORDINÁRIAS. BANCÁRIO. 7ª E
8ª HORAS. CARGO EM COMISSÃO. Não basta
a nomenclatura do cargo ou o valor da
gratificação recebida pelo empregado,
mas, principalmente, a inequívoca
demonstração de estar o empregado
investido dos poderes inerentes à
função de direção, gerência,
fiscalização, chefia ou equivalentes e,
ainda, a comprovação de que há fidúcia
especial na relação de trabalho a fim de
justificar a dilação da jornada. No caso
dos autos, ficou delineado no v. julgado
regional que se trata de função –
analista de conformidade - que não era
desempenhada com a fidúcia ou confiança
que possibilitasse sua inclusão na
exceção do §2º do art. 224 da CLT, de
modo que são devidas as 7ª e 8ª horas
como extras. Recurso de revista não
conhecido.
GRATIFICAÇÃO SEMESTRAL. INTEGRAÇÃO NA
BASE DE CÁLCULO DAS HORAS
EXTRAORDINÁRIAS. Consignado no acórdão
recorrido que a gratificação era paga de
forma mensal, não há falar em aplicação
da Súmula 253/TST. Paga mensalmente
pelo empregador, a gratificação tem
natureza salarial, segundo o disposto
no art. 457, § 1º, da CLT, e integra a
base de cálculo das horas
extraordinárias, conforme entendimento
cristalizado na Súmula 264/TST. Recurso
de revista não conhecido.
RECURSO DE REVISTA DA RECLAMADA CAIXA DE
PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO
DO BRASIL – PREVI. INCOMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA DO TRABALHO. DIFERENÇAS DE
COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. O eg.
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TRT não se manifestou sobre a matéria
relativa à competência da justiça do
trabalho para julgar a lide, motivo pelo
qual, dada a falta do necessário
prequestionamento, incide a Súmula nº
297 desta Corte. Acrescente-se que é
jurisprudência assente nesta Corte,
consubstanciada na Orientação
Jurisprudencial nº 62 da C. SBDI-1, a
necessidade de prequestionamento da
matéria, ainda que se trate de
incompetência absoluta. Recurso de
revista não conhecido.
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA PREVI E
DO BANCO DO BRASIL. No que diz respeito
à responsabilidade solidária, o v.
acórdão recorrido, tal como proferido,
está em consonância com a
jurisprudência desta Corte, no sentido
de que são responsáveis solidários pelo
pagamento de verbas decorrentes de
diferenças de complementação de
aposentadoria, a entidade de
previdência complementar e o
instituidor e principal mantenedor de
entidade de previdência fechada.
Precedentes. Recurso de revista não
conhecido.
DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE
APOSENTADORIA. CUSTEIO, MÉDIA E LIMITE
TETO. INTEGRAÇÃO DAS HORAS
EXTRAORDINÁRIAS NA COMPLEMENTAÇÃO DE
APOSENTADORIA. NOVA REDAÇÃO CONFERIDA À
ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL Nº 18 DA
SBDI-1 DO C. TST. Quanto ao custeio,
média e limite teto, a reclamada não
traz dispositivo da constituição
federal ou lei nem trouxe divergência
jurisprudencial ou alegou
contrariedade à Súmula ou OJ desta
Corte, motivo pelo qual, o recurso
encontra-se sem fundamentação
jurídica, nos termos do art. 896 da CLT,
neste tópico. Com relação a integração
das horas suplementares na
complementação de aposentadoria do
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reclamante, ressalta-se que é pleiteada
com fulcro no Regulamento do Plano de
Benefícios da Previ, que não as exclui
da base de cálculo do salário de
contribuição. Assim, deve ser mantida a
v. decisão regional que determinou a
integração das horas extraordinárias na
complementação de aposentadoria do
reclamante. Neste contexto, da forma
como proferida, a v. decisão regional
está em consonância com entendimento
pacífico desta c. Corte, nos termos da
nova redação da Orientação
Jurisprudencial nº 18, item I, da SBDI-1
do C. TST. Recurso de revista não
conhecido.
PLANO DE CUSTEIO. EQUILIBRIO FINANCEIRO
E ATUARIAL. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. A Corte Regional
não se manifestou sobre a matéria
relativa ao recolhimento da cota parte
do Banco do Brasil e sobre os arts. 195,
§5º, e 202, da CF e 1º e 18, caput e §3º,
da LC nº 109/2001, motivo pelo qual,
dada a falta do necessário
prequestionamento, incide a Súmula nº
297 desta Corte. Recurso de revista não
conhecido.

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Recurso


de Revista n° TST-RR-153-30.2011.5.05.0019, em que é Recorrente BANCO
DO BRASIL S.A. e CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL
- PREVI e Recorrido JOÃO NETO NUNES.

Em sessão de julgamento realizada em 11/9/2013, foi


apresentada divergência ao voto do Exmo. Ministro Relator, Aloysio Corrêa
da Veiga, acolhida pela maioria da Sexta Turma. Peço vênia ao eminente
Relator para reproduzir aqui o relatório e os demais termos de seu voto.

“O eg. Tribunal Regional, pelo acordão de fls.


2.387/2.401, complementado a fls. 2.487/2.495, deu provimento parcial
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ao recurso ordinário do reclamante para afastar a prescrição total e
deferir as diferenças de anuênios, com a contagem do tempo de serviço
a partir de 1999; a diferença de salários resultantes da violação aos
interstícios salariais de 12% e 16%; fixar a jornada de trabalho em 6h,
deferindo a 7ª e a 8ª Horas como de labor extraordinário, mais as
respectivas diferenças de FGTS, 13º salário, férias mais um terço,
domingos e feriados, licença prêmio, gratificação semestral, abonos e
folgas convertidas em espécie; deferir a diferença salarial pela redução
do vencimento padrão em setembro de 1997; e a diferença de proventos de
aposentadoria em função de todas as verbas remuneratórias deferidas.
Irresignados, os reclamados interpõem recursos de
revista a fls. 2.501/2.535 e 2.541/2.564.
Pelo despacho de fls. 2.573/2.579, o recurso de
revista da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil –
Previ, foi admitido por possível contrariedade à OJ nº 18, I, da SBDI-1
desta Corte quanto ao tema “integração das horas extras para o cálculo
da complementação de aposentadoria” e o recurso de revista do Banco do
Brasil foi admitido por possível contrariedade à Súmula nº 294 desta Corte
quanto ao tema “promoções salariais. Interstício”.
Contrarrazões apresentadas às fls. 2.583/2.593 e
2.595/2.622.
Os autos não foram remetidos ao d. Ministério Público
do Trabalho.”

É o relatório.

V O T O

“RECURSO DE REVISTA DO BANCO DO BRASIL

1. PRESCRIÇÃO. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO/ANUÊNIO


CONHECIMENTO
Sobre o tema, a Corte Regional assim se manifestou:

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“Compulsando os autos, vislumbro que a admissão do recorrente
ocorreu em 14/05/1980, ressaindo da prova de fl. 127, inclusive, a previsão
salarial do obreiro, constando expressamente o pagamento do qüinqüênio.
O reclamado fez constar na cláusula nona do AC 83/84 que o regime de
anuênios substitui o de quotas qüinqüenais, inadmitindo-se prejuízo ao
empregado. Verifico que, ao contrário do que assevera, o pagamento dos
anuênios remonta ao ano de 1980, apenas tendo sido regulamentado em
acordos coletivos, fato que, por si só, não implica a revogação de norma
empresarial pretérita.
Em que pese a vantagem ter sido paga regularmente até o ano de 1999,
quando cessou a implementação de novos anuênios, não considero
configurada a prescrição total, porquanto a supressão da referida vantagem
contraria não apenas o regulamento de empresa, mas também preceito de lei,
inteligência dos arts. 457 § 1°, 468 da CLT e súmula 203 do C. TST.
Esclareça-se, ainda, que o anuênio nunca deixou de ser pago, como
considerou a decisão a quo, caracterizando-se como parcela de trato
sucessivo, fato comprovado através dos documentos juntados às fls. 246 e
318.
Observo, ainda, que o próprio reclamado confessa, em sua defesa, não
ter havido redução salarial, pois nos contracheques juntados o anuênio foi
mantido no mesmo patamar, após a supressão em 1999, com os acréscimos
referentes aos aumentos salariais posteriores.
Houve, em verdade, violação patente ao art. 468 da CLT, e fica
evidente que o anuênio não deixou de ser pago, mas deixou apenas de efetuar
a majoração de 1% ao ano a partir de 1999, descaracterizando a razão de ser
do instituto. Do exposto, à hipótese dos autos não se ajusta a orientação da
súmula 294 do C. TST.
Registre-se, por oportuno, que o Aviso Circular n° 84/282 não tem
cunho meramente repetitivo das normas coletivas, com vigência nos anos de
83/84, porque também disciplina matérias estranhas ao pacto normativo.
Trata-se, no mínimo, de norma interna disciplinadora do adicional por tempo
de serviço.
Entendo, portanto, que a previsão do benefício ocorreu em norma
regulamentar interna e não foi fruto de conquista de negociação coletiva.

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Ainda que tal obstáculo pudesse ser superado, observo que não veio
aos autos a norma coletiva que teria autorizado a suspensão do pagamento, o
que impediria a aquisição de novos períodos, segundo o entendimento
majoritário desta Segunda Turma.
A alegação de fato modificativo e impeditivo do direito do autor
inverteu o ônus da sucumbência, a teor dos arts. 818 da CLT e 333, inc. II, do
CPC, do qual o recorrido não se desincumbiu.
Vale registrar que, ainda que de vantagem incorporada por meio de
norma coletiva se tratasse a questão, destaco o entendimento pessoal de que
as vantagens concedidas aos empregados por meio de normas coletivas se
incorporam aos contratos de trabalho, de modo que não podem ser
suprimidas, sob pena de violação ao art. 468 da CLT.
Sedimentando a matéria de modo a extirpar dubiedade e elucidar
discussões em torno do tema, o Tribunal Superior do Trabalho manifestou-se
acerca do objeto e confirmou que a previsão de adicional em norma coletiva
apenas reiterou conteúdo de norma interna anterior, conforme sinaliza
acórdão do Ministro Horácio Pires:
(...)
Diante dos aspectos revolvidos, acolho a diferença de anuênios,
aplicável a prescrição parcial referente ao pedido de letra "f e a diferença de
proventos de aposentadoria em função da diferença das verbas
remuneratórias deferidas.”

O reclamado alega, em razões de revista, que a


pretensão relativa aos anuênios encontra-se prescrita, nos termos do que
recomenda a Súmula nº294 desta Corte. Alega que a lesão decorreu de ato
único do empregador, não estando a parcela prevista em lei, incidindo,
portanto, a prescrição total. Invoca a ocorrência de violação dos arts.
7º, XXVI, da CF e 613, II e IV, da CLT e contrariedade às Súmulas nºs
277 e 294 desta Corte. Colaciona arestos.
O Tribunal Regional se alicerça na tese da não
incidência da prescrição total ao fundamento de que, não obstante ter
sido regularmente paga a vantagem até o ano de 1999, quando cessou a
implementação de novos anuênios, a sua supressão contraria não apenas
o regulamento de empresa, mas também preceito de lei. Registrou, ainda,
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que o anuênio nunca deixou de ser pago, como considerou a decisão a quo,
caracterizando-se como parcela de trato sucessivo.
Analiso.
A hipótese dos autos não se confunde com aquelas em
que os anuênios eram pagos com base em previsão de norma coletiva e, assim,
o fato de a norma coletiva vigente em setembro de 1999 não mais prever
a aquisição de novos anuênios não significa a revogação expressa da
cláusula contratual que garante o direito do reclamante. Na verdade, a
cláusula contratual ainda subsiste e a pretensão principal é de
cumprimento da condição contratual ainda em vigor, ou seja, não
decorrente de previsão em norma coletiva de vigência expirada.
Assim, a cada mês em que o empregador paga o salário
sem o plus da parcela relativa aos novos anuênios, renova-se a lesão.
E, nessa linha, subsistindo a obrigação contratual, aplica-se à pretensão
do reclamante apenas a prescrição parcial, porquanto não se cuida da
“alteração do pactuado” a que se reporta a Súmula 294 do TST.
Por fim, não há violação direta e literal dos arts.
7º, XXVI, da Constituição Federal e 613, II e IV, da CLT, tendo em vista
que a decisão regional está assentada em interpretação destes mesmos
dispositivos.
Também não promove o processamento do recurso de
revista a alegação de contrariedade às Súmulas 277 e 294 do TST, uma vez
que não configurada a prescrição total da pretensão à diferença das
promoções e isso porque elas estavam previstas no plano de cargos e
salários, cujas condições contratuais foram tidas pelo Regional como
favoráveis e, portanto, aderentes ao contrato de trabalho.
Não conheço.

“2. PRESCRIÇÃO. INTERSTÍCIOS. PERCENTUAL ENTRE NÍVEIS


PREVISTO NO PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS. ALTERAÇÃO POR NORMA INTERNA.
CONHECIMENTO

Eis os termos do acórdão da Corte Regional:

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“Com efeito, do exame dos autos é possível constatar que houve
previsão dos aludidos interstícios em norma coletiva no ano de 1995/1996,
cuja vigência foi prorrogada até 28.02.1997. Não obstante, in casu, não ficou
evidente tratar-se de um direito que nasceu de norma coletiva, mas ao
contrário, os acordos coletivos apenas tiveram a função precípua de
regulamentar e atribuir caráter imperativo na concretização de norma
interna, o plano de cargos e salários.
Contudo, ainda que fosse possível argumentar acerca da origem da
pretensão, se limitada a vigência de norma coletiva ou não, a argumentação
do reclamado ruiu diante do documento de fls. 155/157 (Carta - Circular
97/0493), em que o Banco expressamente aponta a redução do percentual
entre os níveis salariais, sinalizando para uma ultratividade da norma ao
manter o pagamento dos percentuais de 12% e 16% para além dos limites
temporais da sentença normativa, nos seguintes termos:

1.1. A Diretoria, em reunião de 23.09.97, decidiu fixar em três por


cento o percentual incidente sobre o vencimento-padrão, quando das
promoções entre os níveis dos Plano de Cargos e Salários, conforme
tabela inclusa no anexo 01, com vigência a partir de 01.08.97, em
substituição aos percentuais anteriormente previstos no acordo
coletivo denunciado / doze ou dezesseis por cento / e que tiveram
vigência até 31.07.97.

A partir dessa prova, não remanesce qualquer outra dúvida quanto aos
efeitos que poderiam advir da cláusula normativa aludida. Isso porque, ainda
que o acordo que a instituiu originariamente tivesse limitado o seu alcance ao
período de vigência da norma coletiva, não menos certo é que o empregador,
usando de prerrogativa que lhe é inerente, fez ultrapassar esse limite e, ao
fazê-lo, promoveu alteração benéfica, cujo preceito aderiu ao contrato de
trabalho e dele não mais pode ser retirado, na esteira do item I da Súmula n°
51 do TST, sob pena de colisão frontal com o art. 468 da CLT.
Não se trata de discutir, como sugere a defesa, a limitação dos efeitos
da cláusula normativa, mas de definir qual a regra aplicável à espécie,
prevalecendo, no particular, o regulamento interno.

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Do exposto, afasto a prescrição total do direito pleiteado, pois a
supressão de garantia instituída por liberalidade patronal e incorporada ao
contrato de trabalho viola o art. 468 da CLT. Nesses termos, inaplicável a
súmula 294 do C. TST.
A sentença merece reforma neste particular.”

O reclamado, em suas razões de recurso de revista,


alega incidir a prescrição total à pretensão de diferenças salariais
decorrentes dos interstícios anteriormente previstos em norma coletiva
de 12% e 16%, por não se tratar de benefício assegurado em preceito de
lei nem lesão que se renova mês a mês. Indica violação dos artigos 7º,
XXVI, da Constituição Federal, 613, II, da CLT e contrariedade às Súmulas
nºs 277 e 294 desta c. Corte. Traz arestos para a demonstração de
divergência jurisprudencial.
Infere-se do v. julgado regional que o reclamante
pretende o pagamento de diferenças salariais decorrentes da alteração
dos critérios de promoção estabelecida pela Carta Circular nº 0493, de
1997, que reduziu os percentuais para cada promoção entre níveis de 12%
a 16% para 3%.
Em se tratando de parcela que não possui previsão em
lei, cuja alteração no percentual aplicado ocorreu em 1997, incide a
prescrição total, nos termos da Súmula nº 294 do TST.
Assim, o Eg. Tribunal Regional, ao afastar a
prescrição total, sob o fundamento de que a lesão se renova a cada mês,
decidiu contrariamente à jurisprudência pacífica desta c. Corte,
consubstanciada na referida Súmula nº 294/TST, a ensejar o conhecimento
do recurso de revista.
Conheço, pois, dos recursos de revista, por
contrariedade à Súmula nº 294/TST.

MÉRITO

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Conforme delineado, a empresa descumpriu o plano de
cargos e salários, em relação à regra de concessão de 12 e 16% entre os
níveis salariais estabelecido no plano de cargos e salários, reduzindo
para 3% para todos os interstícios promocionais, o que determinou o pedido
do autor de pagamento das diferenças salariais.
A prescrição da pretensão demanda o exame à luz da
jurisprudência atual do c. TST, em que se afigura relevante o exame da
pretensão à luz do fato que traduz a lesão. Se há descumprimento do
pactuado, o entendimento é de que a prescrição é parcial, não se aplicando
a prescrição total, mas se houver alteração do pactuado, a prescrição
é total, retroagindo aos últimos cinco anos contados da data em que houve
a alteração.
Neste sentido, em relação à questão da prescrição do
direito de reclamar as diferenças salariais advindas da não concessão
de percentual entre os níveis salariais estabelecido no plano de cargos
e salários, denota-se que as promoções em questão se encontravam
asseguradas em normas internas da empresa (PCCS) e que a lesão ao pretenso
direito do empregado se esgota em ato único, quando da redução do
percentual também por norma interna (Carta Circular).
Trata-se de ato único do empregador, determinante de
alteração do pactuado, com lesão a direito individual, que atinge
prestações periódicas, como disciplina a Súmula nº 294 do TST.
Nesse sentido são os seguintes precedentes da Subseção
I Especializada em Dissídios Individuais:

“RECURSO DE EMBARGOS REGIDO PELA LEI 11.496/2007.


BANCO DO BRASIL. (...) PRESCRIÇÃO. ALTERAÇÃO DOS
INTERSTÍCIOS PARA A PROMOÇÃO PREVISTOS EM NORMA
COLETIVA. SÚMULA 294 DO TST. Nos termos da jurisprudência desta
Subseção Especializada em Dissídios Individuais, é total a prescrição da
pretensão relativa às diferenças salariais decorrentes de alteração contratual
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procedida pelo Banco do Brasil, a qual estabeleceu a redução dos percentuais
incidentes sobre as promoções previstos anteriormente em norma coletiva.
Trata-se de parcela não amparada em preceito de lei a atrair o entendimento
consagrado na parte final da Súmula 294 do TST, considerando que a
alteração contratual ocorreu em 1997 e a presente reclamação foi ajuizada
em 25/4/2008. Decisão recorrida em conformidade com a Súmula 294 do
TST, a inviabilizar o conhecimento do apelo, na forma do art. 894, II, parte
final, da CLT. Recurso de embargos não conhecido.” (E-ED-RR -
1168900-29.2008.5.09.0015 , Relator Ministro: Augusto César Leite de
Carvalho, Data de Julgamento: 28/02/2013, Subseção I Especializada em
Dissídios Individuais, Data de Publicação: 08/03/2013)

“RECURSO DE EMBARGOS REGIDO PELA LEI Nº 11.496/2007.


PRESCRIÇÃO. DIFERENÇAS SALARIAIS. INTERSTÍCIOS. O acórdão
da Turma revela que a pretensão do reclamante diz respeito a diferenças
salariais decorrentes de ato único do empregador que implicou em alteração
contratual quanto aos interstícios, parcela que não está prevista em
dispositivo de lei, mas em normas regulamentares internas do reclamado.
Nesse contexto, ao concluir pela aplicação da prescrição total da pretensão, a
Turma decidiu em estrita consonância com a Súmula nº 294 do TST, razão
pela qual o conhecimento do recurso de embargos encontra óbice na parte
final do art. 894, II, da CLT. Precedentes desta Subseção. Recurso de
embargos não conhecido.” (E-ED-RR - 47100-17.2008.5.09.0091 , Relatora
Ministra: Dora Maria da Costa, Data de Julgamento: 29/11/2012, Subseção I
Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: 07/12/2012)

"RECURSO DE EMBARGOS REGIDO PELA LEI 11.496/2007.


PRESCRIÇÃO. BANCO DO BRASIL. ALTERAÇÃO DOS
INTERSTÍCIOS E PERCENTUAL DAS PROMOÇÕES PREVISTOS EM
NORMA INTERNA DA EMPRESA E EM ACORDO COLETIVO. ATO
ÚNICO. SÚMULA 294 DO TST. Nos termos da jurisprudência da Subseção
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PROCESSO Nº TST-RR-153-30.2011.5.05.0019

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1 Especializada em Dissídios Individuais, é total a prescrição da pretensão
relativa às diferenças salariais decorrentes de alteração contratual procedida
pelo Banco do Brasil, prevendo a redução dos interstícios e do percentual de
promoções. Trata-se de parcelas não amparadas em preceito de lei, não
obstante o pedido envolva prestações sucessivas, o que atrai o entendimento
consagrado na parte final da Súmula 294 do TST. Encontrando-se a decisão
turmária em consonância com a Súmula 294 do TST, inviável o
conhecimento do apelo, nos termos do art. 894, II, parte final, da CLT.
Precedentes. Recurso de embargos não conhecido." (Processo: E-Ag-RR -
73000-16.2009.5.04.0702 Data de Julgamento: 06/09/2012, Relator
Ministro: Augusto César Leite de Carvalho, Subseção I Especializada em
Dissídios Individuais, Data de Publicação: DEJT 14/09/2012.)

"(…) PRESCRIÇÃO. DIFERENÇAS SALARIAIS. BANCO DO


BRASIL. PERCENTUAL DE ENTRE NÍVEIS PREVISTO NO PLANO
DE CARGOS E SALÁRIOS. ALTERAÇÃO POR NORMA INTERNA.
PRESCRIÇÃO TOTAL. A alteração de percentual de 12% para 3%, previsto
em norma interna demanda o ajuizamento de ação com o fim de recebimento
de diferenças do percentual no prazo de cinco anos da data da alteração,
conforme determina a Súmula nº 294 desta C. Corte, sob pena de se aplicar a
prescrição total. Os interstícios previstos originariamente na Portaria
2377/77, foram alterados pela Carta Circular 493/97 do Banco do Brasil, pela
redução do percentual que fora, originariamente, assegurado em norma
interna e, após, reiterado por diversas normas coletivas no importe de 12% a
cada três anos para, por fim, ser reduzido para 3% pela Carta Circular
493/97. O ajuizamento da ação trabalhista, após o prazo de cinco anos, torna
prescrita a pretensão. Recurso de embargos conhecidos e desprovidos."
(Processo: E-ED-RR - 25300-15.2009.5.04.0841 Data de Julgamento:
02/08/2012, Relator Ministro: Aloysio Corrêa da Veiga, Subseção I
Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: DEJT
10/08/2012).
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"(…) EMBARGOS DO RECLAMANTE. PRESCRIÇÃO.
DIFERENÇAS SALARIAIS. INTERSTÍCIOS. ALTERAÇÃO DE
NORMA REGULAMENTAR - CARTA CIRCULAR Nº 97/0493. Nos
termos da Súmula n.º294 do TST, incide a prescrição total do pedido de
prestações sucessivas, não amparadas por lei, decorrentes de alteração do
pactuado. Embargos conhecidos e não providos." (Processo: E-RR -
87900-87.2008.5.09.0091 Data de Julgamento: 27/10/2011, Relator
Ministro: Carlos Alberto Reis de Paula, Subseção I Especializada em
Dissídios Individuais, Data de Publicação: DEJT 11/11/2011).

PRESCRIÇÃO - ALTERAÇÃO CONTRATUAL - INTERSTÍCIOS.


Tratando-se de hipótese de alteração contratual relativa a parcela não
prevista em lei, a prescrição aplicável é a total, nos termos da primeira parte
da Súmula/TST nº 294. Recurso de embargos não conhecido. Processo:
E-AIRR e RR - 21100-04.2008.5.09.0665 Data de Julgamento: 16/02/2012,
Relator Ministro: Renato de Lacerda Paiva, Subseção I Especializada em
Dissídios Individuais, Data de Publicação: DEJT 09/03/2012.

Ante o exposto, dou provimento ao recurso de revista


para declarar a prescrição total da pretensão ao pagamento de diferenças
salariais decorrentes da alteração no percentual aplicado para promoção
entre os nivéis salariais.

3. PRESCRIÇÃO. ALTERAÇÃO DA RUBRICA VP PARA VCP.


CONHECIMENTO
Eis os termos do acórdão da Corte Regional:

“De acordo com a jurisprudência iterativa do c. TST, o


descumprimento de norma interna incorporada ao contrato de trabalho
encerra lesão que se renova mês a mês. Entendo, portanto, que a prescrição

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aplicável é a parcial e não a total, que alcança apenas as prestações anteriores
ao qüinqüênio.
Uma vez afastada a alegada prescrição, passo a análise do direito as
diferenças salarias decorrentes de mudança de rubrica do VP para VCP.
De fato, a regra de distribuição do ônus da prova atribui ao reclamado a
prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
A mera alegação de irredutibilidade salarial dos contracheques não é
suficiente para caracterizar a licitude da conduta patronal.
Observe-se, inicialmente, que a redução real do vencimento padrão
repercutirá em outras parcelas, em evidente afronta ao princípio da proteção,
que estabelece ser aplicável a norma mais favorável e a condição mais
benéfica ao obreiro.
A alteração contratual lesiva é notória ao se constatar que o
vencimento padrão é o valor que compõe a base de cálculo do reflexo das
horas extras e dos proventos de aposentadoria. Nesta linha de raciocínio,
embora a alteração de rubrica não tenha resultado em ofensa direta ao
princípio da irredutibilidade salarial, esta repercutirá em outras parcelas
salariais a que o obreiro teria direito em decorrência do regulamento de
empresa, considerado um aditivo do contrato de trabalho.
Do exposto, defiro a diferença salarial pela redução do valor do
vencimento padrão (VP) ocorrida em setembro de 1997, além das diferenças
salariais progressivas conseqüentes, por entender que houve afronta ao art.
468 da CLT, à súmula 51, I do C. TST e aos princípios da imperatividade das
normas trabalhistas e da indisponibilidade dos direitos do obreiro.”

Nas razões do recurso de revista, o reclamado sustenta


que a pretensão de recebimento de diferenças salariais decorrente de
redução salarial ocorrida em 1997 está prescrita, na medida em que ocorreu
em 1997, ou seja, há mais de 13 anos. Indica contrariedade à Súmula nº
294 desta Corte.

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A Corte Regional decidiu que o descumprimento de norma
interna incorporada ao contrato de trabalho encerra lesão que se renova
mês a mês, de modo a prescrição aplicável à pretensão e recebimento das
diferenças salarias decorrentes da redução do vencimento padrão alterada
em 1997 é a parcial e não a total.
Consignou que “embora a alteração de rubrica não tenha resultado em
ofensa direta ao princípio da irredutibilidade salarial, esta repercutirá em outras parcelas salariais a que
o obreiro teria direito em decorrência do regulamento de empresa, considerado um aditivo do contrato
de trabalho”.
Extrai-se do acórdão que a pretensão é relativa à
alteração de rubrica do VP para VCP ocorrida em 1997.
Em se tratando de alteração do pactuado relativa a
parcela sem previsão em lei, incide a prescrição total, nos termos da
Súmula nº 294 desta Corte.
Conheço, pois, do recurso de revista por contrariedade
à Súmula nº 294/TST.

MÉRITO
Discute-se qual a prescrição aplicável no caso de
alteração do pactuado relativo à pretensão de diferenças salariais
decorrente da alteração de rubrica do VP para VCP ocorrida em 1997.
Com efeito, a alteração das rubricas previstas em
regulamento interno em 1997 atrai a aplicação da prescrição total de que
trata a Súmula nº 294 desta Corte, uma vez que são parcelas que não tem
prevista em lei, não obstante o pedido envolva prestações sucessivas.
Com efeito, a Súmula nº 294 do C. TST estabelece que:

“Em se tratando de ação que envolva pedido de


prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, a prescrição é
total, exceto quando o direito à parcela esteja também assegurado por
preceito de lei”.

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Por tais fundamentos, dou provimento ao recurso de
revista para declarar a prescrição total da pretensão ao pagamento de
diferenças salariais decorrentes da alteração da rubrica VP para VCP.
4. HORAS EXTRAS. BANCÁRIO. 7ª E 8ª HORAS. CARGO EM
COMISSÃO.

RAZÕES DE NÃO CONHECIMENTO


Sobre o tema, a Corte Regional assim se manifestou:

“De fato, para que a atividade exercida pelo recorrente fosse


enquadrada como função de direção, gerência, fiscalização, chefia ou cargo
de confiança, não bastaria que o valor da gratificação fosse superior a um
terço do valor do cargo efetivo.
Nesse sentido a súmula 102, I do TST que estabelece depender da
prova das reais atribuições do empregado, a configuração ou não do
exercício da função de confiança a que se refere o §2° do art. 224 da CLT.
O poder de mando ou gestão seria, assim, um conjunto de prerrogativas
com respeito à direção, fiscalização e disciplinamento de subordinados
corresponde à prestação do serviço. Entretanto, depreende-se das provas
colhidas na instrução que o recorrente exercia a função de "analista de
conformidade", cujas tarefas consistiam no desempenho de atividades
técnicas de verificação dos documentos que recebia das agências com o fim
de verificar o cumprimento das normas internas impostas pelo banco, visitas
a outras agências, preenchimento de check list, ausente o acesso a
informação de sigilo empresarial.
Acrescente-se, ainda, que tanto o representante do primeiro reclamado
quanto a primeira testemunha arrolada pelo primeiro reclamado afirmam que
o reclamante não possuía subordinados e que o reclamante estava
subordinado ao gerente geral da gerência de controle interno (GECOI).
Ademais, segundo depoimento da testemunha: "... o reclamante não
possuía procuração outorgada pelo banco concedendo poderes de
representação...". Segundo relata em seu depoimento, havia grande distinção
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funcional entre o analista de conformidade e o gerente de setor. Embora
ambos percebessem a mesma gratificação (superior a um terço do salário), o
gerente de setor possuía uma equipe de pessoas que lhe eram subordinados e
integrava, juntamente com o gerente geral, o comitê de administração do
setor.
Inexistente, portanto, a demonstração de grau maior de fidúcia,
configurando-se insuficiente uma interpretação exegética do §2° do art. 224
da CLT nos dias atuais.
Nesses termos, são devidas a 7ª e 8ª hora como de labor extraordinário,
em face da ausência dos elementos necessários à configuração do cargo de
confiança bancário, mais os respectivos reflexos e diferenças de FGTS, 13°
salário, férias e terço constitucional, domingos e feriados, excluído o sábado
nos termos da súmula 113 do TST, licença-prêmio, abonos e folgas
convertidos em espécie, deduzidas as horas extras pagas e as que foram
gozadas em descanso pactuado com o recorrido, além dos dias em que não
tenha havido efetiva prestação de serviço, admitido como divisor 180 horas.
Não é devida a repercussão sobre a participação nos lucros porque não se
relaciona com o salário do empregado, tampouco com a carga horária
trabalhada.”

Nas razões do recurso de revista, o reclamado sustenta


que o reclamante exercia cargo de confiança com fidúcia especial e recebia
gratificação de função superior a um terço do salário do cargo efetivo,
de modo que é indevido o pagamento das 7ª e 8ª horas como extra. Indica
violação do art. 224, §2º, da CLT.
A Corte Regional, com fundamento conjunto
fático-probatório, decidiu que, embora o reclamante, analista de
conformidade, recebesse gratificação de função no percentual exigido
pelo art. 224, §2º, da CLT, não exercia função realmente de confiança,
mas apenas cargo meramente técnico sem maior grau de fidúcia.
Consignou que as suas “tarefas consistiam no desempenho de
atividades técnicas de verificação dos documentos que recebia das agências com o fim de verificar o
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cumprimento das normas internas impostas pelo banco, visitas a outras agências, preenchimento de
check list, ausente o acesso a informação de sigilo empresarial.”
Dispõe o artigo 224, § 2º, da CLT, que:

"§ 2º As disposições deste artigo não se aplicam aos que exercem


funções de direção, fiscalização, Chefia e equivalentes, ou que
desempenham outros cargos de confiança, desde que o valor da gratificação
não seja inferior a um terço do salário do cargo efetivo."

Nos termos do dispositivo, são dois os requisitos que


excepcionam o bancário da jornada de seis horas: recebimento de
gratificação de função igual ou superior a 1/3 do cargo efetivo e
exercício de funções de direção, gerência, fiscalização, chefia e
equivalentes, ou que desempenhem outros cargos de confiança.
Não basta, portanto, a nomenclatura do cargo ou o valor
da gratificação recebida pelo empregado, mas, principalmente, a
inequívoca demonstração de estar o empregado investido dos poderes
inerentes à função de direção, gerência, fiscalização, chefia ou
equivalentes e, ainda, a comprovação de que há fidúcia especial na relação
de trabalho a fim de justificar a dilação da jornada.
No caso dos autos, ficou delineado no v. julgado
regional que se trata de função – analista de conformidade - que não era
desempenhada com a fidúcia ou confiança que possibilitasse sua inclusão
na exceção do § 2º do art. 224, acima citado, de modo que são devidas
as 7ª e 8ª horas como extras.
Assim, a pretensão do reclamado em demonstrar o
desacerto do v. acórdão recorrido, asseverando que os substituídos
exerciam cargo de confiança, esbarra no item I da súmula nº 102 desta
Corte, que dispõe:

“SUM-102 BANCÁRIO. CARGO DE CONFIANÇA (mantida) - Res.


174/2011, DEJT divulgado em 27, 30 e 31.05.2011
I - A configuração, ou não, do exercício da função de confiança a que
se refere o art. 224, § 2º, da CLT, dependente da prova das reais atribuições

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do empregado, é insuscetível de exame mediante recurso de revista ou de
embargos.

Não conheço.

5. GRATIFICAÇÃO SEMESTRAL. INTEGRAÇÃO NA BASE DE


CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS.
RAZÕES DE NÃO CONHECIMENTO
Eis os termos do acórdão da Corte Regional:

“Sustenta o Banco do Brasil S/A que, uma vez sejam deferidas as horas
extras, a base de cálculo será composta apenas pelas verbas que compõem o
salário do cargo efetivo, quais sejam, vencimento padrão (VP) e anuênio
(AN), excluindo-se a gratificação de função e a gratificação semestral.
Conforme esclarece o próprio reclamado, a gratificação semestral é
paga mensalmente na proporção de 25% do salário, sendo o salário mensal,
inclusive, a base de cálculo do percentual da gratificação.
A teor do que preconiza o §1° do art. 457 da CLT, integra o salário não
só a importância fixa estipulada, como também as comissões, percentagens,
gratificações ajustadas, diárias para viagens e abonos pagos pelo
empregador. Inaplicável, por conseguinte, a súmula 253 do TST, uma vez
que paga mensalmente, a gratificação adquire natureza salarial.
Vê-se, pois, que as horas extras habituais integram o salário para efeito
de cômputo da gratificação semestral, o que se harmoniza com a súmula 115
do TST, segundo a qual: "O valor das horas extras habituais integra a
remuneração do trabalhador para o cálculo das gratificações semestrais".
A gratificação não compõe a remuneração para efeito de apuração do
valor da hora extraordinária, pois tal procedimento importaria em bis in
idem. Deve, pois, ser excluída da base de cálculo, como pleiteado previsão
normativa acerca da sua participação no salário de contribuição, pois a
norma interna estabelece que o salário de participação corresponde à soma
das verbas remuneratórias e enumera, a título meramente exemplificativo, os
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adicionais de insalubridade, periculosidade e por trabalho noturno, conforme
disciplinado no Regulamento do Plano de Benefícios n° 01, já referido:

"Entende-se por salário-de-participação a base mensal de incidência


das contribuições do participante à PREVI, correspondente, para o
participante em atividade, à soma das verbas remuneratórias - aí
incluídos os adicionais de insalubridade, periculosidade e por trabalho
noturno - a ele pagas pelo empregador no mês, observado o teto
previsto no § 3° deste artigo." (original sem destaque)

Portanto, é patente que compõem a estrutura remuneratória do


empregado, consoante jurisprudência desta Corte:
(...)
Reformo, em parte.”

Nas razões do recurso de revista, o reclamado sustenta


que a gratificação semestral não integra a base de cálculo das horas
extras. Indica contrariedade à Súmula nº 253 desta Corte.
O entendimento do eg. TRT foi no sentido de que o
pagamento habitual e mensal da gratificação determina a sua integração
cálculo das horas extraordinárias.
Com efeito, segundo o disposto no art. 457, § 1º, da
CLT, a gratificação paga mensalmente pelo empregador possui natureza
salarial:

Art. 457 - Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos


os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo
empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber.
§ 1º - Integram o salário não só a importância fixa estipulada, como
também as comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para
viagens e abonos pagos pelo empregador.

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Desse modo, a referida parcela deve integrar a base
de cálculo das horas extraordinárias, conforme entendimento cristalizado
na Súmula 264/TST, verbis:

"HORA SUPLEMENTAR. CÁLCULO (mantida) - Res. 121/2003,


DJ 19, 20 e 21.11.2003. A remuneração do serviço suplementar é composta
do valor da hora normal, integrado por parcelas de natureza salarial e
acrescido do adicional previsto em lei, contrato, acordo, convenção coletiva
ou sentença normativa."

Não há que se falar, assim, na aplicação da Súmula


253/TST ao caso em exame, conforme se constata dos seguintes precedentes:

“MATÉRIA COMUM AOS RECURSOS DE REVISTA DOS


RECLAMADOS BANCO DO BRASIL E PREVI. (...) GRATIFICAÇÃO
SEMESTRAL. PAGAMENTO MENSAL. INTEGRAÇÃO. BASE DE
CÁLCULO DAS HORAS EXTRAORDINÁRIAS. Consignado no acórdão
recorrido que a gratificação era paga de forma mensal, não há falar em
aplicação da Súmula 253/TST. Paga mensalmente pelo empregador, a
gratificação tem natureza salarial, segundo o disposto no art. 457, § 1º, da
CLT, e integra a base de cálculo das horas extraordinárias, conforme
entendimento cristalizado na Súmula 264/TST. Recursos de revista não
conhecidos. (...)” (RR - 220800-86.2008.5.09.0009 , Relator Ministro:
Aloysio Corrêa da Veiga, Data de Julgamento: 22/06/2011, 6ª Turma, Data
de Publicação: 12/08/2011)

“EMBARGOS. CONHECIMENTO DO RECURSO DE REVISTA.


GRATIFICAÇÃO SEMESTRAL. REPERCUSSÃO NO CÁLCULO DAS
HORAS EXTRAS. PAGAMENTO MENSAL. CONTRARIEDADE À
SÚMULA N.º 253 NÃO CARACTERIZADA. VIOLAÇÃO DO ARTIGO
896 DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO
CONFIGURADA. Fixou-se, na decisão proferida pelo Tribunal Regional,
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premissa fática no sentido de que a denominada "gratificação semestral" era
paga de forma mensal. Em vista de tal particularidade, não há falar em
contrariedade à Súmula n.º 253 desta Corte superior, que impede a
repercussão no cálculo das horas extras de gratificação recebida
semestralmente. Recurso de embargos conhecido e provido.” (E-ED-RR -
239000-09.2000.5.15.0122 , Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa, Data de
Julgamento: 25/02/2010, Subseção I Especializada em Dissídios Individuais,
Data de Publicação: 05/03/2010)

“AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA.


BANCÁRIO. (...) GRATIFICAÇÃO SEMESTRAL. PAGAMENTO
MENSAL. INTEGRAÇÃO À BASE DE CÁLCULO DAS HORAS
EXTRAS. Paga a gratificação de forma mensal, não há falar em aplicação da
Súmula 253/TST. Percebida mensalmente, a gratificação tem natureza
salarial, segundo o disposto no art. 457, § 1º, da CLT, integrando a base de
cálculo das horas extras, conforme entendimento cristalizado na Súmula
264/TST. Precedentes. Óbice da Súmula 333/TST e do art. 896, § 4º, da
CLT. (...)” (AIRR - 796-86.2011.5.10.0006 , Relator Ministro: Hugo Carlos
Scheuermann, Data de Julgamento: 13/08/2013, 1ª Turma, Data de
Publicação: 16/08/2013)

“A) (...) RECURSO DE REVISTA DO RECLAMANTE. (...) 2.


HORAS EXTRAS. BASE DE CÁLCULO. GRATIFICAÇÃO
SEMESTRAL. O entendimento predominante desta Corte Superior é o de
que, caracterizada a natureza salarial da parcela paga mensalmente, não se
aplica a Súmula n° 253 do TST, a qual impede a repercussão no cálculo das
horas extras da gratificação recebida semestralmente. Precedentes. Recurso
de revista conhecido e provido. (…)” (ARR - 1104-15.2011.5.03.0137 ,
Relatora Ministra: Dora Maria da Costa, Data de Julgamento: 07/08/2013, 8ª
Turma, Data de Publicação: 09/08/2013)

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PROCESSO Nº TST-RR-153-30.2011.5.05.0019

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“RECURSO DE REVISTA. BANCO DO BRASIL S.A. (...) 3.
GRATIFICAÇÃO SEMESTRAL. BASE DE CÁLCULO DAS HORAS
EXTRAS. O fato de o TRT afirmar que a gratificação semestral era paga
mensalmente afasta a aplicação da Súmula nº 253 do TST, que se refere à
gratificação que, de fato, é paga semestralmente. O único aresto colacionado
não autoriza o conhecimento do recurso de revista, pois não enfrenta o fato
de a gratificação semestral ser paga de forma mensal. Incidência da Súmula
nº 296 do TST. Recurso de revista de que não se conhece. (...)” (RR -
51000-38.2004.5.04.0721 , Relatora Ministra: Kátia Magalhães Arruda,
Data de Julgamento: 07/08/2013, 6ª Turma, Data de Publicação: 09/08/2013)

Não conheço.

RECURSO DE REVISTA DA RECLAMADA CAIXA DE PREVIDÊNCIA


DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI

1. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. DIFERENÇAS


DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA.
RAZÕES DE NÃO CONHECIMENTO
Nas razões do recurso de revista, a reclamada sustenta
que a Justiça do Trabalho é incompetente para julgar a lide atinente às
diferenças de complementação de aposentadoria. Argumenta que a relação
pactuada tem natureza cível e não trabalhista. Indica violação dos arts.
114 e 202, §2º, da CF.
A Corte Regional não se manifestou sobre a matéria
relativa à competência da justiça do trabalho para julgar a lide, motivo
pelo qual, dada a falta do necessário prequestionamento, incide a Súmula
nº 297 desta Corte.
Acrescente-se que é jurisprudência assente nesta
Corte, consubstanciada na Orientação Jurisprudencial nº 62 da C. SBDI-1,
a necessidade de prequestionamento da matéria, ainda que se trate de
incompetência absoluta.
Não conheço.

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2. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.
RAZÕES DE NÃO CONHECIMENTO
Eis os termos do acórdão da Corte Regional:

“ILEGITIMIDADE PASSIVA
Inicialmente, vale registrar que a legitimidade passiva é a pertinência
subjetiva da demanda para figurar no pólo passivo. As partes são legitimadas
quando inseridas na mesma relação jurídico-processual emergente da
pretensão e esta é aferida diante do objeto litigioso, da relação jurídica
substancial deduzida.
Neste ínterim, a legitimidade da segunda reclamada é manifesta, pois
enquanto a causa de pedir remota decorre da existência de relação de
emprego, a causa de pedir próxima seria a complementação dos valores de
aposentadoria contratados, em descumprimento às normas regulamentares
que estariam incrustadas no contrato de trabalho do obreiro. Há, pois,
pertinência subjetiva, estando as partes, ainda que abstratamente, vinculadas
à relação jurídica de direito material.
Além disso, o vínculo que envolve as demandadas também revela a
formação de grupo econômico, pois a segunda foi constituída pela primeira,
que preserva a sua condição de mantenedora. Entendo que foi configurada a
hipótese do art. 2°, §2° da CLT.
Quanto ao limite da responsabilidade da PREVI, em que pese não ser
tecnicamente matéria afeta à pertinência subjetiva da ação, tem-se que a
segunda reclamada é responsável pelo pagamento do benefício
previdenciário do autor, atribuição esta relacionada ao objeto da ação
recursal. É que, neste caso, em decorrência do efeito devolutivo, a concreta
impugnação à matéria atinente à complementação de aposentadoria
transferiu ao órgão ad quem o conhecimento de matérias que já tinham se
submetido ao crivo de anterior decisão, permitindo uma reanálise dos fatos.
Rejeito.”
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Nas razões do recurso de revista, a reclamada sustenta
que é incabível a imputação de responsabilidade solidária da Previ e do
Banco do Brasil, na medida em que se tratam de pessoas jurídicas distintas
e independentes entre si. Argumenta que não há falar em formação de grupo
econômico. Indica violação dos arts. 2º, §2º, da CLT e 265 do CC.
A Corte Regional decidiu que a Caixa de Previdência
dos Funcionários do Banco Do Brasil - Previ é responsável pelo pagamento
do benefício previdenciário do autor, atribuição esta relacionada ao
objeto da ação recursal.
Com efeito, no que diz respeito à responsabilidade
solidária, o v. acórdão recorrido, tal como proferido, está em
consonância com a jurisprudência desta c. Corte, no sentido de que são
responsáveis solidários pelo pagamento de verbas decorrentes de
diferenças de complementação de aposentadoria, a entidade de previdência
complementar e o instituidor e principal mantenedor de entidade de
previdência fechada.
Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados
desta c. Corte:

RECURSO DE REVISTA DA CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS


FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL – (...) COMPLEMENTAÇÃO
DE APOSENTADORIA. SOLIDARIEDADE. BANCO DO BRASIL S.A.
E PREVI. Em se tratando de controvérsia que envolve o pagamento de
complementação de aposentadoria devida pela entidade de previdência
privada instituída pelo empregador, é solidária a responsabilidade dos
reclamados, consoante a jurisprudência desta Corte. Recurso de revista não
conhecido. (...)” (RR - 1934000-50.2004.5.09.0007 , Relator Ministro: José
Roberto Freire Pimenta, Data de Julgamento: 31/10/2012, 2ª Turma, Data de
Publicação: 09/11/2012)
“III - RECURSO DE REVISTA DO BANCO DO BRASIL S.A.
PRELIMINAR. NULIDADE DO ACÓRDÃO DO REGIONAL.
NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. As partes têm o direito à
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prestação jurisdicional completa e fundamentada, em que todas as alegações
postas na petição inicial, na defesa e renovadas no recurso sejam
devidamente apreciadas. A decisão proferida pelo Regional apreciou a
matéria objeto de inconformismo da parte, de forma fundamentada, e o
Tribunal Regional deixou claro a motivação do convencimento. Não
conhecido. PRELIMINAR. JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPETÊNCIA.
COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. Se a fonte de obrigação
surge em decorrência do contrato de trabalho, é inafastável a competência
desta Especializada para julgar a causa, independentemente do direito
material aplicável à espécie, tal qual se dá nos casos de complementação de
aposentadoria com origem no contrato de trabalho. Inteligência do artigo 114
da Constituição da República. Não conhecido. PRELIMINAR.
ILEGITIMIDADE PASSIVA. SOLIDARIEDADE. Considerando que
PREVI, fundação que assegura a complementação de aposentadoria, é longa
manus do Banco do Brasil S/A, inarredável a legitimidade passiva deste para
figurar no pólo passivo da relação processual e responder por créditos
vindicados, na presente ação, por ex-empregados aposentados. Precedentes.
Não conhecido. (...).” (AIRR e RR-RR - 65600-61.2009.5.20.0004, Relator
Ministro: Emmanoel Pereira, 5ª Turma, DEJT 03/04/2012).

“ -[...] RECURSO DE REVISTA DA PETROBRAS.


ILEGITIMIDADE PASSIVA -AD CAUSAM- RESPONSABILIDADE
SOLIDÁRIA. Por ser a primeira reclamada a empregadora do autor e a
patrocinadora da entidade de previdência privada, é flagrante a sua
legitimidade para figurar no polo passivo da demanda, bem como a
solidariedade mantida pela Corte de origem. [...]- (RR -
165200-55.2007.5.04.0203, Relator Ministro: Pedro Paulo Manus, 7ª Turma,
DEJT 09/03/2012)”

“RECURSO DE REVISTA. PRELIMINAR DE NULIDADE DO


ACÓRDÃO REGIONAL POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO
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JURISDICIONAL. Examinados os questionamentos formulados nos
Embargos de Declaração, não se cogita de nulidade do acórdão regional por
negativa de prestação jurisdicional. Recurso de Revista não conhecido. (...)
SOLIDARIEDADE. Sendo o Banco do Brasil o instituidor e principal
mantenedor da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil -
Previ, não há como afastar a sua responsabilidade solidária pelas obrigações
trabalhistas por ela contraídas, nos termos dos artigos 2º, § 2º, da CLT e 265
do Código Civil. Precedentes. Recurso de Revista não conhecido.
PRESCRIÇÃO. Estando o acórdão regional em consonância com a Súmula
327 do TST, o Recurso de Revista encontra óbice no art. 896, § 4º, da CLT e
na Súmula 333 do TST. Recurso de Revista não conhecido.” (RR -
116400-67.2006.5.03.0135, Relator Ministro: Márcio Eurico Vitral Amaro,
8ª Turma, DEJT 25/11/2011).”

“RECURSO DE REVISTA DO BANCO NOSSA CAIXA S.A.


COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. DIFERENÇAS.
SOLIDARIEDADE. Os fundamentos do acórdão regional apontam no
sentido da existência de uma estreita ligação entre o recorrente - empresa
patrocinadora- e o ECONOMUS - entidade privada de seguridade social- -,
autorizando a solidariedade propugnada pela Corte de origem. Violação do
art. 265 do CC não caracterizada. Revista não conhecida, no tema. [...]- (RR -
120300-12.2006.5.15.0010, Relatora Ministra: Rosa Maria Weber, 3ª
Turma, DEJT 18/11/2011)”

Estando a decisão recorrida em consonância com a


iterativa, atual e notória jurisprudência desta Corte, incide o art. 896,
§4º da CLT e a Súmula nº 333/TST sob os dispositivos de lei indicados.
Não conheço.

3. DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA.


RAZÕES DE NÃO CONHECIMENTO
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De início ressalta-se que em razão do reconhecimento
da prescrição relativa às parcelas anuênio/adicional por tempo de serviço
e interstício, remanesce a condenação em diferenças de complementação
de aposentadoria apenas quanto às horas extras.
Sobre o tema, a Corte Regional assim se manifestou:

“Em virtude do reconhecimento das horas extras postuladas, defiro,


ainda, a diferença de proventos de aposentadoria, porquanto o labor
extraordinário tem natureza salarial e remunera trabalho efetivamente
prestado, motivo pelo qual se impõe sua integração ao salário do empregado
para todos os fins, inclusive complementação de aposentadoria.
Desnecessário, pois, haver qualquer previsão normativa acerca da sua
participação no salário de contribuição, pois a norma interna estabelece que o
salário de participação corresponde à soma das verbas remuneratórias e
enumera, a título meramente exemplificativo, os adicionais de insalubridade,
periculosidade e por trabalho noturno, conforme disciplinado no
Regulamento do Plano de Benefícios n° 01, já referido:

"Entende-se por salário-de-participação a base mensal de incidência


das contribuições do participante à PREVI, correspondente, para o
participante em atividade, à soma das verbas remuneratórias - aí
incluídos os adicionais de insalubridade, periculosidade e por trabalho
noturno - a ele pagas pelo empregador no mês, observado o teto
previsto no § 3° deste artigo." (original sem destaque)

Portanto, é patente que compõem a estrutura remuneratória do


empregado, consoante jurisprudência desta Corte:
(...)
Nesse sentido, inclusive, aresto do Tribunal Superior do trabalho:

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RECURSO DE REVISTA. BANCO DO BRASIL. HORAS EXTRAS.
INTEGRAÇÃO NA COMPLEMENTAÇÃO DE
APOSENTADORIA. RECURSO DE REVISTA. BANCO DO
BRASIL. HORAS EXTRAS. INTEGRAÇÃO NA
COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. REGULAMENTO
DE BENEFÍCIOS DA PREVI. O item I da Orientação Jurisprudencial
nº 18 da SBDl-1 do TST interpreta as Circulares Funci nos 380/59,
390/60 e 398/61, que tinham redação diversa do atual Regulamento de
Benefícios da Previ. Assim, não caracterizada a contrariedade ao
referido verbete, desmerece conhecimento o recurso de revista.
Recurso de revista não conhecido. Processo: RR -
545/1997-732-04-00.8 Data de Julgamento: 03/06/2009, Relator
Ministro: Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, 3ª Turma, Data de
Divulgação: DEJT 26/06/2009.
Reformo, em parte.”

Sobre a observância da média e do limite teto, o eg.


TRT, ao julgar os embargos de declaração, assim se manifestou:

“Aponta omissão acerca dos valores das parcelas de contribuição, pois


são computadas em função de média e devem respeitar o Limite-Teto
estabelecido no Regulamento de Benefícios n° 01.
Tem razão.
A aludida norma dispõe sobre a incidência das contribuições devidas à
PREVI, observado o teto previsto no § 3° do art. 21:
§ 3° - A base mensal de incidência das contribuições do participante
em atividade à PREVI será limitada ao maior dos seguintes valores:
I - 75% (setenta e cinco por cento) da remuneração, excluída dos
valores a que se referem os §S 1° e 2°;
II - 136% (cento e trinta e seis por cento) da remuneração do cargo
efetivo do participante (vencimento - padrão mais anuênios, mesmo
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que em caráter pessoal), enquanto o tempo de filiação à PREVI for
inferior a 30 (trinta) anos. Atingido este tempo, esse limite será
majorado de 9% (nove por cento) da remuneração do cargo efetivo do
participante, reiterando - se essa elevação de limite a cada ano que for
computado subseqüentemente;
III -1 (uma) Parcela PREVI (PP).
Dessa forma, há previsão de limitação do salário-de contribuição, o
que deve ser levado em consideração porque em proveito do próprio
beneficiário.”

Nas razões do recurso de revista, a reclamada sustenta


que tendo em vista que o contrato de trabalho do reclamante encontra-se
em curso, não é possível o pedido de concessão de diferenças de verbas
trabalhistas no cálculo da complementação de aposentadoria, uma vez que
segundo os arts. 17 e 68 da LC nº 109/01, o valor inicial do benefício
é calculado com a utilização de regras vigentes no momento da
aposentadoria. Sucessivamente, requer que sejam observadas as regras de
cálculo previstas no regulamento do plano de benefício nº 1, atinentes
ao custeio do BB, média e o limite-teto. Argumenta que a concessão de
verbas não compreendidas no teto máximo de contribuição “viola os
cálculos atuariais sobre os quais se estrutura o plano de complementação
de aposentadoria e induz o prejuízo dos demais associados”. Indica
violação dos arts. 195 e 202 da CF e contrariedade à OJ nº 18 da SBDI-1.
Quanto ao custeio, média e limite teto, a reclamada
não traz dispositivo da constituição federal ou lei nem trouxe
divergência jurisprudencial ou alegou contrariedade à Súmula ou OJ desta
Corte, motivo pelo qual, o recurso encontra-se sem fundamentação
jurídica, nos termos do art. 896 da CLT, neste tópico.
Quanto às horas extras, a Corte Regional deferiu as
diferenças de proventos de aposentadoria, porquanto o labor
extraordinário tem natureza salarial e remunera trabalho efetivamente
prestado, motivo pelo qual integra o salário do empregado para todos os
fins.

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Consignou que é desnecessário haver qualquer previsão
normativa acerca da sua participação no salário de contribuição, pois
a norma interna estabelece que o salário de participação corresponde à
soma das verbas remuneratórias e enumera, a título meramente
exemplificativo, os adicionais de insalubridade, periculosidade e por
trabalho noturno.
Com efeito, dispõe o item I, da OJ nº 18 da SBDI-1,
desta Corte:

“OJ-SDI1-18 COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA.


BANCO DO BRASIL (redação do item I alterada em decorrência do
julgamento dos processos TST-IUJEEDRR-301900-52.2005.5.09.0661 e
ERR 119900-56.1999.5.04.0751) – Res. 175/2011, DEJT divulgado em 27,
30 e 31.05.2011
I - O valor das horas extras integra a remuneração do empregado para o
cálculo da complementação de aposentadoria, desde que sobre ele incida a
contribuição à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil -
PREVI, observado o respectivo regulamento no tocante à integração.”

No caso, a integração das horas suplementares na


complementação de aposentadoria do reclamante é pleiteada com fulcro no
Regulamento do Plano de Benefícios da Previ, que não exclui as horas
extraordinárias da base de cálculo do salário de contribuição, tendo o
eg. TRT consignado que o salário de participação previsto no regulamento
corresponde à soma das verbas remuneratórias, o que inclui as horas extras
e enumera, a título meramente exemplificativo, os adicionais de
insalubridade, periculosidade e por trabalho noturno.
Portanto, deve ser mantida a v. decisão regional que
determinou a integração das horas extraordinárias na complementação de
aposentadoria do reclamante.
Neste contexto, da forma como proferida, a v. decisão
regional está em consonância com entendimento pacífico desta c. Corte,

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nos termos da nova redação da Orientação Jurisprudencial nº 18, item I,
da SBDI-1 do C. TST.
Finalmente, não há falar em contrariedade à OJ nº 18,
III, desta Corte, porque a questão relativa à forma de cálculo da
complementação de aposentadoria, não foi discutida nos presentes autos.
Não conheço.

4. PLANO DE CUSTEIO. EQUILIBRIO FINANCEIRO E ATUARIAL.


AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
RAZÕES DE NÃO CONHECIMENTO
Nas razões do recurso de revista, a reclamada sustenta
que deve ser determinada o recolhimento da cota parte do Banco do Brasil,
uma vez que o custeio é necessário ante o princípio do equilíbrio
atuarial. Indica violação dos arts. 195, §5º, e 202, da CF e 1º e 18,
caput e §3º, da LC nº 109/2001. Colaciona um aresto.
A Corte Regional não se manifestou sobre a matéria
relativa ao recolhimento da cota parte do Banco do Brasil e sobre os arts.
195, §5º, e 202, da CF e 1º e 18, caput e §3º, da LC nº 109/2001, motivo
pelo qual, dada a falta do necessário prequestionamento, incide a Súmula
nº 297 desta Corte.
Não conheço.”

ISTO POSTO

ACORDAM os Ministros da Sexta Turma do Tribunal


Superior do Trabalho, por maioria, não conhecer do recurso de revista
do Banco do Brasil quanto ao tema: “prescrição. adicional por tempo de
serviço/anuênio.”, vencido o Excelentíssimo Ministro Aloysio Corrêa da
Veiga. Por unanimidade, conhecer do recurso de revista do Banco do Brasil
quanto aos temas ”prescrição. interstícios. percentual de entre níveis
previsto no plano de cargos e salários.”; e “prescrição. alteração da
rubrica VP para VCP”, por contrariedade à Súmula nº 294 desta Corte e,
no mérito, dar-lhe provimento para declarar a prescrição total da
pretensão ao pagamento das diferenças decorrentes da alteração no
percentual aplicado para promoção entre os níveis salariais e das
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diferenças salariais decorrentes da alteração da rubrica VP para VCP e
reflexos. Ainda, por unanimidade, não conhecer do recurso de revista da
Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – PREVI.

Brasília, 11 de Setembro de 2013.

Firmado por Assinatura Eletrônica (Lei nº 11.419/2006)


AUGUSTO CÉSAR LEITE DE CARVALHO
REDATOR DESIGNADO

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