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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E

TECNOLOGIA SERTÃO PERNAMBUCANO CAMPUS OURICURI

Antônio Weliton
Maria Aline Araújo da Silva
Telma Santiago

Física Básica III

AS LINHAS E SUPERFÍCIES EQUIPOTENCIAIS ENTRE ELETRODOS


PUNTIFORMES

Ouricuri-PE
2018
INTRODUÇÃO

O campo elétrico é o campo que uma carga elétrica gera ao seu redor. A força
elétrica de uma carga exercida sobre outra é um exemplo de uma força de ação a
distância. Uma carga produz um campo elétrico em todos os pontos do espaço e este
campo exerce uma força na segunda carga. O campo elétrico é definido como um vetor
com mesma direção do vetor da força de interação entre a carga geradora Q e a carga de
prova q e com mesmo sentido se q>0 e sentido oposto se q<0. Ou seja:

No SI a unidade de campo elétrico é o Newton por Coulomb (N/C). O campo


elétrico pode ser representado pelas linhas de força que representam o módulo, a direção
e o sentido do campo, bem como a direção e o sentido da força elétrica exercida por
cargas em um determinado ponto do campo elétrico. Em cargas positivas as linhas de
força apontam em direção contrária à carga, em cargas negativas as linhas apontam no
mesmo sentido da carga. O campo elétrico devido a uma única carga puntiforme pode
ser calculado pela lei de Coulomb. No entanto o campo elétrico resultante em P devido
a uma distribuição de cargas puntiformes é determinado pela soma dos campos devidos
à cada uma das cargas separadamente. Assim os campos elétricos obedecem ao
princípio da superposição.
EP = Ʃ Eip
i

O potencial elétrico é um campo escalar diretamente relacionado ao campo


elétrico. O potencial elétrico é uma função da posição, e também uma função escalar.
Enquanto o campo elétrico é uma função vetorial. Apenas diferenças de potencial têm
significado físico. Os pontos do campo elétrico que apresentam o mesmo potencial são
chamados de superfícies equipotenciais. As superfícies equipotenciais são superfícies
em equilíbrio de um campo elétrico onde as suas linhas de campo são sempre
perpendiculares a superfície. Portanto, quando um campo elétrico é gerado por uma
carga, as superfícies desse campo são esféricas e possuem seu cento na carga. Como
podemos observar na imagem a seguir:
Figura 1: Superfícies equipotenciais de uma carga positiva e negativa
Sendo assim, o potencial elétrico de dois pontos é denominado diferença de
potencial e todos os pontos que estão sobre uma mesma superfície equipotencial são
chamados de pontos equipotenciais.

OBJETIVOS
Compreender o que são superfícies equipotenciais
Analisar a direta relação entre superfícies equipotenciais, potencia e campo elétrico.
Comparar a diferença de potencial em diferentes pontos de um campo elétrico.

MATERIAIS UTILIZADOS
01 Tanque transparente
01 Escala projetável
01 Ponteira para tomada de dados
02 Eletrodo cilíndrico
01 Conexão de fio 0,5 m vermelho com pino e garra
01 Cabo flexível vermelho 1 m, com pinos de pressão para derivação
03 cabo flexível preto 0,5 m, com pino de pressão para derivação

DESCRIÇÃO DO EXPERIMENTO
Com o conjunto montado ligou-se a fonte de alimentação previamente ajustada
em 10 VCC. A ponteira da tomada de dados foi colocada em um ponto qualquer entre
os eletrodos cilíndricos como mostra a figura 1. A ponteira foi movida lentamente a fim
de se encontrar o potencial de 5 V que foi denominado P1 e assim encontrou-se mais
cinco pontos de 5 V, estes foram denominados de P2 a P6. Esses pontos foram
assinalados na escala projetável. Em seguida procurou-se as linhas equipotenciais de 3
V e 8 V, denominando-as de P1 a P6 e assinalou-se na escala projetável.
Figura 2: Equipamento montado.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
Logo após encontrar os pontos de 5 V, 3 V e 8 V, e assinalá-los na escala
projetável verificou-se que ao unir os pontos com voltagem igual eles geraram uma
linha equipotencial que teve a tendência de rodear os eletrodos e quanto mais próximos
dos eletrodos a bordas se tornam mais arredondadas. A imagem a seguir se refere as
superfícies equipotenciais esperadas com o experimento.

Figura 3: Superfícies equipotenciais dos eletrodos cilíndricos.


As superfícies equipotenciais obtidas foram arredondadas, não ficaram
exatamente como o esperado, pois pode ter ocorrido alguma interferência do ar, e
quanto mas próximas aos eletrodos, mais arredondadas foram as linhas.
Figura 4: Superfícies equipotenciais obtidas.
Através da profundidade com que a ponteira penetrou no eletrólito percebeu-se
que quanto mais fundo a ponteira, a leitura do potencial (ddp) aumentava. A figura
geométrica formada pelas sucessivas posições ocupadas pela ponteira sobre os pontos
com 5 V foi uma figura na qual as linhas de campo tem formas elípticas e as linhas
equipotenciais são perpendiculares as linhas de campo. Como mostra a imagem a
seguir:

Figura 5: Linhas de força dos eletrodos de disco.


A partir da observação das linhas equipotenciais de 3 V, 5 V E 8 V, traçou-se
linhas perpendiculares do centro de um dos eletrodos em direção ao outro e desenhou-se
possíveis vetores campo elétrico, como se observa na imagem:
Figura 6: Linhas de força dos eletrodos
O módulo do campo elétrico em diferentes pontos de uma mesma superfície
equipotencial se mantém o mesmo. O potencial elétrico, devido a uma carga
puntiforme, depende da distância radial à carga. Assim, todos os pontos, em uma
superfície esférica de raio r, têm o mesmo valor para o potencial. Isto significa que,
espacialmente, as superfícies equipotenciais são esferas concêntricas. Em um plano,
estas equipotenciais são círculos concêntricos. Após a comparação da densidade da
linhas do campo elétrico em uma região próxima aos eletrodos, com a densidade dessas
linhas em um ponto afastado dos eletrodos, conclui-se que o potencial elétrico diminui
ao longo das linhas de força (de campo).

CONCLUSÃO

Com esta experiência conseguimos comprovar a existência de superfícies


equipotenciais. Concluindo que as linhas equipotenciais são perpendiculares ás linhas
de campo, e que, levando em consideração a escala projetável e a precisão do voltímetro
que influenciam no valor final, os resultados experimentais são bastante semelhantes a
teoria.
REFERÊNCIAS:
PAULA, A. Tipler, Gene Mosca. Física para cientistas e engenheiros, v. 2, 6° ed.

Sites: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAgn_0AL/relatorio-fisica-2-superficies-
equipotenciais > Acesso em 21 Jun 2018.

<https://www.slideshare.net/alexandrefreitasfilho7/representao-de-superfcies-
equipotenciais-geradas-pelo-campo-eltrico-entre-dois-eletrodos-a-partir-de-medidas-de-
potencial-eltrico> Acesso em 20 Jun 2018.