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Motivação

Apesar de ser a cidade mais antiga, Braga é a capital de distrito mais jovem do país.
Em 180 mil habitantes, o concelho de Braga tem 85 mil jovens com residência fixa no
município.

No nosso país, ao longo dos últimos quatro anos, o ensino superior tem vindo a
registar um incremento no número de estudantes matriculados, tendo atingido, no
passado ano letivo, um total de 358919 estudantes. Destes 358919 estudantes 12%
eram estrangeiros.

Braga, com 24150 estudantes, é o quarto maior distrito português em termos de


número de estudantes no ensino superior, total público com privado. Assim, torna-se
pertinente entender como procedem os alunos no que concerne ao alojamento no
distrito, particularmente, na Universidade do Minho.

A reputação e sucesso da Universidade do Minho, e das outras universidades


portuguesas, tanto internamente como além-fronteiras, faz com que esta represente
uma escolha atrativa para bastantes estudantes. Consequentemente, vão surgindo
novos desafios a nível de alojamento universitário aos quais os Serviços de Ação Social,
com residências nos polos de Braga e Guimarães, não conseguem dar resposta. Num
universo de estudantes onde 74% são deslocados, as residências universitárias têm
apenas capacidade para cerca de 10% do número total de alunos (1399 estudantes),
situação esta que se alastra ao resto do país.

Se o mercado imobiliário só por si já vive um período de crescimento, com os preços


mais elevados da última década, tanto para arrendamento como para compra, estes
valores exponenciam-se quando analisado o estado do alojamento universitário, fruto
da discrepância entre quantidade oferecida (e/ou disponível) e quantidade procurada e
da falta de regulamentação.
Torna-se imprescindível proteger a dignidade dos alunos. Não podemos querer ter
um país com formação académica e não dar aos alunos as condições básicas necessárias
à obtenção dessa formação.
Proposta

Visando as necessidades dos jovens universitários deslocados, venho por este meio
propor que a Juventude Socialista se pronuncie pela regulação do arrendamento
privado aos jovens universitários através do estabelecimento de tetos nas rendas e de
benefícios fiscais para os proprietários, como por exemplo a redução ou isenção do IMI.
É imperativo agir. Nunca evoluiremos se continuarmos a fechar de olhos ao facto de que
o arrendamento privado (não declarado) existe e de que os alunos são obrigados a pagar
preços exorbitantes por quartos, que chegam mesmo a atingir valores superiores ao
equivalente a 50% das propinas no ensino superior público, como acontece em Lisboa.

Proponho, também, que a Juventude Socialista se manifeste pelo alargamento da


oferta pública de residências, através do aproveitamento e restauro de edifícios da orla
pública que se encontrem inutilizados e abandonados.

Estas são propostas que representam despesas públicas, mas que são vitais para que
o ensino público seja acessível e justo para todos, com a diminuição da disparidade de
oportunidades. Em pleno 2018, não podemos ter jovens que deixam que ingressar no
ensino superior porque para além do valor das propinas, que pode ser suprimido com a
obtenção de bolsas, têm que suportar custos irrisórios com a habitação.

Chegou a altura de a Juventude Socialista tomar a dianteira no que concerne aos


direitos dos nossos alunos. O percurso pode ser longo, mas, com responsabilidade e
trabalho, atingiremos as nossas metas.

Assim, compete-nos propor ao XXI Congresso Nacional da Juventude Socialista,


reunido num momento histórico do nosso partido, a aprovação da presente moção.
Subscritores

Nº de Militante Nome
115302 Bruna Coto
125315 Pedro Pinto
135630 Ana Lameiras
135609 André Pereira
114204 João Brás
135616 José Ribeiro
135644 Mariana Gomes
135639 Joana Oliveira
135612 Bruna Martins
135678 Nadine Esteves
132701 José Silva
125313 Maria Chaves
132715 Jorge Freitas
132681 Andreia Moreira
125280 Eduardo Freitas