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Ação do álcool

Após ser ingerido, o álcool é ra-


pidamente absorvido no estômago, de
onde chega a todos os órgãos pela cor-
rente sanguínea. As sensações que ex-
perimentamos quando bebemos resul-
tam da ação do álcool sobre o cérebro.
Sob o efeito de doses moderadas,
diminuem as tensões e a inibição, au-
mentando a autoconfiança. Observa-se
apenas uma pequena diminuição dos
reflexos.
Sob a ação de doses maiores, a
pessoa perde a autoconfiança e o con-
trole emocional, tornando-se deprimi-
da. Fala enrolado, tem lapsos de me-
mória, torna-se desatenta, executa
ações com dificuldade, cambaleia e fica
agressiva.
Sob o efeito de doses exageradas
(nove doses de uísque, por exemplo), a
pessoa atinge um estado em que age ir-
responsavelmente e mal consegue pa-
rar em pé. É possível ocorrer depres-
são respiratória e coma.

Por que se começa a beber?


Entre os jovens, o hábito de beber é favorecido por fatores como a ansiedade, a busca de
prazet; o ambiente familiar ruim e a companhia de amigos que bebem. Apesar de concordarem
sobre a importância desses fatores, os estudiosos discordam em outros pontos. Para alguns, o
alcoolismo é hereditário e o fato de serem encontrados alcoólatras numa família prenuncia o
aparecimento de outros nas gerações seguintes. Outros pesquisadores não vêem relação com a
hereditariedade. Segundo eles, o alcoolismo pode acontecer a qualquer um e afetar todo tipo de
gente.
Segundo pesquisa feita em 1989 pelo Cebrid, entre trinta mil estudantes de 12 e 22 grau,
14,5% dos entrevistados podiam ser considerados bebedores-problema, enquanto 77% deles
tiveram contato apenas algumas vezes com bebidas alcoólicas.

Alcoólicos Anônimos
São alcoólatras (ou ex-alcoólatras) que ajudam outros alcoólatras a perma-
necerem afastados da bebida. O princípio é simples: cada um se salva na medida
em que se empenha em salvar os outros.
Nos grupos de Alcoólicos Anônimos, os participantes mantêm-se no anonima-
to, reúnem-se com a maior freqüência possível e cada pessoa tem um padrinho com
o qual entra em contato nos momentos difíceis.
Os Alcoólicos Anônimos não ensinam a beber moderadamente. Sabem que,
para um alcoólatra que deixou de beber, o importante é evitar o primeiro gole. Para
isso, mantêm um serviço permanente de socorro, 24 horas por dia e gratuito.

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A ressaca
Dores de cabeça, tontura, enjôos, vômitos e indisposição. Assim pode ser a manhã
seguinte a uma noitada em que se consumiu álcool em excesso. Quem acorda assim acor-
da com ressaca. A ressaca ocorre porque a eliminação de álcool pelo organismo é lenta:
após 12 horas, há eliminação de 70% do álcool ingerido; a eliminação total só ocorre
após 24 horas.

Anfetaminas
Anfetaminas ou bolinhas são drogas usadas pelos estudantes para tirar o sono em
época de provas. São efeitos secundários ao uso das bolinhas: graves alterações de com-
portamento, taquicardia, insônia, hipertensão, ansiedade e agressividade.

Solventes
Solventes são drogas consumidas, em geral, por inalação. São eles: a cola, a benzina,
o esmalte e outros. Causam euforia, que é seguida de depressão. As conseqüências do seu
uso são náuseas, diarréia, dores no corpo e lesões em pulmões, fígado e rins. Os solventes
causam dependência psíquica e tolerância.

Cocaína
Embora seja conhecida há muito tempo— as folhas de coca já eram mascadas pelos índios do
Peru e outros países sul-americanos há cerca de três mil anos—, o uso da cocaína só se intensificou
a partir da década de 70, tendo se tornado uma verdadeira epidemia na década de 80.

Jim Morrison, cuja vida foi contada por Oliver Stone


no filme The Doors, morreu de overdose, no auge
de sua carreira.

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As plantas de coca são cultivadas principalmente no Peru, na Bolívia e na Colômbia. Des-
ses países, a cocaína, em forma de pó ou de pasta, é contrabandeada, estabelecendo-se rotas por
onde é distribuída. Nos últimos anos, o Brasil tem sido cada vez mais utilizado como rota de
tráfico. As produções da Colômbia, do Peru e da Bolívia chegam pela Amazônia e saem por
Belém, Rio de Janeiro, São Paulo e Santos com destino aos Estados Unidos e à Europa. Segundo
a Polícia Federal da Alemanha, o Brasil ocupa hoje o segundo lugar entre os países fornecedo-
res de Cocaína para a Europa, ficando atrás apenas da Colômbia. Mas não é somente como rota
de tráfico que o Brasil se relaciona com a cocaína: somos também um grande mercado consumi-
dor
Segundo dados da CPI que investigou o narcotráfico no Brasil, em 1991, existiam cerca de
cem mil traficantes em atividade no país. O narcotráfico repercute, entre outros fatores, sobre a
economia, a ordem pública, a estabilidade das instituições e as relações entre os países.
A cocaína provoca euforia, insônia, estado de alerta, loquacidade e predisposição à vio-
lência. Pode ser consumida por aspiração, por ingestão ou por injeções. Seu uso freqüente
causa a destruição da mucosa nasal (por ser aspirada), dependência psíquica, distúrbios car-
díacos e circulatórios, alucinações e mania de perseguição. Em doses mais elevadas, pode pro-
vocar convulsões e evoluir para estado de coma, levando à morte. A cocaína provoca dependên-
cia psíquica.

Forme grupos com os alunos de sua classe. Cada grupo deve criar um cartaz que trate da
prevenção a uma determinada droga. Façam cartazes para o tabagismo (incluindo maconha),
para o álcool, para os solventes e para a cocaína.
Coloquem os cartazes em locais da escola aos quais todos os alunos tenham acesso.
Procure obter o depoimento de algum ex-dependente de drogas e discuta com a classe o que
pode levar as pessoas a consumir drogas. Será justificável apenas uma experiência, só para
experimentá-las? Quais seriam os perigos de tal atitude? Compare-a com a de quem coloca o
dedo na tomada para conhecer os efeitos da eletricidade. Analise também os depoimentos dos
familiares de pessoas drogadas.
Faça um debate sobre a proposta de liberação de consumo de maconha. Verifique as rela-
ções entre o consumo de maconha e o de outras drogas.

Desafios

1. Localize no capítulo os termos abaixo e descubra o seu significado:


reentrâncias d) convulsões
mediana e) espasmos
enrijecimento O sudorese

2. Pesquise com um farmacêutico os medicamentos citados abaixo. Procure descobrir seus tipos
e nomes comerciais. Leia as bulas para conhecer as contra-indicações e como eles atuam.
anfetaminas c) ansiolfticos
barbitúricos d) antidepressivos

3. Coloque as letras em ordem para formar nomes de estruturas que compõem o sistema nervoso.
Faça em seu caderno.
a)LBBOU
b)LBREOECE
c)ORERÉCB
d)SANGOGIL
e)AUMLDE

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Dê o nome das partes do sistema nervoso apontadas na ilustração:

Faça as cruzadas em seu caderno e preencha-as com o nome das doenças correspondentes aos
sintomas apresentados:
Febre e dores de cabeça.
Enrijecimento da nuca, tornando difícil dobrar a cabeça para frente, dores de cabeça e febre.
Paralisia em metade do corpo.
Enrijecimento dos músculos da garganta, criando dificuldades para engolir, e intensa
salivação.
Deixa como seqüela a paralisia.
e

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CAPÍTULO 10

C 4 4 MOO 1 4 `

As funções orgânicas não são controladas ape- como mensageiros químicos, que influenciam a in-
nas pelo sistema nervoso, mas também\pelo sistema tensidade e a velocidade das atividades celulares, di-
endócrino, que é constituído pelas glândulas minuindo-as ou aumentando-as.
endócrinas. Essas glândulas são também chamadas As glândulas endócrinas, que se localizam em
de glândulas de secreção interna, porque lançam várias partes do corpo, são a hipófise, a tireóide, as
suas secreções, denominadas hormônios, diretamen- paratireóides, as supra-renais, o pâncreas, os testí-
te no sangue. Transportados pelo sangue, os hormô- culos e os ovários. Os testículos produzem o hormônio
nios vão agir nas células de órgãos distantes das glân- sexual masculino chamado testosterona, e os ovários,
dulas que os produziram. os hormônios femininos chamados estrógenos e pro-
Toda a ação controladora do sistema endócrino gesterona. Essas duas glândulas já foram descritas no
é exercida através dos hormônios. Eles funcionam capítulo sobre o sistema reprodutor.

hipotálamo
hipófise

paratireoides
tireóide

timo

ad-renais ou
supra-renais

pâncreas

ovários

As glândulas endócrinas
produzem secreções cha-
madas hormônios, que
são lançados diretamente
no sangue e agem sobre
outras glândulas e ór-
gãos.

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gânicos: o crescimento, o funcionamento das outras
Hipófise glândulas endócrinas, a produção de leite pelas glân-
dulas mamárias, as contrações do útero e a quantida-
A hipófise tem cerca de 1 centímetro de diâme- de de água no organismo.
tro e aloja-se numa cavidade óssea localizada na base A hipófise possui duas regiões, uma anterior e
do encéfalo. Essa glândula produz um grande núme- outra posterior, separadas por uma estreita faixa in-
ro de hormônios, que controlam vários aspectos or- termediária.

caixa
craniana cér bro

células
neuro-secretoras
do hipotálamo

hipófise neuro-hipófise

bulbo
células
A hipófise localiza-se na base do
secretoras
encéfalo. Divide-se em adeno-
hipófise e neuro-hipófise, regiões
secreção de hormônios secreção de hormônios separadas por uma faixa interme-
adeno-hipofisários hipotalâmicos diária.

A hipófise anterior ou adeno-hipófise é con-


trolada diretamente pelo cérebro e produz dois tipos Tireóide
de secreção: o hormônio de crescimento e os hormô-
nios tráficos. A tireóide localiza-se no pescoço, abaixo da la-
O hormônio de crescimento é responsável pelo ringe e à frente da traquéia. Secreta um hormônio,
crescimento do organismo, estimulando as divisões chamado tiroxina, que intensifica a atividade de to-
celulares e o aumento de tamanho das células. A de- das as células do organismo. Estas, sob a ação da
ficiência desse hormônio na infância provoca o na- tiroxina, passam a consumir mais oxigênio e a utili-
nismo; seu excesso ocasiona o gigantismo, situação zar mais açúcares e gorduras, produzindo mais ener-
em que a pessoa cresce tanto que pode ultrapassar 2 gia e calor para o corpo.
metros de altura. Chama-se hipertireoidismo a condição em que
Os hormônios tróficos agem sobre outras glân- a tireóide produz tiroxina demais. Isso resulta em mai-
dulas endócrinas, controlando seu funcionamento. Por or consumo de oxigênio e de gorduras e em produção
exemplo, o hormônio tireotrófico age sobre a tireóide, de calor. Em conseqüência, o indivíduo emagrece, sente
e os hormônios folículo-estimulante e luteinizante muito calor, toma-se nervoso e queixa-se de insônia.
agem sobre os testículos e ovários. O inverso é o hipotireoidismo, situação em que a pro-
A hipófise posterior ou neuro-hipófise arma- dução de tiroxina diminui, com conseqüente diminui-
zena e libera dois hormônios produzidos no encéfalo. ção no consumo de oxigênio, açúcares e gorduras. Pes-
Um deles é o hormônio antidiurético, que controla soas que sofrem de hipotireoidismo têm aumento de
a quantidade de água eliminada na urina. O outro é a peso corporal, diminuição da atividade mental, sono-
ocitocina, que estimula as contrações do útero no fi- lência, obesidade e inchaço no papo. A ocorrência de
nal da gravidez e durante o parto e, ainda, a produção hipotireoidismo na infância leva ao cretinismo, carac-
de leite pelas glândulas mamárias. terizado por prejuízos no desenvolvimento mental.

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A produção de tiroxina depende da presença de quantidade de sódio e potássio no organismo. Um
iodo no organismo, que é conseguido através da ali- outro hormônio, o cortisol ou cortisona, estimula a
mentação. Dietas pobres em iodo acarretam cresci- utilização de gorduras e proteínas como fonte de ener-
mento exagerado da tireóide, doença conhecida como gia pelas células. Além disso, a cortisona interfere
bócio. Para evitar a ocorrência de bócio na popula- em inflamações, razão pela qual é usada como medi-
ção, acrescenta-se iodo ao sal de cozinha (sal iodado). camento. O córtex também produz hormônios sexu-
ais, porém em quantidades muito baixas e insuficien-
tes para agir no organismo em condições normais.
Paratireáides A medula da supra-renal produz a adrenalina.
Este hormônio é lançado no sangue em situações de
As paratireóides são quatro pequenas glându- fortes reações emocionais, como perigo iminente, sus-
las localizadas, duas a duas, em cada lado da tireóide. tos, medo, etc. Seus efeitos são instantâneos: dilata-
Sua secreção é o paratormônio, que controla a quan- ção da pupila, aumento da freqüência cardíaca e res-
tidade de cálcio no sangue. Se a concentração de cál- piratória e inibição das funções digestivas.
cio no sangue diminui, o paratormônio age retirando-
o dos ossos, onde fica estocado. Em situações anor-
mais, pode haver excessiva produção de paratormônio, Pâncreas
com grande remoção de cálcio ,dos ossos, que, nesse
caso, se enfraquecem. O pâncreas é uma glândula mista, isto é, pro-
duz secreções exócrina e endócrina. Sua secreção
exócrina é o suco pancreático, lançado no duodeno
Supra-renais para participar no processo de digestão dos alimen-
tos.
As glândulas supra-renais ou ad-renais são A parte endócrina do pâncreas consiste de grupos
duas, cada uma localizada sobre um rim. Nelas se de células chamados ilhotas de Langerhans. As ilhotas
distinguem duas regiões: a parte externa, chamada produzem a insulina, um hormônio que age controlan-
córtex, e a parte interna, chamada medula. do a quantidade de açúcar (glicose) no sangue. Sem in-
O córtex da supra-renal produz vários hormônios. sulina, a concentração de açúcar no sangue aumenta e o
Um deles, a aldosterona, ajuda a manter estável a excesso é eliminado na urina, caracterizando uma doen-
ça conhecida como diabetes mellitus.

Dopping com hormônios


O organismo produz hormônios em quantidades extremamente pequenas, mas que são sufici-
entes para criar naturalmente efeitos adequados no corpo. Entretanto, se a concentração de hormônios
no sangue for maior que a normal, esses efeitos tornam-se muito pronunciados. Isso, como já vimos,
pode provocar doenças, mas pode também produzir um corpo mais desenvolvido. Isso porque certos
hormônios induzem o desenvolvimento muscular e o aumento da resistência física, de uma forma
bem mais pronunciada do que a que se consegue com um esmerado preparo físico natural.
A grande facilidade com que um rápido crescimento muscular pode ser conseguido, sem
esforços, é uma poderosa tentação que atrai muitos atletas, incentivando o dopping esportivo,
que consiste em consumir abusivamente substâncias químicas, entre elas diversos hormônios.
Essa atitude é condenada pelos órgãos organizadores vinculados aos esportes profissionais.
Há cinco tipos de substâncias usadas em dopping esportivo: esteróides anabolizantes, estimu-
lantes, diuréticos, betabloqueadores e narcóticos analgésicos. O mais comum é o uso dos esteróides
anabolizantes, que são hormônios masculinos. Eles aumentam a massa muscular e, por isso, são
preferidos por halterofilistas, corredores e praticantes de lançamento de disco. Quando tomados sem
orientação médica, os esteróides anabolizantes tornam-se muito perigosos. De imediato, podem levar
a lesões dos ligamentos e tendões, já que estes não estão adaptados ao maior esforço exercido pelos
músculos artificialmente poderosos. A médio ou longo prazo, provocam doenças nas glândulas sexu-
ais e até câncer de fígado. Quando tomados por mulheres, desencadeiam um processo de masculini-
zação: a voz engrossa, as curvas femininas desaparecem e os pêlos se acentuam.

101
Lau ren iFoc hetto

O atleta Ben Johnson per-


deu sua medalha de ouro
olímpica porque correu
dopado.

Exemplo de estimulantes são as anfetaminas. Essas substâncias fazem o coração bater


mais rápido e bombear mais sangue. É o dopping preferido pelos ciclistas. Um erro na dosa-
gem de anfetaminas pode provocar a morte por ataque cardíaco, e o uso prolongado leva à
dependência.
Os diuréticos agem como hormônios que provocam emagrecimento rápido e temporá-
rio, pois fazem os rins retirar grande quantidade de líquido do corpo. Com eles, boxistas e
judocas perdem peso para lutar, com maiores chances, em categorias de peso inferior.
Os betabloqueadores foram criados como remédios para hipertensão e não fazem ne-
nhum mal à saúde. Atuam como neurotransmissores no coração, diminuindo o ritmo dos
batimentos. São muito convenientes para praticantes de tiro e de arco e flecha, pois, sob a ação
dos betabloqueadores, o coração bate mais devagar, e o braço treme menos.
O grupo dos narcóticos analgésicos inclui-se entre as drogas usadas para aliviar as do-
res. Os analgésicos ajudam os boxistas e os judocas a não sentir os golpes dos adversários.
Contra essas drogas, não há proibição por parte dos comitês esportivos. Mas narcóticos, como
a morfina, são perigosos e criam dependência. Seu uso, além de condenado nos esportes, é
considerado crime.

a o( a II cc o WsS
Questões de revisão

O que são hormônios?


Enumere as glândulas endócrinas.
Que hormônios são armazenados na neuro-hipófise? Quais são suas funções?

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Como age a tiroxina? Como se manifesta o hipertireoidismo?
O bócio é uma doença comum em alguns estados brasileiros, como Goiás e Minas Gerais. O
que é o bócio? Como se pode preveni-lo?
Que hormônios são produzidos pelo córtex das supra-renais? Quais são seus efeitos?
Que hormônio é produzido pelas ilhotas de Langerhans? Que doença ocorre quando falta esse
hormônio no sangue?

Reflexão

• Leia com atenção o texto abaixo:

Hormônios e emoções
As emoções fortes alteram o funcionamento do sistema nervoso. Como a hipófise está liga-
da ao sistema nervoso, os efeitos das emoções a atingem, fazendo com que produza hormônios
que levam o organismo a reagir a essas emoções. Com isso, o corpo fica preparado para enfren-
tar as situações que geram essas emoções.
Por exemplo, em situações de perigo e ameaça, o corpo precisa estar pronto para atacar ou
fugir. A adrenalina realiza esta tarefa, aumentando o ritmo dos batimentos cardíacos e a pressão
sanguínea. Com isso, mais sangue e oxigênio chegam aos músculos, dando-lhes maior capaci-
dade para realizar esforços, como correi; por exemplo. Além disso, o sangue é desviado da pele
para áreas mais prioritárias, como cérebro, músculos e coração. Por isso, em situações de peri-
go, a pele fica fria e pálida. Nessas situações, aparecem também problemas digestivos, uma vez
que a adrenalina provoca o relaxamento da musculatura lisa do estômago e do intestino, paran-
do o trabalho digestivo.
Depois do susto, entra em ação um outro hormônio, produzido pela medula da supra-renal:
a acetilcolina. Esse hormônio tem efeito exatamente contrário ao da adrenalina: faz o organis-
mo voltar às condições normais. Sem esse hormônio, nunca nos recuperaríamos das emoções
fortes.
Os poetas dizem que a saudade intensa provoca uma dor profunda. Isso não são apenas
palavras bonitas, mas retrata uma realidade científica. A tensão emocional reflete-se no corpo
como tensão muscular; o que o deixa todo dolorido.
Em algumas pessoas, um distúrbio emocional faz com que o hipotálamo perturbe o deli-
cado equilíbrio hormonal que regula as sensações de fome e saciedade. O hipotálamo é a
parte do cérebro onde estão os centros nervosos que regulam essas sensações. Eles funcionam
de forma independente, estimulados por hormônios diferentes. A noradrenalina age sobre o
centro da fome, diminuindo sua intensidade, enquanto outro hormônio, a serotonina, age no
centro da saciedade, aguçando essa sensação. Pessoas com problemas de excesso de peso
possuem menos serotonina do que o normal. Assim, por mais que comam, nunca se sentem
satisfeitas e acabam engordando. Além disso, a noradrenalina age no processo da queima de
gordura. A presença desse hormônio nas células adiposas dispara uma ordem para transfor-
mar gorduras em energia.
Esses fatos biológicos justificam o diagnóstico feito por psicólogos quando eles dizem que
uma pessoa, ao se abalar emocionalmente com alguma perda (de emprego, de autoconfiança, de
alguém querido), procura compensar comendo mais. Na verdade, ocorreu um desequilíbrio
hormonal em conseqüência do estado emocional.

Reúna-se em grupo e registre o relato de casos em que as emoções afetaram o equilíbrio


orgânico. Tente estabelecer, para esses casos, uma explicação fundamentada no que você apren-
deu até aqui.
Que técnicas você conhece para conseguir um salutar relaxamento?

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Desafios

1. Localize no capítulo os termos abaixo e descubra o seu significado:


induzem c) saciedade
halterofilistas d) desequilíbrio hormonal

2. Pesquise com um farmacêutico os medicamentos citados abaixo. Procure descobrir seus tipos
e nomes comerciais. Descubra suas contra-indicações e como eles atuam.
esteróide anabolizante c) glicocorticóide
betabloqueador d) anti-histamínico

3. "Entre os hormônios produzidos pela hipófise anterior estão o folículo-estimulante (FSH) e o


luteinizante (LH). No homem, o FSH estimula a produção de espermatozóides e o LH, a
produção de testosterona. Na mulher, o FSH promove a maturação dos folículos ovarianos e a
conseqüente produção de estrógenos. Já o LH provoca ovulação, ou seja, a ruptura de folículos
maduros com a liberação do óvulo."
Levando em consideração esse texto e consultando o capítulo 4, indique as funções da
testosterona e dos estrógenos.

4. Será que diferentes hormônios podem atuar sobre um único órgão? Será que, atuando sobre
vários órgãos diferentes, um hormônio produz sempre o mesmo efeito? Para responder, pesquise
no capítulo o que se comenta a respeito da norairenalina.

5. Que males os esteróides anabolizantes podem causar?

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CAPÍTULO 11

Sistema lotomotor

Não somos vegetais. A vida biológica, para lugar de inserção dos músculos, além de proteger e
nós, é mais abrangente do que comer, respirar, abrigar os órgãos vitais.
excretar e reproduzir. Envolve movimentos e a per- O esqueleto humano é constituído por mais de
cepção de tudo o que nos cerca, criando uma rica duzentos ossos, distribuídos em três partes: cabeça,
e complexa relação com o ambiente. Quando o ser tronco e membros.
humano não consegue realizar essa relação, dize- O esqueleto é constituído por ossos e por carti-
mos que se encontra em estado vegetativo. É o lagens. Os ossos são formados por vários tecidos
que acontece, por exemplo, com doentes em esta- diferentes, dos quais o mais importante é o tecido
do de coma profundo, nas UTIs. ósseo, cuja rigidez se deve ao fato de conter sais,
Relacionar-se com o ambiente é uma ativi- como o fosfato de cálcio. As cartilagens são mais
dade orgânica fundamental para a manutenção da flexíveis que os ossos. Estão presentes nas superfí-
vida. Através dos movimentos, podemos ir a qual- cies onde os ossos se articulam, dão sustentação a
quer lugar, obtemos alimentos e executamos inú- certas partes do corpo — como o nariz e as orelhas —
meras outras atividades.A percepção por meio dos constituindo também a parede de órgãos do sistema
órgãos dos sentidos é fonte permanente de infor- respiratório.
mações úteis tanto para o funcionamento orgâni-
co como para as atitudes que tomamos.
Tanto os movimentos como a percepção são Tipos de ossos
coordenados pelo sistema nervoso. O córtex cere-
bral, o cerebelo e outras partes do encéfalo con- Os ossos são, quanto à forma, de diferentes
trolam as atividades motoras mais complexas do tipos: longos, curtos, chatos e irregulares. Nos lon-
corpo, tais como andar e mover as mãos e os de- gos, o comprimento é maior que a largura e a es-
dos. O ato de andar, por exemplo, é resultado de pessura. São exemplos de ossos longos o fêmur,
um fantástico trabalho de coordenação, que en- na coxa, e o úmero, no braço. Os curtos têm as
volve a sustentação do corpo sob a ação da gravi- três dimensões aproximadamente iguais. É o caso
dade, o ritmo do movimento das pernas e a con- do calcâneo, no calcanhar, e de alguns ossos das
servação do equilíbrio. O sistema nervoso é tam- mãos e dos pés. Ossos chatos são finos, planos e,
bém indispensável à percepção: é ele que inter- em geral, recurvados — como as costelas e o
preta e organiza as respostas às informações envi- esterno, na frente do peito. Ossos irregulares são
adas pelos órgãos dos sentidos. É assim que reco- os que não se enquadram nos tipos anteriores. É o
nhecemos os sons que ouvimos, os odores que nos caso das vértebras, que formam a coluna verte-
alcançam, as cenas que vemos, o paladar de um bral.
alimento, o formato de um objeto que tocamos. Observando um osso longo, podemos distin-
Os movimentos resultam do trabalho do sis- guir duas partes: a diáfise e as epífises. A diáfise,
tema locomotor, formado por ossos e músculos. ou corpo do osso, é revestida por uma membrana
chamada periósteo e internamente apresenta uma
cavidade, o canal ósseo. Dentro desse canal, locali-
Esqueleto za-se a medula óssea, um tecido que fabrica células
sanguíneas. As epífises são as extremidades de um
Chama-se esqueleto o conjunto articulado de osso longo, sendo cada uma revestida por cartila-
todos os ossos que sustentam o corpo. Serve como gem articular.

105
crânio

T
maxilar

mandíbula

clavícula
úmero
escápula

esterno
costelas

ulna coluna
ilíaco vertebral
rádio

sacro
metacarpo

falanges

ísguio

fêmur
O esqueleto da cabeça com-
pateia
preende os ossos do crânio e
da face. O do tronco é consti-
tíbia tuído pela coluna vertebral,
pelas costelas e pelo esterno.
O esqueleto dos membros in-
fíbula
clui os ossos dos membros su-
periores (braço, antebraço e
mão), dos membros inferiores
)1( (coxa, perna e pé) e das cintu-
ras: escapular e pélvica.
tarso
A cintura escapular (ombros) é
formada pela clavícula e pela
metatarso escápula.
A cintura pélvica (quadril) é for-
"falanges
mada pelo ilíaco, pelo púbis e
pelo ísquio.

curto

irregular

longo
chato Os ossos podem ser longos,
curtos, chatos e irregulares.

106
Articulações troses, como as existentes entre as vértebras, têm
pequena mobilidade. Finalmente, nas sinartroses os
Articulações ou juntas são as ligações entre os ossos estão soldados, não permitindo movimentos. É
ossos. Em geral, são articulações dobráveis, o que assim que se ligam os ossos do crânio.
permite os variados movimentos do corpo. Nas diartroses e anfiartroses, as superfícies dos
As articulações diferem quanto à amplitude do ossos que se articulam são revestidas por cartilagem
movimento que permitem realizar. São de três tipos: e por uma membrana, que permite o contato quase
as diartroses, as anfiartroses e as sinartroses. As sem atrito. É ainda para diminuir o atrito entre as su-
diartroses são articulações bastante móveis, como as perfícies ósseas que, na maioria das articulações, existe
do joelho (entre o fêmur e a tíbia) e as do cotovelo o líquido sinovial, cuja função é impedir o desgaste
(entre o úmero e o rádio), por exemplo. As anfiar- dos ossos durante os movimentos.

anfiartrose

sinartrose

Diartroses são articulações


bastante móveis. As anfiar-
troses têm pequena mobilida-
de, e as sinartroses não permi-
tem movimentos.

As articulações móveis prendem-se umas às trole dos movimentos, fazendo com que os ossos
outras por meio de cordões fibrosos chamados se desloquem na direção correta e impedindo tor-
ligamentos. Os ligamentos possibilitam o con- ções.

107
Crânio e face
No crânio e na face, os ossos são chatos e soldados entre si. A única exceção é a mandíbula, que se articula com
os ossos temporais. O crânio abriga o encéfalo e possui cavidades, onde se alojam os órgãos dos sentidos.

esfenciide

parietal
frontal

etmóide
lacrimal

nasal

viimer

occipital
maxilar superior

zigomático
temporal mandíbula

Possuímos 22 ossos na cabeça,


sendo 8 no crânio e 14 na face.

dos ao esterno, diretamente, sem articulação, três pa-


Coluna vertebral res ligam-se por meio de cartilagens e dois pares têm
extremidades livres.
A coluna vertebral é constituída por pequenos
O osso esterno localiza-se no meio do peito, en-
ossos chamados vértebras, articulados entre si por
tre as costelas.
anfiartroses, que permitem pouco movimento.As vér-
tebras têm um orifício central, o buraco vertebral,
que, juntamente com elas, forma o canal vertebral. crânio
Dentro dele se aloja a medula espinhal.
A coluna é formada por 33 vértebras, distribu-
vértebras
ídas em cinco regiões: cervical (7), torácica (12), cervicais
lombar (5), sacral (5) e coccígea (4). As vértebras da
região sacral estão fundidas formando um só osso, o
sacro, que, articulado com o osso ilíaco, forma a
bacia óssea.
vértebras 7°
torácicas
Costelas e esterno
As costelas, o esterno e a coluna vertebral jun- 2°

tos formam a caixa torácica. No interior dessa estru-


tura óssea encontram-se órgãos vitais, como o cora- vértebras
lombares 3°
ção e os pulmões. \
As costelas são 12 pares de ossos achatados; lon-
gos e curvos. Posteriormente, todos os pares de cos- —sacro
telas ligam-se à coluna vertebral, por meio de articu-
lações. Anteriormente, apenas sete pares estão liga- — Cóccix

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clavícula
clavícula

escápula escápula
costelas
verdadeiras
esterno—
—úmero

coluna
vertebral ostelas
falsas

rádio uma ou cúbito


costelas
flutuantes
ossos do carpo
A caixa torácica é formada pelas vértebras, pelas costelas e
pelo esterno. ossos metacarpianos

Membros superiores falanges

O esqueleto de cada ombro é chamado cintura


escapular. Trata-se de um conjunto ósseo formado
Ossos do membro superior.
pela clavícula e pela escápula. A clavícula é um osso
longo e fino, que se articula com o esterno e com a
escápula. A escápula é um osso chato e de forma tri-
angular, que se articula com a clavícula e com o úmero.
ilíaco
O úmero é o osso do braço. É um osso longo
que, no ombro, se articula com a escápula e, no coto- púbis
/)
velo, com o rádio e a uma. Estes dois ossos longos
formam o esqueleto do antebraço e se articulam com o ísquio
úmero, na região do cotovelo, e com o carpo, na região
do punho.
O esqueleto das mãos é formado por 27 ossos fêmur

distribuídos em três grupos: carpo, metacarpo e


falanges (ossos dos dedos).
pateia ou
rótula
Membros inferiores
fíbula ou
O osso da coxa é o fêmur. Trata-se de um osso perônio
longo e grande que se articula com o ilíaco, na região tíbia
da bacia, e com a tíbia e a fíbula, na região do joelho.
Há dois ossos ilíacos, que se ligam ao sacro, forman-
do a bacia óssea.
Tíbia e Mula são dois ossos longos que for- tarso

mam o esqueleto da perna. No joelho, articulam-se falanges


com o fêmur, e na região do tornozelo, com o tarso.
No pé existem 26 ossos, divididos em três con-
juntos: tarso, metatarso é falanges. Ossos do membro inferior.

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da respiração ou os que produzem uma cólica intesti-
Músculos nal — são resultado da atividade muscular voluntá-
ria. O organismo possui uma grande variedade de mús-
Os movimentos que fazemos — com exceção culos, que, em cada região do corpo, trabalham juntos
dos involuntários, como os batimentos cardíacos, os para executar movimentos.

esternocleidomastóide

músculos faciais
grande
dorsal trapézio

deltóide
'oblíquo
externo deltóide
peitorais
tríceps

bíceps
braquirradial

retos
abdominais

flexores do grande
pulso e glúteo
dos dedos

grácil
semitendinoso

quadríceps
femurais bíceps femural

castrocnamios

calcâneo

tendão de Aquiles

A musculatura do corpo.

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