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ESTUDOS SOBRE IGREJA

Lição 09: A Igreja e a comunhão

1 João 1.7

Pr Paulo Marcos

PIB de Pouso Alegre


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Lição 09: A Igreja e a comunhão

1 João 1.7

Introdução

É interessante o paradoxo da Igreja quando o assunto é


união. Ao mesmo tempo em que temos uma Bíblia repleta de
orientações para que nos amemos uns aos outros (Rm 12.10;
1Pe 1.22), o que vemos nas Igrejas é uma terrível crise de
comunhão.

Nesta lição tentarei evitar procurar culpados para crise


de comunhão, mas, minha tentativa será focar em propostas,
visto que, todos nós, como parte de um mesmo corpo, somos
responsáveis pelo bom relacionamento entre pares dessa
comunidade. Da mesma forma como um casamento que não
deu certo e a responsabilidade é compartilhada entre o casal,
não havendo culpado, mas, culpados, na Igreja todos nós
somos partes integrantes das soluções e dos problemas na
área da comunhão.

Esse estudo se faz necessário por dois motivos básicos.


Primeiro porque Jesus disse que a marca de um discípulo dele
é o amor (a base da comunhão). Em João 13.35, ele disse o
seguinte: “Nisto conhecerão todos que sois meus
discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”.

Segundo por que Jesus ensinou aos seus discípulos que


a união entre eles testificaria da presença do próprio Cristo na
Igreja: “a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó
Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós;
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para que o mundo creia que tu me enviaste”. (João


17:21).

E em terceiro, por uma questão lógica: Uma Igreja


desunida terá dificuldade de crescer, pois, não passará uma
boa mensagem para os de fora. Sobre esse assunto, o
escritor Loweel Bailey, em seu livro 25 segredos para
derrotar a crise da comunhão, diz: ”... a desunião e a
falta de amor entre os cristãos podem levar os perdidos
a duvida de que essa gente realmente esteja seguindo
a Jesus. Pior ainda, por notar que os cristãos não se
salvaram do seu egoísmo, eles podem duvidar que
Jesus seja “verdadeiramente o salvador do mundo” (Jo
4.42)”.

Obviamente que o amor entre os membros de uma


Igreja deve ser entendido a luz da Bíblia e não do senso
comum. Embora não seja o foco do nosso estudo de hoje,
vale a pena lembrar que Jesus ao expulsar os cambistas e
vendedores de animais no templo (João 2.15), não deixou de
ensinar, pregar e ser o amor.

A Igreja primitiva em sua primeira assembleia foi


marcada por discussões e contendas, mas, não há
informações que essa Igreja havia sido negligente quanto à
comunhão. “Tendo havido, da parte de Paulo e Barnabé,
contenda e não pequena discussão com eles,
resolveram que esses dois e alguns outros dentre eles
subissem a Jerusalém, aos apóstolos e presbíteros, com
respeito a esta questão”. (Atos 15:2).
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1. O conceito de comunhão

O que é comunhão para você? Um encontro para


confraternização? Um cafezinho? Ou quem sabe um belo
almoço de domingo? No senso comum, esses são os fatores
definidores da comunhão, porém eles não refletem o sentido
bíblico da palavra.

Comunhão é a tradução portuguesa mais comum para


a palavra grega koinomia. Essa palavra traz a ideia de
fraternidade, associação, participação conjunta,
relação. Observe como o sentido é bem mais amplo do que
parece.

De acordo com o Novo Testamento, a comunhão tem a


ver com aquela relação pessoal que os cristãos gozam com
Deus e uns com os outros, em virtude de serem unidos com
Jesus Cristo. Quem estabeleceu essa relação foi o Espírito
Santo, que habita em todo cristão, unindo-o a Cristo e a
todos que são de Cristo. Essa associação pode ser percebida
nos seguintes aspectos:

 Compartilhar de bens
 Cooperação na obra do Evangelho
 Manter a unidade e o amor entre os cristãos

O texto de Atos 2.41-47 reflete bem a ideia bíblica de


comunhão. Esse texto também nos ensina que a
responsabilidade da comunhão na Igreja não é apenas dos
líderes, mas de toda a Igreja, isto é, você é responsável por
fazer a comunhão da sua Igreja dar certo.
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Algumas perguntas podem ser feitas nesse momento


da lição: como é a comunhão na sua Igreja? Você vê
aspectos da comunhão entre os irmãos? Qual é o seu
papel na comunhão da sai Igreja?

2. A relação entre comunhão e mutualidade

A comunhão pode ser classificada como uma


experiência subjetiva, ela precisa de um mecanismo
prático para que seja percebida. Um exemplo do que estou
falado se refere a comunhão dos crentes com Cristo.
Existem laços que nos unem a Cristo, fazemos parte do
seu corpo místico, entretanto, essa relação é invisível, não
pode ser vista, somente percebida.

A mutualidade é o processo através do qual a


comunhão se expressa. O termo se refere a expressões
recíprocas. No Novo Testamento o processo de
mutualidade aparece nas palavras uns aos outros (Rm
12.10; 2Co 13.12; Ef 4.2; Cl 3.13; 1Ts 4,18).

A mutualidade faz da comunhão uma via de mão


dupla. Um irmão se dispondo a fazer o bem a outro irmão,
que por sua vez corresponde fazendo a mesma coisa. A
relação é recíproca.

Entretanto, a mutualidade não está limitada ao que


eu faço de bom pelo outro, mas também o que eu deixo
de fazer de prejudicial pelo outro. Nesse caso existem dois
aspectos, um positivo (eu faço o bem) e outro negativo
(eu deixo de fazer o que é ruim).

Você ajuda a sua Igreja a ser mútua?


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3. Algumas orientações práticas sobre mutualidade

Nesta seção vou disponibilizar uma lista de ações que


podem ser desenvolvidas na Igreja para fortalecer a
comunhão entre os crentes.

Mandamentos recíprocos
 Amam-se uns aos outros - (Rm 12.10)
 Aceitem-se uns aos outros - (Rm 15.7)
 Saúdem-se uns aos outros – (Rm 16.16)
 Cuidem-se uns dos outros – (1Co 12.25)
 Sujeitem-se uns aos outros – (Ef 5.21)
 Suportem-se uns aos outros – (Ef 4.2)

Proteção para Igreja


 Não invejem uns aos outros – (Gl 5.26)
 Não julguem uns aos outros – (Tg 4.11-12)
 Não se queixem uns dos outros – (Fp 2.14)
 Não falem mal uns dos outros – (Tg 4.11)
 Não se devorem uns aos outros – (Gl 5.15)
 Não provoquem uns aos outros – (Gl 5.26)
 Não mintam uns aos outros – (Cl 3.9)
 Se confessem uns aos outros – (Tg 5.16)
 Perdoem-se mutuamente – (Ef 4.32)

Contribuição para o crescimento da Igreja


 Edifiquem-se uns aos outros – (1Ts 5.11)
 Ensinem uns aos outros – (Cl 3.16)
 Encorajem uns aos outros – (2Tm 1.6-18)
 Aconselhem uns aos outros – (Cl 3.16)
 Falem coisas boas uns com os outros – (Ef 4.29)

Relacionamento entre crentes


 Sirvam uns aos outros – (1Pe 4.10)
 Levem os fardos uns dos outros – (Gl 6.2)
 Sejam hospitaleiros – (1Pe 4.9)
 Sejam bondosos uns com os outros – (Ef 3.31-32)
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 Orem uns pelos outros – (Tg 5.16)

O que está relacionado acima são atitudes práticas


que contribuem para o bom desenvolvimento da mutualidade
dentro da Igreja. Essas atitudes são bilaterais, não sendo
responsabilidade de um pequeno grupo ou de uma só parte.
Comunhão e mutualidade é um dever de todos. Todos os
membros da Igreja de igual responsabilidade de construir um
ambiente favorável ao bom relacionamento
Você faz ou deixa de fazer alguma dessas ações
descritas acima?

Conclusão

Chegamos ao fim dessa lição. Você deve ter percebido


que esse tema é muito vasto e que nossa abordagem foi bem
singela. Para caminharmos com mais propriedade teríamos
que escrever uma série de muitas lições.

Mesmo sendo o nosso estudo pequeno e não abarcando


todos os temas, tenho certeza de que podemos torna-lo
prático. Peço a você que sugira ao seu professor para juntos
com a classe, desenvolverem uma atividade de mutualidade.
Tenho certeza que isso ajudará você e outras pessoas a
aprimorarem a comunhão da sua Igreja. Paz a todos!