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O Evangelho é atribuído a Lucas no Fragmento Muratoriano (cerca de 170 d.C.

), e foi
aceito por escritores do segundo século tais como Irineu e Clemente de Alexandria, mesmo que
seu nome não seja mencionado em parte alguma da narrativa, as autoridades antigas concordam
que ele foi o escritor. Além da evidência histórica, as evidências internas indicam fortemente
Lucas. Além disso, muitos eruditos veem algo da doutrina de Paulo no Evangelho de Lucas. A
data e o local de escrita do evangelho são desconhecidas, hipoteticamente têm-se apontado
lugares tão diversos como Corinto, Éfeso e Roma, e datas que vão desde o ano 60 até 95 da era
cristã.
Seu nome é de origem grega. Sabemos pelos escritos do Apóstolo Paulo que Lucas era médico
e um dos discípulos do Senhor, outras evidências mostram que Lucas era de Antioquia, e isso faz dele
um gentio, ou seja, um não judeu puro sangue. Lucas escreve este Evangelho para Teófilo que era grego
e possivelmente de alta posição social (cf. Atos 1.3). Então, o que nós temos neste Evangelho é um
gentio falando do evangelho para outro gentio. É possivelmente por este motivo que nós temos no
evangelho de Lucas um foco maior sobre o cuidado de Jesus com as pessoas marginalizadas, visto que
os gentios eram marginalizados pelos judeus. Aqueles que eram considerados a escória da sociedade,
são acolhidos e amados por Jesus, e assim, Lucas evidencia o caráter abrangente da salvação. A salvação
não é endereçada apenas aos Judeus, mas também, e sobretudo, aos gentios, aos samaritanos, aos
publicanos, aos leprosos, as mulheres – todos estes que eram os párias da sociedade para um judeu, no
Evangelho segundo Lucas, poderiam ser alcançados pela graça salvadora por mais corrompidos que
estivessem. Ninguém que lê este Evangelho deve achar que está além do alcance da salvação. Por
todo livro, Lucas apresenta Jesus como o Filho de Deus e o Salvador do mundo todo.

Lucas mostra também que as profecias das Escrituras Hebraicas foram cumpridas com
precisão em Jesus Cristo, conferindo com isso, unidade ao todo da Escritura. Além disso, registra
com exatidão as próprias profecias de Jesus com respeito a eventos futuros, e muitas destas já
tiveram notável cumprimento em todos os seus pormenores. Por exemplo, a destruição de
Jerusalém em 70 d.C., assim como Jesus predissera (19.43, 44; 21.20-24). O Arco de Tito em
Roma e o historiador Flávio Josefo são testemunhas desta destruição e morte de mais de 1.000.000
e o cativeiro de outros 97.000. O leitor pode ter certeza inconteste de que outras profecias
inspiradas registradas por Lucas serão cumpridas com a mesma precisão.

Lucas, por fim, assim como no livro de Atos, é o evangelista do Espírito Santo.
Deparamo-nos com a ação permanente do Espírito Santo em todos os seus escritos.