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Direito Constitucional

O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula
ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros
doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais.

Sumário
1. Controle de Constitucionalidade (cont.) ................................................................ 2
1.1 Controle de Constitucionalidade nas Constituições Brasileiras (histórico)
(cont.)............ .......................................................................................................................... 2
1.1.1 Constituição de 1988 (cont.) ....................................................................... 2
1.2 Modalidades de controle de constitucionalidade ............................................ 3
1.2.1 Quanto ao momento ................................................................................... 3
1.2.2 Quanto a natureza do órgão ....................................................................... 4
1.2.3 Quanto ao controle judicial ......................................................................... 4
1.2.4 Controle político .......................................................................................... 5
1.2.4.1 Controle político do Poder Executivo .................................................. 5
1.2.4.2 Controle político do Poder Legislativo ................................................. 7
1.2.5 Controle Judicial Preventivo ...................................................................... 10
1.3 Tipos de inconstitucionalidade ....................................................................... 12
1.3.1 Inconstitucionalidade material vs. inconstitucionalidade formal ............. 12
1.3.2 Inconstitucionalidade por ação vs. inconstitucionalidade por omissão ... 14
1.3.3 Inconstitucionalidade direta vs. inconstitucionalidade indireta ............... 15
1.3.4 Inconstitucionalidade simples vs. por arrastamento ................................ 16
1.3.5 Inconstitucionalidade originária vs. superveniente .................................. 18
1.4 Controle difuso e incidental ............................................................................ 20
1.4.1 Quanto aos sujeitos ................................................................................... 20
1.4.2 Quando ao processo .................................................................................. 20
1.4.3 Quanto ao momento ................................................................................. 20
1.4.4 Quanto ao objeto e parâmetro ................................................................. 21
1.4.5 Características do controle concreto......................................................... 22
1.4.6 Quanto ao procedimento .......................................................................... 23

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1. Controle de Constitucionalidade (cont.)


1.1 Controle de Constitucionalidade nas Constituições Brasileiras (histórico) (cont.)
1.1.1 Constituição de 1988 (cont.)
A Constituição de 1988 trouxe vários avanços no que diz respeito ao controle de
constitucionalidade, o principal foi a ampliação de legitimados da ADI, há centenas de
possíveis legitimados previstos no art. 103, CRFB.
Isto faz que o controle de constitucionalidade abstrato passa a ter primazia em
relação ao controle concreto. Até 1988 o controle de constitucionalidade era o
predominante. Aliás, dá para citar fases de controle de constitucionalidade no Brasil:
1ª) Ausência de controle de constitucionalidade – CRFB/1824
2ª) Controle concreto exclusivamente – CRFB/1941/1946
3ª) Controle concreto e abstrato, com primazia do controle concreto –
CRFB/1967/1969
4ª) Controle concreto e abstrato, com primazia do controle abstrato – CRFB/1988.
Esta primazia do controle abstrato se verifica (principalmente) pela ampliação do rol
de legitimados da ADI, soma-se a isto a criação de novas ações como ADPF, ADC (EC 03/93),
ADO.
Esta inversão da primazia em que o controle abstrato passa a ter a primazia gera o
fenômeno da abstrativização do controle de constitucionalidade. Primeiro, este fenômeno
pode ser entendido como a primazia do controle abstrato sobre todo o modelo de controle
brasileiro. Segundo, institutos do controle abstrato passam a influenciar no controle
concreto e são incorporados no controle concreto. O processo no controle concreto que é
processo subjetivo (focado no sujeito e no direito subjetivo em jogo) passa a ter natureza
cada vez menos subjetiva e cada vez mais objetiva – fenômeno de objetivação do controle
de constitucionalidade1.
Exemplo1: A modulação de efeitos temporais, é uma medida própria do controle
abstrato e que hoje é permitida no controle concreto.
Exemplo2: O amicus curiae que é figura clássica do controle abstrato é admitido hoje
em várias hipóteses de controle concreto. O que demonstra novamente a incorporação de
figuras próprias do controle abstrato no concreto.

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Fenômeno da objetivação também denominado fenômeno de objetivização ou abstrativização do
controle difuso de constitucionalidade.
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Outros mecanismos foram criados a partir deste fenômeno de


abstrativização/objetivação do controle de constitucionalidade. A própria criação da súmula
vinculante. Ora, não faz sentido o STF criar súmula vinculante quando o entendimento do
STF é oriundo do controle abstrato (nela a decisão já é erga omnes e vinculante), não
precisaria da súmula vinculante. Ou seja, a súmula vinculante existe quando o entendimento
do STF vem do controle concreto – o STF decide reiteradamente em controle concreto
determinada matéria, fixando/consolidando um entendimento sobre aquela matéria e então
converte este entendimento no enunciado de uma súmula e a converte em vinculante (que
seria efeito próprio do controle abstrato).
Da mesma forma é a repercussão geral do RE, este pressuposto para a
admissibilidade do RE, demonstra que ainda que o RE seja controle subjetivo, passa a
assumir características objetivas de controle – objetivação do controle de
constitucionalidade ou objetivação do RE.2
 TRF 5ª Região – 2011 – Prova Discursiva. Discorra sobre o fenômeno da objetivação,
objetivização ou abstrativização do controle difuso de constitucionalidade pelo
Supremo Tribunal Federal. Em seu texto, explicite o conceito desse fenômeno,
apresente exemplos, analise as relações do fenômeno com outras modalidades de
controle constitucional e com procedimentos decisórios vinculativos, como a súmula
vinculante e a repercussão geral, e enfoque, ao final, as consequências de todas
essas novidades para a aplicação jurisdicional da Constituição Federal.

 CESPE – TRF/5ª Região. 2005. 69. A Constituição de 1988 inaugurou o sistema de


controle de constitucionalidade abstrato de normas, porquanto as constituições
anteriores apenas previam o controle difuso realizado incidenter tantum.

 Resposta: errado, pois o controle abstrato foi inaugurando antes mesmo de 1988.

1.2 Modalidades de controle de constitucionalidade


1.2.1 Quanto ao momento
O controle pode ser repressivo/posterior/sucessivo ou o controle pode ser
preventivo/a priori. Controle repressivo é aquele que incide sobre a norma jurídica já
existente. E o controle preventivo é o que incide sobre o projeto de norma.

2
Recomenda-se a leitura do livro “Precedente Judicial no Processo Civil Brasileiro - Mecanismos de
Objetivação do Processo”. Autor: Erik Navarro Wolkart. Editora: JUSPODIVM. Ano de Edição: 2013. Nº de
Páginas: 286
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1.2.2 Quanto a natureza do órgão


O controle pode ser judicial ou político (ou controle não judicial).
O controle judicial em regra é repressivo e o político em regra é preventivo. Existe
exceção, há hipóteses em que o controle judicial é preventivo e hipótese em que o controle
político e repressivo.

1.2.3 Quanto ao controle judicial


Aqui há duas classificações diferentes:
 Aspecto processual: Analisa-se em que posição a questão constitucional se encontra
no processo. Questiona-se se a questão constitucional é meramente uma questão
prejudicial e portanto é mera causa de pedir ou a questão constitucional é a causa
principal e portanto o próprio pedido. Neste sentido fala-se em controle
concreto/incidental e controle abstrato.

 Aspecto orgânico: Analisa-se a competência do órgão judicial. Exemplo: um juiz do


trabalho possui a competência regular (matérias próprias da Justiça do Trabalho),
quando o juiz do trabalho se depara uma matéria da sua competência e dentro dela
há uma questão de constitucionalidade – isto é controle difuso.
O controle difuso é aquele controle que pode ser feito por qualquer juiz. Mas isto
pode levar a erro. Exemplo: empregado (CLT) foi demitido e entra com uma reclamação
trabalhista alegando que uma determinada lei prejudicou seus direitos trabalhistas
constitucionais. ora, esta ação será proposta na Justiça do Trabalho, é matéria de direito
difuso e vai ser analisado por um juiz do trabalho.
Sento assim ao se falar que controle de difuso “é aquele feito por qualquer juiz”
entenda-se que ele é feito dentro da competência regular de cada juiz, v.g. o juiz federal
pode realizar o controle de constitucionalidade dentro das matérias que competem a um
juiz federal, assim como ocorre com um juiz do trabalho, um juiz eleitoral, um juiz militar.
Dito de outra forma, ao controle difuso a competência do órgão não é fixada em
razão da matéria constitucional. É fixada pelas normas trazidas pela Constituição ou pela lei
processual.
Sabe-se que eventualmente o mesmo crime pode ser competência da Justiça
Estadual ou Federal a depender de quem envolve-se no crime. Imagine que se queria discutir
determinada norma sobre este crime no caso concreto. Será o juiz de direito da Justiça
Estadual ou da Justiça Federal a depender das circunstâncias do caso. Ora, a competência
não é fixada pela matéria constitucional e sim pelos critérios tradicionais de fixação da

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competência. Uma vez fixada a competência o juiz natural poderá discutir a


constitucionalidade daquela lei no caso concreto.
Agora, há outros casos em que a fixação da competência se dá em razão da matéria
constitucional, independentemente das repercussões concretas daquela lei, impugna-se a lei
alegando que a lei é inconstitucional e então a competência do órgão jurisdição é fixada em
razão da matéria constitucional – neste caso ter-se-á ou o STF ou o STJ, este é o controle
concentrado de constitucionalidade.
No controle concentrado a fixação da competência do órgão se dá em razão da
matéria constitucional, ou melhor, em razão da constitucionalidade a ser discutida.
Outra forma de analisar o controle concentrado (além competência fixada em razão
da matéria constitucional) é saber que no controle concretado existem as ações específicas
(ações diretas) e no controle concretado existem também legitimados específicos para a
propositura dessas ações diretas.
O controle difuso, em regra, é um controle concreto e o controle concentrado é em
regra um controle abstrato. Esta é regra tão forte, que usa-se como sinônimos, v.g. controle
concreto ou difuso, controle concentrado ou abstrato. Porém, recorde-se que
difuso/concentrado se refere a competência e concreto/abstrato se referem a matéria.
 Existe a possibilidade do controle concentrado ser concreto e do controle difuso ser
abstrato?
Resposta: Sim, existe (ver-se-á mais a frente).

1.2.4 Controle político


Controle político não é judicial, aqui há o fato de que tanto Poder Executivo quanto o
legislativo podem realizar controle de constitucionalidade.

1.2.4.1 Controle político do Poder Executivo


O Poder Executivo pode realizar o controle de constitucionalidade em três situações:

1) O veto presidencial – art. 66, § 1º, CRFB:


O presidente da república pode vetar o projeto de lei com base em dois motivos: a)
contrariedade ao interesse público (neste caso há a chamada motivação política do veto) ou
b) pode vetar o projeto de lei alegando que é inconstitucional (neste há a motivação jurídica
do veto – há quem diga que este é o veto jurídico).
CRFB. Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao
Presidente da República, que, aquiescendo, o sancionará.
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§ 1º - Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte,


inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no
prazo de quinze dias úteis, contados da data do recebimento, e comunicará, dentro de
quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto.

Resumidamente o presidente da república tem uma hipótese de “veto político” e


uma hipótese de “veto jurídico” previsto no art. 66, § 1º, CRFB. Porém, é necessário um
cuidado a cerca da nomenclatura: o veto é um ato de natureza política cuja motivação
pode ser política ou jurídica. Então ao se falar em “veto jurídico” não se deve entender que
o veto jurídico é ato de natureza jurídica, na verdade é ato de natureza política cuja
motivação é jurídica.

2) Legitimidade ativa para ações diretas:


O presidente da república participa também do controle de constitucionalidade por
ter legitimidade ativa para a ADI, ADC, ADO e ADPF – Observação. O governador do estado
também possui esta legitimidade – isto tudo está previsto no art. 103, I e V, CRFB.
CRFB. Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação
declaratória de constitucionalidade:
I - o Presidente da República;
V - o Governador de Estado ou do Distrito Federal;

3) Determinação de inaplicação de lei inconstitucional:


O executivo também participa do controle de constitucionalidade através da
determinação de inaplicação/descumprimento de lei inconstitucional. O presidente da
república ao verificar que a lei é inconstitucional determina que seus órgãos subordinados
não a apliquem.
 Qual a razão de ser deste entendimento?
Este entendimento não está na lei, é a doutrina e jurisprudência que o fixam, este
entendimento vem de antes de 1988, por dois principais motivos. Primeiro, antes da
CRFB/88 a representação de inconstitucionalidade (atual ADI) só poderia ser proposta pelo
PGR, portanto os chefes do Poder Executivo (presidente e governador) não dispunham de
legitimidade ativa para impugnar abstratamente as leis, o máximo que poderiam fazer era
representar ao PGR para que ele propusesse a representação. Neste caso o PRG não estaria
vinculado, ou seja, ele poderia propor ou não a RI (representação de inconstitucionalidade).
Então o presidente da república ficava limitado, por isto surgiu o seguinte entendimento: o
presidente da república é chefe de um dos poderes da república, e retira a autoridade de seu
poder da Constituição (é um poder outorgado pela Constituição), ora, entre cumprir a

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Constituição e cumprir as leis, o chefe do executivo deve cumprir a Constituição. Se ele


verifica dentro de sua atribuição que uma determinada lei leva a violação da Constituição,
poderá determinar que seus órgãos subordinados não apliquem aquela lei.
Mas isto poderia levar a absurdos (uso abusivo), é preciso uma consequência.
Exemplo: No âmbito estadual, se o governo nega a aplicação de uma lei, o descumprimento
de uma lei federal pode gerar uma intervenção federal no estado. Exemplo: E ainda, isto
pode configurar crime de responsabilidade (art. 85, CRFB).
Sobre esta 3ª hipótese de controle de constitucionalidade pelo Poder Executivo, cabe
uma crítica. O entendimento surgiu antes de 1988, quando os chefes do executivo não tinha
legitimidade para RI, acontece que pós CRFB/88 o presidente da república e o governador
possuem legitimidade para a propositura da ADI, ADC, ADO e ADPF. O que fez com que a
doutrina questionasse esta 3ª hipótese.
Se o presidente pode hoje manejar ADI, não teria mais o poder de determinar a não
aplicação de lei que considere inconstitucional. Ora, se o presidente da república entende a
lei como inconstitucional deverá propor uma ADI e não negar a aplicação da lei.
 E se a situação fosse emergencial?
Resposta: A doutrina diz que a ADI comporta pedido cautelar.
Então para parcela da doutrina esta 3ª hipótese estaria prejudicada pela legitimidade
ativa dada ao presidente e ao governador para ADI.
Observação. Como o prefeito não tem legitimidade ativa, o único que poderia
manter esta 3ª hipótese de controle de constitucionalidade seria o prefeito.
Em que pese esta crítica, o Supremo na ADI 221 reconhece esta crítica, mas mantem
a possibilidade do chefe do executivo determinar a inaplicação da lei que entender
inconstitucional.

1.2.4.2 Controle político do Poder Legislativo

Para o Poder Legislativo há um numero maior de hipóteses de controle político.

1) Rejeição do veto
O Poder Legislativo pode rejeitar o veto presidencial (art. 66, § 4º, CRFB).
Exemplo: o presidente da república veta um projeto de lei por inconstitucionalidade
comunica as razões do veto ao CN, que pode rejeitar o veto (como já aconteceu).

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2) Atuação da CCJ
CCJ é a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. A CCJ tem como atribuição,
dentre outros, analisar a constitucionalidade dos projetos de lei. A atribuição da CCJ está em
regimento interno das casas e não na Constituição.
Esta é hipótese típica de controle político e preventivo.

3) Análise de MP
A análise da Medida Provisória para ser convertida ou não em lei. Um dos aspectos
que o CN analisa na MP é a sua constitucionalidade.
 Ao analisar a constitucionalidade, o CN faz controle preventivo ou repressivo?
Resposta: repressivo. Ora, MP não é lei, mas tem força de lei, MP já é ato normativo
(o art. 59, CRFB prevê a MP como hipótese dentro do processo legislativo), então a MP é
uma espécie legislativa, é ato normativo primário, logo a análise é controle político
repressivo.
4) Sustação de lei delegada que exorbita os limites da delegação legislativa (art.
49, V, CRFB):
CRFB. Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar
ou dos limites de delegação legislativa;

5) Legitimidade ativa para a propositura da ADI, ADC, ADO, ADPF (art. 103, II ao IV,
CRFB):
CRFB. Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação
declaratória de constitucionalidade:
II - a Mesa do Senado Federal;
III - a Mesa da Câmara dos Deputados;
IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal;

6) Inaplicação de lei inconstitucional:


É hipótese igual ao que se falou para o Poder Executivo (ADI 221). A chefia do Poder
Legislativo é a mesa diretora da casa, que poderá determinar a seus órgãos subordinados a
não aplicação da lei que considera inconstitucional.

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7) Revogação da lei inconstitucional:


O legislativo verifica que uma lei é inconstitucional e elabora nova lei revogando a lei
anterior. Esta lei nova não precisa dizer que a anterior é inconstitucional, ela simplesmente
revoga a lei considerada inconstitucional.

8) Resolução Suspensiva do Senado Federal:


Hipótese que ocorre quando o Supremo declara uma lei inconstitucional no controle
de constitucionalidade concreto (art. 52, X, CRFB). A suspensão pelo Senado Federal tem
espaço somente no controle concreto, porque no abstrato não precisa (a decisão no
abstrato já é erga omnes e vinculante).
CRFB. Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:
X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por
decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal;

9) Tribunal de Contas* pode apreciar** a inconstitucionalidade de uma lei.


*O tribunal de contas não é órgão do legislativo, é ligado ao Poder Legislativo, mas
não é órgão.
**O verbo é “apreciar” pelo seguinte motivo, na ADI 221 o STF reconheceu que a
chefia do Poder Executivo e Poder Legislativo, podem deixar de aplicar uma lei. O relator
Moreira Alves da ADI 221 diz algo que pode causar estranheza, diz que o controle de
constitucionalidade é realizado exclusivamente pelo Poder Judiciário, portanto Poder
Executivo e Poder Legislativo não fazem controle de constitucionalidade.
A expressão controle de constitucionalidade tem dois sentidos, um amplo e um
sentido estrito. No sentido amplo controle de constitucionalidade equivale a fiscalização ou
apreciação – nesta hipótese não há declaração de inconstitucionalidade. Já o controle em
sentido estrito é feito pelo Judiciário e há declaração de constitucionalidade ou de
inconstitucionalidade.
Quando Moreira Alves diz que o controle de constitucionalidade só pode ser feito
pelo Judiciário, está usando a expressão no seu sentido estrito, ele diz também que nova lei
não pode declarar a lei anterior inconstitucional; a lei nova posterior pode revogar a lei
antiga por ser inconstitucional. Por isto quando a doutrina coloca controle de
constitucionalidade em sentido amplo é mera apreciação e não declaração. A declaração
tem uma finalidade própria que é reconhecer a norma como nula e, portanto os efeitos
como nulos, isto só o Judiciário faz no controle concreto ou no abstrato.

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1.2.5 Controle Judicial Preventivo


Em regra é controle repressivo, mas existe a possibilidade e controle preventivo. Este
controle judicial preventivo se dá na hipótese em que um projeto de lei ou uma PEC
apresentam uma violação ao devido processo legislativo constitucional. Havendo violação a
devido processo no curso de uma PEC ou de um projeto de lei o parlamentar pode impetrar
um MS.
Todo MS é impetrado para defesa de um direito líquido e certo pelo titular. O direito
líquido que certo violado é o direito ao devido processo legislativo constitucional, que é
direito e certo do parlamentar e só dele (não é do partido político).
A competência para julgar este MS é do Supremo Tribunal Federal.
A ação em jogo é MS, cujo legitimado ativo é o parlamentar porque ele é o titular do
direito líquido e certo ao devido processo legislativo.
 Quando o parlamentar impetra MS no STF, pergunta-se: Que tipo de controle temos
aqui? Controle concentrado ou controle difuso?
 Resposta: é controle difuso.
Comentário: É comum pensar que é controle concentrado porque a competência é
originária/exclusiva do STF. Mas calma aí, qual é a razão de ser da competência do
Supremo? A competência aqui é fixada porque se discute uma constitucionalidade de PEC ou
projeto? Não, a competência não é fixada em razão da matéria constitucional, a
competência é do Supremo porque o art. 102, I, c, CRFB fiz que todo MS impetrado contra
casa diretora do CN, é impetrado no STF. Não é porque se discute uma constitucionalidade.
Se impetrar MS contra a mesa diretora da casa legislativa e neste MS não se discuta a
constitucionalidade de uma lei, mesmo a assim a competência continua a ser do Supremo.
Impetrar um MS na Justiça Federal comum é o mesmo critério de fixação de
competência do MS impetrado no STF – competência ratione personae. Da mesma forma
que o HC contra determinas autoridades é de competência direta no Supremo. A
competência pode ser originária do STF por ratione personae.
No controle concentrado existe um órgão específico que tem sua competência fixada
em razão da matéria constitucional, em razão do controle de constitucionalidade, em ações
específicas (com legitimados específicos). Não é o caso deste MS. Ora, a finalidade deste MS
é proteger um direito líquido e certo, como uma questão prejudicial o Supremo analisará a
constitucionalidade do projeto de lei ou PEC. Então este MS é um controle difuso, é controle
incidental e também concreto.
Quando o parlamentar impetra o MS, o faz para discutir o processo legislativo. E veja
a situação: ano passado foi impetrado MS neste contexto por parlamentar, alegava-se a

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inconstitucionalidade de um projeto de lei. Este projeto de lei definia que novos partidos
políticos não teriam a possibilidade de participar do fundo partidário e nem participar do
horário eleitoral gratuito, na primeira eleição se criado no último ano de legislatura. Na
verdade a finalidade deste projeto de lei esta absolutamente casuística, a finalidade era criar
empecilhos para novos partidos que estavam sendo criados (Marina Silva estava criando um
novo partido). E aí foi impetrado um MS, o Min. Gilmar concede liminar para sustar o
processo legislativo alegando que o conteúdo do projeto de lei era casuístico, abusivo e que
o trâmite estava muito acelerado sem as discussões normais que ocorrem no projeto de lei.
Min. Gilmar cita Canotilho: princípio da vedação de lei abusiva e de conteúdo abusivo e
casuístico.
Quando o plenário analisou a matéria disse: a análise que o MS pede é a análise do
conteúdo do projeto de lei. E o Supremo diz que o MS não tem como finalidade analisar
conteúdo do projeto de lei, mas sim analisar se o rito foi obedecido, independente do
conteúdo. Ainda que o conteúdo do projeto de lei seja claramente inconstitucional (v.g.
projeto de lei estabelecendo pena de morte), não cabe MS para discutir este conteúdo, se o
projeto de lei foi presentado corretamente, o trâmite for correto e o quórum também, não
tem jeito, deixa o projeto virar lei. E depois caberia ADI contra a lei.
Não cabe em sede de MS a análise da inconstitucionalidade do conteúdo do projeto
de lei, mas sim dos aspectos processuais/formais do projeto de lei.
Há uma crítica a ser feita sobre o posicionamento ao Supremo. Se o Supremo
admitisse a análise do conteúdo do projeto de lei, ele estaria retirando do Legislativo o
poder de discutir e deliberar projeto de lei. Ora, pode ser que o projeto com conteúdo
inconstitucional seja modificado ou arquivado, o Supremo não pode retirar do CN o poder
de deliberar sobre as propostas que lhe são apresentadas, por mais abusivas que sejam.
Então para não violar a separação dos poderes o Supremo adota uma posição restritiva de
sua própria atuação. Então o que Min. Gilmar fez foi bloquear o debate no CN de forma
preliminar.
Agora se tudo isto faz sentido em relação a projeto de lei, na PEC a coisa muda um
pouco de figura. Em relação a PEC existe o art. 60, § 4º:
CRFB. Art. 60. § 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a
abolir:
I - a forma federativa de Estado;
II - o voto direto, secreto, universal e periódico;
III - a separação dos Poderes;
IV - os direitos e garantias individuais.

“Não será objeto de deliberação”, ou seja, o próprio processo legislativo da PEC deve
ser obstado com base na literalidade do art. 60, § 4º, CRFB, entenda-se “deliberação” como
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debate, como processo legislativo. Neste caso o Supremo terá analisar o conteúdo da PEC
para verificar se a mesma é tendente a abolir cláusulas pétreas.
Exemplo: uma PEC instituindo pena de morte poderia ser impugnada mediante MS
porque é tendente a abolir uma cláusula pétrea, com base no art. 60, § 4º, CRFB. Noutro
giro, uma lei sobre pena de morte não poderia ser obstada via MS em razão de seu conteúdo
material.
Em regra, no MS preventivo pode discutir aspectos formais do processo legislativo e
não o seu conteúdo.
Observação. Cabe MS quando houver violação ao processo legislativo constitucional,
agora não cabe MS se o parlamentar alegar devido processo legislativo regimental. Se a
questão é regimental, a posição clássica do Supremo é de que isto é matéria interna
corporis, não cabe MS, vedação se dá em nome da preservação da separação de poderes.

1.3 Tipos de inconstitucionalidade


1.3.1 Inconstitucionalidade material vs. inconstitucionalidade formal
A inconstitucionalidade material: se discute ao conteúdo, o que a norma diz é
contrária ao que a Constituição diz, então é uma inconstitucionalidade de conteúdo.
Uma forma de manifestação desta inconstitucionalidade de conteúdo é o que se
chama de excesso de poder de legislar. No exercício da função legislativa, o órgão foi além
do que deveria ir. Ora, “ir além do que deveria ir” é uma violação do princípio da vedação de
excesso que nada mais é do que uma decorrência do princípio da proporcionalidade.
Pode-se até afirmar que toda vez que se verifica uma inconstitucionalidade material,
ela se manifesta pelo excesso do poder de legislar, e isto é violação do princípio da
proporcionalidade. Ou seja, o princípio da proporcionalidade é critério de extrema
relevância da análise da inconstitucionalidade material.
A inconstitucionalidade formal se desdobra em três possibilidades: a procedimental,
orgânica, violação a pressupostos específicos.
A inconstitucionalidade formal procedimental se dá pela violação do processo
legislativo, e a inconstitucionalidade formal orgânica se dá pela violação de repartição de
competência entre os entes da federação.
Exemplo: a Constituição diz no art. 60, § 1º que algumas matérias têm iniciativa
reservada ao presidente da república, dentre vários temas que são de iniciativa privativa
está o regime jurídico de servidor público. Exemplo: Projeto de lei sobre regime jurídico de

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doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais.

servidor federal é da iniciativa privativa do presidente, imagine que a inciativa foi


parlamentar, ora aqui há um vício de inciativa.
Este vício de iniciativa ocorre porque quem apresentou o projeto de lei não tinha
atribuição para tanto. Imagine que ninguém percebeu o vício de iniciativa. O presidente da
república poderia vetar o projeto de lei, mas ele sanciona.
 Sanção presidencial convalida vício de iniciativa?
Resposta: Sanção presidencial não convalida vício de iniciativa, aliás sanção
presidencial não convalida qualquer vício formal durante do processo legislativo. A lei agora
sancionada continua contendo inconstitucionalidade formal.
 Esta inconstitucionalidade formal por vício de inciativa é procedimental ou orgânica?
Resposta: Procedimental, pois o exemplo tratava de uma lei federal, editada por um
ente federal, lembrar que a repartição de orgânica versa sobre a divisão de competência
entes políticos, e sobre a competência federativa não houve qualquer problema, o vício tão
somente no procedimento.
Exemplo de inconstitucionalidade formal orgânica: no Estado do RJ foi editada uma
lei estadual vedando a cobrança de estacionamento em shopping, o Estado do RJ dizia que a
matéria era direito do consumidor, portanto competência concorrente. Porém, o Supremo
disse que não versa sobre a relação de consumo somente, a matéria afeta o uso e gozo da
propriedade do shopping, e direito de propriedade é direito civil, de competência legislativa
privativa da União. Então nesta lei estadual o Estado do RJ trata de matéria que não teria
competência para tratar.
 Neste caso de inconstitucionalidade formal orgânica, não seria, na verdade, uma
inconstitucionalidade material? Ora, o Supremo analisa do conteúdo!
Não é material, quando o Supremo olha para a lei e identifica qual o tema a ser
discutido na lei o Supremo não adentra no que a lei diz, observa apenas o tema. No caso, o
Supremo não disse que “lei não possa vedar cobrança de estacionamento”, o que disse é
que “o Estado não pode legislar sobre tal matéria”.
Na procedimental cabe uma distinção:
A 1ª situação: um projeto de lei viola a iniciativa sobre aquela matéria, neste caso há
vício subjetivo (vício quanto ao sujeito).
A 2ª situação: se não houve vício de iniciativa e o vício ocorreu depois da inciativa, dá
para chamar de vício objetivo.
E inconstitucionalidade formal por vício ou violação a pressupostos específicos é
autoexplicativa. Exemplos de pressupostos específicos:

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Exemplo1: a MP tem dois pressupostos, relevância e urgência.


CRFB. Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá
adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao
Congresso Nacional.

Se faltar um dos dois o STF diz que cabe ADI. O Supremo diz que também cabe
controle judicial para verificar os pressupostos da MP, desde que a análise destes
pressupostos se baseiem em critérios objetivos – não cabe ao STF realizar uma valoração
política/subjetiva dos pressupostos – a análise precisa ser objetiva. Quer dizer, cabe análise
dos pressupostos quando isto se dê de forma evidente, v.g. uma MP que altere o nome do
aeroporto não é nem relevante nem urgente. Agora, v.g. numa MP que regulamente
alimentos transgênicos, discutir se isto é relevante ou urgente exige uma carga de valoração
que o Supremo não faz, deixa a cargo do Congresso Nacional mesmo.
Exemplo2: O art. 18, § 4º trata da criação de município e dá três pressupostos: (a) LC
federal tratando da matéria de forma genérica, (b) que haja um plebiscito com as
populações envolvidas e também (c) um estudo viabilidade municipal – viabilidade
financeira. Logo se lei estadual que cria município sem um desses pressupostos, haverá uma
constitucionalidade formal por violação a pressupostos específicos.
CRFB. Art. 18. § 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de
Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei
Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às
populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade
Municipal, apresentados e publicados na forma da lei.

O supremo não se preocupa com esta divisão desses três pontos (procedimental,
orgânica, violação e pressupostos específicos), fala apenas em inconstitucionalidade formal.
Observação. A inconstitucionalidade material também é chamada de
inconstitucionalidade nomoestática e a inconstitucionalidade formal é chamada de
nomodinâmica. Dinâmica ou estativa tem a ver com movimento, em movimento ou não.
Nomo é norma, nomodinâmica seria norma em movimento, ou seja, processo de elaboração
da norma. Assim inconstitucionalidade nomodinâmica é inconstitucionalidade no processo
legislativo. Agora, nomoestática é norma já estática é que a já existe, que já está formada,
assim inconstitucionalidade nomoestática é inconstitucionalidade em norma já existente.

1.3.2 Inconstitucionalidade por ação vs. inconstitucionalidade por omissão


Inconstitucionalidade por ação, quando o poder público elabora um ato ou elabora
norma é contrária a Constituição. Ao contrário, por omissão o poder público não elabora a
norma que deveria elaborar.

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“Na inconstitucionalidade por ação o poder público faz o que não deveria fazer e na
inconstitucionalidade por omissão o poder público não faz o que deveria fazer.”
Imagine uma pessoa omissa sobre algo, ora, para dizer que a pessoa está omissa,
pressupõe-se que a ela tinha a obrigação de fazer algo. Para que se caracterize a omissão é
primeiro preciso caracterizar um dever de fazer. É preciso identificar uma norma
constitucional que imponha obrigação de fazer ao poder público. O problema é que as
normas constitucionais que impõem obrigações de fazer, ora estas normas são muito vagas,
genéricas e abstratas, ora são mais específicas. O dever de fazer ora é um dever de fazer
indefinido (dever de fazer muito abstrato), ora o dever de fazer é definido (é mais
específico).
Exemplo1: a educação é direito de todos e dever do Estado. Esta obrigação de fazer é
indefinida.
Exemplo2: é dever do município a atuação prioritária na educação infantil e no ensino
fundamental. Educação infantil atende a crianças de 0 a 5 anos (creches e pré-escolas) e
ensino fundamental se destina para crianças de 6 anos em diante. O que se chama de
educação básica inclui educação infantil (crianças de 0 a 5 anos), o ensino fundamental (6
anos em diante) e depois ensino fundamental (até os 17 anos). A Constituição no art. 211,
diz que o Estado atua no ensino médio e o município no ensino infantil. A Constituição diz
que educação é direito público subjetivo (poder jurídico de exigir algo de alguém), assim,
uma criança que pleiteava uma vaga e não consegue, tem um direito público subjetivo exigir
esta vaga de alguém. Então há uma obrigação constitucional do município para as crianças
de 0 a 5 anos. Neste caso há uma obrigação específica, definida.
Nas obrigações indefinidas a omissão é mais dificilmente caracterizada, porque em
obrigação muito vaga é difícil de se caracterizar omissão. Agora, quando mais evidente a
obrigação, mais evidente fica a omissão.
Observação. A omissão pode ser total ou parcial. Omissão total é o estado de
ausência e omissão parcial é estado de incompletude ou insuficiência. Na omissão parcial o
problema não é que o poder público não fez, ele fez, mas não abrangeu toda a situação
jurídica que deveria ser abrangido, ou seja, parte de uma situação ou parte de um grupo
ficou excluída da ação estatal.

1.3.3 Inconstitucionalidade direta vs. inconstitucionalidade indireta


Na inconstitucionalidade direta há a violação da constituição por um ato normativo
primário. Na inconstitucionalidade indireta/reflexa/oblíqua há a violação por ato normativo
secundário.

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A melhor forma de entender ato normativo secundário é imaginar uma escada onde
no topo está a Constituição, o ato normativo primário abaixo da Constituição (e se
fundamenta na Constituição) e o ato normativo secundário está abaixo do primário e se
fundamenta no primário.

Constituição
Ato
Normativo
Ato Primário
Normativo
Secundário

Exemplo: A lei e o decreto regulamentar da lei. A lei é ato normativo primário e o


decreto é ato normativo secundário.
Quanto o ato normativo secundário viola a Constituição estamos diante de
inconstitucionalidade indireta/reflexa/oblíqua. O problema é que o Supremo não admite a
inconstitucionalidade indireta. Se este ato normativo secundário pode ser controlado, o será
em relação ao ato normativo primário, ou seja, está sujeito ao controle de legalidade, mas
não de constitucionalidade.

1.3.4 Inconstitucionalidade simples vs. inconstitucionalidade por arrastamento


A inconstitucionalidade por arrastamento também é chamada de
inconstitucionalidade consequencial, inconstitucionalidade por derivação, por atração e
inconstitucionalidade ricochete, ou ainda por inconstitucionalidade arrasto.
Inconstitucionalidade por arrastamento: imagine uma norma A concede vitaliciedade
ao procurador do estado. Enquanto que a norma B estabelece que o procurador do estado
para perder o cargo passará por ação civil para a decretação da perda de cargo (v.g. a
LOMAM fala a mesma coisa para o magistrado). O Supremo analisando isto disse que a
vitaliciedade é inconstitucional, pois ela só é cabível quando prevista na Constituição, então
o procurador terá estabilidade, mas não vitaliciedade, portanto norma A é inconstitucional.
Agora, a norma B existe porque a norma A deu a vitaliciedade ao procurador, a
norma B existe em função da norma A, logo a norma B é inconstitucional por arrastamento.
A norma B é inconstitucional em razão da outra. Isto traz consequências importantes: a
inconstitucionalidade por arrastamento pode ser considerada pelo STF de ofício, não precisa
haver pedido específico.

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Exemplo: o Supremo ao analisar a norma A identifica a norma B que só existe em


função da A, então ele entende a norma B, é uma mitigação do princípio da adstrição ao
pedido.
A inconstitucionalidade por arrastamento pode ser reconhecida em processos
distintos. Então, num processo se identificou a norma A já foi declarada inconstitucional
anteriormente e a B por ser derivada da A, poderá ser declarada inconstitucional mais a
frente, em outro processo.
Imagine a seguinte situação: Constituição, uma lei que disciplina alguma matéria
qualquer e há um decreto que regulamenta esta lei.

Constituição

Lei

Decreto
regulamentando a Lei

 Pergunta-se: é possível a propositura de ADI contra este decreto?


Resposta: Não é possível a propositura da ADI, visto que este decreto é ato
normativo secundário. Se coubesse ADI estaríamos diante de inconstitucionalidade
indireta/reflexa/oblíqua, algo que o Supremo não admite.
 Pergunta-se: é possível a propositura contra a Lei?
Resposta: é possível porque a lei é ato normativo primário.
Observação1. Na ADI em que o declara a Lei como inconstitucional, poderá o
Supremo declarar o decreto que a regulamenta também como inconstitucional se tomar
conhecimento do decreto. Ou seja, Supremo pode na ADI contra a lei conhecer o decreto e
declará-lo inconstitucional por arrastamento.
Observação2. O decreto enquanto norma isolada não poderia ser objeto da ADI, mas
uma vez que a lei é inconstitucional o decreto pode ser alcançado pela inconstitucionalidade
da lei, e esta inconstitucionalidade por arrastamento vertical, ou seja, aquela que acontece
entre normas de hierarquia diferentes.
Observação3. O Supremo já analisou norma constitucional derivada (emenda a
constituição) e a julgou inconstitucional por violar algum limite ao poder de reforma. Nesta
mesma ocasião o próprio STF identificou que havia uma lei criada em razão daquela

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emenda, se a emenda é inconstitucional a lei que foi elaborada em razão da emenda é


inconstitucional por arrastamento.
Então, não confundir inconstitucionalidade por arrastamento (pode atingir um
decreto regulamentar) com a inconstitucionalidade reflexa/oblíqua/indireta – são
fenômenos diferentes.
Inconstitucionalidade simples é apenas a impugna a lei em face da Constituição. A
doutrina criou a expressão “inconstitucionalidade simples” para fins didáticos, para
diferenciar da inconstitucionalidade por arrastamento, é apenas a hipótese comum de
inconstitucionalidade. O Supremo não usa a expressão “inconstitucionalidade simples”,
porque é termo didático apenas. Toda vez que norma for impugnada e for inconstitucional é
a simples, é a regra. Agora, quando a inconstitucionalidade deriva, aí sim é a
inconstitucionalidade por arrastamento.

1.3.5 Inconstitucionalidade originária vs. inconstitucionalidade superveniente


Na inconstitucionalidade originária a norma já surge na ordem jurídica contrária à
Constituição. Daí alguns falarem em inconstitucionalidade congênita, genética,
inconstitucionalidade no nascedouro, ou inconstitucionalidade no nascimento. É
inconstitucionalidade na origem, a norma já surge contrária à Constituição.
Na inconstitucionalidade superveniente a norma nasce constitucional e se torna
inconstitucional pelo advento de uma nova norma constitucional, que pode ser uma
constituição nova ou pode ser uma emenda à constituição.
Exemplo1: uma Lei de 1985 contrária a Constituição de 1988.
Exemplo2: uma Lei de 2010 contrária a uma Emenda Constitucional de 2012.
O Supremo não admite inconstitucionalidade superveniente. Para o Supremo uma
norma anterior a constituição ou norma anterior a EC, será considerada norma não
recepcionada e, portanto norma revogada.
Com base nisto as questões de prova sempre foram nesta linha de que o Supremo
não admite inconstitucionalidade superveniente (mera não recepção e revogação). Mas a
doutrina começou a imagina numa segunda situação de inconstitucionalidade
superveniente: inconstitucionalidade superveniente por força da mutação constitucional.
Mutação constitucional: um texto normativo da constituição que permanece
formalmente o mesmo, mas ganha novo sentido, por decorrência da evolução do próprio
direito. As coisas mudam, a sociedade muda e se interpreta o texto de maneira diferente. É a
alteração informal da Constituição, muda-se o sentido do texto, mas não o próprio texto.

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Passa-se a interpretar uma norma constitucional de forma diferente, pode gerar


determinado efeito nas normas infraconstitucionais, ora uma norma infraconstitucional
poderia se tornar inconstitucional por conta de uma mutação inconstitucional.
Quando o Supremo analisava a inconstitucionalidade superveniente sempre
analisava na primeira hipótese e não no caso da mutação constitucional.
A orientação mais segura: se a questão for mais básica falando que o Supremo não
admite a inconstitucionalidade superveniente, marcar como certa (porque é o
posicionamento tradicional). Agora, questões de um ano para cá podem fazer esta
diferenciação, trazendo a inconstitucionalidade superveniente para os casos de mutação
constitucional.
 CESPE – TRF 2 - Juiz Federal Substituto. Questão 6: Quanto ao processo legislativo e
ao controle de constitucionalidade, assinale a opção correta.
 C) No Brasil, o controle posterior ou repressivo de constitucionalidade é exercido
com exclusividade pelo Poder Judiciário, tanto de forma difusa como concentrada.
 Gabarito: Errado
 Comentário: Está errado porque o controle não é exercido com exclusividade. O CN
pode sustar uma lei delegada quando ela extrapola os limites de delegação, é
controle político repressivo.

 TRF 5ª Região – 2011. QUESTÃO 5 - Considerando a doutrina e a jurisprudência do


STF, assinale a opção correta acerca do controle de constitucionalidade no sistema
jurídico brasileiro.
 C) O controle prévio ou preventivo de constitucionalidade não pode ocorrer pela via
jurisdicional, uma vez que ao Poder Judiciário foi reservado o controle posterior ou
repressivo, realizado tanto de forma difusa quanto de forma concentrada.
 Gabarito: Errado.
 Comentário: O Poder Judiciário pode sim fazer o controle prévio quando a PEC
apresenta violação do devido processo legislativo.

 CESPE – TRF 2 - Juiz Federal Substituto Questão 6: Quanto ao processo legislativo e


ao controle de constitucionalidade, assinale a opção correta.
 B) O controle prévio ou preventivo de constitucionalidade realizado pelo Poder
Legislativo incide sobre todos os projetos de atos normativos.
 Gabarito: Errado
 Comentário: O controle prévio preventivo incide sobre os atos elaborados pelo
Legislativo, v.g. a MP é elaborada sem passar pelo Poder Legislativo, a MP surge na
ordem jurídica e só depois que o CN analisa para converter ou não em lei, tanto que

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sua análise é repressiva. Agora, v.g. um decreto regulamentar do presidente da


república também não passa pelo Legislativo. Então o erro da questão é dizer que o
controle preventivo incide sobre todos os projetos, mas não são todos os projetos de
atos normativos.

 TRF 2 Região – Juiz Federal Substituto. É cabível mandado de segurança para trancar
a tramitação legislativa de emenda constitucional? E se a alegação de ilegalidade
consistir na violação de norma regimental do Poder Legislativo? Justifique a resposta.
 Resposta: Sim é cabível MS. Quando for norma regimental não pode porque é norma
interna corporis, em nome da separação de poderes o Supremo não adentra a
matéria.

1.4 Controle difuso e incidental


A matéria constitucional é mera causa de pedir, não é pedido, é uma questão
incidental, é prejudicial do mérito. Isto nos leva ao que se chama de arguição incidental de
inconstitucionalidade. Veja-se os vários aspectos desta arguição.

1.4.1 Quanto aos sujeitos


A arguição pode ser feita por qualquer uma das partes. A arguição pode ser feita pelo
terceiro interveniente. Pode ser feita ainda pelo MP que atue no processo como custos legis.
Se o MP é parte pode arguir, se for órgão interveniente (não parte) pode arguir. E ainda,
mesmo sem qualquer arguição de uma das partes/MP/terceiro o juiz pode de ofício
reconhecer de ofício a inconstitucionalidade.

1.4.2 Quando ao processo


A arguição pode ocorrer em qualquer tipo de processo.

1.4.3 Quanto ao momento


A arguição pode ser feita em qualquer fase processual.
Ressalva: é necessário observar o prequestionamento. A matéria constitucional não
pode constar pela primeira vez (ex novo) na interposição do RE, ou seja, a matéria deve
constar do acordão a recorrer para que o RE seja cabível.

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Observação. É errôneo pensar que: “como no REsp não cabe questionamento de


constitucionalidade, logo o STJ não pode fazer controle de constitucionalidade.”. Esta
conclusão é absurda, o STJ pode sim fazer controle de constitucionalidade, inclusive há
previsão regimental para tanto.
Exemplo: proposta ação originária no STJ pode haver arguição de
inconstitucionalidade.
 Pode haver arguição de inconstitucionalidade em sede de REsp?
Resposta: Sim, aliás uma das possibilidades é o reconhecimento de ofício, v.g. houve
a interposição de um REsp para discutir matéria federal (e não constitucional), ninguém
discutiu a matéria de constitucionalidade e nos debates um ministro pode entender que
naquele caso está presente um problema de inconstitucionalidade e ele de ofício, cita esta
questão constitucional. Então o STJ faz controle de constitucionalidade, o que não pode
acontecer é REsp com fundamento no questionamento de constitucionalidade.

1.4.4 Quanto ao objeto e parâmetro


O controle de constitucionalidade é sempre um controle relacional, onde sempre há
um parâmetro e um objeto e, portanto cabe uma relação entre objetos e parâmetro.
Pode-se questionar a Lei Federal e Lei Estadual e Lei Municipal perante a CRFB.
Observação. Não cabe ADI contra Lei Municipal em controle, mas cabe ADPF. No
controle incidental pode questionar a constitucionalidade de lei município no controle
concreto incidental, pode sim.
Lei Estadual e Lei Municipal podem ser questionada diante da Constituição do
próprio estado.

Objeto Parâmetro
LF CRFB
LE CE
LM

Então o objeto no controle concreto pode ser lei estadual, federal ou municipal, e o
parâmetro pode ser a Constituição Federal e a Constituição Estadual. O único cruzamento
que não é possível no controle concreto é questionar a lei federal perante constituição

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estadual. Assim como não dá para fazer controle de legalidade da constituição estadual
perante a lei federal. Não é possível fazer o controle de constitucionalidade entre LF e CE.
 Se houver o conflito entre LF e CE, como resolver o problema?
Resposta: Faz o controle das duas perante da CRFB. Porque, das duas uma, ou a LF
invadiu a competência da CE, ou a CE invadiu a competência da LF. E nos dois casos é a CRFB
resta violada.

1.4.5 Características do controle concreto


Destaquem-se três características: anterioridade, superordinação e autonomia.

1) Anterioridade:
Significa que a matéria constitucional é enfrenta antes da questão principal.
Exemplo: contribuinte entra com a ação dizendo que a lei tributária é inconstitucional
para não pagar o tributo, o pedido é não pagar o tributo e a repetição do indébito, para
tanto é preciso um fundamento, que a lei instituidora do tributo é inconstitucional. Antes do
juiz dizer se deve ou não pagar o tributo o juiz precisa considerar se a lei é constitucional ou
inconstitucional. A matéria constitucional é anterior.

2) Superordinação:
A superordinação é face da mesma moeda, é conceito oposto à subordinação. A
matéria constitucional se impõe à questão principal, ora a solução dada à matéria
constitucional condiciona a solução dada ao caso concreto.

3) Autonomia:
Significa que a matéria constitucional ali discutida transcende a situação concreta. É
matéria que repercute na situação concreta do indivíduo, porém vai muito além daquele
caso, se manifesta em outras situações, tanto é que a matéria constitucional poderia ser
discutida em outros processos, inclusive no controle abstrato. Ou seja, a matéria
constitucional não é exclusiva daquele caso concreto.

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1.4.6 Quanto ao procedimento


Quando ao procedimento é necessária duas análises, uma na 1ª instancia e outra no
âmbito dos tribunais.

1) Na 1ª instância:
Havendo arguição incidental na primeira instância não haverá qualquer alteração
procedimental. Lembrar que a 1ª instancia engloba juiz monocrático comum, juizados e
também turmas recursais.
O juiz na hora de decidir, dentre os vários pontos e ser enfrentados, terá que
enfrentar a constitucionalidade daquela lei.
 Se o juiz discute uma matéria constitucional, que é causa de pedir e não pedido, em
que parte da sentença aparece a discussão?
Resposta: Nos fundamentos, porque as questões prejudiciais são resolvidas nos
fundamentos. E no dispositivo julga procedente ou improcedente o pedido.
 Juizado especial é órgão do Poder Judiciário (cível, criminal ou fazendário)?
Pergunta capciosa, nem juizado nem turma recursal estão no rol do art. 92 da CRFB,
isto porque varas cíveis, criminais e juizados são organização judiciária, na verdade, o órgão
é o juiz ou então o tribunal. Então a assertiva acima está errada.

2) Nos tribunais:
Para os tribunais o procedimento muda, porque vale a reserva de plenário.
A reserva de plenário está prevista no art. 97 da CRFB e disciplinada pelos arts. 480
ao 482, CPC.

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