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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR CONSELHEIRO –

FERNANDO RODRIGUES CATÃO – RELATOR da DENÚNCIA –


PROCESSO DE N. 13947/14 EM TRAMITAÇÃO PERANTE O TCE/PB
– TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DA PARAÍBA.

SUDEMA – SUPERINTENDENCIA DE

ADMINISTRACAO DO MEIO AMBIENTE,, situada na Av.


Monsenhor Walfredo Leal, Tambia, por seu representante legal, assim
qualificada nos autos da DENÚNCIA – PROCESSO DE REPRESENTAÇÃO DE
N. 13947/14, , vem REQUERER o deferimento de HABILITAÇÃO nos
presentes autos na condição ao tempo em que, vem com o devido
acatamento à Ilustre presença de Vossa Excelência apresentar
MANIFESTAÇÃO, diante da emissão de MEDIDA CAUTELAR
determinando a SUDEMA a suspensão da validade da LI - Licença de
Instalação do Shopping Intermares como também a paralização do
desmatamento da área, assim agindo oportunamente, requerendo ao
final a RECONSIDERAÇAO DA CAUTELAR concedida, nas razões
fáticas e jurídicas adiante delineadas.

SUBSTRATO FACTUAL:

Versa o feito acerca de Representação


(Denúncia) com pedido cautelar formulada pela APAM – Associação de
Proteção Ambiental em desfavor da SUDEMA – Superintendência de
Administração do Meio Ambiente, noticiando pretensas irregularidades
quando do licenciamento ambiental e concessão da LI – Licença de
Instalação destinada ao empreendimento do Shopping Pátio Intermares.
Em síntese, alega a associação denunciante a
existência das pretensas irregularidades, a saber:
 Emissão de LI - Licença de Instalação
sem a concessão de Licença Prévia;
 Dispensa irregular de EIA-RIMA - Estudo
de Impacto Ambiental e Relatório de
Impacto Ambiental;
 Pretensa falta de anuência do ICMBIO –
Instituto Chico Mendes de Conservação
da Biodiversidade;
 Inexistência de determinação de
compensação ambiental, a teor do artigo
36 da Lei de n. 9.985/2000;

Formalizada a denúncia, o processo foi remetido


para análise e emissão de relatório pelo núcleo técnico do Tribunal
(DILIC) que se manifestou pela AUSÊNCIA de competência institucional
da Corte de Contas para intervir e se manifestar a respeito de
procedimentos adotados pela SUDEMA no âmbito de sua atuação.
Ato contínuo, o feito foi remetido ao Ministério
Público junto ao Tribunal de Contas para emissão de Parecer, que em
dissonância com o órgão técnico, opinou pela presença de atribuição do
Tribunal de Contas para atuar no caso, haja vista a compreensão do
interesse público em sua máxima acepção, com visão atrelada a eficiente
aplicação dos recursos públicos, como também a execução adstrita à
legalidade das políticas públicas em sua visão ampla, de forma que na
visão do Parquet se firmaria “real possibilidade de prejuízo ao erário em
decorrência de dano ambiental.”
Em arremate, concluiu o Ministério Público
Especial pelo conhecimento da Denúncia, opinando, por conseguinte
pela concessão da MEDIDA CAUTELAR, ainda que SEM OITIVA
PRÉVIA da SUDEMA, por vislumbrar presentes os requisitos da fumaça
do bom direito e do perigo da demora, somente, por derradeiro,
facultando ao órgão representado a apresentação de justificativa / defesa
e documentos.
Destarte, o Douto Relator ao enfrentar o pedido
emergencial deduzido pela associação denunciante, acabou por acolher
o conteúdo do Parecer exarado pelo Ministério Público Especial, vindo a
emitir MEDIDA CAUTELAR para determinar a imediata SUSPENSÃO da
validade da Licença de Instalação do Shopping Pátio Intermares, com a
consequente paralisação do desmatamento da área, por fim, ordenando
a CITAÇÃO do Gestor da SUDEMA lhe facultando oportunidade para
apresentação de defesa.
COM EFEITO, DATA MÁXIMA VÊNIA, A

DETERMINAÇÃO DE SUSPENSÃO DA VALIDADE DA LI – LICENÇA

DE INSTALAÇÃO EXARADA PELA SUDEMA NÃO DEVE PERSISTIR,

MOTIVO PELO QUAL A SUDEMA SE UTILIZA DO PRESENTE

EXPEDIENTE PARA REQUERER A RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO

PROFERIDA, CONQUANTO AS DENÚNCIAS FORMULADAS PELA APAM

CARECEM DE VERIDICIDADE E DE AMPARO JURÍDICO, CONSOANTE

EXPLANAÇÃO PONTUAL QUE SERÁ ABAIXO DELINEADA.

FUNDAMENTOS JURÍDICOS:
DA ALEGAÇÃO DE EMISSÃO DE LI –
LICENÇA DE INSTALAÇÃO SEM A
CONCESSÃO DE LP – LICENÇA
PRÉVIA:
Em que pese a APAM – Associação de Proteção
Ambiental – mesmo com supedâneo em denúncia vazia, conquanto
destituída de elementos documentais - sustentar a existência de
possíveis irregularidades na concessão pela SUDEMA da LI – Licença de
Instalação do empreendimento do Shopping Pátio Intermares, restará
demonstrado com a exposição fática acompanhada dos documentos
adiante encartados que NÃO SUBSISTE QUALQUER EIVA OU
IRREGULARIDADE.
A construtora marquise no ano de 2014, restou
tombado junto a SUDEMA o PROCESSO ADMINISTRATIVO DE N. 2014-
003638/TEC/LP2119 onde apresentou todos os elementos documentais
exigidos pelo órgão, e somente depois da realização de minucioso
estudo pelo SETOR TÉCNICO, seguido da análise pelo NÚCLEO
JURÍDICO da SUDEMA é que veio a ser concedida a LICENÇA PRÉVIA
N.º 3252/2014, precisamente na data de 11 de Setembro de 2014. É o
que se prova:

A obtenção da LP – LICENÇA PRÉVIA, se deu em


11 DE SETEMBRO DE 2014, ao tempo em que a concessão da LI –
LICENÇA DE INSTALAÇÃO em sua VERSÃO DEFINITIVA haja vista que
houve necessidade de aprimoramento do projeto, a partir de debates e
observações firmadas com os próprios órgãos ambientais demandou a
obtenção de NOVA LI se perfez em 24 DE ABRIL DE 2015. A tanto,
veja-se:

Nesse contexto importa que fique claro que a


Construtora Marquise se ateve a todas as exigências inerentes as várias
etapas que compreendem o licenciamento ambiental.

Atente-se Prudente Julgador, para o conteúdo


da denúncia formulada pela APAM. A referida associação sustenta como
pretensa irregularidade que a SUDEMA haveria concedido LI – Licença
de Instalação destinada ao empreendimento do Shopping Pátio
Intermares sem existência de LP – Licença Prévia anterior.

De forma objetiva e sem maiores delongas, se


tem PROVADO que NÃO SE SUSTENTA a alegação formulada
pela APAM, uma vez que a LI – LICENÇA DE INSTALAÇÃO obtida
pela Construtora Marquise junto a SUDEMA para a obra do Shopping
Pátio Intermares foi outorgada através do PROCESSO ADMINISTRATIVO DE
N. 2014-008628/TEC/LI3714, destarte o empreendimento já detinha LP –
Licença Prévia anteriormente concedida, assim entenda-se desde 11 DE
SETEMBRO DE 2014 através do PROCESSO ADMINISTRATIVO DE N. 2014-
003638/TEC/LP2119.
Esclarecido e PROVADO que a SUDEMA
JAMAIS concedeu ao empreendimento da Construtora Marquise
(Shopping Pátio Intermares) LI – Licença de Instalação sem a existência
anterior de LP – Licença Prévia ambiental se FIRMA infundada e
irresponsável o fato noticiado a presente Corte de Contas, razão pela
qual a empresa peticionante persegue a RECONSIDERAÇÃO da
decisão proferida em caráter cautelar nos autos da presente
representação.
DA ARGUIÇÃO DE FALTA DE
ANUÊNCIA DO ICMBIO EM TORNO
DO PROCESSO DE LICENCIAMENTO:

A segunda possível irregularidade noticiada pela


APAM se consolida na pretensa FALTA de manifestação / anuência
prévia do ICMBIO – Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade em torno do procedimento de licenciamento do
empreendimento do Shopping Pátio Intermares.
Da mesma forma, CARECE DE
PLAUSIBILIDADE e VERDADE a segunda eiva aventada pela APAM, na
medida em que a SUDEMA, através da NOTA TÉCNICA DE N.
001/2014 opinou e determinou SIM que o ICMBIO se manifestasse nos
autos. Senão vejamos:
Para que não sobeje dúvida, abaixo segue cópia
do expediente – Ofício de n. 22/2014/DT/SUDEMA remetido pela
SUDEMA ainda em 20 de Fevereiro de 2014 ao ICMBIO. Apreciemos:
A despeito do exposto, cabível atentar que o
ICMBIO através do OFÍCIO de n. 44/2014 – CR6/ICMbio apresentou SIM
RESPOSTA, inclusive com sugestões e recomendações em torno da
CONSULTA que lhe foi encaminhada, inclusive apresentando Termo de
Referência para realização de Estudo Fitossociológico, apontamento este
que foi realizado pela empresa peticionante quando da execução do EVA
– Estudo de Viabilidade Ambiental do Empreendimento. Vejamos:
Ante os documentos acima colacionados, tem
PROVADO, que ao contrário do que sustenta a APAM em sua infundada
denúncia o ICMBio foi sim consultado de forma prévia, tendo inclusive
apresentando manifestação com consignação técnica e com
recomendações que foram observadas pela empresa peticionante
quando da elaboração do EVA – Estudo de Viabilidade Ambiental do
empreendimento do Shopping Pátio Intermares.

IMPORTANTE: registre-se ainda a título


complementar, haja vista que ficou provado que O ICMBIO FOI SIM
CONSULTADO PELA SUDEMA, que ainda que assim não fosse -, não
firmaria a eiva suscitada pela APAM, conquanto a teor do art. 5º1 da
Resolução de n. 428/2010 da lavra do CONAMA, a intervenção do
ICMBIO não se firma obrigatória, mas sim CONSULTIVA e apenas para
fins de ciência, eis que a área do empreendimento do Shopping Pátio
Intermares apenas está localizada PRÓXIMA a uma Unidade de
Conservação Nacional, não estando situada sequer dentro da Zona de
Amortecimento.

Ante todo o discorrido, NÃO PROSPERA a


segunda alegação de irregularidade noticiada pela APAM, pois restou
provado documentalmente a realização de consulta prévia pela SUDEMA
ao ICMBio, motivo pelo qual não se mantém a cautela, tampouco o
requisito da fumaça do bom direito, pelo que se REQUER a
RECONSIDERAÇÃO da DECISÃO proferida em caráter cautelar pelo
Douto e Prudente Relator.
DA ASSERTIVA DE DISPENSA
IRREGULAR DE EIA/RIMA:

Outra alegação suscitada pela APAM como


pretensa irregularidade no processo de licenciamento ambiental do

1 Art. 5º Nos processos de licenciamento ambiental de empreendimentos não sujeitos a


EIA/RIMA o órgão ambiental licenciador deverá dar ciência ao órgão responsável pela
administração da UC, quando o empreendimento:
I – puder causar impacto direto em UC;
II – estiver localizado na sua ZA;
III – estiver localizado no limite de até 2 mil metros da UC, cuja ZA não tenha sido estabelecida
no prazo de até 5 anos a partir da data da publicação desta Resolução.
empreendimento do Shopping Pátio Intermares seria a possível
DISPENSA de EIA – RIMA - ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL E RELATÓRIO
DE IMPACTO AMBIENTAL como requisito para a concessão das licenças
ambientais pela SUDEMA.
Quanto a tal ponto, restará demonstrado que
NÃO SUBSISTE QUALQUER IRREGULARIDADE razão pela qual NÃO
PROSPERA A DENÚNCIA em NENHUM DOS FATOS NOTICIADOS.

Pois bem, ao contrário do que almeja fazer crer


a associação denunciante, A CONSTRUTORA PETICIONANTE
REALIZOU SIM ESTUDO TÉCNICO DE VIABILIDADE E IMPACTO
AMBIENTAL para a obtenção pela SUDEMA das 02 (duas) Licenças,
sendo: a PRÉVIA e de INSTALAÇÃO que compreendem ETAPAS do
licenciamento ambiental.
A despeito de tal fato, cumpre esclarecer que a
teor da Política Nacional do Meio Ambiente e de acordo com as balizas
estatuídas na Lei 6.938/81 em conjunto com as determinações da
Resolução do CONAMA de n. 001/1986 -, o EIA – RIMA NÃO se

trata de INSTRUMENTO ÚNICO a possibilitar a realização

de Estudo de Impacto Ambiental para consequente licenciamento


pelo órgão ambiental competente.

De tal modo, o EIA-RIMA se apresenta dentro da


Política Nacional do Meio Ambiente como um dos instrumentos capazes
de promover a realização de Estudo Ambiental e NÃO COMO
INSTRUMENTO EXCLUSIVO, como FORMA ÚNICA ou como
CONDICIONANTE ao licenciamento ambiental.

Em assim sendo, outros instrumentos técnicos


podem possibilitar a realização de estudo de impacto ambiental sem que
isso represente eiva ou consolide irregularidade no processo de
licenciamento.
De forma específica quanto à hipótese em
enfrentamento, a RESOLUÇÃO CONAMA de n. 001/1986 em seu artigo
2º e incisos define o instituto do EIA – Estudo de Impacto Ambiental, ao
tempo em que disciplina as atividades que o exigem.
Dessa forma, o EIA somente figurará como
exigência e, por conseguinte como condicionante a obtenção do
licenciamento ambiental nas atividades conceituadas e listadas na letra
da lei como potencialmente causadoras de significativa degradação
ambiental.
Nesse aspecto, conforme se verifica às FLS.
8/11 do PARECER encartado pelo Ministério Público Especial nos
presentes autos -, a ação que compreende o empreendimento do
Shopping Pátio Intermares NÃO SE ENCONTRA LISTADA NO ROL DAS
ATIVIDADES POTENCIALMENTE POLUIDORAS ou CAUSADORAS de
DEGRADAÇÃO AMBIENTAL.
Com efeito, não estando à atividade LISTADA
na LEI como de exigência OBRIGATÓRIA à realização de EIA, a aferição
da situação real do empreendimento, como também de que estudo
técnico se revelará necessário e suficiente será atribuição do órgão
Ambiental com competência Licenciadora, in casu a SUDEMA.

Nesse contexto, divergente do pretendido pela


APAM -, para concessão pela SUDEMA das Licenças Prévia e de
Instalação, a Construtora Marquise realizou sim estudo técnico
minucioso em torno de inúmeros aspectos que compreendem a
obra do Shopping Pátio Intermares, sendo para tanto elaborado EVA –
ESTUDO DE VIABILIDADE AMBIENTAL do empreendimento.

A análise técnica ambiental que precedeu as


concessões das licenças compreende detalhado estudo consolidado em
um compêndio de mais de 300 PÁGINAS onde aspectos
ambientais relevantes para autoridade ambiental licenciante (SUDEMA)
foram levantados e sopesados, inclusive tendo sido realizado o Estudo
Fitossociológico recomendado pelo ICMBio como se constata a partir das
FLS. 170 do EVA em anexo.
Com fito de RECHARÇAR por completo a
irregularidade suscitada pela APAM, em anexo segue integra do EVA –
Estudo de Viabilidade Ambiental apresentado a SUDEMA.

Em arremate, sedimentando vez por toda que


NÃO SE SUSTENTA A IRREGULARIDADE aventada pela APAM,
segue abaixo íntegra da RESPOSTA ofertada pela SUDEMA ao
Ministério Público do Estado da Paraíba quando instado acerca da
necessidade de EIA-RIMA no processo de licenciamento do
empreendimento. Observemos com acuidade:
E ARREMATA A SUDEMA COM LUCIDEZ E DE
FORMA COMPLETA:
Diante de todo o exposto e PROVADO, não
subsiste o pretenso vício suscitada pela APAM, conquanto a SUDEMA
JAMAIS DISPENSOU DE FORMA IRREGULAR a apresentação de EIA-
RIMA para a concessão das licenças ambientais outorgadas ao
empreendimento de titularidade da construtora peticionante.

Do contrário, consoante elucidado o ESTUDO


desenvolvido, acerca do empreendimento do Shopping Pátio Intermares
foi o EVA – Estudo de Viabilidade Ambiental, apontamento este que foi
RECOMENDADO pelo Órgão Ambiental Licenciante competente, qual
seja a SUDEMA, ainda assim após criteriosa análise técnica emitida por
Membros da Comissão de Análise de EIA – RIMA do órgão.

Ante tais motivos, demonstra-se mais uma vez


que carece de sucedo a denúncia absolutamente infundada da APAM,
não se configurando, por isso presentes os motivos autorizadores para
manutenção da tutela cautelar anteriormente deferida, pelo que se
persegue a RECONSIDERAÇÃO imediata do último despacho encartado
aos autos.
DA INEXISTÊNCIA DE
DESMATAMENTO IRREGULAR:

Suscita ainda a APAM a existência de possível


desmatamento irregular na área que compreende o empreendimento do
Shopping Pátio Intermares.

Mais uma vez infrutífera, sem sucedo e


carecedora de qualquer respaldo fático ou documental a acusação da
APAM como se prova.
EXPLICA-SE: Ainda em 09.01.2014 através do
preenchimento pela MARQUISE de RAF – REQUERIMENTO DE ATIVIDADE
FLORESTAL foi tombado junto a SUDEMA o Processo Administrativo de n.
2014000161/TEC/DESMAT sendo, portanto formalizado pedido para
concessão de AUTORIZAÇÃO PARA PROMOVER A SUPRESSÃO
VEGETAL destinada a limpeza de 9,5 hectares, área destinada à
implantação do empreendimento Shopping Pátio Intermares.

Pois bem, apresentados os elementos


documentais pertinentes, e após minudente análise pelo SETOR
TÉCNICO e JURÍDICO da SUDEMA, inclusive com a realização de
VISTORIA IN LOCO, em 16 de Setembro de 2014, a SUDEMA exarou a
AUTORIZAÇÃO DE Nº. 73/2014-SUDEMA/DIFLOR, assim agindo
embasada no PARECER TÉCNICO nº. 2014/0175-SUDEMA/DIFLOR. É

O QUE SE PROVA:
Assim, CONTRÁRIO ao que noticia a APAM,
não houve desmatamento sem licença ou autorização, conquanto a ação
de limpeza da vegetação secundária que guarnecia o terreno se deu
para emissão da Autorização de n. 73/2014 cuja imagem se encontra
acima encartada.

A par do demonstrado, forçoso concluir que


a supressão da vegetação secundaria levada a cabo com a limpeza
da área para construção do Shopping Pátio Intermares se
consolidou nos exatos TERMOS DA AUTORIZAÇÃO CONCEDIDA
DE FORMA PRÉVIA PELA SUDEMA, assim entenda-se precedida da
devida análise e autorização pelo órgão técnico.

Indo além, evidenciando que NÃO


PROSPERA a alegação de desmatamento da área do
empreendimento, vez que a empresa MARQUISE DETINHA prévia
outorga da SUDEMA consolidada na AUTORIZAÇÃO DE Nº. 73/2014-

SUDEMA/DIFLOR, se segue a integra do PARECER JURÍDICO


proferido pela SUDEMA no Processo Administrativo de n.
2014000161/TEC/DESMAT em que se tem AFASTADA, inclusive a
presença de vegetação natural por se tratar de ÁREA
EXTREMAMENTE ANTROPIZADA, sem a presença de vegetação de
floresta ou de área de APP. Vejamos:
Extrai-se claramente do conteúdo do documento
acima encartado, que a SUDEMA no curso do Processo Administrativo
de n. 2014000161/TEC/DESMAT ao exarar a AUTORIZAÇÃO DE Nº.

73/2014-SUDEMA/DIFLOR analisou de forma detida e acurada todas


as questões metodológicas inerentes à área, de forma que NÃO HÁ
SE COGITAR A PRESENÇA DE DESMATAMENTO na área do
Shopping, mas sim a realização de SUPRESSÃO VEGETAL
AUTORIZADA pelo órgão ambiental competente.

DA FALTA DE DEFINIÇÃO DE
COMPENSAÇÃO AMBIENTAL (ART.
36 DA LEI DE N. 9.985/2000:

Em arremate, não subsiste alegação de falta /


inexistência de definição de compensação ambiental, uma vez que
absolutamente DESNECESSÁRIA sua aplicação no caso

concreto, haja vista que o órgão ambiental licenciante (SUDEMA) não


caracterizou a obra do Shopping Pátio Intermares como um
empreendimento de significativo impacto ambiental.

Em outras palavras, a compensação ambiental a


que faz alusão a APAM, SOMENTE se faz devida por ocasião do
licenciamento ambiental de empreendimentos que ocasionem e
representem impacto ambiental.
Nesses termos, a fixação de compensação
ambiental SOMENTE se firma quando houver necessidade de realização
de EIA/RIMA - estudo de impacto ambiental e relatório de impacto
ambiental, consoante determinação emanada do artigo 225, § 1º, inciso
IV da CF.
No caso dos autos, convém lembrar que o
estudo desenvolvido para o licenciamento ambiental se deu através de
EVA – Estudo de Viabilidade Ambiental razão pela qual NÃO se

estabelece hipótese de fixação de compensação

ambiental, mas REPITA-SE apenas e tão somente nos casos dos


empreendimentos que forem licenciados mediante a exigência e o
condicionante da apresentação de EIA-RIMA.

Por todo o exposto, tem-se demonstrado de


forma pontual, através de enfrentamento individuado com apresentação
de PROVAS DOCUMENTAIS que NÃO PROSPERAM NENHUMA DAS
IRREGULARIDADES NOTICIADAS PELA APAM ao formular a presente
representação de denúncia.

Diante de tais motivos, sopesando que tutela de


ordem preventiva em sede de MEDIDA CAUTELAR foi deferida por
ocasião de decisão monocrática, se utiliza do presente expediente para
REQUERER a RECONSIDERAÇÃO da DECISÃO, vindo assim a ser
revogada a determinação que ordenou a suspensão da validade de LI –
Licença de Instalação do Shopping Pátio Intermares, como também a
paralisação de possível procedimento de desmatamento.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
MERITÓRIAS:
Em sede de argumentação derradeira, segue
síntese PONTUAL das razões fáticas e jurídicas que denotam que as
alegações formuladas pelas APAM são absolutamente infundadas.
É o que se demonstra:

 Se firma INFUNDADA a alegação da


APAM de que a LI – Licença de Instalação
teria sido concedida sem a existência de
LP – Licença Prévia, conquanto se
apresenta PROVA DOCUMENTAL de que
a LP – Licença Prévia de n. 3252/2014 foi
outorgada em 11 de Setembro de 2014,
enquanto a LI – Licença de Instalação em
voga de n. 691/2015 foi concedida em 24
DE ABRIL DE 2015;

 Da mesma forma, se revela INVERIDICA


a arguição da APAM de que não haveria
manifestação do ICMBio em torno do
licenciamento ambiental do
empreendimento, conquanto o OFÍCIO de
n. 44/2014 – CR6/ICMBio prova que o
ICMBio não só foi consultado de forma
prévia pela SUDEMA, como emitiu
resposta com sugestões ao órgão
ambiental licenciador. Observe-se ainda
que a teor do artigo 5 da Resolução
CONAMA de n. 428/2010 não seria
obrigatória a intervenção do ICMBio, mas
sim consultiva e para fins de ciência;

 FALACIOSA a assertiva formulada pela


APAM de que haveria dispensa irregular
de EIA/RIMA, posto que provado através
dos documentos em anexo que o caso
não era exigência de EIA, razão pela qual
o estudo desenvolvido e havido como
satisfatório pela SUDEMA foi o EVA –
Estudo de Viabilidade Ambiental,
acompanhado de Estudo Fitossociológico
não havendo, por isso que se cogitar em
situação de dispensa imotivada;

 INFUNDADA também a arguição da


APAM de que haveria se operado
desmatamento irregular na área do
empreendimento, haja vista que a ação de
remoção de vegetação do terreno se deu
com PRÉVIA outorga da SUDEMA
consubstanciada na Autorização de n.
73/2014-SUDEMA/DIFLOR obtida pela
peticionante em procedimento de
supressão vegetal;

 Quanto à argumentação de falta de


definição de compensação ambiental –
igualmente INVERÍDICA e sem
plausibilidade a denúncia da APAM na
medida em que a aplicação de
compensação ambiental se revela medida
desnecessária no caso concreto, a uma
porque o estudo desenvolvido no
empreendimento foi o EVA – Estudo de
Viabilidade Ambiental, ao passo que a
fixação de compensação ambiental a teor
do art. 225, § 1 da CF se trata de
exigência inerente ao licenciamento por
EIA-RIMA. A duas porque NÃO existiu
qualquer dano ambiental decorrente de
ações da empresa peticionante na
execução do empreendimento que desde
a atividade de remoção de vegetação
detinha autorização da SUDEMA, como as
consequentes Licenças inerentes ao atual
estágio da obra.

Saliente-se, assim que os tópicos acima tecidos


externam de forma sintética e individuada as razões pelas quais NÃO
MERECE PROSPERAR conquanto inverídicos e infundados os fatos
noticiados pela APAM e que contemplam o objeto da presente denúncia.
Cabe registrar, por fim, que a totalidade dos fatos
ora suscitados pela APAM já foram alvo de denúncia e enfrentamento
perante vários órgãos e autoridades públicas, como: SUDEMA, SPU –
Serviço do Patrimônio da União; IPHAN, Ministério Público Estadual,
IBAMA, em todos estes sendo alvo de enfretamento minucioso, sendo
sopesados os documentos e alegações acima declinadas, vindo, por fim a
culminar na solução pela apuração da inexistência de irregularidades em
torno não só do licenciamento ambiental, mas em face de os procedimentos
levados a cabo para consecução do empreendimento do Shopping Pátio
Intermares.
DO PEDIDO:

Diante de tais motivos, PLEITEIA a Construtora


Marquise, PRIMEIRO que seja deferida sua integralização no processo,
porquanto demonstrado seu legítimo interesse jurídico e processual, ao
tempo em que sopesando que tutela de ordem preventiva, consistente no
deferimento de MEDIDA CAUTELAR foi emitida por ocasião de decisão
monocrática, se utiliza da presente manifestação para REQUERER a
RECONSIDERAÇÃO da DECISÃO, vindo assim a ser revogada a
determinação que ordenou a suspensão da validade de LI – Licença de
Instalação do Shopping Pátio Intermares, como também a paralisação de
possível procedimento de desmatamento, de resto pugnando, pela
IMPROCEDÊNCIA E, conseguinte ARQUIVAMENTO da presente denúncia
por ocasião do seu enfrentamento meritório.
Termos em que,
Pede Deferimento.

João Pessoa, 25 de dezembro de 2018

.
RONILTON PEREIRA LINS
PROCURADOR DA SUDEMA