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Matéria:​​ Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA


Publicação: ​3ª Edição

ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Lei n. 8.069/90

SUMÁRIO

1. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL E OBJETIVO DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

2. CONCEITUAÇÃO DE CRIANÇA E DE ADOLESCENTE

3. APLICAÇÃO DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

4. DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS SOBRE A CRIANÇA E O ADOLESCENTE

5. PRINCÍPIOS NORTEADORES DA INFÂNCIA E JUVENTUDE

6. DIREITOS FUNDAMENTAIS

7. CONSELHO TUTELAR

8. PREVENÇÃO

9. SISTEMA DE RESPONSABILIDADE DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

10. MEDIDAS DE PROTEÇÃO

11. PRÁTICA DE ATO INFRACIONAL

12. DIREITOS INDIVIDUAIS DO ADOLESCENTE INFRATOR

13. INTERNAÇÃO PROVISÓRIA OU NO CURSO DO PROCESSO

14. GARANTIAS PROCESSUAIS DO ADOLESCENTE

15. MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS

16. REMISSÃO

17. PROCEDIMENTO PARA APURAÇÃO DO ATO INFRACIONAL

18. ACESSO À JUSTIÇA

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1. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL E OBJETIVO DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

O Estatuto da Criança e do Adolescente, criado pela Lei n. 8.069/90, tem por objetivo a ​proteção integral à
1
criança e ao adolescente . (​ ECA. Art. 1º).

Não basta que a criança e o adolescente sejam ​protegidos​, é necessário que a ​proteção seja integral,​ nos
termos do art. 227 da Constituição Federal de 1988.

2. CONCEITUAÇÃO DE CRIANÇA E DE ADOLESCENTE

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Para os efeitos da Lei n. 8.069/90 (ECA) , considera-se:

a) ​Criança​​: pessoa até 12 anos de idade, incompletos. (ECA. Art. 2º, 1ª parte).

b) ​Adolescente​​: pessoa entre 12 e 18 anos de idade. (ECA. Art. 2º, 2ª parte).

É possível a aplicação do ECA para pessoas entre 18 e 21 anos de idade, desde que essa aplicação seja
excepcionalmente prevista em lei, como por exemplo:

❖ O art. 121, § 5º do ECA fixa que a desinternação será compulsória aos 21 anos de idade. (ECA, art.
121, § 5º).

3. APLICAÇÃO DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

O Estatuto da Criança e do Adolescente destina-se à proteção das pessoas que tenham até 18 anos de
idade.

Excepcionalmente,​ ​desde que expressamente previsto em lei,​ aplica-se o Estatuto aos maiores de 18 anos
3
e menores de 21 anos . Exemplo disso é quando os adolescentes estejam cumprindo ​medidas
socioeducativas.

4. DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS SOBRE A CRIANÇA E O ADOLESCENTE

O Art. 227, da Constituição Federal de 1988:

1
​ECA. “Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente”.
2
ECA. “Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade
incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade”.
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ECA. “Art. 2º [...]. Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este
Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade”.

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A Emenda Constitucional 65 de 2010, alterou a redação do art. 227 da Constituição Federal/88 , e introduziu
os seguintes princípios:

❖ Princípio constitucional da prioridade absoluta​ da criança e do adolescente; e

❖ Princípio constitucional da​ ​proteção integral​.

Incumbe ​aos pais, à sociedade e ao Estado, os direitos elencados na Constituição Federal de 1988, em
razão da condição peculiar de ​criança ou adolescente como ​pessoa sem discernimento suficiente para
dirigir seus próprios atos​.

As formas de ​assegurar os direitos fundamentais da criança e do adolescente​ são:

a) as ​políticas sociais públicas;

​ ​tutela jurisdicional;
b) a

c) ​os​ direitos fundamentais da criança e do adolescente.​

Proteção Especial da Criança e do Adolescente (CF, art. 227, § 3º):

❖ Idade mínima para o trabalho: 16 anos, sendo 14 anos como aprendiz;

❖ Direitos trabalhistas e previdenciários do adolescente trabalhador;

❖ Acesso à educação do adolescente trabalhador;

❖ Direito ao pleno conhecimento do ato infracional que lhe é imputado;

❖ Brevidade e excepcionalidade da privação da liberdade;

❖ Todos os filhos devem ter o mesmo tratamento.

O Art. 228 da Constituição Federal de 1988​​:

O art. 228 da Constituição Federal de 1988 estabelece a ​inimputabilidade penal aos menores de 18 anos​,
sujeitando-os às ​normas da legislação especial.​

Criança e Adolescente não pratica crime, pratica ​ato infracional​, e a ​inimputabilidade ​é aferida no ​momento
da conduta.​

Entende-se por ​ato infracional ​a conduta descrita como​ crime ou contravenção penal.

Prescrição​: Súmula 378, STJ: ​A prescrição penal é aplicável às medidas sócio-educativas.​

4
CF/88. “Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao
adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à
educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à
convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência,
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

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O Art. 229 da Constituição Federal de 1988:

Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever
de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.

A norma do art. 229 da CF/88 se constitui no dever dos pais de prestar aos filhos, ​enquanto menores,​ o
necessário ao seu sustento, proporcionando-lhes, educação, moradia, assistência à saúde, alimentação,
vestuário, alimentação, lazer, etc.

A obrigação específica dos pais em relação aos filhos menores denomina-se ​dever de sustento.

5. PRINCÍPIOS NORTEADORES DO DIREITO DA INFÂNCIA E JUVENTUDE

O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece princípios de inegável importância para garantir a


proteção deste grupo social.

a) ​Princípio da Prioridade Absoluta​​: princípio constitucional previsto no art. 227 da CF/88 e no art. 4º, da
Lei n. 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente).

O ​princípio da prioridade absoluta estabelece primazia em favor das crianças e dos adolescentes em todas
as esferas de interesse, seja no campo judicial, extrajudicial, administrativo, social ou familiar.

Este princípio leva em consideração que a ​criança é pessoa em desenvolvimento​, possuindo a fragilidade
de pessoa em formação, correndo mais risco do que o adulto.

A prioridade deve ser assegurada:

❖ Pela ​família​, seja natural ou substituta;

❖ Pela ​comunidade​;

❖ Pela ​sociedade em geral.​

A garantia da prioridade absoluta, conforme dispõe o parágrafo único do art. 4º do ECA, inclui:

I. Primazia de receber prestação e socorro em qualquer circunstância;

II. Precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública;

III. Preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas;

IV. Destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à
juventude.

b) ​Princípio do Melhor Interesse ou da Proteção Integral​​: determina a primazia das necessidades da


criança e do adolescente como critério de interpretação da lei, solução de conflitos, ou mesmo para a
elaboração de regras futuras.

Assim, na análise do caso concreto, deve prevalecer o princípio do melhor interesse, como garantidor do
respeito aos direitos fundamentais titularizados pelo menor (criança e adolescente).

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O ​princípio do melhor interesse pode ser enquadrado na categoria de preceito a ser obedecido para ​garantir
a proteção integral​ de que trata o ECA.

c) ​Princípio da Municipalização​​: a Constituição de 1988 (Art. 103 e 104) ampliou e descentralizou a


política assistencial, disciplinando a atribuição concorrente dos entes da federação, resguardando para a
União a competência para dispor sobre normas gerais e coordenação de programas assistenciais.

6. DIREITOS FUNDAMENTAIS

São direitos fundamentais da criança e do adolescente:


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a) ​Direito à Vida e à Saúde : as ​políticas sociais públicas existem para ​proteger a vida e a saúde.​ A
proteção à vida e à saúde tem como intuito garantir o ​nascimento e o ​desenvolvimento ​sadio e ​harmonioso
em ​condições dignas de existência​.

O Poder Público, em todos os níveis (municipal, estadual e federal) tem o dever de desenvolver políticas
públicas voltadas à ​proteção integral da saúde de crianças e adolescentes voltadas, em regime da mais
absoluta prioridade.​

6
b) ​Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade : estes direitos fundamentais comportam os direitos
civis​, ​humanos e sociais.​ A ​Constituição​ e as ​Leis​ são os instrumentos jurídicos que asseguram tais direitos.

7
c)​​ ​Direito à Convivência Familiar e Comunitária :

❖ Direito à Convivência Familiar:​ D​ ireito fundamental da criança e do adolescente é o de viver junto


à sua família natural ou subsidiariamente à sua família extensa.

Quando não for possível a convivência com sua ​família natural​, o menor poderá ser inserido em ​família
substituta,​ como tal considerada aquela que supre os anseios do menor de idade, sejam materiais,
educacionais, ou afetivos, atuando como se natural fosse, quando o convívio na família natural expõe o
infante a inevitável ​situação de risco,​ não sendo eficaz a aplicação de qualquer outra das medidas
elencadas no art. 101, do ECA.

❖ Direito à Convivência Comunitária​: A ​ lém do direito à convivência familiar o menor e o adolescente


possuem o direito fundamental de viver na coletividade, abrangendo os mais diversos locais, como o bairro
onde residem, a escola, etc. Tudo isso para o perfeito desenvolvimento do menor.

5
ECA. “Art. 7º A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a
efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e
harmonioso, em condições dignas de existência”.
6
ECA. “Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como
pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e
sociais garantidos na Constituição e nas leis”.
7
ECA. “Art. 19. Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua
família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e
comunitária, em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substâncias
entorpecentes”.

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d) ​Direito à Educação, Esporte e ao Lazer​​: Tem como ​objetivo o seu ​desenvolvimento pessoal,
profissional e o preparo para a cidadania​ (ECA, art. 53).

e) ​Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho​​: Proibi qualquer trabalho a menores de 14


(quatorze) anos, exceto o de aprendiz (ECA, art. 60).

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MODALIDADES DE FAMÍLIA​​: ​(ECA, art. 25) .

a)​​ ​Natural​: ​formada pelos pais, ou qualquer deles, e seus descendentes (Art. 25, ​caput​).

b) ​Família extensa ou ampliada:​ formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente
convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade. (Parágrafo único do art. 25).

A “​família extensa​” terá preferência no acolhimento familiar de criança ou adolescente que, por qualquer
razão, não possa permanecer, ainda que temporariamente, na companhia de sua família natural.

c) ​Família substituta:​ Deve ser dada preferência à permanência da criança ou adolescente em sua família
natural, sendo sua transferência para uma família substituta, ​medida de caráter excepcional (ECA, art. 28 e
9
ss) .

OITIVA DO MENOR​​ (ECA, §§ 1º e 2º do art. 28).

❖ Se o menor possuir menos de 12 anos, será ouvido sempre que possível;

❖ Se o menor possuir mais de 12 anos, é necessário o seu consentimento.

❖ Os irmãos serão, preferencialmente, colocados na mesma família.

MODOS DE COLOCAÇÃO EM FAMÍLIA SUBSTITUTA​​:

a) Guarda;

b) Tutela;

c) Adoção.
10
a)​​ ​Guarda ​– (ECA. Art. 33) .

8
ECA. “Art. 25. Entende-se por família natural a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles
e seus descendentes. Parágrafo único. Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se
estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes
próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e
afetividade”.
9
​ECA. “Art. 28. ​A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda, tutela ou adoção,
independentemente da situação jurídica da criança ou adolescente, nos termos desta Lei”.
10
ECA. “Art. 33. A guarda obriga à prestação de assistência material, moral e educacional à
criança ou adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos
pais. § 1º. A guarda destina-se a regularizar a posse de fato, podendo ser deferida, liminar ou
incidentalmente, nos procedimentos de tutela e adoção, exceto no de adoção por estrangeiros . §
2º. Excepcionalmente, deferir-se-á a guarda, fora dos casos de tutela e adoção, para atender a

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Guarda é a modalidade de colocação em família substituta que não implica necessariamente na perda de
poder familiar.

A ​guarda como modalidade de colocação do menor em família substituta não se confunde, com a “guarda”
decorrente do poder familiar que os pais exercem em relação a seus filhos, regulada pelo art. 1.634, inciso
II, do Código Civil.

a.1) Modalidades de Guarda​​: (ECA. Arts. 33 e 34)

❖ Provisória (Art. 33, § 1º)

❖ Definitiva ou permanente (Art. 33, § 2º)

❖ Previdenciária (Art. 33, § 3º)


11
❖ Especial (Art. 34)
12
b)​​ ​Tutela​​ – (ECA, Art. 36. CC, Arts. 1.728) .

A ​tutela ​é uma das formas de ​colocar o menor em família substituta de forma permanente, e tem como
​ implica fundamentalmente no
pressuposto a prévia ​suspensão, destituição ou extinção do poder familiar, e
13
dever de guarda .

É imprescindível, portanto, que a criança ou adolescente ​resida com o tutor nomeado,​ que deverá
prestar-lhe toda assistência material, moral e educacional (art. 33, primeira parte, do ECA), representá-lo ou

situações peculiares ou suprir a falta eventual dos pais ou responsável , podendo ser deferido o
direito de representação para a prática de atos determinados . § 3º. A guarda confere à criança ou
adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, inclusive
previdenciários. § 4º. Salvo expressa e fundamentada determinação em contrário, da autoridade
judiciária competente, ou quando a medida for aplicada em preparação para adoção, o
deferimento da guarda de criança ou adolescente a terceiros não impede o exercício do direito de
visitas pelos pais, assim como o dever de prestar alimentos, que serão objeto de regulamentação
específica, a pedido do interessado ou do Ministério Público”.
11
ECA. “Art. 34. O poder público estimulará, por meio de assistência jurídica, incentivos

fiscais e subsídios, o acolhimento, sob a forma de guarda, de criança ou adolescente afastado do


convívio familiar. § 1º​. ​A inclusão da criança ou adolescente em programas de acolhimento familiar
terá preferência a seu acolhimento institucional, observado, em qualquer caso, o caráter
temporário e excepcional da medida, nos termos desta Lei. § 2º. ​Na hipótese do §1º deste artigo a
pessoa ou casal cadastrado no programa de acolhimento familiar poderá receber a criança ou
adolescente mediante guarda, observado o disposto nos arts. 28 a 33 desta Lei”.
12
ECA. “Art. 36​. ​A tutela será deferida, nos termos da lei civil, a pessoa de até 18 (dezoito) anos
incompletos. Parágrafo único. ​O deferimento da tutela pressupõe a prévia decretação da perda ou
suspensão do poder familiar e implica necessariamente o dever de Guarda”.

CC/2002. “Art. 1.728. Os filhos menores são postos em tutela: I - com o falecimento dos pais, ou
sendo estes julgados ausentes; II – em caso de os pais decaírem do poder familiar”.
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O procedimento para suspensão ou destituição do poder familiar está previsto nos arts. 155 a
163, do ECA, enquanto que a extinção segue a regra do art. 1635, do CC/2002.

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assisti-lo na prática dos atos da vida civil e exercer os demais encargos previstos nos arts. 1.740, 1.741,
1.747 e 1.748, todos do CC.

Nos termos do art. 36 da Lei n. 8.069/90, a tutela é deferida, nos moldes da lei civil (arts. 1.728 a 1.766 do
Código Civil), ​aos menores de 18 (dezoito) anos incompletos.

Principal objetivo​: ​conferir um representante legal à criança ou adolescente que não o possui​, e o instituto
é basicamente regulado pelas normas do Código Civil.

b.1) Modalidades de Tutela​​:

❖ Testamentária ​– a que vem consignada em testamento ou outro documento autêntico, expressando


a vontade dos pais.

❖ Legítima – a que na falta de nomeação por testamento, incumbe aos parentes próximos do menor,
observado o interesse do menor.

❖ Dativa – a que ocorre quando não houver tutor testamentário ou legítimo, ou quando em havendo,
estes forem excluídos, recaindo o encargo em pessoas estranhas aos laços consanguíneos.

c)​​ ​Adoção ​(ECA, Art. 39 a 52)

A ​adoção de crianças e adolescentes está sujeita somente às normas e aos princípios consagrados pela Lei
14
n. 8.069/90 – Estatuto da Criança e do Adolescente .

É uma ​medida excepcional​, ​irrevogável,​ que somente terá lugar depois de esgotadas as possibilidades da
15
criança ou adolescente em sua família de origem ou família extensa (ECA, art. 39, § 1º) .

A ​adoção ​se constitui numa ​medida de proteção às crianças e adolescentes,​ e deve ser aplicada com
cautela e responsabilidade pela autoridade judiciária.

16
É ​inviável a adoção por procuração .

Sempre que possível, a ​criança ou o adolescente será previamente ouvido por equipe interprofissional​,
respeitado seu estágio de desenvolvimento e grau de compreensão sobre as implicações da medida, e ​terá
sua opinião devidamente considerada​ (ECA, art. 28).

c.1) Exigências para a Adoção​​:

❖ O adotando deve contar com, no máximo, 18 (dezoito) anos à data do pedido, exceto se já estiver
sob a guarda ou tutela dos adotantes (ECA, art. 40).

❖ O(s) adotante(s) deve(m) ser maiores de 18 (dezoito) anos, independentemente de estado civil
(ECA, art. 42);

14
ECA. “Art. 39. A adoção de criança e de adolescente reger-se-á segundo o disposto, nesta Lei.”
15
ECA. “Art. 39. [...]. § 1º. A adoção é medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer
apenas quando esgotados os recursos de manutenção da criança ou adolescente na família
natural ou extensa, na forma do parágrafo único do art. 25 desta Lei.”
16
ECA. “Art. 39. [...]. § 2º. É vedada a adoção por procuração.”

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❖ Na adoção conjunta, é obrigatório que os adotantes sejam casados civilmente ou mantenham união
estável, ​comprovada a estabilidade da família.​ (ECA, art. 42, § 1º);

❖ O ​adotante​ deve ser ​no mínimo 16 (dezesseis) anos mais velho que o adotado​ (ECA, art. 42, § 2º).

❖ A ​adoção depende do consentimento dos pais ou do representante legal do adotando (ECA, art.
45). ​Exceção​​: se os pais foram destituídos do poder familiar ou forem desconhecidos (ECA, art. 45, § 1º).

❖ O ​consentimento do adotando t​ ambém​ é necessário se for maior de 12 anos​ (ECA, art. 45, § 2º).

c.2) Vedações para a Adoção:

❖ Não pode haver adoção por procuração (ECA, art. 39, parágrafo único).

❖ Ascendente não pode adotar descendente, e irmão não pode adotar irmão (ECA, art. 42, § 1º).

❖ Tutor só pode adotar depois de dar conta de sua administração e saldar os seus débitos (ECA, art.
44).

ATENÇÃO:​​ Na forma do art. 92, inciso II, do CP, se o agente comete um crime doloso, sujeito à pena de
reclusão, contra uma das pessoas listadas no inciso II, o juiz, ao proferir uma sentença condenatória,
poderá determinar que o condenado perca o poder familiar, a tutela ou a curatela.

Obs: não importa a quantidade da pena nem se houve substituição da pena privativa de liberdade por
restritiva de direitos. O que interessa é que tenha sido um crime doloso cuja pena prevista em abstrato seja
de reclusão.

c.3) Modalidades de Adoção​​:

Uma vez consumada a adoção, a relação de parentesco com a família original se rompe e uma nova
relação de parentesco é estabelecida, ​passando o adotado a ter os mesmos direitos e deveres, inclusive
sucessórios,​ que os filhos biológicos em relação a seus pais e parentes adotivos (ECA, art. 41).

a)​ ​Adoção unilateral​ ​(ECA, art. 41, §§ 1º e 2º):

❖ Ocorre​ ​quando ​um dos cônjuges ou concubino (companheiro) adota o filho do outro;​

❖ Os vínculos de filiação entre o adotado e o cônjuge ou concubino (companheiro) do adotante e os


respectivos parentes ​se mantém.​

❖ Reciprocidade do direito sucessório entre o adotado e seus descendentes, adotante, seus


ascendentes, descendentes e colaterais até o 4º grau.

b) ​Adoção conjunta da pessoa divorciada, separada judicialmente ou ex-companheiro​: (​ ECA, art. 42,
§ 4º)

❖ Desde que tenha havido acordo quanto à guarda e visita;

❖ Desde que o estágio de convivência com o adotando tenha iniciado na constância do casamento ou
da união estável.

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c) ​Adoção pelos companheiros:

❖ Desde que comprovada a estabilidade da união estável do relacionamento, pois o ECA menciona
expressamente a “união estável”.

c) ​Adoção póstuma:​ (ECA, art. 42, § 6º)

❖ Quando o ​processo de adoção iniciou e incorreu a manifestação de vontade dos adotantes e estes
venham a falecer antes de findo o processo.

❖ A adoção retroage à data do óbito (ECA, art. 47, § 7º).

d) ​Adoção por homossexual ou casal homossexual (união homoafetiva)​ ​:

❖ Embora não haja expressa previsão legal, desde maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF),
reconhece a união homoafetiva, permitindo, portanto o união civil entre pessoas do mesmo sexo, e
consequentemente, todos os outros direitos advindos do casamento, tais como a adoção e a sucessão.

❖ Após a decisão do STF, em 05 de maio de 2011, a união homoafetiva é reconhecida como entidade
familiar.

e) ​Adoção Internacional ou Adoção por Estrangeiro:​ (ECA, arts. 51 e 52)

❖ A adoção internacional é medida de ​caráter excepcional​, que somente terá lugar quando
comprovadamente não houver interessados com residência permanente no Brasil (ECA, art. 50, § 10º).

❖ Brasileiros residentes no exterior terão preferência aos estrangeiros, nos casos de adoção de
criança ou adolescente brasileiro (ECA, art. 51, § 2º).

❖ Em caso de adoção por ​estrangeiro residente ou domiciliado fora do País​, o estágio, cumprido no
território nacional, será de, no mínimo, 30 dias (ECA, art. 46, § 3º).

Observações:

1) A ​guarda​ e a ​tutela​ são revogáveis.

2) A a​doção ​é irrevogável.

3) Para o estrangeiro, a única forma de colocação em família substituta ​é a adoção​.

ESTÁGIO DE CONVIVÊNCIA ​(ECA, art. 46)

❖ Quem fixa é o juiz;

❖ Pode ser dispensado se o adotando já estiver sob tutela ou guarda legal;

❖ Pode ser dispensado se o adotando tiver menos de 1 (um) ano de idade;

❖ Se for brasileiro não existe prazo fixado pelo ECA.

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Publicação: ​3ª Edição

REGISTRO DA ADOÇÃO ​(ECA, art. 47)

❖ O vínculo da adoção se constitui por ​sentença judicial,​ que será ​inscrita no registro civil.​

❖ O ​registro original​ de nascimento ​será cancelado.​

❖ O adotante pode solicitar que o registro seja efetuado no Cartório de Registro Civil do Município de
sua residência.

❖ A ​sentença ​de adoção ​confere ao adotado o nome do adotante e, a pedido de qualquer deles,
poderá determinar a modificação do prenome​.

❖ Se o ​adotado for maior de 12 anos,​ ele p


​ ode discordar da mudança de seu prenome​.

ORIGEM BIOLÓGICA ​(ECA, art. 48)

❖ O ​adotado após completar 18 (dezoito) anos tem direito a conhecer sua origem biológica e de ​seu
processo de adoção.

❖ O ​adotado menor de 18 (dezoito) anos​, se requerer, também poderá ter acesso aos seu processo
de adoção.

AUTORIZAÇÃO PARA VIAJAR ​(ECA, arts. 83 e 84)

a) ​Viagem Nacional​​: (ECA, art. 83)

❖ A criança ou o adolescente não precisa de autorização judicial para transitar nos limites do domicílio
de seus pais ou representante legal, ou na mesma unidade da Federação.

❖ É obrigatória a apresentação de autorização judicial para menores de 12 anos que estejam


desacompanhadas dos pais ou responsáveis.

❖ A autorização é dispensável quando a criança (menor de 12 anos) estiver acompanhada por irmãos,
avós e tios maiores de idades, desde que o parentesco seja comprovado com a certidão de nascimento.

❖ Os menores de 2 (dois) a 11 (onze) anos que viajam desacompanhas precisam de autorização


judicial (Vara da Infância e da Juventude).

❖ Os menores, entre 12 e 18 anos incompletos precisam apenas apresentar documento legal de


identificação que comprove a idade.

b) ​Viagem Internacional​​: (ECA, art. 84)

❖ Menores de 18 anos que viajarem sozinhos para o exterior necessitam de autorização judicial.

❖ É dispensável a autorização judicial se viajarem em companhia dos pais ou na companhia de um


deles, desde que exista autorização do outro com firma reconhecida.

7. CONSELHO TUTELAR

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❖ É órgão criado, organizado e mantido pelo município. Não é órgão vinculado ao Poder Judiciário;

❖ Todo município deve ter pelo menos 1 (um) Conselho Tutelar;

❖ O Conselho Tutelar é formado por, no mínimo, 5 Conselheiros escolhidos pelo povo, para mandato
de 4 (quatro) anos, com direito a 1 (uma) recondução;

❖ Requisitos para Conselheiro: ter mais de 21 (vinte e um) anos e residir na Comarca.

8. PREVENÇÃO

17
O art. 70 do Estatuto da Criança e do Adolescente enuncia:

❖ É ​dever de todos prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e do


adolescente.

❖ O princípio da ​proteção à criança e ao adolescente ​da ênfase à ​prevenção​, como forma de evitar a
ocorrência de situações que possam dar motivo à violação de seus direitos.

❖ A aplicação das medidas de proteção relacionados no art. 101 do ECA, juntamente com outras
voltadas aos pais e responsáveis (art. 129, do ECA), na forma do disposto no art. 98, do ECA, pode ocorrer
ante a simples ameaça de violação de direitos das crianças e adolescentes.

❖ As normas relativas à ​prevenção de situações potencialmente lesivas aos interesses dos infantes,
são aplicáveis até em relação a ​jovens emancipados,​ pois o fato da emancipação não os fazem perder sua
condição de ​adolescentes​ destinatários de ​proteção especial.​

❖ O ECA, com respaldo na Constituição Federal, ​impõe a todos a obrigação de ​agir diante de
qualquer ameaça ou violação​ dos direitos da criança e do adolescente.

❖ A ​inércia,​ em tais casos, ​pode levar à responsabilização daquele que se omitir a comunicar o fato
18
aos órgãos e autoridades competentes .

❖ A ​inobservância das normas de ​prevenção importará em ​responsabilidade da pessoa física ou


jurídica ​(ECA, art. 73).

8.1 PREVENÇÃO ESPECIAL

a) Informação, Cultura, Lazer, Esportes, Diversões e Espetáculos:

❖ Incumbe ao Poder Público regular as ​diversões e espetáculos públicos,​ informando sobre a


natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se
mostre inadequada. (ECA, art. 74).

17
ECA. “Art. 70. É dever de todos prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da
criança e do adolescente”.
18
ECA. “Art. 5º. Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência,
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer
atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais”.

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❖ A omissão da informação quanto à natureza dos jogos e espetáculos público, a faixa etária a que
não se recomendem, os locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada às crianças e
adolescentes, já caracteriza, em tese, a ​prática de infração administrativa​.

❖ Prestar informação significa que os responsáveis pelas diversões e espetáculos públicos devem
“afixar, em lugar visível e de fácil acesso, à entrada do local de exibição, informação destacada sobre a
natureza do espetáculo e a faixa etária especificada no certificado de classificação” (ECA, art. 74, parágrafo
único).

❖ Se a criança ou adolescente for de idade inferior à faixa etária recomendada, não poderá ter acesso
às referidas diversões e espetáculos públicos, mesmo que estejam acompanhadas de seus pais ou
19
responsável .

❖ A criança com idade inferior a 10 (dez) anos somente poderá ingressar no local de exibição ou
apresentação se estiver devidamente acompanhada de seus pais ou responsável (ECA, art. 75, parágrafo
único).

9. SISTEMA DE RESPONSABILIZAÇÃO DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

O sistema de responsabilização do ECA ​estabelece tratamento diferenciado entre a ​criança infratora e o


adolescente infrator.

A ​criança (pessoa até 12 anos incompletos), no caso de cometer um ato infracional poderá ser ​submetida a
medidas de proteção,​ e cabe ao ​Juiz e/ou ao Conselho Tutelar definir as medidas a serem aplicadas, de
20
conformidade com o ​rol não taxativo​ do art. 101 do Estatuto .

As ​medidas específicas de proteção podem ser ​aplicadas isolada ou cumulativamente​, dependendo na


necessidade da criança perante o caso concreto. Ademais, estas medidas poderão ser substituídas a
21
qualquer tempo. (ECA. Art. 99)

O ​adolescente (pessoa de 12 a 18 anos), no caso de cometimento de ato infracional poderá ser


representado pelo Ministério Público e sofrer a ação sócio-educativa; ao final poderá ser aplicada uma
22
medida sócio-educativa​, conforme ​rol taxativo​ do art. 112 do ECA ​.

19
ECA. “Art. 75. Toda criança ou adolescente terá acesso às diversões e espetáculos públicos
classificados como adequados à sua faixa etária”.
20
ECA. “Art. 101. Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. 98, a autoridade competente
poderá determinar, dentre outras, as seguintes medidas: I - encaminhamento aos pais ou
responsável, mediante termo de responsabilidade; II - orientação, apoio e acompanhamento
temporários; III - matrícula e freqüência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino
fundamental; IV - inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à família, à criança e ao
adolescente; V - requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, em regime
hospitalar ou ambulatorial; VI - inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação
e tratamento a alcoólatras e toxicômanos; VII - acolhimento institucional; VIII - inclusão em
programa de acolhimento familiar; IX - colocação em família substituta”.
21
ECA. “Art. 99. As medidas previstas neste Capítulo poderão ser aplicadas isolada ou
cumulativamente, bem como substituídas a qualquer tempo”.
22
ECA. “Art. 112. Verificada a prática de ato infracional, a autoridade competente poderá aplicar
ao adolescente as seguintes medidas: I - advertência; II - obrigação de reparar o dano; III -

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Incumbe, exclusivamente ao Poder Judiciário, a ​aplicação da medida sócio-educativa.​

Ao adolescente também pode ser aplicada ​medida protetiva​ nos seguintes casos:

❖ Como complemento de medida sócio-educativa;

❖ Quando for vítima.

Extinção de punibilidade

❖ Conforme jurisprudência predominante, ​não há extinção da punibilidade ​em face da maioridade


alcançada. O adolescente submetido à medida sócio-educativa que completar 18 anos, não terá a medida
extinta, conforme a exegese do art. 121, § 5º do ECA​: “Art. 121. [...]. § 5º A liberação será compulsória aos
vinte e um anos de idade”.

10. MEDIDAS DE PROTEÇÃO

O art. 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente preceitua que: ​As medidas de proteção à criança e ao
adolescente são aplicáveis sempre que os direitos estabelecidos na lei forem violados:​

a) por ação ou omissão da sociedade ou do Estado;

b) por falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável;

c) em razão de sua conduta.

❖ Este dispositivo relaciona as hipóteses em que se considera que uma criança ou adolescente se
encontra na chamada “​situação de risco”​ , ou seja, em condição de maior vulnerabilidade, demandando uma
atenção especial por parte da “rede de proteção” e dos órgãos de defesa dos direitos infanto-juvenis.

10.1 MEDIDAS ESPECÍFICAS DE PROTEÇÃO

❖ As medidas de proteção, aplicadas às crianças até 12 (doze) anos, poderão ser aplicadas isolada
ou cumulativamente.

❖ São medidas de caráter ​pedagógico.​

❖ Na aplicação da medida leva-se em conta as necessidades da criança, dando-se preferência


àquelas que fortalecem os vínculos familiares e comunitários.

Rol, ​não taxativo​, de medidas protetivas elencadas no art. 101, do ECA:

❖ Encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de responsabilidade;

❖ Orientação, apoio e acompanhamento temporários;

❖ Matrícula e frequência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental;

prestação de serviços à comunidade; IV - liberdade assistida; V - inserção em regime de


semi-liberdade; VI - internação em estabelecimento educacional; VII - qualquer uma das previstas
no art. 101, I a VI.”

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❖ Inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à família, à criança e ao adolescente;

❖ Requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, em regime hospitalar ou ambulatorial;

❖ Inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e


toxicômanos;
❖ Acolhimento institucional;
❖ Inclusão em programa de acolhimento familiar;
❖ Colocação em família substituta.

Princípios que regem a aplicação de Medidas de Proteção: ​(ECA, art. 100, parágrafo único).

❖ Condição da criança como ​sujeito de direito​;

❖ Proteção integral e prioritária;

❖ Responsabilidade primária e solidária do Poder Público;

❖ Interesse superior da criança e do adolescente;

❖ Privacidade;

❖ Intervenção precoce;

❖ Intervenção mínima;

❖ Proporcionalidade e atualidade;

❖ Responsabilidade parental;

❖ Prevalência da família;

❖ Obrigatoriedade da informação;

❖ Oitiva obrigatória e participação.

11. PRÁTICA DE ATO INFRACIONAL

O art. 103, do ECA enuncia: ​Considera-se ato infracional ​a conduta descrita como crime ou contravenção
penal.

❖ Toda conduta que a Lei Penal tipifica como crime ou contravenção, se praticada por criança ou
adolescente é denominada tecnicamente de ​ato infracional​.

❖ Menor de 18 (dezoito) anos não é preso, ​é apreendido.​

❖ Menor de 18 (dezoito) anos não cumpre pena, ​cumpre medida sócio-educativa.​

❖ Cada vez que um menor comete qualquer um dos delitos do Código Penal, recebe tratamento
diferenciado, mas ​isso não significa que não seja punido.​

❖ Adolescentes com mais de 12 (doze) anos podem perder a liberdade​, no entanto, ​não podem ficar
privados de sua liberdade por mais de 3 (três) anos.

O tratamento diferenciado dado à criança e ao adolescente:

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❖ A criança (até 12 anos), ao praticar um ato infracional, ​recebe medida de proteção​. Nesse caso, ela
deve ser encaminhada ao Conselho Tutelar que não irá instaurar procedimento para apuração de ato
infracional, mas sim apenas aferir a presença da situação de risco.

❖ O adolescente​ ao praticar um ato infracional, ​deve cumprir medida sócio-educativa​.

❖ O adolescente só pode ser apreendido em caso de flagrante delito ou com ordem escrita do juiz.
Nesses casos, deverá ser encaminhado imediatamente à autoridade judicial.

12. DIREITOS INDIVIDUAIS DO ADOLESCENTE INFRATOR

❖ Privação da liberdade somente em caso de flagrante de ato infracional ou por ordem judicial (ECA,
art. 106;)

❖ Tem o direito à identificação da autoridade responsável por sua apreensão, devendo ser informado
de seus direitos (ECA, art. 106, parágrafo único);

❖ Em caso de apreensão, o juiz, a família do adolescente, ou outra pessoa por ele indicada, deve ser
comunicada (ECA, art. 107);

❖ O prazo máximo de internação do adolescente, antes da sentença, é de 45 (quarenta e cinco) dias


(ECA, art. 108);

❖ Quando o adolescente estiver portando documento de identidade, não será identificado


compulsoriamente, exceto se houver dúvida quanto à identidade (ECA, art. 109);

❖ Proibição de ser transportado em locais fechados da viatura policial;

❖ Uso de algema, só em último caso (Súmula 11, do STF).

13. INTERNAÇÃO PROVISÓRIA OU NO CURSO DO PROCESSO

A respeito da ​internação provisória,​ o Estatuto da Criança e do Adolescente, preconiza:

Art. 108.​ A internação, antes da sentença, pode ser determinada pelo prazo máximo de quarenta e cinco
dias.

Parágrafo único​. A decisão deverá ser fundamentada e basear-se em indícios suficientes de autoria e
materialidade, demonstrada a necessidade imperiosa da medida.

❖ Este dispositivo é semelhante à ação preventiva, prevista no Código de Processo Penal.

❖ O prazo máximo de internação antes da sentença é de 45 (quarenta e cinco dias).

❖ Nenhuma medida de proteção ou sócio-educativa poderá ser aplicada arbitrariamente, devendo ser
fundamentadas por escrito.

❖ Não basta que hajam indícios de infração cometida pelo menor, é necessário que sejam suficientes
para basear as decisões judiciais.

❖ Na internação provisória, o adolescente pode ficar em estabelecimento para adultos no prazo


máximo de 5 (cinco) dias (ECA, art. 182, § 2º).

14. GARANTIAS PROCESSUAIS DO ADOLESCENTE

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As garantias processuais do adolescente são regulados pelos artigos 110 e 111 do ECA, nos seguintes
termos:

​Art. 110.​ Nenhum adolescente será privado de sua liberdade sem o devido processo legal.

❖ Este artigo tem sua base na CF/88, notadamente, no art. 5º, inciso LIV, nestes termos: “​LIV –
ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”.

❖ (Súmula 342, STJ) O Juiz não pode dispensar as provas em razão da confissão do adolescente.
Art. 111.​ São asseguradas ao adolescente, entre outras, as seguintes garantias:

I. Pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional, mediante citação ou meio equivalente;

II. Igualdade na relação processual, podendo confrontar-se com vítimas e testemunhas e produzir
todas as provas necessárias à sua defesa;

III. Defesa técnica por advogado;

IV. Assistência judiciária gratuita e integral aos necessitados, na forma da lei;

V. Direito de ser ouvido pessoalmente pela autoridade competente;

VI. Direito de solicitar a presença de seus pais ou responsável em qualquer fase do procedimento.​

Ao adolescente em conflito é assegurado, por lei, o ​devido processo legal e tudo o que vem com esta
​ a ​ampla defesa.​ Isso envolve:
garantia, tal como, ​contraditório e

❖ Citação;

❖ Produção de provas para sua defesa;

❖ Advogado ou fazer uso da defensoria pública, caso não possa arcar com os honorários
advocatícios;

❖ Direito de ser ouvido pelo Juiz ou pelo Ministério Público;

❖ Assistência e apoio de seus pais ou responsáveis em qualquer fase do processo.

15. MEDIDAS SÓCIO-EDUCATIVAS

Desde que verificada a prática de ato infracional, a autoridade competente poderá aplicar ao adolescente as
seguintes medidas sócio-educativas:

I. Advertência;

II. Obrigação de reparar o dano;

III. Prestação de serviços à comunidade;

IV. Liberdade assistida;

V. Inserção em regime de semi-liberdade;

VI. Internação em estabelecimento educacional;

VII. Qualquer uma das medidas de proteção previstas no art. 101, I a VI.

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Lembrando que:

❖ O adolescente que praticar ​ato infracional poderá ser ​representando pelo Ministério Público, e ​não
denunciado​;

❖ Pode sofrer ​medida sócio-educativa​ e ​não ação penal​;

❖ Ao final poderá sofre uma ​medida sócio-educativa​ e ​não pena ou sanção penal.​

I – Advertência ​(ECA, art. 115): É uma repreensão dada e assinada pelo juiz. É uma admoestação verbal,
reduzida a termo e assinada pelo juiz.

II – Obrigação de reparar o dano ​(ECA, art. 116): Se a infração envolveu prejuízos materiais, o juiz pode
determinar que o menor ou seu responsável restitua a coisa furtada, roubada ou destruída.

III – Prestação de serviços à comunidade ​(ECA, art. 117): O juiz determina que o menor infrator execute
tarefas gratuitas de interesse geral, por no máximo, 6 (seis) meses, junto a entidades assistenciais,
hospitais, escolas, programas comunitários ou governamentais. Estas medidas devem ser cumpridas em
jornada de 8 (oito) horas semanais aos sábados, domingos, feriados, ou outro dia que não prejudique a
frequência do menor à escola ou ao trabalho.

IV- Liberdade assistida ​(ECA, art. 118 e 119): ​A medida só pode ser fixada por prazo mínimo de 6 (seis)
meses, podendo ser prorrogada ou substituída por outra medida. O juiz designa um orientador para
acompanhar o adolescente e sua família por meio de programas de auxílio e assistência; supervisionar a
frequência e o aproveitamento escolar do adolescente e matriculá-lo, se for necessário; apresentar ao juiz
relatórios sobre o adolescente.

V – Inserção em semiliberdade (ECA, art. 120): Pode ser aplicada como uma medida inicial, como forma
de evitar-se o confinamento total em uma instituição, ou como modo de progressão de regime para aqueles
que já se encontram privados de liberdade.

VI – Internação (ECA, 121 a 125): Esta medida priva o adolescente de liberdade e só deve ser aplicada
pelo juiz quando a infração for muito grave.

❖ A medida se sujeita aos princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de


pessoa em desenvolvimento.

❖ O período máximo de internação não pode exceder a 3 (três) anos. Atingido este limite o
adolescente deve ser liberado, colocado em regime de semiliberdade ou de liberdade assistida.

❖ A liberação será compulsória aos 21 (vinte e um) anos de idade.

❖ A desinternação será precedida de autorização judicial, ouvido o Ministério Público.

❖ Modalidades de Internação​​:

a) Provisória – Antes da sentença. Prazo: 45 (quarenta e cinco) dias.

b) Definitiva – A partir da sentença. Prazo: 3 (três) anos.

❖ Aplicação de Medida de Internação ​(ECA, art. 122):

A medida de internação somente poderá ser aplicada quando:

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I. Tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a pessoa;


II. Por reiteração no cometimento de outras infrações graves;
III. Por descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta.
Na hipótese do inciso III acima, o prazo de internação não poderá exceder a 3 (três) meses, devendo ser
decretada judicialmente após o devido processo legal.
VII – Medidas de proteção ​(ECA, art. 101, incisos I a VI):
I. Encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de responsabilidade;
II. Orientação, apoio e acompanhamento temporários;
III. Matrícula e frequência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental;
IV. Inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à família, à criança e ao adolescente;
V. Requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, em regime hospitalar ou ambulatorial;
VI. Inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e
toxicômanos.

❖ Somente o juiz pode aplicar medida sócio-educativa (Súmula 108 do STJ).

❖ Aplica-se prescrição à medida sócio-educativa (Súmula 338, STJ).

❖ No procedimento para aplicação de medida sócio-educativa, é nula a desistência de outras provas


em face da confissão do adolescente (Súmula 342, STJ).

16. REMISSÃO

“Remissão é o perdão que poderá ser concedido pelo Ministério Público, antes de iniciado o procedimento
judicial para apuração do ato infracional”.

É um acordo, em que o Ministério Público, mediante a concordância do adolescente e de seus


representantes legais, concede, abrindo mão da faculdade de promover a ação sócio-educativa, ou seja,
ingressar com a petição de representação.

Aplica-se ao ato infracional o princípio da insignificância (​ STF)

O instituto da ​Remissão​ aplicável à criança e adolescente é disciplinado pelos arts. 126 a 128 do ECA.

❖ A remissão é faculdade do Promotor da Infância e Juventude.

❖ É concedida pelo Ministério Público ou pelo Juiz.

❖ Concessão pelo Ministério Público​: deve ser antes do processo e não pode cumular com medida
sócio-educativa.

❖ Concessão pelo Juiz:​ pode ser concedida durante o processo, antes da sentença; dá motivo à
suspensão ou extinção do processo; pode ser cumulada com medida sócio-educativa, exceto a internação e
a semiliberdade.

❖ A medida aplicada por força da remissão pode ser revista judicialmente e a qualquer tempo, desde
que por pedido expresso do adolescente ou de seu representante legal, ou do Ministério Público.

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17. PROCEDIMENTO PARA APURAÇÃO DO ATO INFRACIONAL

Aos procedimentos para apuração do ato infracional regulados na Lei 8.069/90, ​aplicam-se
subsidiariamente as normas gerais previstas no Código de Processo Penal,​ ​desde que compatíveis com as
normas e princípios do ECA.

Procedimento estatuído no ECA para apuração de ato infracional atribuído ao adolescente​​:

Art. 171.​ O a​ dolescente apreendido por força de ordem judicial será, desde logo, encaminhado à
autoridade judiciária. ​(grifamos)

❖ A ​apreensão de adolescente, por força de ordem judicial,​ ocorrerá em razão:

a) da expedição de ​mandado de busca e apreensão ​(como na hipótese do art. 184, §3º, do ECA), ou

b) ​em virtude a imposição de medida privativa de liberdade,​ ​em caráter provisório ou por sentença – (vide
art. 185, do ECA), ou

c) ​mandado de condução coercitiva ​(como na hipótese do art. 187, do ECA).

❖ Este procedimento é destinado apenas à ​apuração de ato infracional praticado pelo adolescente,​
tendo por base a data do fato,​ conforme estabelece o art. 104, parágrafo único, do ECA.

❖ A criança acusada da prática de ato infracional não deverá ser submetida ao procedimento
estatuído no art. 171 acima, pois está sujeita apenas à aplicação de medidas de proteção pelo ​Conselho
Tutelar.

❖ No procedimento para apuração do ato infracional do adolescente, ​não ​há espaço​, por exemplo,
para intervenção da figura do ​assistente de acusação ​que, se admitido, apenas iria tumultuar o
procedimento e impedir sua rápida solução.

Art. 172.​ O a
​ dolescente apreendido em flagrante de ato infracional será, desde logo, encaminhado à
autoridade policial competente.​(grifamos)

❖ Na apreensão em flagrante o adolescente é encaminhado à polícia. Se qualquer dos pais ou


23
responsável comparecer à delegacia , o menor poderá ser liberado mediante ​assinatura de termo de
compromisso e responsabilidade​ de sua ​apresentação ao Ministério Público​.

❖ A liberação do adolescente aos pais ou responsável, deverá ser efetuada ​diretamente pela
autoridade policial, ​independentemente da intervenção de outro órgão ou autoridade, como o Conselho
Tutelar e/ou do recolhimento de fiança. (Vide arts. 176, 176, 177, 179 e 180, do ECA).

23
A comunicação da apreensão do adolescente a seus pais ou responsável deve ser efetuada
incontinenti,​ ou seja, no exato momento do ingresso do adolescente na repartição policial,
devendo ser aqueles ​convocados a ​ comparecer perante a autoridade policial, seja para o fim de
acompanharem a formalização da apreensão do adolescente, seja para recebê-lo ​diretamente da
autoridade policial, prestando o compromisso de apresentá-lo posteriormente ao Ministério
Público. A​ omissão dos pais ou responsável em comparecer à delegacia de política pode
caracterizar a infração administrativa prevista no art. 149, do ECA.

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❖ A apresentação do menor ao MP deve ser no mesmo dia em que for liberado, ou se não for
possível, no primeiro dia útil subsequente.

❖ Se constatada gravidade do ato infracional com repercussão social, o adolescente deverá


permanecer sob internação para garantir a sua segurança pessoal ou para manutenção da ordem pública.

❖ No caso de ​não liberação​, a autoridade policial encaminhará, desde logo, o adolescente ao


Promotor de Justiça, juntamente com cópia do auto de apreensão ou boletim de ocorrência.

❖ Não sendo possível a apresentação imediata do adolescente ao MP,​ a autoridade policial o


encaminhará à ​entidade de atendimento,​ que fará a ​apresentação ao MP, no prazo de vinte e quatro horas.

❖ Adolescente a quem se atribua autoria de ato infracional não poderá ser conduzido ou transportado
em compartimento fechado de veículo policial (ECA, art. 178).

❖ Toda ação socioeducativa é pública incondicionada (ECA, art. 227)​, s​ endo o MP seu titular
exclusivo. Portanto, ante a notícia do envolvimento de adolescentes em qualquer prática infracional, a
autoridade policial tem o dever legal de efetuar a competente investigação e apresentar suas conclusões ao
representante do MP, independentemente de qualquer iniciativa da vítima e/ou de seu representante.

Art. 179​​. Apresentado o adolescente, o representante do Ministério Público, no mesmo dia e à vista do auto
de apreensão, boletim de ocorrência ou relatório policial, devidamente autuados pelo cartório judicial e com
informação sobre os antecedentes do adolescente, procederá imediata e informalmente à sua oitiva e, em
sendo possível, de seus pais ou responsável, vítima e testemunhas.

❖ Adotadas as providências a que alude o artigo 179, o representante do Ministério Público poderá:

I - promover o arquivamento dos autos;

II - conceder a remissão;

III - representar à autoridade judiciária para aplicação de medida sócio-educativa.

❖ Se arquivados ou autos ou concedida a remissão, os autos serão conclusos à autoridade judiciária


para homologação (ECA, art. 180). Homologando, o juiz determinará o cumprimento da medida (ECA, art.
180, § 1º).

❖ Se o juiz discordar da medida proposta pelo Promotor, remeterá os autos ao Procurador-Geral de


Justiça. Este pode ratificar o arquivamento ou a remissão, ou oferecerá ​representação,​ designando outro
Promotor para apresentá-la (ECA, art. 180, § 2º).

❖ Se o representante do MP não promover o arquivamento ou conceder a remissão, oferecerá


representação ao juiz, propondo a instauração de procedimento para aplicação da medida sócio-educativa
que se afigurar a mais adequada (ECA, art. 182).

18. ACESSO À JUSTIÇA

❖ É garantido à toda criança e ao adolescente o acesso à Defensoria Pública, ao Ministério Público e


ao Juiz da Vara da Infância e Juventude (ECA, art. 141, ​caput​).

❖ As ações de competência da Vara da Infância e Juventude ​são isentas de custas e emolumentos.​


(ECA, art. 141, § 2º).

CUIDADO​: Os honorários de advogados contratados, não são isentos de pagamento!

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APOSTILA 
 

Matéria:​​ Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA


Publicação: ​3ª Edição

❖ Os menores de 16 anos são representados e os maiores de dezesseis e menores de vinte e um


anos assistidos por seus pais, tutores ou curadores (ECA, art. 142).

❖ Sempre que os interesses da criança e do adolescente colidirem com os de seus pais ou


responsável, ou quando não possuir representação ou assistência legal, a autoridade judiciária concederá
curador especial (ECA, art. 142, parágrafo único).

SUGESTÃO

Caso você deseje aprofundar e testar seus conhecimentos referentes a esta matéria, sugerimos que crie e
responda uma prova simulada com todas as questões sobre este assunto disponíveis no banco de dados do
site.

Após responder a prova simulada e conhecer o gabarito de resposta, releia esta apostila, focando os
aspectos referentes às questões que você errou. Desta forma, em pouco tempo, você terá um domínio
considerável sobre o assunto.

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