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Errata

Mamede – Instalações Elétricas Industriais

8ª Edição/2010 – 2ª Impressão

As correções da 1ª impressão – 8ª edição estão destacadas nas páginas abaixo.


Dimensionamento de Condutores Elétricos 107

• Nos métodos A e B, o cabo é instalado com convecção distância a qualquer superfície adjacente no mínimo 0,5
livre, sendo a distância a qualquer superfície adjacente vez o diâmetro externo do cabo para cabo unipolar, ou
no mínimo 0,5 vez o diâmetro externo do cabo para cabo no mínimo 0,3 vez o diâmetro externo do cabo para cabo
unipolar, ou no mínimo 0,3 vez o diâmetro externo do cabo tripolar.
para cabo tripolar. • No método E, o cabo é instalado num eletroduto não
• Nos métodos C e D, o cabo é instalado em canaleta fechada condutor e a distância a qualquer superfície adjacente
com 50 cm de largura e 50 cm de profundidade, sendo a deve ser no mínimo 0,3 vez o diâmetro externo do eletro-

TABELA 3.29
Capacidade de condução de corrente, em ampères, para os métodos de referência A, B, C, D, E, F, G, H e I.
Cabos unipolares e multipolares: condutor de cobre, isolação EPR; dois e três condutores carregados; temperatura no condutor:
105°C; temperatura ambiente: 30°C e 20°C para instalações subterrâneas
Métodos de Instalação para Linhas Elétricas
Tensão
Seção (mm2) A B C D E F G H I
10 97 116 88 102 75 60 68 70 84
16 127 152 115 133 97 76 88 90 107
25 167 201 150 173 126 98 112 115 136
35 204 245 182 209 153 117 134 137 162
50 246 297 218 250 183 138 158 162 190
70 307 370 269 308 225 168 192 197 229
95 376 453 327 372 273 200 229 235 270
120 435 523 375 425 313 227 260 266 303
Tensão nominal menor
150 496 596 424 479 354 254 291 298 336
ou igual a 8,7/15 kV
185 568 683 482 543 403 286 328 335 375
240 672 802 564 630 472 330 379 387 427
300 767 918 639 712 535 369 426 434 473
400 890 1.070 731 814 613 416 483 490 529
500 1.015 1.229 825 920 693 465 543 548 588
630 1.151 1.408 924 1.035 777 515 609 609 650
800 1.289 1.580 1.022 1.146 863 565 676 671 712
1.000 1.421 1.762 1.112 1.253 940 608 738 725 769
16 131 151 118 132 102 78 90 91 106
25 171 199 153 171 131 100 114 116 135
35 207 240 184 206 156 118 136 138 161
50 250 286 20 244 187 139 160 163 189
70 311 357 272 301 230 169 195 198 228
95 379 436 329 362 278 202 232 236 269
120 438 503 377 414 319 229 263 267 303
Tensão nominal maior 150 498 572 426 467 360 256 294 299 336
que 8,7/15 kV 185 571 660 484 532 409 288 331 337 375
240 672 779 565 619 479 332 383 389 427
300 768 891 641 699 542 372 430 436 475
400 891 1.037 734 800 621 420 488 493 531
500 1.018 1.192 829 905 703 469 549 553 590
630 1.155 1.367 930 1.020 790 521 616 616 653
800 1.297 1.518 1.033 1.124 882 574 686 682 718
1.000 1.430 1.694 1.125 1.231 961 619 748 739 775

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Dimensionamento de Condutores Elétricos 113

TABELA 3.36
Fatores de correção para cabos unipolares e cabos tripolares em banco de dutos a serem aplicados às capacidades de
condução de corrente dos métodos de referência H e I

TABELA 3.37
Fatores de correção para cabos contidos em eletrodutos enterrados no solo ou
diretamente enterrados com resistividades térmicas diferentes de 2,5 K ? m/W
a serem aplicados às capacidades de condução de corrente do método de
referência F, G, H e I
Resistividade Térmica (K ? m/W) 1 1,5 2 3
Fator de correção, métodos F e G 1,25 1,15 1,07 0,94
Fator de correção, métodos H e I 1,46 1,24 1,10 0,92

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Curto-circuito nas Instalações Elétricas 191

Ru  Lc1 0,00781


, 07811515 0,1076  130
Rc1  R RcR1c1 0,00002928
, 0002928 X c2    0, 01399 
1.000  N c1 4 41.1000
.000  1.000
• Reatância Z uc 2  Ruc 2  jX uc 2  0,16814  j 0, 09688 pu
Pb 1.000
X uc1  X c1   0, 0004005  R h) Impedância total do circuito desde a fonte até o CCM3
1.000  Vb2 1.000  0, 382 
R Xuc1  0,00277 pu Z utot  Rutot  jX utot  0,18163  j 0,16407 pu
Rutot  0  0,011  0,00202  0,00047  0,16814 R Rutot 
XuV  0,1068 m /m (valor da Tabela 3.29)
 0,18163 pu
X u  Lc1 00,1068
,106815
15
X c1   RXXc1c1 00, ,0004005
0004005 Xutot  0,00837  0,05389  0,00277  0,00216  0,09688 R
1.000  N c1 4411.000
.000
R Xutot  0,16407 pu

Z uc1  Ruc1  jX uc1  0, 00202  j 0, 00277 pu
i) Corrente de curto-circuito simétrica trifásica, valor eficaz
f) Impedância do barramento do QGF  Ib 1.519
I cs    R
Lb  5 m 1.000  Z utot 1.000  (0,18163  j 0,116407)
R Ics  6,19 kA
Nb1  2 barras/fase de 80  10
• Resistência j) Corrente de curto-circuito assimétrica trifásica, valor eficaz

Pb 1.000 Ica  Fa  Ics  1,03  6,19  6,37 kA


Rub1  Rb1   0, 00007  R
1.000  Vb2 1.000  0,3382 X utot 0,16407
  0, 903
R Rub1  0,00047 pu Rutot 0,18163

RbV  0,0273 m/m (valor da Tabela 3.38) Fa  1,03 (valor interpolado na Tabela 5.1)
0, 0273  5 k) Impulso da corrente de curto-circuito
Rb1Ω   0, 00007
2  1.000
I cim  2  I ca  2  6, 37  9, 0 kA
• Reatância
l) Corrente de curto-circuito bifásico, valor eficaz
Pb 1.000
X ub1  X b1   0, 000382  R
1.000  Vb2 1.000  0, 382 3 3
I cb   I cs   6,19  5, 36 kA
R Xub1  0,0026 pu 2 2
m) Corrente de curto-circuito fase-terra máxima, valor eficaz
Rb  0,1530 m/m (valor da Tabela 3.38)
• Cálculo da impedância de sequência zero do circuito que liga
0,1530  5 o transformador ao QGF
X b1   0, 000382
2  1.000 Pb 1.000
 Ru 0 c1  Rc 0   0, 00704  R
Z ub1  Rub1  jX ub1  0, 00047  j 0, 0026 ( pu) 1.000  Vb2
1.000  0, 382
R Ru0c1  0,04875 pu
g) Impedância do circuito que liga o QGF ao CCM3
Lc2  130 m R0  1,8781 m/m (valor da Tabela 3.22)

Nc2  1 condutor/fase 1, 8781  15


Rc 0   0, 00704 
4  1.000
Sc  120 mm2
Pb 1.000
• Resistência X u 0 c1  X c 0   0, 00902  R
1.000  Vb2 1.000  0, 382
Pb 1.000 R Xu0c1  0,06246 pu
Ruc 2  Rc 2    0, 02428  R
1.000  Vb2 1.000  0,3382
R Ruc2  0,16814 pu X0  2,4067 m/m (valor da Tabela 3.22)
Ru  0,1868 m/m (valor da Tabela 3.22) 2, 4067  15
X c 0   0, 00902 
0,1868  130 4  1.000
Rc2    0, 02428  
1.000 Z u 0 c1  Ru 0 c1  jX u 0 c1  0, 04875  j 0, 06246 pu
• Reatância
• Cálculo da impedância de sequência zero do circuito que liga
Pb 1.000 o QGF ao CCM
X uc 2  X c 2    0, 01399  R
1.000  Vb2 1.000  0,3382
Pb 1.000
Ru 0 c 2  Rc 0   0, 25828 
R Xuc2  0,09688 pu 1.000  Vb2 1.000  0, 382
Xu  0,1076 m/m (valor da Tabela 3.22) R Ru0c2  1,78864 pu

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192 Capítulo Cinco

R0 1,9868 m/m (valor da Tabela 3.22)  3  1.519


I cftma  R Icftma  1,30 kA
1, 9868 130 1.000  (2, 21165  j 2, 70541)
Rc 0 = = 0, 25828
1.000 n) Corrente de curto-circuito fase-terra mínima, valor eficaz
Pb 1.000  3  Ib
X u 0 c 2  X c 0   0, 32635  R I cftmi 
1.000  Vb2 1.000  0, 382   in

R Xu0c2  2,26004 pu
2  Z utot  Z a 0 t ∑i1
Z u 0 c  3  (R
Ruct  Rumt  Ruat )

X0 2,5104 m/m (valor da Tabela 3.22)  3  1.519


I cftmi  R Icftmi  13 A
2, 21167  j 2, 70585  3  (92, 3  23)
2, 5104  130
X c 0   0, 32635 
1.000 40 1.000
 Ruct    92, 3 pu
Z u 0 c 2  Ru 0 c 2  jX u 0 c 2  1, 78864  j 2, 26004 pu 3 1.000  0, 382
 3  Ib 3  Ib 40 Ω
I cftma    Rct 
  in
 Zt 3
2  Z utot  Z a 0 t  ∑
i1
Zu 0 c
10 1.000
Rumt    23, 0 pu
in
 3 1.000  0, 382
∑Z u0c  (0, 04875  j 0, 06246)  (1, 78864  j 2, 26004)
10
i1 Rmt  
3
in

∑Z
i1
u0c  1, 83739  j 2, 32250 pu Nota: É muito difícil precisar o valor da corrente de curto-circuito
 fase-terra mínima em virtude da longa faixa de variação que a resistência
Z t  2  (0,18163  j 0,16451)  (0, 011  j 0, 05389)  (11, 83739de
 contato
j 2, 32250pode
) assumir nos casos práticos. Logo, em geral, pode-se
j 0,16451)  (0, 011  j 0, 05389)  (11, 83739  j 2, 32250) considerar somente a parcela da resistência da malha de terra, cujo valor
 pode ser obtido, com a necessária precisão, através dos processos de
Z t  2, 21167  j 2, 70585 pu cálculo admitidos no Capítulo 11.

Exemplo de Aplicação (5.4)


Determinar as correntes de curto-circuito nos pontos A e B de uma Nc1 5 2 condutores/fase
instalação industrial mostrada no diagrama unifilar da Figura 5.18 suprida
Sc 5 240 mm2
por uma unidade de geração de 2.500 kVA, alimentando um transformador
elevador de 2.500 kVA — 2.400/13.800 V. As perdas do transformador • Resistência
elevador no ensaio de curto-circuito valem 28.000 W. O cabo que liga o
Pbg 2.500
transformador elevador ao cubículo de média tensão é de 35 mm2, com Ruc1  Rc1   0,000958   0,00041 pu
capacidade de corrente nominal de 151 A na condição de instalação em 1.000  V 2
1.000  2,4 2
bg

canaleta fechada, e cuja impedância Pbg 2.500


Ruc1 ôhmica
Rc1 vale 0,6777 21 j0,1128/km.
0,000958   0,00041 pu
A unidade de geração dista 80 m do quadro de 1.000
média Vtensão.
bg 1.000  2,4 2
a) Impedância do gerador Ru 5 0,0958 m/m (Tabela 3.22)

• Valores em pu tomados na base do gerador Ru  Lc1 0, 0958  20


Rc1  R Rc1   0, 000958
1.000  N c1 2  1.000
– Tensão de base: Vbg 5 2,4 kV
– Potência de base: Pbg 5 2.500 kVA • Reatância
• Resistência
Pbg 2.500
Rug 5 0 Xuc1  X c1   0, 00107   0, 00046 pu
1.000  Vbg2 1.000  2, 4 2
Pbg
• Reatância 2.500
Xuc1  X c1   0, 00107   0, 00046 pu
Pbg 1.000  Vbg
2
1.000  2, 4 2
2.500
Xug  X pu   0,15   0,15 pu XuV 5 0,1070 mV/m (Tabela 3.22)
Png 2.500

X u   Lc1 0,1070  20
Z ug  Rug  jXug  j 0,15 pu X c1   R Xc1  2  1.000  0, 00107
1.000  N c1
b) Impedância do circuito que liga o gerador ao transformador
elevador 
Z uc1  Ruc1  jXuc1  0, 00041  j 0, 00046 pu
• Valores em pu tomados na base do gerador
c) Impedância do transformador elevador
– Tensão de base: Vbg 5 2,4 kV
– Potência de base: Pbg 5 2.500 kVA • Valores em pu tomados na base do transformador elevador
Lc1 5 20 m – Tensão de base: Vbte 5 Vnt 5 13,80 kV

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194 Capítulo Cinco

Por tratar-se de um circuito muito pequeno, sua impedância será • Impedância do gerador
desprezada.
Rugb 5 0
f) Impedância do transformador abaixador
• Valores em pu tomados na base do transformador abaixador Pb 1.500
X ugb  X ug   0,15   0, 0900 pu
Pbg 2.500
– Tensão de base: Vbta  Vnt  13,80 kV
– Potência de base: Pbta  Pnt  1.500 kVA 
Z ugb  Rugb  jX ugb  0,0  j 0,0900 pu
• Resistência
• Impedância do circuito que liga o gerador ao transformador
Pcu 16.000 elevador
Ruta    1, 06%  0, 0106 pu
10  Pnt 10  1.500
Pb 1.500
Ruc1b  Ruc1   0, 00041   0, 000250 pu
• Reatância Pbg 2.500

Xuta  Z uta
2
 Ruta
2
 0, 0752  0, 01062  0,074 pu Pb 1.500
X uc1b  X uc1   0, 00046   0, 000280 pu
Pbg 2.500
Zuta  0,0106 1 j0,074pu

Z uc1b  Ruc1b  jX uc1b  0, 000250  j 0, 000280 pu
g) Impedância do circuito que liga o transformador abaixador

ao CCM
• Impedância do transformador elevador
• Valores em pu tomados na base do transformador abaixador
– Potência de base: Pbta  Pnt  1.500 kVA Pb 1.500
Ruteb  Rute   0, 0112   0, 0067 pu
Pbg 2.500
Lc3  120 m
Nc3  6 condutores/fase Pb 1.500
X uteb  X ute   0, 074   0, 0444 pu
Sc  400 mm2 Pbg 2.500

• Resistência 
Z uteb  Ruteb  jXuteb  0, 0067  j 0, 0444 pu
Pbta 1.500
Ruc 3  Rc 3    0, 0012   0, 0125 pu
1.000  Vbta
2
1.000  0, 382
• Impedância do circuito que liga o transformador elevador ao
bta 1.500
 0, 0012  2  0, 0125 pu Cubículo de Média Tensão
 Vbta
2
1.000  13, 80
Ru  0,0608 m/m (Tabela 3.22)
Pb 1.500
Ru  Lc 3 0, 0608  120 Ruc 2 b  Ruc 2   0, 00071   0, 00042 pu
Rc 3   R Rc3    0, 0012  Pbte 2.500
1.000  N c 3 6  1.000
Pb 1.500
• Reatância X uc 2 b  X ute   0, 00011   0, 000066 pu
Pbte 2.500
Pbta 1.500
X uc 3  X c 3    0, 0021   0, 0218 pu
1.000  Vbta
2
1.000  0, 382 
Z uc 2 b  Rc 2 eb  jX uc 2 b  0, 00042  j 0, 000066 pu
Pbta 1.500
 0, 0021  2  0, 0218 pu
0  Vbta
2
1.000 
0, 38
Xu 5 0,1058 m/m (Tabela 3.22) • Impedância do transformador elevador

X u   Lc 3 0,1058  120
Xc 3  R Xc3   0, 0021 Pb 1.500
1.000  N c 3 6  1.000 Rutab  Ruta   0, 0112   0, 0106 pu
Pbta 1.500

Z uc 3  Ruc 3  jX uc 3  0, 0125  j 0, 0218 pu
Pb 1.500
X utab  X uta   0, 074   0, 074 pu
h) Mudança de base Pbte 1.500
Como cada componente do sistema foi determinado numa base 
diferente, é necessário calcular todas as impedâncias numa única Z utab  Rutab  jX utab  0, 0112  j 0, 074 pu
base, escolhida aleatoriamente, neste caso, igual à base do transfor-
mador abaixador, ou seja: • Impedância do circuito que liga o transformador abaixador
• Valores em pu tomados na base em estudo ao CCM

– Tensão de base: Vb 5 13,80 kV Pb 1.500


Ruc 3 b  Ruc 3   0, 0125   0, 0125 pu
– Potência de base: Pb 5 1.500 kVA Pbta 1.500

005mame.indd 194 1/11/12 2:46:52 PM


Curto-circuito nas Instalações Elétricas 195

2
Pb V  1.500 A corrente de curto-circuito em A vale:
X uc 3 b  X uta    bta   0, 0218   0, 0218 pu
Pbta  Vb  1.500 IcsaA 5 Ib 3 Ics 5 62,7 3 7,4 5 470A

 k) Cálculo da corrente de curto-circuito no ponto B (terminais
Z uc 3 b  Ruc 3 b  jX uc 3 b  0, 0125  j 0, 0218 pu
de entrada do CCM)
i) Corrente de base
• Impedância total do circuito
Pb 1.500
Ib    62, 7A ZtotB 5 Zugb 1 Zuc1b 1 Zuteb 1 Zuc2b 1 Zutab 1 Zuc3b 5
3  Vb 3  13, 80
5(0,0 1 j0,0900) 1 (0,000250 1 j0,000280 1 (0,0067 1
j) Cálculo da corrente de curto-circuito no ponto A (terminais 1 j0,0444) 1 (0,00042 1 j0,000066) 1 (0,0112 1 j0,074) 1
primários do transformador abaixador) 1 (0,0125 1 j0,0218)

• Impedância total do circuito
Ztot 5 0,03107 1 j0,23055pu
ZtotA 5 Zugb 1 Zuc1b 1 Zuteb 1 Zuc2b 5 (0,0 1 j0,0900) 1
• Corrente de curto-circuito simétrica, valor eficaz
1 (0,000250 1 j0,000280) 1 (0,0067 1 j0,0444) 1
1 (0,00042 1 j0,000066) 1 1 1
I cs     4, 3 pu
Z tot 0, 03107  j 0, 23055 0, 23263
Ztot 5 0,00737 1 j0,13475pu
• Corrente de curto-circuito simétrica, valor eficaz A corrente de curto-circuito em B vale:
1 1 1 13.800
I cs     7, 4 pu I csaB  I b  I cs  62, 7  4, 3   9.791A
Z tot 0, 00737  j 0,13475 0,13495 380

5.6 CONTRIBUIÇÃO DOS MOTORES DE INDUÇÃO rotação que ainda mantém associada ao magnetismo remanes-
cente do núcleo de ferro e de curta duração, passam a contri-
NAS CORRENTES DE FALTA buir com a intensidade da corrente de curto-circuito no ponto
Como nas instalações geralmente há predominância de motores de defeito.
de indução no total da carga, pode ser relevante a contribuição Os motores de potência elevada, alimentados em tensão supe-
da corrente destas máquinas no cálculo das correntes de curto- rior a 600 V, influem significativamente no valor da corrente de
circuito do projeto. curto-circuito e, por isso, devem ser considerados individualmente
Durante uma falta, os motores de indução ficam submetidos como reatância no diagrama de impedância, cujo valor corres-
a uma tensão praticamente nula, provocando sua parada. Porém, ponde à reatância subtransitória da máquina. As Figuras 5.17 e
a inércia do rotor e da carga faz com que estes continuem em 5.18 mostram, esquematicamente, uma instalação de motores de
operação por algum instante, funcionando agora como gerador. grande potência e o respectivo bloco de impedância.
Uma vez que em operação normal os motores são alimentados No caso de instalações industriais, onde há sensível predomi-
pela fonte de tensão da instalação, no momento da falta, pela nância de pequenos motores, alimentados geralmente em tensões

Figura 5.19 Figura 5.20


Diagrama unifilar básico Impedâncias em paralelo

005mame.indd 195 1/11/12 2:46:54 PM


Proteção e Coordenação 353

Figura 10.17
Disjuntores 3WN6 – Siemens

Exemplo de Aplicação (10.5)


Determinar os ajustes do disjuntor destinado à proteção de um motor K  Ia  1,45  Inc
de 50 cv, 380 V/IV polos, em regime de funcionamento S1, alimentado K  1,35 (Tabela 10.3 para disjuntores do tipo G)
por um circuito em condutor unipolar de cobre, tipo da isolação PVC, 1,35  73  1,45  86
de seção igual a 25 mm2, instalado em eletroduto enterrado. O tempo 98,5  124,7 A (condição satisfeita)
de partida do motor é de 3 s. A corrente de curto-circuito no terminal
Com base nos limites estabelecidos nas três condições anteriores,
do circuito do motor é de 5,0 kA. A corrente de curto-circuito fase e
pode-se escolher o disjuntor apropriado da Tabela 10.6, ou seja, 3VF31-
terra vale 4 kA. Admite-se que a corrente de sobrecarga do condutor
100 A – Siemens, faixa de ajuste da unidade térmica 63–80 A, ajustado
ao longo de sua vida útil seja controlada e não superará 100 horas
em 73 A. O ajuste da unidade magnética é fixo em 15  In.
durante 12 meses consecutivos ou 500 horas ao longo da vida útil do
condutor. • Condição de partida do motor
De acordo com as condições estabelecidas nas Equações (10.10) a
(10.13), tem-se: É prudente verificar as condições de disparo do disjuntor durante o
processo de partida do motor.
• 1a condição
Ia  Ic  Ic  68,8 A
• 2a condição Tpm  3 s
Rcpm  6,4 (Tabela 6.3)
Inc  86 A (Tabela 3.6 – método de referência D3 da Tabela 3.4,
correspondente ao método de instalação 61A) Através da curva da Figura 10.16, obtém-se o tempo de atuação do
disjuntor Tad  5 s para a classe de disparo de 10 s.
Ia  Inc  Inc  86 A
Logo, Tad  Tpm (condição satisfeita)
Para atender às condições anteriores, o valor da corrente de ajuste
do disjuntor é • Condição de proteção da isolação do condutor durante os
processos de curto-circuito
68,8  Ia  86 A  Ia  73 A (valor assumido)
Através do gráfico da Figura 3.26, obtém-se, para uma corrente de
• 3a condição
curto-circuito Ics  5,0 kA, um tempo de suportabilidade da isolação
Considerando o disjuntor em conformidade com a NBR 5361, pode de PVC do condutor Tsc  16 ciclos  0,26 s, considerando-se a seção
ser dispensada esta condição. Se adotada, tem-se: do condutor Sc  25 mm2.

010mame.indd 353 1/11/12 2:49:32 PM


380 Capítulo Dez

Da Equação (10.8), tem-se:


Trb  12 s (tempo de rotor bloqueado)
Trb  Tar  Tpm (condição satisfeita)
Observar que o relé garante a proteção contra rotor bloqueado.
• O fusível não deve atuar durante a partida do motor
Através da Figura 10.21, tem-se:
Ipm  558,1 A  Inf  160 A  Taf  8 a 70 s  Taf  8 s
De acordo com a Equação (10.25), tem-se:
Taf  Tpm (condição satisfeita)
Observar que o fusível não garante a proteção contra rotor
bloqueado.
• O fusível deve proteger termicamente a isolação dos condutores
Através do gráfico da Figura 3.26, tem-se:
Icc  8 kA  Sc  25 mm2  Tsc  8 ciclos  0,13 s
Através do gráfico da Figura 10.21, tem-se:
Ics  8 kA  Inf  160 A  Taf  0,010 s
Da Equação (10.26), tem-se:
Taf  Tsc (condição satisfeita)
• O fusível deve proteger o contator
Através da Tabela 9.15, tem-se:
Pnm  60 cv  contator: 3TF – 49 – 22  Infc  160 A
De acordo com a Equação (10.27), tem-se:

Figura 10.60 Inf  Infc  Inf  Incf (condição satisfeita)


Diagrama unifilar industrial • O fusível deve proteger o relé térmico
Através da Tabela 10.2, tem-se:
K  0,3 (para Ipm  500 A) Pnm  60 cv  relé térmico: 3UA58-00-8W  Infr  160 A
Inf  6,7  83,3  0,3  Inf  167,4 A  Inf  160 A
De acordo com a Equação (10.28), tem-se:
(Tabela 10.8)
Inf  Infr (condição satisfeita)
a2) Proteção contra sobrecarga do relé R1
• O fusível deve proteger a chave seccionadora
• 1a condição:
Da Equação (10.6), tem-se: Da Equação (9.18), tem-se:

Ia  Ic  Ic  Inm  83,3 A Isec  1,15  Inm  1,15  83,3  95,7 A

• 2a condição: Isec  102 A/380 V – S32 – 160/3 (Tabela 9.14)

Da Equação (10.7), tem-se: Através da Tabela 9.14, tem-se:

Ia  Inc  Inc  86 A Isec  102 A  Infch  160 A


83,3 A  Ia  86 A Da Equação (10.29), tem-se:
- Ajuste adotado: Ia  83,3 A Inf  Infch (condição satisfeita)
- Relé adotado: 3UA58-00-8W (Tabela 10.2)
- Faixa de ajuste: 70–88 A b) Motor de 100 cv
a3) Verificação das condições de proteção b1) Proteção contra curto-circuito (fusível)
• O relé térmico não deve atuar durante a partida do motor • Corrente nominal do fusível F3
Ipm  6,7  83,3  558,1 A Inf  Ipm  K
Através da Equação (10.5) e da Figura 10.4, tem-se: Inm  135,4 A (Tabela 6.3)
Sc  70 mm2 (Tabela 3.6 – referência D, justificada pela Tabela
3.4 – método de instalação 61A)

010mame.indd 380 1/11/12 2:51:07 PM


Proteção e Coordenação 381

Inc  151 A (Tabela 3.4) De acordo com a Equação (10.27), tem-se:


Rcpm  6,7 (Tabela 6.3) Inf  Infc (condição não satisfeita)
Ipm  135,4  6,7  907,18 A • O fusível deve proteger o relé térmico
K  0,3 (para Ipm  500 A) Através da Tabela 10.2, tem-se:
Inf  6,7  135,4  0,3 Pnm  100 cv  relé térmico: 3UA61-00-3K  Infr  224 A
Inf  272,1 A  Inf  250 A (Tabela 10.8) De acordo com a Equação (10.28), tem-se:
Inf  Infr (condição satisfeita)
b2) Proteção contra sobrecarga
1a condição: • O fusível deve proteger a chave seccionadora
Da Equação (10.6), tem-se: Da Equação (9.18), tem-se:
Ia  Ic  Ic  Inm  135,4 A Isec  1,15  Inm  1,15  135,4  155,71 A
2 condição:
a
Isec  190 A/380 V – S32 – 400/3 (Tabela 9.14)
Da Equação (10.7), tem-se: Através da Tabela 9.14, tem-se:
Ia  Inc  Inc  151 A Isec  190 A/380 V  Infch  400 A
135,4 A  Ia  151 A Da Equação (10.29), tem-se:
- Ajuste adotado: Ia  135,4 A Inf  Infch (condição satisfeita)
- Relé adotado: 3UA61-00-3K (Tabela 10.2)
c) Proteção geral (F1)
- Faixa de ajuste: (120-150) A
De acordo com a Equação (10.23), tem-se:
b3) Verificação das condições de proteção
• O relé térmico não deve atuar durante a partida do motor
Ipm  6,7  135,4  907,18 A

Através da Figura (10.4), tem-se:
Inf  135,4  6,7  0,3  83,3  53,1  408,5 A  Inf  400 A
• O fusível não deve atuar para a corrente de partida do maior
motor
Trb  8,3 s (Tabela 6.3) Considerar ligados o motor de 60 cv e a carga de 35 kVA e acionar
Da Equação (10.8), tem-se: o motor de 100 cv. Logo, a corrente que circula no fusível F1
vale:
Trb  Tar  Tpm (condições satisfeitas)
• O fusível não deve atuar durante a partida do motor

Através da Figura 10.21, tem-se: Ic  83,3  53,1  907,18  1.043,58 A

Ipm  907,18 A  Inf  250 A  Taf  7 a 50 s  Taf  7 s Através da Figura 10.21, tem-se:

De acordo com a Equação (10.25), tem-se: Ic  1.043,58 A  Taf  (30 a 400) s  Taf  30 s

Taf  Tpm (condição satisfeita) De acordo com a Equação (10.25), tem-se:

• O fusível deve proteger a isolação dos condutores Taf  Tpm (condição satisfeita)

Através do gráfico da Figura 3.26, tem-se: • O fusível deve proteger a chave seccionadora

Ics  6 kA  Sc  70 mm2  Tsc  100 ciclos  1,6 s Da Equação (9.18), tem-se:

Através do gráfico da Figura 10.21, tem-se: Isec  1,15  Inm

Icc  6 kA  Inf  250 A  Taf  0,01 s Será tomada a corrente nominal do transformador, que é de 225
kVA (veja o item g)
Da Equação (10.26), tem-se:
Taf  Tsc (condição satisfeita)

• O fusível deve proteger o contator Isec  1,15  341,8  393,0 A
Através da Tabela 9.15, tem-se: Isec  447 A/380 – S32 – 1.000/3 (Tabela 9.14)  Infch 
1.000 A
Pnm  100 cv  contator: 3TF 51  Infc  224 A
Da Equação (10.29), tem-se:
Deve-se reduzir a corrente nominal do fusível de Inf  250 A para
Inf  224 A, satisfazendo a condição do item b1. Inf  Infch (condição não satisfeita)

010mame.indd 381 1/11/12 2:51:10 PM


382 Capítulo Dez

d) Proteção com o disjuntor D2 Como a corrente do fusível F4 é superior à do fusível F3, não há
necessidade de verificar as condições de partida do motor.
• 1 condição:
a

g) Proteção primária (relé R1)


Ia  Ic  Ic  53,1 A
Deve-se ressaltar que a NBR 14039 veda o uso do relé fluidodi-
• 2a condição:
nâmico na proteção de fronteira com a concessionária.
Ia  Inc  Sc  16 mm2 (Tabela 3.6 – referência D, justificada
pela Tabela 3.4 – método de instalação 61A) A potência nominal do transformador vale:

Inc  67 A (Tabela 3.6)


Logo, tem-se: 53,1 A  Ia  67 A  Ia  53,1 A (valor
adotado)

• 3a condição:

K  Ia  1,45  Inc
Da Equação (10.46), tem-se:
Como foi definido que não haveria controle ou supervisão de sobre-
carga que poderia ocorrer nos condutores, esta condição fica eliminada. Ia  (1,3 a 1,5)  Itr
Dessa forma, os condutores não poderiam ser submetidos a sobrecargas Ia  1,5  9,4  14,1 A
em regime transitório, conforme definido na Seção 10.2.3. Da Tabela 10.13 relativa ao relé RM2F, tem-se:
As características elétricas nominais do disjuntor obtidas da Tabela
10.6 são: Inr  17 A  Faixa de ajuste: 10 a 20 A
- Tipo: 3VF12 63 A  Ind  63 A h) Coordenação da proteção
- Faixa de ajuste do relé temporizado: 45-63 A
- Corrente ajustada: Ia  53,1 A • Coordenação entre F1 (Inf1  400 A) e F2 (Inf2  160 A)

• O disjuntor deve proteger o condutor Da Equação (10.41), tem-se:


Ics  9 kA  Sc  16 mm  Tsc  1,5 ciclo  0,025 s
2
Ifm  1,6  Ifj
(Figura 3.26) Ifj  160 A
Ifm  1,6  160  Ifm  256 A (condição satisfeita)

O mesmo resultado pode ser obtido através da Tabela 10.12.


Da Figura 10.15, tem-se: • Coordenação entre F1 (Inf1  400 A) e F4 (Inf4  315 A)
M  169,5  Tad  0,002 s Ifm  1,6  Ifj
Ifj  315 A
Tad  Tsc (condição satisfeita) Ifm  1,6  315  504 A (condição não satisfeita, isto é, os dois
• Verificação da capacidade de interrupção do disjuntor fusíveis não são seletivos, pois Inf1  400 A).

3VF12 63 A  Ird  22 kA Pode-se, como alternativa, reduzir a corrente nominal do fusível F4


(Inf4  315 A) para o valor de Inf4  250 A que, segundo a Tabela 10.13,
Da Equação (10.16), tem-se: permite coordenação com o fusível de Inf1  400 A, ou seja:
Ics  Ird (condição satisfeita) Ifm  1,6  250  400 A (condução satisfeita)
e) Proteção com o disjuntor D1 É necessário reduzir a corrente nominal do fusível F3 para possibi-
Para efeito deste exemplo, o disjuntor somente será dotado de uma litar a coordenação com o fusível F4. Pela Tabela 10.13, o fusível de
unidade térmica. Serão admitidas as características do disjuntor do tipo corrente nominal de 160 A coordena com o fusível F4 de 250 A. É
3VF sem a unidade magnética. necessário, porém, verificar se o fusível de 160 A não atuaria na partida
do motor de 100 cv, ou seja:
Ia  Ic Através da Figura 10.19, tem-se:
Ic  53,1  135,4  188,5 A  Ia  188,5 A
Ia  Inc (o disjuntor está diretamente ligado à barra, não havendo Ipm  907,18 A  Inf  160 A  Taf  (0,5 a 4) s  Taf  0,5 s
cabo a proteger)
De acordo com a Equação (10.25), tem-se:
Ia  190 A (valor adotado)
Ind  250 A (Tabela 10.6: disjuntor 3VF42 – faixa de ajuste da Taf  Tpm (condição não satisfeita)
unidade térmica: 160 a 200 A)
Isto implica não ser possível utilizar o fusível de corrente nominal
• Verificação da capacidade de curto-circuito de 160 A. Será admitido agora o fusível de 200 A, ou seja:
Neste caso, o fusível F4 é o responsável pela interrupção das Ipm  907,18 A Inf  200 A  Taf  (2 a 22) s  Taf  2 s
correntes de curto-circuito. (Figura 10.22)
Taf  Tpm (condição não garantidamente satisfeita, porque Tpm 
f) Fusível F4
3 s e o fusível pode atuar entre 2 e 22 s)
De acordo com a Equação (10.23), tem-se:
Será adotado o fusível F3 de Inf3  200 A, porém não se garante sua
Inf  Ipmn  K  Inm  Ina coordenação com o fusível F4 de Inf4  250 A, que, por sua vez, coor-
Inf  6,7  135,4  0,3  53,1  325,2 A  Inf  315 A dena com o fusível F1 de 400 A. Também não fica garantida a partida

010mame.indd 382 1/11/12 2:51:13 PM


Projeto de Subestação de Consumidor 431

Notas:
1 – Cabo de cobre isolado 8,7/15 kV, isolação EPR, conforme especificação técnica
2 – Eletroduto de PVC, classe a, diâmetro de 30
3 – Terminação termocontrátil ou a frio, classe 15 kV, para cabo de cobre, 35 mm2, fornecida com kit completo
4 – Transformador de corrente, 15 kV, destinado à medição de energia
5 – Transformador de potencial, classe 15 kV, destinado à medição de energia
6 – Bucha de passagem, 15 kV/200 A, uso interno-interno
7 – Chapa de passagem 1500 3 500 mm 3 1/80
8 – Isolador de apoio, uso interno, 15 kV
9 – Disjuntor tripolar, tipo estraível 15 kV, a vácuo, corrente nominal 630 a, ruptura 500 mva, com proteção de sobrecorrente e
através de relés secundádrios com trip capacitivo, TC proteção 200–5, 10B100.
10 – Barramento de cobre nu, redondo, diâmetro externo de 10 mm.
11 – Chave seccionadora tripolar, comando simultâneo, 15 kV/200 a, acionamento por mola carregada manualmente acoplada à base
fusível de alta capacidade de ruptura e dispositivo de acionamento por fusível.
12 – Fusível de alta capacidade de ruptura, 50 a/15 kV, com pino percursor para acionamento de chave seccionadora
13 – Mufla ou terminação termocontrátil, 15 kV para cabo de cobre 35 mm2
14 – Chave seccionadora tripolar, comando simultâneo, acionamento manual, 200 a/15 kV, com manobra externa
15 – Transformador trifásico, a óleo mineral, 750 kVA, 13.800/13.200/12.600–380/220 V, impedância percentual de 5,5% deslocamento
angular 30 graus, delta primário e estrela secundária aterrada
16 – Tubo de ferro galvanizado de 30

FIGURA 12.9
Vista frontal da subestação

012mame.indd 431 1/11/12 3:01:50 Pm


Projeto de Subestação de Consumidor 445

Exemplo de Aplicação (12.1)


Determinar as dimensões internas e totais de uma subestação corresponde à menor dimensão do transformador de 300 kVA,
(comprimento, largura e altura), contendo dois transformadores de força de acordo com a Tabela 4).
com potências nominais, respectivamente iguais a 300 e 500 kVA, cujo • Ct2  1.690  500  500  2.690 mm (o valor de 1.690 mm
layout está mostrado na Figura 12.26. A Figura 12.27 permite deter- corresponde à maior dimensão do transformador de 300 kVA de
minar a altura da subestação. acordo com a Tabela 4). Logo, Ct1  C1  2.840 mm.
Para a determinação dos comprimentos e larguras de cada cubículo, fo-
e) Determinação do comprimento e largura internos da subestação
ram adotadas as variáveis cotadas nas figuras anteriormente mencionadas.
Maior dimensão da subestação: Lt  L1  L2  L3  L4  1.800 
a) Cubículo de medição
1.700  2.420  2.240  8.160 mm
Como o espaço mínimo ocupado deve ser de 1.600  2.000 mm, Menor dimensão da subestação: Ct  C1  C2  C3  2.840 
serão adotadas as seguintes dimensões: 1.200  900  4.940 mm
C1  2.840 mm (corresponde ao maior valor do cubículo do trans-
• L1  1.800 mm (valor adotado)
formador; no caso, o de 500 kVA)
• C1  Ct1  2.840 mm (veja dimensões do transformador de 500
C2  1.200 mm (locais de manobra, valor mínimo, conforme Tabela
kVA, no item c)
12.1 e Figura 12.26; pode ser necessário aumentar esse valor, de acordo
b) Cubículo de proteção (disjuntor primário) com a posição do QGF, sua profundidade, e as dimensões dos transforma-
• L2  700  500  500  1.700 mm (o valor de 700 mm corres- dores, devendo ter área suficiente para sua retirada, no caso de avaria).
ponde aproximadamente à largura de um disjuntor de média C3  900 mm (corresponde à profundidade, em média, de um Quadro
tensão quando visto de frente) Geral de Força)
• Cd  900  500  500  1.900 mm (o valor de 900 mm corres- f) Determinação da altura da subestação
ponde aproximadamente à profundidade de um disjuntor de média
tensão, Cd, quando visto da lateral). O valor adotado Cd  C1  2.840 As dimensões estão de acordo com a Figura 12.27.
mm, de acordo com a dimensão do transformador de 500 kVA. Ht  H1  H2  H3  H4  H5  1.960  200  500  300 
c) Cubículo do transformador de 500 kVA 160  3.120 mm

• L3  1.420  500  500  2.420 mm (o valor de 1.420 mm H1  1.960 mm (deve-se escolher a altura do maior transformador,
corresponde à menor dimensão do transformador de 500 kVA, dada na Tabela 12.4);
de acordo com a Tabela 12.4). H2  200 mm (valor que permite a curvatura do barramento);
• Ct1  1.840  500  500  2.840 mm (o valor de 1.840 mm H3  500 mm (valor médio da altura das chaves seccionadoras de
corresponde à maior dimensão do transformador de 500 kVA de média tensão);
acordo com a Tabela 12.4). H4  300 mm (valor que deve permitir a curvatura do barramento,
considerando a altura do isolador de apoio);
d) Cubículo do transformador de 300 kVA
H5  160 mm (Tabela 12.3 para a tensão nominal do sistema de 13,8
• L4  1.240  500  500  2.240 mm (o valor de 1.240 mm kV e 95 kV de tensão suportável de impulso).

FIGURA 12.26
Determinação do comprimento
e largura de uma subestação de
alvenaria

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510 Capítulo Treze

• pode-se usar durante a construção das fundações uma O método de Faraday tem recebido ultimamente a preferência
barra de aço galvanizado, de seção circular, com 8 mm de dos projetistas. É que, pelo método de Franklin, a interligação
diâmetro. Alternativamente, pode-se empregar uma fita de entre as hastes e os suportes dos captores pode conduzir a uma
aço galvanizado, de dimensões de 25  4 mm. malha no topo da construção de dimensões tais que resultam
• deve-se evitar isolar as fundações contra a penetração de praticamente nas dimensões necessárias à aplicação do método
umidade, o que provocaria uma elevada resistência de de Faraday.
contato com o solo natural, anulando, dessa forma, a efici‑
ência do sistema de aterramento.

Exemplo de Aplicação (13.3)


Considerar o Exemplo de Aplicação (13.2) e dimensionar um sistema • Na direção da maior dimensão da construção, o número de condu‑
de proteção contra descargas atmosféricas com base no método de tores da malha captora é
Faraday. 40
N cm 2  1 5 N cm 2  5 condutores
a) Dimensões da malha captora 10
• Construção com nível de proteção III c) Número de condutores de descida
De acordo com a Tabela 13.11, a largura do módulo da malha de Conforme calculado no exemplo anterior, obtém-se:
proteção é de 10 m. Já o seu comprimento pode ser dado pela Equação
Ncd  12 condutores
(13.9), ou seja:
d) Seção dos condutores da malha captora e de descida
L  K  W  1,5  10  15 m
Sc  16 mm2 (condutor de cobre, conforme a Tabela 13.3)
Logo, as dimensões do módulo da malha protetora valem 10  15 m.
e) Número de hastes auxiliares verticais
• A área da construção vale
• Comprimento da malha captora
Scond  40  75 m  3.000 m2
Cmo  40  6  75  5  615 m
b) Número de condutores da malha captora
• Na direção da menor dimensão da construção, segundo a Figura 75 40
N hv  1  5   1  6  87, 8 N hv  88
13.19, o número de condutores da malha captora é 8 8
hastes de 50 cm ao longo da malha captora (uso opcional).
75
N cm1  1 6 N cm1  6 condutores
15 A Figura 13.19 mostra o desenho da malha captora.

FIGURA 13.19
Malha captora

13.7.3 Método Eletrogeométrico de altura elevada e/ou de formas arquitetônicas complexas. Dada
essa característica, o método eletrogeométrico tem bastante apli‑
Também conhecido como método da esfera rolante, o método cação em subestação de potência de instalação exterior.
eletrogeométrico se baseia na delimitação do volume de proteção Com base na conceituação da formação de uma descarga
dos captores de um Sistema de Proteção contra Descargas Atmos‑ atmosférica vista na Seção 13.2, o método eletrogeométrico se
féricas. Podem-se utilizar hastes, cabos ou mesmo uma combi‑ fundamenta na premissa de uma esfera de raio Re com o centro
nação de ambos. É empregado com muita eficiência em estruturas localizado na extremidade do líder antes do seu último salto,

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