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Tronco da Viúva…

O Tronco da Viúva é também designado por “Tronco da Beneficência” ou “Tronco da


Solidariedade”.

Ao Tronco da Viúva são lhe atribuídas várias origens, pelo que uma das mais assumidas
pela Maçonaria tem origem bíblica.

Hiram Abiff, mestre construtor do Templo de Salomão era filho de uma viúva. Mestre esse,
que foi assassinado por três companheiros seus, por não querer divulgar os segredos de
construção a que estava sujeito como mestre-de-obras. Esse assassinato veio mais tarde a
originar uma das mais importantes lendas da Maçonaria; a qual está na base da maioria dos
ritos maçónicos atuais. Advindo dessa lenda, o epíteto de “Filhos da Viúva”, com que se
costumam designar os Maçons.

O facto de se designar por “tronco”, deve-se ao facto dos trabalhadores afectos à


construção do Templo de Salomão, os Aprendizes e Companheiros, receberem os seus
salários ao final do dia, junto às colunas do Templo. Para além de que etimologicamente,
“caixa de esmolas” na língua francesa também se designar por “tronc”.

Sendo que o termo “Tronco da Viúva”, simboliza também uma (caixa de) esmola para
socorro e auxílio das esposas (e filhos menores) de Irmãos falecidos.

Em Loja é o Mestre Hospitaleiro que está encarregado de fazer circular o Tronco da Viúva.
Tronco esse, que em dado momento litúrgico de uma sessão maçónica, circula pelos
Irmãos para que possam efetuar o seu óbolo na medida em que tal lhes seja possível.

Cabe ao Mestre Hospitaleiro e ao Mestre Tesoureiro, cuidarem para que ele se encontre
numa situação-equilíbrio para que se possa prestar o auxílio necessário a quem dele
reclamar. E como tal, o Tronco da Viúva não se quer nem muito cheio nem muito vazio. Se
o mesmo se encontrar vazio, é porque as doações não serão significativas, correndo-se o
risco, de se não se auxiliar quem dele necessitar numa situação imediata. Mas se ele se
encontrar cheio, é porque quem necessitar de auxílio, não o estará a receber na devida
forma.

Sendo que um dos deveres do Mestre Hospitaleiro é o de bem aconselhar o Venerável


Mestre sobre os fins a darem às importâncias obtidas na circulação do Tronco da Viúva em
Loja. A quem ou a quais, sejam Irmãos ou Instituições Sociais de que os necessitem.

Essa também é uma das funções sociais da Maçonaria. Ajudar outras instituições
carenciadas que necessitem de auxílio; não procurando o Maçon o reconhecimento de tais
atos, pois a soberba não deve existir nas suas ações. O Maçon assim faz, porque
simplesmente acha de que o deve fazer, não porque procura méritos ou benefícios com
isso.

Sendo que, por não se procurar reconhecimentos ou assumir falsos méritos, é que a
caridade maçónica sob a forma de tronco, é feita de forma reservada, nunca devendo um
Maçon mostrar o que deposita no Tronco da Viúva.

Quem procurar reconhecimento, deve procurar outro sítio para fazer a sua solidariedade, a
sua caridade.

O Tronco em si mesmo, é uma forma de Solidariedade, ele lembra ao Maçon, que a


beneficência e a solidariedade devem estar presentes ao longo da sua vida, fazendo ambos
parte dos deveres do Maçon. Além de que, na circulação do Tronco da Viúva em Loja se
relembrar ao Maçon que ele deve ser generoso e caritativo. Por isso, quando um Maçon faz
o seu óbolo, ele deve dar um pouco de si também. Mas nunca com o pensamento de que
um dia se necessitar, terá algo a que se “agarrar”. O Tronco da Viúva não serve de
”almofada” para os Maçons. Não devendo eles se aproveitarem da sua existência, para
mais tarde o utilizarem sem razão aparente.

Quando um Maçon faz a sua entrega, a sua dádiva para o Tronco da Viúva, a única coisa
que deve ter em mente, é o de partilhar um pouco de si mesmo e do que tem com os
demais Irmãos.

Mas apesar de não ser uma obrigação principal da Maçonaria, pois a mesma não é uma
IPSS, cabe ao Maçon ter um espírito solidário com quem dele necessite. Por isso mesmo, a
missão do Tronco da Viúva, é a de ajudar um Irmão que necessite de auxílio.

Mas para alguém puder ser ajudado, é também necessário que o Irmão em causa
reconheça a sua necessidade de auxílio. Mas, nem sempre quem precisa de ajuda, o
solicita. A vergonha ou inclusive o orgulho, são em grande parte dos casos, o “travão”
pessoal à procura de auxílio. Quem precisa de ajuda, deve por para “trás das costas” tais
sentimentos, pois agindo assim, corre o sério risco de perder toda a ajuda que necessitar. E
hoje em dia, devido à forma acelerada de como vivemos as nossas vidas, nem sempre nos
é possível perceber quem necessita da nossa ajuda.

Todos nós em certas alturas da Vida, passamos por momentos em que fraquejamos ou que
a nossa força mental não nos consegue ajudar a suportar o dia-a-dia.

É principalmente nesses casos que o Maçon deve ajudar os seus Irmãos. Tentando se
aperceber com a sua iluminação, quem necessita mais dele. Mas essa ajuda nem sempre
deve ser (ou pode ser…) financeira mas antes moral ou espiritual, pois nem todas as
carências de um Irmão são pecuniárias ou materiais. Muitas vezes apenas alguém
necessita de uma palavra de inspiração, uma “palmada nas costas” ou um simples gesto de
afeto e carinho. Tais gestos com certeza não podem ser depositados num saco, devem-no
antes ser entregues (pessoalmente) ao Irmão necessitado.

É amparando o seu Irmão, que o Maçon lhe demonstra a sua solidariedade e vive o espírito
de fraternidade que a Maçonaria lhe oferece.

Tal como afirmei anteriormente, a Maçonaria não é uma IPSS. Antes é uma Instituição que
promove a Solidariedade, a Beneficência, a Fraternidade. E como tal, a sua principal missão
é ser solidária com os seus membros/Irmãos.

Sendo assim, não deve uma Loja virar as costas a um Irmão que esteja em apuros,
devendo antes, correr em seu auxílio e o amparar na resolução dos seus problemas. E é
para isso que fundamentalmente existe o Tronco da Viúva.

A única obrigação que ele tem, é a de ser bem utilizado!”.

Nuno Raimundo
Publicado no Blog “A partir pedra”

O Compasso

Símbolo do espírito, do pensamento nas diversas formas de raciocínio, e também do


relativo (círculo) dependente do ponto inicial (absoluto).
A Régua de 24 polegadas, o Prumo, o Nível, o Esquadro e o Compasso são instrumentos
simbólicos que o maçon deve aprender a manejar com maestria.

Filosoficamente, o homem constrói a si mesmo, e, para que resulte em um templo


apropriado para glorificar o Grande Arquitecto do Universo, torna-se indispensável saber
usar cada um dos principais instrumentos da construção.

Dos alicerces ao tecto, todos eles são indispensáveis, e quando surgir em nosso caminho
algo em aparência de incontornável lancemos mãos da alavanca. Removido o obstáculo,
teremos uma edificação gloriosa que nos honrará. O Compasso é, em Maçonaria, um dos
máximos Símbolos, ao lado do Esquadro e do Livro da Lei Moral, formando, com esses
dois, o conjunto chamado de Três Grandes Luzes Emblemáticas da Maçonaria.

Compasso – É um instrumento de metal, ou de madeira, composto de duas hastes, utilizado


para traçar circunferências, arcos de círculo e para tomar medidas.

O Compasso é um dos instrumentos de trabalho e um dos tributos da Maçonaria. Este


instrumento de medida e de comparação deve permitir que sejam apreciados o alcance e as
consequências dos actos que devem permanecer fraternos para com todos e, muito
particularmente para os Maçons. É, portanto, o emblema da Sabedoria visto que, graças ao
Compasso, todas as coisas podem ser medidas ao seu justo valor.

Com o Compasso, descrevem-se círculos cujo centro ele indica nitidamente, assim como os
raios e o diâmetro. Intelectualmente, o Compasso é a imagem do pensamento nos diversos
círculos que ele percorre; o afastamento de seus braços e sua aproximação representa os
diferentes modos do raciocínio que, de acordo com as circunstâncias, devem ser
abundantes e amplos, ou precisos e estreitos, mas sempre claros e persuasivos.

O círculo centrado pelo ponto é a primeira figura que se pode traçar com a ajuda de um
compasso; essa figura é o emblema solar por excelência. Ela combina o Círculo (infinito)
com o ponto (símbolo do início de toda manifestação). O absoluto e o Relativo estão,
portanto, representados pela acção do Compasso, que é também a figura da dualidade
(braços) e da união (a cabeça do Compasso). É um dos atributos que a Divindade é
representada e explicada, visto ser o vértice do mesmo uma alegoria do olho de Argos da
Divindade que tudo vê, e seus ramos a claridade dos eflúvios que se derramam sobre o
homem ou a matéria, neste caso, estão representadas pelo Esquadro.

É por isto que, no 1º Grau, vê-se o Esquadro colocado sobre o Compasso, manifestando
assim que o homem que não vencer o seu “Eu” material, invadido pelo erro e preconceito,
não pode receber completamente estas emanações da Divindade, até que lho permita seu
próprio esforço por vencer suas paixões e seus vícios, por meio de uma vontade firme e
incontestável.

O Compasso representa o céu, para onde o Iniciado deve dirigir suas vistas; o Esquadro
representa a Terra onde o acorrentam os seus vícios e paixões.

Por isto que o Compasso simboliza o dever imperativo de dominar nossas paixões e refrear
nossos desejos nos devidos limites. É o emblema mais notável da virtude e a única e
verdadeira medida do Maçom. Podemos dizer que ele nos ilumina em nossos deveres para
connosco mesmo.

Sabe-se que o Compasso é usado como símbolo de perfeição nas artes, visto que dele
surgem as mais complicadas figuras, todas elas perfeitas e obedecendo a um centro
comum, e desse mesmo modo pretende-se explicar que a Divindade, foco central de toda
beleza e inspiração, derrama sobre os homens seus dons por igual.

Entrelaçado ao Esquadro, ele é usado como emblema da Ordem Maçónica. O simbolismo


do Compasso é muito extenso. Além de ser o emblema da justiça com que devem ser
medidos os actos dos homens, ele simboliza a exactidão, medida na pesquisa dos
sentimentos pelos quais devem ser pautados os actos de cada um, a perfeição industrial,
artística e científica.

O Compasso é rectidão, harmonia e compreensão da Lei e de uma realidade superior. É a


moderação dos nossos desejos, a compreensão e o conhecimento da verdade,
estabelecendo as perfeitas relações entre as coisas.

O Compasso é um símbolo das relações do Maçon com seus Irmãos e com os demais
homens. Um dos seus ramos fixa-o num ponto, ao redor do qual a outra ponta pode traçar
inúmeros círculos, de acordo com a abertura, e esses círculos são símbolos de nossas
Lojas e da Maçonaria, cuja extensão pode ser indefinida.

No plano exotérico o Compasso simboliza a justiça pela qual devem ser medidos os actos
dos homens, significando a prudência nas buscas empreendidas pelo Maçon. O Compasso
é um instrumento que proporciona o traçar de círculos cada vez maiores, indo do zero ao
infinito expressando a abrangência da arte do saber.
Do ponto de vista esotérico, o Compasso simboliza as qualidades do espírito ou mente e os
atributos do conhecimento filosófico do ser infinito, o corpo astral. A amplitude de acção
sugerida pelos movimentos circulares e progressivos de suas hastes expressa o quanto o
conhecimento humano é capaz de atingir, quando bem dirigido, muito embora a
circunscrição da totalidade seja competência única e exclusiva do Grande Arquitecto do
Universo.

Segundo um autor, “o Compasso descreve círculos que se dirigem aos céus, dos quais
descem as influências fecundantes. De facto, o Compasso é um símbolo masculino e
representa a Potência geradora ou a Energia criadora da Divindade”.

A ponta do Compasso colocada sobre o peito desnudo do Recipiendário, assento da


consciência, recorda-nos a vida passada, na qual, não só os nossos passos, como ainda as
nossas ideias, ainda não eram guiados por esse símbolo de Exactidão, que, no Maçom,
regula pensamento e acções.

O compasso mede os mínimos valores até completar a circunferência e o círculo. O Círculo


centrado pelo ponto é a primeira figura que é possível traçar com o auxílio do Compasso.
Sejamos o centro desse círculo, onde fixamos uma das hastes do compasso e, girando
sobre nós mesmos, executaremos com facilidade o projecto perfeito.

O entrelaçamento do compasso com o esquadro será o distintivo permanente da


Maçonaria. Nossa vida é uma prancha onde grafamos os projectos que, estudados e
calculados os seus valores, resultarão no caminho completo para a construção de nosso
ideal.

Uma Loja Maçónica é o único lugar onde o Esquadro se entrelaça com o Compasso, numa
demonstração de aliança perfeita dos sentires de rectidão dos seus obreiros militantes.
Quando unidos, deles deflui a lição que manda o Iniciado regular sua vida e acções.
Lembramos que no Grau de Aprendiz, o Esquadro deve ser colocado por cima do
Compasso, isto é, o Esquadro cobre os dois braços do Compasso, indicando que nesse
grau não se pode exigir mais do neófito além de sinceridade e confiança, consequências
naturais da equidade e da rectidão. Nesta ocasião, o Esquadro simboliza a Matéria e o
Compasso o Espírito. Assim, no simbolismo do 1º Grau, esta posição significa que, no
Aprendiz, a Matéria ainda domina o Espírito.

Apontando para baixo, o Compasso designa a instância da terra, onde todas as criaturas
desenvolvem suas respectivas missões humanas. O Esquadro, pelo contrário, estabilizando
na situação inferior com as extremidades voltadas para cima, indica as alturas celestiais
para onde os homens retornarão após o término de seus dias neste mundo.

Este instrumento de medida e de comparação deve permitir que sejam apreciados o


alcance e as consequências dos actos que devem permanecer fraternos para com todos e
muito particularmente para os Maçons.

Valdemar Sansão – M:. M:. – vsansao@uol.com.br


O Segredo Maçónico Esotérico

Nos textos anteriores, procurei dar uma noção sistematizada das várias vertentes do que se
convencionou chamar de segredo maçónico e que eu designo por segredo maçónico
exotérico, já que tudo aquilo a que respeita pode facilmente ser transmitido e apreendido.
Procurei também indicar as razões da preservação de segredo sobre essas matérias. Mas,
na minha opinião, o verdadeiro segredo maçónico vai muito além da discrição sobre
identidades, modos de reconhecimento, rituais, cerimónias e trabalhos efetuados. Na minha
opinião, o verdadeiro segredo maçónico, o que importa, o que releva, existe, não porque os
maçons o queiram preservar, mas porque não o conseguem revelar. Porque é insuscetível
de plena transmissão. Chamo-lhe segredo maçónico esotérico. Também há quem o refira
como a Palavra Perdida. Em bom rigor, nem sequer é exclusivo dos maçons. A Maçonaria
ensina e pratica apenas um dos métodos para a ele se poder aceder. Outros porventura
haverá, desde a vertente mística à que privilegia a meditação ou a busca do equilíbrio
perfeito.

Talvez, como muitas vezes sucede, quem melhor conseguiu mostrar o que é o verdadeiro
segredo maçónico, tenha sido um Poeta, no caso, o grande Fernando Pessoa, neste
fantástico poema.

É realmente incomunicável. E obviamente não tenho a prosápia de desmentir o Poeta. Mas


posso tentar apontar a sua natureza, indicar a direção em que cada um deve olhar, sugerir
o rumo da busca.

O verdadeiro segredo maçónico, aquilo a que muitos chamam de Palavra Sagrada ou,
muito simplesmente, de Luz, é aquilo que o maçon aprende através do contacto com seus
Irmãos, do convívio e busca de entendimento dos elementos simbólicos que a maçonaria
profusamente coloca à disposição dos seus elementos, do método de análise, de trabalho,
de esforço, de meditação, de extenuada conquista, passo a passo, degrau a degrau,
patamar a patamar, sobre si próprio, a pulso desbastando suas imperfeições,
despojando-se do interesse sobre toda a ganga material que obnubila os nossos espíritos,
indo-se cada vez mais longe em épica viagem, com começo e fim no fundo de si mesmo e
aí descobrindo a resposta que procura.

Esta busca, esta viagem, esta procura, tem um começo e um fim, mas nem um nem outro
serão porventura os esperados. O começo será sempre depois do meio dia, a hora a que os
maçons iniciam os seus trabalhos, quando cada um está efetivamente apto a começar a
trilhar o caminho sem marcos, bordas ou fronteiras, que conduzirá não sabe onde. O fim,
esse, tem hora marcada, aquela a que os maçons pousam as suas ferramentas, a meia
noite. Como em muito do que tem valor, tão importante é o resultado como o trabalho para
o obter, tão atraente é o destino, como o caminho que a ele conduz. E muito raramente o
caminho mais curto entre o ponto de partida e o de chegada será uma reta…

Em bom rigor, duvido mesmo que haja apenas um verdadeiro segredo maçónico, um único
segredo esotérico. Nesta altura do meu entendimento, propendo a considerar que cada
maçon atinge a sua própria Luz – a deste com mais brilho, a daquele mais baça, a
daqueloutro, qual bruxuleante chama de longínqua vela, mal se vendo -, cada maçon
encontra e resgata a sua própria e individual Palavra Perdida – a de um bela e cristalinas, a
de outro sonora e estentória, a de um terceiro suave e quase inaudível murmúrio.

Cada um encontra o que procura e o que trabalha e se esforça por encontrar. Cada um
encontra Segredos, Luzes, Palavras diferentes ao longo da sua busca. Porque esta nunca
termina. Cada resposta encontrada dá origem a novas perguntas, nascidas de mais lúcida
compreensão, em perpétua evolução e aprofundamento de compreensão. É por isso que
tenho para mim que eu não posso, não consigo, não sei, partilhar a minha Palavra, com
mais ninguém, nem sequer com o meu mais chegado Irmão. Não só porque não consigo
descrevê-la em toda a sua extensão e complexidade, como porque o mero enunciar do
ponto do caminho em que me encontro me abre novos horizontes de busca, para lá dos
quais nem sequer sei se não terei de pôr em causa e de reformular tudo ou parte do que me
levou a percorrer esse preciso caminho, quer ainda porque cada viagem, mesmo a do meu
mais mais chegado Irmão, seguiu rumos diversos dos meus, levando a linguagens distintas,
a conceitos diferentes, a complexas variantes.

Cada um, penso-o agora – no preciso instante em que isto escrevo -, em cada momento
encontra diferente Palavra, vê diversa Luz, preserva variado Segredo, porque cada um viaja
para destinos diferentes: cada um viaja até ao fundo de si mesmo e cada um é todo um
Universo diferente do parceiro do lado.

Nessa viagem, nesse trabalho, nessa busca, cada um procura coisa diversa. Eu só posso
definir o que neste momento busco. Já me reconciliei – há muito! – com a finitude da vida
neste plano de existência, já abandonei, por estulta e estéril, a busca do imenso porquê, a
mim nunca me interessou particularmente interrogar-me sobre o cósmico como. Por agora,
desde há muito e não sei até quando, concentro-me na busca do sentido da Vida e da
Criação. Tenho uma ideia rude e imprecisa desse sentido. Busco o melhor ângulo para
obter mais Luz. Espero que consiga obter o Brilho suficiente para, através do sentido da
Criação, entrever o Criador… E tudo isto eu – neste momento – busco, em fantástica
viagem, sem outro veículo que não eu próprio, não consumindo outro combustível senão
tudo aquilo de que me interiormente despojo, sem outro destino e caminho senão o fundo
de mim mesmo. Porque é o conhecimento de mim mesmo, em todas as complexas
vertentes que condicionam o meu Eu que me habilitará a conhecer o Outro, o Mundo e
quem o criou e porquê e para quê e como. Eu sou a pergunta, a pergunta sem resposta, a
pergunta buscando a resposta e, simultaneamente, a resposta contida na própria pergunta,
que me levará a nova pergunta, que gerará nova resposta, em contínuo alargar de
horizontes, que espero me permita entrever o que está para além do horizonte e contém
todos os horizontes…

Algo já encontrei, algo já me ilumina, algo já consigo balbuciar. Mas não tenho ilusões:
ainda não sei ler nem escrever, sei apenas soletrar…

Confuso, não é? Pois é! Eu bem avisei que o segredo maçónico esotérico é aquele que
existe porque não se consegue transmitir… O Poeta bem o soube…
POR RUI BANDEIRA · PUBLICADO EM 11/03/2009 ·

In Blog “A Partir Pedra” – Texto de Rui Bandeira (15.01.2009)

AS COLUNAS GÉMEAS

AS COLUNAS NO PÓRTICO DE SALOMÃO

Arquitectónica e Maçónicamente falando, a particularidade mais importante do Templo do


Rei Salomão era, sem dúvida, o par de Colunas no Pórtico. O grande espaço consagrado à
sua descrição na Bíblia, bem como os muitos estudos realizados, são uma boa indicação da
sua importância.

Dos estudiosos, alguns, poucos, acreditam que as Colunas eram membros estruturais quer
como entablamento que directamente sustentava o tecto, quer como sustento de um par
transversal de anteparos que o sustentariam 1. A maioria dos comentadores (maçónicos ou
profanos, e estes leigos ou eclesiásticos), porém entende tratar se de colunas livres e
puramente ornamentais ou emblemáticas, exactamente como aparecem em nossos
“Quadros de Loja”. Há razões suficientes e satisfatórias para a crença geral de que se
tratava efectivamente de colunas livres e de carácter simbólico, sendo de facto “símbolos de
divindade”. “Um conjunto quase irresistível de opiniões favorece a hipótese das colunas
livres”2.

As Colunas de Salomão terão sido erigidas mais especificamente para imitar os Obeliscos
das entradas dos Templos Egípcios (o par de Obeliscos da entrada do Templo de Carnaque
é impressionante 3), ou talvez tenham sido copiadas de Tiro, terra de origem do seu obreiro,
onde Heródoto afirmou ter visto duas colunas semelhantes defronte do templo de Hércules.

Fossem copiadas dos Templos Egípcios ou do Templo de Hércules, de qualquer modo, na


arquitectura “eclesiástica” do tempo, no Médio Oriente onde nos situamos, há urna extensa
preponderância de Colunas Gémeas que tem sido comentada por um sem número de
estudiosos.

Há a menção particular de duas colunas semelhantes à entrada do templo de Biblo (mais


tarde conhecida pelo nome de Gebel, a pátria dos gibilitas, os “cortadores de pedra” do
Templo do Rei Salomão) 4.

Na Síria, escavações levadas a cabo pelo Instituto Oriental da Universidade de Chicago, em


Tell Tainat, desvendaram uma pequena “capela” do século VIII a.C., anexa ao palácio dos
príncipes de Hatina, onde, com clareza surgem no pórtico duas colunas livres, e segundo
tudo indica, mais puramente simbólicas ou ornamentais do que arquitectonicamente
funcionais. “Existem agora provas suficientes de que esse tipo de construção era muito
comum na Fenícia” 5.

Quanto aos Obeliscos egípcios, os mais conhecidos são o par que Tutmósis III fez erguer
em Heliopolis no século V a.C., e que Augusto César posteriormente transferiu para o
Caesareum de Alexandria, um dos quais adorna hoje o Cais do Tamisa em Londres e outro
um recanto do Central Park de Nova York 6.

A descrição Bíblica das Colunas Salomónicas é a seguinte:

“Assim terminou ele [Hirão] de fazer a obra para o Rei Salomão, para a casa de Deus:

As duas colunas, e os globos, os dois capiteis sobre as cabeças das colunas; as duas redes
para cobrir os globos dos capiteis que estavam sobre a cabeça das colunas:

As quatrocentas romãs para as duas redes: duas carreiras de romãs para cada rede, para
cobrirem os dois globos dos capiteis que estavam em cima das colunas.

Na planície do Jordão, o rei os fez fundir em terra barrenta, entre Sucoth e Zeredata” 7.

“Fez também diante da casa duas colunas de trinta e cinco côvados de altura; e o capitel
que estava sobre cada uma era de cinco côvados.

Também fez as cadeias como no Santo dos Santos, e as pôs sobre as cabeças das
colunas: fez também cem romãs as quais pôs entre as cadeias.

E levantou as colunas diante do templo, uma à direita e outra à esquerda; e chamou o nome
da [que estava] à direita Jachin, o nome da [que estava] à esquerda, Boaz” 8.

“A altura de uma coluna era de dezoito côvados, e sobre ela [havia] um capitel de cobre, e
de altura tinha o capitel três côvados; e a rede, e as romãs em roda do capitel, tudo [era] de
bronze; e semelhante a esta, era a outra coluna, com a rede” 9.

Esta era a idade do bronze na arquitectura. Homero fala nos dela na casa de Alcino. Os
tesouros de Micenas eram recobertos internamente de chapas de bronze, e nos túmulos
etruscos dessa idade esse metal era muito mais material de decoração do que o trabalho
em pedra ou outro.

O Altar do Templo fora feito de Bronze, e sustentavam o mar de fundição doze bois de
bronze.

Os suportes, as pias e todos os outros objectos de metal, conjuntamente com as Duas


Colunas, eram, na realidade, o que tanto celebrizava o Templo.

A LOCALIZAÇÃO DAS COLUNAS


Houve muita especulação entre comentadores, maçónicos e não maçónicos sobre a
designação das Colunas como “direita” e “esquerda”, uns tomam na no ponto de vista de
quem entra no Templo, e outros de quem sai. O problema porém está ligado a uma
pressuposição que está ligada à questão subsidiária da Orientação do Templo.

Sabe se que os antigos hebreus se referiam ao que denominamos os quatro pontos


cardeais, colocando se na posição de um homem que olhasse o Sol Nascente. Assim, à
palavra “direita” equipara se a posição geográfica “sul”, e à palavra “esquerda” a posição
geográfica “norte”, de modo que, quando se fala localmente, é evidente que Mão Direita e
Sul são sinónimos 10.

Esta concepção dos Pontos Cardeais é nos confirmada não só pela Enciclopédia Bíblica,
mas também pela Enciclopédia Judaica, que garantem: – “O leste era chamado ‘a frente’; o
oeste, ‘a parte de trás’; o sul, ‘a direita’; e o norte, a ‘esquerda’”.

A tentativa de solução do problema, tomando por base a concepção de que a posição das
Duas Colunas é vista pela pessoa que sai do templo, e por tal se aproxima das colunas
vinda de dentro, é, [na minha opinião] altamente artificial, pois a primeira vista que se tem
de um edifício é sempre de fora, e nunca de dentro. Por conseguinte, a primeira descrição
de um edifício, ou de suas características externas (como se presume que o fossem as
Duas Colunas) reflecte sempre o ponto de vista do observador que desse edifício se
aproxima e o avista pela primeira vez, e isso só pode ser, por força, do lado de fora.
Portanto, o ponto de vista do fiel saindo do templo não é realística, pois como pode alguém
sair de um lugar sem aí haver entrado?

Tem sido muitas vezes assinalado pelos comentadores bíblicos que o Templo de Salomão
nunca se destinou a conter numerosos fieis, mas apenas os sacerdotes oficiantes; esperava
se que esses fieis se congregassem no Pátio do Templo, de onde lhes seria dado ver as
Duas Colunas [do lado de fora].

Em jeito de encerramento da questão, encontramos num Catecismo de 1724 11 as


seguintes pergunta e resposta:

P. – Em que parte do Templo se manteve a [primeira] Loja?


R. – No Pórtico de Salomão, na extremidade Ocidental do Templo, onde se erguiam as
Duas Colunas.
Sobre a altura das Duas Colunas, 18 ou 35 côvados, pode tratar se apenas de dois tipos de
medida diferentes, a saber: – o côvado de construção (36 cm) ou o côvado real (62,5 cm),
como pode também ter havido erro provocado pela semelhança entre os caracteres
hebraicos correspondentes a 18 [yod hé] e 35 [lamed hé]. Um yod mal escrito ou
desfigurado pelo tempo, poderia, num manuscrito, ser tomado por um lamed; e um lamed
parcialmente desfigurado poderia, ainda mais facilmente ser tomado por um yod. De
qualquer forma tratava se de Duas Colunas imponentes, que com a variante do capitel
incluído ou não, nos conduzem a sete vezes a estatura de um homem, alto para a sua
época, múltiplo este que se encontra em outras edificações “eclesiásticas” de então ou
hodiernas.

A tradição maçónica de que as Duas Colunas foram “feitas ocas”, pode ser suportada, do
ponto de vista do fundidor, por necessidade, apenas com uma grossura de “uma palma de
mão”, a fim de lhes reduzir o peso, e teria assim de ser o bronze vertido em torno de um
núcleo central que pudesse posteriormente ser retirado como se diz que aconteceu com as
colunas, fundidas “na planície do Jordão”, … em terra barrenta, entre Sucoth e Zeredata 12.
Igualmente, uma “tenda das Colunas Ocas”, em ligação com a “Lenda do Xamir”, suporta
que as colunas foram feitas ocas para depósito dos registos e escritos valiosos, podendo,
naturalmente estar ligada à das Colunas Antediluvianas (Uma delas em mármore, que
“nunca arderia”, e outra em tijolo, “que nunca afundaria na água”, pois os homens sabiam,
assim o dissera Adão, que seriam destruídos pelo fogo ou pela água, e assim guardariam o
trabalho de muito estudo, em ordem a salvá lo, para auxílio do género humano).

De um ponto de vista antropológico, elas não eram senão uma sobrevivência dos antigos
pilares de pedra, os Mazzeboth 13, que foram originalmente emblemas fálicos, como nos
confirma Ward 14 na descrição da Cerimónia em Heirápolis 15: “havia dois grandes falos,
de trinta braças de altura, erguidos à porta do templo de Astarte, em que, duas vezes por
ano um homem… subia ao cimo, por dentro delas, … afim de assegurar a prosperidade e
fertilidade da terra, representando o processo de fertilização…”.

Segundo o mesmo Ward, as Duas Colunas Salomónicas são igualmente fálicas, essas
“duas colunas, com seus globos… os capiteis enfeitados com entalhes minuciosos [as
romãs], transmitem a ideia da fertilidade, não sendo mais que vestígios do prepúcio (o
restante teria sido removido pela circuncisão) artisticamente representados”. Até a “obra de
lírios”, que adorna o capitel, como emblema de pureza, pode não estar deslocada nesse
simbolismo.

O SIGNIFICADO DAS COLUNAS GÉMEAS


Sobre o possível sentido e significado das colunas, duas questões principais se nos
colocam:

Porque lhes foi dado um nome?


Quais os seus possíveis significados?
Quanto à primeira questão, parece ter sido costume entre os povos do Médio Oriente dar
nome aos objectos sagrados; assim os Babilónicos consta que, em comum com as nações
suas vizinhas, tinham o costume de atribuir nomes significativos e, de certa forma, sagrados
aos seus edifícios. Da mesma forma está escrito que, para comemorar a vitória dos
israelitas sobre Amaleque, “Moisés edificou um altar e lhe chamou Adoni nissi [o Senhor é
minha bandeira]” 16. Dessa maneira estabelece se que, de facto as Duas Colunas não
eram somente objectos decorativos ou funcionais, mas também objectos sagrados por
causa dos nomes peculiares que lhes foram dados.

Masonic Oil PaintingQuanto à segunda questão, o seu significado tem sido interpretado
quer etimológica, quer simbolicamente.

Assim, na tradução grega da Bíblia, a Versão dos Setenta, os dois nomes em Crónicas, são
traduzidos por palavras que significam “força” e “direito”. A Bíblia de Genebra traduzia
Jachin por “firmar” e Boaz por “em força”, mas Lionel Vibert critica a tradução e afirma que o
certo seria “Ele firmará” e “N’Ele há força” 17.
Pelo menos dois autores 18 entendem que Salomão ergueu as Duas Colunas como
monumento comemorativo das promessas feitas pelo Senhor ao seu pai David, e que lhe
foram repetidas numa visão, em que a voz do Senhor proclamou: ‘então confirmarei o trono
de teu reino sobre Israel para sempre’ 19; a mesma promessa é feita num sonho ao profeta
Natã: ‘Vai, e diz a meu servo David: Assim diz o Senhor… Porém a tua casa e o teu reino
serão firmados para sempre… 20’. Assim a palavra Jachin derivará da palavra Jah, que
significa “Jeová”, enquanto que achir significa “firmar” e quer dizer que “Deus firmará a sua
casa de Israel”; Boaz, da mesma forma se comporá de B, que significa “em” e oaz, que
significa “força”, dando se ao todo o significado de “em força ela será firmada”.

Entretanto o hábito de dar uma interpretação moral aos nomes das Duas Colunas não é
uma invenção maçónica. Já no Século XVII um Teólogo Puritano se manifestou escrevendo
que essas colunas foram erguidas “para notar que foi Deus quem lhe deu o poder e o
domínio sobre todas aquelas nações, e cumpria a promessa feita a Moisés e ao seu povo
de Israel” 21. “Os topos das colunas eram curiosamente adornados: para mostrar que os
que persistem, constantes, até ao fim serão coroados. O trabalho de lírios [simbolizava] o
Emblema da Inocência, Romãs o da produtividade, havendo muitas sementes num pomo: a
Coroa deles lhes declarará a Glória….”.

Em consonância com o costume, já mencionado, de os antigos hebreus darem nomes


significativos aos objectos sagrados, os estudiosos modernos da Bíblia concordam em que
os nomes das Duas Colunas devem ser enigmáticos; além do mais, que eles devem ter um
significado religioso; as colunas têm nome porque são objectos sagrados.

Procurando o possível significado desses nomes, obviamente enigmáticos, e “examinando


em seguida o Salmo que dizem haver Salomão cantado ao concluir se o templo, notamos
que duas das frases notáveis nele são… para a ‘firmação’ do sol em sua gloriosa mansão
no céu, e…para a ‘casa grande’ ou templo em que Iavé habitaria para sempre” 22

Temos pois que estas colunas estavam nos templos semíticos porque eram uma
característica usual dos símbolos da divindade, mas, porquê duas colunas se apenas um
Deus único é representado?

Entre os Semitas, e outros povos daquela época e área geográfica, os deuses andavam aos
pares, macho e fêmea, como Baal e Astarte, Osiris e Isis, etc. É assim possível aceitar que
as Duas Colunas representassem o macho e a fêmea, os princípios activo e passivo da
natureza.

Nunca houve contestação sobre o sexo das colunas, a primeira delas “suficientemente
caracterizada pelo Iod inicial que a designa comummente. Com efeito essa letra hebraica
corresponde à masculinidade por excelência. Beth, a segunda letra do alfabeto hebraico,
por outro lado, é considerada como essencialmente feminina, porque o seu nome quer dizer
casa, habitação, de onde a ideia de receptáculo, de caverna, de útero, etc. A Coluna J é,
portanto, masculina activa, e a Coluna B feminina passiva” 23.
Assim como as duas colunas do grande templo de Tiro eram símbolos gémeos de Melcarte,
o deus de Tiro, assim também, com grande probabilidade as duas colunas erguidas pelo
mestre tirio [Hirão], defronte do Templo de Salomão, deviam ser símbolos de Jeová, o Deus
de Israel; as Duas colunas são elas mesmas designações de Jeová.

Dá nos também o nosso Catecismo, anexo ao Ritual de Aprendiz, de forma quase directa,
uma explicação para a unicidade das Duas Colunas.

P. – Como formulas os princípios que te revela o número Dois?


R. – A Razão humana divide e confina artificialmente o que é Um e não tem limites. Assim a
unidade é repartida entre dois extremos aos quais só as palavras prestam uma aparência
de realidade.
P. – Que concluis dai?
R. – Que o ser, a realidade e a verdade têm como simbolo o número Três.
P. – Porquê?
R. – Porque é necessário devolver o binário à unidade por meio do número Três.”
Quanto ao seu significado, provavelmente a melhor explicação dos dois nomes é a da
Enciclopédia Judaica:

“Jachin” (“Ele firmará”), e


“Boaz” (“Nele está a força”).
Explanação análoga nos é dada pela Bíblia de Genebra e por Bede, e foi este o significado
que, no dia da minha iniciação, na instrução do aprendiz, me comunicaram teria a Palavra
Sagrada: “Em Força”.

OUTRAS INTERPRETAÇÕES
Podiam os nomes Jachin e Boaz serem as palavras iniciais de duas sentenças completas.
prática para a qual, ao que tudo indica, havia precedentes tanto bíblicos quanto
extrabíblicos; na Babilónia era costume dar por nome a certas colunas uma sentença
inteira.

As colunas de Salomão podem ter tido algum significado especial para as cerimónias da
aliança e da coroação.

Quanto à primeira, lemos, em relação a Josias: “O Rei se pôs em pé junto à coluna, e fez
aliança perante o Senhor …” 24.

Quanto à segunda lemos também, sobre a coroação do Rei Joás: “[Atália] olhou, e eis que o
rei estava junto à coluna, conforme o costume…” 25 (há, de certo alguma semelhança com
o significado que tem a pedra de Scone na coroação dos soberanos britânicos).

Nesse sentido, e com o devido respeito ao desenvolvimento original da fórmula maçónica


para interpretar esses nomes, é interessante saber que em 1765 o Dr. Dodd imputava aos
autores da História Universal a sugestão de que “Jachin” e “Boaz” eram as palavras iniciais
de duas inscrições completas no suporte das Duas Colunas, que hoje vieram a ser
conhecidas apenas pelas palavras iniciais, como os Livros de Moisés são chamados pelas
primeiras palavras usadas em cada livro da Bíblia 26.

Seguindo essas reflexões, e estabelecendo um paralelo entre “Jachin” e “Iavé”, como


equivalente emblemático da Divindade, o mesmo autor 27 é de parecer que “existe uma
evidência suficiente para justificar a opinião de que a coluna erguida no lado meridional do
pórtico do templo tirava o seu nome da palavra original de uma inscrição que nela se fez
mais ou menos com estas palavras: ‘Ele (Iavé) confirmará o trono de David, e seu reino
para sua semente por todo o sempre’.”

Igual e relativamente à outra coluna: “A coluna da esquerda era aquela junto da qual se
postava todo o sumo sacerdote no momento da sua consagração. Boaz ‘Nele sua força era
lhe um perpétuo lembrete, enquanto passava e repassava por ela, de que a sua ‘força’
residia no favor de Jeová e no cumprimento da Sua lei.”

Procurando equiparar simbologias, vamos encontrar no Egipto, uma muito forte


semelhança: “Na entrada principal dos templos havia sempre duas colunas; uma era a
coluna de Set e outra era a coluna de Horo…, uma chamada Tatt, e a outra chamada
Tattu…. Tatt que, em egípcio significava “em força”, e Tattu, que significava confirmar” 28.

CONCLUSÕES
Podemos concluir que, tal como relativamente a outras particularidades ornamentais e
arquitectónicas do próprio templo, também a narrativa das Duas Colunas aparece enfeitada
com a lenda, exposições, comentários e críticas; notámos corroborações e discrepâncias
entre a tradição maçónica e as Escrituras, e até incompatibilidades entre vários Livros da
Bíblia; encontrámos anacronismos e improbabilidades, que procurámos compreender, ainda
que os não possamos justificar.

Em tudo o que fazemos há sempre qualquer coisa que falta, que não conseguimos, que não
nos satisfaz completamente; quando julgamos tudo ter previsto, apuramos que algo ficou
por prever; quando damos algo por concluído, concluímos que há ainda alguma coisa que
se não fez.

O nosso orgulho é assim forçado a reconhecer a imperfeição das nossas obras. É desse
reconhecimento que provém este desejo insaciável de caminhar para a perfectibilidade, de
atingir o “belo ideal”, que de nós se afasta quando pensamos dele nos avizinhar. Porquê?
“Porque o belo é o infinito visto através do finito” 29

Aceitando nós Maçons, importar nos mais o significado esotérico, do que a realidade
histórica, ou acepção religiosa do Templo de Salomão, interessará para além do interesse
legítimo da averiguação, sabermos qual o seu significado pelo que encerrarei esta prancha
com a transcrição do que [no meu modesto parecer] de melhor encontrei sobre o tema:

“As Duas Colunas assinalam os limites do Mundo criado, os limites do mundo profano, de
que a vida e a morte são a antinomia extrema de um simbolismo que tende para um
equilíbrio que jamais será conseguido. As forças construtivas não devem agir senão quando
as forças destrutivas tiverem terminado a sua tarefa. Essas forças são ‘necessárias’ uma à
outra. Não se pode conceber a coluna J. sem a coluna B; o calor sem o frio, a laz sem as
trevas, etc . Todo o ser vivo se encontra constantemente num estado de equilíbrio instável,
formado pela criação de células novas e a eliminação de células mortas. As Novas
gerações não podem afirmar se senão à medida que as antigas lhes cedem o lugar.

Essas Duas Colunas são a imagem exacta do Mundo, e é conveniente que este fique fora
do Templo! O Templo é sustentado por Pilares, que se situam no mundo dos Arquétipos,
onde tudo se funde numa Luz cujo brilho é imarcescível.” 30

Prancha de A:.R:. – A:.M:. – R:.L:.M:.A:.D:. – Junho de 5997

Bibliografia:
James Fergusson, F.R.S., The Temples of the Jews. Londres, 1878
W. F. Stinespring, The Interpreter’s Dictionary of the Bible, 1962. (autor não maçónico
coincidente com a tradição maçónica)
Ancient Records and the Bible.
R. B. Y. Scott, do United Theological College of Montreal, no Journal of Biblical Literature.
G. Ernest Wright “Solomon’s Temple Resurrected”. The Biblical Archaeologist, Maio de
1941.
Hoje ambos designados por “Agulha de Cleópatra”.
II Livro das Crónicas 4: 11-17
II Livro das Crónicas 3: 15-17
II Livro das reis 25: 17
Joseph Young – “The Temple of Solomon”, British Masonic Miscellany
The Grand Mistery of Free Masons Discovery’d
II Livro das Crónicas 4: -17

POR QUE “AUGUSTA E RESPEITÁVEL LOJA SIMBÓLICA”?

Essa questão intriga muitos irmãos, principalmente aqueles que, ao viajarem para o
exterior ou pesquisarem sobre a maçonaria em outros países, veem que esse não é um
termo
comumente utilizado fora do Brasil.
A origem desse termo é similar ao exposto no artigo “Palavrões aos Grão-Mestres”,
quanto aos distintos axiônimos adotados para os Grão-Mestres no Brasil, em comparação
ao
restante do mundo. Trata-se de reflexo da nossa agitada história maçônica e das insistentes
práticas irregulares que algumas obediências mantiveram por muitas décadas no país, em
especial aquela prática infeliz do controle das obediências simbólicas sobre os altos graus
dos
ritos, que perdurou até, pelo menos, o início da segunda metade do século XX, a qual gerou
a
cisão de 1927, que deu origem às Grandes Lojas brasileiras, e que, até hoje, vem gerando
conflitos no seio do Grande Oriente do Brasil.
Originalmente, os axiônimos utilizados na Maçonaria eram algo extremamente simples,
e ainda o são em muitas localidades. Vejamos: Uma Loja é governada por um Mestre.
Logo, uma
Grande Loja é governada por um... Grão Mestre. Então, a Loja e o Mestre ganharam o
axiônimo
de “Worshipful” (Venerável). Assim, uma Venerável Loja é governada por um Venerável
Mestre.
E, logo, uma Mui Venerável Grande Loja é governada por um Mui Venerável Grão-Mestre.
Simples assim.
Entretanto, o termo em inglês “Worshipful”, além de “Venerável”, pode ser traduzido
como “Respeitável”. E não demorou para, nos países que não adotam a língua inglesa,
surgir
variações na tradução. Assim, surgiram os termos “Respeitável Loja” e “Mui Respeitável
Grande
Loja”, predominantes no restante do mundo.
Enquanto esses termos se consolidaram mundialmente na maçonaria simbólica, outros
termos foram surgindo para uso dos chamados Altos Corpos, de forma a diferenciá-los dos
primeiros. Porém, no século XIX, a maçonaria brasileira ainda sofria o mal, então já abolido
nos
países mais desenvolvidos, dos altos graus serem concedidos em Loja.
Dessa forma, ao que tudo indica, os termos utilizados para se referir a uma determinada
Loja indicavam se ela somente trabalhava nos graus simbólicos ou se ela tinha autorização
para
conceder altos graus de seu Rito. Uma Loja que trabalhasse apenas nos graus simbólicos
era
chamada de “Respeitável Loja” ou pela forma mais completa, “Respeitável Loja Simbólica”,
como ainda é em quase todo o mundo. Já uma Loja do REAA que concedesse graus além
do de
Mestre era chamada de “Augusta Loja”. E as Lojas dos Ritos Adonhiramita e Moderno
(então
chamados de “Ritos Azuis”, em contraste com o REAA, que na época adotava sua cor
original,
vermelha) que também concedessem altos graus eram chamadas de “Augusta Loja
Capitular”.

Autor: Kennyo Ismail

As Colunas Zodiacais

Os signos zodiacais relacionados com o Grau de Aprendiz Maçom são: Áries,


Touro,Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem. O signo zodiacal relacionado com o Grau de
Companheiro é Libra; e os inerentes ao Grau de Mestre Maçom são os signos de
Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. Acompanhe cada um da sua
representatividade:

Coluna nº 1: Áries, localizada junto à coluna do Norte, corresponde à cabeça e ao cérebro


do homem e representa Benjamim e como faculdade intelectual, a vontade ativa gerada
pelo cérebro. Corresponde ao planeta Marte e ao elemento fogo, representando no aprendiz
o fogo interno, o ardor encontrado no Candidato à procura de Luz.

Coluna nº 2: Touro, localizada junto á coluna do Norte, corresponde ao pescoço e à


garganta. É Issachar por representar a natureza pronta para fecundação, simboliza que o
candidato, depois de ser adequadamente preparado, foi admitido nas provas de iniciação.
Corresponde ao planeta Vênus e ao elemento Terra.

Coluna nº 3: Gêmeos, localizada junto á coluna do Norte, corresponde aos braços e às


mãos, são os irmãos Simeão e Levi, como faculdade intelectual é a união da intuição com a
razão. Corresponde ao planeta Mercúrio e ao elemento Ar. Representa a terra já fecundada
pelo fogo, á vitalidade criadora, simboliza o recebimento da luz pelo candidato.

Coluna nº 4: Câncer: localizada junto à coluna do Norte, representa o nascimento da


vegetação, a seiva da vida, simboliza a instrução do iniciado e a absorção por parte dele,
dos conhecimentos iniciáticos da Maçonaria. Corresponde aos órgãos vitais respiratórios e
digestivos. É Zabulão, como faculdade intelectual representa o equilíbrio entre o material e
o intelectual. Corresponde a Lua e ao elemento Água.

Coluna nº 5: Leão, localizada junto ao Oriente, corresponde ao coração, centro vital da vida
física; é Judá. Como faculdade intelectual, os anelos do coração, pois se pensava ser ele o
órgão do intelecto. Corresponde ao Sol e ao elemento fogo, é para o Aprendiz a luz que
vem do Oriente, é o calor dos Irmãos dentro da Loja. É o emprego da razão a serviço da
crítica, é a seleção de conhecimento.

Coluna nº 6: Virgem, localizada junto ao Oriente; corresponde ao complexo solar que


assimila e distribui as funções no organismo. É Ascher. Como faculdade intelectual exprime
a realização das esperanças. Corresponde ao planeta Mercúrio e ao elemento Terra.
Representa, para o Aprendiz, o aperfeiçoamento, quando já pode se dedicar ao
desbastamento da Pedra Bruta.

Coluna nº 7: Libra, localizada junto à coluna do Sul, caracterizada por Vênus corresponde
ao elemento ar e se refere ao grau de Companheiro Maçom. Simboliza o equilíbrio entre as
forças construtivas e destrutivas.

Coluna nº 8: Escorpião, localizada junto à coluna do Sul, caracterizada por Marte e pelo
elemento água. A partir dessa coluna até a coluna de Peixes, todas se referem ao grau de
Mestre Maçom. Essa coluna representa as emoções e sentimentos poderosos, rancor e
obstinação e a constante batalha contra as imperfeições.

Coluna nº 9: Sagitário, localizada junto à coluna do Sul. Caracterizada por Júpiter e pelo
elemento fogo. Representa a mente aberta e o julgamento crítico.

Coluna nº 10: Capricórnio, localizada junto à coluna do Sul, caracterizada por Saturno e
pelo elemento Terra. Simboliza a determinação e a perseverança.

Coluna nº 11: Aquário, localizada na coluna do Sul, caracterizada por Saturno e pelo
elemento Ar. Representa o sentimento humanitário e prestativo.

Coluna nº 12: Peixes, localizada na coluna do Sul, caracterizada por Júpiter e pela Água.
Simboliza o desprendimento das coisas materiais.

INTERSTÍCIO

Interstício quer dizer solução de continuidade, o intervalo entre duas superfícies da mesma
ou diferente natureza.

A Maçonaria utiliza a expressão em termos de tempo. Interstício é o intervalo de tempo que


deve decorrer entre dois fatos. Designadamente, interstício é o intervalo de tempo que deve
decorrer entre a Iniciação do Aprendiz e a sua Passagem a Companheiro e também o
tempo que se impõe decorra entre essa Passagem e a Elevação do Companheiro a Mestre.

O interstício é uma regra que admite exceção: o Grão-Mestre pode dele dispensar um
obreiro e passá-lo ou elevá-lo de grau sem o decurso do tempo regulamentar ou
tradicionalmente observado. No limite, a Iniciação, Passagem e Elevação podem ocorrer no
mesmo dia. Mas a dispensa de interstícios é rara – deve ser verdadeiramente excepcional –
e só por razões muito fortes deve ocorrer.

Assim sucede genericamente na Maçonaria Européia. Já a Maçonaria norte-americana é


muito menos exigente neste aspecto, sendo corrente a prática de conferir os três graus da
Maçonaria Azul num único dia. Esta é, aliás, uma conseqüência e também uma causa das
diferenças entre as práticas e as tradições maçônicas em ambas as latitudes.

Mas impõem-se observar que algumas franjas da Maçonaria norte-americana,


designadamente nas Lojas que se consideram de Observância Tradicional, se aproximam
neste como noutros aspectos, da prática européia.

A razão de ser do interstício é intuitiva: a que dar tempo para o obreiro evoluir, para obter e
trabalhar os ensinamentos, as noções, transmitidas no grau a que acede, antes de passar
ao grau imediato. Em Maçonaria busca-se o aperfeiçoamento e este não é, nem
instantâneo (instantâneo é o pudim...), nem automático. Depende de um propósito, de um
esforço, de uma prática consciente e perseverante.

É um processo. E, como processo que é, tem fases, tem uma evolução que se sucede ao
longo de uma lógica e de um tempo. Por isso, em Maçonaria não se tem pressa. O tempo
de maturação, o tempo de amadurecimento, a própria expectativa, são essenciais para um
harmonioso desenvolvimento individual.

Os graus e qualidades maçônicos não constituem nada, apenas ilustram, representam,


emulam a realidade do Ser e do Dever Ser. Não se tem mais qualidades por se ser maçom
(embora se deva ter qualidades para o ser...). Há muito profano com mais valor e maior
desenvolvimento espiritual e pessoal do que muitos maçons, ainda que de altos graus e
qualidades.
Para esses os maçons até criaram uma expressão: maçom sem avental. Mas procura-se
ilustrar com a qualidade de maçom a tendência para a excelência, a busca do
aperfeiçoamento.

O Mestre maçom não é, por decreto ou natureza, necessariamente melhor ou mais perfeito
do que o Companheiro ou o Aprendiz. Mas com os graus a maçonaria ilustra um Caminho,
um Processo, para a melhoria de cada um. Há por aí muito Aprendiz que é mais Mestre de
si próprio que muito Mestre de avental com borlas ou dourados. Mas o mero fato de ter de
fazer a normal evolução de Aprendiz para Companheiro e de Companheiro para Mestre
potencia o que já é bom, faz do bom melhor, do melhor, ótimo e do ótimo excelente.

Assim, em Maçonaria consideramos profícuo e valioso que o profano que pediu para ser
maçom aguarde, espere, anseie, pela sua Iniciação. E que o Aprendiz tenha de o ser
durante o tempo estipulado e tenha de demonstrar expressamente estar pronto para passar
ao grau seguinte, por muito evidente que essa preparação seja aos olhos de todos; e o
mesmo para o Companheiro passar a Mestre; e idem para o Mestre começar a ver
serem-lhe confiados ofícios; e também para o Oficial progredir na tácita hierarquia de ofícios
e um dia chegar a Venerável Mestre.

Tempo. Paciência. Evolução. De tudo isto é tributário o conceito de interstício, tal como é
aplicado em Maçonaria.

O interstício pode ser diretamente fixado, regulamentar ou tradicionalmente, ouresultar


indiretamente de outras estipulações. Por exemplo, na Loja Mestre Affonso Domingues
consideramos que não é o mero decurso do tempo que habilita um obreiro a aceder ao grau
seguinte. Mas reconhecemos que o decurso de um tempo razoável é necessário.

Estipulamos, assim, no nosso Regulamento Interno, que o interstício para que um obreiro
possa aceder ao grau seguinte seja constituído pela presença a um determinado número de
sessões.

Com isso, estipulamos que certa assiduidade é condição de acesso ao grau seguinte e,
como a Loja reúne duas vezes por mês, onze meses por ano, indiretamente fixamos um
período de tempo mínimo de permanência no grau.

Os nossos Aprendizes, quando passam a Companheiros, merecem-no! E os nossos


Companheiros, quando são elevados a Mestres estão em perfeitas condições de garantir a
fluente persecução dos objetivos da Loja, incluindo a formação dos Aprendizes e
Companheiros.

Nós não temos pressa...

Rui Bandeira

Fonte: Arte Real Trabalhos Maçônicos


Um maçom em qualquer parte do mundo, pode ser reconhecido por outro maçom, através
de toques, palavras e sinais.
Entretanto, internamente no Brasil, temos alguns, digamos, imbróglios, desentendimentos,
quanto a este importante quesito.
Porque existe aqui, um grande número de Potencias, quando a maior deixa de reconhecer
Potencias menores, e, ainda, temos um agravante, tem Potencias menores que, - também
agem de forma excludente, em relação à outras que em tudo se assemelham à elas.
Por aqui, confunde-se Regularidade com Reconhecimento.
Uma Potencia e as Lojas à ela filiadas, para que sejam regulares, precisam ter um endereço
fixo, horários pré-determinados para a realização de sessões, carta constitutiva, regimento
interno, estatuto e o registro fiel dos seus membros.
Além, é claro de cumprir as demais normas e leis da Maçonaria Universal.
Reconhecimento é o ato de estabelecer tratados de amizade e mútua visitação, fato este,
que, deixa de observar a Universalidade da Maçonaria, pois além do reconhecimento
através de toques, palavras e sinais, ainda pode-se exigir de um irmão maçom
desconhecido, o telhamento, ou o trolhamento, que é uma forma segura de evitar que
alguém tente se passar maçom, ingressando profanamente no Templo da Virtude.
Mas, temos problemas que abalam ainda mais, o espírito de igualdade maçônico, pois, têm
casos lamentáveis, quando, um maçom se afasta da Loja que frequentava, e, por
conseguinte da Potencia a que pertenceu, solicita o seu quite place, e, daí, em diante, este
maçom começa a receber críticas ferinas, sendo lembrado e tido como um inimigo, que
precisa ser combatido, de qualquer modo, até mesmo com calúnias e difamações, não
sendo mais, considerado pela Potencia e pela Loja que frequentava como irmão maçom.
O ano passado a Maçonaria Especulativa completou trezentos anos!
Entendo, que toda crítica, caso aconteça, - deva ser sempre construtiva.
Jamais, na ausência do acusado, até porque tem o Tribunal Maçônico para julgar e
condenar, quando for o caso, o mau maçom, aquele que não merece conviver em paz,
união, sinceridade, honestidade e lealdade com o fraterno amor, o grande ideário!
E, que, - sempre precisamos olhar para o passado da Arte Real, reverenciando aos irmãos
que nos legaram esta obra sem igual, buscando nos seus exemplos dignificantes a
inspiração e o modelo para o nosso viver maçônico.
A Maçonaria com suas Leis, Postulados e Ensinos é Justa e Perfeita!
Escrevo este texto, fazendo uma reflexão pessoal, lembrando que, - as palavras podem
convencer alguns, porém, o bom exemplo leva consigo os seres de boa vontade que
desejam viver paz, com concórdia, bom ânimo e boa fé, que desejam realmente praticar e
viver maçonaria!
Desbastar a própria pedra bruta, para que se ajuste na construção dos futuros Templos
Consagrados ao Grande Arquiteto do Universo, é um desafio gigantesco, mas, para que
projetemos o futuro, precisamos reformular o presente.
Somos em comparação com o número de habitantes de nossa cidade, do nosso estado, de
nosso País, ainda bem poucos.
A seara é vasta, muitos foram chamados, poucos foram escolhidos, e ainda destes poucos,
muitos não compreenderam o novo jeito de viver, o renascimento, a nova vida alcançada
durante as suas iniciações.
O bom trabalho leva um bom tempo para ser reconhecido.
Mas, isso não importa, porque o fruto do conhecimento é gerado pela árvore frondosa,
maçônica, germinada pelas mãos daqueles que semearam na terra fértil do pensamento e
do coração dos homens que, como nós buscamos - a sabedoria.
Para que a grande Potencia e as pequenas Potencias se reconheçam mutuamente, é
preciso que todos os maçons usem, - a temperança, o amor que, manuseia a trolha para
eliminar as imperfeições do conjunto da grande obra!
A compreensão de que somos diferentes, individualmente, e a consciência de que ninguém
está livre de precisar de um irmão, tanto na vida profana como no viver maçônico, deve
sempre ser lembrado.
Porque o futuro é incerto e justamente alguém, algum irmão maçom que no presente
desconheçamos, não o reconhecendo como tal, poderá ser justamente ele, que
fraternalmente nos reconhecerá e auxiliará, nos socorrerá.
Pensemos nisso!

Ir∴ Orlei Figueiredo Caldas M∴ I∴ 33 º

REFLEXÃO DO DIA *** 02JAN2019

Temos todas as condições e motivos para sermos felizes, pois, estamos vivos.

Mas, a felicidade precisa ser percebida para ser estimulada, vivenciada e, sobretudo,
partilhada. Somos felizes e, na maioria das vezes, não temos esta percepção. Temos vida,
e ela está aí para que a desfrutemos nas belas e boas possibilidades do mundo. Deus nos
criou para a felicidade.

Nascermos, foi simplesmente a nossa primeira grande vitória proporcionada pelo Criador. A
única derrota que pode nos destruir é a morte. Até lá, é possível criarmos vitórias diárias
vivendo a vida com sadia intensidade.

A sobrevivência é difícil, mas a cada novo dia, ao nos colocarmos sob a proteção de Deus,
criamos uma motivação diferente para iniciar uma nova página e um novo capítulo na busca
de novas conquistas.

Se além do espírito, cuidarmos bem da nossa saúde, poderemos quase tudo: estudar,
trabalhar, viajar, divertir, transformando em belezas todas as emoções, sejam de
melancolia, de tristezas, prazer ou dor, vivendo a vida de forma plena.

Então, não façamos da nossa vida uma curta e simples vela de cera, com uma tímida luz
que se consome mais rápido com o simples sopro do vento, mas sim, uma tocha que brilhe
intensamente nos clareando novos caminhos.

Nos lembremos que, temos o poder dentro de nós mesmos, para fazermos o que é preciso
ser feito para cumprirmos a missão que nos foi confiada pela Providência Divina. Cuidemos
de nossa saúde!
Que tenhamos um quarta-feira de muita paz, convictos de que cada novo dia é
possibilidade de vida nova. E o Novo Ano apenas começou!