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Laercio Vasconcelos Computação – LVC

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hardware

2003 – Usando programas de diagnóstico de hardware

Publicado em agosto 11, 2014

<a href=LAERCIO VASCONCELOS Laercio Vasconcelos Computa çã o – LVC Home » Artigos arquivados » 2003 – Usando programas de diagn ó stico de hardware 2003 – Usando programas de diagnóstico de hardware Publicado em agosto 11, 2014 agosto 11, 2014 by La La é rcio rcio Vasconcelos Vasconcelos Autor: La é rcio Vasconcelos Janeiro/2003 Programas de diagn ó stico ajudam na manuten çã o, testando partes importantes do computador, como processador, mem ó ria, placa m ã e, disco r í gido. O checkup do computador Quando um PC apresenta defeitos, devemos utilizar manuten çã o corretiva para solucion á -los. Entretanto, em muitos casos o defeito n ã o é percebido de imediato. O PC pode estar com um componente ou m ó dulo defeituoso e mesmo assim con tinuar operando normalmente, provavelmente devido ao fato do usu á rio n ã o estar ativando fun çõ es que fazem uso do m ó dulo defeituoso. O usu á rio pode perceber o defeito dias, semanas ou at é meses depois. Algumas vezes o usu á rio s ó percebe o problema quando tenta instalar um novo software ou um novo m ó dulo de hardware. Fica pensando que est á fazendo algo " id="pdf-obj-0-29" src="pdf-obj-0-29.jpg">
rcio Vasconcelos Vasconcelos
rcio Vasconcelos
Vasconcelos

Autor: Laércio Vasconcelos

Janeiro/2003

Programas de diagnóstico ajudam na manutenção, testando partes importantes

do computador, como processador, memória, placa mãe, disco rígido.

O checkup do computador

Quando um PC apresenta defeitos, devemos utilizar manutenção corretiva para

solucioná-los. Entretanto, em muitos casos o defeito não é percebido de

imediato. O PC pode estar com um componente ou módulo defeituoso e mesmo

assim con tinuar operando normalmente, provavelmente devido ao fato do

usuário não estar ativando funções que fazem uso do módulo defeituoso. O

usuário pode perceber o defeito dias, semanas ou até meses depois.

Algumas vezes o usuário só percebe o problema quando tenta instalar um novo

software ou um novo módulo de hardware. Fica pensando que está fazendo algo

errado durante a instalação, ou que o programa está com alguma

incompatibilidade com o seu PC, ou que o mó dulo de hardware que está sendo

instalado está defeituoso. Na verdade, pode não ser nada disso. Pode ser um

defeito já existente, manifestando-se pela primeira vez.

Uma forma de evitar este transtorno é fazendo periodicamente um check-up de

hardware no PC. Existem diversos programas que nos auxiliam nesta tarefa. São

chamados de programas de diagnóstico. Veremos neste capítulo como realizar

um CHECK-UP de hardware através de programas de diagnóstico.

OBS.: Muitos programas de diagnóstico podem ser comprados em lojas

especializadas, outros podem ser obtidos, até mesmo gratuitamente pela

Internet. No final deste capítulo mostraremos como obter os programas de di ‐

agnóstico.

POST

O check-up de hardware é tão importante que todo PC realiza, na ocasião em que

é ligado ou “ressetado”, uma espécie de teste automático. Esse é o chamado auto-

teste (em inglês, POST, ou Power-on Self Test). No POST são verificadas al gumas

das funções vitais da placa de CPU, da memória, do teclado e de algumas

interfaces. Apesar desse teste ser rápido e simplificado, muitas vezes é suficiente

para detectar defeitos no hardware. Entretanto, na maioria das vezes, o POST não

é suficientemente rigoroso para detectar todos os erros possíveis. Daí surge a

necessi dade do uso de programas de diagnóstico mais elaborados.

Gravidade dos defeitos

Para que um PC funcione corretamente, todos os seus módulos devem estar em

perfeitas condições. Entretanto, alguns módulos são mais importantes que

outros. Por exemplo, o defeito em um drive de disquetes não afetará o

funcionamento do PC, enquanto o usuário estiver utilizando apenas o disco

rígido e o drive de CD-ROM. Apenas quando for necessário usar disquetes o

defeito irá se manifestar. Este é portanto um defeito de importância secundária.

Já um problema no disco rígido torna o PC praticamente inoperante. Vemos

então que existem diferentes níveis de gravidade nos defeitos, bem como

diferentes níveis de importância para o funcionamento do PC. A seguir

apresenta mos uma lista de vários módulos do computador divididos em três

categorias, de acordo com o grau de importância:

Importância

Import

ncia mmáxima

xima

Sem eles o PC não pode ser usado

Fonte de alimentação

Processador

Placa de CPU

Memórias

Importância

Import

ncia mmédia

Import â ncia Import ncia m m é dia dia Placa de v í deo Disco

dia

Placa de vídeo

Disco rígido

Sem eles o PC liga mas fica

Interfaces IDE

parcialmente inoperante

Teclado

Importância

Import

ncia mmínima

nima

Monitor

Drive de disquetes e sua interface

Sem eles o PC funciona com suas

funções incompletas

Impressora e interface paralela

Mouse e interfaces seriais

Placas: fax/modem, som, etc,

Drive de CD-ROM

Esta divisão em níveis de importância pode variar. Por exemplo, consideramos o

monitor como sendo um módulo de importância média, caso seja possível pegar

emprestado o monitor de outro computador. Se isto não for possível, a

importância torna-se máxima. O mesmo podemos dizer sobre o teclado. A placa

fax/modem foi classificada como de importância mínima, mas é claro que será

máxima se o usuá rio estiver desesperado para, por exemplo, acessar a Internet e

não tiver outro PC por perto.

Preparativos para usar programas de diagnóstico

A maioria dos softwares de diagnóstico funcionam no modo MS-DOS. É errado

usá-los sob o Windows, ou mesmo no MS-DOS com programas residentes

(aqueles que ficam instalados na memória, ativados pelo CONFIG.SYS e

AUTOEXEC.BAT). Algu mas formas ERRADAS de executar programas de

diagnóstico são:

Executar um boot normal pelo disco rígido

Usar programa de diagnóstico para MS-DOS a partir do Windows

Testar a memória DRAM com a memória cache habilitada

Testar a memória DRAM com gerenciadores de memória ativos

Usar um disquete inadequado para testar o drive

Confusão no teste (interno e externo) das interfaces serias e paralelas

Vamos mostrar quais são as providências a serem tomadas para que os testes

sejam feitos de forma adequada.

O boot limpo

Os programas que fazem diagnóstico de hardware, em sua maioria, operam no

modo MS-DOS. A razão disso é que o teste é feito somente nos componentes de

hardware, e módulos de software presentes poderiam atrapalhar os testes. Por

exemplo, se o Windows estiver ativo, não será possível testar a memória adequa ‐

damente. O mesmo ocorre se existirem gerenciadores de memória (HIMEM.SYS e

EMM386.EXE) ativados. Um software de diagnóstico em geral faz acessos ao

hardware que não são permitidos quando existem outros programas em

execução. Existem programas de diagnóstico que operam sob o Windows, mas o

tipo de teste realizado é um pouco superficial, já que não pode acessar o

hardware diretamente, e sim de forma indireta, obedecendo às convenções do

Windows.

Antes de usar programas de diagnóstico no modo MS-DOS, deve ser executado

um boot limpo, aquele no qual não são processados os arquivos CONFIG.SYS e

AUTOEXEC.BAT, e não é feito o carregamento do Windows. Existem diversas

formas de fazê-lo. Uma delas, que pode ser usada com qualquer versão do MS-

DOS, e inclusive com o Windows 9x, é utilizando um disquete de boot. Para gerar

um disquete de boot, devemos digitar, a partir do Prompt do MS-DOS, o seguinte

comando:

FORMAT A: /S /U

A partir daí, podemos executar o programa de diagnóstico desejado, mesmo que

este esteja localizado no disco rígido. Entretanto, para que tenhamos uma maior

autonomia, é interessante gravar o programa de diagnóstico neste disquete. Nor ‐

malmente esses programas não são muito grandes, podendo ser perfeitamente

gravados em um único disquete de 1.44 MB.

É interessante colocar também nesse disquete, o programa usado para ativar o

mouse no modo MS-DOS, conhecido como mouse driver. Assim poderemos co ‐

mandar nosso programa de diagnóstico a partir do mouse (apesar disso não ser

obrigatório). Além disso, a maioria dos programas de diagnóstico só testa o

mouse se este driver estiver ativo.

Se você estiver trabalhando como técnico, poderá encontrar várias versões de

sis tema operacional. Prepare então diferentes versões de disquetes de boot:

MS-DOS 6.x (de preferência 6.22)

Windows 95

Windows 95a

Windows 95b (OSR2)

Windows 98

Windows 98SE

Windows ME

etc…

Você pode incluir em cada um desses disquetes de boot, o seu programa de dia ‐

gnóstico predileto, ou então deixar esses disquetes só com o boot e utilitários do

modo MS-DOS (FDISK, FORMAT, SYS, etc) e usar um disquete à parte, só para

programas de diagnóstico. A razão da necessidade de tantos disquetes de boot é

que um técnico pode encontrar PCs com várias versões de sistema operacional. É

preferível usar o boot de mesma versão que a existente no PC que será testado, o

que traz algumas vantagens. Por exemplo, será possível utilizar todos os

utilitários para MS-DOS existentes no PC testado. Se você executar o boot com

um disquete contendo uma versão de MS-DOS, e tentar utilizar o programa

FORMAT.COM existente no disco rígido do PC testado, mas utilizando uma versão

de MS-DOS diferente, será apresentada a mensagem:

Versão incorreta do DOS

Não pense que executar um boot pelo disco rígido resolve este tipo de problema.

Você poderá encontrar na prática, discos rígidos com problemas, ou PCs com

vírus no setor de boot, o que tornará o seu trabalho muito difícil se não tiver o

disquete de boot apropriado. Existe ainda a questão da FAT32. Este sistema de

arquivos só está presente a partir do Windows 95 OSR2. Portanto, se você

executar por exem plo o boot com um disquete gerado pelo Windows 95 original,

e o disco rígido estiver formatado com FAT32 (disponível no Windows 95b e

superiores), não será possível acessar arquivos do disco rígido, apesar de ser

possível realizar testes físicos (acessos a trilhas e setores, mas não a arquivos).

Um técnico deve estar portanto preparado com disquete de boot de todas as

versões. É claro que para um usuário que tem apenas que tomar conta do seu

próprio PC, a situação é bem mais simples. Basta ter o disquete de boot da versão

existente no seu PC.

Apesar de não ser a forma mais recomendada, podemos executar um boot limpo

através do disco rígido. Lembre-se portanto que se o disco rígido estiver com

pro blemas, ou mesmo com vírus, este método não será válido. Execute o boot

limpo da seguinte forma:

No MS-DOS 5 e 6

Pressione a tecla F5 no instante em que for

apresentada a mensagem “Iniciando o MS-DOS…”. Se

esta mensagem não for apresentada, use a tecla F5

logo após o BEEP emitido pelo alto falante durante o

No Windows 95/98

boot.

Pressione Shift-F5 no instante em que for apresentada

a men sagem “Iniciando o Windows 9x…”. Se esta

mensagem não for apresentada, use Shift-F5 logo após

o BEEP emitido pelo alto falante durante o boot. Ao

invés de Shift-F5, você pode ainda usar a tecla F8, e no

menu apresentado, escolher So mente Prompt do

modo de segurança.

Ao ser executado o boot desta forma, será apresentada a mensagem:

O MS-DOS está ignorando os arquivos CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT

ou

O Windows está ignorando seus arquivos de inicialização

No Windows ME não é possível executar um boot no modo MS-DOS usando o

disco rígido. Será necessário utilizar um disquete de boot. Se o computador tiver

instalado um sistema operacional do qual você não tenha o disquete de boot,

pode usar o disquete de boot de uma versão recente do Windows, mas apenas

lembre-se que não poderá ter acesso aos arquivos do disco rígido durante os

testes. Ainda assim será possível testar todo o hardware.

Para testar a memória

Uma vez que tenha sido preparado o disquete (ou disquetes) com o boot, o pro ‐

grama de diagnóstico e o mouse driver (opcional), é ainda necessário realizar

uma pequena alteração no CMOS Setup. Usamos programas de diagnóstico, entre

ou tras coisas, para testar a memória. O teste da memória fica invalidado quando

a memória cache está ativada. Devemos então desativar a cache de nível 1 e a de

nível 2, possibilitando assim o teste correto da memória DRAM. Isto é feito no

Advanced CMOS Setup, no qual encontramos os comandos para habilitar e

desabilitar as caches, que devem ficar da seguinte forma:

Internal Cache: Disabled

External Cache: Disabled

Não esqueça de habilitar novamente as caches depois que terminar de usar o

programa de diagnóstico, caso contrário o computador se tornará extremamente

lento.

Loopbacks

Todos os programas de diagnóstico são capazes de realizar testes nas interfaces

se rias e nas interfaces paralelas. Para que os testes dessas interfaces sejam mais

rigoro sos, existem conectores especiais (fornecidos pelos fabricantes dos

programas de diagnóstico) chamados de loopbacks. Os testes podem ser

realizados sem o uso desses conectores, mas sem eles não é possível testar 100%

das suas funções.

A maioria dos programas de diagnóstico, ao testarem as interfaces seriais ou

parale las, antes de iniciar os testes, perguntam ao usuário se o teste será

realizado com ou sem o loopback. Desta forma, será feito o teste externo (com

loopback) ou interno (sem loopback). Existem loopbacks próprios para testar as

interfaces seriais e pró prios para testar as interfaces paralelas. É preciso tomar

cuidado para não fazer con fusão, pois programas de diagnósticos diferentes

podem utilizar loopbacks ligeira mente diferentes.

Todos os fabricantes de programas de diagnóstico oferecem, de uma forma ou de

outra, os loopbacks adequados. Alguns os oferecem juntamente com o software,

outros os vendem separadamente. Muitas, vezes, o manual do programa de dia ‐

gnóstico traz um esquema de ligações para a construção desses loopbacks. O

capí tulo “Tabelas e diagramas” traz os esquemas dos loopbacks utilizados pelos

principais programas de dia gnóstico, para que você possa construí-los, caso não

consiga comprá-los.

A figura 1 mostra três loopbacks, sendo dois seriais (de 9 e de 25 pinos) e um

para lelo.

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Figura 1

Loopbacks.

Disquete para testar o drive

Os programas de diagnóstico são capazes de realizar testes de leitura e gravação

com os drives de disquete. Para realizar esse teste será necessário providenciar

um disquete confiável, pois não queremos testar o disquete, e sim, o drive. Se não

ti vermos a certeza absoluta de que o disquete se encontra em perfeitas

condições, um eventual erro apontado pelo programa de diagnóstico nos deixará

com a se guinte dúvida: o defeito está no drive ou no disquete? Como queremos

saber se o drive está bom ou não, teremos que usar um disquete em perfeitas

condições. No caso de técnicos, não é recomendável utilizar para testes, um

disquete do cliente, já que não será possível ter certeza sobre a confiabilidade

deste disquete. Para obter um disquete confiável devemos fazer o seguinte:

  • a) Selecionamos um disquete novo, de boa qualidade.

  • b) Realizamos uma formatação nesse disquete, usando o comando

FORMAT A:/U

A opção “/U” serve para ativar a chamada formatação incondicional, que é

aquela na qual as trilhas e os setores do disquete são criados. Até a versão 4.01 do

MS-DOS, isto era feito automaticamente pelo programa FORMAT, mas a partir da

versão 5.0 o MS-DOS (o mesmo ocorrendo com o Windows 95 e posteriores)

passou a fazer uma formatação baseada em apagar o diretório raiz e a tabela de

alocação de ar quivos, e ainda uma verificação na superfície do disco. Para

realizar uma formata ção como era feita antes, criando as trilhas e os setores,

basta usar a opção /U.

c) Após a formatação verificamos a existência de bad sectors (setores

defeituosos). Caso sejam apresentados alguns setores defeituosos, o disquete não

é considerado confiável e não pode ser usado para testar os drives. A figura 2

mostra um exemplo do que ocorre na tela após a formatação de um disquete

problemático. Na figura 3 vemos o resultado da formatação de um disquete em

perfeitas condições.

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02

Figura 2 – Formatação de um disquete problemático.

Na figura 2 podemos observar a presença de setores defeituosos (552.960 bytes

em setores defeituosos), o que indica que este disquete não pode ser usado no

 

teste de drives.

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03

Figura 3 – Formatação de um disquete em perfeitas condições.

Observamos na figura 3 que não ocorreram setores defeituosos. Todo o espaço

existente no disco foi indicado como disponível (1.457.664 bytes disponíveis no

disco). Temos aqui um disquete 100% confiável para ser usado no teste de drives.

Na verdade, até mesmo para o uso diário os disquetes devem apresentar esta

carac terística. Disquetes com setores defeituosos podem ser usados, mas tal

prática deve ser evitada.

PC-Check

Aqui está um excelente programa de testes de hardware. A Eurosoft, empresa que

o produz, concentra suas atividades apenas em programas relacionados com o

hardware, sendo o PC-Check o seu principal produto. Você pode obter gratuita ‐

mente uma versão de demonstração pela Internet, em

http://www.eurosoft-uk.com.

A figura 4 mostra o menu principal do PC-Check. Os três primeiros itens são os

que mais nos interessam. Com System Information Menu podemos obter

diversas informações sobre os componentes de hardware instalados. Com

Advanced Diagnostic Tests, podemos fazer um check-up de hardware, testando

processador, memória, disco rígido, etc. O item Continous Burn-in Tests serve

para executar testes repetitivos, muito úteis para detectar defeitos intermitentes.

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04

Figura 4 – Menu principal do PC-Check.

Informações do sistema

A figura 5 mostra o System Information Menu. Temos comandos para visualizar

a configuração de hardware, obter informações sobre as IRQs em uso, mapa de

E/S, informações sobre os dispositivos ligados aos barramentos PCI e PCMCIA

(este último é usado em notebooks), informações sobre os dispositivos IDE,

interrupções de software, drivers instalados, Standard CMOS Setup, e ainda um

item para editar os arquivos de sistema.

<a href=05 " id="pdf-obj-9-61" src="pdf-obj-9-61.jpg">

05

Figura 5

System Information Menu.

A opção System Configuration apresenta as telas das figuras 6 e 7. Na primeira

tela são mostrados o tipo de processador, o seu clock, a quantidade de memória

RAM, a quantidade de memória cache (L1 e L2), os barramentos presentes, o fa ‐

bricante do BIOS e a versão de DOS usada.

<a href=06 " id="pdf-obj-9-95" src="pdf-obj-9-95.jpg">

06

Figura 6 – System Configuration – primeira parte.

Na segunda parte é apresentada a tela da figura 7, trazendo informações sobre os

discos instalados, drive de CD-ROM, placa de som, placa de vídeo, portas seriais e

paralelas, e finalmente sobre o mouse.

<a href=07 " id="pdf-obj-10-3" src="pdf-obj-10-3.jpg">

07

Figura 7 – System Configuration – segunda parte.

O PC-Check tem uma característica muito interessante, raramente encontrada

em outros programas de diagnóstico. É capaz de detectar e testar o mouse, drive

de CD-ROM e placa de som, sem a presença dos drivers desses dispositivos no

CONFIG.SYS e AUTOEXEC.BAT. Este acesso é feito através de drivers especiais que

acompanham o PC-Check. Até mesmo dispositivos Plug-and-Play podem ser

ativados e testados.

A figura 8 mostra o relatório sobre o uso de interrupções de hardware

apresentado pelo PC-Check. Assim como ocorre com outros programas, este

relatório não é 100% preciso, pois o PC-Check não consegue detectar algumas das

placas que usam interrupções. Por exemplo, no PC testado na figura 8, a IRQ10

estava em uso por uma placa digitalizadora de vídeo e a IRQ11 em uso por uma

placa de rede. Mesmo assim foi possível detectar que a IRQ7 estava sendo usada

por uma Sound Blaster, que a IRQ9 estava em uso pela interface IDE terciária, e

que a IRQ14 e IRQ15 estavam em uso pelas interfaces IDE primária e secundária.

<a href=08 " id="pdf-obj-10-92" src="pdf-obj-10-92.jpg">

08

Figura 8 – Interrupções de hardware

OBS: Para obter um relatório mais preciso sobre o uso das interrupções, podemos

usar o Gerenciador de Dispositivos do Windows. Clicamos então em Computador

e Propriedades para ver o relatório.

No System Information Menu (figura 5) temos outro comando muito

importante, o I/O Port Information. Este comando apresenta um mapa de uso

dos endereços de E/S. Essas informações são úteis para detectar conflitos de

endereços de E/S. Ao ser usado, este comando pede a especificação do ende reço

inicial e endereço final a ser testado. Com essas informações é apresentado um

relatório como o da figura 9. Usamos as setas do teclado para visualizar o mapa

inteiro. Neste mapa, os valores FF indicam endereços que estão provavelmente

livres, enquanto valores diferentes de FF indicam endereços ocupados. O PC-

Check apresenta ainda nesta janela, os nomes dos dispositivos que normalmente

utilizam cada um desses endereços. Observe que esses dispositivos não são detec ‐

tados e identificados. Apenas é indicado o dispositivo que normalmente ocupa

cada faixa de endereços.

<a href=09 " id="pdf-obj-11-3" src="pdf-obj-11-3.jpg">

09

Figura 9 – Mapa de E/S.

O comando PCI Bus Information mostra uma lista dos dispositivos ligados ao

bar ramento PCI, como vemos na figura 10. É mostrado o fabricante, a

identificação, e os recursos de hardware utilizados.

<a href=10 " id="pdf-obj-11-25" src="pdf-obj-11-25.jpg">

10

Figura 10 – Informações sobre dispositivos PCI.

O comando IDE Bus Information detecta os dispositivos ligados nas interfaces

IDE (Primary Master, Secondary Master, Primary Slave e Secondary Slave) e

apresenta para cada um deles, diversas informações, como vemos na figura 11.

<a href=11 " id="pdf-obj-11-47" src="pdf-obj-11-47.jpg">

11

Figura 11 – Informações sobre dispositivos IDE.

O item CMOS Configuration permite fazer alterações em alguns itens do Standard

CMOS Setup: data e hora, tipos de drives de disquetes, tipos dos discos rígidos,

tamanho da memória convencional e da estendida, tipo de placa de vídeo e

presença da unidade de ponto flutuante. É preciso executar um boot para que as

alterações tenham efeito.

 

Menu de testes

A figura 12 mostra o Advanced Diagnostic Menu, a partir do qual são executados

todos os testes de hardware.

<a href=12 " id="pdf-obj-11-99" src="pdf-obj-11-99.jpg">

12

Figura 12

Menu para os testes de hardware do PC-Check.

Testes do processador

O Processor Test (figura 13) faz uma checagem nas funções do processador, do

co-processador aritmético e nas instruções MMX (quando suportadas). Este é um

teste muito útil para ser usado quando o PC apresenta travamentos

intermitentes. Dei xamos que o teste do processador seja executado de forma

repetitiva (mais adiante veremos como fazê-lo), até que ocorra o erro. Por

exemplo, suponha que um PC tenha o mau hábito de apresentar travamentos

depois de ligado durante 10 minu tos. Deixamos então o teste do processador ser

realizado durante um tempo supe rior a este. Se não forem apresentados erros,

tudo indica que o problema não está no processador (não é aquecimento, por

exemplo). Poderia então ser um problema de memória, ou um problema de

software, ou um problema na placa de CPU.

<a href=13 " id="pdf-obj-12-39" src="pdf-obj-12-39.jpg">

13

Figura 13 – Menu de testes para o processador.

OBS: Para que o processador seja identificado corretamente, use uma versão

recente do PC-Check. Versões antigas não detectarão corretamente

processadores recentes.

OBS: Este teste é capaz de determinar se o processador possui bugs críticos. Por

exemplo, observe na figura 13 que são feitos testes para verificar a presença dos

bugs FDIV e FIST, clássicos de versões defeituosas do Pentium.

Testes na placa de CPU

Na figura 14 vemos outro teste importante, o da placa de CPU. Este teste engloba

vários circuitos do chipset, como os controladores de DMA, controladores de

inter rupções, Timer, controlador de teclado, o CMOS e o barramento PCI.

Travamen tos em um PC podem ocorrer com muita freqüência, e uma das causas

possíveis são falhas nos controladores de DMA, timers e controladores de

interrupções. Este é portanto um teste bastante útil.

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14

Figura 14 – Testes na placa de CPU.

O teste do controlador de teclado (Keyboard Controller Test) também é

importante. Anomalias no teclado podem ser causadas pelo próprio teclado, ou

então pela sua interface (Keyboard Controller). Se o problema for no teclado,

basta trocá-lo. Um teclado é bem barato, e o transtorno de uma troca é pequeno.

Se mesmo trocando o teclado o erro per siste, o problema certamente está na sua

interface. O PC-Check é capaz de identifi car problemas nesta interface. Quando

esta interface está embutida no chipset, será preciso substituir a placa de CPU.

Por outro lado, em muitos casos a interface de teclado é formada pelo chip 8042

ou similar. Nesse caso, é possível conseguir um desses chips no comércio de

“sucata” de placas de CPU.

Testes de memória

A figura 15 mostra o menu de testes de memória. São feitos testes de memória

con vencional, testes de memória estendida, teste dos circuitos de refresh e testes

na memória cache externa.

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15

Figura 15

Menu de testes de memória.

Os testes da memória convencional e da memória esten dida são bem

semelhantes, exceto que o da memória convencional vai do endereço 0 até 640k,

e o da memória estendida vai de 1024k em diante. Em cada um desses dois testes,

temos três opções: Quick, Normal e Advanced. O PC-Check realiza 11 tipos

diferentes de teste. No tipo Quick, apenas dois dos 11 testes são feitos (Parity e

Pseudo Random). No teste normal, todos os 11 tipos de teste são realizados. Com a

opção Advanced (figura 16), podemos escolher quais desses 11 tipos de teste de ‐

vem ser realizados.

<a href=16 " id="pdf-obj-13-95" src="pdf-obj-13-95.jpg">

16

Figura 16

Selecionando os tipos de teste de memória a serem realizados.

A figura 17 mostra os resultados do teste de memória convencional. Todos os

testes realizados apresentam telas como esta. A diferença está em quais dos 11

testes são feitos e quais são ignorados (SKIPPED), e nos endereços usados no

teste.

<a href=17 " id="pdf-obj-14-3" src="pdf-obj-14-3.jpg">

17

Figura 17 – Teste de memória convencional.

O teste dos circuitos de refresh é muito importante. Esses circuitos são

necessários para manter o bom funcionamento da RAM. Quando este circuito

está falhando, a memória DRAM perde dados, o que causa travamentos, falhas

gerais de proteção e operações ilegais. Quando existe problema no refresh, não

adianta trocar as memó rias, pois os erros continuarão. Talvez o problema possa

ser solucionado pelo CMOS Setup, colocando as opções Concurrent Refresh e

Transparent Refresh em Normal (ou default), mas em geral é preciso trocar a

 

placa de CPU.

O teste de memória cache (figura 18) é muito importante, e o PC-Check é um dos

raros programas de diagnóstico que o realiza. Ao serem detectados problemas,

de vemos fazer ajustes no Advanced Chipset Setup, visando aumentar o número

de ciclos de acesso à cache – isto nas placas de CPU que utilizam cache externa. É

possível que o problema não seja um defeito, e sim um ajuste muito acelerado,

não suportado pela cache. Se isto não resolver devemos trocar a cache (no caso

de chips encaixados em soquetes, ou de módulos COAST) ou substituir a placa de

CPU (quando a cache for soldada na placa).

Note que os processadores modernos possuem cache L1 e L2 embutidas. Se for

detectado erro nas caches, o problema pode ser defeito no processador, que

precisará ser substituído. O processador pode estar em boas condições mas estar

configurado de forma errada (clocks e voltagens). Será preciso revisar os jumpers

da placa de CPU para corrigir o problema. Ainda assim pode estar em perfeitas

condições mas apresentar erros devido a aquecimento excessivo. Será preciso

verificar o cooler do processador.

<a href=18 " id="pdf-obj-14-143" src="pdf-obj-14-143.jpg">

18

Figura 18 – Teste da memória cache externa.

OBS.: A versão DEMO do PC-Check, obtida gratuitamente na Internet, possui uma

limitação: testa apenas os primei ros 4 MB da memória estendida. Portanto, para

obter a plena funcionalidade neste teste, é preciso comprar o PC-Check.

Testes nas portas seriais e modems

O teste de portas seriais é ativado pelo comando Serial Ports no seu menu de dia ‐

gnósticos (figura 12). Um dos recursos interessantes do PC-Check, não

encontrado na maioria dos programas de diagnóstico, é o teste de modems.

Além de fazer di versos testes nas portas seriais, é capaz de detectar e identificar

o modem instalado (pelo menos dos principais fabricantes) e realizar testes

neste modem. Terminada a detecção, a tela assume o aspecto mostrado na figura

19. Podemos então selecionar a porta serial a ser testada. Quando uma porta

serial é identificada como tendo um modem conectado, não podemos fazer o seu

teste a partir deste menu. Temos que voltar ao menu de testes e escolher a opção

Modems.

<a href=19 " id="pdf-obj-15-47" src="pdf-obj-15-47.jpg">

19

Figura 19 – Selecionando a porta serial ou modem para testar.

Uma vez selecionada a porta serial a ser testada, é apresentada a tela da figura

20. Note que ao contrário de outros programas de diagnóstico, o PC-Check não

realiza testes em fases distintas, com loopback e sem loopback. Todas as funções

da porta serial são testadas, porém é necessário que o loopback esteja acoplado.

O único teste que é realizado sem o loopback é o de IRQ. Para fazer o teste da

porta serial, conectamos o loopback e usamos o comando Run All Serial Port

 

Tests.

<a href=20 " id="pdf-obj-15-102" src="pdf-obj-15-102.jpg">

20

Figura 20 – Menu de testes de uma porta serial.

O teste de modems possui um aspecto semelhante. O modem é detectado e é au ‐

tomaticamente dado início ao teste chamado Data Collection. Terminado o teste,

a tela assume o aspecto mostrado na figura 21. Podemos agora utilizar o menu

para ativar os demais testes. Observe que apesar deste teste fazer referência a um

“loo pback”, não é necessário utilizar loopbacks físicos. Esta conexão já existe

interna mente no modem, para efeito de teste.

<a href=21 " id="pdf-obj-15-149" src="pdf-obj-15-149.jpg">

21

Figura 21 – Menu para teste de modems.

Entre os diversos testes executados no modem, é feita a checagem do tom de dis ‐

cagem, e também a discagem propriamente dita. São ainda feitas transmissões e

recepções (internas, através do loopback) em várias velocidades.

OBS – Nem todos os modelos de modems podem ser detectados pelo PC-Ckeck.

Isto é verdade sobretudo para os soft modems.

Testes na porta paralela

Em caso de problemas de impressão, devemos checar inicial mente o

funcionamento da porta paralela. Apenas quando a porta paralela está em

perfeitas condições devemos partir para o teste da impressora. Este é outro teste

que requer a presença de loopback. A figura 22 mostra os resultados dos testes na

porta paralela.

<a href=22 " id="pdf-obj-16-31" src="pdf-obj-16-31.jpg">

22

Figura 22 – Teste da porta paralela.

Testes na impressora

Ao usarmos o teste de impressoras, o PC-Check pergunta inicialmente qual é a

porta na qual a impressora está conectada (normalmente é a LPT1). Pergunta

ainda qual é o tipo de impressora. As opções são Generic, Epson 9 pinos, Epson 24

pinos, HP Laserjet e Postscript. No modo Generic, apenas caracteres serão

impressos. Im pressoras a jato de tinta que sejam compatíveis com o padrão PCL

(usado pelas impressoras a Laser da HP e compatíveis) podem ser testadas como

HP Laserjet. A figura 23 mostra o resultado da impressão no modo HP Laserjet.

<a href=HARD-020 " id="pdf-obj-16-86" src="pdf-obj-16-86.jpg">

Figura 23

Teste da impressora.

Testes na placa de vídeo

As mais interessantes características do teste de vídeo do PC-Check são a

detecção da quantidade correta de memória de vídeo, a detecção do chip gráfico,

o teste da memória de vídeo completa, e os testes em modos VESA de alta

resolução. Na figura 24 vemos o menu de testes de vídeo do PC-Check.

<a href=24 " id="pdf-obj-16-139" src="pdf-obj-16-139.jpg">

24

Figura 24

Menu de testes de vídeo do PC-Check.

Entre os modos gráficos testados, existem alguns de resolução muito elevada,

nem sempre suportados pelo monitor. Nesse caso, podemos usar o comando

Select Modes for Testing, indicando assim os modos que devem ser usados nos

testes. Desta forma podemos evitar o uso de resoluções muito elevadas, o que em

alguns casos pode danificar o monitor. Na figura 25 vemos uma parte da lista dos

modos suportados. Selecionamos com Enter os modos desejados para o teste e

teclamos F10 para terminar a escolha. Desta forma podemos evitar o uso de

resoluções superiores a 1024×768 nos monitores mais sim ples, o que certamente

causaria perda de sincronismo, e possivelmente poderia danificar o monitor. Os

modos gráficos listados seguem o padrão VESA. Por exemplo, o modo 111h opera

com a resolução de 640×480 e 15 bits por pixel, re sultando em 32.768 (32k) cores.

HARD-021 Figura 25
HARD-021
Figura 25

Selecionando os modos usados no teste de vídeo.

OBS: O uso de uma resolução muito elevada, não suportada pelo monitor, pode

queimá-lo, caso não possua proteção interna adequada. Resoluções elevadas

resultam em freqüêncais horizontais elevadas. Como resultado, o flyback do

monitor (transformador de alta tensão) pode ficar sobrecarregado e queimar, se

não tiver proteção adequada. Em caso de dúvida, é melhor não abusar das altas

resoluções, não suportadas pelo monitor.

Interessante é a capacidade do PC-Check em detectar o chip gráfico e a

quantidade de memória de vídeo, coisas que a maioria dos programas de

diagnóstico não fa zem, tratando a placa apenas como VGA. Na figura 26 vemos

que a placa detec tada usa o chip gráfico S3 Trio64 V+, e tem 2 MB de memória de

vídeo.

26

26

Figura 26 – Detectadas as características reais da placa de vídeo.

A figura 27 mostra algumas das várias telas apresentadas durante os testes de

vídeo realizados pelo PC-Check. O número total de telas pode ser muito grande, já

que a maioria dos testes é realizado em cada um dos modos gráficos

 

selecionados.

<a href=HARD-022 " id="pdf-obj-18-90" src="pdf-obj-18-90.jpg">

Figura 27 – Algumas das várias telas apresentadas durante os testes de vídeo do

 

PC-Check.

Testes no drive de CD-ROM

O PC-Check faz testes no drive de CD-ROM mesmo após um boot limpo, pois é

capaz de ativar dispositivos Plug and Play, e ainda instala drivers que dão acesso

ao drive de CD-ROM e às funções de áudio da placa de som. Na figura 28 vemos o

menu de testes do drive de CD-ROM. Para a maioria dos usuários, apenas os três

primeiros testes serão de interesse. O quarto teste necessita de um CD-ROM de

teste comercializado pela empresa que produz o PC-Check.

<a href=28 " id="pdf-obj-18-145" src="pdf-obj-18-145.jpg">

28

Figura 28

Menu de testes do drive de CD-ROM.

O primeiro teste verifica a taxa de transferência do disco rígido. O drive testado

na figura 29 apresentou uma taxa de 596 kB/s, sendo portanto classificado como

sendo de quádrupla velocidade (4x).

O primeiro teste verifica a taxa de transfer ê ncia do disco r í gido. O29 Figura 29 – Testando a taxa de transfer ê ncia do drive de CD-ROM. OBS: Todos os drives de CD-ROM a partir de 16x s ã o do tipo CAV (Constant Angular Velocity). Uma das caracter í sticas desses drives é que a taxa de transfer ê ncia nas trilhas externas é praticamente o dobro da verificada nas trilhas internas. Por exemplo, um modelo de 52x opera nas trilhas internas com cerca de 26x. Sendo assim o PC-Check n ã o apresentar á a velocidade m á xima, e sim um valor intermedi á rio. No segundo teste é verificado o tempo de acesso do drive de CD-ROM. A maioria dos modelos modernos possui tempo de acesso abaixo de 100 ms. Modelos mais antigos podem apresentar tempos maiores, chegando at é mesmo a 300 ms. O PC-Check tamb é m verifica se o drive de CD-ROM reproduz CDs de á udio. De ‐ vemos colocar no drive um CD de á udio para realizarmos o teste, ouvindo assim as m ú sicas do CD. É um teste simples mas interessante. Digamos que no ambiente Windows, os CDs de á udio n ã o estejam sendo tocados. Se no teste do PC-Check for poss í vel ouvir o CD, significa que n ã o existe problema de hardware. O erro pode estar na configura çã o ou drivers de á udio do Windows. Testes nos drives de disquetes Assim como nos demais programas de diagn ó stico, devemos providenciar um dis quete novo e rec é m formatado para ser usado nesse teste. A figura 30 mostra o menu do teste de disquetes do PC-Check. Devemos colocar o disquete de teste no drive a ser testado e usar a op çã o Run All Floppy Disk Tests. Durante os testes, o PC-Check pedir á ao usu á rio para retirar o disquete, proteg ê -lo contra grava çã o e coloc á -lo novamente, testando assim se os sensores de prote çã o contra grava çã o est ã o funcionando. " id="pdf-obj-19-14" src="pdf-obj-19-14.jpg">

29

Figura 29 – Testando a taxa de transferência do drive de CD-ROM.

OBS: Todos os drives de CD-ROM a partir de 16x são do tipo CAV (Constant

Angular Velocity). Uma das características desses drives é que a taxa de

transferência nas trilhas externas é praticamente o dobro da verificada nas

trilhas internas. Por exemplo, um modelo de 52x opera nas trilhas internas com

cerca de 26x. Sendo assim o PC-Check não apresentará a velocidade máxima, e

sim um valor intermediário.

No segundo teste é verificado o tempo de acesso do drive de CD-ROM. A maioria

dos modelos modernos possui tempo de acesso abaixo de 100 ms. Modelos mais

antigos podem apresentar tempos maiores, chegando até mesmo a 300 ms.

O PC-Check também verifica se o drive de CD-ROM reproduz CDs de áudio. De ‐

vemos colocar no drive um CD de áudio para realizarmos o teste, ouvindo assim

as músicas do CD. É um teste simples mas interessante. Digamos que no

ambiente Windows, os CDs de áudio não estejam sendo tocados. Se no teste do

PC-Check for possível ouvir o CD, significa que não existe problema de hardware.

O erro pode estar na configuração ou drivers de áudio do Windows.

Testes nos drives de disquetes

Assim como nos demais programas de diagnóstico, devemos providenciar um

dis quete novo e recém formatado para ser usado nesse teste. A figura 30 mostra

o menu do teste de disquetes do PC-Check. Devemos colocar o disquete de teste

no drive a ser testado e usar a opção Run All Floppy Disk Tests. Durante os testes,

o PC-Check pedirá ao usuário para retirar o disquete, protegê-lo contra gravação

e colocá-lo novamente, testando assim se os sensores de proteção contra

gravação estão funcionando.

<a href=30 " id="pdf-obj-20-3" src="pdf-obj-20-3.jpg">

30

Figura 30 – Teste de drives do PC-Check

Testes no disco rígido

A figura 31 mostra o menu de testes do disco rígido feitos pelo PC-Check. São tes ‐

tados parâmetros relativos ao desempenho, como taxa de transferência e tempo

de aceso. O teste de leitura é um dos mais importantes. Um bom disco rígido deve

funcionar com total ausência de erros de leitura (e de gravação também). Existe

um teste de gravação não destrutivo, ou seja, que não faz alterações nos dados.

Trata-se de uma gravação não destrutiva porque antes de gravar dados de teste,

os dados originais são lidos para a memória e regravados nos seus locais

originais quando o teste termina. O problema é se faltar energia elétrica durante

o teste de gravação, o que pode causar perda de dados. Os dados também podem

ser perdidos se existir um outro problema no computador que resulte em

travamento durante o teste de gravação, ou se exisirem erros na memória que

resultem na adulteração de dados.

Para evitar transtornos com o teste de gravação, podemos usar o comando

Modify Testing Criteria, indicando assim a faixa a ser testada, baseada no número

de cilindros. Por exemplo, se um disco rígido possui 618 cilindros (numerados de

0 a 617), podemos restringir o teste a uma pequena área no final do disco, por

exem plo, entre os cilindros 600 e 610. Mesmo assim, não podemos ter 100% de

certeza de que esta área, mesmo no final do disco está vazia.

<a href=31 " id="pdf-obj-20-133" src="pdf-obj-20-133.jpg">

31

Figura 31 – Menu de testes de disco rígido do PC-Check.

Se quisermos encontrar uma área no final do disco que esteja com certeza vazia,

podemos usar o Scandisk para MS-DOS, que acompanha o Windows 9x / ME. Ao

fazer um exame de superfície no disco rígido, o Scandisk apresenta um mapa

como o da figura 32. Cada pequeno retângulo representa um grupo de cilindros

 

consecutivos.

<a href=32 " id="pdf-obj-20-168" src="pdf-obj-20-168.jpg">

32

Figura 32 – Usando o Scandisk para encontrar áreas vazias no disco.

Dividindo o número total de cilindros pelo número de retângulos apresentados

nesta tela do Scandisk, podemos descobrir quais faixas de cilindros estão livres.

Por exemplo, na figura 32 temos 660 retângulos. Se o número total de cilindros é

618, cada retângulo corresponde a 0,936 cilindros. Vemos na figura 32 que os

últimos 4 blocos estão ocupados, e isto corresponde a 0,936×4 = 3,744 cilindros.

Podemos ter portanto a segurança de que os dados no final do disco estão nos 4

últimos cilin dros, ou seja, aqueles de números 614 a 617. A área livre no final do

disco estende-se por 39 blocos, o que corresponde a 0,936×39 = 36 cilindros,

aproximadamente. Esses cilindros vão até o número 613 (o 614 possui dados,

como já verificamos), e o primeiro desta faixa é o 577 (613-36). Temos então livres

com certeza os cilindros de 577 a 613. É portanto bastante seguro selecionar para

testes de gravação, a faixa entre os cilindros 590 e 600. Esses cálculos demoram

um pouco, e se você não quer fazê-los, e nem correr o risco de uma falta de

energia durante o teste causar perda de dados, não utilize o teste de gravação.

Por outro lado, é perfeitamente seguro usar o teste de gravação no caso de um

disco recém formatado, que ainda não pos sui dados.

Testes no teclado

O teste de teclado começa com a sua identificação. O PC-Check apresenta uma

lista com vários tipos de teclado, na qual devemos escolher 101 Key (US). Uma vez

escolhido o modelo de teclado, chegamos a um menu com testes para o

funciona mento das teclas, teste da interface de teclado, teste da função Repeat, e

teste dos LEDs. Na figura 33 vemos o teste do teclado em andamento.

<a href=33 " id="pdf-obj-21-110" src="pdf-obj-21-110.jpg">

33

Figura 33 – Teste de teclado.

Testes no mouse e joystick

O teste do mouse pode ser realizado pelo PC-Check, sem a necessidade de uso de

driver de mouse para o modo MS-DOS, já que o PC-Check instala automatica ‐

mente o seu próprio driver de mouse. O teste do mouse consiste em pressionar os

botões e mover o cursor ao longo da tela (figura 34).

<a href=34 " id="pdf-obj-21-140" src="pdf-obj-21-140.jpg">

34

Figura 34 – Teste do mouse

O teste de joystick começa instruindo o usuário a mover o joystick para o canto

superior esquerdo e teclar Enter, depois mover para o canto inferior direito e

teclar Enter, e finalmente deixar o joystick em repouso e teclar Enter. É um

procedimento padrão para calibração do joystick. Terminada esta calibração, é

apresentada a tela da figura 35.

procedimento padr ã o para calibra çã o do joystick. Terminada esta calibra çã o, é35 Figura 35 – Teste de joystick. O PC-Check é capaz de testar joysticks de at é 4 bot õ es. Pode ainda testar modelos dotados de eixo secund á rio. Ao mover as coordenadas X e Y do eixo prim á rio, uma cruz é movida ao longo da tela. Ao mover as coordenadas X e Y do eixo se ‐ cund á rio, seus movimentos s ã o mostrados em uma escala na parte direita da tela. Teste no bot ã o Turbo Muitos PCs antigos possuem um bot ã o Turbo, com o qual podemos controlar a velocidade do processador, entre o valor m á ximo (Turbo) e um valor mais baixo (Low). Este teste pede ao usu á rio para atuar sobre este bot ã o e verifica a velocidade do processador, testando assim se este bot ã o est á corretamente configurado. Este tipo de bot ã o caiu em desuso, n ã o sendo mais encontrado nos PCs mo dernos. Testes de á udio O PC-Check realiza testes de á udio no PC Speaker e na placa de som. No caso do PC Speaker, é apenas tocada uma m ú sica composta de beeps. Os testes da placa de som englobam sons MIDI (Sintetizador FM) e sons digitais (PCM Sample). Antes dos testes da placa de som, o PC-Check pergunta a sua configura çã o de hardware: endere ç o, IRQ e DMA. Podemos deixar que o PC-Check fa ç a a detec çã o autom á tica desses recursos, o que normalmente funciona. Testes repetitivos No menu principal do PC-Check, temos um comando para realizar testes repetiti ‐ vos (Continuous Burn-in Tests). Selecionamos quais testes repetitivos queremos realizar, e indicamos o n ú mero de vezes que cada teste ser á executado. Os testes repetitivos s ã o muito ú teis para detectar erros intermitentes, aqueles que ocorrem de forma aleat ó ria, n ã o podendo assim ser detectados em testes normais. Este comando apresenta um menu como o da figura 36, no qual selecionamos quais testes ser ã o usados. Selecionamos os testes desejados teclando Enter, e ao " id="pdf-obj-22-13" src="pdf-obj-22-13.jpg">

35

Figura 35 – Teste de joystick.

O PC-Check é capaz de testar joysticks de até 4 botões. Pode ainda testar modelos

dotados de eixo secundário. Ao mover as coordenadas X e Y do eixo primário,

uma cruz é movida ao longo da tela. Ao mover as coordenadas X e Y do eixo se ‐

cundário, seus movimentos são mostrados em uma escala na parte direita da

tela.

Teste no botão Turbo

Muitos PCs antigos possuem um botão Turbo, com o qual podemos controlar a

velocidade do processador, entre o valor máximo (Turbo) e um valor mais baixo

(Low). Este teste pede ao usuário para atuar sobre este botão e verifica a

velocidade do processador, testando assim se este botão está corretamente

configurado. Este tipo de botão caiu em desuso, não sendo mais encontrado nos

PCs mo dernos.

Testes de áudio

O PC-Check realiza testes de áudio no PC Speaker e na placa de som. No caso do

PC Speaker, é apenas tocada uma música composta de beeps. Os testes da placa

de som englobam sons MIDI (Sintetizador FM) e sons digitais (PCM Sample).

Antes dos testes da placa de som, o PC-Check pergunta a sua configuração de

hardware: endereço, IRQ e DMA. Podemos deixar que o PC-Check faça a detecção

automá tica desses recursos, o que normalmente funciona.

Testes repetitivos

No menu principal do PC-Check, temos um comando para realizar testes repetiti ‐

vos (Continuous Burn-in Tests). Selecionamos quais testes repetitivos queremos

realizar, e indicamos o número de vezes que cada teste será executado. Os testes

repetitivos são muito úteis para detectar erros intermitentes, aqueles que

ocorrem de forma aleatória, não podendo assim ser detectados em testes

normais.

Este comando apresenta um menu como o da figura 36, no qual selecionamos

quais testes serão usados. Selecionamos os testes desejados teclando Enter, e ao

terminar a seleção, teclamos F10.

<a href=36 " id="pdf-obj-23-7" src="pdf-obj-23-7.jpg">

36

Figura 36 – Selecionando testes para Burn-in.

O PC-Check apresentará então uma tela como a da figura 37, onde podemos indi ‐

car o número de vezes que cada teste será realizado.

<a href=37 " id="pdf-obj-23-30" src="pdf-obj-23-30.jpg">

37

Figura 37 – Indicando o número de vezes que cada teste será realizado.

OBS: A versão demo do PC-Ckeck não realiza testes repetitivos.

Ckeckit 3.0

Este é um dos mais conhecidos programas de diagnóstico para PC. Seria razoável

passar diretamente à discussão da versão mais recente. En tretanto, como a

versão 3.0 ainda é muito adequada para quase todos os testes, além de operar em

ambiente MS-DOS. Como muitos usuários e técnicos no Brasil já têm acesso à

versão 3.0, vamos mostrar agora o uso desta versão (veja no final do capí tulo

como obter o Checkit).

O Checkit 3.0 é um software antigo, datando de 1990. Apresenta apenas algumas

restrições ao ser utilizado em PCs mais modernos:

Não conhece o Pentium e superiores, indicando-os como 486

Seu teste de memória estendida só chega até 16 MB

Discos rígidos são reconhecidos com no máximo 4 GB

Seu teste de joystick apresenta problemas nos PCs mais velozes

Ainda assim é bastante adequado para diversos testes, e totalmente adequado

para testar PCs antigos. Para testar PCs mais novos, recomendamos o PC- Check,

o Norton Diagnostics ou outro software mais novo.

Ao executarmos o Checkit, é feita uma rápida verificação nos principais

componen tes do computador, sendo apresentado a seguir o relatório visto na

figura 38.

<a href=38 " id="pdf-obj-24-6" src="pdf-obj-24-6.jpg">

38

Figura 38 – O Checkit verifica os principais componentes do PC.

Finalmente, o Checkit mostra o seu menu principal, como vemos na figura 39.

Usa mos as setas para selecionar entre os diversos menus: Sysinfo, Tests,

Benckmarks, Tools, Setup e Exit. Uma vez selecionado um menu, usamos as setas

para selecio nar o opção desejada do menu selecionado. Por exemplo, no menu

Sysinfo, indi cado na figura 39, podem ser usadas as opções: Configuration,

Memory Map, Interrupts, CMOS Table e Device Drivers. Uma opção

importantíssima é a Configuration, que mostra a configuração de hardware do

 

computador.

<a href=39 " id="pdf-obj-24-52" src="pdf-obj-24-52.jpg">

39

Figura 39 – Tela principal do Checkit.

A figura 40 mostra o aspecto da configuração apresentada pelo Checkit. Durante

qualquer ponto da operação do Checkit podemos teclar F1 para obter um help on

line, ou teclar ESC para cancelar o teste em curso.

<a href=40 " id="pdf-obj-24-74" src="pdf-obj-24-74.jpg">

40

Figura 40 – Exemplo de configuração de hardware apresentada pelo Checkit.

A tela de configuração apresentada na figura 40 mostra algumas informações

impor tantes sobre os equipamentos e programas residentes instalados no PC.

O menu de testes do Checkit

Na tela principal do Checkit, existem diversos menus, como vimos na figura Se ‐

lecionamos o menu de testes, e será mostrada a tela indicada na figura 41.

Veremos a seguir como utilizar cada um dos diversos testes disponíveis através

 

deste menu.

<a href=41 " id="pdf-obj-24-117" src="pdf-obj-24-117.jpg">

41

Figura 41 – Menu de testes do Checkit.

Testando a placa de CPU

Comecemos pelo teste mais importante de todos: o teste da placa de sistema ou

placa de CPU (System Board). Na placa de CPU existem, além do processador e

da memória, diversos circuitos necessários ao seu funcionamento, como por

exemplo, os controladores de DMA e os controladores de interrupções. A figura

42 mostra os resultados de testes na placa de CPU feitos pelo Checkit.

<a href=42 " id="pdf-obj-25-21" src="pdf-obj-25-21.jpg">

42

Figura 42 – Teste da placa de CPU.

Na figura 42, observamos que os três primeiros testes dizem respeito ao próprio

pro cessador. O quarto teste diz respeito ao modo protegido. Este é o modo no

qual funciona o Windows, onde o processador tem acesso a toda a memória

estendida. Ao oposto do modo protegido, temos o modo real, no qual o

processador acessa apenas os primeiros 1024 kB de memória. Este modo é

utilizado pela maioria dos programas para MS-DOS.

Os três testes seguintes dizem respeito ao coprocessador aritmético. Caso este

cir cuito não esteja presente na placa de CPU, esses testes serão pulados. A seguir

são testados o controlador de DMA e o controlador de interrupções. Nos PCs

antigos, esses circuitos eram formados pelos chips conhecidos como 8237 e 8259.

Nos PCs modernos, esses circuitos fazem parte do chipset. Em caso de falha

nesses circuitos, será preciso trocar a placa de CPU.

Outro importante teste a ser realizado na placa de CPU é aquele indicado no

menu de testes como real time clock (RTC). Este circuito é encontrado no chip

CMOS das placas de CPU. A figura 43 mostra os testes que o Checkit realiza com

 

este circuito.

<a href=43 " id="pdf-obj-25-108" src="pdf-obj-25-108.jpg">

43

Figura 43 – Teste do Real Time Clock.

Entram em jogo neste teste, dois relógios: o RTC, que faz parte do chip CMOS, e o

relógio do BIOS, que é mantido por software, através de um contador baseado

nas interrupções do Timer, que ocorrem 18.2 vezes por segundo. Todos os

programas que necessitam consultar ou alterar a hora, o fazem através do

relógio do BIOS. Este relógio é “acertado” com a mesma data e hora do RTC na

ocasião do boot. Depois disso, os dois relógios funcionam de forma

independente, mas ambos de vem marcar a mesma data e hora. Quando o PC é

desligado, o relógio do BIOS deixa de existir, já que é mantido por software, mas

o RTC continua funcionando, graças à bateria que alimenta o CMOS.

Inicialmente o Checkit compara a hora indicada no RTC com a indicada pelo reló

gio do BIOS, aquele que é acessado pelo comando TIME do MS-DOS e pelos

diversos progra mas que precisam saber o horário. É normal a existência de uma

pequena dife rença, da ordem de alguns segundos, entre esses dois relógios. Já as

datas indicadas pelo RTC e pelo relógio do BIOS devem ser idênticas, caso

contrário o Checkit apontará um erro. O RTC, além de indicar a hora, possui

também uma espécie de “alarme”, que é um circuito que pode ser programado

para gerar uma interrupção em uma data e hora pré-estabelecidas. Esta

interrupção pode, por sua vez, ser pro gramada para ativar programas ou outros

eventos quaisquer. O Checkit verifica se este alarme funciona corretamente. Em

caso de falha, o usuário não deve ficar “alarmado” (desculpem o trocadilho), pois

isto representa apenas um pequeno problema de compatibilidade com o AT

original da IBM.

Um último teste é realizado com o RTC, chamado de compare elapsed time. É

checado se os dois relógios funcionam na mesma velocidade. Por exemplo, ao ser

marcado um tempo de 1 segundo no RTC, o mesmo tempo deve ser também

transcorrido no relógio do BIOS, caso contrário, o Checkit considerará como uma

falha. Muitas vezes o RTC apresenta esse tipo de problema devido a falta de carga

em sua bateria.

Testando a memória

Vejamos agora o teste de memória DRAM. Ao ser selecionado Memory no menu

de testes, o Checkit apresentará a tela mostrada na figura 44.

desligado, o rel ó gio do BIOS deixa de existir, j á que é mantido por44 Figura 44 – Teste de mem ó ria. Ser á apresentada uma indica çã o da mem ó ria instalada no sistema. Na figura 44 podemos ver os 640 kB de mem ó ria convencional e 15 MB de mem ó ria estendida. A regi ã o de mem ó ria compreendida entre os endere ç os 640 kB e 1 MB é reservada para as ROMS e mem ó ria de v í deo, e essa faixa de endere ç os n ã o ser á testada. O exemplo apresentado na figura 44 corresponde a um PC com 16 MB de mem ó ria. " id="pdf-obj-26-123" src="pdf-obj-26-123.jpg">

44

Figura 44 – Teste de memória.

Será apresentada uma indicação da memória instalada no sistema. Na figura 44

podemos ver os 640 kB de memória convencional e 15 MB de memória estendida.

A região de memória compreendida entre os endereços 640 kB e 1 MB é reservada

para as ROMS e memória de vídeo, e essa faixa de endereços não será testada. O

exemplo apresentado na figura 44 corresponde a um PC com 16 MB de memória.

O Checkit pergunta se o usuário quer executar o teste e coloca três opções: “Y”

(yes), “N” (no), e “C” (change). Através da opção “C” podemos fazer algumas alte ‐

rações na forma como o teste será realizado. Ao selecionar “C”, usamos as setas

de cursor para indicar quais opções desejamos alterar. Podemos alterar a faixa de

en dereços a ser testada, ao invés de usar o default, que é testar a memória toda.

Po demos escolher entre o teste rápido (Quick Memory Test Only) e o teste mais

rigo roso. O teste rigoroso é mais demorado, mais é muito mais completo e capaz

de encontrar erros que não são detectados pelo teste rápido. Para selecionar o

teste rigoroso, basta colocar a opção Quick Memory Test Only como “N”.

Normalmente a memória é testada uma única vez. Entretanto, podemos fazer

com que a memória seja testada diversas vezes. Isso é importante, pois existem

certos tipos de defeitos chamados intermitentes, que só podem ser detectados

através de testes repetitivos. Por exemplo, a memória poderia apresentar um

problema so mente após 10 minutos de operação. Se a memória for testada

apenas uma vez, este erro não será detectado. Programando o Checkit para testar

a memória diversas vezes, será possível detectar os erros intermitentes. Para

ativar os testes repetitivos, basta colocar na opção Number of Test Passes o

número de vezes que se deseja realizar o teste.

Após selecionar a faixa de endereços a ser testada, o tipo de teste (rápido ou rigo ‐

roso) e o número de passos, o Checkit pergunta novamente se já pode executar o

teste. Ao responder “Y”, o teste será iniciado. Vale a pena lembrar mais uma vez

que para que o teste de memória seja preciso, é necessária a realização de um

boot limpo, e a memória cache deve estar desabilitada.

Conforme o teste de memória é realizado, o Checkit indicará se cada tipo de teste

obteve sucesso (passed) ou falha (failed), como pode ser verificado na figura 45.

O Checkit pergunta se o usu á rio quer executar o teste e coloca tr ê45 Figura 45 – Teste de mem ó ria em andamento. O que fazer em caso de defeitos na mem ó ria? Esses defeitos podem ter as mais variadas origens. Podemos citar, por exemplo: Chips de mem ó ria defeituosos CMOS Setup errado no que diz respeito à s mem ó rias " id="pdf-obj-27-154" src="pdf-obj-27-154.jpg">

45

Figura 45 – Teste de memória em andamento.

O que fazer em caso de defeitos na memória? Esses defeitos podem ter as mais

variadas origens. Podemos citar, por exemplo:

Chips de memória defeituosos

CMOS Setup errado no que diz respeito às memórias

Mau contato nos encaixes das memórias na placa de CPU

Defeito nos circuitos de controle da memória

Testando o disco rígido

Várias podem ser as causas de mau funcionamento do disco rígido:

1) Erro de programação no CMOS Setup

2) Defeito na interface onde está conectado o disco rígido

3) Defeito no cabo que liga o disco rígido à sua interface

4) Defeito no disco rígido

5) Defeito na fonte de alimentação

Infelizmente nenhum software de diagnóstico tem a capacidade de checar

isoladamente cada um desses itens. Os testes são baseados em realizar operações

de leitura e posicionamento das cabeças do disco rígido. Em caso de sucesso,

podemos concluir que todos esses módulos estão em perfeitas condições. Em

caso de problemas, o Checkit não terá meios de saber onde exatamente está o

problema, apenas dirá que ocorreram erros durante o teste. Neste capítulo,

estamos preocupados apenas em checar o correto funcionamento do

computador.

Não custa nada lembrar mais uma vez, para testar o disco rígido, é preciso antes

realizar um boot limpo. A razão disso é que no boot normal, mesmo no modo

MS-DOS, é normalmente ati vado um programa de cache de disco (SMARTDRV ou

a cache do Windows). Este programa aumenta a durabilidade e o desempenho do

disco rígido, mas impede que o disco rígido seja corretamente tes tado, da mesma

forma que a memória cache impede o correto teste da DRAM.

Para testar o disco rígido, usamos a opção Hard Disk do menu de testes. O Checkit

perguntará qual é o disco rígido a ser testado, já que um PC pode possuir mais de

um disco rígido. Observe que o Checkit testa o disco rígido como um drive físico, e

não como um drive lógico. Portanto, um disco rígido dividido em dois drives lógi ‐

cos C: e D:, será testado todo de uma só vez.

A figura 46 mostra o resultado final do teste quando não ocorrem erros.

Eventuais erros são apresentados no quadro com a indicação Errors. Quando os

erros ocorrem, este quadro possui uma lista com os números dos cilindros e das

cabeças nas quais os erros foram detectados.

erros ocorrem, este quadro possui uma lista com os n ú meros dos cilindros e das46 Figura 46 – Fim do teste do disco r í gido. Eventualmente, o teste do disco r í gido pode indicar a presen ç a de alguns setores defeituosos. Se o Checkit indicar no ret â ngulo destinado aos erros que esses setores est ã o marcados pelo DOS como ruins (Marked by DOS), o problema n ã o ser á t ã o s é rio, pois o DOS (e tamb é m o Windows), ao saber previamente que esses seto res est ã o ruins, n ã o os utilizar á . Caso esses setores defeituosos n ã o sejam indicados como Marked by DOS, teremos um problema que requer manuten çã o corretiva. Testando o drive de disquetes O teste dos drives realizado pelo Checkit é muito parecido com o do disco r í gido. Lembramos que, antes de mais nada, devemos providenciar um disquete confi á vel para que possam ser feitos os testes de leitura e grava çã o com os drives. De posse do disquete confi á vel, executamos o Checkit e selecionamos no menu de testes a op çã o Floppy Disk. Indicamos a seguir o drive a ser testado, normalmente o drive A. Ser á ent ã o apresentada uma tela onde o Checkit pergunta se o disquete a ser usado no teste j á est á inserido no drive a ser testado. Colocamos o disquete confi á vel no drive e teclamos “Y” seguido de Enter. A seguir o Checkit verificar á o tipo de disquete colocado e o indicar á no canto supe rior direito da tela, como mostra a figura 47. É tamb é m colocada uma mensagem para o usu á rio, que aqui est á traduzida: Se existem dados gravados nesse disquete, o teste de escrita pode destru í -los. Pule o teste de escrita para evitar a possibilidade de perda de dados. O Checkit pergunta ent ã o se pode usar este disquete, e espera por tr ê s respostas poss í veis: “Y”, para fazer o teste completo, usando leituras e escritas no disquete. “N”, para usar outro disquete. “S”, para pular o teste de escrita, realizando apenas o teste de leitura. " id="pdf-obj-29-10" src="pdf-obj-29-10.jpg">

46

Figura 46 – Fim do teste do disco rígido.

Eventualmente, o teste do disco rígido pode indicar a presença de alguns setores

defeituosos. Se o Checkit indicar no retângulo destinado aos erros que esses

setores estão marcados pelo DOS como ruins (Marked by DOS), o problema não

será tão sério, pois o DOS (e também o Windows), ao saber previamente que

esses seto res estão ruins, não os utilizará. Caso esses setores defeituosos não

sejam indicados como Marked by DOS, teremos um problema que requer

manutenção corretiva.

Testando o drive de disquetes

O teste dos drives realizado pelo Checkit é muito parecido com o do disco rígido.

Lembramos que, antes de mais nada, devemos providenciar um disquete

confiável para que possam ser feitos os testes de leitura e gravação com os

drives. De posse do disquete confiável, executamos o Checkit e selecionamos no

menu de testes a opção Floppy Disk. Indicamos a seguir o drive a ser testado,

normalmente o drive A. Será então apresentada uma tela onde o Checkit

pergunta se o disquete a ser usado no teste já está inserido no drive a ser testado.

Colocamos o disquete confiá vel no drive e teclamos “Y” seguido de Enter. A seguir

o Checkit verificará o tipo de disquete colocado e o indicará no canto supe rior

direito da tela, como mostra a figura 47. É também colocada uma mensagem

para o usuário, que aqui está traduzida:

Se existem dados gravados nesse disquete, o teste de escrita pode destruí-los.

Pule o teste de escrita para evitar a possibilidade de perda de dados.

O Checkit pergunta então se pode usar este disquete, e espera por três respostas

possíveis:

“Y”, para fazer o teste completo, usando leituras e escritas no disquete.

“N”, para usar outro disquete.

“S”, para pular o teste de escrita, realizando apenas o teste de leitura.

<a href=47 " id="pdf-obj-30-3" src="pdf-obj-30-3.jpg">

47

Figura 47 – Dando início ao teste do drive de disquetes.

Aconselhamos o uso de um disquete recém-formatado, sem dados gravados, e

que seja realizado o teste completo, que inclui leituras e escritas. Nesse caso deve

ser teclado “Y”, dando início ao teste.

Inicialmente é realizado o teste de leituras aleatórias (random read). São feitas as

leituras de vários setores de várias trilhas, mas em uma seqüência aleatória, o que

resulta em diversos movimentos com as cabeças de leitura e gravação. Ao

terminar, começa o teste de escritas aleatórias (random write), no qual são

realizadas escritas seguidas de verificações em vários setores de várias trilhas do

disquete, também seguindo uma ordem aleatória. Desta forma, são testados os

circuitos de leitura, de gravação e o mecanismo de posicionamento das cabeças

do drive. A figura 48 mos tra os resultados dos testes de um drive em perfeitas

 

condições.

<a href=48 " id="pdf-obj-30-97" src="pdf-obj-30-97.jpg">

48

Figura 48 – Resultado do teste de um drive em perfeitas condições.

Eventuais erros são apresentados no retângulo indicado com Errors, como vemos

na Figura 49. No caso de serem observados erros, fica caracterizado um

problema que requer manutenção corretiva. O problema do drive pode ser devido

a sujeira na cabeça, desalinhamento ou desregulagem na velocidade de rotação

do disco. É possível ainda que o problema esteja na interface para drives de

 

disquetes.

<a href=49 " id="pdf-obj-30-141" src="pdf-obj-30-141.jpg">

49

Figura 49 – Erros apontados no teste de drives de disquetes.

Sempre que o Checkit encontra erros, apresenta ao final do teste, uma tela com

um relatório, como mostra a figura 50. Ao mesmo tempo, o Checkit gera um

arquivo que contem os resultados de todos os testes, inclusive os erros.

<a href=50 " id="pdf-obj-30-161" src="pdf-obj-30-161.jpg">

50

Figura 50 – Relatório de erros no teste de drives.

Um teste fácil de fazer nos drives é o da velocidade de rotação. Infelizmente o

Che ckit não faz esse tipo de teste, a menos que seja usado em conjunto com um

dis quete especial para fazer alinhamento. Esse é um disquete especial, diferente

dos comuns, e não pode mais ser encontrado no comércio.

Felizmente, pelo menos a velocidade de rotação pode ser testada através de

outros programas mais modernos, como o Norton Diagnostics.

Testando o teclado

Para ativar o teste de teclado do Checkit usamos a opção Input Devices no menu

de testes. A seguir são apresentadas opções para testar o teclado, o mouse e o

joystick. Ao selecionarmos o teste de teclado, veremos a tela indicada na figura

51. Inicialmente devemos indicar o tipo de teclado existente no computador:

  • a) Teclado “estilo XT”, com 83 teclas

  • b) Teclado “estilo AT”, com 84 teclas

  • c) Teclado avançado, com 101 teclas, o mais comum atualmente

Para os teclados atuais, devemos escolher a opção Enhanced Keyboard.

<a href=51 " id="pdf-obj-31-61" src="pdf-obj-31-61.jpg">

51

Figura 51 – Identificando o tipo de teclado

<a href=52 " id="pdf-obj-31-70" src="pdf-obj-31-70.jpg">

52

Figura 52 – Teste de teclado em andamento.

Uma vez indicado o tipo de teclado, o Checkit realiza três testes:

Press Each Key: O usuário deve pressionar todas as teclas, que serão indicadas na

tela à medida que são apertadas. Desta forma é possível verificar se existe

alguma tecla inativa ou se ocorre troca de teclas.

Typematic Repeat Test: Quando apertamos uma tecla e a mantemos pressionada

por mais de 1 segundo (pode também ser usado um tempo menor), o teclado

gera uma seqüência repetitiva com a tecla pressionada. Essa característica é

conhecida como typematic repeat. Nesse teste devemos apertar uma tecla

qualquer para que o Checkit verifique se o typematic repeat está funcionando.

Keyboard Lights Test: O Checkit testa se os três LEDS existentes no teclado estão

acendendo e apagando normalmente. Cada um dos LEDS (Num Lock, Caps Lock e

Scroll Lock) é aceso e apagado. Depois disso é perguntado ao usuário se os LEDS

funcionaram.

Testando o mouse

Ainda no menu de testes, no item Input devices, encontramos o teste do mouse.

O teste consiste em apertar cada um dos botões do mouse e fazer movimentos

com um cursor através do mouse para a parte superior, inferior, esquerda e

direita da tela. O teste pode ser visto na figura 53. Para poder realizar esse teste é

necessário que o driver do mouse seja ativado antes da execução do Checkit.

<a href=53 " id="pdf-obj-32-42" src="pdf-obj-32-42.jpg">

53

Figura 53 – Teste do mouse.

Testando o joystick

O teste do joystick é muito simples, e similar ao teste realizado no mouse.

Consiste em realizar movimentos com o cursor e apertar os seus botões. Este

teste é ativado através da opção Input devices, que testa o teclado, mouse e

joystick. Entretanto, infelizmente o Checkit 3.0 apresenta problemas neste teste,

pois não consegue de tectar a presença da interface de jogos (Game Port) nos PCs

modernos. Isto se deve ao fato do Checkit 3.0 ser um programa datado de 1990,

quando os PCs mais rápi dos eram baseados no 386DX-33. O mesmo tipo de

problema acontece quando tentamos utilizar o joystick com alguns jogos

daquela época, em PCs modernos. Como o Checkit 3.0 não tem a capacidade de

detectar a interface de joystick dos PCs modernos, devemos utilizar outros

métodos para realizar este teste. Podemos utilizar, por exemplo, programas de

teste que podem ser fornecidos com o joystick. Se você não possuir tal disquete,

pode usar o programa que acompanha o joystick de um amigo. A figura 54

mostra o programa de teste que acompanha o joystick modelo Winner 707. O

teste consiste em mover o joystick nas quatro direções e pressionar os seus

 

botões.

<a href=54 " id="pdf-obj-32-133" src="pdf-obj-32-133.jpg">

54

Figura 54 – Testando o joystick com um programa fornecido pelo seu fabricante.

Testando a placa de vídeo

O Checkit é capaz de realizar testes nos diversos tipos de placas de vídeo, apesar

de não ter condições de reconhecer a diferença entre uma placa VGA e uma Super

VGA. Uma placa Super VGA nada mais é que uma placa VGA capaz de operar em

resoluções maiores e com mais cores. De qualquer forma, esta limitação não

invalida os testes feitos pelo Checkit e pelos diversos softwares de diagnóstico

existentes. Ao ser selecionado o teste de vídeo, o Checkit apresenta quatro

opções:

a)

All Tests

b)

Video RAM

c)

Text

d)

Graphics

Normalmente selecionamos a primeira opção, que realiza todos os testes

disponí veis. Podemos também selecionar os testes de forma individual: Testar

apenas a memória de vídeo, ou apenas os modos de texto, ou apenas os modos

gráficos.

Nos testes de Video RAM é testada a memória RAM existente na placa de vídeo. A

quantidade de memória testada depende da placa:

Hercules, MDA: 4 kB

CGA: 16 kB

EGA, VGA, SVGA: 256 kB

Nos PCs modernos, as placas serão sempre detectadas como VGA, já que todos

utilizam placas SVGA. Infelizmente não é possível testar através do Checkit toda

a memória de vídeo exis tente em placas fora do padrão IBM, como é o caso das

placas SVGA. Seria possível apenas rea lizar um teste informal, que consiste em

usar algum programa gráfico que ative a resolução máxima da placa. Problemas

na memória de vídeo resultariam em altera ções na imagem, como troca de cores

ou faixas horizontais e verticais na tela.

No teste dos modos de texto, o Checkit apresenta telas com caracteres nos

modos de texto que a placa é capaz de exibir. São mostrados textos em modos

monocro máticos e a cores. É também mostrado um teste de atributos de vídeo,

onde são exibidos caracteres com alta e baixa intensidade, vídeo reverso e

piscando. A figura 55 mostra uma das telas apresentadas no teste de modo texto.

<a href=55 " id="pdf-obj-34-3" src="pdf-obj-34-3.jpg">

55

Figura 55 – Teste da placa de vídeo em modo texto.

<a href=56 " id="pdf-obj-34-14" src="pdf-obj-34-14.jpg">

56

Figura 56 – Teste de grades.

<a href=57 " id="pdf-obj-34-23" src="pdf-obj-34-23.jpg">

57

Figura 57 – Testando o modo gráfico de 320x200x256

O Checkit também testa os diversos modos gráficos para cada tipo de placa de ví

deo. Em placas Hercules e MDA, os modos gráficos não são testados. Em placas

CGA, EGA, e VGA são apresentadas diversas telas com quadriculados e barras

coloridas. As figuras 56, 57 e 58 mostram algumas das telas apresentadas pelo

Checkit durante os testes da placa de vídeo.

<a href=58 " id="pdf-obj-34-65" src="pdf-obj-34-65.jpg">

58

Figura 58 – Testando o modo de 640x350x16.

O usuário deve se habituar com o que é apresentado na tela em cada um desses

testes. Durante os testes devem ser checadas se as cores apresentadas estão

corretas.

Testando as interfaces seriais

Existem duas formas de testar uma interface serial: teste interno e teste externo.

O teste interno tem como objetivo testar os principais circuitos que fazem parte

das interfaces seriais. Esses circuitos são chamados de UART (Transmissor e

Receptor Assíncrono Universal). O teste mais completo é o externo, que além de

testar a UART, testa outros circuitos conhecidos como line drivers e line receivers,

que trabalham em conjunto com a UART. Entretanto, para realizar o teste

externo é necessário conectar na porta serial um adaptador especial conhecido

como loopback. Sem este loopback o usuário pode fazer apenas o teste interno,

ou seja, testar o funcionamento da UART.

Para testar uma porta serial, selecionamos no menu de testes do Checkit a opção

Serial Ports. A seguir devemos indicar qual das portas seriais queremos testar:

COM1, COM2, COM3 ou COM4. Uma vez indicada a porta serial desejada, Checkit

perguntará se estamos usando ou não um conector loopback. Caso res pondamos

“N”, será realizado o teste interno, ou seja, testará todas as funções da UART e não

verificará os circuitos conhecidos como line drivers e line receivers. A figura 59

mostra a tela apresentada por este teste.

verificar á os circuitos conhecidos como line drivers e line receivers. A figura 59 mostra a59 Figura 59 – Teste interno de uma interface serial. Se o teste interno resulta em sucesso, significa que a UART da interface serial tes ‐ tada est á em perfeito estado. Para que o teste seja 100% completo, é preciso realizar a seguir o teste externo, no qual é usado o loopback. Neste caso, acopla- se o loopback no conector da interface serial e repete-se o teste, respondendo “Y” quando o Checkit perguntar sobre a presen ç a do loopback. A tela apresentada du rante o teste externo é id ê ntica à do teste interno, mostrado na figura 59, exceto que no primeiro quadro existe a inscri çã o Has Loopback. Quando o teste interno resulta em sucesso e o teste externo apresenta falha, signi fica que existe problema nos chips conhecidos como line drivers e line receivers, ou ent ã o no cabo que liga a placa ao conector da interface serial. Quando isto ocorre, faz-se necess á ria uma manuten çã o corretiva. Algumas observa çõ es a mais devem ser feitas em rela çã o ao teste das portas seriais: 1. Ao realizar testes sem loopback, devemos desconectar qualquer dispositivo serial da porta em teste. Por exemplo, se temos um mouse conectado na COM1, devemos desconect á -lo para que o teste seja realizado corretamente, caso contr á rio poder ã o ser indicados erros que na verdade n ã o existem. Ob viamente esta desconex ã o deve ser feita com o PC desligado. 2. As placas fax/modem tamb é m possuem interfaces seriais. Essas placas podem utilizar diversos tipos de UARTs, diferentes das usadas originalmente pela IBM. Devido a isso, é poss í vel que o Checkit aponte erro nessas interfaces se riais, que na verdade n ã o s ã o erros, apenas foi encontrada uma UART dife rente daquela usada pela IBM. 3. A forma correta de usar o loopback é ligando-o diretamente no conector da interface serial localizado na parte traseira do gabinete do computador. É er rado, por exemplo, ligar um cabo serial na interface e colocar o loopback na outra " id="pdf-obj-35-8" src="pdf-obj-35-8.jpg">

59

Figura 59 – Teste interno de uma interface serial.

Se o teste interno resulta em sucesso, significa que a UART da interface serial tes ‐

tada está em perfeito estado. Para que o teste seja 100% completo, é preciso

realizar a seguir o teste externo, no qual é usado o loopback. Neste caso, acopla-

se o loopback no conector da interface serial e repete-se o teste, respondendo “Y”

quando o Checkit perguntar sobre a presença do loopback. A tela apresentada

du rante o teste externo é idêntica à do teste interno, mostrado na figura 59,

exceto que no primeiro quadro existe a inscrição Has Loopback.

Quando o teste interno resulta em sucesso e o teste externo apresenta falha,

signi fica que existe problema nos chips conhecidos como line drivers e line

receivers, ou então no cabo que liga a placa ao conector da interface serial.

Quando isto ocorre, faz-se necessária uma manutenção corretiva.

Algumas observações a mais devem ser feitas em relação ao teste das portas

seriais:

  • 1. Ao realizar testes sem loopback, devemos desconectar qualquer dispositivo

serial da porta em teste. Por exemplo, se temos um mouse conectado na COM1,

devemos desconectá-lo para que o teste seja realizado corretamente, caso

contrário poderão ser indicados erros que na verdade não existem. Ob viamente

esta desconexão deve ser feita com o PC desligado.

  • 2. As placas fax/modem também possuem interfaces seriais. Essas placas podem