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Serviço Singular

Todo Serviço privado de advogado é singular – jurisprudência 2014

Na língua portuguesa temos vários aspectos a serem considerados quando há uma


procura para definição de um termo. Entre as variáveis temos os aspectos regionais, os
aspectos culturais, os aspectos religiosos, os aspectos legais, e, os aspectos
significativos etimologicamente falando.

No nosso estudo, temos que nos enquadrar nos aspectos do mundo jurídico, onde há o
entendimento do profissional da advocacia e o entendimento do Estado julgador.

No nosso estudo já começa com a qualificação do advogado, este cursa o ensino


superior e após faz o exame da Ordem dos Advogados, sob pena de não poder exercer
a profissão.

Advocacia pela Lei nº 8.906/94 é um trabalho privativo que inclui a postulação em


juízo, trabalhos de consultoria, assessoria, direção jurídica, conforme o art.1º. Sob
pena de nulidade do ato, além de sanções civis, penais e administrativas art. 4º da
mesma Lei.

Após isso, procurando ainda uma especialização, ou mestrado e ainda doutorado, para
assim exercer dentro da profissão uma área específica, atuando com maior
conhecimento de causa nesse exclusivo âmbito, evitando os riscos de uma atuação que
de tão genérica possa não contar com o aprofundamento técnico desejável e
recomendável.

Assim o advogado não segue fórmulas prontas de trabalho, nem opera sob moldes ou
prontuários uniformes mas cria a cada momento o molde daquele trabalho específico,
que para o trabalho similar seguinte já será outro, então quando se tem a figura do
especialista muito mais singular transparecem as suas realizações.

Sendo reconhecido especialista, então é natural que seja contratado, muitas vezes pelo
Poder Público, como assessor, advogado, consultor, parecerista ou elaborador de
projetos de lei, dentre outros possíveis serviços eminentemente dentro de sua área.

Como consultor e assessor receberá trabalhos de mesma natureza para realizar, como
emitir pareceres, orientar sobre questões funcionais, defender a Administração em
causas distintas, atender a consultas de todo gênero, apreciar e aprovar minutas de
editais de licitação e de contratos, examinar projetos de lei sobre a sua
constitucionalidade e legalidade opinar fundamentadamente, orientar
sobre despesa próprias e despesas impróprias, e por que o são.

“Know-How” que obteve ao longo de décadas de sua vida, e do trabalho extraordinário


que isso lhe custou.
O muito eminente Eros Roberto Grau, ex- Ministro do Supremo Tribunal Federal:
“Serviços singulares são os executados segundo características próprias do executor.
Correta, portanto, a observação de que singulares são os serviços porque apenas
podem ser prestados, de certa maneira e com determinado grau de confiabilidade, por
um determinado profissional ou empresa. Por isso mesmo é que a singularidade do
serviços está contida no bojo da notória especialização.” (Grifamos. Do artigo
Inexigibilidade de licitação – Serviços técnico-profissionais especializados - Notória
especialização, in RDP 99/70).

E prossegue o mestre: “Ser singular o serviço, isso não significa seja ele
necessariamente o único. Outros podem realizá-lo, embora não o possam realizar do
mesmo modo e com o mesmo estilo de um determinado profissional ou de uma
determinada empresa”.

“A escolha desse profissional ou dessa empresa, o qual ou a qual será contratada sem
licitação – pois o caso é de inexigibilidade de licitação – incumbe à Administração”.

“Ora, quem delibera, concluindo que determinado profissional ou determinada


empresa singularizará o serviço, em última instância pela segurança que inspira na
Administração, é a própria Administração.”

Resta claríssima na lição do eminente jurista que não é propriamente a espécie, a


natureza, a complexidade, a raridade ou o volume do serviço que determina a sua
singularidade, mas a forma como pela qual é executado pelo prestador – isso sim.

E, uma vez avaliada pela Administração a qualidade peculiar do prestador que escolha,
então jamais será o caso de licitar o que já foi eleito pela sua excelência.

Mas a questão inicial, mesmo que se abstraia a imensidão de decisões judiciais e a


própria doutrina de excelente qualidade que existe, no mais se revela de meridiana
clareza lógica, de modo a permitir concluir assim:

“a) o que é singular, por ser singular, somente se pode comparar consigo mesmo, na
medida em que não se comparam coisas desiguais por falta de denominador comum;

b) todos os trabalhos humanísticos ou científicos, sempre e necessariamente


intelectuais, reservados pela lei a profissionais habilitados na respectiva área, são de
índole personalíssima do executor, e muito particularmente se dele se exige
especialização e notoriedade;

c) se a lei reserva certos atos como privativos da profissão de advogado, porque são
todos de índole intelectual e dependem da específica formação humanística do
bacharel em direito, então ninguém pode negar o caráter personalíssimo da sua
execução, nem a singularidade de cada qual, tão logo praticado – e isto não depende
nem de notoriedade nem de especialização;
d) não se pode distinguir serviço de pequeno volume ou de grande monta, nem aquele
dotado de maior ou de menor complexidade formal, nem tampouco o que se realiza
com maior frequência nas necessidades diárias da profissão do que outro mais raro,
um como sendo mais digno, respeitável, elevado ou venerando do que outro. Se todos
são trabalhos que somente o advogado pode realizar, então nada têm de comum,
vulgar, corriqueiro ou trivial, porque não faz sentido a ideia de a lei reservar a
categorias universitárias a prática de atos triviais ou corriqueiros.

Em final remate, não existe ato trivial que seja reservado pela lei a profissionais
formados em nível superior específico e legalmente habilitados, pois que se o ato for
trivial não necessita que a lei o reserve a categorias que disciplinou formal e
excludentemente”.