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CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE

DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Câmara de Pesquisa e Desenvolvimento Profissional


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ADMINISTRAÇÃO DE DEPARTAMENTO PESSOAL


Izaias Gomes Vieira

izaiasgvieira@ibest.com.br

Rio de Janeiro
Atualização:20/12/2007
SUMÁRIO

ROTINA DE ADMISSÃO ........................................................................ 5


• Declaração de Empregos Concomitantes ............................................. 7
• Exame Médico ....................................................................................... 8
• Salário Maternidade.............................................................................. 11
• Mãe Adotiva ......................................................................................... 12
• Auxílio Doença e Acidente do Trabalho ............................................... 13
• Cadastramento no PIS ......................................................................... 17
• Contribuição Sindical .......................................................................... 17

CAGED ................................................................................................ 23
Livro ou Ficha de Registro .................................................................... 23

SALÁRIO-FAMÍLIA ............................................................................... 24

CONTRATO DE TRABALHO ............................................................... 26


• Conceito e Distinção dos Contratos...................................................... 26
• Contrato Determinado (Duração – Prorrogação – Sucessão) ............. 27
• Contrato de Experiência ...................................................................... 28
• Suspensão e Interrupção do Contrato ................................................. 29

ESTAGIÁRIO ....................................................................................... 30

TERCEIRIZAÇÃO (Considerações) .................................................... 34

COOPERATIVAS E RELAÇÃO DE EMPREGO (Sinopse) ................. 36

TRABALHO TEMPORÁRIO ................................................................. 38

JORNADA DE TRABALHO ................................................................. 40


• Duração – Períodos de Descansos ..................................................... 40
• Casos Especiais .................................................................................. 42
• Acordo de Prorrogação e Compensação ............................................. 43
• Jornada Flexível.................................................................................... 43
• Tolerância na Jornada ......................................................................... 44
REPOUSO SEMANAL REMUNERADO .............................................. 45
• Aspectos Gerais.................................................................................... 45

REMUNERAÇÃO ................................................................................. 47
• Adicional de Horas-Extras ................................................................... 47
• Adicional Noturno ................................................................................. 48
• Adicional de Insalubridade ................................................................... 48
• Adicional de Periculosidade ................................................................. 49
• Adicional de Transferência .................................................................. 49

FÉRIAS INDIVIDUAIS .......................................................................... 50


• Aquisição – Concessão e Duração....................................................... 50
• Perda do Direito ................................................................................... 51
• Formalidades e Abono Pecuniário ....................................................... 51
• Férias Coletivas – Procedimentos ....................................................... 52
• Tabela de Férias Proporcionais ........................................................... 53

13º SALÁRIO ........................................................................................ 54


• Obrigatoriedade – Base de Cálculos ................................................... 54
• Adiantamento (1ª Parcela) ................................................................... 55
• Incidências ........................................................................................... 56
• Quitação (2ª Parcela) ........................................................................... 58
• Parcela Complementar ......................................................................... 59
• No Auxílio Doença ............................................................................... 59

TRABALHO DA MULHER ................................................................... 61


• Acesso ao Mercado de Trabalho ......................................................... 61
• Penalidades ......................................................................................... 62

PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR – PAT .......... 63

PARTICIPAÇÃO DOS TRABALHADORES NOS LUCROS OU


RESULTADOS DAS EMPRESAS ........................................................ 66

VALE TRANSPORTE .......................................................................... 69

RESCISÃO CONTRATUAL (Rotinas de Desligamentos) .................... 72


• Rescisão por Término do Contrato ...................................................... 72
• Rescisão Antecipada pelo Empregador................................................ 72
• Rescisão Antecipada pelo Empregado ................................................ 73
• Rescisão Sem Justa Causa e Indireta ................................................. 73
• Rescisão por Pedido de Dispensa ....................................................... 74
• Rescisão por Dispensa Com Justa Causa .......................................... 75
• Morte do Empregado (Lei 6858/80) ...................................................... 76
• Estabilidade Provisória (Condições) .................................................... 78
• Rescisão Fraudulenta ........................................................................... 78
• Prazo para Pagamento e Homologação .............................................. 79

SEGURO-DESEMPREGO .................................................................. 80

♦ EXERCÍCIOS ....................................................................................... 81
FÉRIAS ................................................................................................ 81
FOLHA DE PAGAMENTO ................................................................... 83
- Análise para elaboração da Folha ....................................................... 83
- Tabelas (INSS – IRF – Salário Família) ............................................... 84
- Encargos Sociais sobre a Folha .......................................................... 85
- Procedimentos – Contribuintes Individuais .......................................... 85
- Considerações para a Folha de Pagamento ....................................... 86
- Folha Impressa .................................................................................... 87
- Demonstrativo da GPS ........................................................................ 88
13º SALÁRIO ........................................................................................ 89
RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO ..................................... 91

♦ EXERCÍCIOS DIVERSOS .................................................................... 92


♦ ANEXOS ............................................................................................. 102
ROTINA DE ADMISSÃO
TÓPICO 1 – DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA

A admissão de empregados depende do cumprimento de algumas formalidades legais.


Dentre elas, destaca-se a obrigatoriedade de apresentação de determinados documentos destinados
a identificar o empregado, bem como propiciar ao empregador, subsídios para o correto
desempenho das obrigações trabalhistas a que este se subordina, não só em relação ao próprio
empregado, mas também nas relações do empregador com o Estado.

COMPROVANTE DE RECEBIMENTO E DEVOLUÇÃO DE


DOCUMENTOS PARA A ADMISSÃO

ENTREGUES DEVOLVIDOS
DOCUMENTOS
SIM NÃO SIM NÃO
Carteira de Trabalho e Previdência Social
Exame Médico de Capacitação Funcional .................
Carteira de Identidade ..............................................
Carteira de Identidade para Estrangeiro .....................
Documentos Militares ................................................
Título de Eleitor .........................................................
Carteira Nacional de Habilitação ...............................
Comprovante de Cadastramento no PIS/PASEP .......
Cartão de Identificação do Contribuinte – CIC .........
Documento de Inscrição em Órgão de Classe ...........
Certidão de Casamento ..............................................
Fotografia 3 x4 ...........................................................

DOCUMENTOS PARA FINS DE SALÁRIO-FAMÍLIA


DATA DE
NOME Nº DO REGISTRO
NASCIMENTO
Certidões de ......................... ............................... .................................. ....... ....... ....... .......
Nascimento dos ......................... ............................... .................................. ....... ....... ....... .......
Menores de 14 anos
......................... ............................... .................................. ....... ....... ....... .......
......................... ............................... .................................. ....... ....... ....... .......

NOME
Atestado de ................................................................................................. ....... ....... ....... .......
Invalidez Expedido ................................................................................................. ....... ....... ....... .......
pelo INSS (Filho de ................................................................................................. ....... ....... ....... .......
Qualquer idade ................................................................................................. ....... ....... ....... .......
................................................................................................. ....... ....... ....... .......

Recebi(emos) os documentos acima relacionados para fins de registro de empregado e


anotações na forma da lei:

Data Assinatura sob Carimbo da Empresa


Recebi em devolução os documentos acima relacionados entregues por ocasião de minha
admissão na empresa.

Data Assinatura do Empregado

5
NOTA:

Com relação aos documentos que a empresa solicita do candidato ou empregado, é importante
ressaltar que, de acordo com a legislação vigente, Carteira de Trabalho e Previdência Social –
CTPS deve ser apresentada pelo trabalhador, contra-recibo, ao empregador que o admitir, o qual
terá um prazo não superior a 48 horas para nela anotar as informações necessárias e as condições
especiais, se houver.

Portanto, é oportuno que a empresa adote formulários específicos que comprovem a data e hora do
recebimento e da devolução da CTPS, bem como dos demais documentos.

(Art. 29 da CLT.)

A CTPS deve ser atualizada com frequência, devendo, para tanto, a empresa pedi-la ao empregado
sempre que ocorrerem alterações das cláusulas contratuais, tais como: função, mudança do local
de trabalho, renovação do contrato a prazo, etc., bem como na ocorrência de férias, desconto de
contribuição sindical, alterações salariais e na rescisão contratual.

Acrescenta a Portaria MTPS nº 3.626/91, em seu art. 12 que as anotações e as atualizações da


Carteira de Trabalho e Previdência Social poderão ser feitas com o uso de etiquetas gomadas,
autenticadas pelo empregador ou seu representante legal.

MAIS DE UM EMPREGO OU ATIVIDADE REMUNERADA

É conveniente que a empresa verifique se o trabalhador que está sendo admitido tem outro
emprego, ou exerce atividade que o enquadre como Contribuinte Individual perante a Previdência
Social .

Tal providência tem por objetivo verificar:

a) as disponibilidades em face de eventuais serviços extraordinários, ou compensação de


horas;

b) a conciliação de horários entre as atividades desenvolvidas;

c) o salário-de-contribuição, para efeito de cálculo de sua contribuição mensal, em face do


que dispõe a legislação previdenciária.

De acordo com o Regulamento da Previdência Social, o salário-de-contribuição do


segurado empregado é a remuneração efetivamente recebida ou creditada a qualquer título durante
o mês, em uma ou mais empresas, observado o limite máximo deste salário-de-contribuição.

6
O segurado que exerce simultaneamente, atividades como empregado e Contribuinte
Individual , fica dispensado da contribuição dos 11% ( onze por cento ) ao INSS no respectivo
mês, quando o valor de sua remuneração como empregado atingir o limite máximo do salário-de-
contribuição.

Declaração de empregos concomitantes

(Data)

De
Para
Ref:

Se atualmente V. Sa. tem outro(s) emprego(s), pedimos que, até o dia ....../...../.....
declare e comprove o valor dos salários que atualmente recebe na(s) outra(s) empresa(s). Ocorrendo
alterações de salário, demissão ou admissão em outro(s) empregos(s) tais fatos devem ser comunicados
imediatamente.

Tais salários serão computados para enquadramento nas faixas de salários-de-contribuição.

Essa medida visa evitar demoras na concessão e recusas de benefícios aos segurados pela
Previdência Social por incorreção das contribuições.

Atenciosamente

Empregador

7
TÓPICO 2 - EXAME MÉDICO

OBRIGATORIEDADE DO EXAME MÉDICO – FUNDAMENTOS LEGAIS

O candidato a emprego, previamente selecionado, deve ser submetido a exame médico por
conta do empregador.

Trata-se de requisito essencial nas admissões e tem por fim verificar a capacidade
funcional, ou seja, a aptidão física ou mental do empregado para o desempenho de determinada
função.

Essa exigência está contida no Capítulo V do Título II da CLT – art. 168, com redação
dada pela Lei nº 6.514, de 22.12.77, alterada pelo Lei nº 7.855, de 24.10.89.

Referido Capítulo trata da Segurança e da Medicina do Trabalho, tendo sido totalmente


regulamentado pela Portaria do Ministério do Trabalho nº 3.214, de 08.06.78, que em sua Norma
Regulamentadora NR-7, disciplina o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional –
PCMSO.

A NR-7, na sua redação atual, dada pela Portaria nº 24, de 29.12.94, do Secretário de
Segurança e Saúde no Trabalho, regula a matéria somente naquilo que não estiver em conflito com
o disposto na Lei nº 7.855/89, a qual deu nova redação ao art. 168 da CLT.

As microempresas não estão dispensadas da realização de exame médico do empregado,


quer admissional, quer periódico ou demissional.

Notas:

1. ABREUGRAFIA - Conforme determinação do art. 1º da Portaria Nº 3.720 de


31/10/90 do Mtb, fica excluída a abreugrafia do conjunto de exames obrigatórios
constantes da NR-7, aprovada pela Port. 3.214 de 08/06/78, alterada pela Port. Nº 12 de
06/06/83. (DOU 01/11/90).

2. CARTEIRA DE SAÚDE – Através do Decreto Nº 8.841 de 12 de fevereiro 1986, que


entrou em vigor no dia 13/02/86, data de sua publicação no DOU, a Carteira de Saúde,
foi substituída, pelo Certificado de Vacinação Antitetânica, o qual terá validade de 10
(dez) anos.
A exigência dar-se-á no prazo de 90 (noventa) dias a partir da data de admissão no
trabalho.

3. EXAME DE GRAVIDEZ – Constitui crime sujeito a pena de detenção de um a dois


anos e multa a exigência de teste, exame, perícia, atestado ou qualquer outro
procedimento relativo à esterilização ou ao estado de gravidez, conforme preceituam as
Leis Nº 9.029 de 13/04/95 e 9799 de 26/05/99.

8
EXAME MÉDICO – QUE COMPREENDE – PRAZOS DE VALIDADE –
CESSAÇÃO DO CONTRATO – ENCARGO

O exame médico correspondente à avaliação clínica, isto é, à apuração das condições físicas
e psicológicas do candidato.

Em decorrência dele, e a critério médico, outros exames complementares poderão ser


exigidos para que se constate a aptidão do empregado para o exercício da função.

A avaliação clínica como parte integrante dos exames médicos deverá obedecer aos prazos e
à periodicidade conforme abaixo relacionados:

no exame médico admissional, deverá ser realizada antes que o trabalhador assuma
suas atividades;

no exame médico periódico, de acordo com os intervalos mínimos de tempo abaixo


discriminados:

a) para trabalhadores expostos a riscos ou situações de trabalho que impliquem o


desencadeamento ou agravamento de doença ocupacional, ou ainda, para aqueles que
sejam portadores de doenças crônicas, os exames deverão ser repetidos:

a1 – a cada ano a intervalos menores, a critério de médico encarregado, ou


se notificado pelo médico agente da inspeção do trabalho, ou, ainda, como
resultado de negociação coletiva de trabalho.

a2 – de acordo com a periodicidade especificada no Anexo nº 6 da NR 15, para os


trabalhadores expostos a condições hiperbáricas;

b) para os demais trabalhadores:

b.1 – anual, quando menores de dezoito anos e maiores de quarenta e cinco anos
de idade;

b.2 – a cada dois anos, para os trabalhadores entre dezoito anos e quarenta e cinco
anos de idade.

no exame médico de retorno ao trabalho, deverá ser realizado obrigatoriamente no primeiro


dia da volta ao trabalho de trabalhador ausente por período igual ou superior a 30 (trinta) dias
por motivo de doença ou acidente, de natureza ocupacional ou não, ou parto;

9
no exame médico de mudança de função, será obrigatoriamente realizada antes da data da
mudança (para fins da NR-7, entende-se por mudança de função toda e qualquer alteração de
atividade, posto de trabalho ou de setor que implique a exposição do trabalhador a risco
diferente daquele a que estava exposto antes da mudança);

no exame médico demissional, será obrigatoriamente realizado até a data da homologação,


desde que o último Exame-Médico ocupacional tenha sido realizado a mais de:

- 135 dias, para as empresas com grau de risco 1 e 2, segundo o Quadro-I da NR-4.
- 90 dias, para as empresas com grau de risco 3 e 4, segundo o Quadro-I da NR-4.

Para cada exame médico realizado, o médico emitirá o Atestado de Saúde Ocupacional –
ASO, em duas vias.

A primeira via do ASO ficará arquivada no local de trabalho do trabalhador, inclusive frente
de trabalho ou canteiro de obras, à disposição da fiscalização do trabalho. A Segunda via do ASO
será obrigatoriamente entregue ao trabalhador, mediante recibo na primeira via.

Correrão por conta do empregador as despesas com o exame médico, bem como exames
complementares, devendo ele, quando solicitado pelo agente de inspeção do Trabalho, comprovar
o custeio das referidas despesas.

Dispõe ainda o art. 168 da CLT, em seu § 5º, que “o resultado dos exames médicos,
inclusive o exame complementar, será comunicado ao trabalhador, observados os preceitos da
ética médica”.

NOTA : No tocante a Segurança e Saúde no Trabalho, todo estabelecimento deve estar


equipado com material necessário à prestação de primeiros socorros médicos, levando-se em conta
as características da atividade desenvolvida ( art. 168 par. 4º da CLT.).

10
DO SALÁRIO-MATERNIDADE

TÓPICO 1 - CONSIDERAÇÕES GERAIS

O salário-maternidade é devido, independentemente de carência, à segurada empregada, à


trabalhadora avulsa e à empregada doméstica, e desde que cumprida a carência de dez meses, na
forma do art. 20, à contribuinte individual e à facultativa, durante 120 dias, com início 28 dias
antes e término 91 dias depois do parto, considerando, inclusive, o dia do parto.

Em casos excepcionais, os períodos de repouso anterior e posterior ao parto podem ser


aumentados de mais duas semanas, conforme Instrução Normativa nº 118 de 14/04/2005 do
INSS, abaixo:

“ A prorrogação dos períodos anteriores e posteriores ao parto, consiste em


excepcionalidade, compreendendo as situações em que exista algum risco para a vida do féto, da
criança ou da mãe, devendo o atestado ser apreciado pela perícia médica do INSS. O atestado
deverá ser específico para o fim da prorrogação do salário-maternidade”.

O salário-maternidade será pago nos prazos previsto no caput e no § 1o, não cabendo o seu
cancelamento quando requerido pela beneficiária.

Quando a segurada perceber salário variável, o valor do salário-maternidade, será apurado


através da média dos últimos 06 (seis) meses.

A Lei no 8.861, de 25.03.94, estendeu à segurada especial o direito à percepção de salário-


maternidade, previsto no art. 71 da Lei no 8.213, de 1991, com redação dada pelo art. 25 da Lei no
9.876, de 1999, no valor de 01 (um) salário mínimo, desde que comprove o exercício da atividade
rural nos últimos dez meses imediatamente anteriores ao início do benefício, mesmo que de forma
descontínua.

O salário-maternidade será pago diretamente pelo INSS ou mediante convênio com


empresa, sindicato ou entidade de aposentados devidamente legalizada, na forma do art. 311 do
RPS.

Para fins de concessão de salário-maternidade, considera-se parto o evento ocorrido a


partir da 23a semana (6o mês) de gestação, inclusive em caso de natimorto.

Em casos de parto antecipado, ou não, e ainda que ocorra parto de natimorto, a segurada
terá direito aos 120 (cento e vinte) dias previstos em lei, sem necessidade de avaliação médico-
pericial pelo INSS, desde que comprovado mediante atestado médico.

Ocorrendo aborto não criminoso, comprovado mediante atestado médico, a segurada terá
direito ao salário-maternidade correspondente a duas semanas, hipótese em que o referido
atestado deverá ser submetido à apreciação da perícia médica do INSS.

Durante o período de percepção de salário-maternidade será devida a contribuição


previdenciária, na forma estabelecida nos arts. 198 e 199 do RPS.

11
No período de licença-maternidade da segurada empregada doméstica, cabe ao
empregador recolher apenas a parcela da contribuição a seu cargo. A parcela devida pela
empregada doméstica será descontada pelo INSS no benefício.

Será devido, justamente com a última parcela paga em cada exercício, o abono anual (13o
salário) do salário-maternidade, proporcional ao período de duração do benefício.

Se por ocasião de pagamento do salário-maternidade for verificado que a segurada recebe


auxílio-doença ou que tenha direito a esse benefício, o mesmo deverá ser suspenso enquanto
perdurar o referido pagamento ou terá sua data de início adiada para o primeiro dia seguinte ao
término do período de cento e vinte dias, observado para tanto a remuneração a que a segurada
empregada fará jus no mês do seu afastamento, informado pela empresa.

A empresa deverá continuar recolhendo a contribuição de 20% (vinte por cento) sobre o
valor do salário-maternidade pago diretamente pelo INSS à segurada empregada, além da
contribuição prevista no art. 202, do RPS, e das contribuições devidas a outras entidades durante o
período referido no art. 86.

TÓPICO 2 - DA MÃE ADOTIVA

A Lei nº 10.421 de 15.04.2002, acrescentou à CLT o art. 392-A e na Lei nº 8213 da Previdência
Social o art. 71-A, onde estendeu a Mãe Adotiva o direito a Licença-Maternidade e ao Salário
Maternidade, a saber ;

- Art. 392-A da CLT – À empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de
adoção de criança será concedida licença-maternidade nos termos do art. 392.

- Art. 71-A da Lei nº 8.213/91 – À Segurada da Previdência Social que adotar ou


obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança é devido salário-maternidade
pelo período de 120 ( cento e vinte ) dias, se a criança tiver até 1 (um) ano de idade, de
60 (sessenta) dias, se a criança tiver entre 1 (um) e 4 (quatro) anos de idade e de 30
(trinta) dias, se a criança tiver de 4 (quatro) a 8 (oito) anos de idade.

NOTA : Quando houver adoção ou guarda judicial a mais de uma criança é devido um único
salário-maternidade relativo à criança de menor idade. No caso de empregos concomitantes, a
segurada fará jus ao salário-maternidade relativo a cada emprego.

12
AUXÍLIO-DOENÇA E ACIDENTE DE TRABALHO

TÓPICO 1 – CONSIDERAÇÕES GERAIS

O auxilio-doença será devido ao segurado que, após cumprida, quando for o caso, a
carência exigida, ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais
de 15 dias consecutivos.

Não será devido auxílio-doença ao segurado que se filiar ao Regime Geral de Previdência
Social (RGPS) já portador de doença ou lesão invocada como causa para a concessão do
benefício, salvo quando a incapacidade sobreviver por motivo de progressão ou agravamento
dessa doença ou lesão.

(Art. 59 da Lei n.º 8.213, de 24/07/91); e caput e § 1º do art. 71 do Regulamento da


Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto n.º 3.048, de 06/05/99)

1.1 - PERÍODO DE CARÊNCIA

Período de carência é o tempo correspondente ao número mínimo de contribuições mensais


indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício, consideradas a partir do transcurso do
primeiro dia dos meses de suas competências.

Para a concessão do auxílio-doença, o período de carência é de 12 contribuições mensais.


( art.29, I do Dec. 3048/99 ).

Independem de carência os casos de:

a) Acidente de qualquer natureza ou causa;

Entende-se como acidente de qualquer natureza ou causa aquele de origem


traumática e por exposição a agentes exógenos (físicos, químicos e biológicos), que acarrete
lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda, ou a redução
permanente ou temporária da capacidade laborativa.

Para que o segurado possa usufruir dos benefícios e serviços em face de Acidente de
Trabalho ou Doença Ocupacional, cabe a empresa comunicar a ocorrência ao INSS através do
preenchimento do formulário chamado COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE DE TRABALHO –
CAT., no prazo até o primeiro dia útil após a ocorrência.

Em caso de falecimento, de imediato, à autoridade policial competente, sob pena de multa


variável entre os limites mínimo e máximo do salário de contribuição a ser aplicada pela
fiscalização do INSS, conforme art. 22 da 8213/91 e art.286 do Decreto nº 3048/99.

O INSS está obrigado a registrar a CAT, mesmo que não tenha ocorrido o afastamento do
trabalho pelo empregado. A emissão do documento deverá ocorrer, portanto, em todo e qualquer
evento que caracterize acidente de trabalho ou doença profissional.

13
b) Segurado que, após filiar-se ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS), for
acometido de alguma das doenças ou afecções especificadas em lista elaborada pelos
ministérios da saúde e da Previdência e Assistência Social a cada três anos, de acordo com os
critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência ou outro fator que lhe confira
especificada e gravidade que mereçam tratamento particularizado;

c) Segurados especiais desde que comprovem o exercício de atividade rural no


período imediatamente anterior ao requerimento do benefício, ainda que de forma
descontínua, igual ao número de messes correspondente à carência do benefício requerido.

(Art. 24, inciso I do art. 25 e art. 26 da Lei n.º 8.213/91, alterada pela Lei n.º 9.876, de
26/11/99; caput do art. 26, inciso I do art. 29, art. 30 e § 2º do art. 71 do RPS)

2 - INÍCIO DO BENEFÍCIO

O auxílio-doença é devido:

a) A contar do 16º dia do afastamento da atividade para o segurado empregado,


exceto doméstico;

b) A contar da data do início da incapacidade, para os demais segurados;

c) A contar da data de entrada do requerimento, quando requerido após o trigésimo


dia do afastamento da atividade, para todos os segurados.

Quando o acidentado não se afastar do trabalho no dia do acidente, os 15 dias de


responsabilidade da empresa pela sua remuneração integral são contados a partir da data do
afastamento.

Não se aplica o disposto na letra “c” quando a Previdência Social tiver ciência de
internação hospitalar ou tratamento ambulatorial devidamente comprovado pelo segurado
mediante atestado que deverá ser apreciado pela perícia médica.

O auxílio-doença será devido durante o curso de reclamação trabalhista relacionada com a


rescisão do contrato de trabalho, ou após a decisão final, desde que implementadas as condições
mínimas para a concessão do benefício.

(Art. 60 da Lei n.º 8.213/91, alterada pela Lei n.º 9.876/99; e art. 72 do RPS, alterado pelo
Decreto n.º 3.265/99)

2.1. PRIMEIROS 15 DIAS DE AFASTAMENTO

Durante os primeiros quinze dias consecutivos de afastamento da atividade por motivo de


doença, incumbe à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário.

Cabe à empresa que dispuser de serviço médico próprio ou em convênio o exame médico e
o abono das faltas correspondentes aos primeiros 15 dias de afastamento.

14
Quando a incapacidade ultrapassar este período, a segurado será encaminhado à perícia
médica do INSS.

(Art. 60 da Lei n.º 8.213/91, alterada pela Lei n.º 9.876/99; e caput e § § 1º e 2º do art. 75
do RPS, alterado pelo Decreto n.º 3.265/99)

2.3. NOVO BENEFÍCIO DECORRENTE DA MESMA DOENÇA

No caso de ser concedido novo benefício decorrente da mesma doença dentro de 60 dias
contados da cessação do benefício anterior, a empresa fica desobrigada do pagamento relativo aos
quinze primeiros dias de afastamento, prorrogando-se o benefício anterior e descontando-se os
dias trabalhados, se for o caso.
Assim, se o segurado empregado, por motivo de doença, afastar-se do trabalho durante
quinze dias, retornando à atividade no 16º dia, e se dela voltar a se afastar dentro de 60 dias desse
retorno, fará jus ao auxílio-doença a partir da data do novo afastamento.
(§ § 3º e 4º do art. 75 do RPS, alterado pelo Decreto n.º 3.265/99)

3 VALOR DA RENDA MENSAL

O auxílio-doença, inclusive o decorrente de acidente do trabalho, consistirá numa renda


mensal corresponde a 91% do salário-de-beneficio.

A renda mensal do benefício de prestação continuada que substituir o salário-de-


contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado não terá valor inferior ao do salário mínimo
nem superior ao do limite máximo do salário-de-contribuição.
(Arts. 33 e 61 da Lei n.º 8213/91; art. 35 e inciso I do art. 39 do RPS)

4 - SEGURADO QUE EXERCER MAIS DE UMA ATIVIDADE

O auxílio-doença do segurado que exercer mais de uma atividade abrangida pela


Previdência Social será devido mesmo no caso de incapacidade apenas para o exercício de uma
delas, devendo a perícia médica ser conhecedora de todas as atividades que o mesmo estiver
exercendo.

Nesta hipótese, o auxílio-doença será concedido em relação à atividade para a qual o


segurado estiver incapacitado, considerando-se para efeito de carência somente as contribuições
relativas a essa atividade.

Se o segurado exercer várias atividades na mesma profissão, será exigido de imediato o


afastamento de todas.
(Caput e § § 1º e 2º do art. 73 do RPS)

4.1 - INCAPACIDADE DEFINITIVA EM RELAÇÃO A UMA DAS ATIVIDADES

Quando o segurado que exercer mais de uma atividade se incapacitar definitivamente para
uma delas, deverá o auxílio-doença ser mantido indefinidamente, não cabendo sua transformação
em aposentadoria por invalidez, enquanto essa incapacidade não se estender às demais atividades.

15
O segurado somente poderá transferir-se das demais atividades que exerce após o
conhecimento da reavaliação médico-pericial.(Art. 74 do RPS)

5 SEGURADO EM GOZO DE AUXÍLIO-DOENÇA –


OBRIGATORIEDADE DE EXAME MÉDICO E REABILITAÇÃO PROFISSIONAL

O segurado em gozo de auxílio-doença está obrigado, independentemente de sua idade e


sob pena de suspensão do benefício, a submeter-se a exame médico a cargo da Previdência Social,
processo de reabilitação profissional por ela prescrito e custeado e tratamento dispensado
gratuitamente, exceto o cirúrgico e a transfusão de sangue, que são facultativos.

Se o segurado for insuscetível de recuperação para sua atividade habitual, deverá


submeter-se a processo de reabilitação profissional para exercício de outra atividade, não cessando
o benefício até que seja dado como habilitado para o desempenho de nova atividade que lhe
garanta a subsistência ou, quando considerado não recuperável, seja aposentado por invalidez.
(Arts. 77 e 79 do RPS; e art. 62 da Lei n.º 8.213/91)

6. AVISO PRÉVIO

O empregado que durante o prazo do aviso prévio for afastado por motivo de auxílio-
doença terá o seu contrato de trabalho suspenso e consecutivamente a contagem do aviso.

Ressalta-se, porém, que os primeiros 15 dias de afastamento serão computados para efeito
de contagem do prazo do aviso prévio.

Portanto, se o término do aviso acorrer nesse período (15 dias), o contrato de trabalho pode
ser rescindido na data estipulada.

Se, por outro lado, o empregado passar a receber o benefício previdenciário, a


contagem dos dias somente será retomada quando o empregado retornar ao trabalho.
(Art. 476 da CLT)

7. CESSAÇÃO DO BENEFÍCIO

O auxílio-doença cessa pela recuperação da capacidade para o trabalho, pela transformação


em aposentadoria por invalidez ou auxílio-acidente de qualquer natureza, neste caso se resultar
seqüela que implique redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia.
(Art. 78 do RPS)

16
TÓPICO 3 - PROVIDÊNCIAS A SEREM OBSERVADAS PELA EMPRESA
EM RELAÇÃO AO NOVO EMPREGADO

Ainda na fase admissional, devem ser observados pela empresa, em relação ao empregado
admitido, os seguintes requisitos:

a) Cadastramento no PIS: de posse da Carteira de Trabalho, a empresa deverá


verificar, na parte destinada a “Anotações Gerais”, o competente registro relativo ao
cadastramento no PIS. Na ausência desta anotação e não tendo o empregado
apresentado o documento comprobatório do cadastramento, a empresa deverá
cadastrá-lo. Caso o empregado tenha trabalhado anteriormente, é conveniente, como
medida cautelar, que se solicite da empresa anterior declaração onde conste o não-
cadastramento.

NOTA :

A Portaria nº 1 de 23/01/97 da Secretaria de Políticas de Emprego e Salário, em seu


art 1º § 2º assegura que, quando da emissão da 1ª via da CTPS, o cadastramento no
Sistema PIS/PASEP, será de competência das Delegacias Regionais do Trabalho.

b) Contribuição Sindical : De acordo com a CLT, os empregadores são obrigados a descontar


da folha de pagamento de seus empregados, relativa ao mês de março de cada ano, a contribuição
sindical por estes devida aos respectivos sindicatos.

Ressaltamos que a contribuição sindical referida neste texto não pode ser confundida com
aquela que de acordo com a Constituição Federal, será fixada por assembléia geral para custeio do
sistema confederativo de representação sindical respectiva.

1. COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO

A prova de recolhimento da contribuição sindical descontada dos respectivos empregados


e da quitação de sua contribuição sindical é considerada como documento essencial ao
comparecimento às concorrências públicas ou administrativas e para o fornecimento a repartições
paraestatais ou autárquicas.
(Art. 607 da CLT)

2. ENQUADRAMENTO SINDICAL

Em geral, o enquadramento se faz em correspondência com a categoria econômica do


empregador.

3. VALOR DA CONTRIBUIÇÃO

A contribuição sindical será recolhida de uma só vez, anualmente.

O valor a ser descontado do salário do empregado corresponde a um dia de trabalho,


qualquer que seja a forma de remuneração, o que equivale a:

17
a) uma jornada normal de trabalho, se o pagamento for feito por hora, dia, semana,
quinzena ou mês;
b) 1/30 da quantia percebida no mês anterior, se a remuneração for paga por tarefa,
empreitada ou comissão.
(Caput e inciso I do art. 580 e § 1º do art. 582 da CLT)

3.1 - GORJETA

Nos casos em que o empregado receba, habitualmente, gorjetas, a contribuição sindical


corresponderá a 1/30 da importância que tiver servido de base para a contribuição do empregado à
Previdência Social, no mês de janeiro.
(§ 2º do art. 582 da CLT)

4 - MÊS DE DESCONTO

Março é o mês de desconto da contribuição dos empregados que estiverem em atividade.


(Caput do art. 582 da CLT)

4.1 Empregados admitidos em janeiro e fevereiro

A contribuição sindical dos empregados admitidos nos meses de janeiro e fevereiro deverá
ser descontada do salário do mês de março, uma vez que se enquadram na regra geral para
desconto.

4.2 Empregados admitidos em março

Para os empregados admitidos no mês de março deverá ser verificado, por ocasião da
contratação, se eles têm comprovante de quitação da contribuição sindical.
Caso não apresentem o comprovante de quitação, o desconto da contribuição sindical deverá ser efetuado
sobre o salário do próprio mês de admissão, pois é a época própria para o desconto.
(Art. 601 da CLT)

4.3 Empregados admitidos após o mês de março

Nos casos de admissões efetuadas após o mês de março, a contribuição sindical será
descontada do salário do mês subseqüente ao da admissão, salvo se os empregados tiverem
trabalhado anteriormente e apresentado a respectiva quitação.

Então, se o empregado vier a ser contratado em agosto e não apresentar comprovante de


quitação a contribuição sindical será descontada do seu salário relativo a setembro.
(Parágrafo único do art. 602 da CLT)

4.4 Empregados afastados no mês de março

Os empregados que não estiverem trabalhando no mês de março, ou seja, estiverem


afastados do trabalho, sem percepção do salário (ausência por acidente do trabalho, doença etc.),
sofrerão o desconto da contribuição sindical no salário do mês subseqüente ao do reinício do
trabalho. (caput do art. 602 da CLT)

18
5. PROFISSIONAIS LIBERAIS

Profissionais liberais são os habilitados, em geral, mediante formação escolar


especializada, ao exercício de profissão regulamentada, sujeitos a órgãos fiscalizadores (Conselho
ou Ordens). Constituem categorias integrantes da Confederação Nacional das Profissões Liberais,
podendo ser autônomos ou empregados.

5.1 EXERCÍCIO DA PROFISSÃO

Os profissionais liberais empregados no exercício de suas respectivas profissões, ou de


função ou cargo compatível com o grau ou o título que possuem, podem optar pelo recolhimento
exclusivamente às entidades representativas de suas próprias categorias. ( art. 585 da CLT ).

5.1.1 NÃO-EXERCÍCIO DA PROFISSÃO

Se os profissionais liberais não exercerem função ou cargo compatível com seu título, a
empresa deverá proceder ao desconto da contribuição a favor da entidade representativa da
categoria dos seus empregados.

5.1.2 EXERCÍCIO SIMULTÂNEO DE EMPREGO E ATIVIDADE AUTÔNOMA

Ocorrendo exercício simultâneo de emprego e de atividade autônoma como liberal, haverá


múltipla contribuição.

Se um arquiteto trabalha como vendedor de produtos farmacêuticos e elabora projetos


arquitetônicos como profissional liberal, deverá pagar a contribuição sindical da categoria
profissional a que pertence como vendedor empregado e, também a contribuição devida ao
Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA)
(Art. 585 da CLT e Resoluções MTPS nº 325.259/74 e Mtb nº 300.772/78)

5.3 INSCRITOS NA OAB

O pagamento da contribuição anual à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) isenta os


inscritos nos seus quadros do pagamento obrigatório da contribuição sindical.
(Art. 47 da Lei nº 8906 de 04/07/94)

6 - RECOLHIMENTO

O recolhimento da contribuição sindical que foi descontada do empregado será efetuado


durante o mês de abril, até o dia 30, por meio de Guia de Recolhimento, no Banco do Brasil, na
Caixa Econômica Federal ou nos estabelecimentos bancários integrantes do sistema de
arrecadação dos tributos federais.

A contribuição sindical descontada dos empregados admitidos após o mês de março será
recolhida no segundo mês subseqüente ao da admissão.

19
7. RELAÇÃO DE EMPREGADOS

A Caixa Econômica Federal, deverá encaminhar mensalmente para as entidades sindicais,


informações sobre o recolhimento da contribuição sindical urbana, por meio de arquivo eletrônico
e de relatório impresso, conforme determinação da Portaria nº 488 do MTE de 23/11/2005.

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL EMPRESAS

Estão sujeitos à contribuição sindical das categorias econômicas as empresas em geral, os


empregadores do setor rural e, quando organizados em firma ou empresa, os agentes ou
trabalhadores autônomos e profissionais liberais.

NOTA

Recomendamos as Empresas consultarem a entidade sindical sobre o valor que esta


entende devido.

1. ÉPOCA DO RECOLHIMENTO

O recolhimento deve ser feito em janeiro pelas próprias empresas às respectivas entidades
sindicais de classe e à Federação, no caso de inexistência de sindicato da categoria econômica na
base territorial em que a empresa está estabelecida.
(Arts. 579, 587 e 591 da CLT)

1.1 LOCAL

A contribuição sindical será recolhida por meio de guia fornecida pelas entidades sindicais
da classe nas agências da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil S/A ou nos
estabelecimentos bancários nacionais integrantes do sistema de arrecadação dos tributos federais.

Nas localidades onde inexistem tais estabelecimentos, a arrecadação poderá ser efetuada
pelas Caixas Econômicas Estaduais.
(Art. 586 da CLT)

2.2 EDITAL

As entidades sindicais são obrigadas a promover a publicação de editais concernentes ao


recolhimento da contribuição sindical, durante três dias, nos jornais de maior circulação local e até
10 dias da data fixada para o depósito bancário.
(Art. 605 da CLT)

20
2.3 EMPRESAS NOVAS

Para as empresas que venham a se estabelecer após o mês de janeiro, o recolhimento da


contribuição sindical deverá ser efetuado por ocasião do requerimento, nas repartições
competentes, do registro ou da licença para o exercício da respectiva atividade. (Art. 587 da CLT).

3. PROVA DE QUITAÇÃO

A prova de quitação da contribuição sindical dos empregadores, assim como dos


empregados, é essencial para a participação em concorrências públicas ou administrativas e para o
fornecimento às repartições paraestatais ou autárquicas.
(Art. 607 da CLT)

4. FILIAIS

4.1 - BASE TERRITORIAL DIFERENTE

No caso de filiais ou agências localizadas fora da base territorial da entidade sindical


representativa da atividade econômica do estabelecimento principal, as empresas lhes atribuirão
parte do respectivo capital na proporção das correspondentes operações econômicas, assim
entendido o faturamento referente ao movimento do ano civil anterior. Toma-se o faturamento
geral e calcula-se a percentagem, aplicando-se depois sobre o capital social.
(Art. 581 da CLT)

4.2 - COMUNICAÇÃO AO ÓRGÃO REGIONAL DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO

De acordo com a CLT, para os casos da contribuição sindical em separado, por


estabelecimento, é preciso enviar às Delegacias Regionais do Trabalho e Emprego, conforme a
localidade da seda da empresa, sucursais, filiais ou agências, um demonstrativo do cálculo da
contribuição sindical.

Ocorre que a Constituição Federal de 1988 estabeleceu, entre outras medidas, que o Poder
Público não pode interferir ou intervir na organização sindical, gerando, com isso, dúvidas quanto
à persistência ou não da obrigatoriedade do envio do demonstrativo do cálculo da contribuição
conforme determina a CLT.
Como sua omissão acarreta multa e o prazo não está expresso, entendemos que, na dúvida
e salvo manifestação oficial em sentido contrário, convém fazer o envio logo após o recolhimento.
É recomendável mandar cópia da comunicação ao órgão local do Ministério do Trabalho e
Emprego de cada filial.
(Inciso I do art. 8º da Constituição Federal de 1988 e art. 581 da CLT)

4.3 - MESMA BASE TERRITORIAL

Não se faz a referida atribuição de parcelas quando as filiais ou agências estiverem


localizadas na mesma base territorial do sindicato do estabelecimento principal, desde que
pertençam à mesma atividade econômica, devendo o recolhimento ser efetuado pela matriz.
21
5. INSTITUIÇÕES NÃO OBRIGADAS A REGISTROS DE CAPITAL SOCIAL

As entidades ou instituições que não estejam obrigadas ao registro de capital social


considerarão como capital, para efeito de cálculo da contribuição sindical patronal, o valor
resultante da aplicação do percentual de 40% sobre o movimento econômico registrado no ano
imediatamente anterior, dando conhecimento à respectiva entidade sindical ou à Delegacia
Regional do Trabalho e Emprego.

5.1 ENTIDADES OU INSTITUIÇÕES SEM FINS LUCRATIVOS

Não estão sujeitas ao recolhimento da contribuição sindical as entidades ou instituições que


comprovarem, por meio de requerimento dirigido ao Ministério do Trabalho e Emprego, que não
exercem atividade econômica com fins lucrativos.
(§§ 5º e º do art. 580 da CLT)

5.2 - CAPITAL SOCIAL ELEVADO APÓS O PAGAMENTO DA C. SINDICAL

A contribuição sindical patronal é proporcional ao capital da empresa, devendo ser


recolhida no mês de janeiro de cada ano. No entanto, entende-se que, se o capital sofrer uma
alteração durante o ano, não implicará o pagamento da complementação (diferença da
contribuição). Ressalta-se que esse entendimento não é pacífico
(Inciso III do art. 580 e caput do art. 587 da CLT)

6 - EMPRESAS RURAIS

A Contribuição Sindical devida pelos integrantes das categorias econômicas e


profissionais das atividades rurais é calculada, observando-se os seguintes critérios:

a) para os empregadores rurais organizados em empresas ou firmas, a contribuição


sindical é proporcional ao capital social de acordo com a Tabela Prática de Cálculo,
expedida pelo sindicato.

b) para os empregadores rurais não organizados em firma ou empresa, entender-se-à


como capital o valor utilizado para o lançamento do Imposto Territorial do Imóvel
Explorado, sendo fixado o valor a recolher de acordo com a Tabela Prática de
Cálculo.

NOTA : Cabe a Confederação Nacional da Agricultura – CNA e a Confederação


Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG, cobrar diretamente dos
produtores rurais a Contribuição Sindical Empresarial. ( Lei nº 8.847/94 ).

22
c) Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED. Tem como
finalidade propiciar ao Governo elementos para a apuração do fluxo do movimento
de mão-de-obra do País.

Todas as admissões, demissões, bem como as transferências ocorridas na empresa,


devem ser comunicadas mensalmente ao Ministério do Trabalho, pela Internet até o
dia sete do mês subsequente. Caso o dia sete não seja dia útil, o mesmo deverá ser
enviado no dia útil imediatamente anterior, haja vista que, a entrega fóra do prazo
acarretará multa ao empregador por empregado não informado. Referência Legal: CLT,
art. 582, e Lei nº 4.923/65.

No caso de filiais, as informações deverão ser apresentadas separadamente e mantidas


na própria filial, mesmo a empresa tendo o Departamento de Pessoal Centralizado.
O Programa encontra-se nos sites: www.caged.com.br ou
www.mte.gov.br/caged

TÓPICO 4 - LIVRO OU FICHA DE REGISTRO DE EMPREGADOS –


RUBRICA E LEGALIZAÇÃO

Conforme expresso no art. 41 da CLT, em todas as atividades será obrigatório o registro dos
trabalhadores, o qual poderá ser efetivado em livros, fichas ou sistema eletrônico, nos termos de
instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.

Autenticação dos Registros – Dispensa

A Lei nº 10.243 de 19/06/01, revogou o art. 42 da CLT., o qual, determinava que os


“Registros de Empregados” (livros, fichas ou equivalentes) deveriam ser autenticados pelos
órgãos regionais do Mtb, por outros órgãos autorizados ou pelo Fiscal do Trabalho.

Contudo, a Portaria do MTb nº 402, de 28 de abril de 1995, dispõe que:

♦ A) os agentes de inspeção do trabalho autenticarão o livro de inspeção do trabalho


que ainda não tiver sido autenticado, quando de sua visita ao estabelecimento do
empregador;

♦ B) os fiscais do trabalho, quando da sua inspeção no estabelecimento empregador,


poderão autenticar livro de registro em continuação ou grupo de fichas em
continuação, que ainda não tiverem sido autenticados.

23
TÓPICO 5 – SALÁRIO-FAMÍLIA – CARTÃO DA CRIANÇA

DIREITO AO SALÁRIO-FAMÍLIA – AVULSO, RURAL, DOMÉSTICO –


CESSAÇÃO DO DIREITO – FUNDAMENTOS LEGAIS

O salário-família será devido, mensalmente, ao segurado empregado (urbano ou rural),


exceto o doméstico e ao trabalhador avulso, na proporção do respectivo número de filhos ou
equiparados, até 14 anos de idade ou inválidos (de qualquer idade).

Não têm direito às quotas de salário-família os autônomos, os empregadores e os


empregados domésticos.

⎣ Quando o pai e a mãe são segurados empregados, ambos têm direito ao salário família.
.

O direito ao salário-família cessará automaticamente:

∫ a) por morte do filho, a partir do mês seguinte ao do óbito, devendo, neste caso, o
empregado fazer a imediata comunicação à empresa, apresentando a
respectiva certidão ou declaração escrita;

∫ b) por completar o filho ou equiparado 14 anos de idade, salvo se inválido, a partir


do mês seguinte ao da data de aniversário.

∫ c) pela cessação da invalidez do filho ou equiparado, a partir do mês seguinte ao


da recuperação da capacidade;

∫ d) pela cessação da relação de emprego a partir da data em que o fato se verificar.

NOTA-1:
Ainda que ocorra a cessação do direito ao salário-família, devem ser conservados
pelas empresas, “durante 10 (dez) anos, os comprovantes de pagamento e as
cópias das certidões correspondentes, para exame pela fiscalização do INSS”.
♦ Referência Legal: Decreto nº 3.048/99

24
CONDIÇÕES PARA O PAGAMENTO DO SALÁRIO-FAMÍLIA

Conforme preceitua o art. 84 do Regulamento da Previdência Social RPS, alterado pelo


Decreto nº 3265 de 29/11/99, o salário-família a partir de maio do ano 2000 está condicionado ao
seguinte procedimento.

a) quanto ao menor de sete anos de idade, à apresentação obrigatória do atestado de


vacinação ou documento equivalente anualmente;

b) a partir dos sete anos de idade à apresentação do comprovante de freqüência à escola


nos meses de maio e novembro;

c) no caso de menor inválido que não frequenta a escola por motivo de invalidez, deve ser
apresentado atestado médico que confirme esse fato.

O não cumprimento das letras “a” e “b” suspenderá o benefício em tela.

Quanto ao pagamento da quota, este é feito ao empregado pela própria empresa,


mensalmente, juntamente com o respectivo salário, e ao trabalhador avulso pelo sindicato,
mediante convênio.

Nas admissões e demissões o pagamento dever ser proporcional aos dias do mês, a partir da
data de admissão ou até a data do desligamento, à razão de 1/30 por dia. Ressalta-se que o salário-
família do trabalhador avulso independe do número de dias trabalhados no mês, devendo o seu
pagamento corresponder ao valor integral da quota.

NOTA-2:

∗ Todas as importâncias que integram o salário-de-contribuição, serão consideradas como


parte integrante da remuneração do mês, EXCETO o 13º salário e o adicional de
férias previsto no inciso XVII do art. 7º da CF/88, para efeito de definição do valor da
cota do salário-família devido (Portaria 3.964/97 – art. 2º)
♦ Referência Legal: Decreto nº 3.048/99.

25
CONTRATO DE TRABALHO

TÓPICO 1 - SUA VALIDADE - CONCEITO - REQUISITOS PARA SUA


VALIDADE

Contrato de trabalho é o acordo tácito ou expresso que corresponde à relação de emprego


(art. 442 da CLT).

A relação de emprego existe sempre que alguém estiver prestando serviços a outrem, na
condição de empregado.

Dessa forma, toda vez que uma pessoa física se obriga a prestar serviços não eventuais a
outrem, pessoa física ou jurídica, estando a esta subordinada hierarquicamente e mediante o
pagamento de uma contraprestação (salário), temos a existência de um Contrato de Trabalho.

Ressalte-se que, na caracterização da relação de emprego, o elemento principal a ser


observado é a subordinação, que se substancia no direito que tem o empregador de comandar, dar
ordens, dirigir, fiscalizar os serviços ou atividade do empregado. Desse direito decorre,
naturalmente, a obrigação do empregado de se submeter àquele comando.

TÓPICO 2 - DISTINÇÃO DOS CONTRATOS DE TRABALHO–


DURAÇÃO

Quanto à sua duração, o contrato de trabalho pode ser classificado em:

a) contrato por prazo determinado: é aquele cujo término foi previsto quando de sua
celebração . Esta modalidade de contrato é excepcional , isto é ,só pode ser utilizado em
alguns casos ( Ver tópico 3 desta orientação );

b) contrato por prazo indeterminado: é a regra geral de contratação. Neste caso, não se
determina, por ocasião da celebração do contrato, a condição ou termo para sua cessação.

Esta distinção, entretanto, não altera a estrutura do contrato, isto é, não muda sua natureza
jurídica, estando ambos os contratos sob a proteção das leis trabalhistas.

Conduto, no que tange aos efeitos de cada tipo de contrato, algumas diferenças se fazem
notar, já que a estipulação do prazo é fator que exclui alguns dos direitos do empregado,
razão pela qual o contrato a prazo determinado só pode ser celebrado em algumas hipóteses,
como se verá no tópico seguinte.
♦ Referência Legal: CLT, art. 443, caput e § 1º.

26
TÓPICO 3 - CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO
DETERMINADO - CONDIÇÕES EM QUE PODE SER
CELEBRADO

O contrato de trabalho por prazo determinado só pode ser celebrado nas seguintes
circunstâncias:

a) serviços cuja natureza ou transitoriedade justifiquem a predeterminação de prazo: são os


serviços de pouca duração, passageiros, decorrentes de necessidades eventuais da empresa.
Exemplo: empregado contratado para proceder à montagem de uma máquina em empresa
que está iniciando suas atividades;

b) atividades empresariais de caráter transitório: aqui, a transitoriedade não se relaciona com o


serviço a ser desenvolvido pelo empregado, mas sim com a atividade empresarial. Exemplo:
empresas criadas exclusivamente para o fim de comercializar artigos e enfeites de Natal, na
respectiva época,

c) contrato de experiência: aqui, a finalidade é propiciar ao empregador a verificação da


capacidade funcional do empregado na execução do serviço, outrossim, permitir ao
empregado saber se se adaptará ou não ao serviço ou ao sistema de trabalho da empresa.
♦ Referência Legal: CLT, art. 443, § 1º

TÓPICO 4 - CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO - PRAZO DE


DURAÇÃO - PRORROGAÇÃO - SUCESSÃO -
CLÁUSULA DE RESCISÃO ANTECIPADA

Na celebração de um contrato por prazo determinado, devem ser observadas as seguintes


regras (salvo em relação aos contratos de experiência, cujas normas específicas se encontram no
tópico seguinte):

a) prazo máximo de duração: não pode ser estipulado por período superior a dois anos,
qualquer que tenha sido o motivo de sua celebração;

b) prorrogação: quando estipulado por período inferior ao máximo legal previsto,


permite-se uma única prorrogação, tendo esta, como limite, o período que complete o
prazo máximo;

c) mais de uma prorrogação: havendo mais de uma prorrogação, o contrato passará a


vigorar sem determinação de prazo, ou seja, passará o contrato por prazo
indeterminado;

d) sucessão: para se celebrar novo contrato a prazo com o mesmo empregado, é


necessário um intervalo de, no mínimo, 6 (seis) meses, sob pena do referido contrato
transformar-se em prazo indeterminado. Entretanto, se o término do primeiro contrato
se deu em virtude da execução de serviços especializados ou da realização de certos
acontecimentos, a sucessão pode ser feita independentemente de carência;

27
e) cláusula de rescisão antecipada: havendo referida cláusula e na ocorrência efetiva de
rescisão antecipada, sobre esse contrato incidirão as normas concernentes aos
contratos de trabalho por prazo indeterminado. Isto se justifica pelo fato de que a
fixação da época para cessação nos contratos a prazo não permite que qualquer das
partes que o celebraram seja surpreendida com a decisão da outra em rescindi-lo antes
de seu término, sem a correspondente indenização.

Com a inserção desta cláusula, o elemento “surpresa” passa a ter existência, já que tanto
empregado quanto empregador podem rescindir o contrato a qualquer tempo,
independentemente do marco final prefixado.

f) anotação obrigatória na CTPS da existência do prazo no contrato de trabalho.


◊ Referência Legal: CLT, art. 445, 451, 452 e 481.

TÓPICO 5 - CONTRATO DE EXPERIÊNCIA - PRAZO MÁXIMO -


PRORROGAÇÃO – CLÁUSULA DE RESCISÃO
ANTECIPADA

Tratando-se de contrato de experiência deve-se observar o seguinte:

a) prazo máximo de duração: 90 (noventa) dias;

b) prorrogação: pode ser prorrogado uma única vez, quando celebrado por período
inferior ao máximo legal, desde que, com a prorrogação, não ultrapasse 90 (noventa)
dias;

c) mais de uma prorrogação: vigorará automaticamente sem determinação de prazo,


quando for prorrogado mais de uma vez;
d) sucessão: para se celebrar novo contrato de experiência deve-se aguardar um período
de, pelo menos 6 (seis) meses, sob pena de o segundo ser considerado como contrato
sem prazo. Observe-se que esta hipótese só é possível em se tratando de um novo
serviço a ser desempenhado pelo empregado dentro da empresa, pois seria absurdo
submeter-se a novo teste, na mesma função, empregado já avaliado anteriormente;
e) cláusula de rescisão antecipada;

f) é obrigatório anotar na CTPS do empregado, na parte destinada a “Anotações Gerais”,


a existência de contrato de experiência e o prazo ajustado.
◊ Referência Legal: CLT, art. 445, § Único, 451, 452 e 481.

28
TÓPICO 6 - ALTERAÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO

Toda e qualquer alteração nas condições do contrato de trabalho só é licita quando houver
mútuo consentimento e, ainda assim, desde que não acarrete, direta ou indiretamente, prejuízos ao
empregado. Assim, para a alteração, são necessários:
a) concordância do empregado, tácita ou expressa: e
b) que do fato não lhe resultem prejuízos, não só pecuniários, mas de qualquer natureza,
de forma direta ou indireta e, ainda, presentes ou futuros, desde que o empregador o
preveja, no ato da alteração.
Dessa forma, tendo em vista as condições pactuadas no contrato inicial, deve-se verificar
se há prejuízos ao empregado com a alteração proposta, razão que enseja sua nulidade,
independentemente do consentimento do empregado.
◊ Referência Legal: CLT, art. 468.

TOPICO 7 - SUSPENSÃO E INTERRUPÇÃO DO CONTRATO

Em ambos o Contrato de Trabalho, continua vigente, mas as obrigações principais das partes não
são exigíveis (SUSPENSÃO) ou o são apenas parcialmente (INTERRUPÇÃO). No primeiro não
há trabalho nem remuneração; na segunda não há trabalho, mas o empregado continua a receber
algum direito.

TÓPICO 7.1 SÃO CASOS DE SUSPENSÃO

a - Licença não remunerada


b - Auxílio doença
c - Suspensão disciplinar
d - Suspensão para inquérito do estável (art. 494 CLT)
e - Aposentadoria provisória (art. 475 - CLT)
f - Exercício de cargo público não obrigatório
g - Participação em greve, sem salários
h - Desempenho de cargo sindical, se houver afastamento
i - Curso ou programa de qualificação profissional

TÓPICO 7.2 SÃO CASOS DE INTERRUPÇÃO

a - Domingos e feriados (L. 605/49)


b - Férias (art. 130 CLT)
c - Faltas legais (art. 473 CLT)
d - Licença maternidade (Decreto 3048/99)
e - Testemunha (art. 822 - CLT)
f - Doença e acidente do trabalho (Primeiros 15 dias - Dec. 3048/99 )
g - Greve, se houver pagamento de salários
h - Afastamento para inquérito por motivo de segurança nacional (art.472 § 5º CLT)
i - Comparecimento à Sessão do Júri (art. 430 CPP)
j - Licença remunerada concedida pelo empregador
k – Afastamento de acordo com o Art. 473 CLT
l - Afastamento Serviço Militar obrigatório ( art. 472 CLT ).

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ESTAGIÁRIO

Conceito de estagiário

Estagiários são alunos regularmente matriculados que freqüentam , efetivamente , cursos


vinculados à estrutura do ensino público e particular, nos níveis superior, de ensino médio, de
educação profissional de nível médio ou superior ou escolas de educação especial, aceitos
por pessoas jurídicas de direito privado, órgãos da administração pública e instituições
de ensino, para o desenvolvimento de atividades relacionadas à sua área de formação rofissional.

Top. 1 - Finalidade

Os estágios devem propiciar a complementação do ensino e da aprendizagem e ser planejados


executados, acompanhados e avaliados em conformidade com os currículos , programas
e calendários escolares.

Top. 2 - Caracterização do estágio

A caracterização e a definição de estágio curricular dependem da existência dos seguintes


instrumentos jurídicos:

- Acordo de Cooperação celebrado entre a pessoa jurídica de direito público ou privado


( parte concedente ) e a instituição de ensino a que pertence o estudante , documento
que será periodicamente reexaminado e no qual devem constar todas as condições de
realização de estágio ; e

- Termo de Compromisso de Estágio celebrado entre o estudante e a parte concedente (empresa)


com a interveniência obrigatória da instituição de ensino. Nesse documento , entre outras
disposições, deverão constar : qualificação da empresa concedente, do estagiário e da nstituição
de ensino; a duração e o objeto do estágio; o valor da bolsa oferecida pela empresa (se houver)
o horário de cumprimento do estágio ; a companhia seguradora e o número da apólice do
Seguro contra Acidentes Pessoais garantido ao estagiário e o Acordo de Cooperação
(instrumento jurídico).

Top. 3 - Agentes de integração

As empresas, os estudantes e as instituições de ensino podem contar com o apoio (não


obrigatório) de agentes de integração , na operacionalização de estágio, mediante a celebração
de convênios específicos.

Nesse caso , as empresas assinam um convênio com o Agente de Integração , visando


ao desenvolvimento de atividades conjuntas capazes de propiciar a plena operacionalização
relacionada ao estágio de estudantes e estabelecendo os respectivos procedimentos de
caráter legal , técnico , burocrático , administrativo e financeiro.

30
Top. 4 - Vínculo empregatício caracterização ou não

Se o estagiário executar serviços não relacionados com o programa de ensino da escola,


ou , ainda , executar serviços após a conclusão ou abandono do curso, ou trancamento da
matrícula , o estágio será descaracterizado e configurar-se-á o vínculo empregatício , devendo a
empresa, para evitar a ocorrência desta última hipótese, verificar periodicamente a regularidade da
situação escolar do estudante.

Desde que respeitadas todas as condições acima expostas , estabelecidas na legislação


vigente supramencionada , não será caracterizado vínculo empregatício entre a empresa
concedente da oportunidade de estágio e o estagiário e, nesse caso, a empresa está desobrigada
do cumprimento de obrigações trabalhistas, bem como dos recolhimentos previdenciários e
fundiários.

Top. 5 - Duração do estágio

O estágio não pode ser celebrado por período inferior a um semestre letivo.

Jornada do estagiário

A jornada do estagiário deverá constar do Termo de Compromisso podendo ser fixa ou variável
durante a semana, desde que não coincida com o horário das aulas , conforme acordo
entre as partes (empresa e estagiário) com a interveniência da instituição de ensino.

Durante as férias escolares a jornada poderá ser alterada de comum acordo entre as partes,
também com a interveniência da instituição de ensino.

Top. 6 - Pagamento

O pagamento de bolsa ou qualquer outra forma de remuneração ou de contraprestação , qualquer


que seja a sua denominação não é obrigatório.

Caso sejam pagos devem constar do Termo de Compromisso a forma, a periodicidade etc. desse
pagamento.

Top. 7 -Incidência

O valor eventualmente pago ao estagiário não integra o salário-de-contribuição previdenciário ,


portanto, não sofrerá incidência de INSS e FGTS.

(art. 28, § 9º, letra “i”, da Lei nº 8.212/91; e art. 15, § 6º, da Lei nº 8.036/90, acrescido pela Lei
nº 9.711/98)

Top. 8 -Anotação do estágio na CTPS do estudante

Muito embora a legislação trabalhista não tenha dispositivo expresso que determine
a obrigatoriedade de anotação do estágio na Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS,
era recomendação geral, inclusive por parte dos já citados Agentes de Integração, que a empresa
efetuasse, na parte destinada a “Anotações Gerais”, o registro dos dados relativos ao estágio,

31
com a especificação do curso freqüentado pelo estagiário , a instituição de ensino , o nome
da empresa concedente e as datas de início e término do estágio.

Top. 9 - Vale-Transporte

Como não há vínculo empregatício entre o estagiário e a empresa , esta fica desobrigada
do fornecimento do vale-transporte.

Top. 10 - Seguro de Vida

Em qualquer hipótese, o estagiário deve estar coberto por seguro contra acidentes pessoais ,
que deve ser providenciado pela instituição de ensino em favor do estagiário, diretamente
ou por meio de atuação conjunta com agentes de integração públicos ou privados, concedente
da oportunidade de estágio curricular.

Top. 11 - Vinculação à Previdência Social

O estagiário poderá se filiar ao Regime Geral de Previdência Social na qualidade de segurado


facultativo (maior de 16 anos de idade que não esteja exercendo atividade remunerada que
o enquadre como segurado obrigatório) e como tal recolher suas contribuições por meio da
Guia de Recolhimento Previdenciário – GPS.

A contribuição previdenciária corresponderá a 20% do valor pelo segurado facultativo declarado,


observados os limites mínimo e máximo de contribuição.

A empresa não está obrigada a efetuar qualquer tipo de contribuição sobre o valor eventualmente
pago ao estagiário, conforme anteriormente citado.

(Arts. 11 , § 1º , III ; 199 e 214 , VI , do RPS - Decreto nº 3.048/99 com alterações


posteriores)

Top. 12 - Possibilidade de celebrar contrato de experiência com ex-estagiário

A empresa poderá, ao final do estágio , efetuar a contratação do estagiário como empregado,


pois inexiste qualquer impedimento legal para a celebração do contrato de experiência, que
é um acordo individual que visa dar condição de mútuo conhecimento às partes contratantes, à
medida que o empregador, durante o período, observa o desempenho funcional do empregado na
execução de suas atividades e por sua vez o empregado verifica sua adaptação, integração,
relacionamento com superiores hierárquicos, condições de trabalho etc.

Top. 14 - Estágio no próprio emprego

Quando o empregado que também for estudante , precisar realizar um período de estágio,
poderá fazê-lo nas dependências da própria empresa, sem perder a condição de empregado.

32
O período de estágio realizado em horário ou áreas distintas da atividade normal de trabalho
do empregado deverá ser formalizado com a documentação legal exigida e com a interveniência
obrigatória da instituição de ensino, conforme acima mencionado.

Entretanto, se sua realização ocorrer no horário de trabalho ou na mesma função para a qual foi
contratado como empregado , os encargos trabalhistas e previdenciários continuam incidindo
normalmente sobre os valores pagos, como empregado.

Top. 15 - Estágio em órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta,


autárquica e fundacional

Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta , autárquica e


fundacional , que tenham condições de proporcionar experiência prática na linha de formação
, podem aceitar , pelo prazo máximo de 24 meses , alunos regularmente matriculados e
que venham freqüentando , efetivamente , cursos de educação superior, de ensino
médio , de educação profissional de nível médio ou de educação especial vinculados à estrutura
do ensino público e particular, oficiais ou reconhecidos.

Observadas as condições previstas na Portaria nº 8 , de 23.01.2001, do Ministro de Estado do


Planejamento , Orçamento e Gestão , entrou em vigor em 24.01.2001 , data de sua publicação
no DOU.

33
TERCEIRIZAÇÃO

1. INTRODUÇÃO

É comum às empresas o exercício de duas ou mais atividades para que seja atingido o seu objetivo
final ou atividade-fim .Além disso , há atividades que se fazem essenciais ao próprio
desenvolvimento dos trabalhos , embora não sejam etapa da atividade em si , a exemplo dos
serviços de higiene , limpeza e conservação .

Atualmente , muitas são as empresas que entregam a terceiros a realização desta ou daquela
atividade secundária , regra geral , para reduzir gastos , ou , ainda , agilizar a produção de bens ou
serviços , dando à empresa flexibilidade e competitividade . A essa forma de realização de
serviços chamamos de terceirização .

Embora a terceirização de serviços seja hoje amplamente constatada , inexiste até a presente data ,
legislação própria que a regulamente . Daí gerar grande polêmica .

Há muito vêm os tribunais trabalhistas apreciando reclamações em que se discute a existência de


relação empregatícia entre o trabalhador intermediado por empresa fornecedora de mão-de-obra e
a empresa tomadora de seus serviços .

2. TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO (TST) – ENUNCIADOS Nº 256 E 331

Através da Súmula nº 256 de 1986, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) , firmou sua
jurisprudência predominante no sentido de que salvo os casos de trabalho temporário e de serviço
de vigilância , previstos nas Leis nº 6.019 de 03.01.74 e 7.102 de 20.06.83, respectivamente, seria
ilegal a contratação de trabalhadores por empresa interposta , formando-se o vínculo empregatício
diretamente com o tomador dos serviços . ( Cancelada pela Resolução nº 121 de 2003 do TST ).

Contudo , tendo em vista o apontamento de doutrinadores e magistrados no sentido de conter a


Súmula nº 256 excessivo rigor , gerando , na prática , proibição de prestação de determinados
serviços considerados lícitos a terceiros , simplesmente por não se enquadrarem nas Leis nº
6.019/74 ou 7.102/83 , resolveu o TST rever os termos da mesma . Assim , através da
Resolução nº 23 , datada de 17.12.93 (DJU-I de 21.12.93) foi aprovada a Súmula nº 331 , cujo
teor é o seguinte :

Ante a nova realidade sócio-econômica é inegável a necessidade de flexibilização na contratação


de mão–de-obra , assim entendida a elasticidade possível e aceitável na aplicação de normas
legais já existentes para que se viabilize o alcance de situações novas e muitas vezes até essenciais
ao progresso das relações de trabalho .

Portanto , conforme a Súmula nº 331 do TST de 1993, tem-se como viável a terceirização de
atividades especializadas que não se enquadrem entre os fins da tomadora , justificando suas
condições especiais a contratação de empresa fornecedora dessa mão-de-obra .

34
O que não se admite é a terceirização de mão-de-obra que corresponda a atividade principal da
empresa . Exemplo : empresa de telefonia que , portanto , utiliza essencialmente o trabalho de
telefonistas , deverá obtê-la através da contratação direta , sem a intermediação de empresas
fornecedora dessa mão-de-obra .

Como se pode depreender do exposto , o que se visa inibir é a contratação de mão-de-obra


permanente (aquela considerada essencial à atividade desenvolvida pela empreesa) com
intermediação de locadoras de serviços , em desrespeito à lei .Esclareça-se que a CLT , em seu
art. 9º , estabelece, que serão “nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de
desvirtuar , impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente
Consolidação” .

Da Súmula nº 331 do TST , resta claro que a contratação de empresa especializada para a
prestação de trabalho temporário , de serviços de vigilância , conservação , limpeza e outros
ligados à atividade-meio do tomador não acarreta para esta as obrigações decorrentes da
existência de vínculo empregatício , salvo se comprovada a pessoalidade e a subordinação
direta .

3. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA

Contudo mesmo nas hipóteses em que é considerada legal a contratação de mão-de-obra por
empresa interposta , o inadimplemento das obrigações trabalhistas por parte do fornecedor da
mão-de-obra (empregador) implicará a responsabilidade subsidiária do tomador da mesma ,
quanto àquelas obrigações , desde que este tenha participado da relação processual e conste
também do título executivo judicial .

4. DA RETENÇÃO AO INSS

A Legislação determina que a empresa contratante de serviços prestados mediante cessão de mão-
de-obra ou empreitada, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter 11% do valor
bruto da Nota Fiscal, Fatura ou do Recibo de Prestação de Serviços e recolher ao INSS a
importância retida em Guia da Previdência Social ( GPS ) identificando a denominação Social e o
Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas ( CNPJ ) da empresa contratada.

5. EMPRESA DO SIMPLES E ENTIDADE BENEFICENTE

A empresa optante pelo SIMPLES e a Entidade Beneficente de Assistência Social em gozo de


isenção, que prestarem serviços mediante cessão de mão-de-obra ou empreitada de mão-de-obra,
estarão sujeitas à retenção dos 11% sobre o valor bruto da Nota Fiscal ou Fatura de Prestação de
Serviços.
Da Mesma forma, quando forem contratantes de serviços mediante cessão de mão-de-obra ou
empreitada, estarão obrigadas a efetuarem a retenção da contribuição dos 11% sobre o valor da
Nota Fiscal, Fatura ou Recibo de Prestação de Serviços e ao recolhimento da importância retida
em nome da empresa contratada.

35
COOPERATIVAS E RELAÇÃO DE EMPREGO

1. INTRODUÇÃO

A Lei nº 8.949 de 09.12.94 , acrescenta parágrafo único ao art. 442 da CLT determinando que
“qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa , não existe vínculo empregatício
entre ela e seus associados , nem entre estes e os tomadores de serviços daquela .”

2. SOCIEDADE COOPERATIVA

A Lei nº 5.764 de 16.12.71 , dispõe sobre a sociedade cooperativa . Trata-se de uma sociedade de
pessoas , com capital variável , que se utiliza da cooperação de todos para chegar ao seu fim .
Reza seu art. 3º que “celebram contrato de sociedade cooperativa as pessoas que reciprocamente
se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício de uma atividade econômica , de
proveito comum , sem objetivo de lucro .” A cooperativa , portanto não tem objetivo de lucro e os
cooperados prestam serviços para a referida associação com total autonomia , isto é , sem
subordinação . Tem ela natureza civil e não sujeita à falência , tendo por objetivo a prestação de
serviços aos associados (art. 4º da Lei nº 5.764/71) .

3. VÍNCULO DE EMPREGO

Cumpridos , porém , os requisitos da Lei nº 5.764/71 , não se formará o vínculo de emprego ,


nos termos do parágrafo único do art. 442 da CLT . Haverá , na verdade , sociedade entre as
partes com o objetivo de um empreendimento comum ou da exploração de uma atividade .
Inexistirá vínculo de emprego entre associados da cooperativa e esta , justamente em função da
condição de prestadores dos serviços , que são os associados da cooperativa , além de inexistir
subordinação .

Entretanto , se não houver esse interesse comum de sociedade entre as partes , mas ao contrário ,
existir subordinação e os demais elementos previstos no art. 3º da CLT , existirá vínculo de
emprego com a empresa tomadora .

4. FISCALIZAÇÃO TRABALHISTA

A Portaria nº 925 de 28.09.95 , do Ministro de Estado do Trabalho , dispõe sobre a fiscalização do


trabalho na empresa tomadora de serviço de sociedade cooperativa . Tal Portaria foi editada
principalmente diante das fraudes que podem ocorrer entre tais sociedades , a respeito da
existência do vínculo de emprego , como se observa do art. 1º da referida norma , que estabelece
que a fiscalização procederá a “levantamento físico objetivando detectar a existência dos
requisitos da relação de emprego entre a empresa tomadora e os cooperados , nos termos do art. 3º
da CLT”.

O § 1º do art. 1º da citada norma estabelece que “presentes os requisitos do art. 3º da CLT ,


ensejará a lavratura de auto de infração .”

36
5. ORIENTAÇÕES PREVIDENCIÁRIAS

Para fins previdenciários a cooperativa é considerada empresa , conforme art. 15 , parágrafo único
, da Lei nº 8.212/91 e art. 14 , parágrafo único , da Lei nº 8.213/91 .

A partir de 01.03.2000 , os tomadores de mão-de-obra de cooperativas de trabalho ,


relativamente a documentos emitidos a partir de 01.03.2000 , devem calcular 15% do “valor bruto
da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços , relativamente a serviços que lhe são prestados
por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho” (art. 22 , IV , do PCSS) .

Com a criação dos 15% devidos pelo receptor da mão-de-obra oferecida pelas cooperativas
de trabalho , sem possibilidade de reter qualquer importância da Nota Fiscal ou Fatura de
Serviços , desapareceu essa solidariedade entre os dois contratantes e , destarte , o tomador não
terá de reter os 11% da Lei nº 9.711/98 .

No pertinente a outros prestadores de serviços não-cooperados (até mesmo empregados ou


diretores) , a cooperativa opera como empresa comum . Inclusive quando contrata autônomos , (
contribuintes individuais ), sempre não-cooperados (exemplo : advogados) , estará obrigada aos
20% em relação a eles . E também desde 01/04/2003, fica obrigada a reter e recolher 11%,
relativa à prestação de serviço efetuada por outro contribuinte individual não associado,
observado o limite máximo previdenciário.

No que tange aos Cooperados, a Cooperativa de trabalho está obrigada desde 01/04/2003, a reter
e recolher 11% da quota, relativa à prestação de serviço distribuída ao seu cooperado contribuinte
individual, observado o limite máximo do salário-de-controbuição.

Quando se tratar de serviço prestado pelos cooperados a pessoas físicas ou a entidades


beneficentes de assistência social isentas de contribuição patronal a retenção corresponderá a 20%
do valor da remuneração creditada ou repassada ao cooperado, observando-se o limite máximo
previdenciário.

37
TRABALHO TEMPORÁRIO

TÓPICO 1 - CONSIDERAÇÕES

Na atividade empresarial ocorrem situações em que há necessidade de contratação de mão-


de-obra especializada para execução de serviços por acréscimos extraordinários de trabalho, ou
para substituição transitória decorrente do afastamento ou impedimento de um empregado regular
e permanente por motivos de férias, licença-maternidade etc.

Com a necessidade de mão-de-obra especializada é transitória, a empresa poderá recorrer ao


trabalho temporário, sem que tenha a necessidade de contratar novos empregados, como veremos
neste trabalho.

TÓPICO 2 – EMPRESA DE TRABALHO TEMPORÁRIO

Compreende-se como empresa de trabalho temporário a pessoa física ou jurídica urbana,


cuja atividade consiste em colocar à disposição de outras empresas, temporariamente,
trabalhadores devidamente qualificados, por ela cadastrados, remunerados e assistidos, ficando
obrigada, ainda, a registrar na CTPS do trabalhador sua condição de temporário.

TÓPICO 3 – EMPRESA TOMADORA DE MÃO-DE-OBRA


TEMPORÁRIA OU CLIENTE

Empresa tomadora de mão-de-obra temporária ou cliente é aquela que, com base na Lei nº
6.019/74, contrata com a empresa de trabalho temporário mão-de-obra devidamente qualificada
para atender a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a
acréscimo extraordinário de serviços.

TÓPICO 4 – CONTRATOS

Para que se formalize a contratação de trabalhador temporário é necessária a celebração de


contrato escrito de:

a) trabalho temporário entre a empresa de trabalho temporário e cada trabalhador;

b) de prestação de serviço entre a empresa de trabalho temporário e a empresa tomadora


de serviço ou cliente.

38
4.1 – Duração

O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa tomadora ou cliente, com


relação a um mesmo empregado, não poderá exceder de três meses, salvo autorização de
prorrogação conferida pelo órgão local do Ministério do Trabalho e Emprego.

4.2 – Prorrogação

O parágrafo único do art. 2º da Portaria nº 574 do MTE de 27/11/07 ( DOU de 23/11/07 ) ,


estabelece que, o Contrato de Trabalho Temporário, poderá ser prorrogado um única vez,
pelo mesmo período, desde que a empresa tomadora ou cliente informe e justifique que:

a) a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente excedeu ao


prazo inicialmente previsto; e

b) as circunstâncias que geraram o acréscimo extraordinário dos serviços e ensejaram o


contrato de trabalho temporário foram mantidas.

4.3– Protocolo

Todavia, a empresa Tomadora ou Cliente deverá protocolizar no órgão regional do


Ministério do Trabalho e Emprego –MTE, o requerimento de prorrogação do Contrato de
Trabalho Temporário, previsto no Anexo da Portaria nº 574 de 2007, devidamente preenchido, até
15 (quinze) dias antes do término do Contrato Temporário.

4.4 – Acidente do Trabalho

A empresa tomadora do serviço ou cliente é obrigada a comunicar à empresa de trabalho


temporário a ocorrência de acidente do trabalho cuja vítima seja trabalhador posto à sua
disposição, podendo encaminhá-lo diretamente à Previdência Social, uma vez que, para os fins do
seguro de acidente do trabalho, considera-se local de trabalho para os trabalhadores temporários
tanto aquele onde se efetua a prestação de serviço, quanto a sede da empresa de trabalho
temporário.

4.5 – Da Retenção ao INSS e da Responsabilidade Solidária

Conforme determina o art. 219 do Decreto 3048/99, a empresa contratante de serviços


executados mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário,
deverá reter 11% ( onze po cento ) do valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de
serviços e recolher a importância retida em nome da empresa contratada, observado o disposto no
parágrafo 5º do art. 216.

39
JORNADA DE TRABALHO

TÓPICO 1 - JORNADA DE TRABALHO - DURAÇÃO – LIMITE


MÁXIMO

A jornada máxima diária de trabalho, fixada pela CF/88, é de 8 (oito) horas, não podendo
exceder a 44 horas semanais.
Podem, no entanto, as partes (empregado e empregador) fixar limite inferior ao estabelecido
legalmente.

Assim, por exemplo, se a empresa estabelece uma jornada de 40 horas semanais, não
poderá alterá-la para 44 horas, pois, embora seja este o máximo permitido, essa mudança vai
acarretar alteração do contrato de trabalho. Salvo, anuência do empregado e a devida majoração
salarial.

A empresa deverá anotar, na ficha ou folha do livro “Registro de Empregados”, o horário


de trabalho do empregado, indicando, ainda, as convenções coletivas ou eventuais acordos
celebrados entre as partes.

◊ Referência Legal: CF/88, art. 7º, XIII, e CLT. Art. 468 e 74 § 1º.

TÓPICO 2 – PERÍODO DE DESCANSO - INTERVALOS ENTRE


JORNADAS

1 - Intervalos entre jornadas de trabalho: entre duas jornadas de trabalho, haverá um período de,
no mínimo, 11 horas consecutivas para descanso. Assim, por exemplo, se um empregado
termina a sua jornada de trabalho às 21 horas de um dia, só poderá iniciar a jornada do dia
seguinte às 8 horas.
Se, porventura, o empregado trabalha em duas ou mais empresas, este intervalo deve ser
observado em relação a cada uma delas.

2 - Intervalos dentro da jornada:

2.1 - Trabalho contínuo por mais de 6 horas:

Nesta hipótese, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou


alimentação, não computado na duração do trabalho, o qual será, no mínimo, de 1
hora e, salvo acordo escrito ou convenção coletiva em contrário, não poderá exceder
de duas horas.

O limite mínimo de uma hora poderá ser reduzido mediante autorização do Delegado
Regional do Trabalho, a quem a empresa poderá enviar requerimento se lhe for
possível atender os seguintes requisitos:

40
a) apresentar justificativa técnica para o pedido da redução;

b) acordo coletivo de trabalho ou anuência expressa de seus empregados,


manifestada com a assistência da respectiva entidade sindical;
c) manter jornada de trabalho de modo que seus empregados não estejam
submetidos a regime de trabalho prorrogado a horas suplementares;)
d) manter refeitório organizado de acordo com a NR-24, aprovada pela Portaria
Ministerial n.º 3.214, de 08 de junho de 1978, e em funcionamento adequado
quanto à sua localização e capacidade de rotatividade;
e) garantir aos empregados alimentação gratuita ou a preços acessíveis, devendo as
refeições ser balanceadas e confeccionadas sob a supervisão de nutricionistas;

f) apresentar programa médico especial de acompanhamento dos trabalhadores


sujeitos à redução do intervalo;

g) apresentar laudo de avaliação ambiental do qual constarão, também, as


medidas de controle adotadas pela empresa.

2.2 - Trabalho contínuo não excedente de 6 horas e superior a 4 horas:

Neste caso, deverá ser concedido um intervalo de 15 minutos, não computado na


jornada de trabalho. Observe-se que só se concede os 15 minutos quando a jornada
diária não ultrapassa 6 horas.

Assim, por exemplo, se o empregado trabalha das 8 às 12 horas e das 13 às 17


horas, não fará jus a esse intervalo, mas sim ao de 1 hora (das 12 às 13 horas), visto
que a jornada total diária é de 8 horas.

2.3 - Não-concessão de intervalo pelo empregador – Sanção

Quando o intervalo para repouso ou alimentação não for concedido pelo


empregador, este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um
acréscimo de, no mínimo 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor da remuneração
normal de trabalho.

3 - Descanso semanal remunerado:


◊ Referência Legal: CLT, arts. 66, 67 e 71.

41
TÓPICO 3 – INTERVALOS PARA DESCANSO DENTRO DA
JORNADA

Em alguns serviços específicos, existem peculiaridades nos intervalos dentro da jornada,


quais sejam:
a) nos serviços permanentes de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), a cada
período de 90 minutos de trabalho, deve ser concedido um intervalo de 10 minutos para
repouso;
b) nos serviços subterrâneos (minas e subsolos, a cada período de 3 horas de trabalho, haverá
um repouso de 15 minutos;
c) no trabalho realizado no interior de câmaras frigoríficas ou na hipótese de o empregado
movimentar mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa, a cada
período de 1 hora e 40 minutos, é assegurado um intervalo de 20 minutos;
d) nas atividades de entrada de dados deve haver, no mínimo, uma pausa de 10 minutos para
cada 50 minutos trabalhados.
O tempo efetivo de trabalho de entrada de dados não deve exceder o limite de 05 (cinco)
horas, sendo que no período de tempo restante da jornada, o trabalhador poderá exercer outras
atividades, observado o disposto no art. 468 da CLT, desde que não exijam movimentos
repetitivos, nem esforço visual. (Portaria 3.214, de 08.06.78 - NR-17 Ergonomia).

Ergonomia: visa proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente do


trabalhador.
Nos casos das letras a, b, c e d, retro, os intervalos concedidos serão computados na
jornada normal de trabalho.

◊ Referência Legal: CLT, art. 72 e 253; subitem 22.1.5.2 da NR-22 da Portaria Mtb n.º 3.214/78 e
Enunciados TST nºs 90, 324 e 325.

TÓPICO 4 – CASOS ESPECIAIS ( CAPÍTULO II DA CLT ) DA


DURAÇÃO DO TRABALHO

O Caput do art. 62 da CLT., assegura que não são abrangidos pelo


regime previsto neste capítulo :

1 - Os empregados que exercem atividade externa, incompatível com a fixação de horário


de trabalho, devendo tal condição ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência
Social e no Registro de Empregados.

2- Os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se


equiparam para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de
departamento ou filial, salvo quando, o salário do cargo de confiança,
compreendendo a gratificação de função, se houver, for inferior ao valor do
respectivo salário efetivo acrescido de 40% ( quarenta por cento ).

42
TÓPICO 5 - ACORDO DE PRORROGAÇÃO E COMPENSAÇÃO DE
HORAS

Os empregados maiores (homens e mulheres) poderão ter a jornada prorrogada no máximo


em 2 (duas) horas, respeitando o limite de 10 horas diárias mediante acordo individual, coletivo ou
convenção coletiva, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre a hora normal.

Quanto ao acordo de compensação de horas, dispensa-se o acréscimo salarial, já que o


excesso de horas em um dia é compensado pela correspondente diminuição em outro dia, de
maneira que não exceda o horário normal da semana (no máximo 44 horas) nem haja ultrapassado
o limite máximo de 10 horas diárias.

JORNADA DE
2ª 3ª 4ª 5ª 6ª SÁB
TRABALHO
NORMAL 8 8 8 8 8 4 44
7:20 7:20 7:20 7:20 7:20 7:20 44
ACORDO DE COMPENSAÇÃO DO 8:48 8:48 8:48 8:48 8:48 Comp. 44
SÁBADO 9 9 9 9 8 Comp. 44
ACORDO DE PRORROGAÇÃO 8 8 8 8 8 4 -
2 2 2 2 2 2 (H.E )
ACORDOS DE PRORROGAÇÃO E 8:48 8:48 8:48 8:48 8:48 Comp. -
COMPENSAÇÃO SIMULTÂNEAS 1:12 1:12 1:12 1:12 1:12 Prorro. -

OBS : (H.E) – Horas Extras ; (Comp.) – Compensado ; (Prorro.) - Prorrogação

TÓPICO 5 - JORNADA FLEXÍVEL

Visando contornar as desvantagens do horário fixo, algumas empresas vem adotando o sistema de
‘HORÁRIO MÓVEL OU HORÁRIO FLEXÍVEL “, atualmente usado por poucas empresas
no Brasil, a despeito de sua ampla e crescente utilização na Suiça, Alemanha Ocidental, Estados
Unidos e outros países industrializados.
O horário flexível consiste em conceder aos empregados flexibilidade de horário sem prejuízo do
integral cumprimento da jornada de trabalho.
A empresa permite que o empregado, dentro de certo limite de horário, chegue mais tarde ou mais
cedo, conforme suas conveniências pessoais, devendo porém cumprir integralmente a duração
normal do trabalho.
É indispensável que a empresa possua registro de ponto, a fim de consignar o início de intervalo e
de fim de cada jornada.
Posteriormente será verificado se cada empregado cumpriu a jornada de trabalho, verificando se
tem horas-extras e repouso semanal remunerado.
Tratando-se de empresa a iniciar suas atividades o sistema pode ser posto em prática sem
dificuldade, devendo constar no Regulamento Interno da Empresa, por ser a adoção de Jornada
Flexível dependente exclusivamente da vontade do empregador.

43
Quanto as empresas que já estão funcionando com o sistema de horário rígido, a modificação para
o horário flexível importará em alterações das condições contratuais de trabalho. Essa alteração só
será possível por mútuo consentimento, e desde que não resulte direta ou indiretamente em
prejuízos ao empregado sob pena de nulidade da cláusula infringente dessa garantia ( Art. 468 da
CLT ).

TÓPICO 6 - TOLERÂNCIA NA JORNADA

A Lei nº 10.243 de 19 de junho de 2001, acrescentou parágrafos ao art. 58 da CLT., os quais


passaram a vigir da seguinte forma :
Ärt. 58 .........................................................................................................................................
Par. 1º - Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de
horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observando o limite máximo de dez
diários.
Par. 2º - O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por
qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo quando, tratando-
se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o empregador fornecer a
condução. ( usualmente denominadas de “HORAS IN ITINERE’ ).
Constadado, que as horas de percurso (ida e volta) somadas àquelas em que o empregado
efetivamente trabalhou, totalizaram número superior à sua jornada contratual, as horas excedentes
deverão ser pagas como extraordinárias, com o adicional mínimo de 50%.

44
REPOUSO SEMANAL REMUNERADO – ASPECTO GERAIS

TÓPICO 1 –DIREITO

Todo empregado urbano, rural ou doméstico, tem direito ao repouso semanal remunerado
de 24 horas consecutivas, preferentemente aos domingos e, nos limites das exigências técnicas das
empresas, nos feriados civis e religiosos, de acordo com a tradição local.

(inciso XV e parágrafo único do artigo 7º da Constituição de 1988; artigos 1º e 2º da Lei nº


605, de 05.01.49; e artigos 1º e 2º do Decreto nº 27.048, de 12.08.49)

TÓPICO 2 – TRABALHO NO DIA DE REPOUSO

O repouso remunerado coincide com o domingo, no todo ou em parte, salvo nos casos em
que a execução dos serviços for imposta pelas exigências técnicas das empresas.

2.1 – Exigência técnicas

Constituem exigências técnicas aquelas que, em razão do interesse público, ou pelas


condições peculiares às atividades da empresa ou ao local onde as mesmas se exercitarem, tornem
indispensável a continuidade do trabalho, em todos ou alguns dos respectivos serviços.

Em relação às empresas, cujas atividades tornem indispensável a continuidade do trabalho,


é concedida, em caráter permanente, permissão para o trabalho nos dias de repouso.

( § 1º do artigo 6º e artigo 7º do Decreto nº 27.048/49)

2.2 – Permissão prévia de autoridade competente

O trabalho em domingo, total ou parcial, e nos dias de repouso em geral, para as atividades
que não tenham permissão de caráter permanente , será sempre subordinado à permissão prévia da
autoridade competente, em caráter transitório, com discriminação do período autorizado, que não
poderá exceder de 60 dias.
(Alínea “b” do artigo 8º do Decreto nº 27.048/49)

2.3 – Casos excepcionais

Além dos casos previstos nos subitens anteriores, admite-se excepcionalmente o trabalho
no dia de repouso:

a) quando ocorrer motivo de força maior, cumprindo à empresa justificar a ocorrência


perante a Delegacia Regional do Trabalho, no prazo de 10 dias;
b) quando, para atender a realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja
inexecução possa acarretar prejuízo manifesto, a empresa obtiver da Delegacia
Regional do Trabalho autorização prévia, com discriminação do período autorizado, o
qual de cada vez, não excederá de 60 dias, cabendo neste caso a remuneração em
dobro. Vide subitem 2.6. (Art. 8º do Decreto nº 27.048/49)

45
2.4 – Pagamento em dobro

Nos serviços em que for permitido o trabalho nos dias de repouso, inclusive serviços
inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto, a remuneração dos empregados
que trabalharem nesses dias será paga em dobro, salvo se a empresa determinar outro dia de folga,
caso dos serviços em domingo, com escala de revezamento.

A respeito do pagamento em dobro do trabalho executado nos dias de repouso dispõem:

Sumula nº 461 do STF : É duplo e não triplo, o pagamento do salário nos dias destinados
a descanso.

Enunciado nº 146 do TST : O trabalho realizado em dia de feriado, não compensado, é


pago em dobro e não em triplo.

TÓPICO 3 – REMUNERAÇÃO DOS REPOUSOS

A remuneração dos dias de repouso, tanto o semanal como o correspondente aos feriados,
integrará o salário para todos os efeitos legais e com ele será pago. Não serão acumuladas a
remuneração do repouso semanal e a do feriado civil ou religioso, que recaírem no mesmo dia.
(Art. 10 do Decreto nº 27.048, de 12.08.49)

3.1 – Cálculos

3.1.1 – Horista

Para os horistas a remuneração do repouso semanal corresponde a de um dia normal de


trabalho.
No caso da jornada normal diária de trabalho ser variável, a remuneração corresponderá a
1/6 do total de horas trabalhadas durante a semana.

3.1.2 – Comissionistas

Os comissionistas também fazem jus ao repouso semanal remunerado, conforme


estabelece o Enunciado da Súmula do TST nº 27:

“É devida a remuneração do repouso semanal e dos dias feriados ao empregado


comissionista, ainda que pracista.”

3.1.3 – Mensalista e quinzenalista

O salário dos empregados mensalistas e quinzenalistas já engloba o repouso semanal.

3.1.4 – Cômputo das horas extras

Computam-se as horas extras habitualmente prestadas na remuneração do repouso semanal


para os empregados que trabalham por dia, semana, quinzena, mês ou hora.

46
REMUNERAÇÃO

1. CONCEITO

A CLT não define remuneração ou salário, tão somente enunciada, no art. 457, caput, os
elementos que o integram. Todavia, a legislação trabalhista admite outros tipos de salários que
compõem a remuneração, onde destacamos a seguir alguns tipos especiais:

2. ADICIONAIS

Adicionais, segundo a legislação trabalhista, são acréscimos salariais devido aos


empregados em decorrência da prestação de serviços em diversas condições, inclusive as mais
gravosas. Classificam-se abaixo os adicionais de horas extras, noturno, de insalubridade, de
periculosidade e de transferência.

2.1 ADICIONAL DE HORAS EXTRAS

A CLT permite que a jornada de trabalho diária seja acrescida de horas suplementares, em
número não excedente de 2 horas, mediante acordo escrito entre empregador e empregado ou
mediante contrato coletivo de trabalho.

As horas suplementares devem ser pagas com adicional mínimo de 50% sobre o valor da
hora normal, conforme prevê o art. 7º inciso XVI, da CF/88.

O adicional extraordinário pode ser superior aos 50% previstos na CF, por força da lei,
como por exemplo a Lei nº 8.906/94, que estabelece adicional de 100% sobre o valor da hora
normal para os advogados, ou, ainda, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Se for pago com habitualidade, integrará o cálculo de outras verbas, como indenização (En,
24 do TST), 13º salário (En 45 do TST), FGTS (En 63 do TST), gratificações semestrais (En 115
do TST), férias ( § 5º do art. 142 da CLT), repouso semanal remunerado (En 172 do TST e art. 7º
da Lei nº 605/49).

Ocorrendo a supressão pelo empregador do serviço suplementar prestado com


habitualidade, durante pelo menos um ano, é assegurado ao empregado o direito à indenização
correspondente ao valor de um mês das horas suprimidas para cada ano ou fração igual ou
superior a seis meses de prestação de serviço acima da jornada normal. O cálculo observará a
média das horas suplementares efetivamente trabalhadas nos últimos 12 meses, multiplicada pelo
valor da hora extra do dia da supressão (En 291 do TST).

EXEMPLO PRÁTICO

Suponhamos um empregado que prestou horas extras habituais durante 3 (três) anos,
fazendo a média mensal de 32 horas nos últimos 12 meses, com remuneração da hora normal, no
dia da supressão, no valor de R$ 100,00. Como o empregador suprimiu o serviço extraordinário,
assegura-se ao empregado a indenização no seguinte valor:
47
Total das horas extras : 3 (anos) x 32 (média) ............................... 96
Valor da hora extra R$ 100,00 + 50% ............................................ R$ 150,00
Indenização (R$ 150,00 x96) ......................................................... R$ 14.400,00

QUITAÇÃO DA INDENIZAÇÃO

O empregado poderá quitar a indenização das horas extras suprimidas no próprio recibo de
pagamento de salário, desde que o faça discriminando a parcela paga.

2.2 ADICIONAL NOTURNO

O trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno, salvo nos casos de revezamento
semanal ou quinzenal, e para esse efeito sua remuneração terá um acréscimo de, no mínimo, 20%
sobre a hora diurna.

Referido adicional é devido ao empregado urbano que trabalhar no período entre 22 horas
e 5 horas. O trabalhador rural também terá direito ao adicional noturno, no período de 21 horas de
um dia às 5 horas do dia seguinte, na lavoura; entre às 20 horas de um dia e às 4 horas do dia
seguinte, na pecuária (art. 7º da Lei nº 5.889/73). O advogado fará jus ao adicional noturno,
quando trabalhar no período das 20 horas às 5 horas (art. 20, § 3º, da Lei nº 8.906/94).

O adicional será de 20% sobre a hora diurna para o empregado urbano (art. 73 da CLT) e
de 25% sobre a remuneração normal para o empregado rural (art. 7º, parágrafo único da Lei nº
5.889/73). O advogado faz jus ao adicional noturno de 25% (art. 20, § 3º da Lei nº 8.906/94).

NOTA : A transferência para o período diurno de trabalho, implica a perda do direito ao


adicional noturno. ( Súmula 265 do TST ).

1.1 - ADICIONAL DE INSALUBRIDADE

O adicional de insalubridade é devido ao empregado que presta serviços em atividades


insalubres, acima dos limites de tolerância, cujo percentual é variável conforme se trate dos graus
máximo, médio e mínimo, ou seja, 40%, 20% e 10%, respectivamente, sobre o salário mínimo e
não sobre o salário profissional. (art. 192 do CLT). É devido a empregado que, por força de Lei,
Convenção Coletiva ou Sentença Normativa, percebe salário profissional, será sobre este
calculado . ( Súmula 17 do TST ).

Fornecimento de EPI – Conseqüência

O fato de o empregador fornecer ao empregado, aparelho de proteção individual (EPI) não o


exime do pagamento do adicional de insalubridade, cabendo-lhe tomar as medidas que conduzam
a diminuição ou eliminação da nocividade, dentre as quais as relativas ao uso efetivo do
equipamento pelo empregado (En 289 do TST).

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1.2 - ADICIONAL DE PERICULOSIDADE

Caracterizam como atividades perigosas as que, por sua natureza ou métodos de trabalho,
impliquem contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado.
O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% sobre o
salário básico sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros
da empresa (art. 193, § 1º, da CLT e En 191 do TST).

1.3 - ADICIONAL DE TRANSFERÊNCIA

Em caso de necessidade de serviço, o empregador poderá transferir o empregado para


localidade diversa da que resultar do contrato, desde que haja o consentimento do trabalhador e
que tal transferência não lhe acarrete prejuízo direto ou indireto, ficando o empregador obrigado a
um pagamento suplementar mínimo de 25% dos salários que o empregado perceber naquela
localidade, enquanto durar essa situação. ( art. 469 e parágrafo 3º da CLT.).

Tratando-se, porém, de transferência definitiva, não é devido o adicional.

Havendo transferência provisória de empregados para outra dependência, a empresa deverá


providenciar a 2ª via da ficha de registro ou da folha do livro “Registro de Empregados”. A 2ª via
obedecerá à mesma numeração da 1ª.

No entanto, havendo a transferência de empregado, em caráter permanente, deverá


observar o seguinte:

a) na parte destinada a “Observações” da ficha ou folha do livro, anotar que “o empregado


foi transferido para ............., em data de ........., com todos os direitos trabalhistas
adquiridos, onde terá o número de registro .......”;

b) efetuar a mesma anotação na CTPS do empregado, na parte destinada a “Anotações


Gerais”;

c) enviar ao estabelecimento para o qual o empregado foi transferido a fotocópia da ficha


de registro ou folha do livro, com a referida anotação;

d) no local onde o empregado irá trabalhar, abre-se nova ficha de registro ou folha do
livro, se for o caso, transcrevendo-se os dados da anterior e lançando-se a mesma
anotação em “Observações”: “O empregado veio transferido de ....., em data de ......,
com todos os direitos trabalhistas adquiridos, onde estava registrado sob o nº ......”.

49
FÉRIAS

TÓPICO 1 – DIREITO ÀS FÉRIAS - AQUISIÇÃO - CONCESSÃO –


DURAÇÃO DAS FÉRIAS - FALTAS INJUSTIFICADAS

Todo empregado adquire o direito às férias após 12 meses de vigência do contrato de


trabalho (período aquisitivo), nas seguintes proporções:

⇒ até 5 faltas injustificadas ....................30 dias corridos de férias


⇒ de 6 a 14 faltas injustificadas .............24 dias corridos de férias
⇒ de 15 a 23 faltas injustificadas ...........18 dias corridos de férias
⇒ de 24 a 32 faltas injustificadas ...........12 dias corridos de férias
⇒ mais de 32 faltas injustificadas ..........0

Observe-se que as faltas a serem consideradas são apenas as injustificadas, pois não
acarretam a redução das férias as ausências consideradas legais.

Nos termos do disposto no art. 131 da CLT, não será considerada falta ao serviço, para
efeito de férias, a ausência do empregado:

⇒ nos casos referidos no art. 473 da CLT;


⇒ durante o licenciamento compulsório da empregada por motivo de maternidade ou aborto,
observados os requisitos para percepção do salário-maternidade custeado pela Previdência
Social;
⇒ por motivo de acidente do trabalho ou enfermidade atestada pelo Instituto Nacional do Seguro
Social - INSS, excetuada a hipótese em que a percepção de benefício tenha se verificada por
mais de 6 (seis) meses, embora descontínuos;
⇒ justificada pela empresa, entendendo-se como tal a que não tiver determinado o desconto do
correspondente salário;
⇒ durante a suspensão preventiva para responder a inquérito administrativo ou de prisão
preventiva, quando for impronunciado ou absolvido; e
⇒ nos dias em que não tenha havido serviço, salvo se houver deixado de trabalhar, com percepção
de salário, por mais de 30 (trinta) dias em virtude de paralisação parcial ou total dos serviços da
empresa.

Não são considerados também, para efeito de férias, os atrasos e as faltas de meio
expediente.
As férias deverão ser concedidas dentro dos 12 meses subsequentes à aquisição do direito.
É o chamado período concessivo ou de fruição.

A época de concessão das férias é a que melhor consulte os interesses do empregador, ou


seja, ele é quem determinará o período de gozo. Contudo, tal regra sofre exceção, no caso de
empregado menor de 18 anos estudante, pois este tem direito a fazer coincidir suas férias com as
férias escolares. Os membros de uma família que trabalhem na mesma empresa têm direito ao
gozo de férias no mesmo período, desde que não haja prejuízos para o serviço. Neste último caso,
como se vê, o direito não é absoluto, pois se condiciona ao não prejuízo para os serviços.
◊ Referência Legal: CLT, arts. 129 a 134 e 136

50
Tópico 2 Perda de Direito às Férias - Serviço Militar Obrigatório

Não terá direito às férias o empregado que, no curso do período aquisitivo:

1) permanecer em licença remunerada por mais de 30 dias;

2) deixar de trabalhar por mais de 30 dias, com percepção de salários, em decorrência de


paralisação total ou parcial dos serviços da empresa;

3) pedir demissão e não for readmitido dentro de 60 dias subsequentes à sua saída ( revogado
conforme Súmula nº 261/2003 do TST );

4) ficar percebendo prestações da Previdência Social por auxílio ou acidentes do trabalho por
mais de 6 meses, ainda que descontínuos.

Interrupção da prestação de serviços deverá ser anotada na CTPS do empregado e, em


todos os casos supracitados, deverá ser iniciado um novo período aquisitivo, a partir do retorno do
empregado ao serviço. ( art. 133 par. 2º CLT ).

Serviço Militar obrigatório


Neste caso, o período de afastamento não será computado para efeito de férias. Contudo, o
empregado terá direito no cômputo do tempo, anterior ao afastamento, desde que compareça à
empresa dentro de 90 dias contados da respectiva baixa. ( art. 132 CLT ).

Tópico 3 Formalidades a serem observadas na concessão das


Férias - Abono Pecuniário

A concessão das férias deverá ser comunicada ao empregado, por escrito, com
antecedência de, no mínimo, 30 (trinta) dias.

Dessa participação o empregado deverá dar recibo.

O aviso de férias deve ser feito em duas vias, mencionando-se o período aquisitivo a que se
referem as férias. O empregado dá o ciente no documento.

A concessão das férias deverá ser anotada na CTPS do empregado, em local próprio, e na
ficha ou folha do livro “Registro de Empregados”.

As férias deverão ser concedidas de uma só vez. Todavia, em casos excepcionais, poderão
ser concedidas em dois períodos, desde que um deles não seja inferior a 10 dias corridos. Contudo,
para os empregados menores de 18 anos e maiores de 50, as férias deverão sempre ser concedidas
de uma só vez. ( art. 134 par. 2º CLT ).

O art. 143 da CLT confere ao empregado o direito de converter um terço do período de


férias a que faz jus em abono pecuniário. Assim, por exemplo, aquele que tiver direito a 30 dias de
férias poderá optar por descansar todo o período, ou apenas durante 20 dias, recebendo os 10 dias

51
restante (1/3 de 30 dias) em pecúnia. Observe-se que, no mês em que o empregado sair de férias,
tendo optado pelo abono, a remuneração será composta de:

20 dias - férias em descanso


10 dias - abono pecuniário
10 dias - salário pelos dias trabalhados no mês.

O valor do abono pecuniário eqüivale a valor igual ao da remuneração que lhe seria devida
nos dias correspondentes.

Para tanto, o abono deverá ser requerido pelo empregado por escrito, até 15 dias antes do
término do período aquisitivo. Após esse prazo, a concessão do abono ficará a critério do
empregador.

NOTA: Para o Técnico em Radiologia as Férias serão de 20 dias consecutivos por


semestre de atividade profissional, não acumuláveis, conforme determina o inciso II, do art. 1º do
Decreto nº 81.384 de 22/02/78.

Tópico 4 - Férias Coletivas – Procedimentos

As férias coletivas poderão ser concedidas a todos os empregados da empresa ou de


determinados estabelecimentos ou setores. Poderão, ainda, ser concedidas em dois períodos, sendo
que nenhum deles poderá ser inferior a 10 dias. Para tanto a empresa deverá:

1) comunicar à DRT as datas de início e fim das férias com antecedência mínima de 15 dias,
indicando quais os setores ou estabelecimentos atingidos;
2) enviar, ao sindicato representante da categoria profissional, cópia da comunicação feita à
DRT, no mesmo prazo;
3) afixar, nos locais de trabalho, aviso da medida tomada.

Em se tratando de microempresa e empresa de pequeno porte, encontram-se as mesmas


desobrigadas ao cumprimento dos itens 1 e 2 acima. ( Lei Complementar nº 123/2006 ).

No caso de férias coletivas, o abono pecuniário deve ser acordado entre o empregador e o
sindicato da categoria profissional, independentemente de requerimento individual.

As férias coletivas deverão ser anotadas na CTPS dos empregados e na ficha ou folha do
livro “Registro de Empregados”. Se, todavia, o número de empregados beneficiados for superior a
300, a anotação na CTPS poderá ser feita através de etiquetas gomadas, autenticadas pelo
empregador ou seu representante legal. Neste caso, a empresa deverá fornecer aos empregados
cópia visada do recibo de férias e, ainda, quando ocorrer a cessação do contrato, deverá ser
anotado, na CTPS, o período aquisitivo relativo às férias coletivas gozadas.

52
Notas

1 - Tendo em vista que o menor de 18 anos e o maior de 50 devem gozar as férias de uma
só vez (ver Tópico 3), nos casos em que as férias coletivas sejam inferiores ao direito desses
empregados, a empresa deverá deixá-los gozar integralmente seu direito ou, se assim não for
possível, considerar o período de coletivas como licença remunerada. Neste caso, as férias serão
gozadas em outra oportunidade, dentro do período concessivo correspondente.
Em relação ao menor de 18 anos, estudante, que pode fazer coincidir suas férias com as escolares
(ver Tópico 1), nos casos em que as coletivas ocorrerem em época diversa, o mesmo procedimento
pode ser adotado, isto é considera-se o período de férias coletivas como licença remunerada, e as
férias legais serão concedidas juntamente com as férias escolares, observando-se o período
concessivo respectivo.

♦ Referência Legal: CLT, arts.134; 135; 139 e 141 e 143, § 2º.




6 - Conforme determina o Art. 140 da CLT., os empregados contratados a menos de 12
( doze ) meses, gozarão na oportunidade, férias proporcionais, iniciando-se então, novo
período aquisitivo de férias.

TÓPICO 5
TABELA DE FÉRIAS PROPORCIONAIS
( ART. 146 Par. Único da CLT )
PROPORCIONALIDADE NÚMERO DE FALTAS INJUSTIFICADAS DURANTE O PERÍODO AQUISITIVO
QUANTIDADE DE AVOS
DE 0 A 5 DE 6 A 14 DE 15 A 23 DE 24 A 32
1/12 2,5 DIAS 2 DIAS 1,5 DIAS 1 DIA
2/12 5 DIAS 4 DIAS 3 DIAS 2 DIAS
3/12 7,5 DIAS 6 DIAS 4,5 DIAS 3 DIAS
4/12 10 DIAS 8 DIAS 6 DIAS 4 DIAS
5/12 12,5 DIAS 10 DIAS 7,5 DIAS 5 DIAS
6/12 15 DIAS 12 DIAS 9 DIAS 6 DIAS
7/12 17.5 DIAS 14 DIAS 10,5 DIAS 7 DIAS
8/12 20 DIAS 16 DIAS 12 DIAS 8 DIAS
9/12 22,5 DIAS 18 DIAS 13,5 DIAS 9 DIAS
10/12 25 DIAS 20 DIAS 15 DIAS 10 DIAS
11/12 27,5 DIAS 22 DIAS 16,5 DIAS 11 DIAS
12/12 30 DIAS 24 DIAS 18 DIAS 12 DIAS
(FÉRIAS INTEGRAIS)

53
13º SALÁRIO
PAGAMENTO DA 1ª E 2ª PARCELAS

TÓPICO 1 – OBRIGATORIEDADE E ÉPOCAS DO PAGAMENTO

O pagamento do 13º salário é uma obrigação contratual resultante de lei, à qual está sujeito o
empregador urbano, rural ou doméstico, inclusive nos contratos de prazo determinado, e deverá
ser efetuado em duas parcelas.

A primeira parcela do 13º salário (adiantamento) deve ser paga entre os meses de fevereiro e
novembro e a Segunda parcela até o dia 20 de dezembro.

O adiantamento será pago por ocasião das férias do empregado, sempre que este o requerer
no mês de janeiro do correspondente ano.

Ocorrendo a extinção do contrato de trabalho, salvo na hipótese de justa causa, o empregado


receberá o 13º salário calculado sobre a remuneração do respectivo mês, da rescisão.

( Art. 1º da Lei nº 4.090, de 13.07.62; art. 1º e § 2º do art. 2º da Lei nº 4.749, de 12.08.65;


arts. 1º, 3º, 4º e 7º do Decreto nº 57.155, de 03.11.65).

TÓPICO 2 – VALOR

A gratificação Natalina corresponde a 1/12 da remuneração devida em dezembro, por mês


de serviço, do ano correspondente, sendo que a fração igual ou superior a 15 dias será havida
como mês integral.

Note-se que no cômputo do 13º salário não são consideradas as faltas legais e aquelas que o
empregador considerar justificadas.

(§ 1º do art. 1º da Lei nº 4.090/62; parágrafo único do art. 1º e art. 6º do Decreto nº


57.155/65)

TÓPICO 3 –BASE DE CÁLCULO

A base de cálculo é o salário integrado da média das horas extras, adicionais de


insalubridade, periculosidade e noturno, o valor correspondente às utilidades e demais parcelas
previstas na legislação do trabalho, como gorjetas, comissões, percentagens, total das diárias para
viagem quando excedente de 50% do salário e abonos pagos pelo empregador (excetuado o de
férias, quando não exceda de 20 dias de salário).

(Art. 457 da CLT; e Enunciados das Súmulas do TST nº 45, 60).

54
3.1 – Horas Extras

Para o seu cômputo apura-se a média aritmética das horas extras prestadas no período
correspondente, multiplicando-se a mesma pelo valor atualizado da hora extra.

Sobre a integração de horas extras dispõe o Enunciado da Súmula do TST nº 45

“ A remuneração do serviço suplementar, habitualmente prestado, integra o cálculo da


Gratificação Natalina prevista na Lei nº 4.090, de 1962.”

3.2 – Utilidades

Quando parte da remuneração for paga em utilidades, o valor da quantia efetivamente


descontada e correspondente a essas será computado para fixação do 13º salário que, assim, deve
ser pago em dinheiro, convertendo-se as utilidades em valores para esse efeito.

(Art. 5º do Decreto nº 57.155/65)

TÓPICO 4 –ADIANTAMENTO

O pagamento da primeira parcela será feito por ocasião das férias ou até novembro, na base
da metade do salário recebido no mês anterior ou da média dos meses anteriores ao pagamento,
quando se tratar de remuneração variável.

Ressalta-se que o empregador não estará obrigado a pagar o adiantamento, no mesmo mês,
a todos os seus empregados.

3.4 – Pagamento em novembro

Em condições normais, se o adiantamento não houver sido pago por ocasião das férias,
deverá sê-lo até 30 de novembro.

(Art. 2º da Lei nº 4.749/65)

• 4.1.1 – Empregado admitido no curso do ano

Nos casos em que o empregado for admitido no curso do ano, ou, durante este, não
permanecer à disposição do empregador durante todos os meses, o adiantamento corresponderá à
metade de 1/12 da remuneração, por mês de serviço ou fração igual ou superior a 15 dias.

( § 4º do art. 3º do Decreto nº 57.155/65)

55
4.2 – Cálculos sobre o valor variável

• 4.2.1 – Tempo de serviço completo

Em se tratando de empregado que recebe apenas salário variável, a qualquer título, se


trabalhou ou esteve à disposição do empregador em todos os meses do ano, até a época do
pagamento, o adiantamento será calculado na base da soma das importâncias variáveis devidas nos
meses trabalhados até o anterior àquele em que se realizar o mesmo adiantamento.

No caso de tarefeiro, o 13º salário será pago pela média das peças produzidas.

• 4.2.2 – Empregado admitido no curso do ano

Em se tratando de empregado admitido no curso do ano (após 17 de janeiro) e que recebe


apenas salário variável, a qualquer título, a 1ª parcela do 13º salário (adiantamento):

a) será calculada com base na média mensal da soma das importâncias variáveis devidas
nos meses trabalhados até o anterior àquele em que se realizar o pagamento; e

b) corresponderá à metade de 1/12 da remuneração, por mês de serviço ou fração igual ou


superior a 15 dias.

( §§ 1º e 4º do art. 3º do Decreto nº 57.155/65)

TÓPICO 5 – INCIDÊNCIAS

5.1 – Contribuições previdenciárias

O 13º salário integra a salário-de-contribuição, sendo devida a contribuição quando do


pagamento ou crédito da última parcela, ou na rescisão do contrato de trabalho. A parcela
correspondente ao aviso prévio indenizado está isenta de contribuições previdenciárias.

A contribuição ao INSS incidirá sobre o valor bruto do 13º salário, sem compensação do
adiantamento pago, devendo ser calculada em separado, mediante a aplicação das alíquotas ,
conforme a tabela vigente à época, respeitado o limite máximo do salário-de-contribuição.

O recolhimento das contribuições previdenciárias relativas ao 13º salário deverá ser


efetuado, até o dia 20 de dezembro, na hipótese de pagamento ou crédito da última parcela na
vigência do contrato de trabalho.

Ressalte-se que, se não houver expediente bancário nas datas previstas, o recolhimento das
contribuições deverá ser efetuado no primeiro dia útil imediatamente anterior.

56
5.2 – Imposto de Renda na Fonte

Em relação ao imposto de renda, conforme a legislação vigente aplicável ao 13º salário:

a) não haverá retenção na fonte no pagamento da antecipação (1ª parcela)

b) seu valor será total tributado por ocasião da quitação no mês de dezembro ou no mês da
rescisão do contrato de trabalho.

c) a tributação ocorrerá exclusivamente na fonte e separadamente dos demais rendimentos


na fonte e separadamente dos demais rendimentos recebidos no mês.

No caso de trabalhador avulso, cabe ao sindicato de cada categoria profissional a


responsabilidade pela retenção e recolhimento do imposto incidente sobre o 13º salário, no mês de
quitação. A base de cálculo do imposto será o valor do 13º salário pago, no ano, pelo sindicato.

• 5.2.1 – Determinação da base de cálculo

Na determinação da base de cálculo do imposto incidente sobre o 13º salário poderão ser
deduzidos os valores relativos a:

a) dependentes;

b) pensão judicial, desde que correspondente ao valor do 13º salário;

c) contribuição previdenciária oficial;

d) previdência privada

• 5.2.2 – Complementação do 13º salário

No caso de pagamento de complementação do 13º salário, posteriormente ao mês de


quitação, o imposto de renda deverá ser calculado sobre o valor total desta gratificação, utilizando-
se a tabela do mês de quitação. Do imposto assim apurado, será deduzido o valor do imposto
retido anteriormente.

5.3 –FGTS

São devidos os depósitos do FGTS sobre o 13º salário.

Os depósitos relativos à 1ª parcela e à quitação em dezembro deverão ser efetivados até o


dia 7 (sete) do mês seguinte ao mês em que ocorrer o pagamento.

(caput do art. 15 da Lei nº 8.036, de 11.05.90)

57
TÓPICO 6 – QUITAÇÃO (OU SEGUNDA PARCELA)

A Segunda parcela do 13º salário será paga até 20 de dezembro, compensando-se do valor
total o adiantamento pago.

Esse valor total corresponderá a 1/12 da remuneração devida em dezembro, por mês ou
fração igual ou superior a 15 dias de serviço, do ano correspondente.

Para os empregados que recebem salário variável, a qualquer título, o 13º salário será
calculado na base de 1/11 da soma das importâncias variáveis percebidas nos meses trabalhados
até novembro de cada ano. Ao valor apurado somar-se-á a importância que corresponder à parte
fixa do salário, se houver.

Observe-se que, quando ocorrer o pagamento (quitação) do 13º salário, há incidências do


INSS e do Imposto de Renda na Fonte – IRF (vide Tópico 5)

6.1 –Salário Fixo

Como o 13º salário é devido na base de 1/12 da remuneração de dezembro por mês ou
fração igual ou superior a 15 dias (no mês) de serviço para quem recebe salário fixo, a Segunda
parcela será o saldo devido após a compensação do adiantamento efetuado até novembro.

6.2 –Salário Variável

A 2ª parcela do 13º dos empregados que recebem salário variável a qualquer título
corresponderá a 1/11 da soma das importâncias variáveis percebidas nos meses trabalhados até
novembro de cada ano, acrescido da parte fixa do salário, se houver, e deduzido o valor da 1ª
parcela (adiantamento), paga entre fevereiro e novembro.

♦ Tarefeiro

Para aqueles que recebem por tarefa ou peça, calcula-se a média da produção nos meses de
serviço até novembro, inclusive, e aplica-se a tarifa em vigor em dezembro, compensando-se o
adiantamento da primeira parcela paga entre fevereiro e novembro.

♦ Salário fixo mais variável

Esta hipótese dispensa maiores comentários porque a ela se aplicam, proporcionalmente ao


tempo de serviço, os critérios para cálculo das partes fixa e variável do 13º salário, demonstrados
neste subitem.

( Art. 1º caput do art. 2º, e arts. 3º e 8º do Decreto nº 57.155/86)

58
TÓPICO 7 – PARCELA COMPLEMENTAR ( AJUSTE )

No cálculo do 13º salário somente serão computadas, dentre as quantias variáveis, as


recebidas até novembro. Em conseqüência, a segunda parcela não corresponde ao valor devido.

Assim, propositadamente, reserva-se para essa hipótese a seguinte disposição:

“Até o dia 10 de janeiro de cada ano, computada a parcela do mês de dezembro, o cálculo
da gratificação será revisto para 1/12 do total devido no ano anterior, processando-se a correção do
valor da respectiva gratificação com pagamento ou compensação de possíveis diferenças.”

(Parágrafo único do art. 2º do Decreto nº 57.155/65)

7.1 - CONSIDERAÇÕES SOBRE OS ENCARGOS SOCIAIS DO AJUSTE

A) FGTS : Considerar como competência o mês de Dezembro, com recolhimento até o


dia 07 de Janeiro.

B) INSS : Considerar como competência o mês de Dezembro, com recolhimento em 10


de Janeiro na GPS normal da empresa.

C) IRF : O valor retido sobre o 13º Salário quando inferior a R$ 10,00 ( dez reais ),
deve ser adicionado ao Imposto do mesmo código, retido no mês do pagamento da 2ª Parcela ou
da Rescisão ou ainda de períodos subsequentes, até que o total seja igual ou superior a R$ 10,00
( dez reais ). Assim sendo, a dispensa não se aplica ao IRF incidente sobre o 13º Salário, por se
tratar de tributação exclusiva na fonte, ou seja, o referido valor não sofre tributação na Declaração
de Ajuste Anual.

TÓPICO 8 – AUXILIO-DOENÇA

Durante os primeiros 15 dias do afastamento do trabalho por motivo de doença, incumbe à


empresa pagar ao segurado o respectivo salário.

A empresa que dispõe de serviço médico próprio ou em convênio tem a seu cargo o exame
médico para abono das faltas correspondentes a esse período, somente devendo encaminhar o
segurado à Previdência Social quando a duração da incapacidade ultrapassar 15 dias.

A partir do 16º dia de afastamento há suspensão do contrato de trabalho, e o empregado


passa a perceber o auxílio-doença previdenciário.

59
Assim, o empregado que esteve afastado percebendo auxílio-doença recebe da empresa o
13º salário proporcional, computando-se os 15 dias por conta da empresa e o período anterior e
posterior ao afastamento.

(Regulamento dos Benefícios da Previdência Social – RBPS, aprovado pelo Decreto


nº3048 de 06.05.99, e § 4º do art. 60 da Lei nº 8.213/91)

8.1 – Abono Anual

A legislação previdenciária vigente estabelece que é devido o abono anual ao segurado e


ao dependente que durante o ano recebeu auxílio-doença, auxílio-acidente etc., calculado da
mesma forma que o 13º salário dos trabalhadores, tendo por base o valor da renda mensal do
benefício, pago pela Previdência Social.

(Art. 124 do RBPS)

• 8.1.1 – 13º salário decorrente de acidente de trabalho

Observe-se que, ocorrendo acidente do trabalho, as faltas ou ausências do empregado


durante o período de afastamento não são consideradas para efeito de cálculo do 13º salário, como
dispõe o Enunciado da Súmula do TST nº 46:

“As faltas ou ausências decorrentes de acidente do trabalho não são consideradas para os
efeitos de duração de férias e cálculo da Gratificação Natalina.”

Portanto, se o empregado ficou afastado por acidente do trabalho, é-lhe devido o 13º
salário integral.

Entretanto, como a legislação previdenciária vigente determina que o segurado receba o


abono anual relativo ao período em que esteve recebendo o auxílio-acidente, a empresa, ao
calcular o valor integral do 13º salário a ser pago, poderá deduzir deste a importância recebida da
Previdência Social, pelo segurado, a título de abono anual.

9 - 13º SALÁRIO NA LICENÇA MATERNIDADE

A parcela do 13º Salário Proporcional no período da licença gestante gozado durante o ano,
que é calculada sobre a gratificação natalina e paga pela empresa, poderá ser reembolsada quando
do pagamento das contribuições previdenciárias devidas, exceto das destinadas a outras entidades
( terceiros ), na GPS referente a gratificação natalina.

60
TRABALHO DA MULHER

1. INTRODUÇÃO

A Lei nº 9.799, de 26.05.99, entre outras providências, alterou normas que dispõem sobre
o trabalho da mulher previstas na CLT, destacando-se as relativas ao acesso ao mercado de
trabalho, como veremos neste texto.

Condições de Trabalho e da Discriminação Contra a Mulher (Arts. 372 a 401 da CLT)

Lei nº 11.340 ( DOU 08/08/06 ) “Lei Maria da Penha”– Cria mecanismos para coibir a
violência doméstica e familiar contra a mulher.

2. ACESSO AO MERCADO DE TRABALHO – PROIBIÇÃO DE REGRAS


DISCRIMINATÓRIAS

Foi inserido na Seção I (que dispõe sobre duração e condições do trabalho e a


discriminação contra a mulher) do Capítulo III (proteção do trabalho da mulher) o art. 373-A,
para estabelecer que, ressalvadas as disposições legais destinadas a corrigir as distorções que
afetam o acesso da mulher ao mercado de trabalho e certas especificidades estabelecidas nos
acordos trabalhistas, é vedado:

a) publicar ou fazer publicar anúncio de emprego no qual haja referência ao sexo, à idade,
à cor ou à situação familiar, salvo quando a natureza da atividade a ser exercida,
pública e notoriamente, assim o exigir;

b) recusar emprego, promoção ou motivar a dispensa do trabalho em razão de sexo, cor,


situação familiar ou estado de gravidez, salvo quando a natureza da atividade seja
notória e publicamente incompatível;

c) considerar o sexo, a idade, a cor ou a situação familiar como variável determinante para
fins de remuneração, formação profissional e oportunidades de ascensão profissional;

d) exigir atestado ou exame, de qualquer natureza, para comprovação de esterilidade ou


gravidez na admissão ou permanência no emprego;

e) impedir o acesso ou adotar critérios subjetivos para deferimento de inscrição ou


aprovação em concursos, em empresas privadas, em razão de sexo, idade, cor situação
familiar ou estado de gravidez;

f) proceder o empregador ou preposto a revistas íntimas nas empregadas ou funcionárias.

61
O disposto anteriormente não obsta a adoção de medidas temporárias que visem ao
estabelecimento das políticas de igualdade entre homens e mulheres, em particular as que se
destinam a corrigir as distorções que afetam a formação profissional, o acesso ao emprego e as
condições gerais de trabalho da mulher.

Notas

1) A Constituição Federal de 1988 estabelece, entre outros imperativos, que:

- todos são iguais perante a lei, não havendo distinção de qualquer natureza (caput do
art. 5º);
- há igualdade de direitos e obrigações entre homens e mulheres (inciso I do art. 5º);
- não pode haver diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão
por motivo de sexo (inciso XXX do art. 7º);
- É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante, desde a
confirmação da gravidez até cinco meses após o parto, enquanto não for promulgada a
lei complementar assegurando o direito a relação de emprego protegida contra
despedida arbitrária ou sem justa causa prevista no inciso I do art. 7º (art. 10 do Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias).

2) De acordo com a CLT, os preceitos que regulam o trabalho masculino são aplicáveis ao
trabalho feminino naquilo em que não colidirem com a proteção especial instituída pela
própria CLT, excetuados os trabalhos nas oficinas em que sirvam exclusivamente
pessoas da família da mulher a esteja esta sob a direção do esposo, do pai, da mãe, do
tutor ou do filho.

(Art. 373-A, acrescentado à CLT pela Lei nº 9.799, de 26.05.99)

3. PENALIDADES

Pela infração de qualquer dispositivo mencionado neste texto, o empregador sujeita-se à


multa de 75,6569 a 756,5694 Ufirs, a ser aplicada pelas Delegacias Regionais do Trabalho e
Emprego, nos Estados e pelas autoridades competentes do Ministério do Trabalho e Emprego ou
por aquelas que exerçam funções delegadas.

A penalidade será sempre aplicada no grau máximo.

a) se ficar apurado o emprego de artifício ou simulação para fraudar a aplicação dos


dispositivos mencionados neste texto;
b) nos casos de reincidência.
(Art. 401 da CLT)

62
PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR (PAT) : PRAZO PARA
ADESÃO E INSTRUÇÕES GERAIS

TÓPICO 1 OBJETIVOS E PRAZO PARA ADESÃO


O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) , tem por objetivo a melhoria da situação
nutricional dos trabalhadores visando promover sua saúde e prevenir as doenças profissionais.
A adesão ao PAT pode ser efetuado a qualquer tempo e terá validade por prazo indeterminado a
partir da data de registro do formulário de adesão na ECT ou por meio eletrônico utilizando o
formulário do Ministério do Trabalho e Emprego na Internet ( www.mte.gov.br ).

O formulário devidamente preenchido, quando encaminhado, deverá ser postado ao Departamento


de Segurança e Saúde no Trabalho – DSST.

O PAT poderá ser cancelado a qualquer época por iniciativa da empresa ou pelo Ministério do
Trabalho e Emprego, em razão da execução inadequada do Programa.

A empresa poderá participar do PAT com a quantidade mínima de 1 ( um ) trabalhador contratado.

1.1 – Inexistência de Natureza Salarial

Nos Programas de Alimentação do Trabalhador (PAT) , previamente aprovados pelo Ministério


do Trabalho e Emprego, a parcela paga in natura pela empresa não tem natureza salarial , não se
incorpora à remuneração para quaisquer efeitos , não constitui base de incidência de contribuição
previdenciária ou do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e nem se configura como
rendimento tributável do trabalhador . (Art. 6º do Decreto nº 5 , de 14.01.91)

Tópico 2 Pessoas Jurídicas Interessadas e Inscrição

Para inscrever-se no PAT e usufruir dos benefícios fiscais , a pessoa jurídica interessada deverá
requerer , em formulário próprio , ao Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho (DSST) , a
sua inscrição , conforme modelo oficial a ser adquirido na Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos (ECT) ou pela Internet.

A cópia do formulário e o respectivo comprovante oficial de postagem, deverão ser mantidos nas
dependências da pessoa jurídica , matriz e/ou filiais , à disposição da fiscalização .
A documentação relacionada aos gastos com o PAT e os incentivos dele decorrentes será mantida
à disposição da fiscalização , de modo a possibilitar seu exame e confronto com os registros
contábeis e fiscais exigidos pela legislação pertinente .

63
2.1 – Inclusão de Trabalhadores de Renda mais elevada – Condição

As pessoas jurídicas beneficiárias do PAT poderão incluir no programa trabalhadores de renda


mais elevada , desde que esteja garantido o atendimento da totalidade dos trabalhadores que
percebam até cinco salários mínimos , independentemente da duração da jornada de trabalho .

2.1.1 – Participação Financeira do Trabalhador – Limite Máximo

A participação financeira do trabalhador no PAT fica limitada a 20% do custo direto do


benefício concedido . (Art. 4º da Portaria nº 87/97)

2.2 – Proibições

É vedado à pessoa jurídica beneficiária :


a) suspender , reduzir ou suprimir o benefício do PAT a título de punição ao trabalhador ;
b) utilizar o programa , sob qualquer forma , como premiação ;
c) utilizar o programa em qualquer condição que desvirtue sua finalidade .

2.3 – Execução Inadequada – Conseqüências

A execução inadequada do PAT acarretará o cancelamento da inscrição no Ministério do Trabalho


, com a conseqüente perda do incentivo fiscal , sem prejuízo de outras penalidades cabíveis .

Tópico 3 Modalidades de Execução do PAT


Para a execução do PAT , a pessoa jurídica beneficiária poderá manter serviço próprio de
refeições e/ou distribuição de alimentos , inclusive não preparados . Poderá também firmar
convênios com entidades que forneçam ou prestem serviços de alimentação coletiva , desde que
estas estejam registradas no Programa e se obriguem a cumprir o disposto na legislação do
PAT, condição que deverá constar expressamente no texto do convênio entre as partes
interessadas .

3.1 – Fornecimento de Documentos de Legitimação que permitam a aquisição de


refeições ou alimentos

Quando a pessoa jurídica beneficiária fornecer a seus trabalhadores documentos de legitimação


(impressos , cartões eletrônicos , magnéticos ou outros oriundos de tecnologia adequada) que
permitam a aquisição de refeições ou de gêneros alimentícios em estabelecimentos comerciais , o
valor do documento deverá ser suficiente para atender às exigências nutricionais do PAT .
Cabe à pessoa jurídica beneficiária orientar devidamente seus trabalhadores sobre a correta
utilização dos documentos referidos neste subitem .

64
Tópico 4 Extensão do Programa

4.1 – Empregados Dispensados ou com Contrato Suspenso


O benefício do PAT pode ser estendido pela pessoa jurídica :

a) aos trabalhadores por ela dispensados , no período de transição para novo emprego
limitada a extensão ao período de seis meses ; e
b) aos empregados que estejam com o contrato de trabalho suspenso para participação em curso
ou programa de qualificação profissional , limitada essa extensão ao período de cinco meses
.

4.2 – Empregados de Subempreiteira


A empresa empreiteira pode estender o PAT aos empregados de subempreiteira que para ela
trabalhem. Isto porque, perante a Legislação do Imposto de Renda, não deixará de fazer jus ao
incentivo fiscal a empresa empreiteira que desenvolva Programa de Alimentação abrangendo seus
trabalhadores empregados, bem como os que para ela trabalham no mesmo canteiro de obras,
embora indiretamente contratados, via subempreiteira, observadas as condições e limites fixados
em lei.

Notas :

1. Lei nº 3.030 de 19/12/56 , determina que não poderão exceder a 25% do salário mínimo os
descontos por fornecimento de alimentação , quando preparada pelo próprio empregador .

2. Através da Lei nº 8.860 de 24/.3/94 , foram acrescidos dispositivos ao art. 458 § 3º da CLT
estabelecendo que a habitação e a alimentação fornecidas como Salário-Utilidade , deverão
atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder , respectivamente a 25% e 20% do
salário contratual .

3. A legislação não permite que o empregado tenha seu salário pago exclusivamente em
utilidades , sendo-lhe garantido em dinheiro um mínimo de 30% do salário . (Arts. 82 § único
e 458 da CLT)

4. Incentivo Fiscal – A participação no PAT concede à empresa tributada com base no lucro
real, dedução do Imposto de Renda devido, a título de incentivo fiscal.

Obs : O pagamento em pecúnia do Salário-Utilidade/Alimentação integra a base de cálculo das


contribuições sociais.

65
PARTICIPAÇÃO DOS TRABALHADORES NOS LUCROS OU
RESULTADOS DAS EMPRESAS

1. INTRODUÇÃO

O inciso XI do art. 7º da Constituição Federal de 1988 assegura aos trabalhadores urbanos e rurais
o direito à participação nos lucros ou resultados das empresas , desvinculada da remuneração .

Tal direito foi regulado por meio de medidas provisórias , sucessivamente reeditadas , sendo a
última delas a de nº 1.982-77/2000 .

Com a conversão da MP nº 1.982-77/2000 , a participação dos trabalhadores nos lucros ou


resultados das empresas , passou a ser regulada pela Lei nº 10.101 , de 19.12.2000 , cujas
disposições veremos à diante.

2. PROCEDIMENTOS PARA NEGOCIAÇÃO

A participação nos lucros ou resultados será objeto de negociação entre a empresa e seus
empregados , mediante um dos procedimentos a seguir descritos , escolhidos pelas partes de
comum acordo :

a) comissão escolhida pelas partes , integrada , também , por um representante indicado pelo
sindicato da respectiva categoria ;
b) convenção ou acordo coletivo .
(Caput e incisos I e II do art. 2º da Lei nº 10.101 de 19.12.2000)

2.1 – Periodicidade e compensação


É vedado o pagamento de qualquer antecipação ou distribuição de valores a título de participação
nos lucros ou resultados da empresa em periodicidade inferior a um semestre civil , ou mais de
duas vezes no mesmo ano civil .
A periodicidade semestral mínima podia ser alterada pelo Poder Executivo , até 31.12.2000 , em
função de eventuais impactos nas receitas tributárias .
Todos os pagamentos efetuados em decorrência de planos de participação nos lucros ou resultados
, mantidos espontaneamente pela empresa , poderão ser compensados com as obrigações
decorrentes de acordos ou convenções coletivas de trabalho atinentes à participação nos lucros ou
resultados .
(§§ 2º , 3º e 4º do art. 3º da Lei nº 10.101/2000)

66
2.2 – Pessoas e entidades não equiparadas a empresa

Não se equipara a empresa , para fins das normas relativas à participação dos trabalhadores nos
lucros ou resultados :

a) a pessoa física ;
b) a entidade sem fins lucrativos que , cumulativamente :
• não distribua resultados , a qualquer título , ainda que indiretamente , a dirigentes ,
administradores ou empresas vinculadas ;
• aplique integralmente os seus recursos em sua atividade institucional e no País ;
• destine o seu patrimônio a entidade congênere ou ao poder público , em caso de
encerramento de suas atividades .
• mantenha escrituração contábil capaz de comprovar a observância dos demais requisitos
anteriores , e das normas fiscais , comerciais e de direito econômico que lhe sejam
aplicáveis .
(§ 3º do art. 2º da Lei nº 10.101/2000)

2.3 – Não-incidência de encargo trabalhista e tratamento fiscal

A participação nos lucros ou resultados de que trata este texto :

a) não substitui ou complementa a remuneração devida a qualquer empregado , nem constitui


base de incidência de qualquer encargo trabalhista , não se lhe aplicando o princípio da
habitualidade ;
b) será tributada na fonte , em separado dos demais rendimentos recebidos no mês , como
antecipação do Imposto de Renda devido na declaração de rendimentos da pessoa física ,
competindo à pessoa jurídica a responsabilidade pela retenção e pelo recolhimento do imposto
.
c) poderá ser deduzida , pela pessoa jurídica , como despesa operacional , dentro do próprio
exercício de sua constituição , para efeito de apuração do lucro real .

(Caput e §§ 1º e 5º do art. 3º da Lei nº 10.101/2000)

3. FIXAÇÃO DOS DIREITOS – REGRAS CLARAS E OBJETIVAS

Dos instrumentos decorrentes da negociação deverão constar regras claras e objetivas quanto à
fixação dos direitos substantivos da participação e das regras adjetivas , inclusive mecanismos de
aferição de informações pertinentes ao cumprimento do acordado , periodicidade da distribuição,
período de vigência e prazos para revisão do acordo , podendo ser considerados , entre outros , os
seguintes critérios e condições :

a) índices de produtividade , qualidade ou lucratividade da empresa ;


b) programas de metas , resultados e prazos , pactuados previamente .

O instrumento de acordo celebrado será arquivado na entidade sindical dos trabalhadores .

(§§ 1º e 2º do art. 2º da Lei nº 10.101/2000)


67
4. MEDIAÇÃO OU ARBITRAGEM DE OFERTAS FINAIS

Caso a negociação que vise à participação nos lucros ou resultados da empresa resulte em impasse
, as partes poderão utilizar-se dos seguintes mecanismos de solução do litígio :

a) mediação ;
b) arbitragens de ofertas finais (aquela em que o árbitro deve restringir-se a optar pela proposta
apresentada , em caráter definitivo , por uma das partes) .

O mediador ou árbitro será escolhido de comum acordo entre as partes .

Firmado o compromisso arbitral , não será admitida a desistência unilateral de qualquer das partes
.

O laudo arbitral terá força normativa , independentemente de homologação judicial .

5. EMPRESAS ESTATAIS

A participação nos lucros ou resultados , relativamente aos trabalhadores em empresas estatais ,


observará diretrizes fixadas pelo Poder Executivo .

Consideram-se empresas estatais as empresas públicas , sociedades de economia mista , suas


subsidiárias e controladas e demais empresas em que a União , direta ou indiretamente , detenha a
maioria do capital social com direito a voto .

(Art. 5º da Lei nº 10.101/2000)

68
VALE TRANSPORTE

TÓPICO 1 –CONCESSÃO OBRIGATÓRIA – BENEFICIÁRIOS –


EXERCÍCIO DO DIREITO

O Vale-Transporte foi instituído por meio da Lei nº 7.418, de 16.12.85, regulamentada pelo
Decreto nº 92.180, de 19.12.85.

A título de Vale-Transporte faculta-se ao empregador (pessoa física ou jurídica) a


antecipação de valor mensal destinado à cobertura das despesas de seus empregados efetivamente
havidas com seu deslocamento diário, assim entendido a soma dos trajetos residência-trabalho e
trabalho-residência. O empregador, optando pela concessão desse subsídio, passava a gozar de
benefício fiscal na área do Imposto de Renda.

Com o advento da Lei nº 7.619, de 20.09.87, publicada no DOU de 01.10.87, a concessão do


Vale Transporte passou a ser obrigatória, mantido o incentivo fiscal na área do Imposto de Renda.
Nova regulamentação foi expedida através do Decreto nº 95.247, de 17.11.87 (DOU de 18.11.87),
revogando-se, expressamente, o Decreto nº 92.180/85.

⎣ Beneficiários

Constituem-se em beneficiários do VT os trabalhadores em geral e os servidores públicos


federais.

⎣ Exercício do direito – Requisitos

Para o exercício do direito de receber o VT, deverá o beneficiário:

♦ a) informar ao empregador, por escrito, seu endereço residencial, bem como os


serviços e meios de transporte mais adequados ao seu deslocamento diário (residência-
trabalho e trabalho-residência); e

♦ b) firmar compromisso de utilizar o VT exclusivamente para seu efetivo deslocamento


diário.

As informações de que trata a letra “a” deverão ser atualizadas anualmente ou quando
ocorrer alteração das circunstâncias mencionadas, sob pena de suspensão do benefício até que se
verifique o cumprimento dessa exigência.

Frise-se que a declaração falsa ou o uso indevido do VT constituem falta grave.

69
TÓPICO 2 –FORMAS DE TRANSPORTE – EMPREGADORES
DESOBRIGADOS DA CONCESSÃO

O VT é utilizável em todas as formas de transporte coletivo público urbano, ou, ainda,


intermunicipal e interestadual com características semelhantes ao urbano, operado diretamente
pelo poder público ou mediante delegação, em linhas regulares, excluídos os serviços seletivos e
os especiais.

⎣ Empregadores desobrigados da concessão de VT

Não estarão obrigados à concessão de VT os empregadores que proporcionarem,por meios


próprios ou contratados, em veículos adequados ao transporte coletivo, o deslocamento
(residência-trabalho e vice-versa) de seus empregados.

Na hipótese de o transporte fornecido pelo empregador (próprio ou contratado) não cobrir


integralmente os trajetos do(s) beneficiário(s), obrigar-se-á ao fornecimento do VT necessário à
cobertura dos segmentos da viagem não abrangidos pelo referido transporte.

TÓPICO 3 –CUSTEIO – BASE DE CÁLCULO – DESCONTO –


INCIDÊNCIA

O VT será custeado da seguinte forma:

〉 I – pelo beneficiário, na parcela equivalente a 6% (seis por cento) de seu salário ou


vencimento, excluídos quaisquer adicionais ou vantagens; e

〉II – pelo empregador, no que exceder à parcela referida no item anterior.

Exemplo:

Suponhamos que o empregado, prestando serviços no município do Rio de Janeiro,


perceba R$ 800,00 mensais e utilize 5 conduções diárias (2 para residência-trabalho e 3 para
trabalho-residência).

Suponhamos o valor da passagem de R$ 2,00, durante (20 dias úteis), teremos:

♦ Valor gasto diariamente = R$ 10,00


♦ Valor gasto ao mês = R$ 200,00
♦ Parcela a ser custeada pelo empregado = R$ 48,00 (6% de seu salário mensal)
♦ Parcela a ser custeada pelo empregador = R$ 152,00

70
Se o gasto mensal do empregado com transporte fosse igual ou inferior a R$ 48,00 não
haveria custeio por parte do empregador.

〉 Base para cálculo

Para determinação da parcela a cargo do beneficiário, será considerado como base de


cálculo:
♦ a) o salário básico ou vencimento (excluídos adicionais ou vantagens) para aqueles que
percebam importância fixa; ou

♦ b) o montante percebido no período, para os trabalhadores remunerados por tarefa ou


serviço feito ou quando se tratar de remuneração constituída exclusivamente de
comissões, percentagens, gratificações, gorjetas ou equivalentes.

〉 Desconto

A opção do empregado pelo recebimento do VT e sua concessão pelo empregador autoriza


este último a descontar, mensalmente, o valor da parcela referida no item 1 deste Tópico. O valor
da referida parcela será descontado proporcionalmente à quantidade de VT concedida para o
período a que se refere o salário ou vencimento e por ocasião de seu pagamento, salvo se houver
estipulação em contrário em convenção ou acordo coletivo de trabalho que favoreça o
beneficiário.

Se as despesas com deslocamento for inferior a 6% (seis por cento) do salário básico ou
vencimento, poderá o beneficiário optar pelo recebimento antecipado do VT, caso em que o valor
correspondente será integralmente descontado por ocasião do pagamento do respectivo salário ou
vencimento.

TÓPICO 4 – ACUMULAÇÃO – PROIBIÇÃO DE ANTECIPAÇÃO EM


DINHEIRO – NÃO INTEGRAÇÃO NO 13º SALÁRIO

É vedada a acumulação do VT com outras vantagens relativas ao transporte do


beneficiário, ressalvada apenas a hipótese prevista no Tópico 2, de concessão pelo empregador de
meios de transporte que cubram apenas parte do trajeto usual, caso em que o VT será utilizado
para complementação.

♦ Antecipação em dinheiro – Proibição

Salvo no caso de falta ou insuficiência de estoque de VT, é expressamente vedado ao


empregador substituí-lo por antecipação em dinheiro ou qualquer outra forma de pagamento.

Na ocorrência de falta ou insuficiência de estoque de VT necessário ao atendimento dos


beneficiários e funcionamento do sistema, permitir-se-á ao empregador efetuar o ressarcimento ao
beneficiário da parcela correspondente, quando houver este efetuado, a suas expensas, a despesas
para seu deslocamento. Referido ressarcimento será efetuado na folha de pagamento imediata.

71
RESCISÃO DE CONTRATO (ROTINAS DE DESLIGAMENTOS) DE
ACORDO COM AS MODALIDADES DO CONTRATO DE TRABALHO

TÓPICO 1 - RESCISÃO DE CONTRATO

1.1- Rescisão por Término do Contrato Determinado

O empregado terá direito a:

1. Saldo de salário (art. 462 da CLT art.. 7º, inciso X da CF)


2. Férias vencidas e proporcionais (arts. 146 e 147 da CLT)
3. Acréscimo sobre férias (mínimo de 1/3) art. 7º, inciso XVII, da CF.
4. 13º salário (art. 3º da Lei n.º 4.090/62 e art. 7º do Dec. 57.155/65).
5. FGTS - Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho - Código 04.
6. Salário-família integral ou proporcional

1.2 - Rescisão Antecipada de Contrato por Prazo Determinado por


Iniciativa do Empregador

Notas:

1. Em caso de rescisão antecipada por parte do empregador e não havendo no contrato


determinado, cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antecipada, o empregador
deve pagar, a título de indenização, 50% da remuneração a que o empregado teria direito até o
final do contrato, conforme preceitua o artigo 479 da CLT. Neste caso, não é devido ao
empregado o Aviso-Prévio.

2. O Tribunal Superior do Trabalho, através da Súmula 244, firmou Jurisprudência no


sentido de que não cabe pagamento do salário-maternidade nos casos de término de contrato
por prazo determinado, inexistindo assim a estabilidade.

O empregado terá direito a:

1. Indenização (art. 479 da CLT).

2. Saldo de salário (art. 462 da CLT) e art. 7º, inciso X da CF).

3. Férias vencidas e proporcionais (arts. 146 e 147 da CLT).

4. Acréscimo sobre férias (mínimo de 1/3) art. 7º, inciso XVII, da CF.

5. 13º salário (art. 3º da Lei n.º 4.090/62 e art. 7º do Dec. 57.155/65).

72
6. Depositar na conta vinculada do trabalhador no FGTS, os valores dos depósitos do mês
da rescisão e ao imediatamente anterior, inclusive os 40% (quarenta por cento), do montante de
todos os depósitos.

7. FGTS - Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho - Código 01.

8. Salário-Família integral ou proporcional

1.3 - Rescisão Antecipada de Contrato Determinado por Iniciativa


do Empregado

Havendo rescisão antecipada do contrato de experiência por iniciativa do empregado este


fica obrigado a indenizar o empregador dos prejuízos que desse fato lhe resultarem, desde que não
ultrapasse àquela a que teria direito o empregado em idêntica condições. (art. 480 CLT).

O empregado terá direito a:

1 - Saldo de salário (art. 462 CLT e art. 7º, inciso X da CF/88)


2 - 13º Salário (art. 3º e da Lei n.º 4090/62 e art. 7º do Dec. 57155/65)
3 - FGTS - Termo de rescisão do Contrato de Trabalho - sem código
4 - Salário-Família, integral ou proporcional.
5 - Férias vencidas e proporcionais (arts. 146 e 146 da CLT)

1.4 - Rescisão por Dispensa Sem Justa Causa e Despedida


Indireta

O empregado terá direito a:

1. Aviso prévio (art. 487 e 481 da CLT)

2. Férias proporcionais (art. 146, parágrafo único da CLT).

3. Férias vencidas (art. 146 e 147 da CLT).

4. Acréscimo sobre férias (mínimo de 1/3) art. 7º, inciso XVII da CF.

5. 13º salário (art. 3º da Lei n.º 4.090/62).

6. Depositar na conta vinculada do trabalhador no FGTS, os valores dos depósitos do mês da


rescisão e ao imediatamente anterior, inclusive os 40% (quarenta por cento), do montante de todos
os depósitos.

73
7. Saldo de salário (art. 462 da CLT e art. 7º inciso X da CF).

8. 40% DO FGTS, art. 18, § 1º da Lei n.º 8.036/90.

9. FGTS - Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho - Código 01.

10 - Salário-Família, integral ou proporcional.

NOTA O empregador que dispensar empregado “sem justa causa, no período de 30


(trinta) dias que antecede a data de sua correção salarial, dará direito a este à indenização adicional
equivalente a um salário mensal”. (art. 9º das Leis nºs 6.708/79 e 7238/84).

Súmula n.º 182 do TST

“ O tempo do aviso prévio, mesmo indenizado, conta-se para efeito da indenização


adicional do art. 9º da Lei n.º 6.708/79 ”

1.5 - Rescisão por Pedido de Dispensa

O empregado terá direito a:

1. Saldo de salário (art. 462 da CLT).

2. 13º Salário (art. 3º da Lei n.º 4/090/62 e art. 7º do Dec. 57155/65).

3. FGTS - Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho sem código.

4. Artigo 15 da Lei n.º 8.0306/90. O FGTS do mês da quitação e do mês anterior, se for o
caso, deverão ser depositado em conta vinculada (FGTS), juntamente com os 8% referente as
verbas rescisórias que incidem o FGTS, cujo depósito se fará até o dia sete do mês subsequente.

5. Férias vencidas (art. 146 da CLT).

6. Férias proporcionais (parágrafo único do art. 146 da CLT).

7. Acréscimo sobre férias (mínimo de 1/3) art. 7º, inciso XVII da CF.

8. Salário-Família, integral ou proporcional.

74
O empregado não terá direito a:

1. Aviso prévio; deverá dar o aviso ao empregador (art. 487 da CLT), sob pena de ser
descontado (§ 2º ).

2. 40% do FGTS, art. 18 , § 1º da Lei n.º 8.036/90.

NOTA: A partir de novembro de 2003, o Tribunal Superior do Trabalho ( TST ), através


do Enunciado 261, firmou entendimento assegurando o direito as férias proporcionais ao
empregado que pede demissão antes de completar 12 meses de serviço.

1.6 - Rescisão por Dispensa Com Justa Causa

♦ Definição de Justa Causa

Entende-se por justa causa a dispensa que o empregado provoca ao cometer ato ilícito que
viola sua obrigação legal ou contratual com o empregador, tornando-se impossível sua
permanência na empresa.

Torna-se, em conseqüência do ato ilícito provocado pelo empregado, impossível a


continuidade do vínculo contratual, tendo o empregador de romper o contrato de trabalho, diante
das circunstâncias que envolvem a situação, ou seja, despedi-lo por justa causa.

Segundo estudiosos e juristas, para se efetivar a justa Causa, algumas condições devem
caracterizar o fato: a atualidade, a gravidade e a causalidade.

o empregado terá direito a:

1 - Saldo de salários.

2 - Férias vencidas (se for o caso).

3 - Salário-Família, integral ou proporcional.

NOTA: O FGTS do mês anterior e do mês da rescisão devem ser depositados dentro dos
prazos.

Conforme o artigo 482 da CLT, a rescisão do contrato de trabalho por justa causa dá ao
empregador desde que devidamente comprovado o direito de rescindir o contrato de trabalho,
quando o empregado comete:

a) Ato de improbidade.

b) Incontinência de conduta ou mau procedimento.

75
c) Negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador e quando
constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha ou for prejudicial ao serviço.

d) Condenação criminal do empregado, passada em julgado, caso não tenha havido


suspensão da execução da pena.

e ) Desídia no desempenho das respectivas funções.

f) Embriaguez habitual ou em serviço.

g) Violação do segredo da empresa.

h) Ato de indisciplina ou de insubordinação.

i) Abandono de emprego.

j) Ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa, ou
ofensas físicas, nas mesmas condições, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem.

l) Ato lesivo da honra e boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e
superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem.

m) Prática constante de jogos de azar.

n) Quando não cumpre as normas de segurança e higiene do trabalho, especialmente nos


setores de inflamáveis e explosivos.

Constitui igualmente justa causa para dispensa do empregado a prática, devidamente


comprovada em inquérito administrativo, de atos atentatórios à segurança nacional.

- MORTE DO EMPREGADO

Lei n.º 6.858 - de 24 de novembro de 1980

Dispõe sobre o pagamento aos dependentes ou sucessores de valores não recebidos em


vida pelos respectivos titulares.

O Presidente da República.

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

76
Art. 1º - Os valores devidos pelos empregadores aos empregados e os montantes das
contas individuais do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço é do Fundo de Participação PIS-
PASEP, não recebidos em vida pelos respectivos titulares, serão pagos, em quotas iguais, aos
dependentes habilitados perante a Previdência Social ou na forma da legislação específica dos
servidores civis e militares, e, na sua falta, aos sucessores previstos na lei civil, indicados em
alvarás judicial, independentemente de inventário ou arrolamento.

§ 1º - As quotas atribuídas a menores ficarão depositadas em caderneta de poupança,


rendendo juros e correção monetária, e só serão disponíveis após o menor completar 18 (dezoito)
anos, salvo autorização do Juiz para aquisição de imóvel destinado à residência do menor e de sua
família ou para dispêndio necessário à subsistência e educação do menor.

§ 2º - Inexistindo dependentes ou sucessores, os valores de que trata este artigo reverterão


em favor, respectivamente, do Fundo de Previdência e Assistência Social, do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço ou do Fundo de Participação PIS-PASEP, conforme se tratar de quantias
devidas pelo empregador ou de contas de FGTS e do Fundo PIS-PASEP.

Art. 2º - O disposto nesta lei se aplica às restituições relativas ao imposto sobre a renda e
outros tributos, recolhidos por pessoa física, e, não existindo outros bens sujeitos a inventários, aos
saldos bancários e de contas de cadernetas de poupança e fundos de investimentos de valor até 500
(quinhentas) Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional.

Parágrafo único - Na hipótese de inexistirem dependentes ou sucessores do titular, os


valores referidos neste artigo reverterão em favor do Fundo de Previdência e Assistência Social.

Art. 3º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Art. 4º - Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, em 24 de novembro de 1980, 159º da Independência e 92º da República.

Os dependentes segundo a Lei n.º 6.858/80, terão direito a:

1. Saldo de salário (art. 462 da CLT).

2. 13º salário (art. 3º da Lei n.º 4.090/82).

3. FGTS - Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho - Código 23.

4. Férias vencidas (art. 146 da CLT).

5. Férias proporcionais (art. 146, Parágrafo Único da CLT).

6. Acréscimo sobre férias (mínimo 1/3), art. 7º, inciso XVII da CF.

7. Salário-Família, integral ou proporcional.

77
Tópico 2 - Condições em que é Vedada a Dispensa Sem Justa
Causa (Estabilidade Provisória)

1. Da empregada gestante desde a confirmação da gravidez até o quinto mês após o parto
(art. 10, inciso II, alínea b do Ato das Disposições Transitórias da Constituição Federal).

2. Empregado eleito para cargo de direção da CIPA, desde o registro de sua candidatura até
um ano após o final de seu mandato (art. 10, inciso II, alínea a do Ato das Disposições
Transitórias da Constituição Federal).

O enunciado 339 do TST preceitua: “CIPA. Suplente. Garantia de emprego. CF/88. O


suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art. 10, inciso II, alínea “a”, do ADCT
da Constituição da República de 1988.”

3. Do empregado sindicalizado ou associado, a partir do momento de sua candidatura a


cargo de direção ou representação da entidade sindical ou de associação profissional, até 1 (um)
ano após o final do seu mandato, caso seja eleito, inclusive como suplente (art. 543, § 3º da CLT).

4. O segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantia, pelo prazo mínimo de 12
(doze) meses, à manutenção de seu contrato de trabalho na empresa, após a cessação do auxílio-
doença acidentário, independentemente de percepção do auxílio-acidente (art. 118 da Lei n.º
8.213, de 24-7-91, do Plano de Benefício da Previdência Social.

5. Demais empregados com garantia de emprego por força de acordo, convenção coletiva,
sentença normativa ou Lei.

6- É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de


Conciliação Prévia, titulares e suplentes, até um ano após o final do mandato, salvo se
comentarem falta grave, nos termos da lei; conforme preceitua o art. 625-B – inciso III § 1º da
CLT, com redação dada pela Lei nº 9958 de 12/01/2000.

Tópico 4 - Rescisão Fraudulenta - Dispensa Seguida de


Recontratação

O Ministro de Estado do Trabalho e da Administração considera fraudulenta a rescisão


seguida de recontratação ou de permanência do trabalhador em serviço quando ocorrida dentro dos
noventa dias, subsequentes à data em que formalmente a rescisão se operou, conforme preceitua a
Portaria n.º 384, de 19-6-92 (DOU, de 22-6-92).

78
Tópico 5 Do Prazo

A Lei n.º 7855/89, de 24-10-89, alterou os parágrafos do art. 477 da CLT, passando a
seguinte redação:

“Art.477.......................................................................................................................

§ 6º - O pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de


quitação deverá ser efetuado nos seguintes prazos:

a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato; ou

b) até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão, quando da ausência do


aviso prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento.

§ 7º - O ato da assistência na rescisão contratual (§§ 1º e 2º) será sem ônus para o
trabalhador e empregador.
§ 8º - A inobservância do disposto no § 6º deste artigo sujeitará o infrator à multa de 160
UFIR, por trabalhador, bem assim ao pagamento da multa a favor do empregado, em valor
equivalente ao seu salário, devidamente corrigido pelo índice de variação da UFIR diária, salvo
quando, comprovadamente, o trabalhador der causa à mora.

Tópico 6 - Da Homologação

Quando o empregado tiver mais de um ano de serviço, a sua Rescisão Contratual terá de
ser homologada no Sindicato da respectiva categoria profissional ou na Delegacia Regional do
Trabalho. Quando o empregado tiver menos de um ano de serviço, os valores devidos, relativos à
sua Rescisão Contratual, serão pagos na própria empresa.

Documentos para a Homologação

. Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho, em quatro vias, devidamente preenchido e


assinado pelo empregador. A assinatura do empregado será dada após a conferência das verbas
constantes na Rescisão Contratual pelo homologador.

. Carteira de Trabalho e Previdência Social, devidamente atualizada

. Aviso Prévio ou Pedido de Demissão

. Livro ou Ficha de Registro de Empregado, devidamente atualizado

. Extrato analítico atualizado do FGTS e guias de recolhimento dos meses que não
constem no extrato.

. Carta de Preposto, quando não houver a presença do próprio empregador

. Declaração do empregado, declarando a Justa Causa, quando for o caso

. Formulário do Seguro Desemprego, quando o empregado for demitido sem justa causa

79
. Atestado Médico Demissional, quando for necessário

. Cópia do Acordo Coletivo de Trabalho, quando a homologação não for efetuada no


Sindicato de Classe

. Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS e da Contribuição Social – GRFC.

. prova bancária de quitação, quando for o caso.

SEGURO DESEMPREGO
LEI Nº 7.998 de 11/05/90

O Seguro Desemprego é concedido ao trabalhador desempregado sem justa causa, por um


período máximo de 3 a 5 meses, de forma contínua ou alternada, a cada período aquisitivo de 16
meses, observando-se o seguinte:

a) 3 parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício de no mínimo 6 meses e


no máximo 11 meses, nos últimos 36 meses;

b) 4 parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício de no mínimo 12 meses e


no máximo 23 meses, nos últimos 36 meses;

c) 5 parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício de no mínimo 24 meses


nos últimos 36 meses.

Nota: O Período Aquisitivo de 16 meses é contado da data de dispensa que deu origem à ultima
habilitação, ou seja, dispensa do trabalhador, não podendo ser interrompido quando a concessão
do benefício estiver em curso.

REQUERIMENTO

O prazo para requerer o Seguro Desemprego pelo trabalhador é de 07 à 120 dias subsequente à
data de sua dispensa.

VALOR DO BENEFÍCIO

FAIXAS DE SALÁRIO MÉDIO VALOR DA PARCELA


Até R$ Multiplica-se o salário médio por 0.8 (80%)
Mais de R$ Multiplica-se R$ por 0.8 (80%) e o que exceder
Até R$ multiplica-se por 0.5 (50%) e somam-se os resultados
Acima de R$ O valor da parcela será de R$

80
EXERCÍCIOS

FÉRIAS COM HORAS - EXTRAS

Conforme preceitua o art. 142 par. 1º da CLT., essa parcela é obtida mediante apuração da média
das horas-extras realizadas no período aquisitivo correspondente, cujo resultado é multiplicado
pelo salário-hora atualizado, incluindo o adicional de horas-extras a que o empregado fizer jus na
época da respectiva concessão.

1 ) Calcule as férias de um empregado com salário fixo mensal de R$ 1.100,00 e que no período
aquisitivo correspondente fez um total de 480 horas-extras, com adicional de 50%.

FÉRIAS COM COMISSÃO ( Art. 142 par. 3º CLT )

2) Admitamos um funcionário que perceba além das comissões, o salário fixo de R$ 600,00 e
que, nos meses anteriores à concessão de suas férias de 30 dias, tenha percebido comissões no
valor total de R$ 22.790,00 e 4.557,60 de repouso. Calcule e considere para fins de Imposto de
Renda 2 (dois) dependentes.

81
FÉRIAS COM ABONO PECUNIÁRIO

Consoante o art. 143 da CLT., o empregado poderá converter 1/3 do período de férias a que tem
direito em abono pecuniário, o qual deverá ser requerido até 15 ( quinze ) dias antes do término do
período aquisitivo.

3) Assim sendo, calcule as férias de um empregado, que percebe salário fixo de R$ 600,00,
convertendo 1/3 dos 30 (trinta) dias a que tem direito como abono pecuniário.

FÉRIAS COLETIVAS

4) A empresa Delta Ltda., concedeu férias coletivas a todos os seus empregados, no


período de 02/01/2007 à 31/01/2007, conforme quadro demonstrativo abaixo:

Nome Data Salário Quant. Valor 1/3 sobre Licença Total


Admissão R$ Avos Férias Férias Remunerada Bruto
João 02/01/06 1.500,00
José 01/07/06 1.200,00
Maria 02/09/06 900,00
Total

82
FOLHA DE PAGAMENTO

A Legislação Previdenciária estabelece que a empresa está, entre outras, obrigada a preparar
mensalmente folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados
a seu serviço, devendo manter em cada estabelecimento, uma via da respectiva folha e recibos de
pagamentos.
A folha de pagamento elaborada mensalmente, de forma coletiva por estabelecimento da empresa,
por obra de construção civil e por tomador de serviços, com a correspondente totalização, deverá:

I - discriminar o nome dos segurados, indicando cargo, função ou serviço prestado ;

II - agrupar os segurados por categoria, assim entendidos: segurado empregado, trabalhador


avulso, contribuinte individual ;

III - destacar o nome das seguradas em gozo de salário-maternidade;

IV – destacar as parcelas integrantes e não integrantes da remuneração e os descontos legais;

V – indicar o número de quotas de salário-família atribuídas a cada segurado empregado ou


trabalhador avulso.

Os códigos ou abreviaturas que identifiquem as respectivas rubricas utilizadas na elaboração da


folha de pagamento deverão estar à disposição da fiscalização.

( Fundamento: artigo 225, inciso I e parágrafos 9º e 14 do Regulamento da Previdência Social –


RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99 ).

ANÁLISE PARA ELABORAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO

1 - Controle de Frequência ( faltas, atrasos e saídas antecipadas ), os quais, deverão ser


excluídos das incidências para fins de encargos sociais.

2 - Quadro de Incidências dos Encargos Sociais, conforme tabela (ANEXO )

3- Forma e Prazo para Pagamento : O pagamento do Salário poderá ser efetuado via bancária,
através de Conta Corrente aberta em nome dos funcionários, com consentimento dos mesmos, ou
em cheques nominais ( salvo se o trabalhador for analfabeto, quando o pagamento somente poderá
ser feito em espécie ), desde que seja assegurado ao empregado horário que permita o saque em
conta corrente ou desconto do cheque, sem qualquer prejuízo para o referido recebimento.

No que tange ao Prazo, a Folha de Pagamento deverá ser efetuada até o 5º dia útil do mês
subsequente ao vencido, conforme determina o parágrafo 1º do art. 459 da CLT.

83
TABELAS DE CONTRIBUIÇÕES

INSS

SALÁRIOS DE CONTRIBUIÇÕES ALÍQUOTAS

Até ............ R$ 868,29 .................................................................................... 8,00 %

De ............. R$ 868,30 ................... Até .............R$ 1.447,14 ........................ 9,00 %

De ............. R$ 1.447,15...................Até ..............R$ 2.894,28........................ 11,00 %

Této de Contribuição = 11,00 %....... De ...............R$ 2.894,28 = R$ 318,37 ...........

SALÁRIO FAMÍLIA

Remuneração até...........................R$ 449,93 ............................... = R$ 23,08

Remuneração superior a ............... R$ 449,93 a R$ 676,27 ....... = R$ 16,26

IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE

BASE DE CÁLCULO ALÍQUOTA PARCELA A DEDUZIR

Até .............R$ 1.372,81 .............................. Isento -

De ..............R$ 1.372,82 até R$ 2.743,25 15 % 205,92

Acima de R$ 2.743,25 ............................. 27,5 % 548,82

Nota : A base de cálculo do IRF será determinada mediante a dedução das parcelas :

a) Pensão Alimentícia
b) Por Dependente a quantia de R$ 137,99
c) Contribuição Previdenciária
d) Previdência Privada

84
ENCARGOS SOCIAIS SOBRE A FOLHA DE PAGAMENTO

A ) A Contribuição Previdenciária deverá ser recolhida através da GPS – Guia de Recolhimento


da Previdência Social, até o dia 10 do mês seguinte ao da competência, prorrogado o prazo para o
primeiro dia útil subsequente, se o vencimento cair em dia que não haja expediente bancário.

B) O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, deverá ser recolhido através da GFIP – Guia de
Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social, até o dia 07 do mês seguinte ao
da competência, antecipando-se o prazo se o vencimento cair em dia que não haja expediente
bancário.

C) O Imposto de Renda na Fonte, deverá ser recolhido através do DARF – Documento de


Arrecadações Federais, conforme determina a Lei nº 11.196 de 21/11/2005, em relação aos
fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/2006, nos seguintes prazos :

• Até o último dia útil do 1º ( primeiro ) decêndio do mês subsequente ao mês da ocorrência dos
fatos geradores ;

• No mês de dezembro de 2006, os recolhimentos serão efetuados:

a) até o 3º ( terceiro ) dia útil do decêndio subsequente, para os fatos geradores ocorridos no
1º ( primeiro ) e 2º ( segundo ) decêndios; e
b) até o último dia útil do 1º ( primeiro ) decêndio do mês de janeiro de 2007, para os fatos
geradores ocorridos no 3º ( terceiro ) decêndio;

• No mês de dezembro de 2007, os recolhimentos serão efetuados :

a) até o 3º ( terceiro ) dia útil do 2º ( segundo ) decêndio, para os fatos geradores ocorridos no
1º ( primeiro ) decêndio; e
b) até o último dia útil do 1º ( primeiro ) decêndio do mês de janeiro de 2008, para os fatos
geradores ocorridos no 2º ( segundo ) e no 3º ( terceiro ) decêndio.

PROCEDIMENTOS QUANTO AOS CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS

Os empresários e autônomos, hoje considerados Contribuintes Individuais, são segurados


obrigatórios da Previdência Social, conforme Lei nº 9876/99 e Decreto nº 3048/99. Portanto as
suas inscrições devem constar na SEFIP – Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e
Informações à Previdência Social, caso contrário, a empresa estará sujeita as penalidades.

Desde 01/03/2000 as empresas estão obrigadas a recolher ao INSS 20% (vinte por cento), sobre as
remunerações pagas a autônomos e empresários (contribuintes individuais) e a partir de abril de
2003, reter 11% ( no caso de pessoa jurídica sem fins lucrativos, esta deverá reter 20% ), do total
de suas remunerações a qualquer título e automaticamente recolher ao INSS, através da GPS,
sempre observando o limite máximo do salário-de-contribuição, conforme determina o parágrafo
26 do art. 204 do Decreto nº 3048/99 e art. 1º do Decreto 4729/03 e Emenda Constitucional nº 41
de 19/12/03.

85
O Contribuinte Individual que prestar serviços a mais de uma empresa ou concomitantemente
exercer atividade como segurado empregado, deverá informar o fato a empresa na qual está
prestando seus serviços, mediante apresentação de comprovantes das empresas anteriores ou
declaração por ele emitida na forma da lei, consignando os valores sobre os quais já sofreu os
descontos naquele mês, a fim de que seja observado o limite máximo do salário-de-contribuição
no respectivo mês.

A Pessoa Jurídica deverá entregar ao autônomo, comprovante com o valor do serviço e valor
descontado para o INSS, inclusive consignando sua identificação com o nº do CNPJ e o nº de
inscrição do Contribuinte Individual no INSS (NIT). No ANEXO, sugerimos modelo da
Declaração, cuja 2ª via deverá ficar na contabilidade da empresa.

CONSIDERAÇÕES PARA FOLHA DE PAGAMENTO

MÊS :

1 – Salário de R$ 1.800,00, fez 30 horas extras no mês a 50%. Tem dois filhos menores de 14
anos. Considerar para fins de IRF, 3 dependentes.

2 - Salário fixo de R$ 800,00, teve no mês comissão de 5% sobre R$ 50.000,00.

3 - Salário de R$ 500,00, trabalha em área de periculosidade e têm 3 filhos menores de 14 anos.

4 – Salário de R$ 650,00, encontra-se a dois meses em licença maternidade, considerar um filho


para fins de salário-família.

5 - Salário de R$ 2.500,00, tem 3 filhos menores de 14 anos. Considerar para fins de Imposto de
Renda 4 dependentes.

Nota : Conforme contrato de trabalho, considerar 220 horas de trabalho no mês.

CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS

1 - Recebe Pró-Labore de R$ 2.000,00 e não tem nenhum dependente para fins de Imposto de
Renda na Fonte.

2 - Recebeu a título de serviços prestados R$ 3.000,00, tem 3 (três) dependentes para fins de
Imposto de Renda na Fonte.

86
87
DEMONSTRATIVO DA GUIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL – GPS

Considerar FPAS 507 e SAT 3% ( Folhas no Anexo )

COMPOSIÇÃO DO CAMPO 6

Segurados R$ ( valor descontado dos segurados )

Contribuintes Individuais R$ ( 11% retidos sobre a remuneração )

Empresa ( 20% s/folha ) R$ ( valor de acordo com o FPAS )

Contribuintes Individuais R$ ( 20% de acordo com o FPAS )

SAT ( 3% s/folha ) R$ (de acordo com o Cód. Nac.Ativ.Empr.)

SAT AP.ESPECIAL ( 6% ) R$ (parágrafo 6º e art. 57 da Lei nº 8213/91)

( - ) Deduções R$ ( Salários Família e Maternidade )

TOTAL DO CAMPO 6 R$

TOTAL DO CAMPO 9 R$ ( 5.8% s/folha, perc. de outras entidades )

CAMPO 11 = ( 6 + 9 ) R$ ( Valor a Recolher )

NOTA : O empregado ao solicitar aposentadoria especial, devido exposição a agentes nocivos


químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física,
constantes no Anexo IV do Decreto nº 3.048/99, deverá fazer a comprovação da efetiva exposição
através do formulário denominado PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO –
PPP, emitido pela empresa ou seu preposto, com base em laudo técnico de condições ambientais
do trabalho expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho.

88
DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO

1 - Calcule a 1ª parcela do 13º salário de um funcionário admitido em 12 de maio, cujo o


salário-fixo percebido em outubro foi de R$ 600,00.

1.1 - Suponhamos que o seu salário-fixo tenha sido majorado no mês de dezembro para R$
900,00. Calcule o valor líquido da 2ª parcela.

2 - Calcule o valor líquido da 2ª parcela do 13º salário de um funcionário com salário-fixo em


dezembro no valor de R$ 1.200,00, e que, recebeu como 1ª parcela em novembro R$ 600,00.
Entretanto, ficou afastado percebendo auxílio doença pela Previdência Social, no período de 17 de
janeiro à 30 de março do correspondente ano.

89
3 - Empregado com salário-fixo de R$ 600,00, recebeu a título de adiantamento de 13º salário
R$ 900,00 e no período de janeiro a novembro obteve comissões no valor de R$ 13.992,00 e
repouso no valor de R$ 2.849,00. Calcule a 2ª parcela.

3.1 - No mês de dezembro obteve comissões no valor de R$ 2.000,00 e repouso no valor de R$


400,00. Calcule o Ajuste.

90
RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO

( utilizar as rescisões do anexo )

1 - Causa do Afastamento : Extinção do Contrato Determinado (experiência de 90 dias)


Data de Admissão : 22/07/06
Data de Afastamento : 19/10/06
Salário : R$ 1.500,00

2 - Causa do Afastamento : Pedido de Dispensa


Data de Admissão : 10/01/05
Data de Afastamento : 21/09/06
Salário : R$ 1.800,00

NOTAS :

. Aviso Prévio Trabalhado no período de 23/08/06 à 21/09/06


. Não gozou férias referente ao período aquisitivo 2005/2006
. Considerar 2 (dois) dependentes para fins de Imposto de Renda

3 - Causa do Afastamento : Dispensa Sem Justa Causa


Data de Admissão : 17/07/05
Data de Afastamento : 19/09/06
Salário : R$ 1.200,00

NOTAS

. Aviso Prévio Indenizado


. Não gozou férias referente ao período aquisitivo de 2005/2006
. Dissídio da Categoria : 01/11/06
. Considerar 3 (três) dependentes para fins de Imposto de Renda

4 - Causa do Afastamento : Dispensa Sem Justa Causa


Data de Admissão : 02/03/05
Data de Afastamento : 20/09/06
Salário : R$ 800,00

NOTAS

. Aviso Prévio Trabalhado no período de 22/08/06 à 20/09/06


. A Homologação da Rescisão se deu em: 24/09/06 (Não depositou as verbas no prazo legal)
. No período aquisitivo de 2005/2006, teve 10 (dez) faltas injustificadas e não gozou férias.

91
EXERCÍCIOS DIVERSOS

CONSIDERAÇÕES PARA FOLHA DE PAGAMENTO

MÊS:

1. Salário de R$ 2.640,00, fez 20 horas extras no mês a 50 % . Considerar para fins de IRF ,
três dependentes .

2. Salário de R$ 540,00 , recebeu a título de gratificação 20 % do seu salário e tem dois filhos
menores de 14 anos.

3. Salário fixo de R$ 600,00, teve comissão de 3 % sobre R$ 90.000,00 e tem um dependente


para fins de IRF .

4. Salário de R$ 2.700,00, teve 5 (cinco) faltas no mês, tem dois filhos menores de 14 anos.
Considerar três dependentes para fins de IRF .

5. Salário de R$ 1.600,00, encontra-se em licença maternidade desde ....../....../....., pelo


nascimento do seu primeiro filho, portanto, considerá-lo para fins de IRF.

6. Salário de R$ 1.200,00 , trabalha em área insalubre “grau máximo” (art. 192 da CLT).

7. Salário de R$ 600,00 , acidentou-se em ....../....../...... e encontra-se afastado pela Previdência


Social com atestado médico de 15 dias e tem dois filhos menores de 14 anos .

8. Salário de R$ 6.800,00, divorciado, contudo, seus dois filhos de 15 e 17 anos estão sob sua
guarda , conforme sentença judicial .

9. Salário R$ 1.800,00 , trabalha em área de periculosidade e tem três filhos menores de 14 anos,
considerá-los para fins de IRF. (art. 193 , parágrafo 1º da CLT) .

10. Salário de R$ 500,00 , tem 2 filhos menores de 14 anos, gozou férias no período de 01/12/06 à
30/12/06 e só retornou a empresa para trabalhar em 01/02/07, por estar preso na l6ª delegacia
policial .

Nota : Considerar 220 horas de trabalho no mês.

92
93
FÉRIAS

1) Calcule as férias de um empregado que percebe salário fixo mensal de R$ 3.000,00,


convertendo 1/3 dos 30 ( trinta ) dias a que tem direito como abono pecuniário e considerar para
fins de Imposto de Renda três dependentes.

2) Calcule as férias de um empregado que percebe salário fixo mensal de R$ 825,00 e que no
período aquisitivo correspondente fez um total de 180 horas-extras com adicional de 50% e
120 horas-extras com adicional de 70%. Considere para fins de Imposto de Renda 1 (um)
dependente.

94
3) O funcionário Tércio foi admitido na empresa em 02/09/05, todavia, ficou afastado por
auxílio doença e percebendo benefício pela Previdência Social no período de 15/05/06 à
30/01/07. Pelo exposto, admitamos que já gozou as férias referente ao primeiro período
aquisitivo, quanto ao segundo PA, analise o seu direito, caso positivo, calcule as suas
respectivas férias, cujo o salário fixo mensal é de R$ 1.800,00, com dois dependentes para
fins de IRF.

4) Calcule as férias de um empregado que percebe salário fixo de R$ 1.200,00, convertendo 1/3
dos 30 dias ( trinta ) dias a que tem direito como abono pecuniário.

95
5) Admitamos um funcionário que perceba além das comissões, salário fixo de R$ 600,00 e que,
nos meses anteriores à concessão de suas férias de 30 dias, tenha auferido comissões no valor total
de R$ 18.600,00, mais R$ 3.120,00 a título de repouso remunerado. Considerar para fins de IRF 1
(um) dependente.

6) Verificamos no controle de frequência da empresa Atlas S/A, que o funcionário Tiburcio, no


correspondente período aquisitivo de suas férias, teve 15 ( quinze ) faltas injustificadas.
Calcule as suas férias, sabendo-se que o seu salário fixo mensal é de R$ 1.500,00 e por
conseguinte, quantos dias terá de fruição ?

96
13º SALÁRIO

1 ) Calcule a Primeira Parcela do 13º Salário de um funcionário admitido na empresa em 10 de


janeiro do ano em curso, cujo o salário fixo mensal percebido em outubro foi de R$ 700,00.

1.1 ) Suponhamos que o seu salário fixo mensal no mês de dezembro tenha sido majorado para
R$ 870,00. Calcule o valor líquido da 2ª parcela.

97
2) Calcule o valor líquido da 2ª Parcela do 13º Salário de um funcionário com o salário fixo em
dezembro de R$ 1.567,00, e que, recebeu como 1ª Parcela em novembro R$ 783,50. Contudo,
nos meses de janeiro, maio, agosto e outubro do correspondente ano, percebeu um total de
R$ 1.800,00 a título de gratificação por bons serviços prestados.

3) Qual o valor líquido da 2ª Parcela de um funcionário que foi admitido em 15 de março do ano
em curso, cujo o salário fixo mensal em dezembro foi de R$ 1.600,00, onde recebeu a título de 1ª
Parcela no mês de novembro o valor de R$ 700,00. Considerar para fins de IRF três dependentes.

98
4) Calcule o valor líquido da 2ª Parcela do 13º Salário de um funcionário com salário fixo em
dezembro de R$ 935,00, e que, recebeu como adiantamento de 13º Salário R$ 467,50. Todavia, no
período de janeiro a novembro do correspondente ano fez um total de 220 horas-extras, com
adicional de 70%.

4.1) No mês de dezembro, trabalhou mais 56 horas-extras, com o mesmo percentual. Calcule o
ajuste.

99
5) Empregado com salário fixo de R$ 600,00, recebeu a título de adiantamento de 13º salário R$
950,00 e no período de janeiro a novembro obteve comissões no valor de R$ 24.000,00 e de
repouso remunerado R$ 5.759,82. Calcule a 2ª Parcela do 13º Salário.

5.1 ) No mês de dezembro obteve comissões no valor de R$ 4.000,00 e repouso remunerado de R$


959,94. Calcule o ajuste.

100
RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO

1- Causa do Afastamento: Rescisão Antecipada por Iniciativa do Empregador ( Contrato de


Experiência de 90 dias - Art. 479 da CLT ).
Data de Admissão : 22/08/06
Data de Afastamento : 23/09/06
Salário : R$ 1.500,00

2 - Causa do Afastamento : Extinção do Contrato de Experiência de 90 dias


Data de Admissão : 25/11/06
Data de Afastamento : ....../....../.......
Salário : R$ 1.800,00

3 – Causa do Afastamento : Por Pedido de Dispensa


Data de Admissão : 15/07/03
Data de Afastamento : 10/03/06
Salário : R$ 1.500,00

NOTAS

. Aviso Prévio Trabalhado no período de 09/02/06 à 10/03/06


. Não gozou Férias referente aos Períodos Aquisitivos 2003/2004 e 2004/2005
. Considerar 2 (dois) dependentes para fins de IRF.

4 – Causa do Afastamento : Dispensa Sem Justa Causa


Data de Admissão : 14/04/05
Data de Afastamento : 02/01/07 ( Aviso Prévio Indenizado )
Salário : R$ 1.600,00

NOTAS

. Não gozou Férias referente ao Período Aquisitivo 2005/2006 e teve no respectivo PA 10 faltas
injustificadas
. Em 10/02/07 é a data de sua correção salarial, conforme sindicato de classe
. Considerar 3 (três) dependentes para fins de IRF.

5 – Causa do Afastamento : Dispensa Sem Justa Causa


Data da Admissão : 10/10/04
Data do Afastamento : 15/01/07
Salário : R$ 2.400,00

NOTAS : Cumpriu Aviso Prévio Trabalhando até 15/01/07 e nunca gozou férias, contudo no
primeiro PA, ficou afastado 7 (sete) meses pela Previdência Social e retornou a empresa em
16/10/05. Considerar 1 ( um ) dependente para fins de IRF.

101
ANEXOS

1 - Tabela de Multas Administrativas................................................................103


2 - Comunicação de Acidente de Trabalho........................................................105
3 - Tabela para cálculo da Contribuição Sindical Patronal................................106
4 - Contrato de Experiência................................................................................107
5 - Tabela de Incidências (IRRF – INSS – FGTS).............................................108
6 - Escala Anual de Férias..................................................................................109
7 - Recibo de Férias............................................................................................110
8 - Guia da Previdência Social – GPS................................................................111
9 - Demonstrativo da Guia da Previdência Social – GPS..................................112
10 - Tabela de Códigos – FPAS...........................................................................113
11 - Tabela de Contribuições para Terceiros........................................................114
12 - Documento de Arrecadação de Receitas Federais – DARF..........................115
13 - Encargos de Família – Imposto de Renda na Fonte......................................116
14 - Declaração para Autônomo...........................................................................117
15 - Controle de Pagamento a Autônomos...........................................................118
16 - Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho................................................119

102
103
104
105
106
107
A seguir apresentamos uma Tabela Prática para facilitar a verificação da incidência
ou não do INSS, FGTS e IR/Fonte sobre os rendimentos mais comumente pagos
pelas empresas aos seus empregados, seja durante a vigência ou na rescisão do
contrato de trabalho.

TABELA DE INCIDÊNCIAS

RENDIMENTOS IRF INSS FGTS


Salário – Comissões – Gratificações – Prêmios –
Gorjetas – Horas Extras – Adicionais de Insalubridade,
Periculosidade e Noturno – Salário-Maternidade –
Auxílio-Enfermidade (primeiros 15 dias) – Aviso Prévio SIM SIM SIM
Trabalhado – Décimo Terceiro Salário (2ª Parcela e na
Rescisão Contratual) – Férias Normais – Diárias para
Viagem (superiores a 50% do salário) – Quebra de Caixa
Abono Pecuniário de Férias com mais 1/3 SIM NÃO NÃO
Bolsas de Estudo Pagas a Estagiário SIM NÃO NÃO
Décimo Terceiro Salário (1ª Parcela) NÃO NÃO SIM
Décimo Terceiro Salário (Parcela de 1/12 paga na SIM NÃO SIM
Rescisão, devido ao Aviso Prévio Indenizado)
Férias Indenizadas com mais 1/3 SIM NÃO NÃO
Férias em Dobro (Parcela referente à dobra) SIM NÃO NÃO
Indenização Adicional (Lei nº 7.238/84 – Art. 9º) NÃO NÃO NÃO
Participação nos Lucros SIM NÃO NÃO
Salário Família NÃO NÃO NÃO
Vale Transporte NÃO NÃO NÃO
Uniformes e Vestimentas de Trabalho NÃO NÃO NÃO
Aviso Prévio Indenizado NÃO NÃO SIM
Indenização por Rescisão Antecipada (Art. 479 CLT) NÃO NÃO NÃO
Diárias para Viagem (até 50% do Salário) NÃO NÃO NÃO

108
109
110
111
112
Código FPAS DISCRIMINATIVO
507 INDÚSTRIA – TRANSPORTE FERROVIÁRIO e de CARRIS URBANOS (inclusive Cabos Aéreos) EMPRESA
METROVIÁRIA – EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÕES – OFICINA GRÁFICA DE EMPRESA
JORNALÍSTICA – ESCRITÓRIO E DEPÓSITO DE EMPRESA INDUSTRIAL – INDÚSTRIA DA
CONSTRUÇÃO CIVIL – ARMAZÉNS-GERAIS – FRIGORÍFICO – SOCIEDADE COOPERATIVA – TOMADOR
DE SERVIÇO DE TRABALHADOR AVULSO – contribuição sobre a remuneração de trabalhador avulso vinculado
à indústria.
515 COMÉRCIO ATACADISTA – COMÉRCIA VAREJISTA – AGENTE AUTÔNOMO DO COMÉRCIO –
COMÉRCIO ARMAZENADOR – TURISMO E HOSPITALIDADE (inclusive salão de barbeiro, instituto de beleza,
empresa de compra, venda, locação e administração de imóvel, engraxate, empresa de asseio e conservação, sociedade
beneficente e religiosa, etc.) – ESTABELECIMENTO DE SERVIÇO DE SAÚDE (hospital, clínica, casa de saúde,
laboratório de pesquisas e análises clínicas, cooperativa de serviço médico, banco de sangue, estabelecimento de
ducha, massagem e fisioterapia e empresa de prótese).
COMÉRCIO TRANSPORTADOR, REVENDEDOR, RETALHISTA DE ÓLEO DIESEL, ÓLEO COMBUSTÍVEL
E QUEROSENE (exceto quanto aos empregados envolvidos diretamente na atividade de transporte – Dec. 1.092/94 –
FPAS 612) – EMPRESA E SERVIÇOS DE PROCESSAMENTO DE DADOS – ESCRITÓRIO, CONSULTÓRIO
OU LABORATÓRIO DE PROFISSIONAIS LIBERAIS CONSÓRCIO – AUTO-ESCOLA – CURSO LIVRE –
LOCAÇÕES DIVERSAS – PARTIDO POLÍTICO – EMPRESA DE TRABALHO TEMPORÁRIO – SOCIEDADE
COOPERATIVA – TOMADOR DE SERVIÇO DE TRABALHADOR AVULSO – contribuição sobre a remuneração
de trabalhador avulso vinculado ao comércio.
523 SINDICATO OU ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DE EMPREGADO, TRABALHADOR AVULSO OU
EMPREGADOR, PERTENCENTE A ATIVDADE DE OUTRORA NÃO VINCULADA AO ex-IAPC
531 INDÚSTRIA DE CANA-DE-AÇÚCAR – DE LATICÍNIO – DE BENEFICIAMENTO DE CHÁ E MATE – DA
UVA – DE EXTRAÇÃO E BENEFICIAMENTO DE FIBRAS VEGETAIS E DE DESCAROÇAMENTO DE
ALGODÃO – DE BENEFICIAMENTO DE CAFÉ E DE CEREAIS – DE EXTRAÇÃO DE MADEIRA PARA
SERRARIA, DE RESIDA, LENHA E CARVÃO VEGETAL – MATADOURO OU ABATEDOURO DE ANIMAL
DE QUALQUER ESPÉCIE E CHARQUEADA (excluídos os empregados das empresas deste código que atuem
diretamente na produção primária de origem animal e vegetal)
AGROINDÚSTRIAS DE PISCICULTURA, CARCINICULTURA, SUINOCULTURA E AVICULTURA, setor
industrial (a partir de 11/2001) – SETOR INDUSTRIAL DA AGROINDÚSTRIA que se dedique apenas ao
florestamento e reflorestamento como fonte de matéria-prima para industrialização própria mediante a utilização de
processo industrial que modifique a natureza química da madeira ou a transforme em pasta celulósica, a partir de
setembro /2003, na forma dos §§ 6º e 7º do artigo 22 da Lei nº 8.212/1991.
540 EMPRESA DE NAVEGAÇÃO MARÍTIMA, FLUVIAL OU LACUSTRE – AGÊNCIA DE NAVEGAÇÃO –
SERVIÇO PORTUÁRIO – EMPRESA DE DRAGAGEM – EMPRESA DE ADMINISTRAÇÃO E EXPLORAÇÃO
DE PORTOS – SERVIÇOS PORTUÁRIOS – ÓRGÃO DE GESTÃO DE MÃO-DE-OBRA – EMPRESA DE
CAPTURA DE PESCADO (inclusive armador de pesca em relação aos empregados envolvidos na atividade de
captura de pescado e do escritório).
558 EMPRESA AEROVIÁRIA, INCLUSIVE TÁXI AÉREO – EMPRESA DE SERVIÇO AÉREO ESPECIALIZADO –
EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÕES AERONÁUTICAS – IMPLANTAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO,
OPERAÇÃO E EXPLORAÇÃO DE INFRA-ESTRUTURA AEROPORTUÁRIA E DE SERVIÇOS AUXILIARES –
EMPRESA DE FABRICAÇÃO, REPARO E MANUTENÇÃO OU REPRESENTAÇÃO DE AERONAVE, SUAS
PEÇAS E ACESSÓRIOS – EMPRESA DE EQUIPAMENTO AERONÁUTICO.
566 EMPRESA DE COMUNICAÇÃO – EMPRESA DE PUBLICIDADE – EMPRESA JORNALÍSTICA – EMPRESA
DE DIFUSÃO CULTURAL E ARTÍSTICA – ESTABELECIMENTO DE CULTURA FÍSICA –
ESTABELECIMENTO HÍPICO – ESCRITÓRIO, CONSULTÓRIO DE PROFISSIONAL LIBERAL – SINDICATO
OU ASSOCIAÇÃO DE PROFISSIONAL, EMPREGADO OU EMPREGADOR, PERTENCENTE A ATIVIDADE
OUTRORA VINCULADA AO ex-IAPC – CONDOMÍNIO – CRECHE – CLUBES RECREATIVOS E
ASSOCIAÇÕES DESPORTIVAS – COOPERATIVA
574 ESTABELECIMENTO DE ENSINO – SOCIEDADE COOPERATIVA
582 ÓRGÃO DO PODER PÚBLICO (União, Estado, Distrito Federal e Município, inclusive suas respectivas Autarquias
e as Fundações com personalidade jurídica de direito público.) – ORGANISMO OFICIAL BRASILEIRO E
INTERNACIONAL do qual o Brasil seja membro efetivo e mantenha, no exterior, brasileiro civil que trabalha para a
união ainda que lá domiciliado e contratado – REPARTIÇÃO DIPLOMÁTICA BRASILEIRA sediada no exterior
que contrata auxiliares locais. – MISSÃO DIPLOMÁTICA OU REPARTIÇÃO CONSULAR de carreira estrangeira e
órgão a ela subordinado no Brasil, ou a membro dessa missão e repartição, observadas as exclusões legais (Decreto-
Lei nº 2.253/85), ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL – CONSELHO DE FISCALIZAÇÃO DE PROFISSÃO
REGULAMENTADA – EMPRESA QUE CONTRATA NO BRASIL BRASILEIRO PARA PRESTAR SERVIÇOS
NO EXTERIOR.
590 CARTÓRIO, oficializado ou não.
604 PRODUTOR RURAL, inclusive na atividade de criação de pescado em cativeiro, em relação a todos os seus
empregados – CONSÓRCIO SIMPLIFICADOS DE PRODUTORES RURAIS – AGROINDÚSTRIA não relacionada
no caput do artigo 2º do Decreto-Lei nº 1.146/70 (relativamente aos segurados e envolvidos no processo de produção
própria, setor rural), a partir da competência novembro/2001, exceto as sociedades cooperativas e agroindústrias de
piscicultura, carcinicultura, suinocultura e avicultura, exceto a prestação de serviços a terceiros.
604 SOCIEDADE COOPERATIVA DE PRODUÇÃO RURAL (relativamente aos segurados contratados para a colheita
(continuação) da produção de seus cooperados), a partir da competência novembro/2001 – TOMADOR DE SERVIÇO DE
TRABALHADOR AVULSO – contribuição sobre a remuneração de trabalhador avulso vinculado à área rural.

113
114
115
ENCARGOS DE FAMÍLIA – IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE

- Considerações Iniciais

Para cálculo do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre os rendimentos do trabalho assalariado, a
legislação tributária admite a dedução dos encargos de família, dentre outros valores, a saber:

- Dependentes

O contribuinte pode considerar como seus dependentes as pessoas relacionadas a seguir:


• Cônjuge ou Companheira (o).
• Filha e Filho até 21 anos ou de 21 a 24 anos cursando estabelecimento de ensino superior
ou escola técnica de 2º grau e os incapacitados física e mentalmente para o trabalho, de
qualquer idade.
• Enteada e Enteado até 21 anos, ou de qualquer idade, quando incapacitado física e
mentalmente para o trabalho.
• Menor pobre até 21 anos que o contribuinte crie e eduque e do qual tenha guarda judicial.
• Irmão, neto ou bisneto, sem arrimo dos pais, até 21 anos, ou de qualquer idade, quando
incapacitado física e mentalmente para o trabalho, desde que o contribuinte detenha a
guarda judicial.
• Pais, avós e bisavós, desde que não aufiram rendimentos tributáveis ou não, superiores ao
limite de isenção mensal.

- Filhos Nascidos no Decorrer do Mês

Uma vez comunicado e comprovado o nascimento do filho pelo contribuinte à fonte pagadora,
este faz jus à dedução relativa aos filhos nascidos no mês, mesmo que o nascimento tenha
ocorrido no último dia do mês.

- Filhos de Pais Separados

O contribuinte poderá considerar dependente, em condições normais, os filhos ou filhas que


ficaram sob sua guarda, em cumprimento de acordo ou sentença judicial.

Nesse caso, deverá oferecer à tributação, na sua Declaração de Rendimentos, a importância que
receber do ex-cônjuge a título de pensão alimentícia. O cônjuge responsável pelo pagamento da
pensão judicial poderá deduzir o valor pago a esse título e não poderá deduzir o valor
correspondente aos dependentes.

116
DECLARAÇÃO

______________________________________________________________________, situada na
__________________________________________, Nº_________, registrada no CNPJ sob o Nº.
xx.xxx.xxx/000x-00, declara que pagou ao Sr(a).
_____________________________________________, inscrito(a) no INSS sob o nº
___________________, CPF nº ___________________, pelos serviços prestados referentes
__________________________________________________, o valor de R$
__________________, que será informado na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço e Informações a Previdência Social – GFIP, bem como se compromete a reter e
recolher à Previdência Social o percentual de 11% (onze por cento) sobre o valor dos serviços aqui
declarados no montante de R$ __________________.

Rio de Janeiro, _____ de _______________ de 2006.

________________________________________
Nome da Empresa

Recebido em: ____/____/______

___________________________
Nome do Prestador de Serviços

117
CONTROLE DE PAGAMENTO A AUTÔNOMOS

MÊS/ANO___________
NOME Remuneração Valores outras INSS Retido outras INSS Retido IRRF Líquido
empresas empresas pago

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