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Revista_Imprensa_4_Dezembro_2018

Revista_Imprensa_4_Dezembro_2018

Revista_Imprensa_4_Dezembro_2018

Revista de Imprensa

1. Novas reformas perdem 26% do salário, Correio da Manhã, 04/12/2018

1

2. Professores na Rua pressionam Costa, Correio da Manhã, 04/12/2018

4

3. "Pressão", Diabo (O), 04/12/2018

7

4. Tancos - PS e CDS chamam António Costa ao inquérito parlamentar, i, 04/12/2018

8

5. Técnico: A ética e (ou) a lei, i, 04/12/2018

 

9

6. Presidente chinês tem 19 acordos na agenda, Jornal de Notícias, 04/12/2018

10

7. Portugueses pagam mais imposto em 2019, Jornal de Notícias, 04/12/2018

12

8. OCDE aconselha a poupar para a reforma, Jornal de Notícias, 04/12/2018

14

9. PS e CDS querem chamar Costa à comissão de Tancos, Jornal de Notícias, 04/12/2018

15

10. Nem todos os pensionistas vivem 19 anos. Como definir as regras?, Negócios, 04/12/2018

16

11. Ainda há esperança, Negócios, 04/12/2018

 

17

12. PSD mais perto do PS nas alterações às rendas, Negócios, 04/12/2018

18

13. Salários do Estado estagnados apesar das progressões, Negócios, 04/12/2018

20

14. Portugal tem a idade mais baixa para aceder à pensão de sobrevivência, Público, 04/12/2018

23

15. Editorial - A China sem preconceitos nem subserviência, Público, 04/12/2018

24

16. 60% em greve, Correio da Manhã, 04/12/2018

25

17. Greve na produtora da TVI afeta novelas, Correio da Manhã, 04/12/2018

26

18. Tribunais do Alentejo sem condições, Correio da Manhã, 04/12/2018

27

19. Arrogância socialista, Correio da Manhã, 04/12/2018

28

20. Ataque à ministra, Correio da Manhã, 04/12/2018

29

21. Sem sistema médicos não dão consulta, Correio da Manhã, 04/12/2018

30

22. Discurso direto - Entrevista a Fernando Curto, Correio da Manhã, 04/12/2018

31

23. Mais dois em greve de fome, Correio da Manhã, 04/12/2018

32

24. PCP ouve trabalhadores, Correio da Manhã, 04/12/2018

33

25. Há greves boas?, Diabo (O), 04/12/2018

 

34

26. Greve de estivadores provoca danos de milhões, Diabo (O), 04/12/2018

35

27. A greve judicial é lamentável mas

os

juízes têm razão, Diabo (O), 04/12/2018

36

28.

MSF apresenta insolvência e põe em causa 400 postos de trabalho, i, 04/12/2018

38

29. Espancamentos na GNR - Lei prevê prisão para superiores que não denunciem violência, i, 04/12/2018

39

30. Enfermeiros admitem prolongar greve às cirurgias para 2019, Jornal de Notícias, 04/12/2018

42

31. Estivadores acusam governo, Jornal de Notícias, 04/12/2018

43

32. Greve arranca na produtora Plural até segunda-feira, Jornal de Notícias, 04/12/2018

44

33. Bombeiros em guerra marcam greve nacional, Jornal de Notícias, 04/12/2018

45

34. Governo não deve fixar "numerus clausus" no DCIAP, Jornal de Notícias, 04/12/2018

47

35. Trabalhadores elegem Comissão, Jornal de Notícias, 04/12/2018

48

36. Procuradores recusaram promoção para evitar as ilhas, Jornal de Notícias, 04/12/2018

49

37. Dívida de Angola dita falência da MSF, Negócios, 04/12/2018

50

38. Falta de motores "come" oito dias de produção à Autoeuropa, Negócios, 04/12/2018

52

39. Greve nos tribunais do Trabalho teve adesão de 60%, Público, 04/12/2018

53

40. Fenprof acusa Governo de fazer “chantagem”, Público, 04/12/2018

54

41. Enfermeiros admitem prolongar greve nos blocos operatórios, Público, 04/12/2018

55

42. Bombeiros marcam greve de duas semanas, Público, 04/12/2018

56

43. Insolvência volta a pairar na Soares da Costa, Público, 04/12/2018

57

A1 ID: 77980128 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 6 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

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Period.: Diária

Área: 25,70 x 32,00 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 3

cm² Âmbito: Informação Geral Corte: 1 de 3 SUSTENTABILIDADEI CORTE DE 14,7% Q uem aceder à
SUSTENTABILIDADEI CORTE DE 14,7% Q uem aceder à reforma antecipada em 2019 e que aos
SUSTENTABILIDADEI CORTE DE 14,7%
Q uem aceder à reforma antecipada em
2019 e que aos 60 anos de idade não te-
PENSÕES
nha completado 40 anos de descontos vai
sofrer um corte de 14,7% na pensão, devido
ao fator de sustentabilidade. A idade legal de
EM PORTUGAL
acesso à reforma também subirá em 2019 e
2020, para os 66 anos e cinco meses.
RELATÓRIO DA OCDE
Futuros pensionistas só
recebem 74% do salário
PORTUGAL O Trabalhadores com ordenado de 925 euros por mês perdem logo 241 euros quando passarem á reforma
PÓDIO O Holanda é o país com um sistema de descontos mais eficiente: pensionistas vão ganhar quase 97% do antigo salário
BEATRIZ FERREIRA
Q
uem entrou no mercado
de trabalho nacional em
2016 tem uma certeza
quando se reformar: perderá
logo 26% do seu último salário.
Segundo um relatório da OCDE,
ontem publicado, que analisa a
eficiência dos sistemas de pen -
sões em 41 países, no regime
português a taxa de substituição
do salário pela reforma fica - se
nos 74%.
Na prática, significa que um
trabalhador que aufere 925 eu -
ros por mès (o salário médio no
País, em 2016, ano que é toma -
clo corno referência pela
OCDE), perderá logo 241 euros
quando passar à condição de
reformado ( receberá urna pen-
são de 684,5 euros).
OCDEAVALIOU EFICIÊNCIA
DOS VÁRIOS SISTEMAS DE
DESCONTOS EM 41 PAÍSES
EM 100 EUROS DE SALÁRIO,
PENSIONISTAS RECEBEM
74 EUROS DE REFORMA
Quem entrou recentemente no mercado de trabalho vai confrontar-se, no final da vida profissional, com uma pensão muito inferior face ao último salário
A taxa de substituição é usada
para determinar a capacidade
de um sistema previdencial,
como o da Segurança Social, em
usar as contribuições dos traba-
lhadores para pagar pensões.
No caso português essa taxa faz
com que, por cada 100 euros de
salário, 74 euros sejam conver -
tidos em pensão de reforma.
Dois anos antes, em 2014, a
taxa de substituição, em termos
brutos, era de 73,8%, mas, em
termos líquidos, atingia 89,5'5`,,.
Entre Os 41 países analisados, a
Holanda é o que, segundo este
indicador, tem um sistema pre -
videncial mais eficiente: os re -
formados vão receber de pen-
são cerca de 96,9% cio último
salário. No extremo oposto está
o México, onde esse valor desce
para 26,4%. Os dados referem --
-se a funcionários que recebem
osalário médio e têm uma car-
reira completa, ou seja, traba-
lharam até à idade legal cla re-
forma cios respetivos países. o
Descontos para a
Segurança Social
vão aumentar 5,8%
NOTICIA EXCLUSIVA
DA EDIÇÃO EM PAPEI
C~OfiRE110
avr
Descontos para a Segurança Social devem chegar aos 17,7 mil milhões de ouros
13 O Orçamento do Estado
para o próximo ano prevê um
aumento de receita com as
contribuições para a Segu-
rança Social na ordernklos'
5,8%, passando de 16,7 mil
milhões de euros, em 2018,
para 17,7 mil milhões de eu-
ros, em 2019. o
ID: 77980128 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 7 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária Área:

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04-12-2018
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Área: 25,70 x 32,00 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 2 de 3

cm² Âmbito: Informação Geral Corte: 2 de 3 ALERTA I DIVERSIFICAR RENDIMENTO PAÍS1IDADE PESSOAL DA
ALERTA I DIVERSIFICAR RENDIMENTO PAÍS1IDADE PESSOAL DA REFORMA A OCRE, chefiada por Angel Gurría, reconhece
ALERTA I DIVERSIFICAR RENDIMENTO
PAÍS1IDADE PESSOAL DA REFORMA
A OCRE, chefiada por Angel Gurría, reconhece
que as alterações feitas pelos governos para
garantir a sustentabilidade dos sistemas de pen-
sões tiveram efeitos positivos. Ainda assim, "enco-
raja os países a diversificar as fontes de rendimen-
to dos reformados", misturando o rendimento das
pensões com rendimentos complementares.
PENSÃO1LIMITE DE 35 ANOS
O LIMITE MÍNIMO DE IDADE
PARA A ATRIBUIÇÃO DA
PENSÃO DE SOBREVIVÊNCIA EM
PORTUGAL É DE 35 ANOS, O
VALOR MAIS BAIXO ENTRE
TODOS OS PAÍSES DA OCDE.
11 a última reunião da concertação social, o mi-
n
nistro do Trabalho, Vieira da Silva, anunciou
aos parceiros sociais a criação de uma idade pes-
soal de acesso à pensão. Até agora, era possível
recuar na idade de reforma, sem cortes, quatro
meses por cada ano de carreira acima dos 40 anos
e
até ao limite de 65 anos. Este máximo vai acabar.
menos31% Mulheresganham
que os homens
Portugal gasta mais comviuvez
DESPESA COM PENSÕES
DE SOBREVIVÊNCIA
POR % DO PIB EM 2017
131 Portugal é um dos Países da
OCDE que mais gasta com pen-
A pensão
de viuvez
I3As mulheres reformadas
em Portugal recebiam, em
média, em 2015, menos 31%
de pensão em relação aos ho-
mens aposentados, segundo o
relatório `Pensions Outlook
2018' da OCDE. Oito anos an-
tes, em 2007, a diferença re-
muneratória chegava aos
34%,. As percentagens são su-
periores à média dos países da
OCDE. Segundo os dados da
organização, as mulheres au-
feriam, em média, menos
24% de pensão em 2015 e me-
nos 27% em 2007. •
Itália
Espanha
PORTUGAL
cria, segun-
do os técni-
cos da
OCDE, desi-
gualdades
face a ou-
tros "indiví-
duos com
situação se-
melhante de
pobreza"
França
Média OCDE
sões de sobrevivência. Em
2017, a despesa com estas pen-
sões destinadas a situações de
viuvez chegou a 1,9% do PIB.
Na média cia OCDE, o valor fi-
cou em l'Vo.
As pensões de sobrevivência
são atribuídas a familiares de
beneficiários falecidos para
compensar a perda de rendi-
mentos de trabalho. No relató-
rio Tensions Outlook 2018', a
OCDE questiona se estes apoios
ainda são necessários.
"Não há urna justificação ób-
via para o facto de os viúvos te-
rem direito a apoios na velhice
mais elevados do que outros in-
divíduos na situação semelhan-
te de pobreza", defendem os
autores. Mais de 80% (81,98%)
dos beneficiários de pensões de
sobrevivência em Portugal são
mulheres. Em média, a pensão
atribuída às famílias equivale a
60% do valor da pensão social,
ou seja, 124,21 euros. •
Nos paí-
NovaZelândia
r'4,
ses da
OCDE, os
homens re-
cebem, em •
média,
pensões
24% mais
elevadas
face às das
mulheres
TAXA DE SUBSTITUIÇÃO
DO SALÁRIO EM PENSÃO
EM TERMOS BRUTOS (2016)
Holanda f01('
PORTUGAL
74,0
Espanha
ESPERANÇA MÉDIA DE
VIDA CONTINUA A SUBIR
12,3
França
G A esperança média de
vida das mulheres subiu de
69 anospara os 82 entre
Polónia
1960
e 2015, devendo atingir
os 88 anos em meio século.
Já os homens podiam espe-
rar viver até aos 62 anos em
México 26,4
1960
e até aos 76 em 2015. •
E:3 Fonte Pensans Outlock 2018, CCOE
Pensões de velhice
custam 8% do PIB
Peso das nansõas nn PIR anmnntnn
e A despesa com as pensões
de sobrevivência "não tem
acompanhado a despesa
com as pensões de velhice,
que aumentou considera-
velmente de 5,5% do Produ-
to Interno Bruto (P113) em
1990, para 8% do PIB em
2017" nos países da OCDE,
concluiu a instituição. •
ID: 77980128 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 1 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária Área:

ID: 77980128

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Área: 20,92 x 13,37 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 3 de 3

cm² Âmbito: Informação Geral Corte: 3 de 3 TERÇA-FEIRA 04/12/2018 1DIÁR101 E 1(C/IVÁ) CARREIRAS
TERÇA-FEIRA 04/12/2018 1DIÁR101 E 1(C/IVÁ) CARREIRAS www.cmjorral.pt DEFESA PROFESSORES NA RUA PRESSIONAM COSTA
TERÇA-FEIRA 04/12/2018 1DIÁR101 E 1(C/IVÁ)
CARREIRAS
www.cmjorral.pt
DEFESA
PROFESSORES
NA RUA
PRESSIONAM
COSTA
REIO
6830
da manhã
PROMOÇÕES
NAS FORÇAS
ARMADAS
DIRETOR-GERALEDITORIAL: OCTAIVIORIBEIRO
DIR.-GERALEDITORIAL-ADI:ARMANDO ESTEVES PEREIRA
P.8 E9
DIRETOR-EXECUTIVO: CARLOS RODRIGUES DIR.-ADJUNTOS:JOSE CARLOS CASTRO E PAULO JOAO SANTOS
P.26
VIDAS P.41 A 45
PERDEM2G% NOVASREFORMA
DOSALIIII O
Moda
SILHUETAS
DE SONHO
MOSTRAM
VERÃO
DE 2019
ESTRELAS
‘DESFILAM
REVELA
EM NOVA
1. IORQUE
RELATÓRIO
DA OCDE
O TRABALHADOR
IGLESIAS
com vencimento médio
perde 241 euros por mês
VAI RECONHECER
PORTUGAL é um dos
que mais pagam pensões
de sobrevivência P.6 E 7
FILHO PORTUGUES
JAVIER
HABILITA-SE
A HERANÇA
DE MILHÕES
°Vieirkzjik
ENTREVISTA P.34
opôs em causa atividade de assessor"
JESUS
E-TOUPEIRA
DIZ PROCURADOR QUE QUER BENFICA EM JULGAMENTO P.13
RIO AVE 1 13 SPORTING
"EU MANDADO NÃO TINHA
PESEIRO EMBORA"
ABATIDO A PORTA DE BAR P.12
Pais pedem 182 mil
ao homicida do filho
PSP PÕE FIM A PASSEIO P.10
Empresário apanhado
em Lamborghini ilegal
TERRAMOTO P.24 E 25
Extrema-direita abala
política espanhola
I SÓ SABE VENCER doi
rnnara
TREINADOR GANHA
8 MILHÕES LÍQUIDOS
NA ARÁBIA
LIA
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FERNANDES, DOST
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A DOIS PONTOS
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PASSEIO MARÍTIMO DE ALGES
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M16
A4 ID: 77980147 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 8 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

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Área: 25,70 x 32,00 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 3

cm² Âmbito: Informação Geral Corte: 1 de 3 DECRETO-LEI CRÍTIC FENPROFI MILHARES DE POSTAIS Fenprof
DECRETO-LEI CRÍTIC FENPROFI MILHARES DE POSTAIS Fenprof entregará ao Governo, na guin- á% ta-feira, milhares
DECRETO-LEI
CRÍTIC
FENPROFI MILHARES DE POSTAIS
Fenprof entregará ao Governo, na guin-
á% ta-feira, milhares de postais de apoio à
luta dos professores recolhidos junto da po-
pulação. Os postais serão entregues no âm-
bito do protesto com concentração em fren-
te à Basílica da Estrela (Lisboa), com poste-
rior marcha para o Conselho de Ministros.
ENSINO
PORMENORES
Madeira já decidiu
O Governo Regional da Madeira,
com o acordo do PS, decidiu re-
cuperar todo o tempo de servi-
ço prestado pelos docentes nos
períodos de congelamento.
Açores prepara medida
O presidente do Governo dos
Açores, Vasco Cordeiro, anun-
ciou a abertura de negociações
com os sindicatos dos docentes
para a recuperação integral,
de
forma faseada, em seis anos,
do
tempo congelado.
FNE pede respeito
pelo Parlamento
Professores na rua
por tempo de servi
El A dirigente da Federação
Nacional de Educação, Lucin-
da Dâmaso, reclama do Go-
verno "respeito pela Assem-
bleia da República que votou
definindo com clareza que
o Governo tem de negociar
o prazo e o modo da recupe-
ração integral do tempo". e
PARLAMENTO G, Apreciação dos deputados viabiliza progressão das carreiras segundo modelo
adotado na Madeira PROTESTO O Marcado para quinta—feira quando Governo aprovar decreto—lei
JOÃOSARAMAGO
O s professores voltam à rua
na próxima quinta -feira
EXEMPLOS DE SITUAÇÕES DE CARREIRA
para contestarem em
frente à Presidência do Conse -
lho de Ministros a solução cio
Governo para a contagem de
tempo de serviço para efeitos de
progressão na carreira. Em
Conselho de Ministros deverá
ser reapreciado o decreto-lei
que prevê o tempo de serviço de
dois anos, nove meses e 18 dias.
Tempo insuficiente para os sin -
dicatos, que reclamam nove
anos, quatro meses e dois dias.
Aprovado o diploma, que re-
cebeu os pareceres negativos
dos parlamentos da Madeira e
dos Açores, cabe ao Presidente
cia República promulga- lo ou
não. "Se o Presidente não pro-
mulgar, o documento é devol-
vido ao Governo que terá de
reiniciar as negociações com os
parceiros sociais", explicou a
deputada do CDS-PP Ana Rita
Bessa. Caso Marcelo promul-
gue, o BE e o PCP manifesta-
ram já a intenção de chamar o
diploma ao Parlamento para
apreciação. A deputada do PCP,
Ana Mesquita, explicou ao CM
que a proposta de alteração dos
comunistas será "no sentido de
ser aprovado o que já foi decidi-
do na Madeira, de recuperar
todo o tempo", ou seja, Os nove
anos, quatro meses e dois dias.
Ana Mesquita acusa o Governo
de "má fé se alegar falta de ca-
pacidade financeira com recur-
so à lei-travão". "Ha a reserva
orçamental para cumprir o que
está inscrito no Orçamento e
que será pago faseado", disse.
TEMPO DE SERVIÇO
(ANOS EM 2017)
ESCALÃO
PERDA
E SALÁRIO*
ESCALÃO EM QUE DEVERIA
ESTAR E SALÁRIO*
MENSAL
rt
10
1Q
1518,63
--+ 30 1864,19
e
r 345,56 C '
16
1Q 1518,63 e
—4 50 2137,00 €
618,37 C
20
2Q 1709,60 € --+ 6Q 2227,93
27
4Q 1982,40 € —4 8Q 2718,99 €
30
50 2137,00 C --+ 9Q 3091,82 C
518,33 €
736,59 €
954,82 €
<1,4
35
8Q 2718,99
10Q 3364,60 €
645,61
*Valores
Nota: Todos os professores que Ingressaram na carreira desde 2013 estão retidos
no 1Q escalão, pelo que as perdas são contadas a partir do salario de 1518,63 euros
brutos
FOMFE,P,prof
ID: 77980147 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 9 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária Área:

ID: 77980147

04-12-2018
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Meio: Imprensa

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País: Portugal

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Period.: Diária

Área: 25,70 x 15,05 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 2 de 3

cm² Âmbito: Informação Geral Corte: 2 de 3 ANAMESQUITA1"NÃO HÁ VOLTA A DAR"
ANAMESQUITA1"NÃO HÁ VOLTA A DAR" ANARITABESSA1"DECISÃO EM 15 DIAS" A deputada comunista Ana Mesquita
ANAMESQUITA1"NÃO HÁ VOLTA A DAR"
ANARITABESSA1"DECISÃO EM 15 DIAS"
A deputada comunista Ana Mesquita referiu
CUST01635 MILHÕES DE C
A RECUPERAÇÃO DO TEMPO
CONGELADO ESTIMADA PELO
GOVERNO CUSTA 180 MILHÕES
DE EUROS. A DEFENDIDA PELOS
SINDICATOS REPRESENTA
635 MILHÕES.
A deputada do CDS-PP, Ana Rita Bessa, avan-
que "não é admissível e é falso que um
membro do Governo - que recusa revelar
a identidade - diga que o Parlamento rejeitou
em votação a contagem do tempo de serviço
dos professores na totalidade. Não há volta a
dar, foi votada a contagem integral do tempo".
çou que "o Parlamento criou condições para
que o Governo possa negociar com os parceiros
sociais de uma forma célere. O Governo tem instru-
mentos para negociar uma decisão. Em 15 dias
pôde fazê-lo. É responsabilidade do Governo defi-
nir e fazer essa negociação".
Emails para António
Costa negociar
"Chantagem do 'ou isto
ou nada' não é nova"
13 A Fenprof divulgou
aos professores o endereço
eletrónico oficial do Gabi-
nete do primeiro-minis-
tro, António Costa, para
O secretário-geral da Fede-
ração Nacional dos Professores
(Fenprof), Mário Nogueira, dis •
se ontem ao CM que "a chanta •
gem do 'ou isto ou nada' prove-
niente de fontes anónimas do
Governo não é
-
verno, os professores fiquem
o envio de emails em que
reclamam negociações. o
sem qualquer acréscimo no sa
lário da progressão na carreira.
"O pagamento será faseado é no
próximo ano estimamos que
seja inferior a 40 milhões de eu-
s , Numa
Carreira congelada
mais de nove anos
nova". O
diri
gente tem
brou que "o
VERBAINFERIOR
A 40 MILHÕES DE EUROS
NÃOPERMITELEI-TRAVÃO
verba desta
dimensão,
não pode ser
El As carreiras dos profes-
sores estiveram congela-
das de 30 de agosto de 2005
a 31 de dezembro de 2007,
e de 1 de janeiro de 2011 a 31
de dezembro de 2017.
Mário Nogueira lembrou que também o ministro da Educação, Tiago Brandão
Rodrigues, já tinha adotado a chantagem do 'ou isto ou nada'
ministro cia
Educação, Tiago Brandão Ro-
drigues, em junho passado,
chegou a levar essa chantagem
para a mesa das negociações".
Mário Nogueira rejeita que, in •
viabilizado o decreto-lei do Go-
aplicada a lei-
-travão", defendeu Mário No-
gueira, que lamentou que o pri •
melro- ministro, António Cos
ta, tenha afirmado "que não
voltaria a negociar essa matéria
cc.)m Os professores". 9
ID: 77980147 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 1 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária Área:

ID: 77980147

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Meio: Imprensa

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País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Diária

Área: 7,82 x 5,82 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 3 de 3

5,82 cm² Âmbito: Informação Geral Corte: 3 de 3 TERÇA-FEIRA 04/12/2018 1DIÁR101 E 1(C/IVÁ) CARREIRAS
TERÇA-FEIRA 04/12/2018 1DIÁR101 E 1(C/IVÁ) CARREIRAS www.cmjorral.pt DEFESA PROFESSORES NA RUA PRESSIONAM COSTA
TERÇA-FEIRA 04/12/2018 1DIÁR101 E 1(C/IVÁ)
CARREIRAS
www.cmjorral.pt
DEFESA
PROFESSORES
NA RUA
PRESSIONAM
COSTA
REIO
6830
da manhã
PROMOÇÕES
NAS FORÇAS
ARMADAS
DIRETOR-GERALEDITORIAL: OCTAIVIORIBEIRO
DIR.-GERALEDITORIAL-ADI:ARMANDO ESTEVES PEREIRA
P.8 E9
DIRETOR-EXECUTIVO: CARLOS RODRIGUES DIR.-ADJUNTOS:JOSE CARLOS CASTRO E PAULO JOAO SANTOS
P.26
VIDAS P.41 A 45
PERDEM2G% NOVASREFORMA
DOSALIIII O
Moda
SILHUETAS
DE SONHO
MOSTRAM
VERÃO
DE 2019
ESTRELAS
‘DESFILAM
REVELA
EM NOVA
1. IORQUE
RELATÓRIO
DA OCDE
O TRABALHADOR
IGLESIAS
com vencimento médio
perde 241 euros por mês
VAI RECONHECER
PORTUGAL é um dos
que mais pagam pensões
de sobrevivência P.6 E 7
FILHO PORTUGUES
JAVIER
HABILITA-SE
A HERANÇA
DE MILHÕES
°Vieirkzjik
ENTREVISTA P.34
opôs em causa atividade de assessor"
JESUS
E-TOUPEIRA
DIZ PROCURADOR QUE QUER BENFICA EM JULGAMENTO P.13
RIO AVE 1 13 SPORTING
"EU MANDADO NÃO TINHA
PESEIRO EMBORA"
ABATIDO A PORTA DE BAR P.12
Pais pedem 182 mil
ao homicida do filho
PSP PÕE FIM A PASSEIO P.10
Empresário apanhado
em Lamborghini ilegal
TERRAMOTO P.24 E 25
Extrema-direita abala
política espanhola
I SÓ SABE VENCER doi
rnnara
TREINADOR GANHA
8 MILHÕES LÍQUIDOS
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M16
A7 ID: 77981035 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 24 País: Portugal Cores: Cor Period.: Semanal

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Área: 4,73 x 10,47 cm²

Âmbito: Outros Assuntos

Corte: 1 de 1

•"Pressão" Subitamente, nas últimas horas de debate do Orçamento no Par- lamento, deputados do PCP
•"Pressão"
Subitamente, nas últimas horas
de debate do Orçamento no Par-
lamento, deputados do PCP e do BE
impuseram à Comissão de Saúde
a inclusão de três novas vacinas
específicas no programa nacional
de vacinação: uma rotavírus, outra
para a meningite B e uma última de
HPV para os rapazes. A directora-
-geral da Saúde de nada sabia; e a
própria ministra confessou-se "sur-
preendidá' com o estranho afã dos
deputados de esquerda. O "misté-
rio" ficou mais esclarecido quando
a ex-ministra da Saúde, Ana Jorge,
veio a público explicar que não é
raro sentir-se uma "pressão clara da
indústria farmacêutica" no sentido
de impor esta ou aquela vacina no
programa nacional, perguntando:
"Se vamos deixar que as decisões
técnicas na saúde sejam tomadas
do ponto de vista político, onde é
que vamos chegar?" Boa pergunta.
técnicas na saúde sejam tomadas do ponto de vista político, onde é que vamos chegar?" Boa
A8 ID: 77980061 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 8 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

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Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

cm² Âmbito: Informação Geral Corte: 1 de 1 PS foi o primeiro partido a formalizar pedido
PS foi o primeiro partido a formalizar pedido para ouvir o primeiro-ministro KW) orR.Ão Tancos.
PS foi o primeiro partido
a formalizar pedido para
ouvir o primeiro-ministro
KW) orR.Ão
Tancos. PS e CDS
chamam António Costa
ao inquérito parlamentar
Lucília Gago, também serão cha-
madas ao inquérito, tal como os
responsáveis máximos dos ser-
viços de informação e a Secre-
tária-Geral do Sistema de Segu-
rança Interna, Helena Fazenda.
Os deputados do PSD pediram
ainda uma visita a Tancos, "com
vista a ter contacto presencial
com o local onde terá ocorrido
o furto do material de guerra".
O PCP foi o partido que apre-
sentou menos personalidades.
Ao todo são três: tenente-general
do Exército (Reserva) - AntóFa-
ria de Menezes ,ex-Comandante
da Logística, tenente-general do
Exército (Reserva), Antunes Cal-
çada (ex-Comandante do Pessoal)
e
o capitão da Força Aérea, João
Socialistas querem primeiro-ministro a depor por escrito. Tanto Azeredo
Lopes como Aguiar-Branco serão ouvidos. Suspeito do roubo na lista
Bengalinha (oficial-investigador
na PJM). A razão é simples. Os
demais partidos apresentaram
nomes de personalidades a ouvir,
em sede de inquérito, que os comu-
nistas também pretendem cha-
mar e que se cruzam nas listas
dos vários partidos.
Os bloquistas são os únicos a
incluir as três associações sócio-
profissionais de militares com
um objetivo: obter um diagnós-
tico dos seus representantes
CRISTINA RITA
sobre este caso.
cristina.rita@ionline.pt
Já o CDS é omisso sobre o cená-
rio de Costa responder por escri-
to, convergindo apenas num pon-
O CDS acrescenta ainda dois
O primeiro-ministro vai depor
nomes: o ex-assessor militar no
gabinete do primeiro-ministro,
por escrito na comissão de inqué-
rito parlamentar sobre o furto
to: o primeiro-ministro deverá
ser ouvido em último lugar, num
rol de quarenta e cinco nomes.
de material de guerra em Tan-
cos. O pedido consta da lista de
audições dos socialistas, mas
também do CDS, o primeiro a
anunciar que pretendia ouvir
António Costa sobre tudo o que
sabe deste caso, do furto à recu-
peração de material de guerra.
Os socialistas anteciparam-se
Na lista de audições entregues
no parlamento, tanto o PS, como
o Bloco de Esquerda incluíram
responsáveis políticos do ante-
rior executivo, designadamen-
te o anterior ministro da Defe-
sa, Aguiar-Branco.
Os socialistas solicitaram ain-
da audições dos atuais e ante-
vice-almirante Monteiro Mon-
tenegro, e o atual, major-gene-
ral Tiago Vasconcelos.
O inquérito decorre em para-
CDS inclui
assessores militares
de António Costa
para recolher os
seus testemunhos
lelo com a investigação ao caso,
razão pela qual amanhã, os depu-
tados da comissão de Defesa
decidirão o destino da documen-
ao CDS na divulgação do pedi-
do, e insistem que Costa deve
falar por escrito, uma prerroga-
tiva que a lei prevê para chefes
riores Chefe de Estado-Maior
General das Forças Armadas, e
do Chefe de Estado-Maior do
Exército, além de comandantes
tação enviada ao Parlamento
pela procuradoria-geral da Repú-
blica (PGR): se transita para o
inquérito ou regressa à origem,
o Ministério Público.
A PGR disse ao i que as inves-
tigações ainda decorrem, exis-
de governo e, em último lugar,
Sociais-democratas
querem ir ao paiol
onde o furto
aconteceu, em
junho de 2017
tem dez arguidos constituídos
segundo a ordem cronológica
distribuída aos jornalistas.
de Logística, de Forças Terres-
tres e responsáveis do paiol de
Tancos desde 2014.
No cruzamento de lista de per-
sonalidades a ouvir, o general
Rovisco Duarte, ex-chefe do Esta-
do-Maior do Exército, e os res-
ponsáveis da Polícia Judiciária
Militar, mas também o princi-
pal suspeito do furto das armas,
oex-fuzileiro João Paulino, estão
incluídos. Mais, todos os dez
arguidos da operação Húbris,
deverão ser chamados à Assem-
bleia da República.
O PSD quer ainda ouvir três
ministros no ativo: João Gomes
Cravinho, da Defesa, Francisca
Van Dunem, da Justiça, Eduar-
do Cabrita, do Ministério da
Administração Interna, além do
ex-ministro da Defesa, Azeredo
Lopes. A anterior procuradora-
geral da República, Joana Mar-
ques Vidal, e a sua sucessora,
os processos sobre o caso "foram
apensados", ou seja juntos.
e
A9 ID: 77980165 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 35 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

A9

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Área: 22,60 x 28,98 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

cm² Âmbito: Informação Geral Corte: 1 de 1 TÉCNICO A ética e (ou) a lei Se
TÉCNICO A ética e (ou) a lei Se a lei dá respostas ínvias às questões
TÉCNICO
A ética e (ou) a lei
Se a lei dá respostas ínvias às questões da garantia
de segurança sísmica das edificações, resta-nos que
os donos de obra e os técnicos competentes a respeitem
na letra, mas não no espírito (Mollis lex sed lex),
exigindo mais do que a sua não diminuição
Portugal é, fruto da inadequada segu-
Este Orçamento "navega à Costa"!
rança de muitas edificações, o resul-
tado da inevitável ocorrência de um
sismo intenso. Não sendo a única, nem
Eis chegado o Orçamento Geral do
Estado para 2019!
a mais percetível para a população, é
aquela que particularizarei, pelas suas
João Azevedo
consequências potencialmente eleva-
díssimas em termos de fatalidades e
impacto social e económico.
No que considero ser um atropelo dos
Duas abordagens podem ser feitas a pro-
pósito de qualquer uma das várias tra-
gédias com que a sociedade portuguesa
se tem confrontado ou está em risco de
se confrontar.
Uma, examinando as ocorrências do
ponto de vista legal, escrutinando se as
leis aplicáveis foram (ou são) ou não cum-
pridas e por quem.
Outra, tentando compreender a razão
do sucedido, analisando a sua (in)evita-
bilidade e refletindo sobre as formas de
eliminar ou minimizar riscos em ocor-
rências futuras.
Se da primeira se pode dizer que, mui-
tas vezes, existe o único intuito de encon-
trar um culpado ou um bode expiatório
do sucedido, relativamente à segunda é
palpável que há algum sentimento de
descrença na sua eficácia, até porque
normalmente lhe é questionado o sen-
tido de oportunidade e lhe falta relevân-
cia mediática.
Por outro lado, analisamos, e bem, se
direitos e deveres constitucionais, o decre-
to-lei n.° 53/2014, no seu artigo 9.°, espe-
cifica que "As intervenções em edifícios
existentes não podem diminuir as con-
dições de segurança e salubridade da
edificação nem a segurança estrutural
Apresentado em 16/10/2018, foi agora
aprovado em sede de votação final
global, sem qualquer surpresa, pelos
partidos que sustentam na A. R. este
governo minoritário.
Diga-se desde já que todo o debate
durante este período de tempo foi pouco
dignificaste para a democracia
portuguesa, cheio de faits divers, uns
hilariantes, outros deprimentes. Diria
mesmo que foi tourada a mais e que,
qual cereja em cima do bolo, ela
e sísmica do edificio".
culminou em linguagem ameaçadora
de taberna pela boca de Catarina
os Orçamentos do Estado de 1999 e de
2009 (quem não se lembra aqui da
descida do IVA e do aumento de 2,9%
para a função pública?!). Só que, no
primeiro caso, dois anos volvidos veio o
pântano e, no segundo caso, também
dois anos volvidos, veio a troika!
Acresce que este Orçamento não é de
todo uma previsão (de despesa e de
receita que devem ser executadas em
2019), mas sim uma completa ficção, à
semelhança dos três últimos
Orçamentos, porque assenta em
cativações (ou seja, a dotação
orçamental está prevista, mas pode não
O legislador não se preocupou com as
condições de segurança nem com a sua
ausência, mas apenas com a sua poten-
cial diminuição. Admite-se, legalmente,
Martins que, dirigindo-se a António
Costa, disse: "Sr. primeiro-ministro, não
pense que se vê livre de nós!"
a falta de segurança, impedindo-se ape-
Mas vamos à substância da coisa
Se a
nas a sua redução.
No que também considero ser um
atropelo dos direitos e deveres dos
cidadãos, a administração pública está,
na maioria das situações, legalmente
dispensada, senão impedida (n.°s 9 e
10 do artigo 13.° do decreto-lei 136/2014),
da vistoria, certificação, aprovação ou
parecer relativamente à conformida-
de dos projetos de edificações ou da
sua execução, bastando a "emissão de
termo de responsabilidade por técni-
co legalmente habilitado para esse
a falta de cumprimento da legislação
está ou não relacionada com os inci-
dentes, mas raramente nos questiona-
mos sobre a relevância da ausência de
fiscalização desse incumprimento e,
porque tal não deve de todo acontecer,
se as próprias leis aplicáveis foram, ou
serão, um fator relevante para a ocor-
rência da tragédia.
A Constituição Portuguesa afirma, no
n.° 1 do artigo 27.° (Direito à liberdade e
efeito", ou seja, o autor do próprio pro-
jeto ou da sua execução.
Em termos legais, importa questionar
quem será responsabilizado, na próxi-
ma tragédia:
proposta de Orçamento ab ínitio era já
um documento previsional de difícil
execução, depois das aturadas
discussões e votações na especialidade,
com as jogadas "geringonceiras" de
satisfazer tudo e todos, acrescentando
mais despesa, torna-se ainda de mais
dificil execução. Certo que a conjuntura
internacional é favorável, certo que o
primeiro-ministro é excecionalmente
otimista, certo que se contenta com
poucochinho ( veja-se a dose de
contentamento com o crescimento do
PIB na casa dos 2%, quando os nossos
parceiros europeus crescem muito mais
que nós, nas mesmas condições, e
quando nos últimos três anos fomos
ultrapassados por mais três países:
ser utilizada se o boss, leia-se presidente
do Eurogrupo, Mário Centeno, não
deixar), com os resultados brilhantes
que se conhecem: a rutura dos serviços
públicos, com os hospitais com despesa
suborçamentada, sem investimento nas
infraestruturas e equipamentos
hospitalares e a inerente queda da
qualidade dos serviços de saúde
prestados aos cidadãos e longas listas de
espera; com os transportes públicos
cada vez mais degradados e a supressão
de horários; com as escolas sob alçada
do Estado sem funcionários; e com um
investimento público que envergonha a
época pré-25 de Abril!
Dir-me-ão, mas o sr. primeiro-ministro
ainda agora, no debate final do
Orçamento do Estado, anunciou mais
500 milhões de euros para a saúde.
Pois
mas é necessário saber se vão ser
- pela falta de exigência legal de segu-
rança sísmica em edificações pretensa-
mente reabilitadas;
Estónia, Lituânia e Eslováquia), mas
basta um pequeno espirro nesta
conjuntura para que as nossas contas
- pela ausência de fiscalização e garan-
nacionais se desmoronem como um
tia de segurança dos projetos de novas
edificações ou de reabilitação das exis-
à segurança), que "Todos têm direito à
efetivamente usados ou antes cativados!
É que António Costa disse, e não
desmentiu, antes repetiu, que, cito, "um
Orçamento sem cativações é como um
carro sem travões".
Por tudo o que aqui vai dito, creio que é
mais certo dizer-se que com estas
cativações não há travões para a
degradação dos serviços c do
liberdade e à segurança", e no n.° 1 do
artigo 60.° (Direitos dos consumidores),
que "Os consumidores têm direito à qua-
lidade dos bens e serviços consumidos,
tentes, bem como da sua execução.
Se a lei dá respostas ínvias às questões
da garantia de segurança sísmica das
edificações, resta-nos que os donos de
obra e os técnicos competentes a respei-
baralho de cartas. É que o preço do
crude não vai ser sempre este, o preço
do dinheiro também não vai ser sempre
este, as taxas de juro tendem a subir e o
Brexit terá consequências que, à data,
são inimagináveis.
Aconselhar-se-ia, pois, alguma
à formação e à informação, à proteção
da saúde, da segurança e dos seus inte-
resses económicos, bem como à repara-
ção de danos".
Estes preceitos constitucionais susten-
tam "a expetativa de que a administração
pública garanta a segurança dos cidadãos".
Uma das tragédias anunciadas em
tem na letra, mas não no espírito (Monis
lex sed lex), exigindo mais do que a sua
não diminuição.
Resta-nos que os técnicos competen-
tes coloquem o seu dever ético acima do
mero cumprimento da lei.
prudência! Mas não
2019 está aí, há
investimento públicos.
Termino com uma análise óbvia este
Orçamento Geral do Estado é
manifestamente eleitoralista, sem visão
estratégica para o futuro do país, é de
curto prazo e para satisfação de
clientelas e corporações.
Não pensa no país nem nos
portugueses. Pensa apenas na
sobrevivência desta maioria c, como tal,
"navega à Costa".
Professor no Instituto Superior Técnico
três atos eleitorais e há que satisfazer a
qualquer preço os nichos de eleitorado
que podem conduzir a resultados mais
favoráveis à atual maioria. Este é, pois,
clara e inequivocamente, uni
Orçamento eleitoralista que, conforme
vários analistas já referiram, relembra
Presidente da Cánzara de Espinho
A10 ID: 77980203 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 8 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

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Área: 17,70 x 30,00 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 2

cm² Âmbito: Informação Geral Corte: 1 de 2 Empresas aceleram acordos com a China Xi Jinping
Empresas aceleram acordos com a China Xi Jinping chega hoje a Portugal para visita de
Empresas aceleram
acordos com a China
Xi Jinping chega hoje a Portugal para visita de dois dias. REN e Altice
aproveitam a ocasião para reforçar acordos com parceiros chineses
Xi Jinping, presidente chinês, chega hoje a Portugal, onde deverá fechar 19 acordos
Bárbara Silva
e Maria Caetano
continuar a colaborar na
área científica, ao nível da
incorporação de energia re-
nováveis", revelou Rodrigo
Costa, presidente da REN,
no seminário "Road to Chi-
na", promovido ontem pelo
grupo Global Media.
Em 2012, a entrada da es-
tatal chinesa, que detém
hoje 25% da REN, incluiu o
estabelecimento de um cen-
tro de desenvolvimento
conjunto de tecnologia, o
centro Nester. O novo acor-
do deverá reforçar a aposta
conjunta em investigação e
desenvolvimento com no-
vos projetos para áreas,
como a integração de reno-
váveis, microgeração e cola-
boração técnica, tendo em
vista a possibilidade de cons-
trução de uma interligação
energética até Marrocos.
PROGRAMA
redacao@dinheirovivo.pt
NEGOCIOS O presidente chi-
nês, Xi Jinping, inicia hoje
uma visita de dois dias a Por-
tugal, que culminará com a
assinatura de 19 acordos.
Mas também haverá um re-
forço das parcerias já inicia-
das entre empresas. Esta é a
primeira deslocação do
atual líder do país que já in-
vestiu mais de nove mil mi-
lhões de euros na compra de
participações em empresas
portuguesas e que vem a
Lisboa anunciar que a apos-
ta ainda não terminou.
A REN, empresa das redes
energéticas nacionais que
esteve, como a EDP, na es-
treia dos capitais chineses
no país, há seis anos, pre-
tende assinar hoje um novo
memorando de entendi-
mento com a China State
Grid. "Vamos fazer a assina-
tura de um acordo de coope-
ração que já vem na sequên-
cia de trabalhos anteriores
desenvolvidos, e vamos
"Uma fraternidade
insubstituível",
diz Marcelo
Huawei Portugal, revelou
que as duas empresas de te-
lecomunicações vão ama-
nhã assinar um acordo para
odesenvolvimento conjun-
to de tecnologia 5G. "Que-
remos que Portugal seja um
dos primeiros países euro-
peus a ter tecnologia 5G dis-
ponível. É importante para
A Altice Portugal também
estará envolvida no reforço
da aposta de empresas chi-
nesas em Portugal, mas na
área das telecomunicações.
Chris Lu, presidente da
Portugal "tem aliados
tradicionais", como a
Inglaterra, mas com a
China existe "algo mui-
to especial", uma "fra-
ternidade que é insubs-
tituível", defende Mar-
celo Rebelo de Sousa,
numa entrevista ao ca-
nal de televisão chinês
internacional CGTN, na
véspera da visita do pre-
sidente da República Po-
pular da China. Hoje, Xi
Jinping chega à Praça do
Império às 15.15 horas
para depois se reunir
com Marcelo às 16 ho-
ras, no Palácio de Belém.
Amanhã, Xi Jinping reú-
ne -se primeiro com Fer-
ro Rodrigues, no Parla-
mento, e depois com An-
tónio Costa, no Palácio
de Queluz.
o crescimento da indús-
VÁRIOS SETORES
tria", disse ao JN/Dinheiro
Vivo.
Com um quadro de pes-
soal em Portugal de mais de
100 funcionários, a Huawei
foi também desafiada pela
AICEP a aumentar o inves-
timento. O presidente da
multinacional chinesa con-
firmou ontem a intenção de
alargar operações no país.
A visita do presidente chi-
nês poderá ficar marcada
por alguns anúncios de in-
vestimento produtivo, e já
não apenas de compra de
participações. O Governo
português privilegia a cap-
tação de investimento para
as áreas da agroindústria, se-
tor automóvel e tecnologias
da informação.

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ID: 77980203 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 1 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária Área:

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País: Portugal

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Área: 4,10 x 5,85 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 2 de 2

5,85 cm² Âmbito: Informação Geral Corte: 2 de 2 111.Pt Diário. Ano 131. N.° 186. Preço:
111.Pt Diário. Ano 131. N.° 186. Preço: W Terça-feira 4 de dezembro de 2018 Diretor:
111.Pt Diário. Ano 131. N.° 186. Preço: W
Terça-feira 4 de dezembro de 2018
Diretor: Domingos de Andrade / Diretores-adjuntos Inês Cardoso. Manuel Molinos e Pedro Ivo Carvalho / Diretor de Arte Pedro Pimentel
Recrutas
pressões sofrem
para fazer não queixa
que os arguidos todos
sejam
julgados
Associação
a relata vitimas intimidação feita por
Prova centra
j
superiores P. 18
o cristalina", Retifica é garante 'vasta
ã ocorado
i
Governo
no mil investe metro milhões 7,5
de com Metade solidariedade graves das prejuízos instituições social
e em novo
metrobus
Ambiente na descarbonização aposta
e transportes eletrificação a ee dos 7
IPSS sem fundos para
Reclamam maior suporte São o Único apoio a idosos e
IRS
um quinto do orçamento financeiro do Estado
crianças em 27% do país P 4 e 5
Portugueses
pagam mais
imposto
em 2019 P.12
PSD
Direção
e críticos de
Rio almoço juntos P. 10 em
Visita
Presidente
chinês tem
na 19 agenda acordos P.8
Gaia
rting vence 3-
PSP retira
o
cadáver
o
treinador terreno primeiro do P.43e grande Rio Aves- 44 teste •
durante
o
o velório P.48
Lisboa
Conceição
SUS
Pr'—'19rag
Parques
arrisca suspensão
Águias levam
árbitros e erros à Liga dos P.44 à FPF
Suíça pela
das à frente final Nações rumo da Taça P.48
pagos em
toda até 2020 a cidade P. 22
"Futebol é emoção. Não estava na missa", diz P. 45
A12 ID: 77980313 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 12 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

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04-12-2018
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Área: 17,47 x 30,00 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 2

cm² Âmbito: Informação Geral Corte: 1 de 2 Ministro Mário Centeno atualizou os escalões em 2016
Ministro Mário Centeno atualizou os escalões em 2016 e 2017, interrompendo um longo ciclo sem
Ministro Mário Centeno atualizou os escalões em 2016 e 2017, interrompendo um longo ciclo sem mexidas
Não atualização de escalões
tira 8 euros a salário de 800
Estado poupa 63 milhões de euros sem a alteração dos escalões do IRS,
mas ainda tem 155 milhões para devolver com as mudanças de 2018
Luctlia Tiago veram-se inalterados o nú- 39,11€ ou de 15,48€, caso o
Itiago@dinheirovivo.pt mero de escalões e as taxas salário ronde os 1500€.
aplicáveis a cada um. Esta atualização beneficia
IMPOSTOS A aliança entre o Ainda assim, a mudança sobretudo a franja de rendi-
voto contra do PS e a absten- operada em 2017 fez com mentos que fica próxima
ção do PSD travou a atuali- que um salário de 800€ bru- dos limites de cada escalão,
zação dos escalões do IRS tos por mês visse a fatura do mas o seu efeito é reduzido
para 2019 e "poupou" 63 IRS recuar em 7,83€ , se- se comparado com o do alar-
milhões de euros ao Orça- gundo os cálculos então rea- gamento dos escalões reali-
mento do Estado. Em ter- lizados pela PwC. O conjun- zado em 2018 e que terá re-
mos individuais, a ausência to de simulações da mesma percussões em 2019.
desta atualização em linha consultora (têm em conta o Somadas, as medidas que,
com a inflação (1,3%) faz imposto antes de aplicadas em 2018, determinaram o
com que os trabalhadores quaisquer deduções) mos- aumento do mínimo de
ou reformados que recebem tra que, em 2017, a mudan- existência e a criação de dois
perto dos 820€ (brutos) por ça nos escalões permitiu novos escalões, vão colocar
mês paguem mais 7,84€ do baixar o IRS em 15,68€ no bolso dos contribuintes
que pagariam com aquela num salário de 1500€, en- 385 milhões de euros, sen-
medida. quanto um de 2500€ pagou do que, desta fatia, há 155
Em 2016, interrompendo menos 21,52€ de IRS na- milhões que apenas serão
um hábito que se instalou quele ano. devolvidos no próximo ano.
durante o período da troika, Desta forma, 2019 poderá
o Governo decidiu atualizar DUPLO BÓNUS EM 2019 trazer um duplo bónus no
O universo de contribuin-
tes que beneficiou com o
alargamento de 5 para 7 es-
calões é de 1,6 milhões.
Em 2017, os escalões de ren-
dimento foram atualizados
em 0,8%. Foi o valor mais
elevado desde zorr.
63 milhões de euros seria o
que custaria, em 2019, atua-
lizar os escalões em linha
com a inflação (1,3%).
os limites superiores dos O resultado das simulações IRS, já que tudo aponta para
cinco escalões de rendimen- entre 2017 e 2019 não é to- que, em janeiro, haja uma
to
coletável (os que servem talmente comparável, por- ligeira alteração nas tabelas
de
referência para a aplica- que os escalões aumenta- de retenção na fonte, de for-
ção das taxas finais do IRS). ram de cinco para sete e ma a adequá-las ao novo es-
O fraco andamento dos pre- houve também mudanças quema de escalões e respe-
ços que por essa altura se re- nas taxas que sobre eles in- tivas taxas. A isto somar-se-
gistava ditou uma subida de cidem. Ainda assim, segun- -á o reembolso que começa-
0,5%. No ano seguinte, a do a mesma consultora, rá a ser pago depois da entre-
atualização foi ligeiramen- num salário de 2500C a não ga da declaração anua] do
te superior: 0,8%. Em am- atualização dos escalões irá imposto, a partir do mês de
bos os anos, porém, manti- traduzir-se numa perda de abril.•

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ID: 77980313 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 1 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária Área:

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Âmbito: Informação Geral

Corte: 2 de 2

2,99 cm² Âmbito: Informação Geral Corte: 2 de 2 111.Pt Diário. Ano 131. N.° 186. Preço:
111.Pt Diário. Ano 131. N.° 186. Preço: W Terça-feira 4 de dezembro de 2018 Diretor:
111.Pt Diário. Ano 131. N.° 186. Preço: W
Terça-feira 4 de dezembro de 2018
Diretor: Domingos de Andrade / Diretores-adjuntos Inês Cardoso. Manuel Molinos e Pedro Ivo Carvalho / Diretor de Arte Pedro Pimentel
Recrutas
pressões sofrem
para fazer não queixa
que os arguidos todos
sejam
julgados
Associação
a relata vitimas intimidação feita por
Prova centra
j
superiores P. 18
o cristalina", Retifica é garante 'vasta
ã ocorado
i
Governo
no mil investe metro milhões 7,5
de com Metade solidariedade graves das prejuízos instituições social
e em novo
metrobus
Ambiente na descarbonização aposta
e transportes eletrificação a ee dos 7
IPSS sem fundos para
Reclamam maior suporte São o Único apoio a idosos e
IRS
um quinto do orçamento financeiro do Estado
crianças em 27% do país P 4 e 5
Portugueses
pagam mais
imposto
em 2019 P.12
PSD
Direção
e críticos de
Rio almoço juntos P. 10 em
Visita
Presidente
chinês tem
na 19 agenda acordos P.8
Gaia
rting vence 3-
PSP retira
o
cadáver
o
treinador terreno primeiro do P.43e grande Rio Aves- 44 teste •
durante
o
o velório P.48
Lisboa
Conceição
SUS
Pr'—'19rag
Parques
arrisca suspensão
Águias levam
árbitros e erros à Liga dos P.44 à FPF
Suíça pela
das à frente final Nações rumo da Taça P.48
pagos em
toda até 2020 a cidade P. 22
"Futebol é emoção. Não estava na missa", diz P. 45
A14 ID: 77980342 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 12 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

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Âmbito: Informação Geral

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A15 ID: 77980215 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 8 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

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Âmbito: Informação Geral

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cm² Âmbito: Informação Geral Corte: 1 de 1 PS e CDS querem chamar Costa à comissão
PS e CDS querem chamar Costa à comissão de Tancos Socialistas convocaram ainda Joana Marques
PS e CDS querem
chamar Costa
à comissão
de Tancos
Socialistas convocaram
ainda Joana Marques
Vidal Já os centristas
entregaram lista de 45
personalidades
a ouvir no Parlamento
Sofia Rocha Ferreira
sociedade@jn.pt
nsiQuÉkrro O PS vai chamar
António Costa a depor por
escrito na Comissão Parla-
mentar de Inquérito (CPI)
para o furto de Tancos. O PS,
primeiro partido a lançar o
nome do primeiro-minis-
tro, quer ainda ouvir expli-
cações por parte da ex-pro-
curadora-geral da Repúbli-
ca, Joana Marques Vidal, en-
tre outras dezenas de perso-
nalidades.
No requerimento enviado
no passado dia 2 de dezem-
bro ao presidente da CPI, Fi-
lipe Neto Brandão, a que o
JN teve acesso, Ascenso Si-
mões, coordenador dos de-
putados do PS, propôs uma
vasta lista de nomes a serem
ouvidos, em que se inclui
Costa, sublinhando que o
deve fazer "por escrito".
Ao PS seguiu-se o CDS-PP
que entregou, ontem, um
pedido com o nome de 45
personalidades a serem ou-
vidas pela CPI, em que tam-
bém surge o nome de Antó-
nio Costa. O PSD, por sua
vez, deixou de fora o nome
do primeiro-ministro.
Helena Fazenda, e a secre-
tária-geral do Sistema de In-
formações da República
Portuguesa, Graça Mira Go-
mes, e o seu antecessor, Jú-
lio Pereira.
Tanto os deputados do
PSD como os do CDS-PP pe-
diram à CPI o depoimento
do atual e do ex-ministro da
Defesa, João Gomes Cravi-
nho e Azeredo Lopes, respe-
tivamente, da ministra da
Justiça, Francisca Van Du-
nem, e do ministro da Ad-
ministração Interna, Eduar-
do Cabrita.
A CPI sobre as consequên-
cias e responsabilidades po-
líticas do furto de material
militar dos paióis de Tancos
iniciou-se a 14 de novembro
e visa "identificar os factos,
os atos e as omissões" relati-
vos ao furto, noticiado a ju-
nho de 2017, e posterior re-
cuperação das armas. •
SABER MAIS
Depor "por escrito"
O artigo 16.° do Regime dos
Inquéritos Parlamentares
prevê que, se o preferirem,
o presidente e ex-presiden-
tes da República, o presi-
dente e ex-presidentes da
Assembleia da República, o
primeiro-ministro e os ex-
-primeiros-ministros, po-
dem depor por escrito sob
compromisso de honra.
Visita de campo
MINISTROS DESDE zor.4
O PSD pede à CPI uma visi-
Nos requerimentos dos três
partidos, destacam-se os no-
mes do ex-ministro da De-
fesa, Azeredo Lopes, e do
ex-chefe de Estado do Exér-
cito, Rovisco Duarte. Já na
lista de audições propostas
pelo PS estão incluídos os
nomes dos ex-ministros da
Defesa e respetivos chefes
de gabinete, bem como dos
chefes do Estado-Maior do
Exército e das Forças Arma-
da, desde 2014.
Na lista dos deputados so-
cialistas surgem os nomes
da secretária-geral do Siste-
ma de Segurança Interna,
ta às instalações dos Paióis
de Tancos, para "ter contac-
to presencial com o local
onde terá ocorrido o furto
do material de guerra".
Acesso a documentação
Ascenso Simões solicita os
processos disciplinares tra-
mitados no Exército bem
como os "documentos exis-
tentes relativos à segurança
dos paióis de Tancos, à ocor-
rência e aos atos sequentes".

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A16 ID: 77980076 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 14 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

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Âmbito: Economia, Negócios e.

Corte: 1 de 1

cm² Âmbito: Economia, Negócios e. Corte: 1 de 1 SEGURANÇA SOCIAL NOVAS REGRAS Nem todos os
SEGURANÇA SOCIAL NOVAS REGRAS Nem todos os pensionistas vivem 19 anos. Como definir as regras?
SEGURANÇA SOCIAL
NOVAS REGRAS
Nem todos os pensionistas vivem
19 anos. Como definir as regras?
O que vai
mudar nas
pensões?
As linhas gerais foram (re)apre-
Se a idade da reforma depende da esperança de vida e se a esperança de vida
é mais baixa para quem é mais pobre, a idade da reforma deve variar?
A questão é lançada pela OCDE, que acaba por hesitar na resposta.
sentadas na sexta-feira aos par-
ceiros sociais e o Governo vai ago-
ra elaborar o novo decreto-lei.
Vítor Mota
LONGAS CARREIRAS
SEM DUPLO CORTE
CATARINA ALMEIDA PEREIRA
catarinapereira©negocios.pt
Tal como anunciado, as futuras
pensões antecipadas de pessoas
que aos 60 anos cumpram já 40
anos de carreira deixarão de ter
o corte do factor de sustentabili-
A idade da reforma vai
subir para 66 anos e 5
meses em 2019 (e em
2020) porque depen-
de da esperança média de vida, que
aos 65 anos é de 19 anos. Mas se
está provado, por exemplo, que
quem tem menores rendimentos
vive menos tempo não deveria a
idade adaptar-se?
As políticas de acesso às pen-
sões têm como critério a idade que
passou a depender da esperança
média de vida. Mas como lembra
a OCDE no último capítulo do re-
latório "Pensions ata Glance", nem
todos os grupos têm a mesma ex-
pectativa de esperança de vida gru-
pos de mais baixos rendimentos
podem descontar durante mais
anos por cada ano que recebem
pensão. E podem acabar por rece-
ber um montante acumulado mais
baixo porque morrem mais cedo.
A partir da análise da situação
em seis países - Canadá, Chile,
Grã-Bretanha, Coreia, México e
Estados Unidos - a OCDE mostra
que homens com os rendimentos
mais altos (300% do salário mé-
dio) podem esperar viver mais qua-
tro anos como pensionistas do que
os homens que têm rendimentos
mais baixos (50% do salário mé-
dio). O número de anos de descon-
tos (a pagar) por cada ano como
pensionista (a receber) também é
mais elevado no caso das pessoas
com mais baixos salários.
dade (14,7% em 2019). A elimina-
ção far-se-á em duas fases: em Ja-
neiro para quem, cumprindo esse
critério (40 aos 60), tenha 63
anos ou mais; a partir de Setem-
bro para todos. Contudo, será
aplicada a redução de 0,5% por
cada mês que falte para a idade
reforma.
40 ANOS FEITOS
ANTES DOS 61 DE IDADE
O Governo esclareceu que para
serem elegíveis à pensão anteci-
pada sem o corte do factor de sus-
tentabilidade não é necessário
que as pessoas tenham 40 anos
de carreira completa quando fa-
O Governo tem apostado nas longas carreiras. Para a OCDE, essa é uma forma indirecta de atenuar o problema.
anos. Por olit ro lado, nestes grupos
a esperança média de vida das mu-
lheres é mais alta. Adicionalmen-
te, o valor recebido por quem tem
maiores rendimentos é mais alto
porque o tempo durante o qual o
recebem também é mais longo.
Mesmo sem ter em conta a espe-
rança média de vida "saudável",
que também varia segundo o ren-
dimento.
talo onde a questão é desenvolvi-
da conclui que ter regras com dife-
renças explícitas para diferentes
grupos pode não ser "exequível".
O documento incentiva, no en-
zem 60 anos de idade. Basta que
essa carreira seja atingida "en-
quanto tiverem essa idade", ou
seja, antes de fazerem 61 anos.
RESTANTES COM
DUPLO CORTE
Vantagens para longas
carreiras podem ajudar
O que fazer então? "A progressivi-
dade dos sistemas públicos de pen-
sões e as regras fiscais podem fazer
muito pela redução das desvanta-
gens financeiras na reforma", co-
meçam por dizer os autores.
No entanto, "reduzir as desi-
gualdades em relação ao tempo
passado a trabalhar quando com-
parado com o tempo passado na
reforma vai exigir que se permitam
algumas diferenças na idade de re-
forma de diferentes grupos".
Apesar de o relatório começar
com uma pergunta mais taxativa -
sugerindo que a idade da reforma
deve mesmo poder variar - o capí-
tanto, "formas indirectas de consi-
derar a diferença". "Por exemplo,
ligar o número de anos de contri-
buições à idade a que a pensão
completa pode ser recebida pode
permitir que as pessoas com me-
nos habilitações - que tipicamen-
te começam a trabalhar antes do
que os menos educados" - se refor-
Quem tem mais de 60 anos e mais
de 40 de descontos, mas não
cumpre esse critério (ter 40 aos
60) - continuará a poder refor-
mar-se, uma vez que o Governo
adiou o travão inicialmente anun-
ciado. Mas sofrem o duplo corte:
o
do factor de sustentabilidade
(14,7%) e o que resulta da redu-
Os mais
pobres passam
mais anos
te
para a idade de reforma.
IDADE PESSOAL
DE REFORMA
• Os grupos com rendimentos
mais baixos "precisariam de se re-
formar mais cedo que os que têm
rendimentos altos para passar uma
proporção equivalente da sua vida
adulta na reforma", entre três a seis
a descontar
por cada ano
que recebem
pensão.
mem mais cedo.
E é aqui que Portugal é referi-
do. "Políticas como estas foram
postas em prática, por exemplo, em
França, na Alemanha e em Portu-
gal", refere o relatório publicado
esta segunda-feira. Medidas que
incentivem as pessoas á continuar
a trabalhar - como na Suécia, onde
se oferecem créditos fiscais - tam-
bém devem ser consideradas.■
ção de 0,5% por cada mês que fal-
Por cada ano a mais além dos 40,
a
idade de reforma é reduzida em
4 meses, podendo ficar abaixo
dos 65 anos. O que só tem novo
impacto prático para muito lon-
gas carreiras.
A17 ID: 77980196 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 28 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

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Âmbito: Economia, Negócios e.

Corte: 1 de 1

cm² Âmbito: Economia, Negócios e. Corte: 1 de 1 AINDA HÁ ESPERANÇA A vacina dos deputados
AINDA HÁ ESPERANÇA A vacina dos deputados Pensávamos nós ter o sistema imunológico pre- a
AINDA HÁ
ESPERANÇA
A vacina dos deputados
Pensávamos nós ter o sistema imunológico pre-
a trabalhar em sua defesa ou ainda, o que seria
ANTÓNIO MOITA
Jurista
parado para evitar qualquer doença potencial-
mente grave que o nosso Parlamento estivesse
que os deputados se fossem entretendo com a
elaboração de centenas de propostas que mais
não eram dogue a oportunidade de cada um fa-
a incubar e eis que somos surpreendidos com
lar para as suas clientelas. O Parlamento virou
gravíssimo, para soba capa do interesse públi-
co se tornarem agentes dos interesses de uma
indústria poderosa como a farmacêutica. A ser
a notícia de que os deputados, num inexplicá-
vel exercício de excesso de zelo, entendem que
os portugueses precisam de se precaver contra
um jardim de infância e os deputados mais pa-
reciam crianças a brincar aos orçamentos. De
substancial não saiu nada de realmente impor-
verdade o que se tem dito e escrito, apenas a in-
dústria foi ouvida nesta matéria. Quem teria
de se pronunciar, a Direção- Geral de Saúde e
a meningite B, o rotavírus e o HPV sendo este
a Comissão Técnica de Vacinação, não o fez
último apenas para rapazes.
Não se sabe bem que luz terá iluminadoblo-
quistas e comunistas e feito arrastar atrás de si
sociais-democratas, para abrir um preceden-
te grave de consequências imprevisíveis. Con-
fundir estudos técnicos com decisões políticas
e, sobretudo, intuir necessidades em áreas tão
delicadas como as da saúde pública sem ouvir
quem de direito são procedimentos que gosta-
ríamos dever arredados da prática partidária.
É verdade que uma vez o orçamento apro-
vado na generalidade, Mário Centeno permitiu
tante para os contribuintes ou para o Governo.
Apenas o IVA das touradas e dos concertos e a
obrigação de sentar à mesa Governo e sindica-
listas em representação dosprofessorestrouxe-
ram momentos de algu ma tensão com o Gover-
no e em que foi ilusoriamente ilustrada a força
do poder legislativo. Nada de grave, portanto.
Mas a história das vacinas é uma "brinca-
deira" bem diferente e perigosa. Ao desprezar
todas as regras que deveriam ter sido seguidas
em matérias desta relevância, a maioria dos de-
putados mostrou estar disposta a tudo parabri-
lhar, para criar a ilusão nos eleitores que estão
porque nem sequer isso lhes foi pedido. A Or-
dem dos Médicos considera um erra Já perce-
bemos que felizrnentetudo isto vai darem nada,
isto é, mesmo havendo dinheiro para vacinas
estas não vão ser incluídas no Plano Nacional
de Vacinação Mas talvez fosse boa ideia, numa
Assembleia da Repúblicaque tudo quer inves-
tigar, que nos explicassem como é que isto acon-
teceu. Para que sirva de vacina aos deputados
e não volte a acontecer.■
Artigo em conformidade com
o novo Acordo Ortográfico
A18 ID: 77980072 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 12 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

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Âmbito: Economia, Negócios e.

Corte: 1 de 2

cm² Âmbito: Economia, Negócios e. Corte: 1 de 2 PARLAMENTO PSD aproxima-se do PS nas alterações
PARLAMENTO PSD aproxima-se do PS nas alterações fiscais às rendas O PSD apresentou no Parlamento
PARLAMENTO
PSD aproxima-se do PS
nas alterações fiscais às rendas
O PSD apresentou no Parlamento um pacote com uma dezena de projectos-lei
em matéria de habitação. Na área fiscal e no Balcão Nacional de Arrendamento
ensaia uma aproximação ao P5, áreas onde a aprovação à esquerda é duvidosa.
Raquel Wise
FILOMENA LANÇA
filomenalanca®negocios.pt
O s contratos de arrenda-
mento celebrados por
períodos de dez ou mais
anos terão uma taxa de
I RS de apenas 14%. A proposta é do
PSD e consta de um pacote de inicia- '
tivas legislativas apresentado esta se-
gunda-feira no Parlamento. Ao todo
são dez projectos-lei que os sociais de-
mocratas pretendem ver discutidos
em plenário no próximo dial3 de De-
zembro, num debate potestativo que
agendaram para tratar questões da
habitação.
A taxa de14% de IRS para os con-
tratos de longa duração é a mesma
avançada pelo Governo numa das
propostas que apresentou de altera-
ções ao arrendamento e cujo debate
na especialidade foi suspenso antes
do Orçamento do Estado (OE) de-
pois de o PS chegar à conclusão que
não reunia apoio à esquerda para fa-
zer passar as medidas - o PCP está
contra e o voto favorável do Bloco de
Esquerda não seria suficiente. Ora os
desencontros com a esquerda estão,
sobretudo, nas questões fiscais, seja
na descida do IRS para os senhorios
nos contratos mais longos, seja nas
isenções previstas para os proprietá-
rios que aceitem colocar os seus imó-
veis no arrendamento acessível.
Ao avançar agora com esta pro-
posta, o PSD dá um primeiro sinal de
aproximação ao PS, mas as negocia-
ções estão ainda no início.
Além da redução da taxa de IRS
para os contratos de I onga duração, o
PS defende ainda urna diminuição
menor da taxa para os contratos de
arrendamento entre os cinco e os dez
anos, de 28% para 25% (desde que,
no total, a renda não seja superior a
4% do valor patrimonial tributário da
António Costa da Silva, vice-presidente da bancada do PSD, admite que há "de facto uma aproximação as propostas do] PS".
casa). Porém, aqui o PSD quer ir mais
longe e propõe reduções de taxa ao
longo do tempo: para os contratos de
dois anos, começaem 2019 com uma
Outra proposta do PSD que se apro-
ximadas do Governo é para o Balcão
Nacional do Arrendamento (que o
PCP insiste em revogar e com o qual
o Bloco também não simpatiza).
"Propomos que passe a ter uma com-
ponente social, de verificação dos ca-
sos de inquilinos em situação crítica,
para poderem ser acompanhados
pela Segurança Social", explica An-
tónio Costa da Silva - exactamente o
mesmo que já propôs o PS.
Nas medidas que o PSD leva ago-
ra ao Parlamento há ainda urna que
prevê a criação de deduções fiscais de
750 euros em rendas para jovens até
30 euros (que já foi chumbadaduran-
te o OE) ou outra que defende que as
indemnizações aos inquilinos de bai-
xos recursos fiquem isentas de IRS -
Antes de definir
o sentido de voto,
queremos ver o
comportamento do P5
sobre estas medidas.
taxa de 26% e chega a 2027 com o
IRS nos 14%. Já para os contratos
com duração de cinco anos, aredução
seria para os 21% já em 2019 e, em
2021, a taxa fixar-se-ia nos 14%.
Há aqui "de facto uma aproxima-
ção ao PS", admiteAntónio Costa da
Silva, vice-presidente da bancada do
PSD. "Em 2012 a reforma do arren-
damento foi positiva, mas é funda-
mental melhorá-la e adaptá-la à ac-
tualidade e queremos estimular a
oferta e ao mesmo tempo resolver al-
guns problemas sociais associados".
Quanto ao arrendamento acessí-
vel, o outro pomo de discórdia à es-
querda, António Costa da Silva diz
que não são contra "à partida", mas
antes de definir o sentido de voto, o
PSD quer "ver qual será o comporta-
mento do PS face a estas novas pro-
postas" que agora apresentou.
Das propostas novas às
propostas já chumbadas
idênticaaumapropostadeHele,naRo-
seta no âmbito do OE e que os socia-
listas recusaram (o PSD absteve-se).
Os sociais democratas defendem
ainda a criação de um fundo de ga-
rantia do arrendamento, como no
sector automóvel, de seguros de ren-
da não obrigatórios e de subsídios de
renda para famílias numerosas e mo-
ANTÓNIO COSTA DA SILVA
Vice-presidente
da bancada do PSD
noparentais. Querem também con-
tratos de arrendamento especiais
para quem recebe estudantes. •
ID: 77980072 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 1 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária Área:

ID: 77980072

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Âmbito: Economia, Negócios e.

Corte: 2 de 2

cm² Âmbito: Economia, Negócios e. Corte: 2 de 2 g0 C O S negocios.pt Terça-feira, 4
g0 C O S negocios.pt Terça-feira, 4 de Dezembro de 2018 Diário Ano XVIIN.0 3886
g0
C
O
S
negocios.pt
Terça-feira, 4 de Dezembro de 2018 Diário Ano XVIIN.0 3886 € 2.50
Director André Veríssimo Director adjunto Celso Filipe
nas PSD alterações mais perto às do rendas PS
Os sociais-democratas apresentaram no Parlamento urna dezena de projectos-lei em mate ía de
habitação. Na área fiscal e no Balcão Nacional de Arrendamento, as propostas aproximam-se do P5.
ECONOMIA 12
Construção
Xi Jinping vem a Portugal tecer
a nova rota da seda
Capital Airlines põe fim a voos
directos entre Lisboa e Pequim
Dívida
de Angola
dita falência
da MSF
Dossiês de energia no topo da
agenda do Presidente da China
EMPRESAS 17
Banca
Investimento em imobiliário
cresce à boleia dos vistos "gold"
Norberto Rosa
evita decisão
do BCE sobre
ida para o BCP
PRIMEIRA LINHA 4 a 8 e EDITORIAL
EMPRESAS 20
Publicidade
Função Pública
Como se vai
jogar o poder
nas eleições
do Montepio
Ministério
Público quer
SAD do Benfica
no banco
dos réus
EDP.PT
808 53 53 53
Salários
do Estado
estagnados
apesar das
progressões
HOMEPAGE2
Conheça as propostas dos três (And (latos
à presidência da associação intitualista,
Funcionários estâo
a aumentar ao ritmo
mais elevado desde,
pelo menos, 2011.
Credit Suisse
antecipa
ganhos de 5%
nas acções
em 2019
O mundo está diferente.
Escolhemos coisas
diferentes. É a energia
com que o fazemos
que nos torna iguais.
Tomás Correia, Ribeiro Mendes e António Godinho disputam
EDP COMERCIAL
ECONOMIA 1,0 e 11
a presidência do Montepio nas eleições de 7 de Dezembro.
EMPRESAS IS e19
MERCADOS 22 e 23
A20 ID: 77980067 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 10 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

A20

ID: 77980067

04-12-2018
04-12-2018

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Área: 25,70 x 32,00 cm²

Âmbito: Economia, Negócios e.

Corte: 1 de 3

cm² Âmbito: Economia, Negócios e. Corte: 1 de 3 EMPREGO PÚBLICO Salários do Estado estagnados apesar
EMPREGO PÚBLICO Salários do Estado estagnados apesar das progressões Mesmo com o descongelamento das carreiras
EMPREGO PÚBLICO
Salários do Estado estagnados
apesar das progressões
Mesmo com o descongelamento das carreiras e o aumento do salário mínimo,
as remunerações-base nas administrações públicas resistem a subir. Segundo números
oficiais, o salário médio bruto não progrediu num ano, mantendo-se em 1.462 euros.
REMUNERAÇÃO-BASE MÉDIA QUASE NÃO MEXE
MAIOR SUBIDA DE FUNCIONÁRIOS EM SETE ANOS
MANUEL ESTEVES
mesteves@negocios.pt
CATARINA ALMEIDA PEREIRA
catarinaperei ra@negocios.pt
Evolução dos salários-base e dos ganhos médios (valores brutos, antes de impostos)
Evolução do número de funcionários públicos
A remuneração-base média situou-se em Julho em 1.462 euros, mais 0,2% do que
um ano antes. Com outros subsídios e horas extras, o aumento foi de 1,43% para
1.710 euros. São as variações mais baixas desde Julho de 2015 e Janeiro de 2016.
A evolução do número de funcionários é sazonal, sobretudo por causa dos profes-
sores. A análise homóloga elimina esse efeito e permite concluir que este núme-
ro registou o maior crescimento desde 2011:1,6%.
O salário médio da
Função Pública está
praticamente estag-
nado. Segundo a Sín-
tese Estatística do
1800
750000
mem Remuneração base média mensal
~», Ganho médio mensal
Número de funcionários públicos 4.499
727785
1710,11
Emprego Público (SIEP), a remune-
ração-basebruta situou-se, em Julho,
em1.462 euros, 0,2% acima do valor
registado no mesmo mês do ano pas-
sado. À luz destes números, e tendo
em conta os valores da inflação
(0,9%), o funcionário público médio
estará a perder poder de compra.
No sector privado, os salários
também têm registado uma evolução
lenta, mas ainda assim, acima do Es-
tado. De acordo com as declarações
de remunerações à Segurança Social
(que inclui uma pequena parcela de
funcionários públicos), o salário mé-
dio do privado crescia, em temos ho-
mólogos, 2% em Junho.
Os números sobre o emprego pú-
blico causam alguma perplexidade
quando se sabe que está em curso o
processo de descongelamento das
progressões nas carreiras da Função
Pública que, de acordo com o plano
gradual definido no Orçamento do
Estado para este ano, deverá ter asse-
gurado o pagamento de 25% das pro-
w-essões em Janeiro.
Embora tenha havido atrasos no
arranque do processo, o Ministério
das Finanças comunicou aos sindica-
tos, em Julho deste ano, que "o núme-
ro detrabalhadores com valorizações
remuneratórias reconhecidas já se si-
tua(va) na ordem dos 344 mil", o que
abrangeriatodo otipo de valorizações
remuneratórias (e não apenas pro-
gressões).
Simultaneamente, tem havido
também aumentos salariais signifi-
cativos nos escalões remuneratórios
1601,89
1500
675000
600000
1200 Outubro 2011
Julho 2018
31 Dezembro 2011
30 Setembro 2018
Fonte: Síntese de Estatística do Emprego Público (SIEP)
mais baixos, à boleia da subida do sa-
lário mínimo, abrangendo decanas de
milhares de funcionários públicos.
nhos - que somam ao salário-base ou-
tras componentes como as horas ex-
traordinárias ou o subsídio de almo-
ço -, a variação homóloga é de apenas
1,4% (para L710 euros brutos), amais
baixa desde o início de 2016.
Asíntese estatística, divulgada na
sexta-feira, não avança com uma ex-
plicação concreta para esta dispari-
dade, mas faz referência ao efeito de
substituição de trabalhadores mais
velhos por mais jovens. Ou seja, os tra-
balhadores que entram recebem, em
média, salários inferiores aos que se
reformam, baixando a média
O dificil é saber qual a dimensão
deste efeito de substituição. Nos pri-
meiros nove meses do ano, deixaram
a administração pública 87 mil fim-
cionários, dos quais 48 mil saíram de-
finitivamente, mas destes só menos
de cinco mil foram para a reforma Si-
multaneamenteentraram 88 mil fun-
cionários, dos quais 45 mil correspon-
dem a novas entradas (os outros di-
zem respeito a situações de mobilida-
de e outras razões não especificadas).
Funcionários crescem ao
ritmo mais alto desde 2011
IGF duvida dos
dados estatísticos
Actualização salarial em aberto
A questão remuneratória na Função
Pública voltou em força com a nego-
ciação da actual i7ação salarial (a pri-
meira em dez anos) no âmbito do Or-
çamento do Estado para 2019.0 or-
çamento foi aprovado sem que a de-
cisão estivesse tomada e aguarda-se
que as Finanças retomem as negocia-
ções com os sindicatos. Mário Cen-
teno destinou 50 milhões de euros
para esta medida, mas desconhece-
-se o modelo dos aumentos.
As Finanças argumentam que o
Estado já está a assumir um enewo
muito grande com o processo de des-
congelamento das carreiras que, ga-
rantem, deverá permitir uma valori-
zação salarial média de 2,5% este ano,
números rejeitados pelos sindicatos.
Até Julho, porém, os números ofi-
ciais apresentam valores muito dis-
tantes. Mesmo olhando para os ga-
Os números oficiais mostram que a
tendência de crescimento do univer-
so de funcionários públicos tem vin-
do a ganhar força e está agora no
ritmo mais alto desde, pelo menos,
2011, último ano para o qual existem
dados disponíveis.
Em Setembro, havia 671 mil fun-
cionários na administração central e
local, um aumento homólogo de
1,6%. Como se vê no gráfico, o núme-
ro de funcionários públicos caiu de
forma ininterrupta até Junho de
2015, data a partir da qual a tendên-
cia se inverteu, mas sempre de forma
ténue. A variação agora registada é a
maior em, pelo menos, sete anos. I-
daassim, há menos 8% de funcioná-
rios do que em 2011.
Não é dada uma explicação para
este aumento, mas é provável que o
processo de integração de precários
tenha contribuído, sobretudo nas au-
tarquias, onde está muito adiantado
ao invés do que sucede no Estado. mi
Uma auditoria da Inspecção-Geral
das Finanças, noticiada pelo Negó-
cios, concluiu que o Sistema de In-
formação da Organização do Esta-
do (SIOE) não permite ao Governo
saber, com rigor, quantos funcioná-
rios existem nem quanto ganham.
É a partir desta base de dados que
é feita a Síntese de Estatística do
Emprego Público. Em reacção, o Mi-
nistério das Finanças garantiu que
a síntese estatística "reproduz com
rigor o registo de dados efectuados
pelos serviços através do SIOE", di-
zendo que o que está em causa no
relatório da auditoria é "a falta do
detalhe que é necessário". Ainda
assim, reconhece que "estão já em
curso trabalhos no sentido de pro-
ceder à reforma e robustecimento
do sistema de informação".
ID: 77980067 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 11 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária Área:

ID: 77980067

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Área: 25,70 x 32,00 cm²

Âmbito: Economia, Negócios e.

Corte: 2 de 3

cm² Âmbito: Economia, Negócios e. Corte: 2 de 3 José Sena Goulão/Lusa Gabinetes do Governo com
José Sena Goulão/Lusa Gabinetes do Governo com menos pessoas O número de pessoas a trabalhar
José Sena Goulão/Lusa
Gabinetes
do Governo
com menos
pessoas
O número de pessoas a trabalhar
nos gabinetes do Governo bai-
xou no terceiro trimestre deste
ano, de acordo com os dados da
Síntese Estatística do Emprego
Público (SIEP). No final de Se-
tembro, trabalhavam 1.159 ele-
mentos nos 61 gabinetes minis-
teriais que compõem o actual
Executivo, o que representa uma
descida de 11 pessoas em relação
ao trimestre anterior.
Em termos homólogos, no
entanto, o Governo tinha mais
22 funcionários do que em Se-
tembro de 2017. Se comparar-
mos como final de 2016, já com
o primeiro ano completo deste
Governo e com a composição
dos gabinetes concluída, o acrés-
cimo é de 68 pessoas.
Estes dados ainda não têm
em conta a remodelação que o
primeiro-ministroAntónio Cos-
ta realizou na véspera da apre-
sentação da proposta de Orça-
mento do Estado para 2019, a 15
de Outubro, que apesar de man-
ter o mesmo número-global de
gabinetes, poderá levar a um
novo acréscimo de colaborado-
res. Tal como o Negócios já noti-
ciou a 21 de Outubro, os orça-
mentos dos gabinetes dos 61
membros do Governo deverão
atingir os 64,3 milhões de euros
no
próximo ano, o que represen-
ta
um acréscimo de 1,2 milhões
(1,9%) em relação a este ano, re-
velam os mapas informativos
que acompanham a proposta de
Orçamento do Estado para 2019.
Comparando com o primeiro or-
çamento elaborado por este Go-
verno, o aumento é de 10,4%.
A análise do Negócios per-
mite concluir que os encargos
dos gabinetes do Governo de
António Costa aumentaram 6,1
milhões (10,4%) em quatro
anos. No Orçamento do Estado
para 2016, o primeiro a ser ela-
borado por Mário Centeno, os
gastos dos 59 membros do Exe-
cutivo totalizam 58,2 milhões
de euros.■
António Costa e Mário Centeno têm dado conta do esforço orçamental em torno dos salários do Estado, mas os números oficiais não corroboram a mensagem.
JOÃO D'ESPINEY
ID: 77980067 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 1 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária Área:

ID: 77980067

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Área: 5,45 x 10,72 cm²

Âmbito: Economia, Negócios e.

Corte: 3 de 3

cm² Âmbito: Economia, Negócios e. Corte: 3 de 3 g0 C O S negocios.pt Terça-feira, 4
g0 C O S negocios.pt Terça-feira, 4 de Dezembro de 2018 Diário Ano XVIIN.0 3886
g0
C
O
S
negocios.pt
Terça-feira, 4 de Dezembro de 2018 Diário Ano XVIIN.0 3886 € 2.50
Director André Veríssimo Director adjunto Celso Filipe
nas PSD alterações mais perto às do rendas PS
Os sociais-democratas apresentaram no Parlamento urna dezena de projectos-lei em mate ía de
habitação. Na área fiscal e no Balcão Nacional de Arrendamento, as propostas aproximam-se do P5.
ECONOMIA 12
Construção
Xi Jinping vem a Portugal tecer
a nova rota da seda
Capital Airlines põe fim a voos
directos entre Lisboa e Pequim
Dívida
de Angola
dita falência
da MSF
Dossiês de energia no topo da
agenda do Presidente da China
EMPRESAS 17
Banca
Investimento em imobiliário
cresce à boleia dos vistos "gold"
Norberto Rosa
evita decisão
do BCE sobre
ida para o BCP
PRIMEIRA LINHA 4 a 8 e EDITORIAL
EMPRESAS 20
Publicidade
Função Pública
Ministério
Público quer
SAD do Benfica
no banco
dos réus
EDP.PT
808 53 53 53
Salários
do Estado
estagnados
apesar das
progressões
Como se vai
jogar o poder
nas eleições
do Montepio
HOMEPAGE2
Conheça as propostas dos três (And (latos
à presidência da associação intitualista,
Funcionários estâo
a aumentar ao ritmo
mais elevado desde,
pelo menos, 2011.
Credit Suisse
antecipa
ganhos de 5%
nas acções
em 2019
O mundo está diferente.
Escolhemos coisas
diferentes. É a energia
com que o fazemos
que nos torna iguais.
Tomás Correia, Ribeiro Mendes e António Godinho disputam
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ECONOMIA 1,0 e 11
a presidência do Montepio nas eleições de 7 de Dezembro.
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MERCADOS 22 e 23
A23 ID: 77980321 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 24 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

A23

ID: 77980321

04-12-2018
04-12-2018

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Pág: 24

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Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

cm² Âmbito: Informação Geral Corte: 1 de 1 NUNO FERREIRA SANTOS Em Portugal, mais de 80%
NUNO FERREIRA SANTOS
NUNO FERREIRA SANTOS

Em Portugal, mais de 80% dos beneficiários das pensões de sobrevivência são mulheres

Portugal tem a idade mais baixa para aceder à pensão de sobrevivência

Segurança Social Raquel Martins

OCDE defende que a atribuição desta pensão não deve acontecer antes da idade da reforma do sobrevivente

Em Portugal uma viúva ou um viúvo tem direito a uma pensão de sobre- vivência permanente a partir dos 35 anos, a idade mais baixa entre os 17 países que estabelecem um limite mí- nimo para aceder a esta prestação. A conclusão é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Eco- nómico (OCDE) que hoje divulgou a versão de 2018 do relatório Pensions at a Glance. A par da análise dos sistemas de pensões nos 36 países que consti- tuem a OCDE, os autores do relatório fazem uma análise específica sobre as pensões de sobrevivência e ques- tionam se esta prestação continua a ser necessária. As pensões de sobrevivência foram criadas para proteger as viúvas e os viúvos do risco de pobreza e da re- dução do rendimento após a morte do cônjuge. Em Portugal, a pensão

de sobrevivência é atribuída à viú- va, viúvo ou filhos e corresponde a uma percentagem da pensão (50% a 60%, consoante se trate da Segurança Social ou da Caixa Geral de Aposen- tações) a que a pessoa que morreu

teria direito. Há vários critérios para a atribuição desta prestação de forma permanen-

te e uma delas é a fixação de uma ida-

de mínima de acesso, com o objectivo de limitar o desincentivo de a viúva ou viúvo participarem no mercado de trabalho. Entre os 17 países que im- põem este critério, Portugal é o que prevê a idade mais baixa, 35 anos,

para aceder à pensão de sobrevivên- cia de forma permanente. No caso das pessoas que não cumprem este

requisito, a Segurança Social atribui um subsídio por cinco anos. A OCDE defende que os beneficiá- rios só devem ser elegíveis para uma pensão de sobrevivência permanente quando atingem a idade legal da re- forma. No caso dos casais mais novos,

o apoio dado ao sobrevivente deve

ser temporário, para que não haja um desincentivo à participação no mercado de trabalho. A despesa com as pensões de sobrevivência nos 24 países da OCDE que têm dados dis- poníveis estabilizou nos últimos 25 anos e representa, em média, 1% do

Produto Interno Bruto (PIB). A OCDE conclui ainda que, em mé-

dia, uma pessoa que nunca trabalhou

e que esteve casado com um traba-

lhador que completou a sua carreira contributiva, receberá uma pensão de sobrevivência correspondente a 31% do salário médio, enquanto o ní-

vel de vida cairá cerca de 24% após a

morte do companheiro ou da com- panheira. Sobre se estas pensões ainda são necessárias, a OCDE não dá uma res- posta directa à pergunta que motivou

a análise, mas lembra que este apoio

deve focar-se de forma mais clara na “suavização” do impacto da morte do cônjuge no nível de vida dos sobre- viventes e evitar que seja um desin- centivo à participação no mercado de trabalho. Na OCDE há, em média, 22 benefi- ciários de pensões de sobrevivência por cada 100 pensionistas e mais de 85% são mulheres viúvas. Os dados mais recentes das estatísticas da Segu-

rança Social dão conta do pagamento de 707.904 pensões de sobrevivên- cia em Outubro de 2018 em Portugal, menos 0,69% do que no mesmo mês do ano passado. Mais de 80% dos be- neficiários são mulheres.

raquel.martins@publico.pt

Página 23

A24 ID: 77980510 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 42 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

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ID: 77980510

04-12-2018
04-12-2018

Meio: Imprensa

Pág: 42

País: Portugal

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Área: 25,70 x 11,70 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

cm² Âmbito: Informação Geral Corte: 1 de 1 A China sem preconceitos nem subserviência Manuel Carvalho

A China sem preconceitos nem subserviência

Corte: 1 de 1 A China sem preconceitos nem subserviência Manuel Carvalho Editorial H uma excelente

Manuel Carvalho

Editorial

H uma excelente discussão

á

sobre a relação entre Portugal

e a China que está a ser

feita com quase dez anos de atraso: a que reflecte sobre a

qualidade dos investimentos feitos pelos chineses ou, visto de outra perspectiva, sobre a pertinência de se alienarem activos estratégicos a uma potência emergente que nos pode usar como um cavalo de Tróia na sua estratégia europeia. Hoje, já não há mais jóias da coroa como a

EDP para vender nem Portugal se encontra no limiar da bancarrota para ter de vender a eito o seu melhor património. Não vale a pena

lamentar o passado. O que é crucial

é discutir o futuro. Uma parceria estratégica com a

potência emergente da geopolítica

mundial é um objectivo primordial de qualquer diplomacia com

o mínimo de ambição. Neste

particular, Portugal está numa

situação confortável desde 2005

e na última década tratou de

reforçar esses elos que começam

nos negócios e se estendem até

à política. Nessa relação, porém, há duas condições essenciais

a verificar: Portugal é um país

soberano que dispensa apelos subservientes como o da secretária

de Estado do Turismo (“Por favor, usem-nos, como porta de entrada, como cobaias, para testarem a forma de entrarem na Europa”, disse Ana Mendes Godinho); e Portugal tem

de manter um equilíbrio entre uma relação aberta com a China sem nunca pôr em causa a prioridade do seu compromisso com a União Europeia.

Esgotada a fase da venda de activos estratégicos (porque, infelizmente, já só restam os

dedos), a relação com a China tem de ser intensificada através do investimento que crie riqueza em

Portugal, que aproveite a tecnologia nacional, os recursos humanos

e a proximidade dos mercados europeus, como recomenda o Governo. Mas deve ser feita numa

paridade que até agora esteve longe de existir. Nem Portugal se deve limitar ao papel de cavalo de Tróia, nem deve submeter-se ao medo do “perigo amarelo” com que alguns países se tentam proteger do protagonismo chinês. Aberta uma nova fase no relacionamento entre os dois países, Portugal tem a ganhar com o abraço do gigante, desde que não seja demasiado apertado. Um abraço que permita ao país salvaguardar os seus interesses e permanecer do lado dos que continuam a lembrar Pequim que na sua extraordinária ascensão há ainda um cadáver no armário: o da democracia e do respeito pelos direitos humanos.

manuel.carvalho@publico.pt

A25 ID: 77980452 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 18 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

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04-12-2018
04-12-2018

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Pág: 18

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Área: 3,83 x 4,18 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

JUÍZES 60% EM GREVE A adesão à greve parcial dos juizes situou-se on- tem nos
JUÍZES
60% EM GREVE
A adesão à greve parcial
dos juizes situou-se on-
tem nos 60% nos 44
juízos de Trabalho do
País e nos tribunais ad-
ministrativos e fiscais
do Funchal e Viseu.
nos 60% nos 44 juízos de Trabalho do País e nos tribunais ad- ministrativos e fiscais
A26 ID: 77980477 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 40 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

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Área: 21,29 x 21,29 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

cm² Âmbito: Informação Geral Corte: 1 de 1 FICÇÃO Greve na produtora da TVI afeta novelas
FICÇÃO Greve na produtora da TVI afeta novelas PROTESTO O Trabalhadores da Plural lutam contra
FICÇÃO
Greve na produtora
da TVI afeta novelas
PROTESTO O Trabalhadores da Plural lutam contra excesso de horas e condições precárias
APOIO O Ana Sofia está solidária com os colegas: "São explorados a nível salarial e psicológico"
ANDRÉ FILIPE OLIVEIRA
O s funcionários cia Plural,
produtora responsável
pela ficção nacional da
TVI, iniciam hoje o primeiro de
cinco dias de greve parcial, exi -
gindo melhores condições de
trabalho e salariais. Uma das
principais denúncias dos fun-
cionários é o número de horas
diáriaslaboraisr que atualmen-
te chegam a atingirás onze.
Em comunicado, o Sindicato
dos Trabalhadores do Espetá-
culo, cio Audiovisual e dos Mú-
sicos (CENA -STE) avisa que to-
dos os trabalhadores, tanto das
áreas técnicas como das artísti-
ATORES E TÉCNICOS
AMEAÇAM INTERROMPER
AS FUNÇÕES
cas (atores), vão finalizar fun
ções quando ultrapassarem as
oito horas de trabalho, pelo mc •
nos no primeiro dia de greve.
"Tivemos em reunião com os
responsáveis da Plural e temos
propostas para apresentar aos
trabalhadores. A greve parcial
mantém-se, conforme anun-
ciado", refere ao CM o delegado
sindical André Albuquerque.
Trabalhadores da Plural estão contra excesso de carga horária e•exigem aumentõ de salários
A produção das novelas 'Valor
da Vida' e 'A Teia', em exibição
na TVi, pode ser afetada, caso
não seja cumprido o plano de
gravações no período de hora -
rio normal de trabalho (8h), o
que resultará num prejuízo na
ordem dos 100 mil caros para o
grupo Media Capital - o período
de luta estende-se até dia 10.
Após a conquista cio Emmy, re
cõrcle -,se, Ana Sofia Martins de-
dicou o prémio aos técnicos:
"Sem eles não somos nada. São
explorados a nível salarial e psi
cológico. Trabalham 12 horas
por dia, a contra tos temporá-
rios." Contactada pelo CM, a
atriz continua solidária: "Tudo
o que tinha a dizer ficou dito na
minha publicação." e
A27 ID: 77980406 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 18 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

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Área: 5,27 x 20,46 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

PROTESTO EM BEJA • g Funcionários protestaram em frente ao Palácio da Justiça Tribunais do
PROTESTO EM BEJA
• g
Funcionários protestaram
em frente ao Palácio da Justiça
Tribunais do
Alentejo sem
condições
G Os funcionários judiciais
da Comarca de Beja mani-
festaram -se ontem junto ao
Palácio da Justiça, em Beja.
Os oficiais de justiça exigem
que o Governo responda de
forma positiva às exigências
relacionadas com o congela -
mento das carreiras, remu-
nerações e estatuto profis-
sional.
António Marçal, do Sindi-
cato dos Funcionários Judi-
ciais, considerou que os ofi-
ciais estão "numa situação
de trabalho escravo". Fran-
cisco Romão, um dos fun-
cionários em protesto, sa-
lientou a falta de condições.
"Em Beja e Ferreira do Alen-
tejo chove dentro do tribu-
nal. Quem tem condições
para trabalhar assim?",
questionou.
.A.L.
Alen- tejo chove dentro do tribu- nal. Quem tem condições para trabalhar assim?", questionou. .A.L. Página
A28 ID: 77980390 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 17 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

A28

ID: 77980390

04-12-2018
04-12-2018

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Área: 5,14 x 28,10 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

cm² Âmbito: Informação Geral Corte: 1 de 1 PRESIDENTEDOSINDICATO DOS FUNCIONÁRIOS JUDICIAIS
PRESIDENTEDOSINDICATO DOS FUNCIONÁRIOS JUDICIAIS Arrogância socialista rã evidente a dificul- dade e o `incómo-
PRESIDENTEDOSINDICATO
DOS FUNCIONÁRIOS JUDICIAIS
Arrogância
socialista
rã evidente a dificul-
dade e o `incómo-
do' deste Governo
em lidar com a contestação
e as legítimas e justificadas
reivindicações das diversas
classes profissionais da ad -
ministração pública, assu-
mindo uma postura de in-
transigência e arrogância.
Podemos mesmo classificar
de provocatória, quando
assume compromissos que
depois não cumpre, pondo
em causa a boa- fé negocial
com os sindicatos. Tem
sido assim com os profes-
sores, enfermeiros, médi-
cos, magistrados, guardas
prisionais, forças de segu
OU O MINISTÉRIO
DA JUSTIÇA MENTIU
OU O PS NÃO RESPEITA
O MINISTÉRIO
rança (PSP, GNR, PJ) e fun-
cionários judiciais. O nosso
Estatuto sócio profissional
tem 20 anos e devia ter sido
revisto antes de 2014. Mas
até hoje continua à espera!
O suplemento remunera-
tório que devia ter sido in-
tegrado no vencimento em
1999 aguarda essa decisão
governamental, apesar das
sucessivas promessas de
todos os governos, incluin-
do o atual. E quando recen-
temente foi apresentada
proposta para essa integra-
ção na discussão do Orça-
mento do Estado, o partido
do Governo, o PS, votou
contra! Assim, só podemos
concluir que ou o Ministé-
rio da Justiça nos mentiu ou
o PS não respeita nem con-
sidera as posições do Mi-
nistério da Justiça! Em
qualquer caso é a credibili-
dade do Ministério da Jus-
tiça que está em causa. •

Página 28

A29 ID: 77980569 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 23 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

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Área: 4,81 x 4,27 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

GUERRA NA ESTIVA ATAQUE Á MINISTRA O sindicato dos estivadores (SEAL) acusa a ministra do
GUERRA NA ESTIVA
ATAQUE Á MINISTRA
O sindicato dos estivadores
(SEAL) acusa a ministra do
Mar de estar "alinhada com as
posições patronais", referin-
do a existência de urna gralha
comum que denuncia "co-
municados sincronizados".
referin- do a existência de urna gralha comum que denuncia "co- municados sincronizados". Página 29
A30 ID: 77980420 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 18 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

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Área: 5,05 x 10,46 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

RECOMENDAÇÃO DO SINDICATO Sem sistema médicos não dão consulta 13 Os médicos não devem realizar
RECOMENDAÇÃO DO SINDICATO
Sem sistema
médicos não
dão consulta
13 Os médicos não devem
realizar consultas se o siste-
ma informático estiver com
problemas. A recomendação
foi feita ontem pelo Sindica-
to Independente dos Médi-
cos (SIM). Se o sistema "não
permitir a consulta dos re-
gistos médicos anteriores,
diagnósticos e medicação
habitual dos utentes, consti-
tui uma intolerável intensifi-
cação do risco profissional,
potenciando a ocorrência,
por ação ou por omissão, de
situações de erro médico",
refere o SIM. eS T
a ocorrência, por ação ou por omissão, de situações de erro médico", refere o SIM. eS
A31 ID: 77980611 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 47 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

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Área: 10,12 x 13,59 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

cm² Âmbito: Informação Geral Corte: 1 de 1 DISCURSO DIRETO Fernando Curto, pres. da Ass. Nacional
DISCURSO DIRETO Fernando Curto, pres. da Ass. Nacional de Bombeiros Profissionais, sobre manifestação "SOCORRO
DISCURSO DIRETO
Fernando Curto,
pres. da Ass. Nacional de
Bombeiros Profissionais, sobre manifestação
"SOCORRO POSTO EM CAUSA
COM GREVE DE 2 SEMANAS"
13 CM -
Quais as ra-
zões do protesto?
Fernando Curto -
ção, anos sem nos
aumentarem o ven-
cimento e agora até
O estatuto dos bom-
beiros profissionais,
os três pilares - car-
reira, vencimento e
aposentação - estão em ne-
gociação e o Governo não
quer ceder. Nunca vi uma
profissão ser organizada e,
além de não sermos aumen -
tados há 15 anos, baixarem o
vencimento, de 900 para
600 euros. Não aceitamos
que, sendo a aposentação aos
50 anos, o Governo a queira
aos 60. É inadmissível.
- Porque é que o protesto
subiu de tom?
a quererem baixar.
É
normal, mas não
passou de urna ten-
tativa. É uma rea-
ção, mas não passou nem
passará disso.
- Quais os próximos passos?
- Para já, está mareada para
amanhã [hoje] uma reunião
dos sindicatos como presi-
dente da Câmara de Lisboa.
Mas temos previsto um pro-
testo nacional, e também, se
o Governo não ceder, um
período de greve de duas se-
manas já agendado de 19 de
dezembro a 2 de janeiro, que
- É o desfecho de muitos
anos de revolta, de estagna -
foi aprovado. O socorro fica
posto em causa. •S.G.C.
A32 ID: 77980625 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 27 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

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Área: 5,09 x 8,98 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

CATALUNHA Mais dois em greve de fome 0 Os dirigentes indepen- den tistas catalães Josep
CATALUNHA
Mais dois em
greve de fome
0 Os dirigentes indepen-
den tistas catalães Josep Rull
e Joaquín Forn, em prisão
preventiva há um ano, jun -
taram-se ontem à greve de
fome iniciada no sábado por
dois outros presos separatis-
tas, Jordi Sánéhez e Jordi Tu -
rull. Decisão visa protestar
contra a alegada "injustiça"
do Supremo Tribunal espa-
nhol, que acusam de blo-
quear o envio dos seus re-
cursos ao Tribunal Europeu
dos
Direitos Humanos.
espa- nhol, que acusam de blo- quear o envio dos seus re- cursos ao Tribunal Europeu
A33 ID: 77980493 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 40 País: Portugal Cores: Cor Period.: Diária

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Área: 10,31 x 6,34 cm²

Âmbito: Informação Geral

Corte: 1 de 1

6,34 cm² Âmbito: Informação Geral Corte: 1 de 1 RTPPORTO PCP ouve trabalhadores 121 Sindicatos e
RTPPORTO PCP ouve trabalhadores 121 Sindicatos e comissão de trabalhadores da RTP Porto estiveram ontem
RTPPORTO
PCP ouve trabalhadores
121 Sindicatos e comissão de
trabalhadores da RTP Porto
estiveram ontem reunidos
com a deputada do PCP Diana
Ferreira para denunciar vários
casos de precariedade laborai.
Em causa estão cerca de 80 co-
laboradores que trabalham
para a estação pública em re-
gime de prestação de serviço
há vários anos, estando a RTP
atualmente a avaliar a inte-
gração daqueles que são res-
ponsáveis por programas per-
manentes, como a 'Praça da
Alegria' e o 'Aqui Portugal'.
De acordo com Nélson Silva,
delegado sindical, os precários
trabalham um mínimo de
nove horas por dia e recebem
33,3 euros. As horas extraor-
dinárias não são pagas.
A34 ID: 77980811 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 11 País: Portugal Cores: Cor Period.: Semanal

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Área: 23,50 x 32,20 cm²

Âmbito: Outros Assuntos

Corte: 1 de 1

x 32,20 cm² Âmbito: Outros Assuntos Corte: 1 de 1 Se m pa ias na línçua
Se m pa ias na línçua -a páçina de arfa cfMubarrota Há greves boas? H
Se m pa ias na línçua -a páçina de arfa cfMubarrota
Há greves boas?
H á quem diga que as greves, quando
feitas pelos "nossos", são compre-
É, depois, um acto que usa a ameaça e
ensíveis: usadas como instrumento
de pressão, contribuiriam para a luta polí-
tica dos "nossos" contra "os outros", contra
a iminência do prejuízo colectivo. De urna
greve não sai nunca o benefício da comu-
nidade, mas a violentação da comunidade
em beneficio do "comité" grevista.
Temos, nos dias que correm, exemplos
que bastem.
"eles". Seria o caso, por exemplo, das greves
Temos uma greve atípica: a dos ju-
ízes, cavalheiros e cavalheiras circuns-
que deflagraram nos estaleiros Lenin, de
Gdafisk, levando o baralho de cartas a entrar
em colapso e derrubando o comunismo,
em sequência, na Polónia (Junho de 1989),
na Hungria (Outubro do mesmo ano), na
Alemanha do Muro (Novembro), na Che-
coslováquia (Dezembro) e por fim na União
Soviética, coração da besta (Maio de 90).
É, também, um acto que por princípio
exclui o combate frontal, a reclamação leal
pectos que, tendo perdido as estribeiras,
adoptaram em desespero o mais reles dos
e lhana: acobertado no colectivo irrespon-
sável, dispensa o raciocínio pessoal cons-
estratagemas aconselhados por Gramsci.
ciente, substitui o acordo e a harmonia pela
imposição "de classe", de grupo, de facção.
Podem ter carradas de razões de
queixa, sobretudo na vigência de uma
governação trampolineira que esgota a
A greve, tal como praticada nos tempos
de Napoleão III, poderia ser compreendida
como etapa bárbara na afirmação do prole-
tariado urbano perante o suicida "império
liberal"; mas a sua transposição para um
mundo esclarecido e livre, onde naturalmen-
paciência a qualquer santo.
No Verão de 1990, o Bloco de Leste deixara
de existir, alegadamente graças às greves
organizadas por um simples sindicalista
determinado, Lech Walçsa.
essa "revista à portuguesa" que passa todas
Discordo.
te não teria lugar, só pode explicar-se pela
ramificação do amoralismo marxista, para
Mas entrar pela análise das "razões" é
um caminho muito perigoso. Em breve nos
levaria a ponderar as "razões" do ladrão e do
homicida (que decerto as terão, também), e
não creio que essa seja a melhor opção para
quem tem por ofício julgar.
Nem Walçsa era o pobre sindicalista
sonhador que contra ventos e marés, de
acordo com a lenda, se levantou contra a
o qual os fins justificam quaisquer meios.
Cortina de Ferro, nem as greves de Gdafisk
foram realmente greves. Serviços de `intelli-
gence' de vários países ocidentais estiveram
envolvidos, desde o início, no processo po-
laco (entre eles o Vaticano), aproveitando
Não: da greve não advêm vantagem ou
lucro, progresso ou dignificação.
Estranhei, confesso, que os magistrados
descessem ao expediente da greve, bastante
abaixo do nível expectável. O facto é que fui
conferir na internet e conduí que notícias de
as noites num telejornal perto de si, com um
cromo chamado Nogueira promovido ao
papel de contra-regra do pátio das cantigas,
onde o pessoal de bigode se junta à volta da
roulotte dos couratos e das minis.
Também aqui as razões são irrelevantes:
A greve avilta o trabalhador ao retirar-lhe
juízes em greve — só as há em Portugal, no
sabemos todos como o Governo mentiu
ao criar falsas expectativas, sabemos todos
o poder da razão, ao fazer dele a peça de
uni mecanismo triturador de consciências.
a pueril reivindicação inicial dos operários
do estaleiro (a readmissão ao trabalho da
operária Anna Walentynowicz) para criar
uni verdadeiro movimento político subver-
sivo sob a capa do Solidarnok. O exemplo
Mali, no Paquistão e no Sudão do Sul. Sem
qualquer sobranceria, tenho de confessar
que esperava melhor exemplo inspirador, ou
A greve não produz, destrói.
melhor companhia, para a estranha "luta"
dos nossos magistrados.
A greve é o domínio obsceno da força
bruta sobre a inteligência social.
o que os professores pretendem, sabemos
todos que o Governo só lhes fará a vontade
nos tribunais — que seriam, aliás, a sede
própria para tratar este caso desde o início.
Se os juízes não estivessem em greve, bem
entendido.
Temos também a greve dos professores,
não serve.
Temos, ainda, a greve dos enfermeiros
— de todas a mais amoral, a mais pérfida, a
Uma greve, tal corno nós a concebemos
desde a segunda metade do século XIX,
não é um generoso movimento de massas
visando promover as liberdades e a justiça
social: é uma acção mesquinha de chanta-
gem, é um golpe traiçoeiro sobre quem se
encontra vulnerável no seu aparente poder,
mais abjecta, a greve que vilmente se serve
do medo de quem está exposto na doença, de
quem está dependente no penso, na injecção,
na operação, na administração de fármacos.
A greve dos cobardolas que se valem do seu
pequeno poder profissional para castigar
quem não tem culpa, para magoar quem não
é urna violência social que tem comparação
no assalto à mão armada.
se pode resguardar. A greve que chantageia
o idoso frágil, a mulher diminuída na enfer-
Comecemos pelo princípio: a greve é
um acto de força. De tanto nos habituarmos
a ela, deixámos de ver que é um elogio da
violência psíquica e física, uma brutalidade
que só aceitamos porque a inscreveram no
rol benigno dos "direitos" dos "fracos". E
nós acreditámos.
midade, a criança indefesa perante os tiranos
da roda dentada marxista, fria, indiferente,
prepotente, sem alma ou princípios. Para
esta greve, Deus Nosso Senhor me perdoe,
tinha eu um remédio que a Constituição me
proíbe de enunciar!
E, no entanto, a genealogia ideológica
desta pseudo-"forma de luta" atribui, inva-
riavelmente, aos "comités" e aos "politburos"
De tanto nos impingirem a greve como
"um direito", habituámo-nos a aceitá-la do-
cilmente, sem questionarmos a sua maldade
intrínseca. Sem vermos nela a verdadeira
a sua iniciativa, a sua convocatória, a sua
organização e o seu controlo. A "vanguarda"
declara a greve, "os fracos" seguem-na, man-
tendo o seu estatuto subalterno no conflito
social. Não há nela nada da beleza do lutador
que proclama a sua fé e se dispõe sozinho a
fazê-la vencer: é um acto administrativo de
urna dique funcionalizada, é uma operação
política de terror que faz do trabalhador
um terrorista.
essência divisionista e anti-laboral. Sem lhe
apontarmos o carácter anti-natura dos actos
destrutivos.
Sem nos perguntarmos com que "direi-
to" alguém, em nome da sua própria vida
profissional, se sente habilitado a prejudicar
a vida de todos os outros.
Um dia lá chegaremos. •
mariadaljubarrota@gmaiLcom
A35 ID: 77980756 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 8 País: Portugal Cores: Cor Period.: Semanal

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Área: 23,50 x 4,66 cm²

Âmbito: Outros Assuntos

Corte: 1 de 1

x 4,66 cm² Âmbito: Outros Assuntos Corte: 1 de 1 Greve de estivadores provoca danos de
Greve de estivadores provoca danos de milhões A hora de fecho desta edição admitia-se que
Greve de estivadores provoca danos de milhões
A hora de fecho desta edição admitia-se que no prin-
Um dos principais prejudicados é o complexo industrial
Segundo a SIC, "as paralisações nos portos nacionais
cípio da semana um acordo entre estivadores e
empresas portuárias pudesse finalmente 'ser alcançado
em Setúbal, embora a dureza das exigências sindicais
da Volkswagen em Palmela, cuja produção com destino
arrastam-se há vários anos e têm custado milhões de euros
ao estrangeiro é habitualmente escoada através do porto
fizesse recear o prolongamento do impasse.
A greve dos estivadores de Setúbal foi já responsável
por milhões de euros de prejuízos directos e indirectos.
de Setúbal. Nas últimas duas semanas, uma pequena parte
dos automóveis fabricados na Autoeuropa foi exportada
através de outras vias, mas o grosso da produção tem-
-se acumulado no cais de Setúbal, aguardando o fim da
paralisação.
à economia. Os estivadores acusam as empresas portuárias
de quererem impor um modelo laboral assente em víncu-
los precários, salários baixos e horários prolongados. As
empresas queixam-se de perderem negócio com as greves
sucessivas. Este braço de ferro é agravado pela guerra entre
os próprios sindicatos e que inclui ameaças e agressões':■
A36 ID: 77980840 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 14 País: Portugal Cores: Cor Period.: Semanal

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Área: 23,50 x 32,20 cm²

Âmbito: Outros Assuntos

Corte: 1 de 2

x 32,20 cm² Âmbito: Outros Assuntos Corte: 1 de 2 Análise O recanto semanal do pensamento
Análise O recanto semanal do pensamento político impor também particularidades de análise. Deve ser particularmente
Análise
O recanto semanal do pensamento político
impor também particularidades de análise.
Deve ser particularmente doloroso para
Pedro Soares Martínez
quem seguiu a carreira da magistratura
judicia] desviar do caminho da legalidade
a afirmação do seu direito e a esperança de
1 Num Estado qualquer, seja "de direi-
to" ou "de torto" (sic), em termos de
Estado organizado, em condições mínimas
de funcionamento, o uso da força, ou da
violência, que sempre há-de implicar alguma
ofensa de regras legais, só é admissível na-
queles casos extremos em que se esgotaram,
ou não são acessíveis, os meios normais de
fazer justiça. Porque a realização da justi-
ça, que é fim e não meio, a todos os meios
se sobrepõe. Assim, os sábios, de todos os
tempos e latitudes, aceitaram que tivessem
fimdamento as guerras justas, o instituto
da "legítima defesa", própria ou alheia, as
revoltas contra o uso do poder abusivo, o
tiranicídio e até o regicídio. Também entre
os recursos à força, à violência, se incluiu a
greve, quando aos operários, trabalhadores
por conta de outrem, não são garantidas as
vias adequadas à defesa dos seus direitos e da
sua justiça. Em tais casos, a greve será uma
"legítima dete.sa", nos termos em que os or-
denamentos jurídicos os tenham admitido.
Mas trata-se de um recurso à violência, que
há -de ser decidido pela parte que dispuser
de maior força, de maior resistência, quer
sejam os grevistas, quer os patrões, quer o
Governo, se a questão for contra o Gover-
no, no caso de greves de intencionalidade
política.
reconhecimento da sua justiça. Mas não po-
dem as sociedades basear nesse sentimento
doloroso, de pena, de desânimo, de negação
das virtudes do pretório, para negar a urna
classe o direito à greve, quando a todas as
outras é reconhecido.
Também não deve baralhar-se a ques-
tão da greve dos juízes com a da crise da
justiça, da qual tanto se fala. Até porque
os magistrados judiciais são Os que menos
têm contribuído para essa crise, que será
conveniente não julgar que possa ser de-
belada com uma reforma da organização
judiciária, que nos traga novas fantasias
do legislador. O país está farto e cansado
de experiências legislativas, inadequadas,
fantasiosas, muitas vezes inexequíveis. No
plano judicial essas reformas, sucessivas
e imponderadas, têm causado, para os
dores do sector privado. Em consequência,
não se nega aos agentes do sector público o
direito à greve, nos termos gerais.
sejam ouvidas. Muitos mais ainda hão-de
reservar juízos de condenação quanto à
greve dos juízes.
cidadãos, em geral, e naturalmente para
a gente do foro, situações caóticas que, em
3 Mas, quer se situem a nível do sector
público quer do sector privado, algu-
4 A repugnância suscitada pelas greves
mais lesivas de interesses e valores de
muitos casos, transformam as peças pro-
cessuais em bilhetes de lotaria. As gentes
de sorte e destituída de escrúpulos con-
fiam em ganhar e afluem, em massa, aos
mas greves impressionam particularmente
a opinião pública, pelas consequências que
acarretam, de gravidade extrema. É o caso
das greves dos bombeiros, dos enfermeiros,
dos médicos, do pessoal de limpeza das vias
públicas, dos coveiros, de outros mais ainda.
Outras greves perturbam o funcionamento
corrente da vida social. Entre elas avultam
as greves de transportes públicos colectivos,
que dificultam a circulação de populações,
as quais se habituaram, em demanda de
mais amplas instalações e de zonas menos
poluídas, a morar em bairros e povoações
distanciados dos locais de trabalho. Outras
greves que perturbam gravemente a ex-
portação e, em consequência, a economia
nacional, são as greves dos estivadores. Uma
terceira categoria de greves é geralmente
vista em termos de poder afectar quer a
dignidade quer a eficiência de certas ca-
tegorias de profissionais. Não se entende
que os soldados, destinados a defender as
fronteiras, possam entrar em greve. Ou que
os polícias, envolvidos em greves, entrem
em conflito com outros polícias aos quais
caiba manter alguma disciplina nas mani-
festações grevistas. Muitos julgam altamente
perturbador que os professores dêem aos
seus alunos exemplos de revolta, de indis-
ciplina, de desalinho, de falta de tranquili-
dade, que hão-de acompanhar as greves de
docentes, para que as pretensões em causa
muita graduação justifica-se amplamente.
Mas não será fácil estabelecer uma separação
rígida entre as greves de maior e de menor
gravidade. Mais difícil ainda, em termos de
justiça distributiva, será dizer que uns po-
dem entrar em greve, porque a sua cessação
de trabalho não traz prejuízos de maior, mas
outros não podem entrar em greve por-
que a sua cessação de trabalho é altamente
prejudicial. Os candidatos a grevistas do
segundo grupo não deixariam de esgrimir
no sentido duque o relevo do seu trabalho
justificaria a inteira concessão das reivindi-
cações em causa. E os respectivos salários
dos varredores de rua, dos bombeiros, dos
enfermeiros, de outros mais, subiriam em
flecha. Talvez para além dos critérios que
fossem adoptados em termos de equilíbrio
entre profissões. Mas não se excluirá que,
afinal, tenha sido essa a solução adoptada,
ou que tenha de vir a ser adoptada. Pois para
evitar as greves e todos os seus malefícios,
terá de reconhecer-se posição preferencial
àqueles cuja cessação de trabalho seja mais
prejudicial. Também poderia estudar-se
qualquer regime de renúncia, individual ou
colectiva, à greve, naturalmente compensada
por sobre-salários, correspondentes a essa
mesma renúncia.
tribunais. Os outros vivem no terror de
lá terem de comparecer. Queixam-se os
advogados, embora, por vezes, algumas
compensações lhes caibam da tarefa de se
2 Caberá aos Estados, quer "de direito"
quer "de torto", reconhecendo todos os
debruçarem sobre todas as incoerências da
legislação que os sufoca. Mas quem não
tem compensações e menos se queixam
são os juízes. A greve judicial é lamentá-
vel
mas
os juízes têm razão.
graves inconvenientes das greves, procurar
evitá-las, criando meios pacíficos, de inteira
4 As próprias falhas que possam ser
objectividade, destinados a dirimir os con-
flitos respeitantes à remuneração e outras
condições do trabalho, que possam gerar as
cessações consertadas de trabalho por via das
greves. Mas se os Estados não tiverem sabido
criar esses meios pacíficos, terão de aceitar
as greves, ainda que regulamentando as ma-
nifestações grevistas, em ordem a evitar que
delas resultem ofensas da maior gravidade
aos bens legalmente tutelados e à tranquili-
dade pública. E o direito à greve estende-se
do sector privado para o dos funcionários
públicos, quando a estes não corresponda
um estatuto privilegiado que, a par de outras
vantagens, pressuponha adequados meios
de defesa dos legítimos interesses dos ser-
vidores do Estado, das autarquias e outras
entidades públicas. E, na actualidade, bem
ou mal, tem-se geralmente preferido negar
aos funcionários públicos situações que os
apartam dos regimes gerais dos trabalha-
V assacadas aos juízes resultam de refor-
mas legais que, respeitando ao seu próprio
recrutamento, manifestamente lhes não são
atribuíveis. E, através das dificuldades que
resultam da desordem da própria sociedade
e
da desordem de espírito dos legisladores, os
juízPs, integrados num corpo de excepção,
pela geral dignidade, pelo aprumo, pelo
sentido de responsabilidade, que falta a mui-
tos mais, constituem ainda um dos raros
exemplos que importaria seguir tendo em
vista o destino colectivo da gente portugue-
sa. Não se julgue que, para os juízes, como
para tantos outros, a questão fundamental
é
de salários, ou de outras comodidades. Os
juízes, suponho, querem apenas ser ouvidos,
e entendidos. Não para se servirem. Mas
C A questão da greve dos juízes, porém,
oferece características que deverão
para melhor poderem servir, nas espinhosas
missões que lhes são cometidas. Geralmente,
sabem o (lite é honra e quando deve a honra
preceder o proveito.■
ID: 77980840 04-12-2018 Meio: Imprensa Pág: 1 País: Portugal Cores: Cor Period.: Semanal Área:

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