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17/01/2019 Drenagem | Téchne

Os sistemas de drenagem são projetados com o intuito de proteger as rodovias contra a ação da água, que

pode prejudicar a segurança do tráfego, ameaçar a estabilidade de taludes e acelerar a deterioração de pavimentos.

A água vinda das chuvas ou do lençol freático escoa pela superfície ou pelos vazios do subsolo atingindo os

pavimentos. O dimensionamento do sistema de drenagem exige o estudo do local e a utilização de técnicas

eficientes e adequadas. "Temos que identificar como se dá o escoamento sobre o terreno natural antes das

intervenções para execução da infra-estrutura. Independente de ser um canal, valeta ou galeria, o cuidado deverá

ser o mesmo, pois a garantia do funcionamento da obra é o controle de sua declividade", afirma Luiz Miguel de

Miranda, professor do departamento de engenharia civil da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso). Locais

sujeitos a chuvas intensas e terrenos que proporcionam um elevado escoamento precisam da atenção redobrada do

projetista.

A água pluvial gera escoamento superficial ou se infiltra. A do lençol freático se movimenta ou acumula

abaixo da superfície. Dessa forma, pode demandar três tipos de drenagem: superficial, subsuperficial (pavimento) e

a subterrânea (profunda). Durante os projetos, deve-se estudar a topografia e o regime de chuvas da localidade

onde está a obra. Observar as condições geotécnicas locais também é fundamental. "Nessa fase, avalia-se a

ocorrência de fluxos de água no subsolo, que determinarão ou não a necessidade de implantação de dispositivos de

drenagem profunda", orienta Carlos Yukio Suzuki, diretor técnico da Planservi Engenharia. Com esses dados o

projetista terá condições de escolher os equipamentos de drenagem, estimar os volumes de água de escoamento e

efetuar os dimensionamentos hidráulico e estrutural dos dispositivos.

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Métodos

A drenagem superficial tem como objetivo interceptar e redirecionar o fluxo de água precipitada sobre a

plataforma para uma área segura de deságüe. Os dispositivos mais utilizados nesses casos são as valetas de

proteção (de cortes e aterros), sarjetas, meios-fios, descidas d'água, caixas coletoras e bueiros de greide, sendo

esses pré-moldados ou moldados in loco. No projeto é fundamental avaliar a velocidade das águas, pois um fluxo

intenso pode contribuir para a erosão do talude comprometendo a segurança e infra-estrutura do pavimento. A

manutenção do sistema de drenagem superficial consiste no desentupimento, consertos, remendos e desobstrução

de vertedouros. "A falta de procedimentos de limpeza, principalmente antes do período de chuvas e imediatamente

após precipitações intensas, pode provocar o assoreamento dos dispositivos", esclarece Suzuki.

A drenagem subsuperficial ou de pavimento consiste na retirada da água que se infiltra no revestimento até

1,5 m de profundidade, ou que venham do lençol freático ¿ abaixo do pavimento. Para isso, usam-se os colchões

drenantes, drenos rasos longitudinais, drenos laterais de base e transversais.

Segundo José Bernardes Felex, professor-titular do departamento de transportes da Escola de Engenharia

de São Carlos, a drenagem subterrânea ou profunda envolve técnicas rigorosas e, em geral, é executada nos

taludes e nas proximidades dos acostamentos para controlar as águas subterrâneas, provenientes do lençol

freático, a mais de 1,5 m de profundidade ou em locais onde a terraplenagem exponha o lençol freático. Contudo, é

preciso analisar a permeabilidade do solo local. "O uso de drenos profundos é recomendado em todos os trechos

que apresentem lençol freático alto ou sujeito à elevação", avalia Suzuki.

A execução de drenos e colchões drenantes deve ser feita depois da escavação, com a colocação de

material de enchimento filtrante - areia, agregado britado, geotêxtil - ou drenantes - britas, cascalho grosso lavado -

que devem possuir granulometrias adequadas para assegurar a eficiência da drenagem.

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Os drenos que utilizem tubos podem ser de concreto (poroso ou perfurado), cerâmico

(perfurado), plásticos (corrugado, ranhurado) ou metálicos. O material de envolvimento dos drenos profundos deve

ser firmemente adensado para evitar o carregamento de finos para o interior dos tubos. "No passado fazia-se o uso

de filtros, porém com o advento das mantas geotêxteis não tecidas passou-se a utilizar esses materiais com função

filtrante", explica Suzuki.

A manutenção de drenos e colchões é difícil. Entretanto, a proteção das entradas e a

limpeza das saídas dos drenos nos córregos podem contribuir para a manutenção

preventiva. "Em casos onde é constatado o dano do sistema de drenagem profundo, não há

alternativa que não a remoção do dreno e a correção do problema", diz Miranda.

A drenagem de transposição de talvegue tem de ser feita com a captação e condução da

água para garantir a travessia de um lado para outro da estrutura da via. São usados

equipamentos como bueiros, galerias, pontes e pontilhões executados ao longo das

rodovias. "É preciso cuidado na transposição de talvegues, pois os locais com esse

dispositivo podem facilitar a ruptura de toda uma estrutura de via", avisa Felex.

Dreno de pavimento transversal

Para as rodovias Bandeirantes e Anhanguera, em São Paulo, foram adotados em toda a

extensão drenos transversais que contribuem para a longevidade do pavimento. "Desde

1999, com a execução das obras para ampliação dessas rodovias até os dias atuais, todos

os projetos que incluem a recuperação do pavimento contemplam esse sistema de

drenagem", conta José Alberto Moita, gerente de obras da Autoban.

Fonte: José Bernardes Felex, professor-titular do departamento de


transportes da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP)

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Dispositivos de drenagem

Superficial

Valeta de proteção de corte: canal para

impedir que a água de chuva que escoa na direção da obra atinja o talude de corte. Na

maioria dos casos tem forma triangular e é construída apenas inclinando-se a lâmina de uma

motoniveladora. O posicionamento deve ser 2 a 3 m paralelo à crista do corte. O

revestimento mais comum é a grama. Em casos especiais podem-se usar revestimentos de

concreto, alvenaria, pedra ou outra vegetação.

Sarjeta de corte: canal na margem de

acostamentos que conduz a água, longitudinalmente à rodovia, até à saída entre o corte e o

aterro. A água é lançada para um terreno natural, valeta de aterro ou uma caixa coletora de

um bueiro. É uma importante proteção para evitar erosão e deslizamento em taludes. Pode

ser revestida de concreto, alvenaria de tijolo, pedra arrumada ou vegetação.

Meio-fio da crista do aterro: são canais usados

para evitar a erosão na borda de acostamentos da crista de aterros. Devem ser aplicados

toda vez que o aterro tiver altura maior que 3 m para evitar a erosão do talude. De acordo

com o regime de chuvas e as decidas de água, é necessário prover abertura para fazer a

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água descer em canal de concreto.

Subterrânea ou profunda

Dreno profundo: é

uma trincheira que pode rebaixar o lençol freático, entre 1,5 e 2 m de profundidade, captando

e conduzindo água para saídas do terreno. Recomendado nos trechos onde o lençol freático

esteja próximo da superfície de qualquer elemento da rodovia. É constituído por vala, juntas,

caixas de inspeção e materiais filtrantes, drenantes e condutores.

Drenagem de transposição de talvegue: são

condutos (bueiros, galerias, pontes, pontilhões) construídos nos pontos mais baixos dos

aterros das vias. Esses elementos são responsáveis pela condução das águas dos pontos

mais altos para os mais baixos, de onde a água segue para o terreno natural.

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Dreno longitudinal: trincheira longitudinal

preenchida por agregado que pode ter tubos perfurados para coletar água. Com a função de

rebaixar o lençol de água logo abaixo do pavimento, esse dreno deve ser dimensionado por

meio da escolha de materiais para coletar a água. Hoje, materiais sintéticos como geotêxteis

e tubos de plástico facilitam o dimensionamento e a construção dessas trincheiras.

Subsuperficial ou de pavimento

Colchão drenante: é uma camada de agregados

que conduz a água infiltrada no revestimento ou subsolo (de baixo para cima, em alguns

casos) para fora da pista. Essa camada pode, ou não, fazer parte do pavimento. A escolha

de materiais e a construção exigem uma análise do regime pluvial, das propriedades dos

materiais do revestimento, da plataforma da via e do próprio colchão drenante, que deverá

garantir a passagem de toda a água e o não-entupimento ao longo do tempo.

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Dreno espinha-de-peixe: são pequenos drenos

oblíquos usados para tirar a água da base de pavimentos. Por serem de pequena

profundidade são utilizados sem tubos e necessários quando as camadas abaixo das bases

e os acostamentos são impermeáveis.

Leia Mais

Águas de chuva: engenharia das águas pluviais nas cidades. Manoel Henrique Campos

Botelho - manoelbotelho@terra.com.br - Editora Edgard Blücher, São Paulo, 1998.

Manual de patologia e manutenção de pavimentos. Paulo Fernando A. Silva - Editora

PINI, São Paulo, 2005.

Manual de drenagem de rodovias do DNER. Disponível para dowload no site

www.dnit.gov.br.

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Horacio da Praia
gostei da juda
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