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SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA

Formação em Auxiliar de Farmácia


Hospitalar e Drogarias

Volume V - TOMO II
Anatomia e Fisiologia
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EDIÇÃO ESPECIAL AMPLIADA E REVISTA


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SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia


Professor César Augusto Venâncio da Silva
2014. QUINTA EDIÇÃO DA SÉRIE – REVISTA E AUMENTADA.

1ª. Edição do Volume V – TOMO II Editora Free Virtual. INESPEC – 2012 -


Fortaleza-Ceará. Edição em Janeiro de 2014

Anatomia e Fisiologia

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA

Formação em Auxiliar de Farmácia


Hospitalar e Drogarias

Volume V

Fortaleza-Ceará-2014
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Professor César Augusto Venâncio da Silva
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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Especialista Professora Ray Rabelo – Presidente
do INESPEC – Gestão 2013-2019. Jornalista Editora. Reg MTB-Ceará 2892.

Apresentação.

Esse Volume representa o Tomo II, da Série., e reafirmo a posição firmada


anteriormente.

O presente livro tem como base de formação teórica uma visão que se processa através
de informações científicas e atualizadas, dando aos profissionais, no presente e no
futuro oportunidades de revisão e fixação de aprendizagens sobre os fenômenos que
classificam a compreensão da atividade de regulação de medicamentos, anatomia e
fisiologia aplicada, farmacocinética e farmacodinâmica em suas várias dimensões. Essa
série visa atingir os alunos do projeto universidade virtual OCW, onde o autor escreve e
publica material didático para os alunos dos cursos de farmácia, biologia, psicologia e
disciplinas do Curso de Medicina das Universidades que adotam o sistema OCW. O
Consórcio Open Course Ware é uma colaboração de instituições de ensino superior e
organizações associadas de todo o mundo, criando um corpo amplo e profundo de
conteúdo educacional aberto utilizando um modelo compartilhado. Mais detalhes já se
encontra descrito no Tomo I. No link seguinte, você pode acessar a integralidade desse
livro:
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Professor César Augusto Venâncio da Silva
http://farmacologiatomo2rdm.blogspot.com.br/

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http://farmacologiatomo1rdm.blogspot.com.br/
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Professor César Augusto Venâncio da Silva
http://farmacologiav5t1.blogspot.com.br/

Outros livros da série podem ser vistos nos links:

http://inespeceducacaocontinuada.webnode.com/

http://radioinespec2013.yolasite.com/

A segunda edição está disponível na INTERNET no site:

http://institutoinespec.webnode.com.br/.

Podendo ser baixado diretamente no link:

http://institutoinespec.webnode.com.br/livro-do-curso-de-farmacia-para-as-turmas-iii-e-
iv-/
1293

Ou e: http://www.scribd.com/doc/125825298/Livro-Revisado-4-de-Fevereiro

http://institutoinespec.webnode.com.br/livro-do-curso-de-farmacia-para-as-turmas-iii-e-
Página

iv-/

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
A gestão do INESPEC agradece ao
Professor César Augusto Venâncio da SILVA. Docente de Farmácia Aplicada e
especializando em Farmacologia Clínica pela Faculdade ATENEU. Fortaleza-Ceará.
2013.Matrícula 0100.120.102201775, autor, o seu empenho em fortalecer as ações do
instituto.

Fortaleza, Janeiro de 2014.

Boa sorte.

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Capítulo

Principiologia

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Introdução.

Os profissionais em formação a partir da linha ideológica deste ee-book


book devem conhecer
as vias de administração medicamentosa. Tais vias representam o caminho pelo qual
uma substância interage com o organismo. A substância tem que ser transportada do
ponto de entrada à parte do corpo onde deseja
deseja-se
se que ocorra sua ação. Uma substância
é qualquer espécie de matéria formada por átomos de elementos específicos em
proporções específicas.
específicas. Cada substância possui um conjunto definido de propriedades e
uma composição química. Elas também podem ser inorgânicas (como a água e os sais
minerais)ou orgânicas (como a proteína, carboidratos, lipídeos, ácido nucleico e
vitaminas). Composição química
química é o conjunto de moléculas dos elementos químicos
constituintes de uma certa substância. A matéria que forma os seres vivos é constituída
por átomos, assim, como as entidades não
não-vivas.
vivas. Isso significa que a matéria viva está
sujeita às mesmas leis naturais
naturais que regem o universo conhecido. Na matéria viva,
porem,certos tipos de elemento químico sempre estão presentes em proporção diferente
que da matéria não viva. Os átomos formam as moléculas,que formam os genes, que por
sua vez formam o DNA, que deteriora
deteriora-se
se depois da morte. Esta é a composição básica
do DNA. Todo ser vivo possui, em sua matéria, os seguintes elementos químicos:
carbono (C), hidrogênio (H), oxigênio (O), nitrogênio (N), fósforo (P) e enxofre (S) ou
silício (SI) , que ao lado de outros eleme
elementos
ntos que aparecem em menor escala, formam
substâncias complexas que constituem os seres vivos, denominados compostos
orgânicos, como os carboidratos, as proteínas, os lipídios, as vitaminas e os ácidos
nucleicos. Os compostos ou moléculas orgânicas são as substâncias químicas que
contêm na sua estrutura Carbono e Hidrogênio, e muitas vezes com oxigênio,
nitrogênio, enxofre, fósforo, boro, halogênios e outros. Não são moléculas orgânicas os
carbetos, carbonatos, bicarbonatos, cianetos, óxidos de carbono, ass
assim
im como o carbono
grafite, diamante e o fulereno.

Acetona - As moléculas orgânicas podem ser: Moléculas orgânicas


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naturais e Moléculas orgânicas artificiais.


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Moléculas orgânicas naturais: São as sintetizadas pelos
seres vivos, denominadas biomoléculas, que são
estudadas pela bioquímica.

Moléculas orgânicas artificiais: São substâncias que não


existem na natureza e têm sido fabricadas pelo homem,
como os plásticos. A maioria dos compostos orgânicos
puros são produzidos artificialmente.

Glic
Glicose.- A linha que divide as moléculas orgânicas das
inorgânicas tem originado polêmicas e historicamente tem sido arbitrária, porém,
geralmente os compostos orgânicos apresentam carbono ligado a hidrogênio, e os
compostos inorgânicos não. Deste modo, o ác
ácido
ido carbônico é inorgânico, entretanto, o
ácido fórmico, o primeiro ácido carboxílico, é orgânico. O anidrido carbônico e o
monóxido de carbono são compostos inorgânicos. Portanto, todas as moléculas
orgânicas contêm carbono, porém nem todas as moléculas qque
ue tem carbono, são
moléculas orgânicas.

Síntese de Wohler. - A etimologia da palavra


"orgânico" significa que procede de "organos", relacionada com a vida, em oposição ao
inorgânico que teria o significado de tudo que carece de vida(Júlio César Lima Lira.
Lira
1297

Síntese Orgânica. InfoEscola. Página visitada em 06 de julho de 2013; Líria Alves. R7.
Brasil Escola. Página visitada em 06 de agosto de 2013).
2013). As
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propriedades farmacocinéticas
farmacocinéticas de uma droga (isto é, as propriedades relacionadas a

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absorção, distribuição e eliminação) são bastante influenciadas pela via de
administração. O sucesso terapêutico do tratamento de doenças em humanos depende de
bases farmacológicas que permitam a escolha do medicamento correto, de forma
científica e racional. Mais do que escolher o fármaco adequado (ou o mais correto para
cada caso clínico)visando reverter, atenuar ou prevenir um determinado processo
patológico; o clínico, ao prescrever, também precisa selecionar o mais adequado às
características fisiopatológicas, idade, sexo, peso corporal e raça do paciente. Como a
intensidade dos efeitos, terapêuticos ou tóxicos, dos medicamentos depende da
concentração alcançada em seu sítio de ação, é necessário garantir que o medicamento
escolhido atinja, em concentrações adequadas, o órgão ou sistema suscetível ao efeito
benéfico requerido. Para tal é necessário escolher doses que garantam a chegada e a
manutenção das concentrações terapêuticas junto aos sítios moleculares de
reconhecimento no organismo, também denominados sítios receptores. Se quantidades
insuficientes estão presentes no sítio receptor, o medicamento pode parecer ser ineficaz
mesmo sendo o mais correto para cada caso clínico, podendo até falsiar, assim, a
eficácia do fármaco escolhido; em uma situação como esta, o fármaco pode ser
descartado erroneamente, sendo que o sucesso terapêutico poderia ser alcançado se a
dose e/ou o intervalo de administração (posologia) corretos fossem prescritos. Do
mesmo modo, esquemas posológicos inapropriados podem produzir concentrações
excessivas no sítio receptor, o que acarretaria a produção de toxicidade e, mais uma vez,
o medicamento "certo" pode erroneamente ser descartado, por apresentar excessivas
concentrações no organismo. No Volume V Tomo III teremos a oportunidade de estudar
Farmacodinâmica e Farmacocinética.
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Referência Bibliográfica.

1. AÏACHE, J. M., DEVISSAGUET, S., GUYOT-HERMANN, A. M.


Biofarmacia. México : El Manual Moderno, 1983.
2. ARANCIBIA, A., RUIZ,I., et al. Fundamentos de Farmacologia Clínica.
Santiago de Chile: PIADE, Facudad de Ciencias Económicas y Administrativas
de la Universidad de Chile, 1993.
3. FUCHS, F.D. e WANNMACHER, L. Farmacologia Clínica – Fundamentos da
Terapêutica Racional, 2 ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998
4. GILLIES, H.C., ROGERS, H.J., SPECTOR, R.G., TROUCE,J.R. Farmacologia
Clínica, 2ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1989.
5. GOODMAN & GILMAN, A. As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 9 ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996.
6. KATZUNG, B.G. Farmacologia Básica & Clínica 6 ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1995.
7. ROWLAND, M., TOZER, T.N. Clinical Pharmacokinetics – Concepts and
Applications. 3 ed. Philadelphia: Williams & Wilkins, 1995.
8. SHARGEL, L., and YU, A.B.C., Applied Biopharmaceutics and
Pharmacokinetics, 2 ed. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil Ltda, 1985.
9. WALKER, R., EDWARDS, C. (ed.), Clinical Pharmacy and Therapeutics New
York: Churchill Livingston, 1994.

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Da Anatomia e Fisologia Aplicada.

Assim, iniciamos neste Tomo II com noções elementares de anatomia de forma


aplicada. Por exemplo: vamos classificar as vias medicamentosas e derivando da
classificação dar-se-á inicio a orientação descritiva da anatomia e fisiologia envolvida.
Para entender e deter uma boa formação técnica nos objetivos anunciados nos livros
Tomos I, II e III do Volume V, em relação a Anatomia e Fisiologia Aplicada temos que
compreender que as vias de medicamentos podem ser:

Tópica; Parenteral por injeção ou infusão; Parenteral


- que não por injeção ou infusão; intraperitoneal -
infusão ou injeção na cavidade peritoneal, por. ex.
diálise peritoneal; epidural - ou peridural - injeção ou
infusão no espaço epidural, por. ex. anestesia epidural;
intratecal -injeção ou infusão no fluido
cerebroespinhal, por. ex. antibióticos, anestesia
espinhal ou anestesia geral.

As razões expostas nesta inicial em relação a algumas vias de administração impõe o


conhecimento da anatomia e fisiologia, são as vias que podem ser usadas tanto para
propósitos tópicos quanto sistêmicos, dependendo das circunstâncias. Por exemplo, a
inalação de drogas para asma visa agir sobre as vias aéreas (efeito tópico), enquanto que
a mesma inalação, porém, de anestésicos voláteis visa agir sobre o cérebro (efeito
sistêmico). Por outro lado, uma mesma droga pode produzir diferentes resultados
dependendo da via de administração. Por exemplo, algumas drogas não são absorvidas
significativamente na corrente sangüínea a partir do trato gastrointestinal e, por isso, sua
ação após administração enteral é diferente daquela após administração parenteral. Isto
pode ser ilustrado pela ação da naloxona, um antagonista de opiáceos como a morfina.
A naxolona contra-ataca a ação do opiáceo, no sistema nervoso central, quando
administrado por via intravenosa e por isso é usada no tratamento de overdose de
opiáceos. A mesma droga, porém, quando engolida, age exclusivamente no sistema
digestivo; é assim usado para tratar constipações sob terapia da dor com opiáceos e não
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afeta o efeito de redução da dor causado pelo opiáceo.


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Assim, em termos anatômicos e funcionais como entender que:

As vias enterais são geralmente a mais conveniente para o


paciente, já que não há necessidade de se fazer punções ou
utilizar procedimentos de esterilização?

Por que os Medicamentos enterais são freqüentemente os


mais preferidos para deficiências crônicas?

Por que algumas drogas não podem ser administradas


desta forma porque sua absorção no trato digestivo é baixa
ou imprevisível?

O que é, e por que a administração transdérmica é uma


alternativa confortável; e que há, porém, somente algumas
poucas preparações medicamentosas adequadas para a
administração transdérmica?

Quais e por que em situações graves ou nas medicinas de


emergência e de tratamento intensivo, as drogas são muito
freqüentemente administradas por via intravenosa?

Fortalece as questões acima, a necessidade do profissional entender a anatomia e


fisiologia para um exercício de conhecimento prático teórico de forma segura.

Conceitos.

1 – Anatomia.

2 – Fisiologia.

Laboratório.

O professor César Augusto Venâncio da Silva, autor do e-book entende que é relevante
as informações que seguem pois a implantação de cursos da área da saúde em IES
requer a montagem e instalações de laboratórios para disciplinas básicas (anatomia,
fisiologia, histologia). Tais laboratórios representam um dos maiores investimentos para
1301

Instituição, devido ao alto custo dos equipamentos. Os laboratórios despertam grande


interesse nas Comissões de Avaliação Institucional do MEC, tanto na avaliação do
curso quanto da Instituição. O projeto e a montagem desses laboratórios sendo
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executada por profissional da área, que tenha o conhecimento dos equipamentos

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utilizados e do material de consumo, no momento do investimento inicial, faz diferença.
Tendo em vista essas particularidades, justifico as informações aqui apresentadas.

DOAÇÃO DE CORPOS.
Programa de Doação Voluntária para Estudos Anatômicos.
Diversas instituições acadêmicas, IES, integram o programa, são instituições que se
destinam habilitar os futuros profissionais da área da saúde (Medicina, Odontologia,
Enfermagem, Nutrição, Farmácia e Bioquímica, Terapia Ocupacional, Educação Física,
Esporte, Ciências Fundamentais da Saúde, Psicologia, Fisioterapia e Fonoaudiologia) na
disciplina de Anatomia Humana. Existem várias implicações legais para ingressar no
projeto citado. Como as instituições devem prezar pela excelência de ensino e embora
haja a ampliação da tecnologia relacionada às imagens para uso educacional, a
utilização do cadáver para efeitos didáticos, não deve ser ignorada e é imprescindível,
uma vez que cirurgias, diagnósticos e prognósticos realizados pelos diferentes
profissionais das áreas relacionadas à saúde, devem ser corretamente executados e
interpretados. No entanto, o material humano para estudo, está cada vez mais raro de
ser disponibilizado, o que compromete a qualidade do ensino oferecido. Por este
motivo, a exemplo de como é realizado em outros países, incluímos aqui nesse livro o
apoio para promover a campanha voluntária de corpo para o estudo anatômico, para que
através dos corpos doados possamos continuar formando profissionais com elevado
grau de conhecimento da Anatomia Humana para sua atuação profissional em toda
nossa sociedade.
O que é doar o corpo?
Significa que após o seu falecimento o seu corpo não será enterrado nem cremado, mas
sim ficará no nosso laboratório de Anatomia, será estudado pelos nossos alunos de
graduação e pós-graduação, com todo o respeito e gratidão que merece, com isso
melhoraremos a qualidade do nosso ensino, e dos futuros profissionais. Para não
putrefar ou degenerar, são utilizadas substâncias químicas a base de glicerina, que
conservam e mantém o corpo em condições ideais e seguras de manuseio.
Alguma lei ampara a doação de corpo?
Sim, de acordo com o Artigo 14 da Lei 10.406/2002 do Código Civil brasileiro: "é
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válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no


todo ou em parte para depois da morte. O ato de disposição pode ser livremente
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revogado a qualquer tempo". Para doar o corpo é necessário que: Seja maior de 18 anos

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e tenha a intenção de fazê-lo. Se for menor de 18 anos precisará do consentimento dos
responsáveis legais.
Existem gastos para o doador e sua família?
Não existem gastos para o doador nem para seus familiares. Apenas se a família decidir
fazer o velório, antes da doação (o que não impede que após as homenagens o corpo
seja doado), os custos desse deverão ser pagos para a agência funerária contratada.
Pode-se doar órgãos para transplante e meu corpo para estudo anatômico?
Sim. A doação de órgãos para transplante será realizada anteriormente, assim que
constatado o óbito e será utilizado para salvar vidas. Os órgãos e estruturas não doadas
para transplante serão encaminhados ao departamento de Anatomia, depois de ser
realizado o velório e serão utilizadas para o conhecimento, a aprendizagem dos futuros
profissionais.
Quanto tempo o corpo permanecerá no laboratório?
Esse prazo é variável. Temos corpos há mais de 50 anos que contribuem para o ensino.
O material humano é raro e rico em detalhes que permitem o enriquecimento do
conhecimento.
O que será feito com o corpo após o mesmo ser utilizado para estudos?
Após ser completamente estudado e ter contribuído de forma magnífica ao
desenvolvimento profissional dos alunos, este corpo ou parte dele será sepultado no
jazigo do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.
Os familiares terão acesso ao corpo?
Não. O acesso é permitido apenas aos alunos, professores e técnicos do laboratório do
departamento de Anatomia.
Algum tipo de doença ou idade impede de ser doador?
Não há contra indicações para doações.
Receberei alguma recompensa por doar meu corpo?
Financeira não receberá, está estabelecido em lei.
Como garantir que meu corpo será doado?
Além de preencher os documentos e enviá-los ao departamento, é importante que você
discuta e informe seus familiares sobre esta decisão, para que quando constatado o
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óbito, um dos familiares nos comunique e assim possamos proceder para receber o
corpo. Caso os familiares não estejam de acordo com a decisão ou não nos informar, o
desejo não será concretizado.
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Como proceder para ser um doador?
Primeiro tenha certeza da sua escolha, informe seus familiares sobre sua decisão e,
preferencialmente, em vida, preencha os documentos inseridos no livro, porém antes
consulte a Faculdade de Medicina a que se destina o corpo, reconheça firma em cartório
das assinaturas (doador e testemunhas), e envie uma via original para a Universidade
escolhida, se estiver em São Paulo, o autor recomenda o: Departamento de Anatomia do
Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, Av: Prof Lineu Prestes,
2415, CEP: 05508-900 – Butantã, SP- SP.

ANEXO OS DOCUMENTOS:

1) Termo de Declaração de Vontade e Testemunho de Doação Voluntária de Corpo para


Estudos Anatômicos (preencher 3 vias, reconhecer assinatura em cartório e nos enviar
apenas uma via e arquivar as outras 2 vias).

2) Formulário de Registro do Doador Voluntário de Corpo Para Estudos Anatômicos


(preencher apenas uma via e nos enviar via correio, juntamente com o Termo de
Declaração de Vontade e Testemunho de Doação Voluntária de Corpo).

3) Termo de Declaração de Vontade de Doação Voluntária de Corpos/Membros por


TERCEIROS para Estudos Anatômicos.

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Anatomia.

No seu conceito mais amplo, a Anatomia é a ciência que estuda, macro e


microscopicamente, a constituição e o desenvolvimento dos seres organizados. Um
excelente e amplo conceito de Anatomia foi proposto em 1981 pela American
Association of Anatomists: anatomia é a análise da estrutura biológica, sua correlação
com a função e com as modulações de estrutura em resposta a fatores temporais,
genéticos e ambientais. Tem como metas principais a compreensão dos princípios
arquitetônicos da construção dos organismos vivos, a descoberta da base estrutural do
funcionamento das várias partes e a compreensão dos mecanismos formativos
envolvidos no desenvolvimento destas. A amplitude da anatomia compreende, em
termos temporais, desde o estudo das mudanças a longo prazo da estrutura, no curso de
evolução, passando pelas das mudanças de duração intermediária em desenvolvimento,
crescimento e envelhecimento; até as mudanças de curto prazo, associadas com fases
diferentes de atividade funcional normal. Em termos do tamanho da estrutura estudada
vai desde todo um sistema biológico, passando por organismos inteiros e/ou seus órgãos
até as organelas celulares e macromoléculas. A palavra Anatomia é derivada do grego
anatome (ana = através de; tome = corte). Dissecação deriva do latim (dis = separar;
secare = cortar) e é equivalente etimologicamente a anatomia. Contudo, atualmente,
Anatomia é a ciência, enquanto dissecar é um dos métodos desta ciência. Seu estudo
tem uma longa e interessante história, desde os primórdios da civilização humana.
Inicialmente limitada ao observável a olho nu e pela manipulação dos corpos, expandiu-
se, ao longo do tempo, graças a aquisição de tecnologias inovadoras. Podemos ainda
ampliar conceitos de escolas diversas: Anatomia é o estudo da estrutura, classificação
do corpo humano, situação e relações das diferentes partes do corpo de animais ou
plantas. O termo anatomia tem sua raiz etimológica na palavra grega “Anatemnein” que
quer dizer cortar sucessivamente. Dessa forma os estudos que supuseram o nascimento
da anatomia como ciência se basearam nas descrições minuciosas da disposição das
estruturas nos organismos depois de praticar cortes de cadáveres. Nesta anatomia
incipiente não se contemplava nem a relação entre as distintas formas nem seu caráter
variável. O sucessivo avanço da anatomia supôs a passagem dessa fase meramente
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descritiva do ser vivo a tentativa de compreender e explicar suas formas e as relações


entre estas, integrando neste conhecimento as transformações que vão sofrendo ao longo
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de sua existência e seus motivos. Definitivamente busca leis gerais que governem as

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gerações, as modificações e a manutenção das formas. Durante muito tempo, os
conhecimentos sobre anatomia estavam levianamente baseados simplesmente no estudo
de vegetais e de animais sem vida. Porém, para ter-se uma compreensão mais exata do
termo, passou-se a estudar organismos que estivessem vivos passando-se assim a obter
mais informações sobre a matéria como um todo.

A anatomia também tem um importante


aspecto que a une à outra ciência, a filosofia dando nome a um campo da anatomia
conhecido como anatomia funcional. A vida é estudada por varias ciências que são
consideradas básicas para o estudo dos seres e a biologia é um desses campos que estão
relacionados com a anatomia. Outro campo da ciência que está unido à anatomia é mais
conhecido: a medicina. A anatomia é responsável pelo destrinche de todas as partes de
um corpo, podendo ser ele animal ou vegetal. Estuda cada parte destes corpos
minuciosamente para proporcionar informações valiosas que podem ser usadas para
cura de enfermidades ou para desenvolver novas tecnologias para o melhoramento dos
mesmos. Dentro destes estudos anatômicos podemos encontrar a averiguação de
milhares de informações úteis e que dá a ciência uma maior possibilidade de
desenvolvimento quanto à melhoria da qualidade de vida e resolução de problemas que
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podem ser solucionados com o estudo anatômico. A anatomia é de vital importância


para adquirir informações sobre os estudos dos ossos, dos músculos, dos órgãos, etc.
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NOMENCLATURA ANATÔMICA.

Como toda ciência, a Anatomia tem sua linguagem própria. Ao conjunto de termos
empregados para designar e descrever o organismo ou suas partes dá-se o nome de
Nomenclatura Anatômica. Com o extraordinário acúmulo de conhecimentos no final do
século passado, graças aos trabalhos de importantes “escolas anatômicas” (sobretudo na
Itália, França, Inglaterra e Alemanha), as mesmas estruturas do corpo humano recebiam
denominações diferentes nestes centros de estudos e pesquisas. Em razão desta falta de
metodologia e de inevitáveis arbitrariedades, mais de 20000 termos anatômicos
chegaram a ser consignados (hoje reduzidos a poucos mais de 5 000). A primeira
tentativa de uniformizar e criar uma nomenclatura anatômica internacional ocorreu em
1895. Em sucessivos congressos de Anatomia em 1933, 1936 e 1950 foram feitas
revisões e finalmente em 1955, em Paris, foi aprovada oficialmente a Nomenclatura
Anatômica, conhecida sob a sigla de P.N.A. (Paris Nomina Anatomica). Revisões têm
sido feitas, ao longo do tempo, já que a nomenclatura anatômica tem caráter dinâmico,
podendo ser sempre criticada e modificada, desde que haja razões suficientes para as
modificações e que estas sejam aprovadas em Congressos Internacionais de Anatomia.
A última revisão criou a Terminologia Anatômica, que está atualmente em vigor. As
línguas oficialmente adotadas são o latim (por ser “língua morta”) e o inglês (que se
tornou a linguagem internacional das ciências), porém cada país pode traduzi-la para
seu próprio vernáculo. Ao designar uma estrutura do organismo, a nomenclatura
procura utilizar termos que não sejam apenas sinais para a memória, mas tragam
também alguma informação ou descrição sobre a referida estrutura. Dentro deste
princípio, foram abolidos os epônimos (nome de pessoas para designar coisas) e os
termos indicam: a forma (músculo trapézio); a sua posição ou situação (nervo mediano);
o seu trajeto (artéria circunflexa da escápula); as suas conexões ou inter-relações
(ligamento sacroilíaco); a sua relação com o esqueleto (artéria radial); sua função (m.
levantador da escápula); critério misto (m. flexor superficial dos dedos – função e
situação). Entretanto, há nomes impróprios ou não muito lógicos que foram
conservados, porque estão consagrados pelo uso.

POSIÇÃO ANATÔMICA.
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Para evitar o uso de termos diferentes nas descrições anatômicas, considerando-se que a
Página

posição pode ser variável, optou-se por uma posição padrão, denominada posição de

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descrição anatômica (posição anatômica). Deste modo, os anatomistas, quando
escrevem seus textos, referem-se ao objeto de descrição considerando o indivíduo como
se estivesse sempre na posição padronizada. Nela o indivíduo está em posição ereta
(em pé, posição ortostática ou bípede), com a face voltada para a frente, o olhar dirigido
para o horizonte, membros superiores estendidos, aplicados ao tronco e com as palmas
voltadas para frente, membros inferiores unidos, com as pontas dos pés dirigidas para
frente.

DIVISÃO DO CORPO HUMANO.

O corpo humano divide-se em cabeça, pescoço, tronco e membros. A cabeça


corresponde à extremidade superior do corpo estando unida ao tronco por uma porção
estreitada, o pescoço. O tronco compreende o tórax e o abdome com as respectivas
cavidades torácica e abdominal; a cavidade abdominal prolonga-se inferiormente na
cavidade pélvica. Dos membros, dois são superiores ou torácicos e dois inferiores ou
pélvicos. Cada membro apresenta uma raiz, pela qual está ligada ao tronco, e uma parte
livre.

PLANOS DE DELIMITAÇÃO E SECÇÃO DO CORPO HUMANO.

Na posição anatômica o corpo humano pode ser delimitado por planos tangentes à sua
superfície, os quais, com suas intersecções, determinam a formação de um sólido
geométrico, um paralelepípedo. Tem-se assim, para as faces desse sólido, os seguintes
planos correspondentes: dois planos verticais, um tangente ao ventre – plano ventral ou
anterior – e outro ao dorso – plano dorsal ou posterior. Estes e outros a eles paralelos
são também designados como planos frontais, por serem paralelos à “fronte”; dois
planos verticais tangentes aos lados do corpo – planos laterais direito e esquerdo e,
finalmente, dois planos horizontais, um tangente à cabeça – plano cranial ou superior –
e outro à planta dos pés – plano podálico – (de podos = pé) ou inferior. O tronco
isolado é limitado, inferiormente, pelo plano horizontal que tangencia o vértice do
cóccix, ou seja, o osso que no homem é o vestígio da cauda de outros animais. Por esta
razão, este plano é denominado caudal. Os planos descritos são de delimitação. É
possível traçar também planos de secção: o plano que divide o corpo humano em
1312

metades direito e esquerdo é denominado mediano. Toda secção do corpo feita por
planos paralelos ao mediano é uma secção sagital (corte sagital) e os planos de secção
Página

são também chamados sagitais; os planos de secção que são paralelos aos planos

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ventrais e dorsais são ditos frontais e a secção é também denominada frontal (corte
frontal); os planos de secção que são paralelos aos planos craniais, podálico e caudal são
horizontais. A secção é denominada transversal.

TERMOS DE POSIÇÃO E DIREÇÃO.

A situação e a posição das estruturas anatômicas são indicadas em função dos planos de
delimitação e secção. Assim, duas estruturas dispostas em um plano frontal serão
chamada de medial e lateral conforme estejam, respectivamente, mais próxima ou mais
distante do plano mediano do corpo. Duas estruturas localizadas em um plano sagital
serão chamado de anterior (ou ventral) e posterior (ou dorsal) conforme estejam,
respectivamente, mais próxima ou mais distante do plano anterior. Para estruturas
dispostas longitudinalmente, os termos são superior (ou cranial) para a mais próxima ao
plano cranial e inferior (ou caudal) para a mais distante deste plano. Para estruturas
dispostas longitudinalmente nos membros empregam-se, comumente, os termos
proximal e distal referindo-se às estruturas respectivamente mais próxima e mais
distante da raiz do membro. Para o tubo digestivo empregam-se os termos orais e
aborais, referindo-se às estruturas respectivamente mais próximas e mais distantes da
boca. Uma terceira estrutura situada entre uma lateral e outra medial é chamada de
intermédia. Nos outros casos (terceira estrutura situada entre uma anterior e outra
posterior, ou entre uma superior e outra inferior, ou entre uma proximal e outra distal ou
ainda uma oral e outra aboral) é denominada de média. Estruturas situadas ao longo do
plano mediano são denominadas de medianas, sendo este um conceito absoluto, ou seja,
uma estrutura mediana será sempre mediana, enquanto os outros termos de posição e
direção são relativos, pois se baseiam na comparação da posição de uma estrutura em
relação à posição de outra. Como bases para o nosso estudo verão a Anatomia e
Fisiologia no homem fazendo algumas comparações com as vias medicamentosas,
quando necessário. Temos que ter sempre a visão de que não iremos comparar
Anatomia e Fisiologia Humana com a de animais. Se fizéssemos, estaríamos estudando
a Zoologia. O corpo humano se mantém em equilíbrio com o meio ambiente através de
seus vários sistemas (conjunto de órgãos que atuam com um mesmo objetivo). Os
Sistemas Ósseo e Muscular, por exemplo, atuam na sustentação e movimentação do
1313

organismo através das várias articulações do nosso corpo que é revestido pelo
Tegumento (pele nos vertebrados). O Sistema Digestivo é responsável pela
Página

transformação do alimento que, após ser absorvido no intestino, vai ser transportado

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia


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pelo Sistema Circulatório que vai também transportar o oxigênio e o gás carbônico
capturado e eliminado, respectivamente, pelo Sistema Respiratório. Circulando pelo
sangue, os resíduos celulares serão filtrados nos rins e eliminados pelo Aparelho
Excretor (urinário). Ainda para o perfeito funcionamento do organismo, participam o
Sistema Sensorial (pele, visão, audição, olfato e gustação), Sistema Nervoso que atua
principalmente através de nervos originando as rápidas modificações (ou
movimentações) de nosso organismo e o Sistema Endócrino (hormonal) que atua
através de substâncias químicas - os hormônios - que vão originar as lentas
modificações no organismo (você se lembra muito bem das "coisinhas" que, esperava
que desenvolvessem logo - pêlos, pênis, seios, tonalidade de voz, etc. São todas
alterações causadas por hormônios). Agora vamos lembrar algo que é fundamental para
o equilíbrio do organismo e perpetuação da vida - o Sistema Reprodutor. Pelo que foi
visto nessa introdução, é necessário uma integração de todos os sistemas para o perfeito
funcionamento do organismo, ou seja, para o equilíbrio do meio interno. Todos os
sistemas que ajudam a manter o meio interno constante estão mantendo o que se
denomina de Homeostasia. Essa tendência dos organismos à manutenção de um meio
interno constante é o que se denomina de Homeostase (grego = HOMOIOS = igual;
STASIS = permanente, constante). A Homeostase é, portanto, o equilíbrio dinâmico
entre as funções do organismo. Atualmente, a Anatomia pode ser subdividida em três
grandes grupos: Anatomia macroscópica, Anatomia microscópica e Anatomia do
desenvolvimento. A Anatomia Macroscópica é o estudo das estruturas observáveis a
olho nu, utilizando ou não recursos tecnológicos os mais variáveis possíveis, enquanto a
Anatomia Microscópica é aquela relacionada com as estruturas corporais invisíveis a
olho nu e requer o uso de instrumental para ampliação, como lupas, microscópios
ópticos e eletrônicos. Este grupo é dividido em Citologia (estudo da célula) e Histologia
(estudo dos tecidos e de como estes se organizam para a formação de órgãos). A
Anatomia do Desenvolvimento estuda o desenvolvimento do indivíduo a partir do ovo
fertilizado até a forma adulta. Ela engloba a Embriologia que é o estudo do
desenvolvimento até o nascimento. A Anatomia Humana, a Anatomia Vegetal e a
Anatomia Comparada também são especializações da anatomia. Na anatomia
1314

comparada faz-se o estudo comparativo da estrutura de diferentes animais (ou plantas)


com o objetivo de verificar as relações entre eles, o que pode elucidar sobre aspectos da
sua evolução.
Página

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Capítulo

ANATOMIA DA VIA

Parenteral por injeção ou infusão.

1315
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Professor César Augusto Venâncio da Silva
ANATOMIA DA VIA Parenteral por injeção ou infusão.

Nesse capítulo observamos os aspectos de biosegurança aplicada na produção de


equipamentos médicos, o que nos leva a considerar a definição ampla de biotecnologia
de uso de organismos vivos ou parte deles, para a produção de bens e serviços. Nesta

definição se enquadram um conjunto de atividades que o homem vem


desenvolvendo em ampliação asos espectros de ação da ciencia, como a
produção de alimentos fermentados (pão, vinho, iogurte, cerveja,
equipamentos médcios, e tratamento de saúde e outros). A biotecnologia
esta muito em voga nas datas moderna como parte que faz uso da
informação genética, incorporando técnicas de DNA recombinante.

A biotecnologia é uma protociencia que combina disciplinas tais


como genética, biologia molecular, bioquímica, embriologia e biologia celular, com
aengenharia química, tecnologia da informação, robótica, bioética e o biodireito, entre
outras. Segundo a Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, biotecnologia
significa “qualquer aplicação tecnológica que use sistemas biológicos, organismos vivos
1316

ou derivados destes, para fazer ou modificar produtos ou processos para usos


específicos.”
Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
DECRETO FEDERAL Nº 2.519, DE 16 DE MARÇO DE 1998. Promulga a
Convenção sobre Diversidade Biológica, assinada no Rio de Janeiro, em 05 de junho de
1992.

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

DECRETO Nº 2.519, DE 16 DE MARÇO DE 1998.

Promulga a Convenção sobre Diversidade


Biológica, assinada no Rio de Janeiro, em
05 de junho de 1992.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das


atribuições que lhe confere o art. 84, inciso VIII, da
Constituição,

CONSIDERANDO que a Convenção sobre


Diversidade Biológica foi assinada pelo Governo
brasileiro no Rio de Janeiro, em 05 de junho de 1992;

CONSIDERANDO que o ato multilateral em


epígrafe foi oportunamente submetido ao Congresso
Nacional, que o aprovou por meio do Decreto Legislativo
nº 02, de 03 de fevereiro de 1994;

CONSIDERANDO que Convenção em tela entrou


em vigor internacional em 29 de dezembro de 1993;

CONSIDERANDO que o Governo brasileiro


depositou o instrumento de ratificação da Convenção em
1317

28 de fevereiro de 1994, passando a mesma a vigorar, para


o Brasil, em 29 de maio de 1994, na forma de seu artigo
Página

36,

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
DECRETA:

Art. 1º A Convenção sobre Diversidade Biológica,


assinada no Rio de Janeiro, em 05 de junho de 1992,
apensa por cópia ao presente Decreto, deverá ser
executada tão inteiramente como nela se contém.

Art. 2º O presente Decreto entra em vigor na data de


sua publicação.

Brasília, 16 de março de 1998; 177º da Independência


e 110º da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO - Luiz Felipe


Lampreia - Este texto não substitui o publicado no D.O.U
de 17.3.1998.

Download para anexo –

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1998/anexos/and2519-98.pdf

Conclusão.

Biotecnologia é tecnologia baseada na biologia, especialmente quando usada na


agricultura, ciência dos alimentos e medicina. A Convenção sobre Diversidade
Biológica da ONU possui uma das muitas definições de biotecnologia: "Biotecnologia
define-se pelo uso de conhecimentos sobre os processos biológicos e sobre as
propriedades dos seres vivos, com o fim de resolver problemas e criar produtos de
utilidade." A biossegurança é o conjunto de ações voltadas para a prevenção,
proteção do trabalhador, minimização de riscos inerentes às atividades de pesquisa,
produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, visando à saúde
do homem, dos animais, a preservação do meio ambiente e a qualidade dos resultados"
(Teixeira & Valle, 1996). Podemos interpretar nas concepções da cultura da engenharia
1318

de segurança e da medicina do trabalho. a biossegurança é ainda "conjunto de medidas


técnicas, administrativas, educacionais, médicas e psicológicas, empregadas para
Página

prevenir acidentes em ambientes biotecnológicos". Está centrada na prevenção de

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
acidentes em ambientes ocupacionais. Fontes et al. (1998) já apontam para "os
procedimentos adotados para evitar os riscos das atividades da biologia". Embora seja
uma definição vaga, subentende-se que estejam incluídos a biologia clássica e a biologia
do DNA recombinante. Estas definições mostram que a biossegurança envolve as
relações tecnologia/risco/homem. O risco biológico será sempre uma resultante de
diversos fatores e, portanto, seu controle depende de ações em várias áreas, priorizando-
se o desenvolvimento e divulgação de informações além da adoção de procedimentos
correspondentes às boas práticas de segurança para profissionais, pacientes e meio
ambiente. A engenharia de segurança estuda as causas e a prevenção de mortes
acidentais ou lesões. Historicamente, a engenharia de segurança não foi uma disciplina
específica e unificada. Profissionais com variados títulos, descrições de trabalho,
responsabilidades e níveis hierárquicos têm atuado no campo de engenharia de
segurança, tanto na indústria como nas companhias de seguro. Os profissionais de
segurança têm desempenhado diversas funções como: o desenvolvimento de métodos,
procedimentos e programas de controle de acidentes ou de perdas; a comunicação de
acidentes; e a medição e avaliação dos sistemas de controle de perdas e acidentes.
Também cabe aos profissionais de segurança indicar as modificações necessárias para
obter os melhores resultados na prevenção de acidentes. Atualmente, a ênfase do
trabalho da engenharia de segurança inclui: prevenção e antecipação de riscos
potenciais; a mudança de conceitos legais referentes à responsabilidade por produtos e
negligência em design ou produção, a proteção do consumidor e o desenvolvimento de
legislações e controles nacionais e internacionais nas áreas de segurança e saúde
ocupacionais, controles ambientais, segurança em transportes, segurança de produtos, e
proteção do consumidor. Medicina do trabalho ou medicina ocupacional é uma
especialidade médica que se ocupa da promoção e preservação da saúde do trabalhador.
O médico do trabalho avalia a capacidade do candidato a determinado trabalho e realiza
reavaliações periódicas de sua saúde dando ênfase aos riscos ocupacionais aos qual este
trabalhador fica exposto. A ciência que estuda os acidentes e as doenças do trabalho e
chamada de infortunística. Segurança e saúde ocupacional ou SSO é uma área
multidisciplinar relacionada com a segurança, saúde e qualidade de vida de pessoas no
1319

trabalho ou no emprego. Como efeito secundário a segurança e saúde ocupacional


também protegem empregados, clientes, fornecedores e público em geral que possam
ser afetados pelo ambiente de trabalho. A gestão da segurança e saúde ocupacional pode
Página

ser definida como um conjunto de regras, ferramentas e procedimentos que visam

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eliminar, neutralizar ou reduzir a lesão e os danos decorrentes das atividades. A gestão
de SSO pode fazer parte de um Sistema de Gestão (Gestão da Qualidade). Atualmente,
os Sistemas de Gestão de SSO estão baseados em normas internacionais, tais como
OHSAS 18001 e BS-8800. Uma das principais ferramentas dessa gestão é a gestão de
riscos, que atua através do reconhecimento dos Perigos e da classificação dos Riscos
(Risco Puro).

Terminologia usual em Biossegurança.

Aerossol.

Aerossolização

Alteração seletiva.

Antissepsia.

Assepse: ausência de infecção ou de material ou agente infeccioso.

Assepsia.

Bacteremia.

Biofilme.

Choque.

Choque séptico.

Colonização.

Contágio mediato.

Contágio por vetores.


1320

Contaminação.

Desinfecção.
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Degermação.

Descontaminação.

Desinfestação.

Doença endêmica.

Doença epizoótica.

Doença infecciosa.

Doença pandêmica.

Dose infecctiva.

Epidemiologia da infecções.

Esporocida ou esporicida.

Ferida.

Fômite.

Gotícula de Flügge.

Incidência.

Infecção.

Infecção cruzada.

Infecção emergente.

Infecção endógena.
1321

Infecção exógena.

Infecção hospitalar ou nosocomial.


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Infectividade.

Infestação.

Limpeza.

Pasteurização.

Patogenicidade.

Poliquimioterapia.

Precauções universais.

Prevalência.

Prevalência.

Quarentena.

Quimioprofilaxia.

Reservatório.

Sanificação.

Sepse.

Soroprevalência.

Superinfecção ou suprainfecção.

Taxa ou índice específico de infecção.

Taxa ou índice global de infecção.


1322

Taxa ou índice de infecção pós-operatória.

Taxa ou índice de mortalidade por infecção hospitalar.


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Tendência secular, periódica e sazonal.

Tuberculocida ou tuberculicida.

Veículo.

Virucida.

Virulência.

Injeção pode se referir a técnica para se


introduzir líquidos no organismo por meio de uma seringa. Trata-se de um dispositivo
que pode ser feito em vidro, em metal ou em plástico, sendo esta primeira forma menos
usual atualmente pela dificuldade adicional em se esterilizar a seringa. Assim,
encontramos mais as descartáveis. Esta contém uma parte móvel, que seria o êmbolo, a
qual contribui para uma variação de volume de um determinado líquido contido nesta.
Seringa é um equipamento com uma agulha usado por profissionais da área da saúde
(ou eventualmente por usuários de drogas) para inserir substâncias líquidas por via
intravenosa, intramuscular, intracardíaca, subcutânea, intradérmica, intra-articular;
retirar sangue; ou, ainda, realizar uma punção aspirativa em um paciente. Syrigx do
grego, syringa do latim, significa caniço, canudo. Uma curiosidade é que a seringa
hipodérmica foi criada pelo médico veterinário francês Tabourin (FERREIRA, A. B. H.
Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 1986. p.1 574; Síntese da História da Medicina Veterinária. Página visitada
em 2013-13. De dezembro)
1323
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Hipodérmica.
Para uso médico há a agulha hipodérmica que é uma haste metálica ou plástica com um
orifício que vai de uma extremidade a outra, para passagem de fluido. A espessura
(calibre) é consoante a viscosidade do fluido e o calibre da veia ou artéria que se quer
alcançar. Existem outras duas formas de uso além da intravenosa, que são subcutânea e
intramuscular. Acucla, em latim ou agulha, é uma ferramenta utilizada para perfurar
superfícies

1. INFORMAÇÕES TÉCNICAS
2. Cânula em aço inoxidável, siliconizada, atóxica e apirogênica.
3. Bisel trifacetado.
4. Comprimentos ideais para aspiração e administração de soluções.
5. Identificação dos calibres conforme Padrão Universal de Cores do canhão.
6. Embaladas individualmente em papel grau cirúrgicos.
7. Esterilizadas por Óxido de Etileno.
8. Apresentação: caixa com 100 unidades.
1324
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Apresentação

È composta de canhão, cânula e protetor, fabricados de acordo com as normas da


ABNT.

Possui bisel trifacetado e é siliconizada, permitindo punção e deslize suaves, buscando


maior conforto ao usuário.

Esterilizada com óxido de etileno, com validade de 5 (cinco) anos, a partir da data de
fabricação, com a embalagem intacta.
Composição e Material
Canhão : fabricado em cores diversas que seguem padrão universal e identificam os
calibres das agulhas(veja tabela de cores e equivalência). Permite acoplamento fácil e
segur
seguroo ao bico das seringas luer slip ou luer lock, proporcionando segurança e eficácia
no manuseio dos produtos. Para perfeita conexão no bico da seringa luer lock deve ser
feito o encaixe correto e o rosqueamento até o final do bico, para a conexão do bico luer
l
slip basta seguir as instruções abaixo:
Protetor : até o momento do uso, protege a agulha de possíveis danos e garante a
esterilidade do conjunto por cinco anos, além de garantir a centralização da cânula no
1325

canhão.
Ambos são fabricados a partir da resina
resina de polipropileno (PP), moldados em máquina
específica de injeção plástica a qual é abastecida automaticamente por sugadores.
Página

Através de controles de pressão, velocidade e ciclo de injeção, a temperatura da resina

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é elevada até a fusão completa do material.
material. Neste caso tanto o protetor quanto o canhão
são injetados dentro de moldes específicos e com perfeitos ajustes para a extração das
peças.
Cânula : é um tubo fabricado a partir de uma fita de aço inoxidável, que vem colado
no canhão. A extremidade
extremidade externa deste tudo é cortada de acordo com a finalidade de
uso da agulha.

Embalagem
Primária: em invólucro individual, esterilizada por óxido de etileno e submetida a todos
ensaios físico
físico-químicos
químicos e microbiológicos de acordo com as normas vigentes.
Secundária:
cundária: caixas com 100 unidades e caixas de transporte com 5.000 unidades.
Descarte Seguro
Após o uso, para evitar acidentes, utilize EPI´s que proporcionem o descarte seguro das
agulhas, visando não só a segurança do profissional da saúde, assim como os
o
profissionais da limpeza ou outra pessoa que possa ter contato com os resíduos.
Recomendamos o uso de dispositivos seguros, registrados na ANVISA/MS, fabricados
de acordo com os requisitos de boas práticas de fabricação. O EPI deve ainda ser de
fácil manuseio, permitir a proteção da agulha antes do descarte e contribuir na
diminuição de resíduos infectantes, minimizando assim o impacto ambiental que este
resíduo representa.
Agulhas Especiais

1326

São indicadas para procedimentos de aspiração e irrigação nas áreas de odontologia,


oftalmologia e veterinária. São também indicadas para a aspiração de medicamentos.
Possuem corte de bisel diferente das agulhas hipodérmicas, visando facilitar o
Página

procedimento dos usuários.


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Podem ser retas ou anguladas: sem bisel ou com bisel de apenas um corte.
Como todos seus componentes e etapas de montagem são feitas pela própria SR, podem
atender demandas específicas, com tamanhos, calibres e formas diferenciados
conforme especificações dos clientes.

Agulha de irrigação SR - Na endodôntica é utilizado para injetar solução irrigante no


interior do canal radicular. A agulha é fornecida separadamente e em embalagem
individual que permite o profissional abrir e descartar na frente do paciente. A SR
possui diversos calibres inclusive calibres reduzidos entre 27 e 30 G (Gauge), sem bisel
e angulada que permite conectar ao carpule da seringa manualmente sem exigir exija
força extrema para a conexão e movimentação do êmbolo.

Agulha de aspiração SR- A agulha de aspiração endodôntica SR é utilizada para


remover solução irrigante do interior do canal radicular. Geralmente, os sistemas de
aspiração são compostos por cânulas de aspiração em diversos tamanhos sem bisel para
adaptar ao sistema de sucção do consultório odontológico. É importante que as cânulas
não contenham bisel e que sejam fornecidas em diferentes diâmetros.

As técnicas mais comuns são: Injeção intravenosa. Injeção intramuscular.

Demonstração típica de terapia intravenosa


Terapia intravenosa (IV) é uma via de administração que consiste na injeção de agulhas
ou catéter contendo princípios ativos, vacinas ou hemoderivados nas veias periféricas
dos membros superiores. Não existe absorção nesta via de administração, pois a droga
cai diretamente na corrente sanguínea, não podendo assim ser revertida. É um meio
ótimo de administrar medicamentos, pela velocidade e eficiência. É a via de preferência
1327

para fármacos que não podem ser aplicados por via intramuscular ou subcutânea,
quando o objetivo é o início rápido de ação ou quando a via oral não é possível por
Página

intolerância à medicação (como vômitos e dor de estômago) ou por condição que reduza

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a absorção do medicamento (como diarréia). Água destilada aplicada via intravenosa é
fatal devido à lise de hemácias

Injeção intramuscular ou via intramuscular é a injeção de uma substância diretamente


dentro de um músculo, onde a substância fica armazenada em profundidade. Na injeção
no glúteo, a localização da picada é exatamente dois dedos acima da prega glútea
(divisão entre as duas partes das nádegas), no quadrante superior externo, evitando
assim o risco de acertar o nervo ciático. O músculo deltóide pode ser utilizado para
pequenas doses de até três mL. Em lactantes e crianças é comum a utilização do
músculo vasto lateral da coxa (GARCÍA, María Inarejos. Enfermería pediátrica. ISBN
978-84-458-1399-7. pag.332; AMATO, Alexandre Campos Moraes. Procedimentos
Médicos - Técnica e Tática. São Paulo: Roca, 2008. pag. 31; Schellack, Gustav.
Farmacologia na prática clínica da área da saúde. São Paulo: Fundamento, 2006).

Nota do Autor.

Processo produtivo verticalizado.

O processo produtivo das seringas SR demonstra ser moderno e automatizado desde o


recebimento da matéria prima até o produto final, observamos os seguintes padrões de
produção:

Área de injeção plástica.

A sala controlada possui classificação higiênica conforme a norma federal Satnder 209E
classe 10.000, funciona com filtros absolutos, garantindo total retenção de partículas. A
matéria prima é injetada em máquinas automáticas, com controle computadorizado e
através de um moderno sistema de alimentação pôr sucção. Os moldes são de altíssima
precisão, fabricados na Suíça. O acesso ao ambiente é prescindido de todos os cuidados
para se evitar contaminação bacteriológica e a introdução de material particulado. Nesta
área é feita a injeção de: pistão em borracha termoplástica látex free; hastes em
polietileno de alta densidade e cilindro fetio em polipropileno com transparência plus
produção.
1328

Montagem.
Página

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Totalmente automatizada a área de
montagem conta com modernos equipamentos que asseguram confiabilidade e precisão.
Os dispositivos dos sensores especiais são responsáveis pela verificação de cada
operação, garantindo a qualidade do produto.

Controle de qualidade.

O controle de qualidade é garantido pelas BPF _ Boas Práticas de Fabricação - e ISSO


9002. A revisão é feita pôr amostragem, conforme NBR 5426.

Embalagem.

Todos os produtos são embalados e isentos de quaisquer partículas, em papel grau


cirúrgico e filme termoplástico, após o que são submetidos aos mais eficientes processo
de esterilização. As seringas são embaladas em embalagens com cores diferenciadas e
possuem etiquetas de controle de qualidade e estoque. Caixas de Insulina. Caixa 1ml. 3
ml. Caixa 3ml. 3 ml. Caixa 5ml. 5 ml. Caixa 10ml. 10 ml. Caixa 20ml. 20 ml. Caixa
60ml.

1329
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As caixas de embalagem das seringas são apresentadas com sua rotulagem em cores
diferenciadas, de acordo com seu calibre.

ORIENTAÇÕES PARA ARMAZENAMENTO.

Observar as orientações das caixas; Armazenar conforme as cores, separando os


calibres; Observar e armazenar na ordem cronológica da etiqueta de controle; Expedir
na ordem cronológica das etiquetas de controle; Expedir na ordem cronológica das notas
fiscais.

Esterilização.

Após a embalagem, os produtos passam pela


esterilização final, através de um processo moderno e rigoroso de controle de qualidade.
1330

Esta etapa é totalmente acompanhada pôr registros gráficos. A esterilização, que é feita
a gás ETO, aliada às embalagens primária e secundária dos produtos, garantem sua
Página

esterilidade por 5 (cinco) anos.

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Análise Microbiológica.

Os ensaios físicos, testes de esterilidade, toxicidade e determinação de virógenos são


feitos em laboratório próprio, acompanhados pelo responsável técnico, antes da
liberação do produto.

Produto final.

Resultado de um moderno e rigoroso processo de fabricação, os produtos SR oferecem


o que há de melhor para seus consumidores.

Armazenamento

O armazenamento é feito em amplo depósito,


respeitando-se a quarentena

Expedição. A expedição com docas de acesso facilita e agiliza os processos de


expedição das cargas.

Notas Técnicas.

Norma federal Satnder 209E classe 10.000.

Referência com preservação de direitos autorais da Sociedade Escocesa de


Controle de Contaminação.
1331

Os objetivos do S2C2 como previsto na sua


constituição são: avançar na educação do público em
matérias relacionadas com a prática e a ciência de
Página

controle de contaminação; auxiliar no desenvolvimento

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do controle de contaminação para o benefício do
público, não só para o avanço da educação do público,
mas também para a promoção de sua saúde; auxiliar
na padronização de métodos eficazes de controle de
contaminação.

As salas limpas são classificadas com a limpeza do seu ar. O método mais facilmente
entendido e é universalmente aplicável foi sugerido nas versões anteriores (A, B, C e D)
de Norma Federal 209, em que o número de partículas iguais ou maiores do que 0,5(1*)
mm são medidos em um pé cúbico de ar e essa contagem é utilizada para classificar o
quarto. A versão mais recente 209E aceitou uma nomenclatura métrica.

(1*) Subnota Técnica.

Sistema Internacional de Unidades (sigla SI, do francês Système international


d'unités) é a forma moderna do sistema métrico e é geralmente um sistema de
unidades de medida concebido em torno de sete unidades básicas e da conveniência
do número dez. É o sistema mais usado do mundo de medição, tanto no comércio
todos os dias e na ciência. O SI um conjunto sistematizado e padronizado de
definições para unidades de medida, utilizado em quase todo o mundo moderno,
que visa a uniformizar e facilitar as medições e as relações internacionais daí
decorrentes.

Observação.

Um nanômetro (ou nanômetro), milimícron ou milimicro é a subunidade do metro,


correspondente a 1×10−9 metro, ou seja, um milionésimo de milímetro ou um
bilionésimo do metro. Tem como símbolo nm. A forma não acentuada da
palavra, nanômetro, tem sido defendida como sendo a correta, contudo, não está
atualmente presente em qualquer dicionário da língua portuguesa. É uma unidade de
comprimento do SI, comumente usada para medição de comprimentos de onda de luz
visível (400 nm a 700 nm), radiação ultravioleta, radiação infravermelha e radiação
gama, entre outras coisas. Notas exemplificativas: 1 nm = 1000 pm; 1000 nm = 1 µm.
1332

Picômetro << nanômetro << micrometro (Referências Bibliográficas Suplementar:


HOUAISS, Antônio; nanómetro in Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa p.
5709; Lisboa; Temas e Debates; 2005; O Livro Preparacao & Revisão de - Google
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Livros. books.google.pt. Página visitada em 14.12.2013; Ciberdúvidas da Língua
Portuguesa. ciberduvidas.pt. Página visitada em 14.12.2013).

Unidade de medida. Está definido como um milésimo do metro (1 × 10−3 m


ou1⁄1000 m), sendo assim o seu terceiro submúltiplo. Sua abreviatura é mm.
Exemplos de sua interpretação: Na fabricação mecânica, os planos construtivos
das peças que se mecanizam vão cotados em milímetros, e a tolerância das cotas se
expressam em décimas, centésimas ou milésimas de milímetro; O milímetro é
a unidade de medida para as precipitações. Embora a chuva medida corresponde a
uma unidade de volume e não de longitude, a expressão desta medida se baseia na
quantidade de chuva caída sobre uma área de um metro quadrado. A altura deste
volume corresponde à medição da precipitação em milímetros, ou seja, 1(Um) mm
de precipitações significa que em uma área de um m² caiu um litro de água de
chuva.

Atenção para suas equivalências:

1. 1.000.000 nm;

2. 1.000 µm;

3. 0,1 cm;

4. 0,01 dm;

5. 0,001 m;

6. 0,0001 dam;

7. 0, 00001 hm;

8. 0, 000001 km.

Federal 209 Padrão.

Esta norma foi publicada pela primeira vez em 1963 nos EUA e intitulado "salas limpas
1333

e Estação de Trabalho Requisitos, ambientes controlados". Ele foi revisto em 1966


(209A), 1973 (209B), 1987 (C), 1988 (D) e de 1992 (E). Está disponível a partir de:
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Instituto de Ciências Ambientais
940 Médio Northwest Highway
Mount Prospect
Illinois, 60056
EUA
Tel: 0101 708 255 1561
Fax: 0101 708 255 1699
e-mail: Instenvsci@aol.com

As classificações de salas limpas dadas nos anteriores 209 versões são mostrados na
Tabela 2. No novo 209E as concentrações na sala foram dadas em unidades métricas, ou
seja, por m ^ 3 e as classificações da sala definido como o logaritmo da concentração no
ar de partículas ³ 0,5 milímetros por exemplo, uma sala de classe M3 tem um limite de
partículas para partículas ³ 0,5 milímetro de 1000 / m ^ 3. Isto é mostrado na Tabela 3.

Tabela 2 Limites Norma Federal 209D Classe

MEDIDA - Tamanho de partícula (micrômetros)


CLASSE
0,1 0,2 0,3 0,5 5
1 35 7.5 3 1 NA

10 350 75 30 10 NA

100 NA 750 300 100 NA

1000 NA NA NA 1000 7

10.000 NA NA NA 10.000 70
100.000 NA NA NA 100.000 700

Tabela 3 Federal Padrão 209E Airborne Particulate Limpeza Classes

Nome da
Limites da Classe
1334

Classe
0,1 milímetros 0,2 milímetros 0,3 milímetros 0,5 milímetros 5m m
Desconto Desconto Desconto Desconto Desconto
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Unidades Unidades Unidades Unidades Unidades
(M ^ (Ft ^ (M ^ (Ft ^ (M ^ (Ft ^ (M ^ (Ft ^
SI Inglês (Ft ^ 3) (M ^ 3)
3) 3) 3) 3) 3) 3) 3) 3)
M1 350 9.91 75,7 2.14 30,9 0.875 10.0 0,283 - -
1,5
1 1 240 35,0 265 7,50 106 3,00 35,3 1,00 - -
M
M2 3 500 99,1 757 21,4 309 8.75 100 2,83 - -
M
10 12 400 350 2 650 75,0 1 060 30,0 353 10.0 - -
2.5
M3 35 000 991 7 570 214 3 090 87,5 1 000 28,3 - -
M
100 - - 26 500 750 10 600 300 3 530 100 - -
3.5
M4 - - 75 700 2 140 30 900 875 10 000 283 - -
M
1 000 - - - - - - 35 300 1 000 247 7,00
4.5
100
M5 - - - - - - 2 830 618 17,5
000
M 353
10 000 - - - - - - 10 000 2 470 70.0
5.5 000
1 000
M6 - - - - - - 28 300 6 180 175
000
M 100 3 350 100
- - - - - - 24 700 700
6.5 000 000 000
10 000 283
M7 - - - - - - 61 800 1 750
000 000
Com um pouco de reflexão pode ser apreciado que o nível de contaminação do ar de
uma determinada sala limpa é dependente das atividades de geração de partículas
acontecendo no quarto. Se uma sala está vazia, uma concentração muito baixa de
partículas pode ser alcançada, isso reflete de perto a qualidade do ar fornecido pelo
1335

filtro de alta eficiência. Se a sala tem equipamentos de produção na mesma e


operacional, haverá uma maior concentração de partículas, mas as maiores
Página

concentrações irá ocorrer quando a sala está em plena produção. A classificação do


quarto de acordo com FS 209D pode, portanto, ser realizada quando o quarto é:
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(A) como construído, ou seja, completo e pronto para
operação, com todos os serviços relacionados e funcional,
mas sem equipamentos de produção ou pessoal de
operação.

(B) em repouso, ou seja, completa, com todos os serviços


funcionando e com o equipamento instalado e operável ou
operação, conforme especificado, mas sem pessoal na
instalação.

(C) operacional, isto é, em funcionamento normal, com


todos os serviços funcionando e com equipamentos e
pessoal, se for o caso, o presente eo desempenho de suas
funções normais de trabalho na instalação.

Federal Standard 209 é um documento que dá, principalmente, sobre os limites de


partículas no ar que são necessários para especificar a qualidade de ar de salas limpas e
também dá os métodos utilizados para verificar o que as concentrações estão
presentes. Ele não dá qualquer informação sobre como uma sala limpa deve ser
operado. Esta informação tinha sido incluído em uma série de práticas recomendadas
que são escritos pelo mesmo Instituto, como escreveu o Federal Standard 209, ou seja, o
Instituto de Ciências Ambientais. Alguns dos RP de que são de especial interesse para
aqueles que testar e correr salas limpas são discutidos mais adiante neste documento.

Padrão Britânico 5295:1989

Esta norma está disponível em:


BSI Standards
389 Chiswick High Road
Londres W44 AL
Tel 0181 996 9000
Fax 0181 996 7400
1336

A norma britânica é dividida em cinco partes. Estes são os seguintes:


Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Parte 0 - Introdução Geral e termos e definições para salas
limpas e aparelhos de ar limpo. (4 páginas)

Parte 1 - Especificação para salas limpas e aparelhos de ar


limpo. (14 páginas)

Parte 2 - Método para especificar a concepção, construção


e comissionamento de salas limpas e aparelhos de ar
limpo. (14 páginas)

Parte 3 - Guia de procedimentos operacionais e


disciplinas aplicáveis a salas limpas e aparelhos de ar
limpo. (6 páginas).

Parte 4 - Especificação para monitorar salas limpas e


aparelhos de ar limpo para provar a conformidade
contínua com a BS 5295. (10 páginas)

Os conteúdos das partes acima referidas são como se segue: Parte 0 - "Introdução
Geral, termos e definições para salas limpas e aparelhos de ar limpo '

As definições foram reunidas e apresentadas nesta seção. Esta parte também fornece
uma introdução básica para as principais partes da norma, especialmente para aqueles
não familiarizados com salas limpas ou o padrão em si.

Parte 1 - "Especificação para salas limpas e aparelhos de ar limpo '

A Norma contém dez classes de limpeza ambiental. Mostrados na Tabela 4 são as


classes estabelecidas na norma. Todas as classes têm contagem de partículas
especificadas para pelo menos duas faixas de tamanho das partículas para fornecer
confiança adequada sobre a faixa de tamanho de partícula relevantes para cada classe.

Algumas classes de quartos, com exceção de partículas de 0,3 milímetros, tem uma
1337

especificação idêntica.Por exemplo, Classe F é equivalente a Classe E, exceto para a


especificação de partículas 0,3 milímetros. Isso é proposital, pois muitos usuários, por
exemplo, fabricação de produtos farmacêuticos, não querem ser associados com a
Página

pequena tecnologia de partículas que não é apropriado para sua indústria.


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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Tabela 4 BS 5295 classes de limpeza ambiental

O número máximo permitido de partículas Área Diferença de pressão


por m ^ 3 (igual a, ou maior do que, o máxima de mínima *
tamanho indicado) piso por
Classe 0,3 0,5 5 10 25 posição de Entre áreas Entre área
de milímetro milímetro milímetro m milímetro amostrage classificad classificad
limpeza s s s m s m para as e não a e áreas
ambient salas classificad adjacentes
al limpas (m as áreas de
^ 2) (PA) classificaçã
o inferior
(Pa)
C 100 35 0 NS NS 10 15 10
D 1 000 350 0 NS NS 10 15 10
E 10 000 3 500 0 NS NS 10 15 10
F NS 3 500 0 NS NS 25 15 10
G 100 000 35 000 200 0 NS 25 15 10
H NS 35 000 200 0 NS 25 15 10
J NS 350 000 2 000 45 0 25 15 10
0
K NS 3 500 20 000 4 500 50 15 10
000 50
0
L NS NS 200 000 45 5 000 50 10 10
00
M NS NS NS 45 50 000 50 10 NA
0
00
0
1338

BS 5295:1989 identifica três estados de operação semelhante ao FS208E:


Página

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Como construído - a conclusão, antes de se mudar; Não
tripulado - operacional, mas não está em uso; Tripulado - em
uso operacional total; Também dado na especificação da parte
1 são outros requisitos para salas limpas para cumprir. Estes
são os seguintes: Diferença mínima de pressão entre a sala
limpa e áreas adjacentes (ver Tabela 4); Vazamento de teste de
instalação do filtro; Liberdade de vazamento de juntas de
construção ou aberturas.

Testando para satisfazer os requisitos da Parte 1 da norma britânica é discutido mais


adiante neste documento em que a seção que trata do teste e validação de salas limpas.

Parte 2 - "Método para especificar a concepção, construção e comissionamento de


salas limpas e aparelhos de ar limpo '

Uma consideração importante na reescrita da BS 5295 foi o de garantir a sua utilidade


como uma compra e especificação operacional e como documentação de apoio para um
contrato. Parte 2 foi, pois, reestruturada em um formato que permite que um comprador
para especificar que tipo de quarto ou o dispositivo é necessária e, se pertinente, como é
para ser alcançado. Para ajudar com o seu uso como parte da documentação contratual
que tenha sido concedido o estatuto de especificação, ou seja, é obrigatório.

Parte 3 - "Guia de procedimentos e disciplinas operacionais aplicáveis para salas


limpas e aparelhos de ar limpo '

Isso incorpora a orientação para as que estabelecem os procedimentos para o pessoal,


operações de limpeza, roupas e lavagem de roupa.

Parte 4 - "Especificação para monitorar salas limpas e aparelhos de ar limpo para


provar a conformidade contínua com a BS 5295: Parte 1 '

Padrões para salas limpas e equipamentos de ar limpo há muitos anos as classes de


limpeza definido e como eles devem ser avaliados. No entanto, nunca houve qualquer
1339

exigência para testar uma sala limpa em qualquer ponto do seu freqüentemente muito
longo tempo de vida, a não ser no momento da entrega do fornecedor para o
Página

comprador. Uma vez aceite do fornecedor, a instalação, em seguida reembolsado seu

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custo de capital, ao longo de um ciclo de vida de dez a vinte anos, às vezes sem nunca
ter sido testado. No entanto, durante este período, os clientes foram fornecidos com os
produtos que foram declarados de ser "produzido na classe X '. Isso não pode ser o caso.

Os ensaios especificados são aqueles contidos na Parte 1, proporcionando, assim, uma


continuidade de volta para a especificação de compra original. Os intervalos entre os
testes estão relacionados com a classe de quarto ou dispositivos e são dadas mais
adiante neste manual, em que a seção relativa à validação e teste de salas limpas.

Norma ISSO.

Devido ao grande número de padrões para salas limpas produzidos pelos diversos países
é muito desejável que um padrão de classificação de sala limpa de todo o mundo é
produzido. A Organização Internacional de Normalização está produzindo tal
documento. Por causa do número de países envolvidos e os problemas com a tradução,
pode ser mais de um ano antes de ser publicado. No entanto, é pouco provável que seja
diferente da tabela 5.

Tabela 5. ISO 209 aulas no ar partículas de limpeza selecionados para salas limpas e
zonas limpas.

números Limites de concentração máxima (partículas / m ^ 3 de ar) para partículas


(N) iguais ou maiores do que os tamanhos considerados mostrados abaixo
0,1 0,2 0,3 0,5 1m m 5,0
milímetros milímetros milímetros milímetros milímetros
ISO 1 10 2
ISO 2 100 24 10 4
3 ISO 1 000 237 102 35 8
ISO 4 10 000 2 370 1 020 352 83
ISO 5 100 000 23 700 10 200 3 520 832 29
ISO 6 1 000 000 237 000 102 000 35 200 8 320 293
1340

ISO 7 352 000 83 2 930


200
ISO 8 3 520 000 832 29 300
Página

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000
ISO 9 35 200 000 8 320 293 000
000

A tabela é derivada a partir da seguinte fórmula: onde: Cn


representa a concentração máxima (em partículas / m ^ 3 de ar) de partículas em
suspensão que são iguais ou maiores do que o tamanho de partícula considerada. Cn é
arredondado para o número inteiro mais próximo.

N é o número de classificação ISO, que não deve exceder o valor de 9. Números de


classificação intermédia ISO pode ser especificada, com 0,1 a menor incremento
permitido de N. D é o tamanho de partícula considerada em m m. 0,1 é uma constante
com uma dimensão de m m.

A Tabela 5 mostra uma passagem para os velhos FS 209 classes como por exemplo ISO
5 é equivalente à idade FS 209 Classe 100. A norma também dá um método pelo qual o
desempenho de uma sala limpa pode ser verificado locais de amostragem, ou seja, o
volume da amostra, etc. Estes são semelhantes aos FS 209. Ele também inclui um
método para definir um quarto usando partículas fora da gama de tamanhos indicados
no quadro 5. As partículas menores (ultra elevada) será de uso especial para a indústria
de semicondutores e as grandes (5m ³ m partículas macro) será de uso em indústrias,
tais como partes da indústria de dispositivos médicos, onde as partículas pequenas não
são de importância prática. Fibras também pode ser usado. O método empregado com
partículas macro é usar o formato: «M (a, b), c ' onde um é o máximo permitido de
concentração / m ^ 3 b é o diâmetro equivalente. c é o método de medição especificado.

Um exemplo seria o 'M (1 000; 10m m a 20m m); impacto em cascata seguido de
dimensionamento microscópica e contagem.

Farmacêuticas/ salas limpas Classification.


1341

O mais recente conjunto de normas para a Europa entrou em funcionamento em 1 de


Janeiro de 1997. Isso está contido em um "Revisão do Anexo ao Guia da UE para Boas
Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Práticas de Fabricação-Fabricação de Medicamentos estéreis. O que se segue é um
extrato das informações no padrão que é relevante para o projeto de salas limpas:

'Geral - A fabricação de produtos estéreis deve ser


realizada em áreas limpas, cuja entrada deve ser através
de câmaras pressurizadas para o pessoal e / ou de
equipamentos e materiais. Limpar as áreas deve ser
mantida a um nível de limpeza adequado e fornecido com
ar que passou através de filtros com uma eficiência
adequada.

As várias operações de preparação do componente, a


preparação do produto de enchimento e deve ser levada a
cabo em zonas separadas dentro da área limpa. As
operações de fabrico são divididos em duas categorias:
em primeiro lugar aqueles em que o produto é
esterilizado, e em segundo lugar, os quais são realizados
de forma asséptica em algumas ou todas as etapas.

Áreas limpas para a fabricação de produtos estéreis são


classificadas de acordo com as características exigidas do
meio ambiente. Cada operação de fabricação exigia um
nível de limpeza ambiental adequada no estado
operacional, a fim de minimizar os riscos de partículas ou
contaminação microbiana do produto ou materiais que
estão sendo manipulados.

A fim de cumprir "em operação" condições estas áreas


devem ser projetados para atingir certos níveis de ar de
pureza indicadas no "em repouso" estado de ocupação. O
estado "em repouso" é a condição em que a instalação
está completa, com equipamentos de produção instalada e
1342

operacional, mas sem pessoal de operação atual. O estado


"em funcionamento" é a condição em que a instalação
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Professor César Augusto Venâncio da Silva
está a funcionar no modo de operação definido com o
número especificado de pessoal que trabalha.

Para o fabrico de medicamentos esterilizados, normalmente quatro classes podem ser


distinguidos.

Grade A: A zona local para operações de alto risco, por


exemplo, zona enchimento, tigelas de rolha, ampolas e
frascos abertos, fazendo conexões
assépticas. Normalmente, tais condições são fornecidos
por uma estação de trabalho de fluxo laminar de
ar. Sistemas de fluxo de ar laminar deve proporcionar
uma velocidade de ar homogénea de 0,45 m / s + / - 20%
(valores indicativos) na posição de trabalho.

Grau B: Em caso de preparação asséptica e enchimento, o


ambiente de fundo para grau A zona.

Graus C e D: áreas limpas para a realização de estágios


menos críticas na fabricação de produtos estéreis.

A classificação de partículas em suspensão para estas classes é dada na tabela


seguinte.

o número máximo permitido de partículas / m ^ 3, igual ou acima

Grau em repouso (b) em operação

0,5 m m 5m m 0,5 m m 0,5 m

A 3 500 0 3 500 0

B (a) 3 500 0 350 000 2 000

C (a) 350 000 2 000 3 500 000 20000


1343

D (um) 3 500 000 20 000 não definido (c) não definido (c)

Notas:
Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
(A) A fim de alcançar a B, C e D, os graus de ar, o
número de trocas de ar deve estar relacionado com o
tamanho da sala e o equipamento e pessoal presente na
sala. O sistema de ar deve ser fornecido com filtros
adequados, tais como HEPA por graus A, B e C. (B) A
orientação dada para o número máximo permitido de
partículas no "em repouso" condição corresponde,
aproximadamente, para os EUA Federal Standard 209E
e as classificações ISO da seguinte forma: classes A e B
correspondem a classe 100, M 3.5, ISO 5; grau C com
classe 10 000, M 5.5, ISO 7 e grau D com classe 100 000,
M 6.5, ISO 8. (C) O requisito e limite para essa área irá
depender da natureza das operações realizadas.

Exemplos de operações a serem realizadas nas várias classes são dadas na tabela
abaixo. (Ver também par. 11 e 12).

Grau Exemplos de operações para produtos esterilizados terminalmente. (Ver par. 11)

A Enchimento de produtos, quando excepcionalmente em risco.

C Preparação de soluções, quando excepcionalmente em risco. Enchimento de produtos.

D Preparação de soluções e componentes para o enchimento subsequente.

Grau Exemplos de operações para preparações assépticas. (Ver par. 12)

A Preparação asséptica e enchimento.

C Preparação de soluções de ser filtrada.

D Manuseio de componentes após a lavagem.

As condições de partículas apresentados na tabela para o estado "em repouso" deve ser
alcançada no estado não-tripulado depois de uma curta "limpar" período de 15-20
minutos (valor de orientação), após a conclusão das operações. As condições de
1344

partículas de tipo A na operação dada na tabela deve ser mantida na zona


imediatamente circundante do produto quando o recipiente do produto ou aberto fica
Página

exposto ao meio ambiente. Aceita-se que ele pode não ser sempre possível para

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demonstrar a conformidade com os padrões de partículas no ponto de enchimento,
quando o enchimento está em andamento, devido à geração de partículas ou gotículas
do produto em si.

Monitoramento microbiológico adicional também é exigido de fora as operações de


produção, por exemplo, após a validação de sistemas, limpeza e sanitização.

Limites recomendados para a contaminação microbiana (a)

GRADE amostra de ar resolver placas (Ø placas de contato luva de impressão. 5


ufc / m ^ 3 90mm), ufc / 4 horas (dia.55 mm), ufc / fingers.cfu / luva
(b) placa

A <1 <1 <1 <1

B 10 5 5 5

C 100 50 25 -

D 200 100 50 -

Notas:

(A) Estes são valores médios.(B) placas de assentamentos


individuais podem ser expostas para menos do que 4
horas. (C) os limites de alerta e ação apropriadas devem
ser definidas para os resultados de partículas e
monitoramento microbiológico. Se estes limites forem
excedidos os procedimentos operacionais devem
prescrever medidas corretivas.

Isolador e tecnologia Blow Fill (extrato apenas).


1345

A classificação de ar necessária para o ambiente de fundo depende da concepção do


isolador e a sua aplicação. Deve ser controlada e para processamento asséptico ser
pelo menos de grau D.
Página

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Golpe / encher equipamentos / selo usado para a produção asséptica que é equipado
com um grau eficaz Um chuveiro de ar pode ser instalado em pelo menos um ambiente
de grau C, desde que a roupa classe A / B é usado. O ambiente deve cumprir os limites
viáveis e não viáveis em repouso e o limite viável somente quando em
funcionamento. Equipamentos Funda / enchimento / vedação utilizado para a produção
de produtos para esterilização terminal deve ser instalado em pelo menos um ambiente
de classe D.

Produtos esterilizados terminalmente

Preparação dos componentes e a maioria dos produtos devem ser feito em pelo menos
um ambiente de nível D, a fim de dar um baixo risco de contaminação microbiana e de
partículas, adequado para filtração e esterilização. Onde há risco incomum para o
produto por causa de contaminação microbiana, por exemplo, porque o produto apóia
ativamente o crescimento microbiano ou deve ser mantido por um longo período antes
da esterilização ou a sua transformação não necessariamente principalmente em
recipientes fechados, a preparação deve ser feita em um grau C ambiente.

Enchimento de produtos para esterilização terminal deve ser feito em, no mínimo, um
ambiente de grau C.

Quando o produto está em risco incomum de contaminação do meio ambiente, por


exemplo, porque a operação de enchimento é lenta ou os recipientes são de boca larga
ou são necessariamente exposto por mais de alguns segundos antes de selar, o
preenchimento deve ser feito em um grau A zona com pelo menos um fundo de grau
C. Preparação e enchimento de pomadas, cremes, suspensões e emulsões devem em
geral ser feito num ambiente de grau C, antes da esterilização terminal.

Preparação asséptica

Componentes após a lavagem deve ser manuseado em pelo menos um ambiente de


classe D. Manipulação de materiais iniciais estéreis e componentes, a menos que
1346

submetidos a esterilização ou filtração através de um filtro de retenção de


microrganismos no final do processo, deve ser feito de um grau Um ambiente com um
fundo grau B.
Página

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Preparação das soluções que estão a ser esterilizadas por filtração, durante o processo
deve ser realizado em um ambiente de grau C, se não for filtrada, a preparação de
materiais e produtos que deve ser feito em um grau Um ambiente com um fundo grau B.

A transferência de um recipiente parcialmente fechado, tal como utilizado na secagem


por congelação, que, antes da realização de tamponamento, ser feito em um grau Um
ambiente com fundo grau B ou em tabuleiros de transferência selado em um ambiente
grau B.

Preparação e enchimento de pomadas, cremes estéreis, suspensões e emulsões deve ser


feito de um grau Um ambiente, com uma base de grau B, quando o produto é exposto e
não é, subsequentemente, filtrou-se. '

Comparação de várias normas.

Mostrados na Tabela 6 é uma comparação das classes dadas nas normas acima
discutidas.

Tabela 6: Uma comparação de padrões internacionais

País e EUA EUA Grã- Austrália França Alemanha Norma


padrão 209D 209E Bretanha BS AS 1386 AFNOR VD I.2083 ISO
5295 X44101
Data da 1988 1992 1989 1989 1972 1990 1997
edição
atual
- 0
1 M1.5 C 0.035 - 1 3
10 M2.5 D 0,35 - 2 4
100 M3.5 E ou F 3,5 4 000 3 5
1 000 M4.5 G ou H 35 - 4 6
10 000 M5.5 J 350 400 000 5 7
1347

100 M6.5 K 3500 4 000 000 6 8


000
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As informações acima sobre as normas de salas limpas foram extraídos do manual
'salas limpas Tecnologia' escrito por Bill Whyte.

Injeção de pistão em borracha termoplástica látex free; hastes em polietileno de alta


densidade e cilindro feito em polipropileno com transparência plus produção.

Assim como observamos a norma, a sociedade tem padrões de controle a sua disposição
o que falta na verdade e informação e vigilância para emissão de pareceres e dados
seguros.

Conclusão.

Seringas Descartáveis.

Seringa descartável de uso único, estéril, atóxica e antipirogênica, indicada para


procedimentos médico-hospitalares.
Descrição:
Fabricadas em ambiente de sala controlada, com polímeros atóxicos especialmente
formulados para este fim, atendendo às especificações das Normas NBR, ISO e Boas
Práticas de Fabricação.
I. - Cilindro - altamente transparente ( série
Cristal Plus), que permite a visualização nítida
do fluido aspirado; apresenta anel de retenção
que impede o desprendimento do êmbolo.
1348

II. - Pistão - confeccionado em TPE, atóxico,


"látex free", em atenção às normas FDA.
Página

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III. - Escala de graduação - apresenta alto grau de
precisão, traços e números de inscrição claros
e legíveis.
IV. - Embalagem - as seringas são embaladas em
invólucro apropriado, garantindo integridade e
esterilidade ao produto durante
armazenamento e até o momento do uso.
V. - Esterilizadas a óxido de etileno - e
submetidas a todos os ensaios físico-químicos
e microbiológicos de acordo com as normas
NBR e Farmacopéia.
VI. - Esterilização válida por cinco anos, a partir
da data de fabricação, com a embalagem
intacta.

Agulhas Descartáveis

Agulha descartável de uso único, estéril, atóxica e


apirogênica, em vários calibres para atender aos diferentes procedimentos nas rotinas
dos profissionais da saúde.
Descrição:
I. - Canhão e protetor - fabricados em ambiente de
sala controlada, com polímeros atóxicos
especialmente formulados para este fim, atendendo
às especificações das normas NBR, ISO e Boas
Práticas de Fabricação.
II. - Canhão - permite perfeito acoplamento à seringa,
1349

com código de cores, padrão universal para


identificação dos calibres.
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III. - Cânula - com bisel trifacetado em aço
inoxidável, siliconizada, permitindo um deslize
suave e perfeito.
IV. - Montadas em máquinas automáticas, de última
geração, que permite testes computadorizados em
100% do lote, verificando a segurança "cânula-
canhão" (colagem), afiação da cânula, e obstrução,
garantindo assim a qualidade do produto.
V. - Embalagem - Embaladas individualmente em
filme de polipropileno + papel grau médico,
selados termicamente (blister); acondicionadas em
caixas de papelão ondulado, garantindo a
integridade e esterilidade durante o
armazenamento a até o momento do uso. Contendo
os seguintes dizeres: fabricante, calibre da agulha,
indicativo de artigo médico-hospitalar de uso
único, data e método de esterilização, nº do lote,
data de fabricação e validade, nº do registro no
Ministério da Saúde.
VI. - Esterilização válida por cinco anos, a partir da
data de fabricação, com a embalagem intacta.

1350
Página

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Seringa Luer Lock.

*Bico lock projetado conforme NBR ISO 594-2.


*Conicidade 6% com rosca de travamento.
*Conexão compatível para agulhas e outros equipos
médicos.
*Não permite que a agulha desprenda facilmente da
seringa.
*Cilindro altamente transparente, que permite a
visualização nítida do fluido aspirado.
*Cilindro com anel de retenção que não permite a saída
livre do êmbolo.
MATERIAL.
CILINDRO: Polipropileno atóxico e apirogênico.
HASTE: Polipropileno atóxico e apirogênico.
PISTÃO: Borracha termoplástica atóxica e apirogênica.
DIMENSÕES.
Obedece aos padrões universalmente adotados, conforme
NBR vigente.
BICO.
Luer Lock.
1351

MARCAÇÃO.
Com alto grau de precisão, traços e números de inscrição
Página

claros, legíveis e isentos de falhas até o momento da

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utilização. Escala da graduação de 1 em 1 ml numerados
de 5 em 5 ml.
TOLERÂNCIAS E CAPACIDADE.
As seringas apresentam capacidade nominal, residual e de
volume útil dentro do descrito em NBR aplicável.
EFICÁCIA DO PRODUTO.
São realizados ensaios físico-químicos e microbiológicos,
conforme padrões especificados na NBR ISO 7886-1.
EMBALAGEM.
Embalagem com código de barras que facilita controle de
estoque.

BPF - Boas Práticas de Fabricação.

Além das regras legais para fins de produção dos equipamentos citados nesta nota
técnica as práticas de boas ações de fabricação alcançam outros seguimentos ligados a
Saúde Pública.

Boas Práticas.

Legislação de Boas Práticas de Fabricação.

As Boas Práticas de Fabricação (BPF) abrangem um conjunto de medidas que devem


ser adotadas pelas indústrias de alimentos, medicamentos e produtos médicos a fim de
garantir a qualidade sanitária e a conformidade dos produtos lançados no mercado em
consonância com os regulamentos técnicos. A legislação sanitária federal regulamenta
essas medidas em caráter geral, aplicável a todo o tipo de indústria para fins didáticos,
nesse e-book dar-se-á enfoque também os indicativos na área de alimentos e específico,
voltados às indústrias que processam determinadas categorias de alimentos.

Legislação Geral.
1352

Resolução - RDC nº 275, de 21 de outubro de 2002.

Essa Resolução foi desenvolvida com o propósito de atualizar a legislação geral,


Página

introduzindo o controle contínuo das BPF e os Procedimentos Operacionais

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Padronizados, além de promover a harmonização das ações de inspeção sanitária por
meio de instrumento genérico de verificação das BPF. Portanto, é ato normativo
complementar à Portaria SVS/MS nº 326/97.

Portaria SVS/MS nº 326, de 30 de julho de 1997.

Baseada no Código Internacional Recomendado de Práticas: Princípios Gerais de


Higiene dos Alimentos CAC/VOL. A, Ed. 2 (1985), do Codex Alimentarius, e
harmonizada no MERCOSUL, essa Portaria estabelece os requisitos gerais sobre as
condições higiênico-sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para estabelecimentos
produtores industrializadores de alimentos.

Portaria MS nº 1.428, de 26 de novembro de 1993.

Precursora na regulamentação desse tema, essa Portaria dispõe, entre outras matérias,
sobre as diretrizes gerais para o estabelecimento de Boas Práticas de Produção e
Prestação de Serviços na área de alimentos.

Legislação Específica.

Água Mineral Natural e Água Natural.

Amendoins Processados e Derivados.

Frutas e ou Hortaliças em Conserva.

Gelados Comestíveis.

Palmito em Conserva.

Sal destinado ao Consumo Humano.

Água Mineral Natural e Água Natural.

Resolução - RDC nº 173, de 13 de setembro de 2006.

Dispõe sobre o Regulamento Técnico de Boas Práticas para Industrialização e


1353

Comercialização de Água Mineral Natural e de Água Natural e a Lista de Verificação


das Boas Práticas para Industrialização e Comercialização de Água Mineral Natural e de
Água Natural.
Página

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Amendoins Processados e Derivados.

Resolução - RDC nº 172, de 4 de julho de 2003.

Regulamento que aprova as Boas Práticas de Fabricação e os requisitos sanitários


específicos para o processamento de amendoim, com ênfase nas medidas de controle
destinadas a prevenir ou reduzir o risco de contaminação por aflatoxinas. Essa resolução
institui o instrumento específico aplicável aos estabelecimentos industrializadores de
amendoins processados e derivados.

Frutas e ou Hortaliças em Conserva.

Resolução - RDC nº 352, de 23 de dezembro de 2002.

Regulamento que complementa a legislação geral incorporando as medidas específicas


que devem ser adotadas a fim de garantir a qualidade sanitária e a conformidade das
frutas e hortaliças em conserva com os regulamentos técnicos específicos. Essa
Resolução contempla ainda uma lista de verificação das Boas Práticas de Fabricação
para estabelecimentos produtores/industrializadores dessa categoria de produtos.

Gelados Comestíveis.

Resolução - RDC nº 267, de 25 de setembro de 2003.

Legislação que estabelece os procedimentos de Boas Práticas de Fabricação para


estabelecimentos industrializadores de gelados comestíveis a fim de garantir as
condições higiênico-sanitárias do produto final, incluindo requisitos para produção,
transporte e exposição à venda, dentre outros. Essa Resolução institui, ainda, a
obrigatoriedade da pasteurização das misturas à base de leite, ovos e derivados para
fabricação de gelados comestíveis. O exemplo do formato adotado para as legislações
específicas, consta do Anexo um instrumento de avaliação das BPF aplicável a esse tipo
de estabelecimento.

Palmito em Conserva.
1354

Resolução - RDC nº 81, de 14 de abril de 2003.

Considerando as alterações promovidas pela Resolução - RDC nº 275/02, houve a


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necessidade de complementar a legislação aplicada ao setor produtivo de palmito em

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conserva, especificando as etapas críticas do processo que devem ser documentadas e
submetidas a um controle sistemático. A alteração foi consubstanciada por meio da
publicação dessa Resolução, que determina a implementação de Procedimentos
Operacionais Padronizados nas etapas de acidificação e do tratamento térmico.

Resolução - RDC nº 18, de 19 de novembro de 1999.

Legislação inovadora na área de alimentos por apresentar em seu anexo um instrumento


destinado à avaliação dos estabelecimentos industrializadores de palmito em conserva,
congregando critérios relativos às Boas Práticas de Fabricação e requisitos sanitários
específicos para o controle do processamento desse alimento.

Sal destinado ao Consumo Humano.

Resolução - RDC nº 28, de 28 de março de 2000.

Considerando a importância do sal como alimento selecionado para suplementação de


Iodo na dieta da população brasileira, essa Resolução congrega em um único ato
requisitos higiênico-sanitários gerais e específicos a serem observados no
beneficiamento desse alimento, incluindo o controle da etapa de iodação. A legislação
apresenta no anexo um instrumento específico para avaliação das indústrias salineiras.

ISSO 9002.

A expressão ISO 9000 designa um grupo de normas técnicas que estabelecem um


modelo de gestão da qualidade para organizações em geral, qualquer que seja o seu tipo
ou dimensão. ISO é uma organização não-governamental fundada em 1947, em
Genebra, e hoje presente em APROXIMADAMENTE 162 países. A sua função é a de
promover a normatização de produtos e serviços, para que a qualidade dos mesmos seja
permanentemente melhorada.

Critérios para a normatização.

As normas foram elaboradas por meio de um consenso internacional acerca das práticas
que uma empresa deve tomar a fim de atender plenamente os requisitos de qualidade
1355

total. A ISO 9000 não fixa metas a serem atingidas pelas organizações a serem
certificadas; as próprias organizações são quem estabelecem essas metas. Uma
Página

organização deve seguir alguns passos e atender a alguns requisitos para serem

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certificadas. Dentre esses se podem citar: Padronização de todos os processos-chave da
organização, processos que afetam o produto e conseqüentemente o cliente;
Monitoramento e medição dos processos de fabricação para assegurar a qualidade do
produto/serviço, através de indicadores de desempenho e desvios; Programar e manter
os registros adequados e necessários para garantir a rastreabilidade do processo;
Inspeção de qualidade e meios apropriados de ações corretivas quando necessário; e
Revisão sistemática dos processos e do sistema da qualidade para garantir sua eficácia.
Um "produto", no vocabulário da ISO, pode significar um objeto físico, ou serviço, ou
software. A International Organization for Standardization publicou em 2004 um artigo
que dizia: "Atualmente as organizações de serviço representam um número grande de
empresas certificadas pela ISO 9001:2000, aproximadamente 31% do total".

A denominação "International Organization for Standardization" permite diferentes


acrônimos (Acrónimo em português europeu, e acrônimo em português brasileiro, ou
sigla, é uma palavra formada pelas letras ou sílabas iniciais de palavras sucessivas de
uma locução, ou pela maioria destas partes. A palavra acrônimo deriva do grego:
άκρος - (ákros, "extremo" + ὀνομα - onoma, "nome". Os acrônimos são
especialmente úteis nas telecomunicações, uma vez que permite condensar várias
palavras em poucas letras, poupando largura de banda e, em alguns casos, dinheiro)
em diferentes idiomas (IOS em inglês, OIN em francês, OIP em português) e, por isso,
seus fundadores decidiram usar a abreviatura ISO, que significa "igual". Qualquer que
seja o país ou a linguagem, a abreviatura é sempre ISO, que vem do grego "isos" que
significa igual, igualdade, pois o sistema prevê que os produtos detenham o mesmo
processo produtivo para todas as peças. ISO significa International Organization for
Standardization (Organização Internacional de Normalização), seu objetivo é promover
o desenvolvimento de normas, testes e certificação, com o intuito de encorajar o
comércio de bens e serviços. Esta organização é formada por representantes de 91
países, cada representado por um organismo de normas, testes e certificação. Por
exemplo, o American National Standards Institute (ANSI) é o representante dos Estados
Unidos na ISO. O ANSI é uma organização de normas que apóia o desenvolvimento de
normas consensuais nos Estados Unidos, no entanto não desenvolvem em escreve estas
1356

normas, mas providência estrutura e mecanismos a fim de que grupos industriais ou de


produtos se juntem para estabelecer um consenso e desenvolver uma norma. A ISO
Página

9000 é uma série de cinco normas internacionais sobre o gerenciamento e a garantia da

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qualidade, que compreende a ISO 9000, ISO 9001, ISO 9002, ISO 9003 e ISO 9004. A
ISO 9000 serve de roteiro para programar a ISO 9001, ISO 9002 ou a ISO 9003. Estas
três normas da qualidade podem ser entendidas pela diferença entre suas abrangências.
A mais abrangente, a ISO 9001, incorpora todos os 20 elementos de qualidade da norma
da qualidade; a ISO 9002 possui 18 daqueles elementos e a ISO 9003 tem 12 elementos
básicos. A norma ISO 9001 é utilizada pelas companhias para controlar seus sistemas
de qualidade durante todo o ciclo de desenvolvimento dos produtos, desde o projeto até
o serviço. Ele inclui o elemento do projeto do produto, que se torna mais crítico para os
clientes que se apóiam em produtos isentos de erros.

A norma ISO 9002 é usada por companhias as quais a ênfase está na produção e na
instalação. Esta norma da qualidade pode ser utilizada por uma empresa cujos
produtos já foram comercializados, testados, melhorados e aprovados. Desta forma, há
a possibilidade de a qualidade do produto ser alta. Estas companhias focalizam seus
esforços para a qualidade na conservação e no melhoramento dos sistemas da qualidade
existentes, em lugar de desenvolverem sistemas da qualidade para um produto novo. A
norma ISO 9003 é dirigida para companhias nas quais sistemas abrangentes da
qualidade podem não ser importantes ou necessários, como, por exemplo, as
fornecedoras de mercadorias, nestes casos, a inspeção e o ensaio final do produto seriam
suficientes. As leis da Comunidade Européia, chamadas de diretrizes, estão
promovendo a necessidade de certificação dos sistemas de qualidade é de ensaios do
produto. Dependendo do produto, os europeus têm estabelecido meios diferentes,
denominados de módulos, para cumprir uma norma CE e para avaliar a concordância
com os padrões.

Requisitos dos Sistemas ISO 9003, ISO 9002, ISO 9001.


ISO 9003 ISO 9002 ISO 9001

Responsabilidade da Gestão.

Sistema da Qualidade.

Identificação.
1357

Identificação e Rastreabilidade do Produto.


Página

Situação da Inspeção e Ensaios.

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Inspeção e Ensaios.

Equipamentos de Inspeção, Medição e Ensaios.

Controle de Produto.

Manuseio, Armazenamento, Embalagem e Expedição.

Controle de Documentos.

Registros de Qualidade.

Treinamento.

Técnicas Estatísticas.

Auditoria de Qualidade.

Análise Crítica de Contratos.

Aquisição.

Controle de Processos.

Produto Fornecido pelo Comprador.

Ação Corretiva.

Controle de Projeto.

Assistência Técnica.

Exemplo de Manual da Qualidade (Quality


Manufacturibg - Empresa Fictícia)

Baseado nos 20 elementos da qualidade ISO 9001 - 1987. Existe uma correspondência
de um para um entre os sistemas da qualidade da ISO 9001 e as políticas deste exemplo
de manual da qualidade. Freqüentemente, o manual da qualidade é o documento núcleo
necessário para a certificação. Os auditores do organismo de certificação revisam-no
1358

para ter certeza de que todos os elementos dos sistemas da qualidade da norma estão
sendo tratados. Examinando o material que vem a seguir, você poderá conseguir
Página

compreender os pontos críticos das normas. Primeiro deveríamos rever vários pontos. A

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ISO 9001, que só tem sete páginas, é a norma contratual da qualidade ISO 9000 com
espectro mais abrangente. O presente manual da qualidade é mais longo que a norma
porque detalha especificamente ações, mediante as quais a norma pode ser satisfeita.
Em certos sistemas da qualidade, o manual pormenorizado descreve ações coerentes
com os quesitos da ISO 9001, mas que vão além deles. Se você estiver iniciando o
processo de certificação pela ISO, poderá usar este manual como núcleo do esboço de
seu manual. Provavelmente terá de adaptá-lo às necessidades específicas de seu
processo e de seu produto.

Referências Bibliográficas Suplementar.

NBR ISO 9000-1/1994, Normas de gestão da qualidade e garantia da qualidade - Parte


1: Diretrizes para seleção e uso.

NBR ISO 9000-2/1994, Normas de gestão da qualidade e garantia da qualidade - Parte


2: Diretrizes gerais para a aplicação das NBR

ISO 9001, NBR ISO 9002 e NBR ISO 9003 NBR ISO 9000-3 /1993, Normas de gestão
da qualidade e garantia da qualidade - Parte 3: Diretrizes para a aplicação da NBR ISO
9001 ao desenvolvimento, fornecimento e manutenção de "software".

NBR ISO 9001/1994, Sistemas da qualidade - Modelo para garantia da qualidade em


projeto, desenvolvimento, produção, instalação e serviços associados.

NBR ISO 9003/1994, Sistemas da Qualidade - Modelo para garantia da qualidade para
inspeção e ensaios finais.

NBR ISO 10011-1/1993, Diretrizes para auditoria de sistemas da qualidade - Parte 1:


Auditoria NBR ISO 10011-2/1993, Diretrizes para auditoria de sistemas da qualidade -
Parte 2: Critérios para qualificação de auditores de sistema da qualidade.

NBR ISO 10011-3/1993, Diretrizes para auditoria de sistemas da qualidade - Parte 3:


Gestão de programas de auditoria NBR ISO 10012-1/1993, Requisitos de garantia da
qualidade para equipamento de medição Parte 1: Sistema de comprovação metrológica
1359

para equipamento de medição NBR ISO 10013 Diretrizes para desenvolvimento de


manual da qualidade ISO/TR 13425, Guidelines for the selection of statistical methods
in standardization and specification.
Página

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Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO).

Instituto Latino americano de La Calidad (INLAC).

Academia Brasileira de Letras (s.d.). Reduções. Página visitada em 15 de dezembro de 2013.

DT-Dicionário Terminológico para consulta em linha do Ministério da Educação de


Portugal. Dt.dgidc.min-edu.pt. "procurar sigla eacrónimo'".

Site Global (Acrónimos Banco de dados de acrónimos e siglas (340,000+) Global


Acrónimos abrange abreviações médicas, acrônimos religiosos, militares siglas,
abreviaturas, finanças, governo siglas energia actividade de transporte siglas, acrônimos
comuns, siglas e jargões científicos computador. Dicionário de siglas, termos e
acrónimos (em português). (em inglês) (em português) Banco de dados de acrónimos e
siglas. Riami. Dicionário de siglas e acrónimos).

http://www.joinville.udesc.br/portal/professores/silvano/materiais/NBR_5426_Nb_309_
01___Planos_De_Amostragem_E_Procedimentos_Na_Inspecao_Por_Atributos.pdf

Compreendendo o processo referente à esterilização a gás ETO.

ESTERILIZAÇÃO POR ÓXIDO DE ETILENO - O óxido de etileno C2H4O é um


gás incolor à temperatura ambiente, é altamente inflamável. Em sua forma líquida é
miscível com água, solventes orgânicos comuns, borracha e plástico. Para que possa ser
utilizado o óxido de etileno é misturado com gases inertes, que o torna não-inflamável e
não-explosivo. As misturas utilizadas são:

Carboxide: 90% de dióxido de carbono e 10% de óxido


de etileno; Oxifume-12: 88% de diclorofluormetano
(freon) em peso e 12% de óxido de etileno; Oxifume-
20: 80% de dióxido de carbono em peso e volume de
gás e 20% de óxido de etileno; Oxifume-30: 70% de
dióxido de carbono em peso e volume de gás e 30% de
óxido de etileno.
1360

A umidade relativa é de suma importância na esterilização por óxido de etileno. Alguns


enfoques são dados a esta importância da umidade na esterilização por óxido de etileno,
Página

um deles é o fato de que o aumento da umidade relativa aumenta o poder de

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esterilização do óxido de etileno. Outro enfoque dado a essa importância é que ocorrem
reações químicas entre o óxido de etileno e unidades biológicas, essas reações são
ligações covalentes e, portanto não se dissociam para isso a ionização deve ocorrer em
um solvente polar; assim a água funciona nesta reação como meio de reação ou
solvente. Outro aspecto da importância da umidade neste tipo de esterilização é o fato
de que a água e o agente esterilizante promovem reciprocamente a permeabilidade
através de embalagens de filme plástico, dependendo de sua característica polar ou
apolar. O óxido de etileno funciona como transportador através de filmes não polares e
hidrófobos; já a água favorece a passagem de óxido de etileno através de filmes polares
(celofane e poliamida, por exemplo). O óxido de etileno reage com a parte sulfídrica da
proteína do sítio ativo no núcleo do microrganismo, impedindo assim sua reprodução.

A utilização do óxido de etileno na esterilização é hoje principalmente empregada em


produtos médico-hospitalares que não podem ser expostos ao calor ou a agentes
esterilizantes líquidos: instrumentos de uso intravenoso e de uso cardiopulmonar em
anestesiologia, aparelhos de monitorização invasiva, instrumentos telescópios
(citoscópios, broncoscópios, etc.), materiais elétricos (eletrodos, fios elétricos),
máquinas (marcapassos, etc.), motores e bombas, e muitos outros.

Este tipo de esterilização contribui para a reutilização de produtos que inicialmente


seriam para uso único, assim a prática deste tipo de esterilização evidencia vantagens
econômicas, porém a segurança de se reesterilizar estes produtos ainda é questionada.

A esterilização por óxido de etileno, como os demais métodos, exige limpeza prévia do
material, esta deve ser rigorosa. O acondicionamento dos produtos também é questão
importante e deve ser adequado ao tipo de esterilização e ao artigo. A esterilização é
realizada em equipamento semelhante a uma autoclave e o ciclo compreende as
seguintes fases:
1361
Página

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Elevação da temperatura: até aproximadamente 54oC, a
eficiência da esterilização aumenta com o aumento da
temperatura, diminuindo o tempo de exposição;

Vácuo: de cerca de 660mmHg, assim se reduz a diluição do


agente esterilizante e fornece condições ótimas de umidificação
e aquecimento;

umidificação: é introduzido o vapor na câmara até atingir


umidade relativa de 45 a 85%. A fase de umidificação depende
do tamanho e densidade da carga;

Admissão do gás: a mistura gasosa sob pressão e concentração


pré-determinada é introduzida na câmara;

Tempo de exposição: depende do tipo de embalagem, do


volume e densidade da carga e se o esterilizador possui
circulação de gás. Para esterilizadores industriais o tempo
pode variar de 3 a 16 horas;

Redução da pressão e eliminação do gás: devem ser tomados


cuidados para proteger os operadores do equipamento, para
diminuir resíduos nos produtos e para preservar a integridade
da embalagem;

Aeração: este período é necessário para que o óxido de etileno


residual possa ser reduzido a níveis seguros para a utilização
dos artigos nos pacientes e para o manuseio pela equipe, é
realizado utilizando ar quente em um compartimento fechado
específico para esse fim, o tempo desse período depende da
composição e tamanho dos artigos, do sistema de aeração, da
forma de penetração de temperatura na câmara, do preparo e
empacotamento dos artigos e do tipo de esterilização por óxido
de etileno. Este período pode variar de 6 horas a sete dias.
1362

O óxido de etileno é irritante da pele e mucosas, provoca distúrbios genéticos e


neurológicos. É um método, portanto, que apresenta riscos ocupacionais. Existem
Página

alguns relatos de exposições agudas de humanos a altas concentrações de óxido de

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etileno, onde foram observadas reações como náusea, vômitos e diarréia (CAWSE et al,
1980 apud APECIH). Há também na literatura estudos que revelam alterações no
número e tipo de aberrações cromossômicas em grupos de pessoas expostas a
concentrações de 1 a 40 ppm de óxido de etileno, em relação a pessoas não expostas
(RICHAMOND et al, 1985 apud APECIH).

Os limites estabelecidos de tolerância ao óxido de etileno são: no ar, a concentração


máxima para a qual pode-se ficar exposto é de 1 ppm ou 1,8 mg/m3 para um dia de 8
horas de trabalho; a exposição ao gás a uma concentração de 10 ppm é por, no máximo,
15 minutos.

Para se validar a esterilização por óxido de etileno, devem ser realizados testes físicos,
químicos e microbiológicos. Os testes químicos envolvem a avaliação da umidade, da
concentração do óx. de etileno, da pureza do ar e do gás, dos resíduos ambientais e nos
produtos após a esterilização. Os testes físicos envolvem o controle da temperatura, da
pressão (positiva e negativa) e do tempo de exposição. No teste microbiológico um
indicador biológico é colocado dentro de uma seringa, com o êmbolo inserido, esta é
empacotada e colocada no centro da câmara. O equipamento é então carregado
normalmente.

Existem algumas desvantagens - custo elevado; toxicidade; efeito carcinogênico,


mutagênico e teratogênico; tempo longo de aeração, exigindo maior quantidade de
material disponível para uso.

Recomendações especiais.

Para o manuseio de artigos esterilizados por óxido de etileno, antes de passado o


período de aeração, deve-se utilizar luvas de borracha butílica. Outro cuidado
importante é durante o transporte dos materiais após a esterilização, o carro de
transporte deve ser puxado e não empurrado e esse transporte deve ser realizado o mais
rápido possível. No caso de ocorrência de vazamento do gás, alguns cuidados devem
ser observados: se entrar em contato com os olhos lavar com bastante água corrente por
1363

15 minutos; se cair sobre a pele lavar imediatamente com água e sabão. Isolar a roupa
contaminada; em caso de exposição por muito tempo, levar a pessoa exposta a local
Página

arejado e administrar oxigênio se necessário.

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia


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Alerta - mulheres em idade fértil e gestantes não devem realizar qualquer atividade
relacionada com óxido de etileno.

O Processo de Esterilização por Óxido de Etileno (EtO).

O composto químico óxido de etileno ou epóxi-etano


epóxi é uma
importante substância química usada como um intermediário na produção
de etilenoglicol e outros produtos químicos, e como um esterilizante para alimentos e
materiais de uso médico. É um gás inflamável incolor ou líquido refrigerado com um
fraco odor doce. É o mais simples exemplo de epóxido.. Seu
nome IUPAC é epoxietano.
epoxietano

Outros nomes incluem oxirano e óxido de dimetileno


dimetileno(Wurtz,
(Wurtz, A.. (1859). "". Compt.
rend. 48: 101
101––104; P. P. McClellan. (1950). "Manufacture and Uses of Ethylene
Oxide and Ethylene Glycol". Ind. Eng. Chem. 42: 2402 2407.
2402–2407.
DOI:10.1021/ie50492a013; Streitwiser, Andrew; Heathcock, Clayton H..
Introduction to Organic Chemistry. (S.l): Macmillan, 1976. ISBN 0-02-418010
0 418010-6)
Como já referenciado a esterilização por Óxido de Etileno (EtO) é utilizada
principalmente para esterilizar produtos médicos e farmacêuticos que não podem
suportar a esterilização convencional com vapor em alta temperatura – como
dispositivos qque
ue incorporam componentes eletrônicos, embalagens plásticas ou
recipientes plásticos. O gás EtO infiltra nos pacotes, bem como nos próprios produtos,
para matar os micro organismos que sobraram da produção ou do processos de
empacotamento. Este gás misturado
misturado com o ar na proporção de pelo menos 3% de gás
EtO, forma uma mistura explosiva. O ponto de ebulição do gás EtO puro é de 10.73 ºC
em pressão atmosférica. Na maior parte do tempo, é misturado com Nitrogênio ou CO2.
Esta condição explosiva necessita de uum
m zoneamento com Segurança Intrínseca do
1364

material ((ATEX),
ATEX),
), para segurança das pessoas assim como do processo em si.

Industrialmente, óxido de etileno é produzido quando etileno (H2C=CH2)


Página

eoxigênio
oxigênio (O2) reagem sobre um catalisador de prata a 200
200–300 °C apresentando

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abundância de nanopartículas de Ag sobre alumina. Tipicamente, modificadores
químicos tais como o cloro pode ser incluído. Pressões usadas são na faixa de 1-2MPa.
A equação química para esta reação é:

H2C=CH2 + ½ O2 → C2H4O

O rendimento típico para esta reação sob condições industriais é 70-80%. Na reação
acima, um intermediário (oxametalaciclo) é formado. Duas diferentes marchas de
reação pode então ocorrer.

Formação de óxido de etileno:

H2C=CH2 + O → C2H4O

Formação de acetaldeído:

H2C=CH2 + O → CH3CHO

O último caminho é o primeiro passo na completa combustão resultando emdióxido de


carbono e água:

CH3CHO +5/2 O2 → 2CO2 + 2H2O

Óxido de etileno pode ser convenientemente produzido em laboratório pela ação de um


hidróxido alcalino sobre etileno cloroidrina.

CH2OH−CH2Cl + OH− → C2H4O + Cl− + H2O com etileno cloroidrina sendo


preparado facilmente pela ação de ácido hipocloroso sobre etileno. Diversos métodos
para produzir óxido de etileno mais seletivo têm sido propostos, mas nenhum tem
alcançado importância industrial. A segurança do pessoal é uma questão importante
para o efeito danoso do EtO nos humanos. Áreas poluídas precisam ser alertadas
utilizando detectores de gás colocados em diferentes locais para monitorar qualquer
vazamento. Sistemas de alarme visuais e sonoros precisam ser providenciados. O
sistema deve informar a qualquer operador quando as células de esterilização contêm
EtO. Quando o gás tóxico é removido da sala, é necessário que seja tratado usando
queimadores térmicos, purificadores de gás ou oxidação para proteção ambiental ou que
seja transportado para uma instalação para ser tratado.
1365

A maioria das linhas de esterilização por EtO envolve três estágios diferentes. Estes
podem ser separados em três diferentes células dependendo do tamanho ou quantidade
Página

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia


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de dispositivos a serem tratados: PRÉ CONDICIONAMENTO; ESTERILIZAÇÃO;
DEGASIFICAÇÃO.

Quando as células estão separadas, os sistemas de carga/descarga são solicitados. Isso


poupa tempo do operador, bem como oferece proteção contra exposição ao ambiente
poluente que poderia trazer prejuízos à saúde.
O Processo de Esterilização por EtO.
ESTÁGIO DE PRÉ CONDICIONAMENTO.
Primeiro, os produtos precisam passar por uma fase de pré condicionamento para fazer
os microrganismos crescerem. A batelada carregada passa por um tempo de atraso sob
um ambiente controlado de: Temperatura e Umidade.
1366
Página

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ESTÁGIO DE ESTERILIZAÇÃO.
Depois, a carga passa por um longo e complexo ciclo de esterilização. Os requisitos de
um sistema como este são: Controle preciso da temperatura, Disponibilidade do
sistema de controle, Controle preciso da pressão e do vácuo, Visualizações fáceis
das fases do processo, Receitas do cliente dedicadas, Liberação de batelada
automática ao longo dos testes de tolerância, Relatório, Intertravamento de
segurança entre atuadores, Alarme, Estratégias de desacionamento, Facilidades
do Audit Trail – Tendências, 21CFR Part11, etc.

Uma vez que o ciclo foi iniciado, visores de fácil uso são necessários para mostrar: A
fase exata da esterilização, Todos os setpoints e tolerâncias chave estão como
carregado na receita, Todos os valores de processo chave para a função de
liberação de batelada automática. O controle do vácuo e da pressão também é
necessário. Para acabar com o efeito tóxico do EtO, são usadas bombas rotativas de
anel. O processo de vácuo precisa executar uma fase de evacuação de emergência para
uma rápida evacuação do gás.
As fases de esterilização são: Atraso do início do ciclo para habilitar o sistema a
iniciar as condições de estabilidade, Verificação geral da temperatura da célula,
Fase de vácuo inicial, Teste de taxa de Vazamento, Primeiro Fluxo, Segundo Fluxo,
Condicionamento Ambiental Dinâmico (DEC - Dynamic Environmental
1367

Conditioning), Injeção de gás EtO, Período de tempo de atraso na Esterilização por


EtO, Nível de vácuo posterior ao atraso, Primeira lavagem, Segunda lavagem,
Página

Admissão Final de Ar, Atraso de re-evacuação final da câmara. Durante a execução

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dessas fases um relatório da batelada é gerado. Este relatório irá incluir: verificações da
tolerância, mudanças de fase, alarmes, eventos e valores críticos do processo. Uma
característica chave do sistema é a liberação do “auto batch” (batelada automática).
Durante o ciclo de esterilização se alguma ocorrer condição anormal, a batelada será
automaticamente parada e a(s) condição(ões) que causaram a parada serão identificadas.
Com a função de liberação do “auto batch” os operadores não têm que esperar até o
final do ciclo e desperdiçar tempo em relatórios de batelada para entender o que deu
errado. Com essa função e dado que a batelada completou satisfatoriamente, ela
avançará automaticamente para a degasificação da sala sem precisar de verificação
humana da tolerância, valores de processo e de alarmes. Para cada batelada, o operador
seleciona a receita adequada ao produto. Depois de a receita ser descarregada, o
operador tem a oportunidade de verificar se os valores estão corretos para esta batelada
em particular antes de iniciar o ciclo. Quando a batelada estiver com impressão
automática uma cópia do relatório pode ser feita. Os arquivos de registro da batelada
também são feitos eletronicamente para revisão futura. Os arquivos de registro da
batelada podem ser pesquisados das seguintes formas: ID da batelada, Nome do Cliente,
Receita, Tipo do Produto, Horário de Início e Fim.
Uma vez que o ciclo foi iniciado, visores de fácil uso são necessários para mostrar: A
fase exata da esterilização, Todos os setpoints e tolerâncias chave estão como
carregado na receita, Todos os valores de processo chave para a função de
liberação de batelada automática. O controle do vácuo e da pressão também é
necessário. Para acabar com o efeito tóxico do EtO, são usadas bombas rotativas de
anel. O processo de vácuo precisa executar uma fase de evacuação de emergência para
uma rápida evacuação do gás.
As fases de esterilização são: Atraso do início do ciclo para habilitar o sistema a
iniciar as condições de estabilidade, Verificação geral da temperatura da célula,
Fase de vácuo inicial, Teste de taxa de Vazamento, Primeiro Fluxo, Segundo Fluxo,
Condicionamento Ambiental Dinâmico (DEC - Dynamic Environmental
Conditioning), Injeção de gás EtO, Período de tempo de atraso na Esterilização por
EtO, Nível de vácuo posterior ao atraso, Primeira lavagem, Segunda lavagem,
1368

Admissão Final de Ar, Atraso de re-evacuação final da câmara. Durante a execução


dessas fases um relatório da batelada é gerado. Este relatório irá incluir: verificações da
tolerância, mudanças de fase, alarmes, eventos e valores críticos do processo. Uma
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característica chave do sistema é a liberação do “auto batch” (batelada automática).
Durante o ciclo de esterilização se alguma ocorrer condição anormal, a batelada será
automaticamente parada e a(s) condição(ões) que causaram a parada serão identificadas.
Com a função de liberação do “auto batch” os operadores não têm que esperar até o
final do ciclo e desperdiçar tempo em relatórios de batelada para entender o que deu
errado. Com essa função e dado que a batelada completou satisfatoriamente, ela
avançará automaticamente para a degasificação da sala sem precisar de verificação
humana da tolerância, valores de processo e de alarmes. Para cada batelada, o operador
seleciona a receita adequada ao produto. Depois de a receita ser descarregada, o
operador tem a oportunidade de verificar se os valores estão corretos para esta batelada
em particular antes de iniciar o ciclo. Quando a batelada estiver com impressão
automática uma cópia do relatório pode ser feita. Os arquivos de registro da batelada
também são feitos eletronicamente para revisão futura. Os arquivos de registro da
batelada podem ser pesquisados das seguintes formas: ID da batelada, Nome do
Cliente, Receita, Tipo do Produto, Horário de Início e Fim.
ESTÁGIO DE GASIFICAÇÃO
Finalmente, os produto precisam passar por uma fase de gasificação para remover
qualquer partícula de EtO. A carga da batelada passa por um tempo de atraso sob
ambiente com temperatura controlada.

1369
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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Conclusão.

O óxido de etileno é um gás que mata bactérias (e seus endósporos), mofo, e fungos, e
pode conseqüentemente ser usado para esterilizar substâncias que sofreriam danos por
técnicas de esterilização tais como pasteurização que se baseiam em calor. A
esterilização por óxido de etileno para a preservação de especiarias foi patenteado no
ano de 1938, pelo químico estadunidense Lloyd Hall, e é ainda usado com este fim.
Adicionalmente, óxido de etileno é largamente usado para esterilizar suprimentos
médicos tais como ataduras, suturas, e instrumentos cirúrgicos. A imensa maioria dos
materiais médicos é esterilizada com óxido de etileno. Os métodos preferidos têm sido a
tradicional câmara de esterilização, onde uma câmara é preenchida com um misto de
óxido de etileno e outros gases os quais são depois removidos por exaustão, e o mais
recente método da difusão gasosa desenvolvido em 1967 o qual se coloca em bolsas que
acondicionam os materiais a serem esterilizados e atua como uma mini-câmara de
maneira a consumir menos gás e fazer o processo economicamente mais atraente para
pequenas demandas. Outros nomes para este método alternativo para pequenas cargas
são: método Anprolene, método de esterilização em bolsas ou método de esterilização
de micro-doses. A maioria do óxido de etileno, entretanto, é usada como um
intermediário na produção de outras substâncias. O principal uso de óxido de etileno é
na produção de etileno glicol. O uso primário final para o etileno glicol é na produção
de polímeros de poliéster. Etileno glicol é mais comumente conhecido por seu uso como
um refrigerante automotivo e anticongelante. Porque de sua alta inflamabilidade e larga
faixa de concentração explosiva no ar, o óxido de etileno é usado como um componente
de explosivo ar-combustível.

Nota Técnica do Autor.

Nesse espaço você poderá visualizar resumos e links para as principais Leis e
Resoluções bem como Recomendações e Normas Técnicas que normatizam o setor de
CME dos Hospitais no Brasil.

RDC (RESOLUÇÃO DE DIRETORIA


1370

COLEGIADA); RDC Nº 307, DE 14 DE NOVEMBRO


DE 2002; RDC Nº156, DE 11 DE AGOSTO DE 2006;
RE Nº 2605, DE 11 DE AGOSTO DE 2006; RE Nº
Página

2606, DE 11 DE AGOSTO DE 2006; RDC Nº 75, DE

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
23 DE OUTUBRO DE 2008; MANUAL DE
ACREDITAÇÃO - RESOLUÇÃO RDC Nº 93;
IEC/TR3 60513; ISO - ICS 11.080.10
EQUIPAMENTOS DE ESTERILIZAÇÃO; ISO - ICS
11.040.30 - INSTRUMENTOS E MATERIAS
CIRÚRGICOS.

Iconografia Vinculada a esse capítulo.

1371
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Professor César Augusto Venâncio da Silva
1372
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Professor César Augusto Venâncio da Silva
BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA DE FORMA SUPLEMENTAR PARA O
PRESENTE CAPÍTULO - Centro de Material e Esterilização (CME).

Associação Paulista de Epidemiologia e Controle de Infecção Relacionada à Assistência


à Saúde – APECIH. Limpeza, desinfecção e esterilização de artigos em serviços de
saúde. São Paulo: APECIH; 2010.

Association of Peri Operative Registered Nurses (AORN). Perioperative standards and


recommended practices. AORN; 2012.

Bonfim IM, Malagutti W, organizadores. Recuperação pós-anestésica: assistência


especializada no centro cirúrgico. São Paulo: Martinari; 2010.

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).


Resolução RDC n.50, de 21 de fevereiro de 2002. Dispõe sobre o regulamento técnico
para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos em
estabelecimentos assistenciais de saúde.Legislação na internet. Brasília; 2002.
Disponível em: http//www.anvisa.gov.br/legis/resol/2002/50_02rdc.pdf.

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).


Resolução RDC n.15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas
para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Legislação na
1373

internet. Brasília; 2012. Disponível em:


Página

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0015_15_03_2012.html

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia


Professor César Augusto Venâncio da Silva
Brasil. Ministério da Saúde (MS). Orientações gerais para central de esterilização.
Brasília; 2001.

Carvalho R, Bianchi ERF, organizadoras. Enfermagem em centro cirúrgico e


recuperação. 1ªed. 2ªreimp. São Paulo: Manole; 2010.

Fernandes AT, Fernandes MOV, Ribeiro Filho N. Infecção hospitalar e suas interfaces
na área da saúde. São Paulo: Atheneu; 2000.

Graziano KU, Silva A, Psaltikidis EM, organizadoras. Enfermagem em centro de


material e esterilização. Barueri (SP): Manole; 2011.

Jegier MA, Leone FJ. Manual de anestesiologia: conceitos e aplicações para prática
diária. Porto Alegre (RS): Artmed; 2007.

Kavanagh CMG. Elaboração do manual de procedimentos em central de materiais e


esterilização. São Paulo: Atheneu; 2007.

Lacerda RA, coordenadora. Controle de infecção em centro cirúrgico: fatos, mitos e


controvérsias. São Paulo: Atheneu; 2003.

Malagutti W, Bonfim IM, organizadores. Enfermagem em centro cirúrgico: atualidades


e perspectivas no ambiente cirúrgico. São Paulo: Martinari; 2008.

Mohallem AGC, Farah OGD, Laselva CR, coordenadoras. Enfermagem pelo método de
estudo de casos. Barueri (SP): Manole; 2011. Capítulo 1 e Capítulo 11.

Possari JF. Assistência de enfermagem na recuperação pós-anestésica. São Paulo: Iátria;


2003.

Possari JF. Centro cirúrgico: planejamento, organização e gestão. 4ªed. São Paulo:
Iátria; 2009.

Possari JF. Centro de material e esterilização: planejamento, organização e gestão. 4ªed.


São Paulo: Iátria; 2010.
1374

Rothrock JC. Alexander: cuidados de enfermagem ao paciente cirúrgico. 13ªed. Rio de


Janeiro: Elsevier; 2007.
Página

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia


Professor César Augusto Venâncio da Silva
Rodrigues AB, Silva MR, Oliveira PP, Chagas SSM. O guia da enfermagem:
fundamentos para assistência. 2ªed. São Paulo: Iátria; 2010. Capítulo 8 e Capítulo 20.

Sallum AMC, Paranhos WY, Silva SCF, organizadoras e editoras. Discussão de casos
clínicos e cirúrgicos: uma importante ferramenta para a atuação do enfermeiro. São
Paulo: Atheneu; 2009.

Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e


Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Recomendações práticas para processos
de esterilização em estabelecimentos de saúde. Campinas: Komedi; 2000.

Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e


Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Práticas recomendadas: centro

cirúrgico, recuperação pós-anestésica e centro de material e esterilização. 5ªed. São


Paulo: SOBECC; 2009.

Periódicos recomendados: - Anais dos Congressos Brasileiros de Enfermagem em


Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização. -
Publicações da Association of periOperative Registered Nurses (AORN). - AORN
Journal e Standards, recommended practices, guidelines. - Revistas da Associação
Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de
Material e Esterilização (Rev SOBECC). - Revista Brasileira de Anestesiologia.

Sites recomendados: - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Organização dos


Serviços de Saúde. www.anvisa.gov.br. - American Association of Nurse Anesthetist
(AANA). www.aana.com . - Association of periOperative Registered Nurses (AORN).
www.aorn.com. - Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico,
Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC).
www.sobecc.org.br. - European Operating Room Nurses Association (EORNA).
http://www.eorna.eu/.

Análise Microbiológica.
1375
Página

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia


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É prática comum nas empresas a adoção de
sistemas de qualidade, como BFP– Boas Práticas de Fabricação e APPCC - Análise de
Perigos e Pontos Críticos de Controle. Estes sistemas de qualidade possibilitam melhor
uso dos resultados das análises de alimentos e superfícies. As análises indicam a
eficiência dos procedimentos de higiene (PPHO), além de orientar sobre medidas
corretivas em pontos críticos de controle (PCCs). A identificação de patógenos ou a
simples enumeração de microorganismos indicadores de higiene são dados importantes
para o produtor monitorar o alimento fabricado, garantindo a qualidade microbiológica
dos alimentos produzidos.

Conforme amplamente abordado nessa


nota, quase todas as empresas vinculadas as atividades do tema do capítulo, precisam de
controle do ar ambiental, pois no ar encontramos inúmeros microrganismos, dentre eles,
os causadores de doenças respiratórias e problemas alérgicos. Quando não higienizados
devidamente, os equipamentos condicionadores de ar são os grandes condutores de
contaminação para as áreas de trabalho. Assim, este tipo de avaliação com o objetivo de
detectar o nível de contaminação microbiológica presente no ambiente, em dutos de
circulação do ar-condicionado, e na água da bandeja de condensação dos equipamentos.
1376

Também se devem buscar identificar microrganismos encontrados na amostra, como a


Legionella pneumophila e bolores anemófilos, responsáveis por quadros de alergias
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respiratórias. De posse dos resultados analíticos, a empresa pode planejar a correta
limpeza dos aparelhos condicionadores de ar, evitando riscos de doenças.

Em hospitais.

Hospitais – Deve se adotar procedimentos específicos para ambientes hospitalares. Os


microbiologistas devem verificar as instalações de diversas áreas e orientam os
procedimentos de higiene e limpeza que podem minimizar contaminações; também
coletar amostras de ar, água, tecidos, equipamentos e manipuladores. Assim, nessa
conduta se realiza análises para detecção de patôgenos comuns na área hospitalar, como
estafilococos, estreptococos, pseudomonas, enterobactérias e fungos.

Lavanderias hospitalares - Tecidos sujos são identificados como fonte transmissora de


microrganismos patogênicos. Em função deste agravante, torna-se imprescindível para
uma boa gestão hospitalar a adoção de medidas sanitárias. O principal objetivo destas
análises é a constatação da eficiência dos procedimentos de lavagem e sanificação
(Sanificação - do latim, sanitas = saúde, é feita quando se reduz os microrganismos a
um número considerado isento de perigo. O difícil é se avaliar este número. É o que se
faz nas lavandeiras, quartos consultórios e demais ambientes, lavando-se) dos tecidos
como uniformes de funcionários, lençóis, panos de campos, etc(GUIMARÃES JR.,
Jairo. Biossegurança e controle de infecção cruzada, em consultórios odontológicos.
(cidade?): Santos Livraria Editora, 2001).

BIBLIOGRAFIA BÁSICA INDICADA.

Microbiologia Geral - - Microbiologia de Brock. 2008. Madigan, M.T., Martinko, J.M.


& Parker, J. (Eds.). 10ª. edição. Editora Pearson Education, Inc.

Imunologia - - Imunologia Celular e Molecular. 2005. ABBAS, A.K. & LICHTMAN,


A.H. (Eds.). 5ª. edição. Editora Elsevier. - Imunobiologia. 2007. Janeway Junior, C.A.,
Shlomchik, M.J., Travers, P. & Walport, M. (Eds). 6ª. edição. Editora Artmed.

Virologia - - Introdução a Virologia Humana. 2008. Santos, N. S.O., Romanos, M.T.V.,


Wigg, M.D. (Eds), 2ª. edição. Editora Guanabara Koogan.
1377

Microbiologia Médica - - Microbiologia. 2008. Trabulsi, L.R., Alterthum, F., Martinez,


M.B., Campos, L.C., Gompertz, O.F. & Rácz, M.L. (Eds.). 5ª. Edição. Editora Atheneu.
Página

- Koneman Diagnóstico Microbiológico: Texto e Atlas Colorido. 2008. Koneman, E.

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
W., Allen, S. D., Janda, W. M., Schreckenberger, P. C., Winn, W. C. 6ª. Edição.
Editora Guanabara Koogan. - Microbiologia Medica. 2009. Murray, P.R., Rosenthal,
K.S., Pfaller, M.A. 6ª. Edição. Editora Elsevier.

BIBLIOGRAFIA SUPLEMENTAR. Para estudo de antimicrobianos) Microbiologia


Médica. 2008. Jawetz, E. & Levinson, W. (Eds). 7ª. edição. Editora Nova Guanabara
OU Microbiologia Médica. 2006. Pfaller, P.R. & Rosenthal, M.A. (Eds). 5a edição.
Editora Elsevier.

Dialética textual.

Anatomia das veias periféricas dos membros superiores.

Na luz, o sangue aparenta ser vermelho porque a maioria das cores é absorvida pelo
pigmento carregador de oxigênio hemoglobina (Hb). Se um filtro que bloqueia a cor
refletida é posicionado entre o sangue e os olhos de um observador, a cor percebida
muda. No caso dos humanos, a pele serve como um filtro para a cor vermelho, e a cor
remanescente acaba sendo esverdeada. O espectro de cor exato é determinado pela
superficialidade da veia e pelos níveis relativos de hemoglobina oxigenada (HbO) e
dióxido de carbono (CO2) no sangue. Altas taxas de oxigênio refletem a cor vermelha e
altas taxas de CO2 refletem a cor azul, que nas veias menos superficiais, misturada com
a cor amarelada da gordura e/ou pele acaba aparecendo esverdeada.

Doenças mais comuns das veias incluem varizes e tromboflebite. A maioria das veias
possuem válvulas unidirecionais chamadas de válvulas venosas para prevenir o refluxo
causado pela gravidade. Este sistema é constituído de um fino músculo de esfíncter e de
dois ou três folhetos membranosos. Elas também possuem uma fina camada externa de
colágeno, que ajuda a manter a pressão sanguínea e evita o acúmulo de sangue. A
cavidade interna na qual o sangue flui é chamada usualmente de luz vascular. A parede
da veia possui uma camada de músculos lisos, porém esta camada é fina e as veias são
vasos frágeis, com válvulas frágeis. As paredes das veias são menos resistentes e mais
delgadas do que as das artérias, embora apresentem três camadas. Quando transportam
pouco sangue fazem vaso-constrição, reduzindo o seu calibre e em caso extremo
1378

colapsam. Longos períodos em pé podem resultar numa acumulação ("pooling") de


sangue nos membros inferiores. Este "pooling" venoso diminui a pressão arterial a nível
Página

do cérebro e pode causar perdas de consciência. No sistema circulatório, uma veia é um

SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia


Professor César Augusto Venâncio da Silva
vaso sanguíneo que leva sangue em direção ao coração. Os vasos que carregam sangue
para fora do coração são conhecidos como artérias. O estudo das veias e doenças das
veias é feito na disciplina de flebologia, que está a tornar-se cada vez mais importante.
A American Medical Association adicionou a flebologia à sua lista de especialidades
médicas auto-designadas. As veias servem para transportar os produtos nocivos,
derivados do metabolismo tissular de volta ao coração. Na circulação sistêmica o
sangue oxigenado é bombeado para as artérias pelo ventrículo esquerdo até os músculos
e órgãos do corpo, onde seus nutrientes e gases são trocados nos capilares. O sangue
venoso, contendo produtos finais do metabolismo celular e dióxido de carbono, é
recolhido pelos capilares da vertente venosa que forma progressivamente as vénulas e
depois as veias, que o conduzem até ao átrio direito ou aurícula direita do coração, que o
transfere para o ventrículo direito, onde é então bombeado para a artéria pulmonar, (que
rapidamente se bifurca em direita e esquerda) e finalmente aos pulmões. Na circulação
pulmonar as veias pulmonares trazem o sangue oxigenado dos pulmões para a aurícula
esquerda, que desemboca no ventrículo esquerdo, completando o ciclo da circulação
sanguínea. O retorno do sangue para o coração é auxiliado pela ação do bombeamento
de músculos esqueléticos, que ajudam a manter extremamente baixa a pressão
sanguínea do sistema venoso.

Importância nos objetivos do e-book aplicado a Farmacologia Clínica.

As veias são usadas medicamente como pontos de acesso para a circulação sanguínea,
permitindo a retirada de sangue para exames, e permitindo a infusão de fluidos,
eletrólitos, nutrição e medicamentos. Isso pode ser feito com uma injeção usando uma
seringa, ou inserindo um cateter (tubo flexível). Se um cateter intravenoso tem de ser
inserido, para a maioria das finalidades é realizado em uma veia periférica (uma veia
próxima à superfície da pele na mão ou braço, ou menos utilizado, na perna). Alguns
fluidos altamente concentrados ou medicamentos irritantes devem fluir para dentro das
largas veias centrais, que são às vezes utilizadas quando o acesso periférico não pode
ser obtido. Catéteres podem ser colocados na veia jugular para estes usos: Se se pensa
que uma utilização por um longo período de tempo será necessária, um ponto
1379

permanente extra pode ser inserido cirurgicamente. Apesar de terem sido


implementadas novas técnicas para execução das Ponte aorto-coronárias, os segmentos
Página

de veias safenas ainda são considerados os que dão melhores resultados. A distribuição

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anatômica das veias é muito mais variável de pessoa para pessoa do que a das artérias,
sobretudo as veias do sistema venoso superficial, e na mesma pessoa a distribuição do
membro inferior direito é da do diferente do esquerdo.

m diagrama de Wiggers mostrando os eventos do ciclo cardíaco que ocorrem no


ventrículo
trículo esquerdo.
Nota: A pressão ventricular no fechamento da valva aórtica está incorreta neste
diagrama. Ela é apresentada entre 40
40-60
60 mmHg, quando o correto seria cerca de 80
mmHg. Para uma representação mais fidedigna, confira a página 84 de
dePhysiology
Physiology (Série
Oklahoma Notes),
Notes), por Roger Thies.
1380
Página

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QUESTÃO: O esquema acima mostra um coração humano em corte.

O gráfico mostra a variação da pressão sangüínea no ventrículo esquerdo durante um ciclo


cardíaco, que dura cerca de 0,7 segundo. a) Em qual das etapas do ciclo cardíaco, indicadas pelas
letras de A a O, ocorre o fechamento das valvas atrioventriculares ? b) Os ventrículos
ventrículos direito e
esquerdo possuem volume interno similar e ejetam o mesmo volume de sangue a cada contração.
C) No entanto, a parede ventricular esquerda é cerca de 4 vezes mais espessa do que a direita.
Como se explica essa diferença em função.

Resposta:
esposta: a) O fechamento das valvas atrioventriculares ocorre durante as etapas de E a H (ou E a
I). b) A parede ventricular esquerda tem de ser mais espessa porque precisa bombear sangue para
todo o organismo. c) A parede ventricular direita pode ser menos espessa porque só bombeia
sangue para os pulmões.

1381

Diagrama mostrando as relações do


Página

coração com a parede torácica anterior. Ant. Segmento anterior da valva tricúspide.
tricúspide A

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O. Aorta. A.P.Músculo papilar anterior. In. Innominate artery. L.C.C. artéria carótida
comum esquerda. L.S.Artéria subclávia esquerda. L.V. Ventrículo esquerdo.
P.A. Artéria pulmonar. R.A. Átrio direito. R.V. Ventrículo direito. V.S. Septo
ventricular. Os sons cardíacos, ou bulhas, são as manifestações acústicas (som) geradas
pelo impacto do sangue em diversas estruturas cardíacas e nos grandes vasos. As
vibrações são depois propagadas às paredes do torax e podem ser auscultadas através de
um estetoscópio, permitindo a obtenção de um conjunto de informações importantes
sobre a condição do coração. Em adultos saudáveis, existem geralmente dois sons do
coração normais que ocorrem em sequência com cada batida do coração. Eles são
a primeira bulha cardíaca ou primeiro som cardíaco (B1 ou S1) e a segunda bulha
cardíaca ou segundo som cardíaco (B2 ou S2), produzidos pelo fechamento das valvas
atrioventriculares e valvas semilunares respectivamente. Além destes sons normais,
mais dois sons podem estar presentes (comumente referidos de extra-sons), incluindo
os terceira bulha cardíaca ou terceiro som cardíaco (B3 ou S3) e quarta bulha
cardíaca ou quarto som cardíaco (B4 ou S4), os quais podem ser normais em algumas
circunstâncias.Os sopros cardíacos são gerados por um fluxo turbulento do sangue, que
pode ocorrer dentro ou fora do coração. Os sopros podem ser fisiológicos (benignos)
ou patológicos(anormais). Os sopros anormais podem ser causados por
uma estenose que restringe a abertura de uma valva cardíaca, causando turbulência ao
fluxo sanguíneo que passa por ali. A insuficiência da valva (ou regurgitação) permite o
fluxo inverso do sangue quando a valva incompetente deveria estar fechada. Diferentes
sopros são audíveis em diferentes partes do ciclo cardíaco, dependendo da causa do
sopro. Podem ainda ouvir-se outras manifestações acústicas como atrito pericárdico,
estalidos e cliques(Semiologia Médica, Celmo Celeno Porto 4ª Edição. Semiologia
Médica, Celmo Celeno Porto 4ª Edição. "The Cardiovascular System." Bates, B. A
Guide to Physical Examination and History Taking. 9h Ed. 2005).
Frente do tórax, mostrando as relações de superfície com
os ossos, pulmões(roxo), pleura (azul) e coração (contorno
vermelho). Heart valves are labeled with "B", "T", "A", and "P".
Primeiro som cardíaco: causado pelas valvas atrioventriculares -
1382

Bicúspide/Mitral(B) e Tricúspide (T). Segundo som cardíaco causado


pelas valvas semilunares -- Aórtica (A) ePulmonar (P).
Página

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As mais relevantes veias do SV – SISTEMA VENOSO:

Veia cava superior


superior;; Veia cava inferior;
inferior Veias ilíacas;
ilíacas; veia
femoral;; Veia jugular Veia safena magna também
chamada grande safena ou safena interna Veia safena
externa também
ambém chamada pequena safena ou safena parva.
parva

Os sistemas venosos:

Sistema venoso pulmonar


pulmonar; Sistema venoso
sistêmico
sistêmico.
Os vasos sanguíneos são órgãos em forma de tubos que se ramificam por todo
to o
organismo da maior parte dos seres-
seres-vivos,
vivos, como o ser humano, por onde circula o
sangue: artérias, arteríolas, vênulas, veias e capilares. As artérias, arteríolas, veias e
capilares sanguíneos, em conjunto, têm o comprimento de 160 000 km. São artérias que
dão passagem ao sangue. O sangue é lançado na artéria aorta. Ela se ramifica e forma
artérias menores que se distribuem ao corpo, elas se chamam arteriólas, elas se
ramificam pelo corpo e viram menores ainda (microscópicas) e são chamadas de
1383

capilares
capilares.

Entre os gregos, as artérias eram consideradas como "carregadoras de ar", sendo


Página

responsáveis pelo transporte de ar até os tecidos. Acreditava


Acreditava-se
se que elas eram

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conectadas à traqueia. Essa teoria provavelmente surgiu do fato de as artérias ficarem
vazias após a morte, já que a última batida do coração do ser humano empurra o sangue
do interior dos capilares para as veias. Nos tempos medievais, já se sabia que as artérias
carregavam um fluido, chamado de "sangue espiritual" ou "espíritos vitais",
considerados diferentes do conteúdo das veias. William Harvey descreveu e popularizou
o conceito moderno do sistema circulatório, assim como os papéis das artérias e veias
no século XVII.

Artérias são vasos sanguíneos que carregam sangue a partir dos ventrículos do coração
para todas as partes do nosso corpo. Elas se contrastam com as veias, que carregam
sangue em direção aos átrios do coração. O sistema circulatório é extremamente
importante para a manutenção da vida. O seu funcionamento adequado é responsável
por levar oxigênio e nutrientes para todas as células, assim como remover dióxido de
carbono (CO2) e produtos metabólicos, manter o pH ótimo, e a mobilidade dos
elementos, proteínas e células do sistema imune. As duas principais causas de morte em
países desenvolvidos, o infarto do miocárdio e o ataque cardíaco, podem ser resultado
direto de um sistema arterial que tenha sido lentamente e progressivamente
comprometido pelos anos de deterioração, como a arteriosclerose.

Verificação do pulso radial.


Pulsação arterial é o ciclo de expansão e relaxamento das artérias do corpo. Pode ser
percebido facilmente em regiões específicas do corpo, sendo útil na abordagem de
emergência. A pulsação corresponde às variações de pressão sangüínea na artéria
durante os batimentos cardíacos. As pressões arteriais máximas e mínimas podem ser
1384

detectadas nas artérias do braço e medidas com um aparelho chamado


esfigmomanômetro. Algumas veias também podem ter a pulsação percebida, porém
são mais raras. Pulso da Artéria Braquial. O pulso da artéria braquial é difícil de ser
Página

feito. É necessário empurrar o músculo bíceps lateralmente para sentirmos a pulsação.

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Pulso da Artéria Poplítea (parte posterior da perna na altura do joelho). É muito difícil
de ser medido, pois a artéria poplítea está muito profunda. Pulso da Artéria Carótida
Comum. É facilmente medido o pulso no lado do pescoço. Essa medição é usada
rotineiramente por equipes de emergência durante a Reanimação Cardiorrespiratória. A
ausência do pulso nessa região indica uma parada cardíaca.

A expressão pressão arterial (PA) refere-se à pressão exercida pelo sangue contra a
parede das artérias. A pressão arterial bem como a de todo o sistema circulatório
encontra-se normalmente um pouco acima da pressão atmosférica, sendo a diferença de
pressões responsável por manter as artérias e demais vasos não colapsados. O seu valor
no indivíduo saudável varia continuamente, consoante a atividade física, o stress ou a
emotividade.

Ciclo Cardíaco.

Denomina-se ciclo cardíaco o conjunto de acontecimentos desde o fim de um batimento


cardíaco até o fim do seguinte. No momento em que o coração bombeia seu conteúdo na
aorta mediante contração do ventrículo esquerdo, encontrando-se a válvula mitral
fechada e a válvula aórtica aberta, quando a pressão ventricular esquerda é máxima, a
pressão calculada no nível das artérias também é máxima. Como esta fase do ciclo
cardíaco se chama sístole, a pressão calculada neste momento é chamada de pressão
arterial sistólica. Imediatamente antes do próximo batimento cardíaco, com a válvula
aórtica fechada e a mitral aberta, o ventrículo esquerdo está em relaxamento e a receber
o sangue das aurículas. Neste momento a pressão arterial nas artérias é baixa, e, como
este período do ciclo cardíaco se chama diástole, é denominado pressão arterial
diastólica. No entanto, esta pressão mínima ainda é consideravelmente superior à
pressão presente do lado exterior da aorta e de todo o sistema arterial, sendo esta
certamente maior do que a pressão atmosférica razão pela qual as artérias não colapsam
nesta fase do ciclo(Hall, E., Guyton,John. Textbook of Medical Physiology

(em inglês). 12 ed. [S.l.]: Saunders Elsevier. ISBN 978-1416045748;


Fishman, em Circulation of the Blood Men & Ideas, Alfred P. Fishman
1385

& Dckinson W. Richards. [S.l.]: New York Oxford University Press.).

O Ciclo cardíaco é o termo referente aos eventos relacionados ao fluxo e pressão


Página

sanguíneos que ocorrem desde o início de um batimento cardíaco até o próximo

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batimento. Em resumo, dividimos o ciclo em dois períodos: o de relaxamento, chamado
diástole, quando o coração recebe o sangue proveniente das veias, e o de contração,
denominado sístole, quando ejeta o sangue para as artérias. O ciclo cardíaco é iniciado
pela geração espontânea de potencial de ação no nodo sinoatrial (NSA), pelas células
marcapasso. O impulso elétrico difunde-se pelo miocárdio atrial e, posteriormente,
passa para os ventrículos através do feixe atrioventricular, que apresenta velocidade de
condução mais baixa, gerando um atraso na transmissão, garantindo que os átrios(as
aurículas) contraiam-se antes dos ventrículos, favorecendo a função do coração como
bomba(Aires, Margarida de Mello, Vários Fisiologistas - Fisiologia 3a. ed.

Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008; Lionel H. Opie - Mechanisms


of Cardiac Contraction and Relaxation IN Branwauld, Zippes , Libby -
Heart Disease, A textbook of cardiovascular medicine - 6th Ed -
HIE/SAUNDERS 2001- Cap 14 pag 462~465; Paulo Lavitola - Ciclo
Cardíaco IN Manual de Cardiologia SOCESP - Atheneu 2001).

O coração apresenta atividade elétrica por variação na concentração citosólica


(Proteínas citosólicas são aquelas que "residem" no citosol, isto é, atuam
nas reações citosólicas, ao contrário de outras proteínas, que após serem
sintetizadas migram para compartimentos celulares, tais como a
mitocôndria, o núcleo ou os peróxissomos e os plastos. Outras ainda são
sintetizadas para dentro do retículo endoplasmático granular e enviada
após a síntese da cadeia primária, para o complexo golgiense, onde
completam o processo de secreção e podem sair da célula ou ser
endereçada ao lisossomo – Referência Bibliográfica: JUNQUEIRA, L.C.;
CARNEIRO, José. Biologia Celular e Molecular (em Português do Brasil). 7º
ed. (S.l.): Guanabara Koogan, 2000. 3 p.ISBN 85-277-0588-5. SILVA,
mparo Dias da, e outros; Terra, Universo de Vida 11 - 1ª parte, Biologia;
Porto Editora; Porto; 2008. SEELEY, Rod R. ; STEPHENS, Trent D. ; TATE,
Philip - Anatomia & fisiologia. 6ª ed. Loures : Lusociência, 2005. XXIV,

1118, [82] p.. ISBN 972-8930-07-0)de iões cálcio. Os Eletrodos(Eletrodo ou

o variante eletrodo, eléctrodo, eletródio ou electródio,


1386

conhecido comumente por pólo, de maneira geral é o terminal


utilizado para conectar um circuito elétrico a uma parte
Página

metálica ou não metálica ou solução aquosa. O termo deriva

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das palavras gregas elektron – âmbar, e hodos - caminho ou
via. O objetivo do eletrodo é proporcionar uma transferência
de elétrons entre no meio no qual está inserido
inserido,, através de
corrente elétrica. Como tal, é usado em eletroquímica e em
eletrônica) sensíveis e colocados em pontos específicos do corpo registram esta
diferença elétrica.

O exame eletrocardiográfico pode ser utilizado em


situações eletivas ou de urgência e emergência cardiovascular.

Sístole é o período de contração muscular das câmaras cardíacas que alterna com o
período de repouso, diástole.
diástole. A cada batimento cardíaco, os átrios contraem-se
contraem se primeiro,
impulsionando o sangue para os ventrículos
ventrículos,, o que corresponde à sístole atrial.
atrial
Os ventrículos contraem-se
contraem se posteriormente, bombeando o sangue para fora do coração,
coração
para as artérias,, o que corresponde à sístole ventricular.
ventricular. Sístole é o processo de
contração de cada parte do miocárdio. Durante a sístole, o sangue entra nas artérias,
pelos leitos capilares, mais depressa do que sai.

Sístole ventricular - Sístole ventricular é o processo pelo qual o


ventrículo se contrai e envia o sangue para o pulmão, se for o ventrículo direito, e se for
o ventrículo esquerdo, o destino é o corpo. A artéria que sai do ventrículo esquerdo é a
1387

aorta, e a que sai do direito é a artéria pulmonar. O sangue retorna ao coração através
das veias cavas e veias pulmonares e chega aos átrios. Há ent
então
ão um relaxamento.
Página

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Fluxo sanguíneo na diástole. Diástole cardíaca é um período de relaxamento muscular
ou recuperação do músculo cardíaco; alterna com o período de contração muscular
(sístole). Nesse período, de pressão arterial mínima, a cavidade dilata-se (aurículas e
ventrículos) e permite a entrada de sangue, para que possa ser expelido na contração.
Corresponde à onda T do eletrocardiograma (ECG).

O eletrocardiograma (ECG) é um exame realizado com fins de avaliação


cardiológica no qual é feito o registro da variação dos potenciais elétricos gerados pela
atividade elétrica do coração. O exame é habitualmente efetuado por técnicos e
interpretado por médicos. O aparelho registra as alterações de potencial elétrico entre
dois pontos do corpo. Estes potenciais são gerados a partir da despolarização e
repolarização das células cardíacas. Normalmente, a atividade elétrica cardíaca se inicia
no nodo sinusal (células auto-rítmicas) que induz a despolarização dos átrios e dos
ventrículos. Esse registro mostra a variação do potencial elétrico no tempo, que gera
uma imagem linear, em ondas. Estas ondas seguem um padrão rítmico, tendo
denominação particular. O exame não apresenta riscos. Eventualmente podem ocorrer
reações dermatológicas em função do gel necessário para melhorar a qualidade do
exame(Sociedade Brasileira de Cardiologia, Diretriz de interpretação de

eletrocardiograma de repouso, Arq Bras Cardiol volume 80, (suplemento


II), 2003).
1388
Página

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Referência Bibliográfica.

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Antitachyarrhythmia devices. PACE 1987; 10:794-9. Berkowitz, W.D.; Lau II, S.;
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in thypes A and B pre-excitation. Circulation 1970; 41:375. Bosisio I. Clinical
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Página

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Algumas ondas e alguns períodos no ECG.
Esquema:
1. Onda P - Corresponde à despolarização atrial, sendo a sua primeira componente
relativa à aurícula direita e a segunda relativa à aurícula esquerda, a
sobreposição das suas componentes gera a morfologia tipicamente arredondada
(exceção de V1)[não se encontra explicação sobre o que vem a ser V1], e sua
amplitude máxima é de 0,25 mV. Tamanho normal: Altura: 2,5 mm,
comprimento: 3,0 mm, sendo avaliada em DII. A Hipertrofia atrial causa um
aumento na altura e/ou duração da Onda P.
2. Complexo QRS – Corresponde a despolarização ventricular. É maior que a
onda P, pois a massa muscular dos ventrículos é maior que a dos átrios, os sinais
1391

gerados pela despolarização ventricular são mais fortes do quê os sinais gerados
pela repolarização atrial. Anormalidades no sistema de condução geram
Página

complexos QRS alargados.

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3. Onda T - Corresponde a repolarização ventricular. Normalmente é
perpendicular e arredondada. A inversão da onda T indica processo isquêmico.
Onda T de configuração anormal indica hipercalemia. Arritmia não sinusal =
ausência da onda P.
4. Onda U - A onda U, nem sempre registrada no ECG, corresponde a
repolarização dos Músculos Papilares.
5. Onda T atrial - A onda T atrial, geralmente não aparece no ECG, pois é
"camuflada" pela Repolarização Ventricular. Ela corresponde a Repolarização
Atrial, e quando aparece possui polaridade inversa a onda T - Repolarização
Ventricular.
6. Intervalo PR - É o intervalo entre o início da onda P e início do complexo QRS.
É um indicativo da velocidade de condução entre os átrios e os ventrículos e
corresponde ao tempo de condução do impulso elétrico desde o nodo
atrioventricular até aos ventrículos. O espaço entre a onda P e o complexo QRS
é provocado pelo retardo do impulso elétrico no tecido fibroso que está
localizado entre átrios e ventrículos, a passagem por esse tecido impede que o
impulso seja captado devidamente, pois o tecido fibroso não é um bom condutor
de eletricidade.
7. Período PP - O Intervalo PP, ou Ciclo PP. É o intervalo entre o início de duas
ondas P. Corresponde à freqüência de despolarização atrial, ou simplesmente
freqüência atrial.
8. Período RR - O Intervalo RR ou Ciclo RR. É o intervalo entre duas ondas R.
Corresponde à freqüência de despolarização ventricular, ou simplesmente
freqüência ventricular.

Pressão Arterial.

Doenças relacionadas com PA: Hipertensão arterial, Hipertensão pulmonar e Choque


circulatório.
1392

A pressão arterial pode ser medida a vários níveis do sistema circulatório, diminuindo a
pressão à medida que o ponto de medida se afasta do coração. Assim, na grande
Página

circulação podem ser medidas pressões a todos os níveis mas na prática clínica diária só

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se usa a pressão máxima e a mínima. Pressão Arterial Sistólica: Pressão Arterial
máxima do ciclo cardíaco, ocorrendo durante a sístole ventricular. Pressão Arterial
Diastólica: Pressão Arterial mínima do ciclo cardíaco, equivalendo a pressão no fim
da diástole ventricular. Pressão Arterial média: Média das pressões instantâneas de todo
um ciclo cardíaco. Costuma ser deduzida das pressões diastólica e sistólica, com
margens de erro variáveis, conforme a fórmula utilizada. Poder-se-ia pensar que seria
realmente a média mas não é: aproxima-se mais da pressão diastólica. Pressão
Arteriolar: Pressão nas arteríolas do organismo. Pressão Pré-capilar. Pressão na
arteríola imediatamente antes de se iniciar um capilar. Pressão Capilar. pressão média
no capilar. Fundamental para as trocas de líquidos entre o sangue e o espaço
extracelular, conforme a Lei de Starling. Pressão Pós-capilar ou Venular. Pressão no
início das vênulas. A este nível passa a ser pressão venosa e não arterial.
Na pequena circulação existem todos os equivalentes acima, seguidos do termo
"Pulmonar", como em "Pressão Arterial Pulmonar".

Grande circulação é a parte do


sistema circulatório que transporta o sangue oxigenado para longe do coração para o
corpo, e retorna o sangue desoxigenado de volta para o coração. A designação dada à
parte da circulação sanguínea na qual o sangue do ventrículo esquerdo vai para todo o
organismo, pela artéria aorta, e do organismo até o átrio direito, pela veia cava. Inicia-
1393

se: ventrículo esquerdo e termina no átrio direito do coração.


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As arteríolas são vasos
sanguíneos de dimensão pequena que resultam de ramificações das artérias. Através das
arteríolas o sangue é libertado para os capilares. Regulam principalmente a resistência
ao fluxo sanguíneo, e, portanto, a pressão sanguínea periférica. O músculo liso está
reduzido a uma camada descontínua (a exceção do esfíncter pré-capilar), que se irradia
progressivamente. Embora as arteríolas possam ser um pouco mais amplas que os
capilares nos quais se abrem, distinguem-se destes pela retenção de certo montante de
músculo na parede. Os esfíncteres pré-capilares, ao redor da transição entre as arteríolas
e capilares, constituem um mecanismo para determinar o quanto de perfusão que
teremos a cada momento no leito capilar. Isto decorre do fato de que as arteríolas finais
(metarteríolas) e os esfíncteres pré-capilares constantemente se contraem e relaxam, de
forma cíclica, variando então o fluxo médio capilar. O nome deste fenômeno é
vasomotricidade. A vasomotricidade é regulada pelo próprio tecido perfundido pelos
capilares, através da demanda de oxigênio deste tecido e do acúmulo de metabólitos
vasodilatadores (adenosina principalmente) decorrentes da atividade metabólica dos
mesmos.

Os capilares sanguíneos, ou vasos capilares, são vasos sanguíneos do sistema


circulatório com forma de tubos de pequeníssimo calibre. Constituem a rede de
1394

distribuição e recolhimento do sangue nas células. Estes vasos estão em comunicação,


por um lado, com ramificações originárias das artérias e, por outro, com as veias de
menor dimensão. Os capilares existem em grande quantidade no nosso corpo. Podem
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deformar-se com muita facilidade e impedir a passagem de glóbulos vermelhos. A

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parede dos capilares é constituída por uma única camada de células que é a túnica
íntima (ou interna) das artérias. É nas paredes dos capilares que ocorrem as trocas dos
gases. Suas paredes são de tecido conjuntivo. Esses microvasos têm diâmetro entre 5 e
10 μm e conectam arteríolas e veias, possibilitam a troca de água, oxigênio, dióxido de
carbono, vários outros nutrientes e resíduos químicos entre o sangue e tecidos ao seu
redor. O sangue flui do coração às artérias, que se ramificam e estreitam-se até
formarem arteríolas, que se estreitam ainda mais e formam os capilares. Após o tecido
ter sido perfundido, os capilares se unem e se espessam até formarem vênulas, que
continuam se unindo e se espessando até formarem as veias, que levam o sangue de
volta ao coração. O "leito capilar" é a rede de capilares que alimenta um órgão. Quanto
menor o metabolismo das células, maior a quantidade de capilares necessários para
fornecer nutrientes e recolher os resíduos de alta tensão. Metarteríolas fornecem
comunicação direta entre arteríolas e vênulas. Elas têm importância em evitar o fluxo
através dos capilares. Capilares verdadeiros se ramificam principalmente de
metarteríolas. O diâmetro interno de 8 μm força as células vermelhas do sangue a se
dobrarem parcialmente em forma de bala e se organizarem em fila simples, para que
possam continuar o fluxo. Esfíncteres pré-capilares são anéis de músculo liso na origem
dos capilares verdadeiros que regulam o fluxo de sangue nesses vasos e, portanto,
controlam o fluxo em um tecido.

Uma vênula ou vénula é um pequeno vaso sanguíneo que faz o sangue pobre em
oxigênio retornar dos capilares para as veias. Participam nos intercâmbios entre os
tecidos e o sangue e nos processos inflamatórios, e podem influenciar o fluxo de sangue
nas arteríolas através da produção e secreção de substâncias vasoativas difusíveis. As
vênulas apresentam diâmetro de 0,2 a 1 milímetro e têm por três camadas: um endotélio
composto de células epiteliais escamosas que agem como uma membrana, uma camada
média de musculatura e tecido elástico e uma camada externa de tecido conjuntivo
fibroso. A camada média é pobremente desenvolvida de modo que as vênulas têm
paredes mais finas que as arteríolas. As venículas com diâmetro de até 50 nm
apresentam estruturas semelhantes à dos capilares(UNQUEIRA, Luiz C.; CARNEIRO,
José. Histologia básica (10a. ed.). Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004)
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Corte transversal de uma veia mostrando uma válvula que
previne o refluxo sanguíneo
1401

As válvulas venosas impedem o fluxo inverso de sangue.


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Sistema Venoso.

As veias pulmonares carregam sangue oxigenado (sangue arterial) dos pulmões para a
aurícula esquerda. A veia cava superior e a veia cava inferior carregam sangue
relativamente pobre em oxigénio (sangue venoso) das circulações sistémicas para a
aurícula direita. Um sistema porta venoso é uma série de veias ou vénulas que se
conectam diretamente a dois leitos capilares. Exemplos de sistemas como esse incluem
o veia porta hepática e o Sistema porta hipofisiário. O sistema venoso é formado por
veias, responsáveis em trazer o sangue pobre em oxigênio até o coração, através de um
fluxo sanguíneo, e transportar o sangue rico em oxigênio dos pulmões para o coração
através das veias pulmonares.

Esse sistema VENOSO é dividido em duas partes: sistema venoso periférico e sistema
venoso abdominal.

O sistema venoso periférico é composto pela maioria das veias do organismo, ele tem a
função de irrigar todos os tecidos. Essas veias originam-se da fusão de vênulas, que vão
ficando cada vez mais calibrosas, e segue até o átrio direito do coração, levando até ele
o sangue pobre em oxigênio. De lá, o fluxo sanguíneo segue para o ventrículo direito e
depois para os pulmões, pelas artérias pulmonares, o sangue enviado do átrio direito
para o ventrículo direito não consegue retornar, pois entre eles há uma válvula
chamada tricúspide que impede esse retorno. Este circuito percorrido pelo sangue
é conhecida como pequena circulação ou circulação pulmonar. Iconografia 1.

O coração recebe esse sangue diretamente de duas grandes veias, que desembocam no
átrio direito, a veia cava superior e a veia cava inferior. A veia cava superior tem
aproximadamente 7,5 cm de comprimento e 2 cm de diâmetro. A veia cava inferior é a
maior veia do corpo, formada pelas duas veias ilíacas comuns, responsáveis pelo
recolhimento do sangue da região pélvica e dos membros inferiores. É possível ainda
distinguir no sistema venoso periférico dois tipos de veia: as superficiais e as profundas.
As veias superficiais circulam muito perto da superfície do corpo e são visíveis por
1402

baixo da pele, enquanto que as profundas circulam entre os músculos. O fluxo


sanguíneo percorre das veias superficiais para as profundas através das veias
comunicantes, responsáveis pela comunicação entre as outras primeiras. É constituído
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por tubos chamados de veias que tem como função conduzir o sangue dos capilares para
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o coração. As veias, também como as artérias, pertencem a grande e a pequena
circulação. O circuito que termina no átrio esquerdo através das quatro veias
pulmonares trazendo sangue arterial dos pulmões chama-se de pequena circulação ou
circulação pulmonar. E o circuito que termina no átrio direito através das veias cavas e
do seio coronário retornando com sangue venoso chama-se de grande circulação ou
circulação sistêmica. Algumas veias importantes do corpo humano:

Veias da circulação pulmonar (ou pequena circulação): As veias que conduzem o


sangue que retorna dos pulmões para o coração após sofrer a hematose (oxigenação),
recebem o nome de veias pulmonares. São quatro veias pulmonares, duas para cada
pulmão, uma direita superior e uma direita inferior, uma esquerda superior e uma
esquerda inferior. As quatro veias pulmonares vão desembocar no átrio esquerdo. Estas
veias são formadas pelas veias segmentares que recolhem sangue arterial dos segmentos
pulmonares.

Veias da circulação sistêmica (ou da grande circulação): duas grandes veias


desembocam no átrio direito trazendo sangue venoso para o coração. São elas: veia cava
superior e veia cava inferior. Temos também o seio coronário que é um amplo conduto
venoso formado pelas veias que estão trazendo sangue venoso que circulou no próprio
coração. Iconografia 2.

Veia cava superior: a veia cava superior tem o comprimento de cerca de 7,5cm e
diâmetro de 2cm e origina-se dos dois troncos braquiocefálicos (ou veia braquiocefálica
direita e esquerda).

Cada veia braquiocefálica é constituída pela junção da veia subclávia (que recebe
sangue do membro superior) com a veia jugular interna (que recebe sangue da cabeça e
pescoço). Iconografia 3.

Veia cava Inferior: a veia cava inferior é a maior veia do corpo, com diâmetro de cerca
de 3,5cm e é formada pelas duas veias ilíacas comuns que recolhem sangue da região
1403

pélvica e dos membros inferiores. Iconografia 4.


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Seio Coronário e veias Cardíacas.

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O seio coronário é a principal veia do coração. Ele recebe quase todo o sangue venoso
do miocárdio. Fica situado no sulco coronário abrindo-se no átrio direito. É um amplo
canal venoso para onde drenam as veias. Recebe a veia cardíaca magma (sulco
interventricular anterior) em sua extremidade esquerda, veia cardíaca média (sulco
interventricular posterior) e a veia cardíaca parva em sua extremidade direita. Diversas
veias cardíacas anteriores drenam diretamente para o átrio direito. Iconografia 5.

VEIAS DA CABEÇA E PESCOÇO – Iconografia 6.


Crânio: a rede venosa do interior do crânio é representada por um sistema de canais
intercomunicantes denominados seios da dura-máter. Seios da dura-máter. São
verdadeiros túneis escavados na membrana dura-máter. Esta é a membrana mais externa
das meninges. Estes canais são forrados por endotélio. Os seios da dura-máter podem
ser divididos em seis ímpares e sete pares.

SEIOS DA DURA-MÁTER – Iconografia 7, 8 e 9.


SEIOS ÍMPARES (6): são três relacionados com a calvária craniana e três com a base
do crânio.
Seios da calvária craniana.
1 - Seio sagital superior: situa-se na borda
superior e acompanha a foice do cérebro em
toda sua extensão.
2 - Seio sagital inferior: ocupa dois terços
posteriores da borda inferior da parte livre da
foice do cérebro.
3 - Seio reto: situado na junção da foice do
cérebro com a tenda do cerebelo.
Anteriormente recebe o seio sagital inferior e a
veia magna do cérebro (que é formada pelas
veias internas do cérebro) e posteriormente
1404

desemboca na confluência dos seios.


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Seios da base do crânio.
1 - Seio intercavenoso anterior: liga transversalmente os
dois seios cavernosos. Situado na parte superior da sela
túrsica, passando diante e por cima da hipófise.
2 - Seio intercavernoso posterior: paralelo ao anterior, este
liga os dois seios cavernosos, passando por trás e acima da
hipófise.
3 - Plexo basilar: é um plexo de canais venosos que se
situa no clivo do occipital.
Este plexo desemboca nos seios intercavernoso posterior e petrosos inferiores (direito e
esquerdo).

SEIOS PARES: são situados na base do crânio.


1 - Seio esfenoparietal: ocupa a borda posterior da asa
menor do osso esfenóide.
2 - Seio cavernoso: disposto no sentido ântero-posterior,
ocupa cada lado da sela túrsica.
Recebe anteriormente a veia oftálmica, a veia média
profunda do cérebro e o seio esfenoparietal e,
posteriormente, se continua com o seios petrosos superior
e inferior.
3 - Seio petroso superior: estende-se do seio cavernoso até
o seio transverso, situa-se na borda superior da parte
petrosa do temporal.
4 - Seio petroso inferior: origina-se na extremidade
posterior do seio cavernoso, recebe parte do plexo basilar,
indo terminar no bulbo superior da veia jugular interna.
5 - Seio transverso: origina-se na confluência dos seios e
percorre o sulco transverso do osso occipital, até a base
petrosa do temporal, onde recebe o seio petroso superior e
1405

se continua com o seio sigmóide.


6 - Seio sigmóide: ocupa o sulco de mesmo nome, o qual
faz um verdadeiro "S" na borda posterior da parte petrosa
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do temporal, indo terminar no bulbo superior da veia
jugular interna, após atravessar o forame jugular.
A veia jugular interna faz continuação ao seio sigmóide,
sendo que o seio petroso inferior atravessa o forame
jugular para ir desembocar naquela veia.
7 - Seio occipital: origina-se perto do forame magno e
localiza-se de cada lado da borda posterior da foice do
cerebelo.
Posteriormente termina na confluência dos seios ao nível da protuberância occipital
interna.
Face: Normalmente as veias tireóidea superior, lingual, facial e faríngica se
anastomosam formando um tronco comum que vai desembocar na veia jugular interna.
O plexo pterigoídeo recolhe o sangue do território vascularizado pela artéria maxilar,
inclusive de todos os dentes, mantendo anastomose com a veia facial e com o seio
cavernoso. Os diversos ramos do plexo pterigoídeo se anastomosam com a veia
temporal superficial, para constituir a veia retromandibular. Essa veia retromandibular
que vai se unir com a veia auricular posterior para dar origem à veia jugular externa.
A cavidade orbital é drenada pelas veias oftálmicas superior e inferior que vão
desembocar no seio cavernoso. A veia oftálmica superior mantém anastomose com o
início da veia facial. Pescoço: descendo pelo pescoço, encontramos quatro pares de
veias jugulares. Essas veias jugulares têm o nome de interna, externa, anterior e
posterior. Veia jugular interna: vai se anastomosar com a veia subclávia para formar o
tronco braquiocefálico venoso. Veia jugular externa: desemboca na veia subclávia.
Veia jugular anterior: origina-se superficialmente ao nível da região supra-hioídea e
desemboca na terminação da veia jugular externa. Veia jugular posterior: origina-se nas
proximidades do occipital e desce posteriormente ao pescoço para ir desembocar no
tronco braquiocefálico venoso. Está situada profundamente.

VEIAS DO TÓRAX E ABDOME


Iconografia 11, 12, 13, 14 e 15.
1406

VEIAS QUE FORMAM A VEIA PORTA - SISTEMA PORTA-HEPÁTICO.

Tórax: encontramos duas exceções principais:


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- A primeira se refere ao seio coronário que se abre
diretamente no átrio direito.
- A segunda disposição venosa diferente é o sistema de
ázigos.
As veias do sistema de ázigo recolhem a maior parte do sangue venoso das paredes do
tórax e abdome. Do abdome o sangue venoso sobe pelas veias lombares ascendentes; do
tórax é recolhido principalmente por todas as veias intercostais posteriores.
O sistema de ázigo forma um verdadeiro "H" por diante dos corpos vertebrais da porção
torácica da coluna vertebral. O ramo vertical direito do "H" é chamado veia ázigos.
O ramo vertical esquerdo é subdividido pelo ramo horizontal em dois segmentos, um
superior e outro inferior. O segmento inferior do ramo vertical esquerdo é constituído
pela veia hemiázigos, enquanto o segmento superior desse ramo recebe o nome de
hemiázigo acessória. O ramo horizontal é anastomótico, ligando os dois segmentos do
ramo esquerdo com o ramo vertical direito. Finalmente a veia ázigo vai desembocar na
veia cava superior.

Abdome: no abdome, há um sistema venoso muito importante que recolhe sangue das
vísceras abdominais para transportá-lo ao fígado. É o sistema da veia porta. A veia porta
é formada pela anastomose da veia esplênica (recolhe sangue do baço) com a veia
mesentérica superior. A veia esplênica, antes de se anastomosar com a veia mesentérica
superior, recebe a veia mesentérica inferior. Depois de constituída, a veia porta recebe
ainda as veias gástrica esquerda e prepilórica. Ao chegar nas proximidades do hilo
hepático, a veia porta se bifurca em dois ramos (direito e esquerdo), penetrando assim
no fígado. No interior do fígado, os ramos da veia porta realizam uma verdadeira rede.
Vão se ramificar em vênulas de calibre cada vez menor até a capilarização. Em seguida
os capilares vão constituindo novamente vênulas que se reúnem sucessivamente para
formar as veias hepáticas as quais vão desembocar na veia cava inferior. A veia gonodal
do lado direito vai desembocar em um ângulo agudo na veia cava inferior, enquanto a
do lado esquerdo desemboca perpendicularmente na veia renal.
1407

RESUMINDO O SISTEMA PORTA-HEPÁTICO: A circulação porta hepática


desvia o sangue venoso dos órgãos gastrointestinais e do baço para o fígado antes de
retornar ao coração. A veia porta hepática é formada pela união das veias mesentérica
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superior e esplênica. A veia mesentérica superior drena sangue do intestino delgado e

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partes do intestino grosso, estômago e pâncreas. A veia esplênica drena sangue do
estômago, pâncreas e partes do intestino grosso. A veia mesentérica inferior, que
deságua na veia esplênica, drena partes do intestino grosso. O fígado recebe sangue
arterial (artéria hepática própria) e venoso (veia porta hepática) ao mesmo tempo. Por
fim, todo o sangue sai do fígado pelas veias hepáticas que deságuam na veia cava
inferior. As veias profundas dos membros superiores seguem o mesmo trajeto das
artérias dos membros superiores. As veias superficiais dos membros superiores: A veia
cefálica tem origem na rede de vênulas existente na metade lateral da região da mão.
Em seu percurso ascendente ela passa para a face anterior do antebraço, a qual percorre
do lado radial, sobe pelo braço onde ocupa o sulco bicipital lateral e depois o sulco
deltopeitoral e em seguida se aprofunda, perfurando a fáscia, para desembocar na veia
axilar. A veia basílica(NRA - O sulco bicipital lateral e depois o sulco deltopeitoral e
em seguida se aprofunda, perfurando a fáscia, para desembocar na veia axilar. A
veia basílica origina-se da rede de vênulas existente na metade medial da região
dorsal da mão. Ao atingir o antebraço passa para a face anterior, a qual sobe do lado
ulnar. No braço percorre o sulco bicipital medial até o meio do segmento superior,
quando se aprofunda e perfura a fáscia, para desembocar na veia braquial medial. A
veia mediana do antebraço inicia-se com as vênulas da região palmar e sobe pela face
anterior do antebraço, paralelamente e entre as veias cefálica e basílica. Nas
proximidades da área flexora do antebraço, a veia mediana do antebraço se bifurca,
dando a veia mediana cefálica que se dirige obliquamente para cima e lateralmente
para se anastomosar com a veia cefálica, e a veia mediana basílica que dirige
obliquamente para cima e medialmente para se anastomosar com a veia basílica. NR
- VEIAS DOS MEMBROS INFERIORES)origina-se da rede de vênulas existente na
metade medial da região dorsal da mão. Ao atingir o antebraço passa para a face
anterior, a qual sobe do lado ulnar. No braço percorre o sulco bicipital medial até o meio
do segmento superior, quando se aprofunda e perfura a fáscia, para desembocar na veia
braquial medial. A veia mediana do antebraço inicia-se com as vênulas da região palmar
e sobe pela face anterior do antebraço, paralelamente e entre as veias cefálicas e
basílica. Nas proximidades da área flexora do antebraço, a veia mediana do antebraço se
1408

bifurca, dando a veia mediana cefálica que se dirige obliquamente para cima e
lateralmente para se anastomosar com a veia cefálica, e a veia mediana basílica que
dirige obliquamente para cima e medialmente para se anastomosar com a veia basílica.
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Iconografia 16, 17 e 18.

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VEIAS DOS MEMBROS INFERIORES.

As veias profundas dos membros inferiores seguem o mesmo trajeto das artérias dos
membros inferiores. As veias superficiais dos membros inferiores - Veia safena
magna: origina-se na rede de vênulas da região dorsal do pé, margeando a borda medial
desta região, passa entre o maléolo medial e o tendão do músculo tibial anterior e sobe
pela face medial da perna e da coxa. Nas proximidades da raiz da coxa ela executa uma
curva para se aprofundar e atravessa um orifício da fáscia lata chamada de hiato safeno.
A veia safena parva: origina-se na região de vênulas na margem lateral da região dorsal
do pé, passa por trás do maléolo lateral e sobe pela linha mediana da face posterior da
perna até as proximidades da prega de flexão do joelho, onde se aprofunda para ir
desembocar em uma das veias poplíteas. A veia safena parva comunica-se com a veia
safena magna por intermédio de vários ramos anastomósticos.

Iconografia.

1409

Esquema de Sistema Venoso. Iconografia 1.


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VEIAS PULMONARES, CAVAS SUPERIOR E INFERIOR E SEIO CORONÁRIO.
Iconografia 2.

1410

Iconografia 3.
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Iconografia 4.

1411

Iconografia 5.
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. .
1412

Iconografia 6
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SEIOS DA DURA-MÁTER – Iconografia 7, 8

(7)

1413
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(8)

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Iconografia 9.

Iconografia 11, 12, 13, 14 e 15.


VEIAS QUE FORMAM A VEIA PORTA - SISTEMA PORTA-HEPÁTICO.

1414

(11)
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Professor César Augusto Venâncio da Silva
VEIAS QUE FORMAM A VEIA CAVA SUPERIOR E O SISTEMA PORTA-
HEPÁTICO

1415

(12)
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VEIAS DOS MEMBROS SUPERIORES.

(13)

1416

(14)
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(15)
Iconografia 16, 17 e 18. VEIAS DOS MEMBROS INFERIORES.

(16)
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(17)

1418

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Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Sistema venoso abdominal.

O sistema venoso abdominal é o responsável pela coleta das substâncias nutritivas


absorvidas no tubo digestivo. Suas veias confluem e formam a veia porta para penetrar
no fígado, através da veia supra-hepática ou cava inferior, onde o sangue sofrerá uma
série de transformações antes de chegar ao fígado. Em outras palavras, o fígado atua
como um verdadeiro filtro entre o tubo digestivo e o coração. O sangue oxigenado
segue caminho através das veias pulmonares, chegando ao átrio esquerdo, passando
pelo ventrículo esquerdo e para o corpo através da artéria aorta. A distribuição de
sangue do coração para todo o corpo é chamado de grande circulação ou circulação
sistêmica. O sangue não consegue retornar do ventrículo esquerdo para o átrio esquerdo
devido a presença da valva mitral. Há quatro veias pulmonares, superior direita, inferior
direita, superior esquerda e inferior esquerda, que irão recolher sangue venoso dos
segmentos pulmonares. As veias pulmonares são a exceção no sistema venoso, já que
são as únicas a transportarem o sangue oxigenado.

SVA – Fígado.

O fígado é dividido em duas regiões principais: o


lobo direito e o lobo esquerdo. O fígado está preso anteriormente a parede abdominal
pelo ligamento falsiforme, que é uma prega que separa os dois lobos. Recebe sangue
oxigenado proveniente da aorta através da artéria hepática e recebe sangue venoso do
1423

intestino, pâncreas e baço pela veia porta hepática. Conforme o sangue atravessa o
fígado, os nutrientes são modificados. Por minuto, cerca de 1,5 L de sangue passa pelo
fígado. Os compartimentos hexagonais do fígado são chamados lóbulos hepáticos.
Página

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As células hepáticas são chamadas de hepatócitos.

Principais funções: Hematopoiese: juntamente com a medula óssea e o baço, o fígado


participa da produção de células sanguíneas. Hemocarotese: também participa da
destruição das hemácias. Integração dos mecanismos energéticos. Emulsificação de
gorduras da digestão secretando bile como produto final. Armazenar e metabolizar
vitaminas. Armazenar e metabolizar glicose. Síntese de proteínas plasmáticas. Produção
de precursores de plaquetas. Desintoxicação de toxinas internas e externas. Conversão
de amônia em uréia. Filtragem de impurezas.

Importância: Uma vez com falência em suas células, suas funções não são
recuperadas. Porém, um único pedaço transplantado pode salvar a vida de uma pessoa,
pois o órgão tem capacidade de regeneração. O fígado é extremamente importante para
o organismo e lesões nele podem levar o indivíduo à morte.

Patologias: As hepatites são as patologias mais conhecidas. Existem também


insuficiência hepática, fibroses e cirroses. O alto consumo de álcool é muito prejudicial
ao fígado. Algumas patologias podem levar o indivíduo à morte.
1424
Página

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Conclusão:

O fígado é um órgão vital para o corpo humano, atua como glândula tanto exócrina
quanto endócrina, pois libera secreções e também substâncias importantes nos vasos
linfáticos, realiza diversas funções essenciais, pois converte a comida em energia
armazenada, age como filtro na corrente sanguínea removendo substâncias tóxicas,
processa de maneira correta os medicamentos no sistema digestivo ,
fazendo com que o organismo os utilize de forma adequada, fabrica a bile que é uma
substância essencial para a digestão de gordura, sintetiza o colesterol, entre outras
funções. Por ser um órgão importante é preciso estar atento às doenças hepáticas, que
vem crescendo de forma assustadora, chegando a ser considerada como um problema de
saúde pública, principalmente as de caráter infeccioso como as hepatites virais.
Segundo estudos, estima-se que cerca de 25% da população são portadoras de hepatite
tipo C sem saber, o que agrava ainda mais a situação, pois a hepatite quando não tratada
pode evoluir para um quadro de cirrose em 10 a 15 anos aproximadamente, já esse
tempo diminui para 5 a 10 anos quando há a ingestão de bebida alcoólica.

Nota do Autor. Automedicação.

Esse e-book, por tratar-se de Farmacologia Clínica, busca trazer e


conduzir informações para os profissionais de saúde em geral. Medicamentos são graves
1425

problemas de saúde quando não prescrito por profissional de saúde, e agora com a nova
lei do ato médico é abrangente. Mais levo aos leitores uma informação não para pânico
Página

mais para reflexão acadêmica. Citarei alguns medicamentos aparentemente inofensivos

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que podem destruir a saúde do indivíduo quando automedicado. Aspirina, paracetamol,
anticoncepcional e até complexos vitamínicos podem representar riscos para a saúde.

Diariamente morrem centenas de pessoas por uso indevido de medicamentos. Porém


não se tem notícias com tanta repercussão. Ressalvando-se alguns casos, Elvis Presley,
na década de 1970, e mais recente, em 25 de junho de 2009, Michael Jackson. Nesta
data, foi anunciada a morte do cantor, depois de sofrer uma parada cardíaca na casa em
que morava, em Los Angeles, Estados Unidos. A morte prematura do rei do pop foi
atribuída a uma overdose de medicamentos que Michael Jackson tinha tomado horas
antes de dormir. Podemos dizer que o que aconteceu com o cantor é apenas um exemplo
dos riscos que os remédios ou e medicamentos (SILVA. César. 2013) apresentam, caso
sejam mal administrados. Para o Professor César Augusto Venâncio da Silva, autor da
Série Farmacologia Aplicada Para e professor do Curso Técnico de Farmácia, o maior
problema está no excesso. “Medicamentos como antiinflamatórios, analgésicos,
relaxantes musculares e antibióticos são perigosos se usados em grandes quantidades,
geralmente acima do limite recomendado pela bula”, e o mais grave sem a supervisão
do profissional de saúde.

Decorrente de fatores, entre os quais o progresso da indústria farmacêutica, com o


aparecimento cada vez mais freqüente de medicamentos novos e mais potentes, há uma
tendência generalizada da automedicação pela sociedade. Apesar do surgimento e da
disponibilização de vacinas e antimicrobianos eficazes, os agentes patogênicos
continuam avançando na proliferação de doenças infecciosas. Etc. O maior pânico
científico em torno da automedicação passa pelo surgimento e disseminação de
resistência bacteriana, que tende a aumentar mediante o uso indiscriminado de
antibióticos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as infecções
causam 25% das mortes em todo o mundo e 45%, nos países menos desenvolvidos. O
uso de antibióticos para essas situações pode ser calculado. Mais de 50% das
prescrições se mostram inapropriadas. 2/3 dos antibióticos são usados sem prescrição
médica em muitos países. 50% dos consumidores compram o medicamento para um dia,
90% compram-no para período igual ou inferior a três dias. Mais de 50% do orçamento
1426

com medicamentos são destinados aos antimicrobianos. A pesquisa visou demonstrar os


índices de automedicação de antibióticos, bem como a forma que as pessoas utilizam os
medicamentos. Conscientizar as pessoas quanto ao uso indiscriminado de
Página

medicamentos, esclarecendo as possíveis conseqüências que este procedimento pode

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ocasionar é uma das missões éticas do profissional de saúde. No livro CURSO

FARMACOLOGIA – VOLUME III – páginas 634/636, silva, César


Augusto Venâncio da Silva, abordei o assunto, V. link:

LIVROS FREE PODEM SER BAIXADOS, DESDE QUE NÃO TENHA FINS
COMERCIAIS.

http://farmaciaead2013.blogspot.com.br/2013/07/farmacologia-clinica-quarto-livro-
da.html

http://www.ebah.com.br/content/ABAAAf8qsAK/livro-farmacia-volume-iii-protocolo-
590588-subtomo-ii

http://farmaciaead2013.blogspot.com.br/2013/07/view-livro-de-farmacia-volume-
iii.html

http://www.scribd.com/doc/125825298/Livro-Revisado-4-de-Fevereiro

http://www.scribd.com/doc/115447089/Professor-Cesar-Venancio

http://www.scribd.com/doc/191045991/FARMACOLOGIA-LIVRO-DISPENSACAO-
REGULAMENTACAO-TOMO-I-SERIE-FARMACOLOGIA-APLICADA-Formacao-
em-Auxiliar-de-Farmacia-Hospitalar-e-Drogarias-Volume-V

http://www.scribd.com/doc/131248798/LIVRO-III-REDACAO-FINAL-SEGUNDA-
REVISAO

URM NA CLÍNICA MÉDICA. Farmacologia Clínica:Medicamentos e


seu uso na ClínicaMédica. silva, César Augusto Venâncio da Silva,
Fortaleza-Ceará-2013 link:

http://www.scribd.com/doc/178876442/1-LIVRO-EM-REVISAO-FINAL-24-10-2013-
1427

URM-Farmacologia-Clinica-Medicamentos-PRIMEIRA-PARTE

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SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA

Formação em Auxiliar de Farmácia Hospitalar e


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Volume V - TOMO I

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2013. QUARTA EDIÇÃO DA SÉRIE – REVISTA E


AUMENTADA.

1ª. Edição do Volume V – TOMO I Editora Free


Virtual. INESPEC – 2013 - Fortaleza-Ceará. 4.a.
Edição – Setembro.

2ª. Reedição e reimpressão em dezembro de 2013.

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12, 2013

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Consumo arriscado.
1428

Por isso, se engana quem acredita que apenas os medicamentos que necessitam de
receita são perigosos. O uso indiscriminado dos fármacos pode trazer danos
consideráveis à saúde, mesmo uma simples aspirina em doses acima do recomendado.
Página

Até complexos vitamínicos ingeridos por muitos anos em demasia apresentam riscos ao

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paciente. A ansiedade pela cura, a dificuldade de acesso de parte da sociedade aos
serviços públicos de saúde e a falta de informação a respeito da doença podem ser
descritos como fatores que colaboram para a automedicação. De acordo com um
editorial da Associação Médica Brasileira, a automedicação é um risco enorme, pois
pode mascarar diagnósticos na fase inicial da doença. Por isso, a palavra-chave é bom
senso. “É importante ressaltar que o uso contínuo de qualquer medicamento pode causar
tolerância no organismo e não ter a ação que deveria” ressalta Everton Dombeck,
médico cardiologista especialista em medicina paliativa. Iniciamos uma discusão em
torno da questão da automedicação. Agora, aqui aproveito a oportunidade para
apresentar o resumo de uma pesquisa mais recente que enquadrou o perfil dos usuários
de automedicação.

DA PESQUISA.

Metodologia.

Foi aplicado um questionário em um grupo de 100 pessoas voluntárias de ambos os


sexos, com idade superior a 18 (dezoito) anos, onde responderam a 20 questões
objetivas. Sendo que se perguntava antes da entrega do questionário o grau de
escolaridade da pessoa; só responderam o questionário pessoas com nível de ensino
superior ou igual ao ensino médio completo. O enfoque do questionário estava
relacionado ao tema de automedicação de antibióticos e suas conseqüências. De acordo
com as respostas se analisava o perfil de conhecimento e precaução sobre o uso de
medicamentos. Ao responder à pesquisa as pessoas contribuíram para o
desenvolvimento da pesquisa e conclusão de trabalho.

Resultados.

Em relação à idade houve uma notável diversificação, entre os 18 a 50 anos, como


segue descrito.

IDADE PORCENTAGEM 18 a 25 anos 28% 26 a 30 anos 22% 31 a 35 anos 22% 36 a


40 anos 13% 41 a 45 anos 8% 46 a 50 anos 7%.
1429

Durante a pesquisa as pessoas que estavam fazendo uso de medicamentos foram em


número de 36%, sendo que os medicamentos que estavam sendo utilizados eram para
Página

tratamentos diversificados. Na questão que era perguntado as pessoas se elas já se

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medicaram baseando-se em receitas antigas o índice foi alarmante, e chegou a 57% de
respostas positivas a essa pratica de automedicação e autoprescrição.

Ao responder a questão relacionada ao tópico sobre automedicar os filhos, esposa,


parentes e amigos constatou-se em pesquisa que 30% temos por hábito automedicar
pessoas de seu ciclo de relacionamentos.

Uma questão que nos preocupa - o uso de antibiótico sem prescrição; teve uma taxa
elevada de usuários, o que mostra a preocupação que devemos ter como profissionais de
saúde, com a automedicação de antibióticos.

Dos participantes da pesquisa, 43% afirmaram que se automedicam com antibióticos


sem orientação profissional.

Foi demonstrada a falta de conhecimento quanto à importância da prescrição médica,


como pode ser demonstrado:

SINTOMAS QUE LEVAM AS PESSOAS A UTILIZAR ANTIBIÓTICOS.

1. Dor de Garganta;
2. 36% Dor de cabeça;
3. 11% Dor muscular;
4. 11% Dor ao urinar;
5. 11% Febre;
6. 6% Pressão alto-baixa 1% e Outros 24%

Conclusões.

Pode-se notar de acordo com a pesquisa, que a sociedade necessita de maior divulgação
sobre uso de medicamentos, através de campanhas e de uma orientação melhor
dispensada pelos profissionais de saúde, não só médicos, mas farmacêuticos, auxiliares
de farmácia, enfermeiras e dentistas. Ao basear-se em uma receita antiga o paciente
pode estar criando uma série de conseqüências, dentre elas pode ocorrer: mascaramento
da doença, intoxicação medicamentosa, resistência bacteriana além da interação
1430

medicamentosa, isso pode estar ocorrendo em 57% das pessoas entrevistadas.


Automedicar outras pessoas traz um problema sério para a população, pois, o que cura
um organismo, não necessariamente irá ter o mesmo êxito em outro. Infelizmente não é
Página

isso que a população pensa, e as conseqüências são diversas. O uso de antibióticos sem

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prescrição, ou simplesmente para curar sintomas como, dor de garganta, dor de cabeça,
dor muscular, febre, etc., causam um dos problemas mais importantes atualmente na
saúde pública, que é à resistência bacteriana. A resistência bacteriana refere-se a cepas
de microorganismos que são capazes de multiplicar-se em presença de concentrações de
antimicrobianos mais altos do que as que provêm de doses terapêuticas dadas a
humanos. Dentro dos resultados, não só acima descritos, mas num contexto geral da
pesquisa, demonstrou-se que esse problema pode ser resolvido em longo prazo, mais é
necessário o governo, os conselhos, o profissional de saúde e a sociedade se engajarem
em um processo de informação e cultura para eximir essa prática.

Medicação Via Oral.


Para fins didáticos sem o intuito de sugerir discriminação ou contra indicar
apresentamos um conjunto resumido de medicamentos que podem trazer problemas
quando usado pelo regime de automedicação e autoprescrição.

Vitaminas.

Observei entre meus alunos de farmácia em um ensaio escolar que a maioria às vezes
solicitava a vitamina pela letra, Vitaminas: A, B, C, D ou E. Até brincando se falou que
vitamina deve se pedir pela letra.

TABELA

Vitaminas do Complexo B.

B1 (Tiamina)

Fontes: gema do ovo, arroz integral, aveia, castanha-do-pará, fígado,


1431

cereais integrais, feijão, peixes, pão integral.

Funções no organismo: funcionamento do sistema nervoso e músculos,


Página

desenvolvimento corporal, estimulam o apetite.


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O que pode provocar a carência: fraqueza muscular, diminuição da
memória, falta de energia, depressão, diminuição do apetite e beribéri
(doença).

B2 (Riboflavina)

Fontes: Brócolis, abacate, amendoim, castanhas, lêvedo de cerveja, nozes,


leite, carne, ervilhas e verduras.

Funções no organismo: atua no metabolismo de enzimas e células nervosas,


equilíbrio da pele e saúde dos olhos.

O que pode provocar a carência: dermatite seborréia, estomatite,


inflamação de gengiva, catarata, lesões na língua.

B3 (Niacina)

Fontes: fígado, levedura de cerveja, carnes magras, ovos, leite, amendoim,


castanha do Pará, fígado, frutas secas, tomate e cenoura.

Funções no organismo: funcionamento do sistema digestor, equilíbrio do


sistema nervoso e da pele.

O que pode provocar a carência: insônia, cansaço, irritabilidade, manchas


na pele, depressão nervosa, pelagra (doença).

B5 (Ácido Pantotênico)

Fontes: ervilha, feijão cogumelo, ovos, gérmen de trigo, melado, salmão.

Funções no organismo: formação de anticorpos, metabolismo de proteínas,


1432

produção de hormônios suprarrenais, atua contra o estresse.


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O que pode provocar a carência: artrite, alergias, estresse, retardo de
crescimento, queda de cabelo, envelhecimento precoce.

B6 (Piridoxina)

Fontes: melado, levedo de cerveja, farelo de trigo, leite, arroz integral,


aveia, cereais integrais, batata, melão.

Funções no organismo: produção de células sanguíneas, metabolismo dos


aminoácidos, funcionamento do sistema nervoso e saúde da pele.

O que pode provocar a carência: caspa, anemia, lesões na boca, náuseas e


gengivite.

B7 (Biotina)

Fontes: fígado de galinha, fígado de boi, levedo de cerveja, gema de ovo


crua, leite, nozes, gérmen de trigo, amendoim e aveia.

Funções no organismo: atua do processo de gliconeogênese, participa da


síntese de purinas, participa da formação da pele, metabolismo de
carboidratos e proteínas.

O que pode provocar a carência: alopecia e dermatite seborreica (em bebês


de menos de oito meses), dores musculares, dermatites, palidez, calvície e
flacidez.

B9 (Ácido Fólico)

Fontes: verduras de folha verde, vísceras de animais, frutas secas, legumes,


levedura de cerveja e grãos integrais.
1433
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Funções no organismo: tratamento de alguns tipos de anemias, saúde dos
espermatozóides, saúde do feto durante a gravidez, controle da pressão
sanguínea.

O que pode provocar a carência: apatia, anorexia, anemias, cansaço, dores


de cabeça, fraqueza muscular, insônia.

B12 (Cobalamina)

Fontes: cereais integrais, levedo de cerveja, vegetais verdes, leite, ovos,


peixes, batata.

Funções no organismo: metabolismo de proteínas combate a anemia.

O que pode provocar a carência: alterações neurológicas, anemia,


distúrbios no sangue.

Entrar na farmácia e escolher entre as diversas combinações disponíveis para venda não
é o caminho certo para tentar suprir deficiências de organismo. “Milagres são
prometidos por complexos vitamínicos, mas seu consumo pode representar mais riscos
do que benefícios”. Veja os livros do professor César Augusto Venâncio da Silva nos
links acima recomendados. Se a quantidade ingerida de vitaminas é muito grande ou se
a pessoa apresenta problema nos rins, pode ser que o excesso ingerido não consiga ser
eliminado pelo corpo. Isso leva ao acúmulo de vitaminas no organismo, chamado de
hipervitaminose. Essa condição pode trazer riscos à saúde, como vômitos, diarréia,
problemas no fígado, arritmias, osteoporose, perda de cabelo, irritabilidade, fraqueza
muscular e inúmero outro sintomas. Além disso, as vitaminas podem aumentar o risco
de morte, segundo um estudo publicado pela Associação Médica Americana. A ingestão
de complementos que contenham vitaminas A, E ou betacaroteno está ligada a um
aumento de 5% nos riscos de mortalidade em um grupo de aproximadamente 181 mil
pessoas nos Estados da América.
1434
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O que são vitaminas.

As vitaminas são nutrientes importantes para o nosso organismo. São de extrema


importância para o bom funcionamento do nosso organismo, principalmente, porque
ajuda a evitar muitas doenças. Elas não são produzidas pelo organismo e, portanto,
devem ser adquiridas através da ingestão de alimentos (frutas, verduras, legumes, carnes
etc). A falta de vitaminas pode acarretar em diversas doenças (avitaminoses). Elas
podem ser de dois tipos: hidrossolúveis (solúveis em água e absorvidas pelo intestino) e
lipossolúveis (solúveis em gorduras e absorvidas pelo intestino com a ajuda dos sais
biliares produzidos pelo fígado).

Doenças
provocadas pela
Fontes Funções no organismo
Vitaminas carência
(avitaminoses)
Problemas de visão,
secura da pele,
Combate radical livres,
Fígado de aves, diminuição de
A formação dos ossos, pele;
animais e cenoura glóbulos vermelhos,
funções da retina
formação de cálculos
renais
Óleo de peixe,
Raquitismo Regulação do cálcio
D fígado, gema de
e osteoporose do sangue e dos ossos
ovos
Dificuldades visuais
Verduras, azeite e Atua como agente
E e alterações
vegetais antioxidante.
neurológicas
Atua na coagulação do
Fígado e verduras Deficiência na sangue, previne
K de folhas verdes, coagulação do osteoporose, ativa a
abacate sangue, hemorragias. osteocalcina (importante
1435

proteína dos ossos).


B1 Cereais, carnes, Beribéri Atua no metabolismo
Página

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verduras, levedo de energético dos açúcares
cerveja
Inflamações na Atua no metabolismo de
Leites, carnes,
B2 língua, anemias, enzimas, proteção
verduras
seborréia no sistema nervoso.
Fígado, cogumelos,
milho, abacate, Fadigas, cãibras Metabolismo de proteínas,
B5
ovos, leite, musculares, insônia gorduras e açúcares
vegetais
Crescimento, proteção
Seborréia, anemia,
Carnes, frutas, celular, metabolismo de
B6 distúrbios de
verduras e cereais gorduras e proteínas,
crescimento
produção de hormônios
Formação de hemácias e
B12 Fígado, carnes Anemia perniciosa
multiplicação celular
Laranja, Atua no fortalecimento de
limão, abacaxi, sistema imunológico,
C kiwi, acerola, Escorbuto combate radicais livres e
morango, brócolis, aumenta a absorção do ferro
melão, manga pelo intestino.
Noz, amêndoa,
castanha, lêvedo de Eczemas, exaustão,
H cerveja, leite, gema dores musculares, metabolismo de gorduras,
de ovo, arroz dermatite
integral
Anemia
Metabolismo dos
Cogumelos, megaloblástica,
M ou B9 aminoácidos, formação das
hortaliças verdes doenças do tubo
hemácias e tecidos nervosos
neural
Ervilha, Manutenção da pele,
1436

Insônia, dor de
amendoim, fava, proteção do fígado, regula a
PP ou B3 cabeça, dermatite,
peixe, feijão, taxa de colesterol no
Página

diarréia, depressão
fígado sangue

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
As vitaminas atualmente consideradas essenciais aos humanos são as seguintes:
Hidrossolúveis - As vitaminas hidrossolúveis são absorvidas pelo intestino e
transportadas pelo sistema circulatório para os tecidos em que serão utilizadas. Como o
organismo não tem capacidade para armazená-las, o excesso desse tipo de vitaminas é
secretado (principalmente na urina). Deste modo, as vitaminas hidrossolúveis
necessitam de reposição diária. As vitaminas hidrossolúveis são muito sensíveis ao
cozimento e se perdem facilmente na água em que as verduras e legumes são cozidos.
Por isso longos cozimentos devem ser evitados(Vitaminas Hidrossolúveis. ApDietistas.
Página visitada em 2 de novembro de 2013).

São portantoVitamina hidrossolúvel:

1. Tiamina (vitamina B1).


2. Riboflavina (vitamina B2).
3. Ácido pantotênico (vitamina B5).
4. Piridoxina, piridoxamina e piridoxal (Vitamina
B6).
5. Ácido fólico (vitamina B9).

Nota Técnica.
Fortificação de Farinhas - Os altos índices de anemia e de doenças causadas pela
deficiência de ácido fólico, na população brasileira, levaram o Ministério da Saúde e a
Anvisa tornar obrigatória a fortificação das farinhas de trigo e milho. Com a publicação
da Resolução - RDC nº 344, de 13 de dezembro de 2002, tanto as farinhas de trigo e de
milho vendidas diretamente ao consumidor, quanto aquelas utilizadas como matéria-
prima pelas indústrias, na fabricação de outros produtos, terão que ser enriquecidas com
ferro e ácido fólico, a partir de junho de 2004. Cada 100g de farinha de trigo e de milho
deverá conter 4,2 mg de ferro e 150 mcg de ácido fólico. Com isso, as farinhas e
produtos, como pães, macarrão, biscoitos, misturas para bolos e salgadinhos deverão
apresentar maior quantidade de ferro e ácido fólico em sua formulação final. Para se
informar sobre o regulamento de fortificação de farinhas, leia as Perguntas Freqüentes
sobre o assunto, que traz informações sobre prazos, esgotamento de embalagem e
1437

rotulagem dos produtos.


Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
O ácido fólico, folacina ou ácido
pteroil
pteroil-L-glutâmico,
glutâmico, também conhecido como vitamina B9 ou vitamina M, é uma
vitamina hidrossolúvel pertencente ao complexo B necessária para a formação de
proteínas estruturais e hemoglobina. Benef
Benefícios:
ícios: O ácido fólico é efetivo no tratamento
de certas anemias. Pode manter espermatozóides saudáveis. É um dos componentes
indispensáveis para uma gravidez saudável. Reduz risco de mal de Alzheimer. Pode
ajudar a evitar doenças cardíacas e derrame. Ajud
Ajudaa a controlar a hipertensão.
Encontrado em vísceras de animais, verduras de folha verde, legumes, frutos secos,
grãos integrais e levedura de cerveja. Ele se perde nos alimentos conservados em
temperatura ambiente e durante o cozimento. Ao contrário de outras
outras vitaminas
hidrossolúveis, é armazenado no fígado e sua ingestão diária não é necessária. Sua
insuficiência nos seres humanos é muito rara. No Brasil, há uma lei que determina que
a farinha de trigo seja enriquecida com ferro e ácido fólico (e produtos derivados, como
o pão) para diminuir a ocorrência de anemia principalmente em crianças. Se a mulher
tem ácido fólico suficiente durante a gravidez, essa vitamina pode prevenir defeitos de
nascença no cérebro e na coluna vertebral do bebê, como a espinha bífida. Pois o ácido
fólico participa na formação do tubo neural no feto
feto.
Sinais e sintomas de níveis anormais do nutriente:

Hipovitaminose: anemias, anorexia, apatia, distúrbios digestivos, cansaço, dores de


cabeça, problemas de crescimento, insônia, dificuldade de memorização, aflição das
pernas e fraqueza.
1438

Hipervitaminose: euforia, excitação e hiperatividade.


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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Fortificação obrigatória das farinhas de trigo e milho com
ferro e ácido fólico.

O Ministério da Saúde, visando à redução da prevalência de anemia por deficiência de


ferro, estabeleceu em maio de 1999, o Compromisso Social para Redução da Anemia
por Deficiência de Ferro no Brasil. O propósito foi estabelecer as bases e os
mecanismos entre as partes, em prol da redução da anemia por deficiência de ferro por
meio da promoção da alimentação saudável, distribuição de suplementos na rede de
saúde para grupos populacionais específicos e fortificação da produção brasileira das
farinhas de trigo e milho. A fortificação das farinhas de trigo e milho com ferro e ácido
fólico no Brasil veio por meio da Resolução RDC nº 344, de 13 de dezembro de 2002,
emitida pela Anvisa, que determinou a adição obrigatória de 4,2mg de ferro e de 150µg
de ácido fólico nas farinhas de trigo e milho foi proposta em decorrência da necessidade
de reduzir a prevalência de anemia por deficiência de ferro e prevenir defeitos do tubo
neural. A anemia por deficiência de ferro pode causar efeitos deletérios à saúde da
criança, tais como repercussões negativas no desenvolvimento psicomotor e cognitivo,
diminuição na capacidade de aprendizagem, e comprometimento da imunidade celular,
com menor resistência às infecções. A anemia grave na gestação está associada ao
maior risco de morbidade e mortalidade fetal e materna e em casos moderados maior
risco a parto prematuro e baixo peso ao nascer. A Pesquisa Nacional de Demografia e
Saúde da Criança e da Mulher (PNDS-2006) traçou o perfil da população feminina em
idade fértil e das crianças menores de cinco anos no Brasil. Em linhas gerais, a pesquisa
revelou prevalência de anemia em crianças de 20,9% e de 29,4% em mulheres. Para
crianças, observou-se que a região Nordeste apresenta a maior prevalência (25,5%). A
pesquisa aponta maior prevalência de anemia em crianças com idade inferior a 24
meses. Observou-se, ainda, que as crianças moradoras de áreas rurais apresentam menor
freqüência de anemia quando comparadas as crianças das áreas urbanas. No caso das
mulheres, a prevalência de anemia foi igual a 29,4%, e de aproximadamente 40% na
região Nordeste. A deficiência de ácido fólico pode apresentar conseqüências
hematológicas, complicações na gestação e más formações congênitas. O Atlas
1439

Mundial de Defeitos Congênitos publicado pela OMS em 2003 mostrou


prevalências variáveis em defeitos do tubo neural para os diferentes
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países no período 1993-1998. A prevalência de anencefalia no Brasil foi
de 0,862?1000 nascidos e as de espinha bífida foi de 1,139?1000 nascidos
(WHO, 2003).

Fortificação de Alimentos.

A fortificação de alimentos refere-se a adição de micronutrientes em alimentos


processados. Aplicável quando o acesso e a disponibilidade de alimentos é limitada e,
portanto, não há oferta de nutrientes em níveis adequados na dieta associado ao nível de
carência nutricional da população. Apresenta-se como intervenção de saúde pública de
custo-efetividade, e a média e longo prazos pode elevar o status de micronutrientes na
população a custo razoável (ALLEN, et al., 2006). A OMS reconhece três tipos de
fortificação. A “fortificação universal” que consiste na adição de micronutrientes em
alimentos de grande consumo pela maioria da população, regulada pelo governo; a
fortificação voluntária ou “mercado aberto” de iniciativa da indústria de alimentos com
o objetivo final de diversificar a produção. A “fortificação direcionada”, que consiste na
fortificação de alimentos consumidos por grupos específicos. Há também uma recente
abordagem denominada “fortificação comunitária ou domiciliar” que consiste na adição
de suplementos vitamínicos ou minerais às refeições das crianças poucos minutos antes
da ingestão (WHO, 2006). A fortificação universal e mandatória é o modelo de ação
para redução de carências nutricionais principalmente nos países que compõem as
Américas - Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba,
Equador, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru, Venezuela – esses possuem
programas de fortificação estabelecidos a partir de decisões políticas (HURRELL, el al,
2010). O processo de fortificação deve ser economicamente viável e os produtores de
alimentos devem apresentar monitoramento apropriado da qualidade do produto final.
Os produtos considerados como principais veículos são os cereais (farinha de trigo,
arroz, cereais matinais), os produtos lácteos (leite em pó e fórmulas infantis) e, em
menor proporção, chá, sal, açúcar, óleos e gorduras, condimentos (molhos e glutamato
monossódico). Esses são selecionados por serem produzidos industrialmente e
1440

consumidos em quantidades expressivas pelos diferentes segmentos da sociedade


(USAID, 2008).
Página

Legislação.

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Resolução RDC nº 344 de 13 de dezembro de 2002.

No Brasil a fortificação de farinhas de trigo e milho foi instituída pela Resolução RDC
nº 344, de 13 de dezembro de 2002, emitida pela Anvisa, determinou a adição
obrigatória de 4,2mg de ferro e de 150 µg de ácido fólico nas farinhas de trigo e milho,
cujo prazo para as indústrias se adequarem foi até 17 de junho de 2004. Ou seja, a partir
dessa data todas as farinhas de trigo e milho comercializadas no território nacional, isto
é, as pré-embaladas na ausência do cliente e prontas para oferta ao consumidor, as
destinadas ao uso industrial, incluindo as de panificação e as farinhas adicionadas nas
pré-mistruras. Ressalta-se que as farinhas de trigo e milho foram escolhidas para a
fortificação, pois atendem a todos requisitos exigidos: alimentos consumidos pela
maioria da população; pequena variação do consumo por pessoa; não ocorrem
alterações em suas características organolépticas (sabor, cheiro e de aceitabilidade do
produto); nutrientes biodisponíveis no alimento; e os processos de fortificação são
economicamente viáveis. Compostos que podem ser utilizados: Podem ser utilizados os
seguintes compostos: sulfato ferroso desidratado (seco); fumarato ferroso; ferro
reduzido – 325 mesh Tyler; ferro eletrolítico – 325 mesh Tyler; EDTA de ferro e sódio
(NaFeEDTA) e ferro bisglicina quelato. Outros compostos podem ser usados desde que
atendam, no mínimo, o mesmo nível de biodisponibilidade destes citados. Agência

Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução - RDC nº 344, de 13 de


dezembro de 2002. Diário Oficial da União de 18/12/2002. Para obter
mais informações sobre a norma, clique aqui:

http://189.28.128.100/nutricao/docs/ferro/resolucao_rdc344_2002.pdf

Portaria nº 1793 de 11 de agosto de 2009.

Com intuito de monitorar a efetividade da fortificação das farinhas como estratégias na


redução de anemia, o Ministério da Saúde institui a Comissão Interinstitucional para
Implementação, Acompanhamento e Monitoramento das Ações de Fortificação de
Farinhas de Trigo, de Milho e de seus Subprodutos por meio da Portaria nº-1.793 de 11
1441

de agosto de 2009. A Comissão terá as seguintes atribuições:


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Professor César Augusto Venâncio da Silva
I. propor medidas destinadas a
implementar as ações para fortificação
das farinhas de trigo e de milho;
II. acompanhar e monitorar a fortificação
das farinhas de trigo e de milho e seus
subprodutos, avaliar os resultados e
garantir efetividade das ações adotadas;
e
III. - estabelecer estratégias de informação,
de comunicação, de educação e de
mobilização social com vistas à redução
da prevalência de anemia e os defeitos do
tubo neural.

A primeira reunião ordinária da Comissão Interinstitucional para Implementação,


Acompanhamento e Monitoramento das Ações de Fortificação de Farinhas de Trigo,
Milho e de seus subprodutos ocorreu em Brasília no dia 11 de novembro de 2009. Nessa
ocasião foram encaminhados os itens:

a) Formulação de proposta de um
Programa Nacional de Monitoramento de
Fortificação das Farinhas;
b) Revisão da Resolução RDC nº 344 de
13 de dezembro de 2002;
c) Relatório sobre monitoramento das
farinhas no Brasil.
1442

Ministério da Saúde. Portaria nº 1793 de 11 de agosto de 2009. Diário Oficial da


União de 12/08/2009
Página

http://www.anvisa.gov.br/alimentos/farinha.htm

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
ANEXO LEGISLATIVO/NORMATIVO/ADMINISTRATIVO
ADVERTÊNCIA

Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União

Ministério da Saúde
Gabinete do Ministro

PORTARIA Nº 1.793, DE 11 DE AGOSTO DE 2009

Institui a Comissão Interinstitucional para Implementação, Acompanhamento e


Monitoramento das Ações de Fortificação de Farinhas de Trigo, de Milho e de seus
Subprodutos.

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe confere os


incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, e

Considerando que a anemia nutricional por deficiência de ferro é um problema grave de


Saúde Pública, que consiste na deficiência nutricional de maior magnitude no mundo,
acometendo todas as fases do ciclo de vida e que no Brasil acomete em torno de 21%
das crianças menores de 5 anos e de 30% das mulheres em idade fértil (PNDS, 2006);

Considerando que, em crianças, a anemia está associada ao retardo do crescimento, ao


déficit cognitivo e à baixa resistência a infecções, e nas gestantes está relacionada ao
baixo peso do feto ao nascer e ao incremento da mortalidade perinatal;

Considerando que as estratégias de intervenção preconizadas pela Organização Mundial


da Saúde, ratificadas pelo Ministério da Saúde, para o controle da anemia por
deficiência de ferro são a educação e a orientação nutricional, a fortificação de
1443

alimentos e a suplementação universal de ferro para grupos de maior vulnerabilidade;

Considerando que a Política Nacional de Alimentação e Nutrição, aprovada pela


Página

Portaria Nº 710/GM, de 10 de junho de 1999, e o Compromisso Social para a redução

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
da anemia por deficiência de ferro no Brasil, firmado em 8 de maio de 1999, que fixam
a fortificação das farinhas de trigo e de milho como uma das medidas essenciais no
controle da deficiência de ferro, alimentos de largo consumo popular e de baixo custo;

Considerando que a fortificação de alimentos com ácido fólico é uma intervenção


inquestionável na prevenção primária, com impacto positivo na prevenção dos defeitos
do tubo neural já demonstrado em diversos países; e

Considerando que a estratégia de fortificação de alimentos foi efetivada no Brasil,


tornando obrigatória a fortificação das farinhas de trigo e de milho com ferro e ácido
fólico a partir de junho de 2004, pela Resolução Nº 344, de 13 de dezembro de 2002,
resolve:

Art. 1º Instituir a Comissão Interinstitucional para Implementação, Acompanhamento e


Monitoramento das Ações de Fortificação de Farinhas de Trigo, de Milho e de seus
Subprodutos.

Art. 2º A Comissão Interinstitucional será composta por um representante - titular e


suplente - de cada um dos seguintes órgãos, entidades e instituições, e atuará sob a
coordenação da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde:

I - Ministério da Saúde:
a) Secretaria de Atenção à Saúde (SAS);
b) Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS);

II - Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA);

III - Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS);

IV - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA);

V - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC);


1444

VI - Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS);

VII - Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF);


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Professor César Augusto Venâncio da Silva
VIII - Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA);

IX - Associação Brasileira das Indústrias Moageiras de Milho (ABIMILHO); e

X - Associação Brasileira das Indústrias do Trigo (ABITRIGO).

Art. 3º Compete à Comissão:

I - propor medidas destinadas a implementar as ações para fortificação das farinhas de


trigo e de milho;

II - acompanhar e monitorar a fortificação das farinhas de trigo, de milho e de seus


subprodutos, bem como discutir a efetividade das ações adotadas; e

III - estabelecer estratégias de informação, de comunicação, de educação e de


mobilização social com vistas à redução da prevalência de anemia e dos defeitos do
tubo neural.

Art. 4º Compete ao Ministério da Saúde:

I - promover a integração e a coordenação de todos os setores envolvidos na fortificação


das farinhas de trigo, de milho e de seus subprodutos;

II - definir estratégia de divulgação da fortificação às Secretarias de Saúde dos Estados,


e Municípios e de outras instituições relacionadas de acordo com o pactuado no âmbito
da Comissão;

III - promover, com apoio dos componentes da Comissão, a produção e a distribuição


de materiais educativos e informativos, para profissionais de saúde e relacionados,
indústrias produtoras de farinha de trigo e de milho e para a população em geral;

IV - promover ações educativas e de comunicação, com vistas a esclarecer a população


sobre a importância do consumo de ferro e do ácido fólico, bem como sobre os papéis
desses micronutrientes na prevenção e controle da anemia por deficiência de ferro e na
1445

redução da incidência do nascimento de crianças com defeitos do tubo neural;


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Professor César Augusto Venâncio da Silva
V - delinear, desenvolver e apoiar estudos e pesquisas que avaliem os processos e os
resultados de impacto da fortificação das farinhas, em nível nacional, regional e local;

VI - apoiar e fomentar, com apoio dos componentes da Comissão a realização de


inquéritos e/ou levantamentos epidemiológicos referentes às patologias decorrentes da
deficiência de ferro e de ácido fólico; e

VII - estabelecer parcerias com outras áreas do Ministério da Saúde, órgãos e


instituições governamentais e não-governamentais, para o fomento de atividades
complementares, com o objetivo de promover ações destinadas à prevenção e ao
controle da anemia por deficiência de ferro e dos defeitos do tubo neural acarretados
pela deficiência de ácido fólico.

Art. 5º Compete à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA):

I - implantar e implementar o monitoramento nacional das farinhas de trigo e de milho


produzidas em todos os moinhos e indústrias, bem como dos produtos expostos no
mercado;

II - coordenar e regulamentar as ações de controle higiênicosanitário dos


estabelecimentos produtores de farinhas de trigo e de milho e do produto exposto à
comercialização;

III - analisar e divulgar, sistematicamente, os resultados do controle e do monitoramento


das farinhas de trigo e de milho;

IV - promover a inserção dos laboratórios oficiais em programas de controle de


qualidade analítica;

V - promover a sensibilização do setor produtivo com vistas a atender à legislação


sanitária vigente; e

VI - monitorar as farinhas de trigo e de milho importadas quanto ao cumprimento da


1446

legislação vigente, em especial quanto aos teores de ferro e de ácido fólico.


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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Art. 6º Cabe a cada membro da Comissão Interinstitucional fornecer as informações
necessárias para o acompanhamento e avaliação periódica da fortificação das farinhas
de trigo e de milho.

§ 1º As competências e atribuições dos demais componentes da Comissão serão


estabelecidas no Regimento Interno a ser elaborado pela Comissão Interinstitucional a
partir da data de sua instalação, submetendo-o à aprovação do Ministério da Saúde.

§ 2º Cada membro da Comissão Interinstitucional deverá compilar e fornecer toda


informação necessária, a ser analisada em conjunto, para o acompanhamento e a
avaliação periódica da fortificação das farinhas de trigo e de milho.

Art. 7º A Comissão Interinstitucional reunir-se-á, ordinariamente, duas vezes por ano, e,


extraordinariamente, quando convocada por seu coordenador ou por solicitação de
qualquer um de seus membros, cabendo neste último caso a apreciação do coordenador.

Art. 8º A Comissão Interinstitucional poderá convidar cientistas, especialistas ou


pesquisadores de instituições acadêmicas ou científicas de organismos internacionais,
bem como representantes da sociedade civil para colaborarem na análise de assuntos
específicos.

Art. 9º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 10. Fica revogada a Portaria Nº 14/GM, de 3 de janeiro de 2002, publicada no


Diário Oficial da União Nº 5, de 8 de janeiro de 2002, Seção 1, página 59.

JOSÉ GOMES TEMPORÃO

Saúde Legis - Sistema de Legislação da Saúde

6. Cobalamina (vitamina B12).


7. Ácido ascórbico (vitamina C).
8. Biotina (vitamina B8).
1447

9. Protosoárina (vitamina B3).


Página

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Lipossolúveis.
Este tipo de vitaminas necessita do auxílio de gorduras para serem absorvidas. As
vitaminas lipossolúveis mais importantes são: A, D, E, K. As vitaminas A e D são
armazenadas principalmente no fígado, a vitamina E nos tecidos gordurosos e nos
órgãos reprodutores. O organismo consegue armazenar pouca quantidade de vitamina
K. Ingeridas em excesso, algumas vitaminas lipossolúveis pod
podem
em alcançar níveis
tóxicos no interior do organismo(Dose
organismo(Dose Diárias Recomendadas de Vitaminas. Traduzido
por Dr. José Hamilton Vargas no site Saúde do Futuro).

São Vitaminas lipossolúveis:


lipossolúveis

1. Vitamina A
A.
2. Vitamina D
D.
3. Vitamina E
E.
4. Vitamina K
K.
Letras indicativas nas Vitaminas.

No passado não existia a denominação científica para denominar cientificamente uma


vitamina. As vitaminas receberam uma letra. Chegaram a ir de A a U (pulando o jota).
Algumas, todavia, mudou de nome, como a Vitamina B, que virou um complexo
vitamínico, ou a vitamina M (B9). A lista atual sujeita a revisão é:

A: Retinol
Retinol.. B: Tiamina.
Tiamina Riboflavina
Riboflavina. Nicotinamida/Niacina
Nicotinamida Niacina.
Adenina
Adenina. Ácido pantotênico
pantotênico. Piridoxina.
Piridoxina Biotina.
Biotina Ácido fólico.
fólico
Ranitina. Pitolamina. Cobalamina
Cobalamina.
Ácido orótico. Nota:
1448

O ácido orótico, conhecido também pelo nome do seu anião


orotato, vitamina B13 ou ácido pirimidinocarboxílico, é uma pirimidina historicamente
considerada como uma vitamina, o que já não se verifica atualmente, pois se descobriu
Página

que é sintetizada pela flora intestinal. É por vezes utilizada como meio de administração

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
de minerais em suplementos dietéticos (para aumentar a sua biodisponibilidade), em
especial para lítio. Intervém no metabolismo do ácido fólico e da vitamina B12. Fontes
naturais na dieta incluem tubérculos e soro de leite. Um excesso de ácido orótico causa
a patologia acidúria orótica. A deficiência na enzima ornitina transcarbamilase causa um
excesso de fosfato de carbamoílo, que é convertido a orotato e tipicamente detectado na
urina. Benefícios incluem a prevenção de determinados problemas de fígado e
envelhecimento precoce e ajuda no tratamento de esclerose múltipla. Flora intestinal é
um nome vulgar da microbiótica intestinal que consiste em um conjunto de bactérias
que naturalmente habitam o intestino, ajudando na digestão de alimentos e controlando
(por competição) o crescimento de microrganismos patogênicos (outras bactérias,
fungos, protozoários etc. Importância: manter em equilíbrio as populações de
microrganismos (essenciais e patogênicos), auxiliarem na digestão e produção de
algumas vitaminas. Quando há aumento exagerado, ocorrem distúrbios no organismo,
com eliminação de parte dessas bactérias (por uma diarréia, por exemplo) até que o
equilíbrio se refaça. Quando há diminuição da flora bacteriana (quando se toma
antibióticos de via oral, por exemplo), a digestão e funcionamento do intestino podem
ficar prejudicados e/ou pode haver proliferação de microrganismos patogênicos (pela
falta de competidores) até que as populações de bactérias voltem até seu tamanho
normal(Sicherheitsdatenblatt Carl Roth (PDF);
Bruchhausen, S. Ebel, A. W. Frahm, E. Hackenthal:
Hagers Handbuch der Pharmazeutischen Praxis: Band
8, Stoffe E–O, Springer, ISBN 3540526889, S. 1241;
Sicherheitsdatenblatt Sigma-Aldrich; M. Kulhánek, E.
Svátek and M. Tadra, Microbiological decarboxylation
of orotic acid to uracil, Folia Microbiologica, Volume
10, Number 2, 142-144, DOI: 10.1007/BF02888916;
Maton, Anthea; Jean Hopkins, Charles William
McLaughlin, Susan Johnson, Maryanna Quon Warner,
1449

David LaHart, Jill D. Wright. Human Biology and


Health (em inglês). Englewood Cliffs, Nova Jérsei:
Página

Prentice Hall, 1969. ISBN 0-13-981176-1; Asimov,


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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Isaac. O corpo humano: sua estrutura e
funcionamento (em português). 1 ed. São Paulo:
Hemus, 2002. ISBN 8528902846).

TABELA ASSOCIATIVA. Acidúria orótica hereditária.

V. Link - http://www.orpha.net/consor/cgi
http://www.orpha.net/consor/cgi-bin/OC_Exp.php?lng=PT&Expert=30
bin/OC_Exp.php?lng=PT&Expert=30

Ácido pangâmico.
pangâmico. Amigdalina
Amigdalina.

X. Ácido para-aminobenzóico
para aminobenzóico
aminobenzóico. Nota.

O ácido 44-aminobenzóico
aminobenzóico (também
(também conhecido como
ácido para-aminobenzóico
aminobenzóico ou PABA) é um composto orgânico com fórmula
molecular C7H7NO2. É caracterizado por tratar
tratar-se
se de um pó cristalino de cor branca ou
branco
branco-amarelado,
amarelado, inodoro, de sabor amargo e ligeiramente solúvel em água, porém
altamente solúvel em álcool absoluto
absoluto.. A sua molécula consiste de um anel
debenzeno
benzeno ligado a um grupo amina e a um grupo carboxila.
carboxila. É essencial para
algumas bactérias e às vezes designado vitamina B10, no entanto como não é essencial
para os seres humanos não é considerado uma
umavitamina
vitamina(Registo
(Registo de CAS RN 150-13-0
150
na Base de Dados de Substâncias GESTIS do IFA; (en) « pp-Aminobenzoesäure
Aminobenzoesäure » em
ChemIDplus; CRC Handbook of Tables for Organic Compound Identification, Third
Edition, 1984, ISBN 0-8493
0 8493-0303-6;
6; Acido Fólico Pode Reduzir Risco de Má-

Formação Congênita.
Congênita. Boasaúde. Página visitada em 21.ago.2013; Folha Online -
Colunas - Nutrição é Saúde - Fortificação de Farinhas. Folha Online (21.out.2013).
Página visitada em 21.ago.2013; O ranking do ácido fólico
fólico—— SAÚDE. Página visitada
em 21.ago.2013; Folha Online - BBC Brasil - Ácido fólico pode manter
1450

espermatozóides saudáveis, diz estudo. Folha Online (20.mar.2008). Página visitada em


21.ago.2013; Folha Online - BBC Brasil - Erramos: Ácido fólico pode manter
Página

espermatozóides saudáveis, diz estudo. Folha Online (21.


(21.mar.2008).
mar.2008). Página visitada em

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
21.ago.2013; Folha Online - Colunas - Nutrição é Saúde - Suplementos nutricionais na
gestação são necessários?. Folha Online (02.out.2008). Página visitada em 21.ago.2013;
Folha Online - BBC - Ácido fólico reduz risco de mal de Alzheimer, afirma estudo.
Folha Online (16.ago.2005). Página visitada em 21.ago.2013; Folha Online - Reuters -
Ácido fólico pode ajudar a evitar doenças cardíacas e derrame. Folha Online
(22.nov./2002). Página visitada em 21.ago.2013; Folha Online - Equilíbrio e Saúde -
Uso de analgésico eleva risco de hipertensão. Folha Online (28.jul.2009). Página
visitada em 21.ago.2013; José de Felippe Junior e Váleria Cristina Paschoal -
ControlSoft Nutrition 2004)

C: Ácido ascórbico. D: forma adquirida via alimentícia:


Ergocalciferol - forma hormonal: Colecalciferol - forma metabolizada
armazenável: 25-hidroxicalciferol - forma metabolizada ativa:
Calcitriol. E: Tocoferol. F: Ácido graxo. K: Naftoquinona. L:
Carboxianilina. P: Rutina. T: Somatotrofina. U: Lactucina.

Referência Bibliográfica.

O Poder das Vitaminas 12 - Coleção O Poder do Po

Autor: Avalon, Manville

Editora: Martin Claret

A Revolução das Vitaminas

Autor: Janson, Michael

Editora: Record

As Vitaminas - Do Nutriente ao Medicamento

Autor: Guilland, Jean-Claude


1451

Editora: Santos
Página

As Vitaminas - Substancias Essenciais para a vida humana

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Autor: Buchner, George

Editora: Gaia - Brasil

As Vitaminas do Futuro - O Poder Verde

Autor: Camargo, Wilson

Editora: Mauad

Vitaminas - Aspectos Nutricionais, Bioquímicos, Clínicos


e Analíticos

Autor: Penteado, Marilene de Vuono Camargo

Editora: Manole

Vitaminas e Sais Minerais

Autor: Picard, Charles

Editora: Edições 70

Vitaminas

Autor: Ulene, Art

Editora: Eko

Vitaminas e Minerais

Autor: Sullivan, Karen

Editora: Konemann do Brasil

Vitaminas: verdades e mitos


1452

Autor: Rodrigues, Luiz Erlon Araújo

Editora: Edufba
Página

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A Vitamina C - O Resfriado comum e a Gripe

Autor: Pauling, Linus

Editora: Atheneu São Paulo

Vitamina E - Coleção Prevenção Guias de Saúde

Autor: Lloyd, Eileen

Editora: Martins Fontes

Ver Nota Complementar – NC4.

Dentro da continuidade do discurso, nos deparamos com a Dipirona.

Metamizol sódico ou dipirona sódica é um medicamento que é utilizado principalmente


como analgésico e antipirético. A sua utilização, no entanto, encontra-se restrita a
alguns países, como já foi comentado, porém, no Brasil, efetivamente é um dos
analgésicos mais populares, ao lado do ácido acetil salicílico. Quimicamente é o [(2,3-diidro-1,5-dimetil-
3-oxo-2-fenil-1H-pirazol-4-il)metilamino] metanossulfonato sódico (ou 1-fenil-2,3-dimetil-5-
pirazolona-4-metilaminometano sulfonato de sódio). Também é dito simplesmente metamizol ou

dipirona ou ainda metilmelubrina, sem alusão ao cátion ligante, que, embora mais
comumente seja o sódio, pode também ser o magnésio, originando a dipirona
magnésica. Comercialmente, conhece-se pelos nomes Dipidor®, Novalgina®,
Neosaldina®, Lisador®, Nolotil®, Anador® entre outros, até também pelo próprio
nome Dipirona®.

Dipirona.

A dipirona sódica é um medicamento que é utilizado principalmente como analgésico e


antitérmico. A droga permaneceu disponível mundialmente até a década de 1970,
quando foi descoberto que havia risco de ela causar agranulocitose, uma doença muito
perigosa e potencialmente fatal. Também conhecida como agranulocitopenia, a
1453

agranulocitose é uma doença aguda do sangue, caracterizada pela ausência de leucócitos


granulosos. Estas células são as principais barreiras de defesa contra as infecções, sendo
assim, aumenta o risco do paciente contraí-las. Desde então, alguns países como
Página

Estados Unidos, Japão, Austrália, e grande parte dos que integram o continente europeu,

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baniram o medicamento. No Brasil, a dipirona é o analgésico e antitérmico mais usado,
mas entrou na lista de remédios perigosos.

Analgésico.

Comprimidos de ácido acetilsalicílico, protótipo dos


AINE, tanto pelo seu mecanismo de ação quanto pelo seus efeitos colaterais.

Analgésico é um tipo de medicamento que diminui ou interrompe as vias de


transmissão nervosa, suprimindo a dor. É um termo colectivo para designar qualquer
membro do diversificado grupo de drogas usadas para aliviar a dor. As drogas
analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como
os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades
narcóticas, como o tramadol e o demerol. Os analgésicos são medicamentos que podem
causar dependência física e possivelmente levam à morte, se administrados em excesso.
Os anti-inflamatórios não-esteroides (abreviadamente, AINEs ou NSAIDs, do inglês
Nonsteroidal anti-inflammatory drugs) são um grupo variado de fármacos que têm em
comum a capacidade de controlar a inflamação, de analgesia (reduzir a dor), e de
combater a hipertermia (febre). Apesar de em sua maioria serem constituidos por ácidos
orgânicos, sua estrutura química não é relacionada. Caracterizam-se por inibir a
atividade de subtipos da ciclo-oxigenase, impedindo assim a síntese de eicosanoides
pela via metabólica da cascata do ácido araquidónico.
1454
Página

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Estrutura química do ácido araquidónico,
do qual derivam a grande maioria dos eicosanoides. Ver NC5 – Nota
Complem
Complementar5.
entar5.

Em bioquímica, chamam-se
chamam se eicosanoides as moléculas derivadas de ácidos graxos com
20 carbonos das famílias ômega-3
ômega 3 e ômega 6. A maioria dos eicosanoides mais
relevantes deriva do ácido araquidónico através da via metabólica da cascata do ácido
araquidónico.
uidónico. Elas exercem um complexo controle sobre diversos sistemas do
organismo humano, especialmente na inflamação, imunidade, e como mensageiros do
sistema nervoso central. As redes de controles biológicos que dependem dos
eicosanoides estão entre as mais
mais complexas do corpo humano. Os eicosanoides ω-
ω-6 são
geralmente pró
pró--inflamatórios,
inflamatórios, enquanto os ω-3
3 exercem bem menos essa função. A
quantidade desses ácidos graxos na dieta de uma pessoa afeta as funções controladas
pelos eicosanoides no organismo dela, podendo afetar o sistema cardiovascular, a
quantidade de triglicérides, a pressão arterial, e artrite. Drogas anti-inflamatórias,
anti inflamatórias, como
o ácido acetilsalicílico e outros anti-
anti-inflamatórios
inflamatórios não-esteroides
não esteroides agem diminuindo a
síntese de eicosanoides. Existem três famílias de eicosanoides: os prostanóides,
leucotrienos e lipoxinas. Os prostanóides incluem as prostaglandinas, as prostaciclinas e
os tromboxanos. Para cada uma há duas ou três séries separadas, derivadas de um ácido
graxo ω
ω-3
3 ou ω-6.
ω 6. As diferentes atividades dessas séries explicam os efeitos benéficos
dos ω
ω-3 e ω-6
6 para a saúde.

Fazem parte deste grupo medicamentos muito conhecidos, em parte por alguns já
estarem disponíveis há muito tempo, por serem de venda livre (MNSRM), e pelo vasto
número de ssituações
ituações em que são usados. Alguns nomes sonantes incluem o ácido
acetilsalicílico, ibuprofeno e naproxeno. O paracetamol, embora possua um mecanismo
1455

de acção semelhante e tenha efeito antipirético e analgésico2 , é praticamente


desprovido de efeito anti-i
anti inflamatório.
nflamatório. O uso abusivo também pode provocar efeitos
Página

colaterais, como hipertensão,


hipertensão gastrite e hepatite. Não é recomendado o uso dessas

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drogas por conta própria, assim como qualquer outro medicamento. Outras classes
de drogas, que normalmente não são consideradas analgésicos, são usadas para tratar
sindromas de dor neuropáticos. Estas incluem antidepressivos
tricíclicos e anticonvulsantes. No Brasil, a exposição dos analgésicos em gôndolas foi
suspensa em 2010 pela Anvisa para tentar inibir a compulsividade dos consumidores e
a automedicação. A aspirina pode inibir a produção das prostaglandinas, que protegem
a mucosa gástrica e os rins. Já o paracetamol pode causar hepatite medicamentosa,
considerada nos Estados Unidos a principal causa de transplantes de fígado. Muitos
analgésicos contêm altas doses de cafeína. Por isso, a sua falta pode causar a
"cefaleia de retirada" e, assim, é necessário acompanhamento médico para a retirada
dessas drogas(Referência: Brunton, Laurence L.; John S. Lazo, Keith L.

Parker. Goodman & Gilman's The Pharmacological Basis of


Therapeutics. 11 ed. ed. [S.l.]: McGraw-Hill, 2006. ISBN 0-07-142280-3;
Bertolini, A; Ferrari A, Ottani A (2006). "Paracetamol: new vistas of an
old drug". CNS Drug Reviews: 12(3-4):250-75. PMID 17227290; Lafont,
O (2007). "From the willow to aspirin". Revue d'histoire de la
pharmacie: 55(354):209-16. PMID 18175528; Khanapure SP; Garvey
DS, Janero DR, Letts LG (2007). "Eicosanoids in inflammation:
biosynthesis, pharmacology, and therapeutic frontiers". Current Topic in
Medicinal Chemistry: 7(3):311-40. PMID 17305573; Süleyman H;
Demircan B, Karagöz Y (2007). "Anti-inflammatory and side effects of
cyclooxygenase inhibitors". Pharmacological reports: PR: 59(3):247-58.
PMID 17652824; Bertolini A; Ottani A, Sandrini M (2001). "Dual acting
anti-inflammatory drugs: a reappraisal". Pharmacological Research:
44(6):437-50. PMID 11735348; Loureiro, Ana Paula de Melo..
Nefrotoxicantes e Mecanismos de Lesão Renal).

Exemplos de analgésicos:
1456

Aspirina
Página

Acetanilida.

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Fenacetina

Morfina.

Paracetamol.

Piramida.

Tramadol.

Analgésicos.

Salgueiro - Salseiro - Chorão - Plantas Medicinais e Rituais - Brasil.


O uso de plantas medicinais e rituais no país é uma prática comum, resultante da forte
influência cultural dos diversos grupos indígenas que se mesclaram as tradições
africanas e a cultura dos colonizadores europeus. Nesse contexto, a comercialização de
plantas adquire não só uma função fitoterapêutica, mas também um aspecto religioso
fortíssimo. Segundo os preceitos religiosos, os poderes das plantas não se devem apenas
aos componentes químicos que encerram, mas também aos poderes que as divindades
lhes atribuem (BARROS, 1993).
Ervas que induzem a visões e previsões, que combatem o cansaço e a insônia, que
estimulam ou anulam o apetite sexual, e ainda, que provocam depressão e euforia já são
há muito conhecidas. O ácido salicílico, extraído das cascas do salgueiro chorão (Salix
babilônica) e utilizado até hoje como analgésico. Ainda existem ervas que aumentam a
contração da parede do útero, levando ao aborto, a exemplo do cipó-mil-homens
(Aristolochia sp.) e do aperta-ruão (Piper mollicomum). Uma espécie que foi muito
utilizada nos conventos e seminários é o lótus (Nymphaea lotus), devido a sua ação
anafrodisíaca (inibe o apetite sexual). Outras vão ser fundamentais em rituais religiosos,
como o nativo (Dracaena fragans), usada em casas de Candomblé para estimular o
transe. Os princípios ativos contidos nas plantas são absorvidos pelo organismo por
diferentes meios, tais como: Ingestão; uso tópico através de aplicações na pele.
1457

O reverendo Edmund Stone, de Chipping Norton no condado


de Oxford, Reino Unido, redescobriu em 1763 as propriedades
Página

antipiréticas da casca do Salgueiro e as descreveu de forma científica.

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O princípio ativo da casca, a salicina ou ácido salicílico (do nome latino
do salgueiro Salix alba) foi isolado na sua forma cristalina
em 1828 pelo farmacêutico francês Henri Leroux, e Raffaele Piria,
químico italiano. Em 1897, o laboratório farmacêutico alemão Bayer,
conjugou quimicamente o ácido salicílico com acetato, criando o ácido
acetilsalicílico (Aspirina), que descobriram ser menos tóxico. O ácido
acetilsalicílico foi o primeiro fármaco a ser sintetizado na história da farmácia e não
recolhido na sua forma final da natureza. Foi a primeira criação da indústria
farmacêutica. Foi também o primeiro fármaco vendido em tabletes. E em julho de 1899,
a Bayer começou a comercializar a aspirina, obtendo sucesso imediato. No século V
a.C., Hipócrates, médico grego e pai da medicina científica, escreveu que o pó ácido da
casca do salgueiro ou chorão (que contém salicilatos mas é potencialmente tóxico)
aliviava dores e diminuía a febre.

1458
Página

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O ácido acetilsalicílico(Em latim acidum acetylsalicylicum
acetylsalicylicum) é um fármacodo
fármacodo grupo
dos anti
anti-inflamatórios
inflamatórios não esteroides (AINE),
não-esteroides utilizado
utilizado como anti-
inflamatório
inflamatório, antipirético,
antipirético analgésico e também como antiplaquetar.
antiplaquetar É, em estado puro,
um pó de cristalino branco ou cristais incolores, pouco solúvel na água, facilmente
solúvel
úvel no álcool e solúvel no éter.. Um dos medicamentos mais famosos à base de ácido
acetilsalicílico é a Aspirina.
Aspirina

Síntese do ácido acetilsalicílico.

O seu nome foi obtido da seguinte maneira: A vem de acetil; Spirse


se refere a Spiraea
ulmaria (planta que fornece o ácido salicílico); e o in era um sufixo utilizado na época,
formando o nome Aspirin,
Aspirin, que depois foi aportuguesado para Aspirina.
Aspirina. Em alguns
países, Aspirina é ainda nome comercial registrado, propriedade dos laboratórios
farmacêuticos da Bayer para
para o composto ácido acetilsalicílico. É o medicamento mais
conhecido e consumido em todo o mundo. Em
Em1999 a Aspirina completou 100 anos.
Persistem dúvidas se foi Felix Hoffmann (como afirma a Bayer) ou Arthur
Eichengrun (de acordo com vários
vários peritos) que inventou o método que criou o ácido
acetilsalicílico. A Bayer perdeu a marca registada Aspirina em muitos países após a
Primeira Guerra Mundial,
Mundial, como reparação de guerra aos países aliados. John Vane,
Vane do
Royal College of Surgeons, demonstrou pela primeira vez o mecanismo de ação do
ácido acetilsalicílico, em Londres, 1971
1971.. Ele viria a receber o Prêmio Nobel da
Medicina e Fisiologia pela sua descoberta em 1982. Síntese do ácido acetilsalicílico: O
processo de síntese consiste em tratar o ácido salicílico com anidrido acético,
acético em
presença de um pouco de ácido sulfúrico
sulfúrico,, que atua como catalisador.
catalisador. Técnicas como
1459

filtração a vácuo e recristalização podem ser empregadas. No procedimento em escala


laboratorial, percola-se,
percola se, num erlenmeyer de 125 mL, 2,5 g de ácido salicílico, 6 mL de
Página

anidrido acétic
acéticoo e algumas gotas de ácido sulfúrico concentrado. Agita
Agita--se
se e aquece-se
aquece a

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mistura em banho-maria durante 10 minutos. Resfria-se e adiciona-se 10 a 15 mL
de água destilada gelada para decompor o excesso de anidrido acético. Resfria-se até
que a cristalização esteja completa. Filtra-se em funil de Büchner lavando com pequena
quantidade de água destilada gelada. Purifica-se o ácido acetilsalicílico
por recristalização. Dissolve-se o produto em 10 mL deetanol num béquer de 100 mL e
aquece-se em banho-maria. Adiciona-se 25 mL de água aquecida. Se houver
precipitação, dissolve-se por aquecimento sob refluxo, banho-maria. Cobre-se o
recipiente e deixa-se em repouso para resfriar. Separam-se os cristais obtidos por
filtração. Secam-se e pesam-se o cristais. Depois determina-se o ponto de fusão do
ácido acetilsalicílico e compara-se ao valor tabelado.

Indicações.

São consideradas indicações do uso de ácido


acetilsalicílico: Síndrome coronariana aguda; Infarto agudo do miocárdio com(presença
ou aussência?) da elevação de segmento ST ou não-Q; Prevenção
do tromboembolismo cerebral ou de ataques isquêmicos transitórios;
Trombose cerebral; Dismenorreia; Febre (contraindicada em crianças, especialmente em
quadros virais, pelo risco deSíndrome de Reye); Dor de cabeça; Prevenção primária ou
secundária do infarto miocárdico, incluindo prevenção pósangioplastia; Osteoartrite;
Dor; Outras indicações de inibição da agregação plaquetária; Tratamento da artrite
reumatoide, artrite juvenil, osteoartrite ou artrose; Febre reumática; Tratamento
da doença de Kawasaki; Aterosclerose; Profilaxia da demência multi-infarto e
Tratamento da diabetes. Essas são indicações que são sujeitas a estudos de

negação, onde veremos no Volume V, Tomo III, Farmacologia Clínica:


Farmacocinética e Farmacodinâmica de autoria do Professor César
Venâncio.
1460

Contraindicações e precauções: Exceto em circunstâncias especiais, esta medicação não


deve ser usada quando os seguintes problemas médicos existem: É totalmente contra-
Página

indicado em casos de suspeita de dengue pois pode levar ao quadro de hemorragia fatal.

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Úlcera péptica activa; Estados hemorrágicos; Hemofilia ou outros problemas com
hemorragias, incluindo perturbações na coagulação ou na função plaquetária;
Angioedema, anafilaxia, história de qualquer outra reacção severa de sensibilidade
induzida pela ácido acetilsalicílico ou outros AINEs; Pólipos nasais associados
com asma, induzida ou exacerbada pelo ácido acetilsalicílico; Trombocitopenia (devido
ao risco aumentado de hemorragia). Aspirina nunca pode ser ministrada em casos
de dengue.

O risco-benefício deve ser considerado quando os seguintes problemas médicos


existem: Anemia (pode ser exacerbada pela perda sanguínea gastrointestinal; a
vasodilatação periférica induzida pelos salicilatos pode também conduzir a uma
pseudoanemia); Circunstâncias que predispõem à retenção de fluidos, como o
comprometimento da função cardíaca ou hipertensão; Gastrite erosiva; Úlcera péptica;
Gota (pode aumentar as concentrações sanguíneas de ácido úrico e pode interferir com a
eficácia dos medicamentos uricosúricos); Deficiências na função hepática (salicilatos
são metabolizados a nível hepático; assim, os pacientes com cirrose podem ser mais
susceptíveis aos efeitos adversos a nível renal; na falha hepática grave, a inibição da
função das plaquetas pelo ácido acetilsalicílico pode aumentar o risco do hemorragias);
Deficiência de vitamina K ou hipoprotrombinemia (risco aumentado de hemorragias
devido à acção antiplaquetária e ao efeito hipoprotrombinemico de doses elevadas dos
salicilatos); Deficiências na função renal (a eliminação dos salicilatos pode estar
reduzida, levando a um aumento do risco de efeitos adversos renais); Lúpus eritomatoso
(nestes pacientes existe o risco de uma filtração glomerular diminuída);
Tirotoxicose (pode ser exacerbada por doses elevadas); Asma (risco aumentado de
reacção de sensibilidade broncoespástica); Deficiência em Glucose-6-fosfato
desidrogenase - G6PD ( risco de causar anemia hemolítica, ainda que raramente); Nos
imunodeprimidos (pode mascarar os sintomas de uma infecção); Nas crianças com
menos de 12 anos e no aleitamento deve ser evitado o uso de ácido acetilsalicílico
(devido ao risco de síndrome de Reye).

Nas formulações que contêm cafeína: Doença cardíaca severa (doses elevadas de
cafeína podem aumentar o risco de taquicardia ou extra-sístole, que pode conduzir a
1461

falha cardíaca); História anterior de sensibilidade à cafeína.

Efeitos adversos: Mais frequentes - Dor abdominal com cólicas; Irritação


Página

gastrointestinal; Dor precordial; Condições hipersecretórias; Náuseas e vômitos; Raros

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- Reações alérgicas, incluindo dermatite e anafilaxia; Anemia por sangramento
gastrointestinal crônico ou hemólise por deficiência de G6PD ou de piruvato quinase;
Angioedema; Anorexia; Broncoespasmo; Hepatite tóxica; Hemorragia gastrointestinal
por gastropatia medicamentosa ou úlceras gastrointestinais; Trombocitopenia; Síndrome
de Reye, uma doença rara, porém grave e rapidamente progressiva, caracterizada
por esteatose microvesicular eencefalopatia metabólica. Pode ocorrer em crianças de
qualquer idade com quadro viral (geralmente influenza ou varicela) associada ao uso de
ácido acetilsalicílico. Por esse motivo, está contraindicada em crianças com quadro
viral ou febre.

Resistência ao ácido acetilsalicílico: A resistência ao ácido acetilsalicílico é a


incapacidade do ácido acetilsalicílico reduzir a produção plaquetária do tromboxano A2
e desse modo, a ativação e a agregação das plaquetas. Os graus crescentes de resistência
ao ácido acetilsalicílico podem correlacionar-se independentemente com o aumento do
risco de eventos cardiovasculares. A resistência ao ácido acetilsalicílico pode ser
detectada por testes laboratoriais de produção do tromboxano A2 das plaquetas ou da
função das plaquetas, que dependem da produção plaquetária do tromboxano. As
potenciais causas da resistência ao ácido acetilsalicílico incluem: dose inadequada,
interacções medicamentosas, polimorfismos genéticos da COX-1 e de outros genes
envolvidos na biossíntese do tromboxano, feedback positivo de fontes não plaquetárias
de biossíntese do tromboxano, e aumento do turnover das plaquetas. A resistência ao
ácido acetilsalicílico pode ser superada tratando a causa ou as causas, e ser reduzida
minimizando a produção e a actividade do tromboxano, ou ainda bloqueando outras vias
de activação das plaquetas.

Interações Medicamentosa: O ácido acetilsalicílico pode interagir com outras drogas.


Alguns exemplos: Paracetamol; Álcool; AINEs; Anticonvulsivantes fenitoína e ácido
valproico; Agentes antidiabéticos (insulina, sulfonilureias); Antieméticos,
incluindo anti-histamínicos e fenotiazinas; Corticosteroides ou Corticotropina (ACTH),
uso terapêutico crónico(drugs,lara); Zidovudina; Inibidores da enzima conversora
de angiotensina (ECA); Furosemida; Laxativos, contendo celulose; Metotrexato;
Medicamentos ototóxicos, especialmente Vancomicina; Probenecida ou Sulfinpirazona;
1462

Niacina; Vitamina K.

Deve também ser considerada a possibilidade de efeitos aditivos ou múltiplos que


Página

conduzem a danos na formação de coágulos sanguíneos e/ou que o risco aumentado de

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sangramento podem ocorrer se um salicilato, especialmente ácido acetilsalicílico, for
usado simultaneamente com qualquer medicamento que possua um potencial
significativo para causar hipoprotrombinemia, trombocitopenia, ou ulceração
ou hemorragia gastrointestinal.

Intoxicação (Overdose). Sem essa não existe a intoxicação.

Vias de administração para entrada do farmáco:

Oral. A ingestão de comprimidos de ácido acetilsalicílico é a causa mais frequente de


envenenamento com salicilatos; Nos neonatos e nas crianças outras causas menos
comuns incluem a aplicação de geles nos dentes, transferência placentária e
amamentação. Inalação. Concentração atmosférica máxima permitida de 5 mg/m³.

Cutânea. Parenteral. Outras vias pode ser administração retal que veremos em outro
capítulo desse livro. A exposição ocupacional pode ocorrer por contato dérmico ou
inalação nos lugares onde o ácido acetilsalicílico é produzido ou usado.

Sintomas: Salicismo caracterizado por: zumbido (silvo na audição) e outros distúrbios


auditivos; vómitos; vertigens. Revertível se a dose for reduzida. Hiperpneia: respiração
acelerada. Acidose: o ácido acetilsalicílico é um ácido e altas doses podem
causar alcalose seguida por acidose metabólica, com respiração muito rápida, confusão
mental. Raramente: cardiotoxicidade e intolerância à glicose (diabetes tipo 2); hepatite,
sangramento, eritemas, reacções alérgicas potencialmente graves.

Toxicidade: Em adultos: Toxicidade suave a moderada 150-300 mg/kg; Toxicidade


severa 300-500 mg/kg; Potencialmente letal >500 mg/kg. Em crianças: Numa criança,
a ingestão de 240 mg/kg causará envenenamento moderado a severo, mas as mortes
raramente ocorrem quando menos de 480 mg/kg foram tomados. O envenenamento com
salicilatos em crianças pequenas (<4 anos) é frequentemente mais sério do que em
crianças, uma vez que estas desenvolvem preferencialmente uma acidose metabólica.

Efeitos tóxicos: Ver Nota Complementar NC6, tratamento indicado ainda em fase
de experimentação, e não aprovado pela ANVISA. Cuidados.

Os efeitos tóxicos dos salicilatos são complexos. Os efeitos seguintes parecem ser os
1463

efeitos preliminares principais em overdose por salicilatos: estimulação do centro


respiratório; inibição do ciclo do ácido cítrico (metabolismo dos hidratos de carbono);
estimulação do metabolismo dos lípidos; inibição do metabolismo dos a.a; desacoplar
Página

da fosforilação oxidativa; Alcalose respiratória, acidose metabólica, perda de água e

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electrólitos ocorrem como as consequências secundárias principais da intoxicação com
salicilatos. A toxicidade do sistema nervoso central (zumbido no ouvido incluindo perda
de audição, convulsões e coma), a hipoprotrombinemia e edema pulmonar não-
cardiogénico podem também ocorrer, embora o mecanismo permaneça incerto.

Órgãos alvo: todos os tecidos (cujo o metabolismo celular é afetado), principalmente o


fígado, rins, pulmões e o VIII nervo craniano.

Mecanismo de ação: A atividade dos AINE como antiagregantes plaquetários e sua


capacidade de prolongar o tempo de sangramento devem-se ao efeito inibidor da síntese
de prostaglandinas, mediante a inativação da cicloxigenase – enzima que catalisa a
síntese de prostaglandinas a partir do ácido araquidônico. Consequentemente, produz-
se, nas plaquetas, e da liberação de tromboxano A2, que é um potente vasoconstritor e
estimulador da agregação plaquetária. Diferentemente de outros AINE, o ácido
acetilsalicílico inibe a agregação plaquetária de forma irreversível. Por isso, a
recuperação da hemostasia normal, após a interrupção do tratamento, depende da
produção de novas plaquetas funcionantes (7 a 10 dias). Por outro lado, o efeito
antiagregante de outros AINE é mantido somente enquanto permanecem no plasma.

Fármaco/Toxicodinâmica: Náuseas e vómitos ocorrem em consequência da


estimulação dos receptores da mucosa pela irritação gástrica; e da estimulação dos
receptores acessíveis a partir do líquido cerebrospinal, provavelmente no
quimiorreceptor da medula. Hiperventilação marcada ocorre como consequência do
estímulo directo do centro respiratório. A estimulação indirecta da respiração é causada
pela produção aumentada de CO2 em consequência do desacoplar da fosforilação
oxidativa induzida pelos salicilatos. A alcalose respiratória é consequência da
estimulação directa e indirecta do centro respiratório. Numa tentativa de compensação,
o bicarbonato, acompanhado pelo sódio, potássio e água, é excretado na urina. O que
vai resultar numa desidratação e hipocalcémia mas, mais importante, a perda do
bicarbonato diminui a capacidade tampão do corpo e permite o desenvolvimento de uma
acidose metabólica. O efeito pirético de doses tóxicas de ácido acetilsalicílico é um
resultado directo do desacoplar da fosforilação oxidativa, e a sudação que acontece
posteriormente contribui ainda mais para a desidratação. Doses elevadas de salicilatos
1464

têm efeitos tóxicos adicionais no SNC, consistindo numa estimulação (incluindo


convulsões) seguida de depressão, confusão, vertigem, tremor nas mãos (sinal precoce
Página

de encefalopatia hepática), delírio, psicose, adormecimento e coma. Doses muito

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elevadas de salicilatos têm um efeito depressor na medula e podem causar paralisia
respiratória central, bem como colapso circulatório repentino subsequente à depressão
vasomotora. A perda da capacidade tampão, e os efeitos do ácido acetilsalicílico no
metabolismo dos hidratos de carbono, lípidos e proteínas conduzem ao desenvolvimento
de uma acidose metabólica, ou mais geralmente, a um distúrbio do equilíbrio ácido-
base. A inibição competitiva de desidrogenases dependentes de NAD+ no ciclo do ácido
cítrico conduzirá à acumulação de intermediários ácidos. O ácido acetilsalicílico
aumenta a entrada e a oxidação de ácidos gordos nas células do fígado, conduzindo a
um aumento da cetogénese, e inibirá também a incorporação dos a.a. em proteínas
causando aminoacidémia. Numa situação de acidose, a entrada do ião salicilato nas
células é promovida, e os efeitos metabólicos são exacerbados. Hipo e hiperglicemia
podem ambas ocorrer no envenenamento com ácido acetilsalicílico, a hipoglicemia é
mais provavelmente devida à demanda aumentada de oxidação da glucose nos tecidos
devido ao desacoplar da fosforilação oxidativa. Neuroglicopenia pode ocorrer na
presença de açúcar sanguíneo em concentrações normais. Se as reservas hepáticas de
glicogénio forem adequadas, a produção de catecolaminas estimula a glicogenólise que
conduz à hiperglicemia que pode persistir por diversos dias; concentrações aumentadas
de corticosteroides plasmáticos aumentam provavelmente este efeito. A intoxicação é
frequentemente acompanhada por hipoprotrombinemia devido a uma acção comparável
à da varfarina no ciclo da vitamina K1-epóxido, embora isto raramente cause problemas
clínicos.

Fármaco/Toxicocinética: Absorção - O ácido acetilsalicílico é pouco solúvel no


estômago (meio ácido) e os precipitados podem coalescer formando blocos, retardando
desse modo a absorção por 8-24h. Apesar do pH mais elevado do intestino delgado.
(Ver Nota Complementar NC7), a maior área de superfície permite a absorção do
salicilato, e esta ocorre rapidamente em doses terapêuticas. Entretanto, a absorção após
uma overdose ocorre geralmente mais lentamente, e as concentrações sanguíneas podem
continuar elevadas até 24h após a ingestão. A absorção será ainda mais atrasada se for
ingerida uma preparação entérica revestida. Distribuição - Aproximadamente 50-80%
do salicilato no sangue encontra-se ligado a proteínas, enquanto o restante se mantém
1465

ativo, no estado ionizado; A ligação às proteínas é dose-dependente. A saturação de


locais de ligação conduz a um aumento do salicilato livre e a uma toxicidade
Página

aumentada. O volume de distribuição é 0,1-0,2 L/kg. A acidose aumenta o volume de

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distribuição pelo aumento da penetração nos tecidos. Tempo de semi-vida biológico - O
ácido acetilsalicílico é hidrolisado no estômago (Ver Nota Complementar NC7) e no
sangue a ácido salicílico e a ácido acético; o tempo de semi-vida biológico é
consequentemente apenas 20 minutos. O tempo de semi-vida do salicilato plasmático
em doses terapêuticas é 2-4,5 h, mas em situação de overdose aumenta para 18-36 h.
Metabolismo - Em pequenas doses, aproximadamente 80% do ácido salicílico é
metabolizado no fígado. A conjugação com glicina forma o ácido salicilúrico, e a
conjugação com ácido glucurónico forma salicilacil-glucurónicos e salicilfenil-
glucurónicos. Mas estas vias metabólicas têm uma capacidade limitada. Quantidades
pequenas de ácido salicílico são também hidroxiladas a ácido gentísico. Com grandes
doses de salicilatos, passamos de uma cinética de 1.ª ordem (onde a eliminação é
proporcional à concentração plasmática) para uma cinética de ordem zero. Eliminação -
Os salicilatos são excretados principalmente pelo rim na forma de ácido salicilúrico
(75%), ácido salicílico livre (10%), salicilfenil-glucurónicos (10%), salicilacil-
glucurónicos (5%), e ácido gentísico (< 1%). Quando são ingeridas doses pequenas
(<250 mg no adulto), todas as vias prosseguem pela cinética de primeira ordem, com
um tempo de semi-vida de eliminação de aproximadamente 2-3h. Quando são ingeridas
doses mais elevadas de salicilatos (>4g), o tempo de semi-vida prolonga-se (15-30h)
porque as vias de biotransformação relativas ao ácido salicilúrico e salicilacil-
glucurónicos encontram-se saturadas. A excreção renal do ácido salicílico torna-se mais
importante à medida que as vias metabólicas ficam saturadas, porque esta é
extremamente sensível às mudanças de pH urinário acima de 6. A alcalinização urinária
explora este aspecto particular da eliminação do ácido salicílico.

Usos clínicos - O ácido acetilsalicílico não deve ser usada em crianças (menores de 18)
devido ao pequeno risco de síndrome de Reye, uma doença muitas vezes fatal com
danos cerebrais. No adulto raramente provoca danos permanentes. Enquanto protótipo
dos AINE o ácido acetilsalicílico tem três aplicações básicas: A principal indicação do
ácido acetilsalicílico é o combate as dores, incluindo enxaquecas (dores de cabeça).
O paracetamol é mais eficaz enquanto analgésico. É um eficaz anti-inflamatório. No
entanto os seus efeitos adversos a longo prazo levaram à sua substituição
1466

pelo ibuprofeno(outro AINE) para controle da inflamação crônica. É um antipirético.


(diminui a febre). Em todas estas aplicações, se a doença é crônica e não aguda, é
Página

geralmente preferível utilizar outros anti-inflamatórios não-esteroides com menos

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efeitos secundários a longo prazo. Devido a esse fato e como é de baixo custo e de
venda livre, o ácido acetilsalicílico é principalmente usada para condições pouco graves
que requerem os três efeitos simultaneamente, como as constipações/resfriados e outras
infecções virais de pouca consequência. Prevenção de enfarte do miocárdio em
indivíduos de risco, como idosos. Pequena dose todos os dias. O ácido acetilsalicílico é
a primeira escolha enquanto antiplaquetário. Angina instável e outros estados
de isquémia cardíaca. Previne o crescimento da aterosclerose e a trombose arterial.
Após bypass coronário, previne trombose. Nos dias atuais por vezes usada na febre
reumática, artrite reumatoide e outras condições semelhantes, mas largamente
substituída por outros AINEs como o ibuprofeno*. É também utilizada no tratamento
da dor devido ao câncer, conjugada com opioides. Na diabetes diminui a formação de
placa aterosclerótica. Também utilizada no mal de Alzheimer e enxaquecas.

Efeitos clinicamente úteis: Diminui a febre mas não tem efeito na temperatura normal.
Diminui a resposta inflamatória. Diminui a dor inflamatória de intensidade baixa a
moderada, mas é pouco eficaz na dor forte. É um excelente inibidor da agregação
das plaquetas, o primeiro passo na formação dos trombos arteriais. Combate a formação
detrombos nas artérias e previne tromboses arteriais, frequentes causas de infarto do
miocárdio e AVCs. Há estudos epidemiológicos que sugerem que a longo prazo diminui
a prevalência de cancro do cólon.

Aplicações em estudo: Investigação na área do cancro. Estudos epidemiológicos


sugerem que o ácido acetilsalicílico pode ter um efeito protetor no desenvolvimento de
certos tumores como: cancro da próstata, do cólon, colo-rectal, da mama. A
investigação tem sugerido que a inibição da síntese das prostaglandinas pode prevenir o
aparecimento de cancro da mama. A reação final da síntese de estrogénios depende de
uma enzima do citocromo P450 que é estimulada pela PGE2. Então, a inibição da
produção de prostaglandinas vai diminuir consequentemente a produção de estrogénios.
Dada a importância dos estrogénios no desenvolvimento do cancro da mama, os AINEs
podem ter um papel protetor no desenvolvimento do cancro da mama. Chegou-se à
conclusão que o ácido acetilsalicílico estava associado a uma redução do cancro da
mama em pacientes com tumores relacionados com um excesso de hormonas. Estes
1467

resultados são mais evidentes para mulheres que tomavam 7 ou mais comprimidos de
ácido acetilsalicílico por semana.
Página

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Ácido acetilsalicílico e câncer gástrico: Devido à relação entre inflamação crônica
da mucosa do estômago (gastrite) e câncer, postulou-se que o ácido acetilsalicílico, por
causar dano crônico à mucosa no seu uso prolongado, poderia causar câncer. No
entanto, o mecanismo da lesão (fisiopatogenia) da ácido acetilsalicílico é distinto
da gastrite, não ocorrendo por inflamação. De fato, não só o ácido acetilsalicílico não
aumenta o risco decâncer gástrico, como pela sua atividade anti-inflamatória tende a
reduzir esse risco. Pesquisas publicadas em 2009 pelo British Journal of Cancer,
realizadas com mais de 300 mil pessoas que tomaram ao menos comprimido de ácido
acetilsalicílico nos últimos doze meses à pesquisa, tem 36% menos chance de
desenvolver câncer de estômago.

Ibuprofeno*.

O ibuprofeno é um fármaco do grupo dos anti-inflamatórios não esteróides (AINE)


sendo também analgésico e antipirético, utilizado frequentemente para o alívio
sintomático da dor de cabeça (cefaleia), dor dentária, dor muscular (mialgia), moléstias
da menstruação (dismenorreia), febre e dor pós-cirúrgica. Também é usado para tratar
quadros inflamatórios, como os que apresentam-se em artrites, artrite reumatóide (AR) e
artrite gotosa. O seu nome vem das iniciais do ácido iso-butil-propanóico-fenólico (na
verdade, isobutilfenilpropanóico).

O medicamento foi banido em algumas nações, vejamos:

Lista de produtos banidos e que não conseguiram registro em outros países,


citados no livro: Banned Products - ONU. Eles estão presentes no
mercado brasileiro. Alerta cientifico para fins de pesquisa na Saúde
1468

Pública.
Página

Fator IX Berbulin - É uma fração protéica

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
ImmunoComplexo de natural do sangue
fator IX - Konyne Fator humano, vital para a
IX - Marcos coagulação sanguínea,
Pedrilson Immunine - deficiente nos
Immuno Mononine - hemofílicos . É
Centeon Prothomplex extraido do plasma
T - Immuno sanguíneo de um
número grande de
doadores . É
conhecido desde
1984, que muitos
vírus, inclusive o HIV
podem ser
transmitidos aos
hemofílicos por este
elemento do sangue .
Na Suécia a industria
farmacêutica retirou
este produto do
mercado, devido a
relatos de infeções por
HIV em três pacientes
tratados com o
1469

produto . Autoridades
de muitos países
Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
obrigam as industrias
a realizarem
tratamentos anti-virais
específicos durante o
processo de
industrialização .
Fator VIII Emoclot DI - <> Também utilizado
Cristalia Fator Anti- no tratamento da
hemofílico - hemofilia . Também
Sintofarma Fator VII pode transmitir muitos
Biotest SDH - Marcos vírus e como resultado
Pedrilson Haemate P - disto, autoridades de
Centeon Immunate - muitos países obrigam
Immuno Kryobulin - as industrias a
ImmunoMonoclate P - realizarem
Centeon tratamentos anti-virais
específicos durante o
processo de
industrialização . Na
Alemanha, ocorre a
seleção dos doadores,
monitoramento de
componentes virais,
1470

limitação da
Página

quantidade de

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
doadores e a inclusão
de advertências nas
informações do
produto .
Fenazona Auditol - É um derivado da
Synynelabo Fluxo- pyrazolona,
sedatina - Farmavy quimicamente
relacionada a
aminofenazona .
Muitos países
adotaram ações
restritivas a este
medicamento, porém
um recente estudo
internacional mostrou
que não existem
evidências que
comprovem a
associação deste
medicamento com
agranulocitose ou
anemia aplástica .
Também não
1471

comprova que a
Página

aminofenazona

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
aumente a propensão
a carcinogenicidade .
No entanto, alguns
países não permitem
este produto, como:
Emirados Árabes,
Malásia e uma parte
da Alemanha . Banida
dos Emirados Árabes
.
Fenformina Debei - É uma biguanida com
Eurofarma Diabetal- atividade
Zambon hipoglicêmica oral .
Introduzido em 1957
para o tratamento da
diabetes mellitus . Nos
anos 70, foi
relacionado a acidose
lática, inclusive
resultando em obitos,
e mais tarde foi
comprovado que seus
perigos eram maiores
1472

que seus benefícios .


Página

No Brasil associações

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
contendo fenformina
são proibidas desde
1977 . Existe
evidência que a
metformina possua
menor tendência a
induzir estes efeitos .
Na Alemanha, foi
retirado do mercado,
bem como na França .
Retirado do mercado
na Turquia, Canadá,
Noruega, Nova
Zeilândia, Singapura,
Dinamarca, Finlândia,
Alemanha, França,
Áustria, Suécia, EUA,
Reino Unido e outros
.
Fenilbutazona Algiflan - Teuto É um derivado da
Bras.Butazil - Neo pirazolona com ação
Química Butazolidina - antinflamatória,
NovartisButazona - analgésica e
1473

Boeh Ilgel.Butazonil - antipirética . Foi


Página

Teuto introduzida em 1949

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Brasil.Fenilbutazona - para o tratamento de
Farmédica; disordens reumáticas .
NeoQuímica; Vitapan Posteriormente, seu
Mioflex- Sanofi uso foi relacionada
Winthrop Peralgin - com graves reações
InfabraReumix - adversas, até mesmo
Makros fatais, como anemia
aplástica,
agranulocitoses . De
modo geral as
autoridades
regulatórias nacionais
consideram que
produtos mais novos
são alternativas mais
seguras para a maior
parte dos pacientes,
portanto tem sido
retirado do mercado e
restrito a pacientes
que não respondem a
outras drogas . No
Japão seu uso foi
1474

restrito aos casos de


agudização da
Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
artrite, espondilite
anquilosante e gota
aguda . Os médicos
são avisados a
prescreverem esta
droga somente a
adultos e não por mais
de uma semana . Na
Alemanha seu uso
também não deve
exceder 1 semana em
casos de exacerbações
do reumatismo ou
gota aguda . É contra-
indicado em crianças
menores de 14 anos .
Na Grã Bretanha seu
uso é somente
hospitalar e em casos
de espondilite
anquilosante . Na
Itália seu uso também
não pode ultrapassar o
1475

período de 7 a 10 dias.
Foi banido no Iraque,
Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Jordânia, Chile,
Paraguai, Malásia e
etc . Banida dos
Emirados Árabes .
Fenilefrina Afebrin - Na Grã Bretanha
Legrand Asafen - recusou a extensão da
Sanofi Alagripe C - licença deste produto
Windson Bialerge - para colírios, por
ElofarCloridrato de poder resultar em
fenilefrina e lidocaína - atraso na cura e
S.S.White hiperemia reativa e a
precipitação do
glaucoma de angulo
fechado .
Fenobarbital Edhanol - É um barbitúrico de
SintofarmaFenobarbital - longa
Sanval; Funed; Neovita; duração, controlado
Vital Brazil; pela agenda da
Veafarm Fenocris - conferência de
Cristalia Gardenal - substâncias
Rhodia psicotrópicas de 1971
. Na Suécia seu uso
foi associado a
1476

intoxicações fatais e
Página

abuso, sendo retirado

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
do mercado . A OMS
ainda considera o
produto útil no
tratamento da
Epilepsia .
Fenoftaleína Agarol - Tem sido largamente
Aché Dioctosal - utilizado como
Libbs Elegantin - laxativo, desde que
Brasmédica Esbelt - sua atividade catartica
VirtusFideine - foi descrita em 1902 .
Bergamo Lacto-purga - É eliminado
DM Manólio - lentamente devido a
Brasmédica Obesidex - circulação
Bunker Obesiform - enteropática .
Herald’s Prisoventril - Relacionado a reações
Simões Purgoleite - adversas como
Virtus reações alérgicas na
pele, perda de potássio
e atonia . Na Noruega,
Iem e na Grécia, foi
retirado do mercado .
Fenol Algidente - Começou a ser usado
Sedabel Audi - largamente depois que
1477

Granado Eucalyptene - sua atividade


Página

Millet Timpanol - bactericida foi

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
QIF Um instante adulto - demonstrada em 1867
Farmabraz . É uma substância
corrosiva e a absorção
percutânea pode
produzir sérias
reações tóxicas
sistêmicas . Na
República
Dominicana, as
industrias de todos os
ramos foram
solicitados a retirar
este ingrediente de
seus produtos, já que
foi mostrado que seus
benefícios não
ultrapassam seus
riscos .
Fenoterol Berotec - Boeh de É um agonista beta 2-
Ilgen.Fenozam - adrenoreceptor com
ZambomBromidrato de atividade
Fenoterol - broncodilatadora . Foi
Neovita Femmal - introduzido
1478

FarmasaDuovent - primeiramente em
Página

Boehringer 1971 para o

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
tratamento da asma .
Seu uso está associado
ao aumento da
mortalidade por asma
. Porém, não está claro
que a morte seja
relacionada a
severidade dos
ataques de asma ou ao
tratamento com este
medicamento . Na
Austrália suas
indicações se
restringem ao
tratamento de asma
moderada . Na Nova
Zelândia existem
relatos de aumento de
mortes entre pacientes
com asma grave
usando esta substância
.
Floctofenina Idarac - Hoescht Na Bélgica, devido a
1479

possibilidade da
Página

floctofenina causar

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
choques anafiláticos,
produtos com este
componente só podem
ser obtidos com
prescrição médica .
Glufenin é um
produto semelhante,
foi retirado do
mercado
mundialmente pelo
próprio produtor .
Flunarizina Sibelium - É um agente
JanssenFlunarin - Asta antihistamínico e
MédicaFluvert - vasodilatador . Foi
Medley Vertix - introduzido na
Aché Vertizine - Aché medicina em 1970 . É
usado no tratamento
das desordens
vasculares centrais e
periperais . Sua
efetividade não foi
convincentemente
demonstrada e seu uso
1480

está relacionado a
Página

reações adversas que

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
envolvem o sistema
nervoso central,
incluindo depressão.
Na Espanha só tem
como indicações
aprovadas distúrbios
vestibulares, vertigem,
prevenção de cefaléia
vascular e enjoo
associado ao
movimento .
Flunitrazepam Rohypnol - Roche É um derivado da
benzodiapina com
ação sedativa e
hipnótica .
Introduzido em 1974
para o tratamento da
insonia . É controlado
pela agenda 4 da
Convenção de
Substâncias
Psicotrópicas de 1971
. Mas devido ao
1481

abuso, alguns países


Página

colocaram o produto

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
sob controles mais
rigorosos .
Furazolidona Giarlam - Uci É um derivado do
FarmaFurazolidona - nitrofuran com açao
Teuto; antibacterial e
Funed Enterocoli - antiprotozoal,
Quimio. Br. introduzido na
medicina em 1954 .
Nos anos 70, foi
demonstrado que
possui potencial
carcinogênico em
tratamentos
prolongados em
animais . A segurança
de seu tratamento a
curto prazo em
humanos não foi
estabelecida . Na Itália
é obrigatória a
inscrição na
embalagem do
produto informando
1482

que seu uso deve ser


Página

por curtos períodos de

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
tempo e sob
orientação médica .
Banido da Coréa.
Gangliosídeos Sinaxial - TRB Pharma É um glicolípidio
extraído do cortex
cerebral de bovinos .
Alega melhorar
neuropatias periféricas
de vários tipos,
incluindo pós-
herpéticas, do tabaco
ou álcool, ambliopatia
e paralisias faciais
traumáticas . Seu uso
está associado a
síndrome de Guillan-
Barré e a
polineuropatia mista e
em alguns casos a
paralisia flácida . A
Alemanha suspendeu
a comercialização
desde 1989 .
1483

Griseofulvina Fulcin - Foi isolado de uma


Página

ZenecaSporostatin - penincilina e é

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Schering Pl sistemicamente
administrado em
homens por sua ação
antifúngica . Existem
evidências de que este
medicamento é
carcinogênico e
teratogênico em
animais de laboratório
. Na Grã Bretanha,
devido aos indícios de
carcinogenicidade,
fetotoxicidade e
teratogenicidade em
roedores, seu uso foi
restrito ao tratamento
de infeções
dermatófitas da pele,
do coro cabeludo, dos
cabelos e das unhas
quando a terapia
tópica falhou . Existe
também a
1484

recomendação de não
usar este medicamento
Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
durante a gravidez ou
como tratamento
profilático
Hexaclorofeno Sabolyn - Gujer É um agente
antimicrobial
introduzido na
medicina em 1948 em
preparações líquidas e
em pó .
Subsequentemente foi
utilizado como
antiséptico tópico .
Nos anos 70, estudos
em crianças
demonstraram que
causa encefalopatia
por absorção
transdérmica . Estudos
mais recentes sugerem
também um potencial
teratogênico . No
Japão, foram banidas
as preparações
1485

farmacêuticas, em pó,
Página

desde que edema de

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
cérebro foi observado
em animais . Vários
outros países baniram
esta substância ou
restringiram seu uso .
Hidroquinona Clariderm - Stiefel Foi introduzido em
1965 como um
despigmentador
tópico usado na
hiperpigmentação .
Em altas
concentrações é
corrosivo e na maioria
dos países e restrito à
concentração de 2%
por no máximo 2
meses . Em animais
demonstrou potencial
carcinogênico e
mutagênico . Na
Alemanha seu uso é
proibido para crianças
menores de 12 anos .
1486

Ibuprofeno Actiprofen - Sanofi Este agente anti-


Página

Winthrop Advil - inflamatório não

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
WhitehallArtril - esteróide foi
Farmasa Benotrin - introduzido em 1969 .
SEM Danilon - Depois da passagem
Allergan Doretrin - para venda livre em
Novartis Ibufran- Neo- doses baixas em
Química Ibuprofeno - vários países
Bunker; Teuto; União aumentaram os relatos
Química Motrin - de efeitos adversos
UpJonhParattrin - como: distúrbios
Cazi Aflogen - Uci gastrointestinais,
Farma Algi Danilon - reações de
Allergan Algifin - hipersensibilidade,
SintofarmaFymmal - meningite asséptica e
FarmasaReuplex - danos aos rins . Na
Farmasa Alemanha, o
Escritório Federal de
Saúde, aprovou
Ibuprofeno na forma
tópica, porém
restringiu seu uso a
pacientes que não
tivessem história de
alergia e em crianças
1487

com menos de 6 anos.


Página

Isotretinoína Roacutan - Resulta em maior

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Roche Isotrex - número de
Stiefel anormalidades
fetais quando em uso
Nota: Já foi alvo de
ou após algum tempo
portarias e medidas no
de uso . Nos EUA é
Brasil
permitido somente
para tratamento de
acne cística grave, que
não responda a
tratamento
convencional . Na
Austrália também
possui esta indicação,
sendo que em alguns
estados sua prescrição
só pode ser feita por
apenas alguns
especialistas . Na
Espanha, esta droga só
pode ser usada por
mulheres em idade
fértil quando
acompanhada de um
1488

método contraceptivo
.
Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Levartenerol Xylocaína 2% c/ Este vasoconstritor foi
norepinefrina - Astra utilizado durante anos
para prolongar a
duração de anestesia
local, particularmente
por dentistas . Provoca
sérias reações
cardiovasculares e
cerebrovasculares . Na
Irlanda todas
preparações
anestésicas locais
foram retiradas do
mercado . Na
Venezuela, não foi
aprovada para venda
ou uso.
Lindano Escabin - Esta disponível no
Virtu's Escabron- mercado há mais de
Hebron Lindane - 25 anos e tem sido
RoytonLindano - largamente utilizado
BrasmédicaPilensar - como pesticida . Seu
IMA Piodrex - uso aumenta o número
1489

Bunker Pioletal - de organismos


Página

Delta Pionax - resistentes . Na

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Sanval Plurisan - Holanda não pode ser
Herald's Pruritrat - usado na infestação
Newlab por piolhos por
aumentar o número de
organismos resistentes
. Em países como a
Alemanha, o Egito e
Oman, sua
concentração não
pode ultrapassar 0,3%
. Na Alemanha só se
faz exceção a maiores
concentrações na
fabricação de
shampoos, que pode
conter mais de 1% do
produto, desde que a
exposição a este não
seja maior que 4
minutos .
Linestrenol Exluton - Este progestogeno
Akzo Anacyclin - sintético foi
Novartis introduzido no início
1490

dos anos 60 como um


Página

componente de

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
preparações
contraceptivas orais .
Em 1967, como
resultado de um novo
regulamento requerido
pelo FDA, foi
submetido a um
estudo de toxicidade a
longo prazo . Este
estudo realizado nos
EUA demonstrou que
em cadelas da raça
Beagle aumenta a
incidência de tumores
de mama . Na
Austrália, produtos
com alta dosagem (2,5
mg) foram retirados
do mercado .
Lobelia Sedatux - SEM Xip- Utilizada no
Profarb - tratamento
ProfarbBroncofenil - sintomático da asma.
Zurita Existem preparações
1491

mais eficazes e menos


Página

irritantes que este

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
extrato . Em
Bangladesh seu uso
foi proibido e na Itália
foi retirada do
mercado . Hoje
considera-se
desforável a relação
risco-benefício .
Loperamida Closecs - É um inibidor da
EurofarmaDiarresec - peristase intestinal,
Farmion Diasec- introduzido em 1975
QIF Enterocler - no tratamento da
Herald’sImosec - diarréia aguda e
Janssen CilagObstar - J crônica . O tratamento
&J com este
medicamento foi
associado com casos
de íleo paralítico,
ocasionando 6 mortes
. O programa da OMS
para controle da
diarréia sugere que a
loperamida não seja
1492

usada para controle da


Página

diarréia em crianças

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
com menos de 5 anos .
Na França, este
medicamento não
pode ser administrado
em crianças com
menos de 2 anos de
idade . Na Corea, o
uso de formulações
sólidas deste
medicamento não
deve ser prescrito à
crianças menores de 7
anos e os xaropes à
crianças menores de 2
anos . Banida no
Líbano .
L-Triptófano Apetil - Este aminoácido
Bunker Cobalpex - essencial precursor da
Ducto Desenvoltin - serotonina, foi
UsmedOrganoneuro intorduzido na
Optico - Gross Pelo DEF medicina em 1963
não se sabe se todos são para o tratamento da
L-Triptófano, está depressão a desordens
1493

escrito apenas do sono . No entanto,


Página

“triptofano” . nunca foi

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demonstrado
convincentemente sua
efetividade . Também
é largamente utilizado
em suplementos
alimentares,
preparações para
nutrição parenteral e
preparações dietéticas
para crianças com
fenilcetonúria . Em
1989, relatórios dos
EUA demonstraram
uma associação entre
o consumo de L-
Triptófano e a
síndrome de
eosinofilia-mialgia,
caracterizada por uma
severa eosinofilia
acompanhada de
intensa dor muscular,
inchaço dos braços e
1494

pernas, erupções na
pele e febre . No
Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Japão, como resultado
de uma sindrome de
eosinofilia-mialgia
epidêmica relatada
nos EUA, todos
produtos com L-
Triptofano foram
retirados do mercado .
Nos EUA a
autorização para
venda livre de
suplementos
nutricionais contendo
esta substância foi
cassada.
Para analise e reflexão técnica cientifica:

http://www.ema.europa.eu/docs/pt_PT/document_library/EPAR_-
_Summary_for_the_public/human/000549/WC500039048.pdf

A Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários (AEMPS) publicou em


sua página na internet , no dia 22 de outubro de 2012, conclusões sobre a revisão de
estudos de segurança cardiovascular dos antinflamatórios não-esteroidais tradicionais
(AINE-t), realizada pela União Europeia (UE) no ano de 2006 (1,2). As informações
analisadas nesta revisão procedem de metanálise de ensaios clínicos (5,6) e estudos
observacionais (7-9), assim como diversos estudos observacionais recentemente
1495

publicados e do projeto de investigação independente Safety ou Non-Steroidal Anti-


Inflammatory Drugs (SOS) (10). Os AINE-t incluídos nesses estudos são
Página

fundamentalmente os mais utilizados: diclofenaco, ibuprofeno e naproxeno.

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Ibuprofeno - É o único dos três AINEs citados nesse informativo que está presente na
Rename-2012(11). Ibuprofeno é derivado do ácido propiônico, com propriedades anti-
inflamatória, analgésica e antipirética. Causa menos efeitos adversos que outros anti-
inflamatórios não-esteroides (AINE), mas sua atividade anti-inflamatória é mais fraca
(12). As principais indicações do ibuprofeno são: dor branda a moderada (incluindo
cefaleia e dismenorreia); febre e inflamações musculoesqueléticas (12).
Existem certas inconsistências entre estudos no que diz respeito ao risco de ictus. De
forma global, os resultados dos estudos observacionais mostram que o ibuprofeno está
associado a um ligeiro aumento do risco cardiovascular quando se compara com o
naproxeno, sendo esse risco inferior ao observado com o diclofenaco e os coxibes.
Ainda que os dados possuam certas limitações, mostram novamente que a
administração de doses diárias de ibuprofeno de 1.200 mg/dia ou inferiores, parecem
mais seguras do que o uso de doses superiores (9,10).

Naproxeno - Os resultados são consistentes com as conclusões estabelecidas em 2006.


Recentes metanálises de ensaios clínicos mostram um menor risco que os AINEs
inibidores da COX-2 (coxibes)(5) e um risco similar aos pacientes que receberam
placebo (6). Ainda que os resultados de metanálises de estudos observacionais mostrem
um ligeiro aumento do risco, naproxeno seria o AINE-t com menor risco de efeito
cardiovascular do tipo aterotrombótico (9). Esses resultados se confirmam em estudos
individuais. Por outro lado, deve-se levar em conta que em estudos epidemiológicos,
naproxeno está relacionado com maior risco gastrointestinal que o diclofenaco e o
ibuprofeno.

Diclofenaco - Além das propriedades antinflamatórias, exibe também propriedades


analgésicas e antipiréticas(13). Diclofenaco sódico e potássico são utilizados por seus
efeitos anti-inflamatórios e analgésicos, no tratamento sintomático da artrite reumatoide
crônica e aguda, osteoartrite, espondilite anquilosante e outras condições inflamatórias.
Diclofenaco sódico é utilizado por via oral, mas também pode ser administrado por via
retal, parenteral (intramuscular) e tópica. Porém, as formas farmacêuticas para
administração por via retal e parenteral não estão disponíveis para comercialização nos
1496

Estados Unidos. Estudos recentes sobre o diclofenaco apontam para um maior risco
cardiovascular quando comparado a outros AINE-t e similar ao observado com os
coxibes. Metanálises de ensaios clínicos indicam um risco similar ao obtido para os
Página

coxibes como grupo (5) ou para o eterocoxibe (6). Os estudos de metanálises

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
observacionais mostram um risco superior para o diclofenaco quando comparado ao
celecoxibe e outros AINE-t (7-9). Estes resultados são observados também em estudos
epidemiológicos individuais. No que tange o efeito da dose de diclofenaco sobre o risco
cardiovascular, a informação, ainda que limitada, parece indicar que o risco
cardiovascular aumenta com doses superiores a 100mg/dia. Por outro lado, deve-se
levar em conta que, ainda que o perfil de risco cardiovascular possa ser mais
desfavorável para o diclofenaco quando comparado com o naproxeno ou ibuprofeno, o
aumento do risco observado é moderado. Para outros AINE-t, os dados disponíveis
procedentes de estudos recentes continuam sendo insuficientes para concluir sobre o
risco aterotrombótico, assim não pode ser excluído o aumento do risco associado ao seu
uso.

Conclusões da Revisão:
A evidência científica procedente dos estudos recentes confirmam as conclusões
estabelecidas em 2006, as quais indicam um ligeiro aumento do risco cardiovascular do
tipo aterotrombótico para AINE-t, em particular quando se utilizam doses elevadas,
durante períodos de tempo prolongados. No que tange o ibuprofeno e o naproxeno, os
dados recentemente publicados estão de acordo com a informação proporcionada em
sua ficha técnica. Já para o diclofenaco, o Comitê de Avaliação de Riscos de
Farmacovigilância Europeu (Pharmacovigilance Risk Assessment Committee-PRAC)
deverá avaliar a informação disponível sobre este medicamento, procedente de dados
publicados e não publicados, com o objetivo de avaliar se são necessárias medidas
reguladoras ou de prevenção de riscos adicionais, aos já estabelecidos atualmente.
Recomendações da AEMPS:
O balanço risco/benefício dos AINEs continua sendo positivo, sempre e
quando sejam utilizados, de acordo com as condições de uso
autorizadas. Para os AINEs devem-se utilizar as mínimas doses
eficazes e durante o menor tempo possível para controlar sintomas, de
acordo com o objetivo terapêutico estabelecido. A prescrição e seleção
de um AINE deve ser realizada baseando-se nos perfis globais de
1497

segurança de cada um dos medicamentos, de acordo com as


informações proporcionadas em suas fichas técnicas (disponíveis em
Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
www.aemps.gob.es), e em função dos fatores de risco cardiovascular e
gastrointestinal de cada paciente.

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31. Alertas – Medicamentos Humanos:
http://www.aemps.gob.es/informa/rss/manual/rss_alertas_MUH.
xml
32. http://www.aemps.gob.es/informa/listasDistribucion/home.htm
33. http://www.aemps.gob.es/informa/circulares/home.htm
34. http://www.aemps.gob.es/informa/notasPrensa/home.htm

Temas como Aspirina. Acetanilida. Fenacetina. Morfina. Paracetamol. Piramida.


Tramadol. Antitérmico. Agranulocitose. Agranulocitopenia. Ausência de leucócitos
granulosos. Veremos veremos no Volume V, Tomo III, Farmacologia

Clínica: Farmacocinética e Farmacodinâmica de autoria do Professor


César Venâncio.
1501
Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Lista de remédios perigosos.

Terminologia importante para


compreender conceitos: Um dos obstáculos encontrados no estudo e prevenção de
erros de medicação é a falta de padronização e a multiplicidade da terminologia
utilizada para classificá-los. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Council of
Europe propuseram uma classificação internacional dos termos usados em segurança do
paciente, de forma a promover a harmonização destas definições. Entretanto, ainda é
observada a pluralidade de conceitos e definições. Transcrevemos abaixo o link em que
o leitor poderá acessar os artigos publicados pela OMS e Council of Europe,
disponível para pesquisa:

OMS – Conceptual Framework for the International Classification for Patient Safety.

http://www.ismp-brasil.org/faq/artigos/OMS_TAXONOMIA_icps_full_report.pdf

Council of Europe – Committee of Experts on Managem ent of Safety and Quality

in Health Care (SP-SQS) Expert Group on Safe Medication Practices Glossary of


terms related to patient and medication safety.
1502

http://www.ismp-brasil.org/faq/artigos/seguridadpaciente.pdf
Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Eventos adversos relacionados a medicamentos: São considerados como qualquer
dano ou injúria causado ao paciente pela intervenção médica relacionada aos
medicamentos. A American Society of Health-System Pharmacists define-os como
qualquer injúria ou dano, advindo de medicamentos, provocados pelo uso ou falta do
uso quando necessário6. A presença do dano é, portanto, condição necessária para a
caracterização do evento adverso. Outra definição utilizada em alguns estudos é:
Qualquer dano provocado por iatrogenia relacionada a medicamento. Estão incluídos
neste conceito os erros de medicação e as reações adversas.

Reação adversa a medicamento: Resposta nociva a uma droga, não intencional, que
ocorre nas doses usuais para profilaxia, terapêutica, tratamento ou para modificação de
função fisiológica (WORLD HEALTH ORGANIZATION 4). Uma dos problemas em
relação a este conceito de 1972, é que não havia como classificar as reações ou sintomas
provocados por erros na utilização do medicamento, sendo um deles a utilização de
doses não usuais para o homem. Várias outras definições foram publicadas no sentido
de diferenciar a reação adversa e o erro de medicação, sendo uma delas, descrita a
seguir: Qualquer resposta nociva ou indesejada ao medicamento, que ocorre na dose
normalmente usada para profilaxia, diagnóstico ou tratamento ou tratamento de doença,
ou para modificação de função fisiológica, mas não devido a um erro de medicação.

Erro de medicação: Qualquer evento evitável que, de fato ou potencialmente, pode


levar ao uso inadequado de medicamento. Esse conceito implica que o uso inadequado
pode ou não lesar o paciente, e não importa se o medicamento se encontra sob o
controle de profissionais de saúde, do paciente ou do consumidor. O erro pode estar
relacionado à prática profissional, produtos usados na área de saúde, procedimentos,
problemas de comunicação, incluindo prescrição, rótulos, embalagens, nomes,
preparação, dispensação, distribuição, administração, educação, monitoramento e uso de
medicamentos.

Diferenças entre erros de medicação e reações adversas: Os eventos adversos


preveníveis e potenciais relacionados a medicamentos são produzidos por erros de
1503

medicação, e a possibilidade de prevenção é uma das diferenças marcantes entre as


reações adversas e os erros de medicação. A reação adversa a medicamento é
considerada como um evento inevitável, ainda que se conheça a sua possibilidade de
Página

ocorrência, e os erros de medicação são, por definição, preveníveis.

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Erro de prescrição: Erro de prescrição com significado clínico é definido como um
erro de decisão ou de redação, não intencional, que pode reduzir a probabilidade do
tratamento ser efetivo ou aumentar o risco de lesão no paciente, quando comparado com
as praticas clínicas estabelecidas e aceitas.

Erro de dispensação: São apresentadas três definições. Entretanto, é preciso ressaltar


que estas definições não abordam a possibilidade da prescrição médica estar errada e o
atendimento de uma prescrição incorreta é também um erro de dispensação. - Definido
como a discrepância entre a ordem escrita na prescrição médica e o atendimento dessa
ordem - São erros cometidos por funcionários da farmácia (farmacêuticos, inclusive)
quando realizam a dispensação de medicamentos para as unidades de internação. - Erro
de dispensação é definido como o desvio de uma prescrição médica escrita ou oral,
incluindo modificações escritas feitas pelo farmacêutico após contato com o prescritor
ou cumprindo normas ou protocolos preestabelecidos. E ainda considerado erro de
dispensação qualquer desvio do que é estabelecido pelos órgãos regulatórios ou normas
que afetam a dispensação.

Erro de administração: São apresentadas duas definições sendo que a primeira


considera que tudo que for desvio da prescrição médica é considerado erro de
administração. Este conceito considera que a prescrição está sempre correta quanto à
administração de medicamentos, o que não ocorre na prática. A segunda definição já
prevê a possibilidade do medicamento ser administrado na técnica correta e pode estar
diferente da prescrição médica, sendo uma definição mais prática e realista. É
considerado erro de administração a ocorrência de um desvio entre o que está prescrito e
o que foi administrado. Qualquer desvio na preparo e administração de medicamentos
mediante prescrição médica, não observância das recomendações ou guias do hospital
ou das instruções técnicas do fabricante do produto. Considera ainda que não houve erro
se o medicamento foi administrado de forma correta mesmo se a técnica utilizada
contrarie a prescrição médica ou os procedimentos do hospital.
1504
Página

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MEDICAMENTOS POTENCIALMENTE PERIGOSOS.

Como já posicionado e reafirmam-se os medicamentos potencialmente perigosos são


aqueles que possuem risco aumentado de provocar danos significativos aos pacientes
em decorrência de falha no processo de utilização. Os erros que ocorrem com esses
medicamentos podem não ser os mais freqüentes, porém suas conseqüências tendem a
ser mais graves, podendo ocasionar lesões permanentes ou à morte(Cohen MR, Smetzer
JL, Tuohy NR, Kilo CM. High-alert medications: safeguarding against errors. En:
Cohen MR, editor. Medication Errors. 2nd ed. Washington (DC): American
Pharmaceutical Association; 2007. p. 317- 411).

No Brasil existe uma organização cuja sigla é ISMP entre outras organizações dedicadas
à segurança do paciente em várias partes do mundo que recomendam que os
profissionais de saúde que trabalham com estes medicamentos conheçam seus riscos e
que os hospitais implantem práticas para minimizar a ocorrência de erros com os
mesmos(Instituto para el Uso Seguro de los Medicamentos. Recomendaciones para la
prevención de errores de medicación. ISMP-España Boletín nº 35 (Octubre 2012):
Salamanca. Disponível em: http://www.ismp-espana.org/ficheros/Boletin%2035-
%20Octubre%202012.pdf).

Na defesa social as organizações comentadas definem pontos de estratégias que


sugerem e podem incluir padronização das prescrições, do armazenamento, da
dispensação, do preparo e da administração desses produtos, melhorias no acesso às
informações sobre estes fármacos, limitação ao acesso, uso de rótulos auxiliares e
1508

alertas automatizados e adoção de checagem independente (duplo check) manual ou


automatizada, quando necessário ou indicado. É importante ressaltar que a dupla
checagem manual ou independente pode não ser adequada para todos os medicamentos
Página

da lista(Institute for Safe Medication Practices. ISMP´s list of high-alert medications.


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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Huntingdon Valley (PA): ISMP; 2012. Disponível em:
http://www.ismp.org/Tools/highalertmedications.pdf).

O ISMP apresenta em seu sitio na internet uma lista de medicamentos sugerindo que
são potencialmente perigosos para hospitais. A lista atualizada apresenta pela egrégia
associação acadêmica apresentou em sua última edição poucas modificações, como
pode ser observado na versão brasileira apresentada, está dividida em classes
terapêuticas e medicamentos específicos, sendo a maioria deles usados exclusivamente
em âmbito hospitalar. Foram acrescentados os inibidores diretos de trombina, dentro da
classe terapêutica de agentes antitrombóticos, e a dexmedetomidina, agonista
adrenérgico seletivo alfa-2, no grupo de sedativos intravenosos de ação
moderada. A vasopressina e a prometazina injetáveis foram incluídas na lista de
medicamentos específicos. Para enfatizar que todas as insulinas são consideradas
medicamentos potencialmente perigosos, elas agora fazem parte da lista de classe
terapêutica e não mais da lista de medicamentos específicos. Sejam
administradas por via intravenosa ou subcutânea, sejam
acondicionadas em qualquer tipo de embalagem (frasco-ampolas, canetas) ou qualquer
outro tipo de dispositivos para administração.

LISTA DE MEDICAMENTOS POTENCIALMENTE PERIGOSOS.

Medicamentos Potencialmente Perigosos em Hospitais.

Classes Terapêuticas.

1. Agonistas adrenérgicos intravenosos (ex.


epinefrina, fenilefrina, norepinefrina);
2. Anestésicos gerais, inalatórios e intravenosos (ex.
propofol, cetamina);
3. Antagonistas adrenérgicos intravenosos (ex.
propranolol, metroprolol, labetalol);
1509

4. Antiarrítmicos intravenosos (ex. lidocaína,


amiodarona)
5. Antitrombóticos;
Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
6. Anticoagulantes (ex. heparina, varfarina, heparinas
não fracionadas e de baixo peso molecular (ex.
enoxaparina, dalteparina, nadroparina);
7. Inibidor do Fator Xa (ex. fondaparinux,
rivaroxabana);
8. Inibidores diretos da trombina (ex. dabigatrana,
lepirudina);
9. Trombolíticos (ex. alteplase, tenecteplase);
10. Inibidores da glicoproteína llb/llla (ex. eptifibatide,
tirofibana);
11. Bloqueadores neuromusculares (ex. suxametônio,
rocurônio, pancurônio, vecurônio);
12. Contrastes radiológicos intravenosos;
13. Hipoglicemiantes orais;
14. Inotrópicos intravenosos (ex. milrinona)
15. Insulina subcutânea e intravenosa (em todas as
formas de administração);
16. Medicamentos administrados por via
epidural ou intratecal;
17. Medicamentos na forma lipossomal (ex.
anfotericina B lipossomal) e Convencionais (ex.
anfotericina B deoxicolato);
18. Analgésicos opióides intravenosos, transdérmicos,
e de uso oral (incluindo líquidos concentrados e
formulações de liberação imediata ou prolongada);
19. Quimioterápicos de uso parenteral e oral;
20. Sedativos de uso oral de ação moderada, para
crianças (ex. hidrato de cloral);
21. Sedativos intravenosos de ação moderada (ex.
dexmedetomidina, midazolam);
1510

22. Soluções cardioplégicas;


23. Soluções de diálise peritoneal e hemodiálise
Página

24. Soluções de nutrição parenteral.

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Medicamentos Específicos.

1. Água estéril para inalação e irrigação em


embalagens de 100mL ou volume superior;
2. Cloreto de potássio concentrado injetável;
3. Cloreto de sódio hipertônico injetável
(concentração maior que 0,9%);
4. Epoprostenol intravenoso;
5. Fosfato de potássio injetável;
6. Glicose hipertônica (concentração maior ou igual a
20%);
7. Metotrexato de uso oral (uso não oncológico);
8. Nitroprussiato de sódio injetável;
9. Oxitocina intravenosa;
10. Prometazina intravenosa;
11. Sulfato de magnésio injetável;
12. Tintura de ópio;
13. Vasopressina injetável.

RECOMENDAÇÕES PARA PREVENÇÃO DE ERROS DE MEDICAÇÃO COM OS


MEDICAMENTOS POTENCIALMENTE PERIGOSOS

a) Estabelecer e divulgar a lista dos medicamentos


potencialmente perigosos na instituição de saúde.

b) Padronizar a prescrição, dispensação, preparação,


administração e armazenamento.

c) Utilizar etiquetas auxiliares com cores ou sinais de


1511

alerta diferenciados nas embalagens.

d) Implantar práticas de dupla checagem na


Página

dispensação no preparo e administração.

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e) Limitar o número de apresentações e concentrações
disponíveis, particularmente de anticoagulantes,
opiáceos e insulinas.

f) Retirar das enfermarias e ambulatórios soluções


concentradas de eletrólitos, particularmente cloreto de
potássio injetável.

g) Estabelecer e divulgar as doses máximas desses


medicamentos.

h) Fornecer e melhorar o acesso à informação sobre


estes medicamentos.

i) Utilizar indicadores para gerenciamento dos erros de


medicação.

j) Incorporar alertas de segurança nos sistemas


informatizados de prescrição e dispensação.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA.

Conseqüências dos erros de medicação em unidades de terapia intensiva e semi-


intensiva - Maria Cecília Toffoletto, Kátia Grillo Padilha; Erros de administração de
antimicrobianos identificados em estudo multicêntrico brasileiro - Tatiane Cristina
Marques, Adriano Max Moreira Reis, Ana Elisa Bauer de Camargo Silva, Fernanda
Raphael Escobar Gimenes, Simone Perufo Opitz, Thalyta Cardoso Alux Teixeira,
Rhanna Emanuela Fontenele Lima, Silvia Helena De Bortoli Cassiani; Erros de
dispensação de medicamentos em farmácia hospitalar - ANACLETO, Tânia Azevedo,
PERINI, Edson, ROSA, Mário Borges e CESAR, Cibele Comini; Erros de dispensação
de medicamentos em um hospital público pediátrico - Lindemberg Assunção Costa,
Cleidenete Valli, Angra Pimentel Alvarenga; Erros de medicação e sistemas de
1512

dispensação de medicamentos em farmácia hospitalar - Tânia Azevedo Anacleto, Edson


Perini, Mário Borges Rosa e Cibele Comini Cesar; Erros de medicação: tipos, fatores
Página

causais e providências tomadas em quatro hospitais brasileiros

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Adriana Inocenti Miasso, Cris Renata Grou, Silvia Helena De Bortoli Cassiani, Ana
Elisa Bauer de Camargo Silva, Flávio Trevisan Fakih; Erros de prescrição em hospitais
brasileiros: um estudo exploratório multicêntrico - Adriana Inocenti Miasso, Regina
Célia de Oliveira, Ana Elisa Bauer de Camargo Silva, Divaldo Pereira de Lyra Junior,
Fernanda Raphael Escobar Gimenes, Flávio Trevisan Fakih, Sílvia Helena De Bortoli
Cassiani; Erros na prescrição hospitalar de medicamentos potencialmente perigosos -
Mário Borges Rosa, Edson Perini, Tânia Azevedo Anacleto, Hessem Miranda Neiva,
Tânia Bogutchi; Estratégias para prevenção de erros na medicação no setor de
emergência - Regina Célia de Oliveira, Ana Elisa Bauer de Camargo, Sílvia Helena De
Bortoli Cassiani; Eventos adversos com medicação em Serviços de Emergência:
condutas profissionais e sentimentos vivenciados por enfermeiros - Audry Elizabeth dos
Santos, Kátia Grillo Padilha; O processo de preparo e administração de medicamentos:
identificação de problemas para propor melhorias e prevenir erros de medicação -
Adriana Inocenti Miasso, Ana Elisa Bauer de Camargo Silva, Silvia Helena de Bortoli
Cassiani, Cris Renata Grou, Regina Célia de Oliveira, Flávio Trevisan Fakih; O sistema
de medicação nos hospitais e sua avaliação por um grupo de profissionais - Silvia
Helena De Bortoli Cassiani, Thalyta Cardoso Alux Teixeira, Simone Perufo Opitz,
Josilene Cristina Linhares; Perceptions about medication errors: analysis of answers by
the nursing team – Elena Bohomol, Lais Helena Ramos; Problemas na comunicação:
uma possível causa de erros de medicação - Ana Elisa Bauer de Camargo Silva, Silvia
Helena de Bertoli Cassiani, Adriana Inocenti Miasso, Simone Perufo Opitz;
Terminologia de incidentes com medicamentos no contexto hospitalar
Maria de Almeida Rocha Rissato, Nicolina Silvana Romano-Lieber, Renato Rocha
Lieber. TESES E DISSERTAÇÕES - Análise de risco do processo de
administração de medicamentos por via intravenosa em pacientes de um hospital
universitário de Goiás - Ana Elisa Bauer de Camargo Silva; Desenvolvimento de
um modelo de construção e aplicação de um conjunto de indicadores de
desempenho na Farmácia Hospitalar com foco na comparabilidade - Sonia Lucena
Cipriano; Determinação do perfil dos erros de prescrição de medicamentos em um
Hospital Universitário - Eugenie Desirèe Rabelo Néri; Proposta de um conjunto de
1513

indicadores para utilização na Farmácia Hospitalar com foco na Acreditação


Hospitalar - Sonia Lucena Cipriano; Sistema de medicação: análise dos erros nos
processos de preparo e administração de medicamentos em um hospital de ensino -
Página

Simone Perufo Opitz.

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Bibliografia para referência mundial.

1. Agencia de Calidad. Ministerio de Sanidad y Consumo. Seguridad


del Paciente.
http://www.msc.es/seguridaddelpaciente.es
2. Agencia de Medicamentos y Productos Sanitarios. Ministerio de
Sanidad y Consumo.
http://www.agemed.es
3. Agency for Healthcare Research and Quality.
http://www.ahrq.gov
4. American Hospital Association.
http://www.aha.org
5. American Society of Health-System Pharmacists.
http://www.ashp.org
6. Anesthesia Patient Safety Foundation.
http://www.apsf.org
7. Anvisa
http://www.anvisa.gov.br
8. Australian Commission on Safety and Quality in Healthcare.
http://www.safetyandquality.gov.au
9. Australian Patient Safety Foundation.
http://www.apsf.net.au
10. California Institute for Health Systems Performance.
http://www.cihsp.org
1514

11. Canadian Patient Safety Institute.


http://www.patientsafetyinstitute.ca
Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
12. Centro de Investigación para Seguridad Clínica. Fundación
Donabedian.
http://www.fadq.org
13. Conselho Federal de Farmácia
http://www.cff.org.br
14. Consórcio Brasileiro de Acreditação.
http://www.cbacred.org.br
15. Danish Society for Patient Safety.
http://www.patientsikkerhed.dk
16. European Medicines Agency.
http://www.emea.europa.eu
17. Food and Drug Administration MedWatch.
http://www.fda.gov/medwatch/
18. Food and drug administration.
http://www.fda.gov
19. Institute for Healthcare Improvement.
http://www.ihi.org
20. Institute for Safe Medication Practices Canadá.
http://www.ismp-canada.org
21. Instituto para el Uso Seguro de los Medicamentos Espanha.
http://www.ismp-espana.org
22. Instiute for Safe Medication Practices EUA.
http://www.ismp.org
23. Masshusetts Coalition for the Prevention of Medical Errors.
http://www.macoalition.org/
24. Med-E.R.R.S.
1515

http://www.med-errs.com
25. NSW Therapeutic Advisory Group.
Página

http://www.ciap.health.nsw.gov.au/nswtag/

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
26. National Center for Patient Safety. Department of Veterans Affairs.
http://www.patientsafety.gov/
27. National Coordinating Council for Medication Error Reporting and
Prevention.
http://www.nccmerp.org
28. National Patient Safety Agency.
http://www.npsa.nhs.uk
29. National Quality Forum.
http://www.qualityforum.org
30. Proyecto IDEA.
http://www.dsp.umh.es/proyectos/idea/
31. Proyecto SIMPATIE. Unión Europea.
http://www.simpatie.org/Main
32. Sociedad Española de Farmacia Hospitalaria.
http://www.sefh.es
33. Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (SBRAFH)
http://www.sbrafh.org.br
34. The International Medication Safety Network.
http://www.intmedsafe.net
35. The Joint Commission International.
http://www.jointcommissioninternational.org
36. The Joint Commission.
http://www.jcaho.org
37. The Josie King Foundation.
http://www.josieking.org
38. The National Patient Safety Foundation.
1516

http://www.npsf.org
39. World Health Organization.
Página

http://www.who.int/patientsafety/en

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Mais informações - Medicamentos. Combinações perigosas.

As marcas mais vendidas são CORTICÓIDES E ANTIINFLAMATÓRIOS.

Na mesma linha já comentada pesquisas afirmam que a principal causa de intoxicação


entre os brasileiros é o mau uso de medicamentos na linha benzodiazepínicos,
antigripais, antidepressivos e antiinflamatórios que são mal empregados, segundo,
demonstra um levantamento do Sistema Nacional de Informações
Toxicofarmacológicas. Muitos medicamentos se tornam ineficazes ou perigosos quando
associados a outros. Mas mesmo alimentos e fitoterápicos podem interagir de maneira
nociva com medicamentos. A automedicação é um mau hábito cultivado por 60% dos
brasileiros. "Para complicar, há uma desatenção generalizada por parte dos médicos
com os problemas causados por certas combinações", na interpretação do toxicologista
Gilberto De Nucci. Além das informações já lançadas nesse livro acrescemos outras
associações mais freqüentes e arriscadas:

Combinação:

CORTICÓIDES E ANTIINFLAMATÓRIOS.

Nomes comerciais: os corticóides Meticorten e Decadron


e os anti-inflamatórios não esteróides Spidufen, Cataflam,
Voltaren e Feldene.

Efeitos: dores de estômago e maior risco de sangramento


e formação de úlceras.

Recomendações: especialmente quando o tratamento com


corticoide dura mais de cinco dias, não se devem
combinar os dois medicamentos.
1517

Combinação: ANTIÁCIDOS E ANTIBIÓTICOS.


Página

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Nomes comerciais: Aldrox, Pepsamar e Mylanta Plus e
antibióticos em geral.

Efeitos: os antiácidos mais comuns diminuem a taxa de


absorção do antibiótico. Até 70% do seu princípio ativo
deixa de ser aproveitado.

Recomendações: é um erro tomar um antiácido para


combater a dor de estômago que o antibiótico possa
provocar. É preciso esperar pelo menos uma hora depois
da ingestão do antibiótico para tomar o antiácido SE
PRESCRITO POR MÉDICO QUE O ACOMPANHA.

Combinação: MEDICAMENTOS PARA EMAGRECER


E ANTIDEPRESSIVOS.

Nomes comerciais: os antidepressivos cujo princípio ativo


é a fluoxetina, Daforin, Deprax, Fluxene e Prozac, e os
medicamentos à base de sibutramina Reductil, Plenty e
Vazy.

Efeitos: a fluoxetina inibe enzimas que metabolizam a


sibutramina, potencializando seus efeitos colaterais.
Ocorrem aumento da pressão arterial e taquicardia.

Recomendações: os dois medicamentos só devem ser


tomados juntos com acompanhamento médico rigoroso.
Dependendo do metabolismo de cada pessoa, até as doses
pequenas podem interagir de forma perigosa.

Combinação:

INIBIDORES DE APETITE E Ansiolíticos.


1518

Nomes comerciais: os anorexígenos Inibex, Desobesi-M,


Dualid e Hipofagin e os benzodiazepínicos Valium, Lorax
Página

e Lexotan.
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Efeitos: o paciente pode ter irritabilidade, confusão
mental, alteração de batimentos cardíacos e tontura. Em
casos graves, a combinação pode desencadear psicoses e
esquizofrenia.

Recomendações: a associação não deve ser feita em


nenhuma hipótese. Só é cogitada pelos médicos em casos
extremos de obesidade mórbida.

Automedicação para perder peso.

Uma nota real envolvendo uma pessoa com capacidade intelectual acima da média se
automedicou e apresenta sua versão: AUTOMEDICAÇÃO PARA EMAGRECER. A
professora de inglês F.S, 32 anos, misturou, por conta própria, um antidepressivo com
um remédio para emagrecer. "Foram quatro horas de terror. Minha pressão subiu muito
e senti rigidez nos músculos"

MEDICAMENTOS E ALIMENTOS: Interação medicamentosa.

Combinação:

BRONCODILATADORES E GORDURA.

Nomes comerciais: Euphyllin e Bamifix.

Efeitos: o princípio ativo dos broncodilatadores,


ao ser absorvido no intestino, compete com a
digestão da gordura dos alimentos – um dificulta
a absorção do outro. Em menor quantidade, o
remédio perde o efeito esperado e as crises
respiratórias voltam muito antes do previsto.
1519

Recomendações: não se devem fazer refeições


ricas em gordura duas horas antes nem duas
Página

horas depois de tomar o medicamento. É o tempo


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mínimo para que ele passe pelo intestino e caia
na corrente sanguínea em quantidade suficiente.

Combinação: ANTIBIÓTICOS DO GRUPO


QUINOLONA E LATICÍNIOS.

Nomes comerciais: Floxacin, Cipro, Trovan e


Tavanic.

Efeitos: o leite e seus derivados neutralizam a


atividade do antibiótico.

Recomendações: o alimento e o remédio não


devem ser ingeridos juntos. Depois de consumir
um laticínio, deve-se esperar cerca de três horas,
tempo da digestão, antes de tomar um antibiótico.
Os alimentos também só podem ser consumidos
duas horas depois da ingestão do medicamento.

MEDICAMENTOS E BEBIDAS.

Combinação: ANTIPARASITÁRIOS E ÁLCOOL.

Nomes comerciais: Flagyl, Periodontil, Pletil e


Facyl.

Efeitos: a associação causa dores de cabeça,


taquicardia, náuseas e sudorese. Em casos
extremos, pode desencadear convulsões.
1520

Recomendações: os tratamentos contra parasitas


são curtos – duram, em média, até três dias –,
Página

mas a interação pode acontecer mesmo com doses


SÉRIE FARMACOLOGIA APLICADA - Volume V - TOMO II - Anatomia e Fisiologia
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moderadas de álcool. Depois do tratamento, é
preciso esperar 24 horas até que o medicamento
seja eliminado do organismo.

Combinação: PARACETAMOL E ÁLCOOL

Nomes comerciais: Tylenol, Acetofen e Dôrico.

Efeitos: o álcool e o paracetamol, presente em


analgésicos, são metabolizados no fígado e, em
combinação, produzem um resultado altamente
tóxico. Utilizada com freqüência, a mistura pode
lesionar o fígado. O uso concomitante e
recorrente das duas substâncias pode ser fatal

Recomendações: não existe idéia mais


equivocada do que tomar um comprimido de
paracetamol para curar a dor de cabeça de uma
ressaca. É recomendável esperar, no mínimo, seis
horas para ingerir qualquer bebida alcoólica
depois do analgésico.

Combinação: ANSIOLÍTICOS E CAFEÍNA


(presente, sobretudo em café e nos chás verde,
preto e branco).

Nomes comerciais: Valium, Lorax e Lexotan.

Efeitos: dependendo das doses de remédio e de


1521

cafeína ingeridas, os efeitos do ansiolítico são


anulados. Em geral, o nível de stress do paciente
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aumenta ao perceber que o medicamento não faz
efeito.

Recomendações: deve-se esperar entre oito e doze


horas para ingerir cafeína, mesmo em doses
pequenas.

Combinação: ANSIOLÍTICOS E ÁLCOOL.

Nomes comerciais: Valium, Lorax e Lexotan.

Efeitos: um potencializa a ação do outro se


administrados conjuntamente. Há diminuição da
freqüência da respiração e pode ocorrer até
mesmo parada respiratória.

Recomendações: é preciso esperar doze horas até


que o princípio ativo do tranqüilizante tenha
deixado o organismo para consumir bebidas
alcoólicas. Ou aguardar doze horas depois de
ingerir álcool para tomar o medicamento.

MEDICAMENTOS E FITOTERÁPICOS.

Combinação: ANSIOLÍTICOS E VALERIANA.

Nomes comerciais: Valium, Lorax e Lexotan.

Efeitos: a valeriana, indicada como um ansiolítico natural


pode potencializar a ação de outros medicamentos de
efeito calmante semelhante. Entre os perigos, letargia e
1522

queda de pressão arterial.


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Recomendações: na falta de informações conclusivas
sobre os riscos, o melhor a fazer é evitar a associação.

Combinação: GINKGO BILOBA E ÁCIDO


ACETILSALICÍLICO.

Nome comercial: Aspirina.

Efeitos: no organismo, as ações anticoagulantes das


substâncias se somam, aumentando o risco de
sangramentos internos.

Recomendações: só é seguro tomar ginkgo biloba depois


de no mínimo dez dias do uso de Aspirina.

Ginkgo biloba.

A palavra ginkgo tem origem chinesa (ginkyo: 銀杏), que significa damasco

prateado. A palavra biloba vem do formato bilobado das folhas.

http://www.youtube.com/watch?v=QLCa6xAfWRg
1523

Engelbert Kaempfer (Nasceu em Lemgo, 16 de setembro de 1651 — Faleceu em


Lemgo, 2 de novembro de 1716) foi um médico e viajante alemão. Lemgo, principado
Página

de Lippe, na Vestfália, onde seu pai era pastor. Estudou em Hamelin, Lüneburg,
Hamburgo, Lübeck e Danzig (Gdansk) , e após obter o doutorado (Ph.D.) em Cracóvia,
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Professor César Augusto Venâncio da Silva
passou quatro anos em Königsberg na Prússia, estudando medicina e história
natural(Kaempf. é a abreviatura padrão usada para indicar Engelbert

Kaempfer como autoridade na descrição e classificação científica de


géneros e espécies botânicas. Referência: Engelbert-Kaempfer-
Bibliography - part 1: 1673-1899; Old map of Japan by Kaempfer, The
Hague 1727 e Engelbert Kaempfer info from the Hauck Botanical online
exhibit).

V. Vídeo - http://www.youtube.com/watch?v=kYs66PKdyK8

Foi identificada pelo médico alemão Engelbert Kaempfer, segundo historiadores


aproximadamente nos anos de 1690. Porém entrou no interesse das pesquisas após
a Segunda Guerra Mundial, quando observou-se que a planta tinha sobrevivido à estado
de radiação atômica por conta da bomba nuclear lançada na cidade de em Hiroshima, e
que foi brotando naturalmente na cidade devastada pelo lançamento nuclear atomístico.
Suas folhas têm indicada para uso no processo de detenção ou erradicação ou
simplesmente combate aos radicais livres e como auxiliar da oxigenação cerebral
prevenindo a isquemia cerebral. Um detalhe importante é que essas árvores perdem
todas as folhas no inverno e atingem uma altura de 20–35 m (alguns espécimes, na
China, chegam a atingir os 50 m). Foram durante muito tempo consideradas extintas no
meio natural, mas posteriormente verificou-se que duas pequenas zonas na província de
Zheijian (China) albergavam exemplares da espécie.

Uma árvore antiga... As descobertas fósseis mostram que o


Ginkgo prevaleceu sob climas úmidos e moderadamente quentes desde a era Mesozóica.
1524
Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Adiantoides Ginkgo Naturalis.

Árvores de gingko na Bélgica.

Ginkgo biloba - MHNT.

Hoje a planta existe em praticamente todos os continentes e no Brasil há exemplares


produzidos de sementes. Nomes populares: nogueira-do-Japão, árvore-avenca, ou

simplesmente ginkgo. Estudo farmacológicos sugere que Ginkgo seja


um nootrópico(Nota Complementar – NC1) e é usado
principalmente como intensificador de memória, de atenção e
contra vertigem.
O maior e mais longo teste clínico independente, conduzido pelo Periódico da
1525

Associação Médica Americana para avaliar o "Ginkgo biloba", publicou o resultado em


2008 de que o suplemento não reduz a incidência de demência de quaisquer causas ou
de Alzheimer em adultos, de 75 anos ou mais, que tinham cognição normal ou mínimo
Página

déficit cognitivo, quando administrado duas vezes por dia em doses de 120 mg do

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
extrato de "G. biloba"(2008 – Pesquisa: "Ginkgo biloba for Prevention of Dementia".
The Journal of the American Medical Association 300 (19): 2253–2262.
DOI:10.1001/jama.2008.683. PMID 19017911; Rabin, Roni Caryn (November 18,
2008). Ginkgo biloba Ineffective Against Dementia, Researchers Find. The New York
Times. Página visitada em 12 October 2009). Noticia-se que um teste similar, publicado
em 2010 pelo Periódico Internacional de Psiquiatria Geriátrica, concluiu que a mesma
formulação de extrato do "G. biloba" (EGb761), quando administrada como uma única
dose de 240 mg diariamente, se mostrou significativamente superior ao placebo no
tratamento de pacientes com demência com sintomas neuropsiquiátricos(Ihl R,
Bachinskaya N, Korczyn AD, Vakhapova V, Tribanek M, Hoerr R, Napryeyenko O.
(2010). "Efficacy and safety of a once-daily formulation of Ginkgo biloba extract EGb
761 in dementia with neuropsychiatric features: a randomized controlled trial". Int J
Geriatr Psychiatry: n/a. DOI:10.1002/gps.2662. PMID 21140383). Segundo vários
estudos, prinicpalmente na Europa o Ginkgo pode melhorar significativamente a
atenção em indivíduos saudáveis, sem comprometimento neuropsiquiátrico(2005 -
"Differential cognitive effects of Ginkgo biloba after acute and chronic treatment in
healthy young volunteers". Psychopharmacology 179 (2): 437–46.
DOI:10.1007/s00213-005-2206-6. PMID 15739076; BBC News: Herbal remedies
"boost brain power"). Em um desses estudos, o efeito foi quase imediato e chegou ao
seu pico em 2 horas e meia depois da administração(2000 - "The dose-dependent
cognitive effects of acute administration of Ginkgo biloba to healthy young volunteers".
Psychopharmacology 151 (4): 416–23. DOI:10.1007/s002130000501. PMID
11026748). Os estudos pré-clínicos e clínicos do medicamento em questão foi
submetido em 2007 a uma análise sistemática de forma criteriosa e os dados sobre os
testes com o Ginkgo, usando a literatura disponível até 2007, em qualquer uma das
nações apontou falhas metodológicas em vários estudos. Observa-se que, enquanto
alguns estudos mostraram resultados positivos agudos com doses particulares, estes
resultados não foram reproduzidos ou foram diretamente contraditos por outros estudos.
Afirma que a evidência disponível de estudos de longo-prazo é altamente negativa, que
apenas um de 5 estudos agudos mostra resultados positivos e apenas um de 6 estudos de
1526

longo-prazo mostrou algum resultado positivo significante(2007 - "Ginkgo biloba is not


a smart drug: an updated systematic review of randomised clinical trials testing the
nootropic effects of G. biloba extracts in healthy people". Human Psychopharmacology:
Página

Clinical and Experimental 22 (5): 265–278. DOI:110.1002/hup.843. PMID 17480002).

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Um estudo sugere que o efeito do Ginkgo sobre a cognição pode ser atribuído ao seu
efeito inibitório na recaptação da noradrenalina(A Noradrenalina, também chamada de
Noraepinefrina, é uma das monoaminas - também conhecidas como catecolaminas que
mais influenciam o humor, ansiedade, sono e alimentação junto com a Serotonina,
Dopamina e Adrenalina - 2009 - "Ginkgo biloba extract (EGb761®) influences
monoaminergic neurotransmission via inhibition of NE uptake, but not MAO activity
after chronic treatment". Pharmacological Research 60 (1): 68–73.
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6612)Assim, por conta dos estudos anunciados e referenciados uma análise mais
recente, de 2012, da literatura disponível, não deu razão para mudar as conclusões
antigas. Afirma que não há evidência convincente de que ginkgo seja

efetivo para déficit cognitivo ou demência, derrame isquêmico


agudo, claudicação intermitente ou zumbido. Ainda há falta de evidência
conclusiva do efeito sobre a degeneração macular em idosos. O extrato da folha do
Ginkgo parece ser seguro de usar, sem excesso de efeitos colaterais em comparação
com o placebo. Pode causar efeitos colaterais mínimos como irritação

estomacal, dor de cabeça, tontura, constipação e reações dermatológicas


alérgicas. Ainda há preocupação de que o extrato da folha possa aumentar o
risco de sangramento e de que possa interagir com anticoagulantes. Como
precaução geral, recomenda-se abster-se do ginkgo por pelo menos duas semanas antes
de cirurgias.

Estudo Indica Ginkgo biloba não reduz o risco de câncer.

Uma nova análise de dados da Avaliação Ginkgo da Memória estudo (GEM) sugere que
o suplemento dietético de ervas Ginkgo biloba não reduz o risco de a maioria dos tipos
de câncer em adultos mais velhos. Pesquisas anteriores sugeriram ginkgo pode ter
propriedades anticâncer, e este estudo investigou essa possibilidade no maior estudo
1527

randomizado, controlado por placebo de ginkgo à data. Os resultados foram publicados


na revista Farmacoepidemiologia and Drug Safety. O estudo pai, apoiado em parte por
Página

NCCAM, envolveu 3.069 participantes, pelo menos 75 anos que foram designados

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aleatoriamente para tomar 120 mg de um produto cuidadosamente preparado a base de
ginkgo padronizado ou um placebo duas vezes ao dia durante 6 anos. Usando a
internação e os registros de descarga, os pesquisadores observaram 310 internações por
câncer entre os participantes-148 no grupo placebo e 162 no grupo ginkgo. A taxa de
câncer em geral foi semelhante entre os dois grupos, no entanto, em comparação com o
grupo placebo, de mama e câncer de cólon foram aumentadas entre os participantes que
receberam ginkgo, enquanto o câncer de próstata foi reduzido. Embora estes resultados
foram estatisticamente significativos, os pesquisadores notaram que deve ser levado em
conta o pequeno número de estudos de casos de câncer ao interpretar suas descobertas
para ginkgo e tipos específicos de câncer. Além disso, os cientistas também apontam
que a sua investigação não descarta a possibilidade de que o uso de ginkgo começando
em uma idade mais jovem, ou com um período de seguimento mais longo pode diminuir
a ocorrência de câncer. Resultados preliminares do estudo GEM mostrou que ginkgo
não teve nenhum efeito sobre a demência e que não impediu um ataque cardíaco,
acidente vascular cerebral ou morte, mas pode reduzir o risco de desenvolvimento de
doença arterial periférica(Biggs ML, Sorkin aC, Nahin RL, et al. Ginkgo biloba eo risco
de câncer: análise secundária de Avaliação Ginkgo da Memória (GEM) de Estudo.
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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Nota Complementar – NC1

Nootrópico (Expressão do grego νους nous, mente, τρέπειν trepein, direcionar ou virar)
é usada para representar uma classe de compostos que supostamente aumentam o
desempenho cognitivo no ser humano. A indicação dos nootrópicos aumenta o fluxo de
sangue ao cérebro, o que fornece mais oxigênio a este, aumenta o consumo de glucose
ou é estimulante do sistema nervoso central. Existem várias substâncias vulgarmente
chamadas de nootrópicos, sendo que estas podem ser normalmente divididas nas
seguintes categorias:

Ácido valpróico, estiripentol, clobazam e midazolam são exemplos de


anticonvulsivantes.

Vitaminas e minerais; Aminoácidos e compostos orgânicos; Drogas (farmacêuticas


ou recreativas) Colinérgicas; Adrenérgicos, Dopaminérgicos e outros estimulantes;
Antidepressivos; Antiepilépticos; Neuropeptídios; Ervas Recreativa (Têm esse
nome porque o seu consumo está associado à busca do prazer farmacológico. São na
maioria dos países de consumo proibido e associado à produção e distribuição (tráfico)
ilegal. Funcionam muitas vezes de uma forma parecida com as drogas farmacêuticas,
mas normalmente com mais efeitos secundários e outros perigos inerentes à sua
utilização, como a possível dependência de algumas delas se o uso não for devidamente
controlado. O grupo dos enteógenos(Nota Complementar – NC2), que possuem esse
1548

último nome por sua freqüente associação ao uso religioso nas culturas ditas primitivas,
onde se inclui o LSD, já foram considerados potenciais
expansores da mente ou consciência, contudo por mecanismos distintos da atuação
Página

estimulante ainda não completamente conhecidos Referência Bibliográfica. Schmidt,


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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Michael A. GORDURAS INTELIGENTES, Como as gorduras e os óleos afetam as
inteligências mental, física e emocional. SP, Roca, 2000 em pdf. Jan. 2013; Dean,
Ward; Morgenthaler, John; Fowkes, Steven. SMART DRUGS 2, THE NEXT
GENERATION).

Vitaminas e minerais.

Servem de cofatores em muitas das reações no nosso organismo que podem levar a um
maior poder de processamento cerebral e proteção do corpo com ação antioxidante. Sua
importância nos processos cognitivos foi descoberta nos estudos dos sintomas
neurológicos das doenças carências, especialmente a niacina de cuja carência decorre a
síndrome dos três Ds (dermatite, diarréia, demência) ou Pelagra.

Vitaminas B:

B3 ou Niacina.

B5 ou Ácido pantotênico.

B6 ou Piridoxina.

B12 ou Cobalamina.

Vitamina C.

Vitamina A.

Vitamina E.

Vitamina D.

Cromo.

Lítio.

Magnésio.
1549

Fósforo.
Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
A deficiência mental, déficit neuropsicomotor relacionado à deficiência protéico
calórica na infância ainda persiste em algumas populações nos países e regiões
subdesenvolvidas economicamente. Ambas as formas clínicas da desnutrição, o
Marasmo e o Kwashiorkor quando não matam os recém-nascidos e infantes
por diarréia e pneumonia deixam severas seqüelas no sistema nervoso, especialmente
quando associadas às outras formas de maltratos e ausência das necessárias condições
de estimulação e afeto de que necessitam os seres humanos para o seu desenvolvimento
saudável.

Aminoácidos e compostos orgânicos.

Glutamina. Tirosina. Acetil-L-Carnitina. Inositol. DMAE Dimethylethanolamine.


Creatina. Coenzima Q10. Colina. Lecitina.

Medicamentos e Drogas (produzidos nas indústrias farmacêuticas, Drogas


recreativas).

Nesta classe inserem-se todas aquelas substâncias que só por si supostamente causam
mudanças no cérebro humano de modo a aumentar as capacidades cognitivas. Nem
todas as substâncias aqui descritas causam alguma mudança e nenhuma delas deve ser
tomada sem supervisão e recomendação de um profissional de saúde.

Colinérgicas: Citicolina; Colina; DMAE; Centrofenoxina; Derivados da pirrolidona:


Piracetam, Oxiracetam, Aniracetam, Pramiracetam, Nefiracetam, Derivados do fungo
da cravagem: Hidergina, Nicergolina, Bromocriptina; Inibidores de acetilcolinesterase:
Donepezil, Galantamina, Tacrina, Nicotina.

Adrenérgicos, Dopaminérgicos e outros estimulantes: Aumentam a eficácia do


sistema nervoso e a capacidade cognitiva. Exemplos: Cafeína, Efedrina, Modafinil,
Adrafinil, Bupropiona, Adderall® (sais derivados de anfetamina fabricados por
Catalytica Pharmaceuticals Inc.), Metilfenidato; Inibidores Seletivos da Reutilização De
Noradrenalina: Atomoxetina.

Antidepressivos: A depressão afeta negativamente a capacidade cognitiva. Exemplos:


1550

Inibidores da Reutilização de Serotonina: Fluoxetina, Serotonérgica: 5-http Tripofano.

Antiepilépticos. Exemplos: Phentoyin, Neuropeptídios, Semax (Utilizado e disponível


Página

principalmente em países da ex-União Soviética). Outros: Carphedon (derivado do

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piracetam); Vasopressina; Idebenona; Piritinol; Vinpocetina; Vincamina; Selegilina
(inibidor de MAO-B); Pirissudanol; Sulbutiamina.

Ervas Medicinal: São todas as plantas que contêm uma ou mais substâncias que
causam o suposto aumento das capacidades cognitivas. Exemplos já citado nesse
livro, com as observações vinculadas: Ginkgo Biloba; Gotu Kola (centelha
asiática); Café; Cacau; Erva-mate; Camelia Sinensis (chá branco, chá verde, chá
preto); Noz-de-cola; Alecrim; Bacopa monnieri; Withania Somnifera; Ginseng;
Guaraná.

Recreativas – Exemplos: MDMA (principal constituinte do ecstasy);


Metanfetamina (speed); Cocaína; LSD; Nesse livro essa relação é parcial, pois
existem muitas mais substâncias que podem ser consideradas nootrópicos e que são
descobertas pelas pesquisas farmacêuticas modernas. ALERTA: Nunca tomar uma
substância só porque se encontra nesta lista, visto que muitas delas podem ter efeitos
ADVERSOS do esperado se utilizados sem a devida orientação profissional
especializada, e seus efeitos variam conforme a cada indivíduo.

Os nootrópicos continuam a evoluir e recentemente começou a ser investigado um novo


grupo de compostos denominados Ampakinas que parecem ter muito poucos efeitos
secundários e um efeito duradouro mesmo após deixarem o organismo. Tais substâncias
muitas vezes não são de todo indicadas a pessoas saudáveis por causa dos seus efeitos
secundários, e muitas outras simplesmente não funcionam da maneira que muitos
herbalistas, supostos mestres em nutrição, e empresas farmacêuticas querem fazer
parecer, ou não causam nenhum efeito além de placebo. O uso destas substâncias deve
ser sempre que possível recomendado e supervisionado por um médico e com recurso a
uma extensiva pesquisa pessoal sobre a eficácia e os riscos inerentes à substância em
questão. O termo é normalmente aplicado a várias ervas, suplementos nutricionais e
medicamentos (normalmente usados em demência de Alzheimer e outras doenças
neuro-degenerativas e/ou associadas com o envelhecimento e redução de capacidades
cognitivas) que alegadamente afetam a capacidade cerebral humana em termos de
memória, eficácia e rapidez de raciocínio. O grupo que mais consome este tipo de
1551

compostos, principalmente os medicamentos, são os idosos com doenças degenerativas


como doença de Parkinson e doença de Alzheimer, e pessoas de várias idades com
doenças que afetam as suas capacidades cognitivas negativamente. Cada vez mais,
Página

também aparece um novo grupo de pessoas saudáveis que querem aumentar a sua

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
eficácia de modo a serem mais produtivos e bem sucedidos no trabalho, ou que
simplesmente querem tirar o máximo partido do seu cérebro, assim como trans-
humanistas e pessoas com ideologias relacionadas que o fazem na tentativa de irem
além das capacidades do ser humano. Estudos sugerem o seu uso em pesquisa para fins
de tentativas com as deficiências mentais, especialmente graças ao resultado promissor
dos estimulantes e do ácido gama-aminobutírico (Gammar da Nikkho) nas síndromes do
déficit de atenção, seja com sintomas de ausências ou hiperatividade.

1552
Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Nota Complementar – NC2.

Enteógeno também denominado enteogénico é o estado xamânico ou


de êxtase induzida pela ingestão de substâncias alteradoras da consciência. É
um neologismo que vem do inglês: entheogen ou entheogenic, tendo sido proposto
em 1973 por investigadores, dentre os quais se podem citar Gordon Wasson (1898-
1986). A palavra enteógeno, que significa literalmente "manifestação interior do
divino", deriva de uma palavra grega obsoleta, da mesma raiz da palavra "entusiasmo",
que refere à comunhão religiosa sob efeito de substâncias visionárias ou à ataques de
profecia, e paixão erótica. Entretanto este termo foi proposto como uma forma elegante
de nomear estas substâncias, sem tachar pejorativamente costumes de outras culturas
como a Medicina indígena. O uso de plantas, ou fungos, para alteração da consciência e
percepção é uma realidade mundial e milenar. Até mesmo animais usam plantas com
atividade psicotrópica, como é o caso de javalis e primatas que cavam para conseguir as
raízes do poderoso eboka. Esses seres, são considerados pelos usuários, como seres
divinos e professores espirituais. Entre as plantas, alguns dos enteógenos mais
conhecidos: Ayahuasca, Jurema, Cânabis, Yopo, Peiote, Ololiuqui. Entre os
fungos, Psilocybe, Amanita. Chamamos sua atenção para que incluam nessa relação
plantas com substâncias que possuem efeitos farmacológicos distintos. A Cannabis -
Cannabis sativa, por exemplo, com suas múltiplas formas de preparação Bangue -
Bhang, Haxixe, etc. se enquadra nessa categoria por seu uso étnico - religioso -
medicinal em algumas culturas da Índia, da Jamaica e de algumas tribos africanas, mas
é considerada por alguns como um sedativo euforizante, ou seja, um psicotrópico com
efeito depressor no sistema nervoso com propriedades diferenciadas deste grupo
dos tranqüilizantes, análogas talvez às que explicam as diferenças entre dois elementos
ativos extraídos do ópio, a Heroína e Morfina(Referência Bibliográfica: Schmidt,
Michael A. GORDURAS INTELIGENTES, Como as gorduras e os óleos afetam as
inteligências mental, física e emocional. SP, Roca, 2000 em pdf Jan. 2011; Dean, Ward;
Morgenthaler, John; Fowkes, Steven. SMART DRUGS 2, THE NEXT
GENERATIONJan 2011; Lidsky, Theodore I; Schneider, Jay Brain candy: boost your
brain power with vitamins, supplements, drugs, Google Books Dez 2013; VARGAS,
1553

EDUARDO. V. Fármacos e outros objetos sócio-técnicos: notas para uma genealogia


das drogas, in: LABATE, BEATRIZ C....(et al.) (orgs.) Drogas e cultura: novas
Página

perspectivas. Salvador, EDUFBA, 2008; SANTOS, RAFAEL G. DOS; Aspectos

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
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1554
Página

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
Nota Complementar – NC3.

Nomeclatura para fins didáticos:

Principio Ativo(PA) Existência na Natureza(EM) Efeitos(Efs)

Citação das principais substâncias que alteram a consciência, são nootrópicas e


enteógenas. Outras substâncias não listadas nesta Nota Complementar podem ser
encontradas em trabalhos cientificos, comop exemplo: Alexander Shulgin, no
trabalho Shulgin Index, que relaciona diversas substâncias catalogadas como
detentora de efeito enteógeno.

Lista das principais substâncias alteradoras da consciência e enteógenos.

Ocorrências na
Princípio ativo Efeitos
natureza

Causa uma ampliação da


percepção o que faz com que a
pessoa veja nitidamente a sua
imaginação (o que provoca as
visões, que são como um sonho
acordado e consciente
consciente e outras
percepções da realidade, estando
sempre consciente do que
acontece).

Em contexto religioso, tais


fenômenos são atribuídos
DMT Chacrona (Psychotri
Psychotri à clarividência,
clarividência, projeção da
a viridis
viridis),, Jurema-
Jurema consciência ou contatos
Preta ((Mimosa
Mimosa espirituais. Em outras
hostilis)) experiências, dependendo da
formulação de cada grupo e
1555

tolerância particular, o estado


alterado se dá através de visões
Página

interiores próximas do estado

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Professor César Augusto Venâncio da Silva
meditativo, onde o usuário
consegue distinguir as
"mirações" pessoais d
da
"realidade exterior".

Sensações de lugares e presenças


familiares, sentimento de revisão
de vida, alteração no
tempo/espaço, visões de lugares
impossíveis, sentimento de
presença divina, inexplicável
volta ao mundo real com um
Salvinorin A
Salvia divinorum sentimento de segredo.

O principal alcaloide ocorrente


no cacto Peiote (Lophophora
(Lophophora
williansii).
williansii). Os usuários
geralmente experimentam
alucinações visuais e radicais
estados alterados de consciência,
tanto podendo acompanhar
sensações de prazer e iluminação
Mescalina Peiote,, São Pedro
quanto, ocasionalmente,
(Wachuma
Wachuma), Tocha
sentimentos de ansiedade,
Peruana
perseguição e outros efeitos
adversos (a chamada bad trip).
trip

Após a ingestão da substância


(através
ravés do "chá" do cogumelo,
do cogumelo desidratado e moído,
ou in natura,
natura, por exemplo) o
indivíduo leva tipicamente cerca
1556

Psilocybe de 15 a 45 minutos para começar


Psilocibina semilanceata
semilanceata,Psilocy
Psilocy a sentir os efeitos. Os efeitos
Página

be cubensis variam de pessoa para pessoa e

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também dependem do tipo de
cogumelo ingerido.
ingerido. A princípio
pode-se
se ter uma impressão de leve
tontura e até mesmo um certo
desconforto gástrico (que pode
ocasionar vômito). Muitas vezes
tem-se
se sensações agradáveis que
incluem empatia com as outras
pessoas e com o universo. Em um
segundo momento é possível
perceber alterações nas
percepções visuais e noção de
espaço. Por volta da 2º hora
costuma se alcançar o topo da
costuma-se
"viagem". Neste ponto,
dependendo da quantidade
ingerida, pode-se
pode se estar em um
estado totalmente desconexo da
realidade. Alucinações
intermitentes em todos os sentidos
provocando sinestesia e
desprendimento do ego são
comuns. O ponto alto da
"viagem" pode ser extremamente
agradável e, segundo alguns
usuários, de um aprendizado
considerável.

Os efeitos do muscimol são


substancialmente diferentes dos
dapsilocibina
psilocibina,, ao passo que estes
1557

químicos afetam diferentes partes


do cérebro. O muscimol tem
Muscimol
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Amanita muscaria
mostrado não produzir

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alucinações "estruturadas" em
muitos casos, e os efeitos são
frequentemente comparados com
um estado de sonhos lúcidos.

Originária do Gabão, na África,


utilizada há milênios em rituais
pelas religiões Bwiti e Fang. Em
baixas dosagens, a ibogaína tem
um efeito estimulante leve. Em
doses altas, efeitos temporários
incluem alucinações, com visões
de cenas da infância, e ataxia
(incapacidade de coordenar os
movimentos musculares, por
Ibogaine
provável ação cerebelar). Os
efeitos clínicos mais estudados
indicam que a Ibogaína mostra
Tabernanthe iboga
um grande potencial no
tratamento da dependência de
drogas, principalmente opiáceos,
mas também cocaína e crack.

A Bufotenina é o ingrediente
ativo primário das sementes das
árvores de Anadenanthera
Anadenanthe
colubrina e Anadenanthera
peregrina (variedades de Cebil ou
"angicos"). O pó insuflável
Sementes chamado de Vilca ou Yopo (ou
Bufotenina (5-OH
OH-DMT) deAnadenanthera
Anadenanthera Cohoba), são feitos destas
colubrina sementes. Para potencializar este
1558

rapé, muitos xamãs comumente


adicionam uma forma natural de
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hidróxido de cálcio
cálcio (ou óxido de
cálcio) e um pouco de água ao pó.
Este processo com o hidróxido de
cálcio causa a conversão da
bufotenina presente nas sementes
em Cálcio Bufotenato (um
derivado lipossolúvel da
bufotenina com efeitos
alucinogênicos ainda mais fortes
que os da bufotenina em sua
forma natural). Uma dose típica
do rapé contém acima de 100mg
de bufotenina (na forma de sal de
Cálcio).

O Bufo alvarius ou Sapo-do


Sapo do-Rio-
Colorado, também conhecido
como o Sapo-do-Deserto
Sapo Deserto-de-
Sonora, é um sapo
psicoativo achado no sudoeste
dos Estados Unidos e no norte
do México.
México A Pele e o Veneno do
Bufo alvarius contém
conté 5-MeO
MeO-
DMT e Bufotoxina.
Bufotoxina
Bufotoxina (5-MeO
MeO-DMT)) O início dos efeitos ocorrem
Bufo alvarius
segundos após fumar/injetar, ou
minutos depois de cheirar. A
experiência é, às vezes descrita,
como similar a uma experiência
de quase-morte.
quase
1559
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THC é o princípio ativo primário
de várias espécies de cannabis,
cannabis
preparados psicoativos de
cannabis possuem outros
canabinóides (estruturas
semelhantes na função) presentes
e participam no efeito da droga.
Cannabis tem uma longa história
de uso ritual. Na Índia foi usado
pelos monges indus por séculos e,
atualmente, o
Tetraidrocanabinol (THC))
Cannabis sativa movimento rastafariadotou.
rastafari
Alguns historiadores e
etimologistas dizem que a
cannabis foi usada como um
sacramento religioso
por judeus,
judeus cristãos
os emuçulmanos
muçulmanos
da ordem sufista.

Conhecida também por LSA ou


LA-111,
111, os efeitos tem sido
comparados com o do LSD-25,
LSD 25, no
entanto, significativamente menos
potentes. A experiência é
atualmente reportada como
psicodélica, dependendo da
dosagem. Alguns distúrbios óticos
Ipomoea tricolor
tricolor,
de olhos
hos abertos e conjuntos de
sementes de Argyreia
cores com os olhos fechados
nervosa,, de Rivea
ocorrem, além da
Ergina corymbosa
amplificação/intensificação dos
1560

sentidos; noção de tempo e espaço


podem ser profundamente
Página

alteradas. Contudo, as alterações

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mais notáveis induzidas são
cognitivas e subjetivas, a nível de
expansão da consciência.

Os efeitos ao se beber Kava, em


ordem de sensação, são: leve
paralisia da língua e lábios,
causados pela contração dos
vasos sanguíneos nessas áreas
(não é comum mas pode ocorrer
palidez dos lábios e da pele em
volta), fala rápida e
comportamento eufórico, efeitos
ansiolíticos ("Calmantes"),
Kavalactones
Kava sensação de "bem-estar",
"bem estar",
pensamentos limpos e
relaxamento muscular. O sono é
geralmente repousante e há
períodos pronunciados de
sonolência correlacionado à
quantidade de Kava consumida.
consumida.

Estudos recentes mostraram que


a Nymphaea caerulea (Blue
Water lily ou Lírio Aquático Azul)
possui efeitos psicodélicos, e que
fora usada para sacramento
religioso no Antigo Egito e
também por certas culturas
antigas da América do Sul e
Aporphine África. Dosagens de 5 a 10

Nymphaea caerulea gramas de flores produzem


1561

estimulação leve, um aumento no


processo de pensamento, e
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sensação de alegria. Doses
maiores, geralmente acima de 30g
podem incluir indução a estados
meditativos/contemplativos,
visuais leves paradisíacos de
olhos fechados e embriaguez
psicodélica leve. A Nymphaea
caerulea muitas vezes é
confundida com a Nelumbo
nucifera (Lotus Sagrada), que
contém o alcaloide nuciferina
(não presente na Nymphaea) que
possui propriedades sedativas e
relaxante-musculares. Apesar dos
estudos apontarem para a
Aporfina (Aporphine) como sendo
um dos ingredientes mais
importantes da Nymphaea, ainda
não foi identificado o alcaloide
responsável pelos efeitos mais
psicodélicos.

Os efeitos alucinógenos incluem


visões e sensações que eram tidas
como formas de comunicação
com os deuses. Curandeiros e
adivinhos buscavam inspiração
Escopolamina
nessas visões. Ritos de iniciação,
bem como de passagem de
Datura
condições de crianças para
adultos, envolviam o uso de
1562

preparados dessas plantas.


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Em baixas doses, a Noz-moscada
Noz moscada
(Myristica fragrans) não produz
nenhuma resposta fisiológica ou
neurológica notável. Doses
grandes acima de 60g (~12
colheres de chá) são perigosos e
podem induzir a convulsões,
palpitações, náusea, eventual
desidratação e dores

C11 H12O3 generalizadas no corpo. Em


Myristica fragans quantias de 10-40g
10 40g (~4-8
(~4 8 colheres
de chá) é um moderado a
alucinógeno médio, produzindo
distorção visuais e uma euforia
moderada. Myristica fragrans
contém "myristicina",
"myristicina", um
fraco IMAO.
IMAO
Lista de drogas sintéticas consideradas enteógenos[
enteógenos[editar | editar código-fonte]
código

Nomenclat Estrutura
R3 R4 Estrutur Estrutura
ura 3d Nomenclatura
a 2D 3D

2C-C
C H Cl 3C-E
E

3C-P
P

2C-D
D H CH3
2C-B
B-FLY
1563
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2C-E
E H CH2CH3 5-MeO
MeO-DMT

5-MeO
MeO-MiPT
CH
2C-G
G CH3
3

5-MeO
MeO-DPT

2C-II H I
2,5-Dimethoxy
Dimethoxy--4-
methylamphetamin
e

2C-N
N H NO2
2,5-Dimethoxy
Dimethoxy--4-
bromoamphetamin
e
2C-P
P H CH2CH2CH3

4-Chloro
Chloro-2,5-

2C-T
T H SCH3 dimethoxyampheta
mine

2C-T
T-2 H SCH2CH3
N-Methyl
Methyl-N-
isopropyltryptamin
e
2C-T
T-4 H SCH(CH3)2

2,5-Dimethoxy
Dimethoxy--4-
1564

ethylamphetamine
2C-T
T-7 H S(CH2)2CH3
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