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Solos Expansivos: Estudo de Caso em Santa Maria/RS

Conference Paper · May 2013

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3 authors, including:

Gustavo Menegusso Pires Taiane Conterato


University of Nottingham Universidade Federal de Santa Maria
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Solos Expansivos: Estudo de Caso em Santa Maria/RS
1
José Mario Doleys Soares
Universidade Federal de Santa Maria – UFSM, Santa Maria, Brasil, jmario337@gmail.com
2
Gustavo Menegusso Pires
Universidade Federal de Santa Maria – UFSM, Santa Maria, Brasil, gmenegussopires@gmail.com
3
Taiane Menezes Conterato
Universidade Federal de Santa Maria – UFSM, Santa Maria, Brasil, taianeconteratto@gmail.com

RESUMO: O objetivo deste trabalho é identificar as causas de ruptura por flexão de vigas de
concreto armado, de uma construção localizada no Campus da Universidade Federal de Santa
Maria, assentadas sobre solo natural, que sofreu um rebaixamento de 3,0 m. A obra estava em sua
fase inicial e as vigas não estavam sujeitas a nenhum carregamento de projeto. A forma de ruptura
das vigas indicava como possível causa a expansão do solo em contato com a face inferior das
vigas. Para caracterização do solo foram retiradas amostras deformadas e indeformadas até uma
profundidade de 1,5 m, abaixo das vigas e da região em torno da obra. A partir de 80 cm abaixo da
vigas foi identificada uma espessa camada de solo argiloso, muito plástico com cores rosa e branco
(visual/táctil). Foram realizados ensaios de granulometria por sedimentação, limites de Atterberg e
determinação da capacidade de troca catiônica. Os resultados dos ensaios e suas relações
permitiram uma análise e correlação com a experiência relatada nas referências utilizadas. O Solo
Branco (SB) foi considerado como tendo baixo potencial de expansão e o Solo Rosa (SR) foi
classificado como solo com alto potencial de expansão.

PALAVRAS-CHAVE: solos expansivos, potencial de expansão, grau de contração.

1 INTRODUÇÃO
também depende da pressão aplicada à amostra,
Segundo Frazão e Goulart (1976), apud sendo tanto menor quanto maior for a pressão.
Pereira, (2004), a presença de argilas expansivas Segundo Sridhran e Prakash (2000), os solos
em rochas e solos causa constante preocupação expansivos são encontrados em grandes
entre os pesquisadores e profissionais da área extensões de áreas tropicais. A presença deles
geotécnica, pois o uso indiscriminado deste afeta atividades de construção em várias partes
material pode gerar instabilidade em taludes, do mundo, como sudoeste dos Estados Unidos,
subleito de pavimentos, fundações de grandes América do Sul, Canadá, África, Austrália,
estruturas, desabamento de túneis, devido, Europa, Índia, China e Oriente Médio.
principalmente, a sua propriedade de No Brasil, as formações expansivas mais
expansibilidade. importantes e conhecidas são as integrantes das
A expansão de um solo é a variação de Bacias Sedimentares do Recôncavo Baiano, do
volume resultante da mudança de umidade ou Paraná e do Rio Grande do Sul (SIMÕES,
sucção. Os solos expansivos são de difícil 1987).
identificação, pois a expansão não depende O sítio urbano de Santa Maria está assentado,
unicamente das propriedades intrínsecas do principalmente, sobre a Formação Santa Maria,
solo, mas também das condições em que se Membro Alemoa e Formação Caturrita. O
encontram e das que são impostas. A expansão Membro Alemoa é constituído,
predominantemente, por siltitos argilosos Pereira (2004) menciona que, de forma geral,
vermelhos maciços, com concreções de calcita e em maior ou menor escala, todos os solos são
veios de gipsita, contendo ainda répteis fósseis. expansivos quando a tensão efetiva entre suas
Este membro e camadas da Formação Santa partículas é reduzida por uma razão qualquer,
Maria possuem argilas montmoriloníticas embora se costume admitir como solos
(MACIEL FO. E OSÓRIO, 1981). expansivos aqueles que apresentam expansões
superiores a 1%, sendo que essa variação
2 SOLOS EXPANSIVOS volumétrica deve-se apenas à alteração do teor
de umidade, sem qualquer variação nas cargas
O termo "material expansivo" é utilizado aplicadas.
para referir-se àqueles materiais que possuem na
sua constituição preferencialmente
argilominerais com estrutura laminar 2.1 Mecanismos de expansão
potencialmente instáveis, tais como a
montmorilonita, vermiculita, clorita e Os mecanismos que causam expansão em
interestratificados. São materiais que possuem materiais argilosos expansivos podem ser
limites de liquidez elevados e alta plasticidade. divididos em mecânicos e/ou fíquico-químicos.
Quando secos são duros, mas perdem facilmente Segundo Taylor e Smith (1986), a expansão
sua resistência quando absorvem água (PRESA, mecânica ocorre em resposta às forças de
1984 apud PEREIRA, 2004). descompressão elásticas e estão relacionadas ao
Segundo Pereira (2004), a expansibilidade fator tempo. Na prática, podem ser devidas às
dos argilominerais é um dos fatores mais escavações feitas pelo homem, à ação dos
importantes que influenciam o comportamento movimentos tectônicos e à erosão.
dos materiais argilosos em solos e a Fatores como hidratação de cátions, repulsão
durabilidade dos materiais rochosos. osmótica e atração superficial das partículas são
Cavalcante et at.(2006) mencionam que é classificados como mecanismos fisico-químicos
fácil identificar a presença de solos expansivos que influenciam na expansão de argilominerais.
quando construções leves sofrem levantamentos A propriedade mais importante dos
e desaprumos em períodos chuvosos, argilominerais expansivos é a capacidade de
ocasionando o aparecimento de trincas, quando mudar de volume pela absorção de moléculas de
retorna o período de estiagem (Figura 1). água ou outros íons polares em sua estrutura.
Os argilominerais possuem um diâmetro de
grãos menores do que 2μm e uma forma
cristalográfica em folhas. Estes fatores dão ao
argilomineral uma área superficial muito grande
e esta lhe confere a propriedade de adsorção de
água. Todos os argilominerais atraem água para
as suas superfícies, mas somente alguns a
conduzem para a sua estrutura interna (VELDE,
1992 apud PEREIRA, 2004).

2.2 Fatores que influenciam na expansão


Figura 1 – Ruptura de um pórtico por expansão de solo.
Fonte: Cavalcante et al.(2006). A disponibilidade de água, as propriedades
do material, condições do meio ambiente,
estado de tensões a que o solo esta submetido, a especificação deste material, já que muitas
atuação de mecanismos e características amostras não são puras.
instrínsecas são alguns fatores que influenciam As dificuldades para identificação ocorrem
materiais potencialmente expansivos. quando existem misturas de argilominerais de
Existindo água disponível, deverá ocorrer um vários grupos, seja pela possibilidade de
gradiente que proporcione o deslocamento da interferência nos diversos métodos de
mesma. De acordo com Simões (1987), os identificação, seja pelo fato de alguns
gradientes devem-se a gravidade (infiltrações e argilominerais não serem detectáveis abaixo de
variação do N.A), sucção por capilaridade (zona determinado teor na amostra, teor este, que pode
de ascensão capilar) e osmótica (pelas diferentes variar dependendo do argilomineral e do
concentrações de íons na água), além do método de ensaio (PEREIRA, 2004).
gradiente térmico, que origina um fluxo de água Savage (2007) apresenta uma série de
nas fases líquidas e gasosas, das zonas mais relações entre os índices físicos que permite
quentes para as mais frias. uma indicação dos tipos de argilominerais
Os fatores intrínsecos são aqueles que presentes em um solo, conforme mostra a
determinam a variação de volume devido à Tabela 1.
variação de umidade e que estão ligados
também, à natureza e ao arranjo entre as Tabela 1 – Argilo minerais e índices físicos
partículas. A Ions Na K Ca Mg Média
Pereira (2004) cita elementos que podem
LL/IP 1,09 1,17 1,19 1,17 1,19
influenciar no processo expansivo: tipo e teor de IP/LP 12,0 5,73 5,30 5,90 4,96
M
argilominerais, tipo e resistência da cimentação, LL/LP 13,1 6,10 6,30 6,90 5,90
densidade seca, macroestrutura do material, LL/IP 1,79 2,00 1,82 1,73 1,91
histórico de tensões, temperatura, sucção do I
IP/LP 1,26 1,00 1,22 1,20 1,15
solo, plasticidade, microestrutura do material, LL/LP 2,26 2,00 2,22 2,08 3,16
clima, lençol freático, vegetação, LL/IP 2,52 2,45 3,45 2,35 2,68
permeabilidade, carregamento, perfil do solo, C
IP/LP 0,65 0,68 0,40 0,74 0,61
LL/LP 1,64 1,67 1,38 1,74 1,59
umidade natural, espessura da camada e
profundidade da camada expansiva. A= argilomineral, M =motmorilonita, I= ilita, C=caulinita

2.3 Identificação de um solo expansivo:


Técnicas indiretas A Tabela 2 apresenta correlações entre o
potencial de expansão e índices de plasticidade
As técnicas indiretas são utilizadas para a e de contração e limite de liquidez, indicadas
determinação da constituição mineralógica dos por Bowles (1977).
solos expansivos. Ao se saber que tipo de O potencial de expansão de um solo também
argilomineral está presente no solo, pode-se foi analisado por Chen (1974 e 1983) em função
inferir se este é passivel ou não de sofrer do índice de plasticidade e limite de liquidez,
expansão. conforme Tabela 3.
As principais técnicas indiretas empregadas Van der Merwe (1964) apud Savage (2007)
são: Difração de Raios-X, Análise Térmica apresentou um gráfico de correlação entre o
Diferencial (ATD), Análise Térmica potencial de expansão de um solo e o índice de
Gravimétrica (ATG), Capacidade de Troca de plasticidade e a fração argila (diâmetro < 2 m).
Cátions (CTC), Microscopia Eletrônica e pelos Esta figura está relacionada no item 4, Figura 9,
Limites de Atterberg. incluindo os resultados deste estudo.
Frequentemente, é necessário aplicar mais de A atividade das argilas está associada à
um método indireto para ter uma correta capacidade de troca de cátions (CTC) da fração
mineral. Segundo o critério pedológico, a CTC ruptura das armaduras. As principais trincas
≥ 17 cmol/kg indica uma argila de alta ocorreram nos centros dos vãos e com aberturas
atividade. máximas na face superior, indicando esforços
aplicados de baixo para cima, resultando em
momento fletores negativos para os quais as
Tabela 2 – Potencial de expansão - Bowles vigas não foram dimensionadas.
IP IC LL Conforme informações coletas junto aos
Potencial
construtores da obra, as fundações e as vigas
de expansão Bowles ( 1977)
que encontram-se em contato com solo foram
20 executadas após um longo período de estiagem
Baixo <18 >15 a e que, após um período de chuvas, começaram a
35 surgir fissuras que evoluiram para trincas.
15 10 35 As Figuras 2 e 3 mostram um dos casos, em que
Médio a a a ocorreu a ruptura das armaduras superiores de
28 15 50 montagem.
25 7 50
Alto a a a
41 12 70
Muito alto >35 <11 >70

Tabela 3 - Potencial de expansão - Chen

IP LL
Potencial
de expansão Chen Chen
(1974) (1983)
0
a <30
Baixo
15
10 30
a a
Médio
35 40
20 40
a a
Alto
55 60
Muito alto >35 >60

Figura 2 – Detalhe de uma viga rompida


3. MATERIAIS E METODOLOGIA

No Campus da Universidade Federal de As Figuras 4 e 5 mostram uma vista geral do


Santa Maria (UFSM), durante a construção de perfil de solos em que ocorreu o corte para
um prédio surgiram trincas nas vigas em contato execução da obra e detalhe do solo sob as vigas,
com o solo e, em alguns pontos, ocasionou a respectivamente.
Figura 5: Solo abaixo das vigas

Foram coletadas amostras deformadas e


indeformadas (anéis de adensamento) do solo
na região abaixo das vigas danificadas.
Figura 3 – Vista da face superior de uma viga As amostras foram separadas e denominadas
de Solo Branco (SB) e Solo Rosa (SR). Foram
realizados ensaios para determinação dos limites
de liquidez, de plasticidade e de contração,
análise granulométrica por peneiramento e
sedimentação, massa específica dos sólidos e
capacidade de troca catiônica CTC.
A Figura 6 mostra os solos SB e SR já
preparados para a realização dos ensaios de
caracterização.
Para a análise granulométrica foram seguidos
os procedimentos recomendados pela NBR
7181. A determinação da massa específica
seguiu a NBR 6508.
Para o limite de liquidez, utilizou-se o
aparelho de Casagrande, onde tanto o
equipamento quanto os procedimentos seguem a
NBR 6459.
Para os limites de plasticidade e de
contração foram utilizadas as recomendações
constantes nas normas NBR7180 e 7183,
respectivamente. O grau de contração foi
determinado pela equação:

Figura 4 – Vista geral do perfil do solo na região GC = (Vo – Vf) / Vo


da obra Onde:
GC = Grau de contração
Vo = Volume inicial da amostra potencial de expansão e o solo SB, como de
Vf = Volume final da amosta seca médio a baixo potencial de expansão.

Os ensaios de CTC foram realizados no


Laboratório de Análise de Solos do Centro de Tabela 4 - Resultados dos ensaios e relações
Ciências Rurais da UFSM.
Resultados SR SB

Massa Esp.Sól. (g/cm³) 2,574 2,481


L. Liquidez -LL (%) 52 31
L. Plasticidade - LP (%) 22 20
Índice de Plast.- IP (%) 30 11
L. Contração - LC (%) 6 20
Grau de Contração - (%) 50,1 18,1
Argila (%) 28 24
Silte (%) 30 34
Areia fina (%) 42 42
a) LL/IP 1,73 2,82
b) IP/LL 1,36 0,55
Figura 6: Solos SR e SB preparados para ensaios
c) LL/LP 2,16 1,55
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES A=IP/P0,002 1,07 0,79
CTC (cmol/dm3) 58,0 17,8
A Tabela 4 apresenta os resultados dos
ensaios e suas relações para os solos Rosa -SR
e Branco – SB.
Quanto à atividade A, definida por Skempton A Figura 7 mostra as curvas granulométricas
(1953), os valores da Tabela 4 estão em acordo dos dois solos analisados. Observa-se dessas
com os obtidos de CTC, em que o solo SR é curvas que o solo SR apresenta-se com
classificado como ativo e o solo SB se enquadra granulometria um pouco mais fina que a do solo
como não ativo a de baixa atividade. SB.
As relações a), b) e c) da Tabela 4 A diferença de contração entre os solos SR e
apresentam valores que, comparados com SB pode ser observada na Figura 8, que mostra
àqueles da Tabela 1, indicam que o solo SR as amostras secas dentro das cápsulas de
pode ser enquadrado como do grupo das ilitas e contração. O solo SR apresenta-se com maior
o solo branco SB é mais compatível com a contração, em acordo com os resultados dos
caulinita. limites de consistência e índice de plasticidade e
Quanto ao potencial de expansão, os CTC, indicados na Tabela 4.
resultados da Tabela 4 comparados com àqueles A Figura 9 mostra o enquadramento dos
da Tabela 2 mostram que o solo SR apresenta solos em estudo no gráfico do potencial de
alto potencial de expansão, enquando que o solo expansão de Van der Merwe (1964), citado por
SB tem baixo potencial de expansão. Quanto Savage (2007). O solo SR é classificado como
aos critérios de Chen (1974, 1983), Tabela 3, o de alto potencial de expansão e o solo SB como
solo SR também se enquadra como de alto de baixo potencial de expansão.
Figura 7: Curvas granulométricas dos solos.

. 5 CONCLUSÃO

Este estudo, embora esteja em fase inicial,


mostrou que os métodos indiretos mais simples
, que utilizam ensaios de granulometria e
índices físicos, podem indicar o potencial de
expansão de um solo. Os resultados obtidos
apresentaram boa concordância entre as
metologias utilizadas.
A análise separada dos dois materiais (SR e
SB) que compõem a massa de solo, permitiu
identificar que o material denominado Solo
Figura 8: Contração do solos SB e SR Rosa – SR é que apresenta uma alta atividade e
alto potencial de expansão, sendo, portanto, o
causador dos danos nas vigas de concreto.
O Solo Branco – SB apresentou baixa
muito
alto
atividade, pequena contração e foi enquadrado
como de baixo potencial de expansão.
O alívio de tensões devido à escavação e o
longo tempo de estiagem antes da execução das
vigas (ressecamento e contração) combinados
com o período de chuvas após a execução das
vigas contribuiram para que a expansão do solo
e consequente solicitação e ruptura das vigas.
A continuidade da pesquisa com a
Figura 9 – Potencial de Expansão ( Savage, 2007) determinação da expansão livre e da pressão de
expansão e ensaios de difração de raios X, controlada. São Carlos. Tese de Doutorado em
permitirão uma melhor caraterização dos solos Engenharia Geotécnica – USP – Escola de Engenharia
de São Carlos, Universidade de São Paulo.
e de suas propriedades expansivas.
Pinheiro, Rinaldo José Barbosa. (1991). Estudo do
comportamento geomecânico de perfis oriundos de
AGRADECIMENTOS rochas sedimentares da Formação Rosário do Sul.
Porto Alegre. Dissertação de Mestrado em Geotecnia
O segundo autor agradece a Coordenação de – UFRGS, Universidade Federal do Rio Grande do
Sul.
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
pelo fornecimento da bolsa CAPES, nível de Simões, P. R. M. Aspectos relevantes sobre a
mestrado, para o desenvolvimento da pesquisa. implantação de obras de engenharia em solos e
rochas expansivas. Centro de Pesquisa e
Desenvolvimento - Informe Técnico, n°26. Camaçari
– BA (1987)
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Savage, P.F., Evaluation of possible swelling potencial
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Determinação do Limite de Liquidez. NBR 6459. Rio Conference, Pretoria. 2007, 277-283.
de Janeiro, 1984, 6p.
Van der Merwe, D.H. The prediction of heave from the
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Associação Brasileira de Normas Técnicas. Solo -
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Solos. NBR 7183. Rio de Janeiro, 1982, 3p.

Cavalcante, E. H.; Santos ; Souza Neto. Propriedades


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GEOJOVEM 2006. Nova Friburgo, 2006.

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Pereira, Eliana Martins. (2004). Estudo do


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da Formação Guabirotuba em ensaios com sucção

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