Vous êtes sur la page 1sur 90

CONJUNTOS NUMÉRICOS

Símbolos Matemáticos

a, b, ... variáveis e parâmetros = igual

A, B, ... conjuntos ≠ diferente

∈ pertence a > maior que

∉ não pertence < menor que

⊂ está contido ≥ maior ou igual a


≤ menor ou igual a
⊄ não está contido
n! fatorial
⊃ contém
Σ somatório
⊃ não contém
Π produtório
∃ existe
∞ infinito
∃ não existe

∃| existe apenas um / existe um único ∫ integral

lim limite
| tal que
log logaritmo
∀ todo, qualquer
ln logaritmo natural (neperiano)
⇒ implica (se então)
números naturais
⇔ equivale (se e somente se)
números inteiros
∪ união de conjuntos
números racionais
∩ interseção de conjuntos
números reais
∅ Conjunto vazio

∨ ou

∧ e

~ negação (lógica)
Propriedades das desigualdades:

a) Se a > b e b > c ⇒ a > c Ex. a = 5 , b = 3 , c = 2


b) Seja a > b :
• Se c >0 ⇒ a . c > b . c Ex. a = 5 , b = 3 , c = 2
• Se c < 0 ⇒ a . c < b . c Ex. a = 5 , b = 3 , c = -2
c) a > b ⇒ a + c > b +c , ∀ c ∈ R
d) a > b e c > d ⇒ a + c > b + d Ex. a = 3 , b = 2 , c = - 3, d = - 4
e) Se a > b > 0 e c > d >0 ⇒ a . c > b. d

Valor Absoluto

O valor absoluto ou módulo de um número real é a distância entre ele e a origem,


independentemente do sentido.

 a , se a ≥ 0
a =
− a , se a < 0

Propriedades do Valor Absoluto

• a ≥0 e a =0 ⇔ a =0
2
• a2 = a

• a2 = a
• a < b, b > 0 ⇔ - b < a < b

•  a > b, b > 0 ⇔ a > b ou a < -b ou


• | a | = b, b > 0 ⇔ a = b ou a = -b
• Se a, b ∈ R ⇒ | a . b | = | a | . | b |

a a
• Se a, b ∈ R , b ≠ 0 ⇒ =
b b

• Se a, b ∈ R ⇒ | a + b | ≤ | a | + | b | (Desigualdade Triangular)
• Se a, b ∈ R ⇒ | a | - | b | ≤ | a - b | ≤ | a | + | b |
O CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS

Introdução

Tudo que será desenvolvido está baseado nas propriedades dos números reais.
Acreditamos ser imprescindível que você tenha essas propriedades bem conhecidas.
O conjunto dos números naturais ( ) é formado pelos números 0,1,2,...
= { 0,1,2,3,...}.
O conjunto dos números inteiros ( ) é formado pelos números naturais acrescido dos
números - 1,-2,-3,... .
= { .....,-3,-2,-1,0,1,2,3,....}
O conjunto dos números racionais ( ) é formado pelos números na forma a/b, onde a e
b são inteiros com b ≠ 0.
1 1
= { .....,-3,-2,-1, − ,0, ,1,2,3,....}
2 2
Utilizando o elemento genérico, podemos escrever, de modo mais simples ,
a 
=  | a ∈ Z e b ∈ Z* 
b 
O conjunto dos números irracionais ( I ) é formado pelos números cuja representação
decimal infinita não é periódica. Ex:

2 = 1,4142136...

3 = 1,7320508...
π = 3,1415926...

O conjunto dos números reais ( ) é formado pelos números racionais e pelos números
irracionais.
= Q U I , sendo Q I I = ∅

Regras Básicas

Em estão definidas duas operações: a adição e a multiplicação.


Para os números reais a e b associa-se um único número real, a + b, chamado soma de a e b.
Para os números reais a e b associa-se um único número real, a ⋅ b , chamado produto de a e
b.

As propriedades básicas das operações de adição e multiplicação são dadas a seguir:


• Propriedade comutativa
Quaisquer que sejam os números reais a e b, tem-se:
a +b=b+a a. b = b. a

• Propriedade associativa
Quaisquer que sejam os números reais a, b e c, tem-se
(a + b) + c = a + ( b + c) (ab)c = a(bc)

• Elemento Neutro
Existem únicos números reais, indicados por 0 e 1, tais que, para qualquer número real a,
tem-se:
a+0=a a.1=a

• Elemento oposto e elemento inverso


Existem únicos números reais, indicados
1
– a ( chamado oposto) e ( a ≠ 0) (chamado inverso), tal que
a
1
a + (–a) = 0 a. =1
a
• Propriedade distributiva
Quaisquer que sejam a,b e c reais, tem-se
a (b + c ) = ab + ac
(b + c) a = ba + ca

Partindo dessas propriedades, apresentaremos alguns resultados:

Cancelamento se a + b = a + c então b = c
se ab = ac e a ≠ 0 então b = c

Anulamento a.0 = 0, para todo a pertencente a


para quaisquer a e b de , se ab = 0, então a = 0, ou b = 0.

Regras de sinal para quaisquer a e b de


–( –a) = a
(–a)b = – (ab) = a(–b)
(–a)(–b) = ab
Subtração
A diferença de b e a, indicada por b – a, é definida por b – a = b + (– a), para quaisquer a e b
reais.
A regra dos sinais nos diz:
– ( a + b) = – a – b

Divisão
b
O quociente de b por a, onde a ≠ 0, indicado por , onde b é o numerador e a o
a
b
denominador. Também é chamado fração .
a

É PROIBIDO DIVIDIR POR ZERO !!

Soma de frações:
a b a ±b
± = (c ≠ 0)
c c c
a c ad ± bc
± = (b ≠ 0, d ≠ 0)
b d bd

Produto de frações:
a c ac
⋅ = (b ≠ 0, d ≠ 0)
b d bd

Quociente de frações:
a
b = a ⋅ d (b ≠ 0, d ≠ 0 e c ≠ 0)
c b c
d

Bibliografia:

1) Iezzi G, Dolce O, Gegenszain D, Périgo R. Matemática. Volume único. Atual editora. São
Paulo, 2002.
2) Iezzi G. Fundamentos da Matemática Elementar- vol. 1. Atual editora. São Paulo, 2000.
EXERCÍCIOS SOBRE CONJUNTOS NUMÉRICOS

1) Quais das proposições são verdadeiras?


a) 3 ∈ 1
d) ∈
2
b) N ⊂ e) 4 ∈
c) Z ⊂ f) 3∈

2) Complete, usando as propriedades especificadas:


a) 32 . 45 = (comutativa)
b) 5(2 +3 ) = (distributiva)
c) 7 + 0 = (elemento neutro)
1
d) 3 . = (elemento inverso)
3

3) Efetue:
a) (-4)(-3)=..........
b) (2)(-4)(3) =..............
c) (-3)6 =...............

4) Complete com verdadeiro ou falso, para todo a real:


( ) – (– a + 3) = a + 3
( ) – (1 – a) = –1 + a
( ) –2 – a = – (2 + a)

5) Efetue:
1 7 8 4 −2
a) + = e) ⋅ =
3 3 5 3 h) 3 =
2
2 3  1  6
b) − = f) −  ⋅ −  = 7
5 7  3  8
a a
2 1 i) Sendo bcd ≠ 0 , − =
c) -2 + = 12 bc cd
3 4
g) 10 =
2 3 1 3
d) − + = 8
3 4 5
RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS SOBRE CONJUNTOS NUMÈRICOS

INTRODUÇÃO:
1)a) V b) V c) V d) V e) V f) V

PROPRIEDADES
2) a) 45.32 b) 5.2 + 5.3 c) 0 + 7 = 7 d) 1

EFETUE
3) a) 12 b) – 24 c) – 18

REGRA DE SINAL
4) a) F b) V c) V

EFETUE
8 40 − 45 + 12 52 − 45 7 12 3 12 8 16
5) a) d) = = g) ÷ = . =
3 60 60 60 10 8 10 3 5

14 − 15 1 32 2 2 2 7 7
b) =− e) h) − ÷ =− . =−
35 35 15 3 7 3 2 3

8 1 −32 + 3 29 1 ad − ab a (d − b )
c) − + = =− f) i) =
3 4 12 12 4 bcd bcd
POTENCIAÇÃO

Potência com Expoente Inteiro Positivo

Sendo a um número real, definimos an como:


a1 = a
an = a . a .a .a . ... .a ( n fatores ), se n = 2,3,4, ...
a0 = 1
a é chamado de base e n de expoente

Propriedades
Se m e n são números naturais (N) e a e b reais (R), então:
§ am . an = am+n § (am )n = am.n

am § (ab)n = an bn
§ =a , (a ≠ 0)
m-n
n
an a an
§   = , (b ≠ 0)
 b bn
Potência com Expoente Inteiro Negativo:

Sendo a um número real (R) diferente de zero e n um inteiro não negativo, definimos:
1
a −n = a −1 =
1
an a

RADICIAÇÃO

Definição da raiz enésima de a: n a

Sendo a e b números reais maiores ou iguais a zero, chamados radicando, e n um número

natural diferente de zero chamado índice, lê-se raiz enésima de a e defini-se n a como sendo
um número real b, tal que:
n
a = b ⇔ a = bn

Propriedades
Se a ∈ R+, b ∈ R+, m ∈ Z, n ∈ N* e p ∈ N*, então

(n a )m = n am
n m np mp
a = a
n a.b = n a .n b

n
a na
= , (b ≠ 0)
b nb

mn
a = mn a

Potência com Expoente Racional


p
q
a) EXPOENTE FRACIONÁRIO NÃO NEGATIVO: a

p
Sendo um número real a > 0 (chamado base) e um número racional (Q) positivo, onde q ≠ 0
q
p
q p q
(chamado expoente), lê-se potência de expoente fracionário de a, como sendo a =a .
p

q
b) EXPOENTE FRACIONÁRIO NEGATIVO: a
p
Sendo a um número real positivo e um racional (Q) não negativo, onde q ≠ 0 ,como sendo
q
p

q 1 1
a = = .
p q p
q
a
a
Bibliografia:

1) Iezzi G, Dolce O, Gegenszain D, Périgo R. Matemática. Volume único. Atual editora. São
Paulo, 2002.
2) Iezzi G. Fundamentos da Matemática Elementar- vol. 2. Atual editora. São Paulo, 2000.
Exercícios sobre potenciação e radiciação

1) Efetue:
a) x4 . x5 = d) x4 y5: x3 =
b) [(3c 3)2]2 = 2
 3c 
3
c) (-x ): (x )= 2 e)   =
 5 

2) Calcule:
−1 2
 x  3 
a)   c)  a 7 
y 2   
 
2
b)
4
a 9 d) 8 3

e) 50 − 3 98 + 128

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DO CÁLCULO ZERO – POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO

1) a) x9
b) 3 4c12 = 81c12
c) -x
d) x y5

9c 2
e)
25

y2
2) a)
x
8 9
b) a = a8 a

c) 3 a14 = a 4 3 a 2

3 2
d) 8 = 3 64 = 4

e) - 8 2
FUNÇÕES

As principais definições, teorias e propriedades sobre funções podem ser encontradas em seu
livro-texto (Stewart, vol1); Assim, não vamos aqui nos alongar na teoria que pode ser
encontrada lá. O intuito desta seção é apresentar as formas e gráficos de algumas funções
importantes.

Definição: Dizemos que y é uma função de x se para cada valor atribuído a x existe em único
valor correspondente para y. Neste caso, denotamos y = f ( x ) . O conjunto de valores que
podem ser atribuídos a x é chamado domínio da função e é denotado por Dom f ou por Df. O
conjunto formado pelos valores que y assume em correspondência a algum valor x é chamado
de imagem da função e é denotado por Im f ou If.

a : coeficient e angular
FUNÇÃO AFIM: y = ax+b 
b : coeficient e linear

a<0

a=0

a>0

b<0 b=0 b>0


FUNÇÃO QUADRÁTICA y = ax 2 + bx + c a ≠ 0

a, b, c ∈ R

a>0

a<0

∆>0 ∆=0 ∆<0

Observações: ∆ = b 2 − 4 ac
∆ = Discriminante de f

∆ > 0 : 2 raízes reais diferentes

∆ = 0 : 2 raízes reais iguais

∆ < 0 : raízes complexas não reais


FUNÇÃO MODULAR

A função modular f : IR → IR é definida por f (x) = |x|, se:

 x, se x ≥ 0
f (x ) = x = 
− x, se x < 0

f(x) = |x| f(x) = |x – 2|

Exemplos:

1) Resolver |3x – 2| = 2:

3x - 1 = 2 ⇒ x = 1 ou
• | 3x - 1 | = 2 ⇒  3x - 1 = − 2 ⇒ x = - 1 Resposta: S = {1, -1/3}
 3

2) Resolver: |2x – 1| = |x + 3|

2x - 1 = x + 3 ⇒ x = 4 ou
• | 2x - 1 | = | x + 3 | ⇒  -2 Resposta: S = {4, -2/3}
2x - 1 = - (x + 3) ⇒ x =
 3
FUNÇÃO RAIZ N-ÉSIMA

y (x) = n x
1
ou
y(x ) = x n

n par

Dom f=[0;+∞)
Im f=[0;+∞)
n ímpar

Dom f= R
Im f=R
GRÁFICOS DE y = x n
DOMÍNIO D,
FUNÇÃO f GRÁFICO SIMETRIA
IMAGEM I

D = [0,∞)
f ( x) = x não há
I = [0,∞)

D = IR
eixo y
f ( x) = x 2
(função par)
I = [0,∞)

D = IR
origem
f ( x) = x 3 (função ímpar)
I = IR

D = IR
eixo y
f ( x ) = x 2/ 3
(função par)
I = [0,∞)

D = IR
origem
f ( x) = x 1/ 3
(função ímpar)
I = IR

D = IR
eixo y
f ( x) = x
(função par)
I = [0,∞)

1 D = IR – {0}
origem
f (x)=
x (função ímpar)
I = IR – {0}
FUNÇÃO EXPONENCIAL

Definição: Dado um número real a, tal que a >0 e a ≠ 1, chamamos função exponencial de
base “a” a função f de IR → IR que associa a cada x real o número ax .

Podemos escrever, também: f: IR → IR


x → ax

Exemplos de funções exponenciais em IR:


a) f(x) = 2x  1
x

d) f ( x ) = e − x =  
x e
1 
b) f(x) =  
2 e) f(x) = 10x

c) f(x) = ex

O gráfico de f(x) = ax tem o seguinte aspecto:

1) Se a > 1 2) Se 0 < a < 1

função crescente função decrescente

Observamos que nos dois casos, a imagem da função exponencial é: Im = R+*.

Dizemos, ainda, que a função f(x) = ax , corta o eixo y no ponto (0, 1).
FUNÇÃO LOGARÍTMICA

Para cada número real positivo b ≠ 1 , definimos a função logarítmica, na base b, como sendo
a função f : ( 0, ∞ ) → IR , que a cada número real positivo x associa o número real f (x ) = log b X .

A função logaritmo de x na base b pode ser representada graficamente de duas maneiras


diferentes, dependendo do valor de b, como figura abaixo:

b>1 0<b<1

Como se vê nos gráficos acima, a função logarítmica é crescente se b > 1 e é decrescente se


0 < b < 1. O domínio da função logarítmica é o conjunto dos números reais positivos e sua
imagem é o conjunto de todos os números reais.
FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

As três principais funções trigonométricas são as funções seno, cosseno e tangente, cujos
gráficos estão abaixo.

Função Seno

Função Cosseno

Função Tangente
Tipos importantes de funções:

Função par: Se f ( x ) = f ( −x ) , para todo x ∈ Domf então dizemos que a função f(x) é uma

função par. (note que o gráfico é uma curva simétrica pelo eixo y).

Exemplos: f(X) = x2 é uma função par, já que f ( −x ) = ( −x ) 2 = x 2 = f ( x ) .


g(x) = cos(x) é uma função par, já que f ( −x ) = cos( −x ) = cos( x ) = f ( x) .

Função ímpar: Se f ( x ) = −f ( −x ) , para todo x ∈ Domf então dizemos que a função f(x) é uma

função ímpar. (note que o gráfico é uma curva simétrica pela origem).

Exemplos: f(X) = x3 é uma função par, já que f ( −x ) = ( − x )3 = −x 3 = − f ( x ) .


g(x) = sen(x) é uma função ímpar, já que f ( −x ) = sen( − x) = −sen( x) = − f ( x ) .

Função injetora: Se para quaisquer x1 e x 2 no domínio de f(x), x1 ≠ x 2 ⇒ f ( x 1 ) ≠ f ( x 2 ) , então


dizemos que f é uma função injetora.
Exemplos: f(x) = x3 é uma função injetora, já que se x1 ≠ x 2 ⇒ f ( x 1 ) = x13 ≠ x 32 = f ( x 2 ) .

f(x) = x2 não é injetora, já que se x1 = 2 e x 2 = −2 temos x1 ≠ x 2 , mas

f ( x 1 ) = f ( 2) = 22 = 4 = ( −2) 2 = f ( −2) = f ( x 2 ) .

Função sobrejetora: é aquela em que sua imagem coincide com seu contra-domínio.

Função bijetora: é aquela que é ao mesmo tempo bijetora e sobrejetora.

Função composta: Sejam g : A → B e f : Im g → C . A função f o g : A → C dada por

f o g( x) = f (g( x ) ) é a função composta de f com g.

Exemplos:
Se f ( x ) = x 2 + 3 e g( x) = sen( x ) então f o g( x ) = f (g( x )) = f (sen( x ) ) = (sen( x ) ) + 3 .
2

Se h( x ) = e x e u( x ) = tg( x ) então h o u( x ) = h(u( x ) ) = h(tg( x )) = e tg( x ) .

Observação: Em geral, f o g( x ) ≠ g o f ( x ) . No exemplo anterior, se f ( x ) = x 2 + 3 e

g( x) = sen( x ) então ( ) (
g o f ( x ) = g(f ( x )) = g x 2 + 3 = sen x 2 + 3 ) e

( )
f o g( x ) = (sen( x )) + 3 ≠ sen x 2 + 3 = g o f ( x ) .
2

Função inversa: Se y = f ( x ) é uma função bijetora então a função g(y) tal que
g( y ) = x ⇔ y = f ( x ) é a função inversa de f(x). Muitas vezes denotamos a função inversa de f
por f-1.
Exemplos:

Se f ( x ) = x 3 então y = x 3 ⇔ x = 3 y e a função inversa de f(x) é g( y ) = f −1 ( y ) = 3 y

ou transformando para x, f −1( x) = 3 x .

Observação: As funções f(x) e g(y) são inversas se e somente se f ( g( y )) = y e g( f ( x )) = x . Ou

seja, uma forma alternativa para verificar se duas funções são inversas é verificar se as
compostas dão as funções identidades.

Exemplos: Se f ( x ) = x + 1 e ( )
f −1( x) = x − 1 então f f −1 ( x ) = f ( x − 1) = ( x − 1) + 1 = x e

( )
f −1 (f ( x) ) = f −1 (x + 1) = ( x + 1) − 1 = x . Assim, como f f −1 ( x ) = f −1 (f ( x ) ) = x então f(x) e f-1(x) são
inversas.

Resultado útil: Se c é um número real positivo então:

• O gráfico de f(x) + c é o gráfico de f(x) deslocado c unidades para cima.


• O gráfico de f(x) - c é o gráfico de f(x) deslocado c unidades para baixo.
• O gráfico de f(x + c) é o gráfico de f(x) deslocado c unidades para a esquerda.
• O gráfico de f(x - c) é o gráfico de f(x) deslocado c unidades para a direita.

Ou seja,

Bibliografia:

1) Iezzi G, Dolce O, Gegenszain D, Périgo R. Matemática. Volume único. Atual editora. São
Paulo, 2002.
2) Iezzi G. Fundamentos da Matemática Elementar – vol.1. Atual editora. São Paulo, 2000.
3) Guidorizzi HL. Um curso de Cálculo – vol 1. FTD editora. 5ª edição. Rio de Janeiro, 2001.
4) Stewart J. Cálculo – vol 1.Pioneira editora. São Paulo, 2001.
EXERCÍCIOS SOBRE FUNÇÕES

1) Construa os gráficos das seguintes funções de R em R:


a) y = x + 2 4 − 3x
d) d) y =
b) y = - x + 1 2
c) y = 2x e) y = -2x +3

2) Construa os gráficos das seguintes funções de R em R:


a) y = 2x2 c) y = 4x – x2
b) y= - x2 +3x d) y = 2x2 - 10x + 7

3) Determine os valores de x que satisfazem a cada uma das expressões abaixo:


a) 5 x − 3 = 12 1
d) x −3 <
2
b) 2 x − 3 = 7 x − 5
e) − 2x − 7 ≥ 3
3x + 8
c) =4
2x − 3

4) Construa os gráficos das seguintes funções:


a) y = | x | +2 c) y = x2 - 4
b) y = | x +2| d) y = |x2 – 4|

5) Construa os gráficos das seguintes funções:

a) y = x c) y = x +3

b) y = x +3 d) y = 4 x

6) Complete com verdadeiro ou falso, com x e y pertencentes aos reais.

a) ( ) (x + y ) = x 2 + y 2
2
e) ( ) log 3 (x + y ) = log 3 x + log 3 y, x.y > 0

) (x.y ) = x 2 .y 2 x y x+y
2
b) ( f) ( ) + = , x.y ≠ 0
y x y+x
c) ( ) x 2 + y2 = x + y
g) ( ) x2 = x
d) ( ) (x + y )2 =x+y

7) Esboce o gráfico das seguintes funções:


a) f(x) = 2x x
1 
x d) f(x) =   - 3
1  2
b) g(x) =  
2 e) g(x) = 3.2x
c) h(x) = 2x + 2 x
f) h(x) = 2
8) Determine o domínio e faça um esboço do gráfico da função dada.
a) f (x ) = log 1 x c) f (x ) = ln( x + 1) e) f (x ) = log 1 (− x )
4 2
d) f (x ) = ln( x − 2)
b) f (x ) = log 2 x f) f (x ) = − log 1 x
3

9) Construa o gráfico (um período completo) das seguintes funções, explicitando o domínio, a
imagem e o período:
a) y = 3 sen x b) y = 2 - sen x

 π x
c) y = sen  x −  d) y = 2 sen
 2 4

10) Calcule f o g( x ) , g o f ( x ) , f o f ( x ) e g o g ( x) para as seguintes funções:

a) f ( x ) = x + 10 e g ( x) = sen ( x )

b) f ( x ) = x 2 + 3x e g ( x ) = 2 x − 7

f (x + h ) − f (x )
11) Simplifique a expressão onde
h

a) f ( x ) = x 2 − 3x

1
b) f ( x ) =
x
c) f ( x ) = ( x + 2) 2
RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS SOBRE FUNÇÕES

1)
y = X+2 4.0 y = -x+1 4.0 y = 2x 4.0

3.0 3.0 3.0

2.0 2.0 2.0

1.0 1.0 1.0

−4.0 −3.0 −2.0 −1.0 1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 −4.0 −3.0 −2.0 −1.0 1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 −4.0 −3.0 −2.0 −1.0 1.0 2.0 3.0
−1.0 −1.0 −1.0

−2.0 −2.0 −2.0

−3.0 −3.0 −3.0

−4.0 −4.0 −4.0

y = (4-3x)/2 4.0 y = -2x+3 4.0

3.0 3.0

2.0 2.0

1.0 1.0

−4.0 −3.0 −2.0 −1.0 1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 −4.0 −3.0 −2.0 −1.0 1.0 2.0 3.0 4.0 5.0
−1.0 −1.0

−2.0 −2.0

−3.0 −3.0

−4.0 −4.0

2)
y = 2*x^2 4.0 y = -x^2+3x 4.0 y = 4x-x^2 4.0 y = 2x^2-10x+7
6.0
3.0 3.0 3.0 5.0
4.0
2.0 2.0 2.0 3.0
2.0
1.0 1.0 1.0
1.0

−4.0 −3.0 −2.0 −1.0 1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 −4.0 −3.0 −2.0 −1.0 1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 −4.0 −3.0 −2.0 −1.0 1.0 2.0 3.0 4.0 −6.0−5.0 −4.0−3.0−2.0−1.0 1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 6.0 7.0 8.0
−1.0
−1.0 −1.0 −1.0
−2.0

−2.0 −2.0 −2.0 −3.0


−4.0
−3.0 −3.0 −3.0 −5.0

−4.0 −6.0
−4.0 −4.0
−7.0

3) 4 
c) S=  ,4
 9   11 
a) S=  − ,3
 5   5 7
d) S =  x ∈ R | < x < 
2 8   2 2
b) S=  , 
5 9  e) S = {x ∈ R | x ≥ −2 ou x ≤ −5}
4)
a) y = | x | +2 c) y = x2 - 4

b) y = | x +2| d) y = |x 2 – 4|

5)

a) y = x c) y = x +3

b) y = x +3 d) y = 4 x
6)
a) F exemplo: (5 + 3) 2 ≠ 5 2 + 3 2 e) F O correto é

b) V log 3 (x ⋅ y ) = log 3 x + log3 y, x.y > 0

32 + 42 ≠ 3 + 4 2 1 2 +1
c) F exemplo: f) F exemplo: + ≠
1 2 1+ 2
d) F exemplo: (− 2 + 1)2 ≠ −2 + 1 g) V

7)
a) f(x) = 2x c) h(x) = 2x + 2 e) g(x) = 3.2x Observação:
3.2x ≠ 6x

x
 1
b) g( x) =   x
 2 1 
d) f(x) =   - 3
x
2 f) h(x) = 2

8)

a) Dom f = {x ∈ R / x > 0} b) Dom f = {x ∈ R / x > 0}


c) Dom f = {x ∈ R / x > −1} e) Dom f = {x ∈ R / x < 0 }

d) Dom f = {x ∈ R / x > 2} f) Dom f = {x ∈ R / x > 0}

9)
a) c)

b)
d)
10) a) f o g( x ) = sen ( x) + 10

g o f ( x ) = sen ( x + 10 )

f o f (x ) = x + 10 + 10
g o g ( x ) = sen( sen ( x))

b) f o g( x ) = ( 2 x − 7) 2 + 3( 2 x − 7)

g o f ( x ) = 2( x 2 + 3x ) − 7

f o f ( x) = ( x 2 + 3x ) 2 + 3( x 2 + 3 x)
g o g ( x ) = 2( 2x − 7) − 7

11) a) 2x-3+h
−1
b)
x ( x + h)
c) 2x+4+h
FUNÇÃO EXPONENCIAL

Definição: Dado um número real a, com a > 0 e a ≠ 1 , chamamos função exponencial de base
a a função f de R → R que associa a cada x real o número ax .

Podemos escrever, também: f: R → R


x → ax

Exemplos de funções exponenciais em R:

a) f(x) = 2x d) f(x) = e-x


x
1 
b) f(x) =   e) f(x) = 10x
2
c) f(x) = ex

Gráfico: O gráfico de f(x) = ax tem o seguinte aspecto:

1) Se a > 1 2) Se 0 < a < 1

função crescente função decrescente

Observamos que nos dois casos, a imagem da função exponencial é: Im = R+*.

Dizemos, ainda, que a função f(x) = ax , corta o eixo y no ponto (0, 1).

Equações exponenciais

Definição: Equações exponenciais são equações com incógnita no expoente.

Exemplos

a) 2x = 64

b) ( 3 )x = 3 81
c) 4x – 2x = 2
Para resolvermos essas equações, devemos reduzir ambos os membros em potências de
mesma base, usando para isso as propriedades de potência.
Pelo fato da função exponencial f(x) = ax ser injetora, podemos concluir que potências iguais e
de mesma base têm os expoentes iguais, ou seja:
ab = ac ⇔ b = c (a > 0 e a ≠ 1 )

Exemplos

a) 2x = 64 b) ( 3 )x = 3 81 c) 4x – 2x = 2

2x = 26 (3 )
1 /2 x
= (81)1 / 3 22x – 2x – 2 = 0

1 1
x
4 3
x=6 32 = (3 ) fazendo 2x = t
1 4
x
V = {6} 3 2 = 33 t2 – t – 2 = 0

1 4
x= temos que t = – 1 ou t = 2
2 3
8
x= 2x = – 1 ou 2x = 2
3
8
V={ } ∃/ x / 2x = – 1
3
2x = 21
x=1
V = {1}

LOGARITMOS

Definição: Seja b ≠ 1 um número real positivo. Dado um número positivo x qualquer,

existe um único número real y tal que x = b y . Este número y é chamado logaritmo do

número x na base b e será denotado por y = log b x .

Temos, então, a igualdade: y = log b x ⇔ x = b y

Exemplos:
1) Calcule log 3 9 .

Da igualdade acima temos:

y = log 3 9 ⇔ 9 = 3 y ⇔ 3 2 = 3 y ⇔ y = 2 .

Logo, log 3 9 = 2
2) Calcule log 4 2 .

Da igualdade acima temos:


1
y = log 4 2 ⇔ 2 = 4 y ⇔ 2 = 22 y ⇔ 2y = 1 ⇔ y = .
2
1
Logo, log 4 2 =
2

FUNÇÃO LOGARÍTMICA

Para cada número real positivo b ≠ 1 , definimos a função logarítmica, na base b, como sendo a
função f : ( 0, + ∞ ) → R , que a cada número real positivo x associa o número real f (x ) = log b x

Gráficos
A função logaritmo de x na base b, pode ser representada graficamente de duas maneiras
diferentes, dependendo do valor de b, como figura abaixo:

b>1 0<b<1

Como se vê nos gráficos acima, a função logarítmica é crescente se b > 1 e é decrescente se


0 < b < 1. O domínio da função logarítmica é o conjunto dos números reais positivos e sua
imagem é o conjunto de todos os números reais, ou seja, logb : R + → R .

Propriedades
Sejam b > 0 e b ≠ 1 , M > 0, N > 0 e r números reais, então:

a) log b (M N) = log b M + log b N d) log b b = 1

 M e) log b 1 = 0
b) log b   = log b M − log b N
 N

c) log b (M)r = r ⋅ log b M


Mudança de base
Sejam a e b números reais positivos com a ≠ 1 e b ≠ 1 , para qualquer número real positivo M
temos a igualdade:
log a M
log b M =
log a b

Exemplo

Escreva a seguinte expressão log 6 x + 2 log 6 y − 3 log 6 z com um único logaritmo.

xy 2
Solução: log 6 x + 2 log 6 y − 3 log 6 z = log 6 x + log 6 y 2 − log 6 z 3 = log 6
z3

Logaritmos especiais
Dois logaritmos possuem notações próprias que são:

• f (x ) = log10 x , que será denotado simplesmente por f (x ) = log x e será chamado

logaritmo decimal (na base 10).

• f (x ) = log e x , que será denotado simplesmente por f (x ) = ln x e será chamado logaritmo

natural (ou Neperiano), onde e representa o número de Napier, base da função

exponencial g( x ) = e x , cujo valor aproximado é e = 2,7182...

Relação entre função logarítmica e função exponencial:

As funções f (x ) = log b x e g( y ) = b y são funções inversas, uma da outra, pois pela própria

definição de logaritmo temos, log b x = y ⇔ x = b y e, assim,

g(f ( x )) = g(log b x ) = blog b x = x e

( )
f (g( y )) = f b y = log b (b y ) = y
Exemplo

Durante quanto tempo devemos investir R$ 900,00 a uma taxa de 10% ao ano, no sistema de
juros compostos, para resgatar R$ 1.500,00?

Solução:

Da fórmula de juros composto, PF = PV(1 + i) t , onde PF é o valor a ser resgatado, PV é o


valor aplicado, i é a taxa e t é o tempo de aplicação, temos que:
t
 10  t 1500 5  5  log(5 / 3) 0,2219
1500 = 9001 +  ⇔ (1 + 0,1) = ⇔ (1,1)t = ⇔ t = log1,1  = = = 5,3599
 100  900 3  3 log(1,1) 0,0414
EXERCÍCIOS SOBRE EXPONENCIAL E LOGARITMO

1) Esboce o gráfico das seguintes funções:


a) f(x) = 2x x
x
1 
d) f(x) =   - 3
1  2
b) f(x) =  
2 e) f(x) = 3.2x
c) f(x) = 2x + 2 x
f) f(x) = 2
2) Resolva as seguintes equações exponenciais:
x d) (2x )x + 4 = 32
1 
a)   = 125 e) 4x + 1 – 9.2x + 2 = 0
5 
b) 125x = 0,04
2x + 3
 1 
c) 5 3x-1
= 
 25 

3) Calcule o valor do logaritmo dado.


1
a) log 8 64 b) log 4 64 c) log 64 8 d) log 2
64
e) log 2 1 f) log 2 2 g) log 1 8 h) log 1 81
2 3
4) Determine o domínio e faça um esboço do gráfico da função dada.
a) f (x ) = log 1 x b) f (x ) = log 2 x c) f (x ) = ln( x + 1)
4

d) f (x ) = ln( x − 2) e) f (x ) = log 1 (− x ) f) f (x ) = − log 1 x


2 3
5) Reduza a expressão dada em um único logaritmo.
1 2
a) 4 log x + log y b) 5 ln x + ln y − 3 log 6 1
2 3
c) 3 log b ( x ) + log b (2y ) − 1 d) log 9 x + log 3 6 − 3 log 9 z

3
6) Sendo ln a = 2, ln b = 5, ln = −0,51 , calcule.
5

3b 2
a) ln(ab ) b) ln ab c) ln(a 2 b3 ) d) ln( )
3
5 a
7) Resolva as seguintes equações:
a) ln x + ln 3 = ln 9 c) ln x − ln( x − 1) = ln 2 + ln( 3 − x )

b) ln (x − 2x 2 ) + ln 4 = 0 d) ln x 2 − ln x − ln 4 = 0
RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DO CÁLCULO ZERO

EXPONENCIAL

1a) 1b) 1c)

1d) 1e) 1f)

2a) V = {-3}  5 2e) V = {-2; 1}


2c) V = − 
 2  7
2b) V = − 
 3 2d) V = {-5; 1}

LOGARTIMOS

1
3) a) 2; b) 3; c) ; d) –6; e) 0; f) 1; g) –3; h) –4.
2
4) a) D f = {x ∈ R / x > 0} b) D f = {x ∈ R / x > 0}
c) D f = {x ∈ R / x > −1} d) D f = {x ∈ R / x > 2}

e) D f = {x ∈ R / x < 0} f) D f = {x ∈ R / x > 0}

 x3 2y 
5) a) log( x 4 y ) ; b) ln( x 5 3 y 2 ) ; c) log b   ; d) log  36 x  .
 b  9 3 
   z 

7
6) a) 7; b) ; c) 19; d) 6,49.
2
3
7) a) 3; b) não existe; c) 2 ou ; d) 4.
2
POLINÔMIOS

Definição: Um polinômio de grau n é uma função que pode ser escrita na forma
n
P( x ) = a0 + a1x + a 2 x 2 + a3 x 3 + ... + an xn = ∑ ai xi em que cada a i é um número complexo (ou
i=0
real) tal que n é um número natural e an ≠ 0. Os números ai são denominados coeficientes do
polinômio P(x). O termo a0 é chamado coeficiente constante ou termo independente.

Exemplos:
1) P(x) = x3+2 x2 - 3x + 10 é um polinômio de grau 3. Note que segundo a notação acima
temos a0=10, a1 = -3, a2 = 2 e a3 = 1.
2) Q(x) = x2 + 1 é um polinômio de grau 2 tal que a0 = 1, a1 = 0 e a2 = 1.
3) R(x) = 7 é um polinômio de grau zero tal que a0=7.

Observe que P(x) = x2 + x + x ½


+2 não é um polinômio devido ao expoente ½. Similarmente,
Q(X) = x3 +2x +x-2 +3 não é polinômio devido ao expoente –2.

Definição: Dado o número complexo (ou real) a, o número P(a) é chamado valor numérico do
polinômio P(x) em x = a. Além disso, se P(a) = 0 então dizemos que a é uma raiz do
polinômio P(x).

Exemplos:

1) Se P(x) = x2 -3x + 2 então P(3) = 32 - 3 3 + 2 = 9 – 9 + 2 = 2 é o valor numérico de P(x) em


x=3.
Além disso, x = 1 e x = 2 são raízes do polinômio P(x) já que P(1) = 12 – 3 ⋅ 1 + 2 = 1 – 3 +2 = 0
e P(2) = 22 – 3 ⋅ 2 + 2 = 4 – 6 + 2 = 0.

2) As raízes do polinômio Q(x) = x2 +1 são os números complexos i e –i, já que


Q(i) = i2 + 1 = -1 + 1 =0 e Q(-i) = (-i)2 + 1 = -1 + 1 =0.
Teorema: Se x = a é uma raiz do polinômio P(x) então P(x) pode ser reescrito como o produto
de x - a por um certo polinômio Q(x), ou seja, se x = a é raiz de P(x) então existe um polinômio
Q(x) tal que P( x ) = ( x − a)Q( x ) .

Exemplo: Já vimos que x = 1 é raiz do polinômio P(x) = x2 -3x + 2 então P(x) pode ser reescrito
por P( x ) = ( x − 1)Q( x ) . No caso, o polinômio Q(x) é dado por Q( x ) = x − 2 , já que

P( x ) = x 2 − 3 x + 2 = ( x − 1)( x − 2) .

Observe que o polinômio Q(x) pode ser encontrado fazendo-se a divisão do polinômio P(x) pelo

P( x ) x 2 − 3x + 2
polinômio x–a, ou seja, Q( x ) = . No exemplo acima, Q( x ) = = x −2.
x−a x −1

Observe ainda que, neste caso, o grau de Q(x) é um a menos do que o grau de P(x).

Divisão de polinômios - algoritmo de Briot-Ruffini

Quando dividimos dois polinômios, obtemos um quociente e um resto da divisão. Isto é, se


dividirmos P(x) por D(x) (o divisor), vamos obter dois novos polinômios Q(x) (o quociente) e
R(x) (o resto), de modo que P( x ) = D( x ) ⋅ Q( x ) + R( x ) .

Existem algumas técnicas para dividirmos polinômios. Uma das mais utilizadas é o algoritmo de
Briot-Ruffini. Esta é uma técnica prática, mas que só deve ser utilizada para efetuarmos a
divisão do polinômio P(x) por um binômio da forma x–a. A explicação do algoritmo será feita
através de um exemplo.

Exemplo:
Determine o quociente e o resto da divisão do polinômio P(x) = x2 –3x + 2 pelo polinômio
D( x ) = x − 1 .

Sendo 1 a raiz do binômio D(x), pois D(1) = 0, temos que P( x ) = ( x − 1) ⋅ Q( x ) + R( x ) .


Escreva o polinômio P(x) com as potências em x, ordenadas decrescentemente.
Assim, os coeficientes do polinômio P(x) = x2 – 3x + 2 ordenado e completo são 1, -3 e 2.
Escreva estes números em uma tabela do seguinte modo:
raiz de D(x) = x–1 coeficientes de P(x)
1 1 -3 2
Copie o primeiro coeficiente de P(x) na linha abaixo:
1 1 -3 2
1

Multiplique a raiz de D(x) (ou seja, 1) por este coeficiente que foi copiado (ou seja, 1) e adicione
ao segundo coeficiente de P(x) (ou seja, -3). Coloque o resultado na segunda linha, abaixo do
segundo coeficiente de P(x).
Temos: 1⋅ 1 + ( −3) = 1 − 3 = −2 e na tabela:
1 1 -3 2
1 -2

Repita o procedimento para o próximo número: multiplique a raiz de D(x) (ou seja, 1) pelo novo
número que foi colocado na segunda linha (ou seja, -2) e adicione ao terceiro coeficiente de
P(x) (ou seja, 2). Coloque o resultado na segunda linha, abaixo do terceiro coeficiente de P(x).
Temos: 1⋅ ( −2) + 2 = −2 + 2 = 0 e na tabela:
1 1 -3 2
1 -2 0

Para ler o resultado obtido, temos que separar o último número calculado (ou seja, 0). Este é o
resto da divisão. Assim, R(x) = 0.
Os outros números calculados são os coeficientes do quociente Q(x) da divisão, na ordem em
que aparecem.
Note que como o grau de Q(x) é um a menos que o grau de P(x), então Q(x) é um polinômio de
grau 1, pois P(x) é de grau 2.
No exemplo acima, os coeficientes do quociente são 1 e -2, ou seja, o quociente é o polinômio
Q(x) = 1x + (-2) = x – 2.

Assim, ao dividirmos P(x) = x2 -3x + 2 pelo binômio D(x) = x – 1, vamos obter o quociente
Q( x ) = x − 2 e o resto R(x) = 0. De modo que P( x ) = D( x ) ⋅ Q( x ) + R( x ) é

x 2 − 3 x + 2 = ( x − 1)( x − 2) + 0 .

Exemplo:
Determine o quociente e o resto da divisão do polinômio P(x) = – 4x3 + 2x + 10 pelo binômio
D( x ) = x + 2 .

Note que
A raiz do binômio D(x) é x = -2.
Os coeficientes ordenados e completos do polinômio P(x) = -4x3 +2x + 10 = -4x3 + 0x2 + 2x + 10
são -4, 0, 2 e 10 (lembre de considerar o coeficiente de x2).
-2 -4 0 2 10
-4 8 -14 38

Assim, ao dividirmos P(x) = -4x3 +2x + 10 pelo binômio D(x) = x + 2, vamos obter o
quociente Q(x) = -4x2 + 8x – 14 e o resto R(x) = 38.
De modo que P( x ) = D( x ) ⋅ Q( x ) + R( x ) é − 4 x 3 + 2x + 10 = ( x + 2)( −4 x 2 + 8 x − 14 ) + 38 .

Exemplo:
Determine o quociente e o resto da divisão do polinômio P(x) = x4 - 1 pelo polinômio

D( x ) = x 2 − 1 .

Note que não podemos aplicar diretamente o dispositivo de Briott-Ruffini, já que o polinômio
D(x) = x2 -1 não é da forma x-a. Mas, sabemos que D(x)=x2 –1=(x+1)(x–1), e então para dividir
do polinômio P(x) = x4 - 1 pelo polinômio D(x) = x2 –1, basta dividir P(x) = x4 –1 pelo polinômio
x + 1, e em seguida dividir o resultado obtido por x – 1.

Dividindo dividir P(x) = x4 - 1 pelo polinômio x + 1:


-1 1 0 0 0 -1
1 -1 1 -1 0

x4 −1
Ou seja, = x 3 − x 2 + x − 1 , e o resto da divisão foi zero.
x +1
O próximo passo é dividir x3 - x2 + x - 1 por x – 1:
1 1 -1 1 -1
1 0 1 0

x3 − x2 + x −1
Ou seja, = x 2 + 1 e o resto da divisão foi zero.
x −1
x4 −1 x4 −1 x3 − x2 + x −1
Portanto = = = x 2 + 1.
x − 1 ( x + 1)( x − 1)
2
x −1
Divisão de polinômios - Divisão pelo método das chaves

Muitas vezes, não podemos aplicar o dispositivo acima, ou sua aplicação passa a ser
trabalhosa. Nesses casos, podemos optar por usar o método básico da divisão (método das
chaves) que se parece bastante com a divisão algébrica.

Este método consiste em fazermos a divisão no seguinte formato


P(x) D(x)
R(X) Q(x)

em que, se dividirmos P(x) por D(x) (o divisor), vamos obter dois novos polinômios Q(x) (o
quociente) e R(x) (o resto), de modo que P( x ) = D( x ) ⋅ Q( x ) + R( x ) .

Exemplo:
Divida P(x) = 3x3 – 9x2 + 9x - 3 por D(x) = x2 – 2x + 1.

Primeiro, organizamos os dois polinômios como em uma conta usual de divisão.


3x3 - 9x2 + 9x - 3 x2 – 2x + 1

3x 3
Divida o termo de maior grau de P(x) pelo de maior grau de D(x): = 3 x , obtendo-se o
x2
primeiro termo de Q(x).

Em seguida, multiplica-se o quociente obtido (3x) por D(x). O resultado é colocado, com o sinal
trocado, sob os termos semelhantes de P(x).

3x3 -9x2 + 9x - 3 x2 - 2x + 1
-3x3 +6x2 - 3x 3x

Na coluna da esquerda, somam-se os termos semelhantes.


3x3 -9x2 + 9x - 3 x2 - 2x + 1
-3x3 +6x2 - 3x 3x
-3x2 +6x -3
Repete-se o procedimento, dividindo-se o termo de maior grau de –3x2+6x–3 pelo de maior

− 3x2
grau de D(x): = −3 , obtendo-se o segundo termo de Q(x).
x2
Em seguida, multiplica-se o quociente obtido (-3) por D(x). O resultado é colocado, com o sinal
trocado, sob os termos semelhantes de –3x2+6x–3, para então somarmos os termos
semelhantes.

3x3 -9x2 + 9x - 3 x2 - 2x + 1
-3x3 +6x2 - 3x 3x -3
-3x2 +6x -3
3x2 +6x -3
0

O procedimento se encerra quando o polinômio da “esquerda” (que será o resto da divisão)


tiver grau menor que do polinômio D(x).

Assim, pelo procedimento acima, temos que o resto da divisão de P(x)=3x3 -9x2 + 9x – 3 por
D(x)=x2 - 2x + 1 é zero (R(x)=0) e o quociente é Q(x)=3x -3.
Portanto, escrevendo, como antes, na forma P( x ) = D( x ) ⋅ Q( x ) + R( x ) , temos
3x3 –9x2 + 9x – 3 = (x2 - 2x + 1)( 3x -3)+0, ou seja, 3x3 -9x2 + 9x – 3 = (x2 - 2x + 1)( 3x -3).

Note que neste caso, ao dividirmos 3x3 – 9x2 + 9x – 3 por x2 - 2x + 1, obtemos 3x –3, ou seja,

3x 3 - 9x 2 + 9x + 3
= 3x − 3 .
x 2 - 2x + 1

Exemplo:
Divida 6x3 – x + 10 por 2x2 – 3x:

6x3 – x + 10 2x2 – 3x

O procedimento é análogo ao exemplo anterior, lembrando que para somar polinômios temos
que somar os coeficientes dos termos com o mesmo grau, isto é, somar x3 com x3, x2 com x2...
6 x3 +0x2 – x + 10 2x2 – 3x
-6x3+9x2 3x
9x2 –x +10
E, então:
6 x3 +0x2 – x + 10 2x2 – 3x
-6x3+9x2 3x + 4,5
2
9x – x +10
2
-9x + 13,5x
12,5 x +10

Como o grau de 12,5 x +10 é menor do que o grau de 2x2 – 3x então a divisão está terminada e
temos que 6x3 – x + 10 = (2x2 – 3x)( 3x + 4,5) + 12,5 x +10.

PRODUTOS NOTÁVEIS

Na multiplicação de expressões algébricas, algumas vezes é possível determinar o


produto sem efetuar a operação. Nesses casos, os resultados são conhecidos como produtos
notáveis.

Quadrado da soma de dois termos ou quadrado perfeito

Observe a figura ABCD formada por dois quadrados e dois retângulos. O quadrado
ABCD tem 5cm de lado e sua área é:
A B

52 = 25cm2

C D

Podemos desdobrar o quadrado ABCD em quatro quadriláteros:


3cm 3cm 2cm 2cm

333 3cm 2cm 3cm 2cm


Comparando a área do quadrado ABCD com a soma das áreas dos quatros quadriláteros,
podemos escreve, ( 3 + 2 )2 = 32 + 2 . 3 . 2 + 22
Portanto:

O quadrado da soma de dois termos ( a + b )2 é igual ao quadrado do primeiro termo (a2) ,


mais duas vezes o produto do primeiro termo pelo segundo ( +2ab), mais o quadrado do
segundo termo (+b2).

Escrevemos:
( a + b )2 = a2 + 2ab + b2
Exemplos:
( x + 1) 2 = x 2 + 2 ⋅ x ⋅ 1 + 1 = x 2 + 2x + 1

(2x 3 + 5) 2 = (2x 3 ) 2 + 2 ⋅ (2x 3 ) ⋅ 5 + 5 2 = 4 x 6 + 20 x 3 + 25

Exemplo: Fatore 4x2+4x+1.


Note que 4 x 2 + 4 x + 1 = ( 2x ) 2 + 2 ⋅ 2x ⋅ 1 + 12 = ( 2x + 1) 2

Assim, 4 x 2 + 4 x + 1 = ( 2x + 1) 2 .

Quadrado da diferença de dois termos

O quadrado da diferença de dois termos (a – b)2 é igual ao quadrado do primeiro termo


(a2), menos duas vezes o produto do primeiro termo pelo segundo (-2ab), mais o
quadrado do segundo termo (+b2).

Escrevemos:
( a – b)2 = a2 – 2ab + b2
Exemplos:
( x − 4) 2 = x 2 − 2 ⋅ x ⋅ 4 + 4 2 = x 2 − 8 x + 16

(2y − 3) 2 = (2y ) 2 − 2 ⋅ 2y ⋅ 3 + 3 2 = 4 y 2 − 12 y + 9

Produto da soma pela diferença:

O produto da soma pela diferença de dois termos (a+b) . (a-b) é igual ao quadrado do
primeiro termo (a2) menos o quadrado do segundo termo (-b2).

Escrevemos:
(a+b) (a –b) = a2 – b2
Note que expressão acima é verdadeira visto que se fizermos a distributiva de ( a – b)(a + b)
obteremos (a − b)(a + b) = a 2 − ab + ab − b 2 = a 2 − b 2 .

Exemplos:
(x-2). (x+2)= x2 - 22 = x2 – 4
(x-y) (x+y)=x2 – y2
( x 2 − 1)( x 2 + 1) = ( x 2 )2 − 1 = x 4 − 12

Cubo da soma de dois termos ou cubo perfeito

Observe o desenvolvimento das potências a seguir:

(x+1)3 = (x + 1)2 (x+1)= (x2 +2x +1) (x+1)=


= x2 .x + x2 .1 + 2x . x + 2x . 1 + 1.x + 1.1=
= x3 + x2 + 2x2 + 2x + x + 1=
= x3 + 3x2 + 3x + 1

O cubo da soma de dois termos (a+b)3 é igual ao cubo do primeiro termo (a3), mais três
vezes o produto do quadrado do primeiro termo pelo segundo (+3 a2b), mais três vezes o
produto do primeiro termo pelo quadrado do segundo (+3 ab2), mais o cubo do segundo
termo (+b3).

Escrevemos:
(a + b )3 = a3 + 3 a2b + 3 ab2 + b3
Exemplos:
(2 + x )3 = 2 3 + 3 ⋅ 2 2 ⋅ x + 3 ⋅ 2 ⋅ x 2 + x 3 = 8 + 12 x + 6 x 2 + x 3
3 2 3
 1 2 1  1  1 x 1
x +  = x + 3⋅ x ⋅ + 3⋅ x ⋅  +   = x + x + +
3 3 2

 3 3 3 3 3 9

Cubo da diferença de dois termos

Observe o desenvolvimento a seguir:

(x – 1)3 = (x-1)2 (x-1) = (x2 – 2x + 1) (x-1)=


= x2 .x – x2 .1 – 2x . x – 2x(-1) + 1.x + 1. (-1)=
= x3 – x2 – 2x2 + 2x + x –1= x3 – 3x2 + 3x -1
O cubo da diferença de dois termos (a – b)3 é igual ao cubo do primeiro termo (a3),
menos três vezes o quadrado do primeiro termo pelo segundo (-3 a2b), mais três vezes o
primeiro termo pelo quadrado do segundo (+3 ab2), menos o cubo do segundo termo
(-b3).

Escrevemos:
(a – b)3 = a3 – 3 a2b + 3 ab2 - b3
Exemplos:
( y − 2) 3 = y 3 − 3 ⋅ y 2 ⋅ 2 + 3 ⋅ y ⋅ 2 2 − 2 3 = y 3 − 6 y 2 + 12y − 8

(1 − b)3 = 13 − 3 ⋅ 12 ⋅ b + 3 ⋅ 1⋅ b 2 − b 3 = 1 − 3b + 3b 2 − b 3

FATORAÇÃO

Definição: Fatorar é transformar uma expressão algébrica em um produto de fatores.

Em geral, quando se é pedido para “fatorar” uma expressão, queremos que a expressão seja
reescrita como produto de fatores os mais simples possíveis.

Temos algumas regras muito utilizadas para fatorar polinômios e que merecem destaque.

Fator Comum
ax + bx = (a+b) x
Ex: 2x2 + 4x – 6xy = 2x(x + 2 - 3y)
(fator comum = 2x)

Agrupamento
ax + bx + ay + by = (a+b) x + (a+b) y = (a+b) (x+y)
Ex: 2ay2 + bx + 2by2 + ax = 2y2(a + b) + x(b + a) = (a + b)(2y2 + x)

Trinômio Quadrado Perfeito

a 2 + 2ab + b 2 = (a + b )
2

a 2 − 2ab + b 2 = (a − b )
2

Ex: x 2 + 6 x + 9 = x 2 + 2 ⋅ x ⋅ 3 + 3 2 = ( x + 3) 2

4 x 2 − 4 x + 1 = (2x ) 2 − 2 ⋅ 2x ⋅ 1 + 12 = (2x − 1) 2
Trinômio do Segundo Grau
Sejam x1 e x2 raízes da equação do 2º grau ax2 + bx + c = 0 (a ≠ 0), com ∆ ≥ 0 .
A soma S dessas raízes é S = x1 + x2 = – b/a
O produto P dessas raízes é P = x1.x2 = c/a
Observando esses resultados, podemos escrever a equação do 2º grau citada:
ax2 + bx + c = 0 (dividindo por a)
x2 + b/a x + c/a = 0
Assim: x2 – Sx + P = 0
Ex: x 2 + 5 x + 6 = ( x + 2)( x + 3) , já que 5 = 2 + 3 e 6 = 2 ⋅ 3 .

Diferença de dois Quadrados


x 2 − y 2 = (x + y )(x − y )

Ex: x 2 − 49 = x 2 − 7 2 = ( x + 7)( x − 7)

9 x 2 − 1 = (3 x ) 2 − 12 = (3 x + 1)(3 x − 1)

x 4 − 1 = ( x 2 ) 2 − 12 = ( x 2 + 1)( x 2 − 1) = ( x 2 + 1)( x + 1)( x − 1)

Soma e Diferença de Dois Cubos


(
x 3 + y 3 = (x + y ) x 2 − xy + y 2 )
x3 − y3 = (x − y )(x 2
+ xy + y 2 )
Ex: x 3 + 8 = x 3 + 2 3 = ( x + 2)( x 2 − x ⋅ 2 + 2 2 ) = ( x + 2)( x 2 − 2x + 4)

( )
8 x 3 − 27 = (2x )3 − 3 3 = (2x − 3) (2x ) 2 + 2x ⋅ 3 + 3 2 = (2x − 3)( 4 x 2 + 6 x + 9)

Cubo Perfeito

x 3 + 3 x 2 y + 3 xy 2 + y 3 = (x + y )
3

x 3 − 3 x 2 y + 3 xy 2 − y 3 = (x − y )
3

Ex: x 3 + 3 x 2 + 3 x + 1 = x 3 + 3 ⋅ x 2 ⋅ 1 + 3 ⋅ x ⋅ 12 + 13 = ( x + 1) 3

x 3 − 6 x 2 + 12 x − 8 = x 3 − 3 ⋅ x 2 ⋅ 2 + 3 ⋅ x ⋅ 2 2 − 2 3 = ( x − 2)3

Polinômio de segundo grau


ax 2 + bx + c = a( x − r1 )( x − r2 ) , onde r1 e r2 são as raízes (complexas ou reais) do polinômio

ax 2 + bx + c , que podem ser encontradas facilmente pela fórmula de Baskara

− b ± b 2 − 4ac
r= .
2a
Ex: Como r1 = 2 e r2 = 3 são raízes do polinômio x 2 − 5 x + 6 então

x 2 − 5 x + 6 = ( x − 2)( x − 3) .
Como r1 = −1 e r2 = 4 são raízes do polinômio x 2 − 3 x − 4 então

x 2 − 3 x − 4 = ( x − ( −1))( x − 4) = ( x + 1)( x − 4) .
SIMPLIFICAÇÔES DE EXPRESSÕES ALGÉBRICAS

MDC (máximo divisor comum) é dado pelo produto dos fatores com os menores expoentes.

MMC (mínimo múltiplo comum) é dado pelo produto dos fatores comuns tomados com os
maiores expoentes.

Exemplo:
Simplificar, efetuando as operações indicadas:

x
+
y 2xy
+ 2
x + y x − y x − y2
= (
MMC = (x + y )(x − y ) = x 2 − y 2 )
x( x − y ) y( x + y ) x 2 − xy + xy + y 2 + 2xy (x + y )
2
2xy
= + + = = 2 =
x2 − y2 x2 − y2 x2 − y2 x2 − y2 x − y2

=
(x + y )(x + y ) = x + y
(x − y )(x + y ) x − y

NÃO COMETAM MAIS ESTES ERROS

CERTO ERRADO

(a − b )2 = a 2 − 2ab + b 2
(a − b ) 2
(a − b )2 = a2 − b2
(a − b )(a + b ) = a 2
−b 2

(a + b )2 (a + b )2 = a 2 + 2ab + b 2 (a + b )2 = a2 + b2

− (a + b ) − (a + b ) = −a − b − (a + b ) = −a + b

− (a − b ) − (a − b ) = −a + b − (a − b ) = −a − b

a+b a+b a b a a+b


= + = +1 =a
b b b b b b
1 1 1 1 b+a 1 1 1
+ + = + =
a b a b ab a b a+b
1 1 1 1 b−a 1 1 1
− − = − =
a b a b ab a b a−b
a−b a−b a b b a−b
. = − = 1− = −b
a a a a a a

a + b = (a + b )
12
a+b a+b = a + b

Bibliografia:
1) Iezzi G, Dolce O, Gegenszain D, Périgo R. Matemática. Volume único. Atual editora. São
Paulo, 2002.
2) Iezzi G. Fundamentos da Matemática Elementar – vol.6. Atual editora. São Paulo, 2000.
EXERCÍCIOS SOBRE POLINÔMIOS

1) Encontre as raízes dos polinômios abaixo.


a) P( x ) = x 2 + 2x − 8

b) G( x ) = x 3 − 2x 2 + x

c) F( x ) = x 2 − 3 x + 2

2) Divida o polinômio P(x) pelo polinômio D(x) e apresente o resultado na forma


P( x ) = D( x ) ⋅ Q( x ) + R( x ) onde R(x) é o resto e Q(x) é o quociente.

a) P( x ) = x 3 + 2x 2 − 4 x + 1 e D( x ) = x − 1

b) P( x ) = x 4 − 3 x 2 − 4 e D( x ) = x + 2

c) P( x ) = x 3 − x 2 + 3 x − 2 e D( x ) = x 2 − 2x + 3

d) P( x ) = x 4 + x 3 − 2 e D( x ) = x 2 − x + 5

3) Utilize produtos notáveis para expandir as expressões abaixo.


a) ( x + 1 )2 2 3
x y x s
k)  −  s)  + 
b) ( a + 5 )2 2 3 2 3
c) ( a2 + 1 )2 l) (a2 – b2 )2 t) ( 2c + 3d)3
d) ( 3y + 2 )2 2 u) (2 – x)3
 1
2 m)  a − 
x y  2 v) (a2 – 2)3
e)  + 
2 4
(a )
3
3
− 3ab 2
2 1 
n) w)  − s 
f) ( 2a + 10 )2 2 
g) ( x2 + y2 ) 2 o) (2+m) (2-m)
x) (3m – 2n )3
h) ( 2xy + 5 )2  c d  c d 
p)  +  −  y) (2m –b) (2m + b)
i) (2–s) 2  3 2  3 2 
3
a 
j) (2m – n )2 q) ( 1 – 3v) (1 + 3v) z)  + 4
r) ( 1 + a )3
3 

4) Fatore (ao máximo) os polinômios abaixo.

a) x 2 z − 2 x 3z 2 − 5 x 2 zy + 3x 2 z2

b) 20zx 2 − 12 x 2 t 2 + 20 xyz − 12 xyt 2 + 5zy 2 − 3t 2 y 2

c) (x + y )2 − 2(x + y )(5z + c) + (5z + c )2


63 3
d) 9x 2 + x+
12 4

e) (9x 2
+1) 2
( )
− 12x 9x 2 + 1 + 36 x 2
f) 6 x 3n + x 2n

a 2x 2
g) − 3abxy + 36b 2 y 2
16

5) Simplifique as expressões abaixo utilizando as operações necessárias.

a2 − x 2 bx
x +y x −y c) ÷
x

− y x + y 2x 2 + 2y 2
a 2b 2 a2 + x 2
a) .
x +y x −y xy 1 1
+ +
x −y x +y a ab 3
d)
1
 x x 2x 2 4x 2y 2  x2 −y2 b −1 +
b)  + + + . b
x −y x + y x 2 + y 2 x 4 −y 4  4x 2
 

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DE POLINÔMIOS

1) a) x = - 4 e x = 2 b) x = 0 e x = 1 (raiz dupla) c)x = 1 e x = 2

2) a) Q( x ) = x 2 + 3 x − 1 ; R( x ) = 0 portanto, (
x 3 + 2x 2 − 4 x + 1 = (x − 1) x 2 + 3 x − 1 + 0 )
b) Q( x ) = x 3 − 2x 2 + x − 2 ; R( x ) = 0 portanto, (
x 4 − 3 x 2 − 4 = (x + 2) x 3 − 2x 2 + x − 2 + 0 )
c) Q( x ) = x + 1; R( x ) = 2x − 5 portanto, ( )
x 3 − x 2 + 3 x − 2 = x 2 − 2x + 3 (x + 1) + 2x − 5

d) Q( x ) = x 2 + 2x − 3 ; R( x ) = −13 x + 13 portanto,

( )( )
x 4 + x 3 − 2 = x 2 − x + 5 x 2 + 2 x − 3 − 13 x + 13

3)
a) x2 + 2x + 1 x2 xy y2 x3 x 2s xs 2 s3
k) − + s) + + +
b) a2 + 10a + 25 4 3 9 8 4 6 27
4 2 4 2 2 4
c) a + 2 a + 1 l) a – 2a b + b t) 8c + 36c d + 54cd2 + 27d3
3 2

d) 9y2 + 12y + 4 1 u) 8 – 12x + 6x2 – x3


m) a 2 − a +
4 v) a6 – 6 a4 + 12 a2 – 8
x 2 xy y 2
e) + +
4 4 16 n) a 6 − 6a 4 b 2 + 9a 2b 4 1 3 3
w) − s + s2 −s3
8 4 2
f) 4 a2 +40a + 100
g) x4 + 2x2y2 + y4 o) 4-m2 x) 27m3-54m2n+36mn2-8n3
y) 4m2 – b2
h) 4x2y2 + 20xy + c2 d2
p) −
9 4 1 3 4 2
25 z) a + a + 16a + 64
27 3
i) 4 – 4s + s2 q) 1 – 9v2
j) 4m2 – 4mn + n2 r) 1 + 3 a + 3 a2 + a3
4)
a) x2z(1 – 2xz – 5y + 3z)  1  1 f) x 2n (6x n + 1)
d) 9 x +  x + 
b) (2x + y )2 (5z − 3t 2 )  3  4 2
 ax 
g)  − 6by 
c) (x + y − 5z − c )2 e) (3x − 1)4  4 

5)a)

x +y x −y ( x + y )2 − ( x − y )2

x − y x + y 2 x 2 + 2y 2 (x + y )(x − y ) 2(x 2 + y 2 ) x 2 + 2xy + y 2 − x 2 + 2xy − y 2 2(x 2 + y 2 )
. = . = . =
x +y x −y xy ( x + y ) 2 + (x − y )2 xy x 2 + 2xy + y 2 + x 2 − 2xy + y 2 xy
+
x −y x +y (x + y )(x − y )
4 xy 2(x 2 + y 2 )
. =4
2(x 2 + y 2 ) xy

b) x4 – y4 = (x2 – y2 ). (x2 +y2) = ( x+y).(x-y). (x2 +y2)

x x 2x 2 4x 2y 2 x2 −y2
( + + + ). =
x −y x +y x2 +y2 x4 −y4 4x 2

x (x + y )(x 2 + y 2 ) + x (x − y )(x 2 + y 2 ) + 2x 2 (x + y )(x − y ) + 4 x 2 y 2 (x + y )(x − y )


=( ). =
2 2
(x + y )(x − y )(x +y ) 4x 2

x 4 + x 2 y 2 + x 3y + xy 3 + x 4 + x 2 y 2 − x 3y − xy 3 + 2x 4 − 2x 2 y 2 + 4 x 2 y 2 1
=( ). =
2 2
x +y 4x 2

4x 4 + 4x 2y 2 1 4 x 2 (x 2 + y 2 ) 1
=( ). = . =1
2 2 2 2 2
x +y 4x x +y 4x 2

a2 − x 2 bx a2 − x 2 a2 + x 2 a4 − x 4
c) ÷ = . =
a 2b 2 a2 + x 2 a 2b 2 bx a 2b 3 x

1 1 b3 + 1
+
a ab 3 = ab 3 b3 +1 b (b + 1)(b 2 − b + 1) b + 1
d) = . = =
1 b2 − b +1 ab 3 b 2 − b + 1 ab 2 (b 2 − b + 1) ab 2
b −1 +
b b
TRIGONOMETRIA

A trigonometria é uma parte importante da Matemática. Começaremos lembrando as relações


trigonométricas num triângulo retângulo.

Num triângulo ABC, retângulo em A, indicaremos por B̂ e por Ĉ as medidas dos ângulos
internos, respectivamente nos vértices B e C.

TEOREMA DE PITÁGORAS: Em todo triângulo retângulo, a soma dos quadrados das medidas
dos catetos é igual ao quadrado da medida da hipotenusa.
a2  b2  c 2

Definições:
1. Em todo triângulo retângulo, o seno de um ângulo agudo é a razão entre a medida do
cateto oposto a esse ângulo e a medida da hipotenusa.
cateto oposto ao ângulo B̂ b
sen B̂  
hipotenusa a

cateto oposto ao ângulo Ĉ c


sen Ĉ  
hipotenusa a

2. Em todo triângulo retângulo, o cosseno de um ângulo agudo é a razão entre a medida do


cateto adjacente a esse ângulo e a medida da hipotenusa.
cateto adjacente ao ângulo B̂ c
cos B̂  
hipotenusa a

cateto adjacente ao ângulo Ĉ b


cos Ĉ  
hipotenusa a
3. Em todo triângulo retângulo, a tangente de um ângulo agudo é a razão entre a medida dos
catetos oposto e adjacente a esse ângulo.
cateto oposto ao ângulo B̂ b
tg B̂  
cateto adjacente ao ângulo B̂ c

cateto oposto ao ângulo Ĉ c


tg Ĉ  
cateto adjacente ao ângulo Ĉ b

Observação:
b
b sen B̂
Note que tg B̂   a  .
c c cos B̂
a
sen x
Em geral, utilizaremos tg x  , para o ângulo x.
cos x

VALORES NOTÁVEIS

1) Considere o triângulo eqüilátero de medida de lado a.

a a 3 a
sen(30  )  21 cos(30  )  2  3
tg(30  )  2  1  3
a 2 a 2 a 3 3 3
2

a 3 a a 3
3 21
sen(60  )  2  cos(60  )  tg(60  )  2  3
a 2 a 2 a
2
2) Considere o quadrado de medida de lado a.

a 1 2 a 1 2 a
sen( 45  )    cos( 45  )    tg( 45  )  1
a 2 2 2 a 2 2 2 a

Resumindo:

30o 45o 60o


Seno 1 2 3
2 2 2

Cosseno 3 2 1
2 2 2

Tangente 3 1 3
3

ARCOS DE CIRCUNFERÊNCIA

Dados dois pontos distintos A e B sobre uma circunferência, esta fica dividida em duas partes,

denominadas arcos, que indicaremos por ou .

As unidades usuais para arcos de circunferência são: grau e radiano.


MEDIDA DE ARCOS

Considere uma circunferência orientada, de centro O e raio unitário. Definimos:


1
GRAU: é o arco unitário correspondente a da circunferência que contém o arco a ser
360
medido.

RADIANO: é um arco unitário cujo comprimento é igual ao raio da circunferência que contém o
arco a ser medido. ( 1radiano  57 o )

As medidas de arcos de circunferências em graus e em radianos são diretamente proporcionais,


possibilitando a obtenção da equação de conversão de unidades, através de uma regra de três
simples, em que  é a medida em graus e  em radianos.

medida em graus medida em radianos


 
180 
 
 
180 

CICLO TRIGONOMÉTRICO

Considere uma circunferência orientada, de centro O e raio unitário. Imagine um ponto A se


deslocando sobre a circunferência.

Existe uma diferença muito importante para se graduar uma reta e uma circunferência: enquanto
que na reta cada ponto corresponde a um único número real, na circunferência cada ponto
corresponde a uma infinidade de números reais e todos diferem de múltiplos inteiros de 2  .
A figura a seguir ilustra a graduação, em radianos, de uma circunferência de raio 1.

Ao marcarmos o ponto P na circunferência de raio 1, temos um triângulo retângulo


correspondente, de onde calculamos:

xp yp
cos    x p ; sen   y p ; x p2  y p2  1 obtendo-se cos 2   sen 2   1
1 1

A figura acima mostra que no eixo x temos o valor do cosseno e no eixo y, temos o seno,
definindo o chamado ciclo trigonométrico.
Para os pontos A, B, C e D podemos obter os seguintes valores:

sen0 = yA = 0 cos0 =xA = 1

sen  = yB = 1 cos  =xB = 0


2 2
sen  = yC = 0 cos  =xC = -1

sen 3  = yD = 1 cos 3  =xD = 0


2 2
sen2  = yA = 0 cos2  =xA = 1

FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

Estudaremos as funções seno, cosseno, tangente, cotangente, secante e cossecante, nos ciclos
trigonométricos.

Veremos a periodicidade e os gráficos das funções seno cosseno e tangente.


O que é periodicidade?
Para que fique bem claro o que este termo quer dizer, vamos exemplificar com os dias da
semana, de 7 em 7 dias eles se repetem, chamamos este fato de periódico, e o período é 7.
Estas três funções que serão apresentadas são ditas funções periódicas.

Definição: Uma função f é periódica se existir um número real p > 0 tal que f(x+p) = f(x),
x  Dom f . Neste caso, o menor valor de p que satisfaz tal condição é chamado período de f.
Observação: o gráfico de uma função periódica é caracterizado por ter seu “desenho” se
repetindo. Assim, para desenharmos a curva toda, basta desenharmos a parte correspondente a
um período e copiar à direita e à esquerda infinitas cópias da parte desenhada.

Vamos analisar a periodicidade destas três funções trigonométricas:


1) Seno
sen(x) = sen(x + 2  ) = sen(x + 4  ) =..... = sen(x + k2  ), k  Z.
Seno é função periódica de período 2 
2) Cosseno
cos(x) = cos(x + 2  ) = cos(x + 4  ) =..... = cos(x + k2  ), k  Z.
Cosseno é função periódica de período 2 
3) Tangente
tg(x) = tg(x +  ) = tg(x+ 2  ) =..... = tg(x + k  ), k  Z.
Tangente é função periódica de período 

2
Generalizando: y = a sen(kx) e y = a cos(kx) p=
k

Generalizando: y = a tg(kx) p=
k

Exemplos:
1) Determine o período de cada função:
a). y = 3 sen(x) p = 2
2
b) y = 3 sen(2x) p= 
2
2
c). y = 2 sen(x/2) p=  4
1/ 2
2
d) y = 3 cos(2x) p= 
2
2 10
e) y = cos(3x/5) p= 
3/5 3

2) Determine o período de cada função:



a). y = tg(2x) p=
2
b). y = 2 tg(x) p= 

a). y = tg(x/2) p=  2
1/ 2
GRÁFICO DA FUNÇÃO SENO
y = sen x
Propriedades
a) Dom = 
b) Img = [-1, 1]
c) Período = 2
d) sen (-x) = - sen (x)

GRÁFICO DA FUNÇÃO COSSENO


y = cos x
Propriedades
a) Dom = 
b) Img = [-1, 1]
c) Período = 2
d) cos (-x) = cos (x)

GRÁFICO DA FUNÇÃO TANGENTE


y = tg x
Propriedades
a) Dom = { x   / x   2  k}

b) Img = 
c) Período = 
d) tg (-x) = -tg (x)

RELAÇÕES FUNDAMENTAIS

senx  sen2x + cos2x = 1, para x  R


tg x = , para x   k com k  Z
cos x 2
cos x 
cotg x = , para x  k com k  Z sec2x = 1 + tg2x, para x   k com k  Z
senx 2
1  cossec2x = 1 + cotg2x, para x  k com k  Z
sec x = , para x   k com k  Z
cos x 2
1
cossec x = , para x  k com k  Z
senx
FÓRMULAS DE ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO
Sendo “a” e “b” dois números reais.

sen(a + b) = sena.cosb + cosa.senb sen(a – b) = sena.cosb – cosa.senb

cos(a + b) = cosa.cosb - sena.senb cos(a – b) = cosa.cosb + sena.senb

tga  tgb tga  tgb


tg(a + b) = tg(a - b) =
1  tga.tgb 1  tga.tgb

Exemplos
1) Calcule

a) cos(15  )
Solução:

cos(15  )  cos( 45   30  )  cos( 45  )  cos(30  )  sen( 45  )  sen(30  ) 


2 3 2 1 6 2
    
2 2 2 2 4

b) sen(15  )
Solução:

sen(15  )  sen( 45   30  )  sen( 45  )  cos(30  )  sen( 45  )  cos(30  ) 


2 3 2 1 6 2
    
2 2 2 2 4

b) tg(15  )
Solução:
3 3 3
1
tg( 45  )  tg(30  ) 3 3
tg(15  )  tg( 45   30  )   3  3  
 
1  tg( 45 )  tg(30 ) 1  1  3 3 3 3 3
3 3


3  3 3  3 32  2  3 3  3
 
2

 
9  6 3  3 12  6 3 6 2  3
   2 3
 
3 3 3 3 2
3  3
2
  93 6 6
FÓRMULAS DE MULTIPLICAÇÃO: ARCO DUPLO (2a)

A partir das fórmulas de adição e subtração, podemos obter as seguintes fórmulas de


multiplicação:

cos(2a) = cos(a+a) = cos a cos a – sen a sen a = cos2a – sen2a =


=cos2a –(1- cos2a ) = 2 cos2a -1

sen(2a) = sen(a+a) = sen a cos a + sen a cos b = 2 sen a cos a

tga  tga 2tga


tg(2a) = tg (a+a) = 
1  tga.tga 1  tg 2 a
Ou seja,

cos 2a = cos 2 a  sen 2 a sen 2a = 2 sen a . cos a

cos 2a = 2 cos2a – 1 2tga


tg 2a =
1  tg2 a.
cos 2a= 1 – 2 sen2a

Exemplos
1
1) Sabendo que tg( x )  , calcule tg(2x).
3
Solução
1 2
2
2 tg x 3 2 9 3
tg(2x) =   3   
2
1  tg x. 1  1 8 3 8 4
9 9

2) Resolva a equação cos( 2x )  3 sen( x )  1 .


Solução
cos( 2x )  3 sen( x )  1
cos 2 ( x )  sen 2 ( x )  3 sen( x )  1
1  sen 2 ( x )  sen 2 ( x )  3 sen( x )  1
2 sen 2 ( x )  3 sen( x )  2  0

Resolvendo a equação de 2º grau em sen(x), temos:

  3 2  4  2  ( 2)  9  16  25
35 1  5
  x   2k ou x   2k
35 4 2 6 6
sen( x )   ou
4 35
 2  não existe x
4

  5 
Conjunto solução: S  x  R x   2k ou x   2k , k  Z 
 6 6 

FÓRMULAS DE BISSECÇÃO

As fórmulas de bissecção podem ser obtidas do seguinte modo:

1  cos( 2b) a
cos( 2b)  1  2sen 2b  2sen 2 b  1  cos( 2b)  sen 2 b  e, se considerarmos b= ,
2 2
a 1  cos a
obtemos sen 2  .
2 2

Seguindo essa idéia, temos

a 1  cos a
sen 2 
2 2

a 1  cos a
cos 2 
2 2
a 1  cos a
tg 2 
2 1  cos a

RELAÇÕES DE PROSTAFÉRESE
 pq
a  b  p a  2
Fazendo  , ou seja,  e substituindo nas fórmulas de adição e subtração,
a  b  q b  p  q
  2
obtemos as relações de prostaférese dadas por

pq pq
sen p + sen q = 2  sen  cos
2 2

pq pq
sen p - sen q = 2  sen  cos
2 2
pq pq
cos p + cos q = 2  cos  cos
2 2
pq pq
cos p - cos q =  2  sen  sen
2 2
sen(p  q)
tg p + tg q =
cos(p ). cos( q)
sen(p  q)
tg p - tg q =
cos(p ). cos( q)

FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS INVERSAS

Nosso problema agora é procurar, se existirem, valores de y para os quais sen y = x,


lembrando que  1  x  1 .
Dado x, o valor de y correspondente tal que sen y = x determina uma função. Mas, para que o
 
valor de x determinado seja único, teremos que usar a restrição y .
2 2

Para solucionarmos esta questão, temos que estudar as funções trigonométricas inversas.

1) Função arco-seno (arcsen)


   
A cada x  [–1,1] associa-se um único y   ,  tais que sen y = x.
 2 2

Assim, definimos a função


   
arcsen : [–1,1]   , 
 2 2
x  y  arcsen( x )
Exemplos

1) Calcule
a) y = arcsen(1/2)
Solução
   
y = arcsen(1/2)  sen y = 1/2 . Lembrando que y   ,  , temos y =  /6, ou seja,
 2 2
 1 
arcsen   .
2 6

b) y = arcsen(0)
Solução
   
y = arcsen(0)  sen y = 0 . Lembrando que y   ,  , temos y = 0, ou seja, arcsen0   0 .
 2 2

c) y = arcsen(-1/2)
Solução
   
y = arcsen(-1/2)  sen y = -1/2 . Lembrando que y   ,  , temos y =   /6, ou seja,
 2 2
 1 
arcsen     .
 2 6

d) y = arcsen(1)
Solução
    
y = arcsen(1)  sen y = 1 . Lembrando que y   ,  , temos y =  /2, ou seja, arcsen1  .
 2 2 2
2) Função arco-cosseno (arccos)
A cada x  [–1,1] associa-se um único y  0,   tais que cos y = x.

Assim, definimos a função


arccos : [–1,1]  0,  
x  y  arccos( x )

Exemplos

1) Calcule
a) y = arccos(1/2)
Solução
 1 
y = arccos(1/2)  cos y = 1/2 . Lembrando que y  0,   , temos y =  /3, ou seja, arccos   .
2 3

b) y = arccos(0)
Solução

y = arccos(0)  cos y = 0 . Lembrando que y  0,   , temos y =  /2, ou seja, arccos0   .
2

c) y = arccos(-1/2)
Solução
y = arccos(-1/2)  cos y = -1/2. Lembrando que y  0,   temos y = 2 /3, ou seja,

 1  2
arccos    .
 2 3

d) y = arccos(1)
Solução
y = arccos(1)  cos y = 1 . Lembrando que y  0,   temos y =  , ou seja, arccos1   .
3) Função arco-tangente (arctg)
 
A cada x  [–1,1] associa-se um único y   ,  tais que tg y = x.
 2 2

Assim, definimos a função


  
arcsen : [–1,1]   , 
 2 2
x  y  arctg( x )

Exemplos

1) Calcule
a) y = arctg(1)
Solução
  
y = arctg(1)  tg y = 1 . Lembrando que y   ,  , temos y =  /4, ou seja, arctg1  .
 2 2 4

b) y = arcsen( 3 )
Solução
 
y = arctg( 3 )  tg y = 3 . Lembrando que y   ,  , temos y =  /3, ou seja,
 2 2

arctg 3   3 .

c) y = arctg(-1)
Solução
  
y = arctg(-1)  tg y = -1 . Lembrando que y   ,  , temos y =   /4, ou seja, arctg 1   .
 2 2 4
EXERCÍCIOS SOBRE TRIGONOMETRIA
1) Em cada um dos casos, calcule o seno, o cosseno, a tangente do ângulo agudo assinalado:

2) Um barco deveria sair do porto da cidade A e ir até o porto da cidade B em uma linha reta, (no
sentido norte-sul). Entretanto, uma correnteza fez com que o barco sofresse um desvio de na
direção leste. Ultrapassando o trecho de correnteza o capitão necessitou efetuar uma correção no
rumo no barco de 45º para a esquerda, de tal forma que ao reencontrar a rota original é possível
traçar um triângulo retângulo.
(norte) A

Se o barco percorreu 5 milhas na direção


5 milhas
leste, quanto ele teve que andar para
(leste)
retornar á rota original?

(sul) B

3) A lua é satélite natural da Terra e faz uma revolução em torno do sol em aproximadamente 28
dias.
a) De quantos radianos é o movimento da lua em um dia?
b) Qual a distância percorrida pela lua em uma revolução completa? (adote a distância da terra à
lua de 385.000km).

4) Reduza os arcos à primeira volta, represente-os graficamente e calcule o valor de seu seno,
cosseno e tangente.
25 5
a)1470º b) –1020º c) d) 
4 2

5) Determine o valor de
(a) sen 1620º (b) sen (-990º)

6) Sendo sen a = 1/2 e cos b = -1/2, sabendo que a e b são arcos do 2º quadrante, calcule:
a) sen (a+b) b) cos(a-b) c) tg (a+b)
7) Resolva a expressão matemática
a) x = sen (/6)- cos (2/3)-3*sen()
b) y = tg(/4)+2*sen(5/6) – [sen (/3)-cos(/6)]

8) (MACK) O valor se sen 55º.cos35º+sen35º.cos55º é:


a) –1 b) -0,5 c) zero d)0,5 e) 1,0

9) Simplifique as expressões:
a) sen(9  x )  sen (5  x ) b) sen (x-900º) + cos (x-540º)

10) Construa o gráfico (dois períodos completos) das seguintes funções, explicitando o domínio, a
imagem e o período:
a) y = 4 sen x b) y=1 - sen x c) y = 2 sen x/4

11) Calcule :
a) sen (9/4) e cos (9/4)
b) sen (-2/3) e sen (-2/3)
c) sen 8 e cos8

12. Encontre os valores do ângulo no intervalo [0, 2) que satisfaça as equações:
a) sen  =1; cos  =-1; tg  =1; sec  =1;
b) sen  =0; cos  =0; tg  =0; sec  =0;
c) sen  = -1/2; cos  = 1/2; tg  = -1; sec  =2.

13. Determine o período das funções:


a) y = sen (8) b) z= 4 sen (8)
c) x = cos (4/7) d) p=3 cos(/4+/2)

 
14. Simplifique a expressão sen( )  sen(   )  sen     cos  .
2 
15. Sabendo-se que sen  = -1/3, calcule:
a) sen (  - ) b) sen (  + ) c) cos (/2 - )

16. Usando as fórmulas de adição, calcule:


a) sen (+/2) b) cos75º c) cos (5/6), (sugestão 5/6 = /2+/3)

17. Mostre que sen 2  2 sen  cos  .

1 cos 2
18. Mostre que cos 2    .
2 2
RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DO CÁLCULO ZERO - TRIGONOMETRIA

5 2 5 1 3 4 3
1) a) sen   , cos   , tg   b) sen   , cos   , tg  
5 5 2 5 5 4
2) 5 2
3) a) /14 rad b) 770.000  km

4) a) 1470º equivale a 30º portando sen 30º = ½; cos 30º = 3 /2 e tg 30º = 3 /3

b) – 920 º equivale a 60º portando sen 60º = 3 /2 , cos 60º =1/2 e tg 60º = 3

c) 25/4 equivale a /4 portando sen /4 = 2 /2 , cos /4 = 2 /2 e tg /4 = 1


d) -5/2 equivale a 3/2 portando sen 3/2 = -1 , cos 3/2 = 0 e tg 3/2 = indefinida

5) a) zero b) 1

6) a) 1 b) 3 /2 c)indefinido
7) a) -1 b) 2
8) e
9) a) 2 sen x b) -sen x - cos x
10) a) Dom =  , Im = [-4, 4], p=2 b) ) Dom =  , Im = [0, 1], p=2

c) Dom =  , Im = [-2, 2], p=8

11) a) 2 /2 e 2 /2 b) - 3 /2 e -1/2 c) 0 e 1

12) a) /2, , /4 e 5/4, 0


b) 0 e , /2 e 3/2, 0 e , /2 e 3/2

c) 7/6 e 11/6, /3 e 5/3, 3/4 e 7/4, /3 e 5/3


13) a) /4 b) /4 c) 7/2 d) 8
14) –2sen
15) a) – 1/3 b) 1/3 c) -1/2

16) a) - 3 /2 b)  6  2 /4 c) - 3 /2
MATRIZES

Definição
Chama-se matriz do tipo m x n (m ∈ IN* e n ∈ IN*) a toda tabela M formada por números reais
distribuídos em m linhas e n colunas.

Em uma matriz M de m linhas e n colunas podemos representar seus elementos da seguinte


maneira:

 a11 a12 a13 a14 a15 ... a1n 


a a22 a 23 a24 a 25 ... a 2n 
A notação usada a14 indica
21
M=  que este elemento está na
 ... ... ... ... ... ... ... 
  1ª linha e na 4ª coluna.
 a m1 am2 am3 am 4 am5 ... amn 

Exemplos:
− 1 sen 90 o π −5 0 
3 −1   
M =   M=  3 2 4 2 e 
0 2 / 5  6 1 0 6 − 8
 
é uma matriz 2 x 2 é uma matriz 3 x 5
Podemos representar os elementos de uma matriz entre parênteses ou entre colchetes.

Adição de matrizes
Chama-se soma de duas matrizes Am x n e Bm x n a matriz Cm x n , cujos elementos são iguais à
soma dos elementos correspondentes de A e B.

Exemplo:
+ =
− 1 9 3  5 − 1 0 4 8 3
 0 6 − 2 + 8 1 2 = 8 7 0
     

Produto de número real por uma matriz


Dada a matriz A e o número real k, obtemos o produto de k por A, multiplicando-se todos os
elementos de A por k.

3 −1   3 − 1  15 − 5 
Exemplo: Se A =   e k = 5, então k.A = 5 .   =  
0 2 / 5  0 2 / 5   0 2 
Multiplicação de matrizes
Dadas duas matrizes Am x n e Bn x p, chama-se produto, que se indica por A.B, a matriz Cm x p tal
que cada elemento da matriz C é calculado da seguinte maneira
c ij = ai1 . b1j + ai2 . b2j + ai3 . b3j + ai4 . b 4j + ... + ain . bnj

Observação 1: Na multiplicação de matrizes, o número de colunas da primeira matriz deve ser


igual ao número de linhas da segunda matriz.
Observação 2: A matriz resultante da multiplicação de A por B terá o número de linhas da
matriz A e o número de colunas de B.
Veja:
A2 x 3 . B3 x 5 = C2 x 5

=
Exemplo:
1
 1 0 1 0 obtenha A.B e B.A, se existirem.
Dadas as matrizes A =   eB=  
− 1 2 5 2

A2 x 3 e B3 x 1 , é possível multiplicarmos A por B, pois o número de colunas de A é igual ao


número de linhas de B. A matriz A.B terá 2 linhas e 1 coluna.

Visualização da multiplicação:
 1 0 1  1.1 + 0.0 + 1.2  3
A=   (−1).1 + 2.0 + 5.2 = A.B Logo A.B =  
− 1 2 5   9
1
 
B = 0
2

B3 x 1 e A2 x 3 não é possível multiplicarmos B por A, pois o número de colunas de A é diferente


do número de linhas de B.

DETERMINANTES

Definição de determinante (n = 3):


Consideremos o conjunto das matrizes quadradas de elementos reais. Seja M uma matriz de
ordem n desse conjunto. Chamamos determinante da matriz M (e indicamos por det M) o
número que podemos obter operando com os elementos de M da seguinte forma:

1º. Se M é de ordem n = 1, então det M é único elemento de M.


M = [a11 ] ⇒ det M = a11

Exemplo
M = [6] ⇒ det M = 6 .
2º. Se M é de ordem n = 2, então det M é o produto dos elementos da diagonal principal
menos o produto dos elementos da diagonal secundária.
a a12  a a12
M =  11  ⇒ det M = 11 = a11a 22 − a12 a 21
a 21 a 22  a 21 a 22

Exemplos

M =  3 − 1 ⇒ det M = 3 − 1 = 3 ⋅ 2 − (− 1) ⋅ 4 = 10
 4 2  4 2

cos x sen x  cos x sen x 


M=   ⇒ det M = sen y cos y  = cos x ⋅ cos y − sen x ⋅ sen y = cos(x + y )
sen y cos y   

a11 a12 a13 


3º. Se M é de ordem n = 3, isto é, M = a 21 a 22 a 23  então
a a 33 
 31 a32
a11 a12 a13
det M = a 21 a22 a 23 = a11a 22 a 33 + a 12 a 23 a 31 + a13 a 21a 32 − a13 a22 a 31 − a11a 23 a32 − a12 a 21a33
a 31 a32 a 33

Exemplo:
1 2 3
4 5 6 = 1 ⋅ 5 ⋅ 9 + 2 ⋅ 6 ⋅ 7 + 3 ⋅ 4 ⋅ 8 − 3 ⋅ 5 ⋅ 7 − 1⋅ 6 ⋅ 8 − 2 ⋅ 4 ⋅ 9 = 0
7 8 9

Definição: Seja M uma matriz quadrada de ordem n. O cofator do elemento aij da matriz M é
i+ j
dado por A ij = ( −1) ⋅ D ij , onde Dij é o determinante da matriz M quando excluímos sua linha i
e sua coluna j.

Exemplo:

 2 0 7
Três dos cofatores da matriz M =  1 5 − 2 são:
 − 3 − 1 6 

A11 = ( −1)1+1 ⋅ 5 − 2 = ( −1) 2 ⋅ [5 ⋅ 6 − ( −2)( −1) ] = +(30 − 2) = 28


−1 6

A12 = ( −1)1+2 ⋅ 1 − 2 = ( −1) 3 ⋅ [1⋅ 6 − ( −2)( −3 )] = −( 6 − 6 ) = 0


−3 6

A13 = ( −1)1+3 ⋅ 1 5 = ( −1) 4 ⋅ [1⋅ ( −1) − 5( −3)] = +( −1 + 15) = −14


−3 −1
Teorema de Laplace: O determinante de uma matriz quadrada de ordem n (qualquer n natural)
pode ser calculado do seguinte modo:
1) escolha uma linha (ou coluna) da matriz e calcule os cofatores dos elementos dessa linha
(ou coluna).
2) calcule o produto dos elementos dessa linha (ou coluna) pelo seu respectivo cofator.
3) o determinante é dado pela soma dos produtos obtidos.

a11 a12 a13 


Observação: Para uma matriz de ordem 3, M = a 21 a 22 a 23  , se escolhermos a primeira
a a32 a 33 
 31
linha, teremos que o determinante será dado por

det M = a 11 ⋅ A 11 + a 12 ⋅ A 12 + a 13 ⋅ A 13 =
a 22 a23 a a 23 a a 22
= a 11 ⋅ ( −1)1+1 ⋅ + a 12 ⋅ ( −1)1+2 ⋅ 21 + a13 ⋅ ( −1)1+1 ⋅ 21 =
a 32 a33 a 31 a 33 a 31 a 32
a 22 a 23 a a 23 a a 22
= a 11 ⋅ − a 12 ⋅ 21 + a13 ⋅ 21
a 32 a 33 a 31 a 33 a 31 a 32

Exemplo:
1 4 2
2 0 5 = 1⋅ 0
1
5 − 4 ⋅ 2 5 + 2 ⋅ 2 0 = 1⋅ ( −5) − 4 ⋅ ( −1) + 2 ⋅ 2 = −5 + 4 + 4 = 3
7 3 7 3 1
3 1 7

Bibliografia:

1) Iezzi G, Dolce O, Gegenszain D, Périgo R. Matemática. Volume único. Atual editora. São
Paulo, 2002.
2) Iezzi G. Fundamentos da Matemática Elementar- vol. 4. Atual editora. São Paulo, 2000.
Exercícios sobre matrizes

1) Calcule 2A + 3B para:
1 4  1 − 1 
1 3   − 1 0    
a) A =   e B =   b) A =  3 7  e B = 3 2 
5 4   2 3 2 − 1   4 − 3
   
 1 2
   10 1 − 7 
c) A =  3 5  e B =  
 − 1 3 −1 0 3 
 
 3 6 1 x 
   
2) Dada a matriz A =  − 1 4  , escreva A na forma A = λ B, com B =  y z  e na forma
 5 7  t w
   
a b
 
A = α C, com C =  c d  .
1 f 
 
3) Calcule os seguintes produtos:
 0 2
1  
a)  .[0 − 2 1 5] b) (2 9 1). 1 3 
− 3 − 1 0 
 
cos 15 o
− sen15o 
4) Sendo A =  , calcule 2(A.A).
 sen15 o cos 15o 

Lembrete: sen(2a) = 2sen(a).cos(a) cos(2a) = cos 2(a) - sen2(a)

Exercícios sobre determinantes

1) Calcule os determinantes abaixo:


1 2 3 1 2 0
2 5 a b
a) b) c) 9 7 4 d) 7 3 0
1 7 1 −5
2 3 1 4 −4 1
1
a a2
2) Para quais valores de a e b o determinante 3 pode ser zero?
2a b
2
x 2x 1
3) Para que valores de a, o determinante 1 x 2 pode se anular? (Considere que x é raiz
a 3 1
real do polinômio de segundo grau correspondente).
4) Utilize o teorema de Laplace para calcular os determinantes abaixo.

a11 a12 a13


a a 23 a a 23 a a 22
Observação: a 21 a 22 a 23 = a11 ⋅ 22 − a12 ⋅ 21 + a13 ⋅ 21
a 32 a 33 a 31 a 33 a 31 a 32
a 31 a 32 a 33

2 5 7 1 0 3 a b c i j k
a) 3 − 1 2 b) 3 2 1 c) 2 1 3 d) 2 1 1
4 7 5 −1 4 7 3 1 4 −1 0 3

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DO CÁLCULO ZERO – MATRIZES E DETERMINANTES

MATRIZES
5 5 
−1 6   
1) a)   b) 15 20  c) Não é possível realizar a operação 2A + 3B, pois
 16 17  16 − 11 
 
as matrizes A3 x 2 e B2 x 3 não são de mesmo tipo.

 1 2   3 / 5 6 /5
   
2) A = 3  − 1 / 3 4 / 3  A = 5  − 1 / 5 4 / 5
 5 / 3 7 / 3  1 7 / 5 
  

0 − 2 1 5 
3) a)   b) (8 31)
 0 6 − 3 − 15 

 3 − 1
4)  
 1 3 

DETERMINANTES

1) a) 9 b)-5a-b c) 32 d) -11.

2) a = 0 ou b = 2/3

3) a > 18 + 2 69 ≈ 34,613 ou a < 18 − 2 69 ≈ 1,387 .

4) a) 102
b) 52
a b c
c) 2 1 3 = a1
1
3 − b2 3 + c 2 1 = a + b − c
4 3 4 3 1
3 1 4
i j k
1 1 2 1 2 1
d) 2 1 1 =i⋅ − j⋅ + k⋅ = 3i − 7 j + k
0 3 −1 3 −1 0
−1 0 3
GEOMETRIA ANALÍTICA

A Geometria Analítica teve como principal idealizador o francês René Descartes (1596 – 1650).
Com o auxílio de um sistema de eixos associados a um plano, faz-se corresponder a cada ponto
do plano um par ordenado e vice-versa.
Quando os eixos desse sistema são perpendiculares entre si, em um ponto O (origem), essa
correspondência determina um sistema cartesiano ortogonal (ou plano cartesiano).

2º quadrante 1º quadrante

x
O
4º quadrante
3º quadrante

1º quadrante: x>0 e y>0


2º quadrante: x<0 e y>0
3º quadrante: x<0 e y<0
4º quadrante: x>0 e y<0

Distância de dois pontos

Dados os pontos A = (xA, yA) e B = (xB, yB), calcula-se a distância entre eles, aplicando o teorema
de Pitágoras no triângulo ABC,

seja d a distância entre os pontos A e B


d2 = (AC)2 + (BC)2
d2 = (xB – xA)2 + (yB – yA)2 B

d= ( x B − x A )2 + ( y B − y A ) 2

Ponto médio

Dados os pontos A = (xA, yA), B = (xB, y B) e P que divide AB ao meio, temos:

 xA + xB y A + yB 
P=  , 
 2 2 

Condição de alinhamento de três pontos

Se três pontos A = (xA, yA), B = (xB , yB) e C = (xC , yC ) estão alinhados, então:
xA yA 1
xB yB 1 = 0
xC yC 1

Equações de uma reta


I) Equação geral é obtida a partir da condição de alinhamento de três pontos. A toda reta
r do plano cartesiano está associada ao menos uma equação da forma ax + by + c = 0
onde a, b, c são números reais, a ≠ 0 ou b ≠ 0 e (x,y) representa um ponto genérico da
reta r.
II) Equações paramétricas são equações da forma x = f(t) e y = f(t), que relacionam as
coordenadas x e y dos pontos da reta com um parâmetro “t”.
III) Equação reduzida é obtida isolando-se o y na equação geral ax + by + c = 0, onde
a c a c
obtemos y = − x − . Fazendo-se − = m e − = q , temos y = mx + q.
b b b b
m é chamado de coeficiente angular da reta r, ( fornece a inclinação da reta em relação ao
 π
eixo Ox, m = tg θ  θ ≠ 
 2
q é chamado coeficiente linear ( é a ordenada do ponto em que a reta intercepta Oy)
Sendo P1 = (x1, y1) e P2 = (x2, y2) dois pontos de uma reta não paralela ao eixo Oy, o
y 2 − y1
coeficiente angular da reta é dado por m = .
x 2 − x1

IV) Equação de uma reta conhecidos coeficiente angular e um ponto y − y 0 = m( x − x 0 ) ,

onde (x0, y0) é o ponto conhecido.

Posições relativas entre retas


I) Paralelismo: Duas retas r e s, distintas, são paralelas se, e somente se, m r = m s
II) Concorrência: Duas retas r: a1x + b1y + c1 = 0 e s: a2x + b2y + c2 = 0 são concorrentes
se m r ≠ m s .

Caso particular: concorrentes e perpendiculares


1
r ⊥ s ⇔ m r= −
ms
EXERCÍCIOS SOBRE GEOMETRIA ANALÍTICA
1) Os pontos A = (-4, -2) e B = (-2, 2) pertencem respectivamente aos quadrantes:
a) 1º e 2º
b) 2º e 3º
c) 3º e 2º
d) 4º e 2º
e) 3º e 4º

2) O ponto A = (m+3, n-1) pertence ao 3º quadrante, para os possíveis valores de m e n:


a) m > 3 e n < 1
b) m < 3 e n > 1
c) m < -3 e n > 1
d) m < -3 e n < -1
e) m < -3 e n < 1

3) Num triângulo ABC, sendo A = (4,3), B = (0,3) e C um ponto pertencente ao eixo Ox com
AC = BC. O ponto C tem como coordenadas:
a) (2,0)
b) (-2,0)
c) (0,2)
d) (0,-2)
e) (2,-2)

4) A distância entre os pontos P = (1,0) e Q = (2, 8 ) é:

a) 7
b) 3
c) 2

d) 2 7
e) 5

5) O valor de x para que os pontos A = (x, 5), B = (-2,3) e C = (4,1) sejam alinhados é:
a) 8
b) 6
c) -5
d) -8
e) 7
6) Os pontos A = (0,0), B = (3,7) e C = (5, -1) são vértices de um triângulo. O comprimento da
mediana AM é:
a) 3
b) 4
c) 5
d) 6
e) 7

7) O coeficiente angular da reta que passa pelos pontos A = (-1,2) e B = (3,6) é:


a) -1
1
b)
2
2
c)
3
d) 3
e) 1

8) A equação da reta que passa pelo ponto (-1,-2) e tem coeficiente angular -1 é:
a) x + y -1 = 0
b) x + y +1 = 0
c) x + y -3 = 0
d) x + y +3 = 0
e) x – y + 3 = 0

9) equação da reta que passa pelos pontos (2, -3) e (8, 1) é:


a) 2x – 3y – 13 = 0
b) -2x – 3y + 13 = 0
c) 3x – 2y + 13 = 0
d) 2x – 3y + 13 = 0
e) 2x + 3y – 13 = 0

10) O ponto de interseção das retas x + 2y = 3 e 2x + 3y – 5 = 0 é:


a) (1,-1)
b) (1,1)
c) (1,2)
d) (-1,1)
e) (2,1)
11) O valor de “a” para que as retas r: ax + y – 4 = 0 e s: 3x + 3y – 7 = 0 sejam paralelas é:
a) 1
1
b)
2
c) 2
d) 3
e) -1

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS SOBRE GEOMETRIA ANALÍTICA


1) c
2) e
3) a
4) b
5) d
6) c
7) e
8) d
9) a
10) b
11) a
PERÍMETRO, ÁREA E VOLUME

Perímetro e área de algumas figuras geométricas

Indicaremos o perímetro de uma figura por P e sua área por A.

• Retângulo

P = 2h + 2b
h A = b.h

• Quadrado

P = 4a

a A = a2

• Paralelogramo

P = 2a + 2b
h a A = b.h

b
• Triângulo

ATENÇÃO: O triângulo possui três lados e qualquer um


deles pode ser considerado como base. A altura relativa
será a distância entre a base escolhida e o vértice oposto.

Exemplo:
a

P=a+b+c
b.h b
c A=
2

hb

Há outras expressões que nos permitem calcular a área de um triângulo, vejamos:

1. Em função dos lados

P = a + b + c (perímetro)
p = (a + b + c)/2 (semiperímetro)

a
A= p.(p − a).( p − b ).( p − c )
b
c

2. Em função dos lados e do raio r da circunferência inscrita

a
r b A = p.r

c
3. Em função dos lados e do raio R da circunferência circunscrita

a
R b a.b.c
A=
4R
c

• Trapézio

P=a+b+c+B
a c h
(b + B).h
A=
2
B

• Losango

a a
P = 4a

D d.D
A=
2

a a

d
• Alguns polígonos regulares
Triângulo eqüilátero

a a Aplicando o Teorema de Pitágoras, obtemos


h h2 + (a/2)2 = a2

3
h=a
2

a Logo

2
h a 3
A = a. = 4
2

Hexágono

O hexágono é formado por seis triângulos


eqüiláteros, logo

a2 3
A = 6. 4

• Circunferência

P = 2πR
R
A = πR2
ALGUNS SÓLIDOS

Indicaremos o volume de um sólido por V e sua área superficial total por Atotal.

• Paralelepípedo

V = a.b.c
Atotal = 2(a.b + b.c + a.c)
a
c
b

• Cubo

V = a3
Atotal = 6a2
a

a
a

• Prisma de base triangular

Base triangular (Ab)

V = Ab .h
Altura do prisma (h)
Atotal = 2Ab + Alateral

Base triangular (Ab)


• Pirâmide

O volume de uma pirâmide é calculado da seguinte maneira:


1
área da base x altura
3
As faces laterais da pirâmide são triangulares.

Lembre-se: A altura da pirâmide é a distância entre a


base e o vértice oposto.

Vejamos algumas pirâmides.


1. Base triangular

1
h V= Abase.h
3
Atotal = 3Atriângulo + Abase

Base triangular (Ab)

2. Base retangular

1
V= Abase.h
h 3
Atotal = 4Atriângulo + Abase

Base retangular
• Cilindro

Lembre-se: A base de um
cilindro circular é um círculo.

V = Abase.h = π.R2.h

R Alateral = 2.π.R.h
Atotal = 2.Abase + Alateral

• Cone

Lembre-se: A base de um cone


circular também é um círculo.

g
h

1 1
V= Abase.h = π.R2.h
3 3
R
Alateral = π.R.g

g é a geratriz Atotal = Abase + Alateral


EXERCÍCIOS SOBRE PERÍMETRO, ÁREA E VOLUME

1) Calcule a área de um quadrado de lado a sabendo que o raio da circunferência circunscrita

a esse quadrado mede 2 2 cm.

2 2
a

2) Sabendo que o raio da circunferência circunscrita a um hexágono regular mede 3 cm,


calcule a área desse hexágono.

3) Determine a área da região sombreada, sabendo que o raio de cada circunferência mede 2
cm.

4) Calcule a área total e o volume do cilindro circular da figura abaixo, sabendo que o raio da
esfera inscrita mede 3 cm.
5) Calcule a área lateral, a área total e o volume de uma pirâmide de base quadrangular cujas
medidas dos lados da base e das faces laterais medem 5 cm.

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS SOBRE PERÍMETRO, ÁREA E VOLUME

1) 16 m 2

27 3
2)
2

3) 4 ( 4 - π )

4) A = 54π cm 2
V = 108π cm 3

5) AL = 25 3
AT = 25(1 + 3 )
125 2
V=
6