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Departamento de Administração

Disciplina: Mercado Financeiro e de Capitais


Professor: André Ferro
Apostila III

– Pode dizer-me que caminho devo tomar?


– Isto depende do lugar para onde você quer ir.
(respondeu com muito propósito o gato)
– Não tenho destino certo.
– Neste caso qualquer caminho serve.
(“Alice no País das Maravilhas” – Lewis Carrol)

NOTAS DE AULA.

Tema da Aula: Finanças Pessoais.

1. Planejamento Financeiro Pessoal:

Recordando, as decisões financeiras familiares envolvem a seguinte árvore de decisão 1 :

2. Definindo Objetivos e Metas:

3. Como ficar mais rico?


1
Lembre-se que entre as decisões financeiras familiares também se encontra a administração de riscos.
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Apostila III

Para aprender como planejar sua vida financeira e como elaborar um orçamento para você e
para sua família visite o site www.comoinvestir.com.br, e vá à área relativa às Finanças
Pessoais 2 .

4. Trabalho:

De acordo com os critérios de avaliação definidos para a disciplina, deverá ser realizado um
trabalho 3 versando sobre o planejamento financeiro pessoal/familiar. O trabalho deverá conter
informações sobre a situação financeira atual e futura do aluno(a) e sua família.

Roteiro Simplificado:

a. Índice;
b. Introdução;
c. Quem Sou/Somos – breve descrição sobre o individuo e seu grupo familiar
(trabalho, lazer, formação, origem, etc.);
d. Objetivos e Metas – definir quais são seus objetivos e metas (pessoais e
profissionais) para o período de 2 anos e de 5 anos;
e. Relação das receitas e despesas mensais;
f. Elaboração do Orçamento mensal para o período de 12 meses a contar do próximo
mês (para cada mês deverá ser elaborada uma pequena análise informando, entre
outros, como irei financiar ou onde irei aplicar o resultado observado);
g. Conclusão (estou ficando mais rico ou mais pobre – estou mais próximo ou mais
distante dos meus objetivos).

2
Utilize o material disponível no site como suporte para elaborar o trabalho que compõe a segunda avaliação do
semestre.
3
Individual, manuscrito em papel almaço pautado.
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Tema da Aula: Commodities.

1. Definição:

São produtos padronizados (homogêneos)


comercializados em larga escala.

2. Características Gerais das Commodities:

a. Baixa industrialização / baixo valor agregado 4 ;


b. Baixa diversificação / diferenciação entre os produtos;
c. Possibilidade de estocagem por prazos médios e longos.

3. Alguns exemplos de produtos com características de commodities:


a. Agroindustriais – soja, milho, algodão, café solúvel;
b. Energéticas – petróleo, energia elétrica;
c. Industriais – chapas de aço, bobinas de cobre;
d. Minerais – cobre, ferro, ouro;
e. Químicos e Petroquímicos – óxido de eteno, nafta.

4. Operando com commodities:

Comprador Vendedor
Bolsa de Mercadorias

CTVM CTVM

A Bolsa Mercantil & de Futuros (BM&F) é a maior bolsa de mercadorias do Brasil. Nela são
negociados, entre outros, contratos futuros e créditos de carbono. Para conhecer melhor a
BM&F visite o site www.bmf.com.br.

Tema da Aula: Risco e Retorno.

Risco pode ser definido como um elemento de incerteza que pode afetar a
atividade de um agente ou o desenrolar de uma operação econômica.

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Estas características estão atualmente em desuso para definir as commodities.
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>>> Há Risco em toda atividade humana. <<<

1. Fatores de Risco (ótica da empresa):


a. Exógenos:
ƒ Políticos / Institucionais;
ƒ Econômicos;
ƒ Sociais;
ƒ Tecnológicos;
ƒ Ecológicos;
ƒ Atos de Deus;
ƒ Fraudes / Moral.

b. Endógenos:
ƒ Operacionais;
ƒ Financeiros (taxas e prazos).

5. Categorias de Risco (ótica do aplicador de recursos):

a. Risco de Crédito: Relativo à capacidade do emissor do título de investimento de


arcar com as suas obrigações financeiras. É o risco de não cumprimento das
obrigações de crédito (default) por parte do emissor.

b. Risco de Liquidez: Decorre da impossibilidade de se converter o ativo de


investimento em moeda novamente, devido à dificuldade de se encontrar
compradores no mercado em um dado momento.

c. Risco de Mercado: Advém da incerteza com relação ao retorno dos investimentos


decorrente das mudanças nas condições de mercado. Em mercados eficientes, em
que as informações relevantes são rapidamente absorvidas pelos preços dos ativos,
todos os outros tipos de risco acabam por ser englobados pelo Risco de Mercado.

6. O processo de administração de risco:

1º passo: Identificação do risco;


2º passo: Avaliação do risco;
3º passo: Seleção das técnicas / instrumentos adequados para
administração do risco;
4º passo: Implementação da solução escolhida;
5º passo: Revisão.

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Tema da Aula: Estratégias de Proteção.

1. Definições:

As estratégias de proteção podem tanto visar eliminar o risco de perda ao abrir mão do
potencial de ganho (hedging) quanto buscar reter o potencial de ganho ao pagar um
prêmio para que alguém assuma o risco em seu nome (seguro).

Hedge (proteção) são estratégias usadas para compensar riscos ativos e/ou passivos.O
hedge perfeito é aquele que elimina a possibilidade de ganhos ou perdas futuras.

2. Função Econômica:

a. Permitir a transferência e administração dos riscos entre os agentes econômicos;


b. Aumentar a compreensão dos riscos envolvidos nos negócios da empresa;
c. Dar transparência nos processos de formação dos preços.

3. Estratégias de Proteção:
a. Seguro;
b. Diversificação;
c. Mercados Futuros, termo e de Opções;
d. Swap’s e swaption (opção de swap).

4. Como escolher o instrumento adequado:

Em empresas industriais e comerciais uma das decisões financeiras mais difíceis de tomar é a
escolha do instrumento adequado administrar os riscos nos quais incorre. Os fatores
determinantes para a escolha do instrumento adequado são:

¾ Disposição da administração em correr riscos;


¾ Tamanho e natureza do Risco;
¾ Custo da operação.

Tema da Aula: Os Seguros.

1. Definição:

“O seguro é uma operação que se materializa com a realização de um contrato de


natureza jurídica e bilateral, tendo em vista que dele emanam responsabilidades,
direitos e obrigações para ambas as partes contratantes”. (Funenseg).

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2. Como funciona:

As operações com seguros, qualquer que seja o seu segmento, apresenta três características
básicas: previdência, incerteza e mutualismo.

O seguro é, portanto, um contrato jurídico no qual uma das partes (o segurador) se obriga com
a outra (o segurado) a indenizá-la de um prejuízo (sinistro) resultante da ocorrência de um
evento futuro, possível e incerto (risco). Para tanto o segurador recebe um prêmio de cada
segurado.

No caso da ocorrência do sinistro o segurador reembolsa ao segurado os prejuízos decorrentes


do mesmo. Essa garantia de reembolso, prevista no contrato entre as partes, é chamada de
cobertura.

O seguro não tem a capacidade de evitar a ocorrência do sinistro. O seu objetivo é evitar o
efeito patrimonial da possível ocorrência sobre o segurado, isto é, ele deve “repor” o dano
financeiro causado pela ocorrência do sinistro.

3. Para que serve:

A rigor qualquer tipo de ativo pode ser objeto de um contrato de seguro. Os contratos de
seguros podem, entre outros, ter como objeto: bens; coisas; pessoas; direitos e
responsabilidades.

Para maiores detalhes sobre o ramo segurador visite o site www.fenaseg.org.br.

Tema da Aula 4: Os Mercados Derivativos.

1. Definição:

Derivativos são instrumentos financeiros cujo valor decorre (ou deriva) do valor
de outro ativo (financeiro ou não).

Num contrato futuro de soja (direito), o seu valor dependente do valor pelo qual a soja (grão)
esta sendo negociada. Assim, as mudanças no preço da soja no mercado à vista e as
expectativas futuras sobre o preço da mesma influenciam diretamente o comportamento do
preço do contrato futuro.

O mercado de derivativos compreende uma gama de segmentos, cada qual com lógica, regras
e características próprias. São eles:
1 – O Mercado a Termo (Forward);
2 – O Mercado de Futuros;
3 – O Mercado de Opções; e
4 – O Mercado de Swap’s.
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2. Arbitragem:

Operação realizada simultaneamente em dois mercados diferentes como o mesmo


ativo. Para que possa ocorrer uma operação de arbitragem é necessário que exista
uma diferença de preço do ativo em dois mercados.

3. Arbitrando entre mercados (dimensão espacial):

Preço do Big Mac em Paris – 5 U.M.


Preço do Big Mac em Tóquio – 6 U.M.

Preço do Ouro em Paris – 11,15 U.M.


Preço do Ouro em Tóquio – 11,25 U.M.

Questão para reflexão: É possível arbitrar entre o presente e o futuro (dimensão temporal)?

Tema da Aula 5: Os Mercados Futuros e a Termo.

1. Mercado a Termo:

“Promessa de compra e venda, em que as partes especificam o bem objeto do


contrato e o seu volume, estipulam o preço, bem como estabelecem a data de sua
entrega, que coincide com a do pagamento. Os contratos a termo podem ser
negociados tanto no mercado organizado quanto fora dele”.

Existem limitações nos contratos a termo. Entre elas podemos citar a inexistência de um
mercado secundário líquido, o que implica na dificuldade de localização de contrapartes para
a mudança de posição, o risco de default. Estas limitações serão ainda maiores caso o contrato
seja negociado fora do mercado organizado.

Outra característica importante dos contratos a termo é que não são exigidos pagamentos
intermediários (ajustes diários).

2. Mercados Futuros:

“São mercados organizados, onde podem ser assumidos compromissos


padronizados de compra ou venda (contratos) de uma determinada mercadoria,
ativo financeiro ou índice econômico, para liquidação numa data futura
preestabelecida”.

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Diferente do que acontece no mercado a termo as operações nos mercados futuros somente
serão realizadas no mercado organizado (bolsas de mercadorias e futuros ou de valores) e
seguem um modelo rígido de contrato. Além desta destacamos as seguintes diferenças:
ƒ Existência de um mercado secundário;
ƒ Existência de pagamentos intermediários (ajustes diários);
ƒ Liquidação apenas financeira e por diferença;
ƒ Negociação do risco de preço e não do ativo em si;
ƒ Bolsa como contraparte (câmara de compensação).

A função econômica dos mercados futuros é:


ƒ Permitir a transferência de risco entre os agentes econômicos;
ƒ Dar transparência em relação as expectativa futuras;
ƒ Dar visibilidade no processo de formação de preços.

3. Formação do Preço para o Futuro:

Existem diversas formas de se estimar o preço de um ativo em uma data futura. No caso das
commodities o preço pode ser estimado ao observamos a própria estrutura da empresa
comercial ou industrial que negocia com ela. Vejamos como:

Preço Futuro (PF) = Preço à vista (PV) + Σ (custo de armazenagem, seguros,


despesas de carga e descarga, remuneração de estoque, etc.)

4. Arbitragem entre os Mercados à Vista e Futuro:

Lembrem-se que sempre há a possibilidade de arbitragem quando existir diferença nos preços
de um mesmo ativo em dois mercados diferentes. Vejamos alguns exemplos:

a) Se PF > PV + Custo de Carregamento;


b) Se PF < PV + Custo de Carregamento;
c) Se PF = PV + Custo de Carregamento.

Tema da Aula 6: O Mercado de Opções 5 .

1. Definição:

“Opção é o direito de uma parte comprar ou vender a outra parte, até determinada
data, uma quantidade do título-objeto a um preço preestabelecido”.

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No Brasil, as opções começaram a ser negociadas no mercado organizado em 1979.
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No mercado de opções, não existe negociação do produto, chamado título-objeto,


mas de direitos sobre ele.

2. Conceitos Básicos:
ƒ Titular: comprador da opção;
ƒ Lançador: vendedor da opção;
ƒ Prêmio: preço de negociação da opção;
ƒ Preço de Exercício: preço fixado para o exercício do direito;
ƒ Vencimento: data limite para o exercício do direito.

a. Opção de Compra (Call): representa a negociação do direito de comprar algo;


b. Opção de Venda (Put): representa a negociação do direito de vender algo.

3. Funções Econômicas e Financeiras das Opções:


a. Alavancar retornos (obter maiores ganhos financeiros);
b. Fixar o preço de uma aquisição futura;
c. Alternativa para a aquisição imediata do título-objeto;
d. Alternativa à contratação de um financiamento (operação caixa);
e. Hedge.

4. Formas de Negociação das Opções:

As opções podem ser negociadas de duas formas distintas. Na primeira, chamado de Opções
Americanas, o titular pode exercer seu direito a qualquer momento, desde a aquisição até a
data de vencimento. A outra forma é a chamada Opção Européia, nela o titular somente
poderá exercer seu direito na data de vencimento da call ou da put. No Brasil são negociadas
opções do tipo americano.

5. Teste seus conhecimentos no Mercado de Ações.

Para realizar os cursos básicos da Bovespa vá ao site www.bovespa.com.br e siga os passos


abaixo:
ƒ > Investidor >> Iniciantes >>> Curso Básico >>>> “Mercado de Opções”.

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