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HESSEN, Joannes. Teoria do conhecimento. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

Introdução

 Teoria do conhecimento – tronco da filosofia. O que é filosofia?


 Comparação de sistemas considerados filosóficos: Platão, Aristóteles, Descartes, Leibniz,
Kant, Hegel.
o Universalidade
o Atitude intelectual com relação à totalidade dos objetos (Racionalidade)

 Filosofia: autorreflexão do espírito sobre seu comportamento valorativo teórico e prático.


o Teoria da ciência
 Teoria formal
 Lógica: investiga os princípios formais do conhecimento; as formas
e as leis gerais do pensamento humano.
o Considera o pensamento puramente em si
o Prescinde da referência do pensamento aos objetos
o Concordância consigo mesmo – correção formal do
pensamento
 Doutrina material
 Teoria do conhecimento: pressupostos materiais mais gerais do
conhecimento científico
o Fixa-se na referencia objetiva do pensamento, na sua
relação com os objetos
o Concordância com o objeto – a verdade

o Teoria do valor
 Ética
 Estética
 Filosofia da religião
o Teoria de visão de mundo
 Metafísica (da natureza e do espírito)
 Teoria de visão de mundo em sentido estrito – Deus, liberdade,
imortalidade.

 História da teoria do conhecimento


o Não existia enquanto disciplina na antiguidade e idade média
o Fundador: JOHN LOCKE - An Essay concerning Human Understanding (1690)
o LEIBNIZ – Noueaux essais sur l’entendement humain (1765)
o GEORGE BERKELEY – A treatise concerning the Principles of Human Knowledge
(1710)
o DAVID HUME – A treatise on human nature (1739/40) e Enquiry concerning human
understanding (1748)
 Filosofia continental
o Fundador: IMMANUEL KANT – Crítica da razão pura (1781)
 Método transcendental: investiga não a gênese psicológica do
conhecimento, mas a sua validade lógica (como é possível o
conhecimento, sobre quais fundamentos, sobre quais pressupostos ele
repousa)
o FICHTE – aparece o termo ‘teoria da ciência’
o SCHELLING E HEGEL – metafísica e teoria do conhecimento
o SCHOPENHAUER E HARTMANN – metafísica e teoria do conhecimento
o Neokantismo (1860) – separação entre o questionamento metafísico e o
epistemológico

Primeira parte – teoria geral do conhecimento

Investigação fenomenológica preliminar: o fenômeno do conhecimento e os problemas nele


contidos

 Método fenomenológico: tenta apreender a essência geral no fenômeno concreto.


o O que é essencial a todo conhecimento, sua estrutura geral.
 Dualismo sujeito e objeto.
o Relação recíproca: o sujeito só é sujeito para um objeto e o objeto só é objeto
para um sujeito.
o Relação não reversível: o sujeito apreende, o objeto é apreendido.
o O sujeito é alterado pela função cognoscitiva: surge uma imgaem do objeto no
sujeito
 Conhecimento como Determinação do sujeito pelo objeto
 O sujeito se comporta receptivamente com espeito ao objeto
 A imagem está entre o sujeito e o objeto
 O objeto de conhecimento é transcendente em relação ao sujeito: o
conhecimento visa um objeto independente da consciência cognoscente
 Objetos reais
 Objetos ideais
o Contradição (aparente): transcendência do objeto em face do sujeito e a
correlação entre sujeito e objeto
 Cada um tem um ser para o outro e um ser em si
 “além de conhecer, ele [o sujeito] também está apto a sentir e a querer”
 A relação só não é dissolúvel no interior do conhecimento.
 Fora do conhecimento (na ação), a reversão é possível: o sujeito modifica
o objeto.
 O conceito de verdade
o Conceito relacional: expressa o relacionamento do conteúdo do pensamento (da
figura) com o objeto.
o “O próprio objeto, ao contrário, não pode ser nem verdadeiro nem falso. De certo
modo, ele está para além da verdade e da inverdade. Uma representação
inadequada, por sua vez, pode ser verdadeira, pois apesar de incompleta pode ser
correta, se as características que contém existirem efetivamente no objeto” (p.
23). – MAS ISSO É EM RELAÇÃO AO CONHECIMENTO NATURAL
 VERDADE TRANSCENDENTAL: conceito da consciência ingênua e da
consciência científica.
 O critério de verdade
 Sujeito – esfera psicológica (pergunta como o pensamento se dá, não sobre a verdade do
conhecimento)
 Imagem – esfera lógica (investiga as estruturas lógicas, sua constituição interna e suas
relações mútuas)
 Objeto – esfera ontológica (a consciência cognoscente é algo que é – trata do ser, objeto
da ontologia, mas não se pode eliminar o sujeito)
 Daí a TEORIA DO CONHECIMENTO
 Problemas da fenomenologia do conhecimento
o Possibilidade do conhecimento humano
o Origem do conhecimento (razão ou experiencia)
o Essência do conhecimento humano (o objeto mudo o sujeito ou o sujeito muda o
objeto)
o Tipos de conhecimento humano
o Critérios de verdade

1 – A possibilidade de conhecimento

 Dogmatismo: posição epistemológica para a qual o problema do conhecimento não chega


a ser levantado (desconsidera, de certa forma, o sujeito)
 Ceticismo: contesta a possibilidade de apreensão efetiva do objeto pelo sujeito
(desconsidera, de certa forma, o objeto). Desse modo, não há possibilidade de verdade.
 Subjetivismo e o relativismo – não há verdade universalmente válida
o Subjetivismo – o conhecimento humano depende de fatores que residem no
sujeito cognoscente
o Relativismo – enfatiza mais a dependência que o conhecimento humano tem de
fatores externos
 Meio ambiente
 Espírito de época
 Pertinência a um determinado círculo cultural
 Fatores determinantes contidos nesse círculo
 Pragmatismo: Abandona o conceito de verdade como concordância entre pensamento e
ser – verdade é o que é útil, valioso, promotor da vida.
o O intelecto do ser humano está a serviço do seu querer e do seu agir.
o WILLIAM JAMES (pragmatismo), SCHILLER (humanismo), NIETZSCHE, VAIHINGER
(filosofia do como se)
 Criticismo: põe à prova toda afirmação da razão humana e pergunta sobre os
fundamentos.

A origem do conhecimento

 Sensação ou pensamento?
 Racionalismo:
o Juízos de necessidade lógica e validade universal
o Juízos que só funcionam no campo da experiência
o Daí resulta que os juízos baseados no pensamento, provindos da razão, é o
conhecimento genuíno
o Pensamento matemático: dedutivo e conceitual.
o Platão
 Teoria da contemplação das ideias – racionalismo transcendente
o Plotino e Agostinho
 Teoria da iluminação divina – racionalismo teológico
o Malebranche e Gioberti
 Intuição racional do absoluto como fonte única ou principal do
conhecimento humano – ontologismo, teognosticismo
o Descartes e Leibniz
 Conceitos inatos que constituem o patrimônio da educação – racionalismo
imanente
o Século XIX – racionalismo estritamente lógico
 Validade lógica
 Sujeito absoluto X Sujeito individual X Sujeito abstrato, puramente lógico
 Empirismo
o A razão não possui patrimônio apriorístico.
o Ciências naturais e o desenvolvimento humano como justificativa para o
empirismo
o Experiência interna: autopercepção
o Experiencia externa: percepção sensível
 Sensualismo
o JOHN LOCKE
 Experiencia interna e externa
o DAVID HUME – todas as ideias provêm de impressões, não sendo senão cópias de
impressões
 Abandono dos conceitos de substancia e de causa
o CONDILACC – sensualismo estrito
 Só há uma fonte de conhecimento – a sensação.
o JOHN STUART MILL
 O INTELECTUALISMO
o Tanto razão quanto experiencia participam na formação do conhecimento.
o A consciência cognoscente lê na experiência, retira dela seus conceitos.
o Experiencia e pensamento constituem, juntos, o fundamento do conhecimento
humano
o Aristóteles
 Noûs poietikós - entendimento real ou ativo
 Noûs pathetikós – entendimento possível ou passivo
 O primeiro organiza o que é recebido pelo segundo
o Tomás de Aquino
 O apriorismo
o Os fatores apriori são formas do conhecimento recebidas pela experiencia.
o KANT
 MEDIAÇÃO ENTRE O RACIONALISMO DE LEIBNIZ E WOLFF E O
EMPIRISMO DE LOCKE E HUME
 O conhecimento provém da experiencia e a forma, do pensamento.
 Posicionamento crítico

A ESSENCIA DO CONHECIMENTO