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LOGOS & EXISTÊNCIA

REVISTA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LOGOTERAPIA E ANÁLISE EXISTENCIAL 4 (1), 23-35, 2015 23


 

A LOGOTERAPIA COMO UMA PROPOSTA PECULIAR


DE PSICOLOGIA HUMANISTA

THE LOGOTHERAPY AS A SPECIFIC PROPOSAL OF


HUMANISTIC PSYCHOLOGY
Rafael Rebolsas Andrade
Universidade Federal do Ceará

Resumo. Neste trabalho é apresentada a Logoterapia como uma proposta de uma Psicologia humanista.
Para isto, são apresentados os fundamentos antropológicos da teoria de Frankl e suas devidas implicações
e contribuições à prática Psicoterapêutica. São também explorados os aspectos da antropologia filosófica
subjacente a logoterapia que justificam a denominação da Logoterapia como psicologia Humanista. É
ainda apresentada a proposta da psicologia voltar-se ao que é especificamente humano, sendo esta a
reivindicação desta psicologia humanista.

Palavras-chave: Logoterapia, Psicologia Humanista, Fundamentos Antropológicos.

Abstract. This paper presents the Logotherapy as a proposal for a humanistic psychology. For this, it’s
presented the anthropological foundations of the Frankl’s theory and its respective implications and
contributions to psychotherapeutic practice. It’s also explored aspects of the philosophical anthropology
of Frankl’s theory that justifies the designation of Logotherapy as a Humanistic Psychology. It also
presented the proposal of Logotherapy to return to what is specifically human, which is the claim of this
humanistic psychology.

Keywords: Logotherapy, Humanistic Psychology, Anthropological foundations.

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24 A LOGOTERAPIA COMO UMA PROPOSTA PECULIAR DE PSICOLOGIA HUMANISTA
 
INTRODUÇÃO percorre um caminho de reação à chamada
psicologia tradicional e às práticas vigentes de

M
édico, psiquiatra e neurologista, Psicologia. “Frankl procurou demonstrar que a
Viktor Emil Frankl criou um Psicoterapia tradicional e a Psicanálise não
método de tratamento psicológico contemplavam o homem na sua unidade, e por
que denominou Logoterapia. Nascido em Viena, isso, construiu a prática da logoterapia”
no ano de 1905, deu início a sua trajetória (Breitenbach & Silva, 2009, p. 1). “O Intuito
acadêmica dedicando-se a estudos em medicina, das páginas que se seguem é ultrapassar os
psicanálise e psiquiatria. Quando ainda jovem, limites de toda psicoterapia que se fez até agora”
Frankl, já muito interessado no pensamento de (Frankl, 2010, p. 15). Em síntese, poderíamos
Freud, aos 16 anos já trocava correspondências dizer que a psicanálise nos ensinou a
com o Pai da Psicanálise, tendo, inclusive, para a desmascarar o neurótico e o behaviorismo nos
sua surpresa, um trabalho, nesta mesma época, ensinou a demitizar a neurose. Ora, como
publicado na Journal International de Petrilowitsch e Kvilhaug o veem, a logoterapia
Psychanalyse. Ainda no inicio de sua carreira, está nos ensinando a “reumanizar” tanto a
Frankl distanciou-se da psicanálise e durante psicanálise como o behaviorismo (Frankl, 2005,
algum tempo tornou-se próximo da Psicologia p.10).
Individual de Alfred Adler (Frankl, 2010).
A Logoterapia, como uma alternativa as
A aproximação junto à escola Adleriana psicoterapias vigentes, traz, então, a proposta de
não dura muitos anos, pois logo Frankl também ser uma psicologia humanista, termo esse levado
se afasta de Adler e a partir da leitura da a fundo, pois manifesta justamente a proposta
fenomenologia e principalmente das ideias de central levantada por Frankl, quando reivindica
Max Scheler passa a trilhar um novo caminho na a necessidade de humanização da psicoterapia. “
constituição de fundamentação de seu O que no presente momento parece mais
pensamento (Lima Neto, 2012). necessário em psicologia, mais que qualquer
outra coisa, é que a psicoterapia entre na
Durante o período entre 1942 e 1945,
dimensão humana” (FRANKL, 2005, p. 59).
Frankl viveu o que ele mesmo chamou de
Entretanto, quando Frankl se utiliza do termo
“Experimentum Crucius”: experiencia de
humanista, não se refere ao chamado termo:
sobrevivência vivida em quatro campos de
“movimento de psicologia humanista”. “Por
concentração Nazistas. Embora antes mesmo de
razões heurísticas pode ser útil separar
sua vivencia nos campos de concentração já se
logoterapia da psicologia humanista com a
havia utilizado o termo logoterapia, este
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finalidade de obter uma vantagem crítica”


acontecimento foi essencial para a estruturação e
(Frankl, 2005, p. 59).
difusão do pensamento Frankliano (Frankl,
2009). Se a Logoterapia propõe a voltar-se à
dimensão humana, a compreensão deste homem
A Logoterapia, ao ser considerada uma
toma um caráter de central importância na
proposta de Abordagem Psicoterapêutica,
fundamentação desta abordagem Psicológica
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(Frankl, 1978). Para então justificar-se como 16). No entanto, a Logoterapia não é uma
uma psicologia Humanista, Frankl sustenta sua simples aplicação da antropologia de Max
proposta a partir de uma antropologia filosófica Scheler. “Influenciado também por outros
clara. A antropologia filosófica, isto é, a visão de autores importantes como Martin Heidegger,
homem subjacente à Logoterapia, é, então, de Martin Buber, Karl Jaspers o pai da Logoterapia
caráter basilar. Não se pode separar a tem o mérito de produzir uma autêntica visão de
Logoterapia daquilo que compreende como sua homem” (Lima Neto, 2012, p. 7).
antropologia. “ O eixo fundamental do sistema
teórico da logoterapia repousa sobre sua Em sua antropologia Filosófica, e,
concepção antropológica” (Pereira, 2012, p. 55). especialmente em sua obra “A posição do
Não seria, portanto, exagero dizer que a Homem no Cosmos”, Max Scheler, inserido no
logoterapia seria uma espécie antropologia contexto de discussão acerca da dialética corpo e
aplicada à psicoterapia. alma, propõe uma concepção do Homem como
um ser que se diferencia substancialmente de
Com implicações metaclínicas, a qualquer outro ser por possuir uma dimensão
psicoterapia contempla, principalmente, dois Espiritual, propondo, este, o espirito, como o
eixos: uma visão de homem e uma filosofia lugar e o principio que o torna peculiar dentre
de Vida. Não há psicoterapia que não todos os seres. Além da dimensão espiritual,
contenha uma teoria antropológica e uma
segundo a antropologia filosófica de Max
filosofia de vida Subjacente (Frankl, 2011,
Scheler, o homem possui também uma
p.25).
dimensão semelhante aos outros seres vivos, esta
Se há, portanto, alguma pretensão de se é chamada dimensão anímica. A dimensão
bem compreender a logoterapia, é essencial que anímica seria referente a toda condição natural
se volte para a sua concepção antropológica. A presente na constituição do ser humano (Max
própria proposta Humanista da Logoterapia Scheler, 2003). Enquanto ser vivo, estão
justifica-se basicamente na visão de homem presentes no homem as quatro formas essenciais
trazida por Frankl. da vida, bem como em todos os outros animais,
que Scheler elenca da seguinte forma: o impulso
FUNDAMENTOS DE UMA afetivo, uma força expressiva, onde pulsão e
ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA: A instinto ainda não se diferenciam; o instinto,
POSIÇÃO DO HOMEM NO COSMOS série de comportamentos adaptativos que estão a
serviço da espécie; a memória associativa,
Na constituição de sua teoria
fundamento de toda a cultura e dos
psicológica, a antropologia de Max Scheler
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condicionamentos mais sofisticados e a


exerceu forte influencia sobre Frankl para a
inteligência prática, a ação intuitiva primária.
construção da própria antropológica subjacente
Esta é a dimensão natural (Lima Neto 2012, p.
à Logoterapia. "Foi sua leitura de Max Scheler
8).
que, definitivamente, influenciou os contornos
que a Logoterapia viria a ter em seu A respeito da dimensão espiritual,
desenvolvimento posterior” ( Pereira, 2012, p considerada como a dimensão humana
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propriamente dita, “encontra-se fora de tudo corresponder à totalidade do homem. “Mesmo
isto que poderíamos denominar “vida” no uma unidade psicossomática tão íntima no
sentido mais amplo possível.” (Max Scheler, homem ainda não constitui sua totalidade; essa
2003). O Espírito, portanto, representa a totalidade pertence muito mais essencialmente o
dimensão humana capaz de distanciar-se de toda elemento noético, o elemento espiritual”
sua “animicidade”, de tudo que se encontra sob (Frankl, 2012, p. 62) É importante, ainda, se
a condicionalidade do natural e orgânico. dizer que, segundo Frankl (2012) a dimensão
noológica (espiritual) se refere a uma
A TRÍADE DIMENSIONAL conceituação antropológica, muito mais que
teológica.
Para Frankl (2012) o homem é uma
unidade corpóreo-psíquico-espiritual, isto é, um UNITAS MULTIPLEX
ser tridimensional. Essa tríade bio-psico-
espiritual torna-se para a Logoterapia um ponto Frankl, na sua visão de homem, propõe
de base para a fundamentação de sua concepção que o Homem deve ser compreendido como
antropológica. “Corpo, psiquismo e espírito são uma unidade apesar da multiplicidade. “Eu
aqui concebidos como categorias reflexivas, isto gostaria de definir agora o homem como
é, uma não pode ser pensada sem a outra” Unidade apesar da pluralidade” (Frankl, 2010,
(Pereira, 2012, p. 71) p. 42). Max Scheler e Nicolai Hartmann, no
entanto, já haviam pensado uma antropologia e
Segundo Viktor Frankl o homem é uma ontologia que apresentavam o homem
composto por três dimensões fundamentais:
como um ser dotado de dimensões naturais
a dimensão somática, que seria o homem
(anímicas) e espirituais. Max Scheler havia
biológico; a dimensão psicológica, que seria
apresentando uma antropologia das dimensões
o homem dos desejos inconscientes, das
humanas compreendidas semelhantes a camadas
pulsões, dos condicionamentos operantes e,
por fim, a dimensão noética, aquela que e Hartmann, por sua vez, trouxe a ideia de
representa o espírito humano e sua vontade dimensões humanas entendidas a partir de uma
livre diante dos determinantes sociais, ideia de estratificação e hierarquia. Frankl, no
biológicos e psicológicos. (Lima Neto, 2012, entanto, foi além destes autores, e propôs a
P.8) necessidade do entendimento do Homem como
uma unidade, mesmo sendo um ser de múltiplas
Poderíamos dizer que as dimensões dimensões. Para traduzir essa proposição,
biológica e Psicológica corresponderiam ao que baseado em Max Scheler, Nicolai Hartmann e
Max Scheler chamava de dimensão anímica, isto
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São Tomás de Aquino, Frankl formula o termo


é, referente a parte natural e que encontraria “unitas multiplex” que ele mesmo explica por
correspondência semelhante em outros seres meio de sua Ontologia dimensional.
vivos não humanos. A dimensão espiritual, ou “Particularmente tenho tentado,
dimensão noética, por sua vez, corresponderia à simultaneamente, fazer jus às diferenças
dimensão humana propriamente dita, dimensão ontológicas e à unidade antropológica mediante
mais alta no sentido de ser mais abrangente e de
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aquilo que chamei de antropologia e ontologia A pessoa é um indivíduo: a pessoa é algo
dimensionais” (Frankl, 2011, p. 34) indivisível – ela não é ulteriormente
divisível, não pode ser seccionada, e, em
A ontologia dimensional de Frankl se verdade, não porque ela é uma unidade. A
funda em duas leis. A primeira lei explica que se questão é que a pessoa não é apenas
tomarmos um objeto e o projetarmos em várias indivisível, mas também impassível de ser
alcançada por meio da soma; ou seja, ela não
dimensões inferiores àquela que lhe é própria,
apenas indivisível, mas também não é
encontraremos figuras contraditórias entre si. A
fundível; e ela não o é por não ser apenas
segunda lei diz que se tomarmos varias coisas
unidade, mas também totalidade (Frankl,
diferentes e projetarmos todas em uma só 2012, p. 62).
dimensão inferior, as figuras encontradas serão
suscetíveis. Aplicando o conceito ontologia A DIMENSÃO PROPRIAMENTE HUMANA
dimensional para a compreensão do homem,
pode-se concluir que o homem, tomado na sua Se estamos percorrendo o caminho de
dimensão propriamente humana, ao ser esclarecimento da concepção antropológica
projetado nas suas diversas dimensões, sejam elas subjacente a logoterapia, é fundamental um
psicológicas ou biológicas, as projeções entendimento consistente acerca da dimensão
resultantes serão contraditórias, isto é, dizem espiritual. “A noção de espírito já está
respeito a aspectos diferentes, sem, no entanto, intencionalmente presente na formação
deixarem de ser dimensões deste mesmo etimológica do nome logoterapia. O Próprio
homem. (Frankl, 2010). Frankl definiu sua empresa terapêutica como
uma psicoterapia em termos espirituais”
“Em nossa concepção, a ontologia (Pereira, 2012, p. 56). Se vimos a partir de
dimensional constituiu a saída encontrada por Scheler que a dimensão espiritual deu ao
Frankl para ilustrar a organização dialética de homem algo de peculiar em relação animais,
três regiões ontológicas fundamentais: corpo, acrescentamos que, a peculiaridade do espírito é
psiquismo e espírito” (Pereira, 2012, p.71). “A justamente o distanciamento daquilo que é
unidade antropológica do homem, contudo, anímico, sem, no entanto, haver uma quebra da
apesar da multiplicidade ontológica do unidade anímico-espiritual.
corpóreo, do psíquico e do espiritual, só pode
ser compreendida no sentido de uma ontologia Se colocarmos no ápice do conceito de
espírito uma função particular de
dimensional” (Frankl, 2012, p. 61). “O
conhecimento, a espécie de conhecimento
psiquismo e o físico ou o somático formam no
que só ele pode dar, então a determinação
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homem, em verdade, uma unidade íntima; mas


fundamental de um ser espiritual, como
isso ainda não significa, contudo, de maneira quer que este venha a ser constituído
alguma, que unidade e mesmidade sejam termos psicologicamente, é o seu desprendimento
idênticos, ou seja, que o psiquismo e o somático existencial do orgânico(...)” ( Scheler, 2003,
sejam uma e mesma coisa” (Frankl, 2012, p. p. 36)
62).
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O desprendimento do anímico, como o homem, justamente por ser espiritual a
própria peculiaridade espiritual, faz o homem Liberdade é possibilidade eterna. O homem,
ser existencialmente abertura. “(...) o ser portanto, sendo capaz de decidir criar e criar-se,
humano é aberto ao mundo, em contraste com é livre no seu decidir, uma liberdade que não é
os animais, os quais se limitam a um meio falta de limitação, mas que, na verdade, é muito
particular á espécie” (Frankl, 2012, p. 59). mais a sempre possibilidade de decisão.
Desse modo, podemos compreender que o
homem não é um sistema fechado, mas é O HOMEM, UM SER LIVRE E
abertura, isto é, transcende ao que é dado, é para RESPONSÁVEL.
além da facticidade dos condicionamentos.
Quando Frankl diz que o Homem é
Desta maneira, um ser espiritual não está mais
livre, e reconhece essa liberdade como
vinculado a pulsões e ao meio ambiente. Ao
pressuposto antropológico ele o faz fazendo
contrário, ele está muito mais livre do meio
algumas ressalvas. Se, para Frankl, a liberdade
ambiente, e como gostaríamos de denomina-lo,
humana se fundamenta na sua dimensão
aberto para o mundo (Scheler, 2003, p. 36).
espiritual, esta liberdade tem tudo haver com a
capacidade espiritual de distanciamento do
Além da abertura, e como consequência
anímico. Entretanto, se o homem é “unitas
própria da capacidade de auto distanciamento,
multiplex”, isto é, é uma unidade apesar da
“o ser humano, consegue alçar ao status de
multiplicidade, não se pode fazer uma ruptura
objeto seus estados fisiológicos-psíquicos”
entre dimensão espiritual e dimensão anímica do
(Pereira, 2012, p.60). Scheler propõe que a
homem. Se a condição de ser espiritual confere
dimensão espiritual não faz o homem somente
ao homem uma autonomia, sua dimensão
capaz de ampliar o meio ambiente tornando-se o
anímica limita esta autonomia, o que quer dizer
homem um ser existencialmente abertura, mas
que a liberdade do homem pode ser considerada
também permite o homem objetivar as
uma autonomia apesar da dependência.
dimensões mais baixas, inclusive objetivar sua
própria constituição anímica, sendo capaz de
Para Frankl, a liberdade humana é uma
uma consciência de si, caráter este denominado
ausência de limites, mas uma “liberdade para”,
por Scheler como autoconsciência (Scheler,
isto é, liberdade para decisão e tomada de
2003).
atitude apesar das circunstancias e das
contingências. “ No que concerne agora à
O polo espiritual, isto é, a peculiaridade
liberdade, ela é uma liberdade em relação a três
própria do ser homem, representa a capacidade
coisas, e, em verdade: perante as pulsões, perante
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de afastar-se de toda sua condição anímica,


a herança e perante o mundo circundante” (
natural, determinada por instintos e pulsões.
Frankl, 2012, p. 89). Ao dizer que, contudo,
Desse modo, o homem, capaz de se
que o homem é livre, não se nega o caráter
autodistanciar da natureza, bem como de
concreto de sua existência. Se a existência do
objetivar a mesma, objetivando, inclusive, sua
homem se dá na concretude de sua historicidade
própria condição natural, toma para si um
e de seu destino em seus aspectos fisiológicos,
caráter de liberdade infinitamente possível. Para
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sociológicos e psicológicos é circundado por psicológico, para além de tudo isso e mediante
estes limites e contextos que se ergue a liberdade tudo isso, em ultima instancia, é o próprio
do Homem. “O destino pertence ao homem homem que conduz sua historia. Com efeito, na
como o chão a que o agarra a força da gravidade, teoria de Frankl, liberdade e responsabilidade
sem a qual lhe seria impossível caminhar.” formam uma díade essencial e inseparável.
(Frankl, 2010, p. 120)
A QUESTÕES DO ESPÍRITO E DO
Liberdade sem destino é impossível; HUMANO NA PSICOTERAPIA : CRÍTICA
liberdade só pode ser liberdade em face de AO REDUCIONISMO
um destino, um livre comportar-se perante o
destino. Sem dúvida, o homem é livre; mas Frankl sempre definiu a logoterapia
isto não significa que esteja flutuando, por como uma psicoterapia em termos espirituais
assim dizer, num espaço sem ar, pois, ao (Pereira, 2012, p. 56). A noção de “espírito” já
contrário, acha-se envolvido por uma série está intencionalmente presente na formação
de vínculos. Estes vínculos, contudo, são os etimológica da palavra “Logoterapia”. Se
pontos de arranque para sua liberdade analisarmos a etimologia da palavra logoterapia,
(Frankl, 2010, p. 120).
encontramos os termos therapy e o prefixo grego
logos. Dentre as muitas acepções que o termo
“O existir humano é ser-responsável
logos pode assumir, para Frankl, são os
porque é ser-livre” (Frankl 2010). Se a
significados de espírito e sentido que justificam
logoterapia propõe em sua visão de homem um
sua intencional utilização do termo logoterapia
ser livre, se torna, ela mesma, uma resposta aos
para denominar sua empresa psicoterapêutica. A
saberes que propunham o homem como
Logoterapia assume, assim, já a partir de sua
resultado de seus determinantes. Havendo,
etimologia, duas propostas: ser uma psicoterapia
portanto, a retirada dos determinantes; sejam
em termos espirituais e uma psicoterapia voltada
sociais, psíquicos ou biológicos, como os
para a questão do sentido da vida (Pereira,
responsáveis por aquilo que o homem é ou deixa
2012).
de ser; o próprio homem, considerado livre,
ocupa este lugar da decisão. O homem passa
A logoterapia, quando se propõe a se
então a ser visto como protagonista de sua
ruma psicoterapia em termos espirituais, surge
história, e, sendo protagonista, é também
como respostas às psicoterapias vigentes. “A
principal responsável por si, pois, é , ele mesmo,
psicoterapia que tem se feito até agora revela-se,
aquele que escolhe sujeitar-se ou ir além das
assim, insuficiente em face de todo o espiritual.
contingências.
Mais do que insuficiente, aliás: perante o
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espiritual, ela nem sequer é competente”


Sendo o homem ser-livre e ser-
(Frankl, 2010, p. 31). Desse modo, Frankl faz
responsável, o caráter factual imutável das coisas
uma crítica às psicoterapias que, por não
e das dimensões de sua existência podem ser
conceberem o homem com um ser espiritual,
ultrapassados. Sem desconsiderar a historicidade
reduzem-no em termos psíquicos, biológicos ou
do homem, sua concretude e aquilo que faz
parte de seu destino biológico, social ou
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sociológicos, atribuindo ao homem concepções homem. O contraponto está justamente na
casuísticas reducionistas. postura de tomar as explicações de certas facetas
da existência humana como o próprio
Se o homem, a partir da compreensão entendimento de uma totalidade do homem. A
antropológica da Logoterapia, é um ser livre e logoterapia surge, portanto, reivindicando a
responsável, justamente por ser um ser necessidade do se voltar a totalidade do homem.
espiritual, as psicoterapias e teorias que não
concebem e identificam essa peculiaridade No sentido de uma ontologia dimensional, o
própria do homem, isto é, o ser espiritual, são, que se quer dizer, ao falar de uma dimensão
por Frankl, acusadas de serem reducionistas. O superior é que se está lidando com uma
reducionismo ocorre pela postura de explicação dimensão mais compreensiva, que inclui e
abarca uma dimensão inferior(...). E é assim
do homem a partir da projeção em planos
que o homem, uma vez tornado homem,
inferiores, compreensão do homem a partir
continua a ser de algum modo animal e
unicamente de sua dimensão anímica. Nesse
planta (Frankl, 2010, p. 46)
sentido, cai-se nos chamados biologismo,
sociologismo e psicologismo. Embora, Frankl, tenha como principal
reivindicação o voltar-se ao homem na sua
Entende-se por biologismo a explicação dimensão mais especifica, não quis ele, de forma
do homem tendo como fonte as razões à nível alguma, cair em um chamado noologismo, isto
biológico. Entende-se por sociologismo, a é, conceber o homem e suas neuroses somente a
explicação do homem, seu comportamento e partir da dimensão noética, esquecendo, assim,
relações, a partir do panorama social, sendo, das outras dimensões humanas e, portanto,
assim, o homem, compreendido como produto fugindo de uma compreensão antropológica
de seu meio. Por psicologismo entende-se pelo abrangente e total.” Tendo chegado neste ponto
processo, partindo da origem anímica de um de nossas reflexões, vemos – ao lado do perigo
ato( pulsões, instintos, processos psicológicos, do psicologismo – um outro risco: o risco do
condicionamento comportamental), tenta noologismo” (Frankl 2012. p.153).
explicar e validar um entendimento do homem,
compreendido em termos psíquicos. SOBRE O MÉTODO DESTA
PSICOTERAPIA HUMANISTA
A crítica da Logoterapia, com relação ao
reducionismo das psicoterapias não se refere a Se a dimensão espiritual compreende a
uma postura de explicação e objetivação de totalidade do homem e aquilo que é
certos aspectos da animicidade do homem. A genuinamente humano, uma psicoterapia que
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logoterapia não se contrapõe a perspectivas tomasse como referencia esta dimensão, estaria,
cientificas e psicológicas que busquem explicar essa, numa postura de voltar-se ao homem
aspectos psíquicos, sociais ou biológicos do mesmo. Desse modo, na perspectiva de uma
homem. É próprio do espírito a capacidade de psicoterapia, o necessário, segundo Frankl, seria
elevar a condição de objeto o meio ambiente e, o ultrapassamento da dimensão anímica e a
inclusive, a própria condição psico-física do elevação da psicologia ao nível espiritual. Para
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isto, reivindica-se, inclusive, uma mudança do fundamenta o homem como um ser-referido,
método. um ser-aí, um ser diferentemente-ente. A
relação, portanto, “propriamente só a relação é”
O homem, em sua totalidade não seria (Frankl, 2010, p. 17). Desse modo, se a relação
passível de objetalização, pois “o espírito é o é, e o homem é relação, para a fenomenologia a
único ser que é por si mesmo é incapaz de ser experiência intersubjetiva é o lócus próprio de
objetivado. O Centro do espírito, a pessoa, não construção do conhecimento. A co-apreensão,
é, portanto, nem um ser objetalizado, nem um portanto, se dá intersubjetivamente.
ser coisificado” (Scheler, 2003, p. 45) Do
mesmo modo, se é buscada uma psicologia que Se a fenomenologia denuncia a
contemple o homem em sua totalidade, isto é, se necessidade da consideração da expressão
volte ao homem em sua existência intersubjetiva do homem, esta mesma se propõe
multidimensional, seu método não pode ser de a ser o novo método de conhecimento, um
caráter objetivo e explicativo. “Tudo que é método de postura compreensiva, que vem em
anímico é passível de objetivação- mas não o resposta aos métodos de caráter reducionista que
espiritual (...) Como pessoas não podemos visavam a explicação objetiva do homem.
objetivar nem mesmo outras pessoas” (Scheler, “Compreender um comportamento é percebê-
2003. p45). lo, por assim dizer, do interior, do ponto de
vista da intenção que o anima, logo, naquilo que
“Só conseguimos conquistar uma o torna propriamente humano e o distingue de
participação nas pessoas se acompanharmos a um movimento físico” (Dartigues, 2008, p. 48)
realização e co-realizarmos seus atos livres”. Isto
só pode ser alcançado através do que é expresso Não diremos de um geólogo que ele procura
pela mísera palavra “sequaz” ou através daquela compreender uma pedra; sua tarefa será
compreensão (...)” (Scheler, 2003, p. 46). A somente a de analisar sua composição e
postura metodológica da Logoterapia se dá pela determinar a época de sua formação (...) já
que a coisa objeto só pode ser captada do
adoção da necessidade de co-apreensão dos atos
exterior. Assimilar fatos humanos aos objetos
humanos. Esta co-apreensão se dá de forma
físicos equivale a deixar de lado a dimensão
intersubjetiva, a partir do caráter intencional dos
subjetiva e intencional que, precisamente, os
atos espirituais. torna humanos (Dartigues, 2008. p. 48)

A tradição fenomenológica, desde O método compreensivo dá à


Brentano e Husserl, traz ainda a concepção de logoterapia os meios de orientação de sua práxis
intencionalidade como fundamento estruturante
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e de sua concepção teórica. Não é, portanto, a


no desdobramento do método fenomenológico. logoterapia, uma psicologia que se volte à
“ A idéia de intenção está no fundamento do explicação casuística do homem e de seus
compreender tal como supõem as investigações mecanismos, mas sim, uma abordagem
que se reconhecem da fenomenologia das terapêutica que busca a compreensão do homem
ciências humanas” (Dartigues, 2008, p. 47). É em sua existência e, portanto, a vivência do
justamente, esse caráter intencional, que
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homem em sua intersubjetividade, na Para Frankl, quando propõe a
experiência de seus horizontes de possibilidades. humanização da psicologia, isto significa uma
postura do se voltar ao que é especificamente
A respeito da relação terapêutica, humano. Desse modo, é humanista a psicologia,
justamente pela consideração da relação na medida em que volta ao homem que é um ser
intersubjetiva como fundamento de sua livre, responsável, consciente, tridimensional e,
proposta de ser uma abordagem compreensiva, a por conseqüência, autotranscendente. Sem isto,
Logoterapia privilegia o contato inter-humano o homem, em sua humanidade, é deixado de
como próprio campo do desenvolvimento lado. Sem isto, sem o voltar-se ao que é
terapêutico. “O que no presente momento especificamente humano, nesta perspectiva, uma
parece necessário em psicologia, mais que psicologia não pode ser chamada de humanista
qualquer outra coisa, é que a psicoterapia entre (Frankl, 2008)
na dimensão humana, a dimensão dos
fenômenos humanos” (Frankl, 2005, p. 59). “ O A reivindicação que aproxima todas as
homem que sofre exige o médico humano, que chamadas psicologias humanistas, inclusive a
não trata apenas como médico, mas também logoterapia, é a negação de uma psicoterapia a é
como homem” (Frankl, 2012, p. 126). “Assim, postura de privilégio do encontro interpessoal
então, no exercício da assistência médica como o campo de produção do conhecimento e
espiritual, o médico continua sendo médico; das vivencias terapêuticas. É, no entanto, a
mas sua relação com o paciente transforma-se no respeito do conceito de encontro que, segundo
encontro de um ser humano com outro” Frankl, as más compreensões giram em volta
(Frankl, 2012, p. 127). (Frankl, 2010).

CRÍTICA AO “HUMANISMO” DAS Realmente o conceito de encontro é


PSICOLOGIAS proveniente mais da literatura existencialista
que humanística. Ele foi introduzido por
“Por razões heurísticas pode ser útil Martin Buber, Ferdinand Ebner e Jacob L.
separar a logoterapia da psicologia humanista Moreno, cuja contribuição ao pensamento
com a finalidade de obter uma vantagem crítica existencialista está condensada em uma
e elaborar um discurso crítico sobre a mesma” interpretação da existência em termos de
(Frankl, 2005 p. 59). Embora a logoterapia seja coexistência. Em tal contexto, o encontro é
entendido como um relacionamento entre
constantemente colocada como pertencente ao
um EU e um TU – um relacionamento que,
chamado movimento de psicologia humanista,
por real natureza, pode ser estabelecido
existem certos aspectos que tornam peculiar a
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apenas á nível humano e pessoal. É fato que


proposta humanista da Logoterapia e a em tal perspectiva alguma coisa ficou
permitem fazer fortes contrapontos com as perdida, e trata-se que nada menos que toda
demais propostas que são incluídas neste uma dimensão (Frankl, 2005, p. 60)
movimento (Frankl, 2005).
A compreensão de encontro parte da
própria compreensão de intencionalidade,
LOGOS & EXISTÊNCIA
REVISTA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LOGOTERAPIA E ANÁLISE EXISTENCIAL 4 (1), 23-35, 2015 33
 
portanto, de abertura e, consequentemente, de 2005). “Assim, o conceito de encontro torna-se
autotranscedência. “ Buber e Ebner não apenas vulgar. Em vez de ser humanístico, é mecanicista
descobriram o lugar central que o encontro e deste modo merece o nome que Peter R.
ocupa na vida do espírito humano, mas também Hofstatter, da Universidade de Hamburgo, uma
definiram tal vida como basicamente um diálogo vez lhe deu: “hidráulica da libido” (Frankl,
entre um eu e um tu” (Frankl, 2005, p. 61). O 2005, p. 62).
encontro, portanto, é propriamente e
especificamente humano e, não somente isso: a CONSIDERAÇÕES FINAIS
compreensão como método, é e parte do
A logoterapia surge de fato, como uma
encontro existencial, pois só é a partir deste que
proposta de psicologia que traz suas novidades e
se é possível a co-apreensão dos atos espirituais
peculiaridades, sendo, assim, uma resposta ao
(Scheler, 2003). “Afirmo que nenhum diálogo é
cenário das psicoterapias vigentes na época de
possível, se não for introduzida a dimensão do
sua fundação. Sobre isto, a Logoterapia, sua
logos. Eu diria que um diálogo sem o logos, (...),
teoria e técnica, surgem da própria inquietação
é de fato um monólogo recíproco, simplesmente
do autor, Viktor Emil Frankl, com relação às
uma mútua auto-expressão” (Frankl, 2005, p.
psicologias que, por seu método e práxis,
61). “O encontro, no sentido mais amplo do
desconsideravam os aspectos especificamente
termo, leva-nos a compreender a humanidade
humanos, sendo, assim, segundo Frankl, essas
do parceiro (Frankl, 2003) O encontro,
psicologias, abordagens reducionistas e pan-
portanto, existencialmente falando, pressupõe
deterministas.
uma relação dialógica que compreende a
autotranscedência como fundamento desta Ao propor a logoterapia, Viktor Frankl
vivencia. fundamenta sua abordagem a partir de uma
compreensão de uma antropologia filosófica
A Logoterapia, ao se assumir como uma
própria e de um método de inspiração
proposta psicológica que se volta ao que é
fenomenológica, sem , no entanto, desvincular
especificamente humano, entra em contraponto
isso tudo de sua própria experiência concreta,
às maiorias das psicoterapias ditas humanistas.
principalmente no que se refere à sua extensiva
“A maior parte da literatura da psicologia
prática clínica e sua experiência nos campos de
humanista permanece ainda ligado a uma
concentração nazistas.
psicologia do velho estilo que, na realidade, é
uma monadologia” (Frankl, 2005, p. 62) Em A Logoterapia possui ainda uma forma
vez de ser realmente humanístico, referindo-se peculiar de uma abordagem de psicologia
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ao homem em sua humanidade, isto é, no seu Humanista. Ao mesmo tempo em que, de certa
ser-livre e ser responsável, na capacidade de forma, se desvincula do chamado movimento de
autotranscedência, naquilo que é psicologia humanista ao criticar a concepção
especificamente humano, as psicologias ditas monadológica de pessoa, assume claramente a
como pertencentes ao movimento da psicologia posição de ser uma psicologia humanística, por
humanista, assumem, na verdade, uma visar a própria humanização das psicologias,
concepção mecanicista e reducionista (Frankl,
34 A LOGOTERAPIA COMO UMA PROPOSTA PECULIAR DE PSICOLOGIA HUMANISTA
 
trazendo ao patamar de prioridade o voltar-se aos aspectos especificamente humanos.

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Enviado em: 06/01/2015
Aceito em: 15/03/2015
LOGOS & EXISTÊNCIA
REVISTA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LOGOTERAPIA E ANÁLISE EXISTENCIAL 4 (1), 23-35, 2015 35
 
SOBRE O AUTOR

Rafael Rebolsas Andrade. Graduando de Psicologia na Universidade Federal do Ceará. Atuação em


Psicologia Hospitalar na pediatria e no ambulatório de Saúde Mental no atendimento a pessoas com
ideação suicida. Estudos na área de: Epistemologia, Psicologia Clinica, Psicologia Hospitalar, Psicologia e
suicídio e Psicologia Organizacional.

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