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Colégio Pedro II D epartament o de Desenh

Campus São Cristóvão II Artes Visuais

APOSTILA DE ARTES VISUAIS


9º ano - 2º Trimestre

Arte Moderna na Europa | Modernismo

NOME: _______________________________________________ TURMA:_________ ANO: ________

PROFESSOR(A):_____________________________________________________________________

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Dadaísmo
A primeira Guerra Mundial teve profundo impacto na Europa. Não só milhões de pessoas foram
mortas e feridas, como também se difundiu um sentimento generalizado de que o estilo de vida anterior à
guerra havia provocado o conflito e era responsável por ele. Para muitos artistas e escritores de vanguarda,
era hora de olhar o mundo de outra forma e mudar radicalmente as atitudes. Um grupo decidiu que a melhor
resposta seria não levar tudo tão a sério e se divertir com a arte. O resultado foram as travessuras imaginosas
de um movimento chamado Dadá ou Dadaísmo.
Na verdade o Dadaísmo começou durante a guerra, em Zurique, Suíça, país neutro onde um grupo de
artistas, escritores e músicos havia se refugiado. Desiludidos com a política e com o mundo artístico, eles
expressaram sua revolta principalmente através da gozação e da brincadeira. Produziram uma série de objetos
de arte e de eventos que, segundo eles, não tinham significado algum.
O nome Dadá é propositalmente absurdo: uma palavra francesa da linguagem infantil, que significa
cavalinho de pau, foi escolhida ao acaso num dicionário. O cabaré Voltaire, fundado em Zurique em 1916,
estabeleceu o Dadá, a princípio, como movimento literário depois possou a ser um movimento artístico e
musical.
Poemas dadaístas de Tristan Tzara

Princípios deste movimento artístico:


O Dadaísmo é caracterizado pela oposição a qualquer tipo de equilíbrio, pela combinação de
pessimismo irônico e ingenuidade radical, pelo ceticismo absoluto e improvisação. Enfatizou o ilógico e o
absurdo. Entretanto, apesar da aparente falta de sentido, o movimento protesta contra a loucura da guerra.
Assim, sua principal estratégia era mesmo denunciar e escandalizar. O movimento não envolveu uma estética
específica, mas talvez as formas principais da expressão dadá tenham sido o poema aleatório e o ready made.

Características da pintura:
 Objetos comuns do cotidiano são apresentados de uma nova forma e dentro de um contexto artístico;
 Irreverência artística;
 Combate às formas de arte institucionalizadas;
 Crítica ao capitalismo e ao consumismo;
 Ênfase no absurdo e nos temas e conteúdos sem lógica;
 Uso de vários formatos de expressão (objetos do cotidiano, sons, fotografias, poesias, músicas, jornais, etc)
na composição das obras de artes plásticas;
 Forte caráter pessimista e irônico, principalmente com relação aos acontecimentos políticos do mundo.

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Seus principais representantes são:

Tristan Tzara Hans Arp Francis Picabia

Marcel Duchamp Julius Evola Raoul Hausmann

Man Ray Max Ernst

Duchamp – Dadaísmo – Ready Made

O artista francês Marcel Duchamp (1887-1968) chamou a atenção do público em 1913 ao produzir o
primeiro de seus “ready mades” que é o nome dado a objetos da vida cotidiana que ele
chamava de “arte” simplesmente porque assim o declarava. Muito da arte que se seguiu
no século XX teve seus fundamentos nesse gesto controvertido.
Os movimentos artísticos da época, como o Cubismo, o Expressionismo e o
Abstracionismo, propunham erradicar todas as antigas noções a respeito da arte. Os
“ready-mades” de Duchamp foram um passo além nessa linha de pensamento.

Se os cubistas podiam transformar objetos comuns em esculturas, então, o que era de


fato arte? Duchamp decidiu que arte era apenas uma questão de seleção e
apresentação. Seus primeiros “ready-mades” incluem Roda de bicicleta (1913), uma

simples roda de bicicleta montada sobre um banco de madeira. Roda de Bicicleta

Ele foi ainda mais além com Fonte (1917), um mictório de louça que assinou com o
nome de R. Mutt. A obra Fonte foi rejeitada por uma exposição da Sociedade de
Artistas Independentes de Nova Iorque, mas alguém (provavelmente o próprio
Duchamp) escreveu em sua defesa: “Se Mr. Mutt fez ou não fez a fonte com suas
mãos, não tem a menor importância, ele a ESCOLHEU.” Assim, a arte não estava
no objeto em si, mas na ideia que ele provocava.

1. Marcel Duchamp
“A Mona Lisa é tão universalmente conhecida e admirada por todos que fiquei muito tentado a usá-la
para fazer um escândalo. Eu tentei fazer um bigode realmente artístico.” Marcel Duchamp

LHOOQ é um ready-made feito em 1919 por Marcel Duchamp .


Consiste numa reprodução fotográfica da Mona Lisa, do pintor Leonardo da
Vinci, para a qual foram adicionados provocativamente bigode e cavanhaque.
O título é basicamente um jogo de palavras, LHOOQ pronunciado em francês
fica sonoramente parecido com a frase - Elle um chaud au cul ( [el aʃ oo ky] ),
que a tradução literal é "Ela está com fogo no rabo". O trabalho pode ser
considerado um manifesto contra o conformismo. Ao profanar um dos mitos
artísticas mais estabelecidos, Duchamp não pretende negar a arte de
Leonardo, mas honrá-lo, à sua maneira, ridicularizando os amantes
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ignorantes e superficiais que apreciam a Mona Lisa tão acriticamente em conformidade com o gosto da
maioria das pessoas.

2. Man Ray

3. Raoul Hausmann

Surrealismo
“A mania incurável de reduzir o desconhecido ao conhecido, ao classificável, só serve para
entorpecer cérebros”.
Trecho Manifesto Surrealista – André Breton

O movimento surrealista surgiu na cidade de Paris, em 1924, fruto dos


ideais de um grupo de escritores e artistas, alguns vindos do Dadaísmo, que,
liderados por André Breton, demonstravam grande interesse e livre
interpretação da psicanálise. Estes artistas de vanguarda baseavam-se nos

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estudos de Freud: exploravam o inconsciente e representavam os sonhos em suas expressões artísticas. Dessa
maneira, as obras não seguiam nenhum padrão estético pré-determinado e não se prendiam à moral, à lógica e
à razão. As obras surrealistas muitas vezes parecem sem sentido e nada óbvias; representam os pensamentos
mais íntimos do artista, a criação de um universo onírico, e portanto, escapam ao entendimento.

Os princípios deste movimento artístico eram:


Para os surrealistas, a obra de arte não é resultado de manifestações
racionais e lógicas do consciente. Ao contrário, são as manifestações
absurdas e ilógicas, como as imagens dos sonhos e das alucinações, que
produzem as criações artísticas mais interessantes. Muitas vezes, as obras
surrealistas apresentam traços e tratamento realista, porém a composição,
ou seja, a organização dos elementos não condiz com uma narrativa do real,
como vemos as coisas no mundo. Alguns artistas investiram na escrita e
produção de imagens automáticas e coletivas, colagens, frottages, além das
pinturas, esculturas, fotografias e cinema.

Características da pintura:
 Pintura com elementos surreais;
 Formas baseadas na fantasia (sonhos, inconsciente);
 Busca da perfeição do desenho e das cores, dentro da dimensão do imaginário;
 Impressão espacial, possuindo ilusões ópticas;
 Dissociação entre imagens e legendas, conjugadas para construção de cenas de sonho ou de ironia.

Seus principais representantes são:


Salvador Dalí, Max Ernest, René Magritte, Joan Miró e Marc Chagall

Obras Surrealistas

1. Salvador Dali

A persistência da memória O sonho


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2. René Magritte

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Revisão
QUESTÃO 01 – “As obras criadas nada devem à razão, a moral ou a própria estética. A obra não é
resultado de manifestações lógicas e racionais”. A definição é referente à que estilo pós-moderno:
a) Abstracionismo
b) Expressionismo
c) Futurismo
d) Surrealismo

QUESTÃO 02 – Giogio de Chirico o artistia mais conhecido do movimento metafísico traz em suas
obras elementos peculiares que marcam e atestam este movimento. Quanto a estas características
julgue os itens:
I. ( ) Os edifícios, geralmente aparecem enormes e vazios, assumindo um
aspecto inquietante com um silêncio perturbador.
II. ( ) O tema predileto de suas obras são paisagens urbanas.
III. ( ) Suas obras trazem um cenário deserto e feliz.
IV. ( ) Sua técnica de luz nos dá a sensação de uma luz estranha iluminando seu cenário.

a) Apenas o item I está correto.


b) Apenas o item I está falso.
c) Todos estão corretos.
d) Todos estão falsos.

QUESTÃO 03 – O Poeta e escritor André Breton, em 1924, escreve seu 1º manifesto, iniciando o
aparecimento do Surrealismo, um dos momentos mais questionados deste período. Quanto ao
Surrealismo e suas tendências julgue os itens:
I. ( ) A associação do manifesto de Breton é a criação do artísta ao automatismo
psíquico puro.
II. ( ) As obras criadas nada devem a razão ou à própria preocupação estética.
III. ( ) A obra de arte não é resultado de manifestações racionais e lógicas.
IV. ( ) A única preocupação no momento da criação deveria ser com a moral.

a) Apenas o item II está correto.


b) Apenas o item IV está falso.
c) Todos estão corretos.
d) Todos estão falsos.

QUESTÃO 04 - Sobre o Dadá e o Surrealismo julgue em certo (C) e errado (E) os itens a seguir:

1. ( ) O nome Dadá foi dado ao acaso, e significa cavalo na linguagem infantil francesa.
2. ( ) Combinação de elementos ao acaso e o total realismo das coisas são características da arte produzida
no movimento Dadá.
3. ( ) No surrealismo a produção artística não se preocupava em nada com a lógica ou a razão.
4. ( ) O estilo Surrealista se preocupava e buscava a realidade em sua mais verdadeira forma.

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MODERNISMO NO BRASIL
PANORAMA HISTÓRICO
1. Fortalecimento da Política Café-com-leite;
2. Surgimento da burguesia industrial, principalmente em São Paulo;
3. Aumento do número de imigrantes europeus;
4. Descontentamento da burguesia industrial com a política federal voltada
para a produção e a exportação.

Eventos Anteriores a 1922


O Modernismo com toda a sua renovação artística teve seu início no 1913
Brasil na década de 1920, através de um evento que anunciou a Primeira Exposição
sociedade brasileira que os artistas (pintores, escultores, poetas, Modernista – Lasar Segall
1917
compositores, etc.) estavam rompendo com a arte acadêmica – A
Exposição de Anita
Semana de Arte Moderna de 1922. O evento aconteceu no Teatro Malfatti
Municipal de São Paulo, e apesar de receber o nome de Semana de 1922, 1920
só teve três dias de apresentações - 13,15 e 17 de fevereiro. Os Início do Monumento às
organizadores, como também, os artistas participantes queriam Bandeiras de Brecheret
denunciar o conformismo artístico da produção brasileira e provocar
mudanças com isso, uma atualização estética. “ Nós não
A produção de uma arte brasileira, afinada com as tendências sabíamos o que
vanguardistas da Europa, sem, contudo, perder o caráter nacional, era queríamos, mas
uma das grandes aspirações que a Semana tinha em divulgar. Os artistas sabíamos o que
buscavam temas nacionalistas procurando uma identidade artística
não queríamos”.
própria.
(Mário de Andrade)

Objetivos

 Romper com o pensamento acadêmico;


 Romper com a tradição;
 Revelar as vertentes da estética moderna;
 Discutir as questões nacionalistas em relação à produção artística;
 Repensar esteticamente o Brasil;
 Desenvolvimento de uma arte autêntica no país.

ARTISTAS MÚSICOS/COMPOSITORES ESCRITORES

Di Cavalcanti Heitor Vila Lobos Mario de Andrade

Anita Malfatti Guiomar Novaes Oswald de Andrade

Vitor Brecheret F. Viana Menotti Del Picchia

Vicente do Rego Monteiro Ronald de Carvalho

Zina Aita

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Saldo da Semana de 1922

13 de fevereiro (Segunda-feira) - Casa cheia, abertura oficial do evento. Espalhadas pelo saguão do Teatro
Municipal de São Paulo, várias pinturas e esculturas provocam reações de espanto e repúdio por parte do público. O
espetáculo tem início com a confusa conferência de Graça Aranha, intitulada "A emoção estética da Arte Moderna".
Tudo transcorreu em certa calma neste dia.

15 de fevereiro (Quarta-feira) - Guiomar Novais era para ser a grande atração da noite. Contra a vontade dos
demais artistas modernistas, aproveitou um intervalo do espetáculo para tocar alguns clássicos consagrados,
iniciativa aplaudida pelo público. Mas a "atração" dessa noite foi a palestra de Menotti del Picchia sobre a arte
estética. Menotti apresenta os novos escritores dos novos tempos e surgem vaias e barulhos diversos (miados,
latidos, grunhidos, relinchos…) que se alternam e confundem com aplausos. Quando Ronald de Carvalho lê o
poema intitulado Os Sapos de Manuel Bandeira, (poema criticando abertamente o parnasianismo e seus adeptos) o
público faz coro atrapalhando a leitura do texto. A noite acaba em algazarra. Ronald teve de declamar o poema pois
Bandeira estava impedido de fazê-lo por causa de uma crise de tuberculose.

17 de fevereiro (Sexta-feira) - O dia mais tranquilo da semana, apresentações musicais de Villa-Lobos, com
participação de vários músicos. O público em número reduzido, portava-se com mais respeito, até que Villa-Lobos
entra de casaca, mas com um pé calçado com um sapato, e outro com chinelo; o público interpreta a atitude como
futurista e desrespeitosa e vaia o artista impiedosamente. Mais tarde, o maestro explicaria que não se tratava de
modismo e, sim, de um calo inflamado…
Contradições

 Não houve atualização com os movimentos europeus: Dadaísmo, Futurismo, Abstracionismo, etc;
 A questão nacionalista não foi tratada; houve uma enorme distância entre a teoria pregada e a prática
artística;
 Revestimento moderno apenas na temática, sem maiores procuras por uma linguagem estética nacional.
Consequências

 A Semana de Arte Moderna foi o ponto de partida para o modernismo, pois buscou acabar com o
inconformismo da Academia.
Dispersão dos artistas

 Depois da semana, alguns artistas queriam aprofundar algumas questões, então foram para a Europa em
busca de uma troca de ideias e reflexões com os artistas das vanguardas modernistas. Em Paris entram em
contato com Picasso (Di Cavalcanti) e Brancusi (Brecheret), e percebem/compreendem a questão do
nacionalismo através do primitivismo de Picasso. Após essas experiências houve uma melhor assimilação
desses artistas com a temática nacional.

Lasar Segall
 Lituano – mas morava no Brasil; Pintor desenhista, escultor e cenógrafo; Não participou da
Semana de 1922. Foi o primeiro a apresentar o expressionismo aos brasileiros.

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Anita Malfatti
 Pintora brasileira;
 A partir das influências recebidas do surrealismo e do expressionismo foi pioneira na
utilização arbitrária da cor na pintura.

Di Cavalcanti
 Pintor e desenhista brasileiro;
 Transformou as influências cubistas e fauvistas numa arte pessoal associada aos temas
nacionais, com destaque para a representação das mulatas brasileiras.

Vítor Brecheret
 Escultor italiano – mas morava no Brasil;
 Renovou a escultura brasileira criando peças com volumes geometrizados e poucas linhas que
representavam figuras a partir de influências cubistas.

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ARTISTAS MODERNISTAS QUE NÃO PARTICIPARAM DA SEMANA DE 1922

Tarsila do Amaral
 Pintora brasileira;
 Soube “abrasileirar” o cubismo europeu utilizando cores vivas e abordando assuntos típicos
como: paisagens locais, referências indíginas e africanas e temas sociais.

Cândido Portinari
 Pintor brasileiro;
 A partir de influências expressionistas e cubistas, tratou de temas sociais: representou da terra
ao homem, dos cafezais aos cortiços.

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OUTRAS TÉCNICAS UTILIZADAS POR ARTISTAS MODERNISTAS
Oswaldo Goeldi
 Gravador*, pintor e desenhista brasileiro, viveu boa parte de sua vida no exterior;
 Influenciado pelo expressionismo, teve interesse em representar a cidade: pescadores,
transeuntes solitários, casarões e pátios desertos fazem parte de sua obra.

* Gravador: é aquele que realiza gravuras. Gravura, por sua vez, é o termo que se refere a gravações (marcas) feitas em superfícies
duras - como madeira, pedra e metal - com instrumentos e materiais especiais. Ao contrário do desenho, os procedimentos técnicos
empregados na gravura permitem a reprodução da imagem criada. A partir da superfície marcada (chamada de matriz) o artista pode
imprimir muitos exemplares iguais de uma mesma obra. Em função da técnica e do material empregados, a gravura recebe uma
nomenclatura específica: xilogravura (quando a matriz é a madeira), litografia (quando a matriz é a pedra), gravura em metal etc. Aqui
no Brasil o seu uso tornou-se popular com a literatura de cordel.

Matriz em madeira gravada e


sua reprodução em papel

O cordelista na feira – 2006


Xilogravura – matriz: madeira
J. Borges

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