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FACULDADE DO SUDESTE GOIANO – FASUG

CURSO DE DIREITO

INDENIZAÇÃO POR DANO PSÍQUICO

EVANDRO NASCIMENTO GONÇALVES

PIRES DO RIO - GO
2016
EVANDRO NASCIMENTO GONÇALVES

INDENIZAÇÃO POR DANO PSÍQUICO

Artigo apresentado ao Curso de Direito da Faculdade do


Sudeste Goiano – FASUG – GO, como pré-requisito
para obtenção de grau em Bacharel em Direito, sob
orientação da professora Mestre Gabriela Rodrigues
Felipe.

PIRES DO RIO - GO
2016
INDENIZAÇÃO POR DANO PSÍQUICO

Evandro Nascimento Gonçalves 1


Gabriela Rodrigues Felipe 2

RESUMO

O presente artigo estuda o dano psíquico e a indenização que dele decorre. Indenização é a
reparação paga em pecúnia ou espécie resultante de um prejuízo causado a outrem. O dano
psíquico é evidenciado pela deterioração das funções psicológicas, de maneira súbita e
imprevista, desenvolvida após uma ação dolosa ou culposa de alguém, e que ocasiona para a
vítima tanto prejuízos morais quanto materiais, face à restrição de suas atividades habituais ou
laborais. O dano psíquico é definido como um dano de ordem psicológica capaz de limitar de
alguma forma a vida do indivíduo, trazendo consequências traumáticas ou até mesmo uma
desestabilidade permanente, e ainda pode ser classificado como uma espécie de transtornos
mentais causados pelo ofensor, o qual impõe uma carga psicológica nociva à vítima, gerando
com isso uma lesão psíquica. O objetivo desta pesquisa é discutir indenização por dano
psíquico segundo o ordenamento jurídico pátrio. A metodologia utilizada para esta projeto foi
bibliográfica.

Palavras-chave: Indenização. Dano Psíquico. Lei. Psiquiatria Forense.

ABSTRACT

The present article studies the psychic damage and the compensation that results from it.
Indemnification is compensation paid in pecuniary or species resulting from injury caused to
another. The psychic damage is evidenced by the deterioration of psychological functions,
suddenly and unexpectedly, developed after a willful or guilty action of someone, and that
causes to the victim both moral and material damages, due to the restriction of their habitual
or work activities. Psychic damage is defined as a psychological damage that is capable of
limiting the individual's life in some way, bringing traumatic consequences or even permanent
instability, and can still be classified as a kind of mental disorder caused by the offender,
which imposes a psychological load harmful to the victim, thus generating a psychic injury.
The objective of this research is to discuss compensation for psychic damage according to the
legal order of the country. The methodology used for this project was research in scientific
books and websites.

Keywords: Indemnification. Psychic damage. Law. Forensic Psychiatry.

1
Graduando do Curso de Direito da Faculdade do Sudeste Goiano – FASUG. (evandro@vidamental.com.br)
2
Graduada em Pedagogia pelo Centro de Ensino Superior de Catalão (2000) e Psicologia pela Universidade
Católica de Goiás (2006), Especialista em Psicopatologia pela Universidade Católica de Goiás (2007), Mestre
em Processos Clínicos e Psicologia pela Universidade Católica de Goiás (2009), (gabrielarfelipe@hotmail.com)
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO.......................................................................................................................05
1. INDENIZAÇÃO POR DANO PSÍQUICO.......................................................................07
1.1. DANO MORAL E DANO PSÍQUICO.............................................................................10
1.2. DOENÇAS QUE CAUSAM DANO PSÍQUICO.............................................................12
1.2.1. Estresse...........................................................................................................................12
1.2.2. Síndrome de burnout....................................................................................................13
1.2.3. Depressão.......................................................................................................................14
1.2.4. Distúrbios psicossomáticos...........................................................................................15
1.2.5. Danos físicos...................................................................................................................15
2. VALORAÇÃO DO DANO PSÍQUICO............................................................................16
3. CLASSIFICAÇÃO DOS GRAUS DE DANO PSÍQUICO.............................................17
4. LEI E INDENIZAÇÃO......................................................................................................17
5. COMO EVITAR O DANO PSÍQUICO............................................................................20
6. CÁLCULO DA INDENIZAÇÃO FUNDAMENTADO NA SUSEP..............................21
7. IMPORTÂNCIA MÉDICA PARA INDENIZAR DANO PSÍQUICO................. .........22
CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................................24
REFERÊNCIAS......................................................................................................................25
INTRODUÇÃO

O presente artigo versa sobre a indenização por dano psíquico e como que ocorre o
dano psíquico. Antemão iremos entender o que é indenização e posteriormente o que vem a
ser dano psíquico.
Do ponto de vista da ciência psiquiátrica, o dano psíquico é evidenciado pela
deterioração das funções psicológicas, de maneira súbita e imprevista, desenvolvida após uma
ação dolosa ou culposa de alguém, e, que ocasiona para a vítima, prejuízos moral quanto
material, face à restrição de suas atividades habituais ou laborativas. A caracterização do dano
psíquico demanda, essencialmente, que o episódio desencadeante se revista de caráter
traumático, seja pela gravidade do dano e suas consequências, seja pela forma de ocorrência
do evento.

No que concerne à relevância científica, carece fazer uma distinção bem precisa do
dano psíquico. Mencionado dano distingue-se por uma deterioração das funções psíquicas,
eclodida posteriormente a um determinado ato e que acarreta para a vítima um prejuízo
material ou moral, em face da diminuição de suas prestezas habituais e laborativas.
Havendo demanda que envolva danos psíquicos há a precisão de quantificar o dano, na
rigorosidade em determinar o nexo causal, assinalando a existência de um dano psíquico
anterior, necessidade de determinar a diferenciação entre um dano neurológico e um dano
psíquico e a possibilidade frequente de simulação por parte do examinado.

Estes elementos são gradas limitações para os profissionais da área detectar, todavia,
com um apropriado check-up mental, esses impedimentos são vencidos e chega à conclusão
se explicitado dano há ou não nexo causal com trabalho.

O dano psíquico é indenizado quando este dano for adquirido em nexo causal com o
trabalho, ou seja, quando este dano for em decorrência de suas atividades exercidas na
empresa. Exemplo, o funcionário sofre pressão do patrão todos os dias de maneira reiterada e
periódica (pode desencadear também com um único ato, ex.: roubo a transporte de valores,
onde que os seguranças vivenciam um evento extremamente traumático), essa pressão
periódica do empregador para o empregado surge-se o dano psíquico no empregado. Há de se
ressalvar que em regra para caracterizar o dano psíquico tem que estar presente o fator
periodicidade, contudo, toda regra tem exceção, há casos que por um único fato pode ocorrer
dano psíquico gravíssimo.

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Dano psíquico é o aparecimento de uma doença psíquica na vida da pessoa,
relacionado a um acontecimento traumático, com perda ou prejuízo das aptidões psíquicas
com caráter duradouro ou irreversível.

Em regra, todo dano psíquico causado por um acontecimento significativo, seja uma
doença profissional, acidente, delito, ou injúria emocional onde haja um responsável legal,
pode ser susceptível de indenização. O Código Civil é bem claro ao descrever no artigo 927
que, “aquele que causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo”.

Com a mesma concepção a Constituição Federal descreve em seu inciso X do artigo 5º


que, “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas,
assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.
A indenização por dano psíquico segundo Palomba (2016) contém, essencialmente,
dois objetivos: o primeiro é indenizar a vítima pelas consternações atribuídas pelo ofensor. O
segundo objetivo é educativo, que seria de desincentivo ao agressor, de maneira que o mesmo
não perpetre, outra vez, atos idênticos. A grande demanda para o profissional avaliador deste
dano é determinar “quanto vale” cada lesão psíquica.
É possível considerar que o dano moral está vinculado à dor, angústia, sofrimento e
tristeza. Entretanto, não é mais cabível restringir o dano moral a estes elementos, uma vez que
ele se desdobra a todos os bens personalíssimos. Portando, quando qualquer indivíduo
adquirir um dano psíquico, sendo este ocasionado por um terceiro, este causador do dano
psíquico é compelido a repará-lo nos conformes do Código Civil e Constituição Federal.

A avaliação e a valoração do dano psíquico passam a constituir-se em uma prova de


grande e real interesse nos dias atuais, pois, com esta avaliação far-se-á a justiça, no tocante a
quem sofreu o dono deve ser indenizado (a indenização amortiza o dano sofrido) e aquele que
causou dano a outrem deve reparar a vítima pecuniariamente.

No espectro social a importância é que aos indivíduos que sofrerem tal dano o mesmo
deve ser recompensado de tal dano, e o causador do dano punido, e, ambos os elementos
servem de exemplos à sociedade.
No tocante a relevância científica, necessita perpetrar uma diferenciação bem sucinta
do dano psíquico. Aludido dano distingue-se por uma degradação das funções psíquicas,
eclodida posteriormente um ato determinado ou culposo de alguém e que acarreta para a
vítima um prejuízo material ou moral, em face da diminuição de suas prestezas habituais e
laborativas.

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Havendo esta demanda precisa-se de quantificar o dano, na exatidão em determinar o
nexo causal, consignando a existência de um dano psíquico anterior, necessidade de
estabelecer a distinção entre um dano neurológico e um dano psíquico e da possibilidade
muito frequente de simulação e dissimulação por parte do examinado.

Há de se ressalvar que apesar de um indivíduo adquirir este tipo de dano no ambiente


de trabalho, não significa que o dano tem nexo causal com o trabalho. Uma vez que o dano
psíquico é também de causas multifatoriais e biológicas. Sendo assim, a Ciência Psiquiátrica
tem fundamental papel no diagnóstico, se tem ou não nexo causal com o labor.

O presente artigo tem a problemática de como indenizar dano psíquico baseado na Lei,
sendo o Código Civil, Constituição Federal e Jurisprudências.
Considerando os frequentes avanços da sociedade, advêm consequentes danos, aqui
vale ressalvar o dano psíquico que é uma nova espécie de dano, desconhecido por muitos.
Dano este que por mais que seja desconhecido por muitos, não deixa de afetar gravemente a
vida e a saúde mental e física das pessoas. Onde o seu diagnóstico é muito complexo, pois, se
trata de uma avaliação da saúde mental do indivíduo.
Diante disto a hipótese é no tocante como é feito o cálculo das indenizações, uma vez
que precisam de fundamentação na Lei, sendo essas Leis o Código Civil, Constituição Federal
e também na Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). A perda patrimonial no dano
psíquico é dependente da saúde mental prévia ao evento causador do dano psíquico e este
cálculo de reparação do dano deve ser fundamentado com fundamento no Direito.

O presente artigo tem como objetivo geral discutir indenização por dano psíquico
segundo o ordenamento jurídico brasileiro. A metodologia utilizada para esta projeto foi
pesquisa em livros e sites científicos.

1. INDENIZAÇÃO POR DANO PSÍQUICO

Precipuamente é importante a conceituar o que é Psiquiatria Forense, onde Taborda


(2012, p. 30) a conceitua como " A psiquiatria é outra especialidade médica na qual ocorre
uma grande intercessão entre medicina e direito" .
A história da Psiquiatria Forense tem o ponto marco na história na França, todavia a
mesma fora usada desde a Babilônia, no qual, naquela época onde uma parteira atuou como
Perita em determinado julgamento onde segundo Serafim, Barros e Rigonatti (2006, p. 17):

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Na Babilônia, em aproximadamente 1850 a.C., ocorreu julgamento, no qual uma
parteira participou como perita. O Código de Hamurabi foi à primeira compilação de
leis que chegou até nós.

Deste modo percebe-se que o uso da perícia é usado desde os primórdios da sociedade,
onde que no ano de 1.850 a.C. já fora utilizado este processo, sendo que naquela época este
prática foi casual, atualmente a Psiquiatria Forense caminha juntamente com o Direito em
casos onde tão-somente o conhecimento técnico-jurídico do Juiz não é suficiente para resolver
a questão, então surge à necessidade de do conhecimento técnico-científico.
O povo judaico também teve sua história com a Psiquiatria Forense, onde segundo
Serafim, Barros e Rigonatti (2006, p. 17-18):

O povo judaico, em sua sabedoria, levava em consideração a intencionalidade do


ato, e em 1200 a.C. no Êxodo, 21:28-29, temos: "se algum boi chifrar homem ou
mulher e causar sua morte, o boi será apedrejado e não comerão sua carne, e o dono
do boi será absolvido. Se o boi, porém, já antes marrava, e o dono foi avisado e não
o guardou, boi será apedrejado, e o seu dono será morto".

Assim como na Babilônia, o povo judaico também teve sua interpretação e utilização
forense em alguns casos. Sendo que o povo judaico teve este experimento primeiramente que
o povo da Babilônia.
Saindo desta época partimos para a Grécia antiga com a sabedoria dos filósofos
gregos, onde segundo Serafim, Barros e Rigonatti (2006, p. 18):

[...] é mister filósofos gregos ser humano dos divide a alma em racional e irracional:
o que distingue o livres para animais é a alma racional; portanto, os seres humanos,
sendo escolher, são responsáveis pelos seus atos.

Na Grécia antiga é onde a Psiquiatria começa a tomar uma direção, sendo que a
filosofia grega muito se entrelaça com a Psiquiatria Forense sendo que ambas as ciências
possuem uma investigação da dimensão do mundo real.
Além disso, na Grécia antiga é importantíssimo ressaltar sobre o trabalho
desempenhado por Epicuro de Samos (filósofo grego do período helenístico), onde que o
mesmo exercia trabalho observacional preventivo nos trabalhadores daquela época. Segundo
Onfray (2008, p.182), observa-se:
[...] Epicuru trata a maneira chinesa, fazendo o necessário para evitar o surgimento
da doença. Conservar a saúde, não a perder, parece mais fácil do que a recuperar.
Parece ser o primeiro a inventar essa filosofia entendida exclusivamente como
medicina, como terapia para alma e corpo.

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Epicuru observava os trabalhadores da época, onde muitos quebravam pedra o dia
todo, carregavam troncos de madeira, e, no decorrer do trabalho destes homens eles se
queixavam não só do cansaço físico, mas também do desgaste psicológico. Os trabalhadores
lamentavam suas amarguras em decorrência do trabalho uns para os outros e Epicuro ficava
escondido observando as lamentações dos trabalhadores.
Portando, nota-se que o dano psíquico fora examinado por Epicuro deste a Grécia
antiga, porém, o termo dano psíquico era desconhecido à época, mas se atualmente observado
os sintomas daquela época, aqueles trabalhadores padeciam de enfermidade psíquica em
decorrência do trabalho.
A Psiquiatria Forense também teve sua participação na sociedade Romana onde,
segundo Serafim, Barros e Rigonatti (2006, p. 19):
A sociedade romana, através do Senado a C, a denominada “Lei das Doze Tábuas a
qual faz referências à inca pacidade legal das crianças e dos portadores de doenças
mentais e providencia tutores para os insanos”. Temos também, em Roma, duas
importantes leis: a Lex Aquila e a Lex Cornélia. No texto da primeira está dito que a
lei romana não levava a julgamento pessoa responsável por dano à propriedade,
quando tal dano era causado na ausência de negligência ou de malícia. E a Lex
Cornélia punia quem atingia a moral de uma pessoa, mas não punia crianças ou
doentes mentais.

A interpretação da sociedade romana vai além do posicionamento Grego, uma vez que
mesmo Antes de Cristo os termos doenças mentais e insanos eram utilizados, com isto remete
a ciência psiquiátrico-forense moderna.
Contudo a Psiquiatria Forense também tem sua entrada no Brasil onde Taborda (2012,
p. 40):
A medicina brasileira recebeu um decisivo impulso com a chegada da família real
em 1808 a partir de então, as escolas médicas de salvador e do Rio de Janeiro foram
autorizadas a funcionar.

A psiquiatria e a medicina legal, historicamente evoluíram juntas no Brasil. Isso


explica o fato de em seus primórdios forenses ser praticada por médicos legistas.
Identificam-se quatro grandes fases na evolução histórica da psiquiatria forense no
Brasil o nascimento (até 1920) o desenvolvimento (de 1921 a 1961), o declínio (de 1962 a
1994) e o renascimento (de 1995 em diante).
As figuras maiores das fases de expansão da psiquiatria forense no Brasil foram
respectivamente, Afrânio Peixoto, Heitor Carrilho e Álvaro Rubim de Pinho.
Observa-se nos últimos anos sob o estímulo do Departamento de Ética e Psiquiatria
Legal da Associação Brasileira de Psiquiatria, um intenso desenvolvimento da especialidade.

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Ressalta-se também o que é revisão da literatura, onde se faz referência ao
levantamento de dados referente ao tema pesquisado. Em suma a revisão de literatura é o
levantamento de dados extraídos através de leituras em diversos livros para que se chegue a
uma conclusão satisfatória acerca do tema estudado.

1.1. DANO MORAL E DANO PSÍQUICO

Primeiramente há a necessidade de se distinguir a diferença entre dano moral e dano


psíquico, sendo que, ambos muito se confundem. Segundo Palomba (2016), dano moral é o
insulto aos valores ético-morais de determinada pessoa, insulto este capaz de causar dor
moral. Essa dor moral é uma emoção de angústia, de incômodo, de desgosto. É um sofrimento
posto que, ainda não é uma doença, mesmo com todo esse sentimento de angústia, agonia e
aflição.
Trata-se de um estado desagradável, sendo este não patológico, mas sim, referente à
reação posteriormente a um episódio puramente danoso. O dano moral está estritamente unido
às estimas ético-morais do vitimado, e, esta pode ter sido originada como frequentemente
acontece, por injúria (ação ou verbal, sendo este escrito ou não, contra a dignidade de uma
pessoa íntegra), ou calúnia (imputação deposta de verdade quando a ato de alguém), ou a
difamação (crime de ação ofensiva quanto à reputação ou conceito de um indivíduo perante a
sociedade), ou ainda por ofensa a liberdade pessoal de alguém (cárcere privado ou prisão
ilegal).

Dano psíquico é o comprometimento psíquico ocasionado por uma ocorrência


diretamente relacionada a esse dano. Segundo Palomba (2003, p. 304-305):

A amputação de um membro que desencadeie psicopatologia, é um dano psíq uico;


um traumatismo de crânio, com sequelas psiquiátricas, é um dano psíquico; uma
vivencia dolorosa traumática, sem lesões físicas, que cause psicopatologia, é um
dano psíquico.

Portanto, para logo se vê que o dano moral (que não pressupõe psicopatologia, isto é,
doença mental), se vier a causar distúrbios mentais, se torna dano psíquico, ao mesmo tempo
em que deixa de ser dano moral (não é questão de quantidade, mas sim, de qualidade). O dano
moral não é menos grave do que dano psíquico, mas sim, essencialmente diferente. No
primeiro momento, o psiquismo, embora sofrendo, esta normal, e no segundo, mesmo se não

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houver sofrimento (embotamento afetivo, indiferença afetiva, apatia, insensibilidade, frieza),
é patológico.

Em síntese o dano psíquico pode ser definido como um dano de ordem psicológica
capaz de limitar de alguma forma a vida do indivíduo, trazendo consequências traumáticas ou
até mesmo uma desestabilidade permanente. E ainda pode ser classificado como uma espécie
de transtornos mentais causado pelo ofensor, o qual impõe uma carga psicológica nociva à
vítima, gerando com isso uma lesão psíquica.

Este estudo científico tem por propósito demonstrar que o dano psíquico é distinto do
dano moral. Isso por que, o dano psíquico configura doença mental, diferente do dano moral,
sendo certo que este segundo não implica na presença de doença.

Diante disto, após o dano há Responsabilidade Civil que segundo Guilherme (2013, p.
82) comenta que:
O objetivo da Responsabilidade civil é reparar o dano causado que tenha levado a
diminuição do bem jurídico da vítima, sendo que sem dano não há reparação, só
podendo existir a obrigação de indenização quando existir dano, que pode ser de
ordem material ou imaterial.

Entretanto, este não é o entendimento adotado pelos Peritos Judiciais. O dano psíquico
não é considerado necessariamente de natureza moral, vejamos entendimento de Guilherme
(2013, p. 93):
O dano psicológico é definido como sendo extrapatrimonial, mas não
necessariamente de natureza moral. Nesse sentido, é possível dizer que o dano
psicológico é perfeitamente caracterizável e avaliável, haja vista, que as
consequências psicológicas são demonstráveis (ex: alterações perceptivas,
depressão, fobias, tentativas de suicídio, dentre outros). O dano psicológico pode ser
objeto de indenização, desde que fique caracterizado como uma incapacidade que
importe uma lesão de tal entidade que implique alteração ou perturbação
significativa do equilíbrio emocional da vítima, cujas consequências resultem em
descompensação que afete gravemente sua integração ao meio social.

Conforme demonstrado, o fator que caracteriza o dano moral do dano psíquico é


justamente a existência de aspectos objetivos passíveis de análise técnica judicial. Ou seja,
para esta análise técnica far-se-á necessário à análise de um expert no assunto que no caso em
comento é o Psiquiatra Forense.
Essa ocasião vem sendo amplamente abordada pela doutrina. O enigma no julgamento
de causas com solicitação de indenização por danos psíquicos originou a grande divergência
jurisprudencial presentemente encontrada, sobretudo do que tange ao quantum arbitrado em
condenações dessa natureza.

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O dano psíquico é uma degradação, disfunção, distúrbio, transtorno ou
desenvolvimento psicogênico que afeta a esfera afetiva e/ou volitiva. Esta patologia restringe
a capacidade de prazer individual, familiar, laboral, social e/ou recreativa.

1.2. DOENÇAS QUE CAUSAM DANO PSÍQUICO

Segundo Palomba (2016, p. 124), veremos adiante alguns fatores desencadeantes de


dano psíquico, vejamos entendimento de Palomba:

A amputação de um membro, se desencadear psicopatologia, é um dano p síquico;


um traumatismo de crânio, com sequelas psiquiátricas, é um dano psíquico; uma
vivencia dolorosa traumática, sem lesões físicas, que cause psicopatologia, é um
dano psíquico.

Diante deste conceito dado por Palomba (2016), segue algumas doenças que causam
dano psíquico.

1.2.1. Estresse
Dentre as principais doenças que causam dano psíquico, uma das formas primárias de
demonstração do dano psíquico na saúde da vítima pode se conferir ao estresse, não se refere
de um estresse corriqueiro, mas sim de um estresse que transcorre do processo de dano
psíquico. Nesse sentido Silva (2005, p. 41) menciona que:
Em todas as pesquisas sobre consequências do assédio moral no ambiente de
trabalho foi relatado considerável número de casos de estresse, que acaba por
funcionar como um propulsor de outras doenças relacionadas. Por óbvio que não
estamos nos referindo ao estresse próprio e comum da vida laborativa moderna, que
tem suas origens na própria essência de diversas situações que integram o ambiente
de trabalho. A referência incide sobre o estresse como consequência da submissão
da vítima ao de assédio moral, que subtrai sua tranquilidade psicológica, que
açambarca seus sonhos e ideais, que fulmina com sua saúde e desconsidera sua
dignidade [...].

Portanto, verifica-se que estes trabalhadores entram em uma condição de estresse


muito mais elevado do que aqueles indivíduos que padecem de estresse habitual, constituindo
que se não passarem por um tratamento a tempo o estresse pode evolucionar para problemas
maiores, como por exemplo, o dano psíquico, pois, quando a vítima está nesse estágio
primário do processo as oportunidades de se recuperar mais rapidamente são maiores,

12
sobretudo este indivíduo far-se-á a necessidade de afastamento deste meio onde sofre as
agressões.

Os Tribunais tem entendimento acerca do estresse no tocante ao dano psíquico, onde o


Tribunal de Justiça do Acre julgou:
O APELO E RECURSO ADESIVO - ACIDENTE DE TRÂNSITO -
TRANSPORTE COLETIVO - CARÊNCIA DE AÇÃO - INOCORRÊNCIA -
RECIBO DE QUITAÇÃO QUE NÃO PRODUZIU OS EFEITOS PRETENDIDOS
PELAS RECORRENTES - INTERESSE DE AGIR - DOENÇA PSÍQUICA -
ESTRESSE AGUDO - VIDA NORMAL OBSTADA - DEVER DE INDENIZAR
PRESENTE - DANO MORAL E ESTÉTICO - CUMULAÇÃO - VALORES
ADEQUADOS - RECURSOS NÃO PROVIDOS. 1. Para que o instrumento de
transação produza efeitos, deve-se revestir da forma legal adequada às obrigações
convencionais. "In casu" o recibo firmado pela autora apenas quitou os danos
materiais até então existentes, havendo interesse de agir da mesma no que se refere
aos danos morais e estéticos, bem como pensão mensal. 2. Tendo restado provado
que em razão do acidente havido, a autora desenvolveu problemas de ordem
psíquica, não podendo levar uma vida normal, presente o dever de indenizar. 3. O
dano estético resta englobado pelo dano moral, por se tratar este de gênero e aquele,
de espécie. SEGUNDA APELAÇÃO - ASSISTÊNCIA SIMPLES -
JULGAMENTO DA LIDE SECUNDÁRIA - IMPOSSIBILIDADE - VALOR
FIXADO A TÍTULO DE DANO MORAL ADEQUADO - PENSÃO MENSAL -
UM SALÁRIO MÍNIMO CORRETAMENTE ARBITRADO - AUSÊNCIA DE
PROVA DE RENDA ANTERIOR - CORREÇÃO MONETÁRIA - CÁLCULO A
PARTIR DA SENTENÇA - LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ - INOCORRÊNCIA --
SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA NÃO CONFIGURADA - VALOR DO DANO
MORAL MERAMENTE ESTIMATIVO - RECURSO PARCIALMENTE
PROVIDO. 1. A falta de prova do quantum que efetivamente percebia a autora ou a
demonstração de que vivia de trabalhos eventuais, sem renda determinada, impõe
que se tome por base o salário mínimo para a fixação da pensão devida. 2.
Necessária à comprovação induvidosa para caracterizar-se a litigância de má-fé; não
estando esta suficientemente demonstrada, impossível aplicação da sanção por
suposta incursão ao artigo 17 do Código de Processo Civil. 3. O valor postulado pela
autora a título de dano moral deve ser interpretado como estimativa, e não como
pedido certo, pois o quantum sempre será fixado pelo Magistrado, no exercício da
jurisdição de equidade, daí se afastar a ideia de sucumbência recíproca quando o
Juiz fixa valor menor que o postulado.

(TJ-PR - AC: 2581804 PR Apelação Cível - 0258180-4, Relator: Prestes Mattar,


Data de Julgamento: 26/05/2004, Sétima Câmara Cível (extinto TA), Data de
Publicação: 11/06/2004 DJ: 6640).

Ao contrário (não sendo afastada do ambiente de agressões), se estes indivíduos


continuarem sofrendo as agressões outras consequências sobre a saúde da vítima pode ser
desencadeadas pelo estresse como: depressão, insônia, distúrbios digestivos, problemas
cardíacos, dano psíquico e tendências suicidas.

1.2.2. Síndrome de Burnout

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Síndrome de Burnout está fortemente associada ao ambiente laboral, esta síndrome
acontece quando o indivíduo por carência de energia chega ao seu limite físico e mental, isto
é, um esgotamento profissional. Burnout é um marco dentre o estresse e a depressão.
Segundo Pereira (2002, p. 14) “[...] o burnout vai além do estresse. Está associado
mais especificamente ao mundo laboral e ocorre pela cronificação de um processo de
estresse”.
Assim sendo, entende-se que a síndrome de burnout esta essencialmente além do
estresse, uma vez que, ao contrário do estresse a síndrome de burnout tem caráter tão-somente
negativo já que emana de um estado delongado de estresse.

A síndrome ganha distintas designações, tais como: estresse laboral assistencial,


estresse profissional, estresse ocupacional, síndrome de queimar-se pelo trabalho, neurose
profissional ou neurose de excelência, síndrome de esgotamento profissional e estresse
ocupacional.

1.2.3. Depressão
Depressão é uma decorrência do estresse não tratado ao tempo adequado, pois quando
a vítima é sujeitada constantemente a agressões o estresse evolui para uma depressão, a qual
pode variar de um estado leve a severo.

A vítima quando está em um estado depressivo severo/crônico, chama-se de


desvitalização, pois a vítima sente-se desmotivada e sem entusiasmo. Hirigoyen (2002, p.
176) relata que a vítima:
[...] Sente-se esmagada e perde inteiramente a disposição e a paixão pela vida,
algumas vezes por um longo período. Deixa de existir nela qualquer impulso de
movimento, pois a pessoa está imobilizada, por vezes definitivamente. É neste caso
que podemos falar de “assassinato psíquico”: a pessoa continua viva, mas se tornou
uma marionete. Daí em diante, carrega em si um pedaço do agressor. Incorporou
suas palavras. Numa outra cultura, poderia se dizer que está “possuída”.

Nota-se, portanto, que é mais comum encontrar pessoa com um nível de depressão na
maioria das vezes em um estado grave, e isto é comum devido à realidade de muitas vítimas
do assédio moral (assedio este que tem forte potencial de levar a um dano psíquico) tentar
camuflar os sintomas, pois se sentem inseguras, com medo de sofrerem críticas dos colegas
no ambiente de trabalho. A vítima quando está em um estado depressivo severo/crônico,
denomina-se de desvitalização, pois a vítima sente-se desmotivada e sem ânimo.
Assim, fica nítida a acuidade de se observar as alterações de comportamento
daqueles que estão próximos, uma vez que, se o indivíduo chegar a um grau depressivo severo
sem ter uma ajuda médica, os riscos de se tentar cometer um suicídio são altíssimos.
14
1.2.4. Distúrbios Psicossomáticos
Considera-se uma enfermidade como sendo psicossomática, quando o motivo
principal da doença sucede do psicológico do indivíduo, ou seja, constitui do seu emocional.
Quando o emocional da pessoa está enfermo o corpo também fica, a doença de um
interfere no outro, sendo que, para uma boa saúde faz-se necessidade de uma estabilidade no
tocante a corpo e a mente.

Neste sentido, Hirigoyen (2002, p. 161) aponta que:


[...] O desenvolvimento dos distúrbios psicossomáticos é impressionante e grave, e
de crescimento muito grave. Acontecem sob a forma de emagrecimentos intensos ou
então rápidos aumentos de peso (quinze a vinte quilos em alguns meses), distúrbios
digestivos (gastrites, colites, ulceras de estômago), distúrbios endocrinológicos
(problemas de tireoide, menstruais), crises de hipertensão arterial incontrolável,
mesmo sob tratamento, indisposições, vertigens, doenças de pele etc.

O dano psíquico culmina inteiramente o psicológico da vítima, chegando ao ponto que


a condição emocional fica tão abalada a termo de desencadear diversas doenças, as quais se
estendem em um ritmo acelerado. Sendo assim os distúrbios psicossomáticos surgem dos
traumas psicológicos.

Este distúrbio ocorre na maior parte a medicação é realizada por clínico geral e nem
sempre o tratamento é o adequado, pois, não correlaciona a doença ao emocional do enfermo,
assim, é medicada tão-somente a doença física e a emocional que é a principal a ser tratada
não recebe tratamento adequado e a mesma cai no esquecimento.

1.2.5. Danos Físicos


O dano psíquico chegando a uma condição mais intensa, a vítima passa a ter
implicações também no seu físico, visto que, os danos psíquicos repercutem inteiramente no
físico da pessoa. As doenças desencadeadas são diversas, assim como no ambiente psíquico a
doença vai reagir de acordo com o organismo de cada indivíduo.
Nesse sentido Guedes (2005, p. 113) aponta que:

Os efeitos nefastos para o organismo submetido ao assédio moral no trabalho não se


limitam ao aspecto psíquico, mas atingem o corpo físico, fazendo com que todo o
organismo se ressinta das agressões. Os distúrbios podem recair sobre o aparelho
digestivo, ocasionando bulimia, problemas gástricos diversos e úlcera. Sob re o
aparelho respiratório a queixa mais frequente é a falta de ar e sensação de
sufocamento. Sobre as articulações podem ocorrer dores musculares, sensação de
fraqueza nas pernas, sudorização, tremores, como também dores nas costas e

15
problema de coluna. Sobre o cérebro verificam-se ânsia, ataques de pânico,
depressão, dificuldade de concentração, insônia, perda de memória e vertigens.
Sobre o coração os problemas podem evoluir de simples palpitações e taquicardias
para o infarto do miocárdio. E o enfraquecimento do sistema imunológico reduz as
defesas e abre as portas para diversos tipos de infecções e viroses.

O dano psíquico por ser tão impetuoso, traz gravíssimas resultados à saúde da vítima,
depreciando seu psicológico e até mesmo como mencionado no tópico anterior o seu físico.
Porquanto que o dano psíquico comparado com as demais concepções de sofrimento no
espaço de trabalho é o que deixa mais sequelas, porque compromete todo o organismo da
pessoa.

A pessoa atingida emocionalmente, não é danificada apenas em seu ambiente de


trabalho, mas também, principalmente em sua vida social e familiar, uma vez que este dano
age como o princípio do ricochete, ou seja, afetando uma parte consequentemente afeta
outras, é um afeito dominó. Percebe-se, portanto, que os detrimentos provocados pelo dano
psíquico extrapolam o espaço laboral, comprometendo a vida da pessoa vitimada como um
todo.

2. Valoração do Dano Psíquico


Para valorar o dano psíquico necessita examinar a vítima minuciosamente, posto que
na maioria das vezes uma única perícia não é autossuficiente para perceber a amplitude dos
danos ocasionados, já que um dano psíquico nem sempre causa sintomas aparentes.
Diante disto segundo Palomba (2016, p. 125), menciona de modo prático quais
elementos entram na valoração do dano psíquico, vejamos:
A valoração do dano psíquico está relacionada ao funcionamento do psiquismo no
seu todo: à atenção, à memória, à sensopercepção, ao curso e ao conteúdo do
pensamento, ao humor e a afetividade, aos planos que a vítima faz para o futuro, a
capacidade de crítica do fato danoso e a capacidade pragmática, ao possível
comprometimento da intenção e da violação. Conforme o grau de comprometimento
das esferas mentais e prognóstico de reversão da psicopatologia, assim será o grau
de gravidade do dano psíquico.

Verifica-se que o psicológico da vítima é sem dúvidas o mais prejudicado, já que a


maioria das vítimas apresenta uma desestabilização emocional permanente, irreversível,
mesmo após o trauma ainda carregam consigo o sofrimento é o que se chama se estresse pós-
traumático.

16
3. Classificação dos Graus de Dano Psíquico
Segundo Palomba (2016, p. 124), o dano psíquico é classificado em graus de
gravidade, vejamos:
Existem graus de gravidade para os danos psíquicos e moral, dependendo das
manifestações. Podem ser quanto ao conteúdo, leve moderado e grave, e quanto à
forma, explícito ou encoberto, agudo ou crônico, reversível ou irreversível.

Partindo desta hermenêutica dada por Palomba estes graus mencionados afeta a vida
da vítima da seguinte forma, onde o grau leve não danifica substancialmente a vida de relação
do indivíduo. O grau moderado há mudança persistente das características prévias de
personalidade e necessidade de tratamento. E o grau grave é característica de irreversibilidade
do quadro psicopatológico que inibe marcadamente a adaptação.

4. LEI E INDENIZAÇÃO
Primeiramente há de ressalvar o porquê que esta espécie de dano tem que ser
indenizada. Para isto, deve-se entender o que é Capital Mental. Nota-se, por exemplo, um
indivíduo possui bens materiais e estes bens possui um valor monetário, ou seja, dinheiro.
Partindo-se deste entendimento, o psíquico (a mente) também tem valor monetário,
valor capital, valor pecuniário, resumindo, tem um valor dado em dinheiro. Com isto, o
conceito de Capital Mental vem-se ganhando cada vez mais espaço e é o ponto de partida para
que se inicie um processo judicial indenizatório por dano psíquico, sendo que, a mente possui
valor capital e a mesma sendo danificada, o causador do dano deve reparar esta lesão. Deste
modo, Capital Mental segundo Razzouk, Lima e Cordeiro (2016, p. 63):
O capital mental está vinculado ao bem-estar e, juntos, influenciam o
comportamento, a coesão social, a inclusão social e a prosperidade em geral. O
capital mental representa o quanto o indivíduo é capaz de contribuir para a sociedade
e, simultaneamente, experimentar uma boa qualidade de vida. Em outras palavras o
capital mental representa a eficiência em utilizar a totalidade de recursos emocionais
e cognitivos de um indivíduo, incluindo sua capacidade cognitiva, flexibilidade,
eficiência de aprendizado, inteligência emocional e resiliência face ao estresse, de
modo a suprir suas necessidades materiais e mentais .

Capital Mental é todo o bom funcionamento mental do ser humano e assim


repercutindo em uma boa qualidade de vida.

Sendo assim é compreendido que a mente possui um capital mental, ou seja, a mesma
sendo lesada contém valor pecuniário, isto é, dinheiro. E o quantum indenizatório nestes casos
17
é altíssimo, pois, trata-se de algo que sendo danificada causa grande comprometimento na
vida deste indivíduo que teve sua mente lesada.

Código Civil Brasileiro de 2002 (Lei nº 10.406, de 10 de Janeiro de 2002) de tal modo
como no precedente datado de 1916, ou seja, Código Civil de 1916 (Lei nº 3.071, de 1º
de Janeiro de 1916) não consigna expressamente o vocábulo dano psíquico. Contudo a análise
de vários de seus dispositivos compreende-se, com segurança e certeza, que tal códex permite
e prevê dano psíquico, visto que o Código Civil não menciona a expressão psíquica,
entretanto, menciona a vocábulo dano.

Partindo desta premissa há a importância de ressalvar que dano ocasionado a outrem


há o dever de indenização, uma vez que o artigo 927 do Código Civil de 2002 prevê: "Art.
927 – Aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo". No mesmo
sentido, ainda neste Códex, o artigo 944 do Código Civil de 2002 prevê da indenização: “Art.
944 – A indenização mede-se pela extensão do dano”.

Estes artigos acima descritos mencionam que aquele que causar dano à outra pessoa
este causador do dano tem o dever jurídico de reparar o dano causado a terceiro e este dano é
reparado com indenizações pagas em dinheiro.
Quando se trata de dano causado a outrem que este dano incorreu no intelecto da
pessoa, também há o dever indenizatório por parte do causador do dano, uma vez que, o
Código Civil diz que danos devem ser reparados.

A Carta Magna de 1988, também se dispõe quanto a danos e indenizações em seu


artigo 5º, inciso X, abaixo transcrito, nota-se:
Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade
do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos
seguintes:
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas,
assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua
violação.

Assim, fica fulgente que o dano é reparado por aquele que cometeu, sendo que a
indenização é um direito para aquele que sofreu o dano.
Uma vez que a pessoa que sofre um dano psíquico tem sua vida limitada, sendo que o
cérebro é o painel central e este sendo danificado o indivíduo sofrerá grandes consequências
negativas em sua vida profissional, afetiva e familiar.

18
Na maioria absoluta dos casos, quando há este dano psíquico, o mesmo não é
devidamente avaliado, e a ausência desta avaliação o prejudicado é o próprio indivíduo que
teve o dano psíquico, onde o mesmo não é avaliado pormenorizadamente e assim as
indenizações são desproporcionais com o dano.

Contudo há a obrigação do agente de reparar o dano que causou a outrem,


independentemente de culpa, nos casos descritos em lei, ou quando a atividade desenvolvida
pelo autor do dano provocar, por sua natureza, riscos para os direitos de outrem. Deste modo,
fica nítido que a vítima tem direito de ingressar com ação requerendo indenização pelo dano
que sofreu.

A indenização evolucionou ao longo da história do direito, atualmente no Código Civil


de 2002 há a previsão de indenização para os danos, algo que não existia no antigo código de
1916.

Importante observar que o atual Código Civil prevê a indenização para dano, mas,
compete ao juiz ajustar e pesar a extensão e a gravidade do dano (juntamente com perícia
médica, ou seja, perícia de psiquiatra forense devidamente habilitado) para que a reparação
seja justa com a extensão do dano e a culpa.
Cumpre também colacionar Jurisprudência onde foi constatado Dano P síquico no
empregado do Banco do Brasil, nota-se:
DANO MORAL. DANO PSÍQUICO. DIFERENÇAS. O dano psíquico não se
confunde com o dano de ordem moral puro. A lesão psíquica é aquela na qual a
pessoa sofre um dano de ordem mental, psicológico ou psíquico. Já o dano moral
puro se caracteriza por uma lesão ao sentimento da pessoa (dor, vexame,
humilhação, angústia, constrangimento, vergonha, espanto, desgosto, aflição,
injúria, tristeza, decepção, etc.), sem causar-lhe uma lesão psicológica. E para estes
sentimentos ou emoções não há tratamento. Já no dano psíquico ou psicológico a
pessoa sofre uma lesão dessa natureza, caracterizada por distúrbios, transtornos,
perturbações e disfunções (revelados por traumas, fobias, neuroses, etc.), cabendo o
tratamento psíquico pertinente. Em suma, neste último caso, ocorrem alterações na
normalidade mental da pessoa de natureza estrutural, funcional ou comportamental.
O dano psíquico, pois, é espécie de dano material, pois atinge a saúde mental da
pessoa.
(TRT-5 - RecOrd: 00008126620125050031 BA 0000812-66.2012.5.05.0031,
Relator: EDILTON MEIRELES, 1ª. TURMA, Data de Publicação: DJ 21/10/2014).

Os Tribunais Pátrios têm entendimento sobre o tema, onde que no ano de 2012 foi
ingressado processo com esta temática e a Jurisprudência acima colaciona se posicionou sobre
o tema. Onde a 1ª turma também definiu a diferença entre dano psíquico e dano moral.

A seguir também é imperioso destacar Julgado do ano de 2015, onde o julgado teve o
mesmo tema que foi sobre dano psíquico. Observa-se:
19
DANO PSÍQUICO - ASSALTOS REITERADOS A AGÊNCIA BANCÁRIA -
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO EMPREGADOR - REPARAÇÃO
PECUNIÁRIA. Ainda que o empregador comprove que equipou a agencia com
mecanismo de segurança, deve reparar o dano psíquico provocado a seus
empregados em razão do pânico e insegurança gerados pela ação de bandidos no
estabelecimento, eis que sua responsabilidade é objetiva como se infere do disposto
no artigo 927 do Código Civil. DANO MORAL - REPARAÇÃO PECUNIÁRIA. A
indenização pelo dano moral é devida (artigo 5º, incisos V e X da Constituição
Federal). A reparação pecuniária amortiza o sofrimento e a humilhação e, em última
análise, representa defesa da honra do ofendido e reconhecimento da ilegalidade do
comportamento do ofensor; por outro lado, tem inequívoca feição pedagógica. Vale
concluir que indenização de pouca monta não atingiria os fins colimados pelo
legislador. CARGO DE CONFIANÇA DE BANCÁRIO - REQUISITOS. O cargo
de confiança previsto no artigo 224, parágrafo 2º, da CLT não exige a concentração
dos poderes amplos de mando e degestão próprios do empregador, contudo, não
prescinde da investidura nos poderes de direção, gerência, fiscalização, chefia ou
equivalentes. A fidúcia é inerente a qualquer empregado bancário, na medida em
que operam com base em dados sigilosos da clientela e da própria instituição
financeira. O enquadramento na exceção estampada no parágrafo 2º do artigo 224 da
CLT não prescinde do destaque que alça o bancário a uma posição de superioridade
no tocante aos demais empregados, seja por comandar, seja por fiscalizar, seja por
orquestrar os préstimos laborais.
(TRT-2 - RO: 00020301520145020041 SP 00020301520145020041 A28, Relator:
ROSA MARIA VILLA, Data de Julgamento: 29/07/2015, 2ª TURMA, Data de
Publicação: 07/08/2015).

Deste julgado extrai-se que houve dano psíquico em funcionário de agência bancária
onde o mesmo foi vítima de reiterados assaltos e assim o banco tem responsabilidade
objetiva, e em consequência destes reiterados assaltos adveio a este empregado dano psíquico
onde o empregador foi obrigado a indenizar este funcionário.

A indenização por dano psíquico tem também uma conotação de pena, e esta pena, por
mínima que seja, é consoladora ou satisfativa, comprovando que o nosso ordenamento
jurídico desaprova o ato do ofensor e se preocupa com a pessoa ofendida, ou seja, a vítima.

5. COMO EVITAR O DANO PSÍQUICO

Para este caso, no que concerne a doenças laborais mentais, a Psiquiatria Forense tem
fator principal para evitar certas controvérsias. Diante disto, a unção da Psiquiatria Forense e
a Lei pode ser uma medida de prevenção essencial.
Com a Consolidação das Leis Trabalhistas é bem clara ao dizer que:
Art. 168 - Será obrigatório exame médico, por conta do empregador, nas condições
estabelecidas neste artigo e nas instruções complementares a serem expedidas pelo
Ministério do Trabalho:

I - a admissão;
II - na demissão;
III – periodicamente.
20
O Exame admissional é essencial, pois, é neste que se verificará se o candidato a
empregado está ou não acometido de anomalia psíquica.
O Exame demissional há um fator primordial, pois, é neste que se verificará se o
empregado saiu de determinada empresa nas mesmas condições que entrou, ou seja, sadio.
Este exame é fundamental quando a empresa for dispensar seus funcionários, pois, é
tido como um meio de resguardar a empresa quanto um futuro possível ingresso judicial
pleiteando indenização por nexo causal com o trabalho. O Psiquiatra fará um esboço do
estado psicológico e emocional do indivíduo para que se averigue determinada doença
ocupacional, seja ela, depressão, síndrome de burnout ou estresse. O indivíduo estando sadio
mentalmente exime o empregado de futuras controvérsias, sendo que terá prova documental
que o ex empregado deixou a empresa em plenas condições mentais de saúde.
Por último, o exame periódico ou de periodicidade. Neste, também é essencial, pois
traça periodicamente o estado emocional do indivíduo enquanto funcionário de determinada
empresa. O Exame Periódico caso se constate algo de errado no que tange a Saúde Mental do
indivíduo, fato este verificado por Psiquiatra comunicará a empresa deste fato e a empresa
tomará as devidas precauções, como por exemplo, licença para tratamento, entre outros.
Cada etapa menciona possui caráter preventivo, e os mesmos se seguidos à risca evita
grandes infortúnios em demandas judicias. No que concerne a Saúde Mental o Psiquiatra
possui fundamental importância para acompanhamentos da saúde mental do empregado.
E assim elaborando um guia mental da saúde do indivíduo deste a entrada,
permanência e saída da pessoa de determinada empresa.
O grande problema é a inobservância do artigo 168 da CLT e seus incisos. Sendo que,
a maior parte das empresas não segue essa hermenêutica do artigo supracitado. O simples
exame periódico pode constatar doenças em estágios iniciais e assim sendo tratada e não
haverá ingressos judiciais por parte do empregado e do mesmo modo a empresa não perde
funcionários bons em consequência disto.
A empresa que se prevalece do Exame Periódico para seus funcionários evita sem
sombra de dúvidas futuras controvérsias, pois, se descoberto inicialmente as chances de
recuperação e apoios são dobrados e assim contribuído para uma boa saúde mental no âmbito
laboral.

6. CÁLCULO DA INDENIZAÇÃO FUNDAMENTADO NA SUSEP

21
Inicialmente é de extrema importância salientar o que é Capital Mental, segundo
Razzouk, Lima e Cordeiro (2016, p. 63):

O capital mental está vinculado ao bem-estar e, juntos, influenciam o


comportamento, a coesão social, a inclusão social e a prosperid ade em geral. O
capital mental representa o quanto o indivíduo é capaz de contribuir para a sociedade
e, simultaneamente, experimentar uma boa qualidade de vida. Em outras palavras o
capital mental representa a eficiência em utilizar a totalidade de recursos emocionais
e cognitivos de um indivíduo, incluindo sua capacidade cognitiva, flexibilidade,
eficiência de aprendizado, inteligência emocional e resiliência face ao estresse, de
modo a suprir suas necessidades materiais e mentais.

Deste modo é sabido que a mente tem um capital mental, ou seja, a mesma sendo
lesada tem valor pecuniário, isto é, dinheiro. E o quantum indenizatório nestes casos é
altíssimo.
Todo dano causado a outrem é passível de indenização, assim como citado
anteriormente nos artigos 927 e 950 do Código Civil. Também no mesmo sentido o artigo 7º,
inciso XXVIII da Constituição Federal.
Neste caso a Avaliação para indenização de dano psíquico tem como baldrame
essencial a SUSEP, isto é, Superintendência de Seguros Privados. Onde a mesma para cada
tipo de dano tem uma perda patrimonial dada em porcentagem (%).
Como por exemplo, segundo esta tabela de cálculo da SUSEP, Alienação mental
incurável a perda é de 100%. Utilizando-se a tabela para cálculo da indenização em caso de
invalidez permanente da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) tem-se que a
quantificação do dano apresentado pelo Autor é de 100%.
Há casos peculiares em que o dano psíquico estende-se por Ricochete, onde, o dano
que teve como vítima principal o cônjuge varão, por exemplo, este e capturado por criminosos
e este e fortemente ameaçado a ponte de causar-lhe dano psíquico.
Neste caso dá-se o dano psíquico cumulado com o princípio do Ricochete sendo que, o
homem da família é sequestrado por assaltantes e posteriormente sequestra a família, onde a
mesma sob forte coação dos criminosos adquire dano psíquico, sendo este em toda a família,
daí dar-se-á o dano psíquico por ricochete.
Casos comuns onde um da família é sequestrado por assaltantes, sendo este
funcionário de banco, onde os assaltantes sequestram todos da família para que o funcionário
do banco pegue o valor pecuniário no cofre do banco.

7. IMPORTÂNCIA MÉDICA PARA INDENIZAR DANO PSÍQUICO

22
O profissional do psiquiatra forense, em sua análise e elaboração do laudo, precisa
descrever detalhadamente o quadro psicológico da vítima, proporcionando, se houver o nome
da psicopatologia que foi originada pela agressão, até mesmo, indicando o número atualizado
da doença no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, ano de
publicação 2014) ou Código Internacional de Doenças (CID-10, ano publicação 2016).

Caracterizado o dano, para os cálculos do quantum indenizatório, tem possibilidade


que a extensão seja avaliada com a utilização de instrumentos de avaliação técnica, sendo
certo que suas características são objetivas e avaliadas do ponto de vista da medicina, sendo
esta a subespecialidade médica da psiquiatria forense.

O procedimento de avaliação do dano psíquico compreende um estudo de


reconstrução do estado de equilíbrio mental da vítima no período anterior ao trauma, e quais
as mudanças psicológicas decorrentes da ação determinante do dano. A reconstrução deve
responder se o indivíduo, após os prejuízos do trauma, conserva a mesma capacidade
funcional como antes do fato lesivo.

Objetivando desempenhar uma avaliação da vida da vítima antes do dano psíquico, o


psiquiatra forense deve realizar uma análise completa da vida do periciado, buscando várias
fontes de informação (ex.: amigos, análise de documentos, atendimentos clínicos, contato com
colegas, experiência escolar, familiares, internações hospitalares, processos judiciais, trabalho
e vizinhos), buscando delinear um perfil precedente ao dano, para a apreciação do perfil atual
e uma eventual variação de comportamento da vítima.

Entre os aspectos essenciais a serem verificados na perícia psiquiátrica, faz-se uso de


recursos cognitivos e/ou intelectuais, coordenação motora geral e específica, potencial
energético, vitalidade e habilidades para ação. Em termos de estruturação egóica, é essencial a
averiguação dos sentimentos vivenciados ao grau de conduta social, onde se engloba o afetivo
e social; o grau de comprometimento da autoestima e da autoimagem e o modo de reação do
periciando frente às situações de seu cotidiano.

Esta avaliação faz-se indispensável para que seja evidenciada a ligação entre a ação o
dano sofrido pela vítima. Este conexão, denominada de nexo causal, é a pertinência entre o
dano traumático e as sequelas psicológicas, é essencial para que as consequências jurídicas
possam ser aplicadas.

23
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este artigo tem como finalidade explanar sobre o dano psíquico, os prejuízos que esta
espécie de dano causa ao indivíduo, dano este que causado a outrem há o dever de indenizar o
lesado, este processo tem como objetivo educar o causador do dano para não mais os causar e
indenizar o lesado.
É indispensável analisar com cautela o termo responsabilidade civil (dever
indenizatório), uma vez que o mesmo é aplicado em múltiplos significados no âmbito
jurídico, onde essa responsabilidade é o dever de alguém assumir as implicações de um fato
ou ato que suscitou na violação de direito de outrem. A grande problemática neste tema é
identificar qual conduta ocasionou a obrigação de indenizar.
Considerando que essa espécie de dano necessita do auxílio da psiquiatria, uma vez
que esse dano abala o funcionamento do indivíduo, e este dano no intelecto da vítima, há
também o dever indenizatório para o causador do dano.
Salienta-se que no decorrer deste artigo foi explanado o que é dano psíquico, o mesmo
sendo como deterioração das funções psicológicas, de maneira súbita e imprevista,
desenvolvida após uma ação dolosa ou culposa de alguém, e que ocasiona para a vítima tanto
prejuízos morais quanto materiais, face à restrição de suas atividades habituais ou laborativas.
A caracterização do dano psíquico demanda, essencialmente, que o episódio
desencadeante se revista de caráter traumático, seja pela gravidade do dano e suas
consequências, seja pela forma de ocorrência do evento.
Neste artigo foram explicados fatos importantes acerca deste tema, tais como a
diferenciação de dano moral e psíquico, doenças que causam dano psíquico, que são elas:
estresse, síndrome de burnout, depressão, distúrbios psicossomáticos e danos físicos. Outro
ponto importante descrito neste artigo é no que tange a valoração do dano psíquico,
classificação dos graus de dano psíquico, como a lei trabalha quando o assunto é dano
psíquico no capítulo lei e indenização, pontos notáveis que é como evitar o dano psíquico,
qual a importância médica para indenizar dano psíquico e por fim como é o cálculo da
indenização fundamentado na SUSEP (Superintendência de Seguros Privados).
A temática principal deste artigo foi sobre a indenização em decorrência do dano
psíquico, também apresentou pontos importantíssimos, não só como é a indenização do dano
psíquico, mas também de como prevenir este evento que é danoso a ambas as partes, sendo
eles, o causador do dano e a vítima. A prevenção é importantíssima, e esta parte foi elucidada
no tópico como evitar o dano psíquico.
24
REFERÊNCIAS

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26