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Aluno: Carlos Isaac Batista do Nascimento Data: 05/07/2018

Resumo da Primeira Tópica Freudiana.

Tópica significa algo como teoria dos lugares. Freud desenvolveu duas. A primeira, a
qual será referenciada, distingue os lugares consciente, pré-consciente e inconsciente;
sendo a base e grande feito da psicanálise.

A hipótese freudiana de “lugares” na psique humana tem origem do contexto


científico da neurologia, psicofisiologia e a psicopatologia. Por exemplo, a teoria
anátomo-fisiológica predominava durante a segunda metade do século XIX, e entendia
que certa parte específica do cérebro era responsável pela ocorrência de funções
complexas como boa parte das representações e imagens que fazemos. Com isso, em
1981, Freud lança um pequeno livro sobre essa primeira tópica, a qual critica essa ideia
anátomo-fisiológica, mostrando os limites e contradições daquela perspectiva,
justificando a necessidade de uma explicação funcional.

Já na psicopatologia, é comum a referência, de grupos psíquicos diferentes, os


comportamentos, representações e lembranças que não estão sempre à disposição do
indivíduo, mas interferem em suas ações. Este é o terreno que nasce a primeira tópica,
que irá adicionar a essa perspectiva, a ideia de lugares psíquicos distintos. Até o próprio
inconsciente está dividido em camadas. Sendo assim, Freud arrumou o terreno para
introduzir a ideia funcional de que as lembranças estão “arquivadas” ao redor de um
caso patogênico não apenas cronológico, mas cheio de sentido lógico permitido pela
linguagem, em que as associações entre várias imagens e representações de várias
maneiras no inconsciente. Ademais, essas lembranças arquivadas no momento em que
são lembradas, elas passaram a pertencer ao consciente. Logo após, quando eu “sei
dessa lembrança”, mas não necessariamente estava conscientizando ela, é por estar no
pré-consciente. Desta maneira, se percebe a diferenciação dos lugares por uma
perspectiva funcional. Entretanto, é fundamental a diferenciação dinâmica para com
esses três alvos também. Esta permite que percebamos o vigente conflito entre eles. Por
fim, o estudo do sonho faz com que se justifique o pensamento de um domínio do
inconsciente, de modo de atuação próprio, evidenciando a separação dos três sistemas;
sendo o passar de um para o outro depende de censura. Além disso, essa passagem
precisa necessariamente passar pela ordem (consciente, pré-consciente e inconsciente).
Contudo, pode ser progressiva ou regressiva, de modo que tudo que é consciente
começou sendo inconsciente.

A partir de 1920, Freud elaborou outra concepção da personalidade, continuando a


perceber cada vez mais importância ao inconsciente. Há quem resume e chama de
segunda tópica. É nela que ele introduz o id (polo pulsional) , ego (representante dos
interesses pessoais) e superego (instância que julga e critica, por base de moralismo
cultural); aumentando a subjetividade e se afastando do início das ciências naturais.