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PRESCRIÇÃO

DE
FITOTERÁPICOS

Farm. Luciana Calazans


Especialista em Manipulação Magistral

A FITOTERAPIA
A palavra fitoterapia é formada por dois
radicais: fito, que vem do grego phyton,
significa planta, e terapia, também do
grego therapeía, significa tratamento.
A FITOTERAPIA
• 303 d.C.: COSME E DAMIÃO X PRESCRIÇÃO X MANIPULAÇÃO
PLANTAS

• 1546: Separação medicina/farmácia; Farmacopéia

• 1803: isolamento da morfina (Papaver somniferum)

• 1819: quinina (Cinchona spp)

A fitoterapia no Brasil
Século 18 e 19 – Brasil: A Rota do Ouro: estradas que ligavam a
Corte Real (Rio de Janeiro) às minas de ouro de Minas Gerais
eram cercadas pela Mata Atlântica – uma grande fonte de
medicamentos naturais.
Conhecimento indígena passado aos escravos, caboclos,
imigrantes (mais barato que médicos – Rio de Janeiro).
Vieram naturalistas e médicos europeus estudar ervas brasileiras.
Atualmente:
- Extinção (mineração, gado, agricultura, extração desordenada).
- Perdeu-se conhecimentos.
- Pouco incentivo.
- Uso de ervas “importadas”.
- Medicamentos industrializados.
FITOTERAPIA
Fatores que contribuíram para o fortalecimento da fitoterapia:
• - efeitos colaterais dos fármacos sintéticos,
• - pesquisa (estudos da estrutura química, mecanismos de ação e
indicações das ervas medicinais.
• - envelhecimento da população (45-55 anos),
• - aumento da consciência e do interesse dos consumidores pelos
produtos naturais,
• - os consumidores mais atentos à sua saúde
• - alto custo dos remédios alopáticos,
• - divulgação na imprensa sobre todos os tipos de terapia,
• - aceitação pelos profissionais da saúde e,
• - expansão dos canais de distribuição.
• E a fitoterapia, mesmo que discreta e independentemente, resistiu à
grande explosão de descobertas científicas etecnológicas.

TOTUM
A planta inteira oferece um leque terapêutico
bastante amplo por ter diferentes componentes
que harmonizam a sua ação. O conjunto desses
componentes é denominado TOTUM:

• Quando separa-se o princípio ativo de seu


TOTUM deixa-se definitivamente o princípio
fitoterápico e transforma-se no nível de ação do
medicamento.
• O princípio ativo isolado torna-se mais potente e
seletivo,mas pode vir acompanhado de efeitos
colaterais não desejáveis.
LEGISLAÇÃO EM FITOTERAPIA
Em meados dos anos 80 com a separação das nações
independentes e os países do terceiro mundo o número de
pessoas sem acesso a medicina convencional
A OMS promove a aceitação e a implementação da fitoterapia por
parte das autoridades governamentais.
ÊNFASE:
• Terapias alternativas e complementares
• Investigação e prescrição das ervas medicinais

LEGISLAÇÃO EM FITOTERAPIA
Década de 80: diversos documentos enfatizando a
introdução de plantas medicinais e fitoterápicos na
atenção básica à saúde:
- Resolução Ciplan nº 8/88; Relatório da 10ª
Conferência Nacional de Saúde (1996); Portaria nº
3916/98; Relatório do Seminário Nacional de Plantas
Medicinais, Fitoterápicos e Assistência Farmacêutica (2003).
Lei 8234, de 17 de setembro de 1991
Regulamenta a profissão de nutricionista e determina outras providências
Art. 3º - São atividades privativas dos Nutricionistas:

I- direção, coordenação e supervisão de cursos de graduação em nutrição;

II- planejamento, organização, direção, supervisão e avaliação de serviços de alimentação


e nutrição;

III- planejamento, coordenação, supervisão e avaliação de estudos de dietéticos;

IV- ensino das matérias profissionais dos cursos de graduação em nutrição;

V- ensino das disciplinas de nutrição e alimentação nos cursos de graduação da área de


saúde e outras afins;
VI- auditoria, consultoria e assessoria em nutrição e dietética;

VII- assistência e educação nutricional a coletividades ou indivíduos, sadios ou enfermos,


em instituições públicas e privadas e em consultório de nutrição e dietética;

VIII-assistência e dietoterápica hospitalar, ambulatorial e a nível de consultórios, de nutrição


e dietética, prescrevendo, planejando, analisando, supervisionando e avaliando dietas
para enfermos.

Lei 8234, de 17 de setembro de 1991


Art. 4º Atribuem-se também, aos nutricionistas, as seguintes atividades,
desde que relacionadas com alimentação e nutrição humanas:

I-elaboração de informes técnico cientiífico;

II- gerenciamento de projetos de desenvolvimento de produtos alimentícios;

III- assistência e treinamento especializado em alimentação e nutrição;

IV- controle de qualidade de gêneros e produtos alimentícios;

V- atuação em marketing na área de alimentação e nutrição;

VI- estudos e trabalhos experimentais em alimentação e nutrição;

VII-prescrição de suplementos nutricionais, necessários a complementação da dieta;

VIII-solicitação de exames laboratoriais necessários ao acompanhamento dietoterápico;

IX- participa;ção em inspeções sanitárias relativas a alimentos;

X- análises relativas ao processamento de produtos alimentícios industrializados;

XI- participação em projetos de equipamentos e utensílios na área de alimentação e nutricão;


Lei 8234, de 17 de setembro de 1991
Art 7º Revogam-se as disposições em contrário, em especial a Lei
Nº5.276, de 24 de abril de 1967.

Fernando Collor
Antônio Magri

LEGISLAÇÃO 2000-2006
Ano ATRIBUIÇÕES
2000 RDC 17 registro de medicamentos fitoterápicos (revogada pela RDC 48 de 2004)
a RDC 33 para regulamentação de plantas medicinais em Farmácia de Manipulação

2003 1ª Conferência Nacional de Assistência Farmacêutica com a ampliação do acesso aos


fitoterápicos*12ª. Conferência do Conselho Nacional de Saúde onde dentro do eixo temático
“o trabalho na saúde” a Fitoterapia é considerada uma atividade de todos os profissionais de
saúde.

2004 Resolução nº 338/04. definição e pactuação de ações intersetoriais que visem a utilização das
plantas medicinais e de medicamentos fitoterápicos no processo de atenção à saúde, com e
fixação de produtores, envolvimento dos trabalhadores em saúde no processo de
incorporação dessa opção terapêutica e baseada no incentivo à produção racional, com
utilização da biodiversidade existente no país”. respeito aos conhecimentos tradicionais
incorporados, com embasamento científico, com adoção de políticas de geração de emprego
e renda, com qualificação

2004 2ª Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional: “Valorizar a cultura alimentar incluindo


plantas nativas e medicinais para a saúde da população”Formação do Grupo Técnico
Nacional de Terapias Complementares RDC 48/2004 impõe maior rigidez para registro de
fitoterápicos

2005 RDC 277, regulamento técnico para café, cevada, chá, erva-mate e produtos solúveis.
Decreto 17/2005: Cria grupo de trabalho para formular proposta de política nacional de
plantas medicinais e fitoterápicos

2006 **Portaria 971/2006 Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares


(PNPIC) no Sistema Único de Saúde. No CFN: Resolução no 383 é reconhecida a
especialidade de fitoterapia na área da Nutrição Clínica e Fitoterapia
Resolução RE nº 88, de 16 de março de 2004 - Anvisa

Deterna a publicação da "LISTA DE REFERÊNCIAS


BIBLIOGRÁFICAS PARA AVALIAÇÃO DE SEGURANÇA E
EFICÁCIA DE FITOTERÁPICOS".

NUTRICIONISTA

CONSULTAR LEGISLAÇÃO VIGENTE NA ANVISA

RE n◦ 89 de 16 de março de 2004.
RE n◦ 89 de 16 de março de 2004.

• Lista de Registro Simplificado de Fitoterápicos


(consulta)
• Nomenclatura botânica(obrigatório): indica o gênero e a espécie da
planta
• Nome Poupular: opcional
• Parte usada: indica qual é a parte da planta que deve ser utilizada.
• Padronização/Marcador: indica a substância que é utilizada como
marcador

RE n◦ 89 de 16 de março de 2004.

• Formas de usar: indica qual a melhor forma para planta


• Indicações: apresenta em qual situação o fitoterápico é indicado.
• Dose: indica a dose específica do ativo
• Via de administração: oral/tópico.
• Restrição de uso: especificações com relação ao tempo de uso e
faixa etária.
Nomenclatura botânica Aesculus Allium sativum L. Aloe vera ( L.) Burm f.
hippocastanum L.

Nome popular Castanha da Índia Alho Babosa ou áloe

Parte usada Sementes Bulbo folhas - gel


mucilaginoso
Padronização/Marcador Escina Aliina ou Alicina 0,3% polissacarídeos
totais
Formas de uso Extratos Tintura, óleo, extrato Creme, gel
seco
Indicações / Ações Fragilidade capilar, Coadjuvante no Tratamento de
terapêuticas insuficiência tratamento da queimaduras
venosa hiperlipidemia e térmicas (1o e 2o
hipertensão arterial graus) e de
leve; prevenção da radiação
aterosclerose

Dose Diária 32 a 120 mg de escina Equivalente a 6-10 mg Preparação com 35 a


aliina 70% do gel duas
vezes ao dia
Via de Administração Oral Oral Tópico
Restrição de uso Venda sem prescrição Venda sem prescrição Venda sem prescrição
médica médica médica

Nomenclatura botânica Arctostaphylos uva-ursi Calendula Centella asiatica (L.)


Spreng. officinalis L. Urban, Hydrocotile
asiatica L.
Nome popular Uva-ursi Calêndula Centela, Gotu kola
Parte usada Folha Flores Caule e Folhas
Padronização/Marcador Quinonas calculadas em Flavonóides totais Ácidos triterpênicos
arbutina expressos em (asiaticosídeos,
quercetina ou madecassosídeo)
hiperosídeos
Formas de uso Extratos, tinturas Tintura, extratos Extrato seco
Indicações / Ações Infecções do trato urinário Cicatrizante, anti- Insuficiência venosa
terapêuticas inflamatório dos membros
inferiores
Dose Diária 400 a 840 mg quinonas 8,8-17,6 mg de 6,6-13,6 mg de
(arbutina) flavonóides asiaticosídeos
Via de Administração Oral Tópico Oral
Restrição de uso Venda sob prescrição Venda sem Venda sob prescrição
médica; não utilizar prescrição médica
continuamente por médica
mais de 1 semana
nem por mais de 5
semanas/ano; não
usar em crianças
com menos de 12
anos
RE n◦ 89 de 16 de março de 2004.

• Art. 6º O Nutricionista não poderá prescrever aqueles produtos


cuja legislação vigente exija prescrição médica.

• Arctostaphylos uva-
uva-ursi Centella asiatica
• Cimicifuga racemosa Echinacea purpurea
• Tanacetum parthenium Valeriana officinalis
• Hamamelis virginiana Ginkgo biloba
• Hypericum perforatum Serenoa repens
• Piper methysticum (Kava kava)

Anvisa RDC n◦48 de 16 março 2004


• Procedimentos para que o medicamento fitoterápico tenha seu
registro aprovado na ANVISA:

- Apresentação de resultados de testes de estabilidade utilizados para


determinação do prazo de validade;
- Relatório completo de produção contendo: forma farmacêutica,
descrição detalhada da fórmula completa com a nomenclatura
botânica oficial completa mais os excipientes utilizados; descrição
da quantidade de cada substância e sua função na fórmula;
descrição de todas as etapas do processo de produção
contemplando os equipamentos utilizados e metodologia de
controle do processo produtivo.
Anvisa RDC n◦48 de 16 março 2004
- Relatório de controle de qualidade: descrição dos métodos
aplicados na drga vegetal, bem como do laudo de identificação
botânica e referência bibliográfica da farmacopéia consultada.
Quando se tratar de um dericado de droga vegetal, é importante
costar: a nomenclatura botânica oficial, a nomenclatra farmacopéica
e/ou tradicional, a parte da planta utilizada, bem como os solventes
e excipientes/veículos, testes de autenticidade, de pureza e de
integridade.
- Controle de qualidade do produto acabado
- Apresentar estudos publicados na obras da Lista de Referências
Bibligráficas para Avaliação de Segurança e Eficácia de
Fitoterápicos.

Resolução n◦ 277 de 22 de setembro


de 2005
• Apresenta parâmetros de identidade e as características
de qualidade a que devem obedecer alguns tipos de
alimentos, dentre eles os chás.
• Não estão incluídos, nessa resolução os produtos
obtidos de espécies vegetais com finalidade
medicamentosa e/ou terapêutica, como os fitoterápicos.
• Chá: “o produto constituído de uma ou mais partes de
espécie(s) vegetal(is) inteira(s), fragmentada(s) ou
moída (s), com ou sem fermentação, tostada(s) ou não”.
Resolução n◦ 277 de 22 de setembro
de 2005
• “Chá Misto”: nomes comuns das espécies vegetais
utilizadas, quando forem utilizadas duas ou mais
espécies vegetais.

• Rótulo: a resolução veta qualquer indicação de efeito


medicamentoso ou terapêutico, como prevenção,
tratamento ou cura de doenças. Nenhuma indicação
para consumo por lactentes.

Pesquisas de fitoterápicos
• Fitoterápicos industrializados consultar o site da
ANVISA.
• Fitoterápico simples ou composto RE 89

• Links para consulta:

http://www7anvisa.gov.br/datavisa/Consulta_Produto/consulta_medicamentos.asp

http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/fitoterapicos/index.htm
RESOLUÇÃO CFN Nº 390, DE 27 DE OUTUBRO DE 2006

DOU 22.11.2006

Regulamenta a prescrição dietética de suplementos nutricionais pelo


nutricionista e dá outras providências.

RESOLUÇÃO CFN Nº 390, DE 27 DE


OUTUBRO DE 2006
• Art. 1º Esta Resolução regulamenta a prescrição dietética, pelo
nutricionista, de suplementos nutricionais. Parágrafo único. Para os
fins desta Resolução consideram-se:
I - prescrição dietética - prescrição a ser elaborada com base nas
diretrizes estabelecidas no diagnóstico nutricional;
II - suplementos nutricionais - formulados de vitaminas, minerais,
proteínas e aminoácidos, lipídios e ácidos graxos, carboidratos e
fibras, isolados ou associados entre si.
III - Ingestão Diária Recomendada (IDR) é a quantidade de proteína,
vitaminas e minerais que deve ser consumida diariamente para
atender às necessidades nutricionais da maior parte dos indivíduos
e grupos de pessoas de uma população sadia, conforme ANVISA,
RDC 269 de 22.09. 2005
RESOLUÇÃO CFN Nº 390, DE 27 DE
OUTUBRO DE 2006
• Art. 2º Respeitados os níveis máximos de segurança,
regulamentados pela ANVISA e na falta destes, os definidos como
“Tolerable Upper Intake Levels (UL)”, ou seja, Limite de Ingestão
Máxima Tolerável, sendo este o maior nível de ingestão diária de
um nutriente que não causará efeitos adversos à saúde da maioria
das pessoas. E desde que, com base no diagnóstico nutricional,
haja recomendação neste sentido, a prescrição de suplementos
nutricionais poderá ser realizada nos seguintes casos:
I - estados fisiológicos específicos;
II - estados patológicos; e
III - alterações metabólicas.

RESOLUÇÃO CFN Nº 390, DE 27 DE


OUTUBRO DE 2006
• Art. 5º A prescrição de suplementos nutricionais basear-seá nas
seguintes premissas:

I - adequação do consumo alimentar;

II - definição do período de utilização da suplementação;

III - reavaliação sistemática do estado nutricional e do plano alimentar.


Parágrafo único: a prescrição de suplementos nutricionais deverá
ser pautada no âmbito da responsabilidade profissional, em
conformidade com o código de ética.
Edição Numero 150 de 06/08/2007

Conselho Federal Entidades de Fiscalização do Exercício das


Profissões Liberais Conselho Federal de Nutricionistas

CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS


RESOLUÇÃO Nº 402, DE 30 DE JULHO DE 2007

Regulamenta a prescrição fitoterápica pelo nutricionista de


plantas in natura frescas, ou como droga vegetal nas suas
diferentes formas farmacêuticas, e dá outras providências.

LEGISLAÇÃO EM FITOTERAPIA

RESOLUÇÃO CFN n◦ 402 DE 2007

“Regulamenta a prescrição fitoterápica pelo nutricionista de plantas


in natura frescas ou como droga vegetal em suas diferentes formas
farmacêuticas”.
Definições Oficiais
• MEDICAMENTO FITOTERÁPICO :

Medicamento farmacêutico obtido por processos tecnologicamente

adequados, empregando-se exclusivamente matérias-primas

vegetais, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de

diagnóstico. É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos

riscos de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de

sua qualidade. Não se considera medicamento fitoterápico aquele que,

na sua composição, inclua substâncias ativas isoladas, de qualquer

origem, nem as associações destas com extratos vegetais.

Definições Oficiais

• MEDICAMENTO FITOTERÁPICO TRADICIONAL

Aquele elaborado a partir de planta medicinal de uso alicerçado


na tradição popular, sem evidências, conhecidas ou informadas,
de risco à saúde do usuário, cuja eficácia é validada através de
levantamentos etnofarmacológicos e de utilização, documentações
tecnocientíficas ou publicações indexadas.
Definições Oficiais

• MEDICAMENTO FITOTERÁPICO NOVO

Aquele cuja eficácia, segurança e qualidade, sejam


comprovadas cientificamente junto ao órgão federal
competente, por ocasião do registro, podendo servir de
referência para o registro de similares.

Definições Oficiais

• MEDICAMENTO FITOTERÁPICO SIMILAR

Aquele que contém as mesmas matérias-primas vegetais, na


mesma concentração de princípio ativo ou marcadores,
utilizando a mesma via de administração, forma farmacêutica,
posologia e indicação terapêutica de um medicamento
fitoterápico considerado como referência .
Definições Oficiais

Fitoterápico x Plantas Medicinais x

Droga Vegetal

Definições Oficiais
Pós: quando as plantas são cortadas e depois moídas para
obtenção de extratos.

Extratos: são preparações líquidas, sólidas ou semi sólidas obtidas


pela extração de drogas vegetais frescas ou secas, por meio
líquido, seguida por evaporação total ou parcial e ajuste do
concentrado a padrão previamente estabelecido.
RESOLUÇÃO CFN n◦ 402 DE 2007

TINTURAS

• Soluções extrativas hidro-alcoólicas (300 a 960 GL) obtidas de vegetais


secos por maceração ou por percolação.

• Podem ser simples (extração de uma única espécie) ou composta


(extração de duas ou mais espécies).

• Preparadas com 10% (CI)da droga vegetal (plantas muito ativas, heróicas e
tinturas homeopáticas) ou a 20% (CI) (para plantas mais comuns).

RESOLUÇÃO CFN n◦ 402 DE 2007

ELIXIRES

• Também chamados alcoóleos açucarados.

• Preparação farmacêutica de veículo alcoólico, edulcoradas e destinadas à


administração oral.

• Graduação alcoólica entre 15º e 50º GL, ou inferior.

• Quantidade de açúcar inferior à dos xaropes ou é dispensada.


RESOLUÇÃO CFN n◦ 402 DE 2007
DECOCTO OU COZIMENTO

• Consiste em manter um sólido (planta) em contato, durante certo


tempo, com um solvente, normalmente a água, sob ebulição.

• Técnica de emprego restrito: o aquecimento prolongado altera


muitos princípios ativos encontrados nas plantas.

• Utilizada para plantas que contém drogas muito compactas e de


natureza lenhosa (cascas, raízes, folhas muito duras

RESOLUÇÃO CFN n◦ 402 DE 2007

MACERADO: quando a planta é colocada em um recipiente com água,


álcool ou oléo, a frio, por tempo previamente determinado para
posterior filtração do ativo.

ALCOOLATURA: preparação com extração hidroalcólica a partir da


planta fresca na proporção de 50%.
RESOLUÇÃO CFN n◦ 402 DE 2007
INFUSÃO
• Consiste em lançar sobre a planta água fervente, mantendo-se o líquido e a
planta abafados em recipiente fechado durante certo tempo.

• Utilizada para plantas tenras, folhas, flores reduzidas normalmente a pó ou


rasuradas.

• Empregam-se 5 partes da planta para 95 partes de água.

Definições Oficiais

• 25 % dos fármaco origem vegetal

• 50% dos fármacos origem sintética(princípios isolados de plantas


medicinais).
RESOLUÇÃO CFN n◦ 402 DE 2007

MODELO DE PRESCRIÇÃO

Paciente:

Cynara scolymus, folha, extrato fluído hidroalcóolico 1:1.

Preparar 100mL.

Tomar 5 mL duas vezes ao dia (10 e 16hrs).


TRATAMENTO PARA 20 DIAS.

Carimbo:
Data:__________________________
Assinatura do Prescritor:_________
CRN:__________________________

Endereço:..................Tel:....................
RESOLUÇÃO CFN n◦ 402 DE 2007

RESOLUÇÃO CFN n◦ 402 DE 2007


Art. 4º

O Nutricionista terá total autonomia para prescrever os produtos


objetos desta Resolução, quando julgar conveniente a necessidade
de complementação da dieta de indivíduos ou grupos, atuando
isoladamente ou como membro integrante de uma equipe
multiprofissional de saúde.
RESOLUÇÃO CFN n◦ 402 DE 2007

Art. 5º

O Nutricionista, quando prescrever os produtos objetos da presente


Resolução, deverá fazê-lo recomendando os de origem conhecida,
quando industrializados, com rotulagem adequada às normas da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, e, quando in
natura, que o consumidor observe as condições higiênico-
sanitárias da espécie vegetal prescrita.

INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 5 DE 11 DE DEZEMBRO DE 2008


Determina a publicação da "LISTA DE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS
DE REGISTRO SIMPLIFICADO".

• Art. 1º Determinar a publicação da "LISTA DE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS


DE REGISTRO SIMPLIFICADO", conforme anexo.

- § 1º As atualizações da "LISTA DE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS DE REGISTRO


SIMPLIFICADO" serão periodicamente publicadas no site da ANVISA no link
http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/fitoterapicos/index.htm.
- § 2º Para solicitações de registro e alterações de registro protocoladas na ANVISA até
a data da publicação desta Instrução Normativa, que impliquem em necessidade de
novo desenvolvimento de produto e/ou nova metodologia analítica e/ou nova
validação e/ou novo estudo de estabilidade, será dado um prazo de até 360 dias
para adequação contados a partir da publicação desta Instrução Normativa.
INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 5 DE 11 DE DEZEMBRO DE 2008

- § 3o Para as petições de renovação de registro que venham a ocorrer


em até 360 dias após a publicação desta Instrução Normativa que
implique em necessidade de novo desenvolvimento de produto e/ou
metodologia analítica e/ou nova validação e/ou novo estudo de
estabilidade, a adequação poderá ocorrer até a renovação
imediatamente após os 360 dias contados a partir da publicação desta
Instrução Normativa.

INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 5 DE 11 DE DEZEMBRO DE 2008

• Art. 2º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua


publicação, revogando o disposto na Resolução RE n.º 89, de 16 de
março de 2004.
O que não pode ser prescrito:
RE n◦ 89 de 16 de março de 2004. INSTRUÇÃO NORMATIVA N°5 D E 11 DE
DEZEMBRO DE 2008
Arctostaphylos uva-
uva-ursi Arctostaphylos uva-
uva-ursi Spreng

Cimicifuga racemosa Cimicí


Cimicífuga racemosa (L.) Nutt
Tanacetum parthenium Echinacea purpú
purpúrea Moench
Hamamelis virginiana Ginko biloba L - Ginkgo
Hypericum perforatum Hypericum perforatum L
Piper methysticum (Kava kava) Piper methysticum Fost. F

Centella asiatica Serenoa repens (Bartram)J.K. Small

Echinacea purpurea Tanacetum pathenium Sch. Bip.

Serenoa repens Valeriana officinalis - Valeriana

Valeriana officinalis
Ginkgo biloba

DÚVIDAS
As farmácias de manipulação podem
produzir fitoterápicos

?
Os fitoterápicos podem fazer mal à saúde?

Quais as precauções que devem ser tomadas em relação aos fitoterápicos?

Há problemas em usar outros medicamentos junto com fitoterápicos?

Como saber se um fitoterápico é registrado na Anvisa/ Ministério da Saúde?

Um produto na apresentação de óleo pode ser registrado como medicamento


fitoterápico?

Como proceder para alterar a restrição de uso de um determinado


fitoterápico?

Como proceder para adequar os medicamentos registrados que tem em sua


constituição extratos de vegetais associados a vitaminas ou minerais, drogas
sintéticas, semi-sintéticas ou biológicas?

Após a publicação da RDC 134/03, como proceder ao registro e/ou renovação


de registro de produtos que eram isentos: óleo de rícino, aguardente alemã,
água de flor de laranjeira etc?

Quais fitoterápicos devem ser registrados como fitoterápico similar?

MODELO DE PRESCRIÇÃO

Extratos fluídos:
Explicitar:
Planta medicinal pela
denominação botânica.
A parte da planta utilizada.
A forma farmacêutica.
A padronização.
O volume final em mililitros.
MODELO DE PRESCRIÇÃO

Paciente:

Mikania glomerata Spreng , folha, extrato fluído hidroalcóolico 1:1.

Preparar 200mL.

Tomar 5 mL duas vezes ao dia (10 e 16hrs).


TRATAMENTO PARA 40 DIAS.

Carimbo:
Data:__________________________
Assinatura do Prescritor:_________
CRN:__________________________

Endereço:..................Tel:....................

MODELO DE PRESCRIÇÃO

DROGA VEGETAL

• Planta medicinal pela denominação botânica.


• O termo pó ou droga vegetal, no caso de prescrever planta
pulverizada em cápsula.
• O termo planta rasurada ou íntegra, no caso de prescrever infuso.
• A dose da droga em gramas ou miligramas.
• A quantidade desejada.
MODELO DE PRESCRIÇÃO

Paciente:

Peumu.s boldus, folhas rasuradas, 30g

Tomar uma xícara de infuso duas vezes ao dia.


Carimbo:
Data:__________________________
Assinatura do Prescritor:_________
CRM:__________________________

Endereço:.......................................................... Tel:

MODELO DE PRESCRIÇÃO

Ginkgo biloba (extr. seco 24%) - 80 mg


Mandar 60 cáps.
Tomar 1 cápsula 2 vezes ao dia (às refeições )
(* Uso contínuo até a próxima consulta * )

ou

Ginkgo biloba ( extr. Seco) - 100 mg


Pfaffia paniculata (extr. Seco) - 300 mg
Mandar 90 cápsulas
Tomar 1 cápsula 3 vezes ao dia (7 - 13 e 19 h)
( * Continuamente por três meses * )
MODELO DE PRESCRIÇÃO

Ginkgo biloba FLAVONOIDES

TERPENOLACTONAS
(GINKGOLIDOS E BILOBALIDOS)

MODELO DE PRESCRIÇÃO

Paciente:

Valeriana officinalis ( ext. seco) - 200 mg


Erythrina mulungu ( pó) - 300 mg

Mandar 90 cápsulas
Tomar 1 cápsula 3 vezes ao dia ( 8 - 16 - 22 h)
( * Usar durante 30 dias * )
Planta Forma Farmacêutica Marcador Dose diária

Panax ginseng Extrato seco padronizado 5 – 30mg de


C.A.Meyer Ginsenosídeos Ginsenosídeos
Totais(Rb1,Rg1)

Senna alexandrina Extrato seco padronizado Derivados hidroantracênicos 10 - 30mg de


Mill Derivados hidroantracênicos

Paullinea Extrato seco padronizado 15 – 70mg de cafeína


Cupana H.B.&K Cafeína

Planta Marcador químico Forma de Dose diária


uso

Maytenus ilicifolia Taninos totais Extrato 60 a 90 mg taninos


Mart. ex Reiss. / dia

Melissa officinalis L. Ácidos hidroxicinâmicos calculados como Tintura, 60 - 180 mg de ácido rosmarínico
ácido extratos
rosmarínico

Senna alexandrina Derivados hidroxiantracênicos (calculados Extrato 10 - 30 mg de derivados


Mill. como senosídeo B) ssco hidroxiantracênicos(calculados como
senosídeo B)
Bibliografia:
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Resolução - RE nº 89 de 16/03/2004.
Determina a publicação
da "Lista de registro simplificado de fitoterápicos". Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br>.

TESKE, M.; TRENTINI, A.M.M. Herbarium - Compêndio de Fitoterapia. 4a ed. Curitiba: Herbarium
Laboratório Botânico, 2001.

BOTSARIS, A.S. Fórmulas Mágicas. 4a ed. Rio de Janeiro: Nova Era, 2006.

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Resolução - RE nº 88 de 16/03/2004

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Resolução - CFN nº 402 de 2007

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Resolução – ANVISA n◦ 277 DE 22


SETEMBRO DE 2005

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Resolução – ANVISA n◦48 DE 16 DE


MARÇO DE 2004

KALLUF, Luciana. Fitoterapia Funcional. 1ª ed. São Paulo: VP Editora, 2008.

MUITO OBRIGADA!