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Mapa Síntese do Módulo 4 - "Processos Relacionais e Comportamento Profissional" Com este módulo pretende-se

Mapa Síntese do Módulo 4 - "Processos Relacionais e Comportamento Profissional"

Com este módulo pretende-se que os alunos conheçam e contextualizem o processo de socialização, articulando-o com a integração socioprofissional. Também deverá ser sublinhado o papel das atitudes e da interação grupal no desenvolvimento das capacidades relacionais e na prossecução de relações sociais mais satisfatórias e positivas.

Finalmente, com este módulo pretende-se que os alunos mobilizem conhecimentos que lhes permitam compreender que o conhecimento e o controlo do comportamento são fundamentais para o seu futuro desempenho profissional.

Âmbito dos Conteúdos:

Processo de socialização e atitudes:

Processo de socialização Conceito e formação de atitudes Importância das atitudes nas relações sociais

Relações interpessoais e interação grupal:

As primeiras impressões, as expectativas e a perceção social:

Análise conceptual e Influência no estabelecimento das relações interpessoais. Caracterização de grupo social e de interação grupal Integração num grupo social e motivação de pertença Conceitos de conformismo e inconformismo social

Capacidades relacionais e desempenho profissional:

Competências pessoais, sociais e profissionais: Descrição e âmbito Automotivação e desempenho de tarefas: Adaptação da pirâmide das necessidades de Maslow ao comportamento profissional Desenvolvimento das capacidades relacionais e desempenho profissional

necessidades de Maslow ao comportamento profissional Desenvolvimento das capacidades relacionais e desempenho profissional
Processos fundamentais da cognição social Fundamentalmente a partir da aprendizagem, o comportamento apresenta uma

Processos fundamentais da cognição social

Fundamentalmente a partir da aprendizagem, o comportamento apresenta uma enorme complexidade e diversidade nas mais diferentes relações que se estabelece com o meio. As interações sociais são aquilo que nos separam dos animais. Grande parte da nossa vida gira à volta de instituições sociais que orientam um novo comportamento. Para além disso, a maior parte das interações sociais são orientadas por fatores de ordem cognitiva, este fatores de caráter cognitivo levam-nos a interpretar as situações e a organizar as respostas mais adequadas.

as situações e a organizar as respostas mais adequadas. Cognição social – conjunto de processos que

Cognição social conjunto de processos que estão adjacentes ao modo como encaramos os outros, a nós próprios e à forma como interagimos. A cognição social refere-se, assim, ao papel desempenhado por fatores cognitivos no nosso comportamento social, procurando conhecer o modo como os nossos pensamentos são afetados pelo contexto social. Este processo é uma forma de conhecimento e de relação com o mundo dos outros. Como temos uma capacidade limitada de processos de informação relativa do mundo social, recorremos a esquemas que representam o nosso conhecimento sobre nos, sobre os outros e sobre o nosso papel no mundo. É a partir desses esquemas que processamos a informação sobre o mundo social e que formamos opiniões sobre nós e sobre os outros.

Processos de cognição social:

Impressões;

Expectativas;

Atitudes;

Representações sociais;

Impressões;

de cognição social:  Impressões;  Expectativas;  Atitudes;  Representações sociais;  Impressões;
Este processo é o primeiro que temos no primeiro contacto com alguém que não conhecemos,

Este processo é o primeiro que temos no primeiro contacto com alguém que não conhecemos, construímos uma ideia/imagem, sobre essa pessoa a partir de algumas características. Isto também acontece com os objetos com que contactamos. Contudo, há diferenças assinaláveis quando se trata de pessoas: a produção da impressão é mútua (o outro também tem impressões); por outro lado, a minha impressão afeta o meu comportamento e por tanto, o seu comportamento para comigo.

Um dos aspetos mais importantes das impressões é a relação interpessoal que se estabelecerá no futuro. Se, alguma das primeiras impressões for modificada, temos tendência a rejeitar a nova informação, mantendo a que ficou no primeiro encontro.

informação, mantendo a que ficou no primeiro encontro. Impressão e categorização Para se simplificar o

Impressão e categorização Para se simplificar o armazenamento de toda a informação, procedemos a um processo de categorização, ou seja, reagrupamos os objetos, as pessoas, as situações, a partir daquilo que consideramos serem as suas diferenças e semelhanças.

No caso das impressões classificamos a pessoa em categorias, esta ideia global vai orientar o nosso comportamento, porque nos fornece um esboço psicológico da pessoa em questão. A caracterização permite simplificar a complexidade do mundo social. Esta categorização contempla três tipos de avaliação:

Afetiva

Moral

Instrumental

A categorização inerente à formação das impressões orienta o nosso comportamento. Ao desenvolvermos expetativas sobre o comportamento dos outros a partir das impressões que formamos, isso possibilita-nos planear as nossas ações, o que é um facilitador do processo das interações sociais.

formamos, isso possibilita-nos planear as nossas ações, o que é um facilitador do processo das interações
A formação das impressões Na base da formação das impressões está a interpretação. A maneira

A formação das impressões

Na base da formação das impressões está a interpretação. A maneira como formamos uma impressão tem como base quatro indícios:

Físicos aparência, expressões sociais e gestos. Ex: se a pessoa for magra posso associar a uma personalidade irritável.

Verbais exemplo: o modo como a pessoa fala, surge como um indicador de instrução

Não - verbais exemplo: vestuário, o modo como a pessoa se senta ou gesticula enquanto fala.

Comportamentais conjunto de comportamentos. Ex: o modo como os comportamentos são interpretados remete para as experiencias passadas. Daí que o mesmo comportamento possa ter significados diferentes para diferentes pessoas.

possa ter significados diferentes para diferentes pessoas. O efeito das primeiras impressões A primeira informação

O efeito das primeiras impressões

A primeira informação é a que tem maior influência sobre as nossas impressões. Por tanto, a ordem com que conhecemos as características de uma pessoa não é indiferente para a formação de impressões sobre ela. Uma das características das primeiras impressões é a sua persistência, dado que, a partir de algumas informações constituímos uma ideia geral sobre a pessoa, é muito difícil alterarmos a nossa perceção, mesmo

que, recebamos informações que contradizem a nossa impressão inicial. Á como uma rejeição a entregar novas informações.

Expetativas

que contradizem a nossa impressão inicial. Á como uma rejeição a entregar novas informações. Expetativas
Podemos definir as expectativas como modos de categorizar as pessoas através dos indícios e das

Podemos definir as expectativas como modos de categorizar as pessoas através dos indícios e das informações, prevendo o seu comportamento e as suas atitudes. As expectativas são mútuas, isto é, o outro com quem interagimos desenvolve também expectativas relativamente a nós. Exemplo: ao entrar num tribunal vimos um homem de toga preta e deduzimos que seja um advogado ou um juiz. Isto funciona como um indício que me permitiu incluí-lo numa determina da categoria social. Na categorização estão envolvidas duas operações básicas: indução e a dedução. É pela indução que passamos da perceção da toga preta à inclusão daquela categoria. É pela dedução que, a partir do momento em que reconhecemos a categoria a que uma pessoa pertence, passamos a atribuir-lhe determinadas características. Podemos afirmar que, tal como outros processos de cognição social, as expectativas formam-se no processo de socialização por influência da família, da escola, do grupo de pares, da comunidade social. Estão, portanto, marcadas pelos valores, crenças, atitudes e normas de um dado contexto social, bem como pela história pessoal. O facto de não conhecermos o desconhecido leva-nos a construir esquemas interpretativos que organizam a informação que captamos e que estão na base das impressões e das expectativas. Nós comportamo-nos de acordo com aquilo que pensamos que os outros pensam de nós.

Expetativas, estatuto e papel Um exemplo muito claro das expetativas na vida social é por exemplo uma relação entre marido mulher, pais e filhos. Ao exercer as funções respetivas, há um conjunto de expectativas mútuas que regulam as relações. A cada estatuto corresponde um papel, isto é, um conjunto de comportamentos que esperados de um individuo com determinado estatuto. No caso de uma professora nós esperamos que ela ensine bem. Existe, portanto, uma complementaridade entre estatuto e papel. Numa sociedade, os papéis sociais prescrevem todos um conjunto de comportamentos, possuem padrões de comportamentos próprios, de tal forma institucionalizados que os seus membros sabem quais as reações que um seu comportamento pode provocar expectativa de conduta. Estas experiências (experiência do telefone) mostraram que as expectativas positivas geram comportamentos positivos e as expectativas negativas geram comportamentos negativos.

O efeito das expetativas Robert Rosenthal, para conhecer o efeito das expetativas dos docentes relativamente aos seus alunos desenvolveu uma investigação sistemática recorrendo a várias experiências. Na experiência produz-se o que se designa por auto realização das profecias. É o que alguns autores designam por Efeito de Pigmalião, isto é, as consequências que advêm do processo de profecia. Entretanto, Rosenthal estudou as atitudes dos professores face às outras crianças, analisando um subgrupo que apresentava sucesso escolar e desenvolvimento intelectual, mas que não tinha sido previamente assinalado aos professores. Estes consideravam estas crianças menos interessantes e menos adaptadas do que as outras.

assinalado aos professores. Estes consideravam estas crianças menos interessantes e menos adaptadas do que as outras.
Isto é, os alunos que foram bem – sucedidos sem que isso tenha sido previsto

Isto é, os alunos que foram bem sucedidos sem que isso tenha sido previsto foram encarados de forma negativa pelos professores. Uma outra área de pesquisa orientada por Rosenthal foi o efeito das expectativas dos investigadores, chegando à conclusão de que, inadvertidamente, afetavam o resultado dos seus estados. Rosenthal conclui que as expectativas interferem de facto nos resultados, reconhecendo, contudo, que este processo que envolve investigadores e professores não é consciente. Sem termos consciência ou intenção, as nossas atitudes e perceções influenciam os comportamentos dos outros, que, por sua vez, influenciam os nossos. Movidos pela intuição, afetados pelas nossas impressões, produzimos expetativas em relação aos outros, que, como um espelho, devolvem impressões e expectativas.

Atitudes Uma atitude é uma tendência para responder a um objeto social situação, pessoa, grupo, acontecimento de modo favorável ou desfavorável. A atitude não é, portanto, um comportamento mas uma predisposição. É uma tomada de posição intencional de um indivíduo face a um objeto social. As atitudes desempenham um papel importante no modo como processamos a informação do mundo social em que estamos inseridos. Permitem-nos interpretar, organizar e processar as informações. É este processo que explica que, face a uma mesma situação, diferentes pessoas a interpretem de formas distintas.

Componentes das atitudes Construídas ao longo da vida, mas com especial incidência na infância e na adolescência, as atitudes envolvem diferentes componentes interligadas. Nas atitudes, podem distinguir-se três componentes:

Componente cognitiva é construída pelo conjunto de ideias, de informações, de crenças que se têm sobre um dado objeto social. É o que consideramos como verdadeiro acerca do objeto.

Componente afetiva - conjunto de valores e emoções, positivas ou negativas, relativamente ao objeto social. Está ligada ao sistema de valores, sendo a sua direção emocional.

Componente comportamental conjunto de reações, de respostas, face ao objeto social. Esta disposição para agir de determinada maneira depende das crenças e dos valores que se têm relativamente ao objeto social.

É a partir de uma informação ou convicção a que se atribui um sentimento que desenvolvo um conjunto de comportamentos. Por exemplo, uma atitude negativa relativamente ao tabaco pode basear-se numa crença de que há uma relação entre o tabaco e o cancro (componente cognitiva). A pessoa que partilha desta crença não gosta do fumo e experimenta sentimentos desagradáveis em ambientes onde as pessoas fumam (componente

desta crença não gosta do fumo e experimenta sentimentos desagradáveis em ambientes onde as pessoas fumam
afetiva). A esta atitude estão, associados alguns destes comportamentos: a pessoa não fuma, tenta convencer

afetiva). A esta atitude estão, associados alguns destes comportamentos: a pessoa não fuma, tenta convencer os outros a não fumar (componente comportamental).

Atitudes e comportamentos As atitudes não são diretamente observáveis: inferem-se dos comportamentos. Também é possível, a partir de um comportamento, inferir a atitude que esteve na sua origem. Assim, se soubermos que uma pessoa tem uma atitude negativa face ao tabaco, podemos prever a forma como se comportará face a uma campanha anti tabaco, ou como reagirá se fumarmos junto a ela. De igual modo, as reações de uma pessoa face a uma situação podem permitir prever a atitude que lhe está subjacente. As atitudes são o suporte intencional de grande parte dos nossos comportamentos.

Formação e mudança de atitudes As atitudes não nascem connosco, formam-se e aprendem-se no processo de socialização. São vários os agentes sociais responsáveis pela formação das atitudes: os pais e a família, a escola, o grupo de amigos, a imprensa. São sobretudo os pais que exercem um papel fundamental na formação das primeiras atitudes nas crianças.

A educação escolar desempenha, na nossa sociedade, um papel central na formação das atitudes. Na adolescência, tem particular relevo o grupo de amigos. Atualmente, os meios de comunicação, têm grande influência na formação de novas atitudes ou no reforço das que já existem. É através da observação, identificação e imitação dos modelos que se aprendem, que se formam as atitudes. Esta aprendizagem ocorre ao longo da vida, mas tem particular prevalência na infância e na adolescência. Há, contudo, uma tendência para a estabilidade das atitudes. Apesar da relativa estabilidade das atitudes, estas podem mudar ao longo da vida. As experiências vividas pelo próprio podem conduzir à alteração das atitudes. Por exemplo, uma pessoa é a favor da pena de morte pode mudar de atitude porque viu um filme que a comoveu, um documentário impressionante. Várias pesquisas levadas a cabo por psicólogos sociais nas últimas décadas permitem identificar situações ou fatores que favorecem a mudança de atitude.

Dissonância cognitiva Leon Festinger, psicólogo social, levou a cabo uma investigação a partir da qual elaborou a teoria da dissonância cognitiva.

psicólogo social, levou a cabo uma investigação a partir da qual elaborou a teoria da dissonância
Sempre que uma informação ou acontecimento contradiz o sistema de representações, as convicções, a atitude

Sempre que uma informação ou acontecimento contradiz o sistema de representações, as convicções, a atitude de uma pessoa, gera-se um mal estar e uma inquietação que têm de ser resolvidos: ou se muda o sistema de crenças, ou se reinterpreta a informação que a contradiz, ou se reformulam as crenças anteriores. A dissonância cognitiva é um sentimento desagradável que pode ocorrer quando uma pessoa sustenta duas atitudes que se opõem, quando estão presentes duas cognições que não se adequam ou duas componentes de atitude que se contradizem. Por exemplo: a pessoa que gosta de fumar e que sabe que o tabaco pode provocar cancro está perante uma dissonância cognitiva que lhe pode provocar sentimentos de angústia de contradição ou inconsistência. Poderá atenuar a situação:

Mudando as duas convicções;

Alterando a perceção da importância de uma delas;

Acrescentando uma outra informação;

Negando a relação entre as duas convicções/informações.

A opção por qualquer uma delas conduz a dissonância cognitiva.

Quanto mais fracas forem as razões para o comportamento discrepante, maior é o sentimento de dissonância

e maior a motivação para se modificar a atitude que provoca a inconsistência.

Representações sociais É através das representações que somos capazes de evocar uma pessoa, uma ideia e/ou um objeto, na sua ausência. O conceito de representação foi alargado por Serge Moscovici, que o caracterizou como um conhecimento que se distingue do conhecimento científico, elaborado a partir de modelos sociais e culturais

e que dão quadros de compreensão e de interpretação do real. Assim, podemos definir as representações

sociais como o conjunto das explicitações, das crenças e das ideias que são partilhadas e aceites co lectivamente numa sociedade e são produto das interações sociais. Correspondem a determinadas épocas, decorrendo de um conjunto de circunstâncias socioeconómicas, políticas e culturais, podendo, assim, alterar- se.

Influência Social Pelo processo de socialização, integramos normas, valores, atitudes, comportamentos considerados desejáveis na sociedade a que pertencemos. Todas as pessoas que vivem em sociedade são influenciadas pelas outras, mesmo que não tenham consciência disso. Podemos definir influência social como o processo pelo qual as pessoas modificam, afetam os pensamentos, os sentimentos, as emoções e os comportamentos de outras pessoas. Este processo decorre da

afetam os pensamentos, os sentimentos, as emoções e os comportamentos de outras pessoas. Este processo decorre
própria interação social, não tendo de ser intencional ou deliberado. Segundo o psicólogo social W.

própria interação social, não tendo de ser intencional ou deliberado. Segundo o psicólogo social W. Doise, influência é: "um conjunto de processos que modificam as perceções, juízos, atitudes ou comportamentos de um indivíduo a partir do conhecimento das perceções, juízos e atitudes dos outros."

Processos de influência entre indivíduos A influência social manifesta-se em três grandes processos que vamos analisar para compreender o seu efeito no comportamento: normalização, conformismo, obediência.

Normalização Através do processo de socialização, integramos um conjunto de regras, de normas vigentes na sociedade em que estamos inseridos e que regulam os comportamentos, dos mais simples aos mais

complexos. As normas estruturam as interações com os outros e são aprendidas nos vários contextos sociais,

na sua prática.

As normas são regras sociais básicas que estabelecem o que as pessoas podem ou não podem fazer em

determinadas situações que implicam o seu cumprimento. As normas são uma expressão de influência social.

A sua interiorização progressiva ao longo do processo de socialização torna-as tão naturais que não nos

apercebemos da forma como influenciam os nossos pensamentos e comportamentos. As normas, que regulam as relações interpessoais e que refletem o que é socialmente desejável, orientam o comportamento. Definem o que é ou não é desejável, o que é conveniente num dado grupo social, apresentando modelos de conduta. É graças ao conjunto de normas que os comportamentos dos indivíduos de um dado grupo social são uniformizados (toda a gente lava os dentes de manha; toda a gente usa talheres para comer, etc), o que é uma vantagem, porque sabemos o que podemos esperar dos outros e o que os outros esperam de nós (prever o comportamento dos outros). As normas traduzem os valores dominantes de uma sociedade ou de um grupo, constituindo elementos de coesão grupal, dado que estabelecem um sistema de referência comum: atitudes e padrões de comportamentos. As normas são facilitadoras do processo de adaptação, pois mantêm-se estáveis no tempo, asseguram ao grupo uma identidade.

Na ausência de normas explícitas, reconhecidas coletivamente, os indivíduos que constituem um grupo tentam elaborá-las influenciando-se uns aos outros. A este processo dá-se o nome de normalização. Esta necessidade decorre do facto de a ausência de normas ser geradora de desorientação e angústia nos membros do grupo. A vida em sociedade seria impossível se não houvesse normas: as interações sociais seriam imprevisíveis, o que comprometeria a vida social. É pelas normas que prevemos o comportamento dos outros

e que orientamos o nosso comportamento. São as normas que asseguram a estabilidade do nosso viver social.

A falta de cumprimento das normas leva a sanções/castigos, que são aplicados da sociedade ao individuo.

viver social. A falta de cumprimento das normas leva a sanções/castigos, que são aplicados da sociedade
Conformismo O conformismo é uma forma de influência social que resulta do facto de uma

Conformismo O conformismo é uma forma de influência social que resulta do facto de uma pessoa mudar o seu comportamento ou as suas atitudes por efeito da pressão do grupo.

A experiência mais conhecida, que estou este aspeto, é a experiência de Milgram:

Realizou uma experiencia, na década de 60, que tinha como objetivo averiguar até onde seriam capazes de ir

as pessoas que se limitam a obedecer.

Esta é uma das experiências mais conhecidas e mais polémicas da psicologia social moderna, sobretudo pelos seus resultados que mostram que “uma proporção substancial de pessoas faz o que lhe mandam, qualquer que seja o conteúdo do ato e sem entraves de consciência, desde que considerem o comando como emitido por uma autoridade legítima” (Milgram, 1965, p. 75). Os sujeitos de Milgram foram retirados de um amplo espectro de níveis económicos e educacionais, sendo-lhes dito que o estudo pretendia medir o efeito da punição na aprendizagem humana. Neste sentido, existia um «professor» (o sujeito ingénuo) que lia em voz alta uma lista de pares de palavras e um «aluno» (o comparsa do experimentador) que, posteriormente, tinha de saber quais as palavras que formavam os pares. “O experimentador explicava ao «professor» que este deveria administrar um choque ao «aprendiz» sempre que este desse uma resposta errada, aumentando a intensidade em quinze volts por cada novo erro” (Garcia- Marques, 2000, p. 259). O sujeito ingénuo e o experimentador encontravam-se numa sala contígua à do comparsa que estava preso numa cadeira eléctrica, podendo ouvir o «professor» através de um altifalante e emitir as suas respostas a partir de interruptores. Neste âmbito, procurava-se medir a intensidade máxima de choques que cada sujeito ingénuo administrava (variável dependente), tendo em conta que alguns elementos da experiência se mantinham constantes, nomeadamente:

a) O «aluno» cometia sempre um terço de erros;

b) Até aos trezentos volts a vítima não reagia, mas a partir daí começava a bater com a mão que tinha livre na

parede e depois não surgiam mais respostas; c) Caso o sujeito ingénuo se insurgisse contra a experiência, o experimentador incitava-o dizendo, pela seguinte ordem: “Por favor continue”, “a experiência requer que continue”, “é absolutamente essencial que

continue”, “não tem alternativa, tem de continuar”. Se após estes quatro incitamentos, o sujeito ingénuo se recusasse a continuar, a experiência terminaria;

d) Se o sujeito ingénuo referisse que o «aluno» não queria continuar o experimentador reforçava a ideia que

ele tinha de continuar até aprender as palavras;

e) O experimentador referia que a responsabilidade pelas eventuais consequências nocivas dos choques era

inteiramente sua.

O experimentador referia que a responsabilidade pelas eventuais consequências nocivas dos choques era inteiramente sua.
Os resultados mostram que a grande maioria dos sujeitos, mais especificamente 65%, foram até ao

Os resultados mostram que a grande maioria dos sujeitos, mais especificamente 65%, foram até ao máximo dos choques. Um facto surpreendente dado que estava envolvido o sofrimento de outras pessoas. A

partir desta situação base foram realizadas outras experiências, variando sistematicamente diferentes fatores, nomeadamente, a proximidade da vítima, a proximidade da autoridade, o prestígio da autoridade, o peso do apoio social para a desobediência e a consistência da autoridade. Concluindo, é possível referir que uma análise comparativa com os estudos relativos ao conformismo, permite aferir que enquanto estes analisam o poder de maiorias quantitativas sobre as minorias, o estudo da obediência à autoridade analisa o poder de maiorias qualitativas sobre minorias, desprovida

o poder de maiorias qualitativas sobre minorias, desprovida Existem factos que influenciam e explicam o conformismo:

Existem factos que influenciam e explicam o conformismo:

s

de

qualquer

tipo

de

poder.

A unanimidade do grupo o conformismo é maior nos grupos em que há unanimidade. Basta haver no grupo um aliado que partilhe uma opinião diferente (pode ser igual à nossa ou não!), para os efeitos do conformismo serem menores.

A natureza da resposta o conformismo aumenta quando a resposta é dada publicamente: a resistência à aceitação da opinião da maioria é maior quando a privacidade é assegurada (ex. mesas de voto).

a resistência à aceitação da opinião da maioria é maior quando a privacidade é assegurada (ex.
 A ambiguidade da situação – a pressão de grupo aumenta quando não estamos certos

A ambiguidade da situação a pressão de grupo aumenta quando não estamos certos do que é correto. Por isso, é maior o conformismo quando as tarefas ou as questões são ambíguas, não sendo clara e inequívoca a opção (ex. nos testes quando não sabemos a resposta, metemos o que nos disserem, mesmo que discordes parcialmente).

A importância do grupo quanto mais atrativo for o grupo para a pessoa maior é a probabilidade de ela se conformar. A necessidade de pertença ao grupo implica, por parte do individuo, a adoção de comportamentos, normas e valores do grupo.

A autoestima as pessoas com um nível mais elevado de autoestima são mais independentes do que as que têm uma autoestima mais baixa.

O conformismo está ligado às normas do grupo, pois o individuo conforma-se em relação às normas do

grupo. As razoes que leva uma pessoa a conformar-se são as mesmas que a levam a fazer parte de grupos: a

necessidade de ser aceite, de interagir com os outros, e de o fazer de forma a terem sentido.

Inconformismo e Inovação As revoluções cientificas levadas a cabo por Copérnico, Darwin e Freud foram fruto do inconformismo destes homens face às teorias da altura. "Todo o mundo é composto de mudança" (alguém). E na base da mudança está, muitas vezes, o inconformismo, a capacidade de pensar e fazer diferente. Podemos definir inconformismo como a adoção de conceções, atitudes e comportamentos que não respondem às expectativas do grupo. As pessoas em que a pertença ao grupo constitui uma parte importante

do

seu autoconceito têm mais probabilidade de se conformarem devido à influência normativa; se a pertença

ao

grupo não tiver essa importância, é menos provável submeterem-se às normas do grupo.

As pessoas que adotam atitudes inconformistas são, frequentemente, objeto de crítica social (sarcasmo, marginalização, sanções, etc.)

Conflitos e cooperação "Conflito é um estado de tensão que se manifesta num conjunto de comportamentos e atitudes competitivos que podem atingir formas elevadas de hostilidade ou mesmo de agressão" Muzafer Sherif

Conflito

atitudes competitivos que podem atingir formas elevadas de hostilidade ou mesmo de agressão" Muzafer Sherif Conflito
Pode-se definir conflito como uma tensão que envolve pessoas ou grupos quando existem tendências ou

Pode-se definir conflito como uma tensão que envolve pessoas ou grupos quando existem tendências ou interesses incompatíveis. O conflito ocorre em relações próximas e/ou interdependentes em que existe um estado de insatisfação entre as partes.

A insatisfação pode ter várias origens:

divergência de interesses, competição pelo poder, incompatibilidade de objetivos, partilha de recursos escassos, desacordo de pontos de vista… A situação de conflito pode assumir o carácter de conflito intrapessoal (conflito interno), conflito

interpessoal (conflito entre pessoas) e conflito intergrupal (conflito entre grupos).

pessoas) e conflito intergrupal (conflito entre grupos). Tipos de conflitos: Conflitos Intrapessoais Cada um de nós

Tipos de conflitos:

Conflitos Intrapessoais Cada um de nós vive quando está perante motivações que são incompatíveis numa perspetiva positiva. A vivência de conflitos marca crises que se manifestem em angústia e confusão, porque pomos em causa a forma como vemos e como estamos no mundo, pomo-nos mesmo em causa. O conflito intrapessoal é a situação na qual há pelo menos duas necessidades simultâneas em que a satisfação da primeira implica a insatisfação da segunda, impelindo a Acão da pessoa para direções diferentes, acarretando desconforto.

Conflitos Intergrupal Os conflitos Intergrupal têm sido encarados de forma diferente. Conflito intergrupal é um conflito entre as pessoas que compõem um grupo. Considera-se que os conflitos têm aspetos negativos, porque correspondem a períodos de tensão e de

insatisfação das pessoas e dos grupos, e têm aspetos positivos, porque o confronto é gerador de mudança,

que é o fundamento da evolução e do desenvolvimento social.

Conflito Interpessoal

o confronto é gerador de mudança, que é o fundamento da evolução e do desenvolvimento social.
O conflito interpessoal é a situação na qual duas ou mais pessoas divergem na perceção,

O conflito interpessoal é a situação na qual duas ou mais pessoas divergem na perceção, proposta de Acão sobre algum ponto em comum. O conflito interpessoal pressupõe a tentativa de defesa dos seus interesses e da sua opinião e em oposição provar á outra parte que está errada. Muitas vezes as pessoas recorrem a troca de insultos, tentam responsabilizar o outro, humilhações, etc. Este tipo de comportamento desencadeia um plano emocional negativo e leva as partes á ações extremas. No âmbito de um conflito torna-se difícil lidar com as suas emoções. Muitos indivíduos, mesmo após o conflito, continuam durante um prolongado período de tempo a sentir emoções negativas. O conflito interpessoal é resultado de ausência de concordância no sistema de interação entre as pessoas. Começam a surgir pontos de vista, interesses, opiniões diferentes em relação aos mesmos problemas que naquela etapa de relacionamento representa um perigo para a interação saudável.

Em suma, os conflitos são uma realidade e podem ser úteis nas diferentes instâncias, isto porque impedem a estagnação e estimulam o surgimento de ideias e estratégias. Contudo apesar de os conflitos incrementarem um carácter pernicioso, estes também possuam um carácter positivo inerente à vida social do Homem.

Cooperação Para que haja uma superação dos conflitos não basta o simples contacto entre grupos

hostis, implica essencialmente um contacto que envolve cooperação, entreajuda e a interdependência de modo a construir um maior sucesso na finalidade visada. É importante que por cooperação entendamos uma ação conjunta e concentrada que envolve a colaboração dos envolvidos para se atingir um objetivo comum. De certa forma, a cooperação é um conceito ambíguo que permite múltiplos usos. É usado para definir ações, relações entre indivíduos ou como um conceito de organização institucional. Em princípio, é entendido como uma ação consciente e combinada entre indivíduos ou grupos associativos com vista a um determinado fim. Assim, pode-se definir a cooperação como um processo social, embasado em relações associativas, na interação humana, pela qual um grupo de pessoas busca encontrar soluções para os seus problemas comuns, realizar objetivos comuns e produzir resultados, através de empreendimentos coletivos com interesses comuns (FRANTZ,

2001).

objetivos comuns e produzir resultados, através de empreendimentos coletivos com interesses comuns (FRANTZ, 2001).
objetivos comuns e produzir resultados, através de empreendimentos coletivos com interesses comuns (FRANTZ, 2001).
A teoria de formação e desenvolvimento de Grupos de Tuckman Este conceito foi desenvolvido inicialmente

A teoria de formação e desenvolvimento de Grupos de Tuckman

Este conceito foi desenvolvido inicialmente em 1965, por Bruce Tuckman, e atualizado mais tarde pelo próprio. Segundo Bruce Tuckman, são bem conhecidas as fases relativas ao desempenho das equipas de projeto: Forming Storming - Norming Performing, às quais foi adicionada posteriormente uma última fase Adjourning.

Um

dos

grandes

desafios

da

gestão

de

projetos

é

. Um dos grandes desafios da gestão de projetos é o desenvolvimento de equipas de trabalho

o

desenvolvimento de equipas de trabalho eficientes. Não é pelo facto de reunir um número de pessoas que se consegue uma equipa produtiva - para isso é necessário tempo e esforço, pois os membros da equipa terão de passar por várias fases, desde estranhos até "cúmplices" a trabalhar para um resultado comum.

Vamos então rever essas etapas do crescimento de uma equipa:

(Formar a Equipa / Forming)

Inicialmente, as equipas passam por um estágio de formação no qual os seus membros são socialmente cordiais uns com os outros, embora cada um esteja a tentar encontrar o seu papel na equipa. Pode existir nesta fase uma reunião de kickoff, onde o grupo é formalizado, com a finalidade de definir os papéis e as regras. Nesta fase, a equipa é altamente dependente do ser líder/gestor.

Nesta fase:

- Haverá muitas questões por parte dos membros;

- Socialização dos membros, recorrendo a tópicos que lhes são conhecidos (onde se sentem seguros);

Estratégias para o gestor de projeto:

- Deve tomar as "redeas" da equipa; Contactos individuais;

- Ter expetativas claras e dar instruções consistentes.

- Respostas rápidas aos membros da equipa;

individuais; - Ter expetativas claras e dar instruções consistentes. - Respostas rápidas aos membros da equipa;
Esta fase tem uma duração curta. Após as devidas apresentações, os membros das equipas são

Esta fase tem uma duração curta. Após as devidas apresentações, os membros das equipas são conduzidos ao seu local de trabalho e passam para uma segunda etapa: a de “Conflito”.

Conflito (storming) Rapidamente a equipa passa para a fase storming. Os membros tentam encontrar a sua posição e esclarecer os seus papéis. A figura da autoridade pode ser contestada. A produtividade ainda é baixa e os conflitos podem aparecer. Apesar do nome desta fase, esta deve ocorrer naturalmente e de forma pacífica. O conflito espera-se positivo. O objetivo é fazer com que os membros da equipa fiquem confiantes no final desta fase.

Dão-se debates de ideias sobre como proceder com as tarefas da equipa:

- Sobre as prioridades das tarefas;

- Sobre o objetivo ou propósito da tarefa;

- Sobre os papéis e responsabilidades;

- Processos a seguir;

- Pode haver desafios ao líder;

Estratégias para o gestor de projeto:

- O líder deve aproveitar para clarificar pontos menos claros e fazer entender que as diferenças nas equipas são benéficas. Poderá usar técnicas de resolução de conflitos;

Acordo (norming) À medida que as relações acalmam, a equipa passará para a fase de normalização/acordo. Os membros da equipa conseguem identificar os objetivos da equipa e conseguem caminhar em direção a esse mesmo objetivo.

Nesta fase:

- Começa o trabalho em equipa; Aumenta o compromisso e a confiança;

- As funções e responsabilidades de cada um são claras e aceites;

- A equipa começa a apresentar um comportamento baseado na participação dos membros e a tomada de decisão já acontece por acordo do grupo;

apresentar um comportamento baseado na participação dos membros e a tomada de decisão já acontece por
- Constroem-se normas e regras de convivência e de trabalho; Estratégias para o gestor de

- Constroem-se normas e regras de convivência e de trabalho;

Estratégias para o gestor de projeto:

- Reconhecer esforços individuais e coletivos

- Dar ao grupo oportunidades de aprendizagem

Desempenho (performing) Nesta fase os membros já se relacionam como uma equipa, unidos e focados nos objetivos que lhes foram apresentados. A equipa atinge um desempenho superior ao conjunto dos desempenhos individuais. Os incidentes são rapidamente resolvidos.

Esta fase é caracterizada por:

- Orientação para a meta/objetivo;

- Relações interpessoais entre os membros da equipa;

- Independência, motivação e competência dos membros da equipa;

- Resulta uma maior produtividade e satisfação;

Estratégias para o gestor de projeto:

-

Celebrar

-

Intervenção mínima na equipa

-

Encorajar tomadas de decisão pelo grupo

Dispersão (adjourning) Quando o projeto termina, é importante que o gestor de projeto se encarregue de fazer a separação gradual da sua equipa e a realocação, quando possível, noutros projetos ou noutras equipas. Ele deve acompanhar o fim dos trabalhos da equipa com as necessárias atividades de avaliação, registo de lições aprendidas e a celebração/recompensa pelo trabalho realizado no projeto.

Esta fase é, por vezes, pouco valorizada pelos gestores de projetos. No entanto, deve ser sempre considerada

e conduzida com tranquilidade, pois é determinante para a manutenção e consolidação do espírito de equipa.

É fundamental que se entenda como um processo natural, pois os membros da equipa logo estarão a reiniciar

um novo ciclo, num novo e desafiante projeto.

Esta fase:

- Acontece no final do projeto

equipa logo estarão a reiniciar um novo ciclo, num novo e desafiante projeto. Esta fase: -
- O gestor de projeto deve avaliar a evolução da equipa. Tipos de Comportamento COMPORTAMENTO

- O gestor de projeto deve avaliar a evolução da equipa.

- O gestor de projeto deve avaliar a evolução da equipa. Tipos de Comportamento COMPORTAMENTO PASSIVO

Tipos de Comportamento

COMPORTAMENTO PASSIVO O sujeito passivo não respeita os seus sentimentos, os seus pensamentos nem as suas necessidades. Ele desvaloriza-se, na relação com os outros. O sujeito passivo não escolhe o seu próprio lugar, não se impõe. Ele aceita tudo dos outros, sem nada pedir para si próprio.

O indivíduo passivo como que diz ao outro:

Faça como eu Eu não sou se não
Faça
como
eu
Eu não sou
se
não

• “Desculpe por estar aqui

estivesse cá

importante.”

Não se preocupe comigo

• O sujeito passivo não tomas iniciativas, não se realiza e raramente atinge os seus

• O sujeito passivo não tomas iniciativas, não se realiza e raramente atinge os seus objetivos.

Estilo passivo:

Consequências:

• Desenvolve ressentimentos e rancores, porque sente que é explorado e diminuído.

• Comunica deficientemente, porque não se afirma e raramente se manifesta. Os outros não conhecem os

seus desejos, necessidades e interesses. Utiliza mal a sua energia vital, porque a sua inteligência e afetividade são frequentemente utilizadas para se defender e fugir às situações.

• Perde o respeito por si próprio. Faz coisas que não gosta. • Sofre

por si próprio. Faz coisas que não gosta. • Sofre Sinais de identificação: • Roer as

Sinais de identificação:

• Roer as unhas

• Mexer os músculos da face, rangendo os dentes.

• Riso nervoso.

• Estar frequentemente ansioso.

• Ter insónias.

Origem da atitude passiva:

• Falsa representação da realidade e deficiente apreciação e interpretação das relações de poder. • Fantasmas sobre o poder dos outros. • Desvalorização das suas capacidades para resolver problemas.

• Educação severa e ambiente difícil onde vivenciou frustrações.

COMPORTAMENTO AGRESSIVO

para resolver problemas. • Educação severa e ambiente difícil onde vivenciou frustrações. COMPORTAMENTO AGRESSIVO
A agressão corresponde a um ato que diminui os direitos das outras pessoas. O agressivo

A agressão corresponde a um ato que diminui os direitos das outras pessoas.

O agressivo é hostil, quer por palavras, quer através de ações, não reconhecendo os outros como seres iguais

a si, com direito a exprimirem os seus sentimentos, pensamentos e necessidades.

O agressivo pretende impor-se às outras pessoas, fazendo prevalecer a sua presença e os seus interesses. De um modo geral, este comportamento é eficaz, relativamente aos fins que visa, se produz o medo nos outros e os submete. Porém, se o agressivo desencadeia a cólera no outro indivíduo, o seu comportamento é ineficaz. De qualquer modo, o agressivo nunca é bem aceite pelos outros.

modo, o agressivo nunca é bem aceite pelos outros. • O agressivo: Utiliza muitas vezes a

O agressivo:

Utiliza muitas vezes a coação, a ameaça ou a punição para atingir os seus objetivos. Ele rebaixa, ridiculariza e inferioriza os outros.

A sua expressão não-verbal é ameaçadora e gera medo.

Tem uma grande necessidade de se mostrar superior aos outros, é

reivindicativo e crítico em relação ao que os outros fazem e dizem.

O seu objetivo é dominar os outros, humilhando-os e controlando-os.

Se o agressivo tem um estatuto dominante, ele apresenta-se:

• Frio, autoritário, intolerante e crítico.

Se o agressivo se encontra numa situação de subordinado, ele é:

• Contestatário e hostil.

Na relação com o outro, o agressivo:

• Não olha o interlocutor de frente.

• É irónico. • Faz barulho enquanto os outros falam.

• Faz comentários desagradáveis, em voz baixa quando os outros estão a intervir.

• Fala alto.

• Interrompe os outros.

• Quer ser ele a ter sempre a palavra; recorre a imagens que chocam.

intervir. • Fala alto. • Interrompe os outros. • Quer ser ele a ter sempre a
O agressivo é ineficaz nas Relações Interpessoais, porque receia sofrer, ser vítima dos outros, e

O agressivo é ineficaz nas Relações Interpessoais, porque receia sofrer, ser vítima dos outros, e vivenciar frustrações. Por isso, ele ataca primeiro, como meio de defesa. De certo modo, o agressivo é um indivíduo que é dominado pelo medo e que reage desse modo, para o afastar.

Estilo agressivo:

Consequências:

• Falta de informação útil, porque os outros não o informam.

• Perde a amizade, a consideração e o amor dos outros.

• Sente-se frustrado, porque não satisfaz o seu desejo de ser amado.

• Gasta muita energia.

Alibis:

• “Neste mundo é preciso o homem saber impor-se”.

• “Prefiro ser lobo a ser cordeiro”.

• “As pessoas gostam de ser guiadas por um temperamento forte”.

• “Se não me defendesse seria devorado”.

• “Os outros são uns imbecis”.

• “Só os fracos e os hipersensíveis é que se podem sentir agredidos”.

COMPORTAMENTO MANIPULADOR

De um modo geral, o manipulador pretende “cair nas boas graças dos outros” em situações que pensa virem a ser proveitosas para si. Ele é hábil e subtil na relação interpessoal e não é fácil destetar o seu comportamento de manipulação.

O manipulador:

• É extremamente egoísta e utiliza os outros para satisfazer as suas vontades por meios não muito explícitos.

• Ele explora os outros de forma camuflada, muda de opinião e de pontos de vista, de acordo com as pessoas com que comunica.

• Não respeita as necessidades e os sentimentos dos outros. Por

vezes, parece muito interessado e respeitador desses mesmos sentimentos, mas, de forma indireta ele pretende tirar proveito

parece muito interessado e respeitador desses mesmos sentimentos, mas, de forma indireta ele pretende tirar proveito
disso, criando condições para que o outro, perante a sua “falsa” ate nção, se sinta

disso, criando condições para que o outro, perante a sua “falsa” atenção, se sinta reconhecido e consequentemente, satisfaça as suas vontades e desejos.

Deves

ser mais económica,

satisfazer as suas necessidades.

• O discurso do manipulador difere consoante o interlocutor e, por isso, ele é hábil nas relações interpessoais.

seu objetivo é tirar partido das pessoas pois nunca apresenta claramente os seus objetivos. O Manipulador apresenta-se ao seu interlocutor cheio de boas intenções, oferecendo os seus talentos e capacidades para

o ajudar, caso ele necessite. Explora as

tradições e as convicções de cada um para fazer chantagem moral.

É mais hábil em criar conflitos do que a

eliminá-los. Ele é bom simulador e é hábil a servir-se da informação que dispõe, para atingir os seus objetivos e desvalorizar os outros.

O Manipulador, uma vez descoberto, perde a sua credibilidade e dificilmente é perdoado porque os outros

O

mas de facto, estes princípios só têm como fim o facto de levar os outros a

• Serve-se de bons princípios sociais tais como: “deves ser bom trabalhador

”,

Deves ser boa esposa

como: “deves ser bom trabalhador ”, Deves ser boa esposa jamais confiarão nele. COMPORTAMENTO ASSERTIVO OU

jamais confiarão nele.

COMPORTAMENTO ASSERTIVO OU AUTO-AFIRMATIVO

Comunicar de forma afirmativa é exprimir os seus pensamentos, os seus sentimentos e os seus pontos de vista de forma clara, honesta e apropriada.

Esta forma de comunicar implica:

• O respeito do indivíduo por si próprio, ao exprimir os seus gostos, interesse, desejos e direitos; • O respeito pelos outros, pelos seus gostos, ideia, necessidades e

direitos;

Comunicar

de

forma

afirmativa

é

dizer

aos

outros:

gostos, ideia, necessidades e direitos; Comunicar de forma afirmativa é dizer aos outros:
“Ei s o que penso, eis o que sinto, é este o meu ponto de

“Eis o que penso, eis o que sinto, é este o meu ponto de vista. Porém, estou pronto para te ouvir e compreender o que pensas, o que sentes e qual o teu ponto de vista”.

Comunicar de forma afirmativa é dizer ao outro:

“Eu sou importante, tanto quanto tu; compreendemo-nos mutuamente.”

Porque temos dificuldade em comunicar de forma afirmativa? De um modo geral, podemos dizer que ao longo da nossa escolaridade e vivência social, não fomos motivados para desenvolver a capacidade de exprimirmos os nossos pensamentos e os nossos sentimentos. Os pais ensinam os filhos a serem limpos, bem-educados, e a comer corretamente. Mas pouco tempo dedicam a dizerem de forma afirmativa o que pensam e sentem. Os professores, ao longo da escolaridade, estão muito mais preocupados com a aprendizagem da escrita e dos números e com a aquisição de saberes do que com o desenvolvimento da pessoa, no sentido de a preparar para se afirmar perante os outros. Por outro lado, a sociedade de um modo geral, ou melhor, as forças sociais, apelam para um tipo de relações humanas demasiado mistificadas, baseadas na dicotomia autoridade/obediência onde a boa relação parece ter subjacente uma certa submissão e ajustamento ao pensamento dos outros (mais poderosos), à custa de não afirmação de si.

Estilo Autoafirmativo Características:

O sujeito que se afirma:

Evidencia os seus direitos e admite a sua legitimidade sem ir contra os direitos dos outros.

sua legitimidade sem ir contra os direitos dos outros. • • Pronuncia -se de forma serena

Pronuncia-se de forma serena e construtiva.

Desenvolve a sua capacidade de se relacionar com o mundo e com os outros.

• Privilegia a responsabilidade individual.

• Está à vontade na relação face a face.

• É verdadeiro consigo e com os outros.

• Coloca as coisas muito claramente e negoceia na base de objetivos precisos. • Procura

• Coloca as coisas muito claramente e negoceia na base de objetivos precisos.

• Procura compromissos realistas em caso de desacordo.

• Não deixa que o pisem.

Motivação

caso de desacordo. • Não deixa que o pisem. Motivação Teoria da Hierarquia das Necessidades de

Teoria da Hierarquia das Necessidades de Maslow

A teoria em questão estuda a motivação através das necessidades dos seres humanos. Para Abraham Maslow, o autor da Teoria da Motivação Humana, a “necessidade”, é a manifestação natural de sensibilidade interna, que desperta uma tendência a realizar um ato ou a procurar uma determinada categoria de objetos. Maslow organizou as necessidades básicas humanas em cinco níveis hierárquicos.

uma determinada categoria de objetos. Maslow organizou as necessidades básicas humanas em cinco níveis hierárquicos.
Entende-se que a motivação é o resultado dos estímulos que agem com força sobre os

Entende-se que a motivação é o resultado dos estímulos que agem com força sobre os indivíduos,

dos estímulos que agem com força sobre os indivíduos, levando-os a ação. Para que haja ação

levando-os a ação. Para que haja ação ou reação é preciso que um estímulo seja implementado, seja

decorrente de coisa externa ou proveniente do próprio organismo. Esta teoria dá-nos ideia de um ciclo, o Ciclo Motivacional. Quando o ciclo motivacional não se realiza, sobrevém a frustração do indivíduo que poderá assumir várias atitudes:

a. Comportamento ilógico ou sem normalidade;

b. Agressividade por não poder dar vazão à insatisfação contida;

c. Nervosismo, insónia, distúrbios de saúde (circulatórios/digestivos);

d. Falta de interesse pelas tarefas ou objetivos;

e. Passividade, baixa moral, má vontade, pessimismo, resistência às modificações, insegurança, não colaboração, etc. Quando a necessidade não é satisfeita não significa que o indivíduo permanecerá eternamente frustrado. De alguma maneira a necessidade será transferida ou compensada. Daí percebe-se que a motivação é um estado cíclico e constante na vida pessoal.

será transferida ou compensada. Daí percebe-se que a motivação é um estado cíclico e constante na
A teoria de Maslow é conhecida como uma das mais importantes teorias de motivação. Para

A teoria de Maslow é conhecida como uma das mais importantes teorias de motivação. Para ele, as necessidades dos seres humanos obedecem a uma hierarquia, ou seja, uma escala de valores a serem transpostos. Isto significa que no momento em que o indivíduo realiza uma necessidade, surge outra em seu lugar, exigindo sempre que as pessoas busquem meios para satisfazê-la. Poucas ou nenhuma pessoa procurará reconhecimento pessoal e status se as suas necessidades básicas não estiverem satisfeitas. Na teoria da motivação, as necessidades humanas estão organizadas e dispostas em níveis, numa hierarquia de importância e de influência, numa pirâmide, em cuja base estão as necessidades mais baixas (necessidades fisiológicas) e no topo, as necessidades mais elevadas (as necessidades de auto realização) De acordo com Maslow, as necessidades fisiológicas constituem a sobrevivência do indivíduo e a preservação da espécie: alimentação, sono, repouso, abrigo, etc. As necessidades de segurança (sobrevivência física) constituem a busca de proteção contra a ameaça ou privação, a fuga e o perigo. As necessidades sociais (a aceitação pelo meio e o sentido de importância), incluem a necessidade de associação, de participação, de aceitação por parte dos companheiros, de troca de amizade, de afeto e amor.

A necessidade de estima (relevância, domínio, reputação, prestígio) envolve a auto apreciação, a autoconfiança, a necessidade de aprovação social e de respeito, de status, prestígio e consideração, além de desejo de força e de adequação, de confiança perante o mundo, independência e autonomia. A necessidade de auto realização (desejo de conhecer, compreender, sistematizar, organizar e construir um sistema de valores) são as mais elevadas, de cada pessoa realizar o seu próprio potencial e de auto desenvolver-se continuamente. Estas necessidades englobam três tipos de motivos:

1) Os físicos; 2) Os de interação com os outros; 3) Os relacionamentos com o próprio. Os desejos mais altos da escala só serão realizados quando os que estão mais abaixo estiverem mais ou menos satisfeitos.

desejos mais altos da escala só serão realizados quando os que estão mais abaixo estiverem mais
Fichas de Trabalho

Fichas de Trabalho

Fichas de Trabalho
Fichas de Trabalho
Bibliografia Manuela Matos Monteiro, Pedro Tavares Ferreira, O Ser Humano, Porto Editora, 2º Edição, 2009

Bibliografia

Manuela Matos Monteiro, Pedro Tavares Ferreira, O Ser Humano, Porto Editora, 2º Edição, 2009

Bibliografia Manuela Matos Monteiro, Pedro Tavares Ferreira, O Ser Humano, Porto Editora, 2º Edição, 2009