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D R . S IMON G.

C HIOSSI @ G MA / U FF C1A - VS - 18/12/2017

Cálculo 1 A – 2017.2 – Turma F1 – Prova VS

Nome (MAIÚSCULO):

Matrícula:
O IMPORTANTE É O RACIOCÍNIO , PORTANTO DEIXE - O TODO NA PROVA .
R ESPOSTAS SEM AS DEVIDAS JUSTIFICATIVAS SERÃO DESCONSIDERADAS .

(1) Encontre a equação da reta tangente ao gráfico de [1 ]


q ¡
3
¢
y = sen 2sen(2x)
no ponto com abscissa x = π.

(2) Determine a função f sabendo que [1]


df 1 3
= +
dx x x 2
e que f (1) = π.

(3) Considere a função [3 ]


p
x2 − 3
q(x) = .
x +1
a) Determine seu domínio, sinal, interseções com os eixos, assíntotas, onde é crescente/decrescente,
seus máximos/mínimos.
b) Esboce seu gráfico.

(4) Calcule o limite [2 ]


¯ ¯
¡ 2
¢ ¯x +1¯
lim cos x ln ¯¯ ¯.
x→+∞ x −1¯

(5) Mostre que a equação [2 ]


3 x
x +e = 0
tem exatamente uma raiz real (uma e somente uma).

(6) Esboce o gráfico da função [1 ]


¯ ¯
y = −1 + 2¯cos(x + 44π)¯
¯ ¯

a partir do gráfico de y = cos(x), descrevendo e esboçando cada etapa detalhadamente.

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D R . S IMON G. C HIOSSI @ G MA / U FF C1A - VS - 18/12/2017

GABARITO
1. A raiz cúbica é derivável exceto em 0 onde tem tangente vertical: isso corresponde a
sen 2sen(2x) = 0 =⇒ 2sen(2x) = kπ, k ∈ Z
¡ ¢
³π ´
=⇒ > 1 =⇒ k = 0 e sen(2x) = 0
2
=⇒ 2x = nπ, n ∈ Z
π
=⇒ x = n , n ∈ Z.
2
q ¡ ¢ ³ ¡ ¢ 1/3
´
Assim y = 3 sen 2sen(2x) = sen 2sen(2x) é diferenciável (sendo composição de funções diferen-
π
ciáveis) em todo ponto exceto x ∈ Z.
2
De fato, pela regra da cadeia sua derivada primeira é
¡ ¢
0 4 cos 2sen(2x) cos(2x)
y = q ¡ ¢
3 3 sen2 2sen(2x)

que não está definida em x = π. Mas a tangente existe, pois neste ponto
lim y 0 = +∞,
x→π

isso é a tangente é a reta vertical x = π.

q ¡ ¢
3
Gráfico de y = sen 2sen(2x) .

1 3
2. Como a operação de derivação é linear, se f 0 (x) = + 2 então podemos escrever
x x
f = g + 3h
onde as duas funções g , h são tais que
g 0 (x) = x −1 , h 0 (x) = x −2 .
Por exemplo tomemos g (x) = ln(x) e h(x) = −x −1 , de forma que f (x) = ln(x)−3x −1 . Agora observamos
que pode-se somar à f qualquer constante c ∈ R porque a derivada deste termo é igual a zero, então
tomemos em geral
f (x) = ln(x) − 3x −1 + c
para um número real c .
A condição f (1) = π impõe ln(1) − 3 + c = π =⇒ c = π + 3, e no final
f (x) = ln(x) − 3x −1 + π + 3.

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p
x2 − 3
3. A função q(x) = tem domínio
x +1
p p
Dom(q) = {x ∈ R | x 2 − 3 Ê 0, x + 1 6= 0} = (−∞, − 3] ∪ [ 3, +∞).
Neste domínio q é contínua (mas descontínua em R !), então não tem assíntotas verticais.
2
p os eixos: o gráfico intersecta o eixo x nos pontos soluções de q(x) = 0 ⇐⇒ x − 3 =
Interseções com
0 ⇐⇒ x = ± 3, e não passa pelo eixo y (que fica fora do do domínio).
Sinal: estudamos os sinais de numerador e denominador separadamente:
p p
x <− 3 x> 3
numerador + +
denominador − +
q(x) − +

Nos pontos de bordo do domínio:


r
3
|x| 1 − 2
x |x|
lim q(x) = lim r = lim = ±1.
x→±∞ x→±∞ 1 x→±∞ x
x 1+
x
Portanto y = 1 é assíntota horizontal direita e y = −1 é assíntota horizontal esquerda.
A derivada
x +3
q 0 (x) = p
(x + 1)2 x 2 − 3
está definida em |x| > 3, onde é:
- nula em x = −3 (ponto p crítico),p
- positiva para x ∈ (−3, − 3) ∪ ( 3, +∞) (=⇒ q crescente)
- negativa em (−∞, −3) (=⇒ q decrescente). p
Portanto x = −3 é mínimo relativo (de fato, absoluto), e x = − 3 é máximo relativo (notar que neste
ponto q não é derivável: lim p − q(x) = +∞ =⇒ a tangente é vertical.)
x→− 3

Gráfico de y = q(x).

0 0
p
Notar que lim p + q (x), então em ± 3 (q não é derivável e) a tangente é
p − q (x) = +∞ = lim
x→− 3 x→ 3
vertical.

O limite lim cos x 2 não existe. Porém, cos x 2 ∈ [−1, 1] para qualquer x , então vamos
¡ ¢ ¡ ¢
4.
x→+∞
utilizar o TEOREMA DO CONFRONTO em
¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯
¯x +1¯
¯ É cos x 2 ln ¯ x + 1 ¯ É ln ¯ x + 1 ¯ .
¡ ¢ ¯ ¯ ¯ ¯
−ln ¯¯
x −1 ¯ ¯ x −1 ¯ ¯ x −1¯

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Como ¯ ¯
¯ 1 ¯¯
¯
¯x +1¯
¯ ¯ ¯ ¯ 1+ ¯
¯ = ln ¯ lim x + 1 ¯ = ln ¯ lim x ¯ = ln |1| = 0,
¯ ¯ ¯
lim ln ¯¯
x→+∞ x −1¯ ¯x→+∞ x − 1 ¯ ¯x→+∞ 1¯
¯ 1 − ¯¯
x
¯
¯ ¯
¡ 2¢ ¯ x + 1 ¯
logo lim cos x ln ¯¯ ¯ = 0.
x→+∞ x −1¯

5. Consideramos a função t (x) = x 3 + ex = 0. Seu domínio é R e ela é contínua para todo x . Como
1
t (0) = 1 > 0 e t (−1) = −1 + < 0 (pois e > 1), pelo TEOREMA DE EXISTÊNCIA DE ZEROS t se anula em
e
um ponto x 0 ∈ (−1, 0). Isso é, a equação t (x) = 0 tem (ao menos) uma raiz real x 0 .

Para mostrar que tem exatamente uma raiz real, consideramos a derivada:
t 0 (x) = 3x 2 + ex > 0 para todo x ∈ R
(sendo 3x 2 Ê 0 e ex > 0). Segue-se que t é sempre crescente e não há pontos críticos. Assim, pelo
TEOREMA DE ROLLE, não pode existir nenhum outro zero x 1 (diferente de x 0 ).

Gráfico de y = t (x).

Alternativamente, observe-se que as soluções de x 3 + ex = 0 são dadas pelas interseções


entre os gráficos das funções a(x) = x 3 (vermelho) e b(x) = − ex (azul) (ou −x 3 e ex ,
pontilhados). Ambas
estão definidas em R,
a é crescente, lim a(x) = ±∞,
x→±∞
b é decrescente e negativa, lim b(x) = −∞, lim b(x) = 0.
x→+∞ x→−∞
Necessariamente os gráficos se intersectam somente em um ponto (x 0 , y 0 ) no terceiro
quadrante.

As funções a(x) = x 3 (vermelho) e b(x) = − ex (azul).

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6. Observamos em primeiro lugar que o cosseno é periódico de período 2π, então


¯ ¯ ¯ ¯
y = −1 + 2¯cos(x + 44π)¯ = −1 + 2¯cos(x)¯.
¯ ¯ ¯ ¯

O gráfico desta função é construído a partir do gráfico de y = cos(x):

¯ ¯
com as seguintes etapas: fazendo a reflexão no eixo x da parte negativa para obter y = ¯cos(x)¯:
¯ ¯

¯ ¯
fazendo a dilatação vertical de fator 2 para obter y = 2¯cos(x)¯:
¯ ¯

¯ ¯
fazendo a translação vertical de −1 para obter y = 2¯cos(x)¯ − 1:
¯ ¯