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ELETROnl[R Editora Saber Ltda.


Diretores
Hélio Fittipaldi
Thereza Mozzato Ciampi Fittipaldi

Revista Saber Eletrônica


A partir da edição passada Diretor Responsável
apresentamos a primeira parte do artigo Hélio Fittipaldi

"Inversores de frequência" do engenheiro Diretor Técnico


Newton C. Braga
Alexandre Capelli que trabalha na área de
Editor
treinamento das indústrias Romi e é Hélio Fittipaldi
coordenador de eletrônica no Senai. Este
Conselho Editorial
artigo que se encerra nesta edição é o primeiro de Hélio Fittipaldi
João Antonio Zuffo
uma série que encomendamos, dedicado a àrea de Newton C. Braga
eletrônica industrial.
Impressão
Revista produzida sem o uso de
fotolitos pelo processo de "pré-
Recebemos nos últimos tempos solicitações dos impressão digital" por: W,ROTH
leitores para que abordássemos mais a área de (Oxxll) 6436-3000

manutenção de vídeos, pois existe alguns milhões Distribuição


Brasil: DINAP
deles no mercado e quando têm algum problema Portugal: ElectroLiber
não se consegue facilmente literatura em nossa SABER ELETRÔNICA
língua. Além de abordarmos apartir de agora mais (ISSN - 0101 - 6717) é.uma
publicação mensal da Editora Saber
frequentemente este em nossas páginas, o nosso Ltda. Redação, administração,
assinatura, números atrasados,
diretor técnico Newton C. Braga está preparando publicidade e correspondência:
um livro bem completo com informações R. Jacinto José de Araújo, 315 -
CEP.: 03087-020 - São Paulo - SP-
inéditas. Brasil. TeI. (OXXll) 296-5333

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Sumário
- -~
.~'''<~
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-
..
-~
-

- ~
~
Nº 328 -. Maio/2000
-~ .

CAPA
Transmissor de dados seriais microwire/plus ..... .4

Service
Reparação de monitores de vídeo - o
problema da segurança 28
Práticas de service 72

Diversos
o V-chip vem aí 14
Conversores analógicos/digitais 22
Base teórica para comunicação de dados 32
Considerações elementares sobre o código
de redundância cíclica (CRC) 56

Faça-você-mesmo
Fonte simétrica com tensão ajustável de O a 15V.35
Oscilador gatilhado .47
Fonte sem transformador 50
Termostato eletrônico para aquários 60
A luz de ponto 68 Eletrônica Industrial
Inversores de frequência (parte 11) 16
Filtros. ativos usando amplificadores
operacionais 42
Sensores industriais 64

Projetista
Cálculo de circuitos usando LEDs 52

SEÇÕES
Achados na Internet 10
USA em notícias 38
Notícias 62
Seção Leitor 71

....
Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores. É vedada a reprodução total ou parcial
dos textos e ilustrações desta Revista, bem como a industrialização e/ou comercialização dos aparelhos ou idéias
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• •~: •~ os cuidados razoáveis na preparação do conteúdo desta Revista, mas não assumimos a responsabilidade legal por
••••••• ; eventuais erros, principalmente nas montagens, pois tratam-se de projetos experimentais. Tampouco assumimos a
•••• :'., responsabilidade por danos resultantes de imperícia do montador. Caso haja enganos em texto ou desenho, será
•••• j publicada errata na primeira oportunidade. Preços e dados publicados em anúncios são por nós aceitos de boa fé,
., como corretos na data do fechamento da edição. Não assumimos a responsabilidade por alterações nos preços e na
I. disponibilidade dos produtos oco.rri~~~~~~s o fechamento.
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TRANSMISSOR D~~···>
DADOS SERIAIS
MICROWIRE/PLUS
Alfonso Pérez

O hardware detecta quando termi-


A maioria dos equipamentos eletrônicos modernos utiliza uma nou o envio do byte e coloca automa-
porta ou interface de comunicação serial para transmitir ou rece- ticamente no registro de deslocamen-
to o dado encontrado no buffer para
ber dados de um sistema para outro. Este é o caso dos iniciar uma-nova transmissão. Os da-
microcontroladores, sistemas microprocessados, computadores, dos saem do transmissor através do
periféricos como impressoras, câmeras, etc. O princípio de funcio- pino TDX, função alternativa do pino
L2 da porta L.
namento deste tipo de interface serial é baseado em registros de
Todos os formatos de transmissão
deslocamento e sinais de clock síncronos ou assíncronos, depen- de dados usados na porta serial UART
dendo do protocolo de comunicações. Neste artigo apresentamos começam com um bit de partida
(START), seguido pelo dado a trans-
um uso para a porta serial UART e a interface Microwire/Plus.
mitir que pode ter 7, 8 ou 9 bits e ter-
minam com um bit de parada (STOP).
~ A comunicação de dados seriais é seja, pode-se transmitir um dado ao Opcionalmente pode-se selecionar um
uma das áreas da Eletrônica mais uti- mesmo tempo que se recebe outro: bit de paridade que será colocado
lizadas hoje em dia. Há algumas dé- Quando o registro de deslocamento entre o último bit do dado a transmitir
cadas este tipo de intetiace está mui- do receptor recebeu um dado comple- e o bit de parada. É possível ainda a
to dirigido aos computadores, mas na to, ele é transferido automaticamente seleção de 2 bits de parada. Normal-
atualidade a maioria dos equipamen- pelo hardware para um buffer deno- mente, quando a porta serial está li-
tos eletrônicos deve ter algum siste- minado RBUF, armazenando seu va- vre, as duas linhas TDX e RDX se
ma que permita a transferência de lor até que um novo dado chegue ao encontram em nível alto. Quando uma
dados de um circuito para outro. Fo- receptor. Isso signifLca que o dado transmissão é iniciada, o bit de parti-
ram desenvolvidos muitos sistemas e deve ser lido tão logo chegue ao buffer da (START) coloca a linha TDX no ní-
protocolos de comunicação, mas um RBUF para não haver perda de infor- vel baixo e o receptor do circuito que
dos mais usados é a UART, que con- mação. Utiliza-se para esta finalidade recebe detectará o começo de uma
siste numa porta serial assíncrona de interrupções ou testes sobre o bit que transmissão, sincronizando em zero os
transmissão e recepção de dados. avisa a chegada do byte. Os dados clocks para o deslocamento do byte.
Outro sistema muito usado para a co- entram no receptor através do pino
municação de dados entre circuitos RDX, função alternativa do pino L3 da
integrados é a interface serial porta L. CONTROLE E PROGRAMAÇÃO
assíncrona MICROWIRE/PLUS. Nes- No caso da transmissão, os dados
te artigo trataremos destes sistemas a enviar são armazenados num buffer Os microcontroladores COP8G-
com práticas para interfacear dois denominado TBUF. Quando um dado SR740 possuem cinco registros
microprocessadores. é gravado no buffer, ele é automatica- mapeados em memória para o con-
A UART do microprocessador mente transferido pelo hardware para trole e seleção da velocidade de trans-
COP8SGR740 tem dois registros de o registro de deslocamento iniciando- missão/recepção da porta serial UART.
deslocamento independentes, sendo se sua transmissão. Veremos os bits mais importantes para
um usado para a transmissão e o ou- A partir deste momento pode-se cada um destes registros. O registro
tro para a recepção, possibilitando voltar a gravar no bufferTBUF o próxi- de controle e estado ENU permite pro-
assim comunicações "full-duplex", ou mo dado a ser enviado. gramar a paridade com os bits PEN,

4 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


+SVcc recebeu o bit de parada, então o avi-
so FE é colocado em 1. Se existe al-
gum erro de paridade, então PE vai a
C1 R1 a RS
,]C4 S 1.Todos os bits anteriores de aviso são
,]00 nF 34 100nF ~ 3300
ressetados quando se lê o registro
Vss RESET Vss
RESET ENUR. Neste registro também se en-
D7 contra o bit RBIT9, que recebe o nono
bit quando a UART trabalha no formato
INC de transmissão de 9 bits. O bit XMTG
.LS1 19 20
é colocado em 1 quando o transmis-
CO TDX RDX sor está ocupado enviando algum
dado, e é ressetado por hardware ao
finalizar a transmissão.
Stop RDX 2 19
TDX
.L S2
o
ENUR - Registro de estado e con-
o trole do receptor da UART.
40 C1
"<t
"<t •.....
l"- (endereço xxBB).
lI: a:
.•...
(!) C\I(!)
-(f) -(f)
Oco Oco 04 BIT
a. a.
O O - RCVG: Recebendo, resseta
O o
o quando RDX vai ao
nível alto depois do bit
de parada.
1 - XMTG: Transmitindo, resseta no
C2 Cs
33pF 33pF final do formato de
comunicação.
CKI D1 2 - ATTN: Bit de habilitação do
modo de Atenção.
3 - RBIT9: Recebe o 9 bit quando
DO a comunicação tem o
6 CKO
GNO formato de 9 bits.
33 4 - Reservado
5 - PE: Aviso de erro na paridade.
6 - FE: Aviso de erro no formato
de comunicação (número de
bits do dado)
PSEL 1 e PSEL2 (bits 7,6 e 5). O nú- 2 - ERR: Aviso de erro na recepção. 7 - DOE: Aviso de erro por sobrefluxo
mero de bits usados na transmissão/ 3 - CHLO: Bit ge seleção do formato de dados.
recepção com CHL 1 e CHLO (bits 4 e de comunicação (número
3). O bit RBFL é usado como um avi- de bits no dado) O registro de seleção da fonte de
so, colocando-se em 1 quando a 4 - CHL 1: Bit de seleção do formato clock e das interrupções é chamado
UART recebeu um byte completo e ele de comunicação (número ENUI. Entre seus principais bits se
já tenha sido copiado no buffer RBUF. de bits no dato) encontra STP2. Colocando-o em
Este bit é ressetado por hardware 5 - XBIT9/PSELO: Bit da transmissão/ "zero" é feita a seleção de um bit de
quando RBUF é lido. O bit TBMT é Bit de seleção de parada. Quando o formato de trans-
usado como aviso e é colocado em paridade. missão utiliza dois bits de parada,
um quando se transfere um bit a par- 6 - PSEL 1: Bit de seleção de STP2 deve ser colocado em 1. O bit
tir do buffer para o registro de deslo- paridade. ETDX habilita o pino TDX (pino L2 da
camento. Este bit é ressetado automa- 7 - PEN: Bit de habilitação de porta L) para transmitir. O bit SSEL
ticamente por hardware quando se paridade. seleciona o modo síncrono ou
grava no TBUF. assíncrono.
O registro de estado e controle do Os bits XRCLX e XTCLK selecio-
ENU - Registro de estado e con- receptor ENUR permite controlar a nam uma fonte de clock externo ou
trole da UART. (endereço xxBA). recepção dos dados. Os bits DOE, FE interno para o receptor e transmissor,
e PE (bits 7,6 e 5) são usados como respectivamente. O bit ERI habilita a
BIT avisos e são colocados em "um" quan- interrupção no receptor e o bit ETI no
O - TBMT: Aviso de buffer de do existe algum erro na recepção. Se transmissor.
transmissão desocupado. ocorre sobre velocidade no dado re-
1 - RBFL: Aviso de buffer cebido, o aviso DOE é colocado em 1. ENUI - Registro de fonte de clock
de recepção cheio . Se existe algum erro no formato do e interrupções da UART. (endereço
dado recebido, por exemplo, não se xxBC).

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 5


BIT CÓDIGO: JMP NO_INCRE
;******************* LD TEMP2,#OxSO
f)- ETI: Interrupção do transmisor
;Código para o microcontrolador CI, LD A,TBUF
habilitada. TRANSMISSOR. ;0 valor contido em TBUF
1 - ERI: Interrupção do receptor ;****************** ;é carregado no
habilitada. .incld COPSSGR.inc INC A
INCRE = O ;acumulador e
2 - XTCLK: Clock externo para o .sect registros, REG ;incrementado. O
transmisor TEMPl : .DSB 1 ;resultado é
3 - XRCLK: Clock externo para o TEMP2: .DSB 1 A,TBUF
REGISTR: .DSB 1 ;movido para TBUF
receptor.
.endsect ;iniciando sua
4 - SSEL: Bit de seleção do modo .sect code,rom ;transmissão .
síncrono. ;******************
5 - ETDX: Habilita o pino TDX para a INICIO: NO_INCRE: JP LOOP
LD PORTCC, #OxOO ;Salta para testar se
transmissão.
;Configura a porta C ; alguma tecla foi
6 - STP78: Largura do último bit. ; como entrada. ;pulsada.
7 - STP2: Seleciona os bits de LD PORTCD, #OxFF ;*******************
parada. LD PORTLC,#Ox04 .endsect
;Configura a porta L .end INICIO
;como entrada ;******************
Para selecionar a velocidade do LD PORTLD,#OxFF
clock de transmissão da UART são ;exceto o pino G2. Código para CI, RECBPTOR.
LD TBUF, #0 ;******************
utilizados dois registros mapeados em
;Carrega OOH no .incld COPSSGR.inc
memória denominados registros de ;buffer de transmissão. .sect code,rom
bauds BAUD e registro de seleção pré- LD TEMPl, #OxFF ;******************
escalar PSR. A velocidade de trans- ;Registros usados para INICIO:
;retardar. LD PORTLC,#Ox04
missão/recepção dos dados é expres- LD TEMP2, #Ox40 ;Confugura a porta L
sa em bauds e pode ser programada SBIT INCRE,REGISTR ;como entrada.
com base na frequência do cristal do ;Desabilita o envio LD PORTLD, #OxFF
;de dados. ;exceto o pino L2.
microcontrolador. Os bauds são a
LD PSR, #OxCS LD PSR, #OxCS
quantidade de bits que pode ser trans- ;Carrega PSR e BAUD para ;Carrega PSR e BAUD para
mitida por segundo (baud = bit/s). O ;transmitir a 9600 ;receber a '9600 bauds.
fator pré-escalar é selecionado com os LD BAUD, #Ox04 ;bauds . LD BAUD, #Ox09
SBIT ETDX,ENUI SBIT ETDX,ENUI
5 bits mais significativos do registro ;Habilita os pinos ;Habilita funções
PSR e o divisor da velocidade de ;da UART. ;alternativas do
bauds é selecionado com os 3 bits ;porta L para a UART
menos significativos do PSR e o re- LOOP: IFBIT O,PORTCP
;Testa se a tecla INC LOOP: LD A,RBUF
gistro BAUD. ;foi pulsada. ;Carrega o buffer da
JMP TBIT_STOP ;recepção no acumulador.
PSR - Registro de seleção pre- ;Salta, se INC não foi XOR A,#OxFF
;pulsada. ;Complementa o
escalar da UART. (endereço xxBE).
RBIT INCRE,REGISTR ;acumulador.
;Habilita o incremento do A,PORTD
BIT O ao BIT 2 I BRD8 a BRD10 ;byte a transmitir. ;0 acumulador é
Divisor da velocidade de bauds. ;movido para a porta D.
TBIT_STOP: IFBIT 1,PORTCP
;Tes ta se a_ tecla STOP LOOP1: DRSZ B
BIT 3 ao BIT 7 PSRO a PSR4 : ;foi pulsada. ;Retardo.
Prescalar da velocidade de bauds. JMP LOOP_2 JP LOOPl
;Salta se STOP não foi JP LOOP
;pulsada. ;Salto
BAUD - Registro de bauds da UART. SBIT INCRE,REGISTR .***********************
(endereço xxBD). ;Desabilita o .endsect
;incremento do .end INICIO
;byte a enviar.
BIT O ao BIT 7 I BRDO a BRD7 : LD TEMPl, #OxFF LISTA DE MATERIAIS
Divisor da velocidade de bauds. ;Atualiza os valores de
;retardo.
LD TEMP2, #Ox40 SEMICONDUTORES:
CI,-CI2 -microcontroladores COP8SGR740.
CIRCUITO E PROGRAMA LOOP_2: IFBIT INCRE,REGISTR D, a Da - LEDs
;Testa a habilitação para RESISTORES:
O circuito apresentado demonstra ;transmitir. . R, a Ra - 330W - % W.
JP NO_INCRE
o funcionamento da porta serial UART CAPACITORES:
;Salta fora deste bloco
enviando dados de um microcontro- ;de programa. C, - C4 - 100 nF cerâmicas.
lador a outro. O microcontrolador CI, C2 - C3 - Cs - Ca - 33 pF cerâmicos.
testa a tecla INC e se ela foi pressio- DRSZ TEMPl DIVERSOS:
;Loop de retardo. X, - X2 - 10 MHz - cristais.
nada, transmite ao CI2 uma variável JMP NO_INCRE S, - S2 - Pulsadores ou interruptores.
armazenada como contador binário de DRSZ TEMP2

6 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


8 bits. A tecla STOP pára a transmis- dois programas e fazendo uso do
mite dados seriais, a linha SI recebe
são. O processo de incremento da endereçamento indireto podem ser
os dados seriais é a linha SK e o sinal
variável a transmitir é realizado no trasmitidos blocos inteiros de dados
de c/ock para deslocamento síncrono
microcontrolador C11. entre a memória RAM de um contro-
dos dados.
Os dois programas começam lador para outro. A interface MICROWIRE/PLUS uti-
inicializando as portas L para configu- liza somente um registro para o des-
rar os pinos de funções alternativas locamento e bufterdos dados a trans-
da UART (pinos da porta L). Depois, éA INTERFACE SERIAL mitir/receber denominado SIO. O cir-
programado o registro PSR e BAUD MICROWIRElPLUS cuito que manuseia e controla o sinal
para selecionar a velocidade de trans- de clock é chamado mestre e os cir-
missão/recepção que neste casos é Um outro método para se fazer a cuitos que recebem este sinal SK são
de 9600 bauds. Quando a transmis-
comunicação entre microcontrola- chamados escravos. Para habilitar o
são é habilitada em C11, um retardo
dores é através da interface serial uso da interface serial MICROWIRE/
temporiza o envio de dados para ob-
síncrona MICROWIRElPLUS, que nos PLUS é necessário colocar em 1 o bit
servar o valor do contador nos LEDs
microcontroladores COP8SGR740 é MSEL no registro de controle CNTRL.
1 a 8. O programa armazenado em CI2
compatível com a interface de perifé- Os bits SLO e SL 1 colocados neste
lê o buffer de recepção e o coloca con-
ricos seriais SPI. Entre os dispositivos mesmo registro servem para selecio-
tinuamente na porta D. que podem ser interconectados à este nar a velocidade do clock no pino SK
Ao gravar os microcontroladores,
sistema de comunicação se encon- quando o microcontroladortrabalha no
selecione o oscilador a cristal com re-
tram as memórias RAM e EEPROM, modo mestre, e pode ser 2,4 ou 8 ve-
sistência interna, reset ao ligar, porta
conversores AlD, portas I/O, displays zes o clock de ciclo de instruções da
F e desabilite as demais funções. De-
de cristal líquido LCD, etc. Este tipo CPU do microcontrolador.
vido ao fato de que este projeto exige
de sistema de comunicações está Para inicializar uma transferência
dois programas, tome cuidado para
mais dedicado à transmissão/recep- de dados, o bit BUSY colocado no re-
marcar os microcontroladores para
ção de dados entre circuitos integra- gistro de estado do processado r PSW
saber qual é o transmissor (C11) e qual
dos. A interface utiliza três linhas para deve ser colocado em 1. Quando se
o receptor (CI2). Modificando estes
sua comunicação. A linha SO trans- termina de transmitir ou receber o
dado, o bit BUSY é ressetado au-
+5Vcc
O--.------+----t---+-----+--~..-------____, tomaticamente pelo hardware e se
estiver habilitado, pode ser gera-
~C4 da uma interrupção. Para que o
34 8 34 8
.J!00 nF microcontrolador aceite a interrup-
RE5ET Vss RE5ET Vss ção do MICROWIRE/PLUS o bit
GIE no registro de estado PSW e
I--++ •. t- .•o bit uWEN no registro de inter-
rupções ICNTRL devem estar no
39 nível 1 lógico.
3 5 5I/<3E;
G4/50
58
L7
57 24
L6 G6/51
56 23
L5
55 22
L4 4
54 21 4 5K/G5
G5/5K
L3
53 20
L2 o o
...;t
52 19 ...;t
L1 r-- r--
51 18 a: a:
.•...C) C\IC)
17 LO -(J) -(J)
Ücoo... Ocoo...
O O
C2 o C2 o
33 pF 33pF
7
7 CKI CKI D1

~+--,6,CKO ~+-6,CKO
GND GND
C3 C3
33pF 33 33pF 33

SABER ELETRÔNICANº 328/MAIO/2000 7


CIRCUITO E PROGRAMA: COOIGO:
;** Código para o Escravo C12•
Este circuito comunica dois ;** ** Código para o Mestre C11•
microcontroladores COP88GR740 .incld COP8SGR.inc
através da interface serial .incld COP8SGR.inc
MICROWIRElPLU8. .sect code,rom .sect registro, reg
O microcontrolador CI1 é o mestre CONTA1: .dsb 1
e o CI2 é o escravo. Nesta prática são INICIO: CONTA2: .dsb 1
dados os programas para se gravar LO PORTGC,#Ox31 .endsect
em cada um. O programa do mestre ;Configura os pinos GO, G4 Y G5
inicializa as portas C e L como entra- ; como saídas .sect code,rom
das. LO PORTGO,#OO
A porta G é configurada para tra- ;e o pino G6 como entrada. INICIO:
balhar as linhas 8K e 80 como saí- LO CNTRL,#Ox08 LO PORTGC,#Ox10
das e a linha 81 como entrada. ;Habilita o uso da interface ;Configura a porta G como
O bit M8EL é habilitado do regis- ;MICROWIRE/PLUS. ;entrada, exceto o
tro CNTRL para poder ser usada a LO PORTCC,#OxOO LO PORTGO,#OxOO
interface MICROWIRE/PLU8. Cons- ;Configura a porta C ;bit G4 (SO).
tantemente o valor encontrado na por- ;como entrada. LO CNTRL,#Ox08
ta L é mostrado nos LEDs 1 a 8 LO PORTCO,#OxFF ;Habilita o uso da interface
conectados à porta O e prova-se se o LO PORTLC,#OxOO ;MICROWIRE/PLUS.
pulsador ligado ao pino CO da porta C ;Confugura a porta L
foi pressionado. 8e o pulsador foi pres- ; como entrada. HAB_MW:
sionado, o valor encontrado na porta LO PORTLO,#OxFF SBIT BUSY,PSW
L é transmitido ao escravo através da .Habilita a recepção de
interface. LOOP: ;algum dado.
O programa armazenado no escra- LO A,PORTLP
vo configura os pinos de funções al- ;0 valor encontrado na porta L é LOOP_10:
ternativas 8K e 81 como entradas no ;movido para o IFBIT BUSY,PSW
registro de configuração da porta G. XOR A,#OxFF ;Testa se terminou a recepção
O bit MSEL do registro CNTRL é co- ;acumulador e complementado ;do dado.
locado em 1 para habilitar o uso da ;para ser visualizado JMP LOOP_10
interface serial MICROWIRE/PLU8 e X A,PORTO LO A,SIO
o bit BU8Y do registro que contém a ;nos LEOs conectados à porta O. ;0 dado recebido no SIO é
palavra de estado P8W é colocado em IFBIT O,PORTCP ;movido para o acumulador e
1 para permitir a entrada do dado no ;Testa se o pulsador foi pressionado. XOR A,#OxFF
registro do 810. JP LOOP ;é complementado para poder ser
Este bit é constantemente testado LO A,PORTLP , X A,PORTO
para saber quando terminou o recebi- ;Move o valor encontrado na ;visualizado nos LEOs conectados
mento do byte, e assim poder ser fei- ;porta L para ;à porta O.
ta sua apresentação nos LEDs de 9 a X A,SIO
16 ligados à porta O do rnicrocontro- ;0 acumulador e o JP HAB_MW ;Salta.
lador escravo. ;armazena no SIO.
Quando um microcontrolador tra- SBIT BUSY,PSW
balha no modo escravo, o registro 810 ;Habilita o envio do byte .endsect
é deslocado com o sinal recebido no ;armazenado no SIO. .end INICIO
pino 8K.
Ao gravar os microcontroladores, TEST _BUSY: .
LISTA DE MATERIAIS.
selecione o oscilador a cristal com re- IFBIT BUSY,PSW
sistência interna, reset ao ligar, porta ;Testa se a transmissão terminou. SEMICONDUTORES:
F e desabilite as demais. JP TEST_BUSY CI1 - CI2 - microcontroladores
Tome cuidado para marcar os COP8SGR740.
microcontroladores ao gravá-Ios para LOOP_1: 01 - Da - LEOs
saber qual é o transmissor (CI-1 mes- IFBIT O,PORTCP RESISTORES:
tre) e o receptor (C12 escravo). ;Testa se o pulsado r S1 R1 a Ra - 330 W - v.. W.
A saída 80 do microcontrolador ; foi liberado. CAPACITORES:
C, - C4 - 100 nF cerâmicos.
mestre deve chegar à entrada 81 do JP LOOP
C2 - C3 - C5 - C6 - 33 pF cerâmicos.
microcontrolador escravo. JP LOOP _1 ;Salta
DIVERSOS:
A entrada 81 do microcontrolador , * **** ** * * *********
.*** * ********* ** *
X, - X2 - 10 MHz - cristais
mestre deve vir da saída 80 do .endsect S1 - S9 - Pulsadores ou interruptores.
microcontrolador escravo. - .end INICIO

8 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


(X)
PROVADOR DE CINESCÓPIO PRC-20-P C>
C>
C\J

C>
C> É utilizado para medir a emisão e reativar Mede transistores, FETs, TRIACs, SCRs, X
«
C\J u,
X
cinescópios, galvanômetro de dupla ação. identifica elementos e polarização dos
a:
«
u, Tem uma escala de 30 KV para se medir componentes no circuito. Mede diodos (aberto LU
(])

a: AT. Acompanha ponta de prova + 4 placas ou em curto) no circuito ..... R$ 220,00 «


(f)
LU
(]) (12 soquetes).
«
(f) PRC 20 P R$350,00
PRC 20 D R$ 370,00
TESTE DE FLV BACKS E ELETROLíTICO - VPP - TEF41 m
C>
C>
C\J
Mede FLYBACK/YOKE estático quando se X
PROVADOR RECUPERADOR DE CINESCÓPIO - tem acesso ao enrolamento. Mede «
u,

C\J PRC40 FLYBACK encapsulado através de uma a:


LU
C>
ponta MAT. Mede capacitores eletrolíticos (])
«
~ Permite verificar a emisão de cada
no circuito e VPP R$ 290,00 (f)

~ canhão do cinescópio em prova e


~ reativá-Io, possui galvanômetro com
~ precisão de 1% e mede MAT até 30 kV.
;:; Acompanha ponta de prova + 4 placas PESQUISADOR DE SOM PS 25P C>

(12 soquetes) R$ 330,00 C>


C\J
É o mais útil instrumento para pesquisa de X
defeitos em circuitos de som. Capta o som «
u,
que pode ser de um amplificador, rádio AM - a:
C')
GERADOR DE BARRAS GB-51-M 455 KHz, FM - 10,7 MHz, TV/Videocassete -
LU
m
C> «
C>
C\J Gera padrões: quadrículas, pontos, escala 4,5 MHz R$ 285,00 (f)

X
«
u..
de cinza, branco, vermelho, verde, croma
a:
com 8 barras, PAL M, NTSC puros cl
LU
co cristal. Saídas para RF, Vídeo, sincronismo MULTíMETRO DIGITAL MD42
«
(f)
e FI R$ 300,00 ~
C>
C\J
Tensão c.c. 1000 V - precisão 1%, tensão c.a. - X
750 V, resistores 20 Mn, corrente c.c/c.a. - 20 «
u,
A ganho de transistores hfe, diodos. Ajuste de a:
GERADOR DE BARRAS GB-52 LU
zero externo para medir com alta precisão (])

;g Gera padrões: círculo, pontos, quadrículas, «


valores abaixo de 20 n R$ 195,00 (f)

~ círcuilo com quadrículas, linhas verticais,


~ linhas horizontais, escala de cinzas, barra de
~ cores, cores cortadas, vermelho, verde, azul,
~ branco, fase, PALM/NTSC puros com cristal, MULTíMETRO CAPACíMETRO DIGITAL MC 27 C')

;:; saída de FI, saída de sincronismo, saída de C>


C\J

RF canais 2 e 3 R$ 420,00 Tensão c.c. 1000 V - precisão 0,5 %, tensão X


c.a. 750 V, resistores 20 Mn, corrente DC AC «
u,
- 10 A, ganho de transistores, hfe, diodos. a:

,-_...
LU
Mede capacitores nas escalas 2n, 20n, 200n, (])
GERADOR DE FUNÇÕES 2 MHz - GF39 «
U')
C> 2000n, 20 IJF R$ 260,00 (f)

C>
C\J
Ótima estabilidade e precisão, pl gerar
X formas de onda: senoidal, quadrada,
«
u,
triangular, faixas de 0,2 Hz a 2 MHz.
a: Saídas VCF, TTLlMOS, aten. 20 dB. MULTíMETROIZENERfTRANSISTOR - MDZ57 -e-
LU
(])
« GF39 R$ 390,00 - - - C>
C\J
(f) Tensão c.c. - 1000 V, c.a. 750 V resistores 20 ••
~ l J......-.t
GF39D - Digital R$ 495,00
Mn. Corrente DC, AC - 10 A, hle, diodos, - --"'-, X
«
u,

apito, mede a tensão ZENER do diodo até , -- a:


LU
100 V transistor no circuito R$ 280,00 (])
«
GERADOR DE RÁDIO (f)
CD
C>
C>
FREQUÊNCIA -120 MHz - GRF3Q
C\J

~ Sete escalas de frequências: A-100 a 250 U')

u, kHz, B- 250 a 650 kHz, C- 650 a 1700 kHz, C>


C\J

[fi D-1, 7 a 4 MHz, E- 4 a 10 MHz, F- 10 a 30 Instrumento preciso e prático, nas escalas X


«
u,
~ MHz, G- 85 a 120 MHz, modulação interna e de 200 pF, 2 nF, 20 nF, 200 nF, 2 IJF, 20
so externa R$ 375,00 a:
IJF, 200 IJF, 2000 IJF, 20 mF.... R$ 300,00 LU
cn
«
(f)

r---
C> ~
C>
C\J FONTE DE TENSÃO C>
C\J
X
« Instrumento de medição com excelente Fonte variável de O a 30 V. Corrente máxima de saída 2 A. Proteção de X
u.. «
u,
a: estabilidade e precisão. curto, permite-se fazer leituras de tensão e corrente AS tensão: grosso
fino AS corrente. a:
LU
(]) FD30 - 1 HI 250 MHz R$ 360,00 LU
« cn
(f) FD32 - 1 Hz I 1,2 GHz R$ 480,00 FS35 - Digital R$ 280,00 FR34 - Analógica R$ 255,00 «
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CH
E
Um dos temas atuais mais fasci- dessa característica inerente do ser Outra definição, dada por Marvin
nantes é o que trata da Inteligência humano, mas que é muito difícil de Minski, da Semantic Information
Artificial. Atualmente, aquilo que sem- definir ou explicar. Poderíamos dizer Processing, é "o ramo da informática
pre foi atribuído ao homem como ca- que a inteligência é a capacidade do que se dedica à programação de com-
pacidade exclusiva, já não o é mais, e indivíduo de dar respostas diante de putadores de modo que realizem ta-
estudos mostram que a inteligência determinadas circunstâncias, e que refas que se fossem realizadas por um
pode ser um atributo de máquinas ou estas respostas, dependem de fato- ser inteligente requereriam inteligên-
circuitos eletrônicos. res como a experiência, regras de cia por parte da pessoa".
A própria vida já é definida em al- comportamento, capacidade de assi- Mais uma feita por.Elaine Rich (Ar-
guns meios como tendo duas origens: milar informações externas, rapidez de tificial Intelligence): "É o estudo de
natural e artificial. concatenar pensamentos, lógica para como fazer com que os computado-
No mundo existem milhares de deduzir consequências e outros fato- res façam coisas que, atualmente, nós
pessoas trabalhando em pesquisas res não defíniveis. humanos fazemos melhor".
sobre inteligência artificial, indo des- Por outro lado também podemos Evidentemente, há muito ainda por
de amadores que procuram desenvol- associar a definição de inteligência à se definir e fazer.
ver pequenos projetos até grandes capacidade de adquirir e manipular
centros e Universidades, tais como a conhecimentos para se obter conclu-
Stanford University, a Universidade sões úteis. SITES EM INGLÊS
Carnegie Mellon e a própria NASA. Uma máquina capaz de manifes-
Para os leitores que são atraídos tar estas propriedades seria inteligen- Os sites que tratam de Inteligên-
por este tema ou ainda trabalham em te? Como dotar uma máquina destas cia Artificial, em inglês, estão numa
pesquisas, nesta nossa seção Acha- capacidades? Estariam os sentimen- quantidade enorme ficando bastante
dos na Internet vamos dar um pas- tos de alguma forma ligados à inteli- difícil tentarmos falar de todos ou mes-
seio pelos diversos sites de Inteligên- gência? Como definir os sentimentos mo fazer uma visita a todos para indi-
cia Artificial que encontramos, falan- e colocá-los numa máquina? car ao leitor o que existe.
do um pouco dos projetos interessan- A possibilidade de se fazer máqui- Assim, o que fizemos foi um'tour'
tes desenvolvidos por instituições de nas que possam ter inteligência não é em que procuramos os temas mais
pesquisas, dos circuitos e idéias da- recente. A idéia de fabricar neurônios interessantes deixando para o próprio
das por amadores e até de empresas artificiais, a tartaruga de Gray-Walter, leitor usar os links destes sites, que
que vendem produtos que tem por são alguns exemplos de dispositivos podem levá-tos a lugares ainda mais
base este tema. que mostram que a idéia tem várias interessantes.
décadas.
Hoje, com o desenvolvimento de
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL tecnologias muito avançadas principal- HARVARD VLSI GROUP
mente na área de informática, pode-
Antes de partirmos diretamente mos definir a IA (Inteligência Artificial) Este é o grupo de pesquisa da
para nossa "navegação" na grande de uma forma muito mais firme: Universidade de Harvard que está
rede será interessante analisarmos "É a ciência que estuda as regras desenvolvendo, entre outras coisas,
alguns aspectos da Inteligência Artifi- que permitem a uma máquina funcio- "Machine Vision Coprocessors" usan-
cial, principalmente sua definição. Evi- nar com um certo grau de inteligên- do um 486 para implementação de
dentemente, o termo inteligência vem cia". visão artificial em máquinas. Na foto

10 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


abaixo temos o chip desenvolvido pelo
grupo. Este grupo trabalha em pesqui-
sas envolvendo "Neuromorphic Pulse
Computing"

o endereço
grupo é:
na Internet para este
ElI
The Harvard VLSI Research Group is involved in lhe design and analysis ofa variety of digital. analog ..
and mixed-signal VLSI systems. High performance computing, signal processing and senso! applications require innovative
scluticns that may focus on serniconductor device physics, VLSI fabrication technclogy, circuit design, systems architecture,

http://vlsi.eecs.harvard.edu and/cr application software.

R rch Pro ct
Digital VLSI Systems
VISION CHIPS

A Universidade de Adelaide (Aus- ~~~!W~ is an intriguing fonn of memory based computation. The basic computing component is (
IRAM (Intelligent RAM) and is a single chip with a high density 16Mbit DRAM and 800K transistor parallel
trália) trabalha em uma pesquisa inte- processor array for computinglsortinglrouting. By integrating Ihese IRAM chips..;
ressante para desenvolver "Retinas de
Silicone" ou Silicon Retinas disponibi-
MlldWJJlJ!jll1wlQJi!IWI.~wu' augment the general-purpose computing capabilites of commercial
lizando uma vasta documentação em micrcprccessors lik.e the Pentium by providing highly optimized computing components for many common

formato PDF. image processing tasks in machine vision. As a demonstration, we implemented a real-time face recognition
system usmg on1y a 80486/66 and a VLSI image correlator.
O endereço na Internet é:

http://www,eleceng.
adelaide.edu,au/Groups/GAAS/ PHYSICS OF COMPUTATION Robótica e Controle. As pesquisas em
Bugeye/visionchips,htm Robôs Móveis, Percepção Artificial e
Trata-se do site do Carver Mead's Robótica são acessadas diretamente
Group do Instituto de Tecnologia da a partir deste site.
LEARNING FUZZY Califórnia. Este grupo faz parte do
CONTROLLERS USING GENETIC Computation and Neural System http://ww.w.cim.mcgill.ca
ALGORITHMS Programs, do Caltech.
O endereço na Internet é
Outro importante site para quem http://house .pcmp.caltech. edu/ O GUERREIRO NA ERA DAS
pesquisa Inteligência Articial é o que MÁQUINAS INTELIGENTES
tem o título acima e que é mantido pelo
Instituto de Física Aplicada da Univer- CENTRE FOR INTELLlGENT O que vai acontecer no futuro
sidade de Kiel (Alemanha). O site, que MACHINES quando as guerras envolverem máqui-
pode ser acessado em inglês ou ale- nas inteligentes? No artigo "Future of
mão, está em: Este site é mantido pela Universi- War - Warrior in the Age of Intelligent
dade McGill, do Canadá e trata basi- Machines", o repórter Peter Schwarz
http://ang-physik.uni-kiel.de camente de temas como Percepção, reproduz entrevista com o analista
militar dos Estados Unidos Andrew
Marshall, publicada na revista Wired
Magazine de abril de 1995 em que
este fascinante tema é analisado. Veja
o artigo em:

http://hotwi red. com/collections/


future_oC war/3.04_waUalk.1.html

TR12 - THEORY OF INVENTIVE


PROBLEM SOLVING

Non Frames Version


Mais um site que deve ser visita-
McGill University Home Page do pelos leitores que trabalham com
Inteligência Artificial em:

http://home.earth I i n k. net!
~Ienkplan/index.html

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 11


NNUGA - NEURAL NETWORK MIT - ARTIFICIAL gosta do assunto, inclusive o trabalho
, USING GENETIC ALGORITHMS INTELLlGENCE LAB realizado naquela universidade.
O endereço é:
Este site é mantido por uma Uni- http://www.ai.mit.edu http://www.das.ufsc.br/gia/history/
versidade de Israel apresentando um history.htm
projeto de seu curso de robótica de
1995. ARTIFICIAL LlFE ON LlNE
http://www.cs.bgu.ac.il/õmni/ PUC RIO DE JANEIRO
NNUGA http://alife.satafe.edu
Os professores da Pontifícia Uni-
versidade Católica do Rio de Janeiro
BIOHYBRID CIRCUITS JOURNAL OF ARTIFICIAL que lecionam esta matéria mantém na
INTELLlGENCE Internet um site onde demonstram
Como conversar com uma molé- todo seu trabalho e inclusive definem
cula? Este tema fascinante pode ser http://www.cs.washington.edu/ o que é Inteligência Artificial. Será
encontrado neste site que trata dos reserach/jair/home.html importante para os leitores do ramo
Biochips e dos Dispositivos ou que desejam estudar esta discipli-
Biomoleculares. na a visita a este site.
http://photoscience .as u.ed u/rtg/ SITES BRASILEIROS http://www.inf.puc-rio.br/labd i/
biohybrid.html inteligencia artificial.html
o leitor poderá encontrar uma boa
quantidade de sites sobre Inteligência
NANOTECHNOLOGY LlNKS Artificial, digitando esta palavra cha- UNIVERSIDADE
COLLECTION ve num mecanismo de busca eficien- DE BRASíLlA
te como o "Alta Vista". De fato, com
Uma série de links importantes este procedimento encontramos mais A Universidade de Brasília também
mantidos pela NASA System Division. de 2000 sites, tanto no Brasil como mantém um site sobre Inteligência
http://www.nas. nasa.gov em Portugal. Artificial contendo não só informações
Selecionamos alguns para os lei- sobre seus cursos e trabalhos em an-
tores. damento como também dá uma rela-
PERCEPTRON ção de livros sobre o assunto e o pro-
grama.
Um programa que aprende con- BREVE HISTÓRIA DA INTELIGÊN- O site fica em:
ceitos, respondendo falso ou verdadei- CIA ARTIFICIAL http://www.cic.unb.br/docentes/
ro, estudando de modo repetido exem- wagner/ementa-ia 1-pos.html
plos apresentados. Mais informações Este site é mantido por Guilherme
podem ser obtidos em: Bittencourt da Universidade Federal
http://www.cs.bgu.ac.il/~omni/ de Santa Catarina e contém muitas GRACO
Perceptron informações importantes para quem
I@-'~~ Ainda na Universidade de Brasília
temos o GRACO - Grupo de Pesquisa
NAS de Automação e Controle, que tem por
coordenador o Prof. Adolfo
Bauschpiess. Será interessante ver o
Heature story trabalho desta instituição neste cam-
po:
Nanolechnology Research
Presented aí APS Meeting http://www.graco.unb.br/ia.html
Ihree NAS researchers prasented
their mos! recent findings in
molecular nanotechnolgy aI lhe
March 2000 meeting of the
American Physcial Society (APS) in MAIS UM
Minneapclis. Their reseaech is
importanl Ifl designing nanotube-
SITE DA PUC
NAS Researchers Improve
based materiais used 10 make
Life-saving Heart Oevíce quantum leaps in computing speed
and in creating ultra-strong and - Este é mantido por Ricardo Annes,
NAS Systems Oivision scientists lightweight materiais for NASA
have applied computalional f1uid launch vehicles. Find ou! more ..
da Faculdade de Ciencias Contábeis,
dynamics and Space Shuttle
technology to make major design
Administração e Informática da PUC
.trainíng
improvements to a heart device lha! do Rio Grande do Sul. Neste site en-
could save thousands af lives each
yeer. A patenl for lhe design Boosting, Gene contramos referências de livros sobre
modifications to lhe OeBakey Expression, and Condor
Ventricular Assis! Oevice was o assunto, links e até material para
awarded last fali, as a resul! ofthe
dbision's collaboration with MicroMed
Machlne learning algorithms aim to download.
extract rules for prediction ar
Technologies, Baylor College of classiflcatron frorn sets of data, and http://www. p uc rs. cam p us2 b r/
Medicine, and NASA Johnson Space are applicable in a wide range of
Center. The device has been .-1••.••.•.••-:.;..,'" f •••.••..••.
"ç.Qr .-1011;..,,,
•..••••..• t ••.• ãnnes/infia.html

12 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


A SOLUÇÃO PARA O ENSINO DA ELETRÔNICA PRÁTICA I'

KIT DIDATICO
MK-906 MK-118
Características Características:
300 experiências, divididas · Conjunto de 118 experiências.
nos seguintes grupos: Circuitos · Alimentado por pilhas.
Básicos (Introdução aos Com- · Algumas das experiências:
ponentes), Blocos Eletrônicos Rádio AM, Ventilador Automáti-
Simples (Utilizados na Constru- co, Sirene de Bombeiro, Som de
ção de Circuitos mais Comple- Fliperama, Telégrafo, Farol Au-
xos), Circuitos de Rádio, Efei- tomático e muito mais.
tos Sonoros, Jogos Eletrônicos, · Dimensões 280(L)x190(A)mm
Amplificadores Operacionais, CONTÉM:

Eletrônica Digital, Contadores, Circuitos de Computadores e Circuitos Integrados (musical, alarme, sonoro e amplifica-
Circuitos de Testes e Medidas. dor de potência),Capacitores Eletrolíticos, Cerâmicos,
· Alguns componentes e o proto-board são pré-montados. Resistores, Variável, Fotorresistor, Antena, Alto-falante, Micro-
· Conectores simples em terminais espirais. fone, Lâmpadas, Chave comum e Telégrafo,Transistores PNP
· Alimentação: 6 pilhas (1,5 V) e NPN, Amplificador de Alta Frequência, Base de montagens,
· Dimensões: 340(L)x239(P)x58(A)mm Hélices e Barra de Ligação.
Contém Acessórios:
LEDs, Display, Fotorresistor, Alto-falante, Antena, Trans- · Manual de experiências ilustrado.
formador, Capacitor Variável, Potenciômetro, Chave, Teclas, R$ 99,00 + desp. de envio
Proto-board, Circuitos Integrados (NAND, NOR, Contador,
Decodificador, Flip-Flop, Amplificador de Áudio), Transistores,
Diodos, Capacitores, Trimpot, Fone de Ouvido e Resistores.
Acessórios MK-904
· Manual de Experiências. Características
· Conjunto de componentes e Cabos. 500 experiências, com circuitos ele-
R$ 197,00 + desp. de envio trônicos e programação de microproces-
sadores, divididas em 3 volumes:
Hardware - Curso de Introdução: In-
trodução aos componentes, Pequenos
MK-902 ~ Blocos Eletrônicos, Circuitos de Rádio,
Características ~~
· 130 experiências, divididas no se., s g os: Circuitos Efeitos Sonoros, Jogos Eletrônicos, Am-
IIL.'YtS),
l1 .e
de entretenimento (Efeitos §.on Circuitos sim- plificadores Operacionais, Circuitos Di-
ples, com semicondut05~s I ~ itais, Lógicas a Tran- gitais, Contadores, Decodificadores e Circuitos de Testes e
sistor-Transistor, APli~tl 'as os em Oscilador, Ampli- Medidas.
ficadores, de C~; 'o, Testes e Medidas. ; Hardware - Curso avançado: Aprimoramento dos conheci-
· Component [) dos. mentos adquiridos na etapa anterior, dividida nos mesmos qru-
· Conect ~ s terminais espiral. poso
Software - Curso de Programação: Introdução ao
·t. .
· AIi!ljin - - -. ,i as (1,5 V)

61 (L)x270(A)x75(P)mm. Microprocessador,
Formatos e Programação.
Fluxograma de Programação, Instruções,

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Fotorresistor, Antena, · Dimensões: 406(L)x237(P)x85(A)mm.
Potenciômetro, Transforma- Contém:
dor, Alto-falante, Fone de LEDs, Display de 7 segmentos, Fotorresistor, Fototransistor,
Ouvido, Chave, Tecla e Cir- Alto-falante, Antena, Transformador, Capacitor Variável,
cuitos Integrados. Potenciômetro, Chave, Teclas, Microprocessador com LCD, Te-
Acessórios clado, Proto-board, Circuitos Integrados (NAND, NOR, Conta-
. Manual de Experiências dor, Decodificador, Flip-Flop, Temporizador, Amplificador de
ilustrado. Audio e Operacional), Transistores, Diodos, Capacitores, Fone
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CHIP .;

VEM AI
VIOLENCE CHIP

Assim, se a programação for feita


A preocupação com os programas violentos ou pouco recomen- para TV-G, isso significa que o progra-
dáveis para menores aumenta na mesma proporção em que as ma pode ser visto por todos (G = ge-
emissoras deixam de cumprir com sua principal finalidade que é a neral publíc). Se a programação for TV-
Y? isso quer dizer que o programa não
de entreter de forma sadia e educar, o que é estabelecido pela deve ser visto por menores de ? anos.
Constituição, mas não é cumprido. Não cabe a nós discutir o moti- TV-Y14 significa que o programa não
vo desse descumprimento, entretanto como o problema é univer- é recomendado para menores de 14
anos e MA quer dizer que o programa
sal, a solução eletrônica parece estar a caminho com o Víolence
é indicado apenas para adultos.
Chíp ou V-Chíp. Neste artigo mostramos de que modo um simples Na tabela abaixo damos a
chíp pode "filtrar" a programação sintonizada pelo seu televisor, codificação adotada:
evitando imagens que você não gostaria que seus filhos vissem.
Avaliação Significado
TV-G General Audíence -
audiência geral -
Em 2 de fevereiro deste ano, o Pre- programas que disponham de conteú- sem censura
sidente Bill Clinton assinou a lei que do que possa ser nocivo a público de TV-Y? Para crianças a
estabelece as normas para a utiliza- deteminada faixa etária contenham os partir de ? anos
ção do V-chip nos Estados Unidos. sinais que possam ser reconhecidos TV-Y14 Não recomendável
Este componente, que deve tornar- pelo V-Chíp. O V-chip impede que pro- para crianças com
se obrigatório nos televisores e cuja gramas violentos ou de baixo nível se- menos de 14 anos
idéia básica apareceu em 1996, pare- jam apresentados por um televisor. TV-Y Recomendado para
ce ser a melhor solução para se evitar crianças de todas
que programas com excesso de vio- as idades
lência ou conteúdo indevido como COMO FUNCIONA TV-MA Para adultos somente
sexo, ou mesmo baixo nível, entrem Mature Audíence
indevidamente nos lares de milhões O V-chíp é um circuito capaz de
de americanos. reconhecer no sinal de vídeo o sinal
O V-chíp ou Víolence Chíp como é correspondente ao nível de "violência"
chamado, consiste num chip que, que o programa tem. Este sinal é co-
agregado aos televisores, recebe da locado na linha 21 do sinal de vídeo,
estação informações de forma utilizando-se um circuito codificador na
encriptada sobre o nível de violência estação. No televisor existe um con-
do programa ou "grau de censura", e trole que permite ao usuário estabe-
em função da programação feita pelo lecer a partir de um painel de contro-
usuário, impede sua apresentação. le, o nível de violência que deve ser
Por exemplo, se o usuário tiver uma bloqueado em função do público que
criança com ? anos de idade em sua vai utilizar o aparelho. Uma vez esta-
casa, ele poderá codificar o circuito belecido este nível, o chip reconhece
para impedir que programas não re- os programas que estão acima dele Fig. 1 - Tela apresentada num televisor quando
comendados para esta idade sejam que são bloqueados. Na figura 1 te- o nível de um programa no que se refere a
sintonizados. A lei assinada pelo Pre- mos o painel apresentado na tela de sexo, violência, linguagem e diálogo não está
sidente Clinton, estabelece que os um televisor que contenha o V-chip. de acordo com o programado.

14 SABER ELETRÔNICA NQ 328/MAIO/2000


Os fabricantes de software já
disponibilizam os softwares que de-
vem ser usados nas emissoras junta-
mente com os circuitos que geram os
códigos a serem inseridos nos sinais
de vídeo. Um dos programas que pode Pitou? Não dependa de
ser usado para esta finalidade é o tercetroslll Conserte você
CPC-VChip Software, que custa 995 mesmo: Computador, televisão,
dólares. Este programa roda no rádio, vídeocassete, forno de
Windows 95/98/NT e codifica o nível Fig.2 - TVToshibaCZ19M21 de 19 polegadas
microondas, compectesiisc,
de violência em qualquer sinal de utilizando
a tecnologia
V·chip.
chuveiro e tOdaiip}.Fte de
vídeo. Ele permite também que duran- 1998, diz que a implementação de um instalações e/~tr~géJ~i[e!3/denciais,
te um mesmo programa o código V- código de nível de violência num pro-
co~erciais,~,iQf!iJst?iáiS. ~~ç18isso
chip possa ser alterado. grama pode trazer problemas para as esta f?y:alcancf?L..~'e'IJlsaJ(de
Com os equipamentos de codifi- emissoras e para os próprios usuári- ca, Om ;O$..tçuVsos das
cação, um sistema completo para uma os da TV.
oc?tdental.~ê/iôÓIS.
emissora tem um custo da ordem de Um ponto que se discute, por Em (em/f(»âí{ crise, economize
5 000 dólares. exemplo, é que um mesmo programa
consertando, instalando e/ou
pode ter diversos níveis de violência
montando até mesmo o seu
no seu decorrer (conforme as cenas
próprio computador e, por que
OS TELEVISORES apresentadas), sendo truncado diver-
não fazendo destas atividades
sas vezes.
Os televisores que possuem o V- Uma nova fonte de" renda?
Isso não só desagradaria aos
Chip já estão à venda nos Estados
Unidos e muitos fabricantes de com-
telespectadores, como muito mais ao
anunciante, que não gostaria de ver
J'-_-.;c;...u_y_S_O_S 1
ponentes como, por exemplo, a seu anúncio cortado justamente por eMontagem e Manutenção de
Philips, já possuem na sua linha de estar no setor de maior nível de vio- Computador
circuitos integrados, componentes que lência de um programa. eEletrônica Básica
podem ser usados pelos fabricantes Os produtores teriam dificuldades e Eletrotécnica
para inserir esta facilidade. enormes para "manusear" os progra- elnstalaçõe's Elétricas
Na figura 2 temos um dos televi- eRefrigeraçãó e Ar Condicionado
mas de modo a atender tanto as ne-
sores disponíveis no mercado ameri- e Videocassete
cessidades do V-chip como as dos
eForno de Microondas
cano já dotados do V-chip. anunciantes.
eCompact Disc
A Philips fabrica a família de
e Rádio e Áudio e Televisão
microcontroladores P8xCx70 para TV e Eletrônica Digital
NTSC com display on screen (OSO) e NO BRASIL e Microprocessadores
Closed Caption (CC) com os recursos eSoftware de base
do V-chip também implementado. Os No informe de 6 de Janeiro de , elnformática Básica: DOS - WINDOWS.
microcontroladores desta família pos- 1988 a Lei Gera1de Radiodifusão cita
suem CPU 80C51 com ROM no item 2 (Mobilização da Sociedade) Occidental Schoo/~
programável de 64 k bytes, oito saí- que:
Av. Ipiranga, 795 - 4º andar
das PWM de 7 bits para controles "Reconhece que cabe à lei federal Fone: (011) 222-0061
analógicos e é fornecido em invólucro estabelecer meios que garantam à Fax: (011) 222-9493
SOT247 de 52 pinos. pessoa e à família a possibilidade de 01039-000 - S. Paulo - SP
se defenderem de programas que des- p-r- -,
respeitem os seus valores éticos e I Occidental Schools®
DISCUSSÕES sociais". Indo além, o texto diz que: Caixa Póstal1663
"Tradicionalmente, existem dois meca- I 01059-970 - São Paulo - SP
Mesmo antes de estar completa- nismos pelos quais a sociedade pode !I Solicito, GRÁTIS, I!
mente difundido, o V-chip já levanta ter uma certa medida de garantia de 1I o Catálogo Geral de cursos II
diversas discussões, muitas das quais conteúdo sem que o Governo se INome
podem ser encontradas em fóruns na imiscúa e eventualmente, resvale na I ----------
Internet. Uma delas é a que estuda a censura: os códigos de ética e os V-
possibilidade do V-chip também ser chips'. A seguir, depois de um comen- I
utilizado com computadores, bloque- tário sobre os códigos de ética e os V- I1 Endereço ---------

ando o acesso a sites que contenham chips, no item 3 são dados os princí- 1-----------------
material que possa ser ofensivo ou pios a serem considerados na elabo- I Bairro _
conter violência excessiva. ração do projeto de lei. IC~dade _
No entanto, uma discussão bastan- Como vemos, a Lei Geral de
te interessante publicada no Washing- Radiodifusão prevê o uso do V-chip I C~P Estado __
'L .J
ton Post, Business de outubro de pelas nossas emissoras. -

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 15


INVERSORES
.. DE ~

FREQUENCIA
(parte 11)
Alexandre Capelli

1 - INTRODUÇÃO das, visto que também uma memória A figura 2 mostra um IHM típico,
está integrada a esse conjunto. A CPU com suas respectivas funções. Esse
Dando continuidade à série de ele- não apenas armazena os dados e módulo também pode ser remoto.
trônica industrial, concluiremos agora parâmetros relativos ao equipamento,
o assunto "inversores de freqüência". como também executa a função mais
No número passado, mostramos como vital para o funcionamento do inver- 3º bloco - Interfaces
são formados os circuitos internos de sor: geração dos pulsos de disparo, A maioria dos inversores pode ser
um inversor, e qual seu princípio de através de uma lógica de controle coe- comandada através de dois tipos de
funcionamento. rente, para os IGBT's. O funcionamen- sinais: analógicos, ou digitais. Normal-
Para finalizar, mostraremos nesta to dessa lógica está descrito no artigo mente, quando queremos controlar a
segunda parte, como parametrizar e passado. velocidade de rotação de um motor AC
dimensionar um inversor, em sua apli- no inversor, utilizamos uma tensão
cação prática. Quem não leu a primei- analógica de comando. Essa tensão
ra parte deste artigo, vale a pena dar 2º bloco - IHM se situa entre O a 10 Vcc. A velocida-
uma "olhada" no anterior ( revista Sa- O 2º bloco é o IHM (Interface Ho- de de rotação (rpm) será proporcional
ber nº 327). Boa leitura! mem Máquina). É através desse dis- ao seu valor, por exemplo:
positivo que podemos visualizar o que 1 Vcc = 1000 rpm, 2 Vcc == 2000
está ocorrendo no inversor (display), rpm, etc ...
2 - O INVERSOR POR DENTRO e parametrizá-Io de acordo com a apli- Para inverter o sentido de rotação,
cação (teclas). basta inverter a polaridade do sinal
A figura 1 mostra um diagrama de
blocos de um inversor de freqüência (REDE)
R--~~~--~-+_+_
típico. Cabe lembrar que cada fabri- S--------4-+-+-
cante utiliza sua própria tecnologia, T--------4-+-+-
mas esse modelo abrange uma gran-

de parte dos inversores encontrados
no mercado atual.
Podemos, portanto, dividi-Ia em 4
Interface
Serial
===f=E~3
=

blocos principais:
c
o - 10 Vcc ---I-CA-:::~l p
Anal6gico --.,r,;;;;;;;~J
1º bloco - CPU
A CPU (Unidade Central de
U IGBT's

Processamento) de um inversor de fre-


qüência pode ser formada
microprocessador ou
por um
por um
110
Digital ===t=~~]
=
L-__~~ ~~
microcontrolador (como o PLC). Isso
depende apenas do fabricante. De
qualquer forma, é nesse bloco que
todas as informações (parâmetros e
Figura 1
dados do sistema) estão armazena-

16 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAI0/2000


analógico (ex: O a 10 Vcc sentido ho-
rário , e - 1OV a O anti - horário). Esse [t 8 88 81]Display de "STATUS" Figura 2
é o sistema mais utilizado em máqui-
nas - ferramenta automáticas, sendo
que a tensão analógica de controle é BBB8 [!J- Tecla PARTIR
proveniente do controle numérico G-Tecla PARAR
computadorizado (CNC).
Além da interface analógica, o in-
[ZJ- Tecla PARAMETRIZAÇÃO
versor possui entradas digitais. Atra- EJl 81- Tecla SENTIDO HORÁRIO/ANTI-HORÁRIO
vés de um parâmetro de programação,
podemos selecionar qual entrada é Gl[[3~ [3-Tecla FUNÇÃO JOG
válida (analógica, ou digital).
o m- Tecla AUMENTA

[fi]]- Tecla DIMINUI


4º bloco - Etapa de potência
A etapa de potência é constituída 3 - INSTALAÇÃO DO INVERSOR bricantes, e uma infinidade de aplica-
por um circuito retificador, que alimen- ções diferentes para os inversores.
ta (através de um circuito intermediá- Feita essa pequena revisão da es- Portanto o esquema da figura 3 refe-
rio chamado "barramento DC"), o cir- trutura funcional do inversor, vamos re-se à versão mais comum. Sensores
cuito de saída inversor (módulo IGBT). mostrar como instalá-Io. A figura 3 e chaves extras, com certeza, serão
Maiores detalhes sobre essa eta- mostra a configuração básica de ins- encontrados em campo, mas a estru-
pa também poderão ser vistos no nú- talação de um inversor de freqüência. tura é a mesma.
mero já citado (Saber nº 327). Existe uma grande quantidade de fa- Os terminais identificados como:
R,S,eT (ou L1, L2, e L3), referem-se à
entrada trifásica da rede elétrica. Não
é comum encontrarmos inversores
monofásicos aplicados na indústria.
íl[J
LJ - I
Para diferenciar a entrada da rede para
a saída do motor, a saída( normalmen-
te) vem indicada por: W,V,e U.
I_J Além da potência, temos os bornes
LJ de comando. Cada fabricante possui
sua própria configuração, portanto,
para saber "quem é quem" temos de
. consultar o manual de respectivo fa-
bricante. De qualquer maneira, os prin-
cipais bornes são as entradas
(analógicas ou digitais), e as saídas
(geralmente digitais).
No exemplo da figura 3, temos um
CNC comandando um inversor atra-
vés da sua entrada analógica (O a 10
Conjunto de 3 inversores YASKAWA, série Sigma, utilizados nos acionamentos dos eixos de uma Vcc). Nesse caso, as entradas digitais
máquina-ferramenta. Notem os cabos de comando conectados em 1CN e 2CN. O conector 3CN é foram utilizadas para um botão de
para o IHM remoto.
emergência , e um senso r de veloci-
dade de rotação (encoder).

4 - OS "DEZ MANDAMENTOS" DA
CNC INSTALAÇÃO DO INVERSOR DE
FREQÜÊNCIA

Conectores de Cuidado! Não há inversor no


Encoder ]L potência (L 1, L2 e L3 mundo que resista à ligação invertida
(entrada digital 1) entrada da rede elétrica; de entrada da rede elétrica trifásica,
W, U, V sarda para o motor) com a saída trifásica para o motor .
.L O aterramento elétrico deve es-
+24 vcc o o R
S tar bem conectado, tanto ao inversor
"Emergência" T---
como ao motor.
(entrada digital 2) O valor do aterramento nunca
Figura 3
deve ser maior que 5 Q (norma IEC

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 17


536), e isso pode ser facilmente com- ropeu, a certificação CE ( Comunida- P ,e A até achar o parâmetro
provado com um terrômetro, antes da de Européia) exige que a emissão respectivo. No nosso caso, é logo o 1 Q
instalação. eletromagnética chegue a níveis 0001
_ Caso o inversor possua uma baixíssimos (norma IEC 22G - WG4
interface de comunicação( RS 232, ou (CV) 21). 22 passo
RS 485) para o PC, o tamanho do Agora aciona-se P novamente, e
cabo deve ser o menor possível. o valor mostrado no display será o
_ Devemos evitar ao máximo, mis- 5 - PARAMETRIZAÇÃO valor do parâmetro, e não mais a or-
turar (em um mesmo eletroduto ou dem em que ele está.
canaleta), cabos de potência (rede Para que o inversor funcione a con- Ex: 022 O
elétrica, ou saída para o motor) com tento, não basta instalá-Io corretamen-
cabos de comando (sinais analógicos, te. É preciso "informar" a ele em que 32 passo
digitais, RS 232, etc ...). condições de trabalho irá operar. Essa Como no exemplo, a tensão des-
_ O inversor deve estar alojado pró- tarefa é justamente a parametrização se parâmetro está em 220 VCA, e nos-
ximo a "orifícios" de ventilação, ou, do inversor. Quanto maior o número so motor funciona com 380 VCA, aci-
caso a potência seja muito alta, deve de recursos que o inversor oferece, onamos P ,e A até chegar nos 380.
estar submetido a uma ventilação (ou tanto maior será o número de 0380
exaustão). Alguns inversores já pos- parâmetros disponíveis. Existem inver-
suem um pequeno exaustor interno. sores com tal nível de sofisticação, que 42 passo
_ A rede elétrica deve ser confiável, o número de parâmetros ultrapassa a Basta acionar P novamente, e o
isto é, jamais ultrapassar variações de marca dos 900! novo parâmetro estará programado.
-ou- 10% em sua amplitude. Obviamente, neste artigo veremos Cerca de 90% dos inversores co-
_ Sempre que possível, utilizar os apenas os principais, e não utilizare- merciais funcionam com essa lógica!
cabos de comando devidamente blin- mos particularidades de nenhum fa- Todos os demais parâmetros são pro-
dados. bricante, pois um mesmo parâmetro, qramados de forma análoga. .
_ Os equipamentos de controle com certeza, muda de endereço de
(PLC, CNC, PC, etc ...), que funciona- fabricante para fabricante. Parâmetro 002:
rem em conjunto com o inversor, de- A partir de agora, portanto, nosso Freqüência máxima de saída.
vem possuir o "terra" em comum. Nor- inversor imaginário será da marca "Sa- Esse parâmetro determina a velo-
malmente, esse terminal vem indica- ber". O inversor de freqüência Saber cidade máxima do motor.
do pela referência "PE" ( proteção elé- tem as mesmas funções dos demais
trica), e sua cor é amarela e verde ( fabricantes ( Siemens, Yaskawa, ABB, Parâmetro 003:
ou apenas verde ). etc ... ), porém, temos a liberdade de Freqüência mínima de saída.
_ Utilizar sempre parafusos e ar- nomearmos segundo a nossa conve- Esse parâmetr,o determina a ve-
ruelas adequadas para garantir uma niência, a ordem dos parâmetros. Isso locidade mínima do motor.
boa fixação ao painel. Isso evitará vi- não deverá dificultar o trabalho com
brações mecânicas. Além disso, mui- (inversores reais, pois basta associar- Parâmetro 004:
tos inversores utilizam o próprio pai- mos com os indicados pelo manual do Preqúêncie de JOG.
nel em que são fixados como fabricante específico. A tecla JOG é um recurso que faz
dissipador de calor. Uma fixação po- o motor girar com velocidade bem
bre, nesse caso, causará um aqueci- Parâmetro 001 : baixa. Isso facilita o posicionamento
mento excessivo ( e possivelmente Tensão nominal do motor. de peças antes da máquina funcionar
sua queima ). em seu regime normal. Por exemplo:
_ Caso haja contatores e bobinas Esse parâmetro existe na maioria encaixar o papel em uma bobinadeira,
agregadas ao funcionamento do inver- dos inversores comerciais, lembrando
sor, utilizar sempre supressores de que não necessariamente como
ruídos elétricos (circuitos RC para bo- P 001, e serve para informarmos ao
binas AC, e diodos para bobinas DC). inversor qual ê a tensão nominal em
que o motor irá operar. Suponha que
Essas precauções não visam ape- o motor tenha tensão nominal 380
nas melhorar o funcionamento do in- VCA. Como vamos introduzir essa in-
versor, mas evitar que ele interfira em formação (parâmetro) no inversor?
outros equipamentos ao seu redor. O Tomando como base a figura 2
inversor de freqüência é, infelizmen- (IHM ) vamos observar a seqüência
te, um grande gerador de EMI ( inter- de "teclas". O display deverá estar 0.0
ferências eletromagnéticas), e, caso ( pois só podemos parametrizar o in-
não o instalarmos de acordo com as versor com o motor parado).
orientações acima, poderemos preju-
dicar toda a máquina ( ou sistema ) 12 passo Inversorde freqüênciatrifásicoYASHAWA de
ao seu redor. Basta dizer que, para um Acionamos a tecla P e as setas A 0,1 kw, um tipo clássicode equipamento
equipamento atender o mercado eu- v para acharmos o parâmetro. Ex: utilizadoem sistemasde alta precisão.

18 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


antes do papel ser bobinado efetiva- Parâmetro =O os parâmetros fazer uma "análise crítica" das condi-
mente. podem ser apenas ções gerais do ambiente de trabalho,
lidos. antes de optarmos pelo melhor PWM.
Parâmetro 005: Como dissemos anteriormente,
Tempo de partida ("rampa de subida'? Esse parâmetro é uma proteção existe uma infinidade de parâmetros
Esse parâmetro indica em quanto contra "curiosos". Para impedir que nos inversores.
tempo deseja-se que o motor chegue alguém, inadvertidamente, altere al- Nesse artigo, mostramos apenas
à velocidade programada, estando ele gum parâmetro da máquina, utiliza-se os 10 principais, que já serão sufici-
parado. a leitor pode pensar: um parâmetro específico como prote- entes para o leitor "colocar para rodar"
"Quanto mais rápido melhor". Mas, ção. qualquer máquina.
caso o motor esteja conectado meca- Lembrem-se que o inversor de fre-
nicamente a cargas pesadas ( Ex: pla- Parâmetro 009: Tipo de entrada qüência da marca Saber é fictício. A
cas de tornos com peças grandes, Parâmetro = 1 a entrada ordem dos parâmetros foi "inventada"
guindastes, etc ...), uma partida muito significativa é para viabilizar a didática, porém, é
rápida poderá "desarmar" disjuntores analógica bem parecida com a maioria dos in-
de proteção do sistema. Isso ocorre, (O-10 Vcc). versores comerciais.
pois o pico de corrente, necessário Parâmetro =O a entrada Para parametrizar um inversor real,
para vencer a inércia do motor, será significativa é digital. basta consultar o manual do fabrican-
muito alto. Portanto, esse parâmetro te, e fazer uma analogia com esse ar-
deve respeitar a massa da carga, e o Esse parâmetro diz ao inversor tigo. Temos certeza que as pequenas
limite de corrente do inversor (fig 4). como vamos controlar a velocidade do diferenças não serão obstáculos para
motor. Caso esteja em 1 , a velocida- o leitor.
Parâmetro 006: de será proporcional à tensão
Tempo de parada (rampa de descida). analógica de entrada. A entrada digi-
a inversor pode produzir uma pa- tal será ignorada. Caso o parâmetro 6 - DIMENSIONAMENTO
rada gradativa do motor. Essa facili- esteja em O, a velocidade será con-
dade pode ser parametrizada, e, como trolada por um sinal digital (na entra- Como posso saber: qual é o mo-
a anterior, deve levar em considera- da digital), e o sinal analógico não delo, tipo, e potência do meu inversor
ção a massa (inércia) da carga mais influenciará. para a minha aplicação?
acoplada (Fig 5). Bem, vamos responder a essa per-
Parâmetro 010: Freqüência de PWM gunta em três etapas:
Parâmetro 007 - Tipo de frenagem Parâmetro =1 Freq. PWM 2 kHz =
Parâmetro = 1 Parada por rampa Parâmetro =2 Freq. PWM 4 kHz = Potência do inversor:
Parâmetro = O Parada por CC Parâmetro =3 Freq. PWM 8 kHz = Para calcularmos a potência do
Parâmetro =4 Freq. PWM =
16 kHz inversor, temos de saber qual motor
No inversor "Saber", o parâmetro (e qual carga) ele acionará. Normal-
007 pode assumir dois estados: "1" ou Esse parâmetro determina a fre- mente a potência dos motores é dada
"O". Caso esteja em 1, a parada do qüência de PvyM do inversor. Notem em CV ou HP. Basta fazermos a con-
motor obedecerá a rampa programa- que para P 010 = 1 temos 2 khz, e os versão para watts, e o resto é fácil.
da no P 006. Caso esteja em O, o demais dobram de valor até 16 khz Vamos dar um exemplo prático:
motor terá sua parada através da "in- (freqüência máxima). Rede elétrica = 380 VCA
jeção" de corrente contínua em seus Para evitarmos perdas no motor, e Motor = 1 HP
enrolamentos. Em um motor AC, quan- interferências eletromagnéticas (EM I), Aplicação = exaustor industrial
do submetemos seus enrolamentos a quanto menor essa freqüência, me-
uma tensão CC, o rotor pára imedia- lhor. Cálculos:
tamente ("estanca"), como se uma tra- a único inconveniente de parame- 1 HP =
746 W (e 1 CV = 736 W ).
va mecânica atua-se em seu eixo. trizarmos o PWM com freqüências Portanto, como a rede elétrica é de
Portanto, o projetista de máquinas baixas (2 ou 4 kHz) é a geração de 380 VCA, e os inversores (normalmen-
deve pensar muito bem se é assim ruídos sonoros, isto é, a máquina fica te) possuem um fator de potência =
mesmo que ele deseja que a parada mais "barulhenta". Portanto, devemos =
0,8 (Cos cp 0,80), teremos:
ocorra. Normalmente esse recurso é
Rotação (velocidade) Figura 4 Rotação (velocidade) Figura 5
utilizado para cargas mecânicas pe-
quenas (leves), e que necessitam de
resposta rápida (Ex: eixos das máqui-
nas - ferramenta). n (desejada) n 1-- ....•.

Parâmetro 008: Liberação de altera-


ção de parâmetros:
Parâmetro = 1 os parâmetros
Tempo
\
•• _ •••••• _a:::~
----+: :+-
Tempo

podem ser lidos e


t (P005) t (P006)
alterados.

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 19


CI = Corrente do inversor

CI = Pot em watt
Procurando fazer Tensão rede x Cose

bons negócios?! CI = 746 W = 2,45 ampéres


Aprenda 380.0,8
na Melhor Escol~ Tensão de entrada = 380 VCA
de Profissões ~ Corrente nominal = 2,5 A ("arredon-
dando 2,45 para cima").
À DISTÂNCIA OU POR FREQÜÊNCIA
Anuncie ... Tipo de inversor:
A maioria dos inversores utilizados
são do tipo escalar. Só utilizamos o
(11) 6942-8055 tipo vetorial em duas ocasiões: extre-
ma precisão de rotação, torque eleva-
ou pela internet
do para rotação baixa ou zero ( ex:
www.edsaber.com.br guindaste, pontes rolantes, elevado-
res , etc ...).
Como no nosso caso trata-se de

MÓDULOS um exaustor, um escalar é suficiente.

HíBRIDOS Modelo e fabricante :


Para escolher o modelo, basta con-
sultarmos os catálogos dos fabrican-
(Telecontroll i) tes, ou e procurar um que atenda (no
nosso exemplo) as seguintes carac-

O
V1
lVEMCORES
V1•••• _..;;C;,;O.;.;,M;.;..P.;;.UT.;.;.."A~O
PRATICAS DIGITAIS
-t o
V1
RECE,PTOR terísticas mínimas: .
- Tensão de entrada: 380 VCA
- Corrente nominal: 2,5 A
D::: lV PRETO E BRANCO D::: Utilidades: - Tipo: escalar.
_ controle remoto Todas as demais funções são
::lU ELETRÔNICA DIGITAL ::lu * iiMsistemas de segurança
Nes e opcionais.
V1 FORNOS MICROONDAS V1 ______ alarme de veículos
Quanto ao fabricante, o preço deve
o ELETRÔNICA INDUSTRIAL o etc. determinar a escolha. Apenas como
~ MINICOMPUTADORES E E referência ao leitor, os mais encontra-
'""
O
.J
MICROCOMPUTADORES
PROJETOS DE CIRCUITOS
o
.J CARACTERíSTICAS:
* Freq. de 315, 418 ou 433,92 MHz
dos na indústria são: Siemens, Weg,
Yaskawa, e GE (Fanuc).
Ajuste de frequência a LASER
ELETRÔNICOS
Montagem em SMO
* Placa de cerâmica CONCLUSÃO

o universo da eletrônica industrial é


Preço: realmente imenso, e ao mesmo tempo
RR3 (2,5 mA) ... R$ 45,90 fascinante. Como em todos os demais
2 pçs segmentos tecnológicos contemporâne-
RR5LC (0,8·a 1,2 mA)
os, a cada dia temos uma novidade no
R$ 55,80 - 2 pçs
mercado.Portanto,se quisermos "sobre-
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O Cheque correio nominal à Ipdtel S/C LIda
tos, a revista Saber continuará abordan-
NOME . do temas relacionados à indústria.Nos
RUA .............................................•.............•........ próximos artigos, voltaremos a abordar
AP. ....•........ CIDADE .........•........•......................... as tecnologias de automação de siste-
Obs: Maiores detalhes, leiam artigo nas mas industriais (PLC's , sensores de
ESTADO CEP....•..............•.....
revistas Saber Eletrônica nº 313 e 314 movimento, etc...)
Anote Cartão Consulta nO 1022 Não percam, e até a próxima! -

20 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


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;

ANALOGICOS/DIGITAIS

precisa saber como funciona o


o bloco de entrada de OSPs, microcontroladores, placas de aqui- converso r AIO.
sição de dados e de muitos outros circuitos usados em
instrumentação eletrônica é o conversor analógico/digital, conversor A FUNÇÃO DO CONVERSOR AIO
AIO ou ainda AOC, como é conhecido por suas iniciais em inglês.
Como funcionam os diversos tipos de conversores AIO, é o assun- A maioria dos dados obtidos de
sensores comuns, tais como sensores
to deste artigo de grande importância para técnicos em
de temperatura, intensidade luminosa,
instrurnentação, OSPs, microcontroladores ou mesmo estudantes posição, pressão, etc. fornecem sinais
que não podem deixar de incluir esta literatura em seu arquivo analógicos, ou seja, uma tensão que
é proporcional à grandeza medida e
para consultas.
que varia de forma contínua numa fai-
xa de valores, conforme mostra a fi-
A transformação de uma informa- exemplos em que esta transformação gura 2.
ção que se encontra na forma é essencial. No entanto, a maioria dos equipa-
analógica como, por exemplo, a ten- A conversão de dados que se en- mentos modernos que fazem a aqui-
são ou corrente entregue por contram na forma analógica para a sição de dados destes sensores, que
sensores, para a forma digital, é um forma digital de modo que os circuitos utilizam estes dados para controle de
bloco fundamental em muitos projetos processadores possam utilizá-los é' processos ou simplesmente medida,
que envolvem instrumentação e con- feita por um circuito denominado trabalha com técnicas digitais.
trole. "conversor analógico digital", ou Isso significa que o dado analógico,
Placas de aquisição de dados uti- abreviadamente conversar AIO ou ain- uma grandeza que varia de forma con-
lizadas em instrumentação virtual, da AOC. tínua numa faixa de valores, precisa
OSPs (Digital Signal Processors) ou Todo profissional de Eletrônica que ser convertido para a forma digital,
processadores digitais de sinais, e pretenda trabalhar com qualquer dos observe a figura 3. Para fazer esta con-
microcontroladores são apenas alguns equipamentos ou circuitos indicados versão são utilizados circuitos deno-

Vs (V)

:::~ to t1
Fig. 2 - A tensãode saída varia numaescalacontínuacom a temperatura.

Saída digital r7111


•......

Conversor
AD
Fig. 1 - Placasde aquisiçãode dadosda I t
NATIONALINSTRUMENTScom 64 entradas -+---+--+ ++ (OC)
analógicas,12 bits de resoluçãoe velocidade
de 1,25 MSPS. Fig. 3 - A conversãode umagrandezaanalógica(tensão)paradigital.

22 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


minados conversores AIO que devem
prencher certos requisitos importan- 11111111
tes quanto ao seu desempenho. Oes- 48its· (1111 11111110
ta forma, alguns termos precisam ser 8Bits 11111101
definidos para entendermos melhor 16 11111100
como os conversores AIO funcionam. valores

I
digitais 256
a) Resolução valores
digitais
Entre os dois valores extremos da
escala de valores analógicos que de-
00000000
vem ser convertidos para a forma di- 111I ~I
gital existem infinitos valores inter- Escala de valores analógicos
mediários, o que justamente caracte- Fig. 4 . Com mais bits temos maior resolução na conversão.
riza uma grandeza que varia de forma
análoga ou analógica. pidos. Uma placa de aquisição de da- analógico e a saída digital ao longo
Entretanto, quando passamos um dos de um instrumento de medida que da escala de valores em que o
valor qualquer entre os dois valores projete uma forma de onda, desenhe conversor deve trabalhar.
extremos incluindo-os, não podemos um gráfico na tela de um PC repre- No entanto, na prática podem ocor-
representar qualquer quantidade, pois sentando um processo dinâmico ou rer pequenos desvios, de acordo com
precisaríamos para isso de um núme- mesmo um instrumento digital simples o que mostra a figura 5.
ro infinito de bits. como um multímetro, devem estar
Assim, por exemplo, se utilizarmos constantemente em andamento. Valor digital Ideal
na conversão 4 bits, teremos a possi- Um osciloscópio digital, por exem-
11111111 -
bilidade de representar apenas 16 plo, deve medir as tensões instantâ-
valores na escala total de valores neas de um sinal em diversos pontos Não
analógicos, e se usarmos 8 bits pode- ao longo de um ciclo para poder "de- 10000000
linear
remos representar 256 valores, con- senhar" esta forma de onda com pre-
forme indica a figura 4. cisão na tela. Se a frequência do sinal 0000 0000 -f"'or:::;....---+-.Valor
Se tivermos uma escala de O a 8 for alta, isso implica a necessidade de O Vin analógico
V, por exemplo, e usarmos 4 bits para se fazer amostragens num tempo ex-
a conversão, os "degraus" da escada tremamente curto. Fig. 5 - A não linearidade pode afetar a
de conversão terão 0,5 V de altura, o Os conversores A/O podem ser precisão da conversão.
que significa que este conversor terá encontrados em tipos que têm
uma resolução de 0,5 V. frequências de amostragem numa Isso quer dizer que, em determi-
Se usarmos um conversor AIO de ampla escala de valores. nadas faixas de valores, a conversão
8 bits (256 "degraus" de resolução) Os tipos mais rápidos têm suas pode ser menos precisa. Esta impre-
para fazer um voltímetro de O a 10 V, velocidades especificadas em MSPS cisão é mais grave nos tipos de maior
por exemplo, a resolução deste (Mega Samples Per Second ou Mega definição, pois os desvios podem ter
voltímetro será de 10/256 ou pouco Amostragens Por Segundo). a mesma ordem de grandeza que os
menos de 0,04 V. Uma máquina industrial ou um ins- "degraus" da escada de conversão,
Este comportamento "digital" pode trumento de uso geral como um mul- afetando assim a precisão final da
ser observado em muitos instrumen- tímetro podem usar conversores AIO mesma.
tos comuns, tais como os multímetros relativamente lentos com taxas ou ve-
digitais em que, se a grandeza medi- locidades de amostragens de até al-
da estiver num valor intermediário en- gumas unidades por segundo. Um AS TECNOLOGIAS
tre dois degraus da resolução do multímetro digital comum, por exem-
conversor AIO, o valor apresentado no plo, faz de 1 a 10 amostragens por Para fazer a conversão de sinais
display oscilará entre eles. segundo apenas, dependendo do tipo. analógicos para a forma digital exis-
Evidentemente, tanto maior é a Todavia, um osciloscópio digital ou vir- tem diversas técnicas que são empre-
precisão na conversão quanto mais tual que precise observar uma forma gadas nos circuitos comerciais, mui-
bits forem usados pelo conversor. Ti- de onda de 10 MHz, deve, para ter tas delas encontradas em circuitos in-
pos com 8 a 16 bits são comuns nas uma definição razoável, realizar pelo tegrados que são "embutidos"
aplicações industriais e de medida, menos 100 milhões de amostragens (embedded) em aplicações mais com-
dependendo da quantidade de "pas- por segundo (10 pontos por ciclo). plexas, os quais fazem o controle de
sos" desejados na conversão ou a re- máquinas e equipamentos.
solução. c) Linearidade Analisamos as tecnologias mais
A curva de conversão da grande- empregadas para esta finalidade co-
b) Velocidade de amostragem za analógica para a forma digital deve meçando com o bloco comum a todos
Muitos processos de aquisição de ser linear para um bom conversor. Isso os conversores, que é o circuito de
dados de sensores, de processos ou significa que não existem desvios na amostragem e manutenção (sample
de outras aplicações precisam ser rá- correspondência entre o valor and hold):

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 23


o CIRCUITO OE CAPTURA E determinado instante e o armazena de Na saída deste circuito temos uma
MANUTENÇÃO: modo que, mesmo que o sinal varie chave eletrônica ou chaveador, que
depois, os circuitos que fazem a con- determina o instante exato em que a
o valor dos sinais analógicos que versão têm numa memória seu valor. leitura do sinal deve ser feita. A chave
devem ser convertidos para a forma Este circuito é ilustrado em blocos fecha então por uma fração de segun-
digital corresponde a um determina- na figura 6. do (numa frequência que depende da
do instante, cuja duração, em alguns O sinal a ser amostrado é amplifi- velocidade de amostragem) permitin-
casos, não vai além de alguns milio- cado por um buffer de entrada cuja fi- do que o sinal carregue o capacito r C.
nésimos de segundo. nalidade é não carregar o circuito ex- Assim, quando a chave abre, es-
Assim, um primeiro bloco impor- terno, e ao mesmo tempo proporcio- perando a leitura seguinte, o capacitor
tante do conversor é um circuito que nar isolamento do circuito de conver- tem armazenado o valor da grandeza
lê o valor do sinal a ser convertido num são. analógica a ser convertida. Esta ten-
são no capacitor é mantida no circuito
conversor através de um bufferde saí-
Entrada

Itro da durante o tempo que ele necessita


para isso.
Na figura 7 temos um gráfico que
.t- indica de que modo a tensão de en-
, trada varia e o circuito de amostragem
Controle de •••••••••• 1 e retenção mantém a saída constante
chaveamento durante os intervalos de conversão
Fig. 6 - Circuito de captura e manutenção (Sample and Hold). (que correspondem aos "degraus").

a) CONVERSO R AIO COM

VIU-:--1:::r~:
·· ..
~~ • t
Tensão
de entrada
COMPARAOOR EM PARALELO
Este é um tipo de conversor enqua-
drado na família dos conversores de
V •
·· •.. transformação direta.
Na figura 8 vemos um diagrama de

····~~-~--------~I~
. '.~
~. : I.

blocos a partir do qual analisaremos


...
• I :~•••
~. .,~

. Tensão
na salda
seu princípio de funcionamento.
Um conjunto de comparadores de
V tensão é ligado em paralelo tendo na
entrada de referência uma "escala de
resistores", que determina a tensão
com que cada um deve comutar.
Na saída dos comparadores há um
+-....•
I--...••• ••••
I--...••• .l--&_----+t . Pulsos codificador que transforma as informa-
de amostragem
Fig. 7 - Tensões no circuito de amostragem e retenção. ções para um formato passível de ser
processado por circuitos digitais, ou
seja, níveis lógicos 1 e O de valores
correspondentes à combinação de
/ Comparadores
comparadores que comuta.
, Comp. Quando um sinal é aplicado à en-
>--4~'0+--~~--~=' 1 trada, dependendo de sua intensida-
de, um determinado número de
MS8
comparadores vai comutar. Por exem-
•... plo, se o sinal tem 5 V de amplitude e
o
-g a escala de resistores tem passos de
o Salda 1 V, cinco comparadores serão comu-
~
'õ digital tados.
o Os sinais destes comparadores
U
passam então pelo codificado r, que
fornece o valor correspondente na for-
LS8
ma digital.
Embora a grande vantagem deste
tipo de conversor seja sua velocida-
de, que pode ser tal que uma conver-
são dure apenas nanossegundos, ele
Fig. 8 - Converso r AIO com comparadores em paralelo. tem uma séria limitação: precisamos

24 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


uniformizando-os, ou seja, tornando-
os iguais, independemente do ponto
J\f\ da escada em que o sinal de entrada
Entrada se encontre.
analógica Amostragem O sinal aplicado à entrada é retido
e pelo circuito de amostragem e reten-
retenção ção, aplicado à entrada do compara-
dor e ao mesmo tempo dispara o cir-
cuito de clock do setor de conversão
Conversor digital.
DIA Ao iniciar a conversão, o registra-
dor de aproximações sucessivas co-
Fig. 9 - Converso r com rampa em escada.
meça colocando em 1 o bit mais sig-
nificativo (MSB) da saída, aplicando
este sinal no conversor D/A.
Se, com este procedimento, a ten-
são aplicada pelo conversar D/A à
entrada de referência do comparador
Sarda for maior que a de entrada, isso é si-
Entrada } digital nal que o valor que este bit represen-
analógica ta é maior que aquele que se deseja
converter.
O comparador informa isso ao re-
gistro de aproximações, que então
volta o MSB a zero e coloca o bit que
Fig. 10 - O conversar ND de aproximação sucessivas. o segue imediatamente em 1. Uma
nova comparação é feita. Se agora o
de tantos comparadores quantos se- nal de entrada, mas já na forma digi- valor da tensão for menor que a de
jam a definição do conversor. tal podendo ser levado aos bufters de entrada, este bit é mantido, e testa-se
Assim, para um conversor de 8 bits saída. o seguinte, colocando em 1. Se nova-
que nos leva a 256 "degraus" na es- Este circuito tem duas desvanta- mente o valor for ultrapassado, o
cala de conversão, precisaremos de gens que devem ser levadas em con- comparador informa isso ao registro
256 comparadores. sideração num projeto: e o bit volta a zero, passando o se-
A primeira, é a velocidade baixa de guinte a 1, que é testado.
b) CONVERSOR AlD COM RAMPA conversão. Para um conversor de 8 Quando todos os bits forem testa-
EM ESCADA bits, por exemplo, precisamos espe- dos, teremos na saída do registro um
Este tipo de conversor também re- rar que o circuito conte até 256 para valor binário muito próximo do dese-
cebe a denominação de "conversor- fazer a conversão, o que significa que jado, dependendo da resolução do cir-
contador". Na figura 9 temos um dia- a velocidade estará limitada a uma fra- cuito.
grama de blocos que nos permite en- ção muito pequena do clock usado. Testando todos os bits desta for-
tender melhor como ele funciona. A segunda é que a velocidade de ma, a conversão torna-se muito rápi-
Neste conversor, tão logo o circui- conversão depende da tensão de en- da, já que não é preciso esperar a
to de amostragem e retenção tenha trada. Se o valor amostrado for peque- contagem até o final, conforme mos-
em sua saída o valor analógico a ser no, o contador só contará até ele, ra- tra o gráfico da figura 11. Observe que,
convertido, no caso uma tensão, e o pidamente, e a conversão é feita. Se enquanto num conversor de 8 bits pelo
aplica à entrada do comparador, um o valor for grande, no final da escala, método de rampa em escada é preci-
contador entra em ação disparado teremos de esperar uma contagem so esperar a contagem até 256, neste
pelo próprio comparador que controla mais demorada. é preciso esperar que apenas 8 tes-
um clock. tes e comparações sejam feitos. O cir-
A contagem digital deste circuito c) CONVERSOR DE APROXIMA- cuito equivalente é, portanto, 32 ve-
vai para um conversor D/A, ou seja, ÇÕES SUCESSIVAS zes mais rápido.
analógico-digital, que vai gerando ten- Na figura 10 observamos um dia-
sões crescentes de acordo com a con- grama de blocos que representa este D) CONVERSORES DE RAMPA
tagem e vai aplicando-as à outra en- tipo de conversor e por onde faremos ÚNICA
trada do comparador. a análise de seu funcionamento. Este tipo de conversor se enqua-
Quando esta tensão se iguala à Conforme podemos ver, o que di- dra numa nova categoria que são os
tensão de entrada vinda do circuito de ferencia este circuito do anterior é a que utilizam integradores, sendo mais
amostragem e retenção, o comparador troca do contador por um registrador simples que os anteriores, pois não
comuta e a contagem cessa. de aproximações sucessivas, que o precisam de conversores D/A. Os
O valor em que parou a contagem torna muito mais rápido, não só redu- voltímetros digitais, em sua maioria,
corresponde então justamente ao si- zindo os tempos de conversão, mas utilizam circuitos deste tipo.

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 25


Na figura 12 temos um diagrama v = tensão
ge blocos que corresponde a um Tensão
de fundo
conversor deste tipo e que serve de Saída amostrada
de escala
referência para nossa análise de fun-
cionamento.
----:/;.... I
O sinal analógico retido no circuito V/2
de amostragem e retenção também
controla um interruptor, que aciona um
integrador.
A tensão do integrador e a tensão
amostrada são aplicadas ao mesmo
,. y
tempo no comparador. No instante em Amostragens

que tudo isso ocorre um contador en- Fig.11 - O valordigitalconverge


parao valoranalógico.

Chave
eletrônica
.----+-(T(:>+ ......•

C Integrador Contador
R / MSB } Saída

digital

LSB

Entrada
anal6gica
Fig.12 - Conversar
AlD derampaúnica.

tra em funcionamento produzindo uma v


saída digital progressiva.
O integrador está ligado a uma fon- ~'-L..-
·· ..
te de tensão de referência de tal for-
ma que a tensão em sua saída sobe
·
Tensão
linearmente até se igualar à tensão amostrada
amostrada. No momento em que isso v
ocorre, pára a contagem.
A velocidade de subida da tensão
na saída do integrador determina a
taxa de conversão juntamente com a
contagem. Faz-se com que na faixa de ~_~~ ~_~ __ ~~_.t Tensãona
operação do integrador, esta tensão saída do integrador
suba linearmente, e a frequência do v
clock contada pelo contador
corresponda digitalmente aos valores
da grandeza a ser convertida.
Por exemplo, se temos um conta- Pulsos
dor de 8 bits (até 256), faz-se com que de clock
v
a tensão do integrador suba de um
extremo a outro da escala de tensões
analógicas de entrada num tempo que
corresponda a 256 ciclos de clock.
Quando a contagem é paralisada ao
se obter o valor digital, este pode ser Pulsos
aplicado à saída do circuito. ~I gerados
Na figura 13 temos as formas de
onda deste circuito. Fig.13 - Sinaisnoconversar
derampaúnica.

26 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


Amostragem Chave
e retenção

Entrada Buffers
anal6gica de saída
R

~
Saída
digital

Fig. 14 - Conversar ND de rampa dupla.

e) CONVERSORES DE DUPLA A partir do contador, o funciona- em tempo real ou que sejam indica-
RAMPA mento é como no tipo anterior. dos para aplicações muito complexas,
Um tipo que tem um desempenho leva a requerer conversores AIO ex-
melhor que o anterior é o conversor tremamente rápidos.
de rampa dupla, cujo diagrama de blo- SIGMA-DELTA Por outro lado, processos de con-
cos é apresentado na figura 14. trole de máquinas e mesmo de eletrô-
Neste circuito, o sinal amostrado Um das mais importantes técnicas nica de consumo e automação nem
e o sinal de uma fonte de referência de conversão analógica para digital é sempre exigem conversores rápidos.
são chaveados pelo clock de controle a Sigma-Oelta. Usada nos casos em Nestes casos, podem ser muito mais
e aplicados à entrada de um circuito que se deseja uma altíssima veloci- importantes. a linearidade e a defini-
integrador. dade de conversão como nos OSPs, ção.
A rampa gerada pelo sinal da en- este tipo de conversor será analisado Os projetistas que hoje desejam
trada é negativa, enquanto que a ram- oportunamente em separado. fazer o projeto de uma placa de aqui-
pa gerada pelo sinal de referência é sição de dados de um controle indus-
positiva. Como as duas são chavea- trial ou mesmo uma automação mais
das, a rampa final tem uma inclinação CONCLUSÃO simples podem contar com uma infi-
que depende das duas. nidade de conversores AIO. Conhe-
Como uma é fixa, e a outra A necessidade de converter sinais cendo-Ihes o princípio de funciona-
corresponde ao sinal de entrada, analógicos extremamente rápidos mento, e sabendo como usá-tos fica-
pode-se usar o sinal de saída para para a forma digital como, por exem- rá muito mais fácil escolher o tipo cor-
chavear o contador. plo, em OSPs que processam imagens reto para uma determinada aplicação.

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SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 27


".".
REPARAÇAO DE,
MONITORES DE VIDEO
o PROBLEMA DA SEGURANÇA

energia não oferece limitação de cor-


Os monitores de vídeo de computadores assim como os televi- rente, e na eventualidade de um cho-
sores, pelas altas tensões que utilizam e o modo como são alimen- que, ele pode facilmente resultar em
tados, estão entre os aparelhos de uso doméstico mais perigosos correntes mortais.
Em muitos aparelhos existe um
que existem. Este perigo, em especial, deve ser levado em consi-
transformador de isolamento na entra-
deração pelos técnicos que irão fazer sua reparação, mexendo nas da do circuito que o isola da rede de
partes críticas quando elas estão ligadas. Veja neste artigo algu- energia, conforme ilustra a figura 1.
Isso significa que, em caso de um
mas dicas importantes, se você é técnico de computadores (ou
toque acidental em qualquer parte do
pretende sê-to) e vai trabalhar também com monitores de vídeo. circuito, não existe percurso para a cir-
culação da corrente da rede de ener-
Existem dois pontos críticos que circuito, que pode ser facilmente iden- gia pelo corpo da pessoa e para a ter-
devem ser considerados pelos técni- tificado e, em alguns casos, é até blin- ra. a resultado é que não há possibili-
cos que pretendem lidar com a eletrô- dado para evitar choques acidentais. dade de se tomar choque ao tocar nas
nica dos monitores de vídeo e que a segundo é que a corrente do cir- partes que formam estes circuitos.
envolvem diretamente sua segurança: cuito é baixa. Podemos comparar esse" No caso de televisores, monitores
a) A tensão muito alta (MAT) gera- choque ao que se leva no sistema de de vídeo e muitos outros circuitos ele-
da pelos circuitos que alimentam o ignição de um carro quando se toca trônicos, tal transformador não existe,
cinescópio, que pode chegar a algu- acidentalmente nos cabos de vela ou o que quer dizer que sempre há um
mas dezenas de milhares de volts. do distribuidor. percurso entre o vivo da rede energia
b) A falta de isolamento do circuito a importante para o técnico que e qualquer uma de suas partes, ob-
da rede de energia, que poderá cau- trabalha com televisores é estar per- serve a figura 2.
sar choques muito perigosos em caso feitamente ciente de quais são as par- Ao se tocar em qualquer parte do
de contatos acidentais. tes do circuito de alta tensão, que não circuito sempre há o perigo de levar
Analisemos essas duas situações devem ser tacadas. choques porque a corrente pode cir-
em detalhes: a segundo ponto crítico, a alimen- cular através da pessoa para a terra.
A MAT existente nos circuitos que tação, é mais grave, pois a rede de Se bem que o uso de sapatos com
alimentam o cinescópio de um monitor
de vídeo, assim como no caso de um
A B
televisor, supera facilmente os 10 000
volts, dependendo apenas do tama-
nho da tela. Cinescópios maiores pre-
cisam de tensões mais elevadas para
acelerar o feixe de elétrons. --- .• c
Embora se trate de uma tensão
muito alta, o seu perigo não é tão gran-
de quanto possa parecer à primeira
vista, pois existem dois fatores que re-
duzem um pouco sua "mortalidade".
a primeiro é que esta tensão se Fig.1 - Fonte típica de 3 tensões com transformador de isolamento (T1).
limita a um setor bastante restrito do

28 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


É comum dizer que a pessoa ficou
+ SCR "grudada" ao levar o choque. O que
ocorre, é que numa descarga muito
intensa, a pessoa fica paralisada não
podendo tirar as mãos do local em que

r
Ligado
ao chassi
a corrente "entra". Neste momento, se
não houver a possibilidade de alguém
socorrê-Ia, as coisas podem se com-
plicar, mas atenção! O socorro deve
desligar o aparelho e não tentar pu-
Fig. 2 - Este tipo de fonte não tem isolmanto da rede de energia. xar a pessoa, pois ele mesmo pode
ser envolvido no processo, levando
choque também!
Parte
Objeto c) Calce sempre sapatos com so-
de meta las de borracha ou trabalhe num ta-
pete isolante.
- -- d) Não use nenhum tipo de jóia
(corrente ou anel) que possa servir de
.. contato se encostar em partes vivas
. de um circuito em reparo .
e) Muitos aparelhos, tais como
Monitor Corrente:
monitores, televisores e fornos de mi-
sob
teste
~~
0)------ . croondas usam o chassi como terra.
rf ... No entanto, estes chassis, ~ependen-
dó da conexão na rede podem estar
Solas "vivos", causando com isso choques
isolantes~ se tocados. Nunca considere este
Terra
chassi como um bom terra para seus
equipamento.s de prova.
Fig. 3 - Se houver percurso para corrente, há choque.
f) Se placas do aparelho precisa-
solas grossas seja uma proteção sim- 300 W será mais do que suficiente rem ser removidas, coloque-as sem-
ples, sempre existe o perigo de se to- para trabalhar com monitores comuns pre em superfícies não condutoras,
car numa parte viva do circuito com ou com televisores até 21 polegadas. evitando assim que elas entrem em
uma das mãos, e com a outra num curto com qualquer material que pos-
objeto que, em contato com a mes- sa estar na bancada.
ma, ofereça o percurso da corrente para CUIDADOS BÁSICOS g) Faça, se possível, os principais
a terra, conforme mostra a figura 3. testes com a energia desligada.
Assim, a melhor proteção para o Ao trabalhar na reparação de qual- h) Monitores de vídeo e muitos
técnico que pretende trabalhar de quer aparelho eletrônico (ou elétrico) outros equipamentos eletrônicos pos-
modo seguro com monitores de vídeo, alimentado pela rede de energia, al- suem em suas fontes de alimentação
ainda está no uso de um transforma- guns cuidados são muito importantes capacitores eletrolíticos de valores al-
dor de isolamento. para se evitar acidentes que podem tos, que podem se carregar com alta
Estes transformadores possuem ser mortais. tensão. Esta alta tensão se mantém
enrolamentos de entrada e saída para a) Nunca toque num objeto de mesmo depois que o aparelho é des-
a mesma tensão (110 Vou 220 V, con- metal ou com conexão à terra com ligado, sendo não apenas causa de
forme o caso), e uma potência de acor- uma das mãos enquanto estiver me- choques fortes quando tocado, como
do com a dos monitores de vídeo co- xendo com a outra no circuito ligado. também de outros danos de compo-
muns. Um transformador de 200 ou A recomendação adotada universal- nentes, se forem encostados neles du-
mente é que se mantenha a mão livre rante a troca ou teste.
no bolso. Tenha um resistor de 470 ohms x
b) Nunca trabalhe sozinho em 2 W conectado a dois fios com garras
... equipamentos que possam ser poten- jacaré para descarregar os
.. cialmente perigosos em caso de cho-
ques. Deve existir sempre uma pes-
capacitores de fontes, conforme indi-
ca a figura 4.
n
Corrente:
.
,
470
soa nas proximidades em condições
de socorrê-Io em caso de acidente. OUTROS PERIGOS
..•._.- Um caso comum, que pode servir
de alerta é o que acontece quando um Além dos indicados, existem outros
171 choque muito forte paralisa os mús- perigos relacionados ao trabalho com
Fig. 4 - Descarregando um culos e os nervos de uma pessoa im- os monitores, que não envolvem ne-
eletrolítico de alta tensão. possibilitando-a de se safar do local. cessariamente choques.

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 29


Convém

a) Implosão
lembrar os seguintes casos:

O cinescópio é feito de vidro e no seu


interior existe vácuo. Isso significa um es-
forço permanente do ar externo no senti-
do de penetrar no seu interior.
._'~
'~•• rH~1
•• rH~1

MANUTENÇÃO EM
'~•• rH~1
,~•• r~I~I =-,~
••r~I~I
'~•• rH~I=-_.
=-
Apesar de toda a resistência do vidro,
um impacto de uma ferramenta ou de um
objeto que bata no cinescópio poderá fa-
EQUIPAMENTOS Livro ilustrado com diagramas. 20% de
desconto ao mencionar este anúncio.
zer com que o vidro se rompa.
O resultado não é uma explosão, mas
HOSPITALARES
Esquemas avulsos, manuais de
sim uma implosão, no sentido de que o ar O OBJETIVO deste curso é serviço e usuário, reparação e
penetra de modo extremamente violento
preparar técnicos para reparar manutenção em eletrônica, dentre
no seu interior. O efeito, entretanto, é tão
equipamentos da área hospitalar, outros.
violento como o de uma explosão, pois
partes de vidro do tubo podem ser que utilizem princípios da Eletrô-
lançadas à distância. nica e Informática, como ELETRO-
PEÇA CATÁLOGO GRÁTIS
CARDIÓGRAFO, ELETROEN- REVISTA ANTENNA IELETRÔNICA POPULAR
b) Outro ponto importante a ser ressal- CEFALÓGRAFO, APARELHOS (com circulação ininterrupta desde 1926)
tado na reparação, é o perigo de conta- DE RAIO-X, ULTRA-SOM, MAR- Av. Mar. Floriano, 167·Centro·RJ· Cep:20080-005
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nos equipamentos médicos/hos-
ponta de prova encoste em dois lugares
pitalares - Instrumentação baseados
ao mesmo tempo, provocando com isso Kit Didático e
curtos-circuitos. Uma precaução simples na 8ioeletricidade (EEG, ECG, ETc.)
neste tipo de trabalho consiste em se pro- - Instrumentação para estudo do com- Programador
teger a ponta de prova com um pedaço de portamento humano - Dispositivos de
fita isolante, veja exemplo dado na figura segurança médicos/hospitalares -
Kits para microcontroladores
5. Apenas uma porção muito pequena da Aparelhagem Eletrônica para 8051, Atmel AV.R com porta
ponta de prova é deixada a descoberto, hemodiálise - Instrumentação de la- serial RS232, display LCO e
possibilitando assim o teste mais seguro boratório de análises - Amplificadores Programadores para
dos componentes. e processadores de sinais - Instru-
microcontroladores
mentação eletrônica cirúrgica - Insta-
lações elétricas hospitalares - oS 89C51 , 89C52
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ponta de prova.
de um fax e siga as instruções. Tel:
(011) 6941-1502 - SaberFax 2030.

CONCLUSÃO
Curso composto por 5 fitas de Procurando fazer
vídeo (duração de 90 minutos

As técnicas de manuseio dos com-


cada) e 5 apostilas, de autoria e bons negócios?1
responsabilidade do prof. Sergio
ponentes de um monitor de vídeo em R. Antunes.
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BASE TEORICA PARA


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COMUNICAÇAO DE
DADOS
Rodrigo Capobianco Guido e Edson Moschim
Laboratório de Tecnologia Fotônica - DT - FEEC - UNICAMP

RESUMO rádio, entre outros. Cada meio de outros sinais), aqui chamados harmô-
Este pequeno artigo apresenta os transmissão possui uma propriedade nicas.
conceitos básicos para entender o conhecida como LARGURA DE BAN- Isso é fundamental para nosso
princípio de funcionamento da trans- DA. Essa propriedade diz respeito à estudo, como está descrito no item 3.
missão de dados. Ao final, deve ficar máxima faixa de frequências que um
claro para o leitor, porque determina- meio de transmissão pode carregar. 2 - SÉRIES DE FOURIER
dos meios de transmissão não podem Cada meio de transmissão possui No início do século XIX o matemá-
transmitir informações em velocidades uma largura de banda específica. Fi- tico francês Jean-Baptiste Fourierpro-
muito altas, enquanto que outros po- bras óticas possuem largura de ban- vou que qualquer função periódica de
dem. Para aqueles que têm acesso à da bastante alta, enquanto fios con- período razoavelmente constante po-
Internet ou habilidade para programar dutores comuns possuem largura de deria ser expressa na forma de um
em linguagem JAVA, será possível banda bastante baixa. somatório, possivelmente infinito, de
verificar na prática, através de um si- Para todos os meios de transmis- senos e cossenos.
mulador, o conceito fundamental dis- são, as informações podem ser trans-
cutido neste artigo. mitidas variando-se propriedades físi-
f(X)= af +n~;ancos(n~X)+n~,bnsin( n~X)dx
O tópico "Base Teórica para Comu- cas, como voltagem e corrente nos fios Os coeficientes an e bn acima são
nicação de Dados", bem como este condutores ou ausência/presença de respectivamente:
simulador, aqui apresentados, servi-
ram como idéia para a construção de
luz no caso de fibras óticas. Se repre-
sentarmos, por exemplo, a voltagem
an = tLL f(X)cos (nlX)dx

um Ambiente de Apoio ao Ensino de


Telecomunicações, chamado
como função do tempo f(x), é possí-
vel definir um modelo para o compor- an = tLLf(X)sen(nlX)dx
SETCom, em desenvolvimento no tamento do sinal e estudá-lo matema-
Laboratório de Tecnologia Fotônica do ticamente. Nesses casos, L indica o período
Departamento de Telemática da Facul- Aqueles que não possuem conhe- da função e an e bn são as amplitu-
dade de Engenharia Elétrica e de cimento de matemática superior, como des dos se nos e cossenos das n-
Computação da Universidade Estadu- é o caso da maioria dos leitores desta ésimas harmônicas. Lembro aos que
al de Campinas. revista, podem prosseguir diretamen- não possuem conhecimento de mate-
O SETCom envolve a construção te para o item 3, sem prejuízo à es- mática superior, para que não se as-
de outro simulador muito mais com- sência do conceito fundamental aqui sustem com as expressões acima, que
plexo do que o apresentado e discuti- discutido, entretanto devem guardar envolvem o calculo de integrais defi-
do aqui. A home-page do Laboratório a conclusão fundamental do item 2 a nidas, e continuem a leitura, pois será
de Tecnologia Fotônica esta disponí- seguir, que trata sobre Séries de possível compreender o conceito fun-
vel na Internet em http:// Fourier: damental aqui discutido sem esse co-
www.dt.fee.unicamp.br/Itf Um sinal periódico, por exemplo, nhecimento.
como o obtido na saída de um modem
telefônico, ou de outros circuitos 3 - SINAIS LIMITADOS PELA
1 - INTRODUÇÃO oscila dores comumente vistos nessa LARGURA DE BANDA
As informações eletrônicas do dia- revista, pode ser decomposto ou ex- De extrema importância, é saber
a-dia podem ser transmitidas em di- presso como uma soma de muitos que os meios de transmissão perdem
versos meios como fios, fibras óticas, outros sinais (teoricamente, infinitos parte da potência do sinal que estão

32 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000



transportando, durante o processo de tante com o original. Quando escre- cálculos de quantas harmônicas você
transmissão, entretanto a atenuação vemos o sinal original com grande poderia passar por esse meio de trans-
NÃO é a mesma para todas as número de harmônicas (termos de missão, de acordo com o exemplo aci-
frequências. Fourier), o sinal resultante fica prati- ma. Para 7 bits e frequência de corte
Devido ao fato de que um sinal pe- camente idêntico ao original. da linha telefônica, basta dividir 21000
riódico, como mencionado acima, é na Agora, voltando ao nosso exemplo, pela taxa de transmissão e arredon-
verdade uma soma de muitos outros para transmitir a 33600 bits por segun- dar para obter o número de harmôni-
sinais, e que cada um desses outros do, temos: (21000/33600) = 0,58334, cas. Depois, peça ao simulador que
sinais (cada qual com uma determi- que equivale a O harmônicas, ou seja, plote o sinal respectivo, indicando o
nada frequência) sofre um determina- não é possível transmitir nem uma código binário e o número de harmô-
do nível de atenuação, haverá componente de Fourier. Daí a trans- nicas. Em certos casos, você verá que
distorção do sinal original. missão ficar totalmente inviabilizada. fica inviável efetuar a transmissão, ou
Normalmente, existe transmissão Para taxas mais altas, então, não há seja, o receptor, jamais reconhecerá
desde O até uma frequência te (cha- possibilidade de transmissão, entre- o sinal enviado pelo transmissor. À
mada de frequência de corte), sendo tanto, sofisticados sistemas de medida que você diminui a taxa de
que todas as frequências acima des- codificação não descritos aqui, que transmissão, o número de harmônicas
ta são fortemente atenuadas, devido usam diversos tipos de modulação, que o meio pode carregar aumenta e
às propriedades físicas ou a filtros permitem a utilização de taxas mais o sinal fica mais parecido com o origi-
atenuadores inseridos propositalmen- altas, como é o caso dos modems de nal.
te (como é o caso da linha telefônica), 56 khz, muito comuns hoje em dia. O funcionamento do simulador é
que limitam a largura de banda. simples: basta escolher o valor Oou 1
5 - USO DO SIMULADOR para cada um dos 7 bits em frente à
4 - EXEMPLO: MODEM DO COM- Para os que tiverem acesso à palavra "Código" para formar a onda
PUTADOR E LINHA TELEFÔNICA Internet, será possível fazer uso de um quadrada. Feito isso, basta selecionar
Vamos transmitir uma onda qua- simulador simples (figura 2), escrito a quantidade de harmônicas de
drada (apenas dois níveis de tensão) em linguagem JAVA e disponível em Fourier e clicar em "SIMULAR" para
de 7 bits pela linha telefônica, desde http://www.dt.fee.unicamp.br/~guido/ verificar como fica a onda original e
sua residência até seu provedor fourier.html para comprovar na práti- sua representação como uma Série de
Internet. Suponha que, se a taxa é de ca os conceitos aqui apresentados. Fourier com .o respectivo número de
b bits por segundo então o tempo de Aqueles que tiverem habilidade para harmônicas escolhido. O simulador
envio de 7 bits é de 7/b segundos, que programação podem dar um download desenhará a onda quadrada em ver-
é igual ao período L . A frequência da no código-fonte do simulador e fazer melho, e sua representação como
primeira harmônica será de b/7 hertz experiências. uma Série de Fourier em preto, logo
(frequência = 1 / L). Para a linha tele- Use o simulador para fazer expe- abaixo da onda quadrada. É suficien-
fônica comum, existe uma frequência riências. Invente uma taxa de trans- te comparar os resultados visualmen-
de corte fc introduzida artificialmente, missão para transferir uma onda qua- te, para constatar como fica o sinal re-
e que está em torno de 3000 Hz. Daí drada de 7 bits qualquer a sua esco- sultante.
o maior número possível de harmôni- lha, e usando a frequência de corte Quando o número de harmônicas
cas a serem transmitidas é da linha telefôníca (3000 Hz), faça os já é razoavelmente alto, como 20 ou
(3000) / (b/7) = 21OOO/b

Logo, para transmitir uma onda


quadrada de 7 bits por essa linha te-
lefônica, a uma velocidade de 9600 o
bits por segundo, a harmônica mais
alta será (21000/9600) = 2,1875 har-
mônicas, que equivale a 2 harmôni-
cas trabalhando apenas com inteiros.
Isso representa muita distorção,
pois a linha telefônica que transporta
o sinal original da onda quadrada que,
na verdade, é a soma de muitos ou-
tros sinais, conseguirá transportar
apenas 2 desses muitos outros sinais
que entram na composição da onda
quadrada original. A figura 1 ilustra Figura 1: Quatro sinais: Primeiro: Sinal original digital (onda quadrada de 7 bits com código
esta situação. binário 1001010). Segundo: o mesmo sinal expresso como uma Série de Fourier usando
Fica evidente que, quanto maior o apenas as 2 primeiras harmônicas. Fica evidente a distorção e fica impossível reconhecer a
número de harmônicas (sinais) que onda digital original. Terceiro e Quarto: Se ao invés de usar apenas as 2 primeiras harmônicas,
entram na composição do sinal origi- a onda digital original fosse expressa com muito mais harmônicas (no caso, as 10 e 20 primeiras
respectivamente), o sinal resultante ficaria mais parecido com o original.
nal, mais parecido fica o sinal resul-

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 33


mais, pode-se notar que a onda resul-
tante fica bastante parecida com a
onda original, sendo que pequenas
diferenças entre ambas, em um caso
real, não prejudicariam o seu reconhe-
cimento por parte do receptor, que
geralmente pode contornar essas pe-
quenas diferenças. Quando o núme-
ro de harmônicas é realmente muito
alto, tendendo ao infinito, o sinal re-
sultante fica praticamente idêntico ao
original.
Deve ter sido mais fácil entender
agora, porque nem sempre é possível Figura 2: "Front-End" do simulador, plotando onda quadrada de código 0101010 e sua respectiva
a transmissão tão rápida de certos si- Série de Fourier, escrita com as 20 primeiras harmônicas, funcionando no browser Netscape em
nais, através de determinados meios hllp:l/www.dt.fee.unicamp.br/Nguido/fourier.html
de transmissão. Estes conceitos são
riquíssimos para o estudo de Comu- de Fourier, fazendo com que o sinal expressa a taxa de dados máxima de
nicação de Dados. resultante que chega ao receptor seja um canal de transmissão. Tais concei-
o mais parecido possível com o envi- tos poderão vir a ser discutidos aqui
ado pelo transmissor. futuramente, sempre em uma lingua-
6 - CONCLUSÕES Vale ressaltar que não estamos gem clara e simples. -
A conclusão principal já deve ter considerando aqui outras caracterís-
sido percebida pelo leitor: na grande ticas presentes na prática, que podem
maioria das vezes, quando se tenta prejudicar ainda mais a transmissão Rodrigo Gapobianco Guido, 23, que
pode ser encontrado em
transmitir um sinal, principalmente em de dados. Entre os agravantes, pode-
guido@dUee.unicamp.br ,é atualmente
altas velocidades e em em meios de mos citar a interferência entre símbo-
professor do Departamento de Com-
baixa largura de banda, ele pode che- los, ruído térmico, interferência eletro- putação da UNESP em São José do Rio
gar ao destino de forma diferente de magnética, entre outros, presentes Preto - Sp, e obteve o título de Mestre
como foi enviado. Para aumentar a principalmente nos fios condutores em Engenharia Elétrica na área de Te-
velocidade, deve-se usar um meio de comuns. Existem também outros con- lecomunicações e Telemática pela
transmissão que tenha uma largura de ceitos muito importantes relacionados UNICAMp, sob orientação do Prol. Dr.
banda maior, para que seja possível com comunicação de dados, tais como Edson Moschim.
transmitir mais harmônicas (termos) o conhecido Teorema de Nyquist, que

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34 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


FONTE SIMÉTRICA
,
COM TENSÃO
AJUSTAVEL DE O A 15 V

É comum depararmos com expe- tos ou experimentos, surgiu quando amperes com proteção e indicador de
rimentos ou montagens de circuitos fazia visitas a diversas oficinas eletrô- curto-circuito.
que utilizam amplificadores operacio- nicas, e observei que muitos técnicos
nais; estes componentes são normal- para obter a fonte de tensão simétrica
mente alimentados por tensões simé- faziam associação de duas fontes, que COMO FUNCIONA
tricas que podem variar de +/- 3 V a nem sempre apresentavam as tensões
+/- 15 V e nem sempre temos uma fon- desejadas, prejudicando assim o de- Na figura 1 é mostrado o esquema
te apropriada com estes recursos, o senvolvimento de seu trabalho. eletrônico da fonte. A tensão proveni-
que leva o montador a improvisar fon- Os recursos apresentados por esta ente da rede 110/220 V é reduzida em
tes que não apresentam as vezes, os fonte a tornam ideal para o uso da T1 para 16 V, em seguida é retificada
resultados esperados. bancada. A saída simétrica apresen- pelos diodos 01 a 04 e filtrada pelos
A idéia de projetar uma fonte ver- ta ajuste de tensão de O a +/-15 V com capacitores C1 e C2, onde a tensão
sátil que poderia ser utilizada para ali- o recurso de ajuste fino e excelente alcançada é de aproximadamente 18
mentar diversos tipos de equipamen- estabilidade, corrente máxima de 2 V, o LE01 indica se a fonte está liga-

Figura 1
C1
c--- .........•..
---p.--Q+ Saída

2.200 pF R6
35V 0,33n

03
TIP122

6
Rg
O2 3.3kn
BC54S

GND

7 04
BC558
6 C7
C5 0,1 pF
0,1 pF

R3
.- RS
10 kn 06 3,3kn
TIP127
LED R7
C2 3 0.33n
2.200 pF
- Salda
35V

** Dissipador de calor

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 35


Figura 3 ro

I
I

Figura 2 ro

Trato

GND

- Sarda

36 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


da. O Cl1 é um regulador de tensão LISTA DE MATERIAIS são eletrolíticos com tensão de traba-
com compensação de temperatura, lho de 35 V, no mínimo; os transisto-
que garante a estabilidade, em P1 é 01 e 02 - BC548 04 e 05 - BC558 res 03 e 06 devem ser montados em
feito o ajuste grosso de tensão, en- 03 - TIP122 I 06 - TIP127 (Darlington) excelentes dissipadores de calor, com
quanto em P2 (potenciômetro Ol, -7815 (regulador de tensão) boa ventilação. Os circuitos integrados
multivoltas) é feito o ajuste fino. A ten- CI2 ' CI3 - CA3140 (AO) CI2 e CI3 são amplificadores
são proveniente do cursor de P1 é le- Dl a D4- 6 A 1 operacionais do tipo CA3140, não é
LEDl (verde)-LED2 e LED3 (vermelho)
vada à entrada não inversora do C12, aconselhável a substituição destes por
C, e C2 - 2200 ~F x 35 V Capacitores
que está configurado como seguidor equivalentes. Deve-se dar atenção es-
Eletrolíticos
de tensão e CI3 está configurado como C3 a C7 - O, 1 ~F Capacitores de pecial para a montagem dos resistores
amplificador inversor com ganho igual poliéster de 0,33 Q x 2 W, estes deverão ser
a 1. Os transistores 03 e 06 formam o Rl - 4,7 kQ - 1/8 W montados a uma distância de 5mm da
boosterde corrente, já que os integra- R2 e R3 - 1 O kQ - 118 W placa de circuito impresso devido à
dos não tem condições de fornecer R4 e R5 - 1,2 kQ - 1/8 W sua dissipação de calor, este mesmo
°
toda a corrente. Finalmente, 1, 02' 04' R6 e R7 - 0,33 Q - 2 W
Rs e Rg - 3,3 kQ - 1/8 W
procedimento deve ser utilizado para
05' R6' R7' LED2 e LED3formam a pro- os diodos. O potenciômetro P1 é de
teção contra curto-circuito das saídas. T, - Transformador 110/220 V para 10 kQ Un. Enquanto P2 é do tipo
18+18 V x 2A
multivoltas, que pode ser encontrado
81- Chave Lig/Desliga
nas boas casas do ramo.
82 - Chave HH
MONTAGEM Fl - Fusível de vidro de 0,5 A
Para os leitores que desejarem
Outros: uma fonte que forneça uma corrente
Na figura 2 é sugerida a placa de Knob para potenciômetros maior, é sugerida a configuração mos-
circuito impresso pela face dos com- Cabo de alimentação trada na figura 4. Esta fonte é similar
ponentes e na figura 3 é mostrada a Bornes: 1 - vermelho (+ saída) à descrita anteriormente, com a res-
placa de circuito impresso pela face 1 - Preto (GND) salva de que é capaz de fornecer uma
cobreada. Os capacitores de 2.200 IJF 2 - Verde (-saída) corrente de 5 A. •

Figura4

•.• ---....-+--f---o+ Sarda


C1
2.200 pF
35V

C6
0,1 pF

6
Rg
1,8 kO

t---++-<> GND

7
6

R3 RS
10 kO 1,8 kO

** Dissipador
de calor
~---""-+--.--o-Salda

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 37


j} em
~ ~""~~
Notícias
\$ ~ JEFF ECKERT

TECNOLOGIAS AVANÇADAS menor do que os atualmente possí- boratório, o mesmo princípio poderá
veis. Lau também tem planos para ser usado para criar uma CPU mag-
Pergunta: Qual é a velocidade da baixar a velocidade da luz ainda mais, nética programável. Os resultados fi-
luz? Se você respondeu "38 milhas por para algo em torno de 1 cm por se- nais deverão ser computadores de
hora" aproximadamente 50 km/h, sua gundo. Entretanto, esqueça-se da pos- bolso muito mais poderosos que os
resposta está correta. Uma equipe de sibilidade de repetir o experimento em atuais mainframes. Para mais detalhes
físicos da Universidade de Harvard casa. Infelizmente, ele requer um vá- consulte: www.techtransfer.anl.gov/
(www.harvard.edu) usou um novo es- cuo centenas de trilhões de vezes techtour/spintronics.html.
tado da matéria, observado pela pri- menor do que a pressão do ar no ní-
meira vez em 1995, para reduzir a vel do mar e temperaturas quase um Pesquisadores do laboratório da
velocidade da luz. bilhão de vezes mais baixas do que Divisão de Tempo e Frequência do Ins-
Quando os átomos se compactam as do espaço interestelar. tituto Nacional de Padrões e
em distâncias muito pequenas uns dos Tecnologia em Boulder, Colorado
outros, o que ocorre em temperaturas Uma pesquisa no Argonne (www.nist.gov) fizeram a primeira ob-
extremamente baixas e num vácuo National Laboratory sugere que os servação da fusão quântica de quatro
quase perfeito, eles perdem sua iden- grandes desenvolvimentos nas partículas. O experimento é conside-
tidade como partículas individuais e tecnologias de RAM e CPU poderão rado um passo essencial em direção
se comportam como um "super-áto- permitir uma transformação da eletrô- ao futuro desenvolvimento de um com-
mo" com características similares às nica para a "spintrônica" - memória putador quântico - um dispositivo cujas
de um faser. E, tal como um meio exó- com processamento e arrnaze- capacidades de computação seriam
tico conhecido como condensador namento magnético. Os dispositivos definidas pelas leis da física quântica.
Bose-Eistein, ele pode ser usado para de hoje são baseados em sernicon- Fusão é uma forma de união entre
reduzir a velocidade de um feixe de dutores dinâmicos que usam uma car- duas ou mais partículas onde algumas
luz de um fator de 20 milhões de ve- ga elétrica para processar e armaze- das propriedades quânticas destas
zes. "Neste estado ímpar da matéria, nar informações perdendo toda a in- partículas passam a ser compartilha-
a luz toma uma dimensão mais huma- formação quando a alimentação é das. O interessante disso é que as "in-
na, o que permite que você até a to- desligada. Os dispositivos magnéticos formações" sobre as propriedades das
que", de acordo com Lene Lau, um fí- spintrônicos usam o spin de um elé- partículas a serem unidas passam
sico da Universidade de Harvard que tron para armazenar informações em entre elas, mesmo quando as partí-
liderou a equipe. No futuro, baixando lugar de sua carga elétrica. Devido ao culas ficam bem separadas umas das
a velocidade da luz será possível ob- fato de que os imãs tendem a ficar outras. (Albert Einstein chamou este
ter uma certa quantidade de conse- magnetizados mesmo quando a ali- fenômeno de "ação fantasma à distân-
quências práticas incluindo a possibi- mentação é retirada, um dispositivo cia, e isso permanece até hoje como
lidade de se enviar dados, som e ima- baseado no spin pode reter dados uma dos mais intrigantes mistérios da
gens usando menos espaço e menos mesmo quando desligado. Usando o mecânica quântica). Para conseguir
potência. Da mesma forma, os resul- conceito do Argonne Lab. pode-se este estado, os pesquisadores do
tados obtidos pelo experimento de Lau usar uma tensão para inverter os spins NIST confinaram quatro átomos
poderão ser usados para criar novos dos elétrons num sentido e noutro, de ionizados de berilo numa armadilha
tipos de sistemas de projeção a laser, modo a representar "zeros" e "uns" bi- eletromagnética de tal forma que eles
e câmeras de visão noturna com con- nários, criando-se assim uma RAM ficaram igualmente espaçados numa
sumos de energia milhões de vezes estática. De acordo com o mesmo la- linha. Eles usaram então, laser para

38 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


resfriar os átomos próximo do zero quer dizer que devemos esperar para A técnica utiliza um material conheci-
absoluto e os forçaram de modo a irem ver o que acontece. do como "Iow-k-dieletric" para blindar
todo para o mesmo estado de spin (os milhões de circuitos individuais de
átomos podem ter apenas dois esta- A Seagate Technologies parece cobre num chip, reduzindo as interfe-
dos de spin). A luz sintonizada do laser pronta para entrar no mercado de dis- rências cruzadas entre fios que podem
fez então com eles perdessem a cos rígidos de 15000 rpm que, segun- afetar a performance do chip e causar
repulsão mútua criando uma super- do se afirma, deve ser 26% mais rápi- perdas de energia. Enquanto a IBM é
posição dos quatro átomos com os do no acesso de dados e realizar 33% a dona da técnica, o material "Iow-k" é
dois spins ao mesmo tempo. Se este mais operações I/O por segundo que produzido pela Cow Chemical Co.
princípio puder ser expandido para os discos existentes de 10 000 rpm. O Para tornar mais rápida a introdução
mais átomos, ele poderá ser usado drive Cheetah X15 estará no estágio de novos produtos baseados nesta
como base para um computador de amostragem na época da redação técnica no mercado, a IBM anunciou
quântico. Os cientistas predizem que desta coluna, tendo a produção em também um produto de consumo cha-
tal computador poderia armazenar e escala prevista para o terceiro semes- mado Cu-11. Este circuito integrado de
processar superposição de números tre deste ano. O drive de 3,5 polega- aplicação específica deve ser manu-
em paralelo, usando ligações extras das tem uma capacidade de 18,4 GB, faturado pelo processo da IBM de 0,13
por fusão. Um computador quântico um tempo médio de procura de 3,9 ms mícron, resultando na fabricação de
poderia resolver rapidamente muitos e uma velocidade média de transfe- chips de 0,11 mícrons (mais de 900
problemas que hoje exigem muito rência de dados de 42,5 MB por se- vezes mais finos que um cabelo hu-
mais memória do que os computado- gundo. Para ter um, você deverá pa- mano). O Cu-11 permite o projeto de
res atuais podem manusear. gar nos Estados Unidos algo em tor- chips com 40 milhões de portas ou
no de 1 000 dólares. circuitos. A IBM planeja fazer kits de
projeto Cu-11, incluindo software com
COMPUTADORES E REDES ferramentas de projeto, disponíveis a
CIRCUITOS E COMPONENTES partir de julho para permitir aos clien-
A maioria das notícias da indústria tes desenvolver uma nova geração de
de computadores focaliza computado- A Analog Devices (www.analog. chips capazes de equipar servidores
res acabados e tecnologias de ponta, com) introduziu no mercado o seu de acesso a Internet, telefones celu-
mas ainda assim existe alguma ativi- Dynamic InternetVoice Access (DIVA), lares com baixos consumos e redes
dade interessante para alimentar os uma combinação de hardware e avançadas de comunicações. Mais
noticiários. A Via Technologies (www. software para o processamento de informações em www.chips.ibm.com
via.com.tw) entrou no mercado de PCs voz, que permite uma qualidade de
de baixo custo com o processador conversação de linha telefônica pela
Cyrix 111. Disponível com velocidades Internet. Uma parte do hardware con- INDÚSTRIA E PROFISSÕES
de clock de 400 ou 433 MHz, este siste no ADSP-21 mod9.80, um
computador deve competir com as processado r Internet Gateway num Recentemente, a indústria eletrô-
familias AMO K6 e Intel Celeron. Ape- único chip. O dispositivo integra um nica fez uma pausa para reverenciar
sar dos competidores serem um pou- processador de sinal digital de 600 o passamento de Richard Hodgson
co mais rápidos em termos de veloci- MIPS com voice coding, cancelamen- (83 anos), que morreu num acidente
dade de clock, o Cyrix 111 usa um to de eco, RTP framing, etc. O dispo- de carro na ilha de Barbados. Gradu-
barramento de 133 MHz para a trans- sitivo possui uma memória RAM on- ado em 1937 pela Universidade de
ferência de dados internos, o que é board de 16 MB que elimina a neces- Harvard, Hodgson esteve envolvido no
consideravelmente melhor do que os sidade de memória externa. Ele pode desenvolvimento da TV, reatores nu-
66 MHz usados pelos chips Celeron. manusear até 40 canais simultanea- cleares e radar. Cedo em sua carreira
Ele também usa o mesmo projeto do mente, usando apenas 25 mW de po- ele trabalhou como engenheiro de
Socket 370, o que significa que o chip tência por porta. O dispositivo conver- operações na Standard Oil, como en-
é fixado diretamente na placa-mãe te sinais de dados e voz obtidos em genheiro de projeto na Lockheed e
projetada para componentes Intel. A linhas telefônicas públicas em paco- como diretor da Comissão de Energia
estratégia de marketing da Via tes de dados e voz conforme os pro- Atômica em Brookhaven, New York.
Technologies diz fornecer a mesma tocolos da Internet (IP), e faz o inver- Em 1948 ele fundou o Chromatic
potência por menor preço, o que pode so também. O preço inicial para quan- Television Labs que desenvolveu o
ser a boa notícia para os comprado- tidade a partir de 1000 é de 250 cinescópio Trinitron, mais tarde licen-
res que não precisam de capacidade dolares cada. ciado pela Sony. Ele também foi ins-
excepcional e desejam economizar, trumento na fundação da Fairchild
particularmente se o Cyrix 111 come- A IBM desenvolveu uma técnica de Semiconductor. Em 1980 ele tornou-
çar uma guerra entre os fabricantes manufatura que permite construir se um investidor original e membro da
de chips. Entretanto, até o momento microchips com um aumento de até mesa da recém fundada Intel Corpo
em que escrevemos esta coluna, ne- 30% na capacidade de computação e Uma observação feita é que "Hodgson
nhum fabricante de PCs havia anun- na velocidade. Os primeiros chips teve participação ativa na criação de
ciado ainda planos para fabricar má- construídos pelo novo processo de- praticamente todas as empresas do
quinas baseadas no Cyrix 111, o que vem estar disponíveis no próximo ano. Vale do Silício". •

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 39


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N2288 - JANEIRO/97 Nº290 - MARÇO/97 I Mais medidas de tensões no PC / O CAlCC com gerador de sinais conjuga-
Construa um CLP com o Basic Stamp I Foto aérea controlada por Basic Stamp PC e seus componentes I Práticas de do I Starter / Link óptico de áudio I Pro-
Caixas de som multimídia I Melhorando Mini-Curso -Microcontroladores PIC I service / Bicharada eletrõnica / Captador tetor e filtro de rede / EDWin NC I Am-
o desempenho do PC / Disquete de Estabilizador ou No-brake I MIDI I O cardíaco / Torneira automática I Mata plificadores BTLI Fibras ópticas na prá-
Emergência I O formato da fita de vídeo separador de sincronismo IT écnicas de moscas eletrônico I Conversor I tica / Discutindo o ensino técnico da Ele-
e suas limitaçõe I Antenas parabólicas - extração de circuitos integrados I Práti- frequência tensão I Termostato propor- trônica I Basic Stamp - 3' parte I Como
Localizando problemas I Práticas de cas de service I Service em PC I cional / Simulador de tiro I Telefonia funcionam os shift-registers
service I Interface PC de LEDs I Fonte Sinalizador com energia solar I Fonte Computadorizada / Mini Data Log I Am-
de MAT para aerografia I Sinalizador de ajustável I Módulo de contagem de pliando os I/0s no Basic Stamp com o Nº297 -OUTUBRO/97
alto rendimento I Massageador magné- display de cristal líquido I Espanta-bi- EDE300/ O flip-flop JK TV Digital I 7 amplificadores de áudio
tico I USP - Ondas acústicas superfici- chos ultra-sõnico I Alarme de passagem (alta potência) I Procurando coisas na
ais - 68 parte I Perigos da radiação I I Gerador de sinais multicanais I Decodi- N"294 - JULHO/97 Internet I A EletrÔnica na Internet I Prá-
Acessórios para telefones celulares I ficadores piratas de TV - Eles estão che- Fibras Ópticas lOque podemos repa- tica de service I Service de impresso-
Empresas e Negócios I Alternativa eco- gando I Telefonia Celular I rar num PC / CDs e disquetes I Práti- ras I Elo de segurança de AF
nõmica - Energia Solar I Técnicas es- Processadores de sinais digitais cas de service / Reparação de auto-rá- Sirene PLL I Alarme de vibração com
peciais de amostragem e retenção I TMS320 I Diodo laser I Pré-amplifica- dios I Transistores de RF de potência fibra óptica I Inversor I Ganhadores da
Seleção de circuitos úteis I Analisador dores para gravadores - LA3201 para VHF I Controle de motor de passo Fora de Série I Mini-curso Basic Stamp
de TV a cabo I TPIC0298 com o MC 34791 Micro goniômetro para - 4' parte / Módulo LASER semicondutor
N2291 - ABRIL/97 ondas longas e médias I Relé de luz I I Curso de Eletrônica Digital I
N2289 - FEVEREIRO/97 Celulares, pagers e telefones sem fio, a Inversor para o carro / Potenciômetro de Codificadores e decodificadores
Placas de Diagnósticos para PCs I Pro- Philips entra prá valer I Uma introdução toque / Conversor DIA / Fonte de alimen-
blemas nos cabos de ligação I Medidas à lógica Fuzzy I Automação na avicultu- tação(0-15V x 2 A) I Mini-curso Basic Nº298 - NOVEMBRO/97
de tensão no PC I O videocassete ra I Padrões de interfaceamento digital I Stamp / Explorando a Internet / Eletrô- Instrumentação Virtual I Manutenção de
estéreo I Sensores e tipos de alarmes / Navegando na Internet / EMP - Arma nica na história / Seleção de circuitos impressoras jato de tinta / Achados na
Práticas de sérvic / Iluminação noturna capaz de destruir computadores I Práti- úteis / Os flip-flops O e T Internet / Práticas de service
solar / Metrõnomo diferente I Áudio cas de service / Eliminando ruídos em Amplificador PWM (amplificador
Biofeedback / Indicador de sintonia / auto-rádios / Reparando Walkie-Talkies Nº295 - AGOSTO/97 chaveado) / Alarme de código para car-
Restaurador de eletrolítico I Transmis- I Controle Bidirecional de Motores / Células a combustível / Sonar Polarói- ros I Controlador de motor de passo I
sor espião acionado por lu I Robótica & Detector de metais / Dimmer I Mini-cur- de 6500 / Práticas de service ICompo- Mini-curso Basic Stamp - 5' part / Cir-
Mecatrõnica I Controle PWM para mo- so Microcontroladores PIC (parte 2) / Os nentes SMD do PC / Estetoscópio do cuitos com amplificadores operacionais
tores DC I Classificação dos amplifica- radiadores de calor I Manuseio de com- PC I Conversor ajustável de 6 V para O / Fantasmas na Internet
dores I Adaptando fone num televisor I ponentes MOS I LB14071 LB1417 a 30 V x 500 mA I Contador óptico de 4 O correio eletrônico I TV Digital - 11 I
Seleção de circuitos úteis I LA55111 dígitos I Alabel - Banco de dados de Curso de Eletrônica digital - 2' parte
LA5512 - Controles de velocidade com- N2292 - MAIO/97 componentes eletrônicos / Mini-curso Conheça os multiplexadores I
pactos para motores DC I Multiplicador Cinescópio de plasma I Como instalar Basic Stamp - 2' parte I Propriedades demultiplexadores I LA4100 ILA4101/
de tensão um MODEM I TV, vídeo e micro - um e aplicações das fibras ópticas I Easy LA4102 Amplificadores de áudio para
problema de compatibilidade I Os- Peel - Placas de circuito impresso por toca-fitas
ciladores controlados pelo PC IRe- decalque I Discutindo o ensino técnico
cuperação de componentes I Análise de Eletrônica I Capacímetro digital / Nº299 - DEZEMBRO/97
de fonte chaveada de TV I Praticas de Seleção de circuitos úteis / Conheça o RISC/CISC I Manutenção de monitores
service I Ponte de Wheatstone / Interface flip-flop RS de vídeo / Mensagens de erros para pro-
de tela para PC I Medidor de intensida- blemas de hardware I Práticas de
de de Campo I Telexpo I Mini-curso / N"296 - SETEMBRO/97 service: Casos selecionados de som I
Microcontrolador PIC (parte 3) I Como Achados na Internet / Como instalar sis- Controle de foto-período I Chave de
funciona o Basic I Stamp BSI-IC I Usan- tema de som ambiente / LA5112 - Fon- segurança I Frequencímetro de áudio I
do uma porta serial do TMS320C30 te chaveada para TV (Sanyo) / Mixer di- Chave digital inteligente I Circuito expe-
como porta assíncrona RS-232 / gital chaveado I Fonte de alimentação rimental com PUT / Fonte de alimenta-
Girofone I TLC2543C conversor AIO de
12 bits/LB1419-lndicadorde nível com
LEDs

N2293 - JUNHO/97
Monte um relógio digital I Conexões no
PC utilizando a porta serial e o CI
EDE300/ Interface de potência para PC
ção especial / VCO TIL / Fonte de ali- LM6164/LM6264/LM6364 - amplificado- tenda os monitores de vídeo / Informa- Sensoriamento Remoto / Técnicas de
mentação regulada / Achados na res operacionais de alta velocidade ções úteis Interfaceamento / Medindo a Potência
Internet / Curso de Eletrônica Digital - de um Amplificador de Áudio / Diagnos-
3" parte/LB1403/1413/1423/1433-ln- Nº304 - MAIO/98 Nº308 SETEMBRO/98 ticando Problemas em VCRs / Reparan-
dicador de nível de tensão AC/CD / Kit HVT - JFET - PowerMOS - THY - GTO - Microcontrolador National COP8 / Prá- do Multímetros / Práticas de Service /
didático para estudo dos microcon- IGBT - Você conhece todos estes ticas de service / O osciloscópio na aná- Mini-Curso COP8 / Achados na Internet
troladores 8051 semicondutores de potência? lise de circuitos sintonizados / Circuitos Práticos com DIACs / Música
Controle automático de nível de ilumi- Primeiros passos - COP8 / Sensores e Eletrônica: Circuitos de Percussão / Cir-
Nº300 - JANEIRO/98 nação / Achados na Internet acionadores para Eletrônica Embarcada cuitos e Informações / Entenda o Siste-
Sistema de acionamento de veículo elé- Os CLPs e sua linguagem de contatos - / Achados na Internet / O telefone Dialog ma Móvel Celular / Condutivímetro de
trico movido a energia solar / DSPs - (2" parte) / Instalação, programação e 0147 / Curso básico Eletrônica Digital- Duas Pontas para Polímeros Conduto-
Processadores de sinais digitais / Cam- operação de micro PABX (11) / Disco (12" parte) / Controle remoto por raios res / Megômetro / O Novíssimo 555 /
painha acionada do carro / Alarme datilar e teclado telefônico / Curso bási- infravermelhos / lonizador ambiente / USA em notícias
pulsante / Kit didático para estudo dos co de Eletrônica Digital- (8"parte)/ Con- Dispositivo sensor de fluxo de água /
microcontroladores 8051 - Gravador de vertendo sinais analógicos em sinais Oscilador com ciclo ativo selecionável / Nº314 - MARÇO/99
EEPRON / Basic Stamp no ensino técnic digitais / Controle de motores para ro- O gerador de funções 566 / Como fun- Seleção de aplicações para Powers-fets
/ Achados na Internet / Ensino por com- bôs e automatismos / Incrementando o ciona o BIOS / Informações úteis - Re- / Controle remoto multicanal / Códigos
putador / Empresa - Siemens / Teleco- Multimetro Digital/Receptor de VHF gistradores dos modems Hayes de varredura de teclado / TV - Resol-
mando infravermelho de 15 canais atra- super-regenerativo / Monitor de variação vendo problemas de recepção / Práti-
vés de PC / Curso básico de Eletrônica de resistência / Timer de bolso / Carre- Nº 309 OUTUBRO/98 cas de Service / Mini-Curso COP8 ,
/ Digital - (4" parte) / Componentes para gador de pilhas Nicad / Manutenção de Projeto RAP / Reparando unidades de Achados na Internet / Controlando mo-
Informática - ADC 1061 - / Conversor N winchesters disquetes / Práticas de service tores de passo / Usando acopladores
D de Alta Velocidade com 10 bits / Ma- Home-page Saber Eletrônica / Ritmo ópticos / Observando famílias de curvas
nutenção de monitores de vídeo 11 Nº305 - JUNHO/98 alfa e biofeedback/ Ajustando transmis- de transistores / Gerador de funções e
Ganhe dinheiro instalando auto-atendi- sores / COP8 - Comunicação serial / níveis de tensão / Montagens práticas
Nº301 - FEVEREIRO/98 mento telefônico / Mais velocidade para Fonte de referência cc ajustável de alta em telefonia / LM2907 / LM2917 -
Supercondutores / Os discos rígidos o PC MMX? UPGRADE com o Cyrix MII- precisão / Achados na Internet / O pri- Conversores de frequência para tensão
Ainda o osciloscópio / Service de circui- 300 / Diagnosticando problemas do PC meiro circuito a gente nunca esquece /
tos digitais / Práticas de service / Kit di- - mensagens de erros codificadas / Prá- Instalação de chave comutadora em te- Nº315 - ABRIU99
dático para estudo dos micro- ticas de service lefone / Elo de proteção por área / Anti- Controle de Ponto Eletrônico / CoolMos
controladores 8051 / Frequencímetro de O chip que veio do frio - Dispositivos de furto opara computadores / Indicador de , Identificação dos cabos RS-232-C ,
1 Hz a 20MHz / Achados na Internet / efeito Peltier / As configurações dos tempo de corte de energia / Simulador Dipolo de meia-onda / Práticas de
Fonte alternativa para CD player / Teste CLPs - (3" parte) / Seleção de circuitos de presença / Gerados de de barras Service / Como funcionam os aparelhos
de controle remoto / Oscilado r controla- úteis / A fotônica e a nanofotônica /Ins- horizontais / Hugo Gernsback de visão noturna / Mini-Curso COP8' O
do por temperatura / Controle Eletrôni- tal ação, programação e operação de ano dos Smart Cards / Calculando um
co / Curso básico de Eletrônica Digital - micro PABX - (3" parte) / Achados na Nº 310 - NOVEMBRO/98 estabilizador de tensão / Conheça o
(5" parte) / LB1258 - Drive para impres- Internet / Curso básico de Eletrônica Di- COP8 - Controle de servos usando MOSFET , Entrada telefônica
soras gital - (9" parte) / Dimmer de média po- PWM / Medidas de tensão com o rnul- residencial/ Indicador de carga remota
tência / Transforme seu transmissor FM tímetro /lndexCE / O que você precisa /Luz de emergência inteligente / Badisco
Nº302 - MARÇO/98 estéreo - Codificado r FM em multiplex saber sobre o DVD / A invensão do tele- - Campainha e identificado r de linha ocu-
Conheça o PLL / Robótica: StampBug / estéreo para transmissores / Módulo fone e a telefonia no Brasil/Usos dife- pada / Circuitos de segurança / Acha-
O telefone Starlile GTE / "Chama-exten- contador de 3 dígitos / Indicador de ní- rentes para transformadores / Achados dos na Internet' Diodo Impatt
são" telefônica / Conversor série/para- vel de reservatório / ICL 7667 - Driver na Internet / 2 Antenas para trans-
lelo - paralelo/série com PIC / Kit didáti- duplo de mosfet de potência missores de FM /I Fontes para laser Nº316 - MAIO/99
co - (4" parte) / Achados na Internet / semicondutor / Eletrificador de cercas / LabVIEW / Controle remoto de 4 canais
Controle de potência AC com transistor Nº306 - JULHO/98 Fluorescente em 12 V / Reostato para / Sinais do padrão RS-232 / Dicas de
/ Dado digital CMOS / Sintetizador de Montagem passo a passo de uma cen- painel de carro / Como substituir a pla- service - videogames / Práticas de
frequência PLL / Curso básico de Ele- tral Fax-On-Demand / Microcontrolador ca-mãe i Códigos de erros de Post / Apli- Service / Achados na Internet / Ganha-
trônica Digital - (6" parte) / Duas gera- 8051 - Laboratório de experimentação cações avançadas para o 555/556 / USA dores da Fora de Série nº 25 / Modula-
ções a serviço da Eletrônica / Instalan- remota via Internet / Práticas de service em notícias ção em amplitude / O CI PLL / Medidas
do monitores de vídeo / Eletrônica Embarcada: Automóveis In- em transmissores / Usos para o
teligentes / Os CLPs - aplicações e Nº 311 - DEZEMBRO/98 osciloscópio / Distorção de fase / Tele-
exemplos práticos - (48 parte) / Acha- Robô Cop8 / Como funcionam os fone de campanha com disco datilar e
dos na Internet /Instalação, programa- capacímetros / Práticas de service / Ins- sua aplicação no reparo de linhas defei-
ção e operação de micro PABX - (4" trumentos para service em tuosas / Faça-você-mesmo / Seleção de
parte) / Seleção de circuitos úteis / Fu- videocassetes / Saiba mais sobre DVD circuitos úteis / Frequencímetro com o
síveis com fios / Redescobrindo a vál- / Achados na Internet / Conhecendo fios multímetro / Circuitos para o PC / Fonte
vula - Curso básico de Eletrônica Digi- esmaltados / Conheça as pontes / Re- com retardo programado / Novos tipos
tal-(10"parte) / Circuitos de Automação parando teclados / Reguladores de ten- de displays / Regulador de tensão
Industrial/ 100 W PMPO com Power Fet são 7800 / Pager via rede / Gerador de LM723
- um amplificador de altíssima qualida- alta tensão com Diac / Sequencial de 6
óMo til} • N o o Sole G S1-tC
de / SKB2 - Pontes retificadoras de onda canais / Alarme de bateria fraca / Fonte
completa / TL5501 - Conversor ND de galvanoplástica (cromeador de objetos)
6 bits / Pré-amplificador com FET

Nº307 - AGOSTO/98 Nº312 - JANEIRO/99


Utilizando a Internet para experimenta- Mini-curso Cop8 / Grampo telefônico -
ção com o microcontrolador Basic-52 / como fazer/como evitar / Impressora de
Nº303 - ABRIU98 Circuitos Ópticos de Interfaceamento / senha microcontrolada / Procedimentos
Controladores lógicos programáveis / EDE1400 - Conversor Serial/ Paralelo- de limpeza em VCR's / Provador de fly-
Como funciona o radar / Práticas de Dados seriais alimentando impressora back / Práticas de service / Dolby
service especial - PCs e periféricos / paralela / Defeitos Intermitentes / Acha- surround e Pro-Iogic -como funcionam /
Fonte de alimentação para service de dos na Internet / Circuitos de As características técnicas do DVD /
TVC / Achados na Internet / NetSpa / Osciladores / Recebendo melhor os si- Achados na Internet / Telefone padrão
Instalação, programação e operação de nais de TV e FM / Alarme via PABX / brasileiro /Termômetro digital multicanal
micro PABX (I) / Kit didático para estu- Conheça o diodo tunnel / Localize de- empregando LM35 como sensor de tem-
dos dos microcontroladores - 5" parte / feitos em cabos telefônicos / Biônica - A peratura / Dimmer para lâmpadas
Premiação Fora de Série / Iluminação Eletrônica imita a vida / Badisco com halógenas (SLB0587 - Siemens) / Fon-
de emergência / Fonte de 1,2 V a 24 V / proteção acústica / Curso básico de Ele- te de corrente e tensão / Intermitente de
1,5 A / Luz automática para campainha trônica Digital -(11" parte) / Divisor de alta potência
/ Eliminador de efeito-memória / Curso frequências para dois alto-falantes /
básico de Eletrônica Digital (7" parte) / Booster automotivo / Dimmer com Nº313 - FEVEREIRO/99
Norma RS232 para portas seriais / TRIAC / Potenciômetro Eletrônico / En- Módulos Híbridos para Controle e
FILTROS ATIVOS USANDO
AMPLIFICADORES
OPERACIONAIS

o projeto de filtros ativos usando intensidade de acordo sua frequência centa à configuração uma proprieda-
amplificadores operacionais exige um ou então os atenuam. Por este moti- de importante que é a de amplificar
certo conhecimento básico do princí- vo, estes filtros são denominados pas- os sinais de determinadas frequências,
pio de funcionamento de filtros passi- sivos. Na figura 2 mostramos alguns ou pelo menos evitar que os sinais de
vos comuns e do próprio amplificador tipos de filtros passivos bastante usa- certas frequências sofram fortes ate-
operacional. Neste artigo explicamos dos em aplicações práticas. nuações.
alguns pontos importantes que envol- A combinação dos elementos de Isso nos leva a um outro tipo de
vem o cálculo de filtros ativos que um filtro deste tipo com um circuito filtro que apresenta um ganho real na
empregam amplificadores operacio- amplificador como, por exemplo, usan- potência do sinal que está sendo tra-
nais comuns (tanto bipolares, quanto do amplificadores operacionais, acres- balhado.
usando FETs) e que podem ser de
grande utilidade para os leitores que
dB
trabalham com projetos envolvendo
sinais analógicos. O-+------~
Um filtro pode ser definido como
um circuito capaz de se comportar de
maneira seletiva diante de sinais - 20
analógicos de determinadas frequên-
cias. Os filtros que analisaremos po- -40....L..----+-----t-----::II ------+
•..•.... f (Hz)
dem ser incluidos basicamente numa 10 100
das três categorias: passa-baixas, pas- a) Filtro passa-baixas
sa-altas, ou passa-faixa, conforme
deixem passar os sinais de baixas dB
frequências, altas frequências ou uma
faixa definida de frequências. o
As curvas de respostas destes fil-
tros estão representadas na figura 1.
-20
Observamos que em (a), por exem-
plo, temos um filtro passa-baixas em
que todos os sinais abaixo de uma -40 ---'<--+-----+----+-------+
...•..... f (Hz)
determinada frequência, denominada 10 100
"de corte", passam sem sofrer atenu- b ) Filtro passa-altas
ação, enquanto que os demais são
atenuados num grau que dependerá dB
da configuração do filtro.
Na configuração os filtros são for- o
mados apenas por componentes pas-
sivos, tais como resistores,capacitores - 20
e indutores de modo que os sinais
passam sem sofrer nenhum tipo de
-40...l---=-ir-----+---'=-to------+ f (Hz)
amplificação. 10 100
Isso significa que estes filtros ou
c ) Filtro passa-faixa Fig. 1 - Tipos de filtros.
mantém os sinais numa determinada

42 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


L L L FILTRO PASSA-FAIXA

~ C C Neste tipo de filtro temos a passa-


O T T O o~ :r_C ~o
gem de sinais numa determinada fai-
Passa - baixas em 'Ir Passa - baixas em T
xa ou banda de frequência, rejeitando
os demais de todas as outras
c frequências.
O equivalen.te passivo mais comum
faz uso de um indutor e um capacito r
L L (LC). No entanto, nas baixas frequên-
cias o projeto de um filtro deste tipo
torna-se crítico devido à necessidade
0- .•....
-----4_0
de empregar indutores de valores
Passa - altas em iT Passa - altas em T
muito altos.
Fig. 2 - Tipos de filtros Passivos. Utilizando um amplificador opera-
cional temos a vantagem de poder
Estes novos filtros são denomina- Dentre as principais vantagens implementar um filtro deste tipo sem a
dos ativos. apresentadas pelos filtros ativos com necessidade de usar indutores.
Num filtro ativo temos um amplifi- amplificadores operacionais, destaca- Na figura 3 temos um exemplo de
cador que pode adicionar energia ao mos as seguintes: filtro ativo bipolar tendo por base um
sistema resultando ao mesmo tempo amplificador operacional com FET, do
um efeito de filtragem e um ganho real • Não temos perdas por inserção. O tipo TL081.
de potência para os sinais que "pas- sistema pode proporcionar ganho Este circuito é indicado para apli-
sam" pelo circuito. quando necessário. cações que exijam fatores Q menores
Outras vantagens podem ser • Custo baixo. Os componentes que 10, e o ganho será ligeiramente
apontadas nos filtros desse tipo como, usados nos filtros ativos são maior do que a raiz quadrada do fator
por exemplo, a possibilidade de modi- menores do que os equivalentes Q escolhido. Assim, para um fator Q
ficar a impedância sem perdas, ou ain- necessários nos circuitos passivos. igual a 5 teremos um ganho de ten-
da de associar diversas etapas de • Melhor sintonia. Os filtros ativos são pouco maior do que 2.
filtragem sem se obter uma queda podem ser facilmente sintonizados Os valores dos componentes para
muito grande na intensidade do sinal. e ajustados numa ampla faixa de este filtros são calculados pelas se-
Funções de alto Q em baixas fre- frequências, sem alteração das guintes fórmulas:
quências podem então ser implemen- curvas de resposta.
R1 = Q
tadas sem a necessidade de usar • Melhor isolação: a elevada 2x ll.fxGXC
indutores de valores muito altos, como impedância de entrada dos circui-
ocorreria se filtros passivos fossem tos e baixa impedâricia de saída
R2 = Q
usados. faz em com que haja um mínimo (2xQ:l - G) x2x ll.fxC
Nos circuitos de baixa frequência, de interação entre os circuitos de
não necessitar de indutores é muito entrada e saída e a própria carga. 2xQ
R3 = R4 = _--..:::::.--
importante, pois estes componentes 2x ll.fxC
quando tem valores altos são caros,
pesados e volumosos. A seguir damos alguns circuitos Onde:
Conforme a configuração os filtros práticos de filtros ativos com as fórmu-
podem ser projetados com caracterís- las para calcular sua frequência de =
f frequência central do filtro, em hertz
ticas de atenuação que vão de 6 a 50 operação em função dos valores dos (Hz)
dB por oitava. componentes usados. Q = fator de qualidade
G = ganho de tensão
C = capacitância, em farads (F)

Tomemos como exemplo o cálculo


de um filtro que tenha por frequência
5 central 800 Hz e que use como R2 um
~'----~_-oSafda
potenciômetro com duas vezes o va-
lor calculado de modo a se poder ajus-
tar precisamente a frequência. Este
valor maior é sugerido para compen-
sar as tolerâncias dos demais compo-
nentes.
Para a faixa de áudio os valores dos
Fig. 3 - Filtros Passa-Faixa
com o TL081.
.:te capacitores estão tipicamente entre 10
e100nF.

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 43


Considerando:
~ f = 800 Hz
Q=5
G=2
C = 10 nF
Entrada
Temos: >-----.-----E) Sarda

Rl= Q
2x 1fixGxC
5
Rl=-----------------.~
6
(6,28)x(800)x(2)x(0,0!xl0 ) Filtro5 - Filtropassa-baixas
comamplificador
operacional
TL081.
Rl = 49,76lohms = 50kQ
impedância e o amortecimento (ou seu 1,586 (+4 dB) para uma rede
inverso que é o fator Q). Butterworth de segunda ordem, e este
Na figura 5 temos uma configura- é o único ganho que faz com que o
R2 = Q
(2xQ2 - G)x2x '1IjxC ção simples que faz uso de um ampli- circuito funcione apropriadamente.
ficador operacional como seguidor de Como o amplificador operacional
5
R2=------------------~ tensão. opera na configuração não inversora,
(50 - 2)x( 6,28)x(800)x(0,0 1x10-6)
Neste circuito os capacitores apre- o resistor de realimentação deve ser
R2 = 20730hms = 2,2kQ sentam um efeito muito pequeno nas 0,586 vezes o valor do resistor de en-
baixas frequências, o que resulta trada RA de modo a se fixar o ganho
numa resposta plana nesta região do em 1,586.
2xQ
R3= R4 =---- espectro. No entanto, nas altas Para projetar um filtro passa-baixas
2x j[XjxC frequências os capacitores desviam com frequência de corte de 1500 Hz
10 separadamente o sinal para pontos de proceda da seguinte maneira:
R3 = R4 = ------------:- baixa impedância, o que faz com que Fixe RA em 47 kQ. RB deverá ser
(6,28) x(800)x(0 ,01x10 - 6)
a resposta caia. então RA x 0,586 ou aproximadamen-
R3 = R4 = 199,045 = 200kQ Um filtro de duas etapas faz com te 27 kQ. Se fixarmos os capacitores
que a resposta nas altas frequências em 10 nF, os resistores serão selecio-
Na figura 4 temos a curva de res- caia com o quadrado da frequência, nados pela seguinte fórmula:
posta deste filtro. Esta curva tem como daí o nome de ''filtro de segunda or-
referência uma tensão de entrada de dem" para esta configuração. 1
R1=R2=----
4,4 Vpp. A resposta começa plana nas 2x l1jxC
frequências mais baixas para cair de-: 1
pois com atenuação de 12 dB por oi- R1=R2=------------:~
dB 10 100 (6,28)x(1500)x(0,0 1x10-6)
tava inicialmente, ou 40 dB por déca-
da, passando a frequência de corte. R1 = R2 = 10,617kvhms = lOkQ
-10
Uma boa aproximação para o cál-
-20
culo deste tipo de filtro pode ser obti- A simples troca de posição entre
-30 da com a fixação de R1 igual a R2 e C1 os resistores e os capacitores nos leva
-40-'--'""' igual a C2. Assim, a frequência de cor- a um filtro passa-altas, que é mostra-
te pode ser calculada por: do na figura 6. O cálculo dos compo-
-50
1 nentes e o ganho são os mesmos do
Fig.4 - Resposta
dofiltrodafigura3. .fo =--- circuito anterior.
2x nRxC Na figura 7 temos as curvas de res-
FILTROS PASSA-ALTAS Temos aqui o filtro de "componen- posta em frequência para as duas ver-
E PASSA-BAIXAS tes iguais" com uma faixa passante de sões.

Dos muitos tipos de filtros que po-


dem ser usados para deixar passar
somente altas ou somente baixas C1 C2
frequências, o "Butterworth" é um dos 10nF 10nF
Entradao--J •...•~....- .•• - ...•...
---1
melhores. Filtros complexos usam nor-
malmente redes de primeira e segun- ~----t----o Sarda
da ordem. As redes de primeira ordem
não são muito úteis porque só pode-
mos controlar a frequência central,
enquanto que, usando filtros de segun-
da ordem podemos controlar além da
Fig.6 - FiltroPassa-altas
como TL081.
frequência central também a

44 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


Q
Fig. 7 - Curvasde respostas Rl = 2x J/A.fxCxG = 2388,Sohms
o -----------;,------- dos filtros apresentados.
Rl = 2,4lwhms
Q
- 20 R2 = 2x J/A.fxCX(2Q2 _ G) = 298,Sohms
R2 = 3000hms
-40.....,;---+-----+---+-------+ f (KHz)
10 100
Q
R3 = -- = 95540hms
J/A.fxC
a) Resposta do filtro passa-altas
R3 = 10lwhms
dB
Nestas fórmulas temos:
0-+---- . =
G ganho 2 =
Q = fator de qualidade = 3
C = Capacitância = 10 nF
- 20 f = frequência = 10kHz

-40
...•.....
----+-----+---+-------+ f (KHz)
10 100 FILTROS COM GIRADORES
b) Resposta do filtro passa-baixas
Os giradores (gyrators) levam este
nome pelo fato de seu princípio de fun-
FILTRO PASSA-FAIXA COM múltipla onde o amplificador opera- cionamento apresentar uma certa ana-
REALIMENTAÇÃO MÚLTIPLA cional funciona como um inversor. logia com os giroscópios mecânicos.
O resistor R3 ligado entre a saída e Um girador pode comportar-se
o filtro básico passa-faixa de múl- a entrada inversora fixa o ganho e a como um indutor e num filtro ativo isso
tiplo feedback ou realimentação é corrente através do capacitor C, que, é importante, pois conforme explica-
empregado quando se deseja um fa- por sua vez, determina a frequência mos no início do artigo, os indutores
tor Q da ordem de 15 e um ganho "mo- de operação. O capacito r C2 proporci- para baixas frequências devem ser
derado". A única dificuldade que po- ona a realimentação da saída para a evitados por serem pouco práticos
demos encontrar na utilização de tais junção de R, com R2• Os capacitores como componentes.
filtros é que à medida que o fator Q C, e C2 devem ser sempre do mesmo Uma indutância apresenta uma
aumenta, eles se tornam mais críticos valor. O resistor R2 pode ser ajustável impedância dada por:
acentuando-se a dificuldade em se para se fazer a sintonia.
obter a sintonia correta. A frequência de operação é dada ZL = jx2x .5IX.fxL
A experiência mostra que filtros pela seguinte fórmula: .
passa-faixas ativos de alta performan- 1 Onde:
ce e alto Q não podem ser projeta dos
eficientemente com um único amplifi-
.fo = 1 x[1-x---
Rl R2]2 + ZL é a impedância, em ohms
f é a frequência, em hertz (Hz)
2x ~C R R1xR2
cador operacional. L é a indutância, em Henry (H)
Assim, as versões com um único Ao projetar um filtro deste tipo par- j é o operador imaginário que equi-
operacional são indicadas para os ca- te-se de C, e C2 com valores iguais, vale a H, necessário pelo fato de
sos em que se necessita de baixos entre 10 e 100 nF para a faixa de haver uma rotação de fase onde a cor-
fatores Q (entre 2 e 5, tipicamente). Por áudio, o que resulta em valores razoá- rente se adianta em relação à tensão.
sorte, valores nesta faixa são indica- veis para os resistores. Vamos supor Para simular uma indutância pre-
dos em muitas aplicações práticas em o projeto de um filtro para 10kHz com cisamos de um circuito que satisfaça
áudio como, por exemplo, equaliza- fator Q de 3 e um ganho 2. esta equação.
dores, controles de tonalidade, etc. Na figura 9 mostramos um diagra-
Na figura 8 temos um circuito de Os três resistores são calculados ma básico de tal circuito.
uma única etapa de realimentação pelas seguintes fórmulas: Os amplificadores A e B são do tipo
"Operacional de Transcondutância"
(aTA) e devem ser iguais, exceto pelo
fato de que um deles serve para inver-
ter a fase do sinal.
Para efeito de cálculo, supondo G
o ganho temos:
Entrada 0----1_.1--+--11 •.- ..•.--i
>--- ...•...
----0 Sarda

TL081
IOmll = IOm21
Fig. 8 - FiltroPassa-Faixacom uma
Para o circuito mostrado, temos
etapade realimentaçãomúltipla.
especificamente:

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 45


~
Iin=GmxE1 (I)
Zin=Ein/lin (11)
Ein=-Ic/Gm (111)
r-------------------~----~
: MIMI CAIXA DE REDUÇAO :
Substituindo as equações I e 111
na equação 11 temos:
~-----------------------~
É o menor microrredutor do mecardo
com grande torque e baixo consumo por
(-lc! Om)
Zin = micromotor de 3 VCC com saídas até
OmxEl de 300 RPM. Indicado para efeitos de
1 -lc luz para discotecas, movimentar ante-
Zin = x-- nas, cortinas, displays, chocadeiras, ani-
OmxEl Gm mação de bonecos, bombas peristáticas,
-lc equipamentos de laboratórios e
Zin = OnrxEl (IV) automação em geral.

Mas, como Ic é dado por: 'I

El El
lc = - - ------
Xc (1/ jx 2x J/ÃjxC) PEDIDOS
Verifique as instruções na solicitação de compra da
lc = - jx(2x J/ÃjxC)(V) última página. Informações pelo telefone
(Oxx11) 6942-8055.Disque e Compre.
Substituindo a equação (V) na SABER PUBLICIDADE E PROMOÇÕES LTDA. Rua
equação (IV) temos: Jacinto José de Araújo, 309 - Tatuapé - São Paulo - SP

zi»
.
.
=
- (- jx 2x J/ÃjxC)xE 1
On?I!El
- (- jx 2x JjxC)
~------------------------~
Zm = On?
MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES
jx2x J/ÃjxC
Zin = On? (VI) GUIA PARA FUTUROS PROFISSIONAIS
A equação (VI) pode ser melhora-
da , se fizermos:
Neste livro você encontrará
C tudo o que precisa .saber so-
L = -(VII)
gn? bre configurações e defeitos dos
Rearranjando a equação chegare- microcomputadores, como insta-
mos então à: lar periféricos e fazer Up-grades.
Também saberá interpretar as
Zin = XL = jx2x JlX.fx(C / Grd)(VIll) mensagens de erros com as pos-
síveis causas e procedimentos para
Esta equação corresponde justa- sanar problemas de hardware e
mente à de uma indutância, mas sem software.
precisarmos usar um indutor ''físico'' no Nesta obra você encontrará os de-
circuito. Isso quer dizer que este cir- feitos que ocorrem no PC através de
cuito pode ser usado eficientemente sintomas e causas, e como evitar pro-
para simular um indutor. - blemas devido a má instalação, energia
elétrica imprópria e até mesmo fenôme-
nos atmosféricos como descargas elétri-
cas e tempestades.

Pelo telefone: ( O XX 11) 6942-8055 ou pelo


site www.sabereletronica.com.br
Fig.9 - Simulandoumaindutância.

46 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


Existem aplicações em que é necessário gerar um pulso retangular de
duração determinada em função de pulsos de entrada cuja intensidade e
duração podem variar. Isso é requerido, por exemplo, nos circuitos de en-
trada de freqüencímetro e em outras aplicações que envolvam o trabalho
com sinais analógicos excitando circuitos digitais. O circuito que damos
como sugestão a seguir pode operar com sinais de até uns 200 kHz, e com
alimentação de 5 V tem uma saída compatível com lógica TIL.

o circuito que apresentamos pode alto depende do ajuste de Pl' de R1 e se encontrava com suas armaduras no
ser usado em conjunto com outros também do valor de Cx' nível alto e portanto descarregado,
para se obter sinais retangulares de Este componente, Cx, deve ser es- carrega-se via R4 levando o pino 2 ao
duração constante a partir de pulsos colhido de tal forma que não tenha- nível baixo por um instante.
de um oscilador ou de outra fonte que mos um tempo de disparo igualou O resultado disso é o disparo do
não tenham o mesmo padrão. maior que o intervalo normal entre dois monoestável com sua saída indo ao
Como foi indicado na introdução, pulsos de entrada. Se isso ocorrer, nível alto pelo tempo ajustado em P1
este circuito pode ser usado para ex- conforme mostra a figura 1, não tere- e dependente de Cx.
citar um contador a partir de pulsos mos pulsos gerados na saída, mas
que não sejam próprios para operar sim, a permanência no nível alto. An-
com lógica TIL ou CMOS. Na entrada tes mesmo que a saída volte ao nível MONTAGEM
de instrumentos como freqüencíme- baixo teremos o seu redisparo.Uma ta-
tros e medidores de rotações por mi- bela junto ao diagrama associa este Para uma montagem experimen-
nuto, este circuito pode ser aproveita- capacitor aos tempos de duração dos tal com o aparelho isolado podemos
do com facilidade. pulsos de saída. partir do circuito da figura 2.
A tensão de alimentação pode ser Para o disparo usamos um transis- Este circuito pode ser montado
de 5 a 15 volts, o que facilita bastante tor de modo a aumentar a sensibilida- numa matriz de contatos ou ainda
sua utilização com outros aplicativos. de do circuito. Assim, a cada pulso de numa pequena placa de circuito im-
Na nossa versão colocamos um entrada o transistor conduz levando o presso, conforme mostra a figura 3.
controle de intensidade do sinal de seu coletor ao nível baixo. Isso signifi- Evidentemente, se este circuito fi-
saída, mas trata-se de componente ca que o capacito r C2 que até então zer parte de algum outro projeto como,
opcional, pois sua
utilização depende
da aplicação que se
~ ~I L Sarda de pulsos
por exemplo, a entrada
de um freqüencímetro,
o padrão sugerido de
tem em mente. placa pode ser incorpo-
--+1 I+- t = Tempo do monoestável rado ao padrão do pró-

COMO FUNCIONA

O que temos ba-


~"",,--_n_ Disparo
normal
prio instrumento obten-
do-se uma placa única.
Os resistores são
de 1/8 W e o transistor
sicamente é um cir- admite equivalentes.
cuito integrado 555 Intervalo entre Os potenciômetros ou
na configuração pulsos menor que t trimpots não são críti-
monoestável onde a cos e os capacitores
duração do pulso de Salda podem ser cerâmicos
saída, ou seja, o tem-
po em que a saída
permanece no nível
J contínua

Figura 01 - O intervalo mínimo entre os pulsos deve ser maio que t.


ou de poliéster, exceto
C4 que é um eletrolítico
cuja tensão de trabalho

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 47


+5a+15V depende da tensão usada na alimen-
tação.

4 8 PROVA E USO
C4
100 pF Para provar, basta alimentar o cir-
CI1 3
C2 cuito e ligar sua saída num osciles-
555
10 nF 7
cópio . Aplicando pulsos de excitação
Entrada C1 F
na entrada devemos observar os pul-
A 10n sos de saída no osciloscópio, e ajus-
~ CX tar sua duração em P1. Sua intensida-
(*) de será ajustada em P2'
Podemos aproveitar este teste
OV
para fazer eventuais alterações de
valores Cx, conforme a aplicação.
(*) Ver texto
Comprovado o funcionamento, é
Figura 02 - Diagrama do aparelho.
só usar o paparelho. -

LISTA DE MATERIAL

Semicondutores:
Cl1 - 555 - circuito integrado, timer
O, - BC548 - transistor NPN de uso
geral ~
Resistores (1/8 W, 5%):
a, R2' R4 - 10 kQ
R3' R5 - 4,7 kQ
P1 - 100 KQ - trimpot ou
potenciômetro
P2 - 10 KQ - trimpot ou
potenciômetro
Capacitores:
C1, C2 - 10 nF - cerâmico ou
poliéster
C3 - 100 nF - cerâmico ou poliéstes
C4 - 100 ).JF- eletrolítico - ver texto
J:"IH_ Cx - ver texto -10 nF a 10).JF
A-- •....
Diversos:
Placa de circuito impresso ou matriz
de contatos, fio, solda, soquete para
..QI o integrado, botões para os
potenciômetros, etc.
Figura 03 - Placa de circuito impresso do oscilado r gatilhado.

Kit completo:
Placa montada sem gabinete
Fonte com cabo conector
IN: 110/220 V AC
OUT: 12 VAC 200mA
Manual de instruções
Preço R$ 89,90 + Desp. Sedex
Possibilita a produção de efeitos de eco a
partir de sinais de áudio ou voz. Pode ser Kit parcial:
Placa montada sem gabinete
conectada em microfones, guitarras instru-
Manual de instruções
mentos musicais eletrônicos, pré-amplificado- Preço R$ 76,00 + Desp. Sedex
res, mesas de som, sistemas de Karaokê, etc.

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48 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


LITERATURA TÉCNICA
MONTAGEM, PROCESSADORES Intel
Autores: Renato Rodrigues Paixão e
MANUTENÇÃO E Renato Honda
176 págs.
CONFIGURAÇÃO DE
COMPUTADORES o objetivo principal deste livro é apresentar a evolução
dos Micropocessadores da Família Intel, partindo do
processador 4004 até o Pentium 111,e as tecnologias
PESSOAIS introduzidas com eles, tais como: MEMÓRIA CACHE, MMX,
EXECUÇÃO DINÃMICA, DIB, AGP, entre outras.
240 Páginas São apresentadas também as características técnicas
Autor: Edson D'Avila de Chipsets, Memórias ORAM e comparações de desempe-
Este livro contém informações nho entre os prodessadores, levando-se em conta os três
vetores (INTEGER, FP e MULTIMEDIA), tornando o livro
detalhadas sobre montagem de
uma excelente fonte de informação e também auxiliando na
computadores pessoais. Destina-
escolha adequada de processadores, memórias e chipsets
se aos leitores em geral que se para a aquisição de PCs, ou especificação de Hardware
interessam pela Informática. É um para consultores ou departamentos técnicos.
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estão baseadas nos melhores pro-
dutos de informática. Ilustrações
Um livro dedicado às pessoas que desejam conhecer e pro-
com detalhes requíssimos irão gramar o PIC. Aborda desde os conceitos teóricos do compo-
ajudar no trabalho de montagem, nente, passando pela ferramenta de trabalho (MPASM). Desta
configuração e manutenção. forma o MPLab é estudado, com um capítulo dedicado à Simula-
Escrito numa linguagem sim- ção e Debugação. Quanto ao PIC, todos os seus recursos são
ples e objetiva, permite que o lei- tratados, incluindo as interrupções, os timers , a EEPROM e o
tor trabalhe com computadores modo SlEEP. Outro ponto forte da obra é a estruturação do texto
pessoais em pouco tempo. Anos que foi elaborada para utilização em treinamento ou por autodi-
de experiência profissional são datas, com exemplos completos e projetos propostos.
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ção de circuitos. Nele você encontrará, de forma simples e
direta, todos os comandos e procedimentos necessários para
montar e simular, passo a passo, o seu circuito, seja digital ou
analógico. Além disso, é descrito o funcionamento dos mais
variados instrumentos usados em um laboratório real,tais como:
Osciloscópio, Gerador de Função, Multímetro, Bode Ploter,
Analisador Lógico e Gerador de Palavras Binárias, sendo for-
necidos exemplos didáticos de aplicação com eles.
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REMETEMOS PELO CORREIO PARA TODO O BRASIL
Fontes de alimentação simplificadas, do tipo eliminador de pi-
lhas, sem a necessidade de um transformador de isolamento po-
dem ser úteis em inúmeras aplicações práticas. Evidentemente,
apenas as aplicações em que a segurança que um transformador
isolador dá devem ser levadas em conta, tais como: calculadoras,
relógios, etc. A fonte que descrevemos pode alimentar circuitos
que exijam tensões de 6 a 12 V com correntes de até uns 200 mA.

FONTE SEM
TRANSFORMADOR
~e.~

As fontes de alimentação sem reatância capacitiva de um capacitor ponte. Esta ponte usa dois diodos co-
transformador ou FASTs consistem de poliéster. muns e dois diodos zener de 15V, que
numa alternativa barata para quem Conforme o leitor deve saber, a têm por finalidade evitar que picos su-
precisa de baixa potência em corren- "oposição" que um capacito r apresen- periores a 15 V apareçam no circuito
te contínua sem a necessidade de se ta à passagem de um corrente alter- de regulagem de saída, o que pode-
usar um componente caro e volumo- nada depende tanto de sua capacitân- ria causar problemas para o circuito
so: o transformador. cia quanto da frequência da corrente. integrado.
É claro que o transformador não A vantagem na utilização de um O capacitor C2 filtra a tensão obti-
deve ser desprezado, já que ele pro- capacitor como uma "oposição" ou "re- da na ponte de modo a se obter uma
porciona o isolamento da rede que sistência" está no fato de que ele faz tensão contínua pura.
garante a segurança do usuário do isso com um mínimo de dissipação de Finalmente temos o circuito
aparelho alimentado. A fonte que des- energia em forma de calor, o que não estabilizador de tensão, cujo tipo vai
crevemos não usa transformadores e acontece com um resistor, veja a figu- depender da tensão que desejamos
por isso deve ser usada com cuidado, ra 1. na saída. O XX do tipo indicado no
não devendo alimentar qualquer tipo Assim, é possível reduzir a tensão diagrama indica a tensão de saída.
de aparelho que tenha uma conexão da rede de energia para valores mais Assim, podemos usar um 7806 se
ao seu chassi ou a um ponto que pos- apropriados para o trabalho de uma quisermos 6 V de saída ou ainda um
sa ser tocado pelo operador. fonte, sem usar transformador, com a 7812 para uma tensão de saída de
Pequenos aparelhos de uso do- ajuda de um capacitor apropriado. 12V. A corrente máxima dos regula-
méstico ou projetos experimentais que No nosso circuito este capacitor é dores da série normal em invólucro
normalmente usam pilhas e que se- C1 que pode ter valores entre 1 IJF e TO-220 é de 1 ampere, mas neste cir-
jam bem isolados em suas caixas po- 2,2 IJF,conforme a corrente que de- cuito teremos uma corrente disponí-
dem ser alimentados perfeitamente sejamos na saída.
por esta fonte, que se caracteriza pe- O resistor de 470 kn em paralelo I
los poucos componentes usados. com este capacitor é para evitar que
ele se mantenha carregado ao desli-
---c=J--
-----..
P = RxI
2

garmos o aparelho, o que pode ser R


COMO FUNCIONA causa de choques desagradáveis.
-v --c=::J-
---.. Corrente alternada
Uma vez que a tensão tenha sido
A idéia básica do projeto consiste abaixada pela rede de entrada em que C
em se fazer a redução da tensão da o componente principal é o capacito r, Z = 211'1«:
rede de energia, não por meio de um passamos à retificação de limitação Fig. 1 - Um capacitor apresenta
transformador, mas sim usando a inicial de tensão feita por meio de uma uma reatância capacitiva.

50 SABER ELETRÔNICA NQ 327/ABR/2000


vel menor. Mesmo assim, será interes-
Fig. 2 - Diagrama da fonte sem transformador. 03
sante dotá-to de um pequeno radia-
1N4148
dor de calor.
A saída do circuito é desacoplada
pelo capacitor C3 e o diodo D3 tem Di CI1
78XX ..,3'--+---0+ Vcc
por finalidade proteger o circuito inte- 1N4007
C1 (*)
grado quando ligamos e desligamos 1 pF/2,2 pF 2
cargas indutivas.

MONTAGEM

Na figura 2 temos o diagrama com-


Z2
pleto da fonte sem transformador para D2 15V/2W
a rede de 11OV. Para a rede de 220 V, 1N4007 1--- -----<_-----_-- .•....
...•... -0 O V
dependendo da corrente exigida, o
capacitor C1 pode ter seus valores re-
duzidos. A disposição dos componen- pelo menos 25 V. O capacitor C3 deve a saída da fonte depende da aplica-
tes desta montagem numa placa de ter uma tensão de trabalho um pouco ção. Para alimentação de um projeto,
circuito impresso é mostrada na figu- maior que a tensão de saída da fonte. ela pode ser incluída na mesma placa
ra 3. O circuito integrado será selecio- ou ainda feita por fios comuns. Para
O componente mais crítico desta nado de acordo com a tensão que se alimentar aparelhos comerciais, use
montagem é o capacitor C1 que deve deseja na saída. O modo de se fazer um cabo com conector apropriado.
ser obrigatoriamente de poliéster
metalizado com uma tensão de traba- PROVA E USO
lho de pelo menos 200V, se a rede de
energia for de 110 V. Para a rede de Para provar o aparelho ligue a fonte na rede de energia e de-
220 V a tensão mínima de trabalho pois meça com cuidado a tensão de saída. Esta medida deve ser
indicada é de 400V. feita evitando-se qualquer contato com partes vivas, já que a fon-
Os diodos zener são de 2 W ou te não é isolada da rede e por isso pode causar choques.
maiores e o capacitor eletrolítico C1 Comprovado o funcionamento é só usar a fonte, respeitando-
deve ter uma tensão de trabalho de se tanto sua limitação de corrente quanto sua polaridade. O má-
ximo de cuidado deve ser tomado para se evitar qualquer contato
com partes vivas. -
LISTA DE MATERIAL i
Semicondutores:
Dl' D2 - 1N4007 ou equivalentes-
diodos de silício
D3 - 1N4148 - diodo de uso geral
Zl' Z2 - 15 V x 2 W - diodos zener
Cl1 - 78XX - circuito integrado regula- I
dor de tensão, conforme tensão
desejada na saída ver texto. I

Resistores:
R1 - 47 Q x 2 W - fio
R2 - 470 kQ x 1/2 W

Capacitores:
C1 - 1 IJF ou 2,2 IJ x 200 V (rede de
110 V) ou 400 V (rede de 220 V) -
poliéster - ver texto
C2 - 470 IJF/25 V - eletrolítico
C3 - 10 IJF/16 V - eletrolítico
,
Diversos:
Placa de circuito impresso, cabo de
força, caixa para montagem, radiador
de calor para o circuito integrado, fios,
solda, etc.
- Fig. 3 - Placa de fonte sem transformador.

SABER ELETRÔNICA Nº 327/ABR/2000 51


.;

CALCULO DE CIRCUITOS
USANDO LEDS
bem mais alta (Vb) que a necessária à
Em princípio, os LEDs são componentes simples de usar e bas- excitação, fixando a corrente circulante
no componente por um resisto r em
ta ligar um resistor em série para que seja garantida a emissão de
série Rv, conforme mostra a figura 1.
luz no nível desejado. No entanto, a coisa não é tão fácil assim e o Uma maneira mais sofisticada de
cálculo do circuito de excitação de LEDs pode ir muito além da realizar a excitação do LED, entretan-
to, faz uso de uma fonte de corrente
aplicação da Lei de Ohm ou coisa parecida. Com base em infor-
constante, de acordo com a mesma
mações do "Optoelectronics, Theory and Practice", da Texas figura 1, em (b).
Instruments, mostramos neste artigo os principais tipos de cálcu- Analisemos os casos específico
los para projetos que envolvem LEDs. com os correspondentes cálculos dos
componentes.

Os LEDs se comportam como tenham uma elevada resistência inter-


diodos, apresentando uma baixa re- na. Diversas são as soluções práticas a) Operação com
sistência quando polarizados no sen- que temos para alimentar LEDs a par- resistência em série
tido direto. Além disso, a tensão de tir de circuitos de corrente contínua.
polarização direta dos LEDs (Vf) va- Uma fonte de tensão como, por
ria bastante de dispositivo para dispo- exemplo, uma bateria em série com
sitivo e com a temperatura, dificultan- AS SOLUÇÕES PRÁTICAS um resistor é uma fonte simples de
do ainda mais seu uso direto. corrente. Neste caso, as flutuações da
Tudo isso significa que os LEDs O caso mais simples de excitação tensão de trabalho causam uma vari-
devem ser excitados por circuitos que de LEDs utiliza uma fonte de tensão, ação correspondente na corrente con-
tínua IF e, consequentemente, na po-
Rv tência irradiada do diodo.
Na figura 2 temos curvas que mos-
tram o efeito da resistência em série
Rv nas características diretas dos
+
diodos emissores de luz (LEDs).
Veja que tensões de trabalho mais
LED
altas e resistências mais elevadas em
série causam menores variações de
potência quando ocorrem variações
a) Tensão b) Corrente. na tensão de entrada. Na prática, Rv
Fig.1 - Fontese resistorlimitadordecorrente. é fixada pela tensão predeterminada
de trabalho do circuito.
Na figura 3 mostramos circuitos tí-
IF (mA) picos de excitação de LEDs com os
valores dos resistores para as corren-
Fig.2- tes indicadas.
Caracterís-
ticasde
10 LEDs.
R = _V-=.=b
,...-V...:.F_ b) Operação com fonte de
IF corrente constante

-+--'~--+--I---t---+-+--+--+--+--+-- .• Vb (V)
Utilizando uma fonte de corrente
2 3 4 5 6 7 8 9 10
constante na alimentação de um LED

52 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


--. tson 470n Neste caso, deve-se conectar a
5V 0-----1 10Vo----i base do transistor a uma fonte de ten-

1f= 19 mA 1f= 1BmA l são de polarização separada, que


seja estabilizada com diodo zener,
conforme ilustra a figura 6.
Nos circuitos deste tipo podem ser
Fig. 3 - Alimentação direta de LEDs com 5 e 10 V. ligados LEDs em série. A corrente no
diodo é calculada pela seguinte fór-
mula:
10 (A) Ids = f (Vds)
IF=Ic~IE
Vgs = consto
20
OV Vz-VBE 6 8-0 7
1dSl lF==' '=226mA
+ RE 270 '

i
Vds
15
Quando estes circuitos são
projetados deve-se ter cuidado para
10 que o transistor opere na região de
Vgs
l 5
saturação (VCc.Vbe).
O número máximo de diodos que
podem ser alimentados pelo terminal
-4V do coletor (n) é calculado de acordo
~~~~~~--~--~-+Vds~)
2 4 V 6 B 10 com a seguinte fórmula:
Fig. 4 - Características de saída de um FET de canal N.

temos algumas vantagens no seu de- xa potência; a tensão necessária de Vb-VCEmin 24-0,7-6,1
n<-----
sempenho. Por exemplo, neste caso polarização de comporta Vgs estará - VF 1,6
as variações da tensão de trabalho entre O e 5 volts.
não tem efeito na corrente contínua IF Nos dois circuitos é preciso que a n:::;10
do LED e, portanto, na potência lumi- tensão de polarização Vgs seja obti-
nosa. Transistores bipolares e transis- da automaticamente através do r-----~~-------oVb
tores de efeito de campo podem ser resistor no terminal de fonte.
usados para a elaboração de fontes A corrente desejada no diodo pode LEO
de corrente constante relativamente ser ajustada exatamente pelo trimpot
1,B kn
simples. de 250 ohms.
Para o caso particular dos transis- Tendo em vista a queda de tensão LEO
tores de efeito de campo, podemos no trajeto dreno-fonte, que' algumas
partir da curva característica deste vezes é elevada, a perda de potência
componente, mostrada na figura 4. no transistor pode tornar-se grande, o
Na parte esquerda do gráfico ve- que limita suas aplicações até corren-
mos a faixa de resistências, onde a tes de 40 mA, aproximadamente. Fon-
corrente de saída Ids é fortemente afe- tes de corrente constante utilizando
tada pela tensão Vds aplicada entre o transistores bipolares também podem
terminal de dreno e a fonte. ser feitas com certa facilidade. Fig. 6 - Uso de LEDs em série.
Na parte direita do gráfico está a
faixa de correntes de saturação, onde
a corrente de saída Ids varia levemen-
te como função da tensão aplicada 12 V 0------....+-----.., 12V 0----9-1------,
entre o dreno e a fonte (Vds).
Utilizando um circuito com compo- I100 pF I100 pF
nentes deste tipo é preciso ter cuida-
do apenas que o transistor opere nesta BF247com 2N3993 com
faixa, sob quaisquer condições. dissipador dissipador
Tomemos por exemplo os circuitos
mostrados na figura 5.
Para estes circuitos são necessá-
rios transistores de efeito de campo
com uma característica de 5 a 20 mAl
V e tensão de "pinchoff" entre 5 e 7
volts.
Correntes de 5 a 40 mA, que são
Fig. 5 - Fontes de corrente constante para LEDs usando FETs.
exigidas para excitar os LEDs de bai-

SABERELETRÔNICA
Nº 328/MAIO/2000 53
Seguindo estas fórmulas podem
ser projetadas fontes de corrente cons-
tante simples a partir de dois transis-
tores. Nesta situação, a corrente é .
novamente determinada pela resistên-
cia do emissor RE. Veja a figura 7.
A tensão base-emissor Vbe no
transistor T1, que serve ao mesmo
tempo como tensão de referência,
mede a queda de tensão na resistên-
cia de emissor e excita o transistor T;
Neste caso, a corrente no diodo é cal-
culada da seguinte forma:
Fig. 7 - Fontes de corrente constante usando transistores.
VBEI 0,65
IF·~·IE2.=.-_.=._- = 54 mA -10a-20V
RE 12
Se os LEDs operarem em equipa- Fig. 8 - Uso de LEDs Rb
mentos que estejam sujeitos a gran- em paralelo. 3,9 kíl
TIP115
des flutuações de tensão, é interes-
sante estabilizar a tensão de alimen-
tação.
Sendo assim, os LEDs devem ser
Em{:: D,
alimentados em paralelo, conforme o
circuito mostrado na figura 8.
Com a finalidade de garantir uma
correta divisão da corrente para cada Fig. 9 - Drive de LEDs TIL.
LED, cada um deles possui seu pró-
prio resistor ligado em série. O diodo emissor de luz é Para excitar o transistor com a
A corrente nos LEDs (IF) está de- conectado no circuito mostrado no menor corrente possível, dentro do
terminada pela tensão de emissor do emissor do transistor. Assim, deve permitido pela região de saturação, o
transistor e pela resistência em série existir na base do transistor uma ten- cálculo se baseia num ganho de cor-
Rv, que será calculada pela seguinte são de pelo menos Vbasepara que flua rente hfe~30.
fórmula: corrente pelo LED: Temos então Rb=3,9 k ohms, e a
VZ·-Vbe-VF corrente de entrada do circuito fica li-
Vbase= VF+Vbe = 1,6 + 0,7 = 2,3 V mitada a um valor inferior a 1 mA, o
Rv que corresponde a um ten-in = 1.
IF= 6,2-1,5-1,6=25 8 mA A tensão correspondente de entra- Analogamente, podem ser elaborados
da, antes dos diodos 01 e O2 deve ser circuitos compatíveis com outras famí-
120 ' então: lias lógicas.
Tendo em conta que neste circuito Na figura 10 temos um exemplo de
todos os anodos dos LEDs estão no V1 = Vbase- Vd = 2,3 - 0,7 = 1,6 V circuito projetado para excitar elemen-
potencial de terra, caso seja neces- tos da família HIL300. Tendo em vista
sário eles podem até ser montados em Dado que nos circuitos TIL, VILmax a possibilidade de se admitir grandes
radiadores de calor sem necessidade é menor que 0,8 V e VIHmin é maior que
de isolamentos. 2,9 V, o circuito é perfeitamente com- + 10,5 a 16,5 V
patível com esta tecnologia. A corren-
te contínua no diodo LED é calculada
Driver apartir de pela seguinte fórmula:
Circuitos Lógicos
IF=Ic +IB
Nos circuitos digitais os LEDs de- Tendo em conta que Ic=lb, o cál-
vem ser comutados passando do es- culo pode ser simplificado para:
tado ON (HI) para OFF (LO) coman-
dados por sinais digitais.
Vb -Vcesat-V f
lF-·-------
Aqui, os circuitos devem ser Rv
projetados de tal forma que os sinais
digitais possam ser usados diretamen- IF.- 5-03-16
, ,
te. O circuito da figura 9 é um exem-
plo que permite a excitação de LEDs
180
Fig. 10 Porta de alto nível para LEDs.
por saídas TIL. IF= 20,6mA
54 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000
flutuações da tensão de trabalho (nes- Em princípio, também é possível
te caso, Vb:10,5 a 16,5V), não é ne-
cessário ajustar a corrente no LED por
conectar LEDs entre a saída do inte-
grado e a terra, se o circuito possuir
KIT Ice
meio de uma resistência em série.
O circuito da figura 10 é semelhan-
te ao da figura 7. O diodo zener na
uma saída inversora totem-pole, como
ilustra a figura 12. A corrente é então
determinada pela arquitetura interna
MISTER EPU
Emulador (não-real-time) para
entrada do circuito adapta a tensão do do circuito integrado.
microcontrolador OTP-COP8 SA
umbral Vth na entrada para os valo- Na figura 13 mostramos parte do
res correspondentes da família lógica, circuito da porta 74LS37N que deter- Componentes do sistema:
e é calculado por: mina a corrente de saída. 1 - Placa com soquete de programação
DIP ice MASTER EPU-COP8
Vth = Vre + Vbe2 + Vd3- Vd1/2 A corrente através do LED é agora
2 - Cabo de comunicação D
calculada pela seguinte fórmula:
3 - Fonte de alimentação
Vth = 0,7 + 0,7 + 6,2 - 0,7 = 6,9 V
Vcc- Vcesat- Vbe2- V J 4 - Cabo de interface para simulação de
A corrente máxima possível no IF=----------- 40 pinos DIP
diodo é determinada pela perda de R 5 - Shunt de 16 pinos DIP
potência no transistor: 6 - Duas EPROMS COP 8SAC7409-40
5-03-07-16
IF·=· ' , , pinos com janela
Pvmax
7 - Manual do Usuário iceMASTER EPU-
IFmax=-------- 100
Vbmax-Vre+V 1 COP
lF= O,24 8 - Instalação e demo para compilar
9 - Literatura COP8 da National contendo
IF- 0,8=56mA Assembler/Linker, Databook, Datashet
, ,
165-07-16 , lF=240mA 10- 01 soquete ZIF de 40 pinos

A resistência de emissor é então: Novamente, dois pontos importan- PROMOÇÃO para


tes devem ser observados neste cir- os primeiros 10 kits:
Re= Vbel= 0,7= 12 50hms cuito: primeiramente, a tolerância do
Preço: R$ 290,00 + Desp.
li 0,056 ' resistor R, que é de 30%, faz com que de envio (Sedex)
os valores só possam ser consegui-
Da mesma forma, os LEDs podem dos com dificuldade. Em segundo lu- Disque e Compre
ser excitados diretamente a partir de gar, a potência máxima de dissipação (O XX' 11) 6942-8055.
circuitos integrados TIL. Os tipos 7416 permitida para o CI é de 60 mW (invó-
e 7417, que podem fornecer uma cor- lucro de 14 pinos).
rente de saída de 40 mA, são particu- Séries de correntes mais elevadas COMPONENTES
larmente apropriados para esta apli- podem ser usadas. -
cação. Neste caso, a corrente está
determinada mais uma vez pelo .................... . Estojo contendo 850
resisto r em série, veja a figura 11. resistores 1/8 W
A corrente é calculada pela fórmu-
la: Um verdadeiro arquivo de
resistores contendo 85 tipos mais
Vcc-Vol-VI usados no Brasil de 1R a 10M (10
I/=·-----
Rv unidades de cada medida).
Fácil de manuseio e localização,
5-07-16 2,7 organizado em cartelas plásticas na
IF= ' , --- .
ordem crescente .
Rv Rv A embalagem pode ser usada
2,7 na reposição.
Rv=-
Ii Preço R$ 38,00 (incluso despesas
Fig. 12 - Saída Totem-Pole excitando LED. de correio encomenda normal).
Vcc
+5V
.-------0 +5V
Vcc
Peça já para:
JMB. ELETRÔNICA-ME
LED Rua dos Alamos, 76 - Vila Boa Vista -
Campinas - SP - CEP: 13064-020
LED Envie um cheque no valor acima jun-
to com um pedido ou ligue:
Fone: (019) 245-0269
Fig. 11 - Excitação direta Fig. 13 - Excitação direta de um LED pelo Fone/Fax (019) 245-0354
de LED por saída TIL. 74LS37N

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 55


Considerações Elementares
sobre o Código de
Redundância Cícllca (CRC)
Aquilino R. Leal - Professor da Universidade Estácio de Sá e do Instituto de Tecnologia ORT

INTRODUÇÃO verdade, as estações (origem - desti- compactar as informações para facili-


no) podem estar tão próximas quanto tar o 'manuseio' de tal arquivo. De ime-
Ao transmitir uma mensagem digi- o estão um HD e um floppye, no en- diato surgem duas perguntas: A gra-
tal, que garantia temos que ela será tanto, as considerações acima são to- vação/transmissão foi efetuada sem
recebida sem erros pela estação re- talmente pertinentes. falhas? E o processo de compactação
mota? E ao receber uma mensagem, De fato, ao realizar uma cópia de também se desenvolveu sem falhas?
que certeza temos que ela não sofreu um arquivo do HD para o disquete e Na primeira situação basta verificar se
modificações indesejáveis no proces- vice-versa, temos que garantir a inte- o arquivo compactado (e armazena-
so de transmissão/recepção? Ao reti- gridade dos dados, pois do contrário. do na unidade fonte) condiz com o ar-
rar dinheiro de um caixa eletrônico seria o caos. quivo armazenado na unidade remo-
automático, por exemplo, como pode- É claro que neste último caso o par ta, e já surge um inconveniente: a
remos garantir com certeza que o va- de unidades envolvidas está totalmen- obrigatoriedade de ter armazenado o
lor retirado será exatamente o valor te sob o controle do operador ou sis- arquivo compactado na unidade fonte
descontado em nossa conta corren- tema, o qual, a qualquer momento, sem o que não poderia ser possível a
te? poderá realizar a simples verificação comparação entre os dados. Quanto
Para estabelecer um certo grau de de constatar se o que foi armazenado à validade da operação de
certeza de que as informações trans- por último está perfeitamente de acor- compactação, isso já é um outro pro-
mitidas cheguem a seu destino tal qual do com o que foi enviado (provavel- blema, por sinal sério: que meios te-
foram enviadas, é necessário estabe- mente também se encontra guardado remos de usar para verificar que a
lecer algum processo de modo que a em uma outra unidade de ação do compactador foi adequada?
estação receptora possa avaliar se o armazenamento). Aqui a checagem Realizar uma outra compactação se-
pacote recebido foi violado ou não; em consiste basicamente em comparar os guida de uma comparação entre este
caso afirmativo a estação receptora dois arquivos: se o check não for posi- novo pacote compactado e o pacote
deve ter meios para solicitar o reenvio tivo, o processo de armazenamento oriundo da compactação anterior?
da mensagem e fazer nova verifica- (envio) é repetido até verificar-se a Sendo a comparação positiva teremos
ção de ocorrência de falhas e, assim, coerência entre os dados. grande chance (mas não certeza) de
garantir com certo grau de certeza Ainda que nesta última situação o que o processo de compactação fun-
(nunca com absoluta certeza) que a processo seja extremamente simples cionou a contento ... E em caso nega-
informação recebida está, possivel- e todas as ações estejam a favor, isto tivo? Qual dos dois está certo?
mente, correta. nem sempre ocorre tão facilmente ou Vale esclarecer aqui que qualquer
O conceito acima sugere que as tão simplesmente. É fácil imaginarmos processo de compactação gera um
estações envolvidas estejam separa- a necessidade de guardar uma infor- outro pacote de dados a partir do pa-
das entre si por vários quilômetros ou, mação (arquivo) em outro dispositivo cote de dados original; o arquivo
pelo menos, bastante distantes entre de armazenamento de dados e que compactado para poder ser utilizado
si (teleprocessamento). Isso não é também haja a necessidade de futuramente deve ser retornado à sua

56 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


estrutura inicial utilizando um 'método cação utilizada e que, por razões ób- No primeiro caractere a letra S
ao contrário' do original. É justamente vias, não deve alterar-se durante todo possui quatro bits ativos (1) que adici-
aqui que reside a incerteza: quem nos o processo para não trazer ambigüi- onados fornecem o número 4 que é
irá garantir que, daqui a algum tempo, dades. A estação receptora na outra par, ficando, portanto, o bit 7 em O
a recuperação dos dados desse arqui- ponta realiza processo semelhante (zero); o segundo e terceiros
vo compactado seja uma cópia fiel do comparando ao final de cada caracteres apresentam, cada um, dois
dados originais? caractere se o bit de paridade calcu- bits ativos, levando cada b, a assumir
lado 'bate' com o bit de paridade envi- o valor O; já nos dois últimos caracteres
ado pelo transmissor. (letras E e R) ambas possuem três bits
VERIFICAÇÃO DE ERROS ativos de forma que o bit de paridade
Método LRC b, deve assumir o valor 1, pois foi
A técnica de verificação de erros é Neste método é utilizada a técnica estabelecida a paridade par - notar
relativamente simples: ao enviar-se de checagem de todos os bits do blo- que a quantidade de bits ativos em
um bloco para uma estação remota, co de mensagem, ou seja, tanto a es- cada codificação de cada caractere é
esta deve proceder à checagem do tação transmissora quanto a estação sempre par.
bloco recebido para verificar se existe receptora estabelecem a contagem de A codificação da mensagem "SA-
algum erro; a partir do resultado obti- bits ativos (1) para cada bloco de men- BER" é agora constituída por cinco
do, ela deve ter a capacidade de soli- sagem. Grosseiramente podemos di- octetos (bytes), um para cada
citar o reenvio do bloco à estação re- zer que o LRC é o byte resultante da caractere, ou seja: 010100110100
mota através de caracteres de controle verificação dos bits de paridade do 0001010000101100010111010010
adequados, condizentes com o proto- bloco de mensagem na posição hori- (em hexadecimal: 534142C5D2). Nes-
colo utilizado de comum acordo por zontal, contrariamente ao método VRC te exemplo, o VRC, é a palavra biná-
ambas estações. que apenas insere um bit (bit de pari- ria 00011 (assinalada em negrito no
A verificação da existência de er- dade) a cada caractere transmitido. quadro abaixo, o que apresenta a nova
ros em dados armazenados obedece O caractere LRC após ser deter- codificação para a seqüência de
também um princípio similar: ao minado/acumulado na estação caracteres da palavra "SABER").
recuperá-Ios, é verificada a sua inte- transmissora, é enviado no momento
gridade com o que eles poderão ficar propício à estação receptora, a qual mensagem bits
ou não disponíveis ao usuário. também calcula o caractere LRC ten- b7 b6 bs b4 b3 b2 b1 bo
Dentre os vários métodos de veri- do por base a informação recebida; S O 1 O 1 O O 1 1
ficação de erros, os mais são usados esse caractere é comparado com o A O 1 O O O O O 1
são o VRC (Vertical Redundance caractere enviado pelo transmissor, B O 1 O O O O 1 O
Checking), o LRC (Longitudinal verificando se coincidem ou não, E 1 1 O O O 1 O 1
Redundance Checking) e o método apontando para uma recepção supos- R 1 1 O 1 O O 1 O
CRC (Cyclic Redundance Checking). tamente correta ou não dos dados-
Os dois primeiros métodos se utilizam esse caractere de verificação é de- A aplicação do método LRC é se-
da técnica de paridade, enquanto que nominado BCC (Block Check melhante, só que agora determinamos
o último utiliza a técnica de detecção Charactet'), é usualmente transmitido os bits de paridade, não por caractere
polinomial, mais complexa que a téc- ao final da transmissão de cada bloco e sim por agrupamento de bits, tal qual
nica de paridade e, por isso, mais efi- conforme é feito, por exemplo, no pro- ilustra o quadro adiante. Dessa forma
ciente. tocolo de comunicação BSC (Binary o bit menos significativo do BBC (bo)
Synchronos Commnunication). fica ativo porque três são os bits ati-
MétodoVRC À guisa de ilustração, compreen- vos na posição bo dos cinco caracteres
Conforme visto acima, o método são e utilização de ambos métodos da palavra "SABER" (codificada em
VRC usa a técnica de paridade, ou consideremos a mensagem "SABER" ASCII), o mesmo ocorrendo com b.;
seja, leva em consideração a quanti- a ser enviada usando o código ASCII como na posição b2 existe um único
dade dos bits ligados ou ativos (1) da não expandido (7 bits) com paridade bit ativo (quantidade ímpar) é neces-
mensagem. A paridade pode ser par par.. sário estabelecer o valor 1 para esse
ou ímpar, isto é, a soma (ou quantida- A codificação da mensagem "SA- bit do BBC obtendo um total de bits
de) de bits ligados é forçada a ser igual BER" (letras maiúsculas) em ASCII (7 ativos par; os três bits seguintes do
a um valor par ou ímpar respectiva- bits conforme dito) é mostrada no qua- caractere de verificação assumem o
mente; isto é conseguido inserindo um dro adiante. valor O, já que a quantidade de bits
bit adicional à mensagem, palavra ou em cada uma das posições b, a b5 é
bloco de informação. mensagem I bits representada por um número par; fi-
No método VRC, além dos bits de b" b" b b, b? b bn nalmente, o último bit do BBC assu-
caractere que são gerados, a estação S 1 O 1 O O 1 1 me o valor 1 para manter em um nú-
transmissora adiciona um bit de pari- A 1 O O O O O 1 mero par a quantidade de bits ativos
dade para cada caractere de forma B 1 O O O O 1 O nessa posição.
que a soma (quantidade) desses bits E 1 O O O 1 O 1 A codificação da mensagem "SA-
deverá manter-se sempre par ou ím- R 1 O 1 O O 1 O BER" é constituída pela seguinte se-
par dependendo da técnica de verifi- qüência de zeros e uns, iniciando pela

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 57


letra S: 101001110000011000010100 mente ao BBC na posiçao b2• A tada por ambas estações transmissora
Q1011 01 001 01 000111 (total de 42 detecção da falha certamente implica- e receptora ou receptoras se for o
bits). rá em nova transmissão dos dados (no caso, técnica esta que consiste na di-
caso, o bloco inteiro, que normalmen- visão de todos os bits seriais do bloco
mensagem I bits te implica em um custos operacionais por um valor binário constante para as
b~ b, b b, b? b bn maiores). estações envolvidas no processo. Nes-
S 1 O 1 O O 1 1 sa divisão o quociente é desprezado,
A 1 O O O O O 1 mensagem I bits enquanto que o resto da operação
B 1 O O O O 1 O b~ b, b bo b? b bn dará formação ao caractere de verifi-
E 1 O O O 1 O 1 S 1 O 1 O O 1 1 cação que será transmitido (BCC) jun-
R 1 O 1 O O 1 O A 1 O O O 1 O 1 tamente com outros caracteres (da-
BBC 1 O O O 1 1 1 B 1 O O O O 1 O dos, controle etc.) constituintes do blo-
E 1 O O O 1 O 1 co de informação.
Fica bem claro que neste método R 1 O 1 O O 1 O Como a estação receptora recal-
são enviados 7 bits por caractere em BBC O O O O 1 1 1 cula o caractere usando a mesma téc-
vez de 8 como no caso precedente nica, verifica se os CRCs são iguais
que, em contrapartida, não requer a originando a resposta de aceitação ou
transmissão de palavras adicionais É curioso notar que duas falhas em não do bloco de mensagem recebido
como aqui sucede. um mesmo octeto (VRC), ou em uma de acordo com o protocolo previamen-
Façamos uma simulação de erro mesma posição (LRC), não serão de- te estabelecido.
para verificarmos a detecção do erro tectadas pelo receptor, pois a parida- Quando da transmissão, os dados
por parte do receptor: imaginemos que de não se alterará. Aliás, isso sucede de informação a serem enviados às
o terceiro bit (b2) da letra A seja rece- sempre que houver um número par de estações remotas, são transformados
bido errado, ou seja, em vez de rece- falhas em qualquer um desses sub- em um polinômio O(x) em função dos
ber um O a estação receptora tenha agrupamentos de bits. zeros (O) e úns (1). O polinômio O(x) é
detectado o valor 1 em ambos méto- Para minimizar esse inconvenien- multiplicado pelo termo de maior grau
dos. te podem ser utilizadas as duas técni- de um polinômio gerador G(x); o re-
Para a técnica VRC o receptor re- cas simultaneamente quando então sultado dessa multiplicação será um
ceberá a série de bits apresentada no será possível detectar a maioria (e não novo polinômio D'(x) que será dividi-
quadro imediatamente a seguir onde todos!) dos erros possíveis. Este pro- do pelo polinômio gerador G(x); o res-
se encontra marcado o bit errado, mas cedimento, no entanto, implica em to R(x) dessa divisão será anexo e
que ele, receptor, não sabe estar com custos mais elevados, pois serão en- enviado ao término da transmissão de
erro. Ao realizar o cálculo do VRC o viados mais bits para o receptor e, em O(x).
receptor verificará que o valor para o conseqüência, há maior demanda de No lado da recepção os dados re-
b, da letra A deve ser 1 (existem três tempo do canal de transmissão qu~ cebidos serão divididos pelo mesmo
bits ativos na palavra) em vez de O estamos utilizando - tratando-se de polinômio gerador G(x); se o resto
como foi recebido, ficando assim ca- um sistema interno, ou através de li- dessa divisão for igual a zero signifi-
racterizado o erro. A falha detectada, nhas privadas (LPs), o custo é insig- cará que, certamente, não ocorreram
certamente, provocará uma nova nificante não sendo um' fator predo- erros na transmissão; caso contrário,
transmissão do bloco de dados ou minante perante a maior segurança será caracterizado um erro de trans-
apenas a transmissão do(s) proporcionada pelo sistema; por ou- missão sendo necessária a retrans-
caractere(s) que apresentou(aram) tro lado, esses sistemas costumam ser missão do bloco enviado anteriormen-
erro. mais confiáveis de modo que dispen- te. Ainda que o processo pareça com-
sam sofisticações, salvo em casos re- plexo, ele é facilmente e rapidamente
mensagem bits almente necessários. estabelecido pelas atuais máquinas
b b~7 b, b bo b? b bn computacionais de modo que não há
S O 1 O 1 O O 1 1 Método CRC qualquer espécie de preocupação: a
A O 1 O O O 1 O 1 Embora o método CRC (Cyclic máquina irá resolver tudo isso para
B O 1 O O O O 1 O Redundance Check) utilize uma téc- . nós!
E 1 1 O O O 1 O 1 nica mais complexa (detecção Mesmo assim não custa nada dar
R 1 1 O 1 O O 1 O polinomial), é muito mais eficiente que uma 'olhadinha' no processo e procu-
os dois métodos anteriores, razão pela rar entender seus passos. Para tal su-
Usando agora a técnica LRC o re- qual ele é amplamente utilizado. Um poremos que a seqüência de bits cor-
ceptor receberá o bloco de bits do exemplo típico é o consagrado respondente ao ASCII (8 bits) da letra
quadro abaixo onde está assinalado compactador de arquivos ARJ onde R (01010010) seja transmitida utilizan-
o bit que nós (e apenas nós) sabemos claramente podemos perceber a pre- do o método polinomial com o
estar errado. O cálculo do BBC feito sença do método no momento da 'ex- polinômio gerador G(x) = x3 + x2 + 1.
pelo receptor será um valor diferente plosão' de arquivos previamente Então, de acordo com o que foi acima
do recebido, já que esse cálculo indi- compactados. estabelecido, podemos escrever:
ca o valor O para b2, pois agora são Assim como nos casos preceden- ~=O.X + 1.Jê ../(bé+ 1.J<I-tOXl-tO){!+ 1.x-tOX'
dois os bits ativos recebidos anterior- tes, a técnica de verificação é execu- -+ os coeficientes do polinômio são
58 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000
justamente os bits da seqüência a ser O resto R(x) = 0.x2 + t.x' + O.x? (em G(x) o receptor encontrará um resto
transmitida, no caso: 01010010, en- verdade os coeficientes) será acres- diferente de zero, conforme mostrado
quanto que os expoentes correspon- centado ao final da seqüência D(x) abaixo em negrito, acusando falha de
dem à posição ocupada pelo bit na sendo realizada a seguir a devida cor- transmissão.
informação (a primeira posição reção das potências (expoentes). Para
corresponde a zero), portanto: o nosso exemplo em particular, vem: 1000010010 1101
O(x) = x6 + x4+ x' . Poderíamos ter EXx)=o.x+1.i!
lO -tO.Xl +1.x"-tO.Xl -tO.~ +1.~-tO.Xl UQ1 1110111
chegado ao mesmo resultado de for- +0.x2 + t.x' + O.x", cujos coeficientes 1O1
ma mais rápida apenas observando irão estabelecer a palavra binária a ser 1 1O 1
as posições da mensagem na qual transmitida: 01010010010 estando 111
existe o bit 1. assinalados em negrito os oito bits de UJU
Multiplicando O(x) pelo termo de informação propriamente dita, en- 1O
maior grau de G(x), no caso x3, obte- quanto os três bits incorporados 11O 1
mos: correspondem ao 'check'. 1O1
D'(x) = (x6 + x4+ Xl).X3 -+ N;3.recepção a seqüência recebi- UJL1
D'(x) = x9 + x7+ x4 da (01010010010) constitui um 1 1O
O próximo passo consiste em divi- polinômio do décimo grau, ou seja, 1 1O 1
dir O'(x) por G(x) ou seja: [J(x)=o.xlO+ti! -tO.Xl+1.x"-tO.~ -tO.~ +1.~-tO.Xl --1.
(x?+ x7 + x4) : (x3 + x2 +1), consideran- +0.x2 + t.x' + ü.x", o qual será dividi-
do sempre que iremos operar no sis- do pelo mesmo polinômio gerador A ocorrência de dois erros também
tema binário (módulo 2) onde G(x), conforme ilustrado abaixo onde, será detectada pela estação de desti-
O + O = O, O + 1 = 1, 1 + O = 1 e por comodidade e simplificação, ape- no, senão vejamos: vamos supor que
1 + 1 = O sendo ignorado o 'vai-um" . nas foram considerados os coeficien- além do bit 7 também tenha sido re-
Essas adições aritméticas podem ser tes de ambos polinômios envolvidos cebido com erro o bit 2, portanto, a
realizadas através de operadores ló- no processo uma vez que não há in- palavra recebida será: 01000010110.
gicos XOR (Figura 1), cuja tabela ver- teresse em determinar o polinômio e, Procedendo à divisão conforme in-
dade obedece ao estabelecido no sim, os coeficientes. dicado acima, temos o exposto logo a
quadro abaixo. 1010010010 1101 seguir (convém acompanhar todo o
1 1 O1 1101010 desenvolvimento apresentado sempre
entrada saída 111 levando em consideração que a arit-
a b s=aE9b 1 1 O1 mética envolvida no processo é a arit-
O O O 11 mética binária - módulo 2 - reportar-
O 1 1 .L1JL1 se à tabuada binária de adição acima
1 O 1 11 apresentada sempre que necessário):
1 1 O L1-º-1
000 1000010110 1101
Como está mostrado claramente 1 1 O1 1110111
no quadro, a saída s do operador XOR 1 01
apresenta valores lógicos totalmente Como o résto é zero, indica que 1 1 O1
de acordo com a tabuada de adição não ocorreram erros durante o proces- 111
do sistema binário acima vista. so transmissão/recepção, o que é ver- 1 1O1

Fig.1 Li) y dade, pois a palavra recebida é igual


à palavra enviada pelo estação
transmissora.
Para efeito de constatação vamos
1 O
1 1O1
1 OO
1 1O1
Posto isso realizemos a divisão de supor que a estação receptora tenha 1 OO
D'(x) por G(x) semelhantemente ao recebido a palavra binária 1 1O1
procedimento utilizado na álgebra 1000010010 em vez da palavra cor- 1\J
clássica para a divisão entre dois poli- reta 01010010010 - o bit com erro
nômios, lembrando porém que esta- está assinalado em negrito. Ao reali- E o resto, novamente, é diferente
mos operando em aritmética módulo zar a divisão pelo polinômio gerador de zero caracterizando o fato de que
2. Portanto: o processo de transmissão da infor-
1.x + o.x· + 1.xl+
9
o.x· + O.x' + 1.x' + O.x + O.x + O.X' + O.x
3 2 O
1.x + 1.x + O.X' + 1.x
3 2 O
mação provocou um erro como um
1.x 1.x· O.xl
9
1.x· 1.x· + 1.x' + O.x' + 1.x3 + O.x2 + t.x' + O.xO mínimo. -
1.x· t.x? 1.x·
1.x· 1.xl o.x· 1.x'
1.x· 1.x'
1.x" 1.x' O.x' 1.x3 1 Lembrar que no sistema binário duas unidades de uma ordem dão formação
1.x' 1.x3 a uma unidade de ordem imediatamente superior, tal qual ocorre no sistema
decimal onde a cada dez unidades de uma ordem qualquer formam uma
1.x' 1.x3 unidade de ordem imediatamente maior.

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 59


~

TERMOSTATO ELETRONICO
,
PARA AQUARIOS
Rosamaria Wu Chia Li e Jonas Gruber
Instituto de Química da Universidade de São Paulo
Caixa Postal 26077, CEP 05513-970 - São Paulo - SP.
E-mail: wuchiali@iq.usp.br-ª.Jogruber@iq.usp.br

DESCRiÇÃO DO CIRCUITO
Descrevemos um termostato eletrônico de baixo custo para ser
empregado no controle de temperatura de aquários de peixes or- A Figura 1 apresenta um esque-
ma completo do circuito. O senso r de
namentais. temperatura empregado é um NTC
(R2) que se encontra em série com R,
INTRODUÇÃO a publicação do esquema de nosso formando um divisor de tensão, cuja
aparelho poderia ser de interesse para saída é inversamente proporcional à
Há alguns anos atrás, um aciden- leitores adeptos à aquariofilia. temperatura. R3, P, e R4 formam um
te lamentável ocorreu em nosso aquá- segundo diviso r de tensão, com a fi-
rio de peixes ornamentais, onde vivi- nalidade de fornecer uma tensão de
am harmoniosamente mais de 150 LISTA DE MATERIAL referência.
lebistes, quase todos nascidos naque- I Ambas são aplicadas a um circui-
le habítat. Numa certa manhã de in-
verno, quando fomos alimentar os pei-
Semicondutores:
CI, - LM324 - circuito integrado,
i to comparador (CI,), em cuja saída se
tem nível lógico "O" quando a tempe-
xes, notamos que estavam todos mor- amplificador operacional quádruplo ratura no NTC for menor do que a de-
tos e que a temperatura da água era D" D3, D4, D6, D7 - 1N4002' sejada, e nível lógico "1" quando ul-
de quase 45 ºC. O que ocorreu foi uma D2 - LED verde trapassar esse valor.
falha no termostato eletromecânico, de
procedência comercial, que não des-
Ds - LED vermelho
Q" Q2 - SC 337
Ii Os resistores Rs e R6conferem ao
circuito comparador uma histerese
ligou a resistência de aquecimento Resistores: (1/8 W, 5 %)
correspondente a aproximadamente
submersa na água, quando a tempe- R" R4, Rs - 12 kQ
0,5 ºC, evitando assim oscilações in-
ratura ideal de 25 ºC foi alcançada. R2 - NTC 470 Q;: 25°C desejáveis.
Provavelmente, o defeito foi causado R3 - 820 kQ R6 - 10 MQ Os circuitos inversores formados
pela deterioração dos contatos desse R7, R,o - 33kQ Rs' R" - 120 kQ por O, e O2 têm a finalidade de acen-
termostato, os quais ficavam muito a, R'2 - 820 Q' der o LED D2 (verde) quando a tem-
próximos à superfície da água, sendo P, - trimpot 47 kQ peratura da água já tiver alcançado o
permanentemente expostos aos vapo- valor desejado, ou acender o LED Ds
Capacitores:
res de água. (vermelho), indicando que o aquece-
C, - 2200 IJF/16V - eletrolítico
Decidimos então construir um dor está energizado e a água em pro-
termostato eletrônico, em que apenas cesso de aquecimento.
Diversos:
o sensor de temperatura, selado num CH, - interruptor 2 .2
A comutação da resistência de
tubo de vidro, ficaria em contato com TR, - transformador 110 V/9+9 V, 500 aquecimento do aquário é feita atra-
a água. Este aparelho está em ope- mA vés do relé RL,. A fonte de alimenta-
ração há cinco anos sem nunca ter RL, - relé 12 V/110V, 1 A ção do circuito consiste no transforma-
apresentado qualquer problema. RC - resistência para aquecimento dor Tft, diodos retificadores D6e D7e
Recentemente, um amigo nos re- de aquários (5, 10, 20 ou 50 W) capacitor de filtragem C" fornecendo
latou um acidente semelhante ao que
ocorreu conosco. Assim, achamos que
- em sua saída uma tensão de aproxi-
madamente 12 VCC.

60 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


COMPONENTES
ELETRÔNICOS
Vendas para todo
o Brasil via sedex
I

TIIANJ"IRII6F.f
555 MC145026 BC547 BC548
741 MC145027 BC557 BC327
74XX 4N25 BC328 BF245
4001 4013 BF255 BF494
4017 4093 BF495 2N2218
78XX lM35 2N2222 2N3866
79XX lM350 2N3005 2N2646
COP8 xx PICxx TlPxx IRFxx
STKxx TDAxx BD433 BD434
«vco

AC
Sl.~ •
BZX79CXX
1N751

U:>----..J
1NXX

110 V

Fig. 1 - Esquema eletrônico completo do termostato.

Ao

I
aparelho
Selantede
~oo~

J
1 F'10
Ól d
..
ooe
sllicone
~
Th~
d. vidro
"'-c
l1ítssssss~ssss%,crf)
Fig. 2 - Sonda sensora de temperatura.

DESCRiÇÃO DO SENSOR

A Figura 2 ilustra como foi confec- CALlBRAÇÃO E OPERA-


cionada a sonda sensora de tempe- çÃO DO TERMOSTATO
ratura da água. O NTC (R2) foi coloca- 6KD6 12AX.7 6L6 6JS6 6BQ5
do num tubo de vidro fechado em sua Inicialmente a resistência KT66 3DC3 5U4 KT88 807
de aquecimento deve ser liga- 35W4 EL34 813 6V6 GZ34
extremidade inferior (p. ex. tubo de
ensaio), contendo uma quantidade de da diretamente à tomada e a BOBINAS,ANTENASOSCILADORAS 1,2 OU 3
temperatura da água FAIXAS,FlY BACK. DIVERSOSLEDs3,5,
óleo de silicone ou pasta térmica sufi- 10,20 MIM, TRIMERS,PCI,
ciente para cobrir o seu invólucro, a monitorada até alcançar o va-
POTENCIÓMETROSDE FIO, RELÉS,TRIM-POr.
fim de garantir uma troca de calor efi- lor desejado (p.ex. 26 ºC). Em FERRAMENTAS,ETC
ciente. seguida, a resistência deve ser Diversos itens sob consulta
A extremidade superior foi fecha- desligada e conectada à saí-
da com selante de silicone e o con- da do termostato. O cursor do
trimpot P, deve ser ajustado ao
0- ELETRÔNICA ~
junto fixado na parede lateral do aquá- REI DO SOM LIDA
rio (também com selante de silicone) ponto no qual o LED verme-
lho apaga e o verde acende. TEL:(Oxx11)294-5824 FAX:(Oxx11)217-7499
de forma que a parte inferior do sensor
ficasse constantemente submersa na
www.reidosom.com.br
AV. CELSO GARCIA, 4219
água. 03063-000 SÃo PAULO-BP

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 61


- Notícias N(

CONECTORES ELÉTRICOS AES BARRAMENTO DE COBRE espaço e dinheiro. Atualmente, so-


REVESTIDO DE TITÂNIO mente funções simples de portas es-
A Advanced Elastomer Systems tão disponíveis no mercado, tais como
(www.aestpe.com) fabrica conectores O barramento de cobre revestido ANO, NAND, OR, NOR, XOR e XNOR.
elétricos de diversos tipos para apli- de titânio ligado metalurgicamente ou Os novos dispositivos, denominados
cações comerciais. O material usado mecanicamente, que combina a capa- NC7SZ57P6 e NC7S58P6, podem ser
é resistente ao ultravioleta se neces- cidade de condução de correntes ele- configurados para realizar quaisquer
sário, e tem por base o TPE vadas e resistência à corrosão está dessas funções pelo usuário determi-
Santoprene reciclável, sendo um sendo apresentado pela Anomet nando como o dispositivo vai ser
substituto de alta performance e eco- Products Inc (USA). O barramento de conectado à placa.
nômico para a a borracha thermoset, cobre revestido de titánio da Anomet
incluindo neoprene em aplicações ex- consiste de um grande núcleo de co-
ternas e conectores, além de bombas bre OFHC (Livre de Oxigênio de Alta NOVOS MOSFETs DE POTÊNCIA
submersíveis. Dentre os centros téc- Condutividade) para proporcionar uma DA FAIRCHILD
nicos de suporte para este produto distribuição de corrente uniforme e um
existe um em Santo André-SP revestimento de titânio ligado metalur- Uma nova linha de PowerTrench
gicamente. Com alta condutividade e MOSFETs da Fairchild está sendo
resistência à corrosão ele pode supor- anunciada com uma faixa de tensões
tar ciclagem térmica externa, é com- elevadas entre 60 e 200 V, e com uma
pletamente dúctil para configuração e redução de Rds(on) em 30% quando
formação e pode ser soldado para comparada com a tecnologia planar
conexões, cobertura das extremidades de MOSFETs.
e ligação de anodos ou catodos. Os novos transistores de alta
tensão são ideais para módulos de 48
V de entrada DC/DC similares aos
usados no mercado de telecomunica-
ções. Estes novos transistores devem
atender também às necessidades da
SOM COM FIBRA DE CARBONO próxima geração de PCs e sistemas
servidores de potência, que requerem
Com o uso de fibra de carbono mais potência de saída e maior ten-
(material extremamente resistente e são de entrada.
leve) obtém-se alto-falantes com uma
resposta mais rápida e pura. A ARLEN
está apresentando uma nova linha de
alto-falantes com cones de pura fibra
de carbono entrelaçada. A nova série TINYLOGIC '. NOVAS FUNÇÕES
de alto-falantes é constituída por dois LÓGICAS DA FAIRCHILD
kits de duas vias, cada qual com dois
alto-falantes e crossovers para corte A Fairchild Semiconductor acres-
de médios e agudos e duas telas. Um centou dois novos dispositivos da sé-
dos kits é de 5" com 240 WPMPO ou rie TinyLogic capazes de ser configu-
60 WRMS, e outro de 6" com 380 rados pelo usuário para qualquer uma
WPMPO ou 90 WRMS. Acompanham de 5 funções lógicas diferentes. Os BIOSENSORES LUMINESCENTES
ainda dois subwoofers com bobina componentes com terminais SC70-6,
dupla de 4+4 ohms. Para complemen- têm dimensões de apenas 2,1 x 2,0 Os pesquisadores do laboratório
tar essa nova tecnologia foi desenvol- mm e requerem um terço do espaço do Departamento Nacional de Ener-
vido o tweeterde neodímio, com mem- numa placa de circuito impresso ocu- gia de Los Alamos desenvolveram um
brana de seda com potência de 120 pado pelos dispositivos de 8 pinos, método de se usar sensores com
WPMPO ou 30 WRMS. ajudando os projetistas a economizar polímeros luminescentes para detec-

62 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


Notícias Notíc
tar e identificar agentes químicos, qua- com disquetes de 1,44 MB. A Caleb é 4 W de pico com uma alimentação de
se que instantaneamente. O polímero uma empresa fundada em 1995 com 5 V em carga de 4 ohms, o TPA2000D2
se torna luminescente na presença a finalidade de substituir os disquetes é projetado para consumir pouca po-
destes agentes podendo eles serem atuais de 1,44 MB por um produto de tência e gerar menos calor que os
detectados com a ajuda de um laptop. maior capacidade. O novo produto usa amplificadores lineares tradicionais
Com estes sensores é possível detec- disquetes de alta densidade em classe A-B. Dentre as aplicações
tar eletronicamente a presença de ví- regraváveis, e tem o mesmo tamanho incluem-se os notebooks, DVDs por-
rus e bactérias patogênicas pela pro- dos disquetes comuns. táteis, som multimídia USB, etc. Mais
teína específica a elas associada. informações podem ser obtidos no site
da Texas em: www.ti.com/sc/
TERMISTORES PARA MONTAGEM audioamp.htm
SENSOR DE CHEIROS EM SUPERFíCIE

A Hewlett-Packard assinou um A Beyschlag Centralab NOVO KIT DE


acordo com o a Cyrano Sciences Inc, Components apresentou uma nova DESENVOLVIMENTO DE
uma empresa que implementa série de NTCs para montagem em SOFTWARE PARA DSPs
sensores químicos em chips de silício superfície com valores nominais de
para desenvolver um "nariz eletrônico". resistências de 4,7 , 10, 47 , 68 e 100 A Texas Instruments está apresen-
O aparelho a ser desenvolvido pe- k ohms. A tolerância destes compo- tando um novo kit de desenvolvimen-
las empresas deve ser capaz de iden- nentes é de 3% podendo funcionar de to de software para DSPs que é uma
tificar cheiros. Com base num "array" maneira estável em temperaturas de versão do eXpressDSP Developers
de sensores formados por polímeros até 150 graus Celsius. Kit. A nova versão 2.1 está disponível
condutores, este aparelho terá utilida- Dentre as aplicações destes novos no site da Texas em:
de em hospitais, fábricas de alimen- dispositivos está a compensação de www.ti.com/sc/docs/general/dsp/
tos, etc. temperatura de circuitos de alimenta- expressdsp/lit.htrn
Segundo se espera, a tecnologia ção e baterias. O kit contém algorítmos atualiza-
poderá evoluir para obter-se um apa- dos para DSPs da série TMS320 e
relho ao alcance do consumidor. documentação padrão para a platafor-
Uma das aplicações é na detecção AMPLIFICADOR GaAs ma TMS320C5000.
de incêndios onde o "cheiro da fuma-
ça" permite identificar o que está pe- A Link Microtek introduziu no mer-
gando fogo, e com isso ser escolhido cado um amplificador monolítico de SiGeVCOs
o agente ideal para seu combate. potência de GaAs, que tem um ponto
de interceptaçãó de terceira ordem de A MAXIM apresentou os novos
41 dBm. Feito pela Standford componentes Max2622 e 2623, que
PC PRANCHETA Microdevices, o SXH-189 pode ope- consistem em osciladores controlados
rar de 50 MHz a 2 GHz sendo usado por tensão combinando a tecnologia
A AqcessTechnologies etá lançan- como equipamento básico para celu- do silício e do germânio. Indicados
do um novo design de PC que consis- lares, ISM, PCS de banda estreita e para aplicações em rádio da banda
te numa prancheta de 14 x 10 polega- sistemas multi-portadoras. O ganho ISM e telefones sem fio, os novos com-
das (35 x 25 cm), que facilita o uso típico em 2 GHz é de 13 vezes. ponentes podem operar de 855 a 881
em aplicações de trabalho móvel. MHz e de 866 a 868 MHz, respectiva-
O PC usa o sistema de matriz ati- mente.
va eliminando a necessidade do AMPLIFICADORES CLASSE D DE
mouse e teclado de modo que os da- 2 W, DA TEXAS INSTRUMENTS
dos são introduzidos por meio de uma AMPLIFICADORES DE BAIXO
caneta óptica. A Texas está apresentando o RuíDO INFINEON
TPA2000D2 , o primeiro da família
TP200xD. Trata-se do primeiro ampli- Novo amplificador de baixo nível de
DISQUETES DE 144 MB ficador de potência Classe D sem fil- ruído foi apresentado pela Infineon
tro, que elimina a necessidade de fil- Technologies.
A Caleb Technology anunciou um tros LC de saída, permintindo assim O PMB2362, um amplificador de
novo drive para discos flexíveis de 144 uma redução do espaço necessário na banda dupla para front ends GS900 e
MB. O novo drive ocupa o espaço pa- placa de circuito impresso e ainda re- 1800.
drão de 1 polegada de altura dos ti- duzindo o custo do projeto em até O novo componente tem uma
pos comuns e também é compatível 40%. Com uma saída de 2 W RMS ou frequência de transição de 25 GHz .•

SABER ELETRÔNICA NQ 328/MAIO/2000 63


.,

SENSORES INDUSTRIAIS
~e.~

Nas aplicações que exijam o


Máquinas industriais e dispositivos de controle e contagem utili- sensoreamento de algum tipo de gran-
zam diversos tipos de sensores eletrônicos. Os sinais destes deza física como, por exemplo, a po-
sição (ângulo ou distância) como no
sensores devem ter características que permita sua utilização pe-
caso dos potenciômetros, são empre-
los circuitos eletrônicos comuns, que vão desde simples aciona- gados diversos tipos de sensores.
dores de relés até microcontroladores e DSPs. Neste artigo focali- A seguir, vamos analisar o princí-
pio de funcionamento de alguns
zamos o princípio de funcionamento e o emprego de alguns dos
sensores usados em aplicações indus-
principais tipos de sensores utilizados em aplicações industriais e triais, encontrados em equipamentos
de controle. de consumo (eletro-eletrônicos), e
mesmo no carro.

o controle de processos industri- Interessam-nos em especial, os a) sensores de Temperatura


ais, instrumentação e mesmo transdutores eletro-eletrônicos, ou Existem diversos tipos de transdu-
monitoração de processos distantes seja, os que convertem uma forma de tores para a medida ou sensorea-
exige o uso de sensores especiais que energia determinada em sinais elétri- mento térmico, os quais são escolhi-
devem converter as mais diversas cos (energia elétrica). dos de acordo com a faixa de tempe-
grandezas físicas em sinais elétricos. Estes transdutores podem ser usa- raturas de operação, a precisão dese-
Com o aumento da quantidade de dos para sentir modificações num de- jada e a prontidão.
dispositivos inteligentes embutidos terminado meio, fornecendo um sinal Lembramos que prontidão é a ca-
(embedded), ou não, nas máquinas elétrico que será utilizado por um cir- racterística de um sensor que faz com
industriais e até em equipamentos de cuito para efeito de controle, mediçã? que ele responda rapidamente às
uso doméstico ou embarcado, a ne- ou monitoração. mudanças de temperatura. Esta pron-
cessidade de conhecer o princípio de Pelo fato dos transdutores deste tidão está ligada diretamente às suas
funcionamento de todos os sensores tipo serem usados para "sentir" modi- dimensões e capacidade térmica.
associados é fundamental para o pro- ficações num processoou local atra- O tipo mais comum de transdutor,
fissional moderno. vés de alterações em alguma grande- indicado para sensoreamento na fai-
Neste artigo, abordamos de forma za física, eles também são chamados xa de temperaturas que vai aproxima-
bastante didática o princípio de funci- de "sensores". damente de -50 graus Celsius até
onamento de alguns sensores mais Assim, um potenciômetro comum +125 graus Celsius é o termistor.
comuns nas aplicações industriais. Tra- pode ser tratado como um transdutor, Os termistores podem ser NTC
ta-se de assunto de importância vital no sentido de que ele pode "sentir" a (Negatíve Temperature Coeiticienõ ou
para os profissionais que desejam posição de um objeto acoplado ao seu PTC (Posítíve Temperature
reciclar seus conhecimentos e, princi- cursor, fornecendo um sinal elétrico Coeffícíent) .
palmente, para os estudantes de Es- correspondente, conforme sugere a Na figura 2 temos o aspecto físico
colas Técnicas e de Engenharia. figura 1. destes componentes.
Observe que os NTCs são com-
Posição ponentes cuja resistência diminui
TRANSDUTORES

Para converter uma grandeza físi-


(c~ quando a temperatura aumenta, en-
quanto que nos PTCs a resistência
aumenta com a elevação da tempera-
ca como pressão, posição, tempera- tura.
tura, intensidade luminosa ou outra em
energia elétrica utilizamos dispositivos
denominados transdutores.
OV---I{\.

Saida
..••.•.. --- Ç3~
Um transdutor é, portanto, defini- analógica + Voe --- Sensor
do como um dispositivo que converte Fig. 1 - Usando um potenciômetro NTC/PTC termométrico
uma forma de energia em outra. como sensor de posição. Fig. 2 - Sensores de temperatura.

64 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


Os tipos denominados termo- quais os diversos tipos de pares ele aparece mais escuro, e se for mai-
métricos, com um elemento sensor de termoelétricos são indicados. or, aparece mais claro.
capacidade térmica muito pequena, Uma das grandes vantagens da O observador ajusta então a cor-
apresentam uma elevada prontidão, utilização do par termoelétrico no rente no filamento para que ele tenha
sendo por isso indicados para o sensoreamento de temperaturas é que o mesmo brilho que o objeto exami-
sensoreamento de variações rápidas a junção usada pode ser muito peque- nado.
da temperatura. na, permitindo assim a colocação do Como existe no potenciômetro
Um segundo tipo de sensor, utili- sensor para sentir temperaturas em uma escala ajustada em função da
zado para o sensoreamento térmico locais de reduzidas dimensões, além temperatura, quando esta posição de
numa faixa mais ampla, que vai de do que a prontidão é bastante alta. igual brilho é alcançada, basta ler o
-200 graus Celsius até mais de 2000 Para a medida de temperaturas valor da temperatura correspondente.
graus é o termopar ou par muito elevadas como, por exemplo, do
termoelétrico. interior de fornos, utilizamos os b) Sensores de Posição
Este sensor baseia-se no fato de pirômetros ópticos que, na verdade, O tipo mais simples de sensor de
que uma junção entre dois metais di- não são transdutores. deslocamento é o potenciômetro, que
ferentes ou ainda ligas gera uma ten- Com o emprego de sensores pode ser do tipo rotativo ou deslizante,
são elétrica se for submetida a uma ópticos acoplados a estes dispositivos, conforme ilustra a figura 6.
diferença de temperatura, observe a no entanto, pode-se obter um sinal O deslocamento do objeto
figura 3. que corresponda à temperatura do acoplado ao eixo ou cursor do
objeto sensoriado. Na figura 5 mos- potenciômetro é convertido numa va-
tramos como funciona este sensor. riação de tensão que pode ser utiliza-
Um filamento é aquecido por uma da pelos circuitos eletrônicos.
bateria que tem um controle que per- O mesmo potenciômetro pode ain-
l/I mite ajustar a corrente circulante. Sua da ser utilizado para medir pressões
Calor Fig. 3 - Princípio de temperatura, e portanto seu brilho, vai quando utilizado na configuração da
operação do par termoelétrico. depender da corrente circulante. figura 7.
Observando através de uma ocu- O cursor do potenciômetro, neste
Na figura 4 temos os gráficos que lar o objeto aquecido, que pela eleva- caso, é movimentado por uma mem-
apresentam as tensões geradas em da temperatura também emite luz brana de uma câmara hermética.
alguns tipos de termopares, que po- (uma peça em brasa ou um forno por A diferença entre a pressão inter-
dem ser usados no sensoreamento de exemplo), podemos vê-Io ao fundo, na e a externa faz com que esta mem-
temperaturas elevadas. tendo na sua frente o filamento. brana tenha sua posição alterada, mo-
Nestes diagramas temos também Se a temperatura do filamento for vimentando assim o eixo do potenciô-
as faixas de temperaturas para as menor do que a do objeto observado, metro.
Um outro sensor de deslocamen-
1-----11
Par terrnoelétrico cobre-constantan to é o "transdutor de indutância", que
é apresentado na figura 8.
t------II Ferro-constantan Uma bobina tem sua indutância na
dependência da posição de um núcleo
t--------11 Cromo-alumlnio móvel que se desloca no seu interior.
t-----------II Metais nobres
Deslocamento Cursor
'li ~
I ~
-295PC -20° 260° 540P 815° 1100° 1370°C
Fig. 4 - Faixas de operação dos termopares, conforme material empregado.
potenciÔ~Y1:r- ~
deslizante
Lâmpada
•••L~.~ •••••• Salda
Ocular \
Fig. 6 - Sensor de posição usando
~ ------ potênciômetro deslizante.
.._..- ..::::
~.:::::@::~~~~~~~~~~_ \.lpni----'-- ~
Observador f'7/I
_--Sinal

Controle
com escala
o
Fig. 5 - Princípio de operação do pirômetro óptico.
Fig. 7 - Medindo pressões com um
otenciômetro.

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 65


Na figura 11 vemos o aspecto físi- (quando o objeto se afasta, se aproxi-
co deste sensor. ma ou sai do alcance do sensor).
....1-+--------0 A Neste sensor, um pulso contínuo Os tipos comerciais usados nas
Bobina denominado pulso de interrogação, é máquinas industriais como, por exem-
A aplicado a um guia de onda magneto- plo, os fornecidos pela Aromat, são
resistivo gerando um campo magnéti- projetados para condições específicas
~---ox co ao longo de seu comprimento. Esse de operação, indicadas pela distância
campo magnético vai interagir com o em que o objeto vai ser monitorado, o
Bobina
campo magnético de um imã perma- tipo de operação, etc.
B
nente que é preso à parte móvel do
sistema. d) Sensores de Proximidade
A interação entre os dois campos Um outro sensor que é muito usa-
Fig.8 - Transdutores
deindutância.
cria um pulso distensivo de torção no do em aplicações industriais é o que
guia de onda, o qual se desloca numa detecta a aproximação de uma peça
A posição deste núcleo determina, velocidade sônica, podendo então ser de metal ou de parte desta peça.
portanto, a indutância que a bobina vai detectado por um sensor eletrônico. O tipo mais comum é o indutivo,
apresentar num circuito. Pelo tempo entre o pulso de inter- que consiste numa bobina cuja
Na figura 9 mostramos um circuito rogação e o eco sônico que retorna, é indutância depende da presença de
em que esta bobina faz parte de uma possível determinar a posição do imã metais ferrosos nas proximidades.
ponte onde o sinal de saída ou nulo com precisão.
depende da posição do núcleo. O importante neste tipo de sensor e) Sensores de pressão
Uma configuração mais sofistica- é que não existem contatos físicos A pressão é definida em Física
da deste sensor é o transformador di- envolvidos. como força por unidade de área. As-
ferencial variável linear (LVDT) dese- sim, quando falamos em sensores de
nhado na figura 10. c) Sensores Ópticos pressão, podemos estar nos referin-
Este transformador possui três bo- Os sensores ópticos são muito im- do a simples dinamômetros que me-
binas, sendo as duas externas interli- portantes nas aplicações industriais dem a força que uma peça mecânica
gadas. A bobina central é alimentada tanto pela sua eficiência quanto pelo exerce sobre o transdutor, ou ainda a
com um sinal, normalmente uma cor- fato de não haver necessidade de con- uma balança, ou até sensores que
rente alternada. As outras duas são tatos elétricos ou peças móveis. medem a pressão de um líquido ou
enroladas de tal forma que, quando o Existem diversos tipos de sensores de um gás num reservatório.
núcleo se encontra na posição cen- ópticos que, basicamente, são usados Para o primeiro caso, em que tra-
tral, as tensões induzidas nas demais para detectar a presença de objetos, tamos de forças mecânicas, um
se cancelam, não havendo portanto sua passagem ou sua remoção. sensor simples é apresentado na fi-
sinal na saída do circuito. Na figura 12 temos algumas apli- gura 13, onde combinamos um sensor
Entretanto, dependendo do deslo- cações possíveis destes sensores. . de deslocamento com algum tipo de
camento do núcleo, passamos a ter No primeiro caso (a), o sensor de-
tensões de saída cujo valor depende tecta um objeto ou a passagem de
de sua posição. O nome linear vem do uma parte móvel da peça de uma
fato de que esta tensão induzida é di- máquina pela incidência de luz. No
retamente proporcional ao desloca- segundo caso (b), ele detecta quando
Entrada
mento do núcleo. a luz que incide num sensor é inter-
Outro exemplo de senso r de posi- rompida. Finalmente, no terceiro caso
-v
ção bastante usado em aplicações (c) temos a detecção pela alteração
industriais é o magneto-resistivo ou das condições de reflexão da luz emi-
MTS. Para ilustrar vamos tomar o tida por uma fonte (às vezes incorpo-
sensor MTS da Temposonics, que é rada ao próprio sensor) que se altera
destribuido no Brasil pela Metaltex.

Fig.10 - O transformadordiferencial
variávellinear.

Fonte
de sinal
Xff----{

SensorFotoelétrico
depassagemdaAromat, Fig.11 - SensorMagneto-Resistivo
emcorte-
queutilizacomofontedeluzumemissor a frequência
deoperaçãotípicaestáemtorno
Fig.9 - Circuitoparatransdutor
deindutância. LASER. de28 MHz.

66 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


mecanismo que torne este desloca-
mento proporcional à força exercida
sobre ele.
Uma mola, cujas características
---+~aida
pressão~
s
Mola .••...... ~
vão determinar a faixa de esforços ou Sensor de deslocamento Com uma completa linha de
de pressões exercidas, é a solução Fig. 13 - Sensor de pressão usando sensor de produtos para Rádios Comunitária e
mais comum. deslocamento. Profissional, a TELETRONlX oferece
Um exemplo de sensor de pressão equipamentos com qualidade e
encontrado em aplicações que envol- garantia, suporte técnico e legal
vem a medição de esforços é o "cálibre
,., ,. com ótimos preços para quem quer
Terminal [Ierrnina montar uma Rádio Comunitária ou
de tensão". Este dispositivo baseia-se '-- r---- equipar sua Rádio Profissional.
no fato de que um fio metálico ao ser
tracionado (esticado), diminui sua es-
-: ~.
Parte
pessura e aumenta seu comprimento flexivel
Fio de \,j
de modo a haver um aumento de sua
cálibre
\o
'" do sensor
resistência elétrica, conforme sugere (isolante)
a figura 14. Fig. 14 - Um calíbre de tensão.
Montando em configurações apro-
priadas, é possível utilizar a variação fabricado em dimensões extremamen- (SP5025
Transmissores
da resistência do fio para medir o es- te pequenas, facilitando assim sua de
forço mecânico (tração ou pressão) montagem no local cuja pressão deve 25Watts FM
sobre o sensor. No entanto, soluções ser monitorada.
mais modernas incluem o uso de dis- Relógios que medem a pressão
positivos sensores piezoelétricos. atmosférica, profundidade ou altura
Na figura 15 temos um dispositivo fazem uso deste tipo de sensor.
deste tipo, que é muito utilizado em
sensores de pressão de líquidos e
GRAVANDO E VENDENDO AS mERAS
gases em reservatórios. Um elemen- OUTROS TIPOS DE SENSORES
to acoplado a um diafragma pressio- TELEFÔNICAS PERSONALIZADAS
na um material com propriedades Além dos sensores que focaliza-
piezoelétricas. A pressão exercida mos neste artigo, existem muitos ou- ----- - ,
modifica a resistência do material, fa- tros que se aplicam a casos específi- <-LOO' RECOID
tor que pode ser utilizado para a sua cos, e mesmo dispositivos especiais
medida com grande precisão. que apresentam características que os <"'""''H''~",, _

A grande vantagem deste tipo de tornam muito úteis em determinados -=.~


~. '=---1
dispositivo é a possibilidade dele ser campos de trabalho.
Em especial, temos os sensores de
-r
r, 11"·IlII.W,~

Movimento temperatura do tipo semicondutor, que


aproveitam a mudança da resistência
Emissor, no sentido inverso de uma junção PN NÃO DEIXE O SEU CLIENTE OUVINDO AQUElA
.:.::(C:o. . . . . Detector com a variação da temperatura.
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TELEFONE. APROVEITE ESTE ESPAÇO E
exemplo, fabrica uma série destes cir-
a)
cuitos integrados que podem ser usa- DIVULGUE SEUS PRODUTOS.
dos em sensoreamento preciso da LIGUE AGORA MESMO PARA A
temperatura e também em circuitos de
referência. Encontramos também ou-
::to.'. ".~
Em~.ssor~
Detector tros tipos de sensores, tais como os
.. ~ que detectam fluidos, gases, radiação
~
nuclear, etc e que já foram abordados Teletronix
egupamêi"ifos eietTonlcos
/' b) inclusive em artigos publicados nesta
Movimento revista. - E OBTENHA MAIORES INFORMAÇÔES

Y ~issor :??2J
Diafragma

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Fig. 12 - Aplicações dos sensores ópticos. Fig. 15 - Um sensor piezoelétrico. L....._,-"An","ote Cartão Consulta nO 1030

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 67


A LUZ DE PONTO

televisor ligado, de acordo com a figu-


A eletrônica não se faz presente apenas nos dispositivos dos
ra 2, temos instantes em que ela pa-
carros modernos, mas também em diversos tipos de analisadores rece girar para trás, e até mesmo pa-
de funcionamento e de diagnóstico de falhas. Um dos dispositivos rar.
Ela parecerá parada justamente
mais tradicionais usados na regulagem de motores, mesmo os ti-
quando a frequência da produção dos
pos mais antigos e simples, é a chamada "luz de ponto" ou "luz de campos da imagem de TV coincidir
sincronização". Veja neste artigo como ela funciona e sua impor- com um múltiplo ou submúltiplo da sua
velocidade 'de rotação.
tância para obter-se o melhor desempenho de um motor.
No caso do carro, aproveita-se este
efeito para "paralisar" a imagem do
Produzir a faísca no instante certo re de manivelas que justamente con- roto r com marcas, utilizando-se uma
dentro do cilindro de um motor é fun- trola as válvulas. fonte de luz pulsante .de referência.
damental para obter-se o máximo ren- Existe então na árvore de manive- Com este procedimento pode-se
dimento. Se a faísca for produzida las um rolamento com diversas mar- ajustar o sistema de ignição, ou seja,
antes ou depois do tempo ideal, tere- cas, conforme mostra a figura 1. a posição do distribuidor para que as
mos problemas como a combustão Ao rodar, se este rotor for ilumina- marcas de referência fiquem justa-
incompleta ou ainda com os do por uma fonte de luz pulsante de mente no ponto em que se obtém o
contragolpes que fazem com que o frequência conhecida e comandada melhor rendimento do motor.
rendimento do motor caia enorme- pelo próprio circuito de ignição, ocor-
mente. re o chamado efeito estroboscópico.
A faísca deve ser produzida quan- Por este efeito, a imagem de um o CIRCUITO DA LUZ DE PONTO
do a compressão atingir um ponto con- corpo que gira parece '''congelada''
siderado ideal e as válvulas estiverem quando iluminada por uma fonte Na figura 3 temos uma luz de pon-
fechadas. pulsante de luz. to comum usada pela maioria dos ele-
Para ajustar o instante em que isso O leitor tem uma amostra deste tricistas e mecânicos de automóvel.
ocorre, baseia-se na posição da árvo- efeito na própria TV quando o Pelo seu diagrama de blocos, ilustra-
sincronismo da imagem funciona do na figura 4, observamos que ela é
como uma fonte pulsante de luz, con- alimentada pela própria tensão de 12
gelando o movimento de objetos que V do carro que está sendo ajustado.
se movem ou que giram. Um circuito inversor gera uma alta
É por este motivo que observando tensão da ordem de 400 a 800 volts
a hélice de um ventilador diante de um que alimenta uma lâmpada de

TV
Observador ~,
' ,\
"

~'ô\»-.\' \ . - _..

Hélice
girando Fig. 2 - O efeito
estroboscópicoobservado
Fig. 1 - Marcasparaajustede ponto. com uma hélicede ventilador.

68 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


Alta tensão
Lâmpada de
+ 12V
Retificador t---.-----, xenOnio
Oscilador e filtro
de potência

Fig. 3 - Uma luz de ponto comum. Chassi


ouOV Sonda de
o
disparo
xenônio, semelhante às encontradas
em flashes fotográficos, sistemas de Fig. 4 - Diagrama de blocos da Luz de Ponto.
alerta de viatura de polícia e bombei-
ros, e usadas também na sinalização Testes devem ser feitos com este ignição "atrasado" ou "adiantado" em
de torres e edifícios. capacitor e o transformador, conforme relação ao ponto ideal.
Para disparar esta lâmpada utiliza- a lâmpada usada. Em princípio peque- Atua-se então sobre a posição de
se o próprio pulso que produz a faís- nas lâmpadas de xenônio aproveita- ajuste do distribudor de modo que a
ca na vela. Para isso uma sonda é co- das de flashes fotográficos podem ser marca coincida com o ponto recomen-
locada no próprio cabo da vela, con- experimentadas com bons resultados. dado, o que é feito com o motor em
forme mostra a figura 5. Na figura 7 damos uma sugestão ponto morto (PMS ou Ponto Morto Su-
Veja que a alta tensão aplicada à de placa de circuito impresso para perior).
vela (que pode superar os 30 000 volts montar este aparelho. O ponto ideal de ajuste da faísca
num carro comum) faz com que o con- O cabo de conexão à vela deve ser ocorre segundo um ângulo de 8 a 10
tato com o circuito seja desnecessá- flexível com bom isolamento, dada a graus, mas este ângulo varia de modo
rio. Basta colocar o clipe da sonda no sua alta tensão. Os cabos de alimen- automático de acordo com a rotação.
cabo que, por indução, temos a ten- tação devem ter clipes para ligar na Nos motores modernos, o ajuste
são que aplicada à lâmpada dispara bateria do carro e serem indentificados do ponto é feito de modo automático
o circuito provocando o flash de curta por cores diferentes (vermelho para o por meios eletrônicos.
duração. positivo e preto para o negativo). O próprio microprocessador, a par-
A luz deste flash é aplicada direta- tir de um senso r verifica o instante em
mente no rotor com as marcas.
Com o motor em movimento, a USANDO A LUZ DE PONTO --- À luz de ponto
lâmpada pulsará rapidamente (em fun- o •.•..•• Sonda
ção de sua rotação) paralisando a ima- o ajuste com a "luz de ponto" é fei-
gem das marcas em certos pontos. to tomando-se como orientação as ~====:::::cabos
Na figura 6 temos um circuito típi- marcas de referência e a marca da
co de uma "luz de ponto" que pode até polia que está acoplada ao motor.
ser montada pelo leitor. Iluminando o conjunto, a marca
Os transistores de potência devem móvel vai mudar de posição em rela-
'velas)'
ser dotados de radiadores de calor e, ção às marcas de referência, confor-
eventualmente, os resistores de base me o motor esteja com o sistema de Fig. 5 - Ligando a sonda.
alterados no sentido de se obter a ten-
são ideal para o disparo da lâmpada.
Valores entre 470 ohms e 4,7 k ohms
devem ser experimentados de acordo
com o transformador. °1
1N4007
X1
O capacitor C3 também deve ser Lâmpada de
experimentado de acordo com a xenOnio
indutância do enrolamento primário do
transformador usado para obter-se
melhor rendimento. Valores entre 22
C4
nF e 100 nF são os recomendados. 100 nF
O transformador pode ser de qual- C5
quer tipo com 12+12 V de secundário
e correntes entre 300 e 800 mA. O en-
1000 pFT 2,2
a
p F '+---==~
(*) Sonda
rolamento primário que serve de en- O~
rolamento de alta tensão é de 220 V. (*) Ver texto
O capacito r C4 que alimenta a lâm-
pada de xenônio deve ter de 100 nF a Q2
470 nF com uma tensão de isolamen- TIP41

to de pelo menos 800 V. Fig. 6 - Diagrama de uma luz de ponto.

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 69


que ocorrem as faíscas, ajustando-o
conforme as necessidades de potên-
Fig.7 - Placadecircuito cia do motor.
impresso daluzdeponto.
Na verdade, nos motores

• modernos,
sador
o microproces-
determina o instante
em que ocorre a faísca em
função de diversos
metros como, por exemplo, a
parâ-

pressão barométrica, a tem-


peratura do motor e a ambi-
ente, a rotação e a própria
aceleração impressa pelo
motorista.

Para estes, o ajuste de ponto pelo


método tradicional usando a luz de
ponto não se aplica, já que isso é fei-
to pelos sistemas de diagnósticos in-
Sonda teligentes que empregam micropro-
cessadores já programados com to-
dos os parâmetros que devem ser le-
vados em consideração num ajuste ou
detecção de problemas. -

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70 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


LE.-'-~-=-
ESQUEMAS DE zadas", ou seja, será preciso montar também é levado em consideração por
AMPLIFICADORES um protótipo e ver se realmente elas projetistas de multímetros, comuns
funcionam da maneira esperada. que a utilizam para instrumentos que
"Desejo receber esquemas de possuem certa inércia (no caso dos
amplificadores de alta potência" - digitais) ou circuitos que partem da re-
--.Roberto Giannini - Curitiba - PR. AUMENTO DE POTÊNCIA tificação desta tensão para sua utili-
Consultas como esta são proble- zação num circuito de medida.
máticas para nós. Além de termos 'Tenho um amplificador Compact Em suma, o valor da tensão nes-
muitos circuitos e artigos publicados System MS-8800 da National que for- tes instrumentos é medido levando-se
em revistas de diversas épocas, não nece 20 W por canal. Gostaria de sa- em conta o valor total da energia con-
temos idéia se o leitor deseja projetos ber como modificar o circuito para au- tido num ciclo do sinal senoidal.
que usem circuitos integrados, transis- mentar a potência de áudio" - Carlos No entanto, com a ligação de apa-
tores comuns ou que tipo de configu- Augusto Fink - São Paulo - SP. relhos de todos os tipos numa rede
ração. Num caso como este, se o lei- Esta é uma consulta que recebe- de energia, muitos dos quais indutivos
tor for mais específico poderemos in- mos com certa frequência. O que e de comutação rápida, a tensão que
dicar os artigos de que dispomos e acontece é que quando se faz um pro- encontramos em muitas redes de ten-
que podem ter as cópias "xerox" ad- jeto de um equipamento comercial, são alternada não é perfeitamente
quiridas ou mesmo os exemplares, se todo o dimensionamento dos compo- senoidal.
ainda estiverem disponíveis. No entan- nentes e do circuito já são feitos de Esta tensão é cheia de transientes
to, para facilitar as consultas pedimos forma planejada. Mexer no circuito, e surtos que modificam a forma de
aos leitores que sejam específicos não só significa mexer com o equilibrio onda afetando seu valor real, se con-
sempre dando o máximo de porme- do funcionamento como também en- siderarmos a sua presença. Um mul-
nores do que desejam; não sendo va- contrar dificuldades de instalação dos tímetro comum não tem velocidade de
gos. Consultas do tipo "Desejo saber novos componentes, o que normal- resposta suficiente para levar em con-
tudo sobre diodos" ou "Quero saber mente leva a problemas insuperáveis. ta a presença dos transientes e sur-
em que revista saiu algo sobre tran- Assim, mesmo que tenhamos tos e, por isso, quando usado numa
sistores de efeito de campo" dificultam espaço para um amplificador de mai- rede que os tenha em grande quanti-
bastante o nosso atendimento. or potência, será preciso também au- dade não fornece uma indicação cor-
mentar a capacidade da fonte e dos reta do valor "rms" da tensão, mas sim
circuitos que devem excitar este am- um valor que ocorreria se o sinal fos-
MODIFICAÇÕES plificador. Em suma, não é apenas tro- se perfeitamente senoidal.
car alguns componentes, mas quase Numa aplicação mais crítica que
"Quais modificações devem ser tudo, ou tudo: um amplificádor mais envolva, por exemplo, uma linha de ali-
feitas no "Elo de Proteção Por Tom" potente também exige uma nova pla- mentação ruidosa, a medida da ten-
da revista 326 para utilizar radiação ca com trilhas aptas a conduzir as cor- são incluindo os transientes é funda-
infravermelha em lugar de fio - rentes maiores! mental exigindo para isso um instru-
Ronaldo de Freitas - RJ. Enfim, sairá muito mais barato, mento apropriado.
Em princípio basta ligar um LED será muito mais simples comprar um Os instrumentos que conseguem
emissor infravermelho no transmissor amplificador novo que já tenha sido fazer isso e que seguem normas
retirando o capacito r C2 e ligando em projetado para a potência que preci- adotadas no Brasil são denominados
seu lugar um resistor de 100 ohms samos. 'True RMS" (verdadeiro RMS).
para limitar a corrente no LED. No re- Em eletrônica, modificações de Os voltímetros True RMS exami-
ceptor, entretanto as modificações são projetos, salvo poucas excessões que nam os valores instantâneos das ten-
um pouco maiores: será preciso usar envolvem características simples, nun- sões encontradas nos circuitos consi-
um fototransistor ou fotodiodo como ca são indicadas, pois elas não envol- derando as variações rápidas que
receptor e amplificar seu sinal. Um vem a simples troca de componentes ocorrem nos transientes e surtos, o
amplificador operacional como o como muitos possam pensar. que não é conseguido pelos multíme-
CA3140 ou LM311 podem ser usados tros convencionais.
neste caso.
Aproveitamos a oportunidade para O QUE É TRUE RMS?
avisar os leitores de que nem sempre FORA DE SÉRIE
as modificações em projetos que pu- Eis uma pergunta que leitores in-
blicamos são tão simples ou podem teressados em Instrumentação Eletrô- Ainda estam os recebendo projetos
ser feitas sem problemas. Em alguns nica têm feito com certa frequência à para a nossa edição Fora de Série. Se
casos, além de serem impossíveis, im- nossa equipe técnica. você desenvolveu um projeto e dese-
plicando no desenho de uma nova Quando medimos uma tensão al- ja vê-Io divulgado concorrendo a di-
configuração, existe sempre o proble- ternada supomos que sua forma de versos prêmios, ainda está em tempo
ma de que elas precisam ser "otimi- onda seja perfeitamente senoidal. Isso de nos enviar. -

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000 71


,.
'PRATICAS DE SERVICE
Esta seção é dedicada aos profissionais que atuam na área de repara-
ção. Acreditamos, desta forma, estar contribuindo com algo fundamental
para nossos leitores: a troca de informações e experiências vividas nas
assistências técnicas. Esperamos que estas páginas se tornem uma
"linha direta" para intercãmbio entre técnicos. Os defeitos aqui relatados
são enviados à nossa redação pelos leitores, sendo estes devidamente
remunerados. Participe, envie você também sua colaboração!

APARELHOIMODELO: MARCA: REPARAÇÃO n°


Videogame Game Boy /MGB-001 Nintendo

DEFEITO: AUTOR: MAURíCIO FELlSBERTO


Não funciona com fonte externa Mauá - SP

RELATO:
Após abrir o aparelho, passei a
--~ (F2)
Fusivel Queimado
JACK SMD SW10NlOFF Oscilador
verificar o jaque de entrada da fonte,
que estava sem folga entre os con- 3V Cristal
tatos e sem trilhas quebradas. IN Líquido
Prosseguí seguindo as trilhas, até
encontrar um fusível SMD aberto.
Fui então à fonte externa onde ve-
rifiquei que a mesma se encontrava o fusível SMD queimado pelo diodo malmente. O diodo passou a funci-
com a polaridade invertida, ocasio- 1N4148 e corrigí a polaridade da fon- onar como uma proteção contra a
nando a queima do fusível. Substituí te. O videogame voltou a operar nor- inversão de polaridade.

APARELHOIMODELO: MARCA: REPARAÇÃO n"


Aparelho de som 3x1 MS-300 Gradiente
DEFEITO: AUTOR: JOSÉ LAÉRCIO DA SILVA
Não funciona o FM Arapongas - PR
RELATO:
Todas as demais funções (rádio
_·-t·_·_·_·- CI
com defeito
AM, toca-discos, etc) funcionavam
normalmente. O problema apareceu
depois de um temporal. Analisando
C701
o circuito, encontrei os componentes FM FRONT END
100pF
em bom estado, mas ao chegar ao LA 1186N
CI-701 (LA1186N), medindo tensões 9
encontrei uma pequena diferença
com relação ao indicado no esque-
ma. Havia sinal de saída, mas na C702..,.
1 kpF'"
entrada não. Como a suspeita recaiu
sobre este componente, fiz sua tro-
ca e o aparelho voltou a operar nor-
malmente.
Tc716
l.kPF

72 SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAIO/2000


PRÁTICAS DE SERVICE
APARELHOIMODELO: MARCA: REPARAÇÃO n°
Videogame Playstation SCPH-5501 Sony
DEFEITO: AUTOR: MAURíCIO FELlSBERTO
Necessidade de transcodificação Mauá - SP

RELATO:
Obs:
Como este aparelho é importado, Levantar -"T""--'!""=--~
ele não funciona no nosso padrão de os pinos
cor. Seu padrão original é o NTSC,
havendo necessidade de se fazer a
transcodificação para o PAL-M. Na fi-
6e7do
Impresso
.---....•.. ---..
BC548

gura abaixo temos o modo de fazer


isso.
Obs.: levantar os pinos 6 e 7 do
circuito impresso.

APARELHOIMODELO: MARCA: REPARAÇÃO n°


Videocassete M-X 41 M Toshiba

DEFEITO: AUTOR: CELSO FERREIRA DE LIMA


Sem cor Rio de Janeiro - RJ

RELATO:
Pela característica do defeito, co-
mecei a análise pelo circuito de
29
crama/conversão que tem o CI 401 -
TA8632 como principal componente.
Para dirimir dúvidas e economizar 28
tempo, fiz a substituição do referido
CI, mas o defeito persistiu. Como no
27
esquema não havia uma tabela de
tensões neste componente, não
pude realizar a análise dinâmica do 26
circuito, passando a fazer apenas
Q406
uma análise estática. Encontrei en-
25
tão o capacitor cerâmico C421 (10nF)
em curto. Com sua troca, o VCR vol-
tou a funcionar normalmente. 24

23
C:f.0
0,0 IJF
22

21

20

SABER ELETRÔNICA Nº 328/MAI0/2000 73


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