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exame de recuperação

módulos em atraso

PORTUGUÊS
módulo 1
cursos profissionais

componente de formação sociocultural

2019
aos alunos abrangidos pela Portaria 74-A/2013, de 15 de fevereiro
Duração do exame: 90 minutos FASE fevereiro

_______________________________________________________
Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta.
Não é permitido o uso de corretor. Em caso de engano, deve riscar, de forma
inequívoca, aquilo que pretende que não seja classificado.
Não é permitido o uso de dicionário.
Escreva de forma legível a numeração dos grupos e/ou dos itens, bem como as
respetivas respostas.
Para cada item, apresente apenas uma resposta. Se escrever mais do que uma
resposta a um mesmo item, apenas é classificada a resposta apresentada em primeiro
lugar.
As cotações dos itens encontram-se na página 7.
____________________________________________________________________________
GRUPO I

Leia, atentamente, o texto a seguir transcrito.

Outubro, 20

A aula de hoje foi uma conversa animada, calorosa, por vezes, sobre as redações. Cada qual fazia ler

ou lia a sua e depois a plateia criticava ou criticava eu. (...)

Mas a crítica não era feita apenas às ideias expostas: punha-se direito o que do ponto de vista da

ortografia, da morfologia e da sintaxe estava de esguelha. Foi afinal a aula de hoje, principalmente uma

5 lição de gramática, “dada de maneira suave e agradável” – como quer o Ludovico.

Vimos, especialmente: a ortografia dos verbos em ar (ao ouvido): presenciar, negociar, prefaciar e

chapear, aformosear, pastorear;

Os indicativos presentes (em io ou em eio) de cada um dos grupos; vimos a ortografia das interjeições

ah (“ah pernas para que vos quero”), oh (“oh! O Artur calado!”), ó (“ó Rosa, arredonda a saia”), eh (o “eh

10 pá”, que ele, como quase todos, errara); vimos a diferença entre pastar e apascentar e a vulgar confusão

que leva a dizer: “Fulano pastava as cabras”; e, vimos, depois de muitas outras coisas que iam surgindo,

“dois pontapés na Gramática” propostos pelo Artur.

E eram eles colhidos junto de um aparelho de T.S.F.:

O filho do João Lourenço há de vir a ser um futuro campeão do Sporting.

15 Tens razão, Artur: diga-se

... há de vir a ser um campeão.

Ou

... é um futuro campeão.

Já a segunda mereceu mais discussão e foi aprovada:

20 Peyroteo disparou uma bola imparável, que Barrigana defendeu.

Então - perguntava o Artur – era imparável e foi parada? Este imparável é apenas exagerado; ou quer

dizer, Artur, que aquela bola seria imparável pela maioria dos guarda-redes ou parecia imparável pelo

próprio Barrigana. O adjetivo serve, ali, não só para acentuar a força com que a bola corria, mas ainda e

principalmente, para acentuar a boa atuação do que a defendeu. A frase, Artur, é do tipo daquela que eu

25 citara:

O burro fez o impossível para se salvar e salvar o seu dono.


Sebastião da Gama, Diário

A. Selecione a opção adequada por forma a obter respostas corretas (escreva, na sua folha de respostas, o número
do item seguido da letra identificativa da alternativa correta). (60 pontos)

1. O excerto remete-nos para uma aula onde se trabalha:


a. gramática.
b. aperfeiçoamento de texto.
c. leitura.
d. dicção.

2. Atenta nas interjeições oh e ó presentes nas frases “oh! O Artur calado!” e “ó Rosa, arredonda a

saia”. (linha 9). A diferença entre elas é que


a. a primeira é uma interjeição que expressão espanto e a segunda é um vocativo.
b. a primeira é uma interjeição que expressão alegria e a segunda um espanto.
c. a primeira é um vocativo e a segunda uma interjeição.
d. ambas são vocativos.

3. Na expressão “Peyroteio disparou uma bola imparável, que Barrigana defendeu.” (linha 20)

temos dois recursos estilísticos:


a. metáfora e personificação.
b. hipérbole e metáfora.
c. metáfora e hipérbole.
d. personificação e metáfora.

4. No penúltimo parágrafo o eu dirige-se a um tu, sendo que

a. o eu é o aluno e o tu é Artur.

b. o eu é o professor e o tu é Sebastião da Gama.

c. o eu é Sebastião da Gama, o professor e o tu é Ludovico, o aluno.

d. o eu é Sebastião da Gama, o professor e o tu é Artur, o aluno.

Responda com clareza e correção às perguntas apresentadas. Construa respostas completas.

5. “(...) punha-se direito o que, do ponto de vista da ortografia, da morfologia e da sintaxe, estava de

esguelha.” (linhas 3 e 4)
5.1. Explicite o sentido da afirmação. (20 pontos)
6. Identifique o tipo de texto autobiográfico que acabou de ler e aponte três características e

respetivos exemplos que lhe sejam característicos. (20 pontos)

GRUPO II

Leia o texto.

Portugal em detalhe

Às vezes, partimos em busca de destinos longínquos ou exóticos e esquecemo-nos de que o raro e o belo

podem estar mesmo aqui ao lado. Sobretudo quando se trata de literatura ou de jornalismo de viagens,

parece mais fácil apanhar um avião para o outro lado do Atlântico do que o autocarro da Rodoviária para

Sagres e a partir daí caminhar Portugal acima.

5 Foi o que se propôs Nuno Ferreira, antigo jornalista do Público que, após ficar desempregado, decidiu

percorrer Portugal a pé. A premissa era clara: passamos demasiado tempo sentados, em frente ao

computador, agarrados ao telefone, e, sobretudo nas redações, demasiado tempo longe da realidade e

fixados numa ideia de país que não ouve as pessoas e não lhes conhece as histórias.

O projeto de Nuno Ferreira – que primeiro publicou Portugal a pé (Vertimag 2011) e agora, numa versão
10
mais condensada, Portugal de perto (Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2014) – é, a todos os níveis,

notável. E tem uma deliciosa atenção ao detalhe, demonstrando com um olhar arguto e ponderado, as

diferenças sociais, económicas, geográficas entre um Portugal que imaginamos e os portugueses que nele

vivem.

Começa em Sagres e percorre o Algarve a pé. Vai por aí acima até à Beira Alta; interrompe o projeto

15 durante cerca de um ano, e regressa à estrada em Trás-os-Montes e Minho, acabando no ponto mais a

Norte: Cevide. Os cafés, «monumento-nacional» à localidade urbana ou rural, são sempre o seu porto de

abrigo, mesmo quando incomodado pelo ladrar desconfiado dos cães. E o que vemos pelos olhos de Ferreira

é um país pobre e esquecido, que entrelaça vozes com a história da terra, cidades e vilas que souberam

reinventar-se no século XXI, cidades e vilas escondidas num silêncio de breu, mergulhadas num abandono.

20 Portugal: um país a muitas velocidades, atravessado por autoestradas e por caminhos de cabras que não

levam a lado nenhum. E Nuno Ferreira, que parte da capital, urbana, Lisboa, para conhecer portugueses,

partilha connosco a estupefação simples de quem viaja: porque há portugueses que não o querem conhecer.

A desconfiança, o medo, o «anda por aí tanta ladroagem» e o isolamento mostram a realidade de um país
dividido entre o progresso (e todos os seus significados) e uma ideia de autenticidade. São esses encontros a

25 essência de Portugal de Perto, por vezes partilhamos o desespero de Ferreira em encontrar alma humana

que o acolha (falamos a mesma língua, estamos no mesmo país; no entanto, parecemos tão distantes); por

vezes, conhecemos gente que nos enche o dia e, da conversa, nasce a pequena história.

Como aqui: «Deixei-me ficar por ali, na esperança de poder ficar mais tempo junto da comunidade, mas o

velho acabou com os meus sonhos quando veio ter comigo e explicou que era tempo de eu partir. Esse dia
30
acabou por ser surpreendente. Ali por perto, só encontrei dormida numa enorme e luxuosa herdade. A

mesma pessoa que horas antes estava deitada numa lona num acampamento de ciganos terminou o dia

rodeada por javalis empalhados num vasto salão em abóbada, sentada num cadeirão de couro.»

Portugal observado na lentidão da caminhada de Ferreira, passo a passo, pé ante pé, é belíssimo e cheio

de contrastes. E mostra, como antes dele Viagem a Portugal, de José Saramago, e na esteira de Pescadores

35 de Raul Brandão, ou das Viagens de Garrett, que há todo um coro de vozes portuguesas por ouvir e tantas

histórias por contar.

Raquel Ribeiro, in http://www.almadeviajante.com, publicado a 1 de julho de 2015 (texto adaptado)

Para responder a cada um dos itens de 1. a 5., selecione a única opção que permite obter uma

afirmação correta e registe-a na sua folha de resposta. (50 pontos)

1. Este texto tem como função principal

a. apreciar criticamente um livro.

b. aconselhar a viajar em Portugal.

c. aconselhar a viajar a pé em Portugal.

d. argumentar a favor da importância de um livro.

2. Na frase «que entrelaça vozes com a história da terra» (linhas 18) ocorre uma

a. hipérbole.

b. personificação.

c. metáfora.

d. comparação.

3. A «estupefação» (linha 22) do viajante e autor deriva

a. da existência de pessoas que o receiam, dado o isolamento em que vivem.

b. do isolamento em que muitos portuguese vivem.

c. do facto de haver muita «ladroagem» em zonas isoladas.


d. da constatação da existência de grandes diferenças entre o Portugal urbano e o Portugal rural.

4. A palavra e a expressão destacadas em «por vezes partilhamos o desespero de Ferreira em encontrar alma

humana que o acolha (falamos a mesma língua, estamos no mesmo país; no entanto, parecemos tão

distantes)» (linhas 25 a 26) são, respetivamente,

a. um pronome pessoal e uma locução coordenativa adversativa.

b. um pronome demonstrativo e uma locução subordinativa adversativa.

c. um pronome pessoal e uma locução coordenativa copulativa.

d. um pronome pessoal e uma conjunção coordenativa adversativa.

5. Um dos dias da viagem tornou-se «surpreendente» (linha 31) devido a

a. uma explicação recebida.

b. um contraste vivido.

c. um contraste observado.

d. uma possibilidade aventada.

GRUPO III

Muitas autarquias portuguesas têm vindo a organizar viagens em grupo para pessoas idosas, de modo a

conhecerem o seu país.

Num texto bem estruturado, com um mínimo de 150 e um máximo de 250 palavras, escreva uma carta, a um

seu amigo já idoso, convidando-a a vir à ilha de S. Miguel, destacando iniciativas turísticas apelativas e adequadas

à faixa etária em causa. (50 pontos)

COTAÇÕES

GRUPO I

1. .......................................................................................................................................... 15 pontos
2. .......................................................................................................................................... 15 pontos
3. .......................................................................................................................................... 15 pontos
4. .......................................................................................................................................... 15 pontos
5.1. ....................................................................................................................................... 20 pontos
Aspetos de conteúdo (C) (12 pontos)
Aspetos de estruturação do discurso e correção linguística (F) (8 pontos)
6. ........ ................................................................................................................................. 20 pontos
Aspetos de conteúdo (C) (12 pontos)
Aspetos de estruturação do discurso e correção linguística (F) (8 pontos)
__________________
100 pontos

GRUPO II

1. ………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. 10 pontos
2. ………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. 10 pontos
3. ………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. 10 pontos
4. ………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. 10 pontos
5. ………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. 10 pontos
___________________
50 pontos
GRUPO III
Estruturação temática e discursiva (ETD) …………………………………………………………………………………………………… 30 pontos
Correção linguística (CL) ……………………………….………………………….………………………………………………………………… 20 pontos
___________________
50 pontos
Total ................................................................................. 200 pontos