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dee politica hannah arendt ENTRE O PASSADO E O FUTURO teary “Tao do oxgina em ings Benoten Past and Future © 1954, 1956, 1957, 1958, 1960, 1961, 1963, 1967, 1968 by Hannah Area Publicado por aco com Tae Vans Piss Dados fermcionis do Caatoggso na Pubheagho (CIP) 05.01 Soli (Camara Brae do Livro, SP, Bra) ‘Aten, Hannah, 1906-1975. Ente o pssado «0 otro / Hannah Arca; {eadugso Maro W. Bubos), — Séo Palo. Perspective, 2005, — (Debates 64 dria por J. Osnsburg) ‘Tho origina: Berwoun pst and fear : ight exercises in political those, ‘rep da 5. ed. do 2000 Bitiograta ISBN 85-273.0117.2 1 Civlzagda modern = 1950-2, Hisria Filosofia 3. Poca L Guisburg, JH. Til, Mh See 31 epp.s2001 fndces para cailoge semen: 1. Pallca: Filosofia 320.01 gto 3 reimpresto Dizeos reservados em Ingun portugues 8 [EDITORA PERSPECTIVA S.A, gar Lats Anni, 3025 (1401-00-80 Paulo SP Brash “een (0-11) 3885 8388 ne ederaperpectiva.com.br 2005, Para teorch spline ecco anos 4, QUE E LIBERDADE? ' Levantar a questio — 0 que & liberdade? — parece ser uma empresa jerealizivel. E como se velhas Contradigdes e antinomias estivessem & nossa espreita para forgar o espirito a dilemas de impossibilidade Tégica de tal modo que, dependendo da solugio escothi- dda, se torna t8o impossivel conceber a liberdade ov (09 seu oposto quanto entender a nog de um cit culo quadrado, Em sua forma mais simples, a di ficuldade pode ser resumida como a contradi- gio entre nossa consciéncia e mosses principios| 188 morais, que nos dizem que somos livres portanto res. ponsdveis, e a nossa experiencia cotidiana no mundo fexterno, na qual 0s orientamos em conformidade com © prinefpio da causalidade. Em todas as questtes pré- ticas, © em especial nas politicas, temos a liberdade fn ‘mana como uma verdade evidente por si mesma, © & sobre essa suposico axiomética que as leis so esta- belecidas nas comunidades humanas, que decis6es so tomadas ¢ que juizos sio feitos. Em todos os cam- pos de esforgo teérico e cientifico, pelo contrétio, pro- cedemos de acordo com a verdade nfo menos evidente do nihil ex nibilo, do nihil sine causa, isto 6, na supo~ siglo de que até mesmo “nossas préprias vidas sao, em dltima ang . © de que, se ‘hd porventura um'eu primariamente livre em n6s mes- ‘mos, ele certamente jamais aparece de modo claro no ‘mundo fenoménico e, portanto, nunca pode se tomar objeto de verificagio teérica, F por isso que a liber- dade se revela uma miragem no momento em que a Psicologia procura aquilo que é supostamente seu domi- tio proprio; pois “a parte que a forca desempenha na natureza, como causa do movimento, tem por contra- partida, na esfera mental, 0 motivo como a causa da conduta”. £ verdade que o teste da causalidade — 1 previsibiidade do efeito se todas as causas forem conhecidas — no pode ser aplicado ao imbito dos assuntos humanos, mas essa imprevisibilidade prética no é nenhum critério de liberdade: significa meramen- te que nfo estamos capacitados a chegar algum dia a sequer conhecer todas as causas que entram om jogo, e isso, em parte, pelo simples nero de fatores impl cados, mas também porque os motives humanos, dis- tintamente das foreas da natureza, ainda sio ocultos de todos os observadores, tanto da’ inspegio pelo nosso préximo como da introspeegio. Devemos um grande esclarecimento a respeito des- ses obscuros temas a Kant ¢ a seu discernimento de que a liberdade nfo € mais passivel de averiguacio por parte das faculdades interiores © dentro da area da (2) fin9 Max Pack, Caumen and Free Wi" 6) The New ‘TEE"%o Senda pote" boa cscs tn son tngledade ‘tea apie 189