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Fundamentos de

Informática
Material Teórico

Memórias

Responsável pelo Conteúdo:


Prof. Ms. Rodrigo da Rosa

Revisão Textual:
Prof . Ms. Elisabeth Hormizida Britto Cury
a
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un

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e
Memórias

Orientações de Estudo
Para que os objetivos da unidade sejam alcançados, é fundamental que você leia
cuidadosamente todo o material e realize com atenção todas as atividades propostas.
Nesta unidade é importante que, durante as leituras e realização dos exercícios, você
conheça os conceitos elementares referentes ao assunto Armazenamento de Dados.
Sugiro que você acesse e leia cuidadosamente o material teórico.
Após isso, você poderá acompanhar a Apresentação Narrada, pois ela lhe ajudará a
compreender melhor os principais assuntos da Unidade.
Outro recurso fundamental é a atividade de sistematização, já que com ela você poderá
perceber o quanto aprendeu sobre o tema.
Realize a atividade de aprofundamento, que associa os assuntos que estudamos à atividade
profissional por meio de reflexão e produção de sua própria autoria.
Além disso tudo, você contará com textos e/ou vídeos indicados no material complementar.
Desejo bons estudos!

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Unidade: Memórias

Contextualização

É muito comum, quando encontramos pessoas que não vimos há algum tempo, lembrarmos
de momentos anteriores que passamos junto com elas. Pode ser aquela pessoa que estudou
conosco em uma determinada escola ou alguém que conhecemos em alguma festa. Pode,
ainda, ser alguém que vimos em um hospital ou em alguma feira de ciências.
Nós, seres humanos, somos dotados de algo que permite armazenarmos informações de
eventos passados, chamado de memória.
Os computadores também possuem memória. Na verdade, vários tipos de memórias, cada
qual com uma função específica, porém todas têm certa utilidade e características próprias.
Há aquelas utilizadas para armazenar grande quantidade de dados e outras para armazenar
pequenas quantidades. Umas são utilizadas para armazenar dados temporariamente, enquanto
que outras são utilizadas para armazená-los permanentemente. Algumas permitem maior
velocidade no auxílio às tarefas executadas pelo processador e outras velocidade menor.
Nesta unidade você irá conhecer os aspectos fundamentais relacionados ao tema memórias.
Compreenderá o porquê da existência de cada uma delas e será capaz de distinguir as
funcionalidades diferentes de uma em relação às demais. Por meio da pirâmide que indica a
hierarquia de memória você estará apto a reconhecer quais são as memórias mais velozes, as
que são mais baratas e também as que possuem maior capacidade de armazenamento.

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Introdução

Quando nos referimos à memória em um sistema computacional, queremos indicar que através
de algum meio/dispositivo nossos dados são armazenados, seja de maneira temporária ou ainda
de maneira permanente. Sendo assim, precisamos conhecer as características que diferenciam
um tipo de memória de outros, suas funcionalidades e importância, para que tenhamos condições
de saber exatamente como ocorre a comunicação entre memória e processador.

Há memórias que são mais rápidas que outras quanto ao acesso às instruções. Em
contrapartida, existem aquelas que são mais caras e também aquelas que possuem maior
capacidade de armazenamento. De qualquer maneira, todas elas são essenciais para o bom
funcionamento de um computador.

Nesta unidade abordaremos o assunto Memórias. Compreenderemos os conceitos mais


relevantes sobre elas, bem como suas características individuais e aspectos relacionados à
velocidade, armazenamento de dados e custo de uma em relação às outras.

Memória Principal

Como é de conhecimento, a memória principal é um componente eletrônico básico do


computador. Sua função é armazenar dados que são ou serão recuperados pelo processador
para que ele os processe.

Imagine que você tenha em sua casa um cofrinho com cadeado. De tempos em tempos
você coloca uma ou outra moeda e, sempre que precisar, abre esse cadeado para retirar
algumas dessas moedas. A memória principal funciona mais ou menos assim: ela serve como
um depósito onde os dados são armazenados e retirados quando for preciso.

Importante
Quando o processador precisar de algum dado que está armazenado na memória principal
ele não retirará tal dado de lá, mas sim fará uma cópia para o processamento.

O processo de armazenamento de um dado chama-se escrita, enquanto que o processo de


recuperação de um dado chama-se leitura.

A memória principal é constituída de endereços que são localizações de armazenamento


com identificação única. Ela é responsável por armazenar dados na forma de bits (BInary
DigiTs). A figura 1 apresenta um esquema básico da memória principal.

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Unidade: Memórias

Figura 1: Memória Principal.

Você Sabia?
Uma palavra, com característica computacional, é um conjunto de bits que chamamos
de dados. Esses dados são armazenados desta forma: em grupos, na memória principal,
sendo uma palavra por endereço. No exemplo da figura acima, a palavra é um conjunto
de 16 bits, porém ela poderia ser um conjunto de 8, 32, 64, etc. Cada grupo de 8 bits é
equivalente a 1 Byte. Desse modo, em nosso exemplo, temos a representação de palavras
de 2 Bytes.

Mas você poderia se perguntar: como os bits são identificados na memória?


Os computadores não possuem a capacidade de identificação de caracteres pela visão ou
tato, como ocorre com os seres humanos. Eles precisam receber sinais para interpretarem
quais são os dados que estão inseridos na memória. São sinais elétricos. Verifique a explicação
extraída de Monteiro (2007, p. 81) para esclarecimento dessa questão:

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Distinguimos o caractere “a” do caractere “b”, como também o símbolo
matemático “+” do símbolo “(”, porque todos eles têm formato visual diferente
e o ser humano, através do sentido da visão, consegue distingui-los.
Como computadores não possuem esses sentidos dos humanos, eles conseguem
apenas distinguir sinais elétricos diferentes, isto é, se o valor representa 0 (zero)
ou 1 (um). Neste caso, para introduzir todos os símbolos básicos que usamos
em nosso dia-a-dia precisaríamos mais do que um bit, visto que com apenas
um bit só poderíamos representar dois símbolos distintos.
O autor ainda indica que para representar o nosso alfabeto e demais símbolos gráficos da
matemática e afins seria necessário definir uma forma de representação interna para 26 letras
minúsculas, 26 letras maiúsculas, 4 símbolos matemáticos (+, -, *, /) e 8 sinais de pontuação (.
; : , ( ) – “), totalizando 64 possibilidades de representação de informação somente neste caso.
Estes caracteres devem ser representados por um conjunto de 8 bits (1 Byte). Nesse sentido,
poderíamos, por exemplo, definir nossos símbolos da seguinte maneira:
Tabela 1: Exemplo de representação de caracteres em Bytes

Letras Representação em Binário – exemplo


a 00000001
b 00000010
c 00000011
d 00000100
... ...
z 00011010
A 00011011
... ...
Z 00110100
/ 00110101
+ 00110111
... ...
Ao apertarmos a letra b em nosso teclado, o código binário referente a ela é automaticamente
gerado e um sinal elétrico é enviado para a memória principal. O sinal elétrico para representação
das letras “A” e “b”, com base no exemplo dado, ficaria assim:
Figura 2: Sinal elétrico das letras “A” e “b”

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Unidade: Memórias

A memória principal armazena, então, esse sinal para que o processador identifique-os e
apresente o resultado em uma representação conhecida para nós.
A memória principal é subdividida, basicamente, em três partes: RAM, ROM e Cache.
Abaixo será descrita cada uma delas.

RAM – Random Access Memory ou Memória de Acesso Aleatório


A maior parte da memória principal de um determinado computador é composta pela
memória RAM. As operações de leitura e também de escrita são permitidas nela. Desse modo,
o processador pode realizar essas operações para executar as tarefas a ele solicitadas.
A memória RAM é uma memória volátil, ou seja, precisa de energia elétrica para manter
os dados armazenados. Abaixo temos a figura 3, que apresenta um pente de memória RAM.

Figura 3: Memória RAM.

Thinkstock.com

Na memória RAM são carregados o sistema operacional e todos os outros programas que
são solicitados para processamento.

ROM – Read-Only Memory ou Memória somente de leitura


Como o próprio nome sugere, a memória ROM não permite a escrita, mas sim, apenas a leitura
de dados nela armazenados, pelo processador. A figura abaixo apresenta uma memória ROM.

Figura 4: Memória ROM.

Wikimedia Commons

Esse tipo de memória é considerado não-volátil, pois os dados não são perdidos no
momento que a energia elétrica é cessada. Outro fato importante é que elas são mais lentas
do que as memórias RAM.

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A memória principal dos sistemas computacionais possui uma pequena parte de memória
do tipo ROM, com rotinas básicas do sistema operacional, uma vez que sempre que um
computador é ligado, o processador deve “enxergar” qual sistema deve ser carregado na
memória para gerenciamento dos demais programas. Essa pequena memória ROM presente
na memória principal é denominada BIOS (Basic Input Output System ou Sistema Básico de
Entrada e Saída).

Memória Cache
A memória cache é um tipo de memória que trabalha entre o processador e a memória
principal. A figura 5 demonstra a interação entre esses dois dispositivos.

Figura 5: Atuação da memória cache.

Sempre que o processador necessitar executar uma instrução, ele deverá procurá-la,
primeiramente, na memória cache. Caso não encontre nela, deverá acessar a memória principal
para obter os dados.
O procedimento é descrito da seguinte maneira:
a) o processador busca na memória cache a instrução a ser processada;
b) caso encontre, o processador faz uma cópia dessa instrução e armazena nos registradores;
c) caso não encontre, o processador acessa a memória principal, faz uma cópia da instrução
(ou um bloco da memória) e substitui os dados anteriores da memória cache pelos novos;
d) o processador acessa novamente a memória cache e faz uma cópia da instrução;
e) finalmente o processador executa a tarefa.
Esse procedimento tende a otimizar o processo de busca pela instrução, tornando o
desempenho do computador muito mais satisfatório. A figura 6 apresenta a memória cache
como um componente eletrônico.

Figura 6: Memória Cache.

Wikimedia Commons

A exemplo da memória RAM, a memória cache é um tipo de memória volátil, necessitando


de energia elétrica para armazenar os dados.

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Unidade: Memórias

Memória Secundária

No ano de 1981, quando foram surgindo os PCs (Personal Computers), dispositivos


conhecidos como HD (Hard Disk, disco rígido ou disco magnético), foram sendo desenvolvidos
no intuito de armazenarem dados permanentemente. Daquela época em diante, os HDs foram
passando por um processo de evolução, aumentando consideravelmente sua capacidade de
alocação de dados.
Entretanto, os primeiros dispositivos de armazenamento secundários (memória secundária)
surgiram em meados da década de 1950, porém funcionavam de maneira muito precária em
relação ao que conhecemos hoje em dia. De qualquer maneira, conseguia-se obter resultados
esperados de momento. De lá para cá, diversos elementos foram criados e disponibilizados
para comercialização, como por exemplo, os próprios discos rígidos (HDs), as fitas magnéticas
tipo cassete, os discos flexíveis, os CDs, DVDs, os pendrives, dentre outros. A figura abaixo
apresenta alguns exemplos de memória secundária.

Figura 7: Memórias secundárias.

Thinkstock.com

Os discos rígidos e também os discos flexíveis (disquetes) são dispositivos de armazenamento


magnético. A diferença entre eles é a capacidade de armazenamento de dados que nos disquetes
é bem menor. Discos flexíveis são pouco usados atualmente. Seu uso se tornou obsoleto.

Dialogando
Dispositivos de armazenamento magnético utilizam a magnetização para armazenar bits de dados.
Se uma localização estiver magnetizada, ela representa 1; se não, representa 0. (FOROUZAN;
MOSHARRAF, 2011, p. 97)

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Os CDs e DVDs são dispositivos de armazenamento óptico. São muito utilizados para
armazenamento de dados multimídia, como filmes e músicas, porém não estão limitados a isso.

Dialogando
Dispositivos de armazenamento óptico utilizam luz laser para armazenar e recuperar dados.
(FOROUZAN; MOSHARRAF, 2011, p. 99)

Pendrives, ou memória USB (Universal Serial Bus – Barramento Serial Universal), são
dispositivos de armazenamento eletrônico. Possuem a vantagem de serem mais rápidos em
relação ao acesso aos dados e, além disso, possuem maior capacidade de armazenamento que
disquetes, CDs e DVDs.

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Unidade: Memórias

Hierarquia da Memória

Dialogando
Os usuários de computador precisam de muita memória, especialmente memória que seja muito
rápida e de baixo custo. Nem sempre é possível satisfazer essa demanda – memória muito rápida
geralmente não é barata. É preciso que seja feita alguma adequação. A solução é recorrer a níveis
hierárquicos de memória. (FOROUZAN & MOSHARRAF, 2011, p. 96)

A figura abaixo apresenta uma hierarquia de memória:

Figura 8: Hierarquia de memória.

Percebemos, ao observar a figura anterior que, quanto mais próxima do topo da pirâmide,
maior é o custo e maior a velocidade, porém menor a capacidade de armazenamento da
memória.
Ao contrário disso, quanto mais próxima da base da pirâmide, menor é o custo e menor é
a velocidade, porém maior é a capacidade de armazenamento.
Sendo assim, podemos dizer, por exemplo, que a memória principal é mais rápida e mais
cara que a memória secundária, porém é mais lenta e mais barata que a memória cache.
Do mesmo modo, podemos dizer que a memória principal possui menor capacidade de
armazenamento que a memória secundária, porém maior capacidade de armazenamento que
a cache.

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Material Complementar

Link
Portal de tecnologia do site UOL com informações sobre tecnologia.
Disponível em: http://computerworld.com.br/. Acesso em: 22 Jun. 2015.

Portal do site UOL que aponta notícias e vídeos sobre tecnologia da informação.
Disponível em: http://olhardigital.uol.com.br/home. Acesso em: 22 Jun. 2015.

Portal de notícias sobre componentes computacionais.


Disponível em: http://www.clubedohardware.com.br/. Acesso em: 22 Jun. 2015.

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Unidade: Memórias

Referências

FOROUZAN, B.; MOSHARRAF, F. Fundamentos da ciência da computação. São Paulo:


Cengage Learning, 2011.

MONTEIRO, Mario A. Introdução à organização de computadores. Rio de Janeiro:


LTC, 2007.

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Anotações

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