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RESPONSABILIDADE PENAL, CONCURSO DE PESSOAS, DOLO, CULPA

E LEGÍTIMA DEFESA NO GERENCIAMENTO DE CRISE – CONCEITOS E


NOÇÕES.

Segundo Heleno Fragoso (2006, p. 203), a responsabilidade penal é o dever


jurídico de responder pela ação delituosa que recai sobre o agente imputável.

A conduta típica e antijurídica é definida como crime na lei de acordo com o


entendimento dominante da doutrina brasileira, entre eles os renomados
juristas Damásio de Jesus, Celso Delmanto e Júlio Fabrini Mirabete.

O art. 18 do Código Penal Brasileiro classifica os crimes em dolosos e


culposos. Damásio de Jesus (2009, p. 283) define dolo como elemento
subjetivo do tipo. É a vontade de concretizar as características objetivas do
tipo. Fernando Capez (2007,p. 200) diz que o dolo é a vontade e a consciência
de realizar os elementos constantes do tipo penal, ou seja, a vontade
manifestada pela pessoa humana de realizar a conduta.

A culpa também se constitui elemento do tipo, segundo a teoria finalista da


ação. A conduta culposa torna-se típica a partir do instante em que não se
tenha manifestado o cuidado necessário nas relações com outrem, conforme
afirma Damásio (2009, p. 293). Culpa é a ausência de um dever objetivo de
cuidado que conduz a um resultado, embora não previsto, previsível
objetivamente.

O agente atua com dolo, quando quer diretamente o resultado ou assume o


risco de produzi-lo; ou age com culpa, quando dá causa ao resultado em
virtude de sua imprudência, imperícia ou negligência (Greco, 2009, p. 151).

Os tipos que definem os crimes culposos, como se observa, são, em geral,


abertos, não descrevendo em que consiste o comportamento culposo (Capez,

2007, p. 207).

• O dolo direto
O agente quer determinado resultado, como a morte da vítima, por exemplo, no
homicídio.(Nucci, 2006, p. 187).

• O dolo eventual ou indireto

No magistério de Fernando Nucci (2006, p. 187), o dolo eventual ou indireto é a


vontade do agente dirigida a um resultado determinado, porém vislumbrando a
possibilidade de ocorrência de um segundo resultado, não desejado, mas unido
ao primeiro.

• Culpa Inconsciente

De acordo com Mirabete (2007, p. 141), existe quando o agente não prevê o
resultado que é previsível. Não há no agente o conhecimento efetivo do perigo
que sua conduta provoca para o bem jurídico alheio.

• Culpa Consciente

Ainda segundo Mirabete, ocorre quando o agente prevê o resultado, mas


espera, sinceramente, que não ocorrerá. O agente acredita que sua habilidade

impedirá o evento lesivo que está dentro de sua previsão Baseado na teoria
finalista, de autoria de Hans Welzel, Damásio de Jesus,(2009, p. 231), ensina
que:

O Direito não deseja apenas que o homem não realiza condutas dolosas, mas,
também, que imprima em todas as suas atividades uma direção finalista capaz
de impedir que produzam resultados lesivos. As ações que produzindo um
resultado causal, são devidas à inobservância do mínimo de direção finalista no
sentido de impedir a produção de tal consequência, ingressam no rol dos
delitos culposos.

Lembrando que, conforme citado por Capez ( 2007, p. 115) a conduta é a ação
ou omissão humana, consciente e voluntária, dirigida a uma finalidade.

Ainda para se analisar a ausência da culpabilidade de determinado agente,


outros aspectos da lei penal podem ser considerados, tais como:
Descriminante Putativa, Erro Determinado por Terceiro (art. 20, §1° e §2° do
Código Penal), Coação irresistível e a Obediência Hierárquica art. 22). Além
destes aspectos há as excludentes de ilicitude, que isentam os autores do
crime quando estes praticam as condutas em Estado de Necessidade, em
Legítima Defesa e em Estrito Cumprimento do Dever Legal ou no Exercício
Regular de Direito, do citado diploma legal.

• Concurso de pessoas

Ocorre quando na violação da norma jurídico-penal decorre da ação de mais


de uma pessoa. Está previsto no Código Penal Brasileiro, Título IV, com a
denominação “concurso de pessoas” (Rocha, 2004, p. 416).

Para que ocorra o concurso de agentes, são indispensáveis 04 requisitos

(Mirabete, 2007, p. 227):

a) Pluralidade de condutas;

b) Relevância causal de cada uma das ações;

c) Liame subjetivo entre os agentes;

d) Identidade de fato

• Legítima defesa

Portanto, a finalidade do gerenciamento de crise é aplicar a lei (fazer com que


os causadores de crise sejam presos e processados) e preservar a vida (dos
reféns e também dos causadores da crise). Caso haja a necessidade de uso de
força letal para colocar fim a crise e libertar os reféns, entendemos que a
principal causa que eximirá os agentes policiais de eventual morte é a
excludente de ilicitude da legitima defesa.

Legítima defesa, segundo Capez ( 2007. p 281) é causa de exclusão da


ilicitude que consiste em repelir injusta agressão, atual ou iminente, a direito
próprio ou alheio, usando moderadamente dos meios necessários. Não há
aqui, uma situação de perigo pondo em conflito dois ou mais bens, na qual um
deles deverá ser sacrificado. Ao contrário, ocorre um efetivo ataque ilícito
contra o agente ou terceiro, legitimando a repulsa.

Fundamento: O Estado não tem condições de oferecer proteção aos cidadãos


em todos os lugares e momentos. Logo, permite que se defendam quando não
houver outro meio.

Requisitos:

a) Agressão injusta;

b) Atual ou iminente;

c) A direito próprio ou de terceiro;

d) Repulsa com meios necessários;

e) Uso moderado de tais meios;

f) Conhecimento da situação justificante.

Ao manterem pessoas sob sua custódia, os causadores de crise, em tese,


estarão cometendo o tipo penal do art. 148 do Código Penal Brasileiro, definido
como sequestro ou cárcere privado: “Art. 148. Privar alguém de sua liberdade,
mediante sequestro ou cárcere privado. Pena: - reclusão de um a três anos.”

Não obstante conceituar o que seja o sequestro ou o cárcere privado, o


legislador impôs a mesma pena para ambos, que é de uma a três anos de
reclusão.

Ocorrida a crise, independente do perfil do causador desta, a polícia deverá


tomar medidas iniciando assim o processo chamado gerenciamento de crise.

Como já conceituado anteriormente, podemos resumir como o conjunto de


medidas que visam proporcionar o adequado tratamento ao caso, através de
recursos humanos qualificados (negociadores, time tático, sniper) e
equipamentos especializados (armas, aparelhos de comunicação,
computadores e etc), observadas as características específicas da crise (perfil
do causador da crise, local da crise e etc).