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INSTITUIÇÃO BAIANA DE ENSINO SUPERIOR LTDA

FACULDADE DOM PEDRO II - SE


COORDENAÇÃO DO INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
(Portaria SESU N 197,04 DE OUTUBRODE 2012)

ANDERSON FERREIRA LOPES


CLEVERTON ROCHA SANTOS

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I


EM LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
INSTITUIÇÃO BAIANA DE ENSINO SUPERIOR LTDA
FACULDADE DOM PEDRO II - SE
COORDENAÇÃO DO INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
(Portaria SESU N 197,04 DE OUTUBRODE 2012)

LAGARTO – SE
2018

ANDERSON FERREIRA LOPES


CLEVERTON ROCHA SANTOS

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I


EM LICENCIATUA EM PEDAGOGIA

Relatório de Estágio Supervisionado I em


Licenciatura em Pedagogia, apresentado ao
Curso de Licenciatura em Pedagogia como
requisito parcial para conclusão da referida
disciplina.

PROFESSORA SUPERVISORA:
Profa. Msc. Maria Claudice Rocha Almeida

LAGARTO – SE
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CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
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2018

ANDERSON FERREIRA LOPES


CLEVERTON ROCHA SANTOS

Este relatório foi julgado adequado para obtenção da aprovação na disciplina Estágio
Supervisionado I do Curso de Licenciatura em Pedagogia do Instituto Superior de Educação
da Faculdade Dom Pedro II de Sergipe.

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I

________________________________________
Profª. Msc. Maria Claudice Rocha Almeida

Orientadora Supervisora do Estágio

_________________________________________
Profª. Msc. Lúcia Violeta Prata de Oliveira Barros
Coordenadora do Curso de Pedagogia
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AGRADECIMENTOS

Eu, Anderson, agradeço gostaria de agradecer em especial a toda equipe da


escola em que fizemos o Estágio, pessoas iluminadas que nos acolheram com todo
carinho e disponibilidade. Em especial às professoras Lucineide, ou Neide para os
íntimos (regente da sala), e Rita, que nos deu diversos toques e trocamos diversas
experiências.

A meu parceiro de Estágio Cleverton, que foi meu braço direito e me deu
suporte em tudo que fosse necessário. Meus agradecimentos também aos meus
amigos de turma, e em especial Roselane que me ajudou no que fosse necessário.
Assim como também agradeço à nossa orientadora Maria Claudice Rocha Almeida
por toda disponibilidade e auxílio prestado e a minha amada mãe Vera.

Agradeço a meu companheiro, Gabriel, por todo suporte e ajuda dada,


obrigado por me ajudar nas horas difíceis e por ser compreensível comigo. Suas
motivações e palavras muito me motivam e confortam. Você é especial!

Por fim, agradeço a todas as pessoas que estiveram envolvidas direta ou


indiretamente neste meu estágio, me ajudando ou me dando suporte, já que nesta
vida ninguém consegue nada sozinho e precisamos uns dos outros. Obrigado!

Eu, Cleverton, agradeço a Deus por ter me ajudado a concluir com êxito meu
estágio.

A escola em que estagiei por ter me recepcionado muito bem, aos


professores e principalmente a professora Maria Lucineide da Silva, que nos
recebeu com imensa alegria para estagiar em sua sala. A professora orientadora do
estágio, Maria Claudice Rocha Almeida. Obrigado!
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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO..................................................................................................06
2. APRESENTAÇÃO DA ESCOLA......................................................................07
3. JUSTIFICATIVA................................................................................................08
4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA........................................................................09
5. CONHECIMENTO DE SI...................................................................................11
6
. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NA ESCOLA-CAMPO DE ESTÁGIO.........18
6.1 Observação da escola.....................................................................................18
6.2 Observação das aulas.....................................................................................21
6.3 Período de regência........................................................................................25
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................................................47
REFERÊNCIAS ....................................................................................................48

ANEXOS:

CONVÊNIOS
INSTRUMENTAIS DE PESQUISA
FICHA DE OBSERVAÇÃO
FICHA DE PARTICIPAÇAO
FICHAS DE FREQUÊNCIA DO ESTAGIÁRIO
FICHAS DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO EM DIREÇÃO DE ATIVIDADE
FICHAS DE AUTO-AVALIAÇÃO DOS ESTAGIÁRIOS
PLANOS DE AULA
SEMINÁRIO DE SOCIALIZAÇÃO
FICHA DE AVALIAÇÃO DO RELATÓRIO
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1 INTRODUÇÃO

É através do estágio que os estudantes adquirem uma real vivência da


realidade da sala de aula e da escola, ao aplicar a teoria na prática reflexiva. Isso
propicia práticas significativas que o aproxima da realidade e o faz criar sua práxis
educativa.
Dessa forma, o presente estágio possui importante relevância para os
estagiários envolvidos: Anderson Ferreira Lopes e Cleverton Rocha Santos, que
através da Disciplina de Estágio Supervisionado I, ministrada pela professora Mestra
Maria Claudice Rocha Almeida, do curso de Licenciatura em Pedagogia da
Faculdade Dom Pedro II/SE, puderam enriquecer suas bagagens enquanto
educadores em formação.

O Estágio Supervisionado I foi realizado na Escola Municipal de Educação


Infantil Joana Ramos, localizada na Rua Manoel de Oliveira César, 450 - Centro, no
município de Tobias Barreto/SE, onde os estagiários residem. O estágio foi realizado
entre os dias 13/09/2018 e 15/09/2018 (período dedicado à prática de observação) e
os dias 06/11/2018 e 20/11/2018 (período dedicado à prática de regência).

Assim, este relatório tem por objetivo documentar e relatar minuciosamente


as experiências vivenciadas durante todo o período do estágio com documentos,
diários e imagens. Estágio este que terminou com a culminância do projeto
“Conhecendo os Animais”, que buscou desenvolver aspectos como o de:
consciência ambiental, social, convivência, preservação e valorização dos animais
para formar cidadãos ativos, conscientes de seus papéis e da harmonia que deve
haver entre sociedade e meio ambiente.
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2 APRESENTAÇÃO DA ESCOLA

A Escola Municipal de Educação Infantil Joana Ramos situa-se na Avenida


Sete de Junho, N° 471 – Centro no Município de Tobias Barreto/SE. Atende ao
público da educação infantil com cerca de 443 crianças matriculadas. Suas
atividades dividem-se entre as desenvolvidas nesta unidade (a sede), e as
desenvolvidas no anexo, que encontra-se em outro endereço, situada à rua Manoel
de Oliveira César, N° 450 – Centro, Tobias Barreto/SE.

Nossas atividades de Estágio foram desenvolvidas justamente nesta unidade


paralela, chamada de anexo. Na EMEIJR a concepção de educação infantil atende
às necessidades da criança, buscando desenvolvê-las num todo, baseando-se na
visão de que a criança é um ser único, ativo, curioso e com direitos e deveres. Deste
modo, faz parte da missão da escola formar cidadãos curiosos, autônomos, criativos,
autoconfiantes, afetivos, sociáveis, responsáveis e éticos.
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3 JUSTIFICATIVA

Parafraseando Tardif (2002), o Estágio Supervisionado está constituído por


uma das fases de maior relevância nas experiências acadêmicas do alunado das
licenciaturas, sem deixar de enfatizar que cumpre as disposições da Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), que desde o ano de 1996 está
estruturada numa concepção que objetiva propiciar ao discentes o ato de pesquisar,
planejar, observar, desenvolver e avaliar distintas práticas interventivas pedagógicas,
que se dá na dialogicidade, isto é, na práxis que ocorre com a associação da teoria
com a prática.

Desta maneira, o Estágio Supervisionado I nos cursos de Licenciatura em


Pedagogia torna-se substancial dentro dos procedimentos que formam o docente.
Isso se deve à oferta de possibilidades condicionadas aos futuros professores,
especificamente, aos graduandos, estabelecida por meio do diálogo com o meio que
circunda o dia a dia do docente e dentro desse prisma , o aluno inicia a sua
compreensão de futuro profissional/educador . Através desse primeiro contato é que
ele passa a compreender os desafios que perpassam pela convivência que se dá
nas relações interpessoais, através das muitas linguagens e diversos saberes
presentes em seu meio, com mais acessibilidade às crianças (PIMENTA, 1997).

Nessa perspectiva, compreende-se a relevância do Estágio Supervisionado I


na formação docente, por ser esse, decisivo e determinante de um bom
desenvolvimento na formação do professor. Portanto, preparar os futuros
professores em formação inicial, de forma a mediá-los com fins no desenvolvimento
pessoal e profissional considerando sua totalidade, permitirá práticas nutridas pelas
teorias que conduzirão ação-reflexão-ação, ou seja, será despertado o desejo por
uma busca constante e pelo desenvolvimento de práticas transformadoras.
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4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Até o século XVII não existia a preocupação com as crianças menores. As


condições gerais de higiene e saúde não contribuíam com as etapas do seu
desenvolvimento nos moldes de hoje. A fragilidade das crianças pequenas era,
assim, muito grande, de tal maneira que essas morriam facilmente. Seus pais não
deixavam de ficar penalizados, mas viam sua morte como um fenômeno natural. E
assim, ao longo de suas vidas, as mulheres davam à luz a muitos filhos, tendo como
certo que muitos deles não sobreviveriam à primeira infância.

Como ressalta Philippe Ariès (2012), é a partir do século XVII, com o advento
da escola, que a criança deixou de ser misturada aos adultos e passou a ser mantida
a distância, numa espécie de enclausuramento, a este processo deu-se o nome de
escolarização. Tudo isso fruto das mudanças sociais que vinham ocorrendo com o
advento da revolução industrial e com as a necessidade de inserção dessas crianças
em ambientes que dessem liberdade para as famílias poderem trabalhar. Além claro,
do preparo dessas crianças para o ambiente de trabalho.

Assim, com o passar dos tempos e com o advento de novas perspectivas nos
séculos XIX, XX e XXI as teorias no que tange às crianças e a educação infantil
foram sendo implementadas ou novas surgiram. Desse modo, de um ser sem
importância a criança passa ser um indivíduo de grande relevância na sociedade,
com diretos e que precisa ter suas necessidades físicas, cognitivas, psicológicas,
emocionais supridas.

Segundo Fraboni a etapa histórica que estamos vivendo, fortemente marcada


pela “transformação”, tecnológica-científica e pela mudança ético-social, cumpre
todos os requisitos para tornar efetiva a conquista do salto na educação da criança,
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legitimando-a finalmente como figura social, como sujeito de direitos enquanto


sujeito social” (1998, pg.68).

No caso do Brasil, mais especificamente, após a Constituição Federal de


1988, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9.394/96 e legislação mais
recente, como: Referencial Curricular da Educação Infantil e Base Nacional Comum
Curricular a Educação Infantil adquiriu novos paradigmas. Crayd (2001) reforça essa
tese e aborda que a educação da criança deve abordar simultaneamente dois
processos complementares: o educar e o cuidar. Atuar na educação infantil, nesse
contexto, implica assumir responsabilidade, comprometimento social, seriedade e
posturas transgressoras ao instituído na sociedade, articulados ao conhecimento
teórico e sócio-histórico peculiar que a etapa escolar demanda, assim como a
apropriação do conhecimento das complexidades e contradições que emanam das
políticas públicas voltadas à educação das crianças em suas infâncias (COHN,
2009).

Dessa forma, torna-se fundamental a existência da educação infantil à medida


que possui um caráter pedagógico e cognitivo, desenvolvendo amplamente o ser.
Caso a criança em casa não tenha acesso a uma aprendizagem "adequada",
consequentemente caberá a ela construir a partir das possibilidades que lhe é
disponível. Assim cabe a escola assumir um lugar onde a criança se desenvolva,
proporcionando apoio e estímulos indispensáveis a cada fase da vida. Conforme o
pensamento de Bujes (2001, p. 21 apud HERMIDA, 2007, p. 227).

Portanto, é dever da escola contribuir para o desenvolvimento e a realização


do ser humano. A consideração da criança no seu desenvolvimento global indica ter
uma preocupação em considerá-la em todas as suas dimensões, tanto nas
necessidades físicas como sociais, ou seja, educá-la e cuidá-la.
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5 CONHECIMENTO DE SI

Anderson Ferreira Lopes 1

Chamo-me Anderson Ferreira Lopes, tenho 25 anos e estou indo para o


primeiro estágio com muita ansiedade e expectativa. Minha trajetória escolar teve
início no Rio de Janeiro, mais precisamente no bairro da Palhada/Nova Iguaçu.
Desde o início fui um menino "interessado", com uma imaginação fértil e
curiosidades infinitas. Não lembro-me bem dos anos iniciais, mas me marcou muito
uma professora em especial, que me apaguei tanto a ela ao ponto de na formatura
do ABC, que não pudemos contar com a presença dela por ter saído da escola e
deixado uma carta de despedida neste dia, eu me revoltar e chorar muito, não
querendo participar. Cartinha esta, que eu sempre pedia a minha mãe para ler (até
nos momentos de banho no quintal), e a tenho até hoje. Isso evidencia a importância
da afetividade na educação.

Posteriormente, após o falecimento de meu pai, com cerca de 5 anos eu e


minha mãe fomos para Satuba/Alagoas, onde minha família morava. Lá tive que
repetir a Educação Infantil na Escola Jardim Infantil Aristeu Lopes de Oliveira por
não ter levado do Rio de Janeiro meu histórico escolar, embora precisando cursar
apenas a alfabetização, último ano desta etapa (como era chamada à época) pela
minha aptidão e evolução.

Em seguida, no ano de 2001, fui para a 1° série do ensino fundamental na


Escola Municipal de Ensino Fundamental Hígia Ramalho de Castro Vasconcellos,
onde tive a fase mais marcante (da educação básica) de minha passagem pela
educação - fase mais marcante, pois foi onde eu sentia-me mais encantado e
1
Graduando do 4° período do curso de Licenciatura em Pedagogia do Centro Universitário Dom
Pedro II. E-mail: oficialandersonlopes@gmail.com.
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motivado a estudar. Modéstia parte fui por alguns anos o primeiro aluno da sala.
Destacava-me facilmente e adorava eventos como feira de ciências e outros, onde
podia comunicar-me com as pessoas, expressar meus aprendizados, sei lá, achava
magnetizante, sempre foi, aliás.

Creio que a partir de tudo isso e das muitas vezes que brincava de ser
professor, sozinho em casa com quadro e tudo, dando espaço à imaginação, eu já
sabia que seria educador e trilharia este caminho. Embora venha de uma família
onde poucos estudaram, alguns até sendo analfabetos (como minha amada avó, por
exemplo), e minha mãe tendo que trabalhar bravamente para me criar, não podendo
me ajudar em atividades e estímulos, eu sempre busquei o conhecimento, mesmo
que geralmente tendo que me virar sozinho. Entretanto, minha família sempre me
falava da importância da educação e me motivava a ir à escola.

Parece que tinha um tino, uma aptidão inata como pregara Platão, e a isto
sou muito grato, pois diante de uma educação tão tradicional e com pouco apoio
familiar nas atividades escolares, eu facilmente poderia ter deixado os estudos de
lado e ter trilhado um caminho mais “fácil”, ou me contentado com o pouco oferecido
pelo Estado à nossa gente humilde. Mas isto nunca me foi suficiente, sempre pensei
que eu poderia atingir todos os meus sonhos, bastava correr atrás (e assim sempre
fui), como minha mãe sempre disse: “Você sonha demais”. Mas pra mim, sempre
sonhei o mínimo, pois são nossos sonhos a mola que engendra nossa significância
e existência neste mundo.

Chegando ao ensino fundamental II, na Escola Municipal Josefa Silva Costa,


eu me deparei com uma fase bem instável, escola nova, sala nova, vários
professores para as diferentes disciplinas e muitas novidades, alguns professores,
inclusive, me marcaram muito por suas competências e didáticas, além de um
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entrosamento comigo, isso é muito importante. Lembro-me que eu competia com


outro garoto, chamado Alex, queríamos mostrar sempre nossas aptidões e nossos
aprendizados, muitas das vezes num duelo informal. Penso que estas competições
saudáveis são boas, nos ajudam a sair da zona de conforto e buscar nos superar
sempre. Foi uma fase muito marcante, não me esqueço de alguns professores,
como: Geovanna, de Geografia e Acioly, de Ciências. Esta última, tradicionalista,
mas que me encantava de alguma forma, devido suas aulas.

No ensino médio, tive minha maior fase de conflito. Além das transformações
internas típicas da fase, estávamos vivenciando uma época em que a internet
ganhava um boom, e eu logo fiquei viciado, desperdiçando grande parte do meu
tempo com ela, até às aulas chegava a faltar. O primeiro ano do ensino médio cursei
em uma escola situada em outro município, Santa Luzia do Norte, chamada Escola
Estadual Dr. Sidrônio Augusto de Santa Maria, buscando uma maior qualidade no
ensino. Mas no ano seguinte, voltei a estudar em Satuba, na escola Estadual
Professor Manoel Gentil do Vale Bentes, onde adquiri vários aprendizados e
consolidei novamente as amizades anteriores. Entretanto, no 3° ano do ensino
médio eu acabei conseguindo um emprego e indo morar em Maceió, o que com as
greves nos colégios fez com que eu tivesse que dar uma pausa. Porém, como
naquele mesmo ano havia feito o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e tirado
uma boa nota, consegui a certificação de conclusão do ensino médio através deste.

Antes de adentrar na Faculdade Dom Pedro II, cheguei a cursar Pedagogia


na Universidade Estácio de Sá em Alagoas, mas acabei trancando. Hoje, sei o
quanto a faculdade já se transformou. É um momento muito enriquecedor, que só
reforça e aumenta nossa autonomia, nossa visão de mundo, nossos conhecimentos.
Tenho buscado cada vez mais adquirir todos os conhecimentos possíveis e que
estiver ao me alcance, pois quero levar deste momento um legado incalculável. É
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um momento propício para pesquisa, para extensões e isto tenho buscado, hoje sou
um outro homem e buscarei a transformação contínua pois nunca teremos o
conhecimento suficiente.

Essa fase da educação básica para mim foi muito marcante e importante, com
ela eu pude me transformar na pessoa que sou hoje. Ser educador para mim é isto,
possibilitar em nossos alunos a construção completa de seu ser, guiar seus passos e
mediar o conhecimento, não se restringindo a isto, mas propiciando a transformação
do educando em um sujeito autônomo, dono de si, com todas as suas aptidões e
habilidades bem desenvolvidas e com todos os seus sonhos fortalecidos. A
educação deve instigar, deve libertar, deve engrandecer, caso contrário, transformar-
se-á em uma gaiola que irá oprimir ainda mais o educando. Tenho plena consciência
da complexidade e importância que é ser um educador e da responsabilidade que
terei. Posso confessar? Isto me instiga a me aprimorar cada vez mais para
conseguir cumprir esta missão da melhor forma possível.
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Cleverton Rocha Santos 2

Chamo-me Cleverton Rocha Santos, tenho 21 anos de idade. Meu primeiro


contato com a educação infantil foi, aos sete anos de idade na Escola Municipal
João Bispo dos Santos, no povoado chamado Campestre do Abreu, situado no
município de Tobias Barreto/SE. Os meus anos iniciais foram prazerosos, eu passei
por duas professoras, primeira foi a Professora chamada Deuzimar, que ensinava a
Educação Infantil, até o 3º ano do ensino Fundamental em uma única sala no
mesmo turno.

Meu processo de aprendizagem foi muito bom, nunca tive dificuldades para
resolver as atividades, a Professora Deuzimar além de ensinar juntos a Educação
Infantil, e a 1º série (2ºano) e a 2º série (3ºano) do Ensino Fundamental ela sabia
diferencia-los muito bem, isso não prejudicava o aprendizado de nenhum dos
alunos, as atividades eram separadas, e ela tinha o controle, as aulas eram bastante
legais, a sala era muito cheia, mas isso não me prejudicava.

Passando para a 3º série (4ano), passava-se para a Professora chamada


Jelsa que ensinava do 4º ano até o 5º ano do ensino fundamental, em uma única
sala, o mesmo caso da professora Deuzimar. Foi a partir do 4º ano que comecei a
ler e escrever razoável, o método que Jelsa fazia para ajudar no aprendizado da
leitura, era ler passagens da Bíblia Sagrada, isso acontecia antes de começar as
atividades em sala de aula, era também um jeito de agradecer a Deus para ter um
bom dia de aula, todos gostavam e cada aluno trazia sua pequena Bíblia Sagrada,
cada um lia uma passagem, isso era para todos os alunos do 4º e 5º ano. Essa

2
Graduando do 4° período do curso de Licenciatura em Pedagogia do Centro Universitário
Dom Pedro II. E-mail: cleverton.cleverton.rocha408@gmail.com.
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primeira leitura estimulava o gosto e o prazer pela leitura, foi assim que eu fui
aprendendo a me aperfeiçoar na leitura, por mais que era complicado ensinar duas
séries ao mesmo tempo, a docente conseguia dá conta.

Passando para a 5º série (6º ano), aos 12 anos de idade, fui morar no centro
da cidade de Tobias Barreto/SE, e fui estudar na Escola Estadual João Antônio
Cesar, onde estudei do 6º ano até o 9º ano. Nessa escola passei por vários
professores, uns se preparavam para dar a aula, mas tinha uns que não fazia o
planejamento de aula e passava assuntos avulsos, mas com tudo isso conseguir
aprender muito. De início tive um pouco de dificuldades no ensino fundamental, por
ser um ensino totalmente diferente do que eu estava acostumado, porque cada
matéria era um professor, isso me deixou um pouco confuso, porque antes de
chegar ao ensino fundamental só tive duas professoras, mas me adaptei rápido.

Passando para o ensino médio, aos 16 anos de idade, fui para a Escola
Estadual Abelardo Barreto do Rosário, situada em Tobias Barreto/SE, onde concluir
o ensino médio, com 18 anos de idade, no ano de 2015. No ensino médio não tive
dificuldades, por ser um bom aluno, e tive sorte de ter bons professores que fizeram
despertar em me o interesse de ser professor.

Antes de ingressar no ensino superior fiquei um ano sem estudar.


Completando 19 anos de idade, no ano de 2016 fiz o Exame Nacional do Ensino
Médio (ENEM), onde conseguir nota suficiente para ingressar no ensino superior. No
ano de 2017 fui matriculado na Faculdade Dom Pedro II onde fica situado na cidade
de Lagarto/SE. Estou cursando o 4º período do Curso de Licenciatura em
Pedagogia, a faculdade despertou ainda mais o interesse de estudar, abrindo novos
horizontes, os professores são excelentes no que fazem, durante um ano e meio
conseguir aprender muito, e durantes os dois anos e meio que ainda faltam, vou
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aprender cada dia mais, e mesmo concluindo os quatro anos de ensino superior não
vou ficar só no conhecimento que aprendi, sempre estarei em busca de
conhecimento continuado.

O que é ser professor? É cuidar e educar, fazer o aluno crescer como cidadão
e como ser humano, preparar para enfrentar os obstáculos da vida, abrir caminhos
para poderem realizar seus objetivos. Ser educador é poder mediar um futuro de
sonhos, compreender o aluno, apesar das dificuldades tem que manter-se firme, ser
apaixonado por sua profissão, ser dedicado, saber lidar com os conflitos externos e
internos, despertar o interesse e o prazer de estudar nos alunos. Se tornar professor
é saber que tem um propósito, ou seja, ser diferente, elaborar as aulas com
criatividade e ter conhecimentos teóricos e críticos sobre a realidade, ensinar para
que os alunos pensem e reflitam o que estão aprendendo, inovar, ter um dialogo e
contextualizar os assuntos, esse é o caminho para o sucesso dos alunos e também
do professor. Nunca devemos esquecer que somos um espelho para eles,
precisamos ter ciência que estamos lidando com seres pensantes, e que um simples
ato errado pode prejudicar varias vidas e sonhos ao mesmo tempo, por isso que é
de extrema importância se tornar um excelente educador e não um simples
professor, por que tornar a construção do ser humano com êxito é preciso ser um
excelente profissional.
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6 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NA ESCOLA - CAMPO DE ESTÁGIO

6.1 Observação da escola

A Escola Municipal de Educação Infantil Joana Ramos situa-se na Avenida


Sete de Junho, N° 471 – Centro no Município de Tobias Barreto/SE. Atende ao
público da educação infantil com cerca de 443 crianças matriculadas. Suas
atividades dividem-se entre as desenvolvidas nesta unidade (a sede), e as
desenvolvidas no anexo, que encontra-se em outro endereço, situada à rua Manoel
de Oliveira César, N° 450 – Centro, Tobias Barreto/SE.

Espaço Físico: Espaço amplo, com várias áreas para lazer e recreação.
Contendo, por exemplo: quadra de esportes, pátio e piscina, além de cama elástica e
outros brinquedos recreativos (porém, estes dois últimos não são utilizados).

Dependências da Escola/creche:

1.Sala de aula (X) Quantas? 09


2.Espaço para lazer (X) Tamanho: 15x30
É coberta? Sim
Mobiliário (X) Parque de diversão () Brinquedos pedagógicos (X)
3.Biblioteca ( )
Acervo de livros (X) Gibis ( ) Revistas ( ) Jornais ( ) Literatura infantil (X) Outros ( )
4.Sala de leitura ( ) Mobiliário ( )
Tipos de livros
Livros didáticos e educativos.
5.Sala de TV ( ) mobiliário
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Não tem. Apesar de haver TV, ela é utilizada em diferentes ambientes, como no
pátio na hora do acolhimento.
Aparelhos eletrônicos:
Caixa de som, DVD, TV, microfone, computadores.
Como são usados?
São utilizados em momentos recreativos, de acolhimento e comemorativos.
6.Laboratório de informática ( ) mobiliário e aparelhos
7.Banheiros Masculino (X) Feminino (X)
Quantos? 01 de cada
8.Cozinha (X) O que faz? Produção e distribuição da merenda (lanche).
9.Quarto/dormitório ( )
Como é organizado o horário da soneca das crianças?
Elas não possuem horário para soneca.

- Aspecto pedagógico
(X) Concepção de Projeto Político Pedagógico:
O PPP da escola é muito bem produzido, tem um tamanho considerável e
demonstra ter sido elaborado com muito esmero e dedicação. Traz uma ampla
abordagem sobre o que é a criança, quais as diretrizes direcionadas a elas para a
educação, qual o papel que a instituição possui na vida dessas crianças e quais as
competências e habilidades que desejam desenvolver nelas.

O PPP da escola
(X) Proposta de trabalho para a infância:
Na Escola Municipal de Educação Infantil Joana Ramos a concepção de
educação infantil atende às necessidades da criança, buscando desenvolvê-las num
todo, baseando-se na visão de que a criança é um ser único, ativo, curioso e com
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direitos e deveres. Deste modo, faz parte da missão da escola formar cidadãos
curiosos, autônomos, criativos, autoconfiantes, afetivos, sociáveis, responsáveis e
éticos.

(X) Projetos que estão sendo desenvolvidos:


Sempre são desenvolvidos projetos com temáticas relacionadas a datas
comemorativas ou temáticas específicas, como: meio ambiente e reciclagem,
alimentação saudável, dengue, práticas corporais, saúde bucal. A escola também
trabalha com mini projetos e temáticas que geralmente são desenvolvidas em uma
semana, como: semana da bandeira, semana da bíblia etc.

(X) Políticas para Educação Infantil


Aspectos Pedagógicos: A escola (como um todo) desenvolve atividades
lúdicas e contextualizadas para as crianças. Percebe-se que dão ênfase à contação
de histórias, atividades variadas e introdução de jogos, músicas, brincadeiras e
recreação em suas metodologias. Utilizam a LDB 9.394/96 e o RCNEI como
referência, e agora querem implementar as políticas da BNCC. Também
fundamentam-se em teorias de estudiosos como Piaget, Vygotsky, Wallon,
Montessori, Ferrero, Paulo Freire, dentre outros.

Outras anotações: A escola tenta acolher a todos os alunos de forma amorosa e


desenvolvimento afetividade. As professoras são empenhadas e se dedicam no que
podem, inclusive utilizam de seus próprios recursos para trazer melhores práticas
para as crianças.
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6.2 Observação das aulas

O início da observação da prática docente deu-se no dia 10/09/2018 com a


observação às práticas da professora regente Maria Lucineide. No primeiro dia de
aula, chegamos às 07h20min da manhã e adentramos na escola. Este primeiro
momento foi meio confuso, pois não tivemos orientações de ninguém, e fomos
procurar a sala com a professora que ficaríamos por meio de dedução. Entretanto,
não demoramos a encontrá-la que foi uma das primeiras professoras a chegar neste
dia e já se encontrava na porta para a acolhida aos alunos que chegam por volta das
07h30min.

Após este momento de chegada dos alunos, todos se dirigiram ao pátio para
o momento de acolhida. Como Setembro é o mês da Bíblia, resolveram contar
histórias retiradas da mesma para a cada dia contar uma diferente em
“homenagem”, sendo a todo momento repassado o valor do cristianismo e a
importância do mesmo, o que de certa forma difere do legado constitucional, já que
o Brasil é um país laico, ou seja, não possui religião oficial, no entanto, é um país
multicultural. E quando a escola reforça um único valor, no caso apenas o
Cristianismo, em detrimento das demais religiões acaba ferindo estes princípios
básicos. Sendo assim, devemos perceber a educação como um processo que
respeite essa multiculturalidade e a laicidade de maneira dialógica a fim de que
favoreça o relacionamento pacífico e respeitoso entre os atores sociais das mais
diversas culturas. De acordo com Silva (2002, p. 156) multiculturalidade é um
fenômeno do nosso tempo, difundida através das perspectivas pós-críticas de
currículo, “que traz para o campo da educação uma série de questionamentos e
desafios, tais como o respeito a diversidade cultural e o redimensionamento das
práticas educativas, a fim de se adequar às recentes demandas por uma escola
mais democrática e inclusiva”.
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O acolhimento termina por volta das 8h30m, depois do termino, a professora


pede para que os alunos façam filas para voltar para sua sala. A sala de aula, é bem
apropriada, tem ventiladores, alguns brinquedos, o quadro é de vidro e bem prático
para escrever, possui 3 mesas onde sentam 4 alunos em cada mesa (geralmente os
menores), e possui também fileiras de carteiras coloridas e infantis, nas quais alguns
sentam individualmente. A faixa etária dos alunos é de 3 anos, embora, alguns já
possuam 4. É uma turma de maternal que possui 25 alunos.

Em suas práticas, a professora utiliza pouco a ludicidade e pratica com


frequência o ensino tradicional, percebemos inclusive, que ela se prendia muito ao
livro didático para o desenvolvimento das atividades. Ela também não utilizava com
frequência de jogos educativos para as crianças, e quando utilizou foi o jogo de
montar na volta do intervalo. Como enfatiza Piaget (1998, p.160) que “a atividade
lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo, por isso,
indispensável à prática educativa”. Isso demonstra a importância da utilização de
práticas educativas pautadas na ludicidade e em jogos/brincadeiras que propiciem a
interação e o contato com o meio.

Neste dia foi feita apenas uma atividade sobre o numeral 1, onde eles
continuaram o aprendizado do numeral 1, já que eles já haviam visto antes.
Percebemos que isso faz parte de um processo contínuo para que eles não
esqueçam ou desaprendam. Entretanto, não foram desenvolvidas atividades com
jogos numéricos, já que jogos numéricos facilitam no aprendizado da matemática. É
importante destacar que desenvolver os números para a criança é muito importante,
sendo os números um meio de adaptação social e instrumento para se adquirir os
conhecimentos. Por isso a escola deve viabilizar o mais cedo possível a construção
dos números, ao mesmo tempo em que se constrói a linguagem e a escrita no
desenvolvimento da criança. É o que ressalta Skinner (1972), “a aprendizagem é
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uma mudança de comportamento (desenvolvimento de habilidades ou mudanças de


atitudes) que decorre como resposta a estímulos externos, controlados por meio de
reforços. Sendo abordada desde a educação de forma significativa, a matemática
pode ser vista como uma atividade real, importante e prazerosa, já que muitas vezes
é vista apenas como um conjunto de técnicas, regras, fórmulas e algoritmos que os
alunos têm de dominar coisas abstratas e complexas.

O recreio é dado às 9h30m. Entretanto, antes de sair para o recreio, os


alunos recebem a merenda da escola, ou lancham o que trazem de casa. Depois de
comer, por volta das 10h00m eles vão para a quadra ou para o pátio brincar.
Entretanto, é sempre uma brincadeira livre, onde as professoras não interagem com
eles, assim não é feito nenhuma brincadeira pelas as professoras. Segundo
Brougère (2001), o ato de brincar tem extrema importância pois “supõe contexto
social e cultural, sendo um processo de relações interindividuais, de cultura.
Mediante o ato de brincar, a criança explora o mundo e suas possibilidades, e se
insere nele, de maneira espontânea e divertida, desenvolvendo assim suas
capacidades cognitivas, motoras e afetivas.”

Por volta das 10h50m, eles voltam para a sala para terminar a atividade que
deixaram incompleta. Após terminando a atividade, por volta das 11h20m, eles
arrumam as mochilas e esperam a hora que a família vem buscar para levá-los para
casa.

Dia 11/09/2018, chegamos às 7h20m, e o processo se repete. No acolhimento


, além das orações e cantigas, a história contada foi sobre a ‘Arca de Noé’ onde os
alunos(as) assistiram a história e depois ensinou alguns valores morais sobre
obediência, para não seguir caminhos errados, etc. Para Piaget (1994) este
processo educativo tem extrema importância, já que “o desenvolvimento moral da
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criança se dá de forma conjunta ao desenvolvimento lógico dela e o seu processo de


adaptação ao meio e as regras.”

Depois do acolhimento o processo se repete. Na sala foi feita uma atividade


com a letra U, onde eles escreveram a letra U e em seguida a pintaram através do
livro didático, onde com a pintura eles desenvolvem sua coordenação motora fina.
Este processo é fundamental na educação e, o desenvolvimento motor da criança
segundo (RODRIGUES, 1997, p.17) “consiste em seu conhecimento, e nas suas
capacidades física, social e individual, de acordo com cada idade. A criança nos
seus primeiros anos de vida explora o mundo com o olhar, as mãos, e gestos,
desenvolvendo as suas habilidades motoras.”

Com essa atividade, pudemos perceber que através do desenvolvimento de


práticas como a arte e pintura, eles também aprenderam a falar, reconhecer e
escrever a letra U. Nessa perspectiva, Soares (2001) destaca as competência da
escola, já que "a função da escola, na área de linguagem, é introduzir a criança no
mundo da escrita, explorando tanto a língua oral quanto a escrita como forma de
interlocução, em que quem fala ou escreve é um sujeito que em determinado
contexto social e histórico, em determinada situação pragmática, interage com um
locutor, também um sujeito, e o faz levado por um objetivo, um desejo, uma
necessidade de interação". (SOARES, Magda. Letramento: um tema em três
gêneros. Belo Horizonte, Autêntica, 2001. 2. ed., p. 13-60.).

Dia 12/09/2018, chegamos às 7h20m, e o mesmo processo se repete. No


acolhimento, além das orações e cantigas, a história foi sobre o semeador. Com isso
a professora quis passar para os alunos que devemos fazer as escolhas certas para
no futuro colher os frutos, ou seja, colher as conquistas que sonhamos em ter. Por
isso Piaget fixa tanto nas ideias das ações voluntárias do aluno, onde o professor
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precisa ser esse mediador eficaz dessa aprendizagem espontânea. Contudo é


através das escolhas e espontaneidades das crianças que elas são preparadas para
a vida adulta de forma eficiente e significativa.

Depois do acolhimento o processo se repete. Na sala foi feita uma atividade


com o numeral 4, eles aprenderam a escrever e pintar o número 4 através de grupos
que interagiam e trocavam experiências. Segundo Wallon (1945) as trocas de
relação de uma criança com a outra é fundamental para crescimento como pessoa.
Estes processos, comunicativos, expressivos acontece com trocas de relação, como
a imitação entre elas, expressa seus desejos de participar e até de se diferenciar
dos outros constituindo-se seu jeito próprio.

6.3 Período de regência

Eu, Cleverton Rocha Santos, fiquei responsável pelos primeiros quatros dias
de regência e Anderson Ferreira Lopes, como Auxiliar. A regência teve início no dia
06/11/2018, e o primeiro conteúdo dado em sala, foi sobre o encontro vocálico AU e
sobre as Plantas.

Chegamos à escola às 7h25min, e em seguida ficamos na porta recebendo


os alunos enquanto todos chegavam. Depois que todos já estavam na sala, levamos
para o pátio onde é feito a acolhida de 8h às 8h40min, com oração e canto de
música coletivamente. Depois do termino do acolhimento levamos os alunos para a
sala. Assim, a aula teve início às 8h40mim. Dei início à aula contando a historinha
das vogais para identificar o conhecimento prévio deles, e a partir desta historinha
ressaltar o encontro AU. Depois foram sendo chamados de um por um para escrever
o AU no quadro.
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Foto 1: Atividade no quadro

Fonte: Arquivo dos estagiários (2018)

Segundo Piaget (1986), "Para que um novo instrumento lógico se construa, é


preciso sempre instrumentos lógicos preliminares; quer dizer que a construção de
uma nova noção suporá sempre substratos, subestruturas anteriores e isso por
regressões indefinidas." Ele quis dizer que todo conhecimento somente é possível
quando há outros anteriores já adquiridos, é dessa maneira que se desenvolve a
inteligência.

Desde o nascimento, as pessoas começam a adquirir conhecimentos que são


passados por outras pessoas em seu cotidiano, até mesmo antes de entrar na
escola. Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil,
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(BRASIL, 1998, p. 49), indica que “a capacidade de uso da língua oral que as
crianças possuem ao ingressar na escola foi adquirida no espaço privado: contextos
comunicativos, informais, coloquiais, familiares”. Nessa perspectiva a escola em
suas práticas deve ensinar aos alunos o significado e a importância da fala, os
professores devem apresentar as crianças várias formas de se comunicarem,
conversando com elas e levando-as a se expressarem.

Depois de familiarizarem com o AU, de 9h10min às 9h30min, colocamos no


chão letras separadas e soltas, viradas de cabeça para baixo como um quebra-
cabeça, onde elas teriam que encontrar e juntar as duas vogais que formam o
encontro vocálico AU. Para Almeida, (2006, p. 23) o jogo de quebra cabeça, é uma
atividade lúdica que trabalha vários fatores de desenvolvimento do educando.
Mostra-se que é possível, através de atividades diferenciadas, haver um ensino
aprendizagem que, ainda segundo o autor independente da época, cultura e classe
social, os jogos e brinquedos fazem parte da vida da criança, pois elas vivem em um
mundo de fantasia, de encantamento, de alegria, de sonhos onde a realidade e o faz
de conta se confundem.

Depois dessa atividade coletiva, pedimos que todos sentassem nos seus
lugares e passamos a atividade impressa, onde eles escreveram o encontro vocálico
e depois pintaram o encontro vocálico. Depois de terminarem as atividades, de
9h30min às 10h30min, estavam liberados para o lanche e o recreio.
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Foto 2: Atividade AU

Fonte: Arquivo dos estagiários (2018)

Conhecer e falar as palavras são fundamentais, principalmente para a


comunicação, e trabalhar a oralidade e os sons por meios de encontros vocálicos é
bem fácil e simples. Conforme pondera Rego (2003, p. 64), “tanto nas crianças como
nos adultos, a função primordial da fala é o contato social, a comunicação, isto quer
dizer que o desenvolvimento da linguagem é impulsionado pela necessidade de
comunicação”

Depois da volta do recreio de 11h às 11h30min, foi trabalhada outra atividade


sobre as plantas. Essa atividade foi por meios de perguntas e explicação, fizemos
perguntas: se eles gostavam de plantas, se possuíam em casa. Em seguida eles
ouviram a música “Sementinhas” de Marcelo Serralva. Depois colocamos no quadro
um mural explicando sobre a evolução do crescimento de uma planta e processo de
germinação e sobre as partes da planta, desde a semente, raiz, caule, folhas, flores
e frutos. E falamos sobre a importância da preservação delas e das matas para a
natureza e para o mundo. Em seguida eles plantaram junto comigo e Anderson, um
pé de feijão. Durante os 9 dias, eles observavam o crescimento do pé de feijão.
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Foto 3: Plantando semente de feijão

Fonte: Arquivo dos estagiários (2018)

Segundo dia de regência, 07/11/2018. Chegamos à escola às 7h25min,


ficamos na porta recebendo os alunos enquanto todos chegavam. Depois que todos
já estavam na sala, levamos para o pátio onde é feita a acolhida de 8h ás 8h:40min,
com oração e canto de musica, coletivamente. Depois do termino do acolhimento
levamos os alunos para a sala.

De 8h40min às 9h00, demos inicio a aula, explorando o conhecimento prévio


dos alunos fazendo perguntas se já conheciam o numeral 6, se sabem contar até o
6, quais numerais já conheciam. Eles deram várias respostas, alguns falaram que já
conheciam o numeral 6 e já sabiam contar até o 6, alguns não sabiam contar até o
6, e nem conheciam o numeral 6. Em seguida chamei de um por um para escrever o
numeral 6 no quadro. De acordo com o Referencial Curricular Nacional da Educação
Infantil (BRASIL, 1998), a educação infantil é a etapa escolar inicial, em que o aluno
traz seus conceitos e vivências de casa e dos lugares por que passa. Por isso a
importância de iniciar a aula explorando o conhecimento prévio dos alunos.
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Em seguida contamos a historinha dos números, por meio de um castelo e


nesse castelo haviam 6 fantasminhas e em cada um havia um número até o 6.
Também cada fantasminha era representado por uma cor, ao mesmo tempo eles
aprenderam às cores que haviam nos fantasmas. As cores eram: azul, verde, verde
cana, rosa, amarelo, marrom, rosa, branco, vermelho, dentre outras. Ferreira (2008)
“explica que a utilização das cores contribui para o desenvolvimento da criança,
principalmente por meio do aprimoramento da capacidade motora e cognitiva,
sensorial, raciocínio, audição”.

Foto 4: Castelo dos fantasmas Foto 5: Contação de história

Fonte: Arquivo dos estagiários (2018) Fonte: Arquivo dos estagiários (2018)

Em seguida de 9h às 9h30min, entregamos a atividade impressa onde eles


pintaram o número 6, fazendo o contorno com o lápis. Depois de terminar a
atividade de 9h30min às 10h30min, estavam liberados para o lanche e o recreio.

Na volta do intervalo de 10h30min ás 11h20min, passamos um joguinho com


seis rolos de papel higiênicos. Cada rolo representando uma cores: verde e
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vermelho. Nele, cada aluno tinha que colocar palitos de picolé em cada rolo. Por
exemplo, no primeiro rolo colocava um palito, no segundo rolo colocava dois palitos,
e assim sucessivamente até chegar ao numeral 6. Para jogar o jogo vinha um aluno
de cada vez, até todos brincarem. Para Batllori (2006), “O jogo é diversão e fonte de
aprendizado, estimulando o sujeito e facilitando atitudes socializantes.” O autor
considera que os jogos desenvolvem nos alunos a capacidade de aprenderam com
facilidade por meio da ludicidade. É muito importante na educação infantil sempre
colocarem eles nas práticas pedagógicas do docente. Depois, houve entrega de
atividade impressa para casa.

Foto 6: Joguinho com palitos

Fonte: Arquivo dos estagiários (2018)

Terceiro dia, 08/11/2018. Chegamos à escola às 7h25min e ficamos na porta


recebendo os alunos enquanto todos chegavam. Depois que todos já estavam na
sala, levamos para o pátio onde é feita a acolhida de 8h às 8h40min, com oração e
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canto de música, coletivamente. Anderson, no acolhimento contou uma história dos


três porquinhos usando um fantoche. Depois do término do acolhimento levamos os
alunos para a sala. Dentre as particularidades da literatura infantil, Faria (2010)
aponta para o fato de a literatura infantil ser um gênero literário destinado em
específico às crianças e conta hoje com diversos recursos, como diferentes suportes
de texto, ilustrações cada vez mais ricas, grande variedade de histórias e temas,
entre outros fatores, que podem auxiliar o professor na complexa tarefa de formar
crianças leitoras.

Foto 7: Contação de histórias

Fonte: Arquivo dos estagiários (2018)

De 8h40min às 9h, demos início à aula, fazendo a revisão do encontro


vocálico AU que foi passado no primeiro dia de regência, e o numeral 6 que foi
passado no segundo dia de regência. Contamos novamente a historinha das vogais
para poderem lembrar bem e fixar ainda mais. Sobre o numeral 6, contamos
novamente sobre a historinha dos fantasmas. É muito importante revisar o que foi
passado nas aulas anteriores, para ter um melhor entendimento sobre determinado
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conteúdo. Mesmo por serem atividades repetidas eles gostam muito, porque alguns
já não lembravam sobre o que viram nas aulas anteriores.

Depois do termino da revisão de 9h às 9h30min, passamos uma atividade da


Lagarta com o numeral 6 e o encontro vocálico AU. Nessa atividade eles escreveram
do numeral 1 até o numeral 6 e também escreveram o encontro vocálico AU e
depois pintaram a Lagartinha. Depois do termino da atividade de 9h00min às
10h30min, eles estavam liberados para o lanche e recreio. Na volta do recreio de
10h30min às 11h20min, para descontrair mostrei no Notebook uma história sobre a
Branca de neve e os setes anões.

Foto 8: Histórias em DVD

Fonte: Arquivo dos estagiários (2018)

Quarto dia, 09/11/2018. Chegamos à escola às 7h25min, ficamos na porta


recebendo os alunos enquanto todos chegavam. Depois que todos já estavam na
sala, levamos para o pátio onde é feita a acolhida de 8h às 8h40min, com oração e
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canto de musica, coletivamente. Depois do termino do acolhimento levamos os


alunos para a sala.

De 8h40min às 9h, demos início à aula, indagando aos alunos se eles sabem
o que são as emoções, quais as emoções que eles conhecem, o que estão sentindo
hoje, quais não gostam de sentir, etc. Depois, apresentamos uma música sobre as
emoções e contamos a historinha “O Monstro das Cores”, que traz as emoções.
Cada monstrinho tinha sua determinada cor: a cor vermelha representa o sentimento
amor, amarelo representa a alegria, a cor azul representa a emoção de tristeza, a
cor vermelha representa a emoção raiva, a cor preta representa a emoção de medo,
a cor verde representa a calma, assim ao mesmo tempo aprenderam as cores. E
assim foi a história, eles amaram e ficaram muito felizes, alguns falaram que naquele
dia estavam felizes, então eles estavam com a emoção na cor amarelo que é
alegria.

Foto 9: História “O mostro das cores”

Fonte: Arquivo dos estagiários (2018)


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Para Vygotsky (1934), o fato central da psicologia é o fato da ação mediada.


Nós pensamos, sentimos e nos emocionamos com base em conceitos, o que
significa possuir um determinado sistema já preparado, uma determinada forma de
pensar e de se emocionar que predetermina o conteúdo final e que nos foi
apresentada pelo meio que nos rodeia. O que pode ser chamado de emocionalidade
cultural, modos de reagir que fazem parte de práticas sociais e são criadoras de
relações, que podem ser definidas como modos aceitáveis de comportar-se em
relação às afecções do corpo.

Em seguida, de 9h00 às 9h30min, passamos uma atividade com imagens do


monstros das cores para pintar de acordo com a cor da emoção que eles estavam
sentindo naquele momento. Depois do termino da atividade de 9h30min às
10h30min, estavam liberados para o lanche e recreio. Na volta do recreio de
10h30min às 11h20min, levamos os alunos para a quadra onde foi desenvolvido um
circuito neste momento, como já solicitado pela professora foi a junção com mais
algumas outras turmas. Eles/as amaram o circuito, todos participaram, foi muito
divertido. Esse circuito teve como objetivo desenvolver muitas coisas nos alunos,
como: agilidade, percepção, destreza, coordenação motora, lateralidade, dentre
outros. Ficamos na quadra até os pais chegarem para levá-los embora.
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Foto 10: Circuito Foto 11: Circuito

Fonte: Arquivo dos estagiários (2018) Fonte: Arquivo dos estagiários (2018)

Eu, Anderson Ferreira Lopes, fiquei na regência nos últimos dias de estágio, e
Cleverton Rocha Santos como auxiliar. Quinto dia, 12/11/2018. Chegamos à escola
às 7h25min, ficando na porta e recebendo os alunos enquanto todos chegavam.
Depois que todos já estavam na sala, levamos para o pátio onde é feita a acolhida
de 8h às 8h40min, com oração e canto de musica, coletivamente. De 8h40 às
9h30min, demos início a aula revisando o numeral 4 que a professora regente da
sala tinha passado para eles antes de nós iniciarmos a observação. Perguntamos se
eles estavam lembrados do numeral 4 que a professora tinha passado, alguns
lembraram, outros não. Passamos essa atividade por meio de uma caixa e quatro
rolos de papel higiênico colados nessa caixa, o primeiro na cor azul com o numeral
1, o segundo na cor amarelo com o numeral 2, o terceiro na cor vermelha com o
numeral 3, o quarto com o numeral 4. Perguntamos a eles para chegar ao numeral
4: primeiro vem que número? Eles não lembravam, respondemos que era o número
1, aí eles começaram a lembrar e foram contando até chegar ao numeral 4.
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Foto 12: Joguinho com números

Fonte: Arquivo dos estagiários (2018)

Segundo o PCN, a função do ensino de Matemática consiste em ajudar na


formação de capacidades intelectuais, na estruturação do pensamento, na
agilização do raciocínio dedutivo do aluno, na sua aplicação a problemas, situações
da vida cotidiana e atividades do mundo do trabalho e no apoio à construção do
conhecimento em outras áreas curriculares (BRASIL, 2000, p. 29).

Depois do término dessa atividade de revisão, demos início a contações de


duas histórias: a primeira foi sobre Mogli, o menino lobo. No fim, perguntamos qual
animal eles queriam ser, e também falamos que Mogli é um menino muito esperto,
mas seu amigo urso se aproveitava da sua boa vontade. A segunda história foi sobre
a Minnie Mouse. A história fala sobre a loja de laços da Minnie, uma loja bem
organizada. Como diz Cademartori (1986, p. 73): “Através da história, a dimensão
simbólica da linguagem é experimentada, assim com a sua conjunção com o
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imaginário e o real”. Por fim de 9h30min às 10h00, os alunos estavam liberados para
o lanche, e depois aguardaram seus pais chegarem, porque nesse dia, haveria
planejamento dos professores e os alunos foram liberados às 10h.

Foto 13: Contação de histórias

Fonte: Arquivo dos estagiários (2018)

Sexto dia, 13/11/2018. Chegamos à escola às 7h25min, e ficamos na porta


recebendo os alunos enquanto todos chegam. Depois que todos já estavam na sala,
levamos para o pátio onde é feito a acolhida de 8h às 8h40min, com oração e canto
de música coletivamente. Depois do término do acolhimento levamos os alunos para
a sala.

De 8h40min às 9h30, demos início à aula, contando a história dos nomes.


Depois explicamos a importância dos nomes próprios, e do significado dos nomes
de cada um. Falamos da importância de ter o nome, que o nome é fundamental para
a identificação da pessoa, e falamos também que temos características e
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personalidades diferentes. Em seguida com a ajuda do meu auxiliar, Cleverton,


pegamos um aluno de cada vez, mandamos deitar em cima do papel madeira e
fizemos o molde de cada um, e depois cortamos. Após cortar todos, distribuímos a
foto do rosto de cada um tirada anteriormente e demos para que eles colassem na
moldura de seus próprios corpos.

Em seguida após a colagem do rosto, receberam uma atividade em que terão


que escrever o próprio nome e colar no corpo, para após a finalização fazer colagem
na parede dos corpos construídos. A esse respeito Cortez e Tonello (2001, p. 10)
afirmam que “a escrita do nome próprio é uma importante conquista para a criança
que está em processo de alfabetização. A partir dessa referência estável ela pode
pensar mais sobre como a escrita funciona”. Depois que terminaram as atividades
de 9h30min às 10h30min estavam liberados para o lanche e recreio.

Foto 14: Atividade “nome próprio” Foto 15: Joguinho “nome próprio”

Fonte: Arquivo dos estagiários (2018) Fonte: Arquivo dos estagiários (2018)
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Na volta do recreio, de 10h30min às 11h, contamos uma história do conto de


fadas “O Mágico de OZ” com a utilização de livro ilustrado. Após isto, fizemos
perguntas: se eles gostaram, quem eles queriam ser, se eles mudassem a história
como seria. Todos responderam que gostaram muito, e alguns queriam ser o
mágico, outros o lenhador, algumas meninas queriam ser a bruxa e etc.

Em seguida 11h00 às 11h20min, exploramos com eles a música “Todo mundo


tem um nome”. Por fim, fizemos a entrega da atividade de casa e eles/as esperaram
a chegada dos pais para irem embora. Segundo Pinto, citado por Runifo e Gomes
(1999) “a contação de histórias influi em todos os aspectos da educação da criança:
na afetividade: desperta a sensibilidade e o amor à leitura; na compreensão:
desenvolve o automatismo da leitura rápida e a compreensão do texto; na
inteligência: desenvolve a aprendizagem de termos e conceitos e a aprendizagem
intelectual”.

Sétimo dia, 14/11/2018. Chegamos à escola às 7h25min, ficamos na porta


recebendo os alunos. Nesse dia não houve acolhimento no pátio. Assim que todos
chegaram, de 8h às 9h30min demos início a aula, mandamos todos sentarem no
chão fazendo uma roda, nessa roda de conversa foi reprisada a historinha das
vogais apresentada na semana anterior, e a partir desta historinha ressaltar o
encontro vocálico AI. Fizemos várias perguntas, se eles estavam lembrados o que é
um encontro vocálico e se já conheciam o encontro vocálico AI. Foi respondido por
eles que ninguém ainda tinha visto o encontro vocálico AI, com isso explicamos
novamente sobre o encontro vocálico para ficar claro a esse respeito. Em seguida,
apresentamos plaquinhas, escrevemos no quadro o encontro vocálico AI, e
chamamos um por um para escrever no quadro o encontro vocálico.
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Em seguida, exemplificamos com exemplos de quando falamos o encontro


vocálico “AI”. Depois, entregamos a atividade impressa onde os alunos irão juntar as
vogais e escrever o encontro vocálico para depois pintá-lo. Depois no termino das
atividades de 9h30min às 10h30min, estavam liberados para o lanche e recreio.

Foto 16: Atividade impressa

Fonte: Arquivo dos estagiários (2018)

Na volta do recreio, de 10h30min às 11h20min, explicamos sobre o trânsito, e


fizemos perguntas como: O que é trânsito? Conhecem alguma placa de trânsito?
Conhecem o semáforo? Sabem o que é pedestre e condutor? Eles não sabiam
quase nada, na sequência respondi todas as perguntas. Em seguida, apresentei as
principais placas de trânsito e o semáforo. Li a história do livro “Projeto Educação e
Paz no Trânsito”. Após isto, fiz uma atividade com as crianças onde foi feito um
trânsito na sala e com coreografia da música “Atravessando o Trânsito” da Xuxa
onde aprenderam a atravessar a rua. Por fim esperaram a chegada dos pais para
irem embora.
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Foto 17: Atividade “trânsito”

Fonte: Arquivo dos estagiários (2018)

Oitavo dia, 19/11/2018. Chegamos a escola às 7h25min, ficamos na porta


recebendo os alunos. Nesse dia também não houve acolhimento no pátio. De
8h00min às 9h10min, iniciamos uma roda de conversa sobre a importância dos
números no cotidiano das pessoas. Mostramos para as crianças algumas situações
em que os números são utilizados. Em seguida, contamos a história do “Castelo dos
Fantasmas” onde será apresentado o numeral 7. Nesse castelo havia 7
fantasminhas e em cada um havia um numero até o 7. Também cada fantasminha
era representado por uma cor, ao mesmo tempo eles aprenderam às cores que
aviam nos fantasmas, ás cores era, azul, verde, verde cana, rosa, amarelo.
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Foto 18: Números com contação de história

Fonte: Arquivo dos estagiários (2018)

Em seguida falamos sobre “A Fila dos Números” onde será mostrado no


quadro os números até chegar ao numeral 7 mostrando a sequência numérica.
Mandei-os repetirem comigo a sequência dos números até o numeral 7, Em seguida,
reproduzimos a música sobre o número 7. Em seguida de 9h10min às 10h30min,
entregamos a atividade impressa sobre o numeral 7, eles/as escreveram com lápis
e pintaram com tinta guache o numeral. Para fixação da aprendizagem. Por fim de
9h30min às 10h30min, estavam liberados para o lanche e recreio.
Na volta do recreio, de 10h30min às 11h, de início explicamos as formas
geométricas, explicando das principais formas geométricas e sua utilização no dia a
dia. Em seguida, realizei um jogo de encaixe das formas geométricas. Chamamos
um por um para fazer o encaixe das formas. Segundo autores como Abrantes
(1999), Nacarato e Passos (2003) e Miguel (1986) “destacam o quanto a Geometria
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contribui para a formação dos aprendizes, porque estes aprendem desde noções
básicas de reconhecimento do espaço e do corpo, até as características mais
complexas dos objetos e suas representações”.

Foto 19: Jogo “Formas geométricas”

Fonte: Arquivo dos estagiários (2018)

Em seguida, de 11h às 11h20min, contamos uma história sobre “Mentira Tem


Pernas Curtas”. Depois, fizemos uma contextualização, demonstrando às crianças
os valores que são passados através da história e fiz perguntas sobre: Vocês
mentem? O que acham da mentira? Acha correto que as pessoas mintam?.
Responderam que não é legal contar mentiras, que sempre devemos falar a
verdade. Por fim eles/as esperaram os pais chegarem para irem embora.

Nono dia, 20/11/2018, dia do Mini Projeto e encerramento. Chegamos à


escola às 7h25min, ficamos na porta recebendo os alunos. Nesse dia também não
houve acolhimento no pátio. De 8h00min às 9h10min, iniciamos a aula, instigando
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o conhecimento prévio deles. Perguntamos quais animais conhecem, quais mais


gostam, o que acham dos animais etc.

A convivência com um animal de estimação pode ser extremamente benéfica


para ajudar a criança a se relacionar com outras pessoas. Os animais ensinam às
crianças, e também aos adultos, noções de sensibilidade, generosidade, zelo,
empatia, compaixão, carinho e amor incondicional. Segundo Becker “Que os animais
não apenas fazem as pessoas se sentir bem, como as fazem bem de fato.”
(Becker,2003,p.32). Depois, convidamos todos eles a se transformarem em animais,
pintamos o rosto com tinta guache e entrando neste “clima”. Num outro momento,
mostramos cartaz com vários tipos de animais, explicando a importância de todos,
dos bons tratos, do cuidado, e etc. Depois, exploramos os animais com eles através
da música “Imitando os Animais” da Xuxa, eles/as imitavam junto com a música os
sons dos animais.

Por volta de 9h40min 10h30min demos início à comemoração de fato, com


comemorações em turma com uma pequena festinha e entrega de animais de
decoração confeccionados. Por fim, agradecemos a todos da escola e a professora
regente da nossa sala, por terem nos recebidos tão bem.
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Foto 20: Festinha de encerramento

Fonte: Arquivo dos estagiários (2018)

Foto 20: Festinha de encerramento

Fonte: Arquivo dos estagiários (2018)


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7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Sabe-se que o propósito em maior escala da Educação consiste no


estabelecimento de uma sociedade humanizada que não exclui, mas que integra as
diversidades e que potencializa todos os sujeitos envolvidos no processo de ensino-
aprendizagem, sendo assim, a Educação se torna um vetor para o desenvolvimento
de uma sociedade justa e igualitária. Portanto, neste aspecto, a disciplina de Estágio
Supervisionado I, na Escola Municipal de Educação Infantil Joana Ramos,
evidenciou que O Estágio Supervisionado tornou-se fundamentalmente relevante,
por corroborar para a formação qualitativa de pedagogos.

Durante nossa experiência de Estágio pudemos observar e experienciar


momentos únicos e que nos ajudará a desenvolver nossa práxis pedagógica. Desse
modo, o Estágio Supervisionado I serviu como alicerce para que pudéssemos ter
momentos de aplicação na prática parte das teorias apreendidas durante as aulas, o
que nos ajudará em nossa prática de ação-reflexão-ação. Portanto, é mediante
nossa prática pedagógica que podemos trabalhar de forma significativa e contribuir
para o processo de ensino/aprendizagem da criança no decorrer de sua vida
estudantil, passando pelo processo de aquisição de experiências para o
aperfeiçoamento de nossos conhecimentos e nossa práxis, ciente ainda mais de
todos os aspectos que englobam o ato educativo e de sua complexidade, mas
encantamento.
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REFERÊNCIAS

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1978.

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Alegre: Artmed, 2001. 13-22.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei número 9394, 20


de dezembro de 1996.

BROUGÈRE, G. Jogo e educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

CRAIDY; Carmem; KAERCHER, Gládis E. (org). Educação Infantil Pra que te


quero? Porto Alegre: Artmed, 2001.
COHN, C. Antropologia da criança. 2. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009.

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PIAGET, Jean. O nascimento da inteligência da criança. Editora Crítica: São Paulo, 1986.
PIMENTA, Selma Garrido. Saberes pedagógicos e atividade docente 5ed. 2007,
São Paulo, Cortez . 7 EXEMPLARES.

RODRIGUES, Maria. Manual Teórico: pratica pedagógica de educação física. 6°


edição, São Paulo, Ícone, 1997.
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SILVA, T. T. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo.


2 ed., Belo Horizonte: Autêntica, 2002. 156 p.

SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 2. ed. Belo Horizonte:


autêntica, 2001.

SKINNER, Burrrhus Frederic. (1972). Tecnologia do ensino. (Rodolpho Azzi, Trad.).


São Paulo: Herder, Ed. da universidade São Paulo, 1972.

TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes,


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VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.

WALLON, H. Do acto ao pensamento. Lisboa: Moraes, 1979.

WALLON, H. A evolução psicológica da criança. São Paulo: Martins Fontes, 2007.


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ANEXOS
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SEMINÁRIO DE SOCIALIZAÇÃO
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