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 Este capítulo dedica-se a examinar o que está subjacente ao esquecimento.

Ao
longo do capítulo, o texto menciona duas possibilidades que podem surpreender
as pessoas:
 1. O esquecimento pode não ser uma coisa tão ruim assim.
 2. As pessoas talvez não esqueçam de nada.
 Entretanto, há um longo caminho a percorrer antes de ampliarmos a discurssão
sobre essas duas curiosidades. Existem três hipóteses básicas sobre o que
ocasiona o esquecimento.
 A hipótese da deterioração assevera que a memória simplesmente enfraquece
com o tempo e, portanto, a recuperação de memórias fica mais difícil. A hipótese
da interferência alega que memórias competidoras bloqueiam a recuperação de
uma memória alvo.


 A hipótese da pista de recuperação afirma que, no momento da recuperação,
perdemos acesso a pistas que poderiam servir para a recuperação das
memórias. Tradicionalmente, a pesquisa em esquecimento tem buscado
distinguir essas teorias, mas cada fator contribui para o processo de
esquecimento como um todo. Este capítulo examina com certo detalhe, as duas
primeiras hipóteses e propõe uma discussão da terceira hipótese no Capo8.
A Função de Retenção
 As memórias parecem se esvair com a passagem do tempo. Muitos
experimentos estudaram a perda da memória como função do tempo. O Capo1
discutiu alguns dos primeiros estudos de memória, conduzidos por Ebbinghaus
através da função de retenção. A função de retenção mostra como o
desempenho da memória se deteriora com a passagem do tempo.
 A Fig. 7.1a reproduz a função de retenção de Ebbinghaus. Ele utilizou uma
medida de economia de memória, que reflete que é muito mais fácilreaprender
uma lista do que aprendê-Ia pela primeira vez. Os dados de Ebbinghaus
mostram um rápido esquecimento inicial, seguido de um esquecimento muito
mais lento.

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 Todas as funções de retenção exibem a mesma forma básica. De início, o
esquecimento é rápido, mas as memórias continuam a piorar quase que
eternamente. As funções de retenção diferem quanto às escalas sobre as quais
exibem esses fenômenos básicos. Outras medidas, que se somam à medida de
economia de Ebbinghaus, incluem a probabilidade de evocação ou o tempo
necessário para se evocarem memórias que podem ser evocadas. Essas
medidas mostram uma rápida deterioração inicial, seguida de uma deterioração
cada vez mais lenta e contínua. As funções de retenção também variam na
amplitude de tempo em que elas ocorrem. As funções de Ebbinghaus se dão ao
longo de 30 dias. A Fig.5.5 exibiu um esquecimento similar ao longo de 18 S. O
período de tempo sobre o qual o esquecimento se manifesta é uma função da
força dos registros de memória e da sensibilidade da medida de memória.
Quanto mais fraca é a memória, ou quanto mais sensível é a medida, mais
rapidamente ela será esquecida. Mais adiante neste capítulo, detalharemos a
relação entre o grau de aprendizagem e a retenção.

X Deterioração: A Lei de Potência do Esquecimento O capítulo anterior


descreveu a função de aprendizagem, que é negativamente acelerada, tal como
é a função de esquecimento. No caso da função de aprendizagem, a prática
contínua e crescente produz ganhos cada vez menores, enquanto no caso da
função de esquecimento, o acúmulo de retardo produz perdas cada vez
menores. Como discutimos no capítulo precedente, a consideração dos
logaritmos tanto da medida de desempenho quanto da medida de prática revela
uma regularidade com relação à função de aprendizagem. A Fig. 7.1b exibe a
regularidade que é revelada quando se consideram os logaritmos da função
escala de desempenho e da escala de tempo para funções de retenção.
Novamente aqui, há uma relação linear entre as duas escalas logarítmicas. Para
os dados de Ebbinghaus essa função é:
Onde 3,86 é a intercepção da linha
na Fig. 7.1b e -0,126 é a inclinação. Como discutimos no Capo6, esse tipo de
relação linear entre o log do desempenho e o log do tempo implica que o
desempenho é uma função de potência do tempo. Para os dados de Ebbinghaus

a função de potência é Essa função


implica que o desempenho para um retardo de 1h equivale a uma economia de

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47,5% e que, na medida em que o retardo aumenta, essa economia é
multiplicada por uma fração decrescente (retardoF'"), que é menor que 1. Como
notamos no Capo6, uma característica crítica de tais funções de potência é a
sua aceleração negativa. Também como notamos, as funções de potência não
são as únicas funções negativamente aceleradas que podem ser ajustadas aos
dados. As funções negativamente aceleradas mais óbvias são as funções
exponenciais, que têm sido particularmente populares para as teorias de
esquecimento porque descrevem muitos processos de deterioração na natureza,
incluindo a deterioração radioativa. Apenas recentemente (Rubin & Wenzel,
1996;Wixted & Ebbesen, 1991) foi estabelecido que as funções de esquecimento
são mais parecidas com as funções de potência. Essa generalização é
designada como a lei de potência do esquecimento. As funções de potência
diferem das funções exponenciais na medida em que são mais negativamente
aceleradas, o que implica que a taxa de esquecimento toma-se, na verdade,
muito lenta. Embora Ebbinghaus tenha usado o percentual de economia, as
medidas de desempenho de memória mais comuns são a probabilidade de
evocação e o tempo de recuperação.

As medidas de tempo de recuperação geralmente mostram uma relação de


potência. A Fig. 7.2 mostra alguns dados (Anderson & Paulson, 1977) obtidos a
partir do exame da velocidade de reconhecimento de uma sentença para
retardos que vão de 5 s a 30 mino Como mostra a Fig.7.2.a,retardos crescentes
causam tempos de recuperação mais lentos, mas a taxa de lentidão diminui com
o tempo. A Fig. 7.2b exibe esses dados com ambas as escalas transformadas e
correspondendo a uma função logarítmica; as funções nas escalas logarítmicas
são aproximadamente lineares, o que implica uma fun6,0 5,0 ~ 4,0 .o E ~ 3,0 Q;
E ~ 2,0 1,0 20 Dias (a) ção de potência. Observe que as funções na Fig. 7.2
estão aumentando, enquanto as funções na Fig. 7.1 estão diminuindo, uma vez
que uma latência mais longa reflete desempenho pior (Fig. 7.2) e economias
menores também refletem um desempenho pior (Fig. 7.1). Curvas semelhantes
de lei da potência são obtidas quando a medida dependente é a probabilidade
de evocação. Krueger (1929) examinou a retenção de associações pareadas. A
Fig. 7.3a mostra o número de associações pareadas (de um total de 12) que os
sujeitos evocavam, durante vários retardos que iam de 1 a 28 dias. Novamente,
a clássica função de retenção, negativamente acelerada, é obtida.

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A Fig. 7.3b revela uma função aproximadamente linear quando o log do número
de evocações é plotada em relação ao log do tempo, implicando uma função de
potência nas escalas originais. Squire (1989)documentou tais funções de
retenção segundo uma escala de tempo bastante diferente. Eleexaminou a
capacidade das pessoas de reconhecerem o nome de um programa de tevê ao
longo de vários anos após o programa ter saído do ar. A Fig. 7.4a revela o
percentual de reconhecimento como função do número de anos desde que o
programa foiao ar pela última vez. O reconhecimento caía mais rapidamente no
inícioe depois se tomava mais lento. A Fig.7.4b redesenha esses dados em um
gráfico de coordenadas logarítmicas, revelando uma relação linear, indicativa de
uma função de potência na escala original. Como pode ser interpretado esse
decréscimo sistemático do desempenho ao longo do tempo. Wickelgren (1975)
argumentou que a força de um registro de memória decai sistematicamente ao
longo do tempo. Tal teoria de deterioração do esquecimento é óbvia e existe
desde o início da psicologia. As pessoas que não detêm um conhecimento
básico em psicologia às vezes acreditam que sua memória se deteriora
espontaneamente com o tempo. A despeito de sua obviedade, a teoria da
deterioração teve uma história controversa na psicologia, a qual será descrita
após a discussão sobre interferência. Podemos prenunciar a conclusão,
adiantando que há mais sobre o esquecimento do que sobre a deterioração. No

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entanto, a deterioração faz parte da história.