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Universidade Católica de Pernambuco

Docente: Pe.Dr.Valdir Manuel


Discente: Davi Araújo de Melo
Disciplina: Administração Paroquial

Os vigários gerais e episcopais

Em toda a diocese deve nomear-se um vigário geral – podem ser mais de um se o


aconselham razões pastorais -, que ajude ao bispo no governo de toda a diocese (c.475).
O vigário geral, por seu próprio ofício, tem em toda a diocese a potestade executiva
ordinária que corresponde ao bispo diocesano para todo tipo de atos administrativos,
salvo que este se reserve o requeiram mandato especial.

Se é necessário para o bom governo das dioceses, pode-se nomear também um ou mais
vigários episcopais, com a mesma potestade ordinária que o vigário geral, mas limitada a
uma determinada circunscrição da diocese ou a certas matérias ou pessoas.

A origem da figura do vigário geral parece estar na necessidade de constituir clérigos


substitutos do bispo quando estiver ausente. O fato mais marcante data do século XIII(
IV Concílio de Latão) quando aparece o vigário geral, que exerce sua função ainda
estando presente o bispo. A figura toma força com o Concílio de Trento, que é quando
recebe toda a potestade de jurisdição. A figura do vigário episcopal, em troca, data do
Concílio Vaticano II, que a criou para uma ajuda mais eficaz no governo da diocese.

O vigário geral deve ser um sacerdote, com potestade ordinária vicária, que ajuda o bispo
em forma estável no governo pastoral de toda a diocese. Sua existência é agora obrigatória
e a regra geral é que se tenha somente um em cada diocese, mas se aceita que se tenha
mais, por razões pastorais ou porque a diocese seja muito grande e complexa. Neste caso,
todos os vigários gerais governam “in solidum”, em toda a diocese, ainda que de fato
terão que distribuir o governo para evitar atos contraditórios.

O vigário episcopal, ofício não obrigatório, também é um vigário do bispo e tem as


mesmas funções que o vigário geral, mas sua atividade não se desenvolve em toda a
diocese, mas dentro de um âmbito mais reduzido, que terá de ser definido claramente pelo
bispo: poderá ser zonal: vigários episcopais setoriais; por âmbitos pastorais:
ensinamentos, apostolado secular…; para ritos diversos ou para determinadas categorias
de pessoas: clérigos, religiosos…, etc. É o que reza o Cânon 476:
“ Quando o bom governo da diocese o exigir, podem também ser constituídos pelo Bispo
diocesano um ou mais Vigários episcopais, que têm o mesmo poder ordinário que
compete ao Vigário geral pelo direito universal, ou em parte determinada da diocese ou
em certo género de assuntos ou no respeitante aos fiéis de determinado rito ou ainda a
certo grupo de pessoas, nos termos dos cânones seguintes”.
Ambos recebem a sua nomeação do bispo diocesano, de forma livre, e podem ser
removidos por ele, também de forma livre, consoante o art.477 do CDC.

“§ 1. O Vigário geral e o episcopal são nomeados livremente pelo Bispo diocesano e pelo
mesmo podem também ser livremente removidos, sem prejuízo do prescrito no cân. 406;
o Vigário episcopal, que não for Bispo auxiliar, seja nomeado somente por um prazo a
determinar no próprio ato da nomeação. § 2. Na ausência ou impedimento legítimo do
Vigário geral, pode o Bispo diocesano nomear outro que faça as suas vezes; aplica-se a
mesma norma ao vigário episcopal. “

O vigário geral pode ser nomeado “ad tempus” ou por tempo indeterminado, salvo se
forem bispos auxiliares ou coadjutores que não têm limites de tempo. O vigário episcopal
é sempre por tempo determinado.

Os requisitos estabelecidos pelo Direito são: ser sacerdote, não menor de 30 anos de
idade, ser doutor ou licenciado em Direito Canônico ou em Teologia, ou ao menos, expert
em alguma destas disciplinas; ser probo, de sã doutrina, reto, experimentado nos negócios
da Igreja, e com sabedoria, ter bom caráter e ser muito prudente. Não há dificuldade para
que seja um religioso, mas não poderá nunca ser parente do bispo até o 4º grau, nem
tampouco cônego penitenciário, conforme reza o Cân.478 do CDC: “

Ao vigário geral, em virtude de seu cargo, como Ordinário de lugar, compete-lhe em toda
a diocese da mesma potestade executiva que tem por direito o bispo diocesano (Cân.134).
Pode, portanto, cumprir todos os atos administrativos ordinários que correspondem ao
bispo, à exceção dos que precisam de mandato especial segundo o Direito, o dos que o
mesmo bispo reservou para si expressamente. (Cân.479)

§ 1. Ao Vigário geral, em virtude do ofício, compete em toda a diocese o poder executivo


que pertence por direito ao Bispo diocesano, a fim de executar todos os atos
administrativos, excetuados os que o Bispo se tiver reservado ou que por direito
requeiram mandato especial do Bispo.
§ 2. Ao vigário episcopal compete pelo próprio direito o mesmo poder referido no § 1,
mas só quanto a determinada parte do território ou género de assuntos, ou para com os
fiéis de determinado rito ou grupo, para os quais foi constituído, excetuados os casos que
o Bispo tiver reservado a si mesmo ou ao Vigário geral, ou que por virtude do direito
requeiram mandato especial do Bispo.
§ 3. Ao Vigário geral e ao Vigário episcopal, dentro do âmbito da sua competência,
competem ainda as faculdades habituais concedidas ao Bispo pela Sé Apostólica, e ainda
a execução dos rescritos, a não ser que outra coisa se haja expressamente determinado ou
tiver sido escolhida a competência pessoal do Bispo diocesano.

Estes atos administrativos incluem a direção da Cúria. Ao vigário episcopal lhe compete
ipso iure a mesma potestade do vigário geral, mas limitada à sua zona ou a seus limites.

O que o Direito impede fazer aos vigários – a não ser que tenham mandato especial – é :
excardinar ou incardinar a um clérigo, prover um ofício eclesiástico por livre colação,
convocar um Sínodo, nomear párocos, mudar o vigário paroquial, erigir associações
públicas, impor penas canônicas reservando-se à absolvição de pecados, impor penas
eclesiásticas, remitir penas fereande ou latae sententiae, mudar o pároco, dar seu
consentimento para que se conceda o indulto de exclaustração, ou prorrogar o mesmo,
dar dispensas, aprovações, ereções e supressões de casas para os membros de um Instituto
Religioso de direito diocesano ou outro da vida consagrada, ou suprimi-los, dispensar do
celibato, legislar, e remover ao chanceler de seu cargo.

Tudo o que a Santa Sé concede ao bispo diocesano, também se concede a eles, salvo se
for algo personalíssimo do bispo ou o rescrito exclua ao vigário geral. Em caso de
ausência ou impedimento de qualquer dos dois, o bispo nomea quem faça suas vezes, mas
permanece em seu ofício e potestade. Tem obrigação de emitir profissão de fé. No
exercício da potestade os vigários gerais e episcopais devem estar e atuar concorde entre
si evitando conflitos no governo da diocese. Por isso, na nomeação de um vigário
episcopal, o bispo colocará atenção em definir claramente o âmbito de suas faculdades,
evitando assim a superposição de competências ou, pior ainda, a incerteza do titular ou
dos fiéis.

A potestade dos vigários cessa transcorrido o tempo do mandato, por renúncia notificada
ou por remoção. Neste ultimo caso, se são presbíteros instituídos por tempo indefinido
ou se trata de bispos, faz-se necessário uma razão grave; se se trata de um vigário
instituído por tempo determinado, é suficiente causa para a remoção o que não trabalhe
com a mente do bispo diocesano.

Cessam também por vacância da sé episcopal ou por suspensão do bispo se são


presbíteros; se são bispos auxiliares conservam as faculdades e potestades que gozavam
em sede plena. A razão de fundo desta norma é que o administrador diocesano deve estar
livre para escolher a seus colaborardes, salvo que sejam bispos, em razão da devida
reverência.

Assim, os vigários têm o dever de visitar a diocese quando o bispo esteja impedido, são
membros de iure no Sínodo diocesano e podem presidir como delegados do bispo, para
cada seção, e são também membros de iure dos concílios particulares, como já vimos.