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ANTIGO E PRIMITIVO RITO ORIENTAL

DE
MIZRAIM E MEMPHIS
A.’.P.’.R.’.O.’.M.’.M.’.

SOBERANO GRANDE SANTUÁRIO ADRIÁTICO


S.’.G.’.S.’.A.’.

CADERNO DE ESTUDOS

GRAU DE APRENDIZ DA ARTE

Respeitável Triângulo Nether – nº 01

CONFIDENCIAL

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ANTIGO E PRIMITIVO RITO ORIENTAL
DE
MIZRAIM E MEMPHIS
A.’.P.’.R.’.O.’.M.’.M.’.

SOBERANO GRANDE SANTUÁRIO ADRIÁTICO


S.’.G.’.S.’.A.’.

Manual do Aprendiz da Arte


Introdução ao estudo da Ordem e da Doutrina
Maçônica.

Capítulo II
OS MISTÉRIOS
Em todos os povos conhecidos da história, na era pré-cristã, houve
instituição de mistérios: no Egito como na Índia, na Pérsia, Caldeia, Síria,
Grécia e em todas as nações mediterrâneas, entre os druidas, os godos, os
escitas e os povos escandinavos na China e entre os povos indígenas da
América.

Traços deles podem ser observados nas curiosas cerimônias e costumes


das tribos da África e Austrália, e em todos os chamados povos primitivos,
aos quais possivelmente, de forma mais justa, deveríamos considerar como
originários da degeneração de raças e civilizações mais antigas.

Tiveram fama especialmente os Mistérios de Isis e de Osiris no Egito; os


de Orfeu e Dionísios e os Eleusinos na Grécia; os de Mitra, que da Pérsia
se estenderam com as legiões romanas, por todos os países do império.

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Menos conhecidos e menos brilhantes, especialmente em seu período de


decadência e degeneração, foram os de Greta e os da Samotrácia; os de
Vênus em Chipre; os de Tammuz na Síria, e muitos outros.

Também a religião cristã teve no princípio seus Mistérios, como deixam


transparecer os indícios de natureza inequívoca que encontramos nos
escritos dos primitivos Pais da Igreja, ensinando aos mais adiantados um
aspecto mais profundo e interno da religião, à semelhança do que fazia
Jesus, que instruía o povo por meio de parábolas, alegorias e preceitos
morais, reservando ao pequeno círculo eleito dos discípulos - os que
escutavam e punham em prática a Palavra seus ensinamentos esotéricos. A
essência dos Mistérios Cristãos tem-se conservado nas cerimônias que
constituem atualmente os Sacramentos.

Igualmente a religião muçulmana, assim como o Budismo e a antiga


religião brahmânica, tiveram e têm seus Mistérios, que conservaram e em
alguns casos conservam até hoje muitas práticas sem dúvida anteriores ao
estabelecimento de ditas religiões, reminiscência daqueles que eram
celebrados entre os antigos árabes, caldeus, aramaicos e fenícios, pelo que
se refere à primeira, e entre os povos da Ásia Central e Meridional, pelos
segundos.

Ainda que os nomes difiram e sejam parcialmente discordantes, a forma


simbólica e as particularidades dos ensinamentos e suas aplicações tem

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sido característica fundamental e originária de toda a transmissão de uma


mesma Doutrina Esotérica, em graus diversos e sucessivos, conforme a
maturidade moral e espiritual dos candidatos, os quais eram submetidos a
provas (muitas vezes difíceis e espantosas) para reconhecê-la,
subordinando-se a comunicação do ensino simbólico, e os instrumentos ou
chaves para interpretá-la, à firmeza e fortaleza de ânimo demonstradas na
superação destas provas.

A própria Doutrina nunca variou em si mesma, ainda que tenha-se


revestido de formas diferentes (mas quase sempre análogas ou muito
semelhantes) e interpretada mais ou menos perfeita ou imperfeitamente e
de uma maneira relativamente profunda ou superficial, por efeito da
degeneração, à qual com o tempo sucumbiram os instrumentos ou meios
humanos aos quais aquela havia sido confiada. Esta unidade fundamental,
assim como a analogia entre os meios, pode considerar-se como prova
suficiente da unidade de origem de todos os Mistérios de um mesmo e
único Manancial, do qual tem emanado, ou pelo qual foram inspiradas, as
diferentes instruções e tradições religiosas, e a própria Maçonaria em suas
formas primitivas e recentes.

A UNIDADE DA DOUTRINA

Esta Doutrina-Mãe Eclética que tem sido perpetuamente Fonte inesgotável


dos ensinamentos mais elevados de todos os tempos (foco de luz

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inextinguível, conservado zelosa e fielmente no Mistério da Compreensão


e do Amor, que nunca deixou de brilhar mesmo nas épocas mais obscuras
da História, para os que tiveram "olhos para ver e ouvidos para ouvir", é a
própria Doutrina Iniciática manifestada nos Mistérios Egípcios, Orientais,
Gregos, Romanos, Gnósticos e Cristãos, e é a mesma Doutrina Maçônica
revelada por meio do estudo e da interpretação dos símbolos e cerimônias
que caracterizam nossa Ordem.

É a Doutrina da Luz interior dos Mistérios Egípcios, que era desperta no


candidato e tornava-se para sempre mais firme e ativa na medida em que
chegava a "osirificar-se", ou seja conhecer sua unidade e identidade com
Osiris, o Primeiro e Único Princípio do Universo. É a mesma Doutrina da
luz simbólica que os candidatos procuram em nossos Templos, e que se
realiza individualmente na medida em que cada um se afasta da influência
profana ou exterior dos sentidos, e busca o secreto entendimento no íntimo
de seu ser.

É a Doutrina da Vida Universal encerrada no simbólico grão de trigo de


Elêusis, que deve morrer e ser sepultado nas entranhas da terra, para poder
renascer como planta, à luz do dia, depois de abrir caminho através da
escuridão em que germina. É a mesma doutrina pela qual o candidato,
tendo passado por uma espécie de morte simbólica no quarto de
Reflexões, renasce a uma nova vida como Maçom e progride por meio do
esforço pessoal dirigido pelas aspirações verticais que o prumo simboliza.

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É a Doutrina da redenção cristã, obtida por intermédio da fidelidade na


palavra, com a qual o Cristo ou Verbo Divino (nossa percepção interior ou
reconhecimento espiritual da verdade) nasce ou se manifeste em nós e nos
conduz, segundo a antiga expressão brahmânica "da ilusão à Realidade,
das trevas à luz, da morte à Imortalidade". É a mesma doutrina do Verbo
ou Logos sobre a qual colocamos nossos instrumentos simbólicos ao
abrirmos a Loja, isto é, ao iniciar a manifestação do Logos.

É pois, sempre e onde quer que seja, um mesmo ensinamento que se


revela por infinitas formas, adaptando-se à inteligência e à capacidade de
compreensão dos ouvintes; uma Doutrina secreta ou hermética, revelada
por meio de símbolos, palavras e alegorias que só podem entender e
aplicar em seu real sentido os ouvidos da compreensão. É uma doutrina
vital que deve fazer-se carne em nós, sangue e vida, para produzir o
milagre da regeneração ou novo nascimento, que constitui o Télos ou "fim
da iniciação".

A HIERARQUIA OCULTA

O reconhecimento da Identidade fundamental desta Doutrina em suas


múltiplas concessões e manifestações exteriores, da idêntica finalidade
destas e da identidade dos meios universalmente empregados para ensiná-la,
em suas distintas adaptações às diferentes circunstâncias de tempo e

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lugar, como selo de sua origem comum, faz com que se torne patente a
existência de uma Hierarquia Oculta, uma Fraternidade de Sábios de
Mestres, que tem sido através das eras sua íntima, secreta e fiel
depositária, manifestando-a exteriormente em formas análogas ou
diferentes, conforme a maturidade dos tempos e dos homens.

As origens desta Fraternidade Oculta de Mestres da Sabedoria, chamada


também Grande Loja Branca (e, na Bíblia, Ordem de Melchisedeck),
podem unir-se às primeiras civilizações humanas das quais esses Mestres,
como Reis-Sacerdotes Iniciados (conforme é indicado pelo nome genérico
Melchisedeck), foram Reveladores e Instrutores, pode-se dizer, desde a
aparição do primeiro homem sobre a Terra. Sua existência tem sido e pode
ser reconhecida por todos os discípulos adiantados, dos quais os Mestres
tem-se servido e ainda se servem para sua Obra no Mundo.

Devemos a esta Hierarquia Oculta, formada pelos genuínos Intérpretes,


Depositários e Dispensadores da Doutrina Secreta, o primitivo
estabelecimento de todos os Mistérios e todos os cultos, em suas formas
mais antigas, mais puras e originárias, assim como, o estabelecimento da
Instituição Maçônica e todo o movimento progressista e libertador.
Elevar e libertar as consciências, conduzir os homens das trevas da
ignorância e da ilusão, à luz da Verdade; desde o vício até à virtude; e da
escravidão da matéria à liberdade do espírito, tem sido sempre e
constantemente, a finalidade destes Seres superiores, destes verdadeiros

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Mestres Incógnitos em suas atividades no mundo.

Todo Movimento elevador e libertador deve considerar-se, direta ou


indiretamente, inspirado por esta Hierarquia, formada pelos que se
elevaram e se libertaram por si mesmos, sobrepondo-se a todas as
debilidades, limitações e correntes (que atam a maioria de nós e nos fazem
escravos da fatalidade ou da necessidade em aparência, mas em realidade
somos escravos de nossos próprios erros e ilusões); realizando assim o
verdadeiro Magistério.

Pelo contrário, todo movimento (político, social ou oculto) que tende a


limitar, escravizar, entorpecer e adormecer a consciência dos homens tem
uma oposta e diferente inspiração, sendo obra manifesta do Senhor da
Ilusão, ou seja, do movimento de refluxo das ondas espirituais. A
liberdade individual e o respeito pleno desta tem sido sempre e ainda o
são, a característica da linha direita e esquerda da Evolução Ascendente,
enquanto a escravidão e coerção assinalam o caminho esquerdo ou
descendente.

FIM DESTA LIÇÃO.