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C A P Í T U L O III

3. O Património

3.1 O Património: Noção e classificação


Noções de Coisas/Bens/Riqueza
Dadas as afinidades entre os termos que compõem o patrimônio, é interessante conceituá-
los, para que se possa fazer perfeita distinção entre eles.
Coisa: é o que simplesmente existe na natureza, independente da vontade e intervenção
humana. Ex. as florestas, o mar, a terra.

Bem: é toda coisa susceptível de avaliação em dinheiro e que satisfaz uma necessidade
humana.

Riqueza: é tudo o que é útil (tem valor econômico e de troca), limitado (existe em
quantidade relativamente pequena), material (se fosse incorpóreo não poderia ser
apropriavel e nem permutável) e apropriavel ( é a qualidade do que pode ser propriedade
de alguém).

3.1.1 Bens, Direitos e Obrigações


Bem é qualquer coisa que satisfaz a necessidade humana e que pode ser avaliado
economicamente. Os bens são divididos em: tangíveis que representam os bens materiais
(têm forma física e são palpáveis) e intangíveis que têm como principal característica a
inexistência como coisa e seu valor vinculado a um bem tangível ou a uma determinada
situação da empresa (são incorpóreos e não palpáveis).
Ex: bens tangíveis: destinados à instalação (prédios, terrenos, móveis e utensílios),
destinados a produção (máquinas, equipamentos, instrumentos e acessórios), destinados a
transformação (matéria-prima, material secundário e material para embalagem),
destinados ao consumo (material de escritório, material de limpeza e selos postais),
destinados à circulação (dinheiro, dinheiro em bancos e aplicações financeiras) e destinados
à venda (mercadorias e produtos comprados para revenda).
Ex: bens intangíveis: marcas de comércio e patentes de invenção.

Bens são as coisas capazes de satisfazer às necessidades humanas e suscetíveis de avaliação


econômica. Podem ser materiais ou imateriais.

Bens materiais, corpóreos ou tangíveis são os objetos que a empresa tem para uso, troca ou
consumo.

Bens imateriais, incorpóreos e intangíveis correspondem a determinados gastos efetuados


pela empresa que devem fazer parte do patrimônio.

Direitos são todos os valores que a empresa tem para receber de terceiros, como:
Duplicatas a Receber, Promissórias a Receber, Aluguéis a Receber etc.
Contábilo Contábil
Obrigações são todos os valores que a empresa tem para pagar a terceiros, como:
Duplicatas a Pagar, Salários a Pagar, Impostos a Pagar etc.

3.1.2 Conceito de Património


O comerciante da nossa praça, “Bom Comerciante, Lda.” Apresentou no dia 01 de Janeiro
de 2011 o conjunto de bens, direitos e obrigações que constituem o seu património.

Valores
ELEMENTOS PATRIMONIAIS em Contos
Dinheiro em cofre 40
Depositos no BCI 110
Divida de Kudeva, Lda. 20
Divida a Ngonhamo, Lda. 70
Letra a receber de Kanganhissa, Lda. 20
Letra a pagar a Ganha Pouco, Lda. 40
Milho 90
Arroz 50
Acucar 40
Congelador 10
Mobiliario de escritorio 80
Maquinas de escritorio 50
Edificio comercial 400
Equipamanto de transporte 350

Dos elementos patrimoniais do quadro acima, podemos distinguir os elementos que


são comuns a todos os comerciantes (direitos e obrigações) e elementos especificos de
determinados comerciantes (bens) e bens e que indicam o respectivo ramo de
actividades.

Os elementos patrimoniais têm as seguintes características comuns:


 São valores (expressos em unidades monetárias);
 Pertencem a determinada unidade económica; e
 São administrados com certo com certo objectivo.
Qualquer conjunto de elementos com estas característica chma-se Património.

3.1.2.1 Definição de Património


Património é um conjunto de valores (bens, direitos e obrigações ou dos elementos
patrimoniais) que pertencem a um indivíduo, unidade económica ou uma sociedade e
administrados com certo objectivo.

O patrimônio constitui-se de uma parte com valores positivos, denominada activo, e de


uma parte com valores negativos denominada passivo. O activo é formado pelos bens e
direitos e o passivo pelas obrigações. O excesso do activo sobre o passivo é o capital,
conhecido como patrimônio líquido que aparece no passivo, para completar a igualdade
entre o total do activo e o do passivo, resultando na equação patrimonial ou equação
fundamental do balanço.

3.1.3 Classificação do Património


O património pode ser classificado em:
 Património individual, se essa unidade económica pertence a um indivíduo;
 Património Social se pertence a uma sociedade;
 Património Nacional se pertence a uma Nação. O património nacional inclui o
património público (do Estado) e património privado (dos cidadãos).
 Também podemos distinguir o património individual em património particular
(os bens da sua casa) e o património comercial (bens, direitos e obrigações
afectos ao exercício do comércio).

3.1.3.1 Composição do Património


O parimónio é composto por elementos patrimoniais: bens (elementos patrimoniais
corpóreos) e direitos e obrigações (elementos patrimoniais incorpóreos).

3.2 Massas Patrimoniais


Massas patrimoniais são constituídas por massas gerais e massas parciais. Elas podem ser
do Activo, Passivo e da Situação Líquida.

3.2.1 Massas Gerais


Os elementos patrimonais podem ser reunidos em grupos de elementos que desempenham
a mesma função económica ou financeira, constituindo verdadeiras massas patrimoniais.
Nos elementos patrimoniais vamos distinguir dois grandes grupos antagónicos:
 O grupo dos valores positivos do patrimônio, tudo aquilo que a entidade possui ou
que ela tem a receber de terceiros. Abrange o conjunto de bens e direitos da
entidade. Os elementos que compõe o activo são revestidos de algumas
características especiais, tais como: devem apresentar a potencialidade de gerar
benefícios econômicos para a entidade, devem ser um recurso econômico, devem ser
de propriedade ou estar na posse de alguma entidade contabilística e devem ser
mensuráveis monetariamente. Assim, todo o elemento ativo que não seja mais útil à
entidade e, portanto tenha perdido sua capacidade de gerar fluxo de caixa, não deve
ser classificado como um elemento activo. Existem entidades que apresentam de 10
a 15% do seu ativo totalmente obsoleto, não tendo nenhuma utilidade, devendo ser
excluído do patrimônio. A este grupo de elementos patrimoniais chama-se Massas
Gerais do Activo.

 O grupo dos valores negativos do património que representa todas as obrigações


financeiras que uma empresa tem para com terceiros, provenientes de transações
passadas, realizadas a prazo, com data de vencimento e beneficiário certo e
conhecido. Todos os elelmentos patrimoniais do passivo representam os valores
negativos do patrimônio. A este grupo de elementos patrimoniais chama-se Massas
Gerais do passivo.
As massas gerais do Activo e as massas Gerais do Passivo, são constituídas por elementos
patrimoniais concretos, pois pode-se indicar cada elemento patrimonial em particular e que
se consubstanciam em determinados elementos patrimoniais corpóreos (bens) e
incorpóreos (direitos e obrigações).

Exemplo 1.
Separe os elementos patrimoniais do actvivo e do passivo e respectivos valores
apresentados no quadro abeixo:

Massas Gerais
Valores Bens e
em
ELEMENTOS PATRIMONIAIS Contos Direitos Obrigacoes ACTIVO PASSIVO

Dinheiro em cofre 40.00 40.00 -

Depositos no BCI 110.00 110.00 -

Divida de Kudeva, Lda. 20.00 20.00 -

Divida a Ngonhamo, Lda. 100.00 - 70.00


Letra a receber de Kanganhissa,
Lda. 20.00 20.00 -
Letra a pagar a Ganha Pouco,
Lda. 90.00 - 40.00

Emprestimos bancarios 500.00 - 500.00

Dividas ao Estado 150.00 - 150.00

Milho 90.00 90.00 -

Arroz 50.00 50.00 -

Acucar 40.00 40.00 -

congelador 10.00 10.00 -

Mobiliario de escritorio 80.00 80.00 -

Maquinas de escritorio 50.00 50.00 -

Edificio comercial 400.00 400.00 -

Equipamanto de transporte 350.00 350.00 -


TOTAL 760.00 1,260.00 760.00
1,260.00

 O último grupo é constituído por elementos patrimoniais abstractos que são


resultado da diferença entre as massas gerais do activo e as massas gerais do
passivo. A este grupo de elementos patrimoniais chama-se Massas Gerais da
Situação Líquida (Património Líquido).

3.2.1.1 PATRIMÔNIO LÍQUIDO


Património Líquido (PL) é a diferença entre os valores do activo (bens e direitos) e os
valores do passivo (obrigações) de uma entidade num determinado momento.

Observe que, sendo o patrimônio líquido a diferença algébrica entre o activo e o passivo,
não faz sentido falarmos em activos ou passivos negativos. Assim concluímos que a
entidade terá sempre Activo > ou = zero, Passivo > ou = zero e PL > = ou < zero. Se a
entidade possuir activos e/ou passivos, ela os terá positivamente, ou não os terá.

O patrimônio de uma entidade pode ser visto e analisado sob os seguintes aspectos:

Aspecto Qualitativo ou Específico: estuda a terminologia típica de cada um dos elementos


que compõem o patrimônio, tais como: bens numerários (caixa e bancos), bens de venda
(mercadorias, produtos acabados e matéria-prima), bens de renda (veículos para alugar e
imóveis para alugar) e bens de uso (máquinas e equipamentos, materiais úteis e
ferramentas). Ex: caixa, capital social, etc...

Aspecto Quantitativo: os componentes patrimoniais devem ser expressos em valores


monetários.
Ex: caixa ..................................... 10.000,00 MTs
capital social ............................... 50.000,00 MTs

3.2.1.2 Representação Gráfica do Património


O gráfico do patrimônio é representado pelo Balanço Patrimonial, no qual do lado
esquerdo encontram-se os valores activos e do lado direito os valores passivos, como mostra
o exemplo abaixo:

ACTIVO PASSIVO
Bens Obrigações
Edifícios Fornecedores
Móveis e Utensílios Empréstimo Bancário
Marcas e Patentes Salários a Pagar
Existências
Dinheiro em bancos Impostos a Recolher
Dinheiro em cofre
Direitos
Alugueres a Receber PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Dívidas a Receber Capital
Títulos a receber Lucros Acumulados

3.2.1.3 Representação Algébrica do Património


Sendo o patrimônio o conjunto de bens, direitos e obrigações com terceiros e capital
próprio, a equação fundamental do patrimônio é assim definida:

PATRIMÓNIO LÍQUIDO = BENS + DIREITOS – OBRIGAÇÕES COM TERCEIROS

Supondo que a entidade venda todos os seus bens, receba todos os seus direitos e pague
todas as suas obrigações com terceiros, a sobra ou situação líquida é o capital próprio, que
é denominado pela Contabilidade como patrimônio líquido.

A partir da equação fundamental do patrimônio, pode-se deduzir que num dado momento,
o patrimônio assume, invariavelmente, um dos cinco estados a saber:

1 – Quando o activo é maior que o passivo, teremos patrimônio líquido maior que zero, o
que revela a existência de riqueza patrimonial. A = P + PL

2 – Quando o activo é maior que o passivo e o passivo é igual a zero, teremos patrimônio
líquido maior que zero, revelando inexistência de dívidas. A = PL

3 – Quando o activo é igual ao passivo, teremos patrimônio líquido igual a zero, revelando
inexistência de riqueza própria. A = P

4 - Quando o passivo é maior do que o activo, teremos patrimônio líquido menor que zero,
revelando má situação financeira e existência de passivo a descoberto. A + PL = P

5 – Quando o passivo é maior do que o activo, e o ativo é igual a zero, teremos patrimônio
líquido menor que zero, revelando péssima situação financeira, inexistência de bens e
direitos e somente obrigações. PL = P

3.2.2 Valor do Património (VP)


O valor do património é determinado pela diferença entre os valores do Activo (A) e do
Passivo (P) e se chama Capital Próprio. Assim:

CAPITAL PRÓPRIO = A - P

Este valor não corresponde especificamente aqualquer elemento concreteto, se não a todo o
complexo de elementos patrimoniais concretos, sendo por isso um valor abstracto, podendo
ser desdobrado em várias parcelas de valores abstractos.

3.3 Massas Parciais


As massas gerais do Activo, Passivo e da Situação Líquida também podem ser divididas em
subgrupos ainda pequenos e elementos patrimoniais formando massas parciais, de acordo
com a função específica que cada uma desempenha na empresa.

3.3.1 Massas Parciais do Activo


Nos elementos patrimoniais do activo há dinheiro no cofre, nos bancos que se convencionou
chamá-los de Disponibilidades.

A seguir temos as dívidas a receber (Créditos) em consequência das vendas a prazo,


empréstimos concedidos e outros devedores. Tais créditos podem ser divididos em Créditos
de curto prazo se o vencimento estiver compreendido no prazo de até um ano e Créditos de
médio e longo prazo se o vencimento for para além dum ano.

Ao conjunto das mercadorias para empresas comerciais e matérias primas e produtos


fabricados para empresas industriais, teremos as chamadas existências.

Quanto aos edifícios, máquinas e instalações industriais, equipamentos, ferramentas e


utensílios, transporte e material de carga, mobiliário e máquinas de escritório, não para
revenda mas para uso na empresa e que se encontram mais ou menos imobilizados por um
período superior a um ano. São as chamadas Imobilizações.

ACTIVO

ELEMENTOS PATRIMONIAIS MASSAS PARCIAIS


Dinheiro em cofre
Depositos no BCI DISPONIBILIDADES
Divida de Kudeva, Lda.
Letra a receber de Kanganhissa, Lda. CREDITOS
Milho
Arroz
Acucar EXISTENCIAS
congelador
Mobiliário de escritório
Máquinas de escritório
Edificio comercial
Equipamanto de transporte IMOBILIZAÇÕES

3.3.2 Massas Parciais do Passivo


Os elementos patrimoniais do passivo correpondem às dívidas a paga (Débitos) tituladas
(letras, livranças e extrctos de facturas), ou não, obrigações essas que serão transformadas
em dinheiro no futuro (mais tarde ou mais cedo).
Se o vencimento das dívidas se realizar dentro de um ano ter-se-á débitos de curto prazo; e
for para além de um ano ter-se-á débitos de médio e longo prazo.
PASSIVO
ELEMENTOS PATRIMONIAIS MASSAS PARCIAS
Divida a Ngonhamo, Lda.
Letra a pagar a Ganha Pouco, Lda.
Dividas ao Estado DEBITOS DE CUTO PRAZO
Emprestimos Obtidos para DEBITO DE MEDIO E LONGO
investimento PRAZO

3.3.3 Massas Parciais da Situação Líquida


A Situação Líquida (SL) pode ser desdobrada em várias parcelas ou massas parciais.
Sempre a SL é sempre constituída por duas parcelas, como se pode ver a seguir:
 O valor inicial, afecto ao exercício da atividade, ou seja, o seu Capital Inicial. Esta
parcela, determinanda pela diferença entre o Activo Inicial e o Passivo inicial,
chama-se Situação Líquida Inicial (SLi).

SLi = Ai - Pi

 O valor correspondente à soma algébrica dos resuktados (Lucros ou Prejuízos) que,


obtidos desde o início até ao mpmento considerado, não foram retirados até a data.
Esta parcela, determinada pela diferença entre a Situação Líquida Final (SLf) e a
Situação Líquida Inicial (SLi), chama-se Situação Líquida Adquirida (SLr).

SLr = SLf - SLi

Assim, a Situação Líquida Final é igual à soma algébrica da Situação Líquida Inicial com a
Situação Líquida Adquirida, assim tem-se a seguinte equação:

SLf = SLi + SLr

A determinação periódica dos resultados duma unidade económica é designada de


Especialização dos Exercícios, que geralmente coincide com o ano civil. A cada ano
correspode um Exercício Económico.

Assim, dependendo do critério temporal, a Situação Líquida Adquirida será constituída


por duas parcelas a saber:

 A Situação Líquida Adquirida em exercícios anteriores e não distribuída, portanto,


Retida na empresa, definitiva ou temporáriamente, que se chama Situação Líquida
Adquirida Retida (SLrr); e
 A Situação Líquida Adquirida no Próprio Exercício (SLre), em curso ou agora
findo, cuja aplicação não tenha sido ainda decidida.
Assim, a Situação Líquida Adquirida, é igual à soma algébrica da Situação Líquida Inicial
com a Situação Líquida Retida com a Situação Líquida Adquirida no exercício, cuja
fórmula é:

SLf = SLi + SLrr + SLre

SITUAÇAO LIQUIDA (Património Líquido)


ELEMENTOS PATRIMONIAIS MASSAS PARCIAS
Valor Inicial do Patrimonio INICIAL
Resultados anteriores nao
distribuidos RETIDA
Resultados Adquiridos no
Exercicio ADQUIRIDA NO EXERCICIO

SÍNTESE

ACTIVO PASSIVO
DISPONIBILIDADES DEBITOS A CURTO PRAZO
CREDITOS A CURTO DEBITOS A MEDIO E LONGO
PRAZO PRAZO
CREDITOS A MEDIO E
LONGO PRAZO
SITUAÇAO LIQUIDA (Património
EXISTÊNCIAS Líquido)
IMOBILIZAÇOES INICIAL
RETIDA
ADQUIRIDA NO EXERCICIO

Exemplo 2
PATRIMÔNIO
ATIVO PASSIVO
BENS OBRIGAÇÕES
Disponibilidades……............ 30,- Déditos de curto P.... 35,-
Imobilizações........................ 50,- Salários a pagar .......15,-
Existências……………… ..... 20,- Impostos a pagar ......30,-
DIREITOS SITUAÇÃO LÍQUIDA ... 70,-
Créditosde curto prazo……... 40,-
Créditos de Longo Prazo…… 10,-
TOTAL ................................ 150,- TOTAL ...................... 150,
Tema I - Patrimônio
onceito Contábil
3.4 Estrutura Patrimonial
3.4.1 Estrutura Económica e Financeira
O Activo, constituído por bens e direitos, representa a Estrutura Económica da unidade
económica quer dizer, a aplicação dos recursos financeiros, a fim de se atigirem os
objectivos traçados.
O Passivo e a Situação Líquida, representam a Estrutura Financeira da unidade
económica, isto é, a origem dos seus recursos, tendo a considerar os Fundos Próprios
(Situação Líquida) e os Fundos Alheios (Passivo).

3.4.2 Activo Circulante


O comerciante dedica-se a compra e venda de mercadorias, isto é, na transformação de
ndisponibilidades em exsistências e destas naquelas, na modalidade de compra e venda a
pronto pagamento.

Na modalidade de compra e venda a prazo, as existências são transformadas em créditos e


só depois de efectuadas as cobranças é que que estes se transformam em disponibilidades.
Assim, as disponibilidades constituem o Activo Disponível e as existências e créditos, com
os quais se pode realizar dinheiro, constituem o Activo Realizável. A soma do Activo
Disponível co o Activo Realizável é igual ao Activo Circulante.

Activo Circulante = Activo Disponível + Activo Realizável a curto prazo


O Activo Circulante das empresas mercantis é representado pelas disponibilidades
financeiras e outros bens e direitos que se espera sejam transformados em disponibilidades,
vendidos ou usados dentro de um ano ou no decorrer de um ciclo operacional. Estão
compreendidos neste grupo do activo (1) os valores monetários, (2) as aplicações
temporárias de disponibilidades em títulos negociáveis, (3) as contas a receber, (4) os
créditos contra (a) accionistas, desde que não relacionados com subscrição de acções e (b)
empresas coligadas, quando realizáveis no decurso do exercício seguinte, (5) as dívidas de
directores e empregados, (6) os stocks de mercadorias, e (7) os pagamentos antecipados a
curto prazo, tais como alugueres, seguros, juros e impostos1.

3.4.3 Activo Fixo


As Imobilizações, destinadas a assegurar e auxiliar o funcionamento da unidade
económica, facilitando ou possibilitando a transformação dos valores circulantes,
constituem o Activo Fixo.

O Activo Fixo, que reúne bens e direitos que dificilmente serão transformados em dinheiro
pela venda, são utilizados como meio de consecução dos objectivos operacionais da
empresa. São os activos cuja característica básica é não se destinarem a venda. Portanto,
pode-se dizer que são itens com pouquíssima liquidez para a empresa. Este grupo divide-se
em: Investimento, Imobilizado e Diferido.

1
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil - IBRACON nº 1 de 30/06/1992
O Activo Fixo, representa o conjunto de bens e direitos que, pelas suas características
permanece na posse da organização durante um longo período de tempo, tais como
terrenos, instalações, equipamentos, direitos de utilização de espaços, marcas ou
tecnologias, propriedade industrial e intelectual, participações financeiras de longo prazo,
entre outros (em termos contabilísticos corresponde aos bens e direitos classificados nas
rubricas de imobilizações corpóreas, incorpóreas e financeiras).2

O Activo Fixo é a parte do activo que está representado pelos bens de uso, quer dizer, o
activo imobilizado. Normalmente são de liquidez muito baixa, pois bens do imobilizado
podem ser muito úteis a determinadas empresas, as do mesmo ramo de atividade, mas
muito pouco úteis para as demais empresas. O activo fixo abarca as contas representativas
de bens móveis e imóveis como máquinas e equipamentos, prédios, marcas e patentes, entre
outros. As empresas industriais possuem, de modo geral, activo fixo mais elevado do que
empresas comerciais, o que leva a concluir que em termos relativos essas empresas têm um
percentual maior de seu capital aplicado no Activo Permanente, como também é chamado. 3

Activo Permanente ou fixo4: compreende os bens fixos necessários para que a entidade
alcance seus objectivos. Divide-se nos subgrupos: investimentos, imobilizado e diferido.

Investimentos: são todas as aplicações de recursos que não tem por finalidade o objectivo
principal da entidade. Ex: imóveis para aluguel, terrenos para expansão, acções em outras
empresas, participação em empresas coligadas, participação em empresas controladas e
obras de arte.

Imobilizado: representam as aplicações de recursos em bens instrumentais que servem de


meios para que a entidade alcance seus objectivos. Os bens materiais sofrem depreciação,
os bens imateriais sofrem amortização e os terrenos sofrem exaustão. Ex: veículos,
máquinas e equipamentos, imóveis, embarcações, marcas e patentes e direitos autorais.

Diferido: representa as aplicações de recursos em despesas que irão influenciar o resultado


de mais de um exercício. Ex: gastos de implantação, gastos pré- operacionais, gastos com
modernização e reorganização.

3.5 Passivo de funcionamento e passivo de financiamento


Nos fundos alheios os débitos de curto prazo chamam-se passivo funcionamento, originados
pelas operações correntes de exploração. Por outro lado, os débitos a médio e longo prazo
são passivo de financiamento.

3.6 Fundo de Maneio

2
(http://www.notapositiva.com/dicionario_gestao/activo.htm): 22/11/2012
3
Fabio.lucio.moreira.lima@gmail.com: 22/11/2012
4
Apostila de Contabilidade. Miranda, Daniela p.18. 2002. Disponível na internet. 22/11/2012
O conceito de fundo de maneio é muito utilizado ao nível da análise financeira das
empresas, concretamente no que respeita à forma como é financiado o seu ciclo de
exploração. O ciclo de exploração ou da atividade normal da empresa está associado
fundamentalmente à forma como ela gere os seus stocks de existências (rubrica
contabilística que inclui, entre outras, as sub-rubricas de mercadorias, matérias-primas e
produtos acabados), as suas dívidas de clientes e as dívidas aos seus fornecedores.
A gestão destes aspectos é fulcral na maioria das empresas, na medida em que está em
causa a sua solvabilidade, ou seja, a sua capacidade de fazer face aos compromissos
normais da sua exploração à medida que eles vão surgindo. Essa gestão deve,
nomeadamente, garantir que os seus stocks de existências e as suas dívidas de terceiros se
transformem em disponobilidades, de tal forma que a empresa tenha sempre meios para
honrar as suas obrigações contraídas à medida que estas se vão vencendo. Assim sendo, é
importante que o grau de liquidez (ou seja, a capacidade de transformar em
disponibilidades) do activo circulante seja adequado ao grau de exigibilidade do seu
passivo circulante ou de curto prazo (passivo de funcionamento).

O activo de uma empresa pode ser financiado por capitais próprios ou alheios, estes com
graus de exigibilidade diferentes, podendo ser divididos entre capitais alheios de médio e
longo prazo (ou passivo financiamento) e capitais alheios de curto prazo (ou passivo de
funcionamento).

A soma dos capitais próprios com os capitais alheios de médio e longo prazo constituem os
capitais permanentes da empresa.

Assim sendo, o fundo de maneio representa a parcela de capitais permanentes que financia
o ativo circulante na vertente de existências e dívidas de terceiros, como forma de garantir
uma margem de segurança à empresa. De facto, se o referido ativo circulante fosse
financiado apenas por capitais alheios de curto prazo, haveria sempre o risco de, pela razão
de ocorrerem acidentes ou atrasos na rotação daquele, a empresa não conseguir
transformá-lo em meios líquidos e assim não ter capacidade para solver os seus
compromissos com os seus fornecedores.

Algebricamente, o fundo de maneio é definido como a diferença entre o ativo circulante nas
rubricas de existências e dívidas de terceiros e o passivo de curto prazo, ou a diferença
entre os fundos permanentes e o activo fixo, isto é:

FUNDO DE MANEIO = ACTIVO IRCULANTE – PASSIVO DE FUNCIONAMENTO =


FUNDOS PERMANENTES – ACTIVO FIXO

A empresa pode ser apreciada através da sua situação financeira ou económica ao invés do
montatnte e evolução do fundo de maneio. Segundo Pereira, João M. E. 1989.5

5
A situação financeira da empresa pode ser apreciada pela compração entre o activo circulante e os débitos de curto
prazo (rácio de liquidêz geral) e a situação económica da empresa pode ser apreciada pela comparação entre resultados e
o capital próprio (rácio de rentabilidade do capital próprio).