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DIRETORIA DE GRADUAÇÃO

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

CAMILA JACIRA SANTOS ANDRADE


LUDMILA DOS SANTOS DA SILVA
RAHISA RODRIGUES NUNES FERREIRA
VANESSA ALMEIDA BARROS

FUNDAÇÕES

Aracaju - SE
SETEMBRO, 2018
CAMILA JACIRA SANTOS ANDRADE
LUDMILA DOS SANTOS DA SILVA
RAHISA RODRIGUES NUNES FERREIRA
VANESSA ALMEIDA BARROS

FUNDAÇÕES

Trabalho referente ao curso de graduação em


Engenharia Civil na Universidade
Tiradentes, como requisito de avaliação da
disciplina de Fundações, turma N01,
ministrada pela professora Gessyca Menezes
Costa.

Aracaju - SE
SETEMBRO, 2018

2
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO 4
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 5
2.1. FUNDAÇÕES 5
2.1.1. SAPATAS 6
2.1.1.1. SAPATA ISOLADA 6
2.1.1.2. SAPATA CORRIDA 8
2.1.1.3. SAPATA ASSOCIADA (OU RADIER PARCIAL) 9
2.1.1.4. SAPATA COM VIGA DE EQUILÍBRIO OU ALAVANCA 10
2.1.2. BLOCO 11
2.1.3. RADIER 12
2.1.4. ESTACAS 13
2.1.4.1. ESTACA DE MADEIRA 13
2.1.4.2. ESTACA METÁLICA 14
2.1.4.3. ESTACA PRÉ-MOLDADA DE CONCRETO 14
2.1.4.4. ESTACA MEGA 15
2.1.4.5. ESTACA TIPO BROCA 16
2.1.4.6. ESTACA TIPO FRANKI 17
2.1.4.7. ESTACA TIPO STRAUSS 18
2.1.4.8. ESTACA HÉLICE CONTÍNUA 18
2.1.4.9. ESTACA TIPO RAIZ 19
2.1.5. TUBULÕES 20
2.1.5.1. TUBULÃO A CÉU ABERTO 20
2.1.5.2. TUBULÃO À AR COMPRIMIDO 21

3. METODOLOGIA 22
3.1. DIMENSIONAMENTO DE FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS 22
3.1.1. DIMENSIONAMENTO DE SAPATAS 22
3.1.1.1. SAPATAS ISOLADAS COM CARGAS EXCÊNTRICAS 23
3.1.1.2. SAPATA EXCÊNTRICAS DEVIDO AO MOMENTO FLETOR 24
3.1.1.3. SAPATA DE DIVISA COM VIGA DE EQUILÍBRIO 24
4. DISCUSSÕES E RESULTADOS 25
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 28

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1. INTRODUÇÃO

Em geral o que fala de acordo com a história, é que desde os primórdios da


existência humana é registrada a necessidade do ser humano em construir habitações
para a sua proteção. Existem estudos que comprovam que no período pré-histórico e
no paleolítico o homem já iniciava suas primeiras construções, como os abrigos
subterrâneos utilizados como paliativos para sua sobrevivência, no entanto, foi no
período Neolítico, após adquirir a técnica da pedra lascada, que se originou as
primeiras edificações de fato, concebendo assim a noção de conceitos como
estabilidade das construções e resistência dos materiais.

A evolução dos materiais e métodos construtivos constatou a necessidade de


utilização de infraestruturas para sustentabilidade e estabilidade das construções, as
primeiras fundações surgiram exatamente com esta finalidade de suprir os inúmeros
problemas gerados pelo aumento de carga no solo.

Com o avanço tecnológico da engenharia civil e desenvolvimento de grandes


edifícios com cargas elevadas, houve uma necessidade em evoluir em estudos para que
as infraestruturas pudessem suportar todo peso demandado. Atualmente há diversos
tipos de fundações com funções e especificações diferentes, em geral, elas se
classificam em dois grandes grupos: As fundações rasas ou superficiais, que engloba
as sapatas, radies, blocos e vigas de fundação, e as fundações profundas, que envolve
os tubulões, caixões e estacas.
Segundo a NBR 6122 “As fundações são elementos estruturais que tem a
finalidade de transferir as cargas provenientes da edificação para o solo sem provocar
a ruptura do mesmo”, ou seja, é através dessas estruturas que é possível dissipar toda
a carga gerada pela construção para o solo mantendo assim a estabilidade da
construção.

Este trabalho tem o objetivo de estudar as diversas diretrizes das fundações,


buscando compreender o funcionamento de cada uma delas, bem como a sua aplicação
para cada caso das fundações superficiais.

4
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1. FUNDAÇÕES

Segundo o manual das estruturas da Associação Brasileira de Cimento Portland


(ABCP), “São diversas as variáveis a serem consideradas para a escolha do tipo de
fundação”. Numa primeira etapa, é preciso analisar os critérios técnicos que condicionam
a escolha por um tipo ou outro de fundação. Os principais itens a serem considerados são:
topografia da área (dados sobre taludes e encostas no terreno, ou que possam atingir o
terreno; necessidade de efetuar cortes e aterros; dados sobre erosões, ocorrência de solos
moles na superfície; presença de obstáculos, como aterros com lixo ou matacões);
características do maciço de solo (variabilidade das camadas e a profundidade de cada
uma delas; existência de camadas resistentes ou adensáveis; compressibilidade e
resistência dos solos; a posição do nível d’água); Dados da estrutura, a arquitetura, o tipo
e o uso da estrutura, como por exemplo, se consiste em um edifício, torre ou ponte, se há
subsolo e ainda as cargas atuantes; Realizado esse estudo, descartamos as fundações que
oferecem limitações de emprego para a obra em que se está realizando a análise.
Ainda assim, existe uma gama de soluções que poderão ser adotadas. Alguns
projetistas de fundação elaboram projetos com diversas soluções, para que o
construtor escolha o tipo mais adequado de acordo com o custo, disponibilidade financeira
e o prazo desejado. Dessa forma, numa segunda etapa, consideram-se os seguintes fatores:
Dados sobre as construções vizinhas (o tipo de estrutura e das fundações vizinhas;
existência de subsolo; possíveis consequências de escavações e vibrações provocadas pela
nova obra; danos já existentes). Além do custo direto para a execução do serviço, deve-
se considerar o prazo de execução.
O que a NBR 6122 diz sobre as fundações é que elas podem ser classificadas como
superficiais (rasas ou diretas), podendo ser caracterizadas como “elementos de fundação
em que a carga é transmitida ao terreno, predominantemente pelas pressões distribuídas
sob a base da fundação, e em que a profundidade de assentamento em relação ao terreno
adjacente é inferior a duas vezes a menor dimensão da fundação. Incluem-se neste tipo de
fundação as sapatas, os blocos, os radiers, as sapatas associadas, as vigas de fundação e
as sapatas corridas” (NBR 6122), ou como fundações profundas que são definidas como
“Elemento de fundação que transmite a carga ao terreno pela base (resistência de ponta),
por sua superfície lateral (resistência de fuste) ou por uma combinação das duas, e que
está assente em profundidade superior ao dobro de sua menor dimensão em planta, e no

5
mínimo 3 m, salvo justificativa. Neste tipo de fundação incluem-se as estacas, os tubulões
e os caixões”. (NBR 6122)

2.1.1. SAPATAS

“Elemento de fundação superficial de concreto armado, dimensionado de modo


que as tensões de tração nele produzidas não sejam resistidas pelo concreto, mas sim pelo
emprego da armadura. Pode possuir espessura constante ou variável, sendo sua base em
planta normalmente quadrada, retangular ou trapezoidal.” (NBR 6122)
Segundo Bastos, 2016 é na superfície correspondente à base da sapata atua a
máxima tensão de tração, que supera a resistência do concreto à tração, de modo que se
torna necessário dispor uma armadura resistente.

Imagem I: Sapata de fundação com armadura principal

Fonte: Blog para novos engenheiros, 2015.

Pereira, 2018 afirma que a sapata é uma fundação rasa com capacidade de carga
baixa a média. Sua utilização é indicada caso as sondagens de reconhecimento do subsolo
indiquem a presença de argila rija, dentre outros.

2.1.1.1. SAPATA ISOLADA

Esse tipo de sapata, o centro de gravidade da sapata deve ser o mesmo que o centro
de aplicação de ação do pilar. De acordo com a NBR, a menor dimensão dever ser ≥
60cm, sendo a relação entre os lados da sapata (L1/L2) ≤ 2,5.”

Bolonha, 2013 diz que “a isolada consiste em transmitir ações de um único pilar,
que pode estar centrado ou é do tipo não alongada. Ele pode ter formato quadrado,
retangular, circular, sendo sua altura constante ou que fique variando linearmente entre as

6
faces do pilar à extremidade da base. Em geral são feitas como forma de tronco de
pirâmide.”
Imagem II: Exemplos de sapatas

Fonte: Site Faz Fácil Reforma e Construção, 2015.

“As ações que comumente ocorrem nas sapatas são a força normal (N), os
momentos fletores, em uma ou em duas direções (Mx e My), e a força horizontal (H)”
(Bastos, 2016).
Imagem III: Ações nas sapatas isoladas

Fonte: Notas de Aula, Sapatas de fundação do Prof. Dr. Paulo Sérgio dos Santos Bastos, 2016.

“No caso de sapata isolada sob pilar de divisa, e quando não se faz a ligação da
sapata com um pilar interno, com viga de equilíbrio por exemplo, a flexão devido à
excentricidade do pilar deve ser combatida pela própria sapata em conjunto com o solo.
São encontradas em muros de arrimo, pontes, pontes rolantes, etc.” (Bastos, 2016)

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Imagem IV: Sapata isolada de divisa.

Fonte: Notas de Aula, Sapatas de fundação do Prof. Dr. Paulo Sérgio dos Santos Bastos, 2016.

2.1.1.2. SAPATA CORRIDA

Segundo a NBR 6122, a sapata corrida é a que está sujeita a uma ação distribuída
linear.
Bolonha, 2013 afirma que “esse tipo é empregado normalmente para receber ações
verticais de muros, paredes e elementos alongados que transmitam carregamentos
uniformemente distribuído numa só direção. Sua dimensão é a mesma de uma laje armada
em uma direção. Sua execução é nível fácil e não é necessário muito esforço, tendo seus
poços cavados até mesmo com a mão, dependendo do projeto arquitetônico, e de fundura
rasa. Normalmente executado com concreto ciclópico, que é concreto + pedra de mão.
Segue as paredes da edificação.”
Imagem V: Sapata corrida.

Fonte: Blog Construir. Rafael de Oliveira Bolonha, 2013.

8
Para Bastos, 2016, “As sapatas corridas são comuns em construções de pequeno
porte, como casas e edificações de baixa altura, galpões, muros de divisa e de arrimo, em
paredes de reservatórios e piscinas, etc. Constituem uma solução economicamente muito
viável quando o solo apresenta a necessária capacidade de suporte em baixa
profundidade”.
Para diferenciar a sapata corrida da sapata isolada retangular, a sapata corrida é
aquela com comprimento maior que cinco vezes a largura (A > 5B).

Imagem VI: Limite para sapata retangular (A ≤ 5B).

Fonte: Notas de Aula, Sapatas de fundação do Prof. Dr. Paulo Sérgio dos Santos Bastos, 2016.

2.1.1.3. SAPATA ASSOCIADA (OU RADIER PARCIAL)

“Sapata comum a vários pilares, cujos centros, em planta, não estejam situados
em um mesmo alinhamento.” (NBR 6122)
De acordo com Bolonha, 2013, “as sapatas associadas transmitem as ações de dois
ou mais pilares adjacentes”. Normalmente seu recurso é procurado quando não é capaz,
por falta de espaço ou por estarem muito próximos, a utilização de sapatas isoladas para
cada um dos pilares que foram associados. Quando estão muito próximas, suas bases
ficariam sobrepostas ao fazê-las isoladas em planta, nesse caso usa-se o recurso da sapata
associada, recebendo as ações de dois ou mais pilares e dentro do espaço correto.
Normalmente, o centro de aplicação das cargas que chegam dos pilares está no
centro de gravidade da sapata. Para casos de carregamento uniformes e simétricos, as
sapatas associadas viram uma só de base retangular simples, mas quando as cargas dos
pilares têm uma diferença muito grande, é necessária a projeção de uma sapata trapezoidal
ou uma sapata retangular com balanços livres diferentes.
Imagem VII: Sapata associada sem viga de rigidez.

9
Fonte: Notas de Aula, Sapatas de fundação do Prof. Dr. Paulo Sérgio dos Santos Bastos, 2016.

Imagem VIII: Sapata associada com viga de rigidez.

Fonte: Notas de Aula, Sapatas de fundação do Prof. Dr. Paulo Sérgio dos Santos Bastos, 2016.

2.1.1.4. SAPATA COM VIGA DE EQUILÍBRIO OU ALAVANCA


Bastos, 2016 relata que “a viga alavanca é de aplicação comum no caso de pilar
posicionado na divisa de terreno, onde ocorre uma excentricidade (e) entre o ponto de
aplicação de carga do pilar (N) e o centro geométrico da sapata. O momento fletor
resultante da excentricidade é equilibrado e resistido pela viga alavanca, que na outra
extremidade é geralmente vinculada a um pilar interno da edificação, ou no caso de
ausência deste, vinculada a um elemento que fixe a extremidade da viga no solo”.

Conforme a NBR 6122, a viga de equilíbrio é o “elemento estrutural que recebe


as cargas de um ou dois pilares (ou pontos de carga) e é dimensionado de modo a
transmiti-las centradas às fundações. Da utilização de viga de equilíbrio resultam cargas
nas fundações diferentes das cargas dos pilares nelas atuantes”.

Imagem IX: Sapata com viga de equilíbrio.

10
Fonte: Blog Construir. Rafael de Oliveira Bolonha, 2013.

2.1.2. BLOCO

“Blocos sobre uma ou duas estacas são mais comuns em construções de


pequeno porte, como residências térreas e de dois pavimentos (sobrado), galpões, etc.,
onde a carga vertical proveniente do pilar é geralmente de baixa intensidade. Nos
edifícios de vários pavimentos, como as cargas podem ser altas (ou muito altas), a
quantidade de estacas é geralmente superior a duas. Há também o caso de bloco assente
sobre um tubulão, quando o bloco atua como elemento de transição de carga entre o
pilar e o fuste do tubulão”. (Bastos,2017)
A NBR 6122 coloca que, o bloco de fundação pode ser dito como “Elemento de
fundação superficial de concreto, dimensionado de modo que as tensões de tração nele
produzidas possam ser resistidas pelo concreto, sem necessidade de armadura. Pode ter
suas faces verticais, inclinadas ou escalonadas e apresentar normalmente em planta seção
quadrada ou retangular”.
Já a NBR 6118 diz que, bloco de fundação pode ser definido também como
“estruturas de volume usadas para transmitir às estacas as cargas de fundação”.

Pereira, 2018 assegura que “O bloco é uma fundação rasa recomendada para
pequenas obras em solos com boa capacidade de suporte. Podem ser realizados com
concreto simples, usinado ou ciclópico”.

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Imagem X: Esquema de bloco de fundação

Fonte: Site Escola Engenharia. Caio Pereira, 2018.

2.1.3. RADIER

“Elemento de fundação superficial que abrange todos os pilares da obra ou


carregamentos distribuídos (por exemplo: tanques, depósitos, silos, etc.)”
(NBR 6122)

Os radiers são caracterizados como “um tipo de fundação rasa que se assemelha
a uma placa ou laje que abrange toda a área da construção.
As fundações em radier são lajes de concreto armado em contato direto com o
terreno que recebe as cargas oriundas dos pilares e paredes da superestrutura e
descarregam sobre uma grande área do solo.
Comumente, o radier é escolhido para fundação de obras de pequeno porte. O
radier apresenta vantagens como baixo custo e rapidez na execução, além de redução
de mão de obra comparada a outros tipos de fundações superficiais ou rasas.

Imagem XI: Esquema da fundação em radier

12
Fonte: Site Escola Engenharia. Caio Pereira, 2018.

2.1.4. ESTACAS

Segundo a NBR 6122, as estacas são “elementos de fundação profunda

executado inteiramente por equipamentos ou ferramentas, sem que, em qualquer fase

de sua execução, haja descida de operário. Os materiais empregados podem ser:

madeira, aço, concreto pré-moldado, concreto moldado in situ ou mistos.”

De acordo com Décourt (1998), as estacas podem ser classificadas em dois

tipos:

● Estacas de Deslocamento;

● Estacas Escavada.

2.1.4.1. ESTACA DE MADEIRA

As estacas de deslocamentos se caracterizam por serem introduzidas ao solo


sem a necessidade da retirada do mesmo. As principais estacas de deslocamento são:

 Estaca de pré-moldadas;
 Estacas de Madeira;
 Estacas Metálicas;
 Estacas Tipo Franki.

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2.1.4.2. ESTACA METÁLICA

“As estacas pré- moldadas de concreto se caracterizam por serem cravadas no


terreno por percussão, presagem ou vibração, podem ser constituídas de concreto
armado vazado ou maciço. O equipamento de instalação deve ser feito de acordo com
o tipo e dimensão da estaca, circunstâncias do solo vizinho, características do solo
onde a mesma vai ser aplicada, características de projeto e peculiaridades do local”.
(Bizerris, 2013)

De acordo com Saves (2011), “por serem produtos industrializados, as estacas


pré-moldadas de concreto armado, produzidas em fabricas, ou mesmo in loco, tem
como bons aspectos a garantia de precisão e qualidade. Além disso, como seu processo
de execução é de cravação, beneficia a capacidade de carga de solos não coesivos,
ajudando na compactação e reduzindo o recalque”. (Saves, 2011)

Imagem XII: Estaca de Pré-moldada de concreto.

Fonte: Sete Engenharia,2018.

2.1.4.3. ESTACA PRÉ-MOLDADA DE CONCRETO


De acordo com Alonso (1998), as estacas de madeira são utilizadas desde as

civilizações antigas até os dias de hoje. A estacada de madeira tem por definição um

tronco de madeira esbelto e com poucas ondulações em sua estrutura. Seu uso está cada

14
vez mais escasso por conta da dificuldade de ser encontrar madeira de boa qualidade nos

dias atuais. Essa estaca é geralmente cravada por percussão, através de pilões que são

soltos em queda livre. Sua durabilidade é ilimitada quando cravada totalmente abaixo do

nível da água, caso seja submetida a variações do nível da água e tenha contato com ar,

este tipo de fundação pode apodrecer por ações de micróbios e fungos.

As dimensões da estaca de madeira devem ser 25 cm de diâmetro no topo, que

deve ser protegido para não sofrer danos durante a cravação. A ponta da estaca deve ter

no mínimo diâmetro de 15 cm, com proteção de ponteira de aço para penetração de

camadas resistentes do solo. A cravação desse tipo de fundação é executada com martelo

de queda livre. (Pereira, 2018)


Imagem XIII: Estaca de Madeira

Fonte: Gerador de Preço, 2018.

2.1.4.4. ESTACA MEGA

Segundo Pereira, a estaca em questão é caracterizada por ser de concreto pré-


moldado, ela é aplicada na estrutura através de prensagem no momento em que é
cravada, com o auxílio de macaco hidráulico; e tem a destinação para auxiliar
fundações que já existam anteriormente (já que possui um material bastante resistente).
Na imagem 15 a seguir, é possível analisar a sapata mencionada:

15
Imagem XIV: Estaca Mega

Fonte: Site JJ Lima Empreiteira e Estaqueamento Ltda, 2015.

2.1.4.5. ESTACA TIPO BROCA

A estaca tipo broca é definida como uma estaca utilizada somente para
fundações com uma profundidade de até 4 metros alcançada (simples residências, por
exemplo), com o auxílio de trado e sendo preenchida posteriormente por concreto.
Essa estaca é realizada manualmente e pode ser analisada na imagem 16 que se segue
(NBR 6122):

Imagem XV: Estaca Tipo Broca

Fonte: Site CYPE Ingenieros, 2017.

16
2.1.4.6. ESTACA TIPO FRANKI

De acordo com a NBR 6122, essa estaca profunda citada é cravada no momento
de sua execução, utiliza-se uma base alargada ou bulbo com preenchimento de um
material granular ou com concreto, com o auxílio de um pilão, o qual permite se dar
golpes na mesma. O fuste dessa estaca é moldado através de um elemento já pré-
moldado ou então com revestimento perdido (ou não) no devido terreno.
Sua capacidade de carga chega a ser consideravelmente alta, conseguindo
trabalhar com o alcance de grandes locais profundos, independentemente se atingirem
ou não o lençol freático. O Site Meia Colher, afirma que enquanto essa estaca é
executada, a vibração do solo chega a incomodar em certa escala; já a respeito da área
necessária para o bate estacas, deve-se gerar bastante atenção para a mesma, visando
prevenir futuras problemáticas; o concreto do fuste, por sua vez, também merece
devida atenção, já que existe a possibilidade de falhas no controle, e tudo isso implica
numa mão de obra extremamente especializada e de confiança. Na imagem 17 a seguir,
é identificada a fundação profunda em questão:

Imagem XVI: Processo executivo da Estaca Tipo Franki

Fonte: Site Infraestrutura Urbana.

17
2.1.4.7. ESTACA TIPO STRAUSS

Por meio de balde sonda, conhecido como piteira, esta fundação profunda é
realizada, atendendo ao uso de alguns revestimentos recuperáveis e também
posteriormente à concretagem seguinte; segue a recomendação pela NBR 6122.
Por causa do equipamento que é usado nesta fundação (o qual não gera
vibrações, contudo, não pode ser praticada em profundidades que interfiram em
demasia com o lençol freático), é importante que ela só seja utilizada em ambientes
confinados ou terrenos que estejam acidentados, afirma o Site Meia Colher.

Imagem XVII: Processo Executivo da Estaca Tipo Strauss

Fonte: Site Meia Colher.

2.1.4.8. ESTACA HÉLICE CONTÍNUA

É uma fundação profunda relativamente constituída por concreto, com a


presença de trado contínuo em sua execução, moldada in loco e executada por injeção
de concreto através da haste do próprio trado a que se refere (NBR 6122). Brevemente,
se observa a caracterização da mesma na imagem XVIII:

18
Imagem XVIII: Procedimento Executivo da Estaca Hélice Contínua

Fonte: Geotecnia das Fundações, Apostila do Prof M. Marangon, 2009.

2.1.4.9. ESTACA TIPO RAIZ

Ainda segundo o Site Meia Colher, essa perfuração da estaca é realizada com um
tubo de revestimento e o material escavado é eliminado constantemente, por meio de
uma corrente fluida (que pode ser de lama betonítica, ar ou água), a qual quando é
introduzida pelo tubo, reflui através do espaço que fica entre a tubulação e o terreno.
Essa fundação tem pequeno diâmetro e é concretada in loco, sendo perfurada por
rotação ou roto percussão, verticalmente ou inclinadamente. Na imagem XIX que se
segue, a mesma pode ser analisada:

Imagem XIX: Processo Executivo de Estaca Tipo Raiz

Fonte: Site Escola Engenharia.

19
2.1.5. TUBULÕES

Através das recomendações da NBR 6122, os tubulões são considerados


elementos das fundações profundas, sendo de forma cilíndrica e podendo ser feito a
céu aberto ou sob ar comprimido, tendo ou não a interferência de base alargada; e ser
executado com ou sem revestimento de aço, o qual pode ser perdido ou recuperado.
Esta execução, conta com a atividade de descida de operários em sua escavação,
mesmo que somente na etapa final da obra.

2.1.5.1. TUBULÃO A CÉU ABERTO

“Os tubulões a céu aberto são elementos estruturais de fundação concebidos a


partir da concretagem de um poço aberto no terreno, geralmente dotado de uma base
alargada. Esse tipo de tubulão é executado acima do nível da água natural ou rebaixado,
ou, em casos especiais, em terrenos saturados onde seja possível bombear a água sem
risco de desmoronamentos. No caso de existir apenas carga vertical, este tipo de
tubulão não é armado, colocandose apenas uma ferragem de topo para ligação com o
bloco de coroamento ou de capeamento.” (Marangon, 2009)

São escavados manualmente, através de operários, ou escavados


mecanicamente com utilização de equipamentos mecânicos para perfurar o fuste do
tubulão, mas tanto na escavação manual quanto na mecânica, no final, é necessária a
descida de um operário para alargar a base ou limpar o fuste( Capello,2010).

Imagem XX: Execução de um tubulão a céu aberto

Fonte: Site FC Prestadora de Serviços de Fundação. 2011.

20
2.1.5.2. TUBULÃO À AR COMPRIMIDO

Segundo Alonso e Golombek (1998), os tubulões a ar comprimido são utilizados


em solos saturados, onde não tenha a possibilidade de retirar a água acumulada por risco
de desmoronamento do solo. Esses tubulões desse tipo podem ser em camisa de concreto
executado manualmente ou de aço.
De acordo com Marangon, 2009, para que se mantenha o ambiente da
escavação seco faz-se com a aplicação de ar comprimido, que “expulsa” – inibe, a
entrada da água no ambiente de trabalho.”

Imagem XXI: Execução de um tubulão à ar comprimido

Fonte: Geotecnia das Fundações, Apostila do Prof M. Marangon, 2009.

21
3. METODOLOGIA

É importante destacar que a metodologia usada para o dimensionamento das


fundações segue as recomendações da NBR 6122 e a NBR 6118.

3.1. FORMAS DE DIMENSIONAR FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS

3.1.1. DIMENSIONAMENTO DE SAPATAS

Através da NBR 6118, as sapatas podem ser rígidas ou flexíveis, sendo


considerada como rígida aquela que atende a condição da seguinte equação nas duas
direções. Seguindo as exigências:

 Menor lado da sapata deve possuir 60 cm ou mais;


 Sua profundidade mínima de assentamento deve ser igual a 1,5m;
 O CG da sapata deve ser igual ao do pilar.

FÓRMULAS:

Área Mínima (Critério da Tensão):


F
Amin = Tadm , onde:

F= 1,15N, onde: N= carregamento

Critérios dos Balanços Iguais:


2𝐶𝐴 = 2𝐶𝐵
𝐴 − 𝑎𝑝 = 𝐵 – 𝑏𝑝
Critérios NBR 6118
A−ap
ℎ= ou no mínimo 30cm
3
h
ℎ0= 3 ou no mínimo 10cm
h−h0
tg α = ou α ≤ 30º
CA

22
3.1.1.1. SAPATAS ISOLADAS COM CARGAS EXCÊNTRICAS

Estes tipos de sapatas caracterizada pelo fato do centro de gravidade da sapata


não coincidir com o centro de gravidade da carga aplicada, gerando assim uma
excentricidade (e), muito comum em sapatas de divisa.

A excentricidade é definida pela metade da dimensão da fundação em que no


sentido em que ela gerada menos a metade da dimensão do pilar nesse mesmo sentido,
conforme indicado abaixo:

 Dentro do Núcleo Central de Inércia:

A B
e< ou ;
6 6
F Be
Tmax = (1 + )
AB B
F Be
Tmin = (1 − )
AB B

 No Núcleo Central de Inércia

A B
e= ou ;
6 6
2F
Tmax =
AB

 Fora do Núcleo Central de Inércia

B B
< e ≤ ;
6 2

Segundo a NBR 6122:


(Tmax + Tmin)
≤ Tadm
2
𝑇𝑚𝑎𝑥 ≤ 1,3 𝑇𝑎𝑑𝑚

23
3.1.1.2. SAPATA EXCÊNTRICAS DEVIDO AO MOMENTO FLETOR

Nesta situação a excentricidade existente entre o pilar e a fundação é gerado


por um momento aplicado ao pilar, desta forma a excentricidade é definida pelo
momento fletor dividido pela carga aplicada a fundação majorada com os fatores de
segurança.
Enquadrando-se nos parâmetros de tensões mínimas, máximas e admissíveis,
utiliza-se os mesmos critérios utilizados nas fundações anteriores para determinar o
valor da altura da sapata (h), altura da base (ho) e o ângulo de inclinação do “cuscuz”
(α) da fundação.

3.1.1.3. SAPATA DE DIVISA COM VIGA DE EQUILÍBRIO

Neste tipo de sapata a viga é utilizada para equilibrar o peso exigido a sapata
de divisa, deste modo é gerado uma excentricidade nela, onde para determinação
verificar a tensão na sapata será necessário recorrer ao diagrama do corpo livre e as
equações de equilíbrio. Dessa forma, temos:

De posse do valor da excentricidade faz-se uso das equações de equilíbrio para


determinar a reação de R1, com este valor é possível encontrar uma área mínima e
verificar se os valores de A e B encontrados se enquadrem neste limite, caso não se de
adequem tem que redimensionar a sapata, encontrando um novo valor A e B, de modo
que a divisão entre A e B não seja maior que dois. Para o dimensionamento da sapata
2, sucede da mesma forma.

Da mesma forma que as demais sapatas com excentricidade, devem-se verificar


os critérios de excentricidade, tensão máxima, tensão mínima e tensão admissível.

4. DISCUSSÕES E RESULTADOS

24
Situação: Construção de um galpão industrial com locação dos pilares presente
no arquivo DWG “Locação dos pilares- Galpão Industrial”. Região com baixa incidência
de edificações, mas possuindo altos relevos. Solo superficial de baixa resistência ao
suporte de carga.

Opções de fundações disponíveis na região: a) Fundações superficiais do tipo


SAPATA; b) Fundações profundas do tipo ESTACA HÉLICE CONTÍNUA (φ = 40 cm);
c) Fundações profundas do tipo ESTACA FRANKI (φ= 50 cm e V= 200l); d) Fundações
profundas do tipo ESTACA PRÉ-MOLDADA DE CONCRETO (30 X 30 cm).

Ensaio SPT: O ensaio de SPT foi realizado em 3 pontos do terreno. O SP01 foi
realizado no centro do terreno. O SP02 entre os pilares 41 e 54 e o SP 03 entre os pilares
06 e 07. Todos os pontos foram executados até a profundidade de 6m.
Grupo 04: : P21, P23, P25, P27, P28, P31.

1. Volume de Ponta
200𝐿
Vp= = 0,2m³
100

K=0,8Mpa
Α=2,0%
F1= 2,5
F2=5,0
NSPT=10
2. Raio da Circunferência
4
V= .π.R³
3
4
0,2= 3.π.R³

R= 0,36m
3. Área de Ponta

Ap=π.R²
Ap=π.0,36²
Ap=0,41m²

25
4. Resistência de Ponta
𝐾.𝑁𝑆𝑃𝑇
Rp= 𝐹1
0,8.10
Rp= =3,2 Mpa
2,5

 Ponta

PP= Δp.rp
PP=0,41.3,2
PP=1,31 MN ➡1,31.100 = 131 KN

 Ponto de Atrito

PL= U. Σ . ΔL.RL
U=Perímetro
ΔL=Variação de comprimento lateral
RL= Resistência Lateral
0,35
U ➡ U=2Πr=( )=1,1m
2

ΔL K(Mpa) α(%) Nm RL ΔL.RL


1,60 0,35 2,4 6+3+4/3=4,33 7,3 11,68
1,0 0,8 2,0 4+3/2=3,5 11,2 11,2
2,40 0,8 2,0 3+6+10/3=6,33 20,3 48,72
Σ 71,60
RL1=0,7274.10=7,3
RL2=1,12.10=11,2
RL3=2,03.10=20,26
k.α.NSPT
RL= F2

Logo, PL=1,1.71,60
PL=78,76 KN
 Ponto de Resistência

PR=PP+PL
PR=1310+78,76=1388,76 KN
 Pressão Admissível

Padm ≤ Pr/2 = 1388,76/2=694,38KN


Pest=2100KN

26
 Número de Estacas

N= U.Carga Pilar/ Padm


P21
Nº= 1,1.80/694,38
Nº=0,13➡1 Estaca
P23
Nº= 1,1.80/694,38=0,13 ➡1 Estaca
P25
Nº= 1,1.80/694,38=0,13 ➡1 Estaca
P27
Nº= 1,1.80/694,38=0,13 ➡1 Estaca
P28
Nº= 1,1.80/694,38=0,13 ➡1 Estaca
P31
Nº= 1,1.80/694,38=0,13 ➡1 Estaca

JUSTIFICATIVA
Foi escolhida a estaca Franki de acordo com o solo que se caracteriza por alto
relevo, solo superficial, baixa resistência ao suporte de carga, tensão, carga usual, carga
máxima. Ela se destaca pelo fácil acesso, grandes profundidades alcançadas e a alta
capacidade de carga da estaca. Só é necessário tomar cuidado porque esse tipo de
fundação provoca grandes vibrações, possível rompimento do fuste e não é recomendada
em terrenos que possuem muitos matacões, inclusive, por essas desvantagens que se tem
mais convicção quanto a escolha, pois, o local destinado a obra não é muito povoado.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

NBR 6122 – Projeto e Execução de Fundações, 1996.

NBR 6118 - Projeto de estruturas de concreto – Procedimento, 2014.

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Bastos, Paulo Sérgio dos Santos. Blocos de Fundação – Apostila da

Universidade Estadual Paulista, 2017. Disponível em:


http://wwwp.feb.unesp.br/pbastos/concreto3/Blocos.pdf. Acessado em 15/09/2018;

Pereira, Caio. Sapatas de Fundação, 2018. Disponível em:

https://www.escolaengenharia.com.br/sapatas-de-fundacao/ Acessado em
14/09/2018;

Pereira, Caio. O que é bloco de fundação , 2018. Disponível em:

https://www.escolaengenharia.com.br/blocos-de-fundacao/ Acessado em 14/09/2018;

Pereira, Caio. O que é bloco de radier, 2018. Disponível em:


https://www.escolaengenharia.com.br/radier/ Acessado em 14/09/2018;

Pereira, Caio. Tubulão a céu aberto, 2018. Disponível em:

https://www.escolaengenharia.com.br/tubulao-a-ceu-aberto/ Acessado em
14/09/2018;

Meia Colher. Disponível em: https://www.meiacolher.com/, acessado em


15/09/2018;

Blog para auxílio aos novos engenheiros. Fundações rasas. Disponível em:
http://sapatacorridaanchieta.blogspot.com/2016/05/estaca-strauss-25-de-maio-de-
2015.html Acessado em 17/09/2018;

Rossi, Fabrício. Estacas de fundações, passo a passo! Disponível em:


https://pedreirao.com.br/estacas-de-fundacoes-passo-a-passo/ Acessado em
16/04/2018;

Saves, Victor Grecco, 2010. Disponível em:


http://www.deciv.ufscar.br/tcc/wa_files/TCC2011FUNDACOES_EM_ESTACAS_vito
r_.pdf> Acessado em 18/09/2018.

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Centres d'intérêt liés