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RELATÓRIO – LABORATÓRIO DE CRIAÇÃO

NOME DO PROJETO ABARRUA


NÚMERO DE CARGA
PROJETO Um Porto para Reinventar a Vida 6 200H
INTEGRANTES HORÁRIA
SEGUE ANEXO
TODO O PROCESSO SEGUE ANEXO LISTA
PERÍODO DIAS HORÁRIOS LISTA DE
RELATÓRIO FINAL DE FREQUENCIA
FREQUENCIA

NOME DO PROPONENTE E-MAIL FONE


CARLA DOS SANTOS CORREIA luacarlacorreia@hotmail.com (85) 9 8784 2744
RESUMO DO PROJETO
Por quais Fortalezas passam aquelas pessoas que moram nas periferias e têm sua logística de trabalho ou estudo voltada para o
Centro? Nos propomos a investigar e percorrer cada parte deste trajeto, nos inundando de suas particularidades e cartografando um
novo mapa, que suspeitamos não estar escrito pela lógica da urbanidade, dos poderes políticos e econômicos. Assim, nossas vivências
terão mais que um endereço fixo. Nossas experiências também estarão em movimento, serão embaladas por esses caminhos que
levam milhares de pessoas todos os dias pela cidade de Fortaleza, e que levaremos à discussão e profunda análise no Laboratório de
Criação.
NOME DO COLETIVO

COLETIVO ABARRUA

Relato de Ações
Avaliar o processo de construção do trabalho e trajetória do coletivo nos meses que seguiram o edital, não é tão simples. Muitas foram
as questões, medos, apostas e descobertas que nos atravessaram durante o percurso. A ideia inicial, tal qual escrita no projeto enviado
ao CCBJ, que nos parecia certa e executável, desmembrou-se pouco a pouco durante os estudos e vivências em sala e nas pesquisas na
rua. A relação inicial estabelecida entre o grupo e o tutor João Paulo Lima, seguia um fluxo de estudos teóricos e debates, e a pesquisa
de corpo que teria de ser capaz de comunicar a relação entre tempo e cidade. A dinâmica foi essa na maior parte do tempo e a
pesquisa parecia caminhar para um lugar de investigação da cidade, de como compor junto aos espaços. Mas as eleições para
presidente do país e seu clima de disputa política, iminência de perda de direitos e possibilidade de vitória de um projeto nocivo,
extremista e excludente nos golpearam em cheio. Parecíamos atingidos e inertes diante da situação de divisão da sociedade em
dois nichos completamente antagonistas. Nossas relações familiares, sociais, trabalhistas e de grupo foram abaladas pela sensação de
medo e pela necessidade de realizar algo que servisse como expurgo de tudo o que estávamos sentindo. Percebemos nesse período
que não poderíamos nos desligar do que estávamos vivendo e apostar no projeto original, pois as nossas falas e atos nos direcionavam
para uma abordagem mais política e documental dos fatos que se desenrolavam todos os dias nas mídias e nas nossas vidas. Surge
então o acúmulo, fator chave do que viria a ser o projeto. O acúmulo de coisas que simbolizava o quanto a sociedade e nós, como
indivíduos, estávamos/estamos abarrotados de informações, imagens, conteúdos que não cessam de chegar e nos tornam seres
anestesiados pelo impacto do tempo, sem grandes poderes de reação. Paralelo à isso, a necessidade de encontrar a rua e buscar em
seu movimento a nutrição necessária à criação. Assim, planejamos e executamos a performance do ‘Corpo Político’ nas ruas do centro
da cidade. Um indivíduo coberto de adesivos de ambos candidatos ao segundo turno, transita e afeta as pessoas em seu trajeto,
acendendo os debates políticos. Após o resultado das eleições, o processo permaneceu estagnado durante um tempo. Insistimos em
alguns caminhos, mas nenhum parecia causar o entusiasmo necessário. Apostamos no texto ‘Sobre a Revolução’ do escritor português
Gonçalo Tavares como norte da linha dramatúrgica. Experimentamos movimentos, criamos propostas de cenas e de figurino como
recurso estético. Reunimos sacolas e sacolas de objetos acumulados, nossos e de amigos, que nos doaram para compor o projeto. Era
a ideia de acúmulo ganhando vida e sentido na cena. Falar de revolução, de como este é um conceito amplamente interpretado. Da
utopia de querer o novo, quando o novo é o velho e ultrapassado sistemas de costumes e crenças tradicionais, que jamais serviu para
além de cercear a liberdade alguns muitos. Resolvemos escrachar o Brasil de 2018, esgarça-lo até o esgotamento.
Já na reta final, a presença da atriz e contadora de histórias Paula Iemanjá nos chegou como uma luz, para a criação da imagem mais
potente e presente do trabalho: andarilhos abarrotados de objetos, fazendo um cortejo de vida e morte de ideais pelas praças da
cidade. Logo após, tivemos também a ajuda e auxílio do ator e pesquisador Altemar di Monteiro, que nos provocou a um contato mais
imersivo e entregue com a rua, utilizando jogos e improvisações. Os grandes arremates e desfechos do que chamamos de ‘Movimento
das Coisas em Desuso’’ foram feitos nas semanas finais, antes da abertura de processo que ocorreu na Mostra de Trabalhos do Centro
Cultural Bom Jardim. A apresentação ocorreu no espaço externo do aparelho e fomos surpreendidos pelas composições que o
próprioespaço e interação com a plateia nos proporcionou. Foi uma abertura muito significativa para nós como grupo e para
um amadurecimento do trabalho. O primeiro edital foi concluído e temos o fruto dos meses em que estivemos imersos em pesquisa e
construção. Nos sentimos gratos e orgulhosos pela finalização de ciclo que tivemos. O plano é fazer uma temporada pelas praças
da cidade ainda no primeiro semestre de 2019. Foram meses de choques, abarruamentos, atravessamentos e afeto.
Encaminhamentos / Observações

Anexos
Responsável pelo Relatório
MARIANA BERTINI MENINE

NOME DOS PARTICIPANTES CPF ASSINATURA


ANA BEATRIZ MACEDO BENITEZ 2008009290555/60792674383
GEORGE HENRIQUE AUGUSTO E SILVA 2017077570-9/08391497437
VINÍCIUS TEIXEIRA MARTINS 128548190/08308579906
MARIANA BERTINI MENINE 2008925645-4/062431633-50
CARLA DOS SANTOS CORREIA 20082715771/611103813-36
FILIPE FERNANDES SOUSA 2002021094583/03697222309

Fortaleza, ____ de ______________ de 2018

PROPONENTE DO COLETIVO
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA

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