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9100 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.

o 295 — 21-12-1999

Artigo 89.o ANEXO II

Regulamentação MAPA I

No prazo de 120 dias a contar da data da entrada Tabelas a aplicar entre 1 de Janeiro e 30 de Junho de 1999
em vigor do presente diploma serão publicados os des-
pachos previstos no n.o 1 do artigo 8.o e no n.o 3 do Índices/escalões

artigo 18.o, bem como a portaria prevista no artigo 73.o


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Artigo 90.o
Técnico-director . . . . . 225 260
Norma revogatória Técnico especialista de
1.a classe . . . . . . . . . . 170 180 200 215 240
Ficam revogados: Técnico especialista . . . 155 160 170 180 200
Técnico principal . . . . . 135 150 160 170 180
a) O Decreto-Lei n.o 384-B/85, de 30 de Setembro; Técnico de 1.a classe . . . 115 120 125 130 140 150
b) O Decreto-Lei n.o 247/88, de 13 de Julho; Técnico de 2.a classe . . . 105 110 115 120 130 140
c) O Decreto-Lei n.o 123/89, de 14 de Abril;
d) O Decreto-Lei n.o 203/90, de 20 de Junho; MAPA II
e) O Decreto-Lei n.o 235/90, de 17 de Julho;
f) O Decreto-Lei n.o 381/91, de 9 de Outubro; Tabelas a aplicar entre 1 de Julho de 1999
e 30 de Junho de 2000
g) O Decreto-Lei n.o 14/92, de 4 de Fevereiro;
h) O Decreto-Lei n.o 14/95, de 21 de Janeiro;
i)O Decreto-Lei n.o 208/95, de 14 de Agosto; Índices/escalões

j)O Decreto Regulamentar n.o 7/92, de 23 de


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Abril;
k) A Portaria n.o 256-A/86, de 28 de Maio, com
excepção do n.o 3.o; Técnico-director . . . . . 230 265
l) A Portaria n.o 120/87, de 23 de Fevereiro. Coordenador . . . . . . . . 225 235 245 260
Técnico especialista de
1.a classe . . . . . . . . . . 180 190 215 235 255
Artigo 91.o Técnico especialista . . . 160 165 175 185 205
Técnico principal . . . . . 140 155 165 175 185
Entrada em vigor Técnico de 1.a classe . . . 120 125 130 135 145 155
Técnico de 2.a classe . . . 110 115 120 125 135 145
O presente decreto-lei entra em vigor no dia seguinte
ao da sua publicação, produzindo efeitos remuneratórios
MAPA III
a partir de 1 de Janeiro de 1999.
Tabelas a aplicar a partir de 1 de Julho de 2000
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 8 de
Outubro de 1999. — António Manuel de Oliveira Guter-
Índices/escalões
res — António Luciano Pacheco de Sousa Franco — Jorge
Paulo Sacadura Almeida Coelho — Francisco Ventura
1 2 3 4 5 6
Ramos.

Promulgado em 30 de Novembro de 1999. Técnico-director . . . . . 235 270


Coordenador . . . . . . . . 230 240 250 265
Publique-se. Técnico especialista de
1.a classe . . . . . . . . . . 195 205 220 235 255
O Presidente da República, JORGE SAMPAIO. Técnico especialista . . . 175 185 195 205 215
Técnico principal . . . . . 155 165 170 180 190
Referendado em 8 de Dezembro de 1999. Técnico de 1.a classe . . . 125 135 140 145 155 165
Técnico de 2.a classe . . . 110 115 120 125 135 145
O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira
Guterres.
ANEXO I
Tabelas MINISTÉRIO DO AMBIENTE
o o o
(a que se referem os artigos 4. , 9. e 11. )
Decreto-Lei n.o 565/99
Índices/escalões
de 21 de Dezembro
1 2 3 4 5 6
A introdução de espécies não indígenas na Natureza
pode originar situações de predação ou competição com
Técnico-director . . . . . 235 270 espécies nativas, a transmissão de agentes patogénicos
Coordenador . . . . . . . . 230 240 250 265 ou de parasitas e afectar seriamente a diversidade bio-
Técnico especialista de
1.a classe . . . . . . . . . . 195 205 220 235 255 lógica, as actividades económicas ou a saúde pública,
Técnico especialista . . . 175 185 195 205 215 com prejuízos irreversíveis e de difícil contabilização.
Técnico principal . . . . . 155 165 170 180 190 Acresce que, quando necessário, o controlo ou a erra-
Técnico de 1.a classe . . . 125 135 140 145 155 165
Técnico de 2.a classe . . . 110 115 120 125 135 145 dicação de uma espécie introduzida, que se tornou inva-
sora, são especialmente complexos e onerosos.
N.o 295 — 21-12-1999 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 9101

No entanto, a introdução de algumas espécies não das indicadas como invasoras, são consideradas para
indígenas e a sua exploração revelaram-se como factores efeitos deste diploma, em cada um dos territórios em
importantes para o desenvolvimento da economia nacio- que estejam referenciadas, como espécies indígenas.
nal, nomeadamente para o aumento da variedade e dis- 4 — As espécies não indígenas constantes do anexo II,
ponibilidade dos recursos alimentares, como são exem- que faz parte integrante deste diploma, são consideradas
plos históricos a batata e o milho. para efeitos deste diploma como espécies indígenas.
Conscientes destes factos, pretendeu-se condicionar
a introdução na Natureza de espécies não indígenas,
com excepção das destinadas à exploração agrícola. Artigo 2.o
Mas, porque existe o equívoco generalizado de que Definições
a um maior número de espécies na Natureza corres-
ponde, no imediato e a longo prazo, uma maior diver- Para efeitos do presente diploma, entende-se por:
sidade biológica, pretendeu-se ainda acentuar a dimen- a) Espécie — conjunto de indivíduos inter-repro-
são pedagógica necessária à aplicação de princípios de dutores com a mesma morfologia hereditária
conservação da integridade genética do património bio- e um ciclo de vida comum, incluindo quaisquer
lógico autóctone e de prevenção das libertações inten- subespécies ou as suas populações geografica-
cionais ou acidentais de espécimes de espécies não indí- mente isoladas;
genas potencialmente causadores de alterações nega- b) Espécime — qualquer indivíduo vivo de uma
tivas nos sistemas ecológicos. espécie da flora ou da fauna, incluindo propá-
Nesse sentido, interdita-se genericamente a introdu- gulos, sementes e ovos;
ção intencional de espécies não indígenas na Natureza, c) Não indígena — qualquer espécie, da flora ou
visando-se assim promover também o recurso a espécies da fauna, não originária de um determinado ter-
autóctones aptas para os mesmos fins. Quanto às intro- ritório e nunca aí registada como ocorrendo
duções acidentais, definem-se medidas relativas à explo- naturalmente e com populações auto-sustenta-
ração de espécies não indígenas em local confinado, das durante os tempos históricos;
sujeitando-se os estabelecimentos ou as entidades que d) Território — unidade geográfica equivalente ao
as detenham a licenciamento e ao cumprimento de nor- continente ou a cada uma das ilhas das Regiões
mas mínimas de segurança como forma de prevenção. Autónomas dos Açores e da Madeira ou, no
Esta regulamentação vem atender às obrigações inter- caso de espécies aquáticas dulciaquícolas, equi-
nacionalmente assumidas por Portugal, ao aprovar, para valente a cada uma das bacias hidrográficas;
ratificação, através do Decreto n.o 95/81, de 23 de Julho, e) Habitat — conjunto dos elementos físicos e bio-
a Convenção de Berna, pelo Decreto n.o 103/80, de 11 lógicos que uma determinada espécie utiliza
de Outubro, a Convenção de Bona, e pelo Decreto para desenvolver o seu ciclo de vida;
n.o 21/93, de 21 de Junho, a Convenção da Biodiver- f) Introdução na Natureza — estabelecimento de
sidade, que preconizam a adopção de medidas que con- populações selvagens num local não confinado,
dicionem as introduções intencionais e evitem as intro- através de um acto de disseminação ou de liber-
duções acidentais, bem como o controlo ou a erradicação tação, intencional ou acidental, de um ou mais
das espécies já introduzidas. Também a Lei de Bases espécimes de uma espécie não indígena;
do Ambiente, Lei n.o 11/87, de 7 de Abril, no seu g) Local confinado — espaço demarcado e cercado
artigo 15.o, n.o 6, preconiza a elaboração de legislação por barreiras físicas, químicas ou biológicas, des-
adequada à introdução de exemplares exóticos da flora tinado ao cultivo ou criação de uma ou mais
e, no seu artigo 16.o, n.o 3, a adopção de medidas de espécies ou onde as mesmas são mantidas ape-
controlo efectivo, severamente restritivas, no âmbito da nas por acção do Homem, incluindo os campos
introdução de qualquer espécie animal selvagem, aquá- agrícolas e excluindo as explorações de aqua-
tica ou terrestre. cultura;
Ouvidos os órgãos de governo próprio das Regiões h) Evadido — espécime de uma espécie não indí-
Autónomas dos Açores e da Madeira: gena importado e detido legalmente, ou um seu
Nos termos do n.o 6 do artigo 15.o e do n.o 3 do descendente, e disseminado ou posto em liber-
artigo 16.o da Lei n.o 11/87, de 7 de Abril, e da alínea c) dade, acidental ou intencionalmente, mas sem
do n.o 1 do artigo 198.o da Constituição, o Governo vontade deliberada de efectuar uma introdução;
decreta, para valer como lei geral da República, o i) Clandestino — espécime de uma espécie não
seguinte: indígena importado acidentalmente, associado
a um espécime de uma espécie não indígena
importado e detido legalmente ou aos seus pro-
CAPÍTULO I
dutos e embalagens;
Disposições introdutórias j) Repovoamento — disseminação ou libertação,
num determinado território, de um ou mais
Artigo 1.o espécimes de uma espécie indígena ou de uma
Objecto
espécie não indígena aí previamente introdu-
zida;
1 — O presente diploma regula a introdução na Natu- l) Risco ecológico — impacte negativo potencial,
reza de espécies não indígenas da flora e da fauna. susceptível de causar uma modificação signifi-
2 — A introdução, utilização e detenção de organis- cativa nos ecossistemas de um dado território;
mos geneticamente modificados, ou de produtos que m) Animal de companhia — qualquer animal detido
os contenham, é regulado por legislação própria. ou destinado a ser detido pelo Homem, desig-
3 — As espécies não indígenas constantes do anexo I, nadamente em sua casa, para seu entreteni-
que faz parte integrante deste diploma, com excepção mento e enquanto companhia;
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n) Planta ornamental — qualquer planta detida ou 3 — O estudo de impacte referido na alínea c) do


destinada a ser detida pelo Homem, designa- n.o 1 é da responsabilidade do interessado e deve conter
damente em sua casa e respectivos anexos, com elementos sobre:
fins estéticos;
a) A taxonomia, teologia e ecologia, nomeada-
o) Espécie invasora — espécie susceptível de, por
mente habitat, dieta e relações interespecíficas,
si própria, ocupar o território de uma forma
da espécie em causa;
excessiva, em área ou em número de indivíduos,
b) A biologia da reprodução, as patologias, a capa-
provocando uma modificação significativa nos
cidade de dispersão e os riscos de hibridação
ecossistemas;
com espécies indígenas;
p) Anexo I — anexo a este diploma que inclui as
c) O habitat de suporte, compreendendo a ava-
espécies da flora e da fauna não indígenas, com
liação das consequências da introdução sobre
a discriminação, para o caso das espécies aquá-
esse habitat e os circundantes e das medidas
ticas, dos territórios onde se estabeleceram e
apropriadas para reduzir ou minimizar os seus
a sua classificação, quando apropriado, como
efeitos negativos;
espécie invasora;
d) Os riscos da introdução em causa, bem como
q) Anexo II — anexo a este diploma que inclui as
das medidas que possam ser tomadas para eli-
espécies não indígenas com interesse para a
minar ou controlar a população introduzida,
arborização;
caso surjam efeitos imprevistos e danosos dessa
r) Anexo III — anexo a este diploma que inclui
introdução;
as espécies da flora e da fauna não indígenas
e) As introduções da espécie em causa noutros
que comportam risco ecológico conhecido;
locais, quando existam, e as suas consequências;
s) Anexo IV — anexo a este diploma que contém
f) A identificação da entidade responsável pelo
o modelo do extracto-resumo do presente
processo de introdução em causa e a descrição
diploma, destinado a ser afixado pelos comer-
dos métodos a utilizar.
ciantes de plantas ornamentais e animais de
companhia.
4 — A excepção referida no n.o 1, quando referente
a introduções em áreas protegidas, zonas de protecção
especial, sítios da lista nacional de sítios, ilhas sem popu-
CAPÍTULO II
lação humana residente, lagoas e lagunas naturais, só
Introdução intencional na Natureza é aplicável no caso de essa introdução ser a única acção
eficaz para a conservação da Natureza ou para a sal-
vaguarda da saúde ou segurança públicas.
Artigo 3.o
Interdição Artigo 5.o
Sem prejuízo do disposto no artigo seguinte, é proi- Ensaio controlado
bida a disseminação ou libertação na Natureza de espé- 1 — O despacho conjunto previsto no n.o 1 do artigo
cimes de espécies não indígenas visando o estabeleci- anterior pode fazer depender essa autorização da rea-
mento de populações selvagens. lização de um ensaio controlado, com espécimes da
espécie em causa, em local confinado com características
Artigo 4.o ecológicas idênticas às do território onde se pretende
efectuar a introdução.
Excepções 2 — Para efeitos do número anterior, o despacho con-
junto identifica as entidades administrativas responsá-
1 — Mediante despacho conjunto dos membros do veis pelo acompanhamento do ensaio, dependendo a
Governo com a tutela do ambiente, da saúde e da acti- autorização da apreciação positiva do seu resultado.
vidade económica ou científica em causa, sob proposta
do Instituto da Conservação da Natureza (ICN), e
ouvida a Direcção-Geral das Florestas (DGF), pode Artigo 6.o
excepcionalmente ser permitida uma introdução na Quarentena
Natureza, verificadas cumulativamente as seguintes
situações: Como prevenção de introduções acidentais através
de clandestinos, os espécimes da flora e da fauna a intro-
a) Existam vantagens inequívocas para o Homem duzir na natureza são sujeitos a um período de uma
ou para as biocenoses naturais; quarentena específica para estas situações, em condições
b) Não haja nenhuma espécie indígena apta para a definir nas propostas do ICN ou da DGF referidas,
o fim pretendido; respectivamente, nos n.os 1 e 2 do artigo 4.o
c) Seja precedida da elaboração de um estudo de
impacte aprofundado e minuciosamente plani-
ficado, cujas conclusões são relevantes para a CAPÍTULO III
autorização. Introdução acidental na Natureza

2 — Sempre que esteja em causa a introdução de Artigo 7.o


espécies para fins florestais, cinegéticos ou aquícolas, Interdição
a proposta referida no artigo anterior é da competência
da DGF, ouvido o ICN, com excepção das áreas refe- 1 — É proibida a disseminação ou libertação na Natu-
ridas no n.o 4 do presente artigo. reza de espécimes de espécies não indígenas, ainda que
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sem vontade deliberada de provocar uma introdução Artigo 10.o


na Natureza, como forma de prevenir o estabelecimento Condições de licenciamento
acidental de populações selvagens.
2 — O disposto nos artigos 4.o a 6.o do presente 1 — A licença referida no artigo anterior só pode ser
diploma é aplicável à exploração económica de espécies concedida aos estabelecimentos que apresentem insta-
não indígenas em espaço não confinado, nomeadamente lações com condições de segurança adequadas às espé-
aquacultura e apicultura. cies não indígenas que detenham ou pretendam deter,
de acordo com a legislação específica em vigor.
2 — As licenças são revogadas se os titulares dos esta-
Artigo 8.o belecimentos não derem cumprimento às seguintes obri-
gações e, no caso de comerciantes de plantas ornamen-
Espécies invasoras e de risco ecológico tais ou de animais de companhia, às constantes do
artigo 15.o:
1 — As espécies invasoras e as espécies que compor-
a) Manter as instalações nas condições sanitárias
tam risco ecológico encontram-se classificadas, respec- e de segurança e adequadas às espécies não indí-
tivamente, nos anexos I e III, os quais fazem parte inte- genas que detenham, de acordo com a legislação
grante do presente diploma. específica em vigor, podendo as mesmas ser vis-
2 — É proibido o cultivo, a criação ou a detenção toriadas, a todo o tempo, pelos serviços do
em local confinado e a utilização como planta orna- ministério com a tutela do ambiente e pelos
mental ou animal de companhia de espécimes das espé- demais com competência específica;
cies constantes do anexo I identificadas como invasoras; b) Organizar e manter actualizado um registo dos
a cedência, a compra, a venda, a oferta de venda e espécimes das espécies não indígenas que dete-
o transporte de espécimes das espécies constantes do nham e apresentar ao ICN, quando solicitado,
anexo I identificadas como invasoras fica restrita a espé- um relatório circunstanciado sobre o número
cimes ou partes de espécimes não-vivos e sem propá- de espécimes de cada espécie não indígena
gulos viáveis, como forma de prevenir a possibilidade comercializada;
de introdução ou de repovoamento através de evadidos. c) Fazer a marcação dos espécimes de espécies
3 — É proibida a cedência, a compra, a venda, a oferta da fauna não indígenas que detenham, nos ter-
de venda, o transporte, o cultivo, a criação ou a detenção mos da legislação aplicável ou da forma pre-
conizada no licenciamento, de modo a poder
em local confinado, a exploração económica e a uti-
ser identificada a sua origem em caso de evasão;
lização como planta ornamental ou animal de compa-
d) Comunicar ao ICN, logo que detectada, a evasão
nhia de espécimes das espécies constantes do anexo III ou disseminação acidental de qualquer espé-
consideradas como comportando risco ecológico, como cime de uma espécie não indígena, para que
forma de prevenir a possibilidade de introdução na possam ser avaliados os riscos de introdução
Natureza ou de repovoamento a partir de evadidos. e accionados, se necessário, mecanismos de
4 — O disposto nos números anteriores não é apli- controlo.
cável à cedência, compra, venda, transporte, cultivo, cria-
ção e detenção em local confinado, quando praticados Artigo 11.o
para fins científicos e educativos por entidades devi-
damente licenciadas, nos termos dos artigos seguintes, Requisitos de segurança
desde que cumpridas as particulares condições de segu- 1 — As instalações destinadas a deter espécimes de
rança exigidas, atendendo ao risco específico de cada espécies não indígenas devem obedecer a requisitos
uma das espécies em causa. mínimos de segurança que impeçam a sua evasão ou
disseminação.
2 — Os requisitos mínimos referidos no número ante-
Artigo 9.o rior são definidos por portaria conjunta dos membros
Estabelecimentos de detenção de espécies não indígenas
do Governo com a tutela do ambiente, da ciência e
da actividade económica em causa.
1 — Os jardins botânicos, estufas, viveiros, hortos, 3 — Sem prejuízo dos requisitos mínimos referidos
nos números anteriores, a detenção, cultivo, criação e
lojas de plantas, jardins e parques zoológicos, safaris,
transporte, ao abrigo da excepção prevista no n.o 2 do
circos e outras actividades de exibição de animais sel- artigo 8.o, de espécies identificadas como invasoras ou
vagens, aquários ou lojas de animais que detenham espé- consideradas como comportando risco ecológico estão
cimes de espécies não indígenas, sem prejuízo de outras sujeitos a condições de segurança particulares definidas
licenças legalmente exigidas e do disposto no n.o 3 e na licença prevista no artigo 9.o, em função do risco
no artigo 14.o, necessitam de uma licença para deter específico das espécies em causa.
espécies não indígenas, especificando quais as espécies
detidas.
Artigo 12.o
2 — A licença para detenção de espécies não indí-
genas é concedida pelo ICN. Estabelecimentos existentes
3 — O disposto nos números anteriores não se aplica 1 — Os estabelecimentos já existentes que detenham
às espécies objecto de exploração agrícola, desde que espécies não indígenas devem, no prazo de seis meses
incluídas nos catálogos comuns de variedades de espé- a contar da data de entrada em vigor do presente
cies agrícolas e hortícolas, nem às espécies objecto de diploma, requerer o seu licenciamento, enviando uma
exploração zootécnica. lista dos espécimes de espécies não indígenas que dete-
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nham nessa data, das espécies que habitualmente detêm CAPÍTULO IV


ou pretendem deter e um comprovativo de que as con-
dições sanitárias e de segurança das instalações em que Repovoamento, controlo e erradicação
os mesmos são mantidos estão de acordo com o previsto Artigo 17.o
na legislação referida na alínea a) do n.o 2 do artigo 10.o
2 — As licenças são concedidas nos termos e con- Repovoamento
dições referidos nos artigos 9.o e 10.o É interdito o repovoamento das espécies incluídas
3 — As instalações podem ser vistoriadas, a todo o no anexo I classificadas como invasoras.
tempo, pelos serviços do ministério com a tutela do
ambiente e pelos demais com competência específica.
Artigo 18.o
4 — A entidade que efectua a vistoria elabora um
relatório sobre a mesma, o qual deve ser presente às Controlo de espécies invasoras
entidades com competência nas respectivas matérias 1 — As espécies não indígenas invasoras já introdu-
para parecer vinculativo e, se for caso disso, propõe zidas na Natureza são objecto de um plano nacional
alterações a introduzir nas instalações e o prazo em com vista ao seu controlo ou erradicação, promovido
que devem ser executadas, sob pena de revogação da pelo Ministério do Ambiente, em articulação com o
licença, nos termos do n.o 2 do artigo 10.o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural
5 — Caso a licença tenha sido concedida com base e das Pescas, a aprovar por resolução do Conselho de
em falsas declarações do requerente, a licença é con- Ministros.
siderada como não válida para todos os efeitos legais. 2 — O plano nacional referido no número anterior
abarca igualmente as espécies constantes do anexo III,
Artigo 13.o introduzidas na Natureza em infracção ao presente
Prazo do licenciamento
diploma.

1 — A licença para detenção de espécies não indí-


genas é concedida no prazo de 30 dias após a entrada CAPÍTULO V
do requerimento para a mesma nos serviços do ICN. Funções administrativas e científicas
2 — Caso o ICN não responda ao pedido de licen-
ciamento no prazo referido no número anterior, há lugar Artigo 19.o
a deferimento tácito. Competências
3 — A licença será válida por um período de dois
anos, findo o qual deverá ser requerida a sua renovação. Compete ao ICN assegurar as funções administrativas
e técnico-científicas necessárias à aplicação do presente
diploma, nomeadamente:
Artigo 14.o
a) Apreciar os pedidos de introdução e os estudos
Espécies protegidas
de impacte referidos no artigo 4.o;
A necessidade de licenças e autorizações para a deten- b) Propor a revisão dos anexos I, II e III, em arti-
ção de espécimes de espécies não indígenas, referidas culação com a Direcção-Geral das Florestas;
nos artigos 9.o e 12.o, não se aplica aos espécimes de c) Apreciar os programas definidos no plano nacio-
espécies incluídas nos anexos ao Regulamento (CE) nal de controlo de espécies invasoras referido
n.o 338/97, do Conselho, de 9 de Dezembro de 1996, no artigo 18.o
objecto de lei especial.
Artigo 20.o
o
Artigo 15. Conselho consultivo
Plantas ornamentais e animais de companhia 1 — Para aconselhar o ICN nas funções técnico-cien-
1 — Os comerciantes de plantas ornamentais ou de tíficas relativas à aplicação do presente diploma é ins-
animais de companhia devem afixar em local bem visível tituído um conselho consultivo que integra peritos
do seu estabelecimento um extracto-resumo, conforme nomeados por despacho do ministro com a tutela do
modelo constante do anexo IV, o qual faz parte inte- ambiente e um representante do ICN, que preside.
2 — O conselho consultivo tem um número máximo
grante do presente diploma.
de sete membros, incluindo o representante do ICN
2 — Os comerciantes de plantas ornamentais ou de
referido no número anterior, e reúne sempre que con-
animais de companhia devem indicar, no requerimento vocado pelo ICN.
de licenciamento para a detenção de espécies não indí- 3 — Os peritos são pagos por senhas de presença nos
genas, referido nos artigos 10.o e 12.o, o destino dos termos a determinar por portaria conjunta dos Ministros
espécimes detidos dessas espécies, em caso de cessação das Finanças e do Ambiente.
da actividade.

Artigo 16.o CAPÍTULO VI


Águas de lastro Contra-ordenações
Ao enchimento e despejo das águas de lastro dos Artigo 21.o
navios são aplicáveis as regras definidas nas linhas orien- Contra-ordenações e coimas
tadoras da Organização Marítima Internacional (IMO)
e do Conselho Internacional para a Exploração do Mar 1 — As infracções ao disposto no presente diploma
(ICES). constituem contra-ordenações puníveis, nos termos do
N.o 295 — 21-12-1999 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 9105

Decreto-Lei n.o 433/82, de 27 de Outubro, com uma c) Privação do direito a subsídio ou benefício
coima: outorgado por entidades ou serviços públicos;
d) Privação do direito de participação ou arrema-
a) De 350 000$ a 750 000$, em caso de dissemi-
tação a concursos promovidos por entidades ou
nação ou libertação intencional na Natureza de
serviços públicos, de obras públicas, de forne-
espécimes de espécies não indígenas, com von-
cimento de bens e serviços, ou concessão de
tade deliberada de efectuar uma introdução não
serviços, licenças ou alvarás;
autorizada, por violação do disposto no
e) Encerramento do estabelecimento;
artigo 3.o, ou para a exploração em local não
f) Suspensão de autorizações e licenças.
confinado, por violação do disposto no n.o 2
do artigo 7.o;
b) De 300 000$ a 700 000$, em caso de repovoa- Artigo 23.o
mento de espécies invasoras, por violação do Afectação das coimas
disposto no artigo 17.o;
c) De 250 000$ a 650 000$, em caso de dissemi- A receita das coimas previstas no artigo 21.o reverte:
nação ou libertação intencional na Natureza de a) 60 % para o Estado;
espécimes de espécies não indígenas, sem von- b) 40 % para o ICN.
tade deliberada de provocar uma introdução,
por violação do disposto no n.o 1 do artigo 7.o;
d) De 200 000$ a 600 000$, em caso de prática de Artigo 24.o
actos ou actividades proibidas quando tenham Fiscalização, instrução e decisão
por objecto espécies invasoras ou que compor-
tam risco ecológico, por violação do disposto 1 — As funções de fiscalização, para efeitos deste
no n.o 2 do artigo 8.o; diploma, competem especialmente aos funcionários e
e) De 150 000$ a 550 000$, em caso de falta de agentes do ICN, da Inspecção-Geral do Ambiente, das
licença para deter espécies não indígenas ou de direcções regionais do ambiente, das direcções regionais
falta de licença específica para as espécies não de agricultura, da Direcção-Geral das Florestas, da
indígenas detidas, por violação do disposto no Direcção-Geral de Veterinária, da Direcção-Geral das
n.o 1 do artigo 9.o e do n.o 5 do artigo 12.o; Pescas e Aquicultura, do Instituto de Investigação das
f) De 150 000$ a 500 000$, em caso de falsas decla- Pescas e do Mar e da Guarda Nacional Republicana
rações para obtenção de licença para deter espé- e demais autoridades policiais.
cies não indígenas; 2 — Compete ao ICN o processamento das contra-
g) De 100 000$ a 450 000$, em caso de não cum- -ordenações e a aplicação das coimas e das sanções aces-
primento de alguma das obrigações dos esta- sórias previstas nos artigos 21.o e 22.o deste diploma.
belecimentos que detêm espécimes de espécies
não indígenas, por violação do disposto no n.o 3 Artigo 25.o
do artigo 8.o, nas alíneas a), b), c) ou d) do Reposição da situação anterior
n.o 2 do artigo 10.o, no n.o 2 do artigo 12.o ou
no n.o 1 do artigo 15.o; 1 — Independentemente da aplicação da coima e das
h) De 100 000$ a 400 000$, em caso de não sujeição sanções acessórias, o ICN, ouvidas as entidades com-
a quarentena, ou de desrespeito das condições petentes em matéria de sanidade e de bem-estar animal,
a observar para a mesma, dos espécimes de espé- pode intimar o infractor a proceder à reposição da situa-
cies não indígenas cuja introdução tenha sido ção anterior à infracção, fixando-lhe as acções neces-
autorizada, por violação do disposto no sárias, nomeadamente para a erradicação da espécie
artigo 6.o; introduzida e o respectivo prazo de execução.
i) De 30 000$ a 100 000$, em caso de não reque- 2 — Após a notificação para que proceda à erradi-
rimento atempado do licenciamento dos esta- cação da espécie introduzida, se a obrigação não for
belecimentos existentes que detêm espécimes cumprida no prazo fixado, o ICN procede ou manda
de espécies não indígenas, por violação do dis- proceder às acções necessárias para essa erradicação,
posto no n.o 1 do artigo 12.o por conta do infractor.

2 — Se o infractor for uma pessoa colectiva, os mon-


tantes mínimos e máximos previstos no número anterior CAPÍTULO VII
podem ser multiplicados até 12 vezes. Disposição final
3 — A tentativa e a negligência são sempre puníveis.
Artigo 26.o
Artigo 22.o Regiões Autónomas
Sanções acessórias
O regime previsto no presente diploma é aplicável
Cumulativamente com as coimas previstas no artigo às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, sem
anterior, e nos termos da lei, podem ser aplicadas as prejuízo das adaptações decorrentes da estrutura pró-
seguintes sanções acessórias: pria da administração regional autónoma, a introduzir
por diploma regional adequado.
a) Perda dos espécimes que estejam na origem da
infracção, bem como do equipamento utilizado, Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 23
que revertem a favor do Estado; de Setembro de 1999. — António Manuel de Oliveira
b) Interdição do exercício da profissão ou da Guterres — António Luciano Pacheco de Sousa
actividade; Franco — Jorge Paulo Sacadura Almeida Coelho — Joa-
9106 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 295 — 21-12-1999

quim Augusto Nunes de Pina Moura — Luís Manuel Fauna aquática dulciaquícola
Capoulas Santos — Elisa Maria da Costa Guimarães Fer- Bacia do Minho
reira — Manuel Maria Ferreira Carrilho — José Mariano Peixes:
Rebelo Pires Gago.
Micropterus salmoides — achigã;
Promulgado em 29 de Novembro de 1999. Oncorhynchus mykiss — truta-arco-íris.

Publique-se. Bacia do Lima


Peixes:
O Presidente da República, JORGE SAMPAIO.
Carassius auratus — pimpão;
Referendado em 8 de Dezembro de 1999. Cyprinus carpio — carpa.
O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira
Bacia do Cávado
Guterres. Peixes:
Carassius auratus — pimpão;
ANEXO I Cyprinus carpio — carpa;
Oncorhynchus mykiss — truta-arco-íris;
Espécies introduzidas em Portugal continental — (I) Invasoras Lepomis gibbosus — perca-sol (I);
Fauna Micropterus salmoides — achigã;
Esox lucius — lúcio.
Invertebrados:
Bacia do Ave
Phoracantha semipunctata; Peixes:
Iridomyrmex humilis — formiga argentina;
Leptinotarsa decenlineata — escaravelho da batata; Cyprinus carpio — carpa;
Lysiphlebus testaceipes (Cresson). Oncorhynchus myriss — truta-arco-íris;
Micropterus salmoides — achigã;
Répteis: Sander lucioperca — lucioperca.
Chamaeleo chamaeleon — camaleão; Bacia do Douro
Lacerta dugesii — lagartixa-da-madeira.
Invertebrados:
Aves (espécies cuja nidificação é provável ou con- Corbicula fluminea;
firmada): Procambarus clarkii — lagostim-vermelho-da-loui-
Francolinus francolinus — francolim-negro; siana;
Phasianus colchinus — Faisão; Pacifastacus leniusculus.
Psitacula krameri — periquito-de-colar;
Peixes:
Myiopsitta monachus — periquito-monge;
Columbina passerina — rolinha-americana; Carassius auratus — pimpão;
Ploceus cucullatus — tecelão-de-dorso-malhado; Cyprinus carpio — carpa;
Ploceus melanocephalus — tecelão-de-cabeça- Gobio gobio — góbio;
-preta; Esox lucius — lúcio;
Quelea quelea — Tecelão-de-bico-vermelho; Oncorhynchus mykiss — truta-arco-íris;
Euplectes afer — bispo-de-coroa-amarela; Gambusia holbrooki — gambúsia (I);
Euplectes hordeaceus — bispo-vermelho-d’asa-ne- Lepomis gibbosus — perca-sol (I);
gra; Micropterus salmoides — achigã.
Euplectes franciscanus — bispo-laranja;
Euplectes orix — bispo-vermelho; Bacia do Leça
Estrilda melpoda — faces-laranja; Invertebrados:
Estrilda troglodytes — bico-de-lacre-de-cauda-
-preta; Procambarus clarkii — lagostim-vermelho-da-loui-
Estrilda astrild — bico-de-lacre; siana.
Amandava amandava — bengali-vermelho;
Amandava subflava — ventre-laranja; Peixes:
Poephila guttata — mandarim; Gobio gobio — góbio.
Lonchura cantans — bico-de-chumbo-africano;
Lonchura mallaca — bico-de-chumbo-de-cabeça- Bacia do Vouga
-negra;
Lonchura maja — bico-de-chumbo-de-cabeça- Invertebrados:
-branca; Procambarus clarkii — lagostim-vermelho-da-loui-
Amadina fasciata — degolado. siana.
Mamíferos: Peixes:
Rattus rattus — rato-preto; Carassius auratus — peixe-vermelho;
Rattus norvegicus — ratazana. Cyprinus carpio — carpa;
N.o 295 — 21-12-1999 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 9107

Gobio gobio — góbio; Bacia do Mira


Oncorhynchus mykiss — truta-arco-íris; Invertebrados:
Gambusia holbrooki — gambúsia (I);
Micropterus salmoides — achigã. Procambarus clarkii — lagostim-vermelho-da-loui-
siana.
Bacia do Mondego
Peixes:
Invertebrados:
Cyprinus carpio — carpa;
Procambarus clarkii — lagostim-vermelho-da-loui- Micropterus salmoides — achigã;
siana. Cichlasoma facetum — chanchito.
Peixes: Bacia das ribeiras do Algarve
Carassius auratus — peixe-vermelho; Invertebrados:
Cyprinus carpio — carpa;
Gobio gobio — góbio; Procambarus clarkii — lagostim-vermelho-da-loui-
Oncorhynchus mykiss — truta-arco-íris; siana.
Gambusia holbrooki — gambúsia (I);
Lepomis gibbosus — perca-sol (I); Peixes:
Micropterus salmoides — achigã. Carassius auratus — pimpão;
Cyprinus carpio — carpa;
Bacia do Lis
Lepomis gibbosus — perca-sol (I);
Invertebrados: Micropterus salmoides — achigã.
Procambarus clarkii — lagostim-vermelho-da-loui- Bacia do Guadiana
siana.
Invertebrados:
Bacia das ribeiras do Oeste Procambarus clarkii — lagostim-vermelho-da-loui-
Invertebrados: siana.
Procambarus clarkii — lagostim-vermelho-da-loui- Peixes:
siana.
Carassius auratus — pimpão;
Bacia do Tejo Cyprinus carpio — carpa;
Esox lucius — lúcio;
Invertebrados: Fundulus heteroclitus — fundulo;
Corbicula fluminea; Gambusia holbrooki — gambúsia (I);
Eriocheir sinensis — caranguejo-peludo-chinês (I); Lepomis gibbosus — perca-sol (I);
Procambarus clarkii — lagostim-vermelho-da-loui- Micropterus salmoides — achigã;
siana; Cichlasoma facetum — chanchito.
Potamopyrgus jenkinsi.
Flora
Peixes: Pteridophyta

Carassius auratus — peixe-vermelho; Selaginellaceae:


Cyprinus carpio — carpa;
Gobio gobio — góbio; Selaginella kraussiana (G. Kunze) A. Braun.
Esox lucius — lúcio;
Oncorhynchus mykiss — truta-arco-íris; Azollaceae:
Gambusia holbrooki — gambúsia (I); Azolla filiculoides Lam. (I);
Lepomis gibbosus — perca-sol (I); Azolla caroliniana Willd. (I).
Micropterus salmoides — achigã.
Gymnospermae
Bacia do Sado
Cupressaceae:
Invertebrados:
Chamaecyparis lawsoniana (A. Murray.) Parl. —
Procambarus clarkii — lagostim-vermelho-da-loui- camecípare-de-lawson;
siana. Cupressus lusitanica Miller — cipreste-do-buçaco;
Cupressus macrocarpa Hartw. — cipreste-da-cali-
Peixes: fórnia;
Cupressus sempervirens L. — cipreste-comum.
Carassius auratus — peixe-vermelho;
Cyprinus carpio — carpa;
Pinaceae:
Gambusia holbrooki — gambúsia (I);
Lepomis gibbosus — perca-sol (I); Abies alba Miller — abeto-branco;
Micropterus salmoides — achigã; Cedrus atlantica (Endl.) Carriére — cedro-do-atlas;
Cichlasoma facetum — chanchito; Cedrus deodara Loud. — cedro-do-himalaia;
Ictalurus meles — peixe-gato. Pinus halepensis Miller — pinheiro-de-alepo;
9108 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 295 — 21-12-1999

Pinus nigra Arn. — pinheiro-larício; Mesembryanthemum nodiflorum L. — erva-do-or-


Pseudotsuga menziesii (Mirbel) Franco — pseudo- valho;
tsuga. Mesembryanthemum crystallinum L. — erva-gelada.

Angiospermae Molluginaceae:
Salicaceae: Mollugo verticillata L.
Salix babylonica L.;
Salix canescens (Aitur) Marshall; Tetragoniaceae:
Salix x rubens Schrank; Tetragonia tetragonoides (Palas) O. Kuntze.
Salix viminalis L.;
Populus deltoides Marshall — choupo-americano;
Populus alba L. — álamo; Portulacaceae:
Populus nigra L. subsp. caudina (Ten.) Bug.; Portulaca oleraceae L. subsp. stellata Danin & H.
Populus x canadensis Moench (P. deltoides x nigra). G. Baker;
Portulaca oleraceae L. subsp. papillastellulata Danin
Urticaceae: & H. G. Baker;
Soleirolia soleirolii (Req.) Dandy — lágrimas-de- Portulaca oleraceae L. subsp. nitida Danin & H.
-anjo. G. Baker;
Montia perfoliata (Donn ex. Wild) Howell.
Proteaceae:
Basellaceae:
Hakea sericea Schrader (I);
Hakea salicifolia (Vent.) B. L. Burtt (I); Boussingaultia cordifolia Ten. — parra-de-madeira.
Grevillia robusta L. — grevília.
Caryophyllaceae:
Polygonaceae:
Silene cretica L.;
Fallopia baldschuanica (Regel) J. Holub (F. auber- Dianthus tripunctatus Silth.
tii, Polygonum aubertii);
Polygonum capitatum D. Don; Papaveraceae:
Polygonum minus Huds;
Polygonum orientale L.; Papaver somniferum L. subsp. setigerum (DC.)
Reynoutria japonica Houtt. — sanguinária-do-ja- Corb. — dormideira-brava;
pão; Argemone mexicana L.;
Rumex frutescens Thouars. Eschscholzia californica Cham. — papoila-da-cali-
fórnia.
Chenopodiaceae:
Beta vulgaris L. subsp. vulgaris; Fagaceae:
Chenopodium multifidum L.; Quercus rubra L. — carvalho-vermelho-americano.
Chenopodium ambrosoides L. — ambrósia-do-mé-
xico. Cruciferae:
Amaranthaceae: Lunaria annua L.;
Sisymbrium polyceratium L.;
Amaranthus muricatus (Mocq.) Hicken — bredo- Sisymbrium erysimoides Desf.;
-da-golegã; Isatis tinetoria L.;
Amaranthus caudatus L. — moncos-de-peru; cau- Lepidium campestre (L.) R. Br.;
da-de-raposa; Lepidium grandifolium L. subsp. grandifolium;
Amaranthus cruentus L.; Lepidium ruderale L.;
Amaranthus paniculatus L.; Lepidium sativum L.;
Amaranthus blitoides S. Watson — erva-aranha; Lepidium virginicum L. — mentruz;
Amaranthus albus L. — bredos-brancos;
Coronopus didymus (L.) Sm.;
Amaranthus deflexus L. — bredo-perene.
Rapistrum rugosum (L.) All. subsp. orientale (L.)
Arcangeli.
Phytolaccaceae:
Phytolacca americana L. — tintureira; erva-da- Crassulaceae:
-américa.
Bryophylum pinnatum (Lam.) Oken;
Aizoaceae: Crassula aquatica (L.) Schonl.;
Crassula bonariensis (DC) Crambe;
Sesuvium portulacastrum (L.) L.; Aichryson dichotomum (DC) Webb & Berth;
Drosanthemum candens (Haw.) Schwantes; Aeonium arboreum (L.) Webb & Berth — saião.
Aptenia cordifolia (L. fil) N. E. Br.;
Disphyma crassifolium (L.) L. Bolus; Hydrangeae:
Lampranthus multiradiatus (Jacq.) N. E. Br.;
Carpobrotus edulis (L.) N. E. Br. — chorão (I); Hydrangea macrophylla (Thunb.) Seringe — hor-
Carpobrotus acinaformis (L.) L. Bolus; tênsia.
N.o 295 — 21-12-1999 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 9109

Pittosporaceae: Tropaeolaceae:
Pittosporum crassifolium Banks & Sol. ex. Cun- Tropaelum majus L. — chagas.
ningham;
Euphorbiaceae:
Pittosporum undulatum Vent. — incenso (I);
Pittosporum tobira (Thunb.) Dryander. Ricinus communis L. — bafureira;
Euphorbia nutans Lag.;
Euphorbia serpens Kunth;
Platanaceae: Euphorbia maculata L.;
Platanus hispanica Miller. Euphorbia prostrata Aiton;
Euphorbia lathyris L.
Rosaceae: Simaroubaceae:
Rubus idaeus L.; Ailanthus altissima (Miller) Swingle — ailanto (I).
Rubus x loganobaccus L. H. Bailey;
Rosa moschata J. Hermam; Anacardiaceae:
Rosa odorata var. gigantea (Crepin) Rehder & Wil- Schinus molle L.;
son; Schinus terebinthifolia Raddi;
Rosa multiflora Thumb.; Rhus coriaria L. — sumagre.
Rosa wichuraiana Crépin;
Rosa gallica L. — rosa-da-provença; Cactaceae:
Cydonia oblonga Miller — marmeleiro. Opuntia ficus-indica (L.) Miller — figueira-da-ín-
dia.
Leguminosae:
Myrtaceae:
Acacia karroo Hayne (I); Eucalyptus globulus Labill. — eucalipto;
Acacia dealbata Link — mimosa (I); Eucalyptus camalduensis Labill. — eucalipto.
Acacia mearnsii De Wild. (I);
Acacia longifolia — acácia-de-espigas (Andrews) Haloragraceae:
Willd. (I);
Myriophyllum brasiliensis Camb. — pinheirinho-de-
Acacia cyclops G. Don fil.; -água (I).
Acacia melanoxylon R. Br. — codeço-alto (I);
Acaciapycnantha Bentham (I); Teligonaceae:
Acacia cyanophylla Lindley (I);
Acacia retinodes Sclecht. (I); Hippuris vulgaris L.
Acacia decurrens (J. C. Wendl.) Willd.; Umbelliferae:
Acacia farnesiana (L.) Willd.;
Acacia molissima Willd.; Hydrocotyle bonariensis Lam. — chapéus;
Vicia articulata Hornem.; Eryngium pandanifolium Cham. & Schlecht. (I);
Vicia sativa L. subsp. macrocarpa (Moris) Arcan- Lilaeopsis atenuata (Hooker & Arnott) Fernald;
Apium leptophyllum (Pers.) Benth.
gelli;
Vicia sativa L. subsp. sativa — ervilhaca; Aceraceae:
Lathyrus sativus L. — chícharo;
Melilotus italica (L.) Lam. — anafe-de-itália; Acer platanoides L.;
Melilotus indica (L.) Lam.; Acer negundo L.
Melilotus infesta Guss. — anafe-da-china;
Oleaceae:
Trigonellafoenum-graecum L. — feno-galego;
Medicago blancheana Boiss.; Ligustrum ovalifolium Hassk — alfanheiro-oval;
Medicago rugosa Desr. — luzerna-rugosa; Ligustrum lucidum Aiton — alfanheiro-do-japão.
Robinia pseudoacacia L. — falsa-acácia (I);
Hedysarum coronarium L. — sanfeno-de-espanha; Asclepidaceae:
Cercis siliquastrum L. — olaia; Araujia sericifera Brot.;
Gleditsia triacanthos L. — espinheiro-da-virgínia. Gomphocarpus fruticosus (L.) Aiton fil. —
sumauma.
Oxalidaceae:
Rubiaceae:
Oxalis articulata Savigny; Rubia tinctorum L.
Oxalis corymbosa DC.;
Oxalis latifolia Kunth; Convolvulaceae:
Oxalis pes-capraea L. — erva-canária (I); Dichondra micranitha Urban;
Oxalis purpurea L. Cuscuta campestris Yuncker;
Cuscuta suaveolens Ser. — cabelos;
Geraniaceae: Calystegia sylvatica (Kit) Griseb.;
Convolvulus farinosus L.;
Pelargonium radula (Cav.) L’Hér. Ipomaea acuminata (Vahl) Roemer & Schultes (I).
9110 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 295 — 21-12-1999

Hydrophyllaceae: Caprifoliaceae:
Phacelia tanacetifolia Bentham; Lonicera japonica Thurb. — madressilva;
Wigandia caracasana Kunth. Symphoricarpus albus (L.) S. F. Blake.
Boraginaceae: Valerianaceae:
Heliotropium curassavicum L.; Fedia scorpioides Dufresne.
Anchusa arvensis (L.) Bieb. subsp. orientalis (L.)
Nordh; Dipsacaceae:
Myosotis latifolia Poiret.
Dipsacus sativus (L.) Honckeny — cardo-pentea-
Verbenaceae: dor.
Verbena bonariensis L.;
Verbena canadensis L.; Campanulaceae:
Lantana camara L.; Legousia speculum-veneris (L.) Chaix.
Lippia canescens Kurith.
Composiatae:
Callitrichaceae:
Eupatorium adenophorum Sprengel — abundância;
Callitriche cribrosa Schotsman. Aster lanceolatus Willd. — mata-jornaleiros;
Aster squamatus (Sprengel) Hieron.;
Labiatae: Erigeron karvinskianus DC. — vitadínia-das-floris-
Melissa officinalis L. subsp. officinalis; tas (I);
Mentha requienii Bentham; Conyza ivifolia (L.) Less.;
Mentha spicata L.; Conyza canadensis (L.) Cronq. — avoadinha; erva-
Salvia triloba L. fil.; -pau;
Salvia sclarea L. Conyza albida Sprengel;
Conyza x rouyana Sennen (Conyza albida x cana-
Solanaceae: densis);
Nicandra physalodes (L.) Gaertner; Conyza bonariensis (L.) Cronq. — avoadinha-pe-
Lycium barbarum L.; luda (I);
Lycium chinense Miller; Conyza x mixta Fouc. & Neyr. (Conyza bonariensis
Atropa bella-dona L. — bela-dona; x canadensis);
Physalis ixocarpa Brot.; Gamochaeta subfalcata (Cabrera) Cabrera;
Physalis peruviana L.; Gamochaeta calviceps (Fernald) Cabrera;
Salpichroa origanifolia (Lam.) Baillon; Gamochaeta pensylvanica (Willd.) Cabrera;
Capsicum frutescens L.; Gamochaeta spicata (Lam.) Cabrera;
Solanum pseudocapsicum L. — erva-moira; Helichrysum petiolare Hillard & B. L. Burtt — sem-
Solanum capsicastrum Schauer — cereja-de-in- pre-noiva-das-floristas;
verno; Helichrysum foetidum (L.) Cass. — perpétua-fétida;
Solanum marginatum L. fil.; Plecostachys serpyllifolia (Berg.) Hilliard;
Solanum melongena L.; Bidens aurea (Aiton) Sherff — chá-de-marrocos;
Solanum sublobatum Roemer & Schultes; Bidens frondosa L. — erva-rapa;
Solanum sodomaeus L.; Bidens pilosa L. — amor-de-burro;
Solanum citrulifolium A. Braun;
Datura stramonium L. — figueira-do-inferno (I); Eclipta prostrata (L.) L. — verbesina;
Datura innoxia Miller; Helianthus anuus L. — girassol;
Nicotiana rustica L.; Ambrosia artemisifolia L. — ambrósia;
Nicotiana glauca R. C. Graham — charuto-do-rei. Ageralum houstonianum Miller;
Galinsoga parviflora Cav. — erva-da-moda (I);
Scrophulariaceae: Galinsoga ciliata (Rafin) S. F. Blake;
Santolina chamaecyparissus L.;
Lindernia procumbens (Krocker) Philcox; Chamomilla suaveolens (Pursh) Rydb.;
Lindernia dubia (L.) Pennell — manjerico; Chrysanthemum segetum L.;
Bacopa monnieri (L.) Pennell; Tanacetum vulgare L.;
Verbascum levanticum I. K. Ferguson; Tanacetum parthenicum (L.) Schultz Bip.;
Cymbalaria muralis P. Gaertner, B. Meyer & Schreb.;
Veronicapersica Poiret; Leucanthemum paludosum (Poiret) Bonnet &
Hebe x andersonii; Banatte;
Sibthorpia peregrina L.; Cotula coronopifolia L. — botões-de-latão;
Mimulus moschatus Douglas ex Lindley. Cotula australis (Sprengel) Hooker fil.;
Soliva pterosperma (Juss.) Less.;
Martyniaceae: Gymnostyles stolonifera (Brot.) Tutin;
Artemisia verlotiorum Lamotte:
Proboscidea louisianica (Miller) Thell. Petasites fragrans (Vill.) C. Presl;
Senecio elegans L.;
Myoporaceae: Senecio mikanioides Walpers;
Myoporum tenuifolium G. Foster — mioporum; Senecio angulatus L. fil.;
Myoporuni acuminatum R. Br. — mulatas; Senecio bicolor (Willd.) Tod. subsp. cinerea (DC.)
Myoporum tetrandrum (Labill.) Domin. Chater (I);
N.o 295 — 21-12-1999 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 9111

Senecio leucanthemifolius Poiret; Hordeum bulbosum L.;


Arctotheca calendula (L.) Levyns — erva-gorda (I); Gastridium phleoides (Nees & Meyen) C. E. Hub-
Gazania rigens (L.) Gaertner; bard;
Ptilostemon casabonae (L.) W. Greuter; Phalaris canariensis L. — alpista;
Leontodon muelleri (Schultz Bip) Fiori. Arundo donax L. — cana;
Sporobolus indicus (L.) R. Br.;
Hydrocharitaceae: Eleusine indica (L.) Gaertner — pé-de-galo;
Spartina densiflora Brongn. (I);
Elodea canadensis Mich — estrume-novo (I);
Ehrharta calycina Sm.;
Blyxa japonica (Miq.) Maxim.
Ehrharta erecta Lam.;
Panicum miliaceum L. — milho-miúdo;
Juncaginaceae: Panicum capillare L.;
Triglochin striata Ruiz & Pavón. Panicum dicholomiflorum Michx;
Echinochloa colonum (L.) Link;
Lilaeaceae: Echinochloa oryzicola (Vasinger) Vasin-
ger — milhã-do-arroz;
Lilaea scilloides (Poiret) Hauman. Paspalum dilatatum Poiret in Lam.;
Paspalum urvillei Steudel;
Liliaceae: Paspalum paspalodes (Michx) Scribne — alcana-
Aloe vera (L.) Bum. fil. — aloé; che;
Aloe arborescens Miller; Paspalum vaginatum Swartz. — gramão;
Tulipa clusiana DC. — marquesinhas; Stenotaphrum secundatum (Walter) O. Kuntze;
Tulipa praecox Ten.; Setaria parviflora (Poiret) Kerguélen;
Ornithogalum arabicum L.; Setaria adhaerens (Forskal) Chiov.;
Allium triquetrum L. — alho-bravo; Setaria faberi (L.) Beauv.;
Nothoscordum gracile (Aiton) Stearn; Setaria italica (L.) Beauv.;
Asparagus asparagoides (L.) Druce — alegra- Pennisetum villosum Fresen;
-campo; Cortaderia selloana (J. A. & J. H. Schultes)
Lilium candidum L. — açucena; cajado-de-são- Aschers & Graebner.
-josé.
Cyperaceae:
Agavaceae:
Eleocharis flacescens (Poir.) Urban;
Agave atrovirens Salm-Dyck; Cyperus alterniflorus L. — papiro.
Agave americana L. — piteira.
ANEXO II
Amaryllidaceae:
Espécies não indígenas com interesse para a arborização
Amaryllis bella-dona L. — bordão-de-são-josé.
Gymnospermae
Pontederiaceae: Podocarpaceae:
Heteranthera reniformis Ruiz & Pavón — espiga- Podocarpus totara D. Don ex Lambert.
-azul-de-folha-redonda;
Heteranthera rotundifolia (Kunth) Griseb.;
Eichornia crassipes (C. F. P. Mart.) Solms. — Araucariaceae:
Laub. — jacinto-de-água (I). Araucaria heterophylla (Salisbury) Franco.
Iridaceae: Pinaceae:
Iris germanica L. — lírio-roxo; Abies nordmanniana (Steven) Spach;
Iris albicans Lange — lírio-branco; Abies pinsapo Boissier;
Ferraria crispa Burm.; Larix decidua Miller;
Ixya paniculata Delaroche — alfenim; Larix x eurolepis A. Henry;
Watsonia bulbilifera Mathews & L. Bolus; Picea abies (L.) Link;
Freesia refracta (Jacq.) Klatt — frésia; Picea sitchensis (Bongard) Carrière;
Tritonia x crocosmifolia (Lemoine) Nicholson; Pinus brutia Tenot;
Sparaxis bulbifera (L.) Ker-Gawler; Pinus canariensis C. Smith;
Sparaxis tricolor (Curtis) Ker-Gawler; Pinus eldarica Medwedew;
Gladiolus undulatus L. Pinus muricata D. Don;
Pinus radiata D. Don;
Commelinaceae: Pinus uncinata Miller ex Mirbel;
Trandescantia fluminensis Velloso — erva-da-for- Pinus wallichiana Jackson;
tuna (I).
Taxodiacea:
Graminae:
Cryptomeria japonica (L. f.) D. Don;
Bromus secalinus L.; Sequoia sempervirens (D. Don) Endl.;
Bromus catharticus Vahl; Taxodium distichum (L.) Richards.
9112 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 295 — 21-12-1999

Cupressaceae: Magnoliaceae:
Calocedrus decurrens (Torrey) Florin; Liriodendron tulipiferum L. — tulipeiro.
Chamaecyparis obtusa (Siebold & Zuccarini) Endi.; Moraceae:
Cupressus arizonica Greene;
Juniperus virginiana L.; Morus alba L. — amoreira-branca;
Thuja plicata D. Don. Morus nigra L. — amoreira-negra.

Angiospermae Myrtaceae:

Aceraceae: Eucaliptus x algeriensis Trabut. — eucalipto;


Eucaliptus botryoides Smith — eucalipto;
Acer campestre L. — bordo. Eucaliptus cladocalyx Muller — eucalipto;
Eucaliptus cornuta Labill. — eucalipto;
Betulaceae: Eucaliptus dalrympleana Maiden — eucalipto;
Eucaliptus diversicolor Muller — eucalipto;
Alnus cordata Desfontaines — amieiro-napolitano; Eucaliptus gomphocephala De Candolle — euca-
Betula pendula Rothwell — vidoeiro. lipto;
Eucaliptus grandis (Hill.) Maiden — eucalipto;
Bignoniaceae: Eucaliptus gunnii Hoker f. — eucalipto;
Eucaliptus rirtoniana Muiler — eucalipto;
Catalpa bignonioides Walter — catalpa.
Eucaliptus maideni Muller — eucalipto;
Eucaliptus nitens Maiden — eucalipto;
Casuarinaceae: Eucaliptus obliqua L’Hérit. — eucalipto;
Casuarina cunninghamiana Miquel — casuarina-té- Eucaliptus polyanthemos Schauer — eucalipto;
nue; Eucaliptus resinifera Smith — eucalipto;
Casuarina equisetifolia L. — casuarina-cavalinha. Eucaliptus robusta Smith — eucalipto;
Eucaliptus rudis Endl. — eucalipto;
Fagaceae: Eucaliptus sideroxylon (A. Cunn.) — eucalipto;
Eucaliptus smithii R. T. Baker — eucalipto;
Castanea crenata Siebold & Zuccarini — castanhei- Eucaliptus tereticornis Smith — eucalipto;
ro-do-japão, Eucaliptus x trabuti Vilmorin ex Trabut — euca-
Nothofagus obliqua (Mirbel) Blume — roble-do- lipto;
-chile; Melaleuca armilaris Smith — melaleuca;
Quercus cerris L. — carvalho-turco; Metrosiderus excelsa Soland ex Gaertn. — metro-
Quercus coccinea Muenchhausen — carvalho-ver- sídero;
melho-americano; Metrosiderus robustus A. Cunn. — metrosídero-ro-
Quercus palustris Muenchhausen — carvalho-ver- busto.
melho-americano.
Oleaceae:
Hammamelidaceae:
Fraxinus americana L. — freixo-americano;
Liquidambar styraciflua L. — liquidâmbar. Fraxinus excelsior L. — freixo-europeu;
Fraxinus pennsylvanica Marsh — freixo-americano;
Hippocastanaceae: Ligustrum lucidum Aiton fil. — alfenheiro-da-
-china.
Aesculus hippocastanum L. — castanheiro-da-ín-
dia;
Scrophullariaceae:
Aesculus x carnea Hayne — castanheiro-da-índia.
Paulownia tomentosa (Thunberg) Steudel — pau-
Junglandaceae: lónia.
Carya illioinensis (Wangenheim) K. Koch — cária-
Tiliaceae:
-branca;
Junglans nigra L. — nogueira-preta; Tilia cordata Miller — tília-de-folhas-pequenas;
Junglans regia L. — nogueira. Tilia platyphyllos Scopoli — tília-de-folhas-grandes;
Tilia tomentosa Moench — tília-prateada.
Lauraceae:
ANEXO III
Cinnamomum camphora (L.) Siebold — canfo-
reira. Espécies não indígenas com risco ecológico conhecido

Fauna
Leguminosae:
Invertebrados
Albizzia julibrissin Durazz. — albízia-de-constanti-
nopla; Crustáceos:
AIbizzia lophanta (Will.) Benth — albízia;
Sophora japonica L. — sófora-do-japão. Procambarus clarckii.
N.o 295 — 21-12-1999 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 9113

Moluscos: Polygonaceae:
Dreissena polymorpha; Reynoutria japonica Houtt. (Fallopia japonica, Poly-
Dreissena bugensis. gonum cuspidatum).

Vertebrados Leguminosae:
Peixes dulciaquícolas: Acacia farnesiana (L.) Willd.;
Perca fluviatilis; Pueraria lobata (Willd.) Maesen & S. Almeida.
Lepomys cyanellus;
Lepomys gibbosus; Onagraceae:
Lates niloticus; Ludwigia peploides;
Oreochromis niloticus; Ludwigia uruguayensis.
Oreochromis leucocistus;
Tilapia zilli;
Balsaminaceae:
Tilapia melanopleura;
Stizostedion vitreum; Impatiens glandulifera Royle.
Stizostedion lucioperca;
Gymnocephalus cernuus; Compositae:
Hypophthalmickthys molitrix;
Osmerus mordax; Senecio inaequidens DC.
Misgurnus anguillicaudatus;
Gambusia holbrooki; Monocotiledoneae
Siluros glanis.
Alismataceae:
Anfíbios: Sagittaria latifolia Willd.
Rana catesbeiana.
Hydrocharitaceae:
Répteis: Hydrilla certicillata (L. f.) C. Presl.
Chrysemys picta;
Trachemys scrypla; Araceae:
Chelydra serpentina;
Macroclemys temminckii. Pistia stratioides L.

Aves: ANEXO IV

Oxyura jamaicensis. Modelo do extracto-resumo a afixar pelos comerciantes nos


estabelecimentos de plantas ornamentais e animais de com-
panhia conforme preconizado pelo n.o 1 do artigo 15.o
Mamíferos:
Espécies não indígenas
Rodentia:
Uma espécie não indígena (ou espécie exótica) é uma
Sciurus carolinensis; espécie da flora ou da fauna não originária de Portugal
Myocastor coypus; e nunca registada como tendo ocorrido naturalmente
Ondatra zibethicus; no nosso país. No caso das espécies aquáticas, consi-
Castor fiber; dera-se que uma espécie é não indígena se não for ori-
Castor canadensis;
ginária de uma bacia hidrográfica.
Muitas espécies não indígenas foram introduzidas em
Carnivora:
Portugal com particulares benefícios (por exemplo, a
Mustela vison; batata). Contudo, muitas outras podem ser muito pre-
Procyon lotor; judiciais, como é o caso do jacinto-d’água e da perca-sol.
Nyctereutes procyonoides. O Decreto-Lei n.o 565/99, de 21 de Dezembro, pre-
tende regulamentar a introdução intencional ou aciden-
Flora tal de espécies não indígenas em Portugal continental
Pteridophyta e nas suas bacias hidrográficas.
Para isso, considera que uma introdução é o esta-
Filicopsida: belecimento de populações selvagens de uma espécie
Azollaceae: não indígena em local não confinado. Uma introdução
pode originar situações de predação ou competição com
Azolla spp. espécies nativas e a transmissão de agentes patogénicos
ou de parasitas e afectar seriamente a diversidade bio-
Dicotiledoneae lógica, as actividades económicas ou a saúde pública.
Uma introdução pode causar prejuízos irreversíveis e
Amaranthaceae:
de difícil contabilização, tanto mais que o controlo ou
Alternanthera philoxeroides (C. Martius) Griseb; erradicação de uma espécie introduzida é especialmente
Alternanthera caracasana; complexo e oneroso.
Alternanthera nodiflora; Por esse motivo são proibidas a disseminação ou liber-
Alternanthera herapungens Kunth. tação na Natureza de espécimes de espécies não indí-
9114 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 295 — 21-12-1999

genas, com ou sem o propósito de estabelecer popu- como comportando risco ecológico, salvo, quando auto-
lações selvagens. rizado, para fins científicos e educativos.
A única excepção, sujeita a autorização, é a disse- Ainda como prevenção de introduções acidentais os
minação ou a libertação na Natureza de espécimes de estabelecimentos que detêm espécimes de espécies não
espécies não indígenas, visando o estabelecimento de indígenas, salvo se forem espécies de exploração agrícola
populações selvagens, quando existam vantagens ine- ou zootécnica, estão sujeitos a licenciamento específico,
quívocas para o Homem ou para as biocenoses naturais, dependente das suas condições sanitárias e de segurança
desde que não haja nenhuma espécie indígena apta para e do registo dos espécimes comercializados.
o mesmo fim e seja elaborado um estudo do impacte As infracções a estas proibições e condições cons-
da introdução. É abrangida por esta excepção a uti- tituem contra-ordenações puníveis com coimas que
lização de espécies não indígenas para aquicultura ou podem ir de 30 000$ a 750 000$, multiplicáveis até 12
apicultura. vezes se praticadas por pessoas colectivas, e com sanções
Para prevenir as introduções acidentais são proibidos acessórias como a apreensão dos espécimes, a interdição
a cedência, a compra, a venda, a oferta de venda, o do exercício da actividade, o encerramento do estabe-
transporte, o cultivo, criação ou detenção em local con- lecimento ou a suspensão de autorizações e licenças.
finado, a exploração económica e a utilização como Este extracto-resumo deve ser afixado pelos comer-
planta ornamental ou animal de companhia de espécies ciantes de plantas ornamentais ou de animais de com-
identificadas como invasoras e de espécies consideradas panhia em local bem visível do seu estabelecimento.