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3. ESTIMATIVA DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO

3.1 . INTRODUÇÃO

A bibliografia sobre evapotranspiração é riquíssima e diversos tra- balhos de revisão são di s ponív e i s, e ntre os quais destacam-se aqueles

de GANGOPADHYAYA e tal (1966) , PENMAN etal . (1967), TANNER (1967,

1968) , ROSENBERG e t al. BERLATO & MOLION (1981),

VILLANOVA&REICHARDT (1989),SMITH (1991), BURMAN &POCHOP

(1968) , DOOREN ' BOS & PRUITT (1977), BRU T SAERT (1982), BURMAN etal . (1983),

(1994), além da literatura citada a nteriormente.

Inúmeros sã o os m é todos d e es timati v a da evapotransp i ração e o objetivo deste t e x to é ap res ent ar a penas aqueles de uso mais comum e algun s desenvolvido s e m condi ç õ es bra s ileiras, mas pouco conhecidos. Embora seja muito difícil permanecer totalmente neutro, principalmen - te quando o assunto é c ontrovertido, não é intenção avaliar detalhada- mente o desempenho d e cada m é todo apresentado, mas apenas enfati- zar os principai s detalh es e difi c uldades de aplicação quando se fi z er necessário. Conhecendo- s e a s limitaçõe s de cada método e o s detalh es de seu desenvol v imento, f ic a mai s fácil p a ra o usuário decidir sobr e a conveniência de s ua utilização numa determinada situação .

Muitos métodos têm aceitaç ã o quase que unânime, enquanto ou - tros são bastante criticados e até desprezados. Os critérios de rejei ção

I

c

41

EVAPO(TRANSPllRAÇÃO - Capítulo 3

n e m s empr e s ão bem esclarecidos, pois inúmero s m é todos empíricos t ê m a ceita çã o quase un iv ersal. Portanto , empiri c i s mo n ã o é o crit é rio de r eje iç ã o. T a lv e z, e isso é muito comum, haja propagaç ã o d e um m a l uso num dado lo c al e condições, e até f a lta de conhecim e nto s esp ec íficos do a ssunto para julgar a utilidade de um determinado método. C ríticas

e e logios d eve m sempre s er tomados c om muito cuidado e cr it é rio .

E v apotr a n s piraç ã o é um a ss unto b as tant e s imples do ponto d e v i s ta

t e órico ; por é m , no l a do prático das m e di ç õe s , torna-se bastant e c om-

pl ex o e difícil . E s s a dificuld a de , n e m se mpr e c onsciente , de m e dida

ad e quada da e vapo t ranspiração faz com que inúm e ros autores rej e it e m

m é todos e x p e ditos e acurado s de estimativa s , principalmente e m re-

giõ es c arent es de dados met e o r ológico s.

D e aco r d o c om o s princ í pi os e n v ol v ido s n o se u d ese n v ol v im e nt o, o s

m é t o do s d e es timati va da eva p o tr a n sp ir açã o pode m se r agr up a d os e m

c in co ca t egor i as, ou seja: (i) e mp i r icos; ( ii ) ae r od in â mi co; (i ii) bal anço d e

e n e r g ia; (iv) c ombin ad os; (v) co rrelação d os turbilhõ e s .

3.2. MÉTODOS EMPÍRlCOS

E mpiric i smo n ã o é sinônimo de falta de qu a lid a d e. M uitos m ét odos d ese nvolvidos e c a librados loc a lment e produ zem melhor e s resultados do que aquel e s mai s genéricos e fisicament e mais rea i s . Métodos

e mp í ricos s ão resultantes d e correla ç õ e s ent re a e va potranspi raçã o

m e dida em condiçõ es padron iz ada s e os el e m e nto s meteorológicos

m e didos em po s to s t a mbém p a drões. Alguns d esses m é todos têm a pli- caçã o quase univ e rsal.

3.2. 1 . M ÉT ODO DO T A NQU E CLASS EA

A ev apo raç ão m e dida no t anqu e C la ss e A ( EC A), como v isto no Ca- pítulo 2 , d eve se r c orrigida por um c oe f icient e (Kp) , qu e r e duz ECA ao va lor a pro x im a do d a evapora çã o do lago (E L ) , i s to é:

L = Kp ECA

E

42

(3 .1)

~

PEREIRA, VILLA NOVA & SEDIYAMA

em qu e Kp a ss ume um v a lor f i x o e igu a l a 0,66 sendo fr e quente o ar- redond a do para 0,7 (ver Seção 2.2.5 . ). Es te m é todo foi adapt a do par a e s - timar t a mbém a e vapotranspira çã o de r e fer ê ncia (Efo), ou se ja, ETo = E L .

E st e é um método bastant e utiliz a do e recomendado pel a F AO

o uso do tanqu e Cla sse A

para es t i mar a e v apotr a n s p i ra çã o d e c ul t uras princip a lment e e m pr o j e -

to s d e irriga çã o. Apó s ex tensa rev i sã o d e d a dos e x p e rim e ntai s obtido s

em di ve rsa s r e giões do mundo , por t anto s ob difer e nt e s condi ç õ es c li - mátic as, DOORENBOS & PRUIT T ( 1 977) apresentaram um a tabela qu e descr ev e a variação d e Kp em função d as c ondiçõ e s do t a manho e d a natur eza da ár ea tamp ã o , da v e lo c id a d e do v e nto, e da umid a d e r e l a ti va do ar . D ev e- se notar qu e es t e Kp d ese n v ol v ido po r DOORENBOS & PRUI T T ( 1 977) par a es timati va d e (ETo) difer e do Kp d ef inido po r SL E I G HT (1917) para est imati va d a eva p oraçã o d e l ag o (E L ). A difer ê n ça

s e d eve e m g r a nd e p ar t e à c ombin ação d os e f ei t os . ca u sa d os po r três fator es: alb e do, r ugosid a de, e r es i s t ê nc ia e stomátic a . A v ege t a ção t e m alb e d o m a ior qu e a águ a resul ta n d o e m m e nos en e r g ia di s p o n í v e l pa r a c on versã o em ca lor l a t e nt e. A m a i or ru gosi dade d a ve get açã o a um e n ta

o tu r bilhon ame n t o e o t r a nsp orte a tmo sfér i c o , comp ens and o e m p ar t e

a r e du çã o em e n e rgia absor v id a. A r es i stên cia estom á tica limita a tr a n s - fer ê n c ia de s u a á gua p a ra a atm osfe r a, o que não acontec e com o t a n- que. Daí, a variação de Kp par a es timativa de ETo .

A Quadro B . 2. (Apêndice) m os tra qu e Kp decr es ce à medida qu e a velocidade do vento aumenta, ev id e n c iando o efeito do pode r ev aporante do ar e m toda s as condi çõ es d e u m idad e re lativa e de bordadura . Obs e r- v a -s e t a mbém que Kp aumen ta quando a umidad e relati va do ar a u- ment a . Para p e rmitir interpola çã o dos v alores tabelados e tamb é m o uso e m sistemas autom a tizado s d e obt e n çã o de dados, SNYDER (1992) obte ve a seguint e equa ç ão d e reg r e ssão :

(DOOR E NBOS & PRUITT, 1977) . É freqü e nte

Kp = 0 , 482 + O ,0 2 4 Ln( F) - O ,000 376 U + 0 , 0045 U R

(3.2)

em que F é a di s tância (tamanho ) da área de bo r d a dura , e m metro s, U

é a velocidade do vento (krn/dia) , e UR é um i dade r e lativa ( % ) média do

dia . Ess a equ açã o só d e ve se r utilizada dentro dos limites d e F , U e UR

da tab e la origin a l . Extrapola çã o é s emp re desacon se lhad a.

43

"VAPO(TRANSPl)RAÇÃO - Capítulo 3

PEREIRA, VILLA NOVA & SEDIYAMA

Apli c ando a equaç ã o de P e nman-Monteith (Seção 3.5.4.) a um gra- mado e ao tanqu e Cla sse A , PEREIRA et ai. (1995) propus e ram um mod e lo a lternativo para Kp que é o seguinte:

Kp = Kpmáx

s + Y r

'

s + y(1 + - '- )

r ,

(3. 3 )

em que rc é a resistên c ia do dossel (gramado); r a é a resistência aerodi-

d e va por d ' água ; Kprnáx é o va lor má x imo de Kp:

e y é o coeficiente p s i c rométrico ( eq. 1.2 2 ). A n á li s e dos dado s do Qua- dro B.2 (Apêndice) mo s tra que Kprnáx t e nd e a o va lor limite igu a l a 0 , 85.

nâmica ao transport e

Esse modelo indica qu e Kp é dependente do quo c i e nte r/r . e da tem- peratura que determin a s ( = de IdT dado pel a e q . l. l l ) .

s

.

Para con v ert e r E To e m ETc u t ili z a-se o c o e fi c i e nt e d e c ul t ura (Kc), que ajusta ETo de acordo c om o est á dio de d es e n vo l v imento d a c ultura, isto é:

ETc= Kc ETo.

Con s id e ra ç õ e s s obr e Kc s ão apr ese n t ada s n a Seçã o

( 3.4)

1.1 4. e Seção 4.2.

3.2.2 . MÉTODO DE THORNTHWAITE

Este método foi proposto por THORNTHWAIT E(1948) para estima- tiva da evapotranspiração potencial (ETP) mensal d e um gramado (posto meteoro lógico ) como um elemento climatoló g i c o , v i s a ndo a cl a ssifica- ç ão clim á tica. N ess e c ont e xto, ETP é tida com o i g u a l à " c hu va ide a l " para qu e uma regi ã o n ã o a presente nem ex ce s so n e m def i c i ê n c i a hídrica durant e o ano .

O conjunto de e qu a ç ões de s envol v ido por T horn t h wa it e fo i b as eado em balanço hídrico d e bacias hidrográficas e em medida s d e e vapo-

tran s pira ç ão reali z adas e m lisím e tros, e utiliza ap e na s a temperatura do ar c omo v a riável independent e. A ev apotranspir açã o pot e n c i a l m é dia

dia

p e lo c onjunto d e

m e n s a l p a dr ã o (ETPp , mm . m ê s') para um m ê s d e 3 0 dia s , e c ada

t e m l 2 h o r as d e f o top e r í odo , foi b e m r e pre se nt a d a e q u açõe s :

44

ETPp = 16 ( 1O Ti)".

/

Ti > 0 ° e

a = 6 , 7510 - 7 [ 3 - 7 , 71 10 - 5

/ 2 + 1 , 791 2 10 - 2 t : 0,4 923 9

1

2

[ = I,C O ,2 Ti)1.514

; = 1

Ti> o-c

(3 . 5)

(3.6)

(3.7)

em que Ti é a temp e r a tura média m e n s al ( 0C), e I é o índice de c a lor da região e que de ve s er cal c ulado c om v alor e s normais (média climatológica ). O s ub s crito i repre se nt a o m ês do ano ( i.e. , i = 1, jan; i = 2 , f ev ; e t c) . Segundo CAMARGO (1966), m ê ses e m que a t e mperatura m é di a m e nsal for in fe rior a O °C n ã o d eve m se r in c luído s no cálculo de I. E sse p a re c e s e r um do s muito s e rro s com e tido s na utiliza ç ão desse m é todo em regiõ es d e c lima temp e rado .

A fórmula de T hornthwaite e stima ETPp p a r a uma condição padrão de 12 horas de brilho solar e m ês c om 30 di a s . Para estimar a evapo-

tran s pi r a çã o pot e nci a l mensal ( ETP , mm.m ê s' ) pa r a um m ê s de ND di as , e f otoperíodo m é dio men sa l N, h á n eces sid a de de s e aju s tar ETPp multipli c ando-a po r fatores de corr eç ões , i s to é :

ETP = ETPp N ND

12 30

(3.8)

O Quadro A.l (Apêndice) apr e senta valores de N correspondentes

ao 15 Q dia de cada mês em funç ã o da latitude local. Freqüentemente,

assum e -se que o 15 Q dia representa a média m e nsal para N .

O método d e Thornthwaite tem sido ba s tante criticado por utilizar

a p e na s a t e mper a tura do ar como variável independente . E ss a crítica é inju s t a poi s inúmero s outros m é todos tamb é m util i zam apena s a tem- p e ratura como c ondi c ionante da ev apotran s piração. Numa revisão das c rítica s a e ste m é todo , PEREIRA & CAMARGO(1989) concluiram que e l e é a propriado para estimativa de ETP , se a s condições de área de h o rd a dur a forem con s iderad a s. No entanto, e le não é a dequado para c o ndi ç ões d e o ás i s , r e s ultando e m s ub es timação , e e s t a última condição {~a m a i s fr e qü e nt e e m c ondiçõe s ex p e rimentai s . R es ultado s ex perimen -

t a i s c o m li s ím et ro s gra m a do s mo s tram qu e a f ó rmula de T hornthwait e

45

j:VAI'()(TRANSPl)RAÇÃO - Capítulo 3

e s t im a bem ETo nas condições de Toronto , no Canadá (SANDERSON,

1950), e do Estado de São Paulo (CAMARGO, 1962) , na esc a la mensal .

3 . 2 . 2 . 1 .

P a ra

Exemp l o d e aplicação

um loca l situado a 22 ° 42'S, calcu l ar a ETP s e gundo o méto d o

d e T ho rn thwaite , sabendo - se qu e a t e mperatura norm a l (o C) tem a se-

g uint e distribuição ao longo do ano : JAN= 24 , 0; FEV = 24 , 7; MAR = 23,9; ABR = 2 1,1; MAl = 17,6; JUN = 16,8 ; JUL = 17,2; AGO = 18,9; SET = 20,3; OUT = 22 , 2 ; NOV = 22,9; DEZ = 23 ,8; MÉDIA ANUAL = 2 1 , 1 .

C á lculo do índi c e I :

I = L (0,2 T . )1 ,5 1 4= (0 ,2 * 2 4) 1 , 5 1+4 ( 0,2 * 2 4 , 7 ) 1 . 5 14+

1

+ ( 0 ,2* 2 3, 8 )1, 5 14

I = 10 ,74 977 + 11, 22 801 +

+ 10,61 444 = 10 6,9 9 28

Cá lculo de a:

a

= 6,75 * 10 . 7 P - 7,71 * 10 - 5 F + 1 ,79*10- 2 I + 0 , 49 239

a

= 6 , 75 *1 0 - 7 * 106 , 99 2 8 3 - 7 , 7 1 * 10 - 5 * 106,99 28 2 + 1 , 79* 10 . 2 * 106,9928 +

0

, 4 9239

a

= 0 , 82674 - 0,88260 + 1,91646 + 0 , 49239 = 2,3 5 3

Cálculo da ETPp:

ETPp = 16 ( 10 * T

/ u-

JAN : ETPp = 16 (10 * 24 / 106,9928 ) 2,353= 107,1 mm . mês '

FEV: ETPp = 16 (10 * 24 , 7/106,9928)2, 353= 114,6 mm . m ê s'

(Repete-se e ste procedimento para todos o s meses)

Cá lculo da ETP:

ETP = ETPp * CORR

CORR = N * NO / (12

* 30)

(Quadro C . 2 - A pêndi c e)

J A N : E TP = 107 , 1 * 1 , 15 = 123 , 2

FEV : E TP

mm.mês ' .

= 11 4, 6 * 1 , 00 = 114,6 mm.m ê s' .

(Re p e t e-se es t e pro ce dim e nto para tod os o s m eses )

46

PEREIRA, VILLA NOVA & SEDIYAMA

3.2.3. MÉTODO DE THORNTHWAITE MODIFIC A DO POR CAMARGO

A equação de Thornthwa i te é complex a e, para facil i tar o cálc ulo d e ETP, CAMARGO (1960) substituiu oíndic e I por um índice T corre spon - dent e diretam e nte à temperatura média anual da região num nomogra - ma . O nomograma fornece a ETPp mensa l para um mês padrão d e 3 0 dia ~ e 12 horas de fotoperíodo . CAMARGO (1960 ) simplificou ainda m a is os cálculo s a pr e sentando os resultados do nomograma em forma d e tabela em função das temperaturas média diária e anual (Quadro C.l, Apêndice ) d e nominando-a d e evapotransp i r a ção tabular. Esse quadro fornece valor e s de ETPp (média di ár ia, mm d-I) não ajustado s para o compriment o do dia. Desse modo , pod e -se e s timar tanto a ETP di á ria como a m e n sa l . P a ra c on v erter e ss e v a lor tabular (ETP ) em ETP di ár ia basta multipli ca r por um fator d e a ju s t e ( Quadro C.2, Apêndice) qu e

le va em c o ns id eraçã o

cor resp ond e nt e . P ar a se obter a E TP m ensa l d eve - s e multipl icá- I a p e lo

fator d e a ju s t e e p e lo número d e di as d o m ês .

Um a s p ec t o intriga nt e detec t a d o p or T HORNTHWAITE (19 4 8), e qu e pod e ser v e rific ado t a nto no nomogra m a c omo no Quadro C . l (Apêndi- ce) , é que a m es m a temperatura não produz a mesma ETPp e m locai s diferentes, ou seja, loca l com maior t e mperatura média anual tem m e- nor ETPp qu e um local com menor média anual.

lo cal e o número d e di as do m ês

p

o fotoperíodo do

3 . 2.3.1 . Exemplo de aplicação

Calcular a ETP com os dados do e xemplo do método de Thornth -

w ait e .

Índic e T = temperatura média anu a l = 21,1 0C .

Fixa r a coluna do Índice T = 21 ° C (v a lor mais próximo de 2 1 , 1 °C ) 110 Quadro C.l - Apêndice.

Na linh a corre s pondente à t emper a tura de JAN (24 ° C) obtem-se I ' T Pp = 3 , 5 mm. d ' .

ETP = ETP p * CORR * NO = 3 , 5 * 1 , 15 * 3 1 = 1 2 4,8 mm.m ê s'

, qu e

( ' h c rn p ró x i mo d a es tim ativa feita pelo m étodo o r iginal de Thornth wa ite .

C:C)

H H é d ado pe lo Quadro C.2 - Apêndice .

4 7

3.2.4. MÉTODO D E CAMARGO

Baseado nos res ult a do s da equ ação d e T hornthwait e CAMARGO

(1971) propô s uma fórmula mais simpl es , por é m c om a me s ma e fici ê n-

c ia na

CAMARGO; 1983). Ne s t e m ét odo a E TP ( mm d ') é d a d a p e la e qu açã o :

e stimativa d e ETP e m p e ríodo s d e 1 0 ou

3 0 di as (CAMARGO &

E

TP=F

Q o T N D

( 3 .9)

em que Qo (mm d') é a radiação solar ex tr a t e rr es tr e diária expressa em equivalente de evaporação, no período con s id e r a do (Quadro A.2) , T (0C)

média do per í odo ; F é o fat o r d e a ju s t e qu e varia c om a

é a temperatura

temperatura média anu a l do loc a l (par a Tm at é 23°C, F = 0 , 01; Tm = 24 0 C,

F

= 0,0105; Tm = 25° C, F = 0,011; Tm = 2 6°C, F = 0 , 011 5; T m > 26 0 C,

F

= 0,012); e ND é o número d e d ia s do

p e rí o d o .

3.2.5. MÉTODO DE MAKKINK

Usando dados de evapotranspiração pot enc i a l e l e um g r a m a do e m lisímetro de lençol freático constante, MAKKINK ( L9 5 7) o b tev e cor r ela- ção entre ETP diária (mm d') e a radiação s o l a r a o nív e l da superfície expressa em equivalente de evaporação (Rs , mm d' ), isto é:

ETP=O,61 W Rs - O , J2

( 3.10)

em que W = s / (s + y) é um fa t or de ponder ação

d ep end e nt e

da tem -

peratura do bulbo molhado (Tu) e do coefic ie nt e p s i c rom é tri co( y) , e

que pode ser calculado através das e quaçõ e s p r o pos ta s por WILSO N & ROUSE (1972) e VISWANADHAM et ai. (1991) e qu e são as seguintes:

W=O , 407+0 , 0145T i~

O < Tu < 1 6°C

(3 . 11)

= O , 48 3+ 0 , Ol

W

Tu

16 , 1 < Tu < 32°C

(3. 12)

Portanto , W a um e nta lin e arm e nt e

com T u, e i s to s ignific a qu e o

proc e sso d e e v a por açã o fica mai s ef ici e n te à m e dida q u e a t e mp e ratur a

4 8

r Cl\ C l! V \ ,

V I LL f '. I ~ V V l \. õI. ; :' CU ll N VI l \.

a um e nt a . Qu a ndo Tu n ã o é disponível, condiç ã o mais comum, utiliza-

s e a t e mp e ratura m é dia di á r i a (Tmed), lembr a ndo- se qu e , e m condições

d e a tmo s f e r a n ã o s aturad a,

aum e ntando a es tim a tiv a d e E TP.

A e qu a ç ã o d e Ma kkink de s cre ve uma r e la çã o lin ea r do tipo Y = a + bX , e m qu e Y = E T P , X = W R s . O s c o ef i c i e nt es a = -0,1 2 mm d' e b = 0,61 for a m obtido s p a r a W age ning e n, n a Hol a nd a, e pod em varia r d e local para ' loc a l. For ç ando a linha d e regressão pass a r pela orig e m (a = O), Makkink obte v e b = 0,58 po r em c om menor pode r d e scritivo que a equação completa . Utili z ando dados d e um lisimetro de balança m e câ -

ni c a ( 5,1 m - d e superfície e v a porante e 0, 1 mm de resolu ç ão) para medir

a ev apot ra nspiração d e uma cultura de alf a fa (cv. Cr ioula), e m condi-

çõe s pl e n a s d e disponibilidad e hídrica , e m E ldorado do Sul - RS, CU- NH A & B ER G A MASCHI (1994) t a mb é m f orç a r a m a passa g e m d a r e ta

p e l a ori ge m obt e ndo

padrão da e stimativa da e v apotran s piraç ã o ( s), nas di f erentes escalas de tempo de m e dida:

T med > Tu. Logo, W se r á lig e iram e nt e maior,

o s se guinte s r es ultado s p a ra o p a r â metro b e erro

 

E

S CAl A

b

sü nm d')

D

i á ria

0 , 87

1,73

Quinquidi a l

 

0,88

1,03

D

e c e ndial

0 , 90

0,81

Men s al

 

0,89

0,59

C omo é de se esperar, à medida qu e a e sca l a de tempo de m e dida

aumenta há m e lhora significativ a da r e l a ç ã o em fun ç ão do suavização

da

s flutu aç õ es pontuai s . O s valore s de

b mais elev a dos p ar a a alfafa

en

fatiz a m s e u a specto m a is rugo s o qu e a grama . Quando R s não for

m e dida e l a pod e se r e stimada por r e l a çõ e s e mpírica s (Apêndice A).

3 . 2. 6 . MÉ TODO D A R A DI Aç ÃO S OLAR

Ta mb é m c onh ec id o c omo método FA O- 24 da radia ç ão, trata-s e d e um a a d a pt ação fe i ta por DOOR E NBO S & PRUIT T (1977) e DOO R ENBOS

49

EVAP O ( TR ANS PI l R AÇÃ O

-

Ca pítul o

3

& KASSAM (1994) ao m é todo d e M a kkink substitu i nd o o s c oe fi c i e ntes a

c, qu e é f unção da umidad e r e l a ti va d o a r e da

v

e b por um parâmetro

e lo c idade do vento (Quadro 3.1). A equação simplif ic ad a r e du z - se a:

E

T o =c

W R s

(3 .1 3)

em que Rs ( mm d-I) é a radi aç ão s olar média expressa em e qui va l e nte

de

evaporação, para período s d e 3 0 ou 10 dias , e W é definido no m é to-

do

de Makkink. Ness e caso , a r e ta que descreve a relaç ã o entr e ETo e W

Rs pa s sa pela origem ( a = O n a e qua ç ão de repre s enta a inclinação da r e ta d e r e gre s são .

Mak k ink), e o co e fi c i e nt e c

QU A DRO

3 .1 - V a l ore s

d a c o n s t a nt e

Int e rv a lo s

d e ve locidad e

m é d ia

do vento

(m S " )

 

0

-2

2

-

5

5

- 8

 
 

> 8

FONT E: DOORENBOS

& !(ASS AM ( 199 4 )

c p a r a cá l c ul o

Int er valo s

40

0 ,9 7 1

<

1 , 0 57

1 , 1 43

1, 22 9

d e ET o = c W R s

d e umid a d e

4 0 - 55

~

'-

\ 9 , 9 2 1 , 0 1 4

\ , 1 00 1, \ 7 2

r e l a tiv a

55 -70

0 , 85 7

0 , 9 2 7

0 , 9 86 1 , 0 4 3

m é di a

( % )

> 70 0 ,8 1 4

0 , 886

0 , 923 1 , 0 0 0

e qu a dr o s , e facilitar a

utilização de cálculos automatizados em comput a dor es, FR E V E RT et alo (1983) desenvolveram um sistema de equa ç õ es d e r eg r essã o múltipla

Para evitar interpolações

em nomogramas

' que é o seguinte:

 

E

T o = c o + c l W R s

(3 .14)

c

l= ao + a I U R +a2

Ud + a3 U RUd + a 4

U R 2 + a S

U d 2

( 3. 15)

co = -0 ,3 mm d - I

ao = I , 06 56

al = -O , OO1 27 95

a2 = 0 , 0 4 4 953

a3 = - 0 , 000 2 00 3 3

a4 = - 0 , 0000 3 1 5 08

a5=-0,00110 26

m é di a ( %), e Ud é a v e l o c id a d e m é di a

do ve nto n o p erí odo d i urn o m e dida a 2 m d e a ltur a ( m S - I ). Ess a a dap-

e m qu e UR é a umid a d e re l a t iva

5

0

PE R E IR A , V ILLA N O V A & S E D I YAM A

t açã o tornou a e qua çã o d e Makkink ind e p e ndente

v al e nte a se f a z e r um a ju s t e e m ca da s itu açã o d e c ontôrno .

do lo ca l se ndo e qui -

e m

m po s to s m e t e orológi c o s é c omum medir -se

E

a ltura s (z) maior es qu e

a ve lo c idade do vento

2 m . Portanto, há n ec e ss id a de de se r e duzir

a

v e lo c idad e do v e nto p a r a

2 m, e isto pode se r f e ito p e la r e l açã o e mp í -

ri

ca U2 = Uz (2/z)O , z .

Outra dificuldade é a e stimativ a de Ud, pois f r e qüentemente os dados

d e v ento s ã o apre s enta do s ou como m é di a di á ria ( m S - I;km h - I) ou como

tot a l di á rio ( km d' ) . Nã o h av endo r e gi s tro da ve lo c idad e do v e nto, é

n e ce s sário es timar-se quanto do ve nto di ár io o c orre u no p e ríodo diur-

no , ou sej a, no p e río do mai s important e p ara o p roce s s o ev apo ra tiv o.

R esult a do s a p rese n tado s por DOORENBOS & PRUITT (1977) mo s tra m

qu e essa propo rção va r i a c om o l oca l. R e g i ões o nd e o ve nto é um a c on s-

t a nt e , ess a pr o p orç ã o

v e n t o diu r no re pr ese n ta ce r ca d e 55 % do t ot a l di á rio. E m r e g i ões ond e

a pr ese n ça do s ve n to s a c o m panh a m a va r iação d a t emp e r a tu ra di á ria,

essa p ro p o r ção e stá e n t r e 7 0 % e

c ondi ç õ e s

mais s egur a n ç a. R es ulta do s prelimin a r es d e Pira c i ca ba , Sp, in d icam v a ria-

tropi cais s ã o n ec e ssário s p ara s e r e s ol ve r e sta qu es t ã o com

d e t alhad os p a ra as

dimi nui , e es t e é o ca s o d e D av i s , CA , ond e o

85 % _ E s tudo s mai s

ção entre 50 % e 60 % a o longo do ano ( A ngelocci , Relatório do CNPq, 1996) _

3_2_6.L Ex e mplo de aplicação

Calcular ETo num dia com as s eguinte s condições : U = 3 ,6 m.s':

T = 2 2 ,2 =C: UR = 67 % ; Rs = 2 4 , 3 3 Ml.m v d'.

Pel a e q _ (3 _1 3 ): ETo = c W Rs

c = 0 , 9 2 7 (Quadro 3 . 1 )

W = 0,483 + 0 , 01 T = 0, 4 8 3 + 0 , 01 * 22,2 = 0 , 7 0 5

Rs = 24,33 / 2 , 45 = 9,93 mm.d'

ETo = 0 , 9 2 7 * 0 , 7 05 * 9,93 = 6 ,5 mm. d'

. Pe l a e q. ( 3 .1 4) : E To = - 0 , 3 + cl W R s

cl = 1,0656 - 0 , 0012795 UR + 0,044953 Ud -0 , 00020033 UR Ud -

0 , 000031508 UR z - 0,0011026 Ud z

5

1

EVAPO(TRANSPl)RAÇÃO - Capítulo 3

cl = 1 , 0656 - 0,0012795 * 67 + 0,0 4 4953 *3 ,6 - 0 , 000 2 0033 * 67 * 3 , 6 -

0,000031508 * 67 2 - 0,0011026 * 3 , 6 2

cl = 0,9 377

ETo = -0,3 + 0,9377 * 0,705 * 9,93 = 6, 3 mm.d' .

A s duas e stim a tivas se a pro x im a m. Par a e feito de comp a r a çã o , o tanque Cla sse A regi s trou 8,9 mm ( s em c orreç ã o para Kp ) ne s se di a.

3 .2.7. MÉTODO DE JENSEN - HAISE

Para JENSEN & HAISE (1963) ev a potr a n s p ir aç ã o po te ncial

é a quel a

qu e ocorr e e m c ampo s irrig a do s e m á r e as á r i d as e se mi- á rida s . Nes se c as o, é pr e fe r í ve l c h a má-I a d e ETc , p o i s n a d e f i ni çã o a prese nt a d a n ã o h á necessidade d e área de bordadur a hom o g ê n e a , ili m it a da e b e m su- prida de água conforme requ e r a d e finição d e E TP.

Trabalhando em regiões s e mi-á r ida s am e ri ca n a s I e n se n - H a i se pro- puseram a se guint e r e lação para ETc ( mm d - I ) :

ET c = R s ( O , 0 2 52T + O. 0 78)

( 3.16 )

para períodos de 5 a 10 dias, em que Rs (mm

nível do solo expre ss a em equivalente de e v a p o r açã o ( m é dia do perío- do), e T (O C) é a temperatura média do p e r í od o. E s sa e quação a ju s t ou

adequadamente

ao s dados obtidos em camp o s c ulti va do s c om a l g odão ,

alfafa, ce va da, e trigo de in v erno .

d - I ) é a r a diação solar ao

3 .2 . 8. MÉTODO D E LINACR E

Este m é todo foi aquí in c luido por c on s id e r a r a t e m p e ratu r a do ar c omo úni ca v a ri á v e l p a ra um loc a l. N a r ea l i d a d e, tr a t a - se d e um a s i m- plificação do m é todo de P e nm a n (e q . 3 . 77). P a r a a es ti ma ti v a da evapo- (transpitraç ã o mensal média (mm d - I) d e um a á r ea b e m suprida d e um i dade LINACRE (1977) prop ô s a s seg uin te s a pr o x im açõ e s : a r a di a ç ão

52

PEREIRA, VILLA NOVA & SEDIYAMA

líquid a Rn = (0, 7 5 - r) (T + 0 , 006 h) I [60 (100 - <D)], sendo r o a lbedo da

s uperfí c i e ; 1 + yl s = 0 , 025 (80 - T) ; e l1 e / s = ( T

- To );

J ( T + O , 006h) + 15(T _ T o )

E

T c =

100 - 0 8 0 - T

(3_17)

em que T é a t e mperatura média mens a l (OC) ,h é a altitude local em

metro s , e é a latitude lo ca l em grau s ( em módulo ) , e To é a temperatura

m é dia

ratura local em equival e nte ao n ív el do mar , em fun ç ão do gradiente adiabático úmido médio ( '" 6 °C/lOOO m). A constante J é igual a 500, no caso d e vegetação (r = 0,25), e 700, se for superfície com água-livre (tan- que , lago , represa e tc , r = 0,05).

V a lor es m é dio s m e n sa i s de (T - T o), qu a ndo o tot a l m e n sa l de chuva

mens a l do ponto de orvalho (OC).A a ltitude

transforma a tempe -

é superior a 5 mm , pod e se r estimado atr avé s da e qua ç ão :

( T - T o ) = O , 0023h + O , 37T + 0 , 37T + 0 , 53 ( T ma x - Tmin ) + 0, 35 R - 10 , 9

(3.18)

em qu e R é dado pela diferença entre as t e mperaturas médias dos me- s es mais quente e mais frio, Tmax e Tmin são . as temperaturas médias mensais das máximas e das mínimas, respectivamente. Essa equação foi desenvolvida usando-se 222 conjuntos de dados da África e da América do Sul. Para as condições brasileiras esta equação deve ser usada com reservas, pois não existe estudos que substanciem esta proposição.

Este método tem sido usado para estimativa em períodos menores que um mês. Ne s se caso , (T - To) não deve ser estimado pela equação a nu a l . To deve ser estimada pela eq. ( 1.24) com valores médios da umi- dad e relativa e da temperatura , isto é:

237

, 3 Log(e a )-156, 8

To = -- --- - = -- = ----

8 , 16 - Log ( e a )

e , = e s (T) 0 , 01 UR ( % )

(3.19)

(3 . 20)

1' 111 qu e es(T) é a p r ess ã o de vapor de saturação à t e mperatur a T, em 111 III I-Ig , e UR( % ) é a umidade relativa m é dia (%).

53

. 1 J V. L l 1 .

\

3.2.

8 .1.

lU

U'I V l.

l.)

lUl.

y . t. l. \ J

-

O V o. l .H1.uJ.u

J

Exem p lo d e a p l icação

Para u m local evapotranspiração

Tmax = 29 , 8°C, Tmin = 18 , 2°C ; T do m ês ma i s qu e nt e (FEV) = 24,7°C ; T do mês m ais frio ( J U N) = 1 6,8°C .

situado a (<D) 22° 42'S e alt i tud e d e 546 m, calcular a de Janeiro pelo m é todo ele l . in a c r e, sendo T = 240C;

Cá l c ul o de ETc:

ETc = { [ 500 (T + 0,006 h) / (100 - <D) 1 + 1S (T - To ) } / (80 - T)

T - To = 0,0023

h + 0,3 7 T + 0 , 53 ( Tmax - Tmin ) + 0,35 R - 10,9

T - To = 0,0023 * 546 + 0,37 * 24 + 0 ,5 : 1 * (L ' l , 1 I- IB , 2) + 0 , 35 * (24 , 7 - 16,8) - 10,9 = 8,1488

ETc = {[500 (24 + 0,006 * 546) / (100 - 22.7)1 I I : > * B,1488} / (80 - 24)

= 4,97 mm . d'

= 154 mm.m ê s I.

3.2.9 . MÉTODO DE HARGREAV E S - SAMA N I

Usando dado s obtidos no l i símetro d e Da v i s . ( : ; di l ll r lli ; t (c lim a s e mi- árido), com gramado, HARGR E AVES & SAMANI (1911 : » prop u ser a m a segu i nte equação para estimativa de ETo d i á ria ( mm ti I ) .

ETo = 0,0023 Qo (T ' ma x = T mill; " ' ( I + / 7 . 8 )

( 3 . 21)

em que Qo é a radiação extraterrest r e , em mm d - I ( Quadro A .2.- Apên - dice); Tmax é a temperatura máxima; Tmin é a t e mp e r a tur a mínima; e

T é a tempera tu ra

Para o caso de EI Sa l vador, em que Tmax e Tmin s ã o fort e mente dependent es da a l titude, HARGREAVES & S AMANI s u ge r e m que ETo po d e se r estimada pe l a fórmula s í rnplific a d a , i s to é :

méd i a diár i a .

ET o = Qo [ 0 , 3 48 - 5 * 10 - 5 h][ 1 - O, 000 2 h

/,5

(3.22)

em

que h

é a a l tit u de , em metros . Em loc a is pr óx imo s ao níve l do mar

em

que h " " O, a eq u ação anterior

reduz - se a ETo = 0, 3 48 Qo .

------------

54

Em áreas em que Tmax e Tmin são relativamente constantes, eles propuseram a seguinte s i mp l ificação

ET o = Kr Qo

(3.23)

em que o coe f icie n te Kr varia com a altitude e com o total de chuva no período. Para Sri Lanka, eles encontraram os seguintes v a lore s médios semanais :

Kr = 0,36

Kr = 0 , 33

Kr = 0,29

para semanas sem c h uva s ;

para

para semanas com tota l d e chuvas > 50 mm.

semanas com total de chuvas < 50 mm;

Para o Estado de São Paul o , SENTELHAS & CAMARGO ( 1996 ) ver i fica - ram que, na esc a l a mensal , este m é todo superestima a evapotranspira ç ão pot e ncial medida em lisím e tros d e dr e nagem cultivados com g ra ma.

3 .2.9 . 1. Ex emplo de aplicação

C alcular

a E To p e lo m é todo d e Hargr e aves - Samani ( eq. 3 . 21) p a ra

um d i a com Tmax = 3 0,5°C, Tmin = 13,8°C , e T = 22,2°C. A latitude do loc a l é 22° 42 ' S, e o mês é Dez e mbro.

Cálculo de ETo:

ETo = 0,0023 Qo ( Tmax - Tmin ) ?" ( T + 17 , 8)

Pe l o Quadro A.2 (Apêndice), Qo = 17 mm.d ' .

ETo = 0,0023 * 17 * (30, 5 - 13,8) ° ·5(22,2 + 1 7 ,8 ) = 6,4 mm.d' .

Apenas a título de comparaç ã o , o método da Radiação estimou para esse mesmo dia 6,3 e 6 , 5 mm. Ev identemente que isto não significa que ta i s e stimativas estejam corretas. Pode t er s i do mera coinci d ência .

3.2.10. MÉTODO DE B L ANEY - CRIDDLE

E ste mét odo é bastante antigo, tendo s i do desenvo l v ido na região

semi-á r ida dos Estados Unido s. Entre a s inúmeras versões existentes

55

-

',*,,"_'R_

E VAPO (T RANSPI ) RA ÇÃ O - Ca pítulo 3

d esse m é todo s e r á apr e sentada a qu e la modifi ca d a p e l a F A O e d escr i t a por DOORENBOS & PRUITT (1977 ) . N es sa v e rsão, es t e m é todo es tim a

d e um gr a m a do. S u a formul açã o é a se-

a ETo média mensal (mm d') guinte :

E T o=c [p ( 0 ,46T + 8, 1 3)

(3 . 24)

e m que p é a por ce nt a g e m d o tot a l d e f o top e r í odo m é d i o di á rio m e n sa l

sobre o total de fotoperíodo anual

men s al (oC ). O c o e fi c i e nte d e a ju s t e c é r e pr ese n ta do p e l a inclinaç ã o d as

r e tas do s nomogr a m as qu e sã o constru í do s e m f un ç ão da umid a de r e - l a tiva mínim a m e n sa l (URmin, %), da r azã o de in so la çã o média m e ns a l (n/N) , e da ve locid a d e m é di a diurn a do vento a 2 m d e a l t ur a ( Ud, m S ' I ). E mbo ra c la ss if ica do com o b asea d o a p e n as n a t e mperat u ra es t e m ét odo

ex ige t a mb é m

e da razão d e insolaç ã o .

(Quadro 3.2) ; T é a t e mperatura m é dia

ob se r v a ç õ es d a umidad e r e l a ti va, da ve l oc idad e do ve n t o,

Para evit a r o u s o dos nomo gra m as e i n t e r po l a ç õ es , e p ara f ac ilit a r c á lculos aut o m at í za d os, FREVERT et a l . (198 3 ) ad a p to u a m o difi ca ção da FAO ao s e guint e si s tema de equaçõ e s:

ET o =a+b p ( 0 , 46 T+ 8, J 3 )

(3 . 25)

a = 0 , 0043 U Rmin-!!

N

- 1 , 41

b=ao+ a IURmin+a2!!

+a3

N

Ud+a4 U R m in !! +a5 U Rmin U d

N

ao= 0,81917

a3= 0 , 0 6 56 49

al= -0,0040922

a4 = - 0,00 5 968 4

a2 = 1,0705

as - - 0 , 0005967

E mbora esse m é todo po ssa ser utili z ado pa r a e s t i m a r E To e m es c a - l as d e tempo m e nores que a m e n sa l, a r e pr ese n tat i v id a de d es sa s es ti-

m a tiv as é qu es t i on áve l v i s to qu e o m é todo f o i d ese n vo l v ido e m cima d e d a do s m é di os m e n sa i s .

56

PE R EI R A , V I L L A NO VA & SE D I YAM A

QU A DRO3.2 · Fa t o r p d o mé tod o d e Blan ey - C rid d l e, e m f u nçã o da lat i t ud e e da época d o an o . ( A dapt a do d e DOOR EN BO S & FRUITI, 1977)

La t i tud e

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0 ,27

0 , 2 7

(11 P a r a as l a titud e s S ul : ut i li ze uma d e f a s a g e m d e se i s meses co n f orm e o qu ad ro

3 . 2 . 10.1 . Ex emplo de a plic a ç ã o

Ca lcul a r a ETo p a ra o m ês d e D e z e mbro d e um lo ca l situado a 22 ° 42' S qu a ndo se reg i s tr o u as seg uint es c ondi ções m é di as: n = 8 , 18 hora s; T = 2 3 , 5°C ; Ud = 2,53 m.s ' : e URmin = 5 8

Cá l c ulo d e ETo :

E To = a + b p (0,46 T + 8 , 13)

5 7

EVAPO(TRANSPI)RAÇÃO - Capítulo 3

p = 0,30 (Quadro 3.2; v a lor mais próximo)

a = 0,0043 URmin - n/N - 1,41

a = 0,0043 * 58 - 8 , 18/1 3 ,5 - 1,41 = -1,77

pelo Quadro A.l (Apêndice)

N = 13,5 horas é dado

b = 0,81917

- 0,0040922

URmin + 1,0705 n/N + 0,065649 Ud -

0,0059684 URmin n/N - 0,0005967 URmin Ud

b = 0,81918 - 0,0040922 * 58

+ 1,0705 * 8,18/1 3 ,5

+ 0,06549 * 2 , 53 -

0,0059684 * 58 * 8,18/13,5 - 0,0005967 * 58 * 2,5 3 = 1,099

ETo = -1,77 + 1 , 099 * 0,30 * (0 , 46 * 23,5

139 , 5 mm.m ê s' .

3.3. MÉTODO AERODINÂMICO

+ 8,1 3 )

= 4,5 mm.d'

=

Este é um método micrometeorológico, c om e rnb as amento físico-

teórico da dinâmica dos fluídos e transport e turbul e nt o . Isso porqu e o escoamento atmosférico acima de uma sup e rfí c i e n a tur a l ru g osa é pre- dominantemente turbulento, onde existe mistur a c ontínu a na camada de ar que interage com a superfície. Nessas condi ções , a densidade de

fluxo

volume pode ser representada por uma equaç ã o d e difusão, ou seja:

(F) de uma propriedade atmosférica qualqu e r ( X ) por unidade de

F= _ Kx dX

d z

(3.26)

em que Kx é o coeficiente de transporte turbul e nt o (e ddy diffusivity, Austausch coefficient), e z é a altura acima da s up e r f í c i e . E ssa e quação é uma extensão de lei de Fick da difusão mol ec ul a r e a l g um as analogias adotadas são aproximadas. Portanto, conhecendo -se o p e rfil d e varia- ção de X com z, determina-se dX/dZ a qualqu e r a ltur a . Basta, então , conhecer Kx e F estará determinado (Figura 3.1 ).

5 8

Z2

Z1

 

X2 < X1

I

I

I

I

I

- - l-

I

I

I

X2

X1

PEREIRA, V1LLA NOVA & SEDIYAMA

Z2 L-

Z1 • - - - --

X2 > X1

- - - --

X1

X2

Figura 3 . 1 - Representação da relação fluxo-gradíente

Entretanto Kx é um coeficiente com características peculiares. Como dXldz decresce com a altura, Kx deve aumentar para manter F constante na camada limite . Outra peculiaridade é que Kx depende também das condições do escoamento. Essas características exigem que Kx seja de- terminado em cada instante e situação sendo, portanto, uma proprieda- de do escoamento e não do fluído, como é o normal nos processos de difusão molecular . Logo , conclui - se que essa equação é mera represen- tação matemática de um processo f í sico . No entanto, esse método é utilizado e m pesquisas micrometeorológicas, e existem algumas manei- ras d e contornar esse problema.

Quando a propriedade transportada é o calor latente (ÀE), tem-se:

F = AE

x = pAq

x = K e

K

[lm - 2 s - 1 ]

[1m 3 ]

[m 2 s-l]

59

( 3 .27)

(3.28)

(3.29)

EVAPO(TRANSPIlRAÇÃO

-

Capítulo 3

À E = - K e

q) = - K e À p dq

dz

dz

(3 . 30)

em que À é o ca l or latente de evaporação [ 2 , 45 MJ kg'} , p é a densidade do ar seco [1,26 kg m'], q (= 0,622 e/P) é a umidade específica do ar, e Ke é o coeficiente de transporte turbulento do calor l atent e. A s sume - se q u e À e p permaneçam constante numa peq u ena camada de ar e dura n- t e o tempo de medida . O problema básico é estimar Ke .

O transporte atmosférico das diversas propriedades é feito através dos turbilhões que se des l ocam a leatóriamente acima de uma superfí - cie , numa tendência de homogeneização das propriedades com a altu - ra . Evidentemente, é l ógico supor que todas as propriedades atmosféri - cas sejam igualmente transportadas pe l o mesmo turbilhão. Esse é o princípio fundamenta l em que se baseia a hipótese da similaridade, ou seja, no mesmo escoamento os coefic i entes de transporte turbulento das diferentes propriedades atmosf é ricas são iguais. Portanto, uma so- l ução é con h ecer a densidade de fluxo de outra propr i edade qua l quer.

Uma propriedade de fácil m e dida é a velo c id a d e hori z ontal do ven- to (u). Conhecendo- s e o per f il do ve nto acim a d a s uperfíci e , é possível calcular o transporte d ~ _ m~men ! JtmÜ l da atmo s f e ra para a superfície. No caso de transporte de momentum

F= 'r

[g m- 1 s-2]

Kx= Km

[ m 2 s - 1 ]

X=p u

[ g m - 2 s-1 ]

depu)

' r=-Km--=-Kmp

d ;

du

-

d ;

(3 . 31)

(3 . 32 )

(3 . 33)

(3 . 34)

Como pu sempre aumenta com a distânc i a acima da superfície, o nív e l d e maior concentração de momentum está s empr e b a stante afas- tado d a superfície . Logo, o transporte de mom e ntum é s e mpre no sen - tido p a r a b a ixo , i s to é , em dir eçã o à superfície .

6

0

A razão entre ÀE e T é dada por :

À

dq

E = À tu-

'

r

_

dz

PEREIRA, VILLA NOVA & SEDIYAMA

(3.35)

J \ltern a tivamente , o transporte de momentum é dado por:

'r = pu

*2

(3 . 36)

em que u* é a velocidade característica do e s coamento, ou seja:

u

* =

k6 . u Ln[(Z2 - d)/(Z l

- d)]

(3.37)

sendo k a constante de von Karman ( = 0 , 4 ) , b u é a diferença de u entre

do

tipo de ve getação. T e oricament e , d r e pres e nt a ' ã . - a: H ur a de absorção de

mom e ntum pela cob e rtura v e ge tal . Manuseando-se essas equações re-

sulta em:

as altura s z2 e z l , e d é o deslocam e nto do plano zero que depende

ÀE = Àep

6 . q6 . u , (Ln Z2 - d)2

Z , - d

(3.38)

em que bq e bu dev e m ser medido s nas mesmas a l turas Z2 e Zl . Essa equação foi desenvolvida por THORNTHWAITE& HOLZMAN (1939).

Na e quação ant e rior a expre ssã o

(Ln Z2 -d /

Z , - d

e

6 . u

= ra

(3 . 39)

tem dim e nsões d e t e mpo por dist â n c ia e é interpretada como sendo a resist ê ncia aerodinâmica (r . ) qu e a camada d e ar , entre o s ní ve is Zl e Z2 of e r ec e a o tran s port e d e qu a lqu e r propriedad e a tmo s f é ri ca . N a eq . (3.38),

6 1

\

- ,

\ \

EVAPO(TRANSPI)RAÇÃO - Capítulo 3

s

e s tar se mpr e na me s ma unid a d e, r es ul ta e m :

ubstituindo-se

q d a do p e l á . e q . ( 1 . 17 ) , e l e mbr a ndo -se

J. .E = A p 0 ,622 toe

P

-;:'

" ( I

/ l I

)

- ,

I

"

I

(

qu e e a e P de ve m

( 3 . 4 0)

ou , usando-se unidades mais comun s e m irri ga çã o , hidrologia e agro-

m e teoro l ogia :

ET= M P 0 , 62 2 / ) . ( '

P -;"

( 3 . 4 1 )

e m qu e M a ju s t a a esca l a d e t e mpo , i s t o é, M ,-- I . 1':'1' = mm S ' I ; M = 60 ,

E T = mm m i n ': M = 3,6 10 3 , ET = mm hr ' :

M ' IUi l J 10 " , ET = mm d' .

É impo rta nt e n o tar qu e l1e a r epresen t a a d if ( 'r (' l l ~ ' ; 1de pr ess ã o d e va por

e nt r e dua s a ltur as ZI e Z2 . Essa n o t ação pode { '; III S ; IIc' onfu são c om o

d ef i c it d e s a tur açã o qu e nor ma lm en t e

é r e pn ' S { ' l l! ; l l l o d e ssa ma n e ira . p ar a S {' o hl{' r d if e r ê n ç a s s i g-

o

d

N o cas o , tai s a ltura s d eve m ser a d e qu a d a s

ni fic ativas na pressã o d e va por.

. Se a su- u g ramado

p e r fí cie evaporante for li s a , isto é, um l ago, s o l o d c s t ob c r t o,

com altura das p l antas m e nor que 0 , 1 0 m, d == o; ou s e j a, a a b s orção de momentum se dá diretam e nte na superf í c i e . S e <I s up e rfí c i e e v a porante for permeáve l à penetra ç ão do vento entre o s Oh s l ,íC lI l o s (ca ules, ramos , folh a s e tc . ) a absorção d e mom e ntum se d á ern lod o o p e rfil da vegeta -

çã o. A lguns autor e s int e rpr e tam que o par â mc u o

ond e m e tade do mom e ntum é a bsorvido . In ú m e r o s ex p e rim e nto s mos- tr a m qu e , p ara v e geta çã o b e m de se nvolvid a e c om f o lh a ge m ma i s con-

ce ntr a d a na part e s up er ior ( por exe mplo , flor e s t a s) , d p o d e s e r estimado

em f un ção d a a ltur a

d = 0,67 hc.

va lo res d e d q u e va ria m c om a

ve lo c id a d e do ve nt o. Nesses casos, o va lor d e d d e v e ser est i mado lo ca l-

m e nt e . Para t a l , h á n ecess id a d e

vege t açã o . E mb o r a d ois níve i s d e me did as se j am s uf i c i e nte s p a r a est i -

m a r ra ' p ara o cas o d e d são necessário s,

no mí n im o , q u at r o ní ve i s. A

Nota - se que , para se d ete rmin a r

ra, h á q u e s e cu u h ccc r

d r e pr e s e nt a

o . n ível

m é di a d a cultura ( hc ) a tr a vé s da r e l ação e mpíri c a

Pl a nt a s fle x í ve i s pod e m a pr ese nt a r

de se m e di r o p e rf i l e l e v e nto ac im a d a

62

PEREIRA, VILLA NOVA & SEDIYAMA

v e locidad e do ve nto a um e nta ex pon e nc ialme nt e c om a di stância a cim a

do topo d a vege t açã o . Logo , plota ndo- se

à li n ea ri zação do p e rfil. Pa r a um a d a d a s itu açã o , o va lor d e d é aqu e l e

qu ~ l in ea riz a p e r fe ita ment e o p e rfil

e stim a do por t en t a tiv a a t é obt e r -se a lin e a r i z a çã o . E xtrapol a ndo -se a

reta ob t ida a t é o p o nto em q u e u = 0 , obt é m - s e

em qu est ã o , em qu e zo é o comprim e nto de rugosidade d a s up e rfí c i e.

u contr a

Ln(Z - d) há t e nd ê n c ia

(Fig ura 3 . 2 ) . Porta nto, d pode se r

Ln ( Zo ) par a a c ul t ura

I

' O

N

::J

o

N

~

. 3

~

10 I

0

0

, 1

, 0 1

0 , 00 1 I

o

'

","

~ Z o

'

,

d

~ " ,

,

,,/

I

,

1 23

,,"

,

/,,"

,

I

,,'"

,

,

, ,'

,

V e l oc . V e nt o ( rn . s ' )

I

,

,

,

I

I

4

F i g ura 3 .2 - Determinaç ã o gr á fica d e d, Zo eu ' .

Outro p roce d ime n t o tamb é m viáve l é a r eg r essã o lin ea r s imple s e nt re

u = Y e Ln(Z - d) = X. Pa r a c ad a valor d e d o bt é m - se um s om a tório do

quadr a do d os d esvio s e um

a

m ax im iza r 2 Como d ecor r ê n cia,

c o ef i c i e nt e d e c orre l açã o ( r ') , O va lor m a i s

qu e min i miza esse so mat ó rio , ou se j a,

o c o ef i c i e n te a n g ular d a r e t a é

d e qu a d o

pa r a d é a qu e l e

. , » :

k '

63

(3 . 42 )

t : . V t l J :' U \ l l l i \ 1 \ 1; )Ylj1t f \\ , J \U

e a intercepção é

-

l - a p H W O

. j

u

a = - - Ln( Zo) .

*

k

3.3 .1 .

Exemplo de apli c a ç ão

(3 . 43)

C a lcular À E, ET, d, zo, e r a p ara uma c u lt ur a de ar ro z d e s equeiro,

co m he == 40 em , ond e

ve r ão qu a ndo a pr essã o a t m o s f é ri ca

se obt eve os seg uint es da d o s d u r a n t e um dia de

( P ) e r a d e 7 I ; ) mm Hg:

Z(em Ç

 

u (em s ')

;<

Ts (" C l

Tu ( O e)

40

   

87

 
 

"

 

50

e

.

c

 

---I ~S

: l L . ' 1

2

4, 0

"

     

80

'

 

24

0

: 1 1 . 1

2

3 , 3

l60

 

~!

3

0 2

 

240

 

3

2 9

OBSERVAÇÃO: Por s e t r atar de u ma pl a nta c x t r c m a rn e n t e flexível,

n ã o se deve esper a r que a r e lação d = 0,67 h e se ja ad eq u a da. Serve, no

e nt a nto, para se ter um va lor de partida . Not e -se q u e , a v e locidade do

vento não foi medida a 50 em e, portanto,

m e dido para se obter Au co rr es pondent e a o s r u cs i u o s ní v e i s d e medida

d a t e mp e ratura (umid a d e ) . A t e mp e ratur a d o b ulb o mo lh a d o foi obt i d a

co m ven til açã o natur a l (2 , 4 m S ·I a 80 em ) r es ult a nd o e m y = 6 , 7 10 - 4 P

= 0 , 4 8 mm Hg 0C- I .

e la d e ve ser e s t im a da do perfil

SOLUÇÃO

Pe lo método gr áf ico , obt eve - se d = 3 7 cm e zo = 0 ,7 c m. Pe lo m é tod o esta t ís ti c o , u = a + b Ln(Z - d). E mbor a a veg e t açã o sej a f l e xíve l , a r e l aç ão d = 0 , 67 he dá id é i a d a p r i meira te nt a ti va , no cas o, d = 2 6 , 8 c m .

~_

~,~.

----",: -

64

~-

- ~

'-

-- - -

• •

P E R E IR A , V ILL A N O VA & SE lJl YAMA

-

8

9, 679

8

0 , 144

0, 994 0

-

16,063

65,666

0

, 9 99 1

23,722

5

7 ,59 7

0,9 99 7

3

5 , 765

5

5 , 12 1

0

,9998

 

49

,2 30

52

, 33 2

0

, 9996

Not a - s e qu e, d = 37 , 5 em d á a mai or cor re laç ão (r = 0 , 9998 ) , i s to é ,

e s timar u == 175 d e ~ e . )

u = 35,765 + 55,121 Ln(Z - 37,5). Esta r e l açã o permit e em S · I a 50 em, para se obter Au n o m es mo intervalo

-----------

a /

z

Z

] = 50 em:

2 = 80 em :

e a = 18 ,34 mm Hg ;

e . = 1 7 , 71 mm Hg

~e a = 0 , 63 mm Hg

~ =65e ms· 1

r

,

[ Ln Z2 - d t

z J -

2

d

k Su

_ O 144

- ,

S . e m

- I - 1 4 4

-

,

S. m

-J

ÀE = À pO , 622 t::

e

P

r ,

= 2450 * 1, 26 * O, 622 * 0 , 6 3 = 0117

715 * 14 , 4

' "

J.m-2.s-1

ET = 0,17 mm hr'.

3.4. MÉTODOS DE BAlANÇO DE ENERGIA

Balanço d e energia r epr ese nt a a c ont a bili dade das inte ra ções do s

di v er s o s tipo s d e e n e rgia c om a s up e rfície . E m condições atmo s f é rica s

normais, o s up r ime nto

p e la r a dia çã o so l ar . E m função do comp rimento

s o l ares, a ra di açã o s ol a r é denomin a d a de onda s curtas (De) . o s ímbolo

OC " si gni fi c a qu e a radiação s ol a r in c id e s obr e a superfície , r e pre se n-

t a ndo e n tr ada de energia .

princip a l d e e n e rgia p a ra a superfície é d a do

das onda s do s raio s

65

::od!Io

0 ; "" "" "

=

EVAPO(TR A NSPI ) R AÇ ÃO

-

Ca pítulo

3

Parte da radiaç ã o in c idente é refletida (OC i ) , de acordo com o po- der refletor (r) da superfície. Portanto, num dado instante ou período, o

saldo (balanço) de radiação

de ondas

curtas é dado por :

BO C= o e l ' - OC i = o c ' ii - » ,

( 3 .4 4 )

Nota-s e qu e , a di s ponibilidade d e radia ç ão s olar depende de r , ou seja, se r for alto , BOC será reduzido; se r for baixo, BOC será maior . Portanto , e m c ondi ç ões idêntica s de OC ! , s up e rfí c i e s com diferente s r terão BOC dif e rente s .

Outra font e de e nergia radiant e para a s up e rfície é a radiação emi- tida p e la a t mo s f e ra . Pel a lei de Stefan-Bolt z rn a nn essa r a di a ção é pro- porcional à quarta potência da t e mperatur a a b s olut a do c orpo, ou seja , E aT4, e m qu e E é a e mi ss i v idade do corpo ( O < e < 1 ) , 0 = 2 0,17 * 1O - lo , e m equival e nte milímetros de e v aporação por di a por K 4 , é a c on st ante de Stefan-Bolt z mann: Em função da baixa t e mp e r a tur a d a atmosf e ra, o s comprimentos de onda dessa radiação sã o r e l at i va m e nte longos e m relação à r a dia ç ão s olar , e ela é d e nominad a d e r adi a ção d e o ndas lon- gas (OL!).

A superfície também emite radiação de ond as longa s (OL i ) em fun-

ção de sua temperatura. Logo , estabelece-se

ondas longas.

BOL = OL i -OL i .

um baLanço de radiação de

(3.45)

Portanto, o saldo total de radiação da s up e r f í c i e ( Rn ) é dado por :

Rn = O C i ( l- r) + (OL i - OL i ).

(3.46 )

O símbolo Rn originou-se do termo inglês net radiation, isto é , sal-

do de radiação ou radiação líquida (efetiva) . Ca d a t e rmo dessa e qua ç ão

pode s e r m e d i do isoladamente

comum é a medida int e gr a l d e Rn com s aldo - r a di õ m e tros. Essas medi- das s ã o feita s ap e na s em c a r á ter inten s ivo e m a l g un s e x p e rimento s , n ã o

com radiôm e tr os e s ola r ímetro s. O mai s

66

-". • ,

.,

,

".

.= - , ~ c -=:". ,

~ .

se ndo rotina e m po s to s m e t e orológi c o s. Daí, a nec e ssidade de mod e los de e s timativa tamb é m para Rn. A p ar te d e OC é mais fá c il de estim a r.

No entanto, a part e referent e à s OL é ba s tant e incerta e dependente d e inúm e ra s a pro x im ações. Um a a pro x im açã o s ignificati va é a qu e l a d e s e consid e rar a t e mp e ratura do ar c om o r e pr e s e ntativa também da s up e r- fí c ie. Outra aproximaç ã o é a es t i mati va d a e missivid a de atmo s f é ri c a (ea) e m f unç ã o da c on ce nt raçã o de v a por d 'ág ua r e pr es entada p e la p r e ss ão vapor d e parcial (e a ) . A pres e nç a de nuv e n s tamb é m afeta signifi c ati v a-

ment e o

BOL. A fórmula mais comum d e e stimativa d e BOL , na escala

diári a, é aqu e l a d ev ida a BRUNT (1952), i s to é :

BOL= - [ a+ b ( e a l ' 5 J

n

cff a 4 [ c +d - J N

(3.47)

e m que a = 0,56; b = -0,09; c = 0,1 ; d = 0,9; n/N é a razão de in s ola çã o, Ta é t e mp e ratura m é di a di ár ia ( K ) , se ndo e a e x pre ss a em mm Hg. Es sa e qua çã o foi de s en v ol v ida com obs erv açõ es média s mensai s e o s co e fi- c ient es a e b aquí relatado s são o s valores médios encontrados para d ive r s o s lo c ai s. ALLEN et ai. (1989) u t ili za m (Tma x ' + Tmin 4 ) 12 ao inv é s d e Ta 4 Como a temper a tura da s up erf í c i e é maior que a temperatura do ar , na maior parte do dia, BOL é negativo . O valor de N é d a do no Qua- dro A.I (Apêndice).

Outra maneira de estimar o saldo d e radiação é através da razão de insolação , isto é:

n

Rn==a+b=«. N

(3.48)

Para Piracicaba, Sp, OMETTO (1981) encontrou a = 164 e b = 198 ,

para o período primavera - ver ã o ; e a = 66 e b = 131, para o período

outono - inv e rno , s endo Rn e m

(abril e s etembro) é re c om e ndável que s e utilize a média das duas equa- çõ es . Esse modo de estimar Rn pr ec isa d e mais e x perimento s para com- pro va r s u a e fi c i ê n c i a .

c a l em ? d' . No s me se s d e tr a nsiç ã o

P a ra um a f lor es ta tropi ca l úmid a, n a T a ilândia, resultados d e PINK E R

e t al . ( 1980 ) mostr a m qu e, e m m é d ia, a ve g e tação r e c e beu c e r ca de 52

67

J!W&tí . tJ'dAGmr;;;;;c;;:!Jk.~-

-.

=----=

-

::::.:l,::

••

•.••••.••;c;:;:::;v:~

MJ m - 2 d- I , s endo 17 , 6 MJ m ? d - I forne c id a p e l as onda s c urta s ( OC! ) e

3 4 , 2 MJ m - 2 d - I p e l as ond as long as l ' Ol . J ) .

cerca d e 3 4 % d a rad i ação incident e

curtas (OC r ) el i minou 2,1 MJ m - 2 d- I ( r = 0 , 11 7) , e a emiss ã o d e onda s longas (Ol , r ) di s sipou 38,9 MJ m ? d - I , r es ult a ndo num s a l do de radiaç ã o

(Rn) d e 11 MJ m " d - I. Óbviament e ,

condiçõ e s de n e bulo s idade, e r es ultado s d e AN DRÉ et alo (1988), obt i -

do s n a R e serv a F lor es tal Ducke , pró x imo

Rn v ariou de 5 , 7 MJ m - 2 d - I, par a n / N = 0, 2 , a t é 1 6, 5 MJ m ? d - I , com n /

N = 0 , 9.

O s aldo de r a diação é, ent ã o, ut i li za d o p e l a s u pe rfí c ie no s proce sso s de ev a pora ç ão C\E, c alor lat e nt e ) , aqu ec im e n to d o a r ( H , c alor s e nsív e l) , do solo (G, calor se n s ív e l), e da s plantas ( P , c a l o r sensíve l ), e na foto ssí n - tese (F , fo t oquimi ca s , i sto é:

a M a n a u s - AM, mo s tram qu e

o b a l a n ç o d e radia ç ão d e p e nd e d as

Po rta nto , OC ! repre s entam

(OC ! + Ol . " ) . A refle x ão d as onda s

Rn = AE + H + G + P + F

(3 . 4 9 )

H á , portanto , t r a n s forma ç ão

d a energ i a r a dian t e e m ca l or lat e n te,

( F ) u til i z a , e m m é dia ! d espr e z í v e l . O calor

armazenado nas plantas d epende do port e d a veg e t ação, e no caso de

sen s í v el , e foto qu í mi c o. O pro c e s so foto s s i nt é t i c o

menos que 3 % de Rn , sendo quantitati v a rn e n r c

pl antas a nu a i s P também é d esprezível; no e nt a nto, p a r a f l ores t as, este

t e rmo pode variar entre 3% e 10% d e Rn ( MOORE & FISCH, 19 86 ).

Dependendo do tipo de veget a ção e do s e u e s t á di o d e d ese n v ol v imento,

o f l u x o de c a lor no solo (G) também pod e se r d e s pr e z í ve l , v isto qu e a

pre se n ç a das plant as funciona c omo i s ol a n t e e v i t a nd o qu e o s raio s s o-

l are s a tinjam a sup e rfície do s olo . N a pr á ti c a , o u s o m ais comum de ssa equ açã o ( 3 . 4 9) é para estima r ÀE.

3 . 4.1 .

E xemplo d e aplicação

Num lo cal c om (J = 20 ° S, observou - s e

a s seg uint es c ondi ç õ es

m e t e orol óg i cas du ra nt e o di a

2 7, 3 ° C; Tmín = 1 0 ,8 " C . C a l c ul a r o s a ldo d e r a di a çã o p a r a uma s uper f íci e gram a d a ( r = 0 ,2 3 ) .

1 5 d e junho : n = 7, 7 h ; UR = 80 % ; Tmáx =

68

S O lUÇÃ O

. L

L I J II . L I I . J . u .

L ,

" J . L

I

ol "

. L • •

,

V J :

L

X

.

\

V L J L / . L

. I

I U

.

• ••, u

n

BO C = Q o ( 0 , 2 9co s(j > + 0,52 - )(1 - r )

N

BO , C = 9 , 6 ( 0 , 29 c os 2 0 ° + 0 ,52 - ) 7 ( 1 , 7 -

1

0 , 9

I ( A p êndice A ) I

0 , 23) = 4 , 7 3 mm r

I

BOL = -[O, 56 - 0 , 09 (e a t 5 J * 2 0 , 1 7 * 1O- l o T a 4 * [0 , 1 + 0 , 9

N

J

T a =

T m ax + Tmin = 1 9 , 1 0 C = 2 92, 1 K

2

e a = e s C Ta) U R = 1 6 , 58 * 0 , 8 = 1 3, 2 6 mmH g

1

00

B O L = - 0 ,232 * 2 0 , 1 7 * 10 - 1 0 * 0 ,7 23 * 1 0 1 0 * 0 , 7 36 = - 2 , 49mm . d -

Rn = BOC +

BOL = 4,73 - 2,4 9 = 2 , 24 mm d - '

1

l .

Ut i lizan d o - se a form ul aç ã o d e OMETT O (1 9 8 1 ) o bt é m -se

R n = 6 6 + 1 3 1!! . = 6 6+ 131 7,7 = 1 58 , 5 4 c a l . e m " , d - I = 2 , 6 9 mm . d -

N

10 , 9 .

( Ob s . : 1 mm = 59 cal em" )

1

3 . 4 . 2 _ M É TODO D A RAZÃo D E BOW E N

A r az ão e ntre o s c a l ores sen s ív e l (H) e latente ( À E) foi proposta por BOWEN , e m 19 2 6 , c omo f orma d e es tudar a p a r t i çã o da e n e rgia dispo- ní v el, i st o é :

H

f3 = AE'

69

( 3 . 50)

t. VAt'Ull K 1 \l\l:::'l'l).KAl,AU - capitulo

j

o valor de g depende fundamentalmente das condições hídricas da superfície evaporante. Se a superfície estiver umedecida, maior parte de Rn será utilizada em ÀE, resultando em (3 pequeno . Se, pelo contrário, a

superfície apresentar restrição hídrica, maior parte de Rn será utilizada

no aquecimento do ar, resultando em

negativos quando fluem da superfície para o ar, e positivos no sentido

contrário.

apenas do sinal de H. Se H for positivo, (3 será negativo; se H for nega- tivo, (3 será positivo. Portanto, (3 negativo s i gnifica que está havendo transporte de calor sensível do ar mais quente para a superfície mais

fria, condição de

(3 elevado. Tanto ÀE como H são

Logo, para uma superfície evaporante, o sinal de (3 depende

advecção ou de inversão t é rmica; nesse caso, ÀE pode

até suplantar Rn po i s H representa um adicion a l de energia disponível à superfície evaporante.

Com a razão de Bowen, a equação do b a l a nço d e energia, para uma vegetação de pequeno porte, pode se r es crit a d a seguinte forma:

AE= Rn-G 1+ f3'

p a ra f3 '" - I

(3.51)

À medida que (3 se aproxima de -1 essa equaç ão torn a -se indefinida.

Resultados experimentais

confiança dessa equação (TANNER, 1960).

mostram que (3 = -0,5 p a r e c e ser o limite de

Pelo método aerodinâmico foi visto que:

 

AE=-Ke

Analogamente,

 

H=-Kh

Logo,

H

f3 = - AE

dq

p 1 -

dz

dT

P cp dz

= cp

70

dT

-.f!.L

dq

1 -

dz

(3.52)

(3.53)

(3 . 54)

Pela definição de umidade anterior resulta em:

t'tlU ~ l.KA, VlLLA ['lUVA ÕI.:>CVllillVU\.

específica (q = 0,622 e a /P) a equação

dT

f3 = y dea

(3 . 55)

em que y =

cpP