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Seja bem-vindo: Michael Santos

SEJA BEM-VINDO AO MANUAL PPCI FÁCIL


(Todos os direitos reservados)

Sandro da Cunha Euzebio


Especialista na A vidade de Bombeiros
e Prevenção de Incêndios

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MANUAL COMPLETO DE PREVENÇÃO


DE INCÊNDIOS

(Prepara profissionais para melhor compreensão de legislações de segurança contra incêndios)

1ª Edição: Spazio Italia


Porto Alegre
2012

(Revisado 2015)

"Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor...(Salmos 33:12)"

APRESENTAÇÃO
Dentro de um contexto em que a legislação brasileira de prevenção e proteção contra incêndios varia de
Estado para Estado da Federação, o Manual PPCI Fácil obje va apresentar o tema de forma a proporcionar uma
melhor compreensão destes ordenamentos, o que se dá através de conteúdo rico em explicações e ilustrações.
Para tanto, além de Normas da ABNT (atualizadas segundo suas versões existentes na época das primeiras
edições deste Manual), nos valeremos de algumas Instruções e Resoluções Técnicas dos Corpos de Bombeiros do
Brasil (também atualizadas segundo suas versões existentes na mesma época) para tratarmos de parte dos assuntos
inerentes ao tema. Neste sen do, esclarecemos que o emprego destes ordenamentos (Normas da ABNT, ITs, RTs,
etc.) na presente obra, des na-se tão somente a servir como referência para explicação do assunto, compe ndo,
portanto, ao profissional atuante no ramo, informar-se quanto ao que diz respeito às legislações vigentes em seu
Estado, tanto no aspecto concernente a quais ordenamentos devem ser empregados na atualidade, quanto no se
que refere às úl mas versões ou atualizações destes.
Sendo assim, podemos dizer que este manual também é fruto de uma dedicada pesquisa de leis, decretos,
instruções e resoluções técnicas dos principais Estados brasileiros, bem como das Normas da ABNT, em vigência na
época de suas primeiras edições. Com efeito, cumpre-nos ainda observar, que todo o referencial legal, técnico ou
norma vo apresentado ou indicado ao longo do mesmo, por ser da mesma época, pode não corresponder mais ao
que está sendo exigido na atualidade em uma ou mais localidades do País. Diante disso, mais uma vez
recomendamos ao profissional atuante no ramo, que busque as necessárias atualizações, valendo este manual
apenas como material didá co-pedagógico que o auxiliará a compreender melhor o tema, principalmente em função
da complexidade geralmente presente nos textos dos ordenamentos que tratam do assunto.

Desejamos que seu conteúdo proporcione o aprendizado da prevenção e proteção contra incêndios com a
máxima qualidade e obje vidade, independentemente do Estado ao qual pertença aquele que o estuda.
Buscamos também fazer com que esta área do conhecimento não esteja mais fragmentada, em função do
que procuramos concentrar conhecimentos e ordenamentos de referência para que se possa compreender melhor o
funcionamento das legislações, facilitando ainda a compreensão de como, de forma geral, ocorrem os
dimensionamentos, as projeções e as instalações dos mais variados itens de segurança contra incêndios.

Guiando-se por ele, você terá boas noções sobre:

1. O funcionamento da legislação de prevenção e proteção contra incêndios;

2. Como ocorrem as exigências e os dimensionamentos dos sistemas de segurança contra incêndio;

3. Como Elaborar um PPCI;

4. Soluções e argumentações técnicas para problemas de prevenção de incêndios.


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Reiteramos que apesar deste manual compilar parte do melhor da legislação brasileira de prevenção e
proteção contra incêndios (vigente na época das primeiras edições desta obra), você deverá observar as úl mas
versões das legislações de seu Estado a fim de atuar corretamente no ramo das a vidades concernentes à segurança
contra incêndios.

Parabéns e obrigado pela escolha.


Espero que este Manual possa ser ú l ao seu trabalho.

Pelotas, RS, 04 de julho de 2014

Sandro da Cunha Euzébio


Autor

Esta obra é protegida por diretos autorais, estando proibidas quaisquer formas de reprodução total ou parcial sem a
prévia autorização do autor.

INSTRUÇÕES DE USO DO MANUAL


Esta versão do Manual PPCI Fácil foi desenvolvida para acesso através da Internet, por computadores, tablets,
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possa ocorrer de em alguns casos as alusões do áudio não encontrarem correspondência com a numeração das
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de iden ficá-las, facilitando assim seus estudos.

5. Caso deseje apresentar sugestões para melhoria de seu Manual PPCI Fácil, entre em contato conosco:
euzebio1972@gmail.com ou (53) 9109 88 65.

ÍNDICE

BREVE HISTÓRICO DA PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS NO BRASIL

TEORIA DO FOGO

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INICIANDO PREVENÇÃO

SAÍDAS DE EMERGÊNCIA

EXTINTORES DE INCÊNDIO

ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

SINALIZAÇÃO

ALARME DE INCÊNDIO

SPDA (PÁRA-RAIOS)

SISTEMA HIDRÁULICO SOB COMANDO

DEPÓSITOS DE GLP

CENTRAIS DE GLP

ISOLAMENTO DE RISCOS

PRINCIPAIS CAUSAS DE REPROVAÇÃO EM INSPEÇÕES

BREVE RESUMO DA NR 13 DO MINISTÉRIO DO TRABALHO

BRIGADA DE INCÊNDIO

ACESSO DE VIATURAS EM EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO

EXEMPLO DIDÁTICO DE COMO OCORREM OS INCÊNDIOS

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APRENDENDO A EXAMINAR E ELABORAR UM PPCI PASSO A PASSO

LEGISLAÇÃO E RESOLUÇÕES TÉCNICAS DO CBMRS

ARTIGOS COMENTADOS DA LEGISLAÇÃO

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BREVE HISTÓRICO DA PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS NO


BRASIL

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Infelizmente foram necessárias muitas mortes para que legislações prevendo a obediência às normas de
segurança contra incêndios fossem criadas e, depois de criadas, muitas outras ainda foram necessárias para que tais
normas começassem a ser cumpridas. Quantas ainda serão para que tenhamos a consciência pessoal de adotá-las
sem que tal façamos apenas por imposição legal? Prevenir é sempre melhor do que remediar, sendo que no caso de
incêndios, os remédios pouco adiantam para evitar grandes perdas patrimoniais, lesões e mortes.
Uma das primeiras legislações existentes no Brasil quanto à prevenção de incêndios foi a NR 23 do Ministério
do Trabalho, aprovada pela PORTARIA MTB Nº 3.214, DE 08 DE JUNHO DE 1978 (Recentemente alterada). Até ela
foram necessárias tragédias tais como a do Gran Circus Norte-Americano, em 1961; as dos edi cios Andraus ( 1972 )
e Joelma ( 1974 ), ambos em São Paulo, e das lojas Renner, em Porto Alegre ( 1976 ), todos com várias mortes.
Abaixo, observe um breve histórico sobre as grandes tragédias supracitadas:
Gran Circus Norte-Americano, em 1961 (mais de 500 mortos)

Fonte: Google Imagens

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Ed. Andraus - 24 de fevereiro de 1972 ( 352 ví mas, sendo 16 mortos e 336 feridos )

Fonte: Google Imagens Fonte: Google Imagens

Ed. Joelma - 1º de fevereiro de 1974 ( 533 ví mas, sendo 188 mortos e 345 feridos )

Fonte: Google Imagens

Lojas Renner - 27 de abril de 1976 ( 101 ví mas, sendo 41 mortos e 60 feridos )

Fonte: Google Imagens

Ed. Andorinha - 17 de fevereiro de 1986 (71 ví mas, sendo 21 mortos e 50 feridos)

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Fonte: Google Imagens

Creche em Uruguaiana, em 2000 (12 crianças morreram)

Fonte: Google Imagens

Boate Kiss, em Santa Maria - 27 de janeiro de 2013 (242 mortos)

Fonte: Google Imagens

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TEORIA DO FOGO

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O FOGO

O fogo trata-se de uma reação sico-química que produz luz e calor. Quando sob o controle humano é de
extrema u lidade. Com ele preparamos alimentos, aquecemos nossas casas e até construímos prédios, automóveis e
navios. O problema com o fogo dá-se quando perdemos o controle sobre ele, o que chamamos de incêndio. Assim,
podemos dizer que o incêndio é o fogo fora de controle.

Figura 1

Fonte: Google Imagens

Por estarmos acostumados com o fogo, muitas vezes deixamos de respeitar a regras básicas de segurança,
tais como os cuidados com as instalações elétricas de nossas casas, as instalações de gás de cozinha e o cuidado com
o uso de materiais tais como velas.

Por estarmos acostumados a dominá-lo, perdemos o respeito e acabamos nos tornando ví mas de nossa
própria negligência.

Sempre enxergamos o fogo como algo pequeno que podemos a qualquer momento ex nguir, porém nos
esquecemos de um agente tão perigoso e às vezes até mais que o próprio fogo, que é fumaça. Às vezes, o fogo nasce
da fumaça, e outras o fogo se propaga através dela. Segundo estudos, a fumaça é responsável pela maioria dos casos
de mortes em incêndios.

Além de intoxicar, ela é fator causador de pânico, outro inimigo presente em sinistros, que muitas vezes leva
pessoas a perderem desnecessariamente suas vidas, jogando-se de janelas de edi cios ou pisoteando-se umas às
outras.

O fogo e a fumaça andam sempre juntos e são fortes aliados. Através de testes e ensaios em laboratórios,
descobriu-se que em um incêndio comum, levam-se apenas 5 minutos para que as temperaturas cheguem até os
600º C. A esta temperatura, estruturas de aço comumente usadas na construção de edificações começam a perder
sua resistência, tendo início então os riscos de desabamentos de estruturas, especialmente se estas forem an gas ou
verem algum po de patologia. É em função disso que podemos dizer que para o Corpo de Bombeiros o tempo de
resposta eficiente aos sinistros está na casa dos primeiros 5 minutos. Contudo, em circunstâncias reais e adversas,
quando precisa-se não raras vezes enfrentar trânsito intenso com um caminhão transportando cerca de 5.000 litros
d’água, além da presença de pessoas curiosas e muitos outros fatores, este tempo dificilmente é alcançado. Com
base nesta realidade, verifica-se a importância da prevenção de incêndios.
É di cil acreditar que uma simples chama numa poltrona de um cinema o leve inteiramente a incendiar-se, e
muito menos a acreditarmos que em apenas 05 minutos de fogo teremos temperaturas na ordem dos 600º C.
Contudo, ao pensarmos assim, esquecemos da ação da fumaça, maior agente propagador do fogo. Neste exemplo do
cinema, o qual tratou-se de um experimento, observou-se que a queima da poltrona começou a liberar fumaça. Esta
fumaça con nha par culas combus veis, que por estarem aquecidas, tornando-se mais leves do que o ar,
começaram a espalhar-se por todo o teto do recinto. Em dado momento, esta fumaça incendiou-se, de maneira que
o fogo tomou todo o teto do cinema. Com isto, as temperaturas subiram acentuadamente, de forma que o solo, as
demais poltronas e tudo o que estava abaixo, começou a liberar gases inflamáveis, entrando também,
repen namente, em combustão. Geralmente é assim que o fogo e a fumaça se comportam em incêndios:

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Figura 2

Fonte: Google ScketshUp

Fonte: Google ScketshUp

CLASSES DE INCÊNDIO E MÉTODOS DE EXTINÇÃO DO FOGO

Para que o fogo exista, são necessários basicamente 03 elementos. O Calor, o combus vel e o comburente,
isto é, o oxigênio. Se faltar qualquer um destes elementos, não haverá fogo:

Figura 3

Fonte: Google ScketshUp


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Este conhecimento nos leva aos métodos de ex nção do fogo, que são o resfriamento, a re rada do material
e o abafamento. Existe ainda o método da quebra da reação química em cadeia, que emprega agentes ex ntores
especiais capazes de quebrar reações químicas em cadeia que são necessárias à manutenção do fogo. Contudo, nos
ateremos mais aos três primeiros.

Imagine uma vela queimando. Se jogarmos água nela, estaremos empregando o método de resfriamento, e o
fogo apagará. Se cortarmos o pavio, estaremos eliminando o fogo pela re rada do material, pois agora somente o
toco do pavio queimará até ex nguir-se, permanecendo a vela, que seria o combus vel, intacta. Se colocar-mos um
copo sobre a vela, eliminaremos o suprimento de oxigênio para a manutenção do fogo, o que também levará à sua
ex nção. Este método é chamado de abafamento. Veja outros exemplos através da figura:

Figura 4

Não obstante esta ciência, sabemos que o trato de incêndios não é algo tão simples assim. Nem todos os
pos de incêndios podem ser ex ntos através do emprego de qualquer um dos métodos. Os incêndios requerem o
emprego do método correto para o seu combate seguro, eficiente, eficaz e efe vo. Por exemplo, você não deve
tentar apagar um incêndio em um líquido inflamável u lizando água, pois ela fará o material em chamas transbordar,
aumentando a proporção do sinistro, além de por em risco a sua vida. Do mesmo modo, não se emprega água para
apagar incêndios em materiais elétricos energizados, pelo evidente risco de choque elétrico. Disso tudo, surge a
necessidade de classificarmos os incêndios conforme o po de material que está queimando.

Dependendo do que está queimando, o incêndio pode ser classificado nas seguintes classes:

Incêndio Classe "A": Trata-se da combustão em materiais sólidos que queimam em super cie e
profundidade. Exemplo: A Madeira e o papel. O Melhor método de ex nção é o resfriamento, sendo os agentes
ex ntores indicados, a Água e o PQS ABC ( isto é, Pó Químico Seco para classes de incêndios A, B e C ).

Incêndio Classe "B": Trata-se da combustão de líquidos inflamáveis. Eles queimam apenas em super cie.
Exemplo: Gasolina e óleos lubrificantes. O melhor método de ex nção é o abafamento, sendo os agentes ex ntores
mais indicados, a espuma, o PQS BC e o PQS ABC. Obs.: Não usar água na forma de jato compacto em razão do risco
de transbordar o material em chamas bem como em função do risco do fenômeno "boil over" o qual veremos a
seguir.

Incêndio Classe "C": Trata-se da combustão dada nos materiais e equipamentos elétricos energizados. A
principal caracterís ca é a presença de energia elétrica no material. Exemplo: Uma TV energizada, ou um fio elétrico
energizado. O melhor método de ex nção é o abafamento, sendo os agentes ex ntores indicados: CO2 ( isto é, o gás
carbônico ), o PQS BC, e o PQS ABC.
Os ex ntores de CO2 são os mais indicados visto não deixarem resíduos que possam danificar os
equipamentos, como os de PQS BC e PQS ABC, que são prejudiciais aos mesmos.

Obs.: Não usar água no combate visto o risco de choque elétrico. Também não se devem u lizar ex ntores
de incêndio, mesmo que adequados à classe “C”, em equipamentos energizados com alta tensão, visto o risco de
choque elétrico por indução de corrente elétrica.

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Incêndio Classe "D": Trata-se da combustão nos metais pirofóricos. Metais pirofóricos são aqueles que num
incêndio comum entram em combustão, queimado em al ssimas temperaturas. Exemplo: O Magnésio, o tânio e o
pó de alumínio. O Melhor método de ex nção é o abafamento, sendo que os agentes ex ntores indicados tratam-se
de agentes específicos. Obs.: Areia seca é indicada. Não usar água no combate de incêndios classe “D” visto
aumentar a intensidade das chamas.

Incêndio Classe "E": Tratam-se de incêndios de grandes proporções em refinarias e áreas de tancagem. Outro
conceito nos reporta aos sinistros em gases sob pressão e materiais radioa vos. Melhores métodos e agentes
ex ntores dependem do po de material em chamas. É comum o uso de PQS e espuma, bem como o transbordo de
fluidos do tanque sinistrado para outro(s).

Incêndio Classe "K": É o incêndio em óleo e gorduras em cozinhas. Melhor método de ex nção: Abafamento.
Agentes ex ntores indicados: Espuma, PQS BC, PQS ABC. Obs.: Também não se deve usar água.

A figura a seguir nos mostra a simbologia aplicada a cada classe de incêndio:

Figura 5

FORMAS DE PROPAGAÇÃO DO CALOR

Além das classes de incêndio, e dos métodos mais adequados à sua ex nção, também é importante
conhecermos as formas segundo as quais ele pode propagar-se. Este conhecimento é de extrema importância para a
prevenção de incêndios:

Condução: É a transmissão do calor de molécula para molécula de um determinado corpo. Ex.: Uma barra de
ferro em que uma de suas extremidades é exposta ao fogo e após algum tempo o calor a nge a outra extremidade. É
um exemplo de propagação do calor por condução. Neste caso, devido ao contato entre as moléculas, o calor passa
de uma para outra até a ngir partes mais resfriadas do objeto exposto ao fogo. Quando num dia frio agarramos uma
caneca com chá quente, sen mos a agradável sensação transmi da pelo calor. Isto se dá por condução, isto é, em
função do contato de nossas mãos frias com a super cie aquecida da caneca, conseguimos aquece-las:

Figura 6

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Convecção: É a transmissão do calor através de correntes de fluidos aquecidos que sobem e correntes
resfriadas de fluidos que descem. Essa forma de propagação ocorre em fluidos, isto é, líquidos ou gases. Quando
uma panela d’água é colocada no fogo, a porção de água mais próxima do fundo aquece primeiro que a de cima. Isso
faz com que essa porção se movimente em direção à super cie, levando a porção mais resfriada, que estava em
cima, a movimentar-se até o fundo da panela, formando um ciclo formado por correntes convec vas. Esse po de
fenômeno é responsável, por exemplo, pela propagação do fogo em sinistros florestais, onde o ar aquecido sobe
levando fagulhas e, após resfriar-se, desce levando fagulhas acesas para lugares distantes, gerando novos focos de
incêndio. É em razão deste fenômeno que, retomado o exemplo do incêndio no cinema, a fumaça liberada pela
queima da poltrona depositou-se junto ao teto do recinto. Por estar mais aquecida e, portanto, mais leve que o ar,
esta subiu ao passo que o ar que ali estava movimentou-se para baixo, num ciclo responsável pela elevação da
temperatura do ambiente:

Figura 7

Irradiação: É a maneira como o calor se propaga no vácuo. É desta forma, por exemplo, que o calor se
propaga do filamento de uma lâmpada, para o vidro que a envolve. Outro bom exemplo, é o da propagação do calor
do sol para a atmosfera terrestre. Também podemos citar o exemplo de como nos aquecemos perto de uma lareira.
O calor nos é transferido predominantemente por irradiação.
Retomado novamente o caso do incêndio no cinema, verifica-se de após a ocorrência do incêndio na fumaça
situada junto ao teto do recinto, oriunda da poltrona em chamas, a propagação do calor para o solo ocorreu
predominantemente por irradiação do calor das chamas presentes no teto, produzindo chamas também no piso:

Figura 8

Na realidade, o que se verifica nos incêndios, é que a transmissão do calor dá-se quase sempre das três
formas ao mesmo tempo. O que ocorre na verdade, é a predominância de uma em relação às demais. No exemplo
da panela, a convecção é predominante. No da caneca aquecida, a condução, e no da lareira, a irradiação.

PONTO DE FULGOR, PONTO DE COMBUSTÃO E PONTO DE IGNIÇÃO

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Agora que sabemos as diferentes formas segundo as quais o calor pode propagar-se, devemos conhecer o
comportamento dos materiais conforme as variações de temperaturas às quais são subme dos. Estudaremos agora,
sobre os pontos de fulgor, combustão e ignição.

Cada po de material tem seus pontos específicos, contudo podemos dizer que: Ponto de fulgor é a menor
temperatura em que um material subme do a uma fonte externa de calor entra em combustão, sendo porém que,
afastada esta fonte, o fogo ex ngue-se. Ponto de combustão é a menor temperatura em que um material subme do
a uma fonte externa de calor entra em combustão, permanecendo a queimar mesmo afastada esta fonte externa de
calor. Ponto de ignição, é a menor temperatura em que os gases desprendidos de um material entram em
combustão apenas pelo contato com o oxigênio do ar, independentemente da presença de chama. Imagine uma
panela com óleo de cozinha no fogo. Quando a temperatura for tal que a presença de uma chama em seus gases a
fizerem entrar em combustão, porém afastada esta chama a combustão cessar, estaremos em seu ponto de fulgor. Se
neste mesmo caso o fogo permanecesse, mesmo afastada a chama, estaríamos em seu ponto de combustão. E se a
temperatura fosse tal que ela entrasse em combustão independentemente da aproximação de uma chama,
estaríamos em seu ponto de ignição.

No combate a incêndios é muito importante este conhecimento. Por exemplo, o Backdra , fenômeno que a
seguir estudaremos, ocorre quando a fumaça no interior de um ambiente fechado encontra-se em ponto de ignição,
esperando apenas um suprimento de ar para inflamar-se. Abrindo-se uma porta ou janela, a fumaça entra
imediatamente em ignição, havendo uma espécie de explosão.

FENÔMENOS QUE PODEM OCORRER EM INCÊNDIOS

Os fenômenos Flashover, Backdra , Boil Over e Bleve, são os maiores responsáveis pela propagação dos
incêndios, cons tuindo-se ainda de perigosos elementos surpresa, que já levaram muitos bombeiros a tombarem no
cumprimento do dever. Sendo assim, passemos a conhecê-los:

Flashover: Os gases inflamáveis oriundos da queima de um ou mais objetos concentram-se junto ao teto do
ambiente sinistrado em razão de sua temperatura. Repen namente estes gases inflamam-se elevando
drama camente a temperatura, como vimos anteriormente no exemplo do incêndio na poltrona do cinema.
Podemos perceber que o fenômeno está prestes a ocorrer ao visualizarmos junto ao teto uma fumaça de
coloração bege, muito densa. Este fenômeno ocorre em pra camente todos os incêndios, sendo o principal
propagador das chamas. Para evitar o fenômeno, a medida adequada é a aplicação de jatos d'água na fumaça, sob a
forma de neblina:

Figura 9

Backdra : O fenômeno em questão trata-se de uma explosão ambiental. Ele ocorre quando um ambiente
fechado incendeia-se havendo o consumo de todo o oxigênio do recinto. Em razão do local estar fechado, não há
suprimento de mais oxigênio para a manutenção do fogo, o qual vem a ex nguir-se. Contudo, em razão da
permanência de fumaça composta de CO ( monóxido de carbono ), resultante da queima incompleta dos materiais,
estando esta em elevada temperatura, isto é, em ponto de ignição, qualquer abertura de porta ou janela deste
ambiente, que venha a fornecer um bom suprimento de ar, causará a imediata reignição, levando o local a explodir.
Os indícios de que o fenômeno está por ocorrer são, a presença de fumaça negra e densa em um ambiente fechado;

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vidros abaloados e paredes, portas e janelas com temperaturas elevadas, e percepção de grande pressão interna no
recinto. Para evitar o fenômeno, a providência correta é o resfriamento do ambiente pelo lado de fora,
principalmente a nível de telhado. Outra medida importante, é a criação de uma abertura a nível de telhado,
possibilitando o alívio da pressão ambiental. Jamais devem ser abertas portas ou janelas:

Figura 10

Boil over: Este fenômeno ocorre em incêndios em tanques com líquidos inflamáveis quando o emprego
con nuo d'água, mesmo sob a forma de neblina para debelar as chamas, causa seu acúmulo no fundo do
reservatório. Com o aquecimento do líquido em chamas na super cie, a água que está em baixo entra em ebulição e
expande-se fazendo transbordar o líquido inflamável em chamas, propagando o sinistro. Para evitar o fenômeno,
aplique a água sempre na forma de neblina, mesmo assim controlando a quan dade aplicada. O ideal para este po
de combate é a aplicação de espuma, pois esta flutua sobre a super cie do líquido inflamável, evitando seu contato
com o ar. Melhor ainda é, se possível, o transbordo do líquido inflamável para outro tanque. Neste caso, é claro, o
líquido deve ser re rado a par r da parte inferior do tanque:

Figura 11

Bleve: Este fenômeno consiste na explosão de recipientes contendo gases inflamáveis sob pressão. Para que o
fenômeno ocorra é necessário que o recipiente esteja em meio às chamas de um incêndio. O recipiente aquece e, o
gás, que no interior do recipiente encontra-se no estado líquido, entra em ebulição, diminuindo seu volume no
estado líquido e aumentando o volume de gás. A consequência é o grande aumento de pressão no interior do
recipiente.
Em recipientes com de válvulas de segurança dotadas de molas de fechamento automá co, estas começam a
abrir, permi ndo que o gás sob alta pressão saia na forma de uma língua de fogo gerada pela alta temperatura e pelo
contato com o ar. Com o alívio da pressão, a válvula volta a fechar. Porém, em razão das chamas que envolvem o

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recipiente, o processo con nua, repe ndo-se várias vezes a abertura e fechamento da válvula. O grande problema é
que a diminuição da quan dade de líquido, que ajudava a resfriar o casco do recipiente, permite também a
ocupação do interior do mesmo por uma massa gasosa em al ssima pressão, risco este incrementado pelo
enfraquecimento de seu casco devido ao calor. O resultado é o rompimento do recipiente com uma violenta
explosão, capaz de arremessá-lo a mais de um quilômetro de distância do local da explosão.
Este po de evento ocorre em veículos (caminhões e trens) sinistrados, que transportam gases inflamáveis
sob pressão; refinarias e depósitos deste po de material e até mesmo em incêndios residenciais onde há bo jões de
GLP em uso, vazios após o uso ou parcialmente u lizados. Para fins de combate, o ideal é a manutenção do
resfriamento do recipiente obje vando a diminuição da pressão interna, até que o fogo ao seu redor possa ser
ex nto. Apagar o fogo que sai do recipiente, neste caso, também é perigoso, pois o vazamento con nuaria, havendo
acúmulo de GLP e consequente aumento do risco de explosão. No caso de chama na válvula de gás de um P-13Kg
(que comumente usamos em nossas casas), o ideal é a sua remoção para um local externo e arejado, mantendo a
chama e acesa e o casco resfriado até que o gás acabe. Também é importante manter distância:

Figura 12.

INICIANDO PREVENÇÃO

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Nos Estados brasileiros as exigências rela vas à segurança contra sinistros nascem sempre de uma lei
estadual que determina a adequação das edificações, estabelecimentos ou áreas de risco. Como estas são estaduais,
não podem ultrapassar os limites de suas jurisdições, ou seja, os limites polí cos dos próprios Estados. Por exemplo:
Você não deve empregar a legislação do Estado de São Paulo com a finalidade de elaborar um PPCI para uma
edificação situada no Estado do Rio Grande do Sul, e vice-versa, pois os critérios dos quais estes Estados se valem a
fim de considerarem uma edificação segura contra sinistros, são diferentes. Podem até haver coincidências, mas isto
não é regra. Em resumo, suas legislações não valem para fora de suas fronteiras.
Há Estados que além de uma legislação base, valem-se de outras leis a fim de regularem o assunto, como é
caso do Estado do Rio de Janeiro, que emprega o Decreto 897/76 (Regulamenta o Decreto-lei 247/75) como base,
mas também várias outras leis e decretos. Outros, usam leis regulamentadas por decretos, como é o caso do Estado
do Rio Grande do Sul, que até 2013, valeu-se da Lei 10.987/97, regulamentada pelos Decretos 37.380/97 e
38.273/98 e, atualmente, da Lei Complementar 14.376/13, regulamentada pelo Decreto 51.803/14.
Já o Estado de São Paulo, emprega uma lei estadual base, Lei 56.819/11, a qual determina a observância das
Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Em fim, verifica-se que as formas segundo as quais os Estados brasileiros regulam a prevenção e proteção
contra incêndios em suas jurisdições, são variadas.

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Diante deste emaranhado de leis, decretos, normas, portarias, instruções, resoluções, etc, geralmente o
profissional que deseja iniciar-se nos conhecimentos da prevenção de incêndios fica confuso, sem saber por onde
começar. Não obstante, e visando auxiliá-lo, caso você se encontre nesta situação, siga os passos a seguir para
entender o funcionamento da legislação do seu Estado, bem como para saber como aplica-la:

1º passo: Iden fique a lei ou decreto base, que em seu Estado regulam o assunto;

2º passo: Verifique quais os itens de segurança que sua edificação ou estabelecimento irá precisar.
Geralmente a legislação base estabelece as medidas de segurança que cada po de edificação, estabelecimento ou
área de risco necessita. Ela diz, por exemplo, que os locais de reunião de público precisam de saídas de emergência;
que os postos de combus veis necessitam de sistemas hidráulicos de combate a incêndios, etc. Isto é, em geral, esta
legislação base diz quem precisa do quê. Um bom exemplo disto é a lei 56.819 do Estado de São Paulo, que para esta
tarefa, emprega tabelas conforme a do exemplo abaixo:

Observe que esta tabela deve ser aplicada às edificações industriais do Estado de São Paulo. Observe ainda
que, segundo esta tabela, as medidas de segurança necessárias são atribuídas com um “X”, marcado na coluna
correspondente às classificações de risco de incêndio e de altura dos estabelecimentos. Na coluna amarela à
esquerda, estão as medidas de segurança, tais como acessos para viaturas, compar mentações, iluminação de
emergência, alarme de incêndio, ex ntores, etc.

3º passo: Depois de saber quais os sistemas de prevenção e proteção contra incêndios que a edificação irá
precisar, agora precisaremos saber como devem ser dimensionados estes sistemas; quais são seus requisitos e como
devem ser instalados. Nesta fase, você precisará consultar o ordenamento (Normas da ABNT, Instruções Técnicas,
Resoluções, etc.) cuja observância é determinada pela legislação base de seu Estado. Por exemplo, no Rio Grande do
Sul, a legislação anterior determinava que os sistemas fossem dimensionados e instalados conforme as prescrições
das Normas da ABNT. Já no Estado de Minas Gerais, a legislação determina a observância das instruções Técnicas do
Corpo de Bombeiros deste Estado.

Ficou mais claro agora?

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Outra coisa que é importante você saber, é sobre a hierarquia das leis, isto é, no caso de haver conflitos entre
legislações a respeito de um determinado assunto, deve ser observada a precedência hierárquica existente entre as
leis.
Por exemplo, se houver conflito entre uma lei municipal e uma lei estadual a respeito de um determinado
assunto, deve ser aplicada a lei estadual. Se o mesmo ocorrer entre uma lei estadual e uma federal, deve ser aplicada
a lei federal. A precedência hierárquica entre as leis pode ser representada segundo a sequência abaixo:
1º Cons tuição Federal;
2º Cons tuição Estadual;
3º Lei Estadual;
4º Decreto Estadual;
5º Normas, Instruções Técnicas, Resoluções Técnicas, etc. (determinadas pela lei ou Decreto);
6º Leis e Decretos Municipais;
7º Portarias, Resoluções Técnicas, Pareceres, etc. Emi dos pelo Corpo de Bombeiros, visando regulamentar
complementarmente algum assunto em função de lacunas existentes na legislação.
Este conhecimento é importante devido ao fato de que em alguns municípios há legislações regulando a
segurança contra incêndio em suas jurisdições, o que pode gerar conflitos com as legislações estaduais. Neste caso,
saiba que a legislação estadual tem precedência e deve ser observada em detrimento da municipal. Em situações
como esta, as leis municipais podem ser observadas naquilo que não contrariem as leis estaduais.
Obs.: Também é importante esclarecer que as Normas da ABNT, assim como as Instruções ou Resoluções
Técnicas dos Corpos de Bombeiros, somente possuem força de lei quando suas observações são determinadas por
uma lei ou decreto.
Visando fornecer uma representação gráfica referente a esta hierarquia e sequência lógica de observância do
aparato legal, tomaremos o exemplo dado pela legislação anterior do Estado do Rio Grande do Sul, onde temos o
seguinte:

Observe que segundo a ilustração da árvore, a exigência de adequação nasce da lei, é sustentada pelo
Decreto e floresce apresentando sua forma final através das Normas, Resoluções, Portarias, etc.

A par r de agora, nos capítulos a seguir, passaremos a tratar sobre os sistemas e medidas de segurança
necessários às edificações. E, uma vez que as medidas de segurança e os seus requisitos técnicos variam de Estado
para Estado, apresentaremos aquilo que segundo nossa experiência julgamos ser mais importante, isto é, as medidas
de segurança mais comumente empregadas nas edificações. Para tanto, nos valeremos dos requisitos técnicos das
Normas da ABNT, visto sua qualidade técnica e sua abrangência nacional. (Obs: A atualização Norma va aqui
apresentada é a da época em que o Manual foi escrito em sua primeira edição. Esclareça-se ainda que o emprego
dos requisitos técnicos aqui abordados, des nam-se tão somente à compreensão do assunto).
As medidas de segurança aqui abordadas serão explicadas e exemplificadas através de textos e imagens,
obje vando-se ensinar a quem está aprendendo, e fornecer um guia compilado de consultas rápidas, de fácil acesso,
para quem já é experiente no assunto, mas deseja localizar alguma informação ú l ao seu trabalho.
Embora os principais itens sejam aqui apresentados e descritos, os capítulos a seguir não subs tuem as
Normas da ABNT, cuja observação é recomendada pelo autor.

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SAÍDAS DE EMERGÊNCIA

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SAÍDAS DE EMERGÊNCIA - ORIENTAÇÕES INICIAIS

As saídas de emergência cons tuem-se de portas, corredores, escadas, rampas ou combinações destes
elementos obje vando a saída segura das pessoas de uma edificação em caso de sinistros até o seu exterior, bem
como facilitar o acesso dos bombeiros para o combate ao fogo e às ações de resgate. Este assunto é regulado pela
NBR 9077 da ABNT, a qual define dos seguintes itens de segurança:

a. Larguras das saídas de emergência;


b. Distâncias máximas a serem percorridas em caso de incêndios;
c. Números de saídas e de escadas e definição do po de escadas que uma edificação requer;
d. Exigência de alarme de incêndio.

A regulamentação das saídas visa à garan a de um fluxo isento de obstáculos que venham a atrapalhar ou
confundir a saída das pessoas, especialmente em situações de pânico. A maioria dos casos de mortes em incêndios é
causada pela fumaça, a qual além de realmente causar a intoxicação e morte, é fator gerador de pânico. Pessoas em
pânico são muitas vezes incapazes de raciocinar e de tomar decisões corretas.
Para bem exemplificarmos este fato, citemos o caso de que certa feita um ladrão de caixa eletrônico foi preso
devido ao pânico. Ele havia entrado em uma agência 24h num momento em que não havia ninguém no seu interior e
tentado quebrar a máquina onde estava o dinheiro. Quando ele golpeou a máquina, o alarme do banco disparou.
Desesperado, o ladrão correu para a porta da agência e forçou-a para o lado de fora, torcendo e retorcendo
ansiosamente a maçaneta a fim de escapar. Entendendo que o alarme teria trancado automa camente a porta,
desis u de fugir, sentou e aguardou sua prisão. Alguns minutos depois, chegou a polícia, que sem nenhuma
dificuldade entrou e prendeu o sujeito. Na verdade, o que o prendeu não foi a polícia, mas o seu pânico, pois ao
entrar na agência, o ladrão esquecera de que a porta abria para o lado de dentro. Em meio ao pavor, forçara a porta
para o sen do de saída, a qual logicamente não abriu.
Deste exemplo podemos rar uma perfeita lição sobre o comportamento de pessoas em situações com
potencial de gerar o medo e pânico. É por este mo vo que a norma sobre saídas de emergência prevê que o sen do
de abertura das portas seja no sen do de saída; que as larguras de portas, corredores, escadas e rampas sejam
conforme cálculos de específicos de população, e que haja perfeita iluminação e sinalização das rotas de fuga.
Saídas de emergência devem ser projetadas para jamais deixarem pessoas em situação de pânico em dúvida
sobre o trajeto a ser percorrido até o espaço livre exterior.

SAÍDAS DE EMERGÊNCIA - GENERALIDADES

- O sistema de saídas de emergência deve atender à NBR 9077/ABNT;


- As saídas de emergência compreendem os seguintes elementos: a) rotas horizontais de acesso a escadas ou
ao espaço livre exterior em edificações térreas; b) escadas ou rampas; c) descarga.
- Para saber quantas saídas e que po de escadas sua edificação necessita, consulte SAÍDAS DE EMERGÊNCIA
- Nº E TIPO;
- Para saber as distâncias máximas a serem percorridas pelo usuário de uma edificação sinistrada para
escapar com segurança do prédio, consulte SAÍDAS DE EMERGÊNCIA - DISTÂNCIAS MÁXIMAS;
- Para saber qual a largura que as saídas de emergência de sua edificação devem ter, consulte SAÍDAS DE
EMERGÊNCIA - DIMENSÕES;

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- Para saber se sua edificação requer alarme, consulte no índice deste livro o item Alarme de Incêndio, o qual
contém a tabela de exigência deste sistema;

SAÍDAS DE EMERGÊNCIA - Nº E TIPO

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-Para saber quantas saídas sua edificação requer e quais os pos de escadas que ela precisa, consulte as tabelas
abaixo:

Tabela 1

Fonte: NBR 9077 da ABNT

Fonte: NBR 9077 da ABNT

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Fonte: NBR 9077 da ABNT

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Fonte: NBR 9077 da ABNT

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Fonte: NBR 9077 da ABNT

Fonte: NBR 9077 da ABNT

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Fonte: NBR 9077 da ABNT

Fonte: NBR 9077 da ABNT

SAÍDAS DE EMERGÊNCIA - DIMENSÕES

- Para calcular as larguras das portas, escadas, corredores e demais elementos cons tuintes da rota de fuga de sua
edificação, a NBR 9077 da ABNT estabelece seguinte fórmula:

Número de unidades de passagem = População/ Índice

- Não se assuste, pois vou explicar em primeiro lugar o que são unidades de passagem e o que elas têm a ver com a
largura das saídas de emergência: Bem, unidade de passagem é a largura mínima capaz de permi r a passagem de
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uma fila de pessoas, sendo esta largura de 0,55m, correspondente à largura média do ser humano. Para melhor
compreensão, imagine uma fila de pessoas passando por uma por nha estreita, de 0,55m de largura. Esta largura
trata-se da unidade de passagem:

Figura 1

-É claro que um salão de festas não poderia ter uma porta tão estreita, pois num caso de tumulto só poderia sair
uma pessoa por vez. Para tanto, as portas, escadas e corredores deste salão terão de ter várias unidades de
passagem, permi ndo a saída rápida das pessoas. Aí está a relação da unidade de passagem com a largura das saídas
de emergência, pois é com base nela que definimos que largura as portas, corredores, rampas e escadas de uma
edificação, visando a saída segura das pessoas em caso de emergências.
- Mas então você dirá: Como se calcula o nº de unidades de passagem? A resposta é a dada pela fórmula que vimos
anteriormente: Número de unidades de passagem = População/ Índice.
- A população e o índice são dados em função da seguinte tabela:

Tabela 2

Fonte: NBR 9077 da ABNT

Obs.: Um erro muito comum em projetos de prevenção de incêndios ocorre quando o profissional calcula a
população total de uma edificação para definir as larguras das saídas. Se o prédio tratar-se de uma edificação térrea,
não haverá problemas, porém se o prédio tem mais pavimentos, a população a ser considerada não é a total, mas

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apenas a do maior pavimento. Isso acontece visto que teoricamente, quando as pessoas de um pavimento chegarem
no pavimento abaixo, o mesmo número de pessoas que estavam neste pavimento de baixo, já o abandonou:

Figura 2

Veja este exemplo: Imagine um hotel com 10 andares sendo que no 5º andar existe um salão de festas. Neste
caso, as larguras dos corredores, portas e escadas, deverão ser maiores a par r do 5º pavimento para baixo, pois a
par r dele a população aumenta. Se este salão es vesse no térreo, as escadas não precisariam ser tão largas, e
apenas as portas do térreo teriam de sê-lo. Assim, temos neste exemplo que o cálculo de nº de unidades de
passagem, do 10º ao 5º pavimento, tomará por base a área do maior pavimento acima do 5º, sendo que do 5º para
baixo, em razão do salão de festas aumentar consideravelmente a população, o cálculo tomará por base a população
deste pavimento, trazendo a conseqüente necessidade de aumento das larguras das saídas de emergência e quiçá,
uma maior exigência quanto ao po e nº de escadas. Este exemplo nos mostra o quão importante é o bom
planejamento de uma edificação à luz das leis e normas de prevenção de incêndios, o qual além de trazer maior
segurança à população, pode cons tuir-se de fator decisivo no que diz respeito ao custo da obra.

-Vamos exemplificar o cálculo de nº de UP para definirmos a largura das saídas de uma edificação: Ex.: Salão
de Baile térreo com área de 1000m².
1º passo ( verificar a população ): Verificando a tabela constante da figura 3, vemos que locais de reunião de
público como este, possuem população es mada na ordem de 02 pessoas por m² de área. Assim, temos que a
população deste local é de 2 X 1000 = 2000 pessoas;
2º passo ( aplicar a fórmula nº UP = População/Índice ): Como o índice para portas, dado pela tabela, é igual
a 100, temos que: nº de UP = 2000/100 = 20 UP. (Esta edificação precisa de 20 unidades de passagem);
Obs.: 1. Estas 20 UP não precisam estar em uma única abertura (e nem podem no caso de salões de baile os
quais requerem mais de uma saída), mas podem ser divididos em outras aberturas. Neste exemplo, poderíamos
dividir as 20 UP em 5 portas de 4 UP. Como cada UP é igual a 0,55m, teríamos 5 portas de 2,20m de largura.
2. O nº de UP deste exemplo seria menor, se considerássemos as áreas de sanitários as quais devem
ser descontadas, e as áreas de cozinhas e áreas de apoio, cujo cálculo de população é de 01 pessoa para cada 7m² de
área.
-Para o dimensionamento das saídas de Emergência ainda são importantes os seguintes aspectos:

1. Sempre que o cálculo de UP der um número fracionário, o arredondamento deve ser para cima;
2. O número mínimo admissível de unidades de passagem para portas, corredores, rampas e escadas são
duas, isto é 1,10m, sendo que para hospitais, visando a passagem de macas, as larguras de portas, corredores,
escadas e rampas não podem ser inferiores a 2,20m;
3. Para portas, tendo em vista seus marcos, contra-marcos e alizares, os vãos livres (vão luz) são admi dos
nas seguintes proporções:

80 cm valendo por 01 UP;


1,00 m valendo por 02 UP;
1,50 m em duas folhas valendo por 03 UP;
Obs.: Acima de 2,20m exige-se coluna central.

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SAÍDAS DE EMERGÊNCIA - DISTÂNCIAS MÁXIMAS

As distâncias máximas a serem percorridas pelo usuário de uma edificação para alcançar um local seguro ou o
espaço livre exterior no caso de um sinistro devem obedecer à Tabela 3:

Tabela 3

Fonte: NBR 9077 da ABNT

A distância a percorrer é outro fator de suma importância a ser considerado quanto às saídas de emergência.
Ela consiste na distância máxima a ser percorrida para que se possa abandonar a edificação com segurança em casos
de sinistros. A distância máxima a percorrer deve ser considerada do ponto habitado da edificação mais distante da
saída, até o espaço livre exterior, isto é, a rua, no térreo:

Figura 3

No caso de edificações que possuem escadas protegidas ou corredores protegidos, a distância deve ser
contada entre o ponto mais distante da saída, e a porta de acesso à caixa da escada ou à porta de cesso ao corredor
enclausurado. Isso se deve ao fato de que conta-se como distância máxima a ser percorrida, apenas aquela na qual a
fuga dá-se sem a proteção de recinto enclausurado capaz de guardar as pessoas da ação do fogo ou da fumaça, como
é, por exemplo, o caso das caixas das escadas enclausuradas protegidas. É importante esclarecer que no caso de
edificações que possuem escadas enclausuradas, que para que a distância a ser considerada seja apenas a que se dá
entre o ponto mais distante da saída da edificação e a caixa da escada, que no térreo, onde se dá a saída das pessoas
ao nível da soleira de entrada, a distância entre a caixa da escada e a porta de acesso ao espaço livre exterior seja de
no máximo 04 metros. Isto é, a distância a ser percorrida em uma descarga não enclausurada para alcançar a rua,
deve ser de no máximo 04m. Caso contrário, a proteção da escada perde toda a sua finalidade, já que ao chegar no
térreo a população não terá a garan a de uma saída segura, especialmente se o sinistro ver início neste pavimento (
térreo ).
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Me recordo de que certa feita um profissional propôs como medida para reduzir a distância máxima a
ser percorrida, que sua edificação vesse uma escada enclausurada apenas nos pavimentos do meio, pois ao seu ver,
a distância poderia ser contada antes e depois da parte protegida da escada, desconsiderando-se a parte protegida. É
claro que sua medida não fora aceita, visto ser ineficaz, pois a distância a ser percorrida somente poderá ter sua
contagem interrompida a par r de quando ela puder ocorrer em um corredor protegido ou caixa protegida de
escada que receba a população e a conduza com segurança até o exterior da edificação, e não apenas durante um
trecho desta edificação. Aqui cabe ser salientado que também serve como local seguro, onde a distância pode ser
considerada reduzida, o trajeto efetuado em corredores ou balcões externos de edificações, desde que conduzam as
pessoas com segurança até a saída no térreo, ou a uma escada ou corredor protegido com ligação, nestas condições,
com a saída no térreo.
Na figura abaixo, observe a eficiência da proteção das escadas na redução da distância máxima a percorrer.
Observe ainda a proposta citada, que não fora aceita para fins de redução da distância a percorrer. Por fim,
iden fique a descarga e sua distância máxima aceitável, entre a caixa da escada e a saída da edificação, quando não
enclausurada:

Figura 4

-Observada a NBR 9077 da ABNT, verificamos que a distância máxima a percorrer é dada em função da caracterís ca
constru va da edificação, que pode ser “X”, “Y” ou “Z”, onde, “X” representa as edificações que possuem estrutura
ou entrepisos de madeira, tornando fácil a propagação do fogo (exemplo, uma casa de madeira); “Y”, as edificações
com estruturas resistentes ao fogo, porém onde a propagação deste é fácil entre pavimentos (exemplo, um prédio de
alvenaria com escadas comuns) e; “Z”, as edificações tais como “Y”, porém com a caracterís ca de tornar di cil a
propagação do fogo entre pavimentos (exemplo, um prédio de alvenaria com escadas protegidas, com janelas
afastadas ou separadas por molduras ver cais ou horizontais, e com economias dotadas de portas resistentes ao
fogo).
-Na figura 5, veja um exemplo de prédio de caracterís ca constru va “Z”. Observe todos os seus obstáculos à
propagação do fogo:

Figura 5

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Afastamento entre janelas situadas no mesmo plano de parede:

Afastamento entre janelas situadas no mesmo plano de parede (Opção a ser usada quando não se tem o
afastamento de 1,00m ):

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Afastamento entre janelas situadas em paredes paralelas:

Afastamento entre janelas situadas em paredes adjacentes perpendiculares:

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Afastamento entre janelas situadas em paredes oblíquas:

-Porém, não é somente a caracterís ca constru va que deve ser levada em consideração para a definição das
distâncias máximas a serem percorridas. Também devem ser levadas em consideração, a ocupação da edificação; se
ela é dotada de chuveiros automá cos (que são os sprinklers – pequenos chuveiros vedados através de uma ampola
termo-sensível, que sob a ação do calor rompe-se, deixando a água passar na forma de uma ducha d’´agua); e
finalmente, se ela possui uma ou mais saídas. Observe que quanto mais segura a edificação (seja em função de sua
caracterís ca constru va; sua ocupação; sua proteção por chuveiros automá cos ou quan dades de saídas), maior é
a distância máxima a percorrer admi da, e quanto menos segura, menor a distância aceitável.

SAÍDAS ESCADAS GENERALIDADES

- Devem ter larguras compa veis com a população dos pavimentos aos quais atende ( ver SAÍDAS DE EMERGÊNCIA -
DIMENSÕES ). Porém a mínima é 1,10m, podendo haver redução de 10 cm em cada lado em função dos corrimãos;
- Ser cons tuídas com estrutura incombus vel e ter os pisos com caracterís cas an derrapantes e resistentes à
propagação superficial de chama;
- Os degraus devem ter altura entre 16,0 e 18,0 cm, e a largura dada pela Fórmula de Blondel, isto é, 63 maior ou =(2
x h + b) maior ou= 64 cm. (a largura da base deve ser tal que somada a duas vezes a altura do degrau obtenha-se um
valor entre 63 e 64cm). Veja figura abaixo:

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Figura 6

- Nas escadas com lanços curvos a largura acima requerida deve ser ob da a 55 cm da bomba da escada (borda
interna da escada), sendo que parte mais estreita (junto a bomba) não poderá ser inferior a 15 cm (exceto em
escadas secundárias, isto é, não des nadas a saídas de emergência, onde serão admi dos 7 cm de largura mínima na
parte mais estreita );
- As escadas que levam a subsolos não podem estar na mesma prumada das escadas de emergência:

Figura 7

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- Ser dotadas de guardas nos lados abertos (ver SAÍDAS GUARDAS);


- Ter corrimãos em ambos os lados da escada, exceto em escadas secundárias, isto é, não des nadas a saídas de
emergência, com até 1,20m de largura, onde admite-se corrimão em apenas um lado. (ver SAÍDAS CORRIMÃOS);
- Escadas com largura superior a 2,20m devem ter corrimão intermediário;
- As escadas com lanços curvos podem ser u lizadas em saídas de emergência somente quando: a) atenderem a
edificações com ocupações residenciais, ou se tratarem de escadas não enclausuradas (escadas comuns), exceto no
caso de centros espor vos; b) os degraus forem ingrauxidos iguais, havendo bomba ou escaparate com diâmetro
mínimo de 0,97m; c) verem larguras entre 1,10 e 1,65, sem corrimão intermediário.

Figura 8

Fonte: NBR 9077 da ABNT

- As escadas com lanços mistos (escadas em leque)... Ver figura abaixo:

Figura 9

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Fonte: NBR 9077 da ABNT

...podem ser usadas como escadas de emergência, devendo atender às exigências aplicadas às escadas com lanços
curvos. Contudo, não são admissíveis lanços mistos em saídas de emergência quando: a) a saída tratar-se de escada à
prova de fumaça; b) es vermos tratando de edificações com ocupações dos grupos Reunião de público (Templos,
locais para refeições, centros espor vos, clubes sociais, etc.) e Ins tucionais (Quartéis, prisões, reformatórios,
hospitais, etc);
- As caixas das escadas, das guardas de acesso e das descargas, devem ter acabamento liso. Não é permi do seu uso
para depósito de materiais, bem como não podem possuir passagens de acesso

a tubulações de lixo, fiação elétrica ou medição de gás, exceto em escadas comuns de edificações com altura até
12m;
- As escadas devem ser sinalizadas e iluminadas. Principalmente no caso das escadas de segurança, que são escuras
mesmo ao dia e onde as pessoas podem perder a noção do pavimento no qual se encontram. Neste caso deve haver
uma boa sinalização mostrando em qual pavimento se está. Esta sinalização deve ser colocada nas portas das
escadas, na folha da porta, no lado que dá para o interior da caixa da escada:
Figura 10

-A sinalização deve ser fotoluminescente, de forma que se a iluminação falhar, está terá sua visualização facilitada.

SAÍDAS ESCADA ENCLAUSURADA PROTEGIDA (EP)

Figura 11

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-A escada EP é um dos pos de escadas de segurança as quais passaremos agora a estudar. Para lhe facilitar o
entendimento, podemos dizer que toda a normalização das escadas de segurança visa que estas cons tuam-se de
locais seguros para que as pessoas possam abandonar uma edificação sinistrada.

-Por exemplo: Se um apartamento de uma edificação incendiar, este po de escada deve permi r que as pessoas do
mesmo andar, ou dos andares de cima ou abaixo do qual está esta economia, possam fugir com segurança. Isso
somente é possível através deste po de escada, que de forma simplificada trata-se de uma escada incombus vel
protegida por paredes e portas resistentes ao fogo. Como a escada fica fechada por meio destas paredes e portas,
chamamos este ambiente de caixa da escada. A caixa da escada também deve ser bem sinalizada, iluminada e
arejada, pois em casos de sinistros, sempre entra alguma fumaça no seu interior em razão da entrada de pessoas
quando os pavimentos inundados de fumaça.

-Como a fumaça precisa sair a fim de que a escada não fique cheia dela, é necessário o sistema de ven lação por
meio de janelas e de um alçapão de ragem de fumaça. O arejamento das caixas das escadas também é importante
para manter a pressão do ar posi va no seu interior, isto é, sempre um pouco acima da pressão deste nos
pavimentos, de tal maneira que quando uma pessoa abrir a porta da caixa da escada, estando o pavimento tomado
por fumaça, a tendência seja a de que esta não penetre na área das escadas. Por todas estas razões, as portas das
caixas das escadas devem permanecer sempre fechadas. Também podemos dizer que uma escada de segurança
pode ser ainda uma escada externa, desde que esteja protegida da ação do fogo oriundo do interior da edificação, o
qual pode passar através de aberturas tais como janelas, aberturas para aparelhos de ar condicionado, chaminés e
etc. E, desde também que esteja segura quanto aos riscos de desabamento de partes da edificação, tais como
projeções de telhados, aparelhos de ar condicionado, chaminés, antenas e etc.

-Além do constante em escadas generalidades, deverão atender ao seguinte: Ter sua caixa protegida por paredes
resistentes a 02h de fogo (15cm = meio jolo maciço) e portas resistentes a 30 min de fogo PRF 30. Em edificações
cuja área do maior pavimento for inferior a 750m² e que possuam no máximo 4 unidades autônomas por pavimento
e no máximo 12m² de área de corredor no pavimento, é permi do que as portas das unidades autônomas abram
direto no ambiente da escada EP, desde que protegidas com portas PRF 30.

Figura 12

-Obs: A escada deve ser interrompida ao nível da descarga, não indo ao subsolo (ver figura 7(b));
-O topo da caixa da escada deve ter alçapão de ragem de fumaça permi ndo a sua ven lação permanente, com
área mínima de 01m²:
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Figura 13

-No térreo deve haver tomada de ar com área mínima de 1,20m² (Ver figura abaixo):

Figura 14

-Devem ter sinalização ( principalmente indicando em qual pavimento está o usuário ) e iluminação de emergência;
-Ter janelas junto ao teto ( peitoril a no mínimo 1,10m do patamar ) em todos os pavimentos ( na descarga é
faculta vo ), com largura mínima de 80 cm e área de ven lação mínima efe va, de 0,80m²:

Figura 15

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Estas janelas devem ser feitas de aço maciço de no mínimo 3mm. Seus caixilhos devem ser móveis permi ndo a fácil
abertura horizontal (eixo ver cal e "maximar" não podem, pois dificultam a saída da fumaça. Figura 16: Janela com
eixo ver cal – Não pode ser usada) da janela sem prejudicar o fluxo na escada.

Figura 16

-Devem ainda ser dotadas de vidros de segurança aramados ou temperados, com área máxima de 0,50 m² quando
distarem menos de 3,00 m, em projeção horizontal, de qualquer outra abertura no mesmo prédio, no mesmo nível
ou em nível inferior (pois a tendência da fumaça é a de subir, podendo passar de uma área não protegida para o
interior da caixa da escada, que deve ser isento de fumaça) ao seu ou à divisa do lote, podendo esta distância ser
reduzida para 1,40 m no caso de aberturas no mesmo plano de parede e no mesmo nível. Ver figura abaixo:

Figura 17

Quando não for possível a instalação de janelas, os corredores de acesso à caixa da escada devem ter janelas junto
ao forro com no mínimo 0,80m² de área de ven lação...Ver figura:

Figura 18

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...ou esta (caixa da escada) deverá ser precedida de antecâmara ( ver escadas PF ) ou terraços, balcões ou varandas (
conforme prescrições da NBR 9077 da ABNT ).

SAÍDAS ESCADA ENCLAUSURADA À PROVA DE FUMAÇA (PF)

Figura 19

-Além do prescrito em escadas generalidades, devem atender aos itens abaixo;


-Ter caixas resistentes a 04h de fogo (25cm = jolo maciço inteiro ) e portas estanques à fumaça e resistentes a 30
minutos de fogo ( P 30 ) na comunicação com a antecâmara;
-O acesso à caixa da escada deve ser por antecâmaras ven ladas ou por terraços ou balcões. A antecâmara deve ter
comprimento mínimo de 1,80m; pé direito mínimo de 2,50m; porta corta fogo (PCF - NBR 11742 da ABNT) na ligação
com o corredor da edificação ; ter dutos de entrada e saída de ar;
-As aberturas dos dutos devem ter área mínima de 0,84m² e proporções de 1:4 quando retangulares. A de entrada
de ar deve estar a no máximo 15 cm do piso, e a de saída a no máximo 15 cm do teto. Devem distar ver calmente de
no mínimo 2m uma da outra ( medida a par r dos eixos = centros das aberturas dos dutos ). Medindo
horizontalmente, a de saída deve estar a no máximo 3m da porta de ingresso na antecâmara e a de entrada a no
máximo 3m da porta de acesso às escadas:

Figura 20

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-Devem ter sinalização ( principalmente indicando em qual pavimento está o usuário ) e iluminação de emergência;
-Os dutos de entrada de ar (DE) e de saída (DS) devem: ter seção mínima em m² dada pela fórmula Secção= 0,105 x
nº de antecâmaras atendidas pelo duto, porém jamais inferior a 0,84m²; proporções 1:4 quando retangulares ( Ver
figura abaixo ); paredes resistentes a no mínimo 2h de fogo; reves mento interno liso; não podem ser usados para a
instalação de nenhum po de canalização.

Figura 21

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-O DS deve elevar-se 3,00 m acima do eixo de sua abertura na antecâmara do úl mo pavimento, devendo seu topo
situar-se 1,00 m acima de qualquer elemento constru vo existente sobre a cobertura; Sua saída no topo ( chaminé ),
quando não totalmente aberta, deve ser aumentada na ordem mínima de 1,5 vezes a área de sua seção ver cal ( do
DS ). Esta abertura deve ser disposta em no mínimo 2 faces opostas da chaminé:

Figura 22

O DS ainda deve ter a base fechada, bem como deve ter isolamento térmico e inércia térmica equivalentes, no
mínimo, a uma parede de jolos maciços, rebocada, de 15 cm de espessura, quando atenderem a até 15
antecâmaras, e de 23 cm de espessura, quando atenderem a mais de 15 antecâmaras;

-O DE deve ter a parte superior fechada; ter abertura em sua extremidade inferior que assegure a captação de ar
fresco respirável, devendo esta abertura ser dotada de por nhola de tela ou venezianas de material incombus vel
que não diminua a área efe va de ven lação, isto é, sua secção deve ser aumentada para compensar a redução; em
edi cios com altura superior a 30m e naqueles em que o emprego de escadas de bombeiros seja inviável em razão
de recuo entre pavimentos, a seção de seu trecho horizontal deve ser de no mínimo 1,5 vezes a do trecho ver cal;
sua tomada de ar deve ficar preferencialmente ao nível do solo ou abaixo deste, longe de qualquer eventual fonte de
fumaça em condições normais e de incêndio:

Figura 23

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SAÍDAS ESCADA ENCLAUSURADA À PROVA DE FUMAÇA PRESSURIZADA

Figura 24

-Sempre que indicado pela NBR 9077, pode subs tuir a escada à prova de fumaça ( com ven lação natural por meio
de dutos de ven lação );
-É regulada pela norma BS-5588/4;

-Deve ter 02 insufladores ( ven ladores ) de ar, sendo um permanentemente ligado a fim de gerar uma pressão
posi va na caixa da escada e outro desligado porém com acionamento automá co em caso de incêndio (pode ser
através de um sistema automá co de detecção e alarme de incêndio). Em razão dos insufladores de ar, as
antecâmaras são dispensadas;
-Devem ter paredes resistentes a 04h de fogo e serem dotadas de portas PF 60;
-Os insufladores de ar devem ficar em local protegido contra eventual fogo e ter fonte alimentadora própria, que
assegure um funcionamento mínimo de 4 h, para quando ocorrer falta de energia na rede pública;
-Devem ter sinalização ( principalmente indicando em qual pavimento está o usuário ) e iluminação de emergência;
-Devem observar as prescrições constantes em Saídas escadas generalidades, no que couber.

SAÍDAS CORRIMÃOS

Figura 25

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Fonte: NBR 9077 da ABNT

- Os corrimãos devem estar em ambos os lados da escada ( em escadas secundárias, isto é, não des nadas a saídas
de emergência, com até 1,20m de largura, admite-se corrimão em apenas um lado ), numa altura entre 0,80 m e
0,92 m medida perpendicularmente do topo do corrimão até uma linha imaginária unindo os bocéis (quinas) dos
degraus:

Figura 26

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-Devem permi r um deslocamento con nuo da mão, podendo ser agarrado fácil e confortavelmente em toda a sua
extensão ( também pode ter, além do principal, corrimãos noutras alturas para atender crianças em creches e
escolas ). A caracterís ca de con nuidade deve-se ao fato de que a fumaça atrapalha a visibilidade. Assim, a escada
deve permi r que se desça até de olhos fechados;
- Os corrimãos ainda devem ser fortemente fixados ( resis r a 900 Newtons ), com afastamento mínimo de 40 mm
das paredes ou guardas, e não podem ter arestas ou cantos vivos. No caso de possuir seção circular, seu diâmetro
deve estar entre 38 e 65mm (Ver Figura 25a);
-Os corrimãos devem estar afastados 40 mm, no mínimo, das paredes ou guardas às quais forem fixados;
-Escadas com mais de 2,20 m de largura devem ter corrimão intermediário conforme prescrições da NBR 9077 da
ABNT.
-Na figura 25b, temos o exemplo de uma escada onde os corrimãos estão instalados diretamente sobre os balaústres
(guardas).

SAÍDAS GUARDAS (Ver Figura 25)

-Toda saída de emergência - corredores, balcões, terraços, mezaninos, galerias, patamares, escadas, rampas e outros
- deve ser protegida de ambos os lados por paredes ou guardas (guarda-corpos) con nuas, sempre que houver
qualquer desnível maior de 19 cm, para evitar quedas;
-A altura das guardas, deve ser, no mínimo, de 1,05 m ( quando forem guardas internas ) e 1,30 ( quando externas
em escadas, patamares, etc. situados a mais de 12m do solo ) ao longo dos patamares, corredores, mezaninos, e
outros, podendo ser reduzida para até 92 cm nas escadas internas, medida ver calmente do topo da guarda a uma
linha que una as pontas dos bocéis ou quinas dos degraus (Ver figura 26)(quando a guarda desempenha
concomitantemente a função de corrimão);
-As guardas não devem ter aberturas que possibilitem a passagem de uma esfera de 15 cm de diâmetro (Ver figura
abaixo); não podem ter saliências e reentrâncias ou quaisquer outros elementos que se possam enganchar em
roupas; não podem ser cons tuídos de materiais es lhaçáveis. Se for o caso, usar vidros aramados ou de segurança
laminados;

Figura 27

-Devem ser capazes de resis r aos esforços sobre os corrimãos conforme prescrições da NBR 9077 da ABNT.

SAÍDAS PORTAS

- Devem ser em número suficiente, bem como ter larguras capazes de atenderem a população a qual se des nam (
ver Saídas de Emergência - dimensões );
- Nas rotas de saída e em salas com capacidade superior a 50 pessoas e em comunicação com acessos e descargas,
devem abrir no sen do do fluxo de saída;

- Não podem abrir diretamente sobre rampas e degraus. Neste caso deve haver patamar com comprimento mínimo
igual ao da(s) largura(s) da(s) folha(s) da(s) porta(s):

Figura 28

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- Nas escadas à prova de fumaça e em paredes corta-fogo, devem ser do po corta-fogo ( NBR 11742 da ABNT );
- Nas caixas das escadas, devem permanecer destrancadas e possuir fechamento automá co. O sen do de abertura
deve ser igual ao de saída:

Figura 29

- Em corredores, devem ter condições de reter a fumaça e ter visor transparente com área mínima de 0,07m² e altura
de no mínimo 25cm. Também devem abrir conforme o fluxo de saída (ou nos dois sen dos quando a saída for viável
em duas direções);
- Em locais com população acima de 200 pessoas, devem ser dotadas de ferragem an pânico ( po de maçaneta
especial metálica que abre tanto para cima quanto para baixo ), conforme NBR 11785. Também podem ser usadas as
barras an pânico:

Figura 30

- É vedado o uso de peças plás cas em fechaduras, espelhos, maçanetas, dobradiças e outros, em portas de: a) rotas
de saída; b) entrada em unidades autônomas; c) salas com capacidade acima de 50 pessoas.

SAÍDAS ACESSOS
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- Ter largura mínima de 1,10m permi ndo-se redução de no máximo 10 cm em função de saliências, reentrâncias,
etc;
- É importante salientar que os corredores que cons tuem as rotas de fuga tenham larguras compa veis com a
população a qual devem atender ( ver SAÍDAS DE EMERGÊNCIA - DIMENSÕES ). Um erro comum em projetos de
saídas de emergência ocorre quando o profissional prevê portas de salas ou salões de festas, bailes, ou eventos,
suficientemente largas para o escoamento de sua população em casos de sinistros, mas, no entanto, esquecesse-se
de que estas larguras precisam ter con nuidade nos corredores, escadas, rampas e descargas que conduzirão estas
pessoas até o exterior da edificação. É devido a isso que a NBR 9077 prevê conforme vimos em saídas de emergência
dimensões, um índice específico para os acessos e descargas para fins de cálculo de suas larguras. Veja um exemplo
de erro no projeto de largura de um acesso:

Figura 31

- Ter pé direito mínimo de 2,50m;


- Não podem reduzir o número de unidades de passagem (UP) requeridos para o escoamento da população de uma
edificação ( Conforme vimos acima );
- Suas portas devem abrir no sen do da rota de fuga;
- As portas que dão para os acessos, quando abrirem em ângulo de 180º devem permi r a manutenção de sua
largura efe va de no mínimo 1,10m e quando em ângulo de 90º, devem estar em recessos de paredes, não podendo
diminuir a largura do acesso em mais de 10 cm :

Figura 32

Fonte: NBR 9077 da ABNT

- Não podem estar obstruídos;


- Devem ser iluminados e sinalizados para facilitar a fuga.

SAÍDAS DESCARGA
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-A descarga é a parte da saída que fica entre a caixa da escada e a saída para o espaço livre exterior ao nível do solo.
Ela pode ser formada por corredor ou átrio enclausurado, pilo s ou corredor a céu aberto:
Figura 33

Suas dimensões devem ser tais que atendam a população à qual se des na ( ver SAÍDAS DE EMERGÊNCIA -
DIMENSÕES );
-Deve possuir sinalização e iluminação de emergência;
-Quando for pilo s, não pode ser usado como estacionamento de veículos e nem como depósito de materiais:

Figura 34

-Quando for corredor ou átrio enclausurado devem ter pisos e paredes com reves mento resistente ao fogo, sendo
que suas paredes devem ter resistência ao fogo igual a das escadas que

a ele conduzem; suas portas devem ser PCF quando atender a uma escada PF e PRF 30 quando a uma EP;
-Quando for corredor a céu aberto, com largura inferior a 4,00 m, deve ser protegido por marquise com largura
mínima de 1,20 m para proteger as pessoas da queda de partes da edificação sinistrada;
-É admissível que a descarga seja um saguão não enclausurado desde que a distância entre a caixa da escada e a área
em pilo s, fachada ou alinhamento predial não exceder a 4m (Ver figura 33).

SAÍDAS RAMPAS

- São obrigatórias: a) para unir pavimentos em diferentes níveis em acessos a áreas de refúgio em edificações
Hospitalares e naquelas onde as pessoas requerem cuidados especiais por limitações sicas ou mentais; b) na
descarga e acesso de elevadores de emergência; c) quando a altura a vencer for inferior a 0,48 m; d) quando a altura
a ser vencida não permi r o dimensionamento equilibrado dos degraus de uma escada; e) para unir o nível externo
ao nível do saguão térreo das edificações em que houver usuários de cadeiras de rodas (NBR 9050);
- Devem ter larguras compa veis à população a qual se des nam (ver SAÍDAS DE EMERGÊNCIA - DIMENSÕES) e não
podem ter portas, devendo terminar em patamares nivelados, de no mínimo 1,10m de comprimento (pode haver
porta somente após o patamar):

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Figura 35

- Devem ter piso an derrapante e possuir guardas e corrimãos. Não podem ter obstruções e devem ser sinalizados e
iluminados para facilitar a fuga;
- A declividade deve ser de no máximo 1:10 em rampas externas; 1:10 para residenciais, serviço de hospedagem,
locais de reunião de público, estabelecimentos de ensino, quartéis, delegacias, postos policiais, prisões, hospitais,
etc; 1:8 para saída descendente de locais de serviços profissionais e técnicos, garagens, oficinas e abastecedoras e
1:10 na ascendente; 1:8 para comerciais, indústrias e depósitos. Para facilitar o entendimento sobre a declividade,
esclareço que a expressão do po 1:10 significa 01( uma ) unidade de altura por 10 ( dez ) de comprimento. Significa
dizer por exemplo que se a altura a vencer for de 1m, nossa rampa precisará ter 10m de comprimento; se a altura a
vencer for de 20cm, precisará ter 200cm de comprimento, isto é, na ordem de 1:10, temos que o comprimento será
sempre 10 vezes maior que a altura.

Figura 36

SAÍDAS DE EMERGÊNCIA – OBSERVAÇÕES

-Conforme subitem 1.4 da NBR 9077 da ABNT, ela se auto-aplica às edificações novas, sendo que no caso das já
construídas, as mesmas devem adaptar-se no que for possível. Sabendo-se que a força de lei das normas origina-se
com sua inclusão num texto legal, seria razoável a u lização deste item dentro de um parecer técnico como base
para a isenção da necessidade de adequação plena de uma edificação existente à NBR 9077. Uma vez que todo o
possível tenha sido feito mediante comprovação técnica (exemplo: cálculo mostrando que uma edificação não
poderia proteger as escadas em razão de a estrutura não comportar acréscimo de peso), tem-se que a edificação já
está adequada dentro do possível, conforme prescreve o subitem 1.4;

-Na prá ca da a vidade de projetar saídas de emergência, você vai encontrar situações em que embora a legislação
não exija, sen rá a necessidade de dotar sua edificação de mais saídas. Se isso for viável, não existe em fazê-lo, pois
é sempre aconselhável que se tenha uma saída alterna va para o caso de a saída principal ficar prejudicada em
função do próprio sinistro. Não faça de sua edificação uma "ratoeira". Seja um profissional consciente, sempre
orientando seus clientes em direção ao que é mais seguro.

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EXTINTORES
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-No Brasil, a principal norma que trata sobre ex ntores de incêndio, é a NBR 12.693 da ABNT.

-Também deverão ser levadas em consideração, legislações específicas, como a Portaria 05 da ANP (Subs tui a
Portaria 27 do DNC), que trata dos depósitos de GLP e estabelece medidas de prevenção, e a NBR 13.523 (Dispõe
sobre as centrais prediais de GLP e determina sua prevenção).

-Segundo a NBR 12.693 da ABNT a instalação de ex ntores deve levar em consideração o seguinte (abaixo são dadas
as principais prescrições da referida Norma):

-Capacidade ex ntora: Medida do poder de ex nção de fogo de um ex ntor, ob da em ensaio prá co normalizado.

-Ex ntor portá l: Ex ntor de incêndio que pode ser transportado manualmente, sendo que sua massa total não
pode ultrapassar 20kg;

-Ex ntor sobre rodas: Ex ntor de incêndio, montado sobre rodas, cuja massa total não pode ultrapassar 250kg,
operando e transportado por um único operador;

-Risco baixo: Edificações e áreas de risco com carga de incêndio específica até 300 MJ/m2 e líquidos combus veis
com volume menor que 3,6L;

-Risco médio: Edificações e áreas de risco com carga incêndio específica acima de 300 MJ/m2 a 1200 MJ/m2 e
líquidos combus veis com volume igual a 3,6 L até 18L;

-Risco alto: Edificações e áreas de risco com carga de incêndio específica acima de 1200 MJ/m2 e líquidos
combus veis com volume maior que 18L;

-A instalação dos ex ntores deve levar em consideração a proteção contra riscos de incêndios de classes "A", "B" e
"C" ( ver Classes de Incêndio );

- A instalação deve ser a uma altura entre 0,10 m e 1,60 m, considerando a borda inferior e a parte superior do
ex ntor ( alça ), respec vamente:

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Fonte: Google SketchUp

- Visível, em local desobstruído de fácil acesso;

- Não pode ser instalado em escadas ou caixas de escadas;

-Quando instalados em locais sujeitos ao vandalismo, os abrigos podem ser chaveados, desde que haja meio que
possibilite o rápido acesso para seu emprego;

- Deve ser fixado em suportes resistentes;

-Deve haver no mínimo um ex ntor de incêndio distante a não mais de 5m da porta de acesso da entrada principal
da edificação, entrada do pavimento ou entrada da área de risco;

-Para proteção de locais fechados, tais como: salas elétricas, compar mentos de geradores, salas de máquinas,
entres outros, os ex ntores devem ser instalados no lado externo, próximo a entrada destes locais, respeitando-se as
distâncias máximas a serem percorridas. (Nota do autor: Ex ntores de incêndio, mesmo que indicados para
princípios de incêndios de classe “C”, não devem ser empregados em redes ou equipamentos que trabalham sob
alta tensão quando energizados, visto o risco de choque elétrico por indução).

- dentro do prazo de validade da manutenção do equipamento;

- Sinalizados conforme a NBR 13434-1;

- Protegidos contra intempéries e contra impactos;

-Os ex ntores de incêndio sobre rodas devem ser instalados para a proteção de áreas de alto risco onde seja
necessário alta vazão de agente ex ntor, maior tempo de descarga e alcance de jato e maior quan dade de agente
ex ntor, tais como: postos de abastecimento de combus veis ou inflamáveis, heliportos, heliportos, subestação
elétrica e outros locais onde houver manipulação e/ou armazenamento de explosivos inflamáveis ou combus veis
cujos reservatórios não estejam enterrados;

-Os ex ntores sobre rodas são complementares aos ex ntores portáteis requeridos para a edificação ou área de
risco. Sendo assim, somente são admi dos ex ntores sobre rodas nos cálculos das unidades ex ntoras, quando estes
puderem acessar qualquer parte da área a ser protegida, sem impedimentos de portas, soleiras, degraus no piso,
materiais, equipamentos ou outras obstruções, não podendo, ainda, protegerem pavimentos diferentes de sua
instalação;

-A capacidade ex ntora mínima de cada po de ex ntor portá l, para que se cons tua uma unidade ex ntora, deve
ser:

a) carga d’água: ex ntor com capacidade ex ntora de no mínimo 2-A;


b) carga de espuma mecânica: ex ntor com capacidade ex ntora de no mínimo 2-A:10-B;
c) carga de dióxido de carbono (CO2): ex ntor com capacidade ex ntora de no mínimo 5-B:C;
d) carga de pó BC, ex ntor com capacidade ex ntora de no mínimo 20-B:C;
e) carga de pó ABC: ex ntor com capacidade ex ntora de no mínimo 2-A:20-B:C;
f) carga de halogenados: ex ntor com capacidade ex ntora de no mínimo 5-B:C.

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-Cada pavimento deve possuir no mínimo duas unidades ex ntoras, sendo uma para incêndio classe A e outra para
incêndio classe B e classe C. É permi da a instalação de duas unidades ex ntoras de pó ABC com capacidade
ex ntora de no mínimo 2-A:20-B:C.
NOTA: Em edificações ou risco com área construída inferior a 50m2 pode ser instalada apenas uma única unidade ex ntora de pó ABC.

-A capacidade ex ntora de cada po de ex ntor sobre rodas, para que se cons tua uma “unidade ex ntora”, deve
ser:

a) carga d’água: ex ntor com capacidade ex ntora de no mínimo 10-A;


b) carga de espuma: ex ntor com capacidade ex ntora de o mínimo 6-A: 40B;
c) carga de dióxido de carbono (2): ex ntor com capacidade ex ntora de no mínimo 10-B: C;
d) carga de pó BC: ex ntor com capacidade ex ntora de no mínimo 80-B:C;
e) carga de pó ABC: ex ntor com capacidade ex ntora de no mínimo 6-A: 80 - B:C.

-Em cada piso a distância a ser percorrida e os ex ntores a serem instalados devem estar de acordo com as tabelas
abaixo:

Para risco de incêndio de classe “A”

Fonte: NBR 12693/ 2010 da ABNT

Para risco de incêndio de classe “B”

Fonte: NBR 12693/ 2010 da ABNT

*NOTA (referente ao subitem 6.3.1 da NBR 12693 da ABNT): No combate a fogos envolvendo líquidos e gases inflamáveis pressurizados,
devem ser u lizados ex ntores com carga de pó, já que ex ntores contendo outros agentes não são eficientes no combate a esse po de
risco. A seleção de ex ntores para esse po de risco deve ser feita com base nas especificações de seus respec vos fabricantes. As ABNT
NBR 15808 e ABNT NBR 15809 não são aplicáveis a esse po de risco.

-Para líquidos inflamáveis em profundidade superior a 6 mm e com super cie aberta, como em tanques de
armazenamento ou de tratamento térmico e submersão, o ex ntor classe B deve ter capacidade ex ntora mínima na
proporção de 20-B por metro quadrado de área máxima de fogo es mada, ou de 10-B, quando o ex ntor for do po
espuma mecânica.

- Os ex ntores para risco classe C devem ser distribuídos com base na proteção do risco principal da edificação ou da
área de risco, ou seja, acompanhando-se a mesma distribuição dos riscos classe A ou B. Sempre que possível, deve-
se instalar estes ex ntores de classe C próximos a riscos especiais mantendo-se uma distancia segura para o
operador, tais como: casa de caldeira, casa de bombas, casa de força elétrica, casa máquinas, galeria de transmissão,
incinerador, elevador (casa de máquinas), ponte rolante, escada rolante (casa de máquinas), quadro de redução para
baixa tensão, transformadores, contêineres de telefonia, gases ou líquidos combus veis ou inflamáveis e outros
riscos semelhantes.

-Uma vez que a instalação dos ex ntores é dada em função dos riscos (baixo, médio e alto), as tabelas abaixo nos
fornecem os mesmos com base nas cargas de incêndio atribuídas às diferentes ocupações. Obs.: As ocupações não

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listadas nas tabelas devem ter os valores de carga de incêndio especifica determinados por similaridade.

NOTA: Admite-se a similaridade entre as edificações comerciais e industriais.

Fonte: NBR 12693/ 2010 da ABNT

Fonte: NBR 12693/ 2010 da ABNT

Fonte: NBR 12693/ 2010 da ABNT


NOTA: Onde se lê “Adotar o anexo B”, deve ser calculada a carga de incêndio conforme orientado após as tabelas.

Fonte: NBR 12693/ 2010 da ABNT

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Fonte: NBR 12693/ 2010 da ABNT

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Fonte: NBR 12693/ 2010 da ABNT

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Fonte: NBR 12693/ 2010 da ABNT


NOTA: Onde se lê “Levantamento de carga de incêndio conforme anexo B”, calcule a carga de incêndio conforme abaixo.

-Para as edificações des nadas a depósitos, explosivos e ocupações especiais aplica-se o cálculo de levantamento da
carga de incêndio específica, conforme abaixo:

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Onde:
qfi é o valor da carga de incêndio especifica, expresso em megajoules por metro quadrado (MJ/m2) de área de piso.
Mi é a massa total de cada componente i do material combus vel, expressa em quilogramas (Kg). Esse valor não
pode ser excedido durante a vida ú l da edificação, exceto quando houver alteração de ocupação, ocasião em que
Mi deve ser reavaliado.
Hi é o potencial calorífico de cada componente i do material combus vel, expresso em Megajoules por quilogramas
(MJ/Kg), conforme as tabelas abaixo.
A é a área do piso do compar mento, expressa em metros quadrados (m2).

Fonte: NBR 12693/ 2010 da ABNT

-Observações:

a. Para o levantamento de carga de incêndio especifica, o cálculo deve ser realizado em módulos de no máximo
500m2 de área de piso (espaço considerado). Módulos maiores de 500m2 podem ser u lizados quando o espaço
analisado possuir materiais combus veis com potenciais caloríficos semelhantes e uniformemente distribuídos.
b. A carga de incêndio especifica do piso analisado deve ser tomada como sendo a media entre os dois módulos de
maior valor.
c. Considerar que 1 Kg de madeira equivale a 19,0 MJ; 1 cal equivale a 4,185 J e 1 BTU equivale a 252 cal.

- A tabela abaixo pode con nuar sendo u lizada para se es mar a capacidade ex ntora equivalente de ex ntores
an gos, ou seja, que não possuem capacidade ex ntora declarada pelos seus respec vos fabricantes. Tais ex ntores
classificados de acordo com a tabela somente poderão con nuar sendo u lizados em projetos aprovados
anteriormente a publicação da ABNT NBR 12693:1993.

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Fonte: NBR 12693/ 2010 da ABNT

NOTA FINAL (do autor): Além das prescrições supracitadas, cuja fonte é a NBR 12693/ 2010, da ABNT, quando da
inspeção, deverá ser apresentada nota fiscal de compra ou de manutenção dos equipamentos, bem como o
respec vo memorial assinado por profissional competente.

ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA
Voltar ao Memorial de Iluminação de Emergência

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- Este assunto é tratado pelas NBRs 9077 e 10898 da ABNT;

- A intensidade da iluminação deve ser suficiente para evitar acidentes e garan r a evacuação das edificações,
levando em conta a possível penetração de fumaça nas áreas. O bom proje sta de prevenção de incêndio deve
considerar a edificação em situação de incêndio, havendo visibilidade prejudicada pela fumaça e pessoas em pânico.
Somente assim será possível uma instalação eficiente, eficaz e efe va de iluminação de emergência. Outro fator a ser
levado em consideração, é o de que muitas edificações são escuras mesmo ao dia, e outras, podem tornarem-se
escuras mesmo ao dia em virtude de condições climá cas adversas. Isso também deve ser levado em consideração
em projetos de prevenção de incêndios, inclusive de edificações usadas apenas durante o dia;

-Lembro-me de uma ocasião em que ve de usar as escadas de emergência de uma edificação visto que os
elevadores estavam em manutenção. De repente, no meio da escadaria, faltou luz e, devido ao tempo de comutação
para que a iluminação de emergência entrasse em funcionamento, a luz demorou alguns segundos para vir. Aqueles
segundos pareceram uma eternidade, pois a escuridão era completa, mesmo sendo dia claro. Imagine então pessoas
em pânico no interior da caixa de uma escada sem uma boa iluminação de emergência? Tal exemplo nos fornece
uma boa ilustração sobre a importância deste item.

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- Com fins à prevenção de incêndios a iluminação de emergência deve:

a) permi r o controle visual das áreas abandonadas para localizar pessoas impedidas de locomover-se;

b) sinalizar inconfundivelmente as rotas de fuga u lizáveis no momento do abandono do local;

c) sinalizar o topo do prédio para a aviação comercial.

- A autonomia mínima de funcionamento deve ser de no mínimo 01 hora;

- A tensão de alimentação das luminárias deve ser inferior a 30V;

- A iluminação deve permi r o reconhecimento de todos os lances e antecâmaras de escadas, circulação de uso
comum e todas as rotas de fuga da edificação, sem causar ofuscamento da visão (Ver figura abaixo) e nem deixar
sobras como por exemplo em degraus, que possam atrapalhar a fuga:

- Em locais onde seja possível a presença de fumaça em incêndios, a instalação deve ser a uma altura tal que fique
abaixo da parte mais baixa do colchão de fumaça;

- A cada 15m de distância deve haver uma luminária de sinalização da rota de fuga, balizando todas as mudanças de
direção, obstáculos e etc, não podendo ser obstruída por anteparos ou arranjos decora vos;

- Cada ponto de iluminação de aclaramento de ambiente deve ser instalado num intervalo de no máximo 04 vezes
sua altura de instalação;
- O sistema pode ser alimentado por fonte central de baterias; composto por blocos autônomos ou ainda por grupo
moto-gerador;

- O grupo moto-gerador deve entrar em funcionamento automa camente em no máximo 12 segundos após o corte
de energia. A descarga de gases deve ser para o exterior da edificação e deve haver dique de contenção a par r de
200 litros de combus vel;

-Também é importante salientar a necessidade de que no caso de centrais que u lizem baterias, como é o caso dos
blocos autônomos por exemplo, que periodicamente se deixe esgotar a carga destas baterias, visando que não
fiquem "viciadas" perdendo a capacidade de recarga. Para tanto, você pode fazê-lo através do desligamento da fonte
de alimentação ( tomadas ), de forma intercalada, isto é, um pavimento sim e outro não, uma luminária sim e outra
não, para não esgotar a carga de todas ao mesmo tempo.

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SINALIZAÇÃO

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Infelizmente ainda são verificadas instalações de sinalizações de emergência que, em razão da falta de
entendendo de sua importância, são feitas de forma quase que decora va, aparentemente cumprindo sua função,
mas na realidade, cons tuindo-se de instalações não efe vas quanto a esta. Já presenciei placas de sinalização
instaladas a mais de 2m de altura, que jamais seriam vistas em casos de sinistros.

Recordo de uma vez em que pude experimentar sua grande importância: Certa feita, no interior de uma loja,
dado que a distância a percorrer era superior a 80m e eu estava no fundo desta, junto aos provadores de roupas,
considerei o que poderia fazer para me salvar se um incêndio iniciasse no meio da loja. Como passar pelo sinistro?
Considerei então que minha única alterna va seria fazer o uso dos ex ntores e da hidráulica do prédio, sendo que se
não funcionasse, nada mais poderia ser feito a não ser aguardar pelo resgate ou pela morte. De repente, verifiquei
que funcionários da loja passaram por mim e entraram e uma pequena porta. Por minha vez, dei uma olhada e
encontrei sobre esta porta, uma modesta placa de saída "bem escondidinha para ninguém ver". Também verifiquei
que havia outra placa pendurada no meio da loja, para que no caso de alguém estar dirigindo-se para os provadores,
pudesse ver a saída.
Assim constatei que o proje sta ou o instalador esqueceu-se de prever que esta saída deveria poder ser
iden ficada pelas pessoas que saíssem do provador. Constatei ainda que devido a este "pequeno" erro, alguém
poderia perder ali a sua vida, mesmo estando ao lado da saída.
Imagine então, o que deixar para quem é totalmente inocente quanto aos perigos existentes e está desatento
às possibilidades de suas ocorrências . É devido a isso, que sempre devemos levar em consideração, de forma
exaus va, todas as situações possíveis, para a projeção eficiente, eficaz e efe va dos itens de prevenção de
incêndios:

Figura 1

- Este assunto é tratado pelas NBRs 9.077, 13.434-1 e 13.434-2, todas da ABNT;

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- A sinalização deve ser exaus va e de fácil visualização e entendimento. Sua projeção deve levar em consideração
que irá orientar pessoas em pânico, de forma que jamais as pode deixar em dúvida quanto ao que fazer. Sua
mensagem deve ser do po olhou - entendeu, sem precisar de interpretações.

-Deve levar em consideração às distâncias de visualização e toda e qualquer mudança de direção.

-Também deve levar em consideração a altura das pessoas.

-A sinalização também deve ser fotoluminescente, capaz de ser vista mesmo no escuro ou na penumbra.

- Deve sinalizar os equipamentos de prevenção de incêndios, as portas, rotas de fuga e escadas, indicando as saídas
bem como balizando todos os obstáculos, mudanças de direção, indicando pavimentos em caixas de escadas e etc;

- Deverá sinalizar os locais de riscos pontuais (Central de gás, produtos tóxicos e inflamáveis, quadro de comando de
energia elétrica, subestação, transformadores, depósito de GLP, caldeiras...);

- Deve proibir o fumo em locais onde a lei determina ou haja risco de incêndio e/ou explosão;

- As dimensões devem permi r a fácil visualização, podendo ser discernida dos pontos mais distantes;

- Não podem ser instaladas em meio à poluição visual, prejudicando sua função.

-Abaixo veja alguns exemplos de sinalização e de sua aplicação:

Figura 2

Fonte: Google SketchUp

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Fonte: Google SketchUp

Fonte: Google SketchUp

Sinalização importante para localização da situação das pessoas na edificação e de localização das saídas:

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Figura 3

ALARME DE INCÊNDIO
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-A principal norma brasileira que trata sobre detecção e alarme de incêndio é a NBR 17240 da ABNT;

- Contudo, a exigência de alarme de incêndio dá-se com base na NBR 9077 da ABNT, conforme podemos ver através
da tabela abaixo:

Tabela 1

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Fonte: NBR 9077 da ABNT

-As principais prescrições da NBR 17240 da ABNT, são as seguintes:

Central, painel repe dor e painel sinóp co:

-A central de alarme deve ser localizada em áreas de fácil acesso, salas de controle, salas de segurança ou bombeiros,
porta principal ou entrada de edi cios. A central deve ser monitorada, local ou remotamente, 24 horas por dia, por
operadores treinados.

-Dentro da central ou na parede perto desta deve exis r a informação de como operá-la em caso de alarme ou falha,
em Português.

-Caso a central não esteja localizada junto à entrada da edificação, recomenda-se a instalação de um painel repe dor
ou painel sinóp co próximo à entrada da edificação.
-A central não pode ser instalada junto a materiais inflamáveis ou tóxicos. O local deve ser protegido contra a
penetração de gases e fumaça.

-O local de instalação da central deve possuir rotas de fuga seguras para os operadores.

-O local de instalação da central deve permi r a rápida comunicação entre o operador e o corpo de bombeiros e a
brigada de incêndio.

-Deve-se prever um espaço livre de no mínimo 1m² em frente à central, des nado à sua operação e manutenção
preven va e corre va.

-A localização do painel repe dor ou painel sinóp co deve atender ao seguinte:


a.Não pode ser instalado junto a materiais inflamáveis ou tóxicos. O local deve ser protegido contra a
penetração de gases e fumaça.
b. O local de instalação deve possuir rotas de fuga seguras para os operadores.
c. O local de instalação deve permi r a rápida comunicação entre o operador e o corpo de bombeiros e a
brigada de incêndio.
d. Deve-se prever um espaço livre de no mínimo 1m² em frente ao quadro, des nado à sua operação e
manutenção preven va e corre va.

-O local da instalação das baterias deve permi r fácil acesso para manutenção.

-No local de instalação da central só devem ser instaladas baterias seladas.

-Quando não forem alojadas no interior da central, as baterias devem ser instaladas junto à central, em área
abrigada e ven lada, para evitar acúmulo de gases tóxicos e corrosivos. Em caso de uso de baterias não seladas, os

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eletrodutos que as interligam a central devem ser fechados de forma a inibir a penetração de gases no gabinete da
central.

-Recomenda-se que a central seja de forma que a sua interface de operação (teclado/visor) fique a uma altura entre
1,40m e 1,60m do piso acabado, para operação em pé, 1,10m a 1,20m para operação sentada, para melhorar a
visualização das informações.

Detectores de incêndio:

-São equipamentos responsáveis pela detecção de incêndios que, uma vez conectados à central de alarme, disparam
automa camente o alarme de incêndio. Sendo assim, sua instalação deve considerar as caracterís cas intrínsecas do
ambiente onde estão instalados a fim de serem evitados alarmes falsos, bem como a falta de alarme em situações
em que este deveria ocorrer.

-Os detectores são divididos basicamente em:


a. Detectores de fumaça.
b. Detectores de temperatura.
c. Detectores de chama.

Acionador manual:

-O alarme de incêndio também pode ser dado através de acionadores manuais conectados à central de alarme.
-Deve ser instalado em local de trânsito de pessoas em caso de emergência, como saídas de áreas de trabalho, áreas
de lazer, corredores, saídas de emergência para o exterior etc.

-Deve ser instalado entre 0,90m e 1,35m de altura do piso acabado, embu do ou sobreposto, na cor vermelho
segurança.

Figura 1

Fonte Google SketchUp

-A distância máxima a percorrer até um acionador não pode ser superior a 30m.

-Cada pavimento da edificação deve possuir ao menos pelo menos um acionador manual. Os mezaninos só estarão
dispensados desta exigência se a distância até o acionador manual mais próximo for inferior a 30m.

-Devem ser na cor vermelha e possuir corpo rígido, para impedir dano mecânico ao disposi vo.

-Devem conter informações de operação na língua Portuguesa.

-Caso possua disposi vo de rompimento, esse disposi vo, quando rompido, não deve formar fragmentos cortantes
que tragam risco ao operador.

-Deve ser de acionamento do po travante, permi ndo a iden ficação do disposi vo acionado. Este po de
disposi vo obriga a colocá-lo manualmente na posição normal e não eletronicamente, via central.

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-Devem ser construídos sem cantos vivos, de tal maneira que evitem lesões às pessoas. Sua fixação na parede pode
ser de maneira sobreposta ou embu da.

-É recomendado que o acionador manual sinalize localmente as condições de alarme e supervisão da linha de
detecção.

Avisadores sonoros e/ou visuais:

-Devem ser instalados em quan dades suficientes, nos locais que permitam sua visualização e/ou audição, em
qualquer ponto do ambiente no qual estão instalados, nas condições normais de trabalho deste ambiente, sem
impedir a comunicação verbal próximo do local da instalação.

-Devem ser instalados avisadores sonoros e avisadores visuais em locais de trânsito de pessoas em caso de
emergência, como áreas de trabalho, corredores, saídas de emergência para o exterior etc.

-Avisadores devem ser supervisionados pela central, com relação a rompimento de fios e cabos em suas ligações.

-Avisadores sonoros e/ou visuais devem ser instalados a uma altura entre 2,20m a 3,50m de forma embu da ou
sobreposta, preferencialmente na parede.

-Em locais com nível sonoro acima de 105 dBA, além dos avisadores sonoros, devem-se prever avisadores visuais.

-Não podem apresentar falhas, deformação ou queda de rendimento sonoro ou visual por 60 min de funcionamento
con nuo.
-Possuir tensão de operação nominal de 24 Vcc. Em caso de grandes áreas externas ou pá os, é permi do u lizar
tensões superiores, desde que haja garan a da fonte de alimentação principal e de emergência, ambas
supervisionadas eletronicamente.

-Os avisadores visuais devem ser pulsantes, com freqüência entre 1 e 6 Hz.

-Os avisadores visuais devem ter intensidade luminosa mínima de 15 cd e máxima de 300 cd.

-Os avisadores sonoros devem apresentar potência sonora de 15 dBA acima do nível médio do som do ambiente ou
5 dBA do nível máximo de som do ambiente, medidos a 3 m da fonte.

-O som e a freqüência dos avisadores devem ser únicos na área e não podem ser confundidos com outros
sinalizadores que não pertençam ao alarme de incêndio.

Sistemas automá cos de combate a incêndios:

-Em locais habitados, a central deve acionar disposi vos sonoros e visuais, durante um tempo suficiente para o
abandono das pessoas presentes no local, e, somente após isto, deve efetuar a descarga do agente ex ntor.

-Em locais habitados, onde aplicável, o sistema de combate automá co deve obedecer a sequência abaixo:
a. A vação do pré-alarme na atuação do primeiro detector, para a brigada de incêndio poder verificar a
origem do alarme;
b. Na atuação do segundo detector, imediata a vação do alarme sonoro de abandono, em tom dis nto do
pré-alarme, com indicação visual das saídas de emergência disponíveis;
c. Abertura da válvula direcional correspondente ao risco e disposi vos de alívio de pressão, quando
aplicável;

d. Iniciar temporização para a vação do sistema de combate, por um tempo suficiente para o abandono. Para
tanto, deve se considerar o tempo em que uma pessoa, caminhando a uma velocidade não superior a 40
m/min, par ndo de local e condição mais desfavoráveis da área protegida, consegue chegar a um local
seguro.
e. Ao tempo da temporização, se não houver bloqueio, a central energizará o disposi vo de descarga do
agente ex ntor.

-Quando interligado a um sistema automá co de combate, a o sistema de detecção e alarme de incêndio deve
comandar as seguintes operações, onde aplicável:
a.Destravamento de saídas de emergência e portas de fuga, que estejam bloqueadas pelo sistema de controle
de acesso ou outros meios;
b. Desligamento da energia elétrica, sistemas de ven lação, ar-condicionado e bombas de combus veis;
c. Fechamento de portas corta-fogo, “dampers” de insuflamento e retorno de ar, e válvulas de alimentação de
combus veis.

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-Recomenda-se que as passagens horizontais e ver cais de cabos, bandejamentos e tubulações, sejam fechadas
permanentemente contra a passagem de fumaça e calor, com elementos de vedação resistentes ao fogo.

Alimentação elétrica da central de detecção e alarme:

-Deve possuir sempre uma fonte de alimentação principal e uma de emergência, com capacidades iguais e tensão
nominal de 24 Vcc. As fontes de alimentação devem ser supervisionadas e dimensionadas para o consumo máximo
do sistema.

-Possuir fonte de alimentação principal comcapacidade para atender simultaneamente ao circuito de maior consumo
do sistema de alarme de fogo, com todos os indicadores, avisadores e comandos acionados, durante pelo menos 15
min, com a bateria ou fonte de emergência desconectada.

-Possuir fonte de emergência ou bateria com capacidade suficiente para operar o sistema de detecção e alarme em
condições normais (sem alarmes), por um tempo de no mínimo 24h e, depois do fim deste período, as baterias
devem possuir capacidade de operar todos os avisadores de alarme usados para o abandono ou localização de
emergência por 5 min. Caso seja um sistema incluindo avisador por voz, mantém-se o período mínimo em condições
normais e, no caso de abandono, deve operar todos os equipamentos de voz, por 15 min.

Princípio de funcionamento da central de alarme:

-Indicações de incêndio devem ter prioridade sobre as demais indicações.

-Indicações visuais de incêndio dos diferentes circuitos de detecção devem ser memorizadas individualmente, O
“reset” do alarme memorizado deve ser manual.

-Deve ser possível silenciar manualmente a indicação sonora dos eventos, de modo que, na ocorrência de novo
alarme de incêndio ou falha, a indicação sonora seja acionada novamente.

-As cores das indicações devem ser: vermelha para alarme de incêndio, amarela para falha e verde para
funcionamento normal.

-Todos os circuitos de detecção, alarme e detecção devem ser supervisionados contra a interrupção de linha e esta
sinalizada como falha.

-Todos os sistemas de detecção devem ser protegidos contra curto-circuito, sinalizando a ocorrência.

-Os circuitos de alarme e comando devem ser protegidos contra rompimento e curto-circuito, sinalizando a
ocorrência.

-O tempo de resposta para a sinalização de um alarme de incêndio na central deve ser de no máximo 30 s e, para
falha, no máximo 200 s.

-As indicações visuais de incêndios ou falha não podem ser canceladas ou inibidas, sem antes normalizar ou reparar
o elemento que gerou a ocorrência.

-A central deve ter pelo menos um contato reversor, des nado ao comando de equipamentos auxiliares.

Painel repe dor e painel sinóp co (quanto às indicações):

- U lizar indicadores acús cos e visuais.

-Repe r no mínimo as sinalizações gerais de incêndio.

-Possuir pos diferentes de indicação sonora, sendo uma pára incêndio e uma para as demais indicações.

-As cores a serem u lizadas nas indicações visuais são: vermelha para alarme de incêndio, amarela para falha e verde
para funcionamento normal.

-A par r de 10 indicadores (LED ou lâmpadas), deve ser previsto um po de ensaio dos indicadores luminosos e dos
sinalizadores acús cos.

Infra-estrutura:

-A rede de eletrodutos deve ser dedicada exclusivamente ao sistema de detecção e alarme.

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-A rede de eletrodutos deve ser preferencialmente metálica a fim de dar proteção mecânica e eletromagné ca à
fiação. Pode ser embu da ou aparente.

-Os eletrodutos devem conter apenas circuitos elétricos na tensão nominal de 24 Vcc. Eventuais circuito elétricos
adicionais com tensões diferentes devem desta devem ser instalados em eletrodutos dis ntos.

-Os circuitos dos sistemas de detecção e alarme devem atender à NBR 5410 da ABNT.

-Os condutores elétricos devem ser de cobre, rígidos ou flexíveis, e ter isolação não propagante à chama, que resista
a temperatura igual ou superior a 70 ºC. Os fios e cabos singelos devem possuir tensão de isolação mínima de 600
Vca e bitola adequada, sendo a mínima seção mínima permi da de 0,75 mm². Os condutores elétricos de cabos
mul pares, devem possuir tensão de isolação mínima de 300 Vca e bitola adequada, sendo a seção mínima
permi da de 0,50 mm².

-Em locais sujeitos a fortes campos eletromagné cos, devem ser adotadas medidas complementares de isolamento
eletromagné co, tais como: separação sica, blindagens adicionais, aterramentos individuais etc.

-Não são permi das soldas ou emendas de fios ou cabos dentro de eletrodutos, bandejas, calhas, caixas de ligação e
de passagem. Quando necessárias, as emendas devem ser feitas nos bornes de detectores, acionadores manuais,
avisadores, ou em caixas terminais com bornes apropriados.
-Todas as interligações dos componentes entre si e destes com a central devem ser claramente iden ficadas.

-Descidas de cabos para a interligação de acionadores manuais devem ser protegidas contra danos mecânicos, no
mínimo até uma altura de 2 m do piso acabado.

-A distância mínima entre fios e cabos do sistema de detecção e os fios de energia de alimentação 127/220 Vca deve
ser de 50 cm.

SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS


ATMOSFÉRICAS
(SPDA)

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Em primeiro lugar vamos, em breves palavras, entender como funciona a eletricidade:

Para que a corrente elétrica ocorra, isto é, o deslocamento de elétrons pelo condutor, é necessário que haja
uma diferença de potencial elétrico. Diferença de potencial consiste na diferença de quan dade de elétrons entre
dois pontos. Quando um ponto está com mais ou menos elétrons que outro, a tendência é o equilíbrio entre eles.
Assim, podemos dizer que os elétrons do ponto com mais elétrons tendem a deslocar-se para o que tem menos
elétrons. Por exemplo, quando acionamos o interruptor para acender a luz, estabelecemos uma ligação entre dois
pontos que estão com potenciais diferentes. Quando a conexão entre estes dois pontos é feita, os elétrons do ponto
de maior potencial passam para o de menor potencial, como se fosse uma ponte sobre a qual os elétrons se
deslocam e vão em direção à lâmpada, onde passando por seu filamento a fazem emi r luz;

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Um erro comum, que inclusive já levou pessoas a morte, é acharmos que alguns materiais não sejam
condutores de energia elétrica. Na verdade, o que ocorre é que alguns materiais são bons condutores, como os
metais, e outros, não, como é o caso da borracha. Os bons condutores oferecem pouca resistência ao trânsito de
elétrons, já os maus condutores, oferecem muita resistência. A importância deste conhecimento reside no fato de
que se a diferença de potencial entre dois pontos for muito elevada, até mesmo um mau condutor pode permi r a
passagem de elétrons. Quanto a isto, e para ilustrar, recordo de um fato em que um homem, valendo-se de uma vara
de bambu, tentou religar a energia elétrica que havia faltado, procurando restabelecer a ligação junto ao poste de
luz. Apesar da vara não ser um bom condutor, veio a servir de condutor em razão da grande diferença de potencial
que havia entre o solo e os fios do poste de luz, o que ocasionou a morte do homem. Provavelmente ele vesse
acreditado que a vara de bambu funcionaria como as varas u lizadas pelas empresas que lidam com energia elétrica,
ignorando porém o fato de que estas, além de serem cons tuídas de material adequado, possuem dimensionamento
estabelecido por normas de segurança, conforme à tensão na qual se vai trabalhar;

Assim como a vara de bambu, o ar também é um mau condutor elétrico. Porém, possui também as suas
limitações quanto à caracterís ca de resis r a passagem de elétrons. Quando ocorre uma diferença de potencial
muito elevada entre o céu e aterra, a resistência do ar é vencida e a corrente elétrica acontece na forma de uma
descarga. A este fenômeno chamamos de raio:

Estas descargas elétricas podem ser descendentes, ascendentes ou horizontais. A forma de iden ficação
ocorre em função do “galhamento” do raio: Para baixo, trata-se de descarga descendente; para cima, ascendente e;
de um ponto das nuvens no céu para outro ponto no próprio céu, horizontal.

Figura 1

Fonte: Google Imagens

É aí que entra o SPDA: Como a descarga pode ocorrer a qualquer lugar e momento em certas condições
climá cas, é importante que as estruturas sejam dotadas deste aparato, que visa cons tuir-se de um meio no qual a
descarga elétrica possa ser recebida, encaminhada para o solo, e neste dissipada com segurança:

Figura 2

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Fonte: Google SketchUp

O SPDA ( Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas ), atua recebendo a descarga através do
subsistema captor...:

Figura 3

...e conduzindo a descarga pelo subsistema de descidas até o aterramento,...:

Figura 4

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Fonte: Google SketchUp

...onde será dissipada com segurança para o solo. Sua projeção visa que este processo ocorra com segurança,
evitando centelhamentos perigosos...:

Figura 5

...bem como tensões de passo causadas por diferenças de potenciais:

Figura 6

Como proceder para definir o SPDA ( Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas ) de uma edificação?
Existem 03 métodos. Um deles e o mais conhecido, é o de FRANKLIN. Este método u liza hastes captoras. Ele
consiste na idéia de um cone virtual cujo vér ce inicia na extremidade superior da haste, projetando sua base sobre
o topo da edificação. Teoricamente, tudo o que es ver dentro do cone está protegido contra descargas atmosféricas:

Figura 7

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Na Tabela 2, vemos que quanto maior o risco de descargas, menor é o ângulo do vér ce do cone, sendo
inclusive, que em alguns casos este método nem deve ser usado:

Fonte: NBR 5419 da ABNT

A desvantagem deste método é a pequena área de cobertura dada por cada haste captora, formando um
"paliteiro" sobre a edificação e causando prejuízo esté co.

Outro método é o da ESFERA ROLANTE ou ELETROGEOMÉTRICO. Ele consiste no emprego de hastes e cabos
captores eficientes para proteções de edificações altas as quais são alvos de descargas atmosféricas laterais. A teoria
consiste na idéia de uma esfera gigante que rola sobre a edificação. Se a esfera conseguir tocar a edificação em
algum ponto, este ponto está vulnerável. A proteção ocorre quando a esfera não consegue tocar a edificação, mas
apenas as hastes e cabos de captação:

Figura 8

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Quanto maior o risco, menor o raio da esfera, fazendo com que a "malha protetora" tenha de ser menor,
impedindo a "entrada da esfera".

A GAIOLA DE FARADAY é mais um sistema do que um método, tanto que pode ser usada para proteger uma
edificação segundo o método Eletrogeométrico, isoladamente ou em conjunto com o método de Franklin. A gaiola
consiste em "engaiolar a edificação", de maneira que tudo o que está dentro da gaiola está protegido. Quanto maior
o risco, menor a malha da gaiola. Este método é adequado à proteção de edificações extremamente altas. Em
prédios acima de 60m de altura não se pode usar outro método:

Figura 9

- A par r de agora vamos falar mais detalhadamente sobre como definir o SPDA:

- Este assunto é tratado pela NBR 5419 da ABNT;

-Finalidade do SPDA: Des na-se a proteger uma estrutura contra os efeitos das descargas atmosféricas ( Ex.:
desabamento de quinas; incêndios; etc. );

- Para saber o nível de proteção que a edificação requer, consulte a Tabela 1;

- Para saber as medidas dos ângulos para os cones do método Franklin; raios para esferas do método
Eletrogeométrico, e dos lados para a malha da gaiola, conforme o nível de proteção, consulte a Tabela 2;

- Para saber os materiais dos subsistemas ( captação, descidas e aterramento ) e suas seções transversais, consulte a
Tabela 3;

- Para saber os espaçamentos médios entre as descidas, consulte a Tabela 4;

- O número mínimo de descidas que um SPDA pode ter são 02;

- Preferencialmente, as descidas de um SPDA devem ser instaladas externamente ao volume a proteger. Ver Figura 4.

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- Os cabos de descida devem ser protegidos contra danos mecânicos até, no mínimo, 2,5 m acima do nível do solo.
Ver Figura 4;

- As descidas devem ser instaladas a uma distância mínima de 0,5 m de portas, janelas e outras aberturas e fixadas a
cada metro;

- Os condutores de descida não naturais ( Naturais são aqueles que fazem parte da edificação: Ex.: Pilares de ferro.
Não naturais: Não fazem parte da edificação. Ex.: cabos de descidas do SPDA ) devem ser interligados por meio de
condutores horizontais, formando anéis. O primeiro deve ser o anel de aterramento e na impossibilidade deste, um
anel até no máximo 4 m acima do nível do solo e os outros a cada 20 m de altura.

-São aceitos como captores de descargas laterais os elementos condutores expostos, naturais (por exemplo: caixilhos
de janelas) ou não ( Ex.: hastes Franklin ), desde que se encontrem aterrados ou interligados, com espaçamento
horizontal não superior a 6 m, mantendo-se o espaçamento máximo ver cal de 20 m;

- O valor de resistência de aterramento do SPDA não pode ser superior a 10 ohm. Para a medição, devem haver
caixas de inspeção onde se possa desconectar a descida ( a medição deve ser feita com a descida desconectada do
aterramento );

- Os eletrodos de aterramento devem ser preferencialmente externos ao volume a proteger e devem distar de no
mínimo 01 m das fundações da edificação. Ver Figura 4;

- Eletrodos de aterramento formados de condutores em anel, ou condutores horizontais radiais, devem ser
instalados a uma profundidade mínima de 0,5 m. Nos eletrodos radiais, o ângulo entre dois condutores adjacentes
não deve ser inferior a 60°;

- O número de conexões nos condutores do SPDA deve ser reduzido ao mínimo. As conexões devem ser asseguradas
por meio de soldagem exotérmica, oxiace lênica ou elétrica, conectores de pressão ou de compressão, rebites ou
parafusos;

- O SPDA também pode ser natural, isto é, u lizar estruturas da própria edificação, tais como telhados, pilares, vigas
e fundações metálicas;

-Captores naturais: podem ser calhas ou telhas metálicas, mastros, guarda-corpos metálicos, etc, devendo atender
ao seguinte: a) a espessura do elemento metálico não deve ser inferior a 0,5 mm, quando for necessário prevenir
contra perfurações ou pontos quentes no volume a proteger; b) a espessura do elemento metálico pode ser inferior
a 2,5 mm, quando não for importante prevenir contra perfurações ou ignição de materiais combus veis no volume a
proteger; c) o elemento metálico não deve ser reves do de material isolante (não se considera isolante uma camada
de pintura de proteção, ou 0,5 mm de asfalto, ou 1 mm de PVC);

-Descidas naturais: Estruturas metálicas de torres, postes e mastros, assim como as armaduras de aço interligadas de
postes de concreto, cons tuem descidas naturais até a base das mesmas, dispensando a necessidade de condutores
de descida paralelos ao longo da sua extensão. As instalações metálicas da estrutura podem ser consideradas
condutores de descida naturais (inclusive quando reves das por material isolante), desde que suas seções sejam no
mínimo iguais às especificadas para condutores de descida na tabela 3 da figura 8 e com con nuidade elétrica no
sen do ver cal no mínimo equivalente. Obs.: tubulações de gás não podem ser usadas.

-Aterramento natural: Exemplo: Ligação da estrutura metálica de pilares com a estrutura metálica das fundações,
obedecendo prescrições da NBR 5419 da ABNT.

SISTEMA HIDRÁULICO SOB COMANDO


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- Este assunto é tratado pela NBR 13.714 da ABNT;


- O po de sistema a ser instalado em cada edificação deve obedecer à seguinte tabela:

Tabela 1

Fonte: NBR 13714 da ABNT

- Deve possuir registro de passeio ( disposi vo de recalque ), sendo que quando es ver situado no passeio, deverá
ser enterrado em caixa de alvenaria, com fundo permeável ou dreno. A caixa deve ter tampa ar culada e requadro
em ferro fundido, iden ficada pela palavra “INCÊNDIO”, com dimensões de 0,40 m x 0,60 m, afastada a 0,50 m da
guia do passeio. A introdução para engate de mangueiras deve estar voltada para cima em ângulo de 45° e
posicionada, no máximo, a 0,15 m de profundidade em relação ao piso do passeio. O volante de manobra da válvula
deve estar situado a no máximo 0,50 m do nível do piso acabado. A válvula deve ser do po gaveta ou esfera,
permi ndo o fluxo de água nos dois sen dos, e instalada de forma a garan r seu adequado manuseio. A tubulação
do disposi vo deve ser de no mínimo 50mm ( 2 polegadas ) e no máximo de 100mm ( 4 polegadas ). O engate deve
ser do po storz (Ver figura abaixo) de 2¹/² polegadas:

Figura 1

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- A tubulação deve ter diâmetro mínimo de 65mm ( 2 ¹/²"), sendo aceito o diâmetro de 50mm ( 2" )para o
sistema po 1;

- A tubulação deve ser vermelha;

- O alcance do jato para qualquer sistema deve ser de no mínimo 08m, medidos da ponta do esguicho ( em posição
de jato compacto quando u lizados esguichos especiais reguláveis ) ao ponto de queda do jato;

- O comprimento máximo das mangueiras não deve exceder 30m, sendo mais recomendável o emprego de
mangueiras de 15m;

- O sistema deve ser dotado de alarme audiovisual que entre em funcionamento de forma automá ca ao ser aberto
qualquer ponto de hidrante ou mango nho. Sua finalidade é a de avisar à Brigada de Incêndio ou zeladoria de uma
edificação sobre a abertura de um ponto de hidrante ou mango nho. Este alarme deve ser diferente dos já
existentes com outras finalidades na edificação;

- As mangueiras e mangotes devem ser acondicionados em abrigos na cor vermelha os quais não poderão ter outra
finalidade além desta. As mangueiras devem estar aduchadas e os mangotes enrolados:

Figura 2

- Os pos de sistemas e itens que os compõem constam das seguintes tabelas:

Tabela 2

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Fonte: NBR 13714 da ABNT

- Os pontos de tomada de água devem ser posicionados: a) nas proximidades das portas externas e/ou acessos à
área a ser protegida, a não mais de 5 m; b) em posições centrais nas áreas protegidas; c) fora das escadas ou
antecâmaras de fumaça; d) de 1,0 m a 1,5 m do piso;

- A u lização do sistema não deve comprometer a fuga dos ocupantes da edificação, portanto, deve ser projetado de
tal forma que dê proteção em toda a edificação, sem que haja a necessidade de adentrar as escadas, antecâmaras ou
outros locais determinados exclusivamente para servirem de rota de fuga dos ocupantes;

- Todos os pontos de hidrantes ou de mango nhos devem receber sinalização conforme a NBR 13435, de modo a
permi r sua rápida localização;

- Dimensionamento quanto ao nº de hidrantes e mangueiras: Os hidrantes ou mango nhos devem ser distribuídos
de tal forma que qualquer ponto da área a ser protegida seja alcançado por um (sistema po 1) ou dois (sistemas
pos 2 e 3) esguichos, considerando-se o comprimento da(s) mangueira(s) e seu trajeto real e desconsiderando-se o
alcance do jato de água.

- O sistema deve ser dimensionado de modo que as pressões dinâmicas nas entradas dos esguichos não ultrapassem
o dobro daquela ob da no esguicho mais desfavorável hidraulicamente. Recomenda-se que o sistema seja
dimensionado de forma que a pressão máxima de trabalho, em qualquer ponto do sistema, não ultrapasse 1000 kPa
( aproximadamente 10 Kgf/cm² ). Tal recomendação obje va a segurança de quem vai operar o sistema. Para ter uma
idéia, a par r de 4Kgf/cm², já começa a ficar di cil para um homem operar sozinho com uma mangueira de combate
a incêndio. No caso de perda de controle do esguicho, se ele escapar das mãos do operador e a ngir alguém, terá
força suficiente para causar até mesmo fraturas. Recomenda-se, portanto, com pressões mais elevadas, operar
sempre em dupla;

- A autonomia do sistema deve ser de 60 minutos para os sistemas pos 1 e 2 e de 30 minutos para o sistema po 3.
É devido a esta autonomia que os reservatórios necessitam ter o volume de água que vimos na figura 4. Se as vazões
forem eventualmente superiores às recomendadas, tal resultará na necessidade de aumento do volume dos
reservatórios;

- Reservatórios: Quando o reservatório atender a outros abastecimentos, as tomadas de água destes devem ser
instaladas de modo a garan r o volume correspondente à reserva efe va para o combate:

Figura 3

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O reservatório deve ser construído de maneira que possibilite sua limpeza sem interrupção total do suprimento de
água do sistema, ou seja, mantendo pelo menos 50% da reserva de incêndio (reservatório com duas células
interligadas):

Figura 4

O reservatório deve ser totalmente fechado a fim de não permi r a entrada de luz solar e/ou materiais estranhos
que possam comprometer a qualidade da água. Sua construção deve ser em concreto armado ou metálico. Poderão
ser u lizados reservatórios confeccionados com outros materiais, desde que garantam-se as resistências ao fogo,
mecânicas e a intempéries.

- A bomba de incêndio, depois de acionada, somente pode ser desligada manualmente;

- A alimentação elétrica das bombas de incêndio deve ser independente do consumo geral da edificação, devendo
ser sinalizada em vermelho com a inscrição: ALIMENTAÇÃO DAS BOMBAS DE INCÊNDIO – NÃO DESLIGUE”;

- As edificações estabelecidas para serem protegidas por sistema po 1 podem opcionalmente ser protegidas por um
sistema alterna vo de hidrantes, com as seguintes caracterís cas:

a) mangueiras de incêndio com diâmetro 40 mm;


b) esguichos de jato composto de 13 mm ou regulável;
c) vazão mínima de 130 L/min no esguicho mais desfavorável hidraulicamente, considerando o funcionamento
simultâneo dos hidrantes mais desfavoráveis hidraulicamente, conforme especificados a seguir:
- um hidrante quando instalado um hidrante ( reserva de 7.800 litros );
- dois hidrantes quando instalados dois, três ou quatro hidrantes ( reserva de 15.600 litros );
- três hidrantes quando instalados cinco ou seis hidrantes ( reserva de 23.400 litros );
- quatro hidrantes quando instalados mais de seis hidrantes ( reserva de 31.200 litros );

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d) a reserva de incêndio deve ser determinada considerando o funcionamento simultâneo dos hidrantes
especificados na alínea "c", por um tempo mínimo de 60 min;

e) todos os demais requisitos para os sistemas de mango nhos ou de hidrantes especificados nesta Norma devem
ser atendidos ( Obs.: Se optar-se pelo sistema alterna vo, os mangotes podem ser dispensados, isto é, neste caso
não são obrigatórios ).

- Algumas dicas: 1) Quando não se conseguir obter as pressões ou vazões necessárias, u lize uma bomba de reforço;
2) Se a edificação não puder ter acréscimo de carga em sua estrutura, nada impede de o reservatório ficar no térreo
ou enterrado, desde que esteja protegido conforme as recomendações da NBR 13.714;

-Observações para o aperfeiçoamento de suas noções sobre hidráulica: A cada 10m de altura, tem-se que uma
coluna de água exerce uma pressão de 1Kgf/cm² (10 m.c.a) . Tal significa que a cada 3 pavimentos com pé direito de
3m, a pressão seria perto de 1Kgf/cm², pois teríamos cerca de 9m de altura. Não obstante, mesmo a 10m de altura,
na realidade, a pressão não chegaria a 1Kgf/cm², pois ocorre a perda de carga causada pelo atrito da água com as
paredes da canalização e pela sua passagem por uniões desta com diferentes peças, tais como curvas, válvulas, peças
"T" e etc. Também é importante observar que a cada 30m de mangueira, na horizontal, temos uma perda de carga
de aproximadamente 1Kgf/cm².

DEPÓSITOS DE GLP

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- A Portaria 27 do DNC foi revogada pela Portaria 05 da ANP, de 26 de fevereiro de 2008, publicada no Diário Oficial
da União, de 27 de fevereiro de 2008, adotando a NBR 15514 para regular o assunto;

- A instalação de áreas de armazenamento de recipientes transportáveis de GLP em imóveis residenciais somente


será permi da mediante separação sica em alvenaria, devendo haver acessos independentes à área de
armazenamento e ao imóvel, bem como rotas de fuga dis ntas em caso de acidentes. Deverão ainda ser respeitadas
as distâncias de segurança;

- A classificação das áreas de armazenamento, o empilhamento, as distâncias mínimas de segurança e a proteção por
ex ntores devem observar as tabelas abaixo:

Tabela 1

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Fonte: NBR 15514 da ABNT

- A NBR 15514 regula o armazenamento de recipientes transportáveis de GLP de capacidade nominal de até 90Kg de
GLP;

- É permi do o armazenamento de até 05 recipientes P-13Kg de GLP para consumo próprio, devendo-se observar o
seguinte: a) ven lação natural; b) protegido do sol, chuva e umidade; c) afastado de inflamáveis e fontes de ignição
ou calor; d) afastado 1,5m de ralos, caixas de gordura e esgotos, galerias subterrâneas e etc;

- A capacidade da área de armazenamento é limitada à soma da massa total de GLP armazenados nos recipientes
cheios, parcialmente u lizados e vazios;

- O piso da área de armazenamento deve ser plano e nivelado concretado ou pavimentado. O local deve ser arejado,
ao ar livre, podendo ser coberto ou não;

- Quando coberta, a área de armazenamento deve ter pé direito mínimo de 2,60m, sendo que deve haver espaço
mínimo de 1,20m entre o topo da pilha de recipientes cheios e a cobertura. A cobertura e a estrutura de sustentação
devem ser de material resistente ao fogo, sendo que a cobertura deve ter menor resistência mecânica que sua
estrutura de sustentação;

- Com exceção das balanças, ex ntores e material de teste de vazamento, não é permi do o armazenamento de
outros materiais na área de armazenamento;

- As áreas de armazenamento devem ser delimitadas por pintura no piso, cerca de tela, gradil metálico ou elemento
vazado de concreto ou outro material resistente ao fogo. Para classes superiores à III, demarcar também o piso com
pintura delimitando os locais para os lotes de recipientes (Lotes: Conjunto de recipientes sem corredor de circulação,
numa área de no máximo 20m², isto é, equivalente a área ocupada por 120 recipientes P-13Kg );

- Os recipientes cheios devem ser armazenados separados dos parcialmente cheios e vazios;

- O expositores somente podem ter classe I ou II, sendo que estes contam para a classificação da área de
armazenamento;

- Postos revendedores de combus veis líquidos podem ter apenas uma área de armazenamento, classe I ou II;

- As áreas de armazenamento I, II ou III, quando delimitadas por telas, gradil ou elementos vazados de concreto ou
outro material resistente ao fogo, devem possuir acesso através de no mínimo 01 abertura abrindo de dentro para
fora, medindo de 1,20m de largura por 2,10m de altura. Classes IV ou superiores, cercadas nestas condições, devem
possuir no mínimo duas aberturas como as acima referidas, localizadas nas extremidades, no mesmo lado ou em
lados adjacentes ou opostos;

- Quando não delimitadas por elementos como os acima citados, as áreas de armazenamento de qualquer classe
devem situar-se em imóveis cercados por muros ou cercas de qualquer po, com acesso através de no mínimo 01
abertura abrindo de dentro para fora, medindo de 1,20m de largura por 2,10m de altura;

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- Não é permi do o acesso de estranhos ao manuseio de recipientes nas áreas de armazenamento;

- A distância a percorrer para sair de áreas de armazenamento cercadas deve ser de no máximo 25m;

- Somente é permi do o empilhamento de recipientes com massa líquida igual ou inferior a 13Kg de GLP, conforme a
Figura 1;

- Os recipientes de massa líquida superior a 13Kg, não podem ser empilhados e devem permanecer na ver cal;

- Os recipientes P 13Kg cheios devem ser armazenados em lotes de até 480 recipientes, com empilhamento de no
máximo 4 unidades.

- Os recipientes P 13Kg vazios ou parcialmente u lizados devem ser armazenados em lotes de até 600 recipientes,
com empilhamento de no máximo 5 unidades. Entre os lotes de recipientes e esses lotes e entre os lotes e os limites
da área de armazenamento devem haver corredores de no mínimo 1m de largura, com exceção para as classes I e II;

- Os recipientes de GLP não podem ser armazenados fora das áreas de armazenamento;

- Na entrada do imóvel que possui área(s) de armazenamento de GLP, devem haver placas indicando a(s) classe(s) e
a(s) capacidade(s) de armazenamento de GLP em Kg. Também devem haver placas ao logo do perímetro da área de
armazenamento instaladas a uma altura de 1,80m, com as seguintes inscrições a) PERIGO - INFLAMÁVEL; b)
PROIBIDO O USO DE FOGO E DE QUALQUER INSTRUMENTO QUE PRODUZA FAÍSCA. As quan dades mínimas devem
ser de 01 placa para classes I e II; e de 02 placas para classes III em diante. As dimensões devem ser tais que se possa
visualizar e iden ficar a sinalização a uma distância mínima de 3m, sendo ainda que entre as placas, a distância não
deve exceder a 15m;

- O imóvel que tem áreas de armazenamento deve dispor de material para testes de vazamentos;

- As áreas de armazenamento não podem ser localizadas em locais fechados sem ven lação natural;

- Recipientes defeituosos ou com vazamentos devem ser armazenados separados dos demais, em local ven lado e
sinalizado, devendo serem removidos de imediato para a base do distribuidor detentor da marca;

- Para que as áreas de armazenamento localizadas no mesmo imóvel sejam consideradas separadas, para efeito de
aplicação dos limites de distâncias previstos na Tabela 1, estas devem estar afastadas entre si da soma das distâncias
mínimas de segurança, previstas para os limites do imóvel, com ou sem muros, dependendo da situação. O
somatório da capacidade de armazenamento de todas as áreas não pode superar a da classe imediatamente
superior a da maior classe existente no imóvel: O que este subitem quer dizer é que para que as áreas de
armazenamento possam ser consideradas separadas entre si a fim de não serem tratadas como uma classe superior
a da massa de GLP que contêm e em função disto as distâncias de segurança necessitem ser maiores, estas precisam
estar afastadas de outras áreas numa distância correspondente a soma das distâncias dos limites de propriedades
das classes consideradas. Essas distâncias constam da tabela 03 da NBR 15514/07 da ABNT, sendo que deverão ser
empregadas as distâncias menores quando as áreas de armazenamento es verem situadas em imóvel delimitado
por muro de no mínimo 1,80m de altura, e as distâncias maiores, quando o imóvel não for delimitado por muro de
1,80m de altura ou for delimitado por muro de altura inferior a esta. Este subitem também determina que mesmo
com os afastamentos, a soma da capacidade de armazenamento de todas as áreas não pode superar a da classe
imediatamente superior a da maior classe existente no imóvel. Isto é, se a maior classe for a III, então a soma da
capacidade de todas as demais áreas existentes no imóvel, contando com esta classe III, não pode superar a
capacidade de armazenamento da classe IV.

Exemplo:

Figura 1

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-No exemplo vemos que a soma da capacidade das áreas de armazenamento de GLP não pode ultrapassar os
12480Kg de GLP ou 960 bo jões P-13Kg, pois esta é a massa da classe IV, que no caso é a classe imediatamente
superior a da maior classe presente no exemplo, que é a classe III. É necessário esclarecer que para fins da definição
da classe deste estabelecimento, verifica-se que trata-se de um depósito de classe IV, pois a soma das capacidades
de armazenamento da classe III com as duas classes I, nos dão uma massa de GLP de 7280kg, e portanto, verifica-se
que estamos tratando de um depósito de classe IV. O bene cio dos afastamentos entre as áreas de armazenamento
reside no fato de que neste caso poderemos empregar os afastamentos da classe III ao invés dos da classe IV.

- Quando os veículos necessitarem permanecer estacionados no imóvel que tem áreas de armazenamento de GLP, a
descarga do motor não pode estar a distância inferior a 3m da área de armazenamento. O motor e equipamentos
auxiliares ( ex.: rádio ), devem estar desligados e a chave deve estar na ignição;

- Paredes resistentes ao fogo devem ser fechadas e ter resistência a 2h de fogo. Devem ter no mínimo 2,6m de
altura. Devem ser interpostas entre os recipientes e o ponto considerado, reduzindo pela metade as distâcias de
segurança da tabela que define os afastamentos de segurança ( deve haver o cuidado de manter o ambiente
ven lado ). A distância mínima entre estas paredes e o limite dos lotes deve ser de 1m. As paredes não devem ser
construídas entre os lotes de recipientes;

- Quando a área de armazenamento for parcialmente cercada por paredes resistentes ao fogo, essas não podem ser
adjacentes e seu comprimento não deve exceder 60% do perímetro da área de armazenamento, visto a garan a da
ven lação. O comprimento total da parede resistente ao fogo deve ser igual ao do lado da área de armazenamento,
acrescido de 1 a 3m em cada extremidade:

Figura 2

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CENTRAIS DE GLP

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- A NBR 13.523, regula o assunto;

- Os afastamentos de segurança e a necessidade de ex ntores devem observar as seguintes tabelas:

Tabela 1

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Fonte: NBR 13523 da ABNT

Fonte: NBR 13523 da ABNT

- A pressão de projeto até o regulador de 1º estágio é de 1,7 MPa;

- O GLP não pode entrar em fase líquida nas edificações. Tal somente será possível quando for necessário seu uso
nesta fase em função de processos industriais específicos;

- O abastecimento dos recipientes deve ocorrer sem a interrupção de uso dos aparelhos de consumo;

- A instalação dos recipientes deve ser no exterior das edificações, em local ven lado, sendo proibida em locais
confinados como porão, garagem subterrânea, forro e etc;

- Em tetos, coberturas e terraços, a instalação de recipientes abastecidos no local somente poderá ocorrer se
obedecidas as seguintes condições: a) não exista local tecnicamente adequado ao nível de acesso principal à
edificação; b) a área onde ficarão os recipientes seja plana e capaz de suportar os recipientes cheios d'água, devendo
ser cercada por muretas de 0,40m a 0,60m de altura, resistentes a 2 h de fogo, distantes de no mínimo 1m dos
recipientes e com drenagem pluvial; c) o local deve permi r a circulação do ar, devendo também guardar as
seguintes distâncias de segurança dos recipientes: 1,5m de ralos; 3m de fontes de ignição e 6m de entradas de ar
condicionado e poços de ven lação. Obs.: Os ralos e fontes de ignição devem estar localizados fora das muretas; d) o
local da central e da área de evaporação deve ser impermeabilizado; e) deve haver acesso fácil às válvulas e espaço
para manutenção; f) o local deve ser permanentemente acessível; g) a capacidade individual dos recipientes seja de
no máximo 4m³ e total, de 2m³ para residenciais e 16m³ para comerciais, industriais e condomínios; h) a altura seja
limitada a 15m. Acima disto deve haver sistema de detecção e nebulização automá cos, sistema hidráulico,

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monitoramento e bacia de contenção para evaporação do GLP. ( Com até 2m³ de capacidade total se dispensam
hidrantes e nebulizadores ); i) não deve estar sobre casas de máquinas e reservatórios d'água;

- Acima de 8m do solo, se o comprimento total da mangueira não puder ser visualizado pelos operadores do
abastecimento, deverá haver linha de abastecimento distante de 1,5m de janelas:

Figura 1

- O piso sob os recipientes deve ser incombus vel com inclinação que em caso de vazamentos conduzam o GLP para
fora da projeção horizontal do recipiente e nunca na direção de outros recipientes ou fontes de ignição ( Tal
recomendação visa a proteção dos recipientes no caso de incêndios. Ver fenômeno Bleve ) ;

- O piso das centrais de GLP deve ser em nível igual ou superior ao circundante. Jamais devem ser instalados cilindros
em rebaixos e recessos, pois no caso de vazamentos o GLP ficaria acumulado junto ao próprio recipiente, sendo que
em havendo incêndio o mesmo seria envolto por chamas, havendo perigo de Bleve;

- Recipientes transportáveis ( são os que têm capacidade volumétrica até 0,5m³ ), não devem ser fixados à central.
Jamais prendê-los com correntes, chumbadores, etc;

- Recomenda-se que o eixo longitudinal de recipientes horizontais não fique direcionado para edificações,
equipamentos importantes ou outros recipientes de armazenamento de produtos perigosos, devido ao risco de sua
projeção em caso de explosões;

- As paredes resistentes ao fogo servem para proteger os recipientes do fogo e para guardarem as distâncias da
Tabela 1. Devem ser totalmente fechadas e resistentes a 2h de fogo. Devem ter no mínimo 1,8m de altura ou ter a
mesma altura do recipiente maior, distando entre 1 e 3m dos recipientes. É recomendável a construção de somente
uma parede resistente ao fogo, admi ndo-se porém, no máximo 2 paredes ;

- Os recipientes podem estar no limite da propriedade, desde que haja parede conforme acima com 1,8m de altura,
devendo o acesso à central ser interno e não aberto à via pública. As paredes devem passar de 1m de cada lado, o
comprimento do recipiente ou conjunto de recipientes:

Figura 2

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- Os recipientes não devem estar sob redes elétricas, devendo atenderem às seguintes distâncias mínimas de suas
projeções no plano horizontal: 1,8m quando a tensão for até 0,6 kV; 3m quando a tensão for entre 0,6 e 23kV, e
7,5m, quando for maior que 23kV;

- As tomadas de abastecimento devem estar dentro da propriedade e fora das edificações, afastadas de: a) 3m de
janelas, portas, tomadas de ar e etc; b) 6m de reservatórios de fluidos inflamáveis; c) 1,5m de ralos, rebaixos,
canaletas e veículos abastecedores; d) 3m de materiais de fácil combustão e pontos de ignição;

- É vedada a instalação de tomadas de abastecimento dentro ou próximas de caixas ou galerias subterrâneas,


depressões, valetas, esgotos, etc;

- As tubulações da fase líquida devem ter válvula de bloqueio. A válvula não pode ser instalada antes de válvulas de
segurança ou alívio de pressão;

- Todo o recipiente abastecido por volume deve ter válvulas de abastecimento, consumo e segurança ( protegidas de
chuvas e condensações ), indicador de nível máximo de enchimento e volumétrico e sistema de drenagem;

- Somente pessoas autorizadas podem ter acesso à central;

- Para recipientes transportáveis pode haver abrigo não inflamável com ou sem cobertura ou portas. Deve haver área
de ven lação mínima de 10% da área de sua planta baixa, e aberturas inferiores para a circulação do ar, de 0,03m²
cada;

- Os recipientes, vaporizadores, tubulações e etc, devem ser protegidos por muretas, pilares ou outros, em locais
onde haja o risco de serem a ngidos por veículos;

- Em locais com acesso de público, os recipientes estacionários de super cie ou o local de instalação dos
vaporizadores, devem ser isolados através de telas com 1,8m de altura, que não interfiram na ven lação e tenham
no mínimo 2 portões em lados opostos ou nas extremidades de um dos lados da central, abrindo para o exterior com
largura mínima do 1m. A cerca deve distar dos recipientes, de a) 1m, quando a capacidade do recipiente for de até
7,6m³; b) 1,5m, quando maior que 7,6 até 16m³; c) 3m, quando maior que 16 até 120m³; d) 7,5m, acima de 120m³:

Figura 3

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- A central de GLP jamais pode ter outra finalidade além da sua e é proibido seu uso para armazenar qualquer outro
po de material;

- A tubulação deve ser: a) amarela para centrais com recipientes transportáveis; b) amarela ou branca com conexões
amarelas, para a fase gasosa de centrais com recipientes estacionários; c) branca com conexões laranja para a fase
líquida de centrais com recipientes estacionários;

- A rede de alimentação deve ser subme da a ensaio de estanqueidade com pressão pneumá ca de no mínimo
1,7MPa ou pressão hidráulica mínima de 2,55MPa, por pelo menos 15min, conforme recomendações técnicas
descritas na NBR 13.523;

- A central deve ter avisos com letras de no mínimo 50mm, em quan dade tal que permita a visualização de
qualquer direção, com os seguintes dizeres: PERIGO; INFLAMÁVEL; NÃO FUME;

- Recipientes de super cie com capacidade individual igual ou superior a 10m³, requerem proteção por sistema
hidráulico;

- Recipientes de super cie com capacidade individual igual ou superior a 20m³, requerem proteção por sistema de
nebulizadores.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O GLP

-O GLP, como seu nome já diz: Gás Liquefeito do Petróleo, trata-se de um gás e não de um líquido, pois nas condições
normais de temperatura e pressão ele é encontrado na forma gasosa. Ele só é encontrado na forma líquida quando
subme do a altas pressões, como é a situação na qual se encontra no interior dos cilindros de GLP. Essa observação é
importante no sen do de ser atribuída a legislação correta ao GLP, pois é comum o equívoco por parte de alguns
profissionais de segurança, quererem enquadrar o GLP em normas de segurança des nadas a líquidos inflamáveis.

-O GLP é incolor, inodoro e mais pesado que o ar. O cheiro caracterís co que sen mos é dado pelo acréscimo do
Me l-mercaptano, que trata-se de um produto químico cuja adição ao GLP tem a função de odorizá-lo. Como o GLP
deprime o sistema nervoso central, causando sonolência e asfixia, o mercaptano age nos fazendo perceber
vazamentos pelo olfato. Além disso, o mercaptano age como a vador de nosso sistema nervoso central,
incrementando nossa percepção.

-O GLP, por ser mais pesado que o ar, ao vazar, flui para baixo, depositando-se em depressões do solo. É por tal
mo vo que as normas de segurança referentes ao GLP, preveem afastamentos de segurança de ralos, esgotos e
outras depressões.

-O GLP possui uma faixa de explosividade. Isso quer dizer que ele precisa de uma certa mistura com o ar para entrar
em combustão. Se a mistura com o ar for muito rica em GLP, ele não inflamará. Se for muito pobre, também não.
Assim, esta faixa fica entre 1,86 e 9,50% de volume no ar. Muitas pessoas temem que o cilindro domés co de GLP
venha a explodir, mas para desmis ficar esta questão, é importante ressaltarmos que tal somente poderá ocorrer se
houver um vazamento em que o GLP entre em faixa de explosividade e haja uma fonte de ignição, ou se o cilindro
sofrer algum impacto que venha a romper o seu casco ou se es ver envolto por chamas. Ainda assim, lembremos de
que os cilindros de P-13Kg, que geralmente usamos para o preparo de alimentos, é dotado de uma peça chamada de
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bujão fusível, que trata-se de uma válvula de segurança para alívio de pressão interna para casos tais como o de
incêndios ao redor do cilindro. Esta válvula trata-se de um parafuso oco fixado ao cilindro, que possui no interior
desta parte oca um metal chamado bismuto, o qual funde-se a 70º C. Aqui é importante ressaltar que jamais
devemos empregar cilindros de P-13Kg com fogareiros ou lampiões diretamente acoplados a estes sem o emprego
de válvulas e mangueiras, bem como instalá-los muito próximos dos aparelhos de consumo de GLP ou outros
equipamentos que aqueçam demais, visto o risco de rompimento do bujão fusível e consequente vazamento e ou
incêndio. Tal conduta irregular foi a causadora da morte de uma criança durante um acampamento em que houve o
emprego de um fogareiro instalado diretamente num bo jão P-13Kg para aquecer a comida. Devido ao excesso de
calor, ocorreu o rompimento da válvula e o vazamento do GLP, que inflamou-se a ngindo o rosto do menor.

-O GLP não é tóxico, mas é asfixiante, visto ocupar o espaço do ar.

-É importante ser ressaltado que devemos ter o cuidado de não confundirmos o GLP com o Gás Natural. Tal pode
ocorrer em razão de o produto acrescido ao GN para dar-lhe odor, ser o mesmo aplicado ao GLP. Contudo, tratam-se
de gases diferentes. Uma das maiores diferenças é a de que o GN é mais leve que o ar, sendo que sua tendência é
subir, dissipando-se no ar, ao contrário do GLP.

-O GLP é altamente energé co. Para que se possa ter uma idéia, segundo estudos realizados por ocasião da perícia
feita na explosão de um Shopping de Osasco, no ano de 1996, onde 6,7Kg de GLP levaram a morte de 38 pessoas,
além de um saldo de 472 feridos, a energia produzida por 1Kg de GLP, seria equivalente a produzida pelo choque de
10 caminhões de 10 Toneladas a 112Km/h. Agora pense no poder energé co que temos em nossas residências, onde
armazenamos no mínimo 01 bo jão com 13Kg de GLP. Estes fatos nos conduzem a cuidados como o uso de
reguladores e mangueiras de GLP dentro da validade ( 05 anos ); a instalação dos bo jões em locais arejados e
afastados de ralos, esgotos e das intempéries, tais como sol, chuva e umidade. Também recomenda-se que a
passagem de mangueiras de GLP através de paredes, seja feita através do emprego de tubos de cobre com
abraçadeiras.

Imagem do shopping após a explosão:

Figura 4

VOLUMES DOS CILINDROS DE GLP

-P 2 Kg - 5,5 litros;
-P 5 Kg - 12 litros;
-P 13 Kg - 31 litros;
-P 20 Kg - 48 litros;
-P 45 Kg - 108 litros;
-P 90 Kg - 216 litros;
-P190 Kg - 456 litros.

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ISOLAMENTO DE RISCOS

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Afim de tratarmos sobre isolamento de riscos, tomaremos por base a Instrução Técnica Nr 07 do Corpo de
Bombeiros do Estado de São Paulo.

Porém, antes de abordá-la, vejamos o seguinte:


Em geral, os regramentos (leis, normas, ITs, etc.) de prevenção e proteção contra incêndio definem as medidas
de segurança que uma edificação irá precisar com base em suas caracterís cas constru vas, carga de incêndio e
ocupação (comercial, industrial, etc.). Estas variantes é que permitem sabermos quando uma edificação ou
estabelecimento irá, por exemplo, precisar ou não de um sistema de chuveiros automá cos; ou ainda, definir o po
de saída de emergência necessária.
Não obstante, sabemos que o fogo não respeita limites convencionados pelo homem, tais como onde inicia e
onde termina uma propriedade, podendo propagar-se livremente de uma para outra sem pedir permissão.
Mas como o fogo pode propagar-se entre edificações? Segundo a IT 07 CBSP, das seguintes maneiras:
Entre as fachadas das edificações adjacentes, por radiação térmica:

Fonte IT 07 SP Pg 181

Entre a cobertura de uma edificação de menor altura e a fachada da outra edificação, por radiação térmica:

Fonte IT 07 SP Pg 182

Entre duas edificações geminadas, pelas aberturas localizadas em suas fachadas e/ou pelas coberturas das
mesmas, pelas três formas de transferência de energia:

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Fonte IT 07 SP Pg 182

Entre edificações geminadas, por meio da cobertura de uma edificação de menor altura e a fachada de outra
edificação, pelas três formas de transferência de energia:

Fonte IT 07 SP Pg 182

Surge daí a necessidade de estabelecer-se o conceito de isolamento de riscos, que nada mais é, do que uma
convenção norma va baseada em dados técnicos, que obje va dizer quando uma edificação pode ser considerada
isolada ou não do risco de incêndio representado pelas demais edificações ao seu redor.
Como decorrência da resposta a esta questão, do ponto de vista da ciência de segurança contra incêndios, duas
ou mais edificações poderão ser consideradas como um único prédio, se considerados com riscos não isolados. Por
outro lado, poderão ser considerados como prédios dis ntos, se considerados isolados.

Assim, temos que a repercussão de ter-se ou não o isolamento de riscos entre edificações, irá demandar
diretamente a necessidade ou não, de instalação de um determinado po de sistema de prevenção de incêndios.
Ex.: Imagine um pequeno prédio de escritórios próximo de um shopping. Sabemos que o risco do shopping é
maior do que o do prédio de escritórios. Sendo assim, infere-se que se não houver isolamento de riscos entre estes,
o prédio de escritórios irá precisar dos mesmos sistemas de segurança requeridos para o shopping, ao passo que se
isolados, precisaria apenas dos sistemas requeridos para si.

Segundo a IT 07 do CBSP, isolamento de riscos vem a ser o seguinte:

“Considera-se isolamento de risco a distância ou proteção, de tal forma que, para fins de previsão das
exigências de medidas de segurança contra incêndio, uma edificação seja considerada independente em relação à
adjacente.”

Observe que a norma usa as palavras “distância” ou “proteção”. Quando fala em “distância”, pretende dizer
que o isolamento pode ser por afastamento entre edificações. Ex:

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Fonte: IT 07 SP Pg 181

Por outro lado, quando fala “proteção”, refere-se ao emprego de elementos constru vos tais como paredes
corta-fogo, como isolamento entre edificações. Ex.:

Fonte: IT 07 SP Pg 182

O isolamento de riscos por elementos constru vos resistentes ao fogo pode ser ver cal ou horizontal.
Na horizontal, obje va impedir a propagação do fogo entre dependências situadas no mesmo pavimento de
uma edificação ou edificações vizinhas. Ex.:

Obs.: O exemplo acima apresenta parâmetros baseados na NBR 9077 da ABNT. Talvez estas medidas não atendam às legislações de
todos os Estados, mas no contexto do que aqui queremos explicar, a imagem nos serve como referência no que concerne ao conceito de
compar mentação horizontal.
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Na ver cal, obje va impedir a propagação do fogo entre pavimentos de uma edificação (Obs.: Também é
importante lembrar que para que uma edificação possa ser considerada compar mentada ver calmente, é
necessário que as saídas de cada pavimento sejam independentes. Para tanto, a edificação necessitará de escadas
protegidas). Ex.:

Obs.: O exemplo acima apresenta parâmetros baseados na NBR 9077 da ABNT. Talvez estas medidas não atendam às legislações de
todos os Estados, mas no contexto do que aqui queremos explicar, a imagem nos serve como referência no que concerne ao conceito de
compar mentação ver cal.

Agora que você tem uma boa ideia sobre o que vem a ser isolamento de riscos e qual a sua finalidade,
passaremos a explicar Instrução Técnica Nr 07 do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, que segundo o autor
deste Manual, trata-se do melhor ordenamento brasileiro encontrado referente ao assunto.
A seguir apresentaremos a IT 07 do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, sendo que para sua perfeita
compreensão, apresentaremos nossos comentários na cor azul, os quais facilitarão e aperfeiçoarão seu
entendimento à cerca da mesma.

INSTRUÇÃO TÉCNICA Nº 07/2011 do CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DE SÃO PAULO SEPARAÇÃO ENTRE
EDIFICAÇÕES (ISOLAMENTO DE RISCOS)

1 OBJETIVO

Estabelecer critérios para o isolamento de risco de propagação do incêndio por radiação de calor, convecção de
gases quentes e a transmissão de chama, garan ndo que o incêndio proveniente de uma edificação não propague
para outra, atendendo às exigências do Decreto Estadual nº 56.819/11 – Regulamento de segurança contra incêndio
das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo.

Comentário:

Observe que a norma menciona sobre as formas de propagação de calor. Para relembrar estes conceitos,
recorra ao índice. No capítulo sobre Teoria do Fogo você encontrará os conceitos de radiação (irradiação: embora as
palavras radiação e irradiação tenham tecnicamente significados diferentes, ambas podem ser aplicadas no contexto
em estudo, sem prejuízo de seus corretos empregos); convecção e transmissão de chama (seria o contato direto do
objeto com as chamas).

2 APLICAÇÃO

Esta Instrução Técnica (IT) aplica-se a todas as edificações, independente de sua ocupação, altura, número de
pavimentos, volume, área total e área específica de pavimento, para considerar-se uma edificação como risco isolado
em relação à(s) outra(s) adjacente(s) na mesma propriedade (Figura 1), conforme Regulamento de Segurança contra
Incêndio do CBPMESP.

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Figura 1: Separação entre edificações no mesmo lote

2.1 Considera-se isolamento de risco a distância ou proteção, de tal forma que, para fins de previsão das
exigências de medidas de segurança contra incêndio, uma edificação seja considerada independente em relação à
adjacente.

2.2 As edificações situadas no mesmo lote que não atenderem às exigências de isolamento de risco deverão
ser consideradas como uma única edificação para o dimensionamento das medidas de proteção.

2.3 Em edificações geminadas admite-se o telhado comum desde que haja lajes com TRRF de 2 h.

Comentário:

2.4 Para separação entre edificações de propriedades dis ntas (em lotes dis ntos), esta IT será
recomendatória, nos termos do prescrito no Anexo D.

Comentário:

Observe que para este caso a norma é apenas recomendatória e não obrigatória. Caso contrário seria muito
di cil sua aplicação prá ca.

3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS

Para a compreensão desta Instrução Técnica é necessário consultar a seguinte norma: NFPA 80A
“Recommended Prac ce for Protec on of Buildings from Exterior Fire Exposures”. Ed. Eletrônica, USA, 1996 edi on.
NFPA 5000 Building Construc on and Safety Code, USA, 2003 edi on.

4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS

Para os efeitos desta Instrução Técnica (IT) aplicam-se as definições constantes da IT 03/11 – Terminologia de
segurança contra incêndio.

4.1 Definições específicas:

4.1.1 Edificação expositora: construção na qual o incêndio está ocorrendo, responsável pela radiação de calor,
convecção de gases quentes ou transmissão direta das chamas. É a que exige a maior distância de afastamento,
considerando-se duas edificações em um mesmo lote ou propriedade.

4.1.2 Edificação em exposição: construção que recebe a radiação de calor, convecção de gases quentes ou a
transmissão direta das chamas.

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4.1.3 Propriedades dis ntas: são edificações localizadas em lotes dis ntos, com plantas aprovadas pela
Prefeitura Municipal separadamente, sem qualquer po de abertura ou comunicação de área.

5 ARRANJOS FÍSICOS DAS EDIFICAÇÕES E OS TIPOS DE ISOLAMENTO DE RISCO

5.1 O po de propagação e o consequente po de isolamento a ser adotado dependem do arranjo sico das
edificações que podem ser:

5.1.1 Entre as fachadas das edificações adjacentes, por radiação térmica (Figura 2).

Figura 2: Propagação entre fachadas

5.1.2 Entre a cobertura de uma edificação de menor altura e a fachada da outra edificação, por radiação
térmica (Figura 3).

Figura 3: Propagação entre cobertura e fachadas

5.1.3 Entre duas edificações geminadas, pelas aberturas localizadas em suas fachadas e/ou pelas coberturas
das mesmas, pelas três formas de transferência de energia (Figura 4).

Figura 4: Propagação entre duas edificações geminadas com a mesma altura

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5.1.4 Entre edificações geminadas, por meio da cobertura de uma edificação de menor altura e a fachada de
outra edificação, pelas três formas de transferência de energia (Figura 5).

Figura 5: Propagação entre duas edificações geminadas com alturas diferenciadas

5.2 Situações de isolamento de risco

5.2.1 Isolamento (distância de segurança) entre fachadas de edificações adjacentes (Figura 6).

Figura 6: Distância de segurança

5.2.2 Isolamento (distância de segurança) entre a cobertura de uma edificação de menor altura e a fachada de
uma edificação adjacente (Figura 7).

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Figura 7: Distância de segurança entre a cobertura e fachada

5.2.3 Parede corta-fogo sem aberturas entre edificações con guas (Figura 8).

Figura 8: Parede corta-fogo


6 PROCEDIMENTOS

6.1 Isolamento de risco por distância de separação entre Fachadas

Figura 9: Exposição entre edificações adjacentes

6.1.1 Parâmetros preliminares a serem determinados para distâncias de separações

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6.1.1.1 A propagação por radiação térmica depende basicamente do nível de radiação proveniente de uma
edificação em chamas.

6.1.1.2 O nível de radiação está associado à severidade do incêndio, à área de aberturas existentes e à
resistência ao fogo dos vedos.

Comentário:

Vedos correspondem a todas as partes fechadas da fachada de uma edificação, com exceção de suas aberturas.

6.1.1.3 Dentre vários fatores que determinam a severidade de um incêndio, dois possuem importância
significa va e estão relacionados com o tamanho do compar mento incendiado e a carga de incêndio da edificação.

6.1.1.4 O tamanho do compar mento está relacionado com a dimensão do incêndio e a relação – largura e
altura – do painel radiante localizados na fachada.

6.1.1.5 A Tabela 1 indica qual a parte da fachada a ser considerada no dimensionamento.

Tabela 1: Determinação da fachada para o dimensionamento

Notas genéricas da Tabela 1:


1) Edificações com TRRF inferior ao especificado na tabela “A” da IT 08/11 – Resistência ao fogo dos elementos de construção
(disponível no site do CBSP), devem ser consideradas sem compar mentação horizontal e ver cal e devem ser consideradas com

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porcentagem de abertura de 100%;
2) Para edi cios residenciais, consideram-se compar mentadas horizontalmente as unidades residenciais separadas por paredes e
portas que atendam aos critérios de TRRF especificados na IT 08/11 para unidades autônomas.

Comentários (Sobre os subitens de 6.1.1.3 a 6.1.1.5):

Quando uma edificação incendeia, o sinistro geralmente não inicia em todos os seus compar mentos ao
mesmo tempo. Sendo assim, a IT 07 estabelece que o isolamento de riscos por afastamento deve ocorrer em função
do maior painel radiante de calor de uma edificação.
Este painel é formado pela área de fachada correspondente ao compar mento interno da edificação, de maior
risco, isto é, o de maior tamanho e carga de incêndio.
Quando falamos em compar mento, não nos referimos às economias ou dependências internas da edificação,
mas ao somatório de todas estas, formando um único volume interno.
Quando uma edificação é compar mentada horizontal ou ver calmente, tem-se a diminuição deste volume
interno e, por conseguinte, do painel radiante. Sendo assim, a IT 07 emprega a tabela 1 (Determinação da fachada
para o dimensionamento) a fim de informar qual parte da fachada deve ser considerada a fim de fornecer a área do
painel radiante a ser levada em consideração na fórmula que nos dará a distância de segurança a ser aplicada, para
que se possa obter o isolamento de risco. Sendo assim, vejamos:

Edificação sem compar mentação: toda a fachada deve ser considerada (a “placa” vermelha translúcida
defronte a fachada da edificação trata-se da representação do painel radiante) :

Edificação compar mentada horizontalmente: levar em consideração a fachada do maior compar mento (a
“placa” vermelha translúcida defronte a fachada da edificação trata-se da representação do painel radiante) :

Edificação compar mentada ver calmente: levar em consideração a fachada do maior pavimento (a “placa”
vermelha translúcida defronte a fachada da edificação trata-se da representação do painel radiante) :

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Edificação compar mentada horizontal e ver calmente: levar em consideração a fachada do maior
compar mento (a “placa” vermelha translúcida defronte a fachada da edificação trata-se da representação do painel
radiante) :

A importância de se estabelecer as dimensões de um painel radiante consiste no fato de que a distância de


segurança para fins de isolamento de riscos deve levar em consideração a transferência de calor por irradiação
emanada dos vedos e aberturas de uma edificação em chamas.

6.1.1.6 Para as edificações que possuem fachadas não paralelas ou não coincidentes, devem-se efetuar os
dimensionamentos de acordo com a Tabela 1 e aplicar a distância para o ponto mais próximo entre as aberturas das
edificações (Figura 10).

Figura 10: Distância entre fachadas não paralelas ou não coincidentes

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6.1.1.7 A carga de incêndio é outro fator a ser considerado e as edificações classificam-se, para esta IT,
conforme Tabela 2.

Tabela 2: Severidade da carga de incêndio para o isolamento de risco

6.1.1.8 Caso a edificação possua proteção por chuveiros automá cos, a classificação da severidade será
reduzida em um nível. Caso essa edificação tenha inicialmente a classificação “I”, então, poder-se-á reduzir o índice
“α” da Tabela A-1 em 50%.

6.1.1.9 Para determinação dos valores de carga de incêndio para as diversas ocupações, deve-se consultar a IT
14/11 –Carga de incêndio (disponível no site do CBSP).

6.1.2 Procedimentos para o dimensionamento da distância de separação

6.1.2.1 A fórmula geral para o dimensionamento é D = “α” x (largura ou altura) + “β”, onde:

a. “D” = distância de separação em metros;

b. “α” = coeficiente ob do da Tabela A-1, em função da relação (largura/altura ou altura/largura), da


porcentagem de aberturas e da classificação de severidade;
c. “β”= coeficiente de segurança que assume os valores de 1,5 m (β1) ou de 3 m (β2), conforme a existência de
Corpo de Bombeiros no município.

Comentário:

Para encontrar o coeficiente “α” na Tabela A-1, primeiro você deve encontrar na mesma tabela, os valores de
“x” e “y” e depois, relacioná-los a fim de encontrar o ponto de encontro da coluna que contém o valor de “x”, com a
linha que contém o valor de “y”. O ponto de encontro desta coluna com esta linha da Tabela A-1, lhe dará o valor de
“α”.
Obs.: “x” = maior lado do painel radiante dividido pelo menor lado (Ex.: 50m/15m = 3,33). Como na Tabela A-
1,o valor 3,33 é um número intermediário para “x”, então u lize o valor imediatamente superior, isto é 4,0.
“y” = % de área de aberturas do painel radiante (área considerada).
Dica: Para entender melhor, veja o exemplo do anexo “C”.

6.1.2.2 Para dimensionar a distância de separação segura entre edificações “D”, considerando a radiação
térmica, deve-se:

6.1.2.2.1 Relacionar as dimensões (largura/altura ou altura/largura) do setor da fachada a ser considerado na


edificação conforme Tabela 1 (painel radiante), dividindo-se sempre o maior parâmetro pelo menor (largura e altura)
e obter o valor.

Nota:
Se o valor “x” ob do for um valor intermediário na Tabela A-1, deve-se adotar o valor imediatamente superior.

6.1.2.2.2 Determinar a porcentagem de aberturas “y” no setor a ser considerado (Figura 11).

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Figura 11: Porcentagem de aberturas na fachada

Nota:
Se o valor ob do y for um valor intermediário na tabela A-1, deve-se adotar o valor imediatamente superior.

6.1.2.2.3 Verificar a carga de incêndio da edificação e classificá-la conforme Tabela 2.

6.1.2.2.4 Com os valores x e y ob dos e a classificação da severidade, consultar a Tabela A-1, obtendo-se o
índice “α”, que é a base de cálculo para a distância segura entre edificações.

6.1.2.2.5 A distância de separação “D” é ob da mul plicando-se o índice “α” pela menor dimensão do setor
considerado na fachada (largura ou altura), acrescentando o fator de segurança “β”, que possui 2 valores:

a. “β1” igual a 1,5 m nos municípios que possuem Corpo de Bombeiros com viaturas para combate a incêndios;
ou,
b. “β2” igual a 3 m nos municípios que não possuem Corpo de Bombeiros.

Nota:
Ver exemplo no Anexo “C”.

6.1.3 Fatores redutores de distância de separação

6.1.3.1 Os fatores especificados na Tabela B-1 são redutores da distância de separação (D), considerando as
fachadas que recebem exposição de calor proveniente de edificações adjacentes localizadas dentro do mesmo lote.

6.1.3.2 Se a edificação em exposição ou expositora possuir até 12 m de altura e até 750 m² de área,
desconsiderando aquelas áreas permi das pelo Regulamento de Segurança contra Incêndio, a distância de separação
“D” pode ser definida, alterna vamente, de acordo com a Tabela 3.

Tabela 3: Distância de separação, em metros, para edificações que possuam até 12 m de altura e até 750 m²

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Notas da Tabela 3:
1. Considerar a maior porcentagem de abertura entre as edificações em exposição e a expositora, de acordo
com o item 6.1.2.2.2;
2. As distâncias acima deverão ser aplicadas entre as aberturas mais próximas na projeção horizontal,
independente do pavimento;
3. A distância entre aberturas situadas em banheiros, ves ários, saunas e piscinas pode ser de 4 m.

6.2 Isolamento de risco por distância de separação entre cobertura e fachada

6.2.1 Para edificações com alturas dis ntas, caso a cobertura da edificação de menor altura não atenda ao
TRRF estabelecido na Tabela “A” da IT 08/11, devem-se adotar as distâncias con das na Tabela 4.

Tabela 4: Mínima distância de separação entre a cobertura da edificação menor em relação à outra
edificação adjacente de maior altura

6.2.2 Na Tabela 4, considera-se o número de pavimentos que contribuem para o incêndio e que variam
conforme a existência de compar mentação ver cal.

6.2.3 Quando a cobertura como um todo atender a IT 08/11, fica dispensado o dimensionamento previsto no
item 6.2, permanecendo o dimensionamento conforme o item 6.1.

6.2.4 Caso a edificação possua resistência ao fogo parcial da cobertura, a área a ser computada na
determinação da distância de separação será aquela desprotegida.

6.2.5 O distanciamento horizontal, previsto na Tabela 4, pode ser subs tuído por paredes de isolamento,
prolongando-se acima do topo da fachada, com altura igual ou superior ao distanciamento ob do.

6.2.6 O distanciamento horizontal, previsto na Tabela 4, pode ser desconsiderado quando a fachada da
edificação adjacente for “cega”, e com resistência ao fogo de acordo com a IT 08/11.

6.3 Considerações gerais

6.3.1 Nas edificações com alturas diferenciadas, deve-se adotar a distância de separação mais rigorosa,
dimensionando as separações pelos métodos descritos no item 6.1 para qualquer dos dois edi cios, e no item 6.2

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para o edi cio mais baixo.

6.3.2 Para a distância de separação entre edificações adjacentes com a mesma altura, pode-se desconsiderar o
dimensionamento decorrente da propagação pela cobertura, permanecendo somente o dimensionamento pelas
fachadas das edificações.

6.4 Proteção por paredes corta-fogo em edificações con guas (geminadas)

6.4.1 Independentes dos critérios anteriores são considerados isolados os riscos que es verem separados por
parede corta-fogo, construída de acordo com as normas técnicas.

6.4.2 A parede corta-fogo deve ser dimensionada de acordo com os ensaios realizados em laboratórios
técnicos oficiais ou normas técnicas, em função do material empregado, devendo o conjunto apresentar as
caracterís cas de isolamento térmico, estanqueidade e estabilidade.

6.4.3 A parede corta-fogo deve ultrapassar 1 m, acima dos telhados ou das coberturas dos riscos.

6.4.4 Exis ndo diferença de altura nas paredes, de no mínimo 1 m entre dois telhados ou coberturas, não
haverá necessidade de prolongamento da parede corta-fogo.

6.4.5 As armações dos telhados ou das coberturas podem ficar apoiadas em consolos (suportes), e não em
uma parede corta-fogo e, para o caso de dilatação desses consolos decorrente de um incêndio, deve ser prevista
uma distância de compensação da parede.

6.4.6 A parede corta-fogo deve ser capaz de permanecer estável quando a estrutura do telhado entrar em
colapso.

6.4.7 A parede corta-fogo deve ter resistência suficiente para suportar, sem grandes danos, impactos de cargas
ou equipamentos normais em trabalho dentro da edificação.

6.4.8 O tempo mínimo de resistência ao fogo deve ser igual ao TRRF da estrutura principal, porém, não inferior
a 120 min.

6.4.9 As aberturas situadas em lados opostos de uma parede corta-fogo devem ser afastadas no mínimo 2 m
entre si, exceção àquelas aberturas que estejam con das em compar mentos considerados áreas frias (banheiro,
ves ário, caixa de escada ou outra ocupação sem carga de incêndio), com ven lação permanente.

6.4.10 A distância mencionada no item anterior pode ser subs tuída por uma aba ver cal, perpendicular ao
plano das aberturas, com 0,9 m de saliência (Figura 8).

6.4.11 Essa saliência deve ser solidária à estrutura da parede corta-fogo.

6.4.12 A parede corta-fogo, para fins de isolamento de risco, não deve possuir nenhum po de abertura,
mesmo que protegida.

6.5 Passagens cobertas

No caso de edificações que obedeçam aos critérios de afastamento, interligadas por passagens cobertas, as
seguintes regras devem ser adotadas:

6.5.1 As passagens cobertas devem possuir largura máxima de 3 m e serem u lizadas exclusivamente para o
trânsito de pessoas, materiais, equipamentos de pequeno porte e trânsito de veículos;

6.5.2 As passagens cobertas ou coberturas des nadas ao estacionamento de veículos, equipamentos de


grande porte ou linhas de produção industriais descaracterizam o afastamento entre as edificações;

6.5.3 Serão admi das nas áreas adjacentes às passagens cobertas construções des nadas a sanitários, escadas
com materiais incombus veis, elevadores, guarita de recepção, reservatórios de água e similares;

6.5.4 Todos os materiais u lizados na construção das passagens cobertas devem ser incombus veis;

6.5.5 As passagens cobertas devem possuir as laterais totalmente abertas, sendo admissível apenas as guardas
e proteções laterais, também incombus veis.

6.6 Edi cios residenciais


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6.6.1 Os edi cios residenciais, cons tuídos por duas torres, com altura máxima de 12 m e com área ú l de
construção até 750 m² em cada torre (incluindo-se a área da escada, proporcionalmente), serão considerados
isolados quando houver afastamento entre as torres de no mínimo 4 m, podendo haver ligação por meio de uma
escada simples, com ven lação permanente (janelas) nas extremidades, abrindo para o espaço livre exterior, desde
que as janelas:

6.6.1.1 Estejam situadas junto ao teto, ou no máximo a 20 cm deste, de forma a permi r o escoamento da
fumaça, nos dois lados da escada;

6.6.1.2 Tenham área de ven lação efe va mínima de 0,50 m2, em cada pavimento, dotadas de venezianas ou
outro material (inclusive venezianas po “maxiar”) que assegure a ven lação permanente (Figura 12). Nesse caso
não se pode aplicar os meios de proteção das aberturas, con dos na Tabela B-1.

6.6.2 Nos casos de edi cios con guos, serão considerados isolados quando houver estruturas e paredes
dis ntas sem aberturas de comunicação e com afastamentos entre aberturas de lados opostos, atendendo aos
requisitos dos itens 6.4.9 e 6.4.10; ou

6.6.2.1 Quando a parede for comum entre os blocos con guos, deverá ter resistência ao fogo por 2 h, sem a
necessidade de ultrapassar 1 m acima do telhado, desde que os blocos tenham lajes ou telhados independentes no
úl mo pavimento.

6.6.3 Nos casos em que o pavimento térreo se cons tuir de pilo s des nados a estacionamento comum, para
se considerar os blocos po “H” isolados, nos pavimentos superiores as aberturas devem possuir distâncias mínimas
conforme critérios anteriores, e no pavimento térreo, próximo à junção dos blocos, 01 vaga de veículo deverá ser
transformada em passagem de pedestres com elevação do piso em, no mínimo, 0,15 m, de forma a garan r o
afastamento entre cargas de incêndio.

Figura 12: Abertura lateral na escada

ANEXO A da IT 07 CBSP
TABELA A-1: ÍNDICE DAS DISTÂNCIAS DE SEGURANÇA α
D = α x (largura ou altura) + β

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ANEXO B da IT 07 CBSP
TABELA B-1: REDUTORES DE DISTÂNCIA DE SEPARAÇÃO

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ANEXO C da IT 07 CBSP
EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO

Exemplo 1: Em uma edificação de escritórios que possui uma carga de incêndio de 700 MJ/m2, com super cie
radiante de 50 m de largura e altura de 15 m (sem compar mentação), com porcentual de aberturas de 60%, a
distância de separação será calculada abaixo:

Obs.: A edificação situa-se em uma cidade com Corpo de Bombeiros.


1º passo: Relação largura/altura, X = 50/15 = 3,333 (adotar índice 4, na Tabela A-1);
2º passo: Determinação do porcentual de abertura, Y = 60% (área considerada da fachada - vedos / área total
da fachada);
3º passo: Determinar a severidade, conforme carga de incêndio (Tabela 2) = Classificação de severidade “II”;
4º passo: Com os valores de “X” e “Y”, consultar a Tabela A-1, obtendo-se o índice “α”= “2,88”;
5º passo: Mul plicar a menor dimensão (15 m) pelo índice “α”. Então: 2,88 x 15 m = 43,2 m e adicionando-se o
índice “β” =1,5 m, obtém-se 44,7 m de distância (D = “α” x (menor dimensão) + “β”);

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6ª passo: Refazer todos os cálculos para o edi cio do qual se pretende isolar o risco, obtendo-se uma nova
distância “D” de separação;
7º passo: A maior distância encontrada deverá ser empregada para o isolamento do risco, podendo-se aplicar
os fatores de redução de distância de separação, conforme Tabela B-1 (Anexo B);
8º passo: Se a edificação em exposição ou expositora possuir até 12 m de altura e até 750 m² de área,
desconsiderando aquelas áreas permi das pelo Regulamento de Segurança contra Incêndio, a distância de separação
“D” pode ser de definida, alterna vamente, de acordo com a Tabela 3.

Exemplo 2: Em uma edificação de escritórios que tenha uma carga de Incêndio de 700 MJ/m², com super cie
radiante tendo largura igual a 50 m e altura de 18 m (sem chuveiros automá cos e com compar mentação
horizontal e ver cal entre pisos, pé-direito de 3 m), com porcentual de aberturas de 20%.

Terá como distância de separação a medida calculada abaixo:

Obs.: A edificação situa-se em uma cidade com Corpo de Bombeiros.


1º passo: Relação largura/altura, X = 50/3 = 16,7 (adotar índice “20” na Tabela A-1);
2º passo: Determinação do porcentual de abertura Y = 20% (área considerada da fachada - vedos / área total
da fachada);
3º passo: Determinar a classificação da severidade, conforme carga de incêndio (Tabela 2) = Classificação de
severidade “II”;
4º passo: Com os valores de “X” e “Y”, consultar a Tabela A-1, obtendo-se o índice “α” = “1,34”;
5º passo: Mul plicar a menor dimensão da maior área compar mentada (50 m de comprimento e 3 m de pé-
direito) pelo índice “α”;

Então: 3 x 1,34 m = 4,02 m e adicionando-se mais o índice “β” de 1,5 m, obtendo-se 5,52 m de distância;

Obs.:
verifica-se neste exemplo a importância da compar mentação de áreas.

6º passo: Refazer todos os cálculos para o edi cio do qual se pretende isolar o risco, obtendo-se uma nova
distância “D” de separação;
7º passo: A maior distância encontrada deve ser empregada para o isolamento do risco, podendo-se aplicar os
fatores de redução de distância de separação, conforme Tabela B-1 (Anexo B-1);
8º passo: Se a edificação em exposição ou expositora possuir até 12 m de altura e até 750 m² de área,
desconsiderando aquelas áreas permi das pelo Regulamento de Segurança contra Incêndio, a distância de separação
“D” pode ser de definida, alterna vamente, de acordo com a Tabela 3.

ANEXO D da IT 07 CBSP
(recomendatório)
DISTÂNCIA DE SEPARAÇÃO ENTRE A FACHADA DE
UMA EDIFICAÇÃO E A DIVISA DO TERRENO
Prever distância de separação mínima entre a fachada de uma edificação e a divisa do terreno.

1 SEPARAÇÃO ENTRE FACHADAS DE UMA EDIFICAÇÃOE A DIVISA DO TERRENO

1.1 Para determinar a distância de afastamento entre a fachada de uma edificação e a divisa do terreno deve
ser u lizado o parâmetro descrito no item 6.1 e seguintes, considerando como distância de afastamento o valor
calculado (D), dividindo por 2 (D/2).

1.2 Nesse caso, para aplicar os conceitos do item 6.1, se considera a fachada do edi cio expositor em relação à
divisa do terreno.

1.3 Para reduzir as distâncias de segurança, quando necessário, recomenda-se alterar as dimensões do painel
radiante ou compar mentar o edi cio internamente (Figura A).

Obs: Entende-se “lote” como “propriedade”.

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Figura A: Separação entre edificações em lotes dis ntos

PRINCIPAIS CAUSAS DE REPROVAÇÕES EM INSPEÇÕES DO


CORPO DE BOMBEIROS

Ex ntores:
a)Carga ou teste hidrostá co vencidos;
b)Inacessível ( alto demais, obstruído, etc);
c)Em caixas de escadas;
d)Escondidos;
e)Ausente ou em quan dade insuficiente;
f)Não atende às classes
g)Falta de selos de cer ficação.

Iluminação de emergência:
a)Ofuscante;
b)Não funciona ou não ilumina;
c)Ausente ou em quan dade insuficiente;
d)Comutação muito acima de 12 segundos;
e)Falta de dique para reservatórios a par r de 200 litros;
f)Gases da combustão para o interior do prédio;
g)Ausente em caixas de escadas, corredores enclausurados, antecâmaras, etc. Em fim, ausente em saídas de
emergência, mesmo que não haja a vidade noturna;
h)Ausente em locais escuros mesmo ao dia, quando imprescindível para achar a saída;
i)Instalada dentro ou acima do colchão de fumaça;
j)Tensão na rede superior a 30V sem proteção.

Sinalização:
a)Ausente, sendo imprescindível para a iden ficação das saídas;
b)Ausente na indicação dos pavimentos nas caixas de escadas;
c)Não fotoluminescente especialmente em locais de reunião de público e caixas de escadas;
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d)Não fotoluminescentes especialmente em rotas de fuga sem iluminação natural, quando imprescindível para achar
a saída;
e)Falta de blocos luminosos de saída em locais de reunião de público;
f)Dimensões que as tornam ilegíveis em função da distância;
g)Instaladas em meio à poluição visual, dificultando sua iden ficação;
h)Ausente nas mudanças de direção, sendo imprescindíveis para localizar a saída;
i)Ausente em depósitos e centrais de GLP;
j)Não fotoluminescente na sinalização de equipamentos de prevenção em locais de reunião de público ou em locais
escuros mesmo ao dia.

Brigada de incêndio:
a)Ausente;
b)Número abaixo do requerido;
c)Cer ficador não é credenciado nos Bombeiros.

Vasos de pressão:
a)Sem manômetro;
b)Sem válvula de segurança ou com válvula em más condições;
c)Válvula abrindo em pressão superior a PMTA;
d)Válvulas e manômetros sem cer ficação de calibragem;
e)Falta de relatório de inspeção com ART por profissional habilitado;
f)Falta de Prontuário;
g)Falta de operador habilitado quando necessário;
h)Falta de livro de registro de ocorrências;
i)Falta de saída de emergência;
j)Falta de iluminação normal e de emergência;
k)Instalado em local não arejado;
l)Equipamento em condições precárias;
m)Localizado em local inseguro ( Ex.: passível de ser a ngido por um veículo );

Caldeiras:
a)Sem manômetro;
b)Sem válvula de segurança ou com válvula em más condições;
c)Válvula abrindo em pressão superior a PMTA;
d)Válvulas e manômetros sem cer ficação de calibragem;
e)Falta de saída de emergência;
f)Falta de iluminação normal e de emergência;
g)Local não arejado;
h)Falta de relatório de inspeção com ART por profissional habilitado;
i)Falta de livro de registro de ocorrências;
j)Falta de Prontuário;
k)Falta de operador habilitado;
l)Localizado sob a projeção da edificação ou com mais de uma parede adjacente à edificação;
m)Localizado em local inseguro ( Ex.: passível de ser a ngido por um veículo );
n)Deposição de materiais comprometedores à caldeira em sua casa;

SPDA:
a)Sem ART;
b)Ausente e sem laudo jus ficando com base na Resolução Técnica 05/ 2003 do CCB ;
c)Com descida única;
d)Nr de descidas inferior ao requerido pela NBR 5419 da ABNT;
e)A cobertura é inferior ao requerido pelo volume a proteger;
f) Sem caixa de inspeção;
g)Aterramento com resis vidade superior a 10 Ohms.

Marquises e laudos estruturais:


a)Não apresentado laudo com ART, quando apresentar-se em condições aparentemente precárias ( lixiviação, limo,
deformidades, rachaduras, excesso de carga, etc. );
b)Não apresentados laudos estruturais com ART quando requerido por apresentar a estrutura condições
aparentemente precárias.

Saídas de emergência:
a)Ausente ou inferior ao recomendado por norma;
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b)Guarda corpo ou corrimão com alturas abaixo do recomendado, pondo em risco a integridade das pessoas;
c)Escadas ou rampas sem nenhum corrimão ou com lados abertos;
d)Escadas com guardas vazadas com vãos acima do recomendado por norma, colocando em risco a integridade sica
das pessoas;
e)Escadas ou rampas com pisos escorregadios;
f)Portas trancadas;
g)Portas de saídas em geral com maçanetas em material frágil ou de formato que dificulte a abertura;
h)Portas de escadas, saídas, antecâmaras ou corredores, abrindo em sen do oposto ao de saída ( edificações que
requerem saídas de emergência );
i)Portas de escadas ou antecâmaras, calçadas com tacos e man das abertas;
j)Portas de locais de reunião de público com população acima de 200 pessoas sem Barra an -pânico ou sem
cer ficação;
k)Portas de salas com população superior a 50 pessoas abrindo em sen do oposto ao de saída;
l)Portas abrindo diretamente sobre rampas ou degraus, sem patamar;
m)Locais de reunião de público com saída em direção única;
n)Desníveis sem guarda-corpo ou com guarda-corpo em altura abaixo do regulado em norma, causando risco de
queda com morte ou graves lesões;
o)Obstruídas ou com dimensões reduzidas;
p)Com nº de UP inferior ao requerido;
q)Caixas ou dutos de escadas com instalações de medição de GLP ou com caixas para manutenção elétrica ou de
colocação de lixo;
r)Caixas de escadas sem janelas e com corredor sem janelas;
s)Caixas de escadas PF com dutos (DE e DS) prejudicados;
t)Caixas de escadas com alçapão de ragem de fumaça prejudicado;
u)Caixas de escadas levando ao subsolo na mesma prumada;
v)Caixas de escadas e corredores enclausurados sem iluminação e sinalização fotoluminescente;
w)Escadas EP ou PF ou corredores protegidos, com elementos combus veis em sua cons tuição ou no seu interior;
x)Rotas de fuga escuras mesmo ao dia, sem iluminação e sinalização fotoluminescente, quando imprescindíveis para
a localização da saída;
y)Distâncias a percorrer acima do previsto na tabela 06 da NBR 9077 da ABNT, tornando a edificação perigosa aos
usuários;

Laudo elétrico:
a)Não apresentado quando a edificação apresentar instalações precárias;
b)Não acompanhado de ART.

Isolamento de riscos:
a)Inexistência de compar mentação;
b)Não apresentação de ART quando julgado necessário à sua comprovação.

GLP:
a)Instalado no interior da edificação, sem ser local arejado;
b)Válvulas, reguladores ou mangueiras vencidas;
c)Central de GLP sob a projeção horizontal da edificação;
d)Não respeitando os afastamentos de segurança ( ralos, combus veis, fontes de ignição e etc );
e)Local de reunião de público com GLP sem ser Central de GLP;
f)Central de GLP sem ensaio de estanqueidade aprovado com ART;
g)Em quan dade acima do permi do pela classe ou acima de laudo ou projeto, desrespeitando orientação técnica
do profissional responsável;
h)Sem alarme de incêndio quando a classe recomenda;
i)Ausência de sinalização;
j)Ausência de ex ntores ou com recarga ou teste hidrostá co vencidos ou ainda fora das quan dades requeridas;
k)Exposto a intempéries ou danos sicos ( choques mecânicos, ou qualquer outra situação capaz de gerar acidentes
);
l)Ausência de sistemas de segurança específicos requeridos pela legislação.

Sistema hidráulico:
a)Ausente;
b)Inferior ao requerido;
c)Não funciona automa camente após abrir o esguicho;
d)Pressão baixa ou excessiva;
e)Reserva de incêndio subdimensionada ou sem garan a de manutenção;
f)Sistema elétrico não é independente ou sinalização não existe;
g)Não alcança todos os pontos com 01 mangueira para o sistema po 1 ou com 02 nos sistemas po 2 ou 3;
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h)Ausência de registro de passeio;


i)Tubulação em material inadequado;
j)Tubulação não pintada em vermelho;
k)Desligamento não é manual;
l)Falta de alarme de acionamento da bomba;
m)Falta de bomba Jockey quando necessário

Alarme:
a)Ausente em depósitos ou centreis de GLP cuja classe requer;
b)Não é audível em toda a edificação;
c)Não é dis nguível em locais com som intenso;
d)Não cobre o raio de 30 metros para acionamento;
e)Não possui quadro sinó co;
f)Não é adequado a hospitais;
g)Funcionamento deficiente.

BREVE RESUMO DA NR 13 DO MINISTÉRIO DO


TRABALHO
(CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO)

-Deve ter duas saídas amplas;


-O local de instalação deve ser ven lado;
-Deve ter iluminação normal e de emergência;
-Não pode estar localizada sob a projeção horizontal de edificações e a casa onde es ver instalada pode ter no
máximo uma parede adjacente a outras edificações ( somente caldeiras );
-A pressão de abertura das válvulas de segurança não pode ultrapassar a PMTA;
-No relatório de inspeção deve ter o número do cer ficado de calibração de manômetros e válvulas de segurança ( O
cer ficado deve estar disponível no local de trabalho e é válido por um ano). Obs : por ocasião da inspeção, as
válvulas devem encontrar-se lacradas, sendo que o lacre deve ter a marca da empresa calibradora;
-O relatório deve indicar os operadores de caldeiras os quais deverão possuir o respec vo curso;
-A validade das inspeções de caldeiras é anual e de vasos de pressão é conforme a categoria;
-Confira se os dados do equipamento, como endereço onde está instalado e número de série conferem em todos os
documentos, inclusive com a ART. Confira se os documentos são originais ou auten cados, se estão assinados e se o
nome do profissional inspecionante é o mesmo constate da ART;
-O relatório deve ser conclusivo e acompanhado de ART, sendo competentes para tais a vidades apenas Engenheiros
Mecânicos, Navais e Civis em cuja formação conste cadeiras de fenômenos de transporte e outros;
-Por ocasião da inspeção é obrigatória a apresentação do manual do equipamento ( em português ou traduzido );
prontuário e livro de registro de ocorrências.

BRIGADA DE INCÊNDIO

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O esquema abaixo fornece um resumo prá co para rápida aplicação da NBR 14.276/2006. Através dele
você poderá saber de uma forma bastante simplificada, o risco a ser considerado, o nº de pessoas que precisarão ser
treinadas e, o nível de treinamento a ser aplicado.
Visando simplificar ainda mais seu trabalho, montamos o esquema de forma a adequar o conteúdo da
referida Norma, com a NBR 9077, a qual estabelece os diferentes pos de ocupações. Sendo assim, o resultado final
foi o estabelecimento dos níveis de treinamentos, riscos e números de brigadistas exigidos pela NBR 14.276, de
forma adequada, conforme as ocupações dadas pela NBR 9077 da ABNT.
Para calcular o nº de brigadistas de incêndio que sua edificação necessita, e o nível de treinamento a ser
aplicado, observe as instruções abaixo:
Obs.: O cálculo é feito com base na população fixa, que é aquela que permanece regularmente na
edificação, considerando-se os turnos de trabalho e a natureza da ocupação, bem como os terceiros nestas
condições. As ocupações expressas na cor azul, seguem os parâmetros da NBR 9077 da ABNT. Já o nível de
treinamento e nº de brigadistas atribuídos, foram ob dos através de sua correspondência com a NBR 14.276/ 2006.
Saliento que o Risco NBR 14.276/2006 não corresponde sempre ao risco definido pelo IRB ( Ins tuto de
Resseguros do Brasil ). Todavia, para fins do cálculo do nº de brigadistas, deve ser usado o Risco dado pela NBR.
Para saber a carga horária e as matérias a serem ministradas para cada nível de treinamento, você
deverá consultar a NBR 14.276/2006, da ABNT.

A2 (Habitações mul familiares: Edi cios de apartamentos em geral)


Nivel de treinamento: Básico.
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: Todos os funcionários da edificação.
Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2:O nº mínimo de Brigadistas por turno não pode ser inferior a 4.

A3 (Habitações cole vas: Pensionatos, internatos, mosteiros, residenciais geriátricos)


Nivel de treinamento: Básico
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: A população fixa acima de 60 ou abaixo de 18 anos de idade não deve ser considerada no cálculo do nº de
brigadistas de incêndio.

B-1 (Hotéis e assemelhados)


Nivel de treinamento: Intermediário
Risco NBR 14.276/2006: Médio
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 3 Até8: 4 Até10: 4 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: Os estabelecimentos sem hidrantes podem optar pelo treinamento de nível básico.

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02/04/2018 www.livrariavincenzo.com.br/log.html

B-2 (Hotéis e assemelhados com cozinha nos apartamentos)


Nivel de treinamento: Intermediário
Risco NBR 14.276/2006: Médio
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 3 Até8: 4 Até10: 4 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota2: Somente os funcionários da edificação são contados.
Nota 3: Os estabelecimentos sem hidrantes podem optar pelo treinamento de nível básico.

C1 (Comércio em geral de pequeno porte)


Nivel de treinamento: Básico, porém para armarinhos deve ser Intermediário.
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Básico: Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1
Intermediário: Até2: 2 Até4: 2 Até6: 3 Até8: 4 Até10: 5 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;

C2 (Comércio de médio e grande porte)


Nivel de treinamento: Intermediário.
Risco NBR 14.276/2006: Médio

Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 3 Até8: 4 Até10: 4 Acima de 10: Vide Nota 1

Se o comércio for de an guidades, aparelhos eletrônicos, armas ou ar gos de cera, siga a tabela abaixo:

Até2: 2 Até4: 2 Até6: 3 Até8: 4 Até10: 5 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;

C3 (Centros comerciais: Shopping centers)


Nivel de treinamento: Intermediário
Risco NBR 14.276/2006: Médio
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 2 Até4: 4 Até6: 6 Até8: 8 Até10: 8 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: Para o cálculo do nº de brigadistas, considerar as diversas a vidades ( ocupações ) existentes no
estabelecimento;
Nota 3 Os estabelecimentos sem hidrantes podem optar pelo treinamento de nível básico.

D (Serviços profissionais, pessoais e técnicos)


Nivel de treinamento: Básico ( para bancos, centrais telefônicas, cabeleireiros, laboratórios e lavanderias ).
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Intermediário ( para correios, copiadoras, escritórios, laboratórios químicos, oficinas


elétricas, pinturas e processamento de dados )
Risco NBR 14.276/2006: Baixo( para bancos, centrais telefônicas, cabeleireiros, laboratórios e lavanderias ).
Médio ( para correios, copiadoras, escritórios, laboratórios químicos, oficinas elétricas,
pinturas e processamento de dados )
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Básico: Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1
Intermediário: Até2: 1* Até4: 2* Até6: 3 Até8: 4 Até10: 4 Acima de 10: Vide Nota 1

*Laboratórios químicos: Até 2: 2; Até4: 4.

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: Os estabelecimentos sem hidrantes podem optar pelo treinamento de nível básico.

E1 (Escolas em geral: 1º , 2º e 3º Graus, suple vos e pré-universitários)


Nivel de treinamento: Intermediário
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: Os estabelecimentos sem hidrantes ou com altura até 12m podem optar pelo treinamento de nível básico.

E2 (Escolas especiais: Artes, línguas, cultura)


Nivel de treinamento: Intermediário
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: Os estabelecimentos sem hidrantes ou com altura até 12m podem optar pelo treinamento de nível básico.

E3 (Espaço para cultura sica)


Nivel de treinamento: Intermediário
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: Os estabelecimentos sem hidrantes ou com altura até 12m podem optar pelo treinamento de nível básico.

E4 (Centros de treinamento profissional: Escolas profissionais em geral )


Nivel de treinamento: Intermediário
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
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pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: Os estabelecimentos sem hidrantes ou com altura até 12m podem optar pelo treinamento de nível básico.

E5 (Pré-escolas)
Nivel de treinamento: Intermediário
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 2 Até4: 4 Até6: 6 Até8: 8 Até10: 10 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: Os estabelecimentos sem hidrantes ou com altura até 12m podem optar pelo treinamento de nível básico.

E6 (Escolas para portadores de deficiências)


Nivel de treinamento: Intermediário
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 2 Até4: 4 Até6: 6 Até8: 8 Até10: 10 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: Os estabelecimentos sem hidrantes ou com altura até 12m podem optar pelo treinamento de nível básico.

F1 (Locais onde há objetos de valor ines mável: Museus, galerias de artes, bibliotecas)
Nivel de treinamento: Básico ( se for museu ). Intermediário ( se for biblioteca ).
Risco NBR 14.276/2006: Baixo ( se for museu ); Alto ( se for biblioteca ).
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Básico: Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1
Intermediário: Até2: 2 Até4: 2 Até6: 3 Até8: 4 Até10: 5 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: Os estabelecimentos sem hidrantes podem optar pelo treinamento de nível básico.

F2 (Templos e auditórios)
Nivel de treinamento: Básico
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;

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F3 (Centros espor vos: Ginásios, arenas em geral)


Nivel de treinamento: Básico
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: Além da brigada de incêndio, o responsável pelo evento deverá manter bombeiros profissionais civis no
local, conforme NBR ABNT 14608 ;

F4 (Estações e terminais de passageiros)


Nivel de treinamento: Básico
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;

F5 (Locais para produção de artes cênicas: Teatros, cinemas, auditórios, estúdios)


Nivel de treinamento: Intermediário
Risco NBR 14.276/2006: Médio
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 3 Até8: 4 Até10: 4 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: Os estabelecimentos sem hidrantes podem optar pelo treinamento de nível básico.

F6 (Clubes sociais: Boates, salões de baile, restaurantes dançantes, clubes sociais)


Nivel de treinamento: Intermediário
Risco NBR 14.276/2006: Médio
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 2 Até4: 4 Até6: 4 Até8: 5 Até10: 6 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;

Nota 2: Os estabelecimentos sem hidrantes podem optar pelo treinamento de nível básico.

F7 (Construções provisórias: Circos e assemelhados)


Nivel de treinamento: Intermediário
Risco NBR 14.276/2006: Médio
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.
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Até2: 2 Até4: 4 Até6: 4 Até8: 5 Até10: 6 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: Os estabelecimentos sem hidrantes podem optar pelo treinamento de nível básico.

F8 (Locais para refeições: Restaurantes, lanchonetes, bares, cafés, refeitórios)


Nivel de treinamento: Básico
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;

G1 (Garagens sem acesso de público e sem abastecimento)


Nivel de treinamento: Básico
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: Os estabelecimentos sem hidrantes ou com altura até 12m podem optar pelo treinamento de nível básico.

G2 (Garagens com acesso de público e sem abastecimento)


Nivel de treinamento: Básico

Risco NBR 14.276/2006: Baixo


Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;

G3 (Locais dotados de abastecimento de combus vel)


Nivel de treinamento: Básico
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;

G4 (Serviços de conservação, manutenção e reparos: Exceto veículos de carga e cole vos. Borracharia sem
recauchutagem)
Nivel de treinamento: Básico
Risco NBR 14.276/2006: Baixo

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Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;

G5 (Serviço de manutenção em veículos de grande porte e re ficadoras em geral)


Nivel de treinamento: Básico
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;

H1 (Hospitais veterinários e assemelhados)


Nivel de treinamento: Básico
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;

H2 (Locais onde as pessoas requerem cuidados especiais por limitações sicas ou mentais: Asilos, orfanatos,
reformatórios sem celas)
Nivel de treinamento: Básico
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 2 Até4: 4 Até6: 6 Até8: 8 Até10: 10 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: Os estabelecimentos sem hidrantes ou com altura até 12m podem optar pelo treinamento de nível básico.

H3 (Hospitais e assemelhados)
Nivel de treinamento: Básico
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
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de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: Nas UTIs, centros cirúrgicos e locais de risco alto da planta, toda a população fixa deve fazer parte da brigada
de incêndio;

H4 (Prédios e instalações vinculados às Forças Armadas ou às Polícias Civis ou Militares)


Nivel de treinamento: intermediário.
Risco NBR 14.276/2006: Médio
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 3 Até8: 4 Até10: 4 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: Os estabelecimentos sem hidrantes ou com altura até 12m podem optar pelo treinamento de nível básico.

H5 (Locais onde a liberdade das pessoas sofre restrições)


Nivel de treinamento: Básico
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 2 Até4: 4 Até6: 6 Até8: 8 Até10: 10 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;

I1 (Indústrias com médio potencial de incêndio)


Nivel de treinamento: Intermediário.
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: Os estabelecimentos sem hidrantes podem optar pelo treinamento de nível básico.

I2 (Indústrias com grande potencial de incêndio)


Nivel de treinamento: Intermediário.
Risco NBR 14.276/2006: Médio
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 2 Até4: 4 Até6: 4 Até8: 5 Até10: 6 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;
Nota 2: Os estabelecimentos sem hidrantes podem optar pelo treinamento de nível básico.

I3 (Indústrias com alto potencial de incêndio devido a quan dade de materiais perigosos: Explosivos, gases
inflamáveis, materiais oxidantes, etc.)
Nivel de treinamento: Avançado.
Risco NBR 14.276/2006: Alto
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
http://www.livrariavincenzo.com.br/log.html 117/214
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pessoas treinadas.

Até2: 2 Até4: 4 Até6: 6 Até8: 7 Até10: 8 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto;

J (Depósitos de baixo risco)


Nivel de treinamento: Básico
Risco NBR 14.276/2006: Baixo
Nr de brigadistas: A tabela abaixo informa o número de pessoas a serem treinadas em função da população fixa de
cada pavimento, compar mento ou setor da edificação: Exemplo: Até 2 pessoas de população fixa, precisa de: “x”
pessoas treinadas.

Até2: 1 Até4: 2 Até6: 2 Até8: 2 Até10: 2 Acima de 10: Vide Nota 1

Nota 1: Quando a população fixa de um pavimento, compar mento ou setor for maior que 10 pessoas, será
acrescido mais 01 brigadista para cada grupo de até 20 pessoas para risco baixo; mais 01 brigadista para cada grupo
de até pessoas 15 pessoas para risco médio e mais 01 brigadista para cada grupo de até 10 pessoas para risco Alto.

ACESSO DE VIATURAS EM EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE


RISCO

Quanto ao acesso de viaturas de às edificações e áreas de risco, podemos citar as medidas abaixo, as quais
foram extraídas de instruções técnicas dos Corpos de Bombeiros de São Paulo e Minas Gerais.

Também aqui é interessante citar o caso da legislação do Estado do Rio grande do Sul, a qual embora não
regule diretamente esta questão, prevê a obrigatoriedade de rede seca quando o acesso para viaturas de combate a
incêndios for superior a 30 m e o estabelecimento não possuir sistemas hidráulicos de combate a incêndios.

As medidas abaixo foram extraídas das IT CBSP 05 e 06/2011 – Segurança Urbanís ca (recomenda va) e
Acesso de Viaturas na Edificação e Áreas de Risco (recomenda va/obrigatória):

IT 05:

a. Possuir largura mínima de 6 m.


b. O piso deve suportar viaturas com peso de 25 toneladas distribuídas em dois eixos.
c. Altura livre mínima deve ser de 4,5 m.
d. A via urbana que exceda 45 m de comprimento deve possuir retorno circular (Figura 1), retorno em formato
de “Y” (Figura 2) ou retorno em formato de “T” (Figura 3), respeitadas as medidas mínimas indicadas.
e. São aceitos outros pos de retornos, que não os especificados acima, mas que garantam a entrada e a saída
de viaturas, desde que atendam aos itens a, b e c, acima citados.

Passagens subterrâneas e viadutos

a. Deve possuir largura mínima de 5 m.


b. Deve suportar viaturas com peso de 25 toneladas distribuídas em dois eixos.
c. Deve ser desobstruída em toda a largura e com altura livre mínima de 4,5 m.

Passarelas

Devem possuir altura livre mínima de 4,5 m.

Figura 1 (Retorno circular)

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Fonte IT 05 do Corpo de Bombeiros de São Paulo

Figura 2 (Retorno em “y”)

Fonte IT 05 do Corpo de Bombeiros de São Paulo

Figura 3 (Retorno em “T”)

Fonte IT 05 do Corpo de Bombeiros de São Paulo

IT 06:

As edificações ou áreas de risco abaixo descritas devem possuir as vias de acesso (incluindo os arruamentos
internos) conforme os critérios da IT 05 do CPSP:
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a. centros espor vos e de exibição ou eventos temporários;


b. estabelecimentos des nados à restrição de liberdade;
c. locais que possuam sistema de proteção por espuma ou por resfriamento – Segurança contra incêndio para
líquidos combus veis e inflamáveis.

Todas as edificações ou áreas de risco, com arruamento interno, devem possuir o portão de acesso nos termos
da Figura 4.

Excetuando-se os casos descritos em a, b e c, as demais exigências para as vias de acesso são recomendadas.

Figura 4

Fonte IT 06 do Corpo de Bombeiros de São Paulo

Figura 5

Fonte IT 06 do Corpo de Bombeiros de São Paulo

As prescrições abaixo foram extraídas da IT 04 do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (É basicamente igual
a regulamentação de São Paulo, mas como a IT 04 CBMG também trata das faixas de estacionamento, incluímos os
itens abaixo):

Caracterís cas das faixas de estacionamento


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a. Largura: mínima de 8,00 m.


b. Comprimento: mínimo de 15,00 m.
c. Suportar viaturas com peso de 25.000 quilogramas-força.
d. Recomenda-se que o desnível máximo da faixa de estacionamento não ultrapasse o valor de 5%, tanto
longitudinal quanto transversal.

Figura 6

Desnível longitudinal
Fonte: Fire Department Aerial Apparatus (Apud IT 04 CBMG)

Figura 7

Desnível transversal
Fonte: Fire Department Aerial Apparatus (Apud IT 04 CBMG)

e. Deve exis r pelo menos uma faixa de estacionamento paralela a uma das faces da edificação que possua
aberturas (portas e ou janelas). (Figura 8).

f. A distância máxima da faixa de estacionamento até a face da edificação deve ser de 8,00 m, medidas a par r
de sua borda mais próxima do edi cio. (Figura 8).

Figura 8

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Fonte IT 04 do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais

g. A faixa de estacionamento deve estar livre de postes, painéis, árvores ou qualquer outro elemento que possa
obstruir a operação das viaturas.

h. A faixa de estacionamento deve ser adequadamente sinalizada, com placas de (proibido parar e estacionar)
e com sinalização de solo demarcadas com faixas amarelas e iden ficadas com as palavras “RESERVADO PARA
VIATURAS DO CORPO DE BOMBEIROS” .

i. As edificações deverão ser dotadas de via de acesso e faixa de estacionamento quando:

Fonte IT 04 do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais

UM EXEMPLO DIDÁTICO DE COMO OCORREM OS


INCÊNDIOS

Embora o caso seja fic cio, a realidade é por vezes ainda mais inusitada. Este exemplo é bom para fins de verificação
prá ca de vários conhecimentos apresentados neste manual.

“A prevenção de incêndios trata-se de uma questão cultural”

Com a chegada da noite, mais um dia de rotina acabava...

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Fonte: Google SketchUp

...Porém, um vazamento de GLP ocorre, pondo a vida de todos em risco.

Na calçada, no exterior da edificação, alguém passa e joga um toco de cigarro aceso próximo de
uma boca de cano em comunicação com um ralo na central de GLP.

Fonte: Google SketchUp

O calor do cigarro, misturado com o ar e o GLP vazado da central, forma o triângulo do fogo.

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Fonte: Google SketchUp

A chama provoca um princípio de incêndio na central de GLP, pois a mesma estava instalada
de maneira errada: Dentro da edificação, em local não arejado, com um ralo situado a menos
de 1,5m dos cilindros, próxima de uma janela e sem sinalização e extintores de incêndio.

O fogo se propaga para a cozinha!


Usando o agente extintor errado, ela tenta conter as chamas.
Apavorada e sem nenhum treinamento, a cozinheira sai contagiando a todos com seu pânico

Fonte: Google SketchUp

Ela espalha pânico e terror para todos.


Surpresos, os demais funcionários não sabem o que fazer. Ninguém liga para chamar os
bombeiros!

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Nestas horas é que vemos a importância do treinamento de evacuação de


edificações sinistradas (Sem isso, as pessoas não saberão o que fazer em situações
reais) e das saídas de emergência, cujas portas componentes das rotas de fuga
devem abrir no sentido do fluxo de saída, para que não ocorra o que vemos na
ilustração.
E agora: Quem estará disposto a recuar para que seja possível abrir a porta?

Quando se pensa em prevenção de incêndios, deve-se prever as piores situações. Neste caso,
alguém pensou que não haveria importância se os extintores fossem instalados acima da altura
prevista pelas normas de segurança.
Talvez esse alguém tivesse razão se todas as pessoas fossem altas, jovens e tivessem ótimas
condições físicas.
Mas esta não é a realidade.

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Também não bastam as medidas e equipamentos de segurança. É necessário que haja pessoas
trainadas para atuarem em casos de sinistros.

Fonte: Google SketchUp

O calor do incêndio faz derreter a isolação dos fios elétricos da edificação, havendo curtos
circuitos em vários pontos.

Fonte: Google SketchUp

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As escadas devem ser bem iluminadas e dotadas de corrimãos em ambos os lados.

Os degraus devem ser antiderrapantes.

Lembre-se de considerar sempre a pior condição: Nem sempre as pessoas estarão utilizando
calçados que facilitem seus deslocamentos em situações de emergência.

Escadas de emergência jamais devem ser mantidas abertas. O emprego de artifícios tais como o
verificado na ilustração constitui infração passível de autuação pelo corpo de bombeiros.

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Embora a edificação tivesse alarme, nunca se cogitou a necessidade real de seu acionamento.
Na hora de usá-lo, foi difícil quebrar os vidros das botoeiras, pois não havia um dispositivo
adequado para tal finalidade.

Fonte: Google SketchUp

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Fonte: Google SketchUp

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Cons tuição da República Federa va do Brasil, Brasília, Senado Federal; 1988.

_______Lei Estadual nº 10.987, de 11 de agosto de 1997. Estabelece normas sobre sistemas de prevenção e
proteção contra incêndios, dispõe sobre a des nação da taxa de serviços especiais não emergenciais do Corpo de
Bombeiros e dá outras providências. Porto Alegre, 1997.

_______Lei Estadual nº 14.130, de 19 de dezembro de 2001. Dispõe sobre a prevenção contra incêndio e pânico no
Estado e dá outras providências. Belo Horizonte, 2001.

_______Lei Complementar nº 14.376, de 26 de dezembro de 2013. Estabelece normas de segurança, prevenção e


proteção contra incêndios nas edificações e áreas de risco no Estado do Rio Grande do Sul e dá outras providências.

_______Lei Complementar nº 14.555, de 02 de julho de 2014. Altera disposi vos da Lei Complementar 14.376.

_______Decreto Estadual nº 897, de 21 de setembro de 1976. Regulamenta o Decreto-lei 247, de 21 de julho de


1975, que dispõe sobre segurança contra incêndio e pânico. Rio de Janeiro, 1976.

_______Decreto Estadual nº 37.380, de 28 de abril de 1997. Aprova as Normas Técnicas de Prevenção de Incêndios e
determina outras providências. Porto Alegre, 1997.

_______Decreto Estadual nº 38.273, de 09 de março de 1998. Altera as Normas Técnicas de Prevenção de Incêndios,
aprovadas pelo Decreto nº 37.380, de 28 de abril de 1997. Porto Alegre, 1998.

_______Decreto Estadual nº 44.746, de 29 de fevereiro de 2008. Regulamenta a Lei nº 14.130, de 19 de dezembro


de 2001, que dispõe sobre a prevenção contra incêndio e pânico no Estado e dá outras providências. Belo Horizonte,
2008.

_______Decreto Estadual nº 56.819, de 10 de março de 2011. Ins tui o Regulamento de Segurança contra Incêndio
das edificações e áreas de risco para os fins da Lei nº 684, de 30 de setembro de 1975 e estabelece outras

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providências. São Paulo, 2011.

_______Instrução Norma va CBMRS nº 001.1/2014. Baixa instruções norma vas de prevenção e proteção contra
incêndio provisórias para aplicação de Lei Complementar 14.376/2013.

_______Norma Regulamentadora nº 13, de 08 de junho de 1978. Caldeiras e Vasos de Pressão. Brasília, 1978.

_______Norma Brasileira da ABNT nº 10898, de setembro de 1999. Sistema de Iluminação de Emergência. Rio de
Janeiro, 1999.

_______Norma Brasileira da ABNT nº 13714, de janeiro de 2000. Sistema de Hidrantes e de Mango nhos para
Combate a Incêndio. Rio de Janeiro, 2000.

_______Norma Brasileira da ABNT nº 5419, de fevereiro de 2001. Proteção de Estruturas Contra Descargas
Atmosféricas. Rio de Janeiro, 2001.

_______Norma Brasileira da ABNT nº 9077, de dezembro de 2001. Saídas de Emergência em Edi cios. Rio de Janeiro,
2001.

_______Norma Brasileira da ABNT nº 13434-1, de 31 de março de 2004. Sinalização de Segurança Contra Incêndio e
Pânico – Parte 1: Princípios de Projeto. Rio de Janeiro, 2004.

_______Norma Brasileira da ABNT nº 13434-2, de 31 de março de 2004. Sinalização de Segurança Contra Incêndio e
Pânico – Parte 2: Símbolos e Suas Cores Dimensões e Formas. Rio de Janeiro, 2004.

_______Norma Brasileira da ABNT nº 14276, de 29 de dezembro de 2006. Brigada de Incêndio. Rio de Janeiro, 2006.

_______Norma Brasileira da ABNT nº 15514, de 06 de agosto de 2007. Área de Armazenamento de Recipientes


Transportáveis de Gás Liquefeito de Petróleo Des nados ou não à Comercialização. Rio de Janeiro, 2007.

_______Norma Brasileira da ABNT nº 13523, de 11 de agosto de 2008. Central de Gás Liquefeito de Petróleo. Rio de
Janeiro, 2008.

_______Norma Brasileira da ABNT nº 12693, de 10 de maio de 2010. Sistemas de Proteção por Ex ntor de Incêndio.
Rio de Janeiro, 2010.

_______Norma Brasileira da ABNT nº 17240, de 01 de outubro de 2010. Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio.
Rio de Janeiro, 2010.

_______Resolução Técnica nº 04, de 2010, do Corpo de Bombeiros do Estado de Minas Gerais. Acesso de Viaturas
nas Edificações e Áreas de Risco. Belo Horizonte, 2010.

_______Resolução Técnica nº 05, de 2011, do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. Segurança Contra
Incêndio - Urbanís ca. São Paulo, 2011.

_______Resolução Técnica nº 06, de 2011, do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. Acesso de Viatura na
Edificação e Área de Risco. São Paulo, 2011.

_______Resolução Técnica nº 07, de 2011, do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. Separação Entre
Edificações. São Paulo, 2011.

ITIU SEITO, Alexandre; GILL, Alfonso Antonio; PANNONI, Fabio Domingos; ONO, Rosaria; DA SILVA, Silvio Bento; DEL
CARLO, Ualfrido; PIGNATTA E SILVA, Valdir. A Segurança Contra Incêndio no Brasil. São Paulo, 2008.

Obs: O referencial teórico inerente aos ar gos comentados da legislação de segurança contra incêndios do RS, por
razões prá cas decorrentes do dinamismo evolu vo do aparato legal, será apresentado diretamente junto ao texto
segundo o qual estará sendo abordado. Com esta medida, pretende-se também facilitar o trabalho do leitor,
proporcionando-lhe a rápida e fácil iden ficação da versão e atualização do ordenamento onde encontra-se inserido
o ar go em comento.

Porto Alegre, RS, Brasil

2012

PPCI FÁCIL
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Todos os direitos reservados

Contato:

euzebio1972@gmail.com
www.ppcifacil.com.br

(0XX53)9109 88 65

Sandro da Cunha Euzébio é Oficial da Brigada Militar do RS, onde ingressou no ano de 1992 através do Curso
de Formação de Oficiais, desenvolvido na Academia de Polícia Militar, formando-se Bacharel em Ciências Militares -
Área de Defesa Social, no ano de 1995.
Sua história junto ao Corpo de Bombeiros teve início no ano de 2001, quando ingressou no CEBO (Curso de
Especialização em Bombeiros para Oficiais), desenvolvido na EsBO ( Escola de Bombeiros da Brigada Militar ), e
concluído no ano de 2002.
Ainda em 2002 fez o Curso de Prevenção de Incêndios, também pela EsBO, concluído no mesmo ano.
Em 2007 fez o Curso de Perícia de Incêndios e Explosões, também pela EsBO, o qual foi concluído ainda em
2007.
Atuou em grandes sinistros, como o incêndio florestal ocorrido em Coronilla (Uruguai), no ano de 2005; o
incêndio do Condomínio Edi cio Galeria Zaballeta, em 2007 em Pelotas/RS - Brasil; os incêndios das Lojas Krause e
G.Gotuzzo, em 2008, em Pelotas/RS - Brasil, e o incêndio ocorrido na loja de móveis Bons Amigos, em 2010, também
em Pelotas/RS – Brasil.
Atuou em várias comissões técnicas de prevenção de incêndios do Corpo de Bombeiros e, no ano de 2013,
atuou como Escrivão em dois dos quatro Inquéritos Policiais Militares instaurados pelo Comando da Brigada Militar,
des nados à inves gação do sinistro de incêndio ocorrido na Boate Kiss, na cidade de Santa, no dia 27 de janeiro de
2013, o qual resultou nas mortes de 242 pessoas.

Nesta obra “PPCI Fácil Manual Completo de Prevenção de Incêndios” o autor procura desmis ficar o
assunto, de forma a torná-lo acessível aos profissionais atuantes na área de Prevenção de Incêndios, visando com
isso prestar sua contribuição no sen do da criação de uma cultura de segurança contra incêndios em nosso País.

Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo ao qual escolheu para sua herança. (Salmos
33:12).

APRENDENDO A EXAMINAR E ELABORAR UM PPCI


PASSO A PASSO
1. RECOMENDAÇÕES PRELIMINARES À ELABORAÇÃO DO PPCI

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Um dos primeiros cuidados que o profissional que elabora um PPCI1 deve ter, é o de lembrar que estará
apresentando caracterís cas e dados técnicos que serão analisados por outros profissionais. Isso significa que será
necessário todo o cuidado no sen do de emprestar clareza e riqueza de informações ao seu trabalho, evitando que
haja reprovação do Projeto em virtude de imprecisões ou falta detalhamento técnico.
Neste sen do, é importante que se leve em consideração que a cada vez que um PPCI sofre correções por
parte do Corpo de Bombeiros, via de regra o lapso temporal entre seu protocolo e defini va aprovação é
consideravelmente aumentado em função de que além do tempo gasto pelo profissional para as devidas correções
ou esclarecimentos sejam feitos, ainda será acrescido o tempo que este levará para chegar, da úl ma posição na fila
de Projetos em reanálise2 no Corpo de Bombeiros, até a mesa do examinador.
Num contexto em que tempo é dinheiro, tais lapsos temporais podem resultar na inviabilização de
empreendimentos por perda de oportunidades de mercado, perda de prazos para adequações com fins de
auditorias, cer ficações de ISO, licitações e etc.
Enfim, nossa recomendação é a de que o profissional faça uma boa avaliação crí ca de seu trabalho antes
de encaminhá-lo, mesmo que isso lhe custe mais alguns dias, pois isso poderá resultar em ganho de tempo logo à
frente.
Além disso, um profissional que consegue aprovar rapidamente seus PPCIs junto ao Corpo de Bombeiros, é
bem visto pela clientela e, como sabemos, a melhor propaganda é aquela que corre de boca em boca. De outra
sorte, sabemos que as más referências correm muito mais rapidamente que as boas.
1
Projeto de Prevenção Contra Incêndio. Às vezes se confunde com Plano de Prevenção Contra Incêndio. Embora em muitos casos o
emprego de uma ou de outra nomenclatura não altere significa vamente o que se quer dizer, podemos afirmar que, na verdade, o Plano é
mais amplo e contém o Projeto. No RS, por exemplo, a legislação diferencia as siglas, atribuindo PPCI ao Plano e, PrPCI ao projeto.
2 Para entender este conceito, é preciso entender o que é análise. Análise trata-se da a vidade técnica executada pelo Corpo de Bombeiros,
onde o Projeto é confrontado com a legislação e as normas, instruções ou resoluções técnicas. Quando um PPCI é reprovado na análise, ele
é devolvido ao Responsável Técnico que o elaborou, que, por sua vez, após as devidas correções, o res tuirá aos Bombeiros para verificação
das correções. A esta a vidade, chama-se reanálise.

Assim, recomendamos ainda que haja muita hones dade para com o cliente, o qual não deve ser ludibriado
com promessas de cumprimento duvidoso.
Se você não tem certeza do tempo que levará para a aprovação do PPCI, você pode fornecer uma referência
para o seu cliente, mas nunca, datas as quais muitas vezes não dependerão apenas de você, mas também, das
demandas existentes no Corpo de Bombeiros, que pode estar assoberbado de trabalho, levando a um tempo maior
do que o previsto para a análise de seu Projeto.
Além disso, caso haja alguma dúvida ou problema técnico rela vo à instalação de sistemas, por mais que
você instrua o PPCI com as informações ou propostas técnicas necessárias à aprovação do mesmo, há de ser levado
em consideração que as mesmas podem não serem aceitas na primeira análise e sejam necessárias Consultas
Técnicas com os Escalões Superiores do Corpo de Bombeiros, o que também acarretará em uma maior demora para
a aprovação do PPCI. Todas estas possibilidades devem ser informadas ao seu cliente.

O PPCI é composto basicamente de três partes, que são os memoriais3 descri vos dos sistemas de
segurança contra incêndios, as plantas4 e as anotações5 de responsabilidades técnicas.
Na elaboração de PPCIs, um problema que não raras vezes ocorre, diz respeito ao preenchimento dos
memoriais descri vos da edificação e dos sistemas de segurança contra incêndios que o compõem. Muitas vezes, há
conjuntos de informações que são solicitadas mais de uma vez durante o preenchimento dos memoriais, tais como a

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razão social da empresa, o nome do Responsável Técnico6, o endereço do empreendimento, etc. Essa constante
repe ção de informações acaba gerando erros que ao serem detectados nas análises, geram reprovações.
Para tanto e, afim de que sejam evitados erros e retrabalhos causados pela constante repe ção de
informações, especialmente decorrentes das ações de “copiar” e “colar” dos programas editores de textos de nossos
computadores, como MS Word e BR Office, algo altamente recomendável seria o emprego de programas des nados
ao preenchimento destes memoriais descri vos, facilitando esta tarefa ao possibilitarem que a inserção de cada
dado seja feita apenas uma única vez.
Um simples sistema de mala-direta feito no Word tendo por base de dados uma planilha do Excel, poderia
facilmente resolver esta questão.

3 São documentos que descrevem tecnicamente uma edificação ou estabelecimento ou os sistemas de segurança contra incêndios
necessários segundo a legislação.
4 As plantas representam as edificações, estabelecimentos e sistemas de segurança contra incêndios, porém, graficamente. As plantas
podem ser baixas, de corte, de situação, fachada, detalhes, entre outras.
5 As anotações de responsabilidades técnicas são documentos que comprovam o credenciamento do profissional em seu respec vo
Conselho, bem como sua habilitação para a a vidade informada na ART. Este documento também vincula o Profissional ao proprietário do
estabelecimento, que juntamente deverá assinar a ART. Tais atributos geram direitos e deveres para todas as partes.
6 Trata-se do profissional responsável pela elaboração ou execução do PPCI. De modo geral, esta a vidade somente pode ser desenvolvida
por Engenheiros ou Arquitetos. Em certos casos, porém, a legislação permite a par cipação de profissionais de nível técnico, como é o caso
do Eletrotécnico, ao qual o CONFEA conferiu, por meio de Resolução, a possibilidade de instalação de sistemas de (para-raios). Outra
situação possível, é a elaboração de plantas por Técnicos em Edificações, embora a responsabilidade geral pelo Projeto necessite de um
Engenheiro ou Arquiteto.

2. PREENCHIMENTO DOS MEMORIAIS DESCRITIVOS DO PPCI


Obs.: Esta parte do Manual irá lhe proporcionar uma boa noção de como preencher corretamente os
memoriais descri vos de um PPCI. Entretanto, lembramos que para tanto, você precisará entender aspectos
conceituais rela vos à segurança contra incêndio.
Para suprir esta necessidade, colocamos junto ao tulo de cada memorial, links que o levarão direto às
informações necessárias ao seu estudo, presentes na primeira parte deste Manual.
Entretanto, lembramos que em função do fato de que esta obra des na-se apenas a servir como material
didá co de apoio visando auxilia-lo quanto à melhor compreensão do tema, a consulta da legislação em vigor (em
suas úl mas versões e atualizações) é imprescindível para a correta realização de seu trabalho. Com isso, queremos
alerta-lo no sen do de que as informações e modelos aqui apresentados não estão isentos de apresentarem
defasagens em relação ao aparato legal que envolve o assunto, o que decorre das constantes alterações legisla vas
correntes na área da segurança contra incêndio. Além disso, esclarecemos que em razão dos obje vos já expostos da
obra, não cons tui-se de pretensão deste autor, apresentar conteúdo completamente atualizado em relação ao
aparato legal vigente.
A seguir, passaremos a apresentar os modelos de Memoriais Descri vos componentes dos PrPCIs, ocasião
em que estaremos tomando a Instrução Norma va 001.1/ 2014 do CBMRS como base. Na sequência, estaremos
explicando como deve ser feito o preenchimento de cada um de seus campos. Esclarecemos que apesar deste
ordenamento não encontrar-se mais em vigor, a riqueza de informações solicitadas em seus formulários é bastante
interessante, de forma que servirá bem ao que aqui nos propomos, atendendo às necessidades de preenchimento
de formulários de PPCIs em geral.

2.1 MEMORIAL DESCRITIVO DO PRÉDIO

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2.1.1 DADOS DO IMÓVEL:


2.1.1.1 Razão Social: Neste campo você deve inserir a razão social do estabelecimento conforme o cadastro
do CNPJ. Caso o empreendimento ainda não possua CNPJ, cadastre em nome e CPF de seus proprietários.
Quando o prédio não pertencer aos donos do empreendimento (como é o caso dos prédios alugados), será
interessante que se u lizem os dados dos inquilinos, e não, os dos donos da edificação (locadores), pois a ocupação
( po de uso do prédio), será definida pelos locatários (inquilinos). Além disso, tal medida facilitará os trâmites feitos
pelos inquilinos junto ao Corpo de Bombeiros. De outra sorte, precisará da par cipação do proprietário ou
administradora para tal.

Observações importantes:

1) Nos casos em que o prédio é alugado, antes de firmar o contrato de aluguel, verifique se a edificação
comporta a ocupação pretendida.

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Por exemplo: Se o prédio está tombado e o empresário deseja ocupá-lo com uma boate, como ele poderá
adequar a edificação se forem necessárias mais saídas de emergência? O Corpo de Bombeiros irá exigir o
atendimento da legislação quanto às saídas de emergência, e o Patrimônio Cultural do Município não permi rá que
o mesmo seja alterado em sua fachada e volumetria. Resultado: O local será inviável para a ocupação pretendida.
2) No contrato de locação do imóvel é interessante que seja lembrada a necessidade do inquilino manter a
edificação adequada às exigências do Corpo de Bombeiros. Isto é importante para evitar a responsabilização do
proprietário ou da administradora nos casos de eventuais sinistros decorrentes de negligência dos inquilinos,
principalmente se resultarem em danos pessoais ou materiais.
Não obstante este cuidado, a responsabilidade contratual do inquilino não elidirá necessidade de
cooperação do proprietário ou da administradora a fim de viabilizarem o uso seguro da edificação, especialmente se
as adequações necessárias apanharem ambas as partes de surpresa no processo de regularização do prédio perante
o Corpo de Bombeiros.
3) Uma dica para o pretendente inquilino é que, caso o desejado estabelecimento ainda não tenha um PPCI
aprovado pelo Corpo de Bombeiros, será de bom alvitre que acorde com os proprietários da edificação no tocante ao
pagamento do aluguel durante o tempo que irá levar para que isso ocorra, pois somente após isto, o prédio poderá
ser vistoriado e ocupado dentro da legalidade.
Caso contrário, o aluguel correrá sem que a edificação possa ser usada, onerando o inquilino e trazendo
riscos de inviabilização de seu negócio.
4) No caso das edificações alugadas, também é importante verificar quais sistemas de segurança contra
incêndio a ocupação pretendida irá necessitar, pois o inquilino poderá ter uma desagradável surpresa ao deparar-se,
após a assinatura e registro do contrato de locação, com a necessidade de instalações de sistemas caros, sem os
quais sua a vidade não poderá obter o Alvará do Corpo de Bombeiros.
Quando a edificação for própria, também deverá haver o cuidado de se verificar quais medidas de
segurança a mesma irá precisar quando ocupada com a a vidade pretendida. Caso isso não ocorra, posteriormente o
proprietário poderá ter seu negócio prejudicado ou inviabilizado.

2.1.1.2 Nome Fantasia: Trata-se do nome colocado na empresa, através do qual é publicamente conhecida.
2.1.1.3 Endereço: O endereço do prédio onde localiza-se a empresa. Não será válido o endereço de sua
matriz, pois o Corpo de Bombeiros o tomará como referência para a posterior realização de suas inspeções.
2.1.1.4 Ponto de Referência: Neste campo, procure estabelecer um ponto, que pode ser outro
estabelecimento bastante conhecido. Também pode ser a proximidade ou esquina com outro logradouro mais
conhecidos como, por exemplo, uma avenida da cidade. O obje vo é o de facilitar ao Corpo de Bombeiros a
localização do estabelecimento, tanto para a realização da inspeção, quanto para o eventual atendimento de
ocorrências que neste venham a dar-se.

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2.1.1.5 Município: O município onde se localiza o estabelecimento.


2.1.1.6 CNPJ/CPF: Caso o local ainda não possua CNPJ, apresente o CPF do proprietário ou responsável pelo
mesmo.
2.1.1.7 Matrícula do Imóvel: O número da matrícula do imóvel no cartório de registro de imóveis. Este dado
des na-se a possibilitar a consulta da propriedade da edificação ou área de risco.

2.1.2 DADOS DO PROPRIETÁRIO/RESPONSÁVEL:


2.1.2.1 Nome: Neste campo deverá constar o nome do proprietário da edificação ou da pessoa que será
responsável pela mesma, podendo ser um síndico ou aquele que o esteja alugando. Importante observar que, em
princípio, esta pessoa será a responsável pela edificação para todos os efeitos perante à legislação de segurança
contra incêndios.
Esta pessoa pode valer-se de um procurador para os necessários encaminhamentos perante o Corpo de
Bombeiros, contudo, a responsabilidade permanecerá lhe pertencendo. Neste sen do, vale ser ressaltado que,
embora muitos proprietários ou responsáveis por edificações, por não querem preocupar-se com questões técnicas,
u lizem-se de procuradores (que muitas vezes são as próprias empresas ou profissionais que projetam e/ou instalam
os seus sistemas de segurança contra incêndios), é recomendável que tenham uma par cipação mais a va no
processo a fim de conhecê-lo melhor e, assim, possam fazer suas inferências pessoais junto ao mesmo,
especialmente pelo fato de serem os principais interessados em sua segurança pessoal, na de seu patrimônio, de
seus funcionários e clientes.
Além disso, por serem também os principais responsáveis no caso de eventuais problemas decorrentes de
uma inobservância legal.
2.1.2.2 Endereço: O endereço da pessoa nominada no campo anterior. É muito importante que esta
informação seja man da devidamente atualizada. Caso haja uma alteração de endereço, comunique-a formalmente
ao Corpo de Bombeiros e mantenha consigo um recibo comprobatório de tal comunicação.
Embora geralmente os documentos a nentes ao estabelecimento sejam enviados pelo Corpo de Bombeiros
para o endereço do estabelecimento ao qual corresponde o PPCI, este endereço também poderá ser u lizado para
efeitos de comunicações per nentes a tal processo.
2.1.2.3 Município: A cidade onde mora o proprietário ou responsável pela edificação ou estabelecimento.
2.1.2.4 Telefone: O telefone do proprietário ou responsável pela edificação ou estabelecimento. Também
pode ser adicionado o campo e-mail, para facilitar os contatos necessários.

2.1.3 RESPONSÁVEL TÉCNICO PELO PPCI:

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2.1.3.1 Nome: Neste campo deve ser posto o nome do profissional que elaborou o PPCI.
Os memoriais descri vos do PPCI, as Plantas e as Anotações de Responsabilidade Técnica (ART) que o
compõem devem trazer este mesmo nome, não podendo haver divergências entre estas informações.
Por exemplo, você não pode ter um memorial ou planta assinados por um profissional com uma ART de
outro. Apesar da obviedade do acima mencionado, às vezes ocorrem falhas desta natureza nos projetos.
O documento que caracteriza obje vamente a responsabilidade técnica é a ART (devidamente paga), a qual
traz os dados de endereço, propriedade e caracterização do estabelecimento e do serviço a ser realizado
rela vamente ao mesmo. No que se refere ao serviço, os principais campos da ART são: “a vidade” (exemplos de
a vidades: “projeto” e/ou “execução”) e “descrição da a vidade” (exemplo: “elaboração de PPCI”).
Quando o serviço prestado pelo profissional for apenas de elaboração de um PPCI, nos campos “a vidade” e
“descrição da a vidade” deverão constar “Projeto – Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio”.
Quando o profissional que fez o PPCI também for o responsável pela execução do mesmo, sugerimos
constar na ART a inscrição “Projeto e Execução – Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio”, evitando-se o
recolhimento de uma nova ART somente para a execução.
Também é importante frisar que, caso o PPCI tenha sido elaborado de forma compar lhada entre dois ou
mais profissionais, cada qual deverá assinar os memoriais e as plantas e recolher as ARTs correspondentes às partes
do PPCI que projetaram.
Juntamente com Responsável Técnico, o proprietário da edificação ou estabelecimento deverá assinar a ART
e os demais documentos do PPCI (plantas, memoriais descri vos, laudos, etc.), o que significa que está de acordo
com as medidas de segurança projetadas pelo profissional contratado.
Aqui é importante destacar-se que a ART também possui status de procuração para os trâmites de análise,
vistoria, ou para ambos, junto ao Corpo de Bombeiros. Desta forma, não há necessidade de que o proprietário
elabore um documento específico autorizando o Responsável Técnico a tramitar seu PPCI. Todavia, todo o
documento incluso no PPCI deverá ter a assinatura de ambos (Proprietário e Responsável Técnico).
Outra questão que é importante lembrar, diz respeito ao fato de que os profissionais devem ter o cuidado
de não excederem os limites legais de suas habilitações. Para tanto, é recomendável que mantenham estreito
relacionamento com o respec vo conselho a fim de melhor conhecerem as a vidades para as quais estão
habilitados, principalmente pelo fato de que o programa gerador das ARTs possibilita a emissão destas com diversas
a vidades, sem filtragem apenas das que são possíveis para cada profissional.

2.1.3.2 Endereço: O endereço do responsável técnico pelo PPCI.


2.1.3.3 Município: O município onde reside o responsável técnico pelo PPCI.
2.1.3.4 Telefone: O(s) telefone(s) do responsável técnico pelo PPCI. Este dado também é importante para
fins de eventual demanda do Corpo de Bombeiros, como no caso de uma ocorrência em que haja necessidade do
auxílio do profissional que elaborou o PPCI, o qual poderá auxiliar com informações técnicas vitais na hora de um
sinistro. Também pode ser adicionado o campo e-mail, para facilitar os contatos necessários.
2.1.3.5 Nr CREA/CAU: Número de registro do profissional no respec vo conselho.

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2.1.4 CARACTERÍSTICAS DO IMÓVEL:


2.1.4.1 Área Edificada (m2): Trata-se da área da edificação ou estabelecimento ao qual corresponde o PPCI
que você está elaborando.
Primeiramente, é importante que você verifique o conceito de área construída na legislação de segurança
contra incêndios do Estado em que você irá protocolar o PPCI, pois somente assim poderá dis nguir detalhes
significa vos, como por exemplo, as diferenças entre os conceitos de área construída, área coberta, área ú l, área a
construir, etc.
A importância de se conhecer com precisão as diferenças entre tais conceitos, reside em suas implicações
na prevenção, onde representam a definição quanto à necessidade ou não de instalação de um determinado sistema
de segurança contra incêndios em um estabelecimento.
Assim, temos que a aplicação de conceitos equivocados tanto pode acarretar a instalação de sistemas não
requeridos; quanto a não instalação de outros que eram necessários frente à legislação.
Outro po de cuidado que deve ser tomado com respeito aos conceitos, é no sen do de tomar-se o
conceito necessário na fonte correta (des nada ao trato do assunto em questão). Por exemplo: Podem ocorrer
diferenças entre conceitos de área construída entre os códigos municipais e as legislações de segurança contra
incêndios, pois, enquanto o primeiro caso visa questões tributárias (IPTU), o segundo atem-se às questões de
segurança.
Com isso queremos dizer que, para fins de segurança contra incêndio, valem os conceitos constantes das
legislações que tratam do assunto e não os constantes de ordenamentos que tratam de questões diversas.
No Estado do Rio Grande do Sul, estas definições constam da Lei Complementar 14.376, de 26 de dezembro
de 2013, alterada pela Lei Complementar 14.555 de 02 de julho de 2014.

Observações importantes:

1) Mesmo que sua edificação seja construída em etapas, é interessante que no projeto a mesma conste na
sua integralidade. Isto evitará que posteriormente o projeto tenha de ser revisto no Corpo de Bombeiros. Entretanto,
talvez você possa argumentar que não tem os recursos necessários para a instalação de todos os sistemas que sua
edificação irá precisar, os quais serão exigidos pelos bombeiros se projetar a obra toda. Neste caso recomendamos
que você poderá faça um cronograma demonstrando, no próprio PPCI, as fases de execução, mostrando também a
grada va instalação dos sistemas necessários na medida em que o aumento da edificação for sendo executado.
2) No PPCI de um estabelecimento composto por várias edificações, a área a constar deve ser apenas a área
de cada edificação em separado, e não a área da soma de todas as edificações que compõem o complexo do
empreendimento. Neste caso, teremos um PPCI composto por vários Projetos, sendo cada um rela vo a um único
prédio.

Caso as edificações deste complexo não possuam riscos isolados7 entre si, ainda assim, cada edificação
deverá ter seu PPCI em separado. Entretanto, o risco a ser considerado deverá ser o do prédio ou setor de maior
risco existente entre tais edificações.
Além disso, a falta de isolamento de riscos pode levar ainda à necessidade de instalação de outros sistemas
originalmente desnecessários para cada edificação considerada em separado, pois, do ponto de vista da segurança
contra incêndios, a falta de isolamento acarreta que estas sejam consideradas como uma única edificação, onde, por
exemplo, a soma de suas áreas poderá recomendar a instalação de sistemas tais como hidrantes, chuveiros
automá cos, SPDA, etc.
Obs.: No que diz respeito às saídas de emergência, leve em consideração a maior exigência em termos de
saída de emergência e não, o po de saída da edificação de maior risco, pois nem sempre o po exigido pela
edificação de maior risco será o mais seguro.

3) Quanto às edificações comprovadamente existentes8, a alteração de área trata-se de medida carente de


muita atenção, sob pena de perda de tal condição, acarretando na necessidade de instalação de todos os sistemas

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requeridos por uma edificação nova.


No RS por exemplo, o aumento de área permi do em edificações existentes, sem que se perca tal condição,
é de no máximo 10% da área total da edificação, limitados a 250 m².
Também perdem a condição de edificações existentes, àquelas que, ainda que não sofram aumento de área
em função de novas obras que as ampliem, venham a ter suas áreas unificadas às de outras edificações (ainda que
igualmente existentes), através de aberturas de comunicação, havendo aumento de área acima do permi do.
Outra questão a ser também considerada, é o fato de que a ocupação de uma edificação existente com uma
a vidade diversa daquela que possuía anteriormente à promulgação da lei, descaracteriza tal situação, fazendo com
que a mesma não possa mais ser considerada como existente. Exemplo: Ocupar em 2014 como boate um imóvel
construído no ano de 1990 para ser uma residência. Neste caso verifica-se que o prédio é existente, mas a ocupação,
não.
7 Riscos isolados ou isolamento de riscos: Trata-se de medida de segurança contra incêndio que obje va impedir que o fogo se propague de
uma edificação ou setor de uma edificação para outra edificação ou setor. Pode ser ob do por meio de compar mentação ou afastamento.
Na compar mentação, empregam-se paredes e portas corta fogo e saídas independentes. No afastamento, emprega-se o distanciamento
entre edificações ou aberturas, de forma que em função disso seja evitada a propagação do sinistro. O risco de incêndio de uma edificação
segundo as legislações dos Estados Brasileiros geralmente é atribuído como pequeno (ou baixo), médio ou grande (ou alto). An gamente era
definido pela TSIB (Tabela de Seguro Incêndio do Brasil), do IRB (Ins tuto de Resseguros do Brasil). Atualmente, é ob do por meio de cálculo
da Carga Incêndio das ocupações, medida em MJ/m².
8 Edificação existente: Edificação que já exis a quando fora criada a legislação de segurança contra incêndio, podendo, por este mo vo,
obter maiores prazos ou isenções quanto à necessidade de instalação de sistemas que demandem intervenções em suas estruturas. Porém,
estas isenções dependem de definições legisla vas de cada Estado, bem como de comprovação documental.

2.1.4.2 Área do maior pavimento (m2): Trata-se do pavimento de maior área de pavimento da edificação,
excluído o situado ao nível da soleira de entrada da edificação (térreo).
Observação: Neste campo poderá ser informada a área do térreo quando tratar-se de edificação térrea.
2.1.4.3 Altura (m): Trata-se da altura da edificação, tomada do piso acabado do úl mo pavimento habitado,
até o piso acabado ao nível da soleira de entrada do prédio (nível da descarga). Neste caso, não são consideradas as
casas de máquinas e reservatórios d’água instalados acima dos pavimentos de uso comum. Também não será
considerada a altura acrescentada pelo pavimento superior de apartamentos duplex9 situados no úl mo pavimento
da edificação, pois para fins de segurança interessam apenas as áreas comuns de circulação.
O conceito de altura que vimos acima é assim definido em função de estar vinculado ao estabelecimento de
condições para a evacuação da população de uma edificação, isto é: com base neste dado (altura), entre outros, as
normas de segurança nos informam a quan dade de saídas de emergência e pos de escadas que uma edificação irá
precisar.

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Entretanto, este conceito não deve ser aplicado ao dimensionamento de sistemas de SPDA, pois, neste caso,
a altura a ser considerada deve ser medida a par r do topo da edificação.
9 Apartamentos dotados de dois pavimentos, onde o acesso ao seu segundo piso ocorre por meio de escada interna.

Abaixo, observe a classificação de sua edificação quanto à altura com base na Lei Complementar RS 14.376/
2013:

Fonte: LC RS 14.376/2013

2.1.4.4 Área Subsolo (m2): Trata-se da área de subsolo da edificação, quando houver. Esta área,
dependendo de sua extensão e ocupação, pode demandar a instalação de sistemas tais como detectores e alarme de
incêndio, chuveiros automá cos ou sistemas de controle de fumaça.
2.1.4.5 Ocupação: Refere-se à a vidade, o po de uso da edificação. De modo geral as legislações atribuem
códigos representa vos para cada po de a vidade, de forma que neste campo do PPCI, você deverá inserir este
código seguido de sua descrição.
Abaixo, a tulo de exemplo, apresentaremos a tabela de ocupações da Lei Complementar RS 14.376/ 2013:

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Fonte: LC RS 14.376/2013

2.1.4.6 Classe de Risco: A classe de risco será definida como baixa, média ou alta, conforme a nomenclatura
adotada por cada legislação.
No passado, sua definição era dada com base na TSIB do IRB (vide nota 7), onde o risco de uma edificação
era dado com base no po de a vidade, processos ou produtos manipulados ou armazenados.
Atualmente e, de forma muito mais apropriada, ao invés da TSIB, as legislações dos Estados têm empregado
tabelas de carga de incêndio, as quais estabelecem o risco das edificações com base no potencial energé co médio
por metro quadrado de área, que uma determinada ocupação teoricamente possui. Esta medida é expressa em
MJ/m².
A importância de se definir o risco de incêndio reside na possibilidade de melhor classificação das
edificações quanto às medidas de segurança necessárias. Por exemplo, a NBR 12.693 da ABNT estabelece suas
exigências, como “capacidade ex ntora10 mínima” e “distâncias máximas a serem percorridas em uma edificação
para que se alcance um ex ntor”, com base no risco da edificação.
Assim, temos que, quanto maior for o risco, maiores serão as exigências.
Esta referência não serve somente para ex ntores, mas também como critério para definição de exigências
e/ou dimensionamento de outros sistemas.

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Abaixo, seguem as tabelas de carga de incêndio empregadas pela Lei Complementar RS 14.376/2013:
10 Capacidade ex ntora: Trata-se do poder ex ntor de um determinado agente ex ntor. O agente ex ntor trata-se do produto u lizado pelo
ex ntor de incêndio para combate ao fogo. Por exemplo, existem ex ntores de pó químico seco ABC de 4 Kg, cuja capacidade ex ntora é de
2A e 20BC. Isso significa que estes 4 Kg de PQS ABC, conforme testes padronizados, mostraram-se suficientemente capazes de ex nguirem
fogos em materiais de Classe A (madeira, papel, sólidos em geral), em uma certa quan dade codificada como 2A. Igualmente, conseguiram
apagar um fogo em líquidos inflamáveis, classe B (gasolina, álcool, diesel, etc.), bem como em materiais elétricos energizados, classe C, de
proporções quan ficadas como 20 BC. Obs.: A capacidade ex ntora não deve ser confundida com número de unidades ex ntoras. O número
de unidades ex ntoras que um local irá precisar depende de suas dimensões e de seu risco, dentre outras possíveis exigências legais, que
variam de um Estado para outro. Uma unidade ex ntora, cons tui-se de um ex ntor, cuja capacidade ex ntora atende à exigência mínima
prevista em norma, conforme a classe de risco de incêndio do local onde será instalado. Por exemplo: Se um local exige ex ntores de
capacidade ex ntora mínima 2A e 20 BC, você não poderá empregar ex ntores de capacidade ex ntora inferior, pois não cons tuirão a
capacidade ex ntora mínima requerida.

NOTA: Onde se lê “Adotar o anexo B”, deve ser calculada a carga de incêndio conforme orientado após as tabelas.

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Fonte: LC RS 14.376/2013

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Fonte: LC RS 14.376/2013

A fórmula segundo a qual é calculada a carga de incêndio, é representada pela seguinte equação (Não
significa que a mesma poderá ser empregada em subs tuição às tabelas. Para saber em que situações poderá ser
empregada, deverá ser consultada a legislação de seu Estado, ou o Corpo de Bombeiros):

Onde:
qfi é o valor da carga de incêndio especifica, expresso em megajoules por metro quadrado (MJ/m2) de área de piso.
Mi é a massa total de cada componente i do material combus vel, expressa em quilogramas (Kg). Esse valor não
pode ser excedido durante a vida ú l da edificação, exceto quando houver alteração de ocupação, ocasião em que

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Mi deve ser reavaliado.


Hi é o potencial calorífico de cada componente i do material combus vel, expresso em Megajoules por quilogramas
(MJ/Kg), conforme as tabelas abaixo.
A é a área do piso do compar mento, expressa em metros quadrados (m2).

Fonte: NBR 12.693 da ABNT

2.1.4.7 N.º de Pavimentos: Trata-se do número de andares da edificação. Se a edificação é térrea, sua
edificação possui apenas 01 pavimento. Cuide para não gerar discrepâncias entre esta informação e a altura da
edificação. Exemplo: Você não pode ter uma edificação térrea com 3 m de altura, pois isso conflitará ao dar a ideia
de que sua edificação possui dois pavimentos (lembre-se do conceito de altura).
2.1.4.8 Caracterís cas Constru vas: As caracterís cas constru vas são representadas pelas letras X, Y ou Z,
as quais referem-se ao po de material empregado na estrutura da edificação. Sua repercussão na prevenção dá-se,
por exemplo, na distância máxima a percorrer para abandono seguro de um estabelecimento.
As tabelas abaixo, extraídas da NBR 9077 da ABNT, nos exemplificam com mais clareza esta situação.
Na primeira tabela, temos a classificação das edificações quanto à caracterís ca constru va.
Na segunda, temos as distâncias máximas a serem percorridas para abandono das edificações.
Observe que, dentre outros fatores, a tabela leva em consideração as caracterís cas constri vas do prédio.

Fonte: NBR 9077 da ABNT

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Fonte: NBR 9077 da ABNT

2.1.4.9 Elevadores (Quan dade): Apenas o número de elevadores que a edificação possui.

2.1.4.10 Número de Escadas Comuns11: Insira aqui o número de escadas comuns que a edificação possui.
(Clique aqui para consultar o número e po de escadas necessário segundo a NBR 9077 da ABNT)

2.1.4.11 Número de Escadas Enclausuradas Protegidas12: Quan dade de escadas protegidas.

2.1.4.12 Número de Escadas Enclausuradas à Prova de Fumaça13: Quan dade de escadas à prova de
fumaça.

2.1.4.13 Número de Escadas Enclausuradas Pressurizadas14: Quan dade de escadas pressurizadas.

2.1.4.14 Número de Escadas Externas15: Quan dade de escadas externas.


11 Escadas que não são isoladas das demais dependências de uma edificação, de forma que no caso de um incêndio podem ser a ngidas
pelo fogo e pela fumaça.
12 Escadas isoladas das demais dependências de uma edificação através de portas e paredes resistentes ao fogo, de forma que no caso de
um sinistro as pessoas possam abandonar o estabelecimento protegidas da ação do fogo e da fumaça.
13 Escadas que além de serem protegidas, possuem antecâmaras dotadas de dutos de entrada e saída de ar, os quais se des nam a impedir
que a fumaça entre na caixa da escada por ocasião do ingresso de pessoas nos diversos pavimentos.
14 Trata-se de um po de escada que pode subs tuir, quando autorizado, as escadas à prova de fumaça. Sua caracterís ca é a de que ao
invés de empregar antecâmaras com dutos de entrada e saída de ar, u liza insufladores de ar que, atuando de forma coordenada com
sistemas de dampers (espécie de sistema de venezianas reguláveis), mantêm a pressão na caixa da escada sempre posi va (maior que a do
lado externo, isto é, o ambiente comum da edificação), impedindo que a fumaça entre no seu ambiente.
15 Tipo de escada que é construído do lado externo de uma edificação e que, quando autorizado ou previsto em norma, pode suprir a
necessidade de escadas protegidas ou à prova de fumaça.

O número e po de escadas que sua edificação necessitará, irá depender de caracterís cas tais como
ocupação, altura e área do maior pavimento da edificação. Para saber com exa dão a quan dade e po das escadas,
você deverá consultar a respec va tabela de exigências da legislação do Estado onde situa-se a edificação da qual
está tratando.
2.1.4.15 As escadas possuem iluminação natural? Apenas informe neste campo o po de iluminação das
escadas.
2.1.4.16 As janelas possuem grade? Informe se as janelas da edificação possuem grades, pois, dependendo
do caso, janelas sem grades podem ser aproveitadas para fins de saídas de emergência.
2.1.4.17 Possui edificação c/ pavimentos recuados em relação aos pavimentos inferiores com altura maior
que 12 m: ( .... ) Sim (.... ) Não

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Neste campo o profissional deverá apenas marcar se a edificação possui ou não pavimentos recuados em
relação a pavimentos inferiores. A importância desta informação reside no fato de que edificações nesta situação
possuem o risco adicional de terem pavimentos de di cil acesso às escadas do Corpo de Bombeiros.
Na marcação da opção correspondente à situação real ou de projeto da edificação em pauta, deve haver o
cuidado de não conflitar esta informação com a informação de altura da edificação, pois, como vimos anteriormente
em 2.1.4.3 (Altura), as edificações que possuírem mais de 12 m de altura e verem pavimentos recuados em relação
aos pavimentos inferiores, deverão ser classificadas como “O-2” quanto à altura (altura superior a 12 m, havendo
pavimentos recuados em relação aos pavimentos inferiores). Assim, infere-se que se num PPCI você informar que a
altura de sua edificação é “N” (altura maior que 12 até 30 m) e, no campo sobre recuo de pavimentos informar
“SIM”, seu projeto sofrerá No ficação de Correção de Exame pelo Corpo de Bombeiros, pois, neste caso, verifica-se
que, quanto à altura, a edificação deveria ter sido classificada como “O-2”, e não como “N”.
2.1.4.18 Distância máxima da via de acesso para carros de combate a incêndio (m): Apenas informe qual é
ou qual será esta distância, cuja importância reside na avaliação de necessidade suplementar de instalação de
sistemas hidráulicos ou rede seca16 na edificação.
Dependendo das exigências legisla vas do Estado onde está a edificação para a qual você está fazendo ou
analisando um PPCI, uma alterna va ou exigência para o caso da edificação situar-se em local de di cil acesso às
viaturas do Corpo de Bombeiros, seria a instalação de um sistema hidráulico para a edificação (mesmo que suas
caracterís cas não o exijam) ou uma rede seca.
Para saber quais são as exigências de seu Estado para casos como este, você deverá consultar o
ordenamento per nente ao assunto, que geralmente é regulado através de uma Instrução ou Resolução Técnica
in tulada como “Acesso de Viaturas em Edificações ou Áreas de Risco”.
16 Rede seca trata-se da instalação de tubulação de combate a incêndio que não possui reservatório d’água e des na-se apenas ao uso pelo
Corpo de Bombeiros num caso de incêndio. Essa tubulação permite que os Bombeiros conectem a viatura, através de mangueiras de
abastecimento, num hidrante situado junto ao passeio público, o qual está ligado a outro hidrante situado junto à edificação através da
referida tubulação. Isso permite que os Bombeiros conectem as mangueiras de combate a incêndio no hidrante situado próximo da
edificação, facilitando suas ações para a ex nção do sinistro (ganharão: tempo ao não terem de estender mangueiras por longos percursos,
bem como menor emprego de material e maior pressão e vazão d’água, já que a tubulação metálica possui coeficiente de atrito mais
favorável do que o das mangueiras).

Em São Paulo, por exemplo, os ordenamentos que tratam desta questão são as Instruções Técnicas nº 05 e
06.
No Estado de Minas Gerais, o assunto é regulado pela IT 04.
2.1.4.19 Localização do reservatório de água (não possui, elevada, térreo): Esta informação deve estar em
consonância com as informações dos memoriais e plantas dos sistemas hidráulicos sob comando17 e automá co18,
caso existam.

17 Sistema que consiste basicamente num reservatório d’água de capacidade que normalmente varia entre 9.000 e 54.000 litros, do qual
parte uma tubulação que conduz a água aos hidrantes situados nos diversos pavimentos e dependências de um estabelecimento, bem como
deve estar conectado a um registro de passeio. Seu acionamento e desligamento ocorre de forma manual, podendo haver ou não uma
bomba de incêndio, o que dependerá do caminhamento e extensão da tubulação e da localização do reservatório (normalmente não é
requerida uma bomba em edificações ver calizadas, onde a própria coluna d’água – altura manométrica – proporciona a pressão necessária
para o funcionamento do sistema).
18 Tipo de sistema hidráulico que, diferentemente do sob comando, independe de ação humana para seu acionamento, o qual se dá de
forma automá ca. Normalmente é exemplificado pelos sistemas de chuveiros automá cos (sprinklers), que possuem uma ampola contendo
elemento termo sensível a qual se rompe a determinada temperatura, deixando a água escapar da tubulação. Com o vazamento, a pressão
hidráulica cai e é percebida pelo pressostato. Este aciona uma bomba des nada à recuperação da pressão padrão, compensando pequenas
perdas de carga (pressão), chamada bomba Jockey. Não obstante e, uma vez que o sistema é dimensionado para que no caso de abertura de
um bico de sprinkler a pressão con nue a cair, a compensação não ocorre, entrando em ação a bomba principal, que mantém todo o
sistema devidamente pressurizado. Se o sinistro progredir, mais ampolas estourarão liberando água na pressão adequada para a formação
de espécies de duchas, que proporcionarão a ex nção ou o controle do sinistro até a chegada do Corpo de Bombeiros.

Outra questão a ser levada em consideração, é que se o reservatório for térreo ou enterrado, certamente
que o memorial do sistema hidráulico de sua edificação deverá conter a mesma informação, sendo também evidente
que a pressurização do sistema se dará através de bombas de incêndio, já que neste caso não haverá contribuições

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da gravidade. Apesar de lógico, já foram encontradas falhas desta natureza em projetos de prevenção contra
incêndios.
Sempre que a edificação requerer um sistema hidráulico, este campo deverá ser informado, sendo que para
saber se seu estabelecimento irá precisar de sistemas hidráulicos, você deverá consultar os critérios da legislação de
seu Estado.
Se a edificação não possuir sistema hidráulico, mas ver reservatório, mesmo assim esta informação deverá
ser fornecida, pois reservatórios d’água sempre são bem-vindos ao conhecimento do Corpo de Bombeiros, que
poderá u lizá-los em casos de emergências. Inclusive, há legislações que preveem a obrigatoriedade de pontos de
tomada d’água para viaturas de Bombeiros em reservatórios elevados de capacidade volumétrica a par r de 10 m³,
mesmo que a edificação não requeira um sistema hidráulico.

2.1.4.20 Capacidade reservatório (litros ou m³): Para o fornecimento desta informação, leve em
consideração que a mesma deve estar alinhada com a necessidade de água requerida para o sistema hidráulico caso
sua edificação o requeira. As quan dades necessárias podem ser encontradas na primeira parte deste Manual, em
Sistema Hidráulico Sob Comando.
2.1.4.21 Possui outro manancial d’água? Apenas informe se existe ou não e se possível, informe o po e a
quan dade d’água.
2.1.4.22 Possui hidrante (registro) de passeio? ( .... ) Sim ( .... ) Não.
Se a edificação requerer sistema hidráulico, você deve marcar “Sim”.
2.1.4.23 Possui caldeiras, vasos de pressão e congêneres? ( .... ) Sim ( .... ) Não
Apenas marque a alterna va correspondente a existência ou não de caldeiras ou vasos de pressão no
estabelecimento ou área de risco.
2.1.4.24 Extensão da rota de saída(m): Trata-se da distância máxima a percorrer para alcançar chegar a
uma saída de emergência. A tabela, extraída da NBR 9077 da ABNT, abaixo nos informa as distâncias máximas
permi das:

Fonte: NBR 9077 da ABNT

2.1.4.25 Possui Central Predial de GLP? ( .... ) Sim ( .... ) Não


Para certas ocupações, as legislações estaduais determinam a obrigatoriedade de instalação de Centrais
quando usado GLP. Como exemplo podemos citar a legislação do Rio Grande do Sul, que estabelece que as
ocupações F-6 (boates), caso u lizem GLP, obrigatoriamente o façam através de Central de GLP.
2.1.4.26 O Risco é isolado? ( .... ) Sim ( .... ) Não

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Apenas informe se o risco é ou não isolado. Para saber mais sobre risco isolado, consulte a nota de rodapé
nº 07.
2.1.4.27 Possui comércio e/ou depósito de GLP? ( .... ) Sim ( .... ) Não
Apenas informe sim ou não.
2.1.4.28 População: O cálculo de população deve ser dado em função de tabelas como a tabela abaixo,
extraída da NBR 9077 da ABNT.
Obs.: Para arenas e praças despor vas o cálculo de população é feito de forma dis nta. No RS, por exemplo,
o cálculo de população destes locais é feito com base na Resolução Técnica nº 17 do CBMRS.
Para saber mais sobre cálculo de população, consulte sobre Saídas de Emergência, na primeira parte deste
Manual.

Fonte: NBR 9077 da ABNT

2.1.5 SISTEMAS DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO:


Deverão ser marcadas com um “X” as opções “Sim”, sempre que um sistema for requerido pela legislação.
Caso haja alguma isenção legal e o sistema não seja instalado, marque “Não”.
Os sistemas existentes estão abaixo relacionados.
Para conhecer os sistemas requeridos por sua edificação, você deverá consultar a legislação de seu Estado.
Logo abaixo, a tulo ilustra vo, estaremos apresentando as tabelas de exigências da legislação do Rio Grande do Sul
(LC RS 14.376/2013 - Atualizada até a LC 14.555/2014).
Ex ntores de Incêndio: ( ) Sim ( ) Não
Saídas de Emerg.: ( ) Sim ( ) Não
Detecção: ( ) Sim ( ) Não
Iluminação Emerg.: ( ) Sim ( ) Não
Segurança Estrutural: ( ) Sim ( ) Não
Central Predial de GLP: ( ) Sim ( ) Não
Sistema Automat.: ( ) Sim ( ) Não
Alarme de Incêndio: ( ) Sim ( ) Não
Hidráulica: ( ) Sim ( ) Não
Sinalizações: ( ) Sim ( ) Não
SPDA: ( ) Sim ( ) Não
Brigada de Incêndio: ( ) Sim ( ) Não

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Controle de Fumaça: ( ) Sim ( ) Não


Cont. Mat. Acabam.: ( ) Sim ( ) Não
Plano de Emergência: ( ) Sim ( ) Não
Sist. de Esp. e Resf.: ( ) Sim ( ) Não
Compar mentação: ( ) Vert ( ) Horiz

TABELAS DE EXIGÊNCIAS PARA EDIFICAÇÕES COM ÁREA SUPERIOR A 750 m² E/OU ALTURA SUPERIOR A 12 m:

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2.1.6 OUTRAS INFORMAÇÕES:


Terreno de Acesso ao CB (plano ou inclinado; pavimentação): Informe as condições do terreno.
Distância do CB mais próximo (Km): Esta informação poderá auxiliá-lo por ocasião de sinistros uma vez que facilitará
o despacho das guarnições mais próximas.
Hidrante público mais próximo: Esta informação também poderá auxiliá-lo no caso de sinistros em seu
estabelecimento.
Depósito de agente ex ntor: Esta informação possui o mesmo po de importância que a anterior.
Fontes de energia existentes: Informação muito importante, pois geralmente é necessário que a energia seja
completamente desligada para as ações combate a incêndio, onde a água é empregada como principal agente
ex ntor.

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Outras informações: Apresente aqui outras informações julgadas úteis.


2.2 MEMORIAL DESCRITIVO DOS EXTINTORES DE INCÊNDIO: (Clique aqui para ir às informações rela vas ao
dimensionamento do sistema)

Na verdade, o preenchimento do memorial descri vo dos ex ntores de incêndio nada mais é do que a
descrição daquilo que já está graficamente representado na planta. Apesar disso, é bastante comum o erro de
preenchimento do campo “capacidade ex ntora”, geralmente causado pela confusão do po de ex ntor u lizado
com a capacidade ex ntora. Exemplo:
Erro de preenchimento:

Observe que ao invés de ser informada a capacidade ex ntora, foi informado o po de ex ntor.

Preenchimento correto:

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Uma sugestão que gostaríamos de deixar quanto ao memorial descri vo dos ex ntores a fim de que sejam
evitados equívocos de preenchimento, retrabalho (já que todas as informações necessárias quanto aos ex ntores
podem estar presentes nas plantas) e consequentes reprovações, é que ele seja subs tuído pela seguinte declaração:
“Serão empregados ex ntores de incêndio localizados conforme planta, estando todos dentro do prazo de
validade. A numeração e os pos de agentes ex ntores encontram-se representados em planta.

As capacidades ex ntoras mínimas dos ex ntores portáteis, serão de:

( ) 2 A, 20 BC, visto que o risco é baixo.


( ) 3 A, 40 BC, visto que o risco é médio.
( ) 4 A, 80 BC, visto que o risco é alto.

OBSERVAÇÕES: Atesto que o sistema atenderá a todos os requisitos técnicos da _____(u lize aqui o nome do
ordenamento empregado em seu Estado. Ex.:NBR 12.693 da ABNT, úl ma edição), cumprindo sua função, pelo que
responsabilizo-me tecnicamente”.

Antes de protocolar o PPCI, verifique junto ao Corpo de Bombeiros local sobre a possibilidade de uso desta
sugestão, pois além de simplificar seu trabalho, irá também facilitar e agilizar o exame do PPCI para os próprios
bombeiros.

2.3 MEMORIAL DESCRITIVO DA INSTALAÇÃO HIDRÁULICA DE HIDRANTES E MANGOTINHOS: (Clique aqui para ir às
informações rela vas ao dimensionamento do sistema)

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Para facilitar o preenchimento dos campos do memorial descri vo do sistema hidráulico, sugerimos o
emprego de uma tabela semelhante a que segue abaixo, cujos critérios baseiam-se na NBR 13.714 da ABNT.
Conforme o po de sistema hidráulico empregado, suas informações poderiam ser u lizadas para correto
preenchimento do memorial:

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Apresentamos ainda algumas sugestões/ orientações para preenchimento de mais alguns campos deste
memorial:

2.3.1 Localização dos hidrantes: “Conforme Planta”.

2.3.2 Registro de passeio:

Embora o memorial não solicite, lembramos que é necessário representa-lo em planta.

2.3.3 Bomba de incêndio e a localização da reserva técnica de incêndio:

Antes de proceder ao preenchimento dos campos referentes à bomba de incêndio e a localização da reserva
técnica de incêndio, você deve ter em mente a seguinte questão:

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Como será a pressurização do sistema? As alterna vas possíveis são:

a. Por gravidade
b. Por moto-bomba elétrica dotada de alarme áudio visual e quadro de energia independente sinalizado
c. Por moto-bomba à combustão dotada de alarme áudio visual
d. Por gravidade e bomba de reforço elétrica dotada de alarme áudio visual e quadro de energia
independente sinalizado
e. Por gravidade e bomba de reforço à combustão dotada de alarme áudio visual.

A clareza quanto a esta definição irá evitar que você apresente informações conflitantes, muito comuns no
preenchimento deste memorial.

2.3.4 Campo observações:

Para o preenchimento deste campo apresentamos as seguintes sugestões, as quais irão auxiliá-lo a lembrar-
se de detalhes que não poderão faltar na execução de seu PPCI (No exemplo, empregaremos a NBR 13.714 como
referência):

“a) A pressão máxima nos hidrantes será adequada à operação segura das mangueiras e/ou mangotes
empregados no sistema. b) O(s) reservatório(s) encontram-se localizados em planta, atendendo a todas as demais
prescrições da NBR 13.714 da ABNT. c) O sistema será dotado de válvula de retenção instalada junto ao reservatório,
também permi ndo a pressurização do sistema através da viatura do Corpo de Bombeiros. d) Atesto que o sistema
atenderá a todos os requisitos técnicos da NBR NBR 13.714 da ABNT, úl ma edição, cumprindo sua função, pelo que
responsabilizo-me tecnicamente”.

2.4 MEMORIAL DESCRITIVO DA ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA: (Clique aqui para ir às informações rela vas ao
dimensionamento do sistema)

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Para preencher este memorial, a primeira coisa que você irá precisar é a definição do po de sistema a ser
usado:

Os sistemas possíveis são:

a. Blocos autônomos;
b. Central de baterias;
c. Grupo moto-gerador.

A seguir, apresentamos sugestões de preenchimento de seus campos (Para tanto, empregaremos como
referência, os requisitos técnicos da NBR 10.898, da ABNT):

2.4.1 Localização da central:

Use:
“Conforme planta”
ou
“Não há central” (Deve ser usado quando sua iluminação de emergência é feita através de blocos
autônomos).

2.4.2 Capacidade/ alimentação:

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a. Das baterias (A/H): “Conforme especificações de fabricante devidamente cer ficado junto aos órgãos
competentes” (use se houver central de baterias ou se forem usados blocos autônomos).
Obs.: Na verdade, para fins da segurança contra incêndios, este dado não terá muito significado, pois
deverá ser ob do junto ao próprio equipamento, o qual deverá possuir cer ficação estando dimensionado de forma
a atender às especificações técnicas de segurança exigidas pelo órgão cer ficador.
b. Do gerador (KVA): “Conforme especificações do fabricante devidamente cer ficado junto aos órgãos
competentes” (use se houver grupo moto-gerador).
Para este caso vale a mesma observação da letra “a”.
c. Carga máxima admissível (W): “Conforme especificações do fabricante devidamente cer ficado junto aos
órgãos competentes”
Para este caso vale a mesma observação presente nas letras “a” e “b”.
d. Localização: “Vide planta”
e. Número de baterias: Informe neste campo o número de baterias, o que somente será possível quando
seu sistema empregar central de baterias ou blocos autônomos, os quais também são dotados de baterias.
f. Tensão de saída: “No máximo 30 Vcc nas áreas não protegidas”.
g. Duração de funcionamento: “No mínimo 01 hora atendendo aos parâmetros de iluminação definidos
pela NBR 10.898 da ABNT”.

2.4.3 Luminárias ( po e potência por ponto): “Vide planta”.

2.4.4 Sinalização de Saídas ( po e potência por ponto): “Vide planta, sendo que toda a sinalização sem
indicação de potência será feita por meio de placas fotoluminescentes”.

2.4.5 Localização da sinalização: “Vide planta”.

2.4.6 Observações: “Atesto que o sistema atenderá a todos os requisitos técnicos das NBRs 10.898, 13434-1,
13434-2 e 13434-3, todas da ABNT, úl ma edição, cumprindo sua função, pelo que responsabilizo-me tecnicamente”.

2.5 MEMORIAL DESCRITIVO DA CENTRAL DE GLP: (Clique aqui para ir às informações rela vas ao dimensionamento
do sistema)

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Quanto ao preenchimento deste memorial, apresentamos as seguintes sugestões (Para tanto,


empregaremos como referência, os requisitos técnicos da NBR 13.523, da ABNT):

2.5.1 Canalização: “O material e bitola atenderão às prescrições da NBR 13.523 da ABNT, úl ma edição”.
2.5.2 Caixa de medidores (Localização): “Vide planta”.
2.5.3 Válvula de primeiro estágio ou estágio único:
2.5.3.1 Localização: “Vide planta”.
2.5.3.2 Pressão de trabalho: “No máximo 1,7 MPa”

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2.5.4 Válvula de segundo estágio:


2.5.4.1 Localização:
Use:
“Não há segundo estágio”
ou
“Vide planta” (use quando houver segundo estágio).
2.5.4.2 Pressão de trabalho:
Use:
“Não há segundo estágio”
ou
“Inferior a 1,7 MPa” (use quando houver segundo estágio).

2.5.5. DADOS DA PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO:


2.5.5.1 Proteção Móvel por Ex ntores:
a. Tipo: “PQS”
b. Capacidade ex ntora dos ex ntores portáteis: “20 BC”
c. Quan dade de ex ntores portáteis:
Use:
“01” (se a central comportar até 270 Kg de GLP);
Ou
“02” (se a central comportar acima 270 Kg de GLP).
d. Quan dade de ex ntores sobre rodas com capacidade ex ntora 80 BC:
“01” (somente quando a central comportar acima de 1800 Kg de GLP).
2.5.5.2 Sinalização: ( X ) Sim ( ) Não
2.5.5.3 Afastamentos em metros:
a. Ralos: “no mínimo 1,5 m”
b. Fontes de ignição: “no mínimo 03 m”
c. Edificações/divisas de propriedades: “Vide planta”.
d. Entre recipientes:
Informe este dado de acordo com as tabelas da NBR 13.523 da ABNT.
e. Depósitos de materiais inflamáveis: “no mínimo 06 m”.
2.5.6. Observações: “a) O GLP não entrará na fase líquida no interior da edificação. b) Atesto que o sistema atenderá
a todos os requisitos técnicos das NBRs 13.523, 15.358 e 15.526 da ABNT, úl ma edição, cumprindo sua função com
segurança, pelo que responsabilizo-me tecnicamente”.

2.6 MEMORIAL DESCRITIVO DO ALARME DE INCÊNDIO: (Clique aqui para ir às informações rela vas ao
dimensionamento do sistema)

http://www.livrariavincenzo.com.br/log.html 193/214
02/04/2018 www.livrariavincenzo.com.br/log.html

A seguir, apresentamos sugestões de preenchimento de seus campos (Para tanto, empregaremos como
referência, os requisitos técnicos da NBR 17.240, da ABNT):

2.6.1 Localização da central: “Conforme planta”

2.6.2 Capacidade/ alimentação:

2.6.2.1 Baterias:

a. Das baterias (A/H): “Conforme especificações de fabricante devidamente cer ficado junto aos órgãos
competentes”
Obs.: Na verdade, para fins da segurança contra incêndios, este dado não terá muito significado, pois
deverá ser ob do junto ao próprio equipamento, o qual deverá possuir cer ficação estando dimensionado de forma
a atender às especificações técnicas de segurança exigidas pelo órgão cer ficador.
b. Número de baterias: Informe neste campo o número de baterias.
c. Duração de funcionamento: No mínimo 24 horas em estado de vigília e 15 em alarme geral de incêndio.
d. Localização: “Vide planta”
e. Tensão de saída: “24 Vcc”
Embora este campo não conste no memorial para alimentação por baterias, acrescente-o deixar mais
completo seu PrPCI.
2.6.2.2 Gerador:
Coloque apenas um hífen em todos os campos rela vos ao gerador, pois a NBR 17.240 da ABNT não prevê o
uso de geradores como fontes de alimentação de sistemas de alarme de incêndio.

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2.6.3 Acionadores:
a. Altura: entre 0.90 m e 1,35 m do piso acabado.
b. Distância para a ngir um acionador: no máximo 30 m.
A par r deste ponto, apesar de diferir um pouco do modelo de memorial apresentado na legislação, seria
interessante a adoção de itens tais como os abaixo apresentados.
Tal sugestão decorre do fato de que o memorial previsto na legislação parece não adaptar-se com perfeição
à NBR 17.240 da ABNT, carecendo também de campos concernentes a dados os quais entendemos como essenciais
para fins de sua descrição.
Sendo assim, acreditamos que sem nenhum prejuízo de ordem técnica, poderiam ser adotadas as seguintes
informações, tornando o projeto muito mais completo e bem delineado (consulte o Corpo de Bombeiros a fim de
verificar esta possibilidade):
2.6.4 Avisadores:
a. Tipo (Marque um “X” na alterna va correspondente ao po usado):
( ) Sonoro, diferenciado de todos os demais sons dos ambientes do estabelecimento e em intensidade
audível nas condições normais de trabalho do local, sem prejudicar a comunicação verbal (15 dBA acima do nível
médio de som do ambiente ou 5 dBA acima do nível máximo de som do ambiente, medidos a 3 m da fonte).
( )Sonoro e visual. O visual será pulsante com frequência entre 1 e 6 Hz e intensidade luminosa entre 15 e
300 cd e, o sonoro, com som diferenciado de todos os demais sons dos ambientes do estabelecimento e em
intensidade audível nas condições normais de trabalho do local, sem prejudicar a comunicação verbal (15 dBA acima
do nível médio de som do ambiente ou 5 dBA acima do nível máximo de som do ambiente, medidos a 3 m da fonte).
( ) Apenas visual pulsante com frequência entre 1 e 6 Hz e intensidade luminosa entre 15 e 300 cd.
b. Altura de instalação: Entre 2,20 e 3,50 m.
c. Rendimento sonoro: Mínimo 60 min con nuos sem falhas, deformações ou quedas de rendimento
sonoro ou visual.
d. O tempo de retardo para alarme geral e evacuação será configurado para ocorrer dentro de: _______
segundos após a indicação na central (NBR 17240 da ABNT, subitem 8.1.6.1).
Obs.: Esta informação (letra “d”) depende de configuração, cuja definição deverá ocorrer com base nas
necessidades específicas de cada caso.
2.6.5 Detectores (Marque um “X” na alterna va correspondente ao po usado):
( ) Não haverá detecção
( ) Detectores de fumaça
( ) Detectores de temperatura
( ) Detectores de chama

2.6.6 Observações: Atesto que o sistema atenderá a todos os requisitos técnicos das NBRs 17.240 e 11836
da ABNT, úl ma edição, cumprindo sua função com segurança, pelo que responsabilizo-me tecnicamente.
2.7 MEMORIAL DESCRITIVO DAS SAÍDAS DE EMERGÊNCIA: (Clique aqui para ir às informações rela vas ao
dimensionamento do sistema)

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Para o preenchimento deste memorial, apresentamos o exemplo de correto preenchimento referente a uma
edificação com área de pavimento inferior a 750 m², dotada de 18 andares e mais um subsolo. Em função de sua
altura, esta edificação necessitará de 01 escada à prova de fumaça (Para tanto, empregaremos como referência, os
requisitos técnicos da NBR 9077, da ABNT):

2.7.1 Porta
2.7.1.2 Tipo:
a. Comum nas economias;

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b. Resistentes a 30 minutos de fogo e estanques à fumaça nas comunicações das antecâmaras com as escadas (PCF
30);
c. Corta Fogo nos acessos às antecâmaras (PCF 60).
2.7.1.3 Dimensões (altura/largura): 2,10 m x 0,90 m.
2.7.1.4 Tempo de resistência:
a. Comuns: Não especificado;
b. PCF 30: 30 min;
c. PCF 60: 60 min.
2.7.1.5 Sen do de abertura:
a. Portas dos apartamentos: Interior das economias;
b. Acessos, escadas e descarga: no sen do do fluxo de saída.
2.7.2 Acesso/descarga
2.7.2.1 Tipo (comum/enclausurado):
a. Acessos: comuns;
b. Descarga: enclausurada.
Obs.: A descarga pode ser comum, mas, neste caso, a distância entre a porta da escada e a saída do prédio não pode
ser maior que 04 m.
2.7.2.2 Dimensões do(s) acesso(s): 2,10 m (altura) x 1,10 m (largura).
2.7.2.3 Dimensões da(s) descarga(s): 2,10 m (altura) x 4,00 m (largura).
2.7.3 Escada:
2.7.3.1 Quan dade: 01
2.7.3.2 Tipo de escada: Escada à prova de fumaça
2.7.3.3 Material da parede: Alvenaria ( jolos maciços) ou concreto
2.7.3.4 Espessura da parede: 0,25 m (no mínimo).
2.7.3.5 Tempo de resistência ao fogo: 04 horas
2.7.3.6 Tipo e resistência das portas da escada:
a. Resistentes a 30 minutos de fogo e estanques à fumaça nas comunicações das antecâmaras com as escadas (PCF
30);
b. Corta Fogo nos acessos às antecâmaras (PCF 60).
2.7.3.7 Sistema de fechamento da porta: Automá co (dobradiças em ângulo)
2.7.3.8 Diferença entre porta/soleira (mm): 0 mm
2.7.3.9 Dimensões da escada (largura/pé direito): 1,10 m x 2,50 m
2.7.3.10 Quan dade de lances (entre pavimentos): 02
2.7.3.11 Altura do lance: 1,25 m
2.7.3.12 Quan dade de degraus por lance: 05
2.7.3.13 Dimensões do patamar (L x C): 1,10m x 2,20 m
2.7.3.14 Largura e altura do degrau: 29,00 cm x 17,5 cm (Conf. Blondel)
2.7.3.15 Tipo de material do piso: Cerâmica
2.7.3.16 Material do corrimão: Aço
2.7.3.17 Corrimão em ambos os lados da escada: (x) Sim ( ) Não
2.7.3.18 Tipo de material an derrapante do piso: Fita an derrapante e ranhuras
2.7.3.19 Tipo e dimensão das janelas: Feitas em aço maciço (3 mm) e com eixo horizontal. Dimensões: 1,00 m x 0,80
m

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2.7.3.20 Dimensões do alçapão de entrada de ar da escada: Não há (usa-se antecâmaras)


2.7.3.21 Dimensões do alçapão de saída de ar da escada: 1,00 m x 1,00 m
2.7.4 Antecâmara:
2.7.4.1 Material da parede: Tijolos maciços (ou concreto)
2.7.4.2 Espessura da parede: 25 cm
2.7.4.3 Tempo de resistência ao fogo: 4 horas
2.7.4.4 Dimensões da antecâmara: 1,10 m x 2,20 m
2.7.4.5 Tipo e resistência da porta da antecâmara: 60 min
2.7.4.6 Sistema de fechamento da porta: Automá co
2.7.4.7 Diferença entre porta/soleira(mm): 0 mm
2.7.4.8 Tipo de material do piso: Cerâmica
2.7.4.9 Dimensões do duto de ar da antecâmara: 1,34 m x 1,34 m
2.7.5 Observações: a. As escadas serão dotadas de sinalização e iluminação de emergência; b. Atesto que o sistema
atenderá a todos os requisitos técnicos das NBRs 9077 e 11742, da ABNT, em suas úl mas edições, cumprindo sua
função com segurança, pelo que responsabilizo-me tecnicamente.

2.8 MEMORIAL DESCRITIVO DO SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS: (Clique aqui para ir às
informações rela vas ao dimensionamento do sistema)

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Embora possa diferir um pouco do modelo do ordenamento que estamos empregando, propomos abaixo
um modelo muito mais completo e didá co de memorial de sistema de proteção contra descargas atmosféricas, que
em nada comprometeria seu PPCI no aspecto técnico. O mesmo está adequado às exigências da NBR 5419 da ABNT
e seus campos estão dispostos de forma a facilitar o preenchimento do referido documento, bem como a análise
pelo Corpo de Bombeiros (Consulte o Corpo de Bombeiros sobre a possibilidade de usá-lo).

A seguir, estaremos apresentando um modelo preenchido para facilitação de seu trabalho. Este modelo
corresponde à previsão de um sistema de SPDA para uma igreja de 25 m de altura (do piso ao topo), dotada de uma
torre de sino e com área total construída de 1000 m², onde, cada um de seus lados possui 100 m de comprimento.

2.8.1 Tipo de sistema/método:


(X) Franklin com hastes de 06 m
(X) Gaiola de Faraday

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( ) Eletrogeométrico
Obs.: Neste exemplo estão sendo usados 02 pos de sistemas concomitantemente, pois, para a proteção da torre do
sino, o sistema de Franklin é mais adequado e, para a proteção do restante do corpo do prédio, visto sua grande área
de planta baixa, a Gaiola de Faraday é melhor.
2.8.2 Nível de proteção empregado:
( )I
(X) II (Obs.: é o que se aplica a esta edificação segundo a NBR 5419)
( ) III ou IV
2.8.3 Subsistema Captor:
( ) Natural
(X) Não natural (Obs.: significa que não será u lizada nenhuma parte da edificação como subsistema captor e que a
proteção será feita por uma haste Franklin e cabeamento formando uma “gaiola” sobre o prédio)
2.8.3.1 Quan dade e localização: Conforme planta.
2.8.3.2 Material empregado na captação e sua seção transversal:
(X) Cobre 35 mm²
( ) Alumínio 70 mm²
( ) Aço 50 mm² galvanizado a quente ou embu do em concreto.
2.8.4 Subsistema de descida:
( ) Natural
(X) Não natural (Obs.: significa que nenhuma parte da edificação será empregada como subsistema de descidas, as
quais serão feitas por cabos instalados na mesma, interligados com os subsistemas de captação e aterramento).
2.8.4.1 Quan dade e localização: Conforme planta, com afastamento médio de 15 m. (Obs.: trata-se do afastamento
indicado pela NBR 5419 para o nível II de proteção).
2.8.4.2 Material das descidas e sua seção transversal:

(X) Cobre 35 mm² visto que a altura (até o topo do prédio) é superior a 20 m.
( ) Alumínio 70 mm² visto que a altura (até o topo do prédio) é superior a 20 m.
( ) Aço 50 mm² galvanizado a quente ou embu do em concreto.
( ) Cobre 16 mm² visto que a altura (até o topo do prédio) é de até 20 m.
( ) Alumínio 25 mm² visto que a altura (até o topo do prédio) é de até 20 m.
2.8.5 Subsistema de aterramento:
(X) Natural (Obs.: Significa que a ferragem da própria fundação da igreja será empregada como subsistema de
aterramento).
( ) Não natural
2.8.5.1 Quan dade e localização: Conforme planta.
2.8.5.2 Material empregado no aterramento e sua seção transversal:
( ) Cobre 50 mm²
(X) Aço 80 mm² galvanizado a quente ou embu do em concreto.
2.8.6 Observações: a) Todos os potenciais serão equalizados; b) As descidas serão interligadas atendendo às
prescrições da NBR 5419 da ABNT. c) Atesto que o sistema atenderá a todos os requisitos técnicos da NBR 5419 da
ABNT, úl ma edição, cumprindo sua função com segurança, pelo que responsabilizo-me tecnicamente.

2.9 MEMORIAL DESCRITIVO DE RISCOS ESPECIAIS:

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02/04/2018 www.livrariavincenzo.com.br/log.html

Quanto ao preenchimento deste memorial não há necessidade de muitas orientações, pois, em verdade, o
mesmo depende de informações muito específicas e cujas orientações de segurança deverão ser indicadas pelo
próprio profissional com base na legislação que regula o po de material ou substância do qual estará tratando. É o
caso, por exemplo, dos materiais radioa vos, gases tóxicos e congêneres.
Algumas das principais informações técnicas de segurança concernentes a tais produtos podem ser
encontradas em suas fichas técnicas, constantes em manuais, como por exemplo, o Manual da ABIQIM (Associação
Brasileira da Indústria Química).

3. FORMULÁRIO DESCRITIVO DO PRÉDIO DO PSPCI (PLANO SIMPLIFICADO DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA


INCÊNDIO):

http://www.livrariavincenzo.com.br/log.html 201/214
02/04/2018 www.livrariavincenzo.com.br/log.html

http://www.livrariavincenzo.com.br/log.html 202/214
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Resguardadas as proporções, as orientações para preenchimento deste formulário são as mesmas indicadas
para o plano completo, podendo, assim, serem encontradas nos itens anteriormente apresentados.

Clique aqui para retornar ao tulo Aprendendo a Examinar e Elaborar um PPCI Passo a Passo.

Clique aqui para retornar ao índice do Manual PPCI Fácil.

http://www.livrariavincenzo.com.br/log.html 203/214
02/04/2018 www.livrariavincenzo.com.br/log.html

LEGISLAÇÃO COMENTADA
A partir deste ponto passaremos a comentar os artigos da legislação atual, abrangendo Leis,
Decretos, Resoluções Técnicas e demais ordenamentos em vigência no Estado do Rio Grande do Sul na
área de segurança contra incêndios, segundo suas versões e atualizações na data do comentário. Para
tanto, informamos que estaremos nos baseando nas publicações do CBMRS, fonte da qual estaremos
obtendo os ordenamentos em vigor.

Informamos ainda, que os comentários encontram-se na cor azul, havendo também explicações de
rodapé em cor diferenciada.

INTRODUÇÃO DA LEI COMPLEMENTAR 14.376/2013

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLEIA LEGISLATIVA


Gabinete de Consultoria Legislativa
LEI COMPLEMENTAR Nº 14.376, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2013
(Atualizada até a Lei Complementar nº 14.924, de 22 de setembro de 2016)

Estabelece normas sobre Segurança, Prevenção e


Proteção contra Incêndios nas edificações e áreas de
risco de incêndio no Estado do Rio Grande do Sul e dá
outras providências.

http://www.livrariavincenzo.com.br/log.html 204/214
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Esta lei foi denominada como Lei Kiss em alusão ao sinistro de


incêndio da qual decorreu. No dia 27 de janeiro de 2013, na
cidade de Santa Maria/ RS, um incêndio no estabelecimento
denominado Boate Kiss vitimou fatalmente 242 pessoas,além de
deixar vários feridos. Para quem conheceu o contexto anterior da
segurança contra incêndio no Estado do Rio Grande do Sul, é
notório que o novel ordenamento procurou atender a vários
aspectos relacionados a problemas existentes e que precisavam
de atenção e devido trato. Diante disso, a LC 14.376/ 13 foi
desenvolvida, buscando adequar-se à realidade e às
necessidades da comunidade rio-grandense no que se refere ao tema segurança contra incêndio.

Fonte da imagem: (http://www.tvjurere.com/news/410/46/julgamento-dos-envolvidos-em-incendio-na-boate-kiss-comecou-nesta-


terca-feira-dois-anos-depois-da-tragedia), em 24 de agosto de 2015, às 10:08 horas.

Comentado em 18 de abril de 2017.

ART 1° DA LEI COMPLEMENTAR 14.376/2013


(Atualizada até a Lei Complementar nº 14.924, de 22 de setembro de 2016)

Art. 1º Ficam estabelecidas, através desta Lei Complementar, para as edificações e áreas de risco
de incêndio no Estado do Rio Grande do Sul, as normas sobre Segurança, Prevenção e Proteção contra
Incêndio, competências, atribuições, fiscalizações e sanções administrativas decorrentes do seu
descumprimento.

Em relação à legislação anterior que tratava do assunto (Lei Estadual 10.987/1997 e Decretos
Estaduais 37.380/1997 e 38.273/1998), já o primeiro artigo da Lei Complementar 14.376/ 2013 nos traz
como novidade o fato de que irá tratar não apenas de edificações, mas também das áreas de risco.

Parágrafo único. A presente Lei Complementar baliza a atuação das administrações públicas
municipais e a edição de legislações locais, dado que se trata de lei complementar na forma dos art. 24 e
30 da Constituição Federal e art. 130 da Constituição do Estado.

O parágrafo único do Art. 1º reforça a necessidade de que ao legislarem sobre a matéria, os


municípios observem a presente lei, recorrendo para tanto, aos Artigos 24 e 30 da Constituição Federal.

O Art. 24 refere-se à competência concorrente entre a União,


os Estados e o Distrito Federal para legislarem sobre
determinados assuntos, como é o caso da segurança contra
incêndio. Já o Art. 30, trata sobre a competência suplementar
dos municípios para legislarem sobre estes.

Isso significa que quando houver leis federais ou estaduais


tratando sobre determinado tema, os municípios podem legislar
apenas de forma suplementar sobre o assunto, isto é, sem
contrariar a legislação federal ou estadual existente.

Como exemplo, podemos citar o caso de Santa Maria, onde o


município vivia um contexto em que vigorava a Lei Municipal
3301/91. Esta lei determinava a fiscalização dos tipos de
materiais empregados nos revestimentos e acabamentos
internos dos estabelecimentos, entretanto, esta medida de
segurança não era prevista na legislação estadual (Lei Estadual 10.987/97) surgida posteriormente ao
advento da lei municipal, que era do ano de 1991.

http://www.livrariavincenzo.com.br/log.html 205/214
02/04/2018 www.livrariavincenzo.com.br/log.html
Assim, para que exigências como esta possam ser fiscalizadas, além da adequação da legislação
municipal à lei estadual vigente, sua aplicação depende também de um convênio firmado entre a
Prefeitura e o Estado, pois isso é necessário para que um órgão estadual, como é o caso do Corpo de
Bombeiros Militar do RS (CBMRS), fiscalize o cumprimento de leis municipais.

Neste sentido, vale ainda observar que o parágrafo único do Art. 1º da LC 14.376, também menciona o
Art. 130 da Constituição Estadual, que trata da Competência do CBMRS para a realização das atividades
de prevenção de incêndios, entre outras. Sendo assim, compreende-se que, como a atividade é atribuída
com exclusividade ao CBMRS, fica vedada a fiscalização do cumprimento da legislação de segurança
contra incêndios diretamente pelas prefeituras ou por quaisquer outros órgãos, havendo, portanto, a
necessidade de realização de convênio.

Comentado em 18 de abril de 2017.

ART 2° DA LEI COMPLEMENTAR 14.376/2013


(Atualizada até a Lei Complementar nº 14.924, de 22 de setembro de 2016)

Art. 2º São objetivos desta Lei Complementar:

I - preservar e proteger a vida dos ocupantes das edificações e áreas de risco, em caso de incêndio;
II - estabelecer um conjunto de medidas eficientes de prevenção contra incêndio;
III - dificultar a propagação do incêndio, preservando a vida, reduzindo danos ao meio ambiente e ao
patrimônio;
IV - proporcionar meios de controle e extinção do incêndio;
V - dar condições de acesso para as operações do Corpo de Bombeiros Militar do Estado Rio Grande do
Sul - CBMRS -;
VI - proporcionar a continuidade dos serviços nas edificações e áreas de risco de incêndio;
VII - definir as responsabilidades e competências de legislar em âmbito estadual, respeitando as dos
demais entes federados;
VIII - estabelecer as responsabilidades dos órgãos competentes pelo licenciamento, prevenção e
fiscalização contra incêndios e sinistros deles decorrentes;

Observe neste inciso mais uma influencia do incêndio da Boate Kiss atuando fortemente sobre a
redação do texto legal. No caso, a preocupação em estabelecer-se as responsabilidades, provavelmente
tenha decorrido da falta de objetividade da legislação anterior em fazê-lo, de forma que as autoridades
atuantes na investigação dos fatos, oferecimento de denúncias e julgamento, tiveram bastantes
dificuldades e trabalho neste sentido.

IX - definir as vistorias, os licenciamentos e as fiscalizações às edificações e áreas de risco de incêndio;


X - determinar as sanções nos casos de descumprimento desta Lei Complementar.

Uma abordagem mais completa sobre tais sanções será encontrada no Capítulo III do Decreto
51.803/2015, que regulamenta esta lei.

Comentado em 18 de abril de 2017.

ART 3° DA LEI COMPLEMENTAR 14.376/2013


(Atualizada até a Lei Complementar nº 14.924, de 22 de setembro de 2016)

Art. 3º As medidas de segurança contra incêndio nas edificações e áreas de risco de incêndio
atenderão ao previsto no art. 144, § 5º, "in fine", da Constituição Federal e art. 130 da Constituição do
Estado.

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02/04/2018 www.livrariavincenzo.com.br/log.html
Este embasamento constitucional refere-se à competência do Corpo de Bombeiros Militar para
exercer a fiscalização.

Comentado em 18 de abril de 2017.

ART 4° DA LEI COMPLEMENTAR 14.376/2013


(Atualizada até a Lei Complementar nº 14.924, de 22 de setembro de 2016)

Art. 4º As edificações e áreas de risco de incêndio deverão possuir Alvará de Prevenção e Proteção
Contra Incêndio - APPCI -, expedido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Sul -
CBMRS.

§ 1º Excluem-se das exigências desta Lei Complementar: (Redação dada pela Lei Complementar
nº 14.924/16)

I - edificações de uso residencial exclusivamente unifamiliares; (Redação dada pela Lei Complementar nº
14.924/16
II - residências exclusivamente unifamiliares localizadas em edificação com ocupação mista de até 2 (dois)
pavimentos, desde que as ocupações possuam acessos independentes; (Redação dada pela Lei
Complementar nº 14.924/16)
III - propriedades destinadas a atividades agrossilvipastoris, excetuando-se silos e armazéns, que serão
regulamentadas por RTCBMRS; (Redação dada pela Lei Complementar nº 14.924/16)
IV - empreendedor que utilize residência unifamiliar, sem atendimento ao público ou estoque de materiais.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 14.924/16)

§ 2º As edificações e áreas de risco de incêndio enquadradas nos incisos abaixo serão


regularizadas mediante Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros – CLCB –, obtido por meio
eletrônico, cumprindo as RTCBMRS: (Redação dada pela Lei Complementar nº14.924/16)

I - as edificações ou áreas de risco de incêndio deverão atender a todos os seguintes requisitos: (Redação
dada pela Lei Complementar nº 14.924/16)

a) ter área total de até 200m² (duzentos metros quadrados); (Redação dada pela Lei Complementar nº
14.924/16)
b) possuir até 2 (dois) pavimentos; (Redação dada pela Lei Complementar nº 14.924/16)
c) ser classificada com grau de risco baixo ou médio, conforme as Tabelas constantes em Decreto
Estadual; (Redação dada pela Lei Complementar nº 14.924/16)
d) não se enquadrar nas divisões F-5, F-6, F-7, F-11, F-12, G-3, G-4, G-5 e G-6, e nos grupos L e M,
conforme as Tabelas constantes em Decreto Estadual; (Redação dada pela Lei Complementar nº
14.924/16)
e) não possuir depósito ou áreas de manipulação de combustíveis, inflamáveis, explosivos ou substâncias
com alto potencial lesivo à saúde humana, ao meio ambiente ou ao patrimônio, tais como peróxidos
orgânicos, substâncias oxidantes, substâncias tóxicas, substâncias radioativas, substâncias corrosivas e
substâncias perigosas diversas; (Redação dada pela Lei Complementar nº 14.924/16)
f) não possuir mais de 26kg (vinte e seis quilogramas) de GLP; (Redação dada pela Lei Complementar nº
14.924/16)
g) não possuir subsolo com área superior a 50m² (cinquenta metros quadrados);
(Redação dada pela Lei Complementar nº 14.924/16)

II - aplica-se o disposto no inciso I às partes de uma mesma edificação com isolamento de risco, desde
que estes espaços possuam área de até 200m² (duzentos metros quadrados), acessos independentes e
que atendam às alíneas “b”, “c”, “d”, “e”, “f” e “g” do referido dispositivo; (Redação dada pela Lei
Complementar nº 14.924/16)
III - o CLCB será válido enquanto a edificação não sofrer alterações nos requisitos constantes no inciso I;
(Redação dada pela Lei Complementar nº 14.924/16)
IV - as informações fornecidas para obtenção do CLCB são de inteira responsabilidade do proprietário ou
do responsável pelo uso da edificação. (Redação dada pela Lei Complementar nº 14.924/16)

As residências destinadas à moradia de uma família estarão dispensadas da necessidade de


cumprimento desta lei, mesmo quando localizadas no segundo pavimento de outras ocupações(1)
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(comerciais, industriais, etc.), entretanto, o acesso à estas deve ser independente do acesso ao
estabelecimento do térreo.

Saídas independentes são exigidas para que, no caso de um incêndio, não haja necessidade de se
passar pela ocupação do térreo para abandonar a residência.

Segundo este artigo, depreende-se, ainda, que não há necessidade de isolamento de riscos(2)
entre a área residencial e a ocupação de baixo, para que a residência seja dispensada das exigências
legais.

Isso se deve ao fato de que o fogo e da fumaça avançam de baixo para cima, representando isto
maior risco para o estabelecimento que está acima, e não o oposto.

Sendo assim, como a ocupação térrea, por força desta lei, deverá ter medidas de segurança contra
incêndios instaladas, este risco também passa a ser diminuído.

Por fim, infere-se que o legislador, ao redigir esta possibilidade, valeu-se de bom senso e
objetividade, ao definir uma questão até então ausente nos ordenamentos existentes a nível estadual.

O § 1º traz como novidade, a dispensa de observação legal estendida para as propriedades


agrossilvipastoris (exceto silos e armazéns) e os empreendimentos desenvolvidos residências sem
atendimento de público e estoques de materiais.

Outra novidade consta do § 2º, com o advento do CLCB.

Embora o APPCI e o CLCB possuam na prática o mesmo status, eles se diferenciam notadamente
pelo fato de que o CLCB constitui-se de uma espécie de concessão legal proporcionada às edificações de
menor porte e menor potencial de sinistros.

Com efeito, ele pode ser concedido de forma eletrônica (através da Internet), sem necessidade de
apresentação de um PPCI ou PSPCI, e nem de vistoria, bastando que o responsável pela edificação
cadastre os dados da mesma no site do Corpo de Bombeiros. Neste caso, uma vez que a edificação
preencha os requisitos necessários à possibilidade de regularização através de CLCB (Art 4º, § 2º), o
responsável receberá o respectivo Certificado, podendo utilizá-lo como prova de regularização perante
outros órgãos.

Além disso, diferentemente do APPCI, que tem prazo de validade entre 02 a 05 anos, o CLCB não
requer renovação, possuindo validade permanente, a menos que a edificação sofra alterações que
consistam na perda das características que permitiam usufruir da regularização através de CLCB. Estas
características são as previstas no § 2º do Art 4º.

(1) Ocupação: Tipo de uso de uma edificação. Ex.: Comercial, industrial, residencial, etc.

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(2) Isolamento de riscos: Trata-se de medida de segurança contra incêndio que objetiva impedir que o fogo se propague de uma
edificação ou setor de uma edificação para outra edificação ou setor. Pode ser obtido por meio de compartimentação ou
afastamento. Na compartimentação, empregam-se paredes e portas corta fogo e saídas independentes. No afastamento,
emprega-se o distanciamento entre edificações ou aberturas, de forma que em função disso seja evitada a propagação do
sinistro.
Comentado em 18 de abril de 2017.

ART 5° DA LEI COMPLEMENTAR 14.376/2013


(Atualizada até a Lei Complementar nº 14.924, de 22 de setembro de 2016)

Art. 5º Fica proibida, no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul, a expedição de quaisquer licenças
e/ou autorizações precárias, provisórias e definitivas de funcionamento, pelo município, no âmbito de suas
competências, sem a apresentação, por parte do proprietário ou de seu procurador, ou responsável pelo
uso da edificação, do APPCI, ou do CLCB, expedido pelo CBMRS. (Redação dada pela Lei Complementar
nº 14.924/16)

§ 1º No caso de conformidade entre os projetos apresentados e a execução da edificação ou


alteração dela, com os aprovados, poderá ser emitido pelo município no âmbito de suas competências
Certificação de Regularidade, ficando entretanto o funcionamento, o uso e a ocupação da edificação
subordinados à apresentação do APPCI. (Renumerado pela Lei Complementar nº 14.555/14)

§ 2º Ficam autorizados o Estado e o município, no âmbito de suas competências, a expedir licenças


e/ou autorizações precárias e provisórias, pelo prazo de 1 (um) ano, para as edificações com grau de risco
baixo e médio, e nos casos de estabelecimentos que realizem atividades ou prestem serviços de caráter
essencial, mediante a apresentação do protocolo do PPCI no CBMRS, com ART/RRT de projeto e
execução, ficando condicionada a expedição do alvará definitivo de funcionamento à apresentação do
APPCI, exceto ocupações do grupo F, divisões F-5 e F-6. (Redação dada pela Lei Complementar nº
14.924/16)

§ 3º Cabe ao município, no âmbito de suas competências, acompanhar para que as licenças


precárias e provisórias de funcionamento estejam de acordo com esta Lei Complementar e sua
regulamentação, para fins de revogação das referidas licenças ou expedição de alvará definitivo. (Incluído
pela Lei Complementar nº 14.555/14)

§ 4º Caso o APPCI não tenha sido expedido no prazo delimitado no § 2º, a licença e/ou autorização
precária e provisória poderá ser prorrogada por 1 (um) ano, desde que de forma fundamentada pelo
CBMRS, uma única vez.”; (Incluído pela Lei Complementar nº 14.924/16)

Segundo o caput do artigo, observa-se em um primeiro momento que os municípios não podem
mais expedir licenças provisórias de funcionamento como anteriormente, como era o caso do município de
Pelotas, onde havia o Alvará Expresso (espécie de autorização provisória de funcionamento até a
regularização definitiva do imóvel).

Observa-se também, a proibição de que os municípios concedam alvarás de funcionamento ou de


localização - como é mais conhecido em algumas localidades - sem o Alvará de Prevenção e Proteção
Contra Incêndio (APPCI) ou o Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros (CLCB), como ocorria
em algumas localidades como, por exemplo, no município de Rio Grande.

A redação deste caput causou grandes transtornos aos municípios, principalmente àqueles que não
estavam levando em consideração a legislação de segurança contra incêndios para fornecerem seus
alvarás de funcionamento antes da publicação da Lei 14.376.

Como a maioria dos estabelecimentos não tinha o APPCI, tal implicou numa inviabilidade geral de
seus funcionamentos, sem data para acabar, dada a impossibilidade do Corpo de Bombeiros analisar(3) e
vistoriar(4) tantos locais pendentes de regularização em pouco tempo. Como consequência, o Estado
estava praticamente impedido de operar por força deste dispositivo.

A "válvula de escape para o Estado" foi a alteração da Lei Complementar 14.376, que com a
introdução do § 2º, em parte "voltou atrás" e passou a permitir a expedição de autorizações precárias e
provisórias de funcionamento para certos casos, mediante o protocolo do PPCI junto ao Corpo de
Bombeiros.

(3) Análise: trata-se da atividade técnica executada pelo Corpo de Bombeiros, onde os documentos que compõem o Plano de
Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI), são examinados e confrontados com a legislação e as normas, instruções ou

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resoluções técnicas. Se for aprovado, recebe o Certificado de Aprovação, estando habilitado o estabelecimento a passar para a
fase de vistoria. Se for reprovado, é emitida uma Notificação de Correção de Análise, devendo o responsável pelo PPCI retirá-lo
para correções.
(4) Vistoria: Depois que o PPCI é aprovado na análise, o correspondente estabelecimento, devidamente dotado com os
sistemas de segurança contra incêndios previstos no mesmo, sofre uma vistoria “In loco” pelo Corpo de Bombeiros, o qual
verificará se ele está atendendo ao previsto na legislação. Se estiver, recebe o APPCI. Se não estiver, recebe uma Notificação
de Correção de Vistoria.
Comentado em 18 de abril de 2017.

ART 6° DA LEI COMPLEMENTAR 14.376/2013


(Atualizada até a Lei Complementar 14.924 de 22 de setembro de 2016)

O Art 6º apresenta conceitos que deverão ser observados para fins de aplicação da Lei. Sendo
assim, não é cabível o emprego de conceitos diversos, ainda que presentes em outros ordenamentos
oficiais, sob pena de erro por inobservância do contexto legal de aplicação.

Por exemplo: O conceito de área construída presente no código de obras de um município não
pode ser empregado com o objetivo de definir a prevenção de incêndios de uma edificação, pois enquanto
este destina-se à questões tais como cobranças de tributos (ex: IPTU), o constante da LC 14.376 destina-
se à sua classificação para estabelecer o que será exigido em termos de sistemas e medidas de
segurança contra incêndios.

Art. 6° Para efeito desta legislação, são adotadas as definições abaixo descritas:

I - acesso é o caminho a ser percorrido pelos usuários do pavimento, constituindo a rota de saída
horizontal, para alcançar a escada ou a rampa, área de refúgio(5) (ver ilustração) ou descarga(6) (ver
ilustração), nas edificações com mais de um pavimento, ou o espaço livre exterior, nas edificações térreas.
Os acessos podem ser constituídos por corredores, passagens, vestíbulos, antecâmaras, sacadas,
varandas e terraços;
ÁREA DE REFÚGIO:

Fonte: NBR 9077 da ABNT

DESCARGA:

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II - altura da edificação:

a) altura ascendente é a medida em metros entre o ponto que caracteriza a saída ao nível da descarga,
sob a projeção do paramento externo da parede da edificação, ao ponto mais baixo do nível do piso do
pavimento mais baixo da edificação;
b) altura da edificação ou altura descendente é a medida em metros entre o ponto que caracteriza a saída
ao nível da descarga, sob a projeção do paramento externo da parede da edificação, ao ponto mais alto
do piso do último pavimento. Como paramento externo da parede da edificação pode ser considerado o
plano da fachada do pavimento de descarga, se os pavimentos superiores constituírem corpo avançado
com balanço máximo de 1,20m (um metro e vinte centímetros), excluídas as marquises;

A altura da edificação é a medida tomada do piso acabado ao nível da soleira de entrada do prédio
(nível da descarga), até o piso da acabado do último pavimento habitado. Neste caso, não são
consideradas as casas de máquinas e reservatórios d’água instalados acima dos pavimentos de uso
comum. Também não será considerada a altura acrescentada pelo pavimento superior de apartamentos
duplex(7) situados no último pavimento da edificação, pois para fins de segurança interessam apenas as
áreas comuns de circulação.

O conceito de altura que vimos acima é assim definido em função de estar vinculado aos critérios
para a evacuação da população de uma edificação, ou seja: é com base na altura, entre outras
características da edificação, que as normas de segurança nos informam a quantidade de saídas de
emergência e tipos de escadas que uma edificação irá precisar. Entretanto, este conceito não deve ser
aplicado ao dimensionamento de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas - SPDA (pára-
raios), eis que neste caso a altura a ser considerada deve ser medida até o topo da edificação.

ALTURA:

III - ampliação é o aumento da área construída da edificação;


IV - análise é o ato de verificação das exigências das medidas de segurança contra incêndio das
edificações e áreas de risco de incêndio, no processo de segurança contra incêndio;

Análise: trata-se da atividade técnica executada pelo Corpo de Bombeiros, onde o Projeto é
confrontado com a legislação e as normas, instruções ou resoluções técnicas.

Reanálise: Quando um PPCI é reprovado na análise, ele é devolvido ao Responsável Técnico que
o elaborou, que, por sua vez, após as devidas correções, o restituirá aos Bombeiros para verificação das
correções. A esta atividade dos Bombeiros, chama-se reanálise.

V - andar é o volume compreendido entre dois pavimentos consecutivos, ou entre o pavimento e o nível
superior à sua cobertura;
VI - área da edificação é o somatório da área a construir e da área construída de uma edificação;

Trata-se da área da edificação ou estabelecimento ao qual corresponde o PPCI que você está
elaborando.

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A importância de se conhecer este conceito reside no fato de que o mesmo compõe o rol de
critérios segundo os quais são definidas as exigências ou isenções de instalação dos sistemas de
segurança contra incêndios para cada tipo de ocupação (vide nota 1).

Assim, temos que a aplicação equivocada deste conceito pode implicar tanto na instalação de
sistemas não requeridos; quanto na não instalação de outros que seriam necessários segundo a
legislação.

VII - áreas de risco de incêndio é o ambiente externo à edificação que contém armazenamento de
produtos inflamáveis ou combustíveis, instalações elétricas ou de gás e similares, que deverá seguir
legislação municipal referente aos Estudos de Viabilidade Urbana - EVU -, para a devida finalidade da
edificação;

Para além da necessidade de adequação à legislação de segurança contra incêndio, é necessário


que o estabelecimento (ocupação pretendida) esteja autorizado pelo Poder Público Municipal a localizar-
se no logradouro pretendido, o qual será informado no PPCI. Ou seja, a ocupação pretendida deve
observar o Plano Diretor do Município.

Por exemplo, você não poderá instalar depósitos de Gás de Cozinha (GLP) ao lado de Hospitais,
pois tal não é permitido pelo Plano Diretor, que exige uma distância mínima para tal.

Assim, independentemente do fato de uma área de risco estar adequada à legislação de segurança
contra incêndio, é necessário também que obedeça ao Plano Diretor.

VIII - ático é a parte do volume superior de uma edificação, destinada a abrigar máquinas, piso técnico de
elevadores, caixas de água e circulação vertical;

Para fins de definição da altura da edificação, o ático não deve ser contado, eis que o acesso de
público é restrito nestes locais.

Entretanto, será exclusivamente considerado na definição de altura da edificação quando


estivermos tratando de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas - SPDA (pára-raios).

IX - Alvará de Prevenção e Proteção contra Incêndio – APPCI – é a certificação emitida pelo CBMRS de
que a edificação está de acordo com a legislação vigente, conforme o Plano de Prevenção e Proteção
contra Incêndio – PPCI; (Redação dada pela Lei Complementar nº 14.555/14)
X - carga de incêndio é a soma das energias caloríficas possíveis de serem liberadas pela combustão
completa de todos os materiais combustíveis contidos num ambiente, pavimento ou edificação, inclusive o
revestimento das paredes, divisórias, pisos e tetos;
XI - capacidade de lotação é a quantidade máxima de pessoas em uma edificação ou área de risco de
incêndio, de acordo com a ocupação e demais características, cujo cálculo é regulado por RTCBMRS;
(Redação dada pela Lei Complementar nº 14.924/16)
XII - compartimentação são medidas de proteção passiva, constituídas de elementos de construção
resistentes ao fogo, destinados a evitar ou a minimizar a propagação do fogo, calor e gases, interna ou
externamente ao edifício, no mesmo pavimento ou para pavimentos elevados consecutivos;
XIII - Conselho Estadual de Segurança, Prevenção e Proteção Contra Incêndio - COESPPCI - é o órgão
superior normativo e consultivo para os assuntos de que trata esta Lei Complementar;
XIV - Controle e Extração de Fumaça é o sistema usado para confinar a fumaça e os gases quentes sob
determinadas condições nas partes superiores dos ambientes por meio de barreiras, como vigas, painéis
ou cortinas e forçar a sua circulação por caminhos predeterminados como dutos, por meios naturais ou
mecânicos, para o lado exterior da edificação por aberturas de extração específicas;
XV - Corpo Técnico do CBMRS é composto pelos oficiais do Corpo de Bombeiros Militar detentores do
Curso de Especialização e/ou por engenheiros e arquitetos do quadro de oficiais militares ou contratados
pelo órgão;
XVI - edificação é a área construída destinada a abrigar atividade humana ou qualquer instalação,
equipamento ou material;
XVII - edificação ou área de risco de incêndio existente: (Redação dada pela Lei Complementar nº
14.924/16)

a) regularizada: é aquela detentora de habite-se ou projeto protocolado na Prefeitura Municipal ou


PPCI/PSPCI protocolado no CBMRS ou documentação emitida por órgão público que comprove sua
existência, com área e atividade da época, até 26 de dezembro de 2013; (Redação dada pela Lei
Complementar nº 14.924/16)
b) não regularizada: é aquela já construída, que não se enquadre no disposto na alínea “a”, desde que
comprove através de registro fotográfico, documentos históricos e documentos públicos a existência do
prédio no endereço anteriormente a 26 de dezembro de 2013; (Redação dada pela Lei Complementar nº
14.924/16)

XVIII - edificação residencial unifamiliar é aquela destinada ao uso exclusivamente residencial, conforme o
disposto nas Tabelas estabelecidas em Decreto Estadual; (Redação dada pela Lei Complementar nº

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14.924/16)
XIX - edificação térrea é a construção de um pavimento, podendo possuir mezaninos cuja somatória de
áreas deve ser menor ou igual à terça parte da área do piso de pavimento, não excedendo 250m2
(duzentos e cinquenta metros quadrados);
XX - emergência é a situação crítica e fortuita que representa perigo à vida, ao meio ambiente e ao
patrimônio, decorrente de atividade humana ou fenômeno da natureza que obriga a uma rápida
intervenção operacional;
XXI - medidas de segurança contra incêndio são o conjunto de dispositivos ou sistemas a serem
instalados nas edificações e áreas de risco de incêndio, necessário para evitar o surgimento de um
incêndio, limitar sua propagação, possibilitar sua extinção e ainda propiciar a proteção à vida, ao meio
ambiente e ao patrimônio;
XXII - mezanino é uma plataforma elevada circulável que subdivide parcialmente um andar em dois que,
em excedendo 250m2 (duzentos e cinquenta metros quadrados) ou a terça parte da área do piso de
pavimento, deverá, para fins de prevenção, ser considerado outro pavimento. O limite será considerado
por unidade autônoma; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
XXIII - mudança de ocupação consiste na alteração de atividade ou uso que resulte na mudança de Grupo
ou Divisão da edificação ou área de risco, contidas nas Tabelas estabelecidas em Decreto Estadual;
(Redação dada pela Lei Complementar nº 14.924/16)
XXIV - ocupação ou uso é a atividade ou uso de uma edificação;
XXV - ocupação mista é a edificação que abriga mais de um tipo de ocupação;
XXVI - ocupação predominante é a atividade ou uso principal exercido na edificação;
XXVII - nível de descarga é o nível no qual uma porta externa conduz a um local seguro no exterior;
XXVIII - pavimento é o plano de piso;
XXIX - pesquisa de incêndio consiste na apuração das causas, desenvolvimento e consequências dos
incêndios atendidos pelo CBMRS, mediante exame técnico das edificações, materiais e equipamentos, no
local ou em laboratório especializado;
XXX - piso é a superfície superior do elemento construtivo horizontal sobre a qual haja previsão de
estocagem de materiais ou onde os usuários da edificação tenham acesso irrestrito;
XXXI - Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio – PPCI – é um processo que contém os elementos
formais, que todo proprietário ou responsável pelas áreas de risco de incêndio e edificações deve
encaminhar ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Sul, conforme orientações do
referido órgão. O PPCI será exigido na sua forma completa ou simplificada, de acordo com o uso, a
classificação e a atividade desenvolvida na edificação; (Redação dada pela Lei Complementar nº
14.924/16)
XXXII - Plano Simplificado de Prevenção e Proteção Contra Incêndio – PSPCI – é um processo que
contém um conjunto reduzido de elementos formais, em função da classificação de ocupação, carga de
incêndio e uso da edificação, que dispensa a apresentação do Projeto de Prevenção e Proteção Contra
Incêndio – PrPCI – em conformidade com esta Lei Complementar e Resolução Técnica do Corpo de
Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul – RTCBMRS –, cuja responsabilidade pelas informações
fornecidas: (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16;

a) nas edificações de grau de risco de incêndio baixo que atendam a todas as características do art. 21
desta Lei Complementar é exclusiva do proprietário ou do responsável pelo seu uso; (Redação dada pela
Lei Complementar nº 14.924/16)
b) nas edificações com grau de risco de incêndio médio, o PPCI ou PSPCI é de responsabilidade do
proprietário ou do responsável pelo seu uso, em conjunto com o responsável técnico, através de Anotação
de Responsabilidade Técnica – ART/CREA – ou Registro de Responsabilidade Técnica – RRT/CAU;
(Redação dada pela Lei Complementar nº 14.924/16)

XXXIII - Projeto de Prevenção e Proteção Contra Incêndio – PrPCI – é o projeto técnico que contém o
conjunto de medidas que visam prevenir e evitar o incêndio, permitir o abandono seguro dos ocupantes da
edificação e áreas de risco de incêndio, dificultar a propagação do incêndio, proporcionar meios de
controle e extinção do incêndio e permitir o acesso para as operações do Corpo de Bombeiros. O PrPCI
será elaborado por profissional registrado e com a devida atribuição no Conselho Federal de Engenharia e
Agronomia – CONFEA/Conselho Regional de Engenharia e Agronomia – CREA (Sistema
CONFEA/CREA) ou Conselho de Arquitetura e Urbanismo – CAU, acompanhado da devida ART/CREA ou
RRT/CAU; (Redação dada pela Lei Complementar nº 14.924/16)
XXXIV - reforma são as alterações nas edificações e áreas de risco de incêndio, sem aumento de área
construída;
XXXV - responsável técnico é o profissional habilitado no sistema CONFEA/CREA ou CAU para
elaboração e/ou execução de projetos e obras de atividades relacionadas à segurança contra incêndio;
(Redação dada pela Lei Complementar nº 14.924/16)
XXXVI - Resoluções Técnicas do Corpo de Bombeiros - RTCBMRS ou RT - é o conjunto de documentos
técnicos do CBMRS, elaborado pelo Corpo Técnico do CBMRS, que regulamenta as medidas de
segurança contra incêndio nas edificações e áreas de risco de incêndio, respeitadas as normas técnicas
existentes, consultado o COESPPCI;
XXXVII - risco específico é a situação que proporciona uma probabilidade aumentada de perigo à
edificação, tais como: caldeira, casa de máquinas, incineradores, centrais de gás combustível,
transformadores, geradores, fontes de ignição e materiais inflamáveis;

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XXXVIII - segurança contra incêndio é o conjunto de ações e recursos internos e externos à edificação e
áreas de risco de incêndio que permitem controlar a situação de incêndio;
XXXIX - Serviços Civis Auxiliares de Bombeiros são organizações civis que têm por finalidade auxiliar os
CBMRS nas atividades complementares de combate ao fogo e de defesa civil;
XL - subsolo é o (s) pavimento (s) de uma edificação situado (s) abaixo do pavimento térreo, de acordo
com a NBR 9.077/2001 - “Saídas de emergências em edificações” e RTCBMRS;
XLI - vistoria de segurança contra incêndio (vistoria) é a verificação “in loco” do cumprimento das
exigências das medidas de segurança contra incêndio nas edificações e áreas de risco de incêndio;
XLII - ocupação subsidiária é a atividade ou dependência vinculada a uma ocupação predominante, sendo
regulada por RTCBMRS; (Redação dada pela Lei Complementar n.º 14.924/16)
XLIII - Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros – CLCB – é o documento emitido pelo Corpo
de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Sul certificando que a edificação foi enquadrada no art.
4º, § 2º, desta Lei Complementar, e encontra-se devidamente regularizada junto ao Corpo de Bombeiros.
(Incluído pela Lei Complementar nº 14.924/16)

(5) Área de refúgio: Trata-se de uma parte do pavimento de uma edificação que é isolado do restante por meio de paredes e
portas corta-fogo. Estas áreas possuem escadas, rampas ou elevadores de segurança destinados a conduzirem as pessoas até
o exterior da edificação no pavimento térreo.
(6) Descarga: Parte da saída de emergência de uma edificação que fica entre a escada e o logradouro público ou área externa
com acesso a este.
(7) Duplex: Apartamentos dotados de dois pavimentos, onde o acesso ao seu segundo piso ocorre por meio de escada interna.
Comentado em 18 de abril de 2017.

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