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ANEXO

Exercicios para Treinamentos

Objetivo: Buscar desenvolver o que chamo de “Quebrar o Gelo Emocional”, me inspirei nos grupos de
cumbuca de forma a elevar a moral em um grupo de gerentes técnicos que tinham dificuldade em mostrar
suas ideias bem como nos consagrados Pitch Decks empreendedores do Vale do Silicio.

Forma: Após a leitura do capitulo, dar 5 minutos para o profissional (grupo) realizar uma apresentação rápida
de defesa do tema (2 minutos) de forma a desenvolver a cultura organizacional e auxiliar na tomada de
decisão.

A seguir selecionei alguns artigos de revistas técnicas de forma a introduzir o método.

Bom Trabalho e Sucesso a todos!!!

Muito Obrigado

Dino Gorini Neto

DG.:
Como locar fôrmas para lajes nervuradas

Material requer atenção extra na execução para evitar quebras; uso de pregos para fixação e concentração de
cargas pontuais são erros comuns

No Brasil, o uso regular e em escala comercial de fôrmas plásticas para lajes nervuradas iniciou-se no final da
década de 1980. Antes disso, as nervuras eram obtidas usando caixilhos de madeira. A substituição da madeira pelo
plástico tornou o produto mais leve, padronizado e aumentou sua durabilidade, estendendo o prazo de utilização.
"Uma fôrma de madeira pode ser usada aproximadamente 22 vezes, depois disso ela vira descarte. Já a fôrma
plástica aguenta ser usada até 200 vezes", avalia Mário Augusto Bandeira, gestor de suprimentos da FR Engenharia.

Especificação
As fôrmas plásticas - também chamadas de cubetas - são feitas de polipropileno (PP), geralmente com aditivos na
sua composição química, que aumentam a dureza e protegem contra os raios ultravioleta (UV). Podemos encontrar
fôrmas nas cores preta e azul, mas são mais comuns as fôrmas em cor branca, que reduzem a absorção de calor e,
consequentemente, diminuem a variação dimensional por dilatação e retardam o processo de secagem do concreto.

"O uso das cubetas serve para garantir nervuras padronizadas ao longo da laje", diz Bandeira. Ele explica que as
dimensões - largura, altura e comprimento - influenciam diretamente no peso que as lajes terão de suportar. O
dimensionamento deve ser feito pelo projetista.

Dividindo-se em quadradas e retangulares, o formato das cubetas também influencia na distribuição de cargas. Para
atingir maior inércia, usam-se as maiores cubetas. Algumas opções de sistemas conseguem minimizar o peso da
estrutura ao direcionar a carga para duas direções simultâneas (armaduras direcionadas) ou então para quatro lados
(armaduras cruzadas). Vale lembrar que as fôrmas devem resistir ao peso do concreto e às sobrecargas durante o
lançamento

Cotação de preços e fornecedores


A locação das fôrmas é negociada por tempo de utilização. O pagamento é feito mensalmente e o aluguel começa a
valer após a retirada do equipamento no fornecedor e termina com sua devolução. Como o projetista estrutural
calcula as lajes em metros quadrados, é comum o pedido ser feito com base em medidas métricas. Mas, na
realidade, o valor da locação é definido pela quantidade de unidades retiradas.

Ao escolher o fornecedor é importante verificar se há garantia de estoque para atender à demanda no prazo
desejado. É comum o projetista indicar um fornecedor, mas o construtor pode pedir a adaptação do projeto para
outros fornecedores, a fim de checar os melhores preços.

Logística
As fôrmas oferecem praticidade no transporte porque podem ser encaixadas umas nas outras. O principal cuidado no
transporte é o posicionamento das peças, para evitar que elas se quebrem. O recomendado é transportar as fôrmas
na lateral, isto é, apoiadas sobre um dos lados. Quando as fôrmas são retangulares, o lado maior deve ser a base.

O contratante, em geral, é responsável pelo frete da retirada e da entrega do produto. Na retirada, é importante
conferir a limpeza das fôrmas, checar se as medidas correspondem ao pedido e, principalmente, verificar se há
danos, como furos, pedaços quebrados, trincas e deformações.

O descarregamento é feito manualmente e o transporte deve ser feito com a fôrma na horizontal. O armazenamento
é feito em pilhas de até 15 unidades, com o produto virado com a "boca" para baixo. As pilhas podem ficar expostas
ao tempo.
Cuidados de execução
O engenheiro Mário Augusto Bandeira adverte: "o principal alerta na hora de instalar as cubetas é não usar pregos
para a sua fixação". As fôrmas devem se encaixar, ajustando-se conforme seu formato. É importante evitar o contato
de materiais pontiagudos e não aplicar cargas pontuais, pois estes são os fatores mais comuns de dano. Para obter
uma desenforma perfeita é necessário preparar a fôrma com material desmoldante. O uso do pé de cabra para a
desenforma pode danificá-las, por isso o ideal é usar a talhadeira, aplicando pouca força.

Por fim, ao desenformar a laje, Bandeira recomenda, para a manutenção das fôrmas, "fazer uma limpeza geral. Lavar
as cubetas irá aumentar a vida útil do produto".

Panorama de mercado

Quais as novidades tecnológicas na área de lajes nervuradas?


As fôrmas tradicionais conduzem as cargas pela laje em duas ou quatro direções, conforme o produto. Hoje, a
principal novidade no mercado é a utilização de cubetas tridirecionais, que conduzem as cargas para os pilares,
diminuindo consideravelmente a quantidade de vigas nos pavimentos. Sua utilização diminui ainda mais o consumo
de aço e concreto, em comparação com as fôrmas tradicionais.

Que tipo de empreendimento tem demandado mais lajes nervuradas, e como esse sistema tem evoluído no
mercado residencial?
Os grandes vãos são os que tiram melhor proveito das lajes nervuradas e hoje há grande demanda por eles,
principalmente em empreendimentos comerciais e industriais. Nos edifícios residenciais, as lajes nervuradas são
mais usadas nas garagens e periferias. Geralmente os condomínios cobrem as nervuras das partes periféricas com
forro. Já as garagens não requerem a utilização de forro.

Como está o uso de lajes nervuradas no País? Há fornecedores suficientes em todas as regiões?
O sistema está bem disseminado nas regiões Sudeste e Sul. No Nordeste, destaco Fortaleza. A propósito, nas
cidades de Curitiba e Fortaleza a utilização de lajes nervuradas em prédios residenciais está bem difundida.

CHECKLIST
● Cheque se o fornecedor tem garantia de estoque para atender à demanda no prazo desejado
● No transporte, acomode o produto na lateral, apoiado sobre um dos lados. Quando as fôrmas são retangulares, o
lado maior deve ser a base
● O descarregamento é feito manualmente e as fôrmas devem ser transportadas na horizontal. O armazenamento é
feito em pilhas de até 15 unidades
● Na execução da laje, as cubetas devem ser encaixadas umas nas outras, sem o uso de pregos para fixação
● O contato de materiais pontiagudos e a aplicação de cargas pontuais são os fatores mais comuns de dano às
fôrmas
● Na desenforma, o uso do pé de cabra pode danificar o produto. O ideal é usar a talhadeira, aplicando pouca força

NORMAS TÉCNICAS
NBR 15.696 - Fôrmas e Escoramentos para Estruturas de Concreto - Projeto, dimensionamento e
procedimentos executivos
NBR 14931 - Execução de Estruturas de Concreto - Procedimento
NBR 6118 - Projetos de Estruturas de Concreto - Procedimento

FONTE: http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/143/formas-plasticas-para-
lajes-nervuradas-material-requer-atencao-extra-298940-1.aspx
Compra por desempenho

Definição dos materiais de construção pelo desempenho desejado, e não pela marca, ainda é incipiente no
setor. Entenda os benefícios da prática e por que ela ainda não está disseminada

O crescente movimento de valorização dos direitos do consumidor, associado à provável exigibilidade da Norma de
Desempenho de Edificações (NBR 15.575) a partir de março de 2013, impõe às construtoras brasileiras algumas
quebras de paradigmas. Uma das mudanças em curso mais importantes diz respeito à forma como se especifica e se
adquire materiais e insumos para as obras. Hoje, ainda predominam no mercado as escolhas apenas com base em
modelos ou marcas dos produtos. Mas, no longo prazo, a tendência é que, cada vez mais, seja necessário basear as
decisões em análises técnicas de desempenho. Isso significa, por exemplo, que em vez de apenas definir o uso de
uma telha da marca x e do modelo y, o especificador terá que informar índices de isolamento térmico, durabilidade e
estanqueidade que aquele produto deverá proporcionar, entre outras tantas características técnicas, sempre de
acordo com as particularidades de cada projeto.
Na prática, será prepreciso um conhecimento mais profundo por parte dos projetistas a respeito dos materiais e de
suas aplicações, com o respaldo das normas técnicas e de dados de desempenho transmitidos pelos fornecedores.
Na especificação por desempenho, a organização das informações que devem constar no memorial descritivo difere
significativamente do modo como é apresentado um memorial descritivo baseado em marcas.

Segundo a arquiteta Miriam Addor, vice-presidente nacional de Grupos de Trabalho da Associação Brasileira dos
Escritórios de Arquitetura (AsBEA), a especificação de materiais e sistemas com base no desempenho requerido
durante a vida útil da edificação visa, em primeiro lugar, a proteger o usuário final quanto ao atendimento dos
requisitos básicos que devem ser apresentados pelos produtos/componentes e pela edificação como um todo, dentro
do tempo de utilização mínimo definido pelas normas vigentes, ou, de maneira mais particular, pelo usuário ou
projetista.

Por que mudar?


A especificação por desempenho permite que em obras públicas ou privadas a construtora substitua o fornecedor do
material quando necessário, sem que se perca o desempenho inicial previsto pelo especificador. Afinal, todas as
características e as normas que devem ser atendidas estão claramente discriminadas no memorial descritivo do
projeto. Isso por si só já elimina um problema corrente nas obras brasileiras, que é o da especificação não cumprida
pelo construtor, que muitas vezes substitui produtos e soluções no canteiro em função de preço.
"Atualmente, os contratantes públicos já não permitem a especificação por marca. É o caso da Petrobras, que em
seus editais exige a especificação por desempenho", conta o arquiteto Siegbert Zanettini, autor do projeto de
ampliação do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), na Ilha do Fundão, Rio de Janeiro, em
parceria com o arquiteto José Wagner Garcia. O projeto, concebido para adotar soluções construtivas
industrializadas, foi inteiramente especificado com base em quesitos técnicos.
Para os construtores, se em um primeiro momento a especificação por desempenho significa mais trabalho, por outro
traz maior segurança, uma vez que os fornecedores passam a ser corresponsáveis pelas características que devem
ser apresentadas pelos materiais e sistemas fornecidos. "Uma vez que os fornecedores comprovem o atendimento
ao desempenho requerido, os construtores ficam resguardados de suas responsabilidades", diz a arquiteta Bárbara
Kelch Monteiro, que integra o Grupo Técnico de Trabalho de Normas da AsBEA.

Uma expectativa é a de que a exigência de desempenho fortaleça a cadeia da construção como um todo ao induzir a
concorrência por produtos de qualidade semelhante, discriminando o desempenho mínimo a ser atendido por aquele
determinado material ou sistema, criando uma proteção contra os fornecedores de preço menor, mas que trabalham
fora das especificações mínimas exigidas por norma. "Os fornecedores deverão verificar o atendimento de seus
produtos ou sistemas às normas técnicas vigentes, e a comprovação desse atendimento deve ficar clara em seu
material de divulgação, assim como em seus documentos técnicos, uma vez que toda essa informação será utilizada
pelos especificadores na escolha de determinado produto, e ainda deverá constar do manual de utilização a ser
compilado e fornecido pela construtora ao cliente final", acrescenta Bárbara Monteiro.

A realidade atual
"Os especificadores que estão acostumados a trabalhar na especificação por marcas necessitarão de um empenho
maior para reunir e conhecer as informações que devem ser consideradas em cada especificação", afirma Miriam
Addor, ressaltando que é ampla a gama de itens que integram um memorial descritivo, e entender e definir o
desempenho de cada um será um desafio.
Também para o profissional da área de suprimentos a nova forma de especificar gera impactos. Afinal, nesse modelo
ele também passa a receber uma quantidade muito maior de dados que deverão ser organizados e compatibilizados
de forma que as comparações de preços se restrinjam aos produtos que atendam ao desempenho mínimo
especificado. "O trabalho de comparar preços certamente ficará mais complexo, volumoso e exigirá mais atenção
diante da quantidade maior de informações. Porém, adicionará segurança e qualidade às construções", acredita o
arquiteto Henrique Cambiaghi. O sócio-diretor do CFA Cambiaghi Arquitetura vê como consequência desse
movimento a maior demanda de especialistas em diferentes áreas para apoiar as especificações, diante do número
de dados técnicos a serem interpretados e analisados. "Mas é importante não achar que só a especificação do
produto correto vai eliminar todos os problemas. No caso da cerâmica, por exemplo, muito do seu desempenho
depende da execução. Não adianta o especificador selecionar a melhor cerâmica se o instalador não souber assentá-
la corretamente. O desempenho estará comprometido", salienta Cambiaghi.
Para Bruno Carone, gerente de suprimentos da João Fortes Engenharia, o gerenciamento de um volume maior de
dados é um dos desafios impostos às áreas de suprimentos das empresas e exigirá profissionais capacitados para
avaliar esses produtos tecnicamente. Ele lembra que "o que normalmente acontece é que os profissionais conhecem
o insumo/produto pelas marcas mais tradicionais e não pelas suas necessidades técnicas".

Diante disso, a expectativa é a de que a especificação por desempenho também induza a uma maior
qualificação dos profissionais da área de suprimentos, que deverão ter maior domínio sobre as
características técnicas dos materiais e o seu funcionamento quando instalados para poder adquiri-los
corretamente.

Desafios à frente
Sem informações técnicas sobre os materiais, não há especificação por desempenho. Por isso, "um grande obstáculo
a ser enfrentado por construtores e projetistas é a falta de informações de desempenho por parte dos fornecedores",
diz Cambiaghi. Algumas empresas já se anteciparam a essa demanda e atualizaram seus catálogos impressos e
virtuais, mas, de forma geral, o movimento é de adaptação, sobretudo porque requer por parte dos fornecedores
investimento em adequações e testes comprobatórios de seus produtos. "Essa adequação, aliás, pode ser explorada
como um diferencial dessas empresas perante seus concorrentes, sendo preferenciais em um processo de seleção
de materiais aquelas que mais facilmente comprovarem seu atendimento às normas e auxiliarem os especificadores
nesse trabalho", afirma a arquiteta Miriam Addor.
"De forma geral, sistemas construtivos inovadores e industrializados saem na frente na comprovação do desempenho
porque já estão acostumados a apresentar certificados e atestados de qualidade para o mercado", compara Siegbert
Zanettini. Segundo ele, embora possa parecer contraditório, tende a ser mais fácil especificar por desempenho
produtos "novos" e fornecidos como sistemas, caso de painéis cimentícios e de drywall, do que os mais tradicionais,
como alvenaria e estrutura de concreto moldada in loco. Ele conta que no caso do projeto do Cenpes para a
Petrobras, por exemplo, não houve dificuldades, nem na especificação nem na realização das compras, justamente
porque todo o projeto se apoiou em uma filosofia de construção industrializada. "Os problemas quando ocorreram
foram mais ligados à produção da obra e à dificuldade das empreiteiras subcontratadas adotarem práticas de
controle", revela Zanettini.

O momento é de adaptação também para as construtoras. Em entrevistas à reportagem do Guia da Construção,


empresas que atuam em diferentes praças revelaram que estão de olho nas mudanças em curso, mas que ainda
especificam e compram seus produtos e insumos como de costume, com base em marcas e no relacionamento com
fornecedores de confiança. É o caso da Racional Engenharia. A coordenadora de compras da construtora, Vera
Gomes, conta que, nas obras do Tietê Plaza Shopping em São Paulo, a maioria dos produtos utilizados foi
especificada por marca. "Em alguns casos, como com os elevadores e as escadas rolantes, são aceitos produtos
similares, desde que de marcas conhecidas por sua qualidade e líderes de mercado", diz Vera, que completa: "Na
hora de definir qual empresa iremos contratar, também levamos em conta o desempenho desses produtos em
empreendimentos anteriores".
A coordenadora de compras da Racional enxerga aspectos positivos e negativos na especificação pautada por
marca. "As vantagens estão no conhecimento amplo dos produtos disponíveis no mercado e nos cuidados especiais
a serem tomados na utilização de cada um deles, que já são bem dominados. Por outro lado, a especificação por
marca dificulta a negociação quando o fornecedor é único ou quando não há produtos similares no mercado",
pondera.
O caminho a ser percorrido até se chegar ao que acontece em países desenvolvidos é longo. Diferentemente do que
acontece por aqui, nos Estados Unidos, por exemplo, há uma numeração e uma formatação padronizada por
institutos voltados à especificação na área da construção. Esse padrão se relaciona diretamente com os programas
Building Information Modeling (BIM) utilizados para desenvolvimentos dos projetos. Há ainda softwares próprios para
realização das especificações da indústria da construção.
Segundo Miriam Addor, nesse padrão definido constam a descrição básica do material, as características
específicas, as normas a serem seguidas, as especificações de aplicação ou instalação, testes e verificação da
qualidade a ser aplicada, informações como cores, tamanhos ou outros, e a marca de referência. "A padronização
permite que todos os envolvidos na cadeia produtiva trabalhem com a mesma base de informações, diminuindo
significativamente erros e desvios ligados a falhas nas especificações dos materiais e sistemas", conclui Addor.
Especificação por desempenho x marca

CONCRETO
Requisitos fundamentais na especificação por desempenho

● Consistência, trabalhabilidade (slump);


● Habilidade passante/viscosidade;
● Método de transporte/colocação;
● Resistência à compressão;
● Módulo de elasticidade;
● Calor de hidratação;
● Retração;
● Resistência à abrasão;
● Coeficiente de carbonatação;
● Coeficiente de penetração de cloretos;
● Permeabilidade;
● Resistividade elétrica.

Itens que costumam constar na especificação tradicional


● Resistência característica do concreto (f ck);
● Consistência, trabalhabilidade (slump);
● Dimensão máxima do agregado;
● No caso do concreto dosado em central, no momento da compra, costuma-se especificar: o tipo e
a marca do cimento, o tipo e a marca do aditivo, a relação água/cimento, o teor de ar incorporado, o
tipo de lançamento, a cor, a massa específica, etc.

REVESTIMENTO CERÂMICO
Requisitos fundamentais na especificação por desempenho

● Resistência à abrasão;
● Coeficiente de atrito;
● Resistência às manchas e a ataques químicos;
● Carga de ruptura;
● Expansão por umidade;
● Espessura da junta, sempre de acordo com as características do local/tipo de instalação, entre
outros.

Itens que costumam constar na especificação tradicional


● Marcas e modelos, principalmente. Assim como ocorre em louças e metais sanitários, esse é um
dos segmentos em que a especificação por marca está mais arraigada. Isso porque se entende
que, determinadas marcas, conhecidas por seus produtos de qualidade, agregam valor técnico e
institucional.

ESQUADRIAS
Requisitos fundamentais na especificação por desempenho
● Permeabilidade ao ar (variável de acordo com a região);
● Estanqueidade à água;
● Comportamento quando submetido a cargas uniformemente distribuídas;
● Resistência às operações de manuseio;
● Deformação, módulo de elasticidade, coeficiente de dilatação térmica;
● Condutibilidade térmica;
● Resistência, durabilidade, vida útil de seus componentes, entre outros.

Itens que costumam constar na especificação tradicional


● Dimensões;
● Matéria-prima da esquadria (PVC, alumínio, aço, etc.);
● Espessura dos perfis;
● Marca/modelo.

TUBULAÇÕES
Requisitos fundamentais na especificação por desempenho

● Pressão de serviço;
● Resistência mecânica de peças durante o uso;
● Resistência a impactos durante a vida útil de projeto;
● Temperatura máxima de trabalho;
● Estanqueidade à água e a gases;
● Durabilidade dos sistemas, elementos, componentes e instalação, entre outros.

Itens que costumam constar na especificação tradicional


● Pressão de serviço;
● Matéria-prima (PVC, PPR, etc.);
● Tipo de conexão (roscável, soldável).

Fonte: http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/137/compra-por-
desempenho-definicao-dos-materiais-de-construcao-pelo-299147-1.aspx
Queda no volume de negócios observada nos últimos anos tem levado construtoras de volta à prática da
locação de equipamentos. Modalidade exige atenção a detalhes do contrato para evitar risco de multas e
custos elevados

Depois do forte movimento de compra registrado em 2011, no auge do ciclo de expansão da construção, a opção
pela locação de equipamentos voltou a ganhar força nos últimos anos. Segundo dados da Associação Brasileira de
Locadoras de Equipamentos (Alec), 2014 registrou aumento do volume de equipamentos locados entre 25% e 30%
em relação a 2013, ano em que o setor já havia registrado crescimento superior a 25%.
Além da necessidade de reduzir custos operacionais e aumentar a produtividade nas obras, a praticidade também
tem pesado na balança na hora das empresas decidirem por essa modalidade de contratação. Ao locar, as
construtoras terceirizam atividades importantes, como armazenamento e manutenção e, em muitos casos, até
mesmo a operação do equipamento. "A locação é uma decisão inteligente, pois as empresas podem programar o
tempo de utilização dos equipamentos e pagar somente por esta utilização, sem ter que se preocupar com a
manutenção e estocagem destes ativos", lembra Fernando Forjaz, presidente da Alec.
Apesar das vantagens, é preciso estar atento ao contratar qualquer serviço envolvendo equipamentos.
Historicamente, um dos maiores pontos de estresse na relação entre contratantes e contratados diz respeito às
indenizações cobradas em casos de falta de manutenção e limpeza, avarias e perdas de peças. "Já chegamos a
pagar 10% a mais do valor global do contrato quando o usual é pagarmos 1%. Passamos por situações abusivas,
mas conseguimos contornar com negociações e o final foi harmonioso e sem prejuízo para ambas as partes", conta
Bruno Siqueira Freire, gerente de suprimentos da Tarjab, empresa que costuma contratar elevadores de cremalheira
e escoramentos.
Ele lembra que, devido à grande quantidade de peças, todos os contratos de serviços de escoramento envolvem
conflitos, com indenizações, ao final do negócio. O preço unitário cobrado pelas peças também é fonte de queixa.
"Os valores cobrados são de peças novas quando, na verdade, não recebemos peças novas", completa Freire.
Serviços de escoramento, aliás, também figuram no topo da lista dos itens a serem indenizados pela Porte
Engenharia e Urbanismo. "Sem dúvida, a maior fonte de problemas de ressarcimento, quer por extravios, quer por
manutenção de peças, são os escoramentos metálicos. Mas também já enfrentamos indenizações com gruas,
guinchos, bombas de drenagem e marteletes", conta o engenheiro Tadeu Colonese.
Para Eurimilson Daniel, vice-presidente da Associação Brasileira de Tecnologia para a Construção e Mineração
(Sobratema), desgastes na relação com os clientes são comuns, mas a evolução é perceptível. "Com empresas que
possuem corpo técnico mais evoluído e com gestão e governança mais estruturadas, os desgastes são menores.
Algumas, inclusive, possuem estruturas próprias de operação, zelando pela produtividade e as cláusulas que foram
acordadas na contratação", conta.

Clareza
 Segundo a Alec, grande parte das indenizações ocorre por utilização inadequada, falta de cuidado na

condução e falta de lubrificação dos motores estacionários. "Cabe aos locatários zelar pelo equipamento. Quebras
por mau uso devem ser indenizadas, como acontece em qualquer segmento de mercado. Nosso lucro é obtido na
atividade de locação e não pelas indenizações, que só servem para garantir a reposição dos bens", observa Forjaz.
Daniel lembra que as indenizações são legais e previstas em contratos. Embora haja relatos de cobranças abusivas
e má-fé de ambos os lados, o engenheiro lembra que, na maior parte dos casos, as negociações podem ser bem
flexíveis, sobretudo quando as empresas mantêm relação sólida com os clientes. "Nessas situações, raramente se
cobram indenizações em casos de pequenas avarias. É preciso avaliar cada caso com bom-senso", completa.
Para evitar problemas de má interpretação, o ideal é que os contratos sejam simples e objetivos, limitando os riscos
de cada lado. Dependendo do tipo de equipamento, também é necessário contar com seguro, cobrindo o segurado
em casos de furto ou roubo dentro da obra.
A subjetividade na mensuração dos valores a serem pagos, no entanto, pode trazer surpresas desagradáveis ao final
da negociação. O ideal é que os contratos prevejam custos de reposição de cada peça em caso de avarias, perdas
ou falta de manutenção, diminuindo conflitos no caso de indenizações. "Se as regras foram claras e houver boa
gestão, os problemas tendem a ser mínimos. Mas é fundamental que as condições sejam acordadas previamente,
evitando interpretações divergentes dos contratos", lembra Marcelo Pulcinelli, diretor de engenharia da Matec.
Ele lembra que as contratações exigem muita habilidade jurídica para definir termos e condições de devolução. "É
comum que fornecedoras e construtoras negociem valores de locação cuidadosamente, mas, quando se trata das
condições das indenizações, esses cuidados se perdem. É preciso ser detalhista", completa Pulcinelli.

Quem paga?
 A reforma de um equipamento nunca pode ser mais cara que o valor do equipamento novo. "O que

deve ser computado é a depreciação. Não sou a favor de cobrar lucro cessante. Se a máquina ficar 90 dias parada,
não acho justo a construtora pagar por isso. Se o fornecedor colocar essa cláusula, isso deve ser acordado com
clareza", pontua Daniel.
O engenheiro lembra que os locadores devem deixar claro no contrato que o cliente tem o compromisso de arcar
com danos em casos de má utilização. "Os pneus das máquinas, por exemplo, apresentam desgaste natural, mas se
furar por uso incorreto, esse prejuízo deverá ser pago pelo contratante", acredita. Sob esse aspecto, é fundamental
diferenciar mau uso de desgaste, sendo que este último não deve ser cobrado à parte do valor da locação.
A conta poderá ser assumida tanto pela construtora como pela empreiteira. O repasse da conta, no entanto, também
pode acrescentar uma dose a mais de estresse, sobretudo se a empresa não tiver condições de assumir a
indenização. "Como trabalhamos com mão de obra própria, arcamos com as despesas. Mas, quando os serviços de
estrutura são terceirizados, essa conta é repassada ao empreiteiro", conta Freire, da Tarjab. A mesma postura é
adotada pela Porte, que estabelece em contrato a responsabilidade pelo uso do equipamento, bem como sobre o
transporte, a organização em canteiro e a devolução. "Em casos de danos ou extravios, descontamos os valores
devidos", explica Colonese.

Operação 
 De modo geral, equipamentos contratados sem operadores (como manipuladores telescópicos,

escoramentos, andaimes e fôrmas, dentre outros) costumam apresentar mais problemas do que aqueles operados
por mão de obra qualificada, treinada e oferecida pelo contratante, prática mais comum para equipamentos de
movimentação de cargas.
De acordo com Paulo Carvalho, diretor de gruas da Alec, hoje quase 100% dos contratos de gruas contemplam a
oferta de operador. "Se ele causar dano à máquina, o problema é do locador, o que diminui os riscos das
construtoras", diz. O diretor observa que equipamentos operados por usuários exigem atenção redobrada.
"Precisamos minimizar desgastes, pois queremos trabalhar novamente com as empresas e temos de evitar que cada
contrato seja uma disputa", completa.
Vale lembrar que, ao incluir um operador, a locadora passa a oferecer mais do que o equipamento, entrando no
campo da prestação de serviço. No entanto, a tarefa de treinar operadores esbarra na dificuldade de encontrar mão
de obra apta a aprender uma nova profissão. Outro gargalo para o locadora é a necessidade de assumir custos de
impostos e encargos trabalhistas, geralmente repassados ao cliente. "Costumamos apresentar esse custo como
responsabilidade e segurança jurídica", conta Daniel, lembrando que uma máquina que fatura de R$ 50 mil por mês
chega a pagar R$ 2,5 mil de Imposto Sobre Serviços (ISS), fora custos com PIS e Cofins.
Além de oferecer mão de obra própria, muitas locadoras oferecem treinamentos para as construtoras operarem os
equipamentos. "Após o recebimento dos escoramentos, o fornecedor costuma enviar um técnico responsável que
atua em conjunto com a nossa engenharia para capacitar os montadores nos processos de montagem,
desmontagem e no manuseio das peças", lembra Colonese.

Recebimento e devolução 
 Outro cuidado importante para evitar dor de cabeça na devolução é estabelecer

procedimentos para o recebimento do equipamento, seja na obra ou no pátio da locadora. A recomendação é fazer
uma vistoria técnica, se possível documentada, checando características do equipamento, número de série, estado,
funcionalidade e, obviamente, se apresenta ou não avarias. "Essa documentação pode ser visual, feita por foto ou
vídeo", indica Daniel, lembrando que tanto o engenheiro de produção, um encarregado de serviço e até mesmo o
operador do equipamento, caso seja qualificado para a tarefa, podem receber os equipamentos.

Na Tarjab, funcionários capacitados são mandados às empresas para verificar os equipamentos e acompanhar o
carregamento, feito por meio de relatório minucioso e registros fotográficos. "Os elevadores de cremalheira são mais
fáceis de conferir, já os escoramentos exigem conferência apurada, afinal são mais de mil peças envolvidas", lembra
Freire.
Na devolução, é fundamental checar o estado da estrutura e da parte elétrica dos equipamentos, além de atestar
desgaste e estado geral de limpeza das máquinas. Em casos de avarias, as indenizações devem ser cobradas de
acordo com o que foi acordado.

Industrialização como alternativa


A necessidade de contar com um controle de gestão efetivo dentro da obra, mão de obra capacitada e a alta
probabilidade de oneração de orçamentos em função das indenizações foi decisivo para a Matec mudar sua forma de
atuação no mercado. Hoje, a empresa aposta na industrialização quase que total das etapas construtivas. Com isso,
saem do canteiro fôrmas e escoramentos e entram guindastes e plataformas elevatórias, equipamentos de
movimentação para montagem de sistemas construtivos racionalizados.
"O fator determinante para a não performance do equipamento é a capacitação da mão de obra, o que é raro dentro
das obras. O antigo modelo de negócio não se sustentava", conta Pulcinelli. Com a mudança estratégica, a empresa
passou a contratar serviços, o que inclui operadores e indicadores de desempenho exigido. "Essas máquinas não
podem falhar em hipótese alguma, o que torna esse mercado muito exigente e a relação com os fornecedores, muito
mais saudável", diz. No novo modelo de gestão, as cláusulas de indenizações dão lugar a seguros.
"Todos esses equipamentos são segurados e, em casos de danos, temos esse suporte para cobrir custos. Inclusive,
há o risco inverso, de o fornecedor operar um equipamento e danificar a estrutura. Nesse caso, será a empresa
locadora responsável por indenizar a construtora", conta o engenheiro.
Cuidados na contratação e na obra
- Evite contratar pelo preço. Antes de fechar negócio, visite o fornecedor, buscando informação sobre sua estrutura e
experiência
- Contrate equipamentos de linha, que estejam dentro das condições de atendimento do mercado brasileiro e
adequados à necessidade da obra. Evite contratar máquinas sem similar no Brasil, o que pode dificultar ou impedir
comparações de preços caso seja necessário repor peças
- Por mais simples que seja o funcionamento do equipamento, o risco de acidente e erro operacional sempre existe.
Por isso, certifique-se se as locadoras oferecem treinamentos para garantir a correta operação
- Teste os equipamentos durante a etapa de recebimento, evitando assumir a responsabilidade por avarias
preexistentes. Se a máquina for ser usada por um período longo, opte por um equipamento novo e com garantia de
fábrica
- Realize vistorias técnicas e documentadas (se possível visualmente) durante as etapas de recebimento e entrega
dos equipamentos. Esse documento de recebimento pode servir como base para minimizar possíveis renegociações
no final do contrato
- Os contratos devem prever todas as condições, incluindo custos, para casos de danos, perdas, manutenção e
limpeza. Esse cuidado aumenta a proteção contra empresas de má-fé, possibilitando a contestação de cobranças
abusivas
- Na obra, conte com operadores qualificados, aumentando a produtividade e minimizando riscos de avarias e perdas
- O canteiro deve ser organizado e contar com layout que permita disponibilidade das peças nos pontos de uso,
evitando movimentações desnecessárias

Fontes: Alec e Sobratema e http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-


construcao/163/queda-no-volume-de-negocios-observada-nos-ultimos-anos-tem-338014-1.aspx
Com mercado acomodado, contratação de empresas envolvidas nos serviços de concretagem está mais
fácil; saiba quais são os principais cuidados necessários para garantir a escolha correta dos fornecedores

O volume de concreto fornecido em 2014 pelas empresas associadas à Associação Brasileira das Empresas de
Serviços de Concretagem (Abesc) deve ter baixa de 5% em comparação com 2013, de acordo com o coordenador
técnico da entidade, Arcindo Vaquero y Mayor.

Com a retração, as construtoras devem ter mais tranquilidade para contratar serviços e equipamentos. "Agora, há
mais facilidade para conseguir equipamentos de maior qualidade. Com o segmento de laboratórios, a situação
também se acomodou", confirma Daniel Klein Bellotti, engenheiro de obras da Odebrecht.

Os serviços de concretagem oferecidos por concreteiras englobam tanto o concreto dosado em usinas (geralmente
localizadas em uma região próxima à obra) como em usinas alocadas dentro do próprio canteiro, caso seja
necessário. Quando contratadas, cabe a essas empresas se responsabilizarem pela preparação do concreto,
estudos de dosagem, mistura e transporte até a obra. Quando o concreto é recebido no canteiro, as operações
subsequentes (como bombeamento) e os equipamentos envolvidos nessas etapas passam a ser da responsabilidade
da empresa construtora. A contratação desse serviço envolve diferentes cuidados.

Projeto
O primeiro passo é contar com um projetista estrutural com currículo e experiência em obras de concreto. O projeto
deve estabelecer, entre outros itens, se o concreto será armado (CA) ou protendido (CP), as idades de controle e os
limites de resistência adequados, além das classes de agressividade ambiental do local onde a obra está situada
(conforme a NBR 12.655 - Concreto - Preparo, Controle e Recebimento). Também devem ser especificados o fator
água-cimento, a classe do concreto e o consumo mínimo de cimento.

Com esses dados em mãos, o tecnologista de concreto, em conjunto com a concreteira, definirá o traço a ser
utilizado. "A quantidade de variáveis que podem afetar o concreto é muito grande. Está cada vez mais difícil utilizar
um traço padrão e obter bons resultados", observa Arnoldo Wendler, da Wendler Projetos.

Depois de aplicados, os resultados devem ser aferidos pelo controle tecnológico e aprovados pelo projetista
estrutural. Havendo não conformidades, o projetista indica o caminho para o esclarecimento e eventual reforço do
traço, se necessário.

Concreteiras
Além da capacidade de atendimento às especificações, é importante que a construtora avalie a experiência e a
localização da prestadora do serviço antes de fechar o contrato. O ideal é que a empresa esteja à menor distância
possível da obra, permitindo o rápido deslocamento até o ponto de consumo, sem que haja problemas na logística de
entrega do concreto.

A qualificação das empresas também deve levar em conta os processos de preparo, controle e distribuição de
concreto, seleção e controle dos componentes, qualidade das instalações, dos equipamentos e laboratórios, além da
capacitação do quadro de profissionais. "É importante visitar as instalações da central dosadora que irá atender à
obra, conhecer os funcionários e observar o estado da frota. Também vale visitar o laboratório da central e conferir se
os equipamentos estão calibrados", alerta Arcindo Vaquero y Mayor.

De acordo com a NBR 7.212 (Execução de Concreto Dosado em Central), a especificação pode fundamentar-se na
resistência característica do concreto à compressão, no consumo de cimento ou na composição do traço. No último
caso, se a compra for feita pela composição do traço, a solicitação deve ser feita levando em consideração as
quantidades dos materiais componentes do concreto por metro cúbico, incluindo- se aditivos (se previstos no traço).
"Neste caso, o profissional responsável pela composição do traço responde pelo desempenho do concreto e pelo
atendimento às especificações técnicas, cabendo à empresa prestadora do serviço de concretagem a fiel reprodução
do traço recebido", observa Inês Battagin, superintendente do Comitê Técnico de Cimento, Concreto e Agregados da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (CB-18/ABNT) e pesquisadora da Associação Brasileira de Cimento
Portland (ABCP).

Equipamentos
Fatores como tipo de concreto, porte da obra e, em alguns casos, a sua localização, determinarão os equipamentos a
serem utilizados nos serviços de concretagem. Ainda de acordo com a NBR 7.212, todos os equipamentos utilizados
nas operações de mistura e de transporte do concreto devem ser verificados quanto ao desgaste das pás,
estanqueidade do misturador, velocidade e tempo de mistura, bem como limpeza (para evitar a permanência de
material aderido), a fim de assegurar sua eficiência no uso.

Em geral, as empresas de serviços de concretagem costumam oferecer os serviços de bombeamento de concreto,


disponibilizando as bombas e as lanças, mas esses equipamentos também são disponibilizados por empresas
terceirizadas. "É mais fácil contratar uma prestadora de serviços de concretagem que ofereça todos os
equipamentos. Caso a construtora opte por contratar uma empresa especializada em serviços de bombeamento, é
fundamental que avalie seu currículo, capacidade de atendimento e disponibilidade de equipamentos", lembra
Vaquero y Maior.

Caso o concreto seja dosado e misturado na obra, será necessário dispor de um equipamento estacionário de
mistura no canteiro, capaz de garantir a homogeneidade do concreto preparado, além de meios para verificar a
umidade dos agregados. Já as operações de lançamento e adensamento do concreto são sempre de
responsabilidade do construtor e, para sua realização, podem ser necessários diversos equipamentos, dependendo
do porte da obra. Nos processos mais sofisticados, as construtoras costumam empregar gruas, guinchos, máquinas
acabadoras de superfície, vibradores de imersão e seus acessórios (dispensáveis no caso de concreto
autoadensável).

Laboratórios 
 A NBR 12.655 (Concreto - Controle, Preparo e Recebimento) estabelece que devem ser verificadas

tanto a consistência do concreto no estado fresco como sua resistência à compressão no estado endurecido. Esse
trabalho é realizado pelo controle tecnológico. "Seria desejável que as obras, ao menos as maiores, contassem com
acompanhamento de um tecnologista de concreto, de forma a ter resguardadas as propriedades desse material de
construção", lembra Inês.
Vale lembrar que a escolha de laboratórios, como de qualquer outro serviço, não deve ser baseada no preço, mas
sim no valor do serviço prestado. Antes de fechar o contrato, a recomendação é que as construtoras privilegiem
laboratórios que façam parte da rede brasileira de laboratórios do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e
Tecnologia (Inmetro) e que sejam acreditados para os ensaios que deverão desempenhar.
Outro ponto importante é verificar se essas empresas contam nos seus quadros com profissionais certificados para
as atividades de controle tecnológico que pretendem realizar. Embora não haja restrições em normas brasileiras, não
é comum que esse serviço seja oferecido pelas concreteiras. "Não faz parte da atividade principal de uma concreteira
prestar serviços de controle tecnológico. Os resultados do controle interno das concreteiras, no entanto, são
frequentemente usados como comparativo com os do controle tecnológico de laboratórios contratados", explica Inês.
Mesa-redonda

Como o segmento de serviços de concretagem tem reagido à retração do mercado ao longo do ano?
GEORGE HILTON BEATO - Devemos fechar 2014 com crescimento inferior ao do ano passado, que foi de 6%, já
que houve queda no volume de concreto entregue e de preços.
ARCINDO VAQUERO Y MAYOR - Nossa percepção é de que fecharemos o ano com retração de 5% do volume de
concreto em relação a 2013. Como o mercado é muito competitivo, quando o volume cai, o preço também despenca.
O mercado está otimista com relação a 2015?
DANIEL KLEIN BELLOTTI - Ainda esperamos um ano difícil, já que há poucos lançamentos previstos. Revisamos
alguns projetos, pois percebemos que não era o momento de lançá-los. BEATO - Estamos prevendo uma baixa
maior do volume de concreto contratado e um ano tão duro como o de 2014. Qual o estado da frota dos caminhões
betoneiras e dos demais equipamentos? Estamos atualizados com relação aos países mais desenvolvidos?
VAQUERO Y MAYOR - Todos os associados da Abesc investiram muito no negócio, pois vínhamos em um
crescimento muito forte. A quantidade de caminhões 8 x 4 aumentou muito. Há bombas com capacidade maior e as
centrais dosadoras estão totalmente atualizadas. O projetista determina os traços do concreto. É comum que ele
esteja presente desde o processo de contratação da concreteira?
BELLOTTI - No nosso caso, o projetista não participa de reuniões. Mas especifica fck, fator água-cimento e módulo
de elasticidade. Mapeamos esses dados e encaminhamos para as concreteiras. Analisamos os volumes pavimento a
pavimento, sua altura e suas distâncias horizontal e vertical. O slump é determinado pela concreteira, mas queremos
os dados dos slumps de cada pavimento em mãos. Esses números devem constar nos contratos, para evitarmos
surpresas no abatimento dos últimos pavimentos.
BEATO - Há empresas totalmente desestruturadas, que contratam pelo menor preço e deixam em aberto todos os
dados para a concreteira especificar.
Quais são as maiores dificuldades para garantir a correta contratação dos serviços de concretagem?


 BELLOTTI - Hoje, os dois pontos mais importantes são as especificações e a logística. Atuar em São Paulo, por

exemplo, é bem difícil e imprevisível.


BEATO - Condição de suprimentos é o primeiro item a ser checado. Excluindo as grandes, há uma enorme gama de
construtoras que pedem preço unitário a partir de um único slump e tipo de brita. Essa é a pior compra que existe,
tanto para quem contrata como para quem fornece. Se a construtora tiver o trabalho de chamar a concreteira para
discutir o slump e as demais características do concreto, certamente terá assertividade maior no orçamento da obra.

E possível trabalhar com mais de uma concreteira na obra, sem que essa prática gere riscos à qualidade da
estrutura?
BELLOTTI - Sim, já trabalhamos com até quatro fornecedoras. Isso é possível, mas exige um controle da
programação muito mais incisivo. O engenheiro de campo tem de ser muito mais organizado e ter muita consciência
da responsabilidade técnica e da qualidade da estrutura que será executada. Não pode, de maneira alguma, usar os
serviços de uma para cobrir problemas de outra fornecedora.
BEATO - Em obras de grandes volumes, a construtora coloca duas fornecedoras para atendê-la. Mas é fundamental
que cada empresa assuma lotes diferentes, até para que não ocorram problemas na rastreabilidade.
DANIEL FRANCO - Sem contar que os metros cúbicos que faltam, muitas vezes, são virados na obra. Isso acontece
muito em alvenaria estrutural. As construtoras têm um traço na manga e acabam usando-o para concluir seus ciclos.
Aconselhamos muito o segmento de alvenaria estrutural a usar o graute usinado. E essa prática é comum nesse
segmento?
BELLOTTI - É preciso definir e ensaiar os traços do graute. Com uma central de mistura na obra, executa-se o traço.
São volumes pequenos, de 0,5 m3, que não são entregues pela concreteira. O graute usinado também pode ser
usado. Mas vale lembrar que nas cidades litorâneas, como Santos (SP), por exemplo, mesmo com o uso de
retardadores de pega ou incorporador de ar, o graute que vai para a caixa às 8h30 endurece após duas ou três
horas. Por isso, pedíamos um volume menor para o primeiro ciclo e o segundo era virado na obra.
VAQUERO Y MAYOR - O graute é um microconcreto usado em pequenos volumes. Por norma, entregamos acima
de 3 m3. Como há pequenos espaços para lançar o concreto, o graute, que é muito fino, tem de ser muito
trabalhável. Cada graute tem uma especificação. O uso de retardadores, por exemplo, não proporciona melhor
trabalhabilidade. Talvez seja necessário usar outros aditivos. Não atendemos muito esse mercado, por conta das
suas particularidades.
BEATO - O efeito dos aditivos no graute é menor. As construtoras têm a prática de despejar o graute em uma
masseira, deixando-o estático, outro fator que reduz a sua trabalhabilidade.

Na hora de contratar o laboratório, quais são os principais pontos que devem ser averiguados?
BELLOTTI - Definimos, em conjunto com o projetista, quais são os ensaios e quais as quantidades de ensaios a
serem feitos. É preciso definir quantas concretagens serão realizadas, pois isso definirá a programação do moldador
e se compensará mais contratá-lo por mês ou por períodos. Em seguida, visitamos a estrutura desses laboratórios e
checamos com o consultor sua opinião. Negociamos e contratamos o escopo.

O Brasil conta com uma rede satisfatória de laboratórios acreditados para fazer o serviço de controle
tecnológico do concreto?
FRANCO - Em São Paulo há 13 laboratórios acreditados; apenas um em Recife e um em Salvador. No Sul, há dois,
enquanto no Rio de Janeiro são seis, dos quais apenas dois são acreditados pelo Inmetro. As demais localidades
não contam com laboratórios, mas sim com acadêmicos que fazem esse serviço. Em Natal, nos deparamos com
obras que sequer fazem controle tecnológico do concreto. Não há uma cultura das empresas locais fazerem esse tipo
de trabalho.
BEATO - Em uma cidade pequena ou média que não conta com laboratórios, quem faz o controle? Geralmente, a
construtora assume o recebimento, podendo qualificar seu pessoal para fazer moldagem e encaminhar para o
laboratório, para fazer o corpo de prova. Ou então, em uma relação simples entre contratante e contratado, a
concreteira assume a responsabilidade sobre a qualidade do concreto ofertado, fazendo seu próprio controle.

Delegar os serviços de controle às concreteiras não seria o equivalente a deixar a raposa tomando conta do
galinheiro?
BEATO - Isso é um paradigma do mercado de concreto, resquício de uma época em que tudo era feito de forma
amadora. Hoje, as empresas se estruturam de maneira que cada central tem um laboratório de controle. O processo
de confecção do concreto é muito mais controlado. A figura de um fiscal começa a perder peso, pois a empresa
começa a se responsabilizar e assumir as consequências por eventuais problemas. Há equipes especializadas em
controle, o que é ótimo. Mas não deve ser motivo de preocupação se a obra, localizada em uma região carente de
laboratórios, não contar com o serviço dessas empresas.
FRANCO - Concordo em partes com esse raciocínio. As empresas se estruturaram, mas seu foco não são ensaios.
Elas fazem apenas o ensaio para controlar sua produção. 5% do fck podem estar fora do que especificado, conforme
permitido por norma. Mas esse volume fora do padrão pode ser o total do concreto fornecido para uma única obra.
Diferente do que acontece na indústria de aço, que tem uma matéria-prima mais homogênea, os insumos do
concreto não são tão controlados.
BEATO - Temos o controle de todo o cimento que chega à central, das britas e areias, certificados dos aditivos e
também controlamos a qualidade da água, tudo amarrado com o que as normas de concretagem determinam. Temos
hoje um controle de dosagem computadorizado e, se ocorrer o desvio de 5% do fck, dificilmente haverá algum risco
para a construtora. Os desvios são baixos, girando na casa de 2,5 MPa.
ARCINDO Y MAIOR - Não queremos competir com laboratórios. Mas em lugares onde esse serviço não está
disponível, as construtoras podem contar com os laboratórios da concreteira. A construtora molda e cura seus corpos
de prova, que podem ser rompidos nesses laboratórios.
Quais são os principais cuidados que devem ser tomados na fase de recebimento?
FRANCO - O concreto é um material perecível, portanto o recebimento deve ser feito pelo controle tecnológico, que
valida essa etapa.
BELLOTTI - Em uma obra pequena, com uma especificação de concreto apenas, o mais importante é verificar
quanto tempo a betoneira demorou no trajeto entre a usina e a obra, o slump do concreto na hora da descarga e no
momento do lançamento e a trabalhabilidade do concreto. A nota fiscal não pode ter nenhuma rasura nem ser
preenchida à mão e deve conter informações sobre o traço e o peso do material. Quando há diferentes
especificações de concreto em um mesmo dia, a atenção deve ser redobrada para evitar lançamentos errados. Deve-
se colocar alguém do corpo técnico da engenharia para acompanhar esse processo.

Como está o quadro normativo do setor?


VAQUERO Y MAIOR - Estamos trabalhando há três anos na elaboração da norma NBR 7.680 (Extração, Preparo e
Ensaio de Testemunhos de Concreto), que trata da avaliação do concreto na estrutura, que está em fase de votação.
Essa norma define responsabilidade e avalia exatamente o que acontece na estrutura. Também continuamos
fazendo normas para detecção de módulo de elasticidade.
FRANCO - Vale lembrar que a NBR 7.212 (Execução de Concreto Dosado em Central) foi revisada em 2012. As
classes de abatimento foram revisadas, mas as construtoras continuam a fazer pedidos fora dessas novas
determinações.

Fonte: http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/162/com-mercado-
acomodado-contratacao-de-empresas-envolvidas-nos-servicos-de-335439-1.aspx
Investimento em parceria - Buscando ampliar produtividade e reduzir riscos trabalhistas, construtoras optam
por modelo de gestão mais próximo dos funcionários das empreiteiras

Improdutividade, mão de obra desqualificada e centenas de ações trabalhistas. Esses são alguns dos problemas
relatados por muitas construtoras que optam por trabalhar com grande número de empreiteiras em suas obras.
Consulta feita pela PINI em outubro e novembro com gestores de construtoras mostra que 60% deles consideram
relevante, grave ou muito grave o volume de processos trabalhistas movidos por funcionários de empreiteiras.
O aumento da participação das empreiteiras nas construções faz com que cresça também a quantidade de
trabalhadores terceirizados nas obras. De acordo com as fontes consultadas pela reportagem, por mais que a própria
empreiteira tenha responsabilidade por seus funcionários, é aconselhável que as construtoras intervenham
diretamente na gestão de trabalhadores, de modo a minimizar os problemas durante e após a obra.
Percebendo a fragilidade de uma parcela de pequenas e médias empreiteiras no âmbito da gestão de trabalhadores
e na administração financeira - e também que a troca de acusações, em caso de erros construtivos, não trazia
mudanças positivas e prejudicava ainda mais o relacionamento entre elas -, algumas construtoras desistiram da
queda de braço e passaram a tratar as empreiteiras como parceiras. Na relação de parceria, ênfase especial é dada
à comunicação, ponto tradicionalmente crítico.
"A construtora espera que, como o funcionário é da empreiteira, ela o treine para ter melhor performance, uma vez
que quem mais tem a ganhar é ele. Só que essas empresas não têm essa consciência, na maior parte das vezes.
Seu porte é pequeno, sua capacidade financeira é limitada e elas sofrem com a rotatividade", afirma André Choma,
engenheiro da Vale.
Mesmo conhecendo poucas empresas que realizem treinamento com as terceirizadas, Choma destaca que as que o
fazem, colhem resultados positivos, como aumento de produtividade e menos atrasos em obra.
Antônio Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de São Paulo
(Sintracon-SP), afirma que grande parte das empresas não tem essa preocupação com as empreiteiras. "Se
recentemente algumas das grandes construtoras foram flagradas trabalhando com empreiteiras que mantinham os
funcionários em condições análogas à escravidão, imagina se elas vão se preocupar em fazer treinamento para a
empreiteira", acredita.
Haruo Ishikawa, vice-presidente de relações capital-trabalho do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado
de São Paulo (SindusCon- -SP), também alerta quanto à responsabilidade da construtora de orientar e fiscalizar os
trabalhos das empreiteiras e atentar para as condições de alojamento dos trabalhadores. "As grandes empresas,
quando contratam a empreiteira, devem saber onde os trabalhadores estão alojados."

Treinamentos
Muitas vezes, as empreiteiras são especializadas em serviços específicos como fundações ou esquadrias, em
relação aos quais a própria construtora não tem conhecimento profundo a ponto de ajudá-las na qualificação de seus
funcionários. Também é comum transferir a responsabilidade de execução do serviço para a empreiteira, como
defende Mário Valois, diretor da Dinâmica Engenharia. "Quem faz os treinamentos de execução é a empreiteira. Nós
não ensinamos o pintor a pintar, mas nós exigimos limpeza e uso de equipamentos de segurança e fornecemos
treinamento de segurança do trabalho", ressalta.

A Consciente Construtora, por exemplo, não realiza treinamentos para a empreiteira, porém, fornece todos os
benefícios para os colaboradores da obra, próprios ou terceirizados. "Se os empreiteiros tiverem preocupações como
essa, com certeza não terão tanta rotatividade", aponta Ricardo Sanches, gerente de suprimentos da Consciente.
Porém, com a intenção de resolver problemas de qualidade e improdutividade, algumas construtoras têm investido no
treinamento da mão de obra das terceirizadas. O procedimento, na maioria das empresas consultadas pela
reportagem, tem se tornado padrão há cerca de dois anos. Via de regra, as construtoras preparam os procedimentos
para execução de cada serviço da contratada e, ao recebê-la na obra, fornecem material e realizam treinamento com
os funcionários.

Na MBigucci, por exemplo, quando se inicia o serviço da empreiteira, é realizado treinamento com a
construtora que orienta como será executado e fiscalizado o serviço, quais equipamentos de segurança os
funcionários devem usar, como se organizam os horários da obra e quais são as normas de segurança.
"Acreditamos que treinar faz parte da obrigação da construtora, mesmo que sejam os funcionários dos
empreiteiros", ressalta Milton Bigucci Júnior, diretor técnico da construtora.

Fonte: http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/162/investimento-em-
parceria-buscando-ampliar-produtividade-e-reduzir-riscos-335419-1.aspx

Tubulação de PPR - Quantificação dos tubos e planejamento da entrega conforme a demanda são as tarefas
principais para a aquisição bem-sucedida

É comum entre as construtoras contratar uma empresa especializada em instalações hidráulicas. Dessa forma, a
compra de tubos e conexões para água quente, como é o caso do PPR, geralmente é feita de forma indireta. Ou
seja, a instaladora faz a compra, com a possibilidade de o faturamento ser ou não direto.
É o que ocorre, por exemplo, na Brookfield Incorporações, conforme conta o superintendente de suprimentos da
companhia, Marco Antonio Cunha. "Apesar de o contrato ser global e toda a responsabilidade da execução ser da
instaladora, a Brookfield permite faturamento direto de materiais dentro do limite estabelecido em contrato e seguindo
cronograma de compras e faturamento", diz.
Dessa forma, são estabelecidos contratos de serviços para as instalações que preveem o fornecimento de materiais.
"A instaladora é responsável pela entrega do sistema funcionando, respeitando especificações de projetos e
memoriais", explica o superintendente.
Especificações
Ainda assim, para que o desempenho esperado seja alcançado, é preciso que as especificações do projetista sejam
seguidas para a compra desses materiais. São itens indispensáveis para o pedido a quantidade e as devidas
especificações coletadas nos projetos e memorial de construção. Também não muda a responsabilidade pelo
acompanhamento do processo, assegura Cunha, geralmente delegada à área de projeto de instalações.
De acordo com o engenheiro Wesley Fabricio, da MPD Engenharia, nos casos em que o projetista não detalha a
especificação dos materiais, a responsabilidade recai sobre a equipe de engenharia da obra, que analisa os projetos,
"levando em consideração aspectos relacionados a desempenho, condições de atendimento dos fornecedores
tradicionais e, sobretudo, custos - aqui incluídos materiais, mão de obra, perdas. Nesta fase, os departamentos
técnicos dos fornecedores exercem papel destacado, municiando a obra de informações importantes".
Fornecedores
Para escolher o fornecedor, é preciso considerar não apenas o preço praticado, mas também o padrão de entrega e
a disponibilidade dos produtos - especialmente nos casos em que o volume de compra é elevado. É imprescindível
verificar se o fabricante cumpre as normas estabelecidas e se conta com as certificações necessárias. No caso de
tubulações, o atendimento às normas vem impresso no próprio produto, nas barras, assim como o selo do Instituto
Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Conexões têm a norma referente impressa na
embalagem.
Ao fazer o pedido, Fabricio considera imprescindível passar ao fornecedor a especificação técnica completa dos
materiais solicitados para cada tipo de uso; a quantidade a ser fornecida, o tempo em que o material será consumido,
as datas de entrega e a forma como o material deverá ser entregue.
Por esse motivo, ele considera essencial fixar, no ato do fechamento, o período de reajuste e o índice que será
usado. Além disso, alerta para a importância de determinar quantitativos de materiais em conjunto entre as duas
partes a fim de evitar sobras, principalmente de conexões.

Entrega
É interessante para a construtora manter o controle sobre a instalação hidráulica de modo a adequar sua execução
ao cronograma geral da obra. É por isso que, na Brookfield, a compra de tubos de PPR é feita no início dos
trabalhos, durante a fase de fundações. "Dessa maneira, durante a execução da estrutura, já temos a instaladora
contratada", explica Cunha.
O procedimento é similar na MPD Engenharia, onde a compra desses materiais é feita na fase inicial das obras, tão
logo seja concluída a análise dos projetos. Isso porque, por vezes, são necessárias alterações relacionadas a
dimensionamento e especificações. A partir daí é possível começar a esboçar o cenário dos valores envolvidos nas
contratações de empresas terceirizadas para esses serviços. A decisão final, aponta o engenheiro da MPD, depende
do tamanho da obra, do tempo de execução e do plano de vendas do empreendimento.
Com controle rígido sobre o processo, torna-se possível à construtora evitar problemas nas duas tarefas que, de
acordo com Cunha, são as mais críticas na compra de tubos de PPR: o levantamento da quantidade de materiais e o
cronograma de entrega dos produtos em obra.
Afinal, embora a compra seja antecipada, a entrega deve coincidir com a demanda. Sendo assim, a compra deve ser
atrelada ao cronograma físico-financeiro da obra. "Procuramos agrupar as contratações das instalações em pacotes
de obras para melhorar o poder de negociação junto às instaladoras", revela Cunha.
Isso permite às construtoras adquirir os materiais diretamente do fabricante ou de representantes especializados em
grandes demandas. Fabricio, da MPD Engenharia, conta que a decisão sobre a compra "dependerá das melhores
condições de atendimento pré e pós-venda e das condições comerciais", diz. "Com um bom cronograma físico e o
planejamento estratégico da obra apurado, o material deverá ser entregue conforme o andamento do trabalho",
complementa Fabricio.
Recebimento
Há construtoras que preferem adiantar o recebimento do material. Nesses casos, é preciso verificar se há espaço
disponível em canteiro para o correto armazenamento. Um dos riscos envolvidos com a estocagem de tubos em
canteiro é a movimentação. Caso os tubos sofram impactos significativos, podem amassar ou quebrar.
Em todos os casos, entretanto, quando do recebimento é preciso verificar e confrontar informações do pedido de
compras, nota fiscal e identificação do material. "Deve haver uma interação grande entre engenharia de obra, mestre
de obras, departamentos administrativos de obra e almoxarifes, cada um com seu grau de responsabilidade", pontua
Fabricio.
De acordo com ele, à engenharia cabe especificar e quantificar os materiais, montar dispositivos de controle de
recebimento, contratar a empresa fornecedora, montar os cronogramas de entrega e os pedidos com as
nomenclaturas dos materiais, determinando quantidades e preços unitários.
Já os mestres de obra e os funcionários administrativos são encarregados de fornecer aos almoxarifes planilhas de
controle e ferramentas para o controle, montar o almoxarifado adequadamente para salvaguardar o material em obra,
além de monitorar, no cronograma, o cumprimento das entregas conforme o que foi acordado entre as partes.
Os almoxarifes, por sua vez, de posse das ferramentas de controle, planilhas e pedido e após estarem informados
acerca da forma como o material será entregue, devem cuidar e assegurar que tudo está sendo cumprido.
"Independentemente desses fatores, a discriminação dos materiais entregues, quer em relação às características,
quer em relação às quantidades, deve estar bem detalhada, seja na nota fiscal ou em romaneio", diz Wesley Fabricio.
Por fim, a condição de pagamento é uma das componentes da negociação e é determinada em função de fatores
relacionados à disponibilidade de fluxo e descontos decorrentes de pagamentos com prazos mais curtos, negociados
no fechamento. Entretanto, pondera Fabricio, em nenhum caso os pagamentos são realizados, na MPD Engenharia,
com prazo inferior a 15 dias da entrega.

Fonte: http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/161/tubulacao-de-ppr-
quantificacao-dos-tubos-e-planejamento-da-333881-1.aspx
Planejamento adequado da assistência técnica minimiza riscos e assegura atendimento das necessidades do
cliente
Com o grande aumento da produção de edificações residenciais no Brasil em curto prazo, nos últimos anos, o
mercado teve de se adaptar ao aumento da escala de produção e a qualidade, muitas vezes, ficou comprometida.
Defeitos e patologias de vários tipos tornaram- se recorrentes e o consumidor reclamou. Com a Norma de
Desempenho, em vigência desde 2013, aumentam as exigências de qualidade - e a atenção da área de assistência
técnica das empresas deve ser redobrada.
De acordo com Carlos Borges, vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do Sindicato da Habitação de São Paulo
(Secovi-SP) e diretor da Tarjab, toda a cadeia produtiva sofreu com a nova escala da indústria da construção, desde
o boom imobiliário: aumentaram os atrasos na entrega de insumos pelos fornecedores, a qualidade dos materiais
piorou, faltou mão de obra qualificada e os sistemas de gestão e planejamento utilizados pelas empresas mostraram-
se inadequados.
"Naturalmente, houve problemas de qualidade em muitos empreendimentos. Mas esta situação já foi superada e
acredito que as obras em andamento não repetirão os problemas do passado, pois o setor aprendeu a trabalhar de
outra forma", declara Borges.
Alexandre de Oliveira, membro do Comitê de Tecnologia e Qualidade do Sindicato da Indústria da Construção de
São Paulo (CTQ/SindusCon-SP), destaca que o crescimento do número de demandas de assistência técnica foi
proporcional à maior quantidade de unidades entregues. "Quanto ao tipo de atendimento, as equipes de assistência
técnica assumiram a responsabilidade de finalizar serviços que deveriam ter sido feitos pelas equipes de produção",
explica. Segundo Oliveira, muitas construtoras passaram a adotar uma série de ações preventivas, que inclui
investimento em manuais do proprietário com conteúdo mais claro e preciso, treinamento de equipes de operação,
programas de manutenção e conservação e monitoramento das equipes de operação dos empreendimentos.
Silvio Gava, diretor executivo técnico e de sustentabilidade da Even, conta que a empresa investiu em gestão e
padronização de processos, conseguindo obter melhora no índice de satisfação, apesar do número crescente de
unidades em entrega e, consequentemente, em período de garantia. "Para nós, é uma grande conquista, pois a base
de clientes pesquisados mais que dobrou", afirma.
Apesar da atual desaceleração do mercado imobiliário, para os setores de assistência técnica das construtoras o
momento do boom é agora, conforme aponta Débora Cristina von Maschell, coordenadora de assistência técnica da
Tecnisa. "Na verdade, como já ocorreu a construção e a entrega de diversos empreendimentos, agora começa a
valer o período de garantia contratual. Portanto, estamos com maior número de chamados por causa das unidades
entregues", analisa.
Adaptações
No caso da Tarjab, de acordo com Borges, há um custo histórico de 1% sobre o orçamento da obra com despesas de
assistência técnica, número que aumentou na época do auge do crescimento e hoje voltou aos patamares anteriores,
com tendência de queda. Os tipos mais comuns de reclamações, descreve, são fissuras e vazamentos.
"Temos estatísticas, por empreendimento, de todos os problemas e suas origens e utilizamos essas informações
para retroalimentar a área técnica e evoluir no processo de construção. Em algumas poucas situações, as
reclamações podem ser exageradas, mas o consumidor, não apenas no mercado imobiliário, mas na sociedade
como um todo, está exercendo o seu legítimo direito de receber os produtos funcionando adequadamente", acredita.
Para ele, as pessoas estão mais conscientes de seus direitos e as empresas têm de se adaptar a essa nova
realidade, investindo continuamente na qualidade e na gestão do atendimento aos consumidores.
Por outro lado, Gava destaca que as unidades, na maioria das vezes, sofrem adaptações e reformas que, por vezes,
não são profissionais. Para garantir bom atendimento pós-venda, essa etapa deve ser prevista pela construtora. "Na
Even, temos um protocolo de atendimento que se inicia com a entrada do cliente nos nossos estandes, a fim de
entender suas reais necessidades, fornecendo serviços que reduzam os impactos no pós-venda, como adequações
de acabamentos, layouts e visitas antecipadas em unidades para medições", explica.

Para Maurício Hino, diretor da área de Qualidade & Processos do CTE, as empresas procuraram se adequar e
considerar o atendimento pós-venda como parte do processo organizacional. "Há algum tempo despertaram para a
realidade de que faz parte do seu negócio o bom relacionamento com o cliente. Para isso, são necessários
profissionais, processos e procedimentos definidos", destaca. Ele afirma que a Norma de Desempenho ampliou a
necessidade de esclarecer dúvidas do usuário, com foco na manutenção, entrega da obra e assistência técnica,
agregando um conteúdo mais técnico ao processo de venda do imóvel.
Norma de Desempenho
Com a vigência da Norma de Desempenho, aspectos como conforto acústico, térmico e lumínico poderão ser fontes
ampliadas de reclamação dos usuários. De fato, as exigências de qualidade aumentaram.
"A Tarjab vem trabalhando há bastante tempo para o atendimento integral da Norma de Desempenho, inclusive em
conjunto com outras empresas do setor", explica Borges. Para ele, os destaques são itens antes pouco considerados
pelos projetistas e construtores, como vida útil. "A durabilidade dos edifícios é essencial para a boa utilização dos
recursos públicos, que financiam a maioria dos empreendimentos habitacionais no Brasil", considera Borges.

Ele lembra ainda que a norma é complexa e, em muitas situações, remete a outras quase 200 normas nacionais e
internacionais vigentes. "A grande vantagem da norma é que ela permite uma aferição objetiva, demonstrando se a
qualidade foi atendida ou não", aponta.
Corroborando a visão de Borges, Hino afirma que a Norma de Desempenho unificou os parâmetros de uma série de
normas já existentes, de modo que o consumidor final consegue ter uma referência técnica mais ampla e integrada
do produto adquirido. "Por isso, as empresas tiveram de se preparar para garantir o atendimento de todos os
requisitos, estudando a norma e ajustando seus processos."
Gava, da Even, acrescenta que ainda há uma leva de produtos lançados antes da exigibilidade. "Os clientes
começarão a enxergar diferenças após a entrega desses imóveis. A previsão é de que isso aconteça a partir do final
de 2015 e início de 2016. Em geral, as grandes construtoras engajaram-se para atender e adaptar seus projetos.
Mas, em um mercado pulverizado como o nosso, o sucesso da norma dependerá, em grande parte, da fiscalização
para que as empresas sérias não arquem sozinhas com esses custos", pondera Gava. Ele explica que na Even as
medidas para adequar a assistência técnica às novas exigências de desempenho se concentraram no treinamento
das equipes quanto ao comportamento dos sistemas e materiais. "Este trabalho já se desenrola há mais de 18 meses
na Even", declara.
Comprovação do que se entrega
Alexandre Oliveira ressalta que a Norma de Desempenho exige que os projetos demonstrem claramente qual o
desempenho esperado para cada sistema e quais ações preventivas o usuário deve observar para que tanto o
desempenho quanto a vida útil sejam atingidos. "Mas as construtoras deverão conhecer mais os produtos e sistemas
e, além disso, o resultado dessa soma", afirma. Ao mesmo tempo os projetos deverão ser elaborados de maneira a
deixar claros o desempenho, a vida útil e as ações preventivas a serem adotadas por todos envolvidos. As
construtoras deverão repassar essas informações aos clientes finais de maneira clara, a fim de que sejam
contratadas empresas e profissionais qualificados para a operação e manutenção dos empreendimentos.
Segundo explica Débora, na Tecnisa, muito antes da vigência e exigibilidade da norma, houve a preocupação de
criar um núcleo de pesquisas para tratar do assunto. "Isso nos permitiu adotar soluções de projeto a fim de entregar
níveis diferenciados de desempenho. A Norma de Desempenho, portanto, não nos trouxe preocupação adicional,
pois temos investido constantemente na área de projetos e pesquisa", destaca. A Tecnisa também providenciou a
adaptação dos seus manuais de proprietários e de uso e operação de áreas comuns, com o objetivo de esclarecer
sobre a manutenção correta de sistemas e equipamentos, para que o desempenho e a vida útil projetados sejam
atingidos.

Na mesma linha, Borges afirma que, independentemente da NBR 15.575, a regra é investir continuamente na
qualidade e gestão dos processos construtivos, para que eventuais problemas no pós-obra sejam minimizados. "O
atendimento ao cliente não tem segredo, é uma questão de estrutura e de atitude, a fim de corrigir rapidamente o que
está errado e, assim, manter os clientes satisfeitos". Uma das principais tarefas da assistência técnica, esclarece
Borges, é retroalimentar a produção para criar soluções e resolver problemas apontados por clientes. "Um das ações
que deram resultado na Tarjab é o comissionamento de sistemas no final da obra, antes da entrega para o cliente.
Com a simulação do desempenho do sistema feita em conjunto com a área de produção, assistência técnica e
fornecedores, conseguimos diminuir o risco de problemas no pós-obra", exemplifica.

Custos adicionais
A Norma de Desempenho não deverá levar ao aumento de custos de assistência técnica para as construtoras. A
solução de problemas construtivos, dentro do prazo de garantia, é calculada entre 1% e 1,5% do custo total da obra.
Segundo Hino, o atendimento à NBR 15.575 pode exigir alguns ensaios, detalhamento maior em projetos e
desenvolvimento de instruções de manutenção das edificações.
"Só haverá aumento nos custos se as soluções adotadas não atenderem as exigências da norma, mas ela não
apresenta um grau de exigência acima do que os empreendimentos hoje oferecem", explica. Para ele, deve ocorrer o
contrário: como muitas empresas se prepararam com antecedência e aperfeiçoaram seus controles, o produto final
deve ter menor índice de vícios.
"A tarefa principal para a assistência técnica será organizar- se e conseguir orientar o consumidor sobre as
providências de manutenção e conservação da unidade habitacional. O desempenho da edificação só será mantido
se for seguido um plano de manutenção preventiva", completa. Para ele, se a Norma de Desempenho for bem
entendida pelo mercado, o papel da área de assistência técnica deverá mudar, passando de responsável por reparos
e consertos para o de orientação sobre a manutenção preventiva e conservação.
De acordo com Silvio Gava, na Even não houve reflexo significativo nos custos, uma vez que a empresa trabalha
desde 2006 com gestão da sustentabilidade e conta com o selo de Empreendedor Aqua desde agosto de 2012.
Na análise de Borges, o acréscimo de custos dependerá muito do tipo de obra, da tecnologia utilizada e da aderência
que o sistema construtivo tem às normas vigentes. "A empresa formal com cultura de atendimento às normas terá
pouco acréscimo de custos. Mas alguns itens podem elevar o custo, como o desempenho acústico, térmico, o
aumento do pé direito mínimo obrigatório, entre outros. No caso da Tarjab, embora ainda não tenhamos um número
exato, estimamos como pequeno o acréscimo de custos", define.
De acordo com Débora von Maschell, o maior aumento esperado envolve áreas que antecedem a assistência
técnica, como projeto, suprimentos e construção. "As decisões, baseadas em novos estudos e contratações, poderão
incrementar ainda mais o desempenho de alguns sistemas, que serão vistos como diferenciais de venda. Como já
trabalhamos com níveis diferenciados de qualidade, não esperamos ajustes significativos de custo", pondera. Mas
Débora ressalta que, como o período de garantia na norma se estendeu para alguns itens, como instalações
elétricas, hidráulicas e revestimentos, o índice poderá se elevar ao longo dos anos.
ASSISTÊNCIA TÉCNICA DE OLHO
- Termo de Vistoria do Imóvel: depois de concluída a obra, deve ser efetuada a vistoria da unidade, verificando se as
especificações do Memorial Descritivo foram atendidas e se há vícios aparentes de construção
- Termo de Garantia Definitivo: abrange todos os materiais e os sistemas construtivos, com os prazos de garantia a
partir da conclusão do imóvel (Auto de Conclusão ou documento similar)
- Entrega do Manual do Proprietário: Ao final da construção, será entregue a versão definitiva, com a indicação dos
principais fornecedores e desenhos, especificando a correta utilização e manutenção do imóvel de acordo com os
sistemas construtivos e materiais empregados, a fim de evitar danos decorrentes do mau uso e esclarecer sobre os
riscos de perda da garantia pela falta de conservação e manutenção preventiva da unidade
- Vistoria Técnica: necessária para a garantia do imóvel, a correta manutenção preventiva da unidade e das áreas
comuns do edifício. Nos termos da NBR 5.674, da ABNT, e do Manual do Proprietário, o proprietário é responsável
pela manutenção preventiva da sua unidade e corresponsável pela realização e custeio da manutenção preventiva e
inspeção predial das áreas comuns
- Solicitação de Assistência Técnica: a construtora e/ou incorporadora se obriga a prestar, dentro dos prazos de
garantia estabelecidos, o serviço de assistência técnica, reparando sem ônus os defeitos verificados, na forma
prevista no Manual do Proprietário

Fonte: http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/159/planejamento-adequado-
da-assistencia-tecnica-minimiza-riscos-e-assegura-atendimento-327251-1.aspx
Como fazer o gerenciamento de obras

O gerenciamento de obras no Brasil é uma atribuição de arquitetos e engenheiros civis, regulamentada pela Lei
5.194, de 1966. Porém, na maioria das vezes, essa tarefa é preterida por arquitetos e abraçada pelos engenheiros. O
distanciamento dos arquitetos do canteiro começa ainda na graduação, que costuma oferecer pouco conteúdo sobre
administração de obras. A ideia preconcebida de que engenheiros são mais capazes de lidar com a mão de obra e
com cronogramas e planilhas de orçamento também contribui para que esse trabalho não seja melhor explorado
pelos arquitetos.

Mas há uma série de vantagens associadas à realização do gerenciamento pelos arquitetos, especialmente quando
de trata da construção de seus próprios projetos. "Assumir a gestão da obra é uma garantia de que a execução
seguirá o projeto à risca, o que beneficia não apenas o autor, mas também seu contratante", defende o arquiteto
Fábio Rocha, que realiza o gerenciamento de obras corporativas e industriais.

GESTÃO TOTAL E PARCIAL


É papel do gestor da obra garantir que a construção seja realizada dentro do prazo estipulado, com respeito aos
custos previstos e aos padrões de qualidade e desempenho desejados pelo cliente. "Quando essa gestão não ocorre
como devido, as perdas financeiras e emocionais são inevitáveis, comprometendo a qualidade do produto final",
comenta a professora da FAU da Universidade Positivo, no Paraná, Fernanda Bertoli Stival.

Gerenciar uma obra significa administrar, simultaneamente, o cumprimento do cronograma e a previsão financeira,
gerindo profissionais que têm formações e práticas diversas. Quem assume essa função deve dominar custos,
contratos, prazos, ser organizado e um bom gestor de pessoas.

Há várias escalas de gestão de uma obra. O modelo mais adequado deve ser definido previamente com o
contratante e acordado contratualmente. De modo geral, há o gerenciamento total, que inclui a contratação de
materiais, serviços e mão de obra: é o famoso turn key, no qual todos os serviços ficam centralizados em um único
escritório.

Há também a gestão parcial, na qual alguns itens são gerenciados pelo arquiteto, enquanto outros (como a compra
de insumos) ficam sob responsabilidade do cliente.

Independentemente do modelo adotado, fazem parte do escopo do gerenciamento:


- a elaboração do planejamento físico-financeiro da obra;
- a programação de aquisição de materiais e contratação de serviços, incluindo cronograma de suprimentos;
- o planejamento operacional e logístico da obra, incluindo o planejamento do canteiro;
- o controle e o acompanhamento das atividades executadas (gestão de mão de obra e de segurança);
- a retroalimentação do planejamento físico-financeiro.

CRONOGRAMA SINCRONIZADO
Um grande desafio no gerenciamento de obra é a compatibilização dos prazos definidos pelo contratante com os de
fornecedores e prestadores de serviços. "De um lado, somos pressionados por clientes que querem as obras
concluídas em períodos cada vez mais exíguos. Do outro, temos prestadores de serviços que nem sempre se
comprometem com os prazos", critica Fábio.

Diante de fornecedores que não são capazes de atender no prazo necessário, a solução é substituí-los. A mesma
decisão deve ser tomada com a mão de obra que não atinge os resultados esperados. "Com o passar do tempo, o
gerenciador consegue ter uma lista de pessoas e empresas parceiras com as quais pode contar em situações
críticas", diz Fábio.

O sucesso na gestão de obras passa por um planejamento que garanta o sincronismo das equipes que atuam na
execução. "O cronograma físico-financeiro deve ser realista, produzido com total compreensão do projeto, das
etapas, dos processos construtivos e dos recursos do cliente, formando um conjunto indissociável", explica Enio Moro
Júnior, coordenador do curso de arquitetura e urbanismo do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.

Na hora de preparar esse planejamento, é preciso dar atenção especial a tudo que pode impactar significativamente
no cronograma, o que inclui desde feriados e férias de profissionais até o tempo necessário para a validação de
tomadas de decisão junto ao cliente. O planejamento deve, ainda, considerar todos os riscos existentes, como
atrasos, falta de material, chuvas etc.

COMPATIBILIZAÇÃO CRÍTICA
Além do planejamento consistente, uma necessidade ao bom gerenciamento são projetos detalhados e bem
compatibilizados. Uma falha comum, que traz impactos diretos na administração do canteiro, é a falta ou deficiência
do estudo de logística.

A arquiteta Renata Marques, que realiza gestão de projetos e obras, cita um exemplo do que pode acontecer quando
não há planejamento adequado: "Imagine que o projeto preveja uma escada pré-moldada que necessite de uma grua
para sua instalação. Se o canteiro, por alguma restrição qualquer, não permitir a instalação desse equipamento,
como resolver o problema sem provocar atrasos, aumento dos custos ou alteração do projeto?", questiona. Esse tipo
de imbróglio pode ser evitado com a compatibilização de projetos e com o estudo minucioso do projeto pelo
gerenciador antes de iniciar a construção.

A gestão das equipes e das interfaces entre as diferentes atividades que compõem a obra também costuma ser
especialmente desafiadora. Nesse ponto, é importante que o gestor conquiste a confiança e o respeito das pessoas
envolvidas. "O profissional precisa dispor de sólidos conhecimentos técnicos e administrativos. Do contrário, não terá
a liderança necessária muito menos o apoio das equipes para fazer o seu trabalho", alerta Renata.

PERFIL E APTIDÃO
Para desempenhar bem sua função e obter os resultados almejados, o profissional dedicado à gestão de obras deve
dispor de algumas habilidades específicas. "Um ponto primordial é ter boa compreensão e leitura do projeto
arquitetônico e dos projetos de engenharia, bem como conhecimento dos processos construtivos que envolvem uma
obra, em todas as suas etapas", destaca Fernanda.

Também é fundamental que o gerenciador tenha conhecimentos administrativos, de legislações e de normas


técnicas.
"Aptidão para comunicação e visão total do processo são outras qualidades importantes em um gestor", acrescenta a
arquiteta da Informov Engenharia + Arquitetura, Andrea Ballesteros. Enio cita a organização para distribuir e
acompanhar os processos, flexibilidade para adaptar-se aos imprevistos, e capacidade para resolver problemas de
modo ágil e eficaz.

O arquiteto Fábio Rocha conta um episódio que ilustra a importância de ter jogo de cintura. "Fomos contratados por
uma empresa para projetar e gerenciar uma obra de 1 mil m². Quando estávamos com todos os projetos prontos, a
empresa descobriu que não havia se preparado financeiramente para a obra. A solução foi apoiá-los oferecendo
consultoria sobre as linhas de crédito existentes no mercado, bem como negociando os pagamentos somente ao final
da obra com os fornecedores que já conhecíamos. No final, deu tudo certo. O cliente conseguiu a sua obra e nós
conquistamos o cliente", conta o arquiteto.

FORMAÇÃO
Para quem pensa em atuar como gestor de obras, buscar uma formação complementar específica é imprescindível.
Isso pode ser conseguido em cursos de extensão ou mesmo de pós-graduação e MBA. "Para quem está começando,
uma dica é iniciar por obras pequenas com equipes reduzidas e crescer proporcionalmente à sua experiência",
sugere Fábio, que destaca também focar em um único nicho de mercado para ter mais sucesso.

Outra sugestão é adquirir bagagem atuando dentro de canteiros. "Para quem está em início de carreira, isso pode ser
conseguido estagiando em grandes construtoras", comenta Renata Marques, que começou dessa maneira.

Fonte: http://www.au.pini.com.br/arquitetura-urbanismo/245/como-fazer-o-gerenciamento-de-obras-324017-
1.aspx
Bombas e os misturadores

As bombas e os misturadores podem ser comprados ou alugados pelas construtoras. Em qualquer um dos casos, é
preciso ficar atento à qualidade dos equipamentos e ao serviço prestado pelas empresas fornecedoras, pois
problemas na preparação do concreto podem comprometer as estruturas do empreendimento em construção.
O misturador - onde se junta água, cimento e agregados para formar uma mistura homogênea - é composto por
betoneiras com eixo horizontal ou vertical. Existem betoneiras de eixo vertical que giram em torno do próprio eixo e
outras que fazem um movimento de translação, chamadas planetárias.
O professor de Materiais de Construção da Universidade Mackenzie, Eduardo Ioshimoto, alerta que o agregado
graúdo pode ir para o fundo do equipamento quando misturado nas betoneiras horizontais, fazendo com que os
materiais acabem segregados. "Normalmente, em uma indústria de pré-moldados, a betoneira de eixo vertical é mais
resistente na mistura", orienta o professor.
A bomba - que manda o concreto para o local onde a estrutura será construída - funciona com sistema de pistão. Há
bombas que podem ser acopladas a um caminhão, enquanto outras não. A capacidade de bombeamento por hora
varia de 5 m³ até 40 m³. Quanto maior a capacidade da bomba, mais concreto ela consegue lançar dentro de um
período menor de tempo.

Comercialização

A prática mais comum no mercado é a locação dos equipamentos de concreteiras, pois o custo de aquisição é alto.
Nos casos em que a obra demanda o manuseio de uma quantidade muito elevada de concreto, a aquisição pode ser
mais barata do que o aluguel. Essa situação, porém, não é tão comum. "Seria preciso um volume muito grande de
concreto para compensar a compra desse equipamento, que é de alto custo", pondera Daniel Okai, diretor de
engenharia do Grupo Feller, empresa de São Paulo que atua nos ramos de incorporação, engenharia e hotelaria.
A locação de bombas e misturadoras também é bastante comum porque implica menos riscos operacionais do que a
compra. "Se o equipamento que compramos quebra, a responsabilidade pelo vencimento do concreto é nossa.
Então, acabamos assumindo muitos riscos que não compensam", observa Okai. Já se a bomba ou o misturador
forem alugados, a responsabilidade pela manutenção é da concreteira, explica o diretor. Logo, ela deverá fornecer o
concreto novamente para repor aquele que foi perdido por conta de uma eventual falha técnica do equipamento no
canteiro.
Antes da locação ou da compra, a construtora deve verificar a idoneidade da fabricante ou da concreteira. Na
locação, é importante checar o histórico de obras da concreteira e solicitar um laudo dos equipamentos em que
deverão constar informações sobre a idade dos itens e as últimas manutenções. Caso a construtora contrate tanto o
equipamento quanto a mão de obra, é preciso deixar claro em contrato as responsabilidades de cada uma das
partes.

Especificações e teste

A equipe destacada para a execução do serviço deve ter em mãos os requisitos feitos pelo projetista sobre as
características esperadas do concreto. Ao longo da obra, a construtora deve acompanhar o trabalho de preparação
do concreto para garantir que esses requisitos sejam alcançados.
Um dos ensaios básicos desse controle é o teste de slump, utilizado para analisar a fluidez do concreto. Por exemplo:
se a construtora contratou um slump de valor 10, a variabilidade admitida é de 2 pontos para mais ou para menos, ou
seja, de 8 ou 12. Se estiver fora dessa faixa, o concreto deve ser recusado. "Se ele está abaixo de 8, isso caracteriza
uma dificuldade na trabalhabilidade do concreto, na vibração. Se estiver acima de 12, provavelmente foi usado algum
aditivo, ou até água a mais. E isso também compromete a resistência do concreto", explica Okai.

Cotações e preços

No caso da compra dos equipamentos, a construtora poderá dividir o valor em parcelas mensais. No caso do aluguel
da bomba e do misturador juntamente com a mão de obra, normalmente os pagamentos são realizados 28 dias fora
a quinzena. Ou seja, durante 15 dias todo o fornecimento é resumido numa fatura que é paga depois de 28 dias.
Então, na primeira concretagem, a construtora terá 43 dias para fazer o pagamento da concreteira.
"Na região em que atuamos, a primeira coisa que olhamos no concreto não é o preço. São questões de
especificações técnicas do próprio concreto e idoneidade da concreteira", afirma Mário Augusto Bandeira, diretor de
suprimentos da FR Incorporadora, de Goiânia, que mantém esse procedimento de pagamento.
De acordo com o diretor de suprimentos do Grupo Feller, há uma vantagem com relação ao aluguel dos
equipamentos em vez da compra na negociação dos preços. "As concreteiras utilizam o bombeamento para compor
o preço do concreto deles. Então, muitas vezes, conseguimos que eles baixem o valor do metro cúbico ao baixar o
valor da bomba", explica.

NORMAS TÉCNICAS

NBR 14.931:2004 - Execução de Estruturas de Concreto - Procedimento


NBR 8.953:2009 - Versão Corrigida:2011 - Concreto para Fins Estruturais - Classificação pela Massa Específica, por
grupos de resistência e consistência
NBR 12.655:2015 - Versão Corrigida:2015 - Concreto de Cimento Portland - Preparo, controle, recebimento e
aceitação - Procedimento
CHECKLIST
- Verificar a idade dos equipamentos a fim de garantir sua durabilidade;
- Caso não compre a bomba ou o misturador, especificar em contrato as responsabilidades da concreteira e da
construtora;
- Antes de aceitar o concreto bombeado, verificar se ele segue as especificações necessárias, fazendo um teste de
slump;
- Especificar em contrato a forma de pagamento, geralmente 28 dias após a realização da primeira quinzena de
concretagem;
- No caso de compra de equipamento, realizar manutenções neles após cerca de dois anos de uso.
Os sistemas de escoramentos

Os sistemas de escoramentos têm a função de suportar o peso da estrutura em moldagem, além do peso dos
trabalhadores e dos equipamentos que atuam na concretagem. É preciso ter muita atenção ao instalar o
escoramento. Se o serviço for mal-executado, há riscos de surgirem deformações na estrutura e até seu colapso.
Os sistemas de escoramento são compostos por elementos horizontais e verticais. Os componentes horizontais -
vigas de aço, alumínio ou madeira - transmitem as cargas atuantes até os verticais - torres de cargas ou escoras -,
que por sua vez transmitem as cargas recebidas até os pontos de apoio no solo.
"Existem alguns sistemas que utilizam painéis modulares como elemento horizontal. Eles possuem grades metálicas
(de aço ou de alumínio) e chapas embutidas, evitando chapas de madeira compensadas soltas sobre o vigamento",
conta Claudinei Palma de Lima, diretor do comitê técnico da Associação Brasileira das Empresas de Fôrmas,
Escoramentos e Acesso (Abrasfe).
A montagem do escoramento é geralmente realizada pela própria equipe da construtora ou do empreiteiro. Antes de
iniciar o serviço, a equipe recebe os projetos com as informações necessárias para a montagem, desmontagem e
reescoramento. "A mão de obra deve ter capacidade de ler os projetos de montagem e realizá-la na sequência
correta, além de identificar os pontos críticos", ressalta Lima.
Contratação
No caso de contratação de montadoras para execução do serviço, é essencial verificar se a terceirizada possui
responsável técnico com registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), recomenda o diretor da
Abrasfe. Ele acrescenta que também é importante analisar a experiência da empresa terceirizada e a qualidade dos
serviços prestados.
A construtora Rio Verde, de Limeira (SP), diz seguir todos esses procedimentos. Na fase de escolha, a empresa
avalia a qualidade de obras já executadas pelas instaladoras e quem são seus principais clientes. "Em uma segunda
etapa, é imprescindível a realização de visitas técnicas à obra em andamento sob a responsabilidade da empresa em
questão", afirma Alessandro Pucci, gerente da área de Engenharia da Rio Verde.
De acordo com a construtora, o contrato entre as partes deve prever a apresentação de documentações tanto para o
início da prestação de serviços, quanto para a manutenção e o acompanhamento mensal da regularidade da
instaladora em relação a aspectos fiscais e trabalhistas.
Entre os documentos para o início da prestação de serviços, a construtora destaca o alvará de funcionamento, última
alteração do contrato social, ficha cadastral completa e atualizada, cópia do cartão do CNPJ, certidão conjunta da
Receita Federal e do INSS, certidão de regularidade de FGTS, PCMSO, PPRA, ASO, certificado de treinamento da
NR 35 (trabalho em altura) e documentos que comprovem os registros trabalhistas dos funcionários. Já entre os
documentos pedidos para a manutenção e o acompanhamento da prestação de serviços estão cópia da folha de
pagamento, holerites, cartões de ponto dos funcionários, além de outras guias, como GPS, FGTS, Sefip etc.

O contrato também deve prever o escopo, os prazos e os custos de maneira clara, assim como as obrigações das
partes. "Como principais obrigações da contratante, destacamos o fornecimento dos projetos executivos necessários,
o esclarecimento ágil de eventuais dúvidas técnicas e operacionais para o bom andamento dos serviços,
disponibilização de equipamento para o transporte vertical e condições adequadas para os trabalhadores conforme
as normas e legislações vigentes, com relação a refeitório, vestiários, sanitários e almoxarifados", exemplifica Juliana
Tramontina, que atua como gerente de Suprimentos da Rio Verde.
Logística e execução
Além de assegurar o fornecimento de mão de obra qualificada e ferramentas necessárias, a montadora deve estar
presente para recebimento, transporte e manejo dos equipamentos fornecidos. Porém, conforme a Rio Verde, cabe
ao contratante a supervisão da atividade para evitar divergências entre os quantitativos destacados em nota fiscal e
efetivamente recebidos.
Além disso, é importante que um profissional que represente o contratante acompanhe especialmente os pontos
críticos do sistema, tais como a montagem e desmontagem de escoramento nas vigas de periferias das lajes, devido
às dificuldades técnicas e possíveis riscos de segurança. Também é necessário acompanhar e ajustar o sistema de
escoramento durante as concretagens para a garantia dos requisitos técnicos e da qualidade da estrutura. A Rio
Verde destaca que, outros pontos de atenção no sistema de instalação referem-se à liberação da retirada das
escoras (conforme especificado em projeto), mediante o atingimento das resistências do concreto, e aos cuidados
para a manutenção das linhas de reescoramento, respeitando os critérios estabelecidos no projeto de estrutura.
Por fim, para a liberação da concretagem das peças estruturais, cabe à construtora avaliar a qualidade do serviço de
montagem do sistema de escoramento verificando itens como o nivelamento, prumo, travamento e limpeza das
peças, o prosseguimento do projeto de montagem do escoramento e a ausência de vãos entre as fôrmas. "Após a
concretagem e desenfôrma das peças estruturais, avalia-se a qualidade do produto no que se refere a alinhamento e
nivelamento das peças, ausência de rebarbas e falhas de concretagem", orienta o coordenador de obras da Rio
Verde, André Durigan.
CHECKLIST
- Certifique-se de que a mão de obra tem conhecimento técnico do processo de escoramento e é capaz de ler e
compreender o projeto executivo
- Leve em consideração a experiência da empresa de montagem e verifique quem são os principais clientes da
companhia
- Confirme se a empresa tem funcionário responsável com registro no Crea
- Verifique se o contrato prevê que a empresa apresente a documentação necessária para o início do serviço, bem
como para o acompanhamento mensal de questões fiscais e trabalhistas
- Garanta no contrato detalhamento de escopo, prazos e custos do serviço, além das obrigações de ambas as partes
- Acompanhe junto à montadora o recebimento, o transporte e o armazenamento dos equipamentos fornecidos para
o serviço
- Dedique atenção especial para acompanhar a montagem dos pontos críticos do sistema de escoramento
- Avalie a qualidade da montagem dos escoramentos a cada etapa do processo e após a conclusão do trabalho
contratado
NORMAS TÉCNICAS
ANBT NBR 15.696 - Fôrmas e Escoramentos para Estruturas de Concreto - Projeto, dimensionamento e
procedimentos executivos
ABNT NBR 14.931 - Execução de Estruturas de Concreto - Procedimento

NR-18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/165/escoramentos-metalicos-
342370-1.aspx
Analise de Valor: Estaca pré-moldada de concreto X estaca hélice contínua

Apesar de propiciar produtividade menor, fundação pré-moldada diminuiu o consumo de materiais e a


dependência do fornecimento de concreto

A construtora Atua está construindo um empreendimento residencial para o segmento


econômico na zona Norte de São Paulo. São duas torres de 18 pavimentos cada,
construídos em alvenaria estrutural. Para as fundações dos edifícios, a empresa comparou estaca hélice contínua
com estaca de concreto pré-moldado, tendo optado por esta última com economia de 33,4%.

Segundo Clayton Dias, engenheiro de planejamento e controle de produção, a estaca pré-moldada, apesar de mais
barata, dificilmente é usada nas obras da Atua devido às interferências nas edificações vizinhas. "Como é executada
com bate-estaca, é comum causar trincas e rachaduras nos imóveis adjacentes; o barulho também é inconveniente",
explica. Porém, no caso deste empreendimento, o canteiro ocupa um quarteirão inteiro e não há outros prédios
encostados na obra, o que viabilizou a execução das estacas pré-moldadas.
Outro fator que pesou foi a possibilidade de reduzir o volume de concreto. Dias
explica que seria preciso um número maior de estacas hélice do que de estacas
pré-moldadas, com quantidade maior de blocos de fundação. "A função do bloco é fazer a interface entre a estrutura
da torre e a fundação profunda. Se a obra tem mais estacas hélice, é preciso volume maior de concreto nos blocos",
explica ele.

Além disso, o engenheiro explica que a estaca pré-moldada transmite a carga principalmente na ponta da estaca,
enquanto na hélice contínua a maior parte da carga é distribuída ao longo do contato lateral com o solo. "Por isso,
para atingir, na estaca hélice, a mesma resistência de uma pré-moldada, é necessário um comprimento maior, o que
representa volume maior de concreto e aço", diz. O trabalho mais intenso de concretagem se reflete ainda na
ocupação da mão de obra para armação e lançamento do concreto, ao passo que a cravação das pré-moldadas
envolve número reduzido de trabalhadores.

A única desvantagem que Clayton Dias aponta nas estacas pré-moldadas, para a obra em questão, é o prazo de
execução mais dilatado. De acordo com o engenheiro, a empresa consegue executar de sete a nove estacas pré-
moldadas por dia. Com a hélice contínua, a produção chegaria a 14, mas a aceleração do ritmo ficaria atrelada à
capacidade de fornecimento das concreteiras que, segundo Dias, têm enfrentado dificuldades para cumprir prazos.
"Depender menos das concreteiras hoje é uma vantagem. A demanda delas é tão grande que é comum não
cumprirem os compromissos na data acertada. Isso aumenta o valor estimado inicial de uma estaca hélice", comenta
o engenheiro. "Fazendo as fundações em estaca pré-moldada, não ficamos vinculados à disponibilidade de concreto
da empresa para cumprir o cronograma", pontua.
http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/32/artigo281710-1.aspx
Carga pesada

Os números são, no mínimo, atraentes. Em 2003, a Locabens, locadora de gruas, registrou crescimento de 20% na
procura pelo equipamento - e a expectativa deste ano é de aumento entre 10% e 15%. "Há uma demanda retraída no
setor industrial e de construção", explica Paulo Carvalho, diretor da Locabens e presidente da Alec (Associação dos
Locadores de Equipamentos à Construção Civil). Ou seja, se o crescimento de um país pudesse ser refletido pelo
número de gruas nas cidades, pelo menos nos relatórios de Carvalho, o futuro do Brasil é promissor.

Apesar de estarem no mercado nacional desde a década de 50, esses equipamentos - também chamados de
guindastes - ganharam mais adeptos nos últimos oito anos. Há algumas explicações para o crescimento. As mais
claras são os prazos mais curtos para concluir obras e o avanço tecnológico dos sistemas construtivos, como as
fachadas pré-moldadas, que exigem o uso do equipamento. "Isso sem contar a questão de marketing", analisa
Ubiraci Espinelli, da Poli-USP. "Existem empresas que preferem utilizar grua porque a obra vai ser vendida durante a
construção e atrai clientes por ser sinônimo de obra rápida", explica.

Ao contrário do que acontece nos países europeus, onde são muito usadas, no Brasil as gruas ainda estão restritas a
grandes obras. Motivo: é um equipamento caro. No entanto, a conta para saber se vale a pena locar a grua não é tão
simples como muitos costumam pensar. "É preciso avaliar a relação custo-benefício", diz Espinelli. "Não adianta
comparar os custos de uma grua com os da mão-de-obra ou de um elevador. É necessário analisar todos os
benefícios que os equipamentos levam ao canteiro, o quanto se pode economizar de mão-de-obra, de tempo e até de
material ao fazer um bom transporte."

Viabilidade
Há um fator limitante na hora de escolher o sistema de transporte no canteiro: o tipo de carga. Elevadores não
conseguem levar um material de 2 t e a grua, nesse caso, é a alternativa mais viável. Mas se a obra é convencional,
sem peças pesadas, deve-se partir para a comparação. Nesse caso, colocar lado a lado o ônus relativo apenas à
locação da grua e do elevador é a conta mais comum (e errada) que se costuma fazer.

É preciso analisar corretamente os custos, o que cada equipamento é capaz de transportar e o prazo da obra.
"Normalmente, uma grua pode levar uma caçamba com 300 ou 500 l de concreto e há equipamentos que
transportam até 1 mil l", compara Espinelli. "Já em um elevador, com duas jericas, vão cerca de 260 l."

Em obras grandes e com prazos curtos, usar grua é primordial - e se tornam essenciais se forem utilizados sistemas
pré-moldados, por exemplo. "Quanto mais rápida tem de ser a obra, mais fácil fica viabilizar o equipamento que, se
por um lado custa mais, por outro pode melhorar o desempenho do transporte interno", avalia Espinelli. A solução é
montar um cálculo comparativo de produtividade, que leve em conta os produtos que a grua vai movimentar, a perda
de materiais e a velocidade de execução e, com isso, criar um sistema de transporte.

Especificação
Definida a opção pela grua, o próximo passo é descobrir qual o equipamento ideal para o canteiro. "Geralmente é
uma análise feita em conjunto", explica Carvalho. "O cliente manda o projeto e nós analisamos opções, custos e
instalação."

Nessa gama de opções entra tanto o tipo de grua (veja tabela) quanto a quantidade de equipamentos que será
locada: há casos em que uma grua central funciona melhor do que duas gruas menores, e vice-versa. Um exemplo
clássico é quando se constroem dois edifícios. "Nesse caso, uma das possibilidades é recorrer a um equipamento
central, com capacidade de servir os dois", explica Carvalho. "Uma análise bem-feita leva em conta a produção:
quantas lajes se quer levantar por dia e a forma de transporte do concreto, por exemplo", explica Carvalho.

No caso citado, é possível encontrar outras possibilidades, talvez mais viáveis. "Se colocarmos no papel, pode-se
verificar que apenas uma grua não suporta os dois edifícios, o que demandaria duas menores, uma para cada
prédio", continua Carvalho. "Outra alternativa é mesclar equipamentos, como colocar uma grua exclusiva para fôrmas
e concreto, mas com elevadores para transportar os blocos", sugere. Em todo caso, fica claro que organização e
projeto são indispensáveis. Até porque, um subdimensionamento da grua acaba tornando-a mais cara, já que o custo
de locação é feito por mês, mas cada hora extra é cobrada.

Produtividade e segurança
Escolher onde vai ficar a grua envolve uma avaliação minuciosa: é preciso elaborar um plano logístico e verificar
onde estará o portão de materiais, o que vai direto ao subsolo, onde estará cada estoque, o acesso de trabalhadores
e qual deve ser o raio de ação da grua, para que cubra todo o canteiro. Isso sem contar as interferências: não se
pode, por exemplo, ter uma área de carga e descarga perto da circulação dos operários, nem de locais com
bebedouros, cartão de ponto e banheiro. Outro fator importante: a distância entre a ponta da lança e o prédio vizinho
deve ser de, no mínimo, 3 m.

Esses itens, além de fazerem parte da logística, são importantes em relação à segurança do trabalho. A NR-18, que
cuida da segurança no canteiro, dedica um item ao equipamento, mas, segundo especialistas, trata de maneira
superficial do assunto. Por isso, o CPR (Comitê Permanente Regional), de São Paulo, estuda uma proposta de
alteração da norma, especificamente na parte de gruas. O comitê tem representantes de três lados: das construtoras,
dos trabalhadores e do Governo (por meio da DRT, do Ministério do Trabalho).

"O construtor vai poder ter um guia de exigências, de quesitos mínimos de segurança que deve pedir às locadoras",
explica Antonio Pereira, da DRT-SP.

As gruas deverão ter sistemas que as tornem mais seguras - e mesmo uma grua antiga pode ser adaptada às novas
exigências.

Cercar-se de cuidados é primordial, principalmente quando se trata de um equipamento com grande potencial de
gerar acidentes. Os erros vão desde problemas com o próprio equipamento até descasos com regras de transporte.
"O operador que força a grua a levantar uma carga com o cabo inclinado, por exemplo, corre risco", explica Espinelli.
"Há casos, ainda, de o operador tentar levantar materiais presos, e na hora de puxar o equipamento dá um
solavanco. Tudo isso pode derrubar uma grua", explica.

O operador, nesses casos, tem uma enorme responsabilidade: um profissional bem-treinado e que entenda do
equipamento pode evitar que acidentes como esses aconteçam. Normalmente, o operador é um funcionário da
locadora. "As boas empresas mantêm um programa de treinamento e acompanhamento de operadores", afirma
Carvalho. E isso envolve não apenas o lado profissional, mas de comportamento. "É um trabalho estressante. O
operador fica 8 h confinado em uma cabine, a uma grande altura, fazendo o mesmo trabalho", conta. Para se
assegurar de que se está contratando um bom equipamento com um profissional capacitado, a construtora pode (e
deve) exigir que o operador seja registrado, além de treinado e qualificado para o trabalho.

E se uma grua derruba a carga - ou, até mesmo, cai? De quem é a culpa? Para evitar que se perca tempo e dinheiro
em discussões, o recomendável é dividir as responsabilidades anteriormente, no contrato. "Muitas construtoras, em
vez de se cercarem dos cuidados necessários para não ter acidentes, jogam a batata quente nas mãos da locadora -
e o mesmo acontece com algumas locadoras", alerta Carvalho. "O que não se pode confundir é que, quando o
construtor aluga uma grua, está locando o equipamento e o operador, não um serviço de elevação de cargas", diz.
Ou seja, é a construtora quem determina o que irá levar, quando, para onde, por que lado vai passar, quanto tempo
irá trabalhar e qual o ritmo da obra.

Essas orientações são passadas pelo sinaleiro, um funcionário da construtora que está diretamente subordinado ao
engenheiro da obra. Esse profissional dá as instruções ao operador e amarra as cargas.

"É de responsabilidade da locadora o fornecimento do equipamento, manutenção, treinamento do seu operador e


todos os atos desse profissional", diz Carvalho. A construtora tem a responsabilidade de treinar seu sinaleiro e de
tomar cuidados de segurança, como isolar a área de carga e descarga.

Essa divisão de tarefas deve estar bem explícita para que, mais do que saber quem é o culpado na hora do acidente,
saber preveni-lo.

Normas técnicas

NBR 4309 - Guindastes - Cabo de aço - Critérios de inspeção e descarte


NBR 8400 - Cálculo de equipamento para levantamento e movimentação de cargas
NBR 11436 - Sinalização manual para movimentação de carga por meio de equipamento mecânico de elevação
NBR 13129 - Cálculo da carga do vento em guindaste
Mudanças propostas na NR-18

A ponta da lança e o cabo de aço de levantamento da carga devem ficar no mínimo a 3 m de qualquer obstáculo e ter
afastamento da rede elétrica que atenda orientação da concessionária local

É proibido qualquer trabalho sob intempéries ou outras condições desfavoráveis que exponham a risco os
trabalhadores da área. A grua deve dispor de dispositivo automático com alarme sonoro que indique a ocorrência de
ventos superiores a 42 km/h

A estrutura da grua deve estar devidamente aterrada de acordo com a NBR 5419 e o referido aterramento deve ser
dimensionado e executado por profissional legalmente habilitado

É proibida a utilização de gruas para arrastar peças, içamento de cargas inclinadas ou em diagonal ou
potencialmente ancoradas, como desenforma de elementos pré-moldados

A grua deve dispor de:


1. Limitador de momento máximo
2. Limitador de carga máxima para bloqueio do dispositivo de elevação
3. Limitador de fim de curso para o carro da lança nas duas extremidades
4. Limitador de altura que permita frenagem segura para o moitão
5. Alarme sonoro para ser acionado pelo operador em situações de risco e alerta, bem como de acionamento
automático quando o limitador de carga ou momento estiverem atuando
6. Placas indicativas de carga admissível ao longo da lança como especificado pelo fabricante
7. Luz de obstáculo (lâmpada-piloto)
8. Trava de segurança no gancho do moitão
9. Cabos-guia para fixação dos cabos de segurança para acesso à torre, lança e contralança. Para movimentação
vertical na torre da grua é obrigatório o uso de dispositivo trava-quedas
10. Limitador de giro quando a grua não dispor de coletor elétrico
11. Anemômetro
12. Dispositivo nas polias que impeça a saída acidental do cabo de aço
13. Proteção contra a incidência de raios solares para a cabina do operador
14. Limitador de curso para o movimento de translação de gruas instaladas sobre trilhos
15. Guarda-corpo, corrimão e rodapé nas transposições de superfície
16. Escadas fixas que obedeçam às disposições do item 18.12.5.10 e subitens da NR-18
17. Limitadores de curso para o movimento da lança (aplicável para gruas de lança móvel ou retrátil)
Check-list

Definir os pontos de recebimento de materiais/componentes e de estocagem


Definir os pontos de entrega de materiais/componentes nos postos de trabalho
Avaliar as interferências com construções vizinhas ou outros casos de limitação de giro da lança
Escolher a posição da grua que melhor interligue esses pontos
Consultar projetistas e fornecedores especializados quanto às demandas estruturais para a implementação da grua
Escolher o momento de entrada da grua no canteiro
(o mais próximo possível do momento de seu efetivo uso, desde que não atrapalhe outros serviços, dificulte demais
a montagem e sejam obedecidos os prazos definidos pelo fornecedor)
Elaborar um contrato que defina as responsabilidades
Estabelecer um plano de uso da grua, incluindo procedimentos de operação, cronograma de utilização,
responsabilidades, entre outros
Treinar os responsáveis (ou exigir treinamento por parte do fornecedor) pela operação, percepção de problemas e
cuidados com a segurança
Fazer manutenção preventiva e corretiva
Zelar para que os procedimentos adequados sejam seguidos
Buscar ajuda técnica para quaisquer problemas

Tipos

A princípio, escolhe-se a grua de acordo com o material que irá transportar -o que está diretamente ligado ao método
construtivo da obra. Além da capacidade de carga, as gruas se diferenciam em função do tipo de torre.
Nesse caso, são classificadas como ascensional, torre móvel, torre fixa com lança de giro horizontal e torre fixa com
lança de giro horizontal e vertical. Veja as vantagens e desvantagens de cada uma.

Ascensional

Características
Instalada no interior do prédio em construção, a grua passa por orifícios abertos nas lajes ou pelo poço do elevador e
acompanha o avanço vertical do edifício, sendo remanejada para andares superiores de acordo com a evolução da
obra. Utiliza a própria fundação do prédio.

Vantagens
Pode ser colocada em local centralizado e, por estar no próprio lugar em que a carga tem de ser levada, consegue
servir, facilmente, vários pontos. A torre é menor e se torna mais barata - principalmente para a construção de
prédios altos.

Desvantagens
É preciso parar a obra diversas vezes para fazer a ascensão da grua. Também há problemas na desmontagem, pois,
como fica em cima do prédio, o trabalho de tirá-la é maior. Além disso, nos casos em que é instalada no poço do
elevador, pode atrasar a montagem do equipamento ou, ainda, se não houver bom planejamento, o elevador pode
chegar à obra sem que a grua tenha sido desmontada.

Torre fixa

Características
Fixada no chão do canteiro de obras, deve ser estaiada ou presa ao corpo do edifício. Para desmontar, deve haver
espaço no canteiro para que toda a lança fique no chão após a retirada das peças da estrutura.

Vantagens
Se comparada às ascensionais, tem a vantagem de não interferir no andamento da obra, pois não atrapalha o
processo construtivo. Pode ser usada, ainda, para servir à construção simultânea de duas torres, instalada entre
elas.

Desvantagens
Por girar fora do prédio, o cálculo do raio de giro deve ser bem-feito, pois a lança tem mais chances de interceptar o
prédio vizinho ou de encontrar um obstáculo. Além disso, deve ter fundação própria, para sustentar os esforços
advindos do peso próprio e o das cargas transportadas. Por possuir mais peças, o custo médio é maior do que a
ascensional.

Torre móvel
Características
A torre desloca-se por um trilho, que deve ser ancorado no solo.

Vantagens
Cobre uma área maior do que a lança tem capacidade de cobrir. Por isso é usada, principalmente, em obras
horizontais como conjuntos habitacionais ou condomínios com muitas torres.

Desvantagens
Altura limitada.

Torre fixa com lança de giro vertical e horizontal

Características
Difere da lança fixa pela versatilidade: pode realizar movimentos verticais com a lança móvel.

Vantagens
A altura máxima é maior do que a grua com lança fixa. Além disso, por causa dos movimentos verticais, são
indicadas para locais estreitos, pois evitam choque com edificações vizinhas. Com a lança levantada, leva uma
pequena vantagem estrutural (redução do momento) em comparação com as gruas de lança fixa.

Desvantagens
Possui as mesmas desvantagens da grua de torre e lança fixas. Além disso, tem pouca resistência ao vento - a lança
erguida alcança alturas maiores, com maior força do vento, o que aumentam os esforços horizontais.
Prevenção de acidentes

Por que existe hoje uma preocupação maior com a segurança nas obras onde há gruas?

As pessoas olham o guindaste e imaginam que ele não cai nunca. Cai e caíram vários. Se a grua perde uma peça,
nada segura. No Brasil há gruas muito antigas, com mais de 30 anos. É um equipamento que parece estar muito
longe.

O engenheiro da obra, por exemplo, não sobe na grua, só o operador. Por isso, não é um equipamento como o
elevador, no qual os operários entram, sentem vibrar ou vêem que a porta não fecha.

Por que uma grua cai?

Quase sempre, por falta de manutenção. É preciso verificar itens periodicamente, como cabos de aço, ganchos,
motores e aterramento elétrico. Ocorrem também muitos problemas por causa da operação. Se o operador fizer uma
manobra errada, pode matar uma pessoa.

Quais os cuidados que o construtor deve ter para se assegurar de que o equipamento passou por
manutenção?

A escolha de um bom contrato de manutenção com uma boa locadora é fundamental. Deve haver uma parceria
perfeita. O equipamento deve ter os dispositivos mínimos de segurança, de preferência, registrados no contrato. Os
locadores que não tiverem isso têm de se adaptar.

E a norma de segurança exige precauções com o equipamento?

Estamos finalizando uma proposta, porque a NR-18 tem poucas exigências no item gruas. São cuidados para
garantir a segurança de quem opera, quem está embaixo da grua e quem faz a manutenção.

E quando entra em vigor?

Essa reformulação está no grupo de trabalho de gruas, em São Paulo. Nosso objetivo é apresentar o documento a
todos os Estados e torná-lo nacional. Queremos que seja feito um acordo estadual e com o Sinduscon e Secovi, para
começar a exigir esses itens das empresas que locam, fabricam e utilizam esses equipamentos. Já existe um
documento preparado.

Debate
Quais os cuidados prévios para se escolher uma grua?

Ary Miné Filho - O primeiro passo é conhecer os equipamentos que serão usados para se dimensionar a entrada de
energia provisória da obra. É preciso ter em mãos todas as informações sobre o equipamento, passadas pela
locadora: qual a tensão necessária e potência, por exemplo. Mesmo que o fornecimento de energia não seja bom, há
geradores que resolvem o problema.

Silvio Luiz Gava - Antes da contratação, são colocadas as condições técnicas, comerciais e jurídicas que balizam o
fornecedor para o tipo de equipamento que está sendo orçado. O engenheiro, no planejamento da obra, deve
verificar o posicionamento, onde os caminhões vão parar, se é uma rua, um condomínio, o que ele quer atender com
a lança, a carga que vai suspender, se os materiais serão paletizados, se tem drywall e qual o peso máximo de ponta
que precisará. Somente com esses dados se define o equipamento. As empresas de locação costumam ajudar nessa
especificação.

Regina Célia Zanella - O construtor pode pensar no que é mais vantajoso, mas não pode esquecer nunca da
segurança quando lida com equipamentos. A segurança deve ser um dos fatores de escolha ou contratação
juntamente com os fatores técnicos. A contratação errada vai se refletir em problemas no canteiro.

Os equipamentos podem quebrar. Quando isso acontece, quem deve ser responsabilizado?

Paulo Carvalho - Junto com a grua é fornecido ao construtor um contrato de operação e de manutenção. No
contrato são discriminados os componentes do equipamento e quais aqueles que podem se danificar por mau uso.

<="" b="" style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: "Trebuchet MS", Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 16px; font-style:
normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; orphans:
2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-
text-stroke-width: 0px; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;">Isso sempre gera polêmica. Nós
tivemos um problema desse tipo em uma obra na avenida Paulista (São Paulo). O cabo da grua desfiou e eu não
concordei quando o fornecedor afirmou que o problema tinha acontecido por mau uso. Convencemos a locadora e
não pagamos a reposição do cabo.

Não é abstrato colocar, em um contrato, questões relativas a mau uso? O que é considerado mau uso?

Carvalho - Apesar de parecer genérico, a expressão é bastante restritiva. Porque é difícil fazer uso abusivo ou mau
uso de um equipamento desse porte. A grua não levanta, por exemplo, uma carga maior do que está capacitada para
carregar.

Há boa variedade e qualidade de gruas no Brasil?

Miné - Faltam alguns equipamentos, principalmente porque os espaços estão cada vez mais estreitos, e os vizinhos,
cada vez mais próximos. A grua de lança móvel, que trabalha nessas condições, não é encontrada com facilidade,
além de ser muito cara.

Celso Siqueira - A grua tradicional, com capacidade de 1 mil kg a 30 m, foi bastante produzida no Brasil. Mas a
construção evoluiu e as necessidades de carga se tornaram cada vez maiores. Os pré-moldados, por exemplo,
ficaram mais pesados. O mercado brasileiro dispõe de muitas gruas nessa faixa menor, de 30 e 40 t.m. Já as gruas
acima de 60 t.m são poucas. O desenvolvimento tecnológico da construção está exigindo cada vez mais
equipamentos de grande porte.

Herrico Santos Novaes - Os fabricantes têm condições de montar uma grua com qualquer capacidade técnica,
desde que haja demanda. No Brasil o mercado é muito restrito. Em um ano, por exemplo, vendemos 16 gruas. Na
Itália, de onde vem nosso know-how, vendemos essa quantidade de gruas por semana. Aqui também há outra
restrição. Equipamentos grandes, no Brasil, são muito pesados porque os materiais não têm a mesma tecnologia do
exterior. As gruas feitas no exterior são mais leves e fáceis de transportar.

Produtos

Central Locadora

Possui gruas móveis (sobre trilhos), fixas (com a base fixada em chumbadores) e ascensionais (com a torre acoplada
na estrutura de concreto armado). Todas atendem às especificações da NR-18.
MO 55022
Grua fixa FM 516, carga máxima 800 kg: Locação do equipamento mensal: R$ 3,5 mil
Hora suplementar da máquina e operador: R$ 45 e R$ 15 respectivamente
Operador mensal: R$ 2,8 mil
Manutenção mensal: R$ 1,6 mil
Montagem do equipamento: R$ 3.850
Desmontagem do equipamento: R$ 2 mil
Transporte para a entrega: R$ 2,5 mil
Transporte para a retirada: R$ 2,5 mil

Locabens

Disponibiliza, entre outros equipamentos, gruas fixas com lança horizontal e com lança móvel.
A empresa faz planejamento para a implantação de gruas, além de atendimento preventivo e corretivo em todo o
território nacional.
MO 55023
Grua com 40 m de lança e 1 mil kg na ponta ou 30 m e 1,5 mil kg na ponta da lança:
Locação mensal (44 horas semanais): R$ 5,5 mil
Metro de altura adicional (locação mensal): R$ 60
Operador + Manutenção (44 horas sem): R$ 3,6 mil
Hora adicional (máquina e operação): R$ 45
Montagem (até 30 m de altura): R$ 6 mil
Desmontagem (até 30 m de altura): R$ 6 mil
Entrega (Grande SP/até 30 m de altura): R$ 2,8 mil
Retorno (Grande SP/até 30 m de altura): R$ 2,8 mil
Conjunto de chumbadores para a base: R$ 3,4 mil
Pingon

As gruas Top-less são projetadas e produzidas no Brasil. O equipamento tem número de peças reduzido e
montagem fácil e rápida. Não necessita de ferramentas especiais nem de ajustes. Além disso, permite aumentar ou
diminuir a lança com a grua já montada.
MO 55025
Preço: R$ 696.325,00
Grua Top-less TL-20
Altura: 30 m
Largura: 60 m
Capacidade: 1 mil kg

Siti

Fabricante das gruas marca FM, atua no mercado desde 1978. Produz modelos variados, como fixa, ascensional e
móvel, com capacidade de carga entre 8 t.m e 200 t.m. Atende toda a América do Sul
MO 55024
Preço não informado

Enecontec

Aluga gruas há 30 anos. Na foto, ponte em construção no Pará sobre o rio Guamá. A grua é fixa na base do pilar e
tem capacidade de carga de 60 t.m.
MO 55026
Preço não informado

Grumont

Loca gruas para todo o País. Trabalha com gruas fixas, ascensionais, móveis, automontantes, com cargas que
variam de 20 a 300 t.m. A empresa mantém convênio com o Senai-SP para formação, treinamento de operadores e
sinalizadores.
MO 55027
Preço não informado