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Teoria 17 Filosofia de Controle Escalar

17.1 Introdução:

Os conversores de freqüência, também conhecidos como inversores de freqüência, são


dispositivos eletrônicos que convertem a tensão da rede alternada senoidal, que pode ser monofásica
ou trifásica, em tensão contínua de amplitude e freqüência constantes e por fim convertem esta última,
em uma tensão C.A. trifásica de amplitude e freqüência variáveis.

A denominação “Inversor” ou “Conversor” é bastante controversa, sendo que alguns


fabricantes utilizam em suas literaturas técnicas, o termo Inversor enquanto que outros fabricantes
usam o termo Conversor.

Os conversores de Freqüência têm uma vasta aplicação na indústria, em máquinas e processos


em geral. Com a capacidade inerente de variar a velocidade de motores de indução C.A. trifásicos,
permitem aos projetistas, desenvolver máquinas que sem os mesmos, seriam praticamente impossíveis
de serem fabricadas.

Os conversores de Freqüência de última geração, não somente variam como regulam a


velocidade do eixo de motores de indução C.A. trifásicos, e também, realizam o controle de outros
parâmetros inerentes a esse motor, sendo que um deles é o controle de torque.

Através da funcionalidade que os microcontroladores trouxeram, os conversores de freqüência


hoje, são dotados de poderosas CPUs ou placas de controle microcontroladas, que possibilitam uma
infindável variedade de métodos de controle, expandindo e flexibilizando o uso dos mesmos. Cada
fabricante consegue implementar sua própria estratégia de controle, de modo a obter domínio total
sobre o comportamento do eixo do motor, permitindo que em muitas aplicações motores de
indução C.A. trifásicos substituam inclusive Servo Motores. Os benefícios são diversos, como
redução no custo de desenvolvimento, custo dos sistemas de acionamento, custo de manutenção.

Muitos conversores são dotados de opcionais que permitem implementar técnicas de controle
de movimento, manipulação de vários eixos de acionamento, Posicionamento e Sincronismo de
Velocidade ou Sincronismo de Posição.

17.2 O Controle Escalar:

Baseada na performance dos acionamentos de corrente contínua, a tecnologia de conversores


de corrente alternada evoluiu proporcionando características de controle de velocidade e de torque aos
motores assíncronos trifásicos, usufruindo os benefícios de baixo custo de aquisição e de manutenção
desses motores.

Além disso, os motores assíncronos (motores de indução C.A. trifásicos) possuem


vantagens de tamanho em relação aos motores de corrente contínua (tanto no seu diâmetro quanto no
seu comprimento) que, por conseqüência, proporciona uma vantagem em relação a diminuição de seu
peso total, além de ter um grau de proteção maior (que garante uma maior proteção ao motor) e menor
custo de manutenção.

O primeiro passo dessa evolução foram os Conversores de Freqüência com Controle Escalar
(ou V/f) e chaveamento do tipo PWM (Pulse Width Modulation Æ Modulação por Largura de Pulso)
(ver Teoria 15.4).

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Diagrama de blocos do Conversor de Freqüência Escalar com chaveamento PWM.

Durante algum tempo coexistiram no mercado os dois tipos de conversores de freqüência


disponíveis: o escalar e o vetorial. Atualmente existe no mercado apenas o tipo de conversor de
freqüência vetorial. No entanto tais conversores vetoriais têm a capacidade de funcionar também no
modo escalar. A diferença entre conversores de freqüência escalar e vetorial está basicamente na
curva que relaciona Torque e Rotação, o que implica em mudanças de software e do ponto de vista
do hardware o diagrama dos dois tipos de conversor é o mesmo.

A tecnologia do modo de controle de velocidade do conversor de freqüência escalar, por ser


um controle em função das variáveis Tensão [V] e Freqüência [f] da alimentação do estator, a qual
busca manter a relação V em valor constante, tem a inconveniência de não oferecer altos torques
f
em baixas rotações, pois o torque é função direta da corrente de alimentação. Operando em
freqüências bem baixas o motor se torna muito resistivo (a baixa freqüência degrada a parcela indutiva
pois X L = 2 ⋅ π ⋅ f ⋅ L ) e, a performance do modo de controle de velocidade do conversor de
freqüência escalar não mais consegue recuperar o torque. Assim a freqüência mínima costuma ser
limitada a 3 Hz, abaixo da qual um conversor escalar não conseguiria desenvolver torque no motor.

No conversor de freqüência escalar, a curva que estabelece a relação entre a Tensão de Saída
[V] e Freqüência de Saída [f], pode ser parametrizada. O inversor escalar é indicado para partidas
suaves, operação acima da velocidade nominal do motor e operação com constantes reversões.

Por sua vez o conversor de freqüência vetorial não possui uma curva parametrizável, na
verdade o controle atua fazendo com que essa curva varie de acordo com a demanda de torque,
portanto este controle possui uma atuação que faz variar a tensão e a freqüência do motor, através das
variáveis de controle corrente de magnetização (IM) e corrente do rotor (IR).

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O conversor de freqüência vetorial é indicado para torque elevado em baixas rotações, com
regulação precisa de velocidade e torque (a precisão de regulação se torna excelente com uso de
encoder).

Atualmente considera-se que a função de um conversor de freqüência não se limita apenas a


regular a velocidade de um motor CA, mas ele busca manter também o torque regulado, para qualquer
situação de velocidade. Mas isso somente é possível, de forma efetiva, com conversores de freqüência
que disponham de modo de controle vetorial.

• 1º bloco – Unidade de Controle.

• 2º bloco – IHM (interface homem máquina). Esse dispositivo permite ao operador visualizar
como o conversor de freqüência está parametrizado e se necessário ser alterado;

• 3º bloco – Interfaces. Manipula uma variedade de tipos de sinais de I/O.

• Entrada de Tensão Analógica: 0 a 10 V;


• Entrada de Corrente Analógica: 4 a 20 ou 0 a 20 mA;
• Entrada de Trem de Pulsos: de 0.1 até 33.0 kHz, definível por parâmetro;
• Saída multifuncional: analógica ou trem de pulso podem ser selecionados.

O comando pode ser analógico ou digital. Normalmente para controle da velocidade de


rotação utiliza-se tensão analógica (situada entre 0 e 10 Vcc), sendo que a velocidade de referência
resultante é proporcional a esse valor da tensão;
• 4º bloco – Unidade de Potência.

17.3 Operação do Conversor de Freqüência:

A operação de um conversor de freqüência pode ser descrita a partir do funcionamento dos


três blocos que compõem o denominado Módulo (ou Unidade) de Potência, que são: Circuito
Retificador de entrada, Circuito Intermediário e Circuito Inversor de saída;

Rede CA Circuito CC Circuito CC Circuito Motor


Retificador Intermediário Inversor

Módulo de Potência
O Circuito Retificador, o Circuito Intermediário e o Circuito Inversor, juntos constituem o que
chamamos de Módulo de Potência do conversor de freqüência.

Pode haver alguma diferença funcional nestes blocos quando os comparamos entre
conversores de freqüência de portes distintos. Assim por exemplo, um conversor de freqüência de
pequeno porte pode apresentar o primeiro bloco com uma ponte retificadora monofásica ou trifásica
com apenas diodos retificadores enquanto que num conversor de freqüência de grande porte, o
primeiro bloco pode ser constituído de uma ponte inversora trifásica com transistores IGBTs e diodos
retificadores (neste caso é para permitir que a regeneração da frenagem ocorra de volta para a rede
CA).

Em primeiro lugar alimenta-se o conversor de freqüência com a tensão da rede CA


especificada, que pode ser monofásica (220V) ou trifásica (220V ou 380V ou 440V ou 480V) com

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freqüência fixa de 60Hz. De fato a escolha da rede adequada se dá também pela dependência do porte
do sistema conversor-motor. Assim alimentação trifásica de 480V é mais comum em conversores de
freqüência de maior porte.
Esta tensão de alimentação CA fixa é então retificada. A retificação é realizada pelo 1º bloco
da unidade de potência do conversor, que normalmente é um Circuito Retificador, normalmente
composto por uma ponte retificadora não controlada (com apenas diodos), que pode ser monofásica ou
trifásica (de acordo com o tipo de rede CA de entrada utilizada). O circuito retificador converte a
tensão CA senoidal da entrada em tensão CC pulsante na saída.

O circuito retificador pode fornecer também a tensão de alimentação necessária para os


demais blocos do “módulo de controle” do conversor de freqüência, mas o que é mais comum e
conveniente é o uso de uma fonte de alimentação em separado.

A tensão de CC na saída do circuito retificador não permanece pulsante uma vez que ela é
entregue diretamente ao Circuito Intermediário (2º bloco do conversor), que é constituído pelo
barramento de corrente contínua (Link DC) que possui um Banco de Capacitores (ligados em
paralelo), os quais atuam como filtro removendo grande parte da ondulação da tensão CC.

Unidade de Potência de um conversor de freqüência.

O circuito intermediário abriga ainda em sua constituição o Circuito Atuador da Frenagem


(módulo de frenagem), constituído normalmente de um único transistor IGBT, através do qual pode-
se comandar a operação de um resistor de potência do tipo fio ou do tipo fita, o qual denominamos
resistor de frenagem. O valor ôhmico do resistor de frenagem é definido pelo fabricante do conversor
de freqüência e sua potência nominal deve corresponder a aproximadamente 30% da potência do
motor (para aplicações leves), podendo chegar até aproximadamente 60%, ou mesmo 70% da potência
do motor (para aplicações mais pesadas); Por esse resistor drena-se a energia regenerada pelo motor
durante a execução de uma Rampa de Desaceleração (frenagem reostática).
Regeneração deve ser entendida como uma reação que ocorre durante a frenagem de um
motor, no qual o mesmo passa a agir como um gerador elétrico tomando a energia cinética que se
origina na inércia da carga, e convertendo-a em energia elétrica disponibilizada nos terminais do
estator. Tal energia encontra um caminho para circulação de corrente, através dos diodos do Circuito
Inversor, para por ai retornar ao barramento CC.
A corrente regenerativa, a qual retorna para o barramento CC, é inicialmente absorvida pelo
banco de capacitores, fazendo com que esse banco aumente sua carga elétrica e conseqüentemente
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provocando a elevação da tensão presente no barramento CC. A intensidade da energia regenerativa
depende diretamente da amplitude do degrau de desaceleração executado, bem como da inércia da
carga, tendo ainda uma relação inversa ao tempo total estipulado para executar tal degrau de
desaceleração.

Como não deve haver sobre-tensão no Link CC, o Circuito de Controle comanda então o
IGBT do circuito atuador da frenagem, colocando-o em condução, o que faz descarregar parcialmente
o banco de capacitores, fazendo dissipar, por efeito joule, em cima do resistor de frenagem, a energia
excessiva.

Grandes degraus de desaceleração, realizados em tempos curtos, associados ainda a cargas de


alta inércia, podem fazer regenerar tanta energia, que a atuação do circuito de frenagem não consegue
removê-la em tempo hábil, fazendo com que a tensão no barramento CC, elevada pela regeneração,
atinja valores de risco. Se isso ocorrer inevitavelmente o circuito de controle atuará colocando o
conversor de freqüência em bloqueio (isso equivale a acionar um botão de emergência).

O barramento CC do circuito intermediário alimenta o 3º bloco da unidade de potência do


conversor de freqüência, o bloco do Circuito Inversor. Este é o bloco responsável pela conversão da
tensão do barramento CC em sinal alternado para a saída do conversor de freqüência. Assim, o bloco
do Circuito Inversor é alimentado pelo barramento de CC.

O circuito intermediário agrega ainda o circuito de pré-carga, que é útil no momento em que
se energiza o conversor de freqüência e o banco de capacitores do barramento CC encontra-se
totalmente descarregado. A carga inicial do banco de capacitores é feita via um resistor limitando a
corrente de surto. Posteriormente, tendo atingido um nível de carga suficiente, o resistor é eliminado
por um relé de by-pass.

O circuito inversor é composto por um arranjo de no mínimo seis transistores IGBT’s, seis
diodos retificadores. Este circuito é o responsável direto pela conversão da tensão do barramento CC
em CA na saída do Conversor de Freqüência. A CA na saída do circuito inversor é obtida por uma
adequada seqüência de chaveamento dos IGBTs. A seqüência de chaveamento é fornecida pelo PWM
(Modulador de Largura de Pulso).

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A forma de onda PWM é gerada através do chaveamento sincronizado dos transistores IGBTs
do circuito inversor, o qual constitui-se em três pares de transistores (uma par para cada linha de saída)
montados no mesmo sentido de condução que, através de um sinal de disparo nos seus terminais de
porta, entram em condução. Esta condução sincronizada é comandada através do Circuito de Controle
do conversor de freqüência, de modo que a tensão instantânea da CA de saída seja proporcional a
largura dos pulsos do PWM:

• Quando os valores da tensão instantânea da CA de saída estiverem em torno do valor de


pico do semiciclo positivo os pulsos de PWM são os mais largos possíveis;

• Quando os valores da tensão instantânea da CA de saída estiverem em torno do valor de


pico do semiciclo negativo os pulsos de PWM são os mais estreitos possíveis;

• Quando os valores de tensão instantânea da CA de saída em estiverem em torno de zero


volt os pulsos de PWM têm largura média (ciclo de trabalho de 50%).

Descrição do processo PWM Senoidal.

O sinal que chega a porta dos IGBTs chega através de acoplamento ótico, que garante a
isolação entre a Unidade de Potencia e a Unidade de Controle.

Já a freqüência de chaveamento do PWM (que pode assumir diferentes valores segundo a


necessidade), determina a qualidade da forma de onda de saída fornecida ao motor. Quanto maior a
freqüência de chaveamento mais a forma de onda da saída do conversor se aproxima de uma senóide
verdadeira.

A Unidade (ou Módulo de Controle), é o responsável pelo controle de velocidade


propriamente dito e pelo monitoramento das entradas e saídas (analógicas e digitais) do equipamento,
bem como da comunicação, que normalmente se da por uma interface serial RS-485 (ou Rs-232).

A CPU (unidade central de processamento) é o principal bloco do módulo de controle. A CPU


é constituída normalmente por um bloco microcontrolador (ou por um DSP), mais blocos de memória.
Nestes blocos todos os parâmetros e dados do sistema são armazenados.

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A CPU Executa ainda funções vitais como: geração de pulsos de PWM para disparos dos
IGBT’s, que nada mais são que transistores que fazem a conexão do circuito, alterando o sentido da
corrente que circula no motor;

No modo de controle Escalar (também conhecido como V/f), manipula-se a variável Tensão
de Saída e a variável Freqüência de Saída, as quais são aplicadas diretamente aos enrolamentos do
estator do motor trifásico assíncrono fornecendo ao motor uma certa relação V/f correspondente.

Esta relação de V/f é fornecida de forma proporcional, até o limite da freqüência de inflexão
(freqüência nominal da rede, no caso do Brasil, igual a 60 Hz) e da tensão nominal de alimentação do
motor.

Os conversores de freqüência têm a capacidade de elevar a freqüência de saída acima da


freqüência de inflexão, em aplicações que o usuário deseje velocidades maiores, porém os motores
comuns podem operar somente até 100Hz, acima disso, motores especiais devem ser encomendados.

Também a tensão do motor não deve exceder, de modo algum, a tensão nominal do motor, por
isso para freqüências acima da freqüência de inflexão (acima de 60Hz), a relação V/f deixa de ser
constante, pois a tensão já tendo atingido o seu valor nominal, não pode mais ser aumentada.

Assim, desde a freqüência mínima até a freqüência de inflexão, o torque disponível no motor é
mantido de certa forma constante devido à relação V/f constante (exceção se faz para velocidades
baixas, freqüências abaixo de 18Hz o motor nas quais o motor perde torque por se tornar muito
resistivo), mas para freqüências acima da de inflexão (acima de 60Hz), tendo alcançado o valor
nominal (valor máximo), a tensão não pode mais ser elevada e o torque passa a ser reduzido.

Em outras palavras, com um conversor de freqüência de modo escalar, é possível sim se obter
sobre-velocidades, mas não sem prejuízo do torque.

Curva V/f , onde:

TN = Torque Nominal
VN = Tensão Nominal
fN = Freqüência

A queda do torque do motor trifásico assíncrono ocorre devido às características físicas do


próprio motor e não devido às características do conversor (a tensão nominal do motor não deve ser
excedida), mas como através do modo de controle Escalar não é possível efetuar o controle de torque,
não há a possibilidade de corrigir esse efeito no motor.
Por seu lado a potência do motor cresce linearmente com o aumento da freqüência até a
freqüência fN (Freqüência Nominal = 60 Hz) chegando, nesse ponto, ao valor da potência nominal do
motor e a partir daí, continuando a aumentar a freqüência (desde que não se aumente a tensão de rede -
alimentação do conversor) a potência do motor permanece a mesma.

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Há a possibilidade de ajustes de otimização da curva através de parâmetros. Os parâmetros
Boost, IxR e Escorregamento (compensação), são alguns destes parâmetros de otimização. Esta
otimização tem por objetivo minimizar o efeito de perda de torque, principalmente em baixas
freqüências de saída, sendo responsáveis por:
Compensação de Boost:

Alteração da curva característica V/f, com o aumento da tensão de saída em toda extensão da faixa de
freqüência de saída abaixo da freqüência de inflexão, com objetivo principal de aumentar o torque de
partida.

Compensação IxR:

Alteração da curva característica V/f, com aumento da tensão de saída na faixa de freqüência abaixo
de 30% da freqüência nominal (abaixo de 18 Hz), a fim de compensar as perdas na parcela resistiva do
motor.

Compensação do Escorregamento:

O mostrador de velocidade apresenta um valor (em rpm) que é relativo à velocidade síncrona
(velocidade do campo girante). O ajuste do escorregamento do motor é feito de modo a forçar o
mostrador a apresentar um valor de velocidade mais próximo da velocidade mecânica (velocidade
assíncrona).

A maior parte dos conversores de freqüência existentes são pré-ajustados na fabricação.


Normalmente são ajustes com valores médios para atender a uma gama de motores. Há também a
possibilidade de se otimizar alguns ajustes e estes podem ser alterados através de software de
comunicação PC-Conversor ou por meio de um controle manual acoplado ao conversor de freqüência.
Estes ajustes visam ajustar da melhor maneira possível, as características do motor e sua
aplicação ao Conversor de Freqüência.
Vamos imaginar uma situação hipotética onde haja um transportador simples cuja
característica é de conjugado exigido constante em toda a faixa de rotação e acima da freqüência de
inflexão, lembrando que ainda não conhecemos o modo de controle Vetorial. Por outro lado, a faixa de
rotação exigida no eixo do motor é de 400 a 2000 rpm e o conjugado exigido nessa faixa é de 14 Nm.

1) Calcular a potência exigida. Ajuste de


Unidade de
P = CMO(Nm) x n(rad/s) Medida

P = CMO(Nm) x n(rpm) x 2π/60

14 ⋅ 2000 ⋅ 2 ⋅ π
P= = 2932 W
60
2) Selecionar o motor:

Trifásico, com rotor do tipo gaiola de esquilo, Número de pólos 4, rotação 1720 [rpm] e tensão
de alimentação de [V]
Potência: Considerar que o torque máximo só é garantido até a rotação nominal, ou seja, até
1720 rpm e com a freqüência nominal de 60 Hz. Quando o motor estiver em 2000 rpm, ele estará em
regime de sobre velocidade e como conseqüência o torque estará degradado. Assim, é necessário um
sobre-dimensionamento da potência exigida proporcional à sobre-velocidade necessária:
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2000
PMOTOR = ⋅ 2932 = 3409W
1720

PMOTOR = 4,63 CV

3) Características dos Inversores - Selecionar o Conversor de Freqüência:


As seguintes características devem ser observadas quando for utilizado um inversor de
freqüência:

Corrente nominal:
Por via de regra, os conversores são dimensionados mais precisamente, pela corrente do
motor. O dimensionamento pela potência do motor pode também ser feita, entretanto, a corrente é a
principal grandeza elétrica limitante no dimensionamento.

O inversor deverá ter sempre a sua corrente nominal igual ou maior que a corrente nominal do
motor. Deve-se cuidar porque um mesmo inversor poderá ter várias correntes nominais diferenciadas
em função do tipo de carga e do comportamento do seu conjugado resistente (CRE) e da freqüência de
chaveamento. Normalmente existem quatro categorias de tipos de carga:

• Na primeira categoria, o CRE é inversamente proporcional à velocidade (n);


• Na segunda categoria, o CRE é constante, ou seja, independe da velocidade (n);
• Na terceira categoria, o CRE é diretamente proporcional à velocidade (n);
• Na quarta categoria, o CRE é diretamente proporcional ao quadrado da velocidade (n).

Algumas cargas não se enquadram exatamente em nenhuma categoria, daí deve-se avaliar pela
sua curva, a qual categoria ela mais se aproxima.

Conversores de freqüência especificados para acionar cargas da 1ª e 2ª categorias precisam ser


razoavelmente sobre-dimensionados, tanto em função das exigências da partida (1ª e 2ª categorias),
como das necessidades de regime (2ª categoria), é comum um sobre-dimensionamento de até 50%
para conversores que acionam cargas da 2ª categoria.

A freqüência de chaveamento também influi na corrente nominal do inversor. Quanto maior a


freqüência de chaveamento do inversor, mais forma de onda da corrente de saída se aproxima de uma
senóide perfeita e, por isso, o ruído acústico de origem magnética gerado pelo motor é menor. Por
outro lado, as perdas no inversor são maiores devido ao aumento na freqüência de operação dos
transistores (perdas devido ao chaveamento). Normalmente a corrente nominal é especificada para
uma temperatura máxima de 40ºC e uma altitude máxima de 1000m. Acima destes valores deverá ser
aplicado um fator de redução na corrente nominal.

Tensão nominal:

A tensão nominal do inversor é a mesma do motor. A alimentação do conversor é trifásica


para potências acima de 5cv. Até 3cv pode-se ter alimentação monofásica ou trifásica. A desvantagem
da alimentação monofásica é o desequilíbrio de corrente causado na rede de distribuição (trifásica) e a
maior geração de correntes harmônicas na rede.

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Para alimentação trifásica deve-se cuidar para que o desbalanceamento entre fases não seja
maior do que 2%, uma vez que um desbalanceamento maior pode provocar um grande
desbalanceamento de corrente na entrada, danificando os diodos de entrada.

Conclusão: Potência do conversor deve ser compatível com a selecionada para o motor
3,4[kW], tensão de alimentação de acordo com a rede de alimentação 380[V].
A curva V/f pode ser constante (com freqüência de inflexão em 50 Hz ou 60
Hz) ou pode ser ajustável (com freqüência de inflexão diferente do padrão
nominal). Esta escolha deve levar sempre em consideração o tipo de carga
Com cargas da 1ª e 2ª categorias, deverá haver sempre uma compensação IxR
bem acentuada, e alguma compensação de boost deve também ser requerida.

4) Escolher a curva de funcionamento do conversor de freqüência.


Ver conclusão anterior.
5) Determinar a faixa de freqüência de trabalho do motor:

60 Hz Æ 1720 rpm 60 Hz Æ 1720 rpm


fMIN Æ 400 rpm fMAX Æ 2000 rpm

Para 400 rpm: Para 2000 rpm:


60 ⋅ 400 60 ⋅ 400
f MIN = = 13,95 Hz f MAX = = 69,8 Hz
1720 1720

Logo, a faixa de trabalho do motor será de 13,9 Hz a 69,8 Hz.

6) Determinar o conjugado fornecido pelo motor na faixa de 13,9 Hz a 69,8 Hz:


PNOM 3409 60
C MONOM = = ⋅ = 18,9 Nm
nnon 1720 2π
⎛V ⎞
Como o inversor é escalar ⎜⎜ ⇒ constante ⎟⎟ o fluxo e por conseqüência o torque se mantém
⎝f ⎠
constante para freqüências abaixo de 60 Hz. No entanto alguma compensação IxR será necessária para
não degradar o torque nas freqüências mais baixas. Com isso feito podemos garantir o torque ≥ 14Nm
em toda faixa de operação.

17.4 Recursos e Funções Padrão:

• Senha de habilitação para programação;


• Seleção do idioma da HMI (LCD) – Português, Inglês e Espanhol;
• Seleção do tipo de controle (via parâmetro): Escalar U/F, Sensorless ou Com Encoder;
• Auto-diagnóstico de defeitos e Auto-reset de falhas;
• Reset para programação padrão de fábrica ou para padrão do usuário;

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• Auto-ajuste do inversor às condições da carga (Self tuning);
• Indicação de grandeza específica (programável) - (Ex.: m/min; rpm; l/h; %, etc);
• Compensação de escorregamento - Modo U / F;
• I x R (Boost de Conjugado) manual ou automático - Modo U / F;
• Curva U / F ajustável (programável) - Modo U / F;
• Limites de velocidade mínima e máxima;
• Limite da corrente máxima;
• Ajuste da corrente de sobrecarga;
• Ajuste digital do ganho e do Offset das entradas analógicas;
• Ajuste digital do ganho das saídas analógicas;
• Função JOG (impulso momentâneo de velocidade);
• Função JOG + e JOG - (incremento / decremento momentâneo de velocidade);
• Função “COPY” ( Inversor ® HMI ou HMI ® Inversor );
• Funções específicas programadas em saídas digitais (relé):
• N* > Nx ; N > Nx ; N < Nx ; N = 0 ; N = N* ; I s > I x ; I s < I x ; T > Tx e T < Tx;
• Onde: N = Velocidade ; N* = Referência ; I s = Corrente saída e T = Conjugado motor;
• Rampas linear e tipo ‘‘S’’ e dupla rampa;
• Rampas de aceleração e desaceleração independentes;
• Frenagem CC (corrente contínua);
• Frenagem Ótima (Optimal Braking )® - Modo Vetorial;
• Frenagem Reostática incorporada – modelos até 45 A / 220-230 V e até 30 A / 380-480 V;
• Função Multi-Speed (até 8 velocidades pré-programadas);
• Função Ciclo Automático do Processo ;
• Recursos especiais : Horímetro e Wattímetro (kW);
• Regulador PID superposto (controle automático de nível, vazão, pressão, peso, etc);
• Seleção do sentido de rotação (horário / anti-horário);
• Seleção para operação Local / Remoto;
• Partida com o motor girando (Flying Start);
• Rejeição de velocidades críticas ou ressonantes (Skip Speed);
• Operação durante falhas momentâneas da rede (Ride-Through);
• Modbus RTU incorporado (necessita interface RS-232 ou RS-485). Outras opções vide
opcionais;

Opcionais Sem interface Homem-Máquina Local.

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