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Resumo Farmacológico Capítulo 8 Farmacologia Colinérgica

114

Efeitos Adversos
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Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


INIBIDORES DA SÍNTESE, DO ARMAZENAMENTO E DA LIBERAÇÃO DE ACETILCOLINA
Mecanismo — Inibem a síntese, o armazenamento ou a liberação de acetilcolina
Hemicolínio-3 Nenhuma (apenas utilizados Não aplicáveis O hemicolínio-3 bloqueia o transportador de alta afinidade da
Vesamicol experimentalmente) colina e, portanto, impede a captação de colina necessária para
a síntese de ACh. O vesamicol bloqueia o contratransportador
Capítulo Oito

de ACh-H+, que é utilizado para transportar a ACh nas


vesículas. Ambos os compostos são apenas utilizados em
pesquisa.
Toxina botulínica Distonias focais Arritmia cardíaca, síncope, Hipersensibilidade à toxina botulínica A toxina botulínica, produzida por Clostridium botulinum,
Torcicolo hepatotoxicidade, anafilaxia Infecção no local de injeção proposto degrada a sinaptobrevina e, portanto, impede a fusão da
Acalasia Dor no local de injeção, vesícula sináptica com a membrana da terminação axônica
Estrabismo dispepsia, disfagia, fraqueza (pré-sináptica)
Blefaroespasmo muscular, dor no pescoço,
Síndromes dolorosas ptose das pálpebras, febre
Rugas
Hiperidrose
INIBIDORES DA DEGRADAÇÃO DA ACETILCOLINA
Mecanismo — Inibem a acetilcolinesterase (AChE) através da inibição do sítio ativo da enzima
Edrofônio Diagnóstico da miastenia grave, da Convulsões, broncoespasmo, Obstrução intestinal ou urinária mecânica O edrofônio é de ação curta (2–10 minutos); devido a seu
Neostigmina síndrome de Eaton–Lambert e de arritmia cardíaca, Uso concomitante de ésteres de colina rápido início de ação, o edrofônio mostra-se útil para o
Piridostigmina distúrbios que resultam em fraqueza bradicardia, parada cardíaca ou bloqueadores neuromusculares diagnóstico de fraqueza muscular
Ambenônio muscular (edrofônio) Hipotensão ou hipertensão, despolarizantes Para tratamento crônico da miastenia grave, são preferidos
Fisostigmina Agente de motilidade urinária e salivação, lacrimejamento, Doença cardiovascular os inibidores da colinesterase de ação mais longa, como a
gastrintestinal, glaucoma, doenças diaforese, vômitos, diarréia, piridostigmina, a neostigmina e o ambenônio
da junção neuromuscular, como miose A neostigmina também possui efeito de agonista colinérgico
a miastenia grave (neostigmina, direto nos receptores NM
piridostigmina, ambenônio) A aplicação tópica de inibidores da colinesterase à córnea
Reversão da toxicidade diminui a pressão intra-ocular ao facilitar o efluxo de humor
anticolinérgica ou paralisia induzida aquoso
na cirurgia (fisostigmina) A estrutura não-polar torna a fisostigmina útil para combater a
toxicidade anticolinérgica no SNC
Diisopropil Não aplicável (algumas vezes Paralisia respiratória Não aplicáveis Composto organofosforado utilizado como inseticida,
fluorofosfato encontrado como toxina) Bradicardia, broncoespasmo, como substrato para a produção de armas químicas de
fasciculações, cãibras organofosforados (gases dos nervos) e antigamente como
musculares, fraqueza, medicamento miótico tópico em oftalmologia
depressão do SNC, agitação,
confusão, delírio, coma,
broncorréia, salivação,
lacrimejamento, diaforese,
vômitos, diarréia, miose
Tacrina Doença de Alzheimer leve a Diarréia, náusea, vômitos, Anormalidades das provas de função A tacrina, a donepezila, a rivastigmina e a galantamina produzem
Donepezila moderada cólicas, anorexia, sonhos hepática associadas ao tratamento (contra- benefícios sintomáticos modestos na doença de Alzheimer
Rivastigmina Demência vívidos indicação para a tacrina) A rivastigmina afeta tanto a acetilcolinesterase quanto a
Galantamina butirilcolinesterase através da formação de um complexo
carbamoilato com ambas as enzimas
A galantamina também atua como ligante não-potencializador
dos receptores nicotínicos
Metacolina Diagnóstico de asma Dispnéia Ataque cardíaco ou acidente vascular A metacolina é altamente resistente à acetilcolinesterase;
Tonteira, cefaléia, prurido, cerebral recentes é relativamente seletiva para os receptores colinérgicos
irritação da garganta Aneurisma da aorta muscarínicos cardiovasculares
Hipertensão não controlada
Carbacol Glaucoma (carbacol) Sudorese, tremores, náusea, Irite aguda ou glaucoma após extração de O carbacol possui ação nicotínica aumentada em comparação
Betanecol Agente de motilidade do trato tontura, polaciúria, rinite catarata com a dos outros ésteres de colina; o carbacol não pode
Cevimelina urinário (betanecol) (formulações orais) Glaucoma de ângulo estreito (fechamento de ser utilizado sistemicamente, devido à sua ação nicotínica
Pilocarpina Xerostomia na síndrome de Sjögren ângulo) imprevisível nos gânglios autônomos; a aplicação tópica de
(cevimelina e pilocarpina) carbacol à córnea resulta em constrição da pupila (miose) e
diminuição da pressão intra-ocular
O betanecol é quase totalmente seletivo para os receptores
muscarínicos
A pilocarpina e a sevimelina (agonista M1 e M3) são utilizadas
no tratamento na xerostomia na síndrome de Sjögren
AGONISTAS DOS RECEPTORES NICOTÍNICOS
Mecanismo — Estimulam a abertura do canal do receptor nicotínico de ACh e produzem despolarização da membrana celular; a succinilcolina persiste na junção neuroefetora e ativa continuamente os canais dos
receptores nicotínicos, resultando em inativação dos canais de sódio regulados por voltagem, de modo que eles não podem se abrir para sustentar potenciais de ação adicionais (algumas vezes denominados “bloqueio
despolarizante”)
Succinilcolina Indução de bloqueio neuromuscular Bradiarritmia, parada História pessoal ou familiar de hipertermia Em virtude de sua curta duração de ação, a succinilcolina
na cirurgia cardíaca, arritmia cardíaca, maligna constitui o fármaco de escolha para a paralisia durante a
Intubação hipertermia maligna, Miopatias do músculo esquelético intubação
rabdomiólise, depressão Lesão do neurônio motor superior Provoca fasciculações transitórias
respiratória Desnervação extensa do músculo esquelético
Rigidez muscular, mialgia,
elevação da pressão intra-
ocular
ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES MUSCARÍNICOS
Mecanismo — Antagonizam seletivamente os receptores muscarínicos
Atropina Overdose de anticolinesterásicos Arritmia cardíaca, coma, Glaucoma de ângulo estreito Alcalóide de ocorrência natural encontrado na planta Atropa
Bradicardia sintomática aguda depressão respiratória, belladonna
Pré-medicação para procedimento elevação da pressão intra- Atividade principalmente muscarínica, efeito nicotínico
anestésico ocular marginal
Excesso de salivação e de secreção Taquicardia, constipação, Mais efetiva para reversão da atividade colinérgica exógena do
de muco durante a cirurgia xerostomia, visão embaçada que endógena
Antídoto para envenenamento por
cogumelos
Escopolamina Cinetose Alteração da freqüência Glaucoma de ângulo estreito Efeitos significativos sobre o SNC
Náusea e vômitos cardíaca, psicose induzida Liberada através de adesivo transdérmico
por fármaco
Sonolência, xerostomia,
visão embaçada
Pirenzepina Doença ulcerosa péptica Arritmia cardíaca, Obstrução gastrintestinal, Agentes alternativos ou aditivos para tratamento convencional
Metescopolamina Bradicardia induzida cirurgicamente hipertermia maligna, Glaucoma de ângulo estreito da doença ulcerosa péptica
Glicopirrolato ou pelo vago (glicopirrolato) anafilaxia, convulsões A metescopolamina e o glicopirrolato possuem efeitos
Constipação, xerostomia, anticolinérgicos sobre o SNC e cognitivos tardios, porém
Farmacologia Colinérgica

retenção urinária, diminuição mensuráveis


da sudorese
|

(Continua)
115
Resumo Farmacológico Capítulo 8 Farmacologia Colinérgica (Continuação)
116

Efeitos Adversos
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Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES MUSCARÍNICOS
Mecanismo — Antagonizam seletivamente os receptores muscarínicos
Atropina Overdose de anticolinesterásicos Arritmia cardíaca, coma, Glaucoma de ângulo estreito Alcalóide de ocorrência natural encontrado na planta Atropa
Bradicardia sintomática aguda depressão respiratória, belladonna
Pré-medicação para procedimento elevação da pressão intra- Atividade principalmente muscarínica, efeito nicotínico
Capítulo Oito

anestésico ocular marginal


Excesso de salivação e de secreção Taquicardia, constipação, Mais efetiva para reversão da atividade colinérgica exógena do
de muco durante a cirurgia xerostomia, visão embaçada que endógena
Antídoto para envenenamento por
cogumelos
Escopolamina Cinetose Alteração da freqüência Glaucoma de ângulo estreito Efeitos significativos sobre o SNC
Náusea e vômitos cardíaca, psicose induzida Liberada através de adesivo transdérmico
por fármaco
Sonolência, xerostomia,
visão embaçada
Ipratrópio Doença pulmonar obstrutiva crônica Íleo paralítico, anafilaxia, Hipersensibilidade ao ipratrópio ou tiotrópio O ipratrópio é mais efetivo do que os agonistas ␤-adrenérgicos
Tiotrópio (DPOC) edema orofaríngeo no tratamento da DPOC, porém menos efetivo no tratamento
Asma Gosto anormal na boca, da asma
xerostomia (spray nasal) Em relação ao ipratrópio, foi constatado que o tiotrópio
possui eficácia semelhante e, possivelmente, superior como
broncodilatador no tratamento da DPOC
Oxibutinina Bexiga com hiper-reflexia e Constipação, diarréia, Glaucoma de ângulo estreito A oxibutinina, a propantelina, a tolterodina e o tróspio são
Propantelina hiperativa náusea, ressecamento da antagonistas inespecíficos dos receptores muscarínicos,
Terodilina Incontinência de urgência boca, eritema no local de enquanto a darifenacina e a solifenacina são antagonistas
Tolterodina aplicação, prurido seletivos para os receptores M3
Tróspio A tolterodina pode causar menos ressecamento da boca do
Darifenacina que a oxibutinina, e os agentes M3 seletivos mais recentes,
Solifenacina a darifenacina e a solifenacina, podem causar menos
ressecamento da boca e constipação do que os agentes não-
seletivos
ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES NICOTÍNICOS
Mecanismo — Antagonizam seletivamente os receptores nicotínicos, impedindo, assim, a ligação da ACh endógena e a despolarização subseqüente das células musculares (algumas vezes denominado “bloqueio
não-despolarizante”)
Pancurônio Indução do bloqueio neuromuscular Hipertensão, taquiarritmia, Hipersensibilidade ao pancurônio, O pancurônio e a tubocurarina são agentes de ação longa; o
Tubocurarina na cirurgia apnéia, broncoespasmo, tubocurarina, vecurônio, rocurônio ou vecurônio e o rocurônio são agentes de ação intermediária; o
Vecurônio Intubação insuficiência respiratória mivacúrio mivacúrio é um agente de ação curta. Os agentes bloqueadores
Rocurônio Salivação, rubor (mivacúrio) não-despolarizantes possuem efeitos adversos variáveis
Mivacúrio associados ao bloqueio ganglionar, que podem ser revertidos
pela administração de inibidores da AChE
Trimetafan Hipertensão em pacientes com Íleo paralítico, retenção Contra-indicações do trimetafan: asfixia, A mecamilamina e o trimetafan são administrados quando
Mecamilamina dissecção aórtica aguda urinária, parada insuficiência respiratória não-corrigida, se deseja um bloqueio ganglionar; esses fármacos reduzem a
respiratória, síncope recém-nascidos com risco de íleo paralítico pressão arterial enquanto atenuam simultaneamente os reflexos
Hipotensão ortostática, ou por mecônio, choque simpáticos que normalmente causariam elevação deletéria da
dispepsia, diplopia, sedação Contra-indicações da mecamilamina: pressão no local da dissecção em casos de dissecção aórtica
insuficiência coronariana, glaucoma, infarto
recente do miocárdio, estenose pilórica,
insuficiência renal, pacientes tratados com
sulfonamidas
INIBIDORES DA MONOAMINA OXIDASE (MAO)
Mecanismo — Inibem a MAO, aumentando os níveis de catecolaminas através do bloqueio da degradação das catecolaminas
Fenelzina Ver Resumo Farmacológico: Cap. 13
Iproniazida
Tranilcipromina
Clorgilina
Brofaromina
Befloxatona
Moclobemida
Selegilina
AGONISTAS ␣1-ADRENÉRGICOS
Mecanismo — Ativam seletivamente os receptores ␣1-adrenérgicos para aumentar a resistência vascular periférica
Metoxamina Hipotensão, choque Bradicardia (reflexa Hipertensão grave Uso clínico muito limitado no tratamento do choque
vagal), batimento ectópico
ventricular
Hipertensão, vasoconstrição,
náusea, cefaléia, ansiedade
Fenilefrina Hiperemia oftálmica Arritmias cardíacas, Glaucoma de ângulo estreito Utilizadas nos medicamentos de venda livre Afrin® e Visine®
Oximetazolina Congestão nasal hipertensão Hipertensão grave ou taquicardia (contra- (e outros) para alívio da congestão nasal e hiperemia oftálmica;
Tetraidrazolina Hipotensão (somente a fenilefrina) Cefaléia, insônia, indicação para a forma IV da fenilefrina) o uso desses fármacos é freqüentemente acompanhado de rebote
nervosismo, congestão nasal dos sintomas
de rebote A fenilefrina também é utilizada por via intravenosa no
tratamento do choque
AGONISTAS ␣2-ADRENÉRGICOS
Mecanismo — Ativam seletivamente os auto-receptores ␣2-adrenérgicos centrais e, portanto, inibem a descarga simpática do SNC

Clonidina Hipertensão Bradicardia, insuficiência Terapia com inibidores da MAO e doença A clonidina é utilizada no tratamento da hipertensão e dos
Guanabenzo Abstinência de opióides (somente a cardíaca, hepatotoxicidade hepática ativa (contra-indicações para o uso sintomas associados à abstinência de opióides
Guanfacina clonidina) (metildopa), anemia da metildopa) A metildopa constitui o fármaco de escolha para o tratamento
Metildopa Dor do câncer (somente a clonidina) hemolítica auto-imune da hipertensão durante a gravidez
(metildopa)
Hipotensão, constipação,
xerostomia, sedação, tontura
AGONISTAS ␤-ADRENÉRGICOS
Mecanismo — Ativam os receptores ␤-adrenérgicos
Isoproterenol Ver Resumo Farmacológico: Cap. 19
Dobutamina
Metaproterenol Ver Resumo Farmacológico: Cap. 46
Terbutalina
Salbutamol
Salmeterol
ANTAGONISTAS ␣-ADRENÉRGICOS
Mecanismo — Bloqueiam a ligação das catecolaminas endógenas aos receptores ␣1- e ␣2-adrenérgicos, causando vasodilatação, redução da pressão arterial e redução da resistência periférica
Fenoxibenzamina Hipertensão e sudorese associadas ao Convulsões Hipotensão grave A fenoxibenzamina bloqueia irreversivelmente os receptores ␣1
Farmacologia Adrenérgica

Fentolamina feocromocitoma Hipotensão postural, Coronariopatia (fentolamina) e ␣2


taquicardia, palpitações, A fentolamina é um antagonista reversível e não-seletivo dos
|

xerostomia, sedação, miose, receptores ␣-adrenérgicos


ausência de ejaculação Utilizadas na conduta pré-operatória do feocromocitoma

(Continua)
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Resumo Farmacológico Capítulo 9 Farmacologia Adrenérgica (Continuação)
130

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
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Prazosin Hipertensão Pancreatite, Hipersensibilidade ao prazosin, ao terazosin O prazosin, o terazosin e o doxazosin são antagonistas não-
Terazosin Hiperplasia prostática benigna hepatotoxicidade, lúpus ou ao doxazosin seletivos dos subtipos de receptores ␣1 nas arteríolas e veias
Doxazosin eritematoso sistêmico Em geral, não ocorre taquicardia reflexa
Hipotensão postural Em virtude do potencial de hipotensão postural grave, a
pronunciada com a primeira primeira dose é geralmente prescrita em pequena quantidade
dose, palpitações, dispepsia, ao deitar (assegurando, assim, que o paciente permaneça em
Capítulo Nove

tonteira, sedação, aumento decúbito)


da freqüência urinária, O terazosin e o doxazosin possuem meia-vida mais longa do
congestão nasal que o prazosin
Os antidepressivos tricíclicos podem aumentar o risco de
hipotensão postural
Tansulosin Hipertensão (prostática benigna) Iguais aos do prazosin, Hipersensibilidade ao tansulosin O tansulosin é um antagonista dos receptores ␣1A subtipo-
exceto que provoca menos seletivo, que possui maior especificidade para o músculo liso
hipotensão postural do trato genitourinário; por conseguinte, o tansulosin está
associado a uma menor incidência de hipotensão ortostática
Ioimbina Impotência orgânica e psicogênica Broncoespasmo, nervosismo, Inflamação crônica dos órgãos sexuais ou da A ioimbina é um antagonista ␣2-seletivo que provoca aumento
tremor, ansiedade, agitação, próstata da liberação de norepinefrina, estimulando os receptores ␤1
elevação da pressão arterial, Uso concomitante com fármacos que alteram cardíacos e receptores ␣1 vasculares periféricos
antidiurese o humor Leva também a um aumento da liberação de insulina, devido ao
Úlceras gástricas e duodenais bloqueio dos receptores ␣2 nas ilhotas do pâncreas
Gravidez
Pacientes psiquiátricos
Doença renal e hepática
ANTAGONISTAS ␤-ADRENÉRGICOS
Mecanismo — Bloqueiam os receptores ␤-adrenérgicos; essa classe de fármacos pode ser dividida em antagonistas ␤ não-seletivos, antagonistas ␤ e ␣1 não-seletivos, agonistas parciais e antagonistas ␤1-seletivos
Propranolol Hipertensão Broncoespasmo, Asma brônquica e doença pulmonar O propranolol, o nadolol e o timolol bloqueiam igualmente os
Nadolol Angina bloqueio atrioventricular, obstrutiva crônica receptores ␤1 e ␤2
Timolol Insuficiência cardíaca bradiarritmias Choque cardiogênico O propranolol é extremamente lipofílico; sua concentração
Feocromocitoma Sedação, diminuição Insuficiência cardíaca não-compensada no SNC é suficientemente alta para resultar em sedação e
Glaucoma (formulação ocular de da libido; mascaram os Bloqueio AV de segundo e terceiro graus diminuição da libido
timolol) sintomas de hipoglicemia, Bradicardia sinusal grave Utiliza-se uma formulação ocular de timolol no tratamento do
depressão, dispnéia, sibilos glaucoma
Labetalol Hipertensão Iguais aos do propranolol Iguais às do propranolol O labetalol e o carvedilol bloqueiam os receptores ␣1, ␤1 e ␤2
Carvedilol Angina Além disso, o labetalol pode O labetalol pode causar lesão hepática; é preciso monitorar as
causar hepatotoxicidade provas de função hepática
Pindolol Hipertensão Iguais aos do propranolol Iguais às do propranolol O pindolol é um agonista parcial dos receptores ␤1 e ␤2; é
Acebutolol Angina preferido para pacientes hipertensos que apresentam bradicardia
ou diminuição da reserva cardíaca
O acebutolol é um agonista parcial nos receptores adrenérgicos
␤1, porém carece de efeito nos receptores ␤2
Esmolol Hipertensão Iguais aos do propranolol, Iguais às do propranolol O esmolol, o metoprolol e o atenolol são antagonistas
Metoprolol Angina com exceção de adrenérgicos ␤1-seletivos
Atenolol Insuficiência cardíaca broncoespasmo de menor O esmolol possui meia-vida extremamente curta (3–4 min) e,
Celiprolol Tempestade tireoidiana (esmolol) intensidade por conseguinte, é utilizado para bloqueio ␤ de emergência,
como no caso da tempestade tireoidiana; o celiprolol é um
antagonista ␤1-seletivo e agonista ␤2-seletivo
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Farmacologia dos Anestésicos Locais
Joshua M. Schulman e Gary R. Strichartz

Introdução Absorção Sistêmica


Caso Distribuição
Fisiologia da Nocicepção Metabolismo e Excreção
Transmissão da Sensação da Dor Administração de Anestésicos Locais
Primeira Dor e Segunda Dor Anestesia Tópica
Percepção da Dor Anestesia Infiltrativa
Analgesia e Anestesia Bloqueio de Nervos Periféricos
Classes e Agentes Farmacológicos
Bloqueio Nervoso Central
Química dos Anestésicos Locais
Anestesia Regional Intravenosa
Grupo Aromático
Grupo Amina Principais Toxicidades
Mecanismo de Ação dos Anestésicos Locais Agentes Individuais
Considerações Anatômicas Anestésicos Locais com Ligação Éster
Canal de Sódio Regulado por Voltagem Anestésicos Locais com Ligação Amida
Outros Receptores para Anestésicos Locais Conclusão e Perspectivas Futuras
Farmacocinética dos Anestésicos Locais Leituras Sugeridas

de ação, os AL impedem a transmissão da informação para o


INTRODUÇÃO sistema nervoso central (SNC) e a partir dele. Os AL não são
seletivos para as fibras de dor; bloqueiam também outras fibras
A palavra anestesia provém diretamente do grego: an, que sig- sensoriais, motoras e autônomas, bem como potenciais de ação
nifica sem, e aisthesis, que significa sensação. Os anestésicos no músculo esquelético e no músculo cardíaco. Esse bloqueio
locais (AL) compreendem uma série de substâncias químicas não-seletivo pode servir para outras funções úteis (ver Cap. 18)
localmente aplicadas, com estruturas moleculares semelhantes, ou pode constituir uma fonte de toxicidade.
capazes de inibir a percepção das sensações (sobretudo a dor)
e também de prevenir o movimento. Os anestésicos locais são
utilizados em uma variedade de situações, desde a sua aplicação n Caso
tópica para queimaduras e pequenos cortes, até injeções durante
tratamento dentário e bloqueio epidural e intratecal (“espinal”) EM, de 24 anos de idade, é um estudante de pós-graduação em
durante procedimentos obstétricos e cirurgia de grande porte. química orgânica. Uma tarde, enquanto está trabalhando no labo-
A cocaína, o primeiro anestésico local, provém das folhas ratório, ele derrama um béquer de ácido fluorídrico (HF) na capela.
do arbusto coca (Erythroxylon coca). A cocaína foi isolada Apesar do reflexo de retirar imediatamente a mão, algum líquido
pela primeira vez em 1860 por Albert Niemann, que obser- atinge as pontas dos dedos de sua mão esquerda. Alguns minutos
vou seus poderes de produzir entorpecimento. Em 1886, Carl depois, EM começa a sentir dor em ardência, que aumenta de
Koller introduziu a cocaína na prática clínica como anestésico intensidade e que é seguida de dor em queimação e latejante.
oftalmológico tópico. Entretanto, suas propriedades aditivas e Conhecendo a natureza corrosiva do ácido, EM começa a lavar as
toxicidade levaram à pesquisa de substitutos. A procaína, o mãos com água e com uma solução de sulfato de magnésio (o
primeiro desses substitutos, foi sintetizada em 1905. Conhecida magnésio atua como quelante para os íons fluoreto tóxicos). Liga
como Novocain®, ainda continua sendo utilizada hoje em dia, também para o 911 e é levado ao pronto-socorro.
embora com menos freqüência do que alguns AL mais recen- A médica residente verifica que o ácido penetrou nos leitos
temente desenvolvidos. ungueais dos dedos afetados e que EM está sentindo uma intensa
Os anestésicos locais exercem seu efeito através do bloqueio dor. Ela o elogia pela sua conduta apropriada e no momento oportu-
dos canais de sódio regulados por voltagem, inibindo, assim, no e decide tratá-lo com gliconato de cálcio (outro agente quelante
a propagação dos potenciais de ação ao longo dos neurônios do fluoreto) para neutralizar o HF remanescente, juntamente com
(ver Cap. 6). Através da inibição da propagação do potencial um bloqueio nervoso digital para reduzir a dor. Injeta lidocaína sem
Resumo Farmacológico Capítulo 10 Farmacologia dos Anestésicos Locais
Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
ANESTÉSICOS LOCAIS COM LIGAÇÃO ÉSTER
Mecanismo — Inibem os canais de sódio regulados por voltagem nas membranas excitáveis
Procaína Anestesia infiltrativa Parada cardíaca e hipotensão Utilizar a anestesia epidural com extrema A hidrofobicidade da procaína permite a rápida remoção do
2-cloroprocaína Anestesia obstétrica, em conseqüência da absorção cautela em pacientes com doença fármaco do seu local de administração através da circulação,
administração epidural antes do sistêmica excessiva, depressão neurológica, deformidades espinais, mas também é responsável pela sua baixa potência e
parto (2-cloroprocaína) ou excitação do SNC, parada septicemia ou hipertensão grave meia-vida curta
respiratória O excesso de PABA (metabólito da procaína) pode reduzir a
Dermatite de contato eficiência das sulfonamidas
Tetracaína Anestesia tópica Iguais aos da procaína Infecção localizada no local necessário de A alta hidrofobicidade confere maior duração de ação e maior
Anestesia espinal Além disso, ceratoconjuntivite aplicação tópica potência; a tetracaína é mais potente do que a lidocaína e a
induzida pelo fármaco procaína
Não injetar grandes doses em pacientes com bloqueio cardíaco
Cocaína Anestésico local das mucosas e Acelera a aterosclerose Hipersensibilidade a produtos contendo Potência média (metade daquela da lidocaína), duração média
oftálmico coronariana, taquicardia, cocaína de ação, acentuada ação vasoconstritora, cardiotóxica
Diagnóstico da pupila da convulsões A cardiotoxicidade e a euforia limitam o valor da cocaína como
síndrome de Horner Depressão ou excitação do SNC, anestésico local
ansiedade
ANESTÉSICOS LOCAIS COM LIGAÇÃO AMIDA
Mecanismo — Inibem os canais de sódio regulados por voltagem nas membranas celulares excitáveis
Lidocaína Anestesia infiltrativa Parada cardíaca e respiratória, Hipersensibilidade a anestésicos locais com A lidocaína possui rápido início de ação, duração média de
Bloqueio de nervos periféricos arritmias, diminuição da ligação amida ação (cerca de 1-2 horas) e potência moderada, devido à sua
Anestesia epidural, espinal e contratilidade do miocárdio, Metemoglobinemia congênita ou idiopática hidrofobicidade moderada
tópica metemoglobinemia, convulsões Pode ser necessária a administração concomitante de epinefrina
Antiarrítmico de classe I Zumbido, tontura, parestesias, para prolongar a sua duração de ação
tremor, sonolência, hipotensão,
irritação cutânea, obstipação
Prilocaína Anestesia infiltrativa dentária e Iguais aos da lidocaína Iguais às da lidocaína A prilocaína não necessita de epinefrina para prolongar a sua
bloqueio nervoso duração de ação, tornando-a uma boa escolha para pacientes
nos quais a epinefrina está contra-indicada
Bupivacaína Anestesia infiltrativa, regional, Iguais aos da lidocaína Infecção no local necessário de anestesia Altamente hidrofóbica, alta potência e longa duração de ação
epidural e espinal Além disso, cardiotoxicidade em espinal A sua cardiotoxicidade em concentrações mais altas limita o
Bloqueio nervoso simpático concentrações mais altas Contra-indicada para uso na anestesia espinal seu uso
na presença de septicemia, hemorragia grave, O enantiômero R e o enantiômero S possuem diferentes
choque ou arritmias, como bloqueio cardíaco afinidades pelo canal de sódio e, conseqüentemente, diferentes
completo efeitos cardiovasculares; o enantiômero S é a levobupivacaína;
seu homólogo estrutural é a ropivacaína
Articaína Anestesia dentária Iguais aos da lidocaína Infecção no local de injeção (especialmente A aplicação clínica atual da articaína é, em grande parte, na
Anestesia epidural, espinal e punção lombar) odontologia
regional Choque
Farmacologia dos Anestésicos Locais

EMLA (mistura eutética Anestésico local tópico para a Iguais aos da lidocaína Hipersensibilidade a anestésicos locais com Administração tópica como creme, swab ou emplastro
de lidocaína e prilocaína) pele intacta normal, mucosas e ligação amida Clinicamente útil, devido à maior concentração de anestésico
procedimentos dentários local por gota em contato com o tecido do que as preparações
|

tópicas convencionais
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Resumo Farmacológico Capítulo 11 Farmacologia da Neurotransmissão GABAérgica e Glutamatérgica
Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
INIBIDORES DO METABOLISMO DO GABA
Mecanismo — Inibem o GAT-1 (tiagabina) ou a GABA transaminase (vigabatrin)
Tiagabina Crises parciais e tônico-clônicas Morte súbita inexplicada Hipersensibilidade à tiagabina Potencializa a atividade do GABA ao bloquear a sua recaptação
(terapia adjuvante) Confusão, sedação, tonteira, dos neurônios pré-sinápticos
depressão, psicose, irritação A tiagabina potencializa a ação dos moduladores dos
gastrintestinal receptores GABA-A, como o etanol, os benzodiazepínicos e os
barbitúricos
Vigabatrin Crises parciais e tônico-clônicas Atrofia da retina, Hipersensibilidade ao vigabatrin Bloqueia a conversão do GABA em semi-aldeído succínico,
(terapia adjuvante) angioedema resultando em concentrações intracelulares elevadas de GABA e
Fadiga, cefaléia, ataxia, aumento da liberação sináptica de GABA
ganho de peso A transferência através da barreira hematoencefálica é lenta, e
o fármaco é depurado principalmente por excreção renal, com
meia-vida de 5–6 horas
AGONISTAS E ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES GABA-A
Mecanismo — Ativam diretamente o receptor GABA-A (muscimol, gaboxadol), antagonista competitivo do receptor GABA-A (bicuculina, gabazina), antagonista não-competitivo do receptor GABA-A (picrotoxina)
Muscimol Nenhuma (apenas utilizado Não-aplicável Não-aplicável Derivado de cogumelos alucinógenos da espécie Amanita
experimentalmente) muscaria
Gaboxadol Em fase de investigação Não-aplicável Não-aplicável Agente em fase de investigação para o tratamento da insônia
Bicuculina Nenhuma (apenas utilizada Não-aplicável Não-aplicável Produzem convulsões epilépticas
Gabazina experimentalmente)
Picrotoxina
MODULADORES DOS RECEPTORES GABA-A: BENZODIAZEPÍNICOS
Mecanismo — Agonistas alostéricos fracos do receptor GABA-A que atuam no sentido de aumentar a freqüência de abertura do receptor e potencializar os efeitos do GABA
Ação curta: Crises parciais e crises tônico- Depressão respiratória, Glaucoma de ângulo estreito agudo Metabolizados pela 3A4 do citocromo P450 e excretados na
Midazolam clônicas (diazepam, lorazepam, apnéia, dessaturação em Glaucoma de ângulo aberto não-tratado urina sob a forma de glicuronídios ou metabólitos oxidados
Clorazepato midazolam) pacientes pediátricos, Os níveis de benzodiazepínicos são diminuídos pela
Triazolam Crises de ausência (clonazepam) agitação carbamazepina ou pelo fenobarbital
Zolpidem Estado de mal epiléptico (midazolam, Sonolência excessiva, Os pacientes com comprometimento da função hepática,
lorazepam) cefaléia, fadiga incluindo o indivíduo idoso e o indivíduo muito jovem,
Ação intermediária: Indução de amnésia (midazolam, podem apresentar efeitos prolongados após a administração de
Alprazolam lorazepam, diazepam) benzodiazepínicos
Lorazepam Ansiedade (clorazepato, alprazolam, O zolpidem não é tecnicamente um benzodiazepínico, porém
Estazolam lorazepam, clordiazepóxido, liga-se ao mesmo sítio dos benzodiazepínicos nos receptores
Temazepam clonazepam, diazepam) GABA-A
Abstinência de álcool (clorazepato,
Ação longa: clordiazepóxido, diazepam)
Clordiazepóxido Insônia (triazolam, zolpidem,
Clonazepam lorazepam, estazolam, temazepam,
Diazepam flurazepam, quazepam)
Flurazepam
Farmacologia da Neurotransmissão GABAérgica e Glutamatérgica

Quazepam
|

(Continua)
163
Resumo Farmacológico Capítulo 11 Farmacologia da Neurotransmissão GABAérgica e Glutamatérgica (Continuação)
164

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
|

MODULADORES DOS RECEPTORES GABA-A: BENZODIAZEPÍNICOS


Mecanismo — Agonistas alostéricos fracos do receptor GABA-A que atuam no sentido de aumentar a freqüência de abertura do receptor e potencializar os efeitos do GABA
Flumazenil Reversão da atividade dos Convulsões, arritmias Paciente ao qual foi administrado um Em pacientes com dependência de benzodiazepínicos, o
benzodiazepínicos cardíacas benzodiazepínico para hipertensão flumazenil pode induzir uma síndrome de abstinência grave
Tonteira, visão embaçada, intracraniana ou estado de mal epiléptico
Capítulo Onze

diaforese, agitação Paciente com grave overdose de


antidepressivo tricíclico
MODULADORES DOS RECEPTORES GABA-A: BARBITÚRICOS
Mecanismo — Potencializam a atividade do GABA nos receptores GABA-A. Em altas concentrações, atuam como agonistas diretos nos receptores GABA-A. Podem antagonizar também o receptor AMPA.
Metoexital Indução e manutenção da anestesia Síndrome de Stevens– Porfiria Os barbitúricos lipossolúveis penetram rapidamente no cérebro
Pentobarbital (metoexital, tiopental) Johnson, supressão Disfunção hepática grave após administração intravenosa e, a seguir, são redistribuídos
Tiopental Insônia (pentobarbital, tiopental) da medula óssea, Doença respiratória para tecidos menos altamente perfundidos
Secobarbital Estado de mal epiléptico hepatotoxicidade, osteopenia O uso crônico de indutores da 3A4 do citocromo P450, como
Amobarbital (pentobarbital, amobarbital) Sedação, ataxia, confusão, a fenitoína e a rifampicina, intensifica o metabolismo dos
Elevação da pressão intracraniana tonteira, diminuição da barbitúricos; por outro lado, os inibidores da 3A4, como o
(tiopental) libido, depressão cetoconazol, a eritromicina, a cimetidina e certos ISRS, podem
Insônia (secobarbital, amobarbital) reduzir o metabolismo dos barbitúricos, aumentando os efeitos
sedativos
Fenobarbital Epilepsia refratária, especialmente Iguais aos de outros Iguais aos de outros barbitúricos O fenobarbital é um dos poucos barbitúricos que sofrem
crises parciais e crises tônico- barbitúricos depuração renal e hepática
clônicas Cerca de 25% de uma dose de fenobarbital são depurados em
Insônia sua forma inalterada na urina, enquanto o fígado metaboliza os
75% restantes
OUTROS MODULADORES DOS RECEPTORES GABA-A
Mecanismo — Modulação dos canais iônicos regulados por ligantes (mecanismo mais provável)
Etomidato Indução da anestesia Depressão cardiovascular e Hipersensibilidade ao etomidato Provoca depressão cardiopulmonar mínima, possivelmente
respiratória, reação no local devido à ausência de efeitos sobre o sistema nervoso simpático
de injeção, mioclonus
Propofol Indução e manutenção da anestesia Depressão cardiovascular e Hipersensibilidade ao propofol Particularmente útil em procedimentos de cirurgia diurna de
Sedação de pacientes com ventilação respiratória curta duração, em virtude de sua rápida eliminação
mecânica Reação no local de injeção Foi relatado o desenvolvimento de tolerância ao propofol
em pacientes pediátricos que recebem anestésicos freqüentes
(diariamente) para radioterapia, possivelmente devido a
uma depuração aumentada, mais do que a uma redução da
sensibilidade no receptor GABA-A
Alfaxalona Nenhuma (apenas utilizada Não aplicável Porfiria A alfaxalona é um esteróide neuroativo, porém raramente
experimentalmente) utilizado na prática clínica
AGONISTA DOS RECEPTORES GABA-B
Mecanismo — Ativa o receptor metabotrópico GABA-B
Baclofen Espasticidade Coma, convulsões, morte Hipersensibilidade ao baclofen A depuração é primariamente renal em sua forma inalterada, e
após suspensão abrupta cerca de 15% do fármaco são metabolizados pelo fígado antes
Constipação, sonolência de sua excreção na bile
A interrupção do baclofen, particularmente da infusão intratecal,
pode precipitar hiperespasticidade aguda, rabdomiólise, prurido,
delírio e febre
ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES NMDA
Mecanismo — Antagonizam o receptor NMDA
Riluzol Esclerose lateral amiotrófica Neutropenia, parada Hipersensibilidade ao riluzol Acredita-se que o riluzol bloqueia os canais de sódio regulados
cardíaca, hepatotoxicidade, por voltagem (reduzindo, assim, a condutância do sódio) e
depressão respiratória diminui a liberação de glutamato através de antagonismo direto
Hipertensão, taquicardia, dos receptores NMDA
artralgias Prolonga a sobrevida e diminui a evolução da doença na ELA
Memantina Doença de Alzheimer Hipertensão, constipação, Hipersensibilidade à memantina Antagonista não-competitivo do receptor NMDA
tonteira, cefaléia Retarda a taxa de evolução clínica da doença de Alzheimer
moderada a grave
Amantadina Doença de Parkinson Síndrome maligna Hipersensibilidade à amantadina Antagonista não-competitivo do receptor NMDA
Profilaxia e infecção por influenza A neuroléptica, ideação suicida
Hipotensão ortostática,
edema, insônia, alucinações
Lamotrigina Crises parciais e crises tônico- Síndrome de Stevens- Hipersensibilidade à lamotrigina A lamotrigina constitui uma alternativa útil para a fenitoína e a
clônicas Johnson, necrólise carbamazepina no tratamento das crises parciais e crises tônico-
Crises de ausência atípicas epidérmica tóxica, clônicas
Transtorno bipolar I supressão da medula óssea, A lamotrigina também é efetiva no tratamento das crises de
necrose hepática, amnésia, ausência atípicas; constitui o terceiro fármaco de escolha para
angioedema tratamento das crises de ausência, depois da etossuximida e do
Exantema, ataxia, sonolência, ácido valpróico
visão embaçada
Felbamato Epilepsia refratária, particularmente Anemia aplásica, depressão Discrasia sangüínea O felbamato carece dos efeitos comportamentais observados
crises parciais e crises tônico- da medula óssea, Doença hepática com o uso dos outros antagonistas NMDA
clônicas insuficiência hepática, O felbamato é um agente antiepiléptico extremamente potente,
síndrome de Stevens– que tem o benefício adicional de carecer de efeitos sedativos
Johnson Tem sido associado a vários casos de anemia aplásica fatal e
Fotossensibilidade, irritação insuficiência hepática, e o seu uso limita-se a pacientes com
gastrintestinal, marcha epilepsia extremamente refratária
anormal, tonteira
Farmacologia da Neurotransmissão GABAérgica e Glutamatérgica
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165
Resumo Farmacológico Capítulo 12 Farmacologia da Neurotransmissão Dopaminérgica
182

Efeitos Adversos
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Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


PRECURSORES DA DOPAMINA
Mecanismo — Fornecem o substrato para a síntese aumentada de dopamina; a levodopa é transportada através da barreira hematoencefálica pelo transportador de aminoácidos neutros e, em seguida, descarboxilada à
dopamina pela enzima L-aminoácido aromático descarboxilase (AADC)
Levodopa Doença de Parkinson Discinesia, cardiopatia, História de melanoma A levodopa, quando administrada isoladamente, possui baixa
hipotensão ortostática, Glaucoma de ângulo estreito disponibilidade no SNC, devido a seu metabolismo periférico
transtorno psicótico Uso concomitante de inibidores da MAO à dopamina; por conseguinte, é quase sempre administrada em
Capítulo Doze

Perda do apetite, associação com carbidopa, um inibidor da DOPA descarboxilase


náusea, vômitos O uso contínuo da levodopa resulta em tolerância e sensibilização;
os pacientes apresentam períodos de maior rigidez alternando com
períodos de movimento normal ou discinético
As discinesias são quase ubíquas dentro de 5 anos após o início da
levodopa; com a evolução da doença, o tratamento contínuo com
levodopa leva a um agravamento das discinesias e do fenômeno de
intermitência
AGONISTAS DOS RECEPTORES DE DOPAMINA
Mecanismo — Os derivados do esporão do centeio, como a bromocriptina (agonista D2) e a pergolida (D1 e D2), e os agonistas não-derivados do esporão do centeio, como o pramipexol (D3>D2) e o ropinirol (D3>D2),
ligam-se diretamente aos receptores de dopamina pós-sinápticos, ativando-os
Bromocriptina Ver Resumo Farmacológico: Cap. 25
Pergolida
Pramipexol Doença de Parkinson Discinesia, hipotensão Uso concomitante de outras medicações sedativas Os agonistas da dopamina apresentam meias-vidas mais longas que a
Ropinirol Síndrome das pernas ortostática da levodopa, permitindo o uso de doses menos freqüentes
inquietas (ropinirol) Movimentos Os agonistas da dopamina não derivados do esporão do centeio, o
extrapiramidais, pramipexol e o ropinirol, produzem menos efeitos adversos do que os
sonolência, tontura, derivados do esporão do centeio, a bromocriptina e a pergolida
alucinações, transtorno Os efeitos cognitivos podem incluir sedação excessiva, sonhos vívidos
dos sonhos, astenia, e alucinações
amnésia Alguns estudos sugerem que o uso de agonistas da dopamina,
mais do que da levodopa, como tratamento inicial para doença de
Parkinson retarda o início dos períodos “desligados” e das discinesias,
particularmente em indivíduos mais jovens
INIBIDORES DO METABOLISMO DA LEVODOPA OU DA DOPAMINA
Mecanismo — Inibem a degradação da dopamina no SNC através da inibição da MAO-B (rasagilina e selegilina) ou da COMT (tolcapona); inibem a degradação da levodopa pela COMT na periferia (entacapona e
tolcapona)
Rasagilina Doença de Parkinson Bloqueio de Uso concomitante de ciclobenzaprina, mirtazapina, erva-de-são- A selegilina em baixas doses é seletiva para a MAO-B, que predomina
Selegilina ramo, hemorragia joão no estriado; em doses mais altas, inibe a MAO-A, bem como a MAO-
gastrintestinal Uso concomitante de dextrometorfano, devido ao risco de B, com riscos associados de toxicidade
Hipotensão ortostática, psicose A selegilina forma o metabólito potencialmente tóxico anfetamina,
Uso concomitante de meperidina, metadona, propoxifeno,
discinesia, exantema, que pode resultar em insônia e confusão (particularmente no indivíduo
tramadol, devido ao risco de hipertensão ou hipotensão graves,
dispepsia, artralgia, hiperpirexia maligna ou coma idoso)
cefaléia, perda de peso, Uso concomitante de outros inibidores da monoamina oxidase A rasagilina não forma metabólitos tóxicos
insônia (selegilina), (IMAO) ou de aminas simpaticomiméticas, devido ao risco de Tanto a rasagilina quanto a selegilina melhoram a função motora
confusão (selegilina) reações hipersensíveis graves quando utilizadas isoladamente e podem aumentar a eficiência da
Uso concomitante de cocaína ou de anestesia local contendo levodopa
vasoconstritores simpaticomiméticos
Cirurgia eletiva exigindo anestesia geral
Feocromocitoma
Tolcapona Doença de Parkinson Discinesia, distonia, alucinações, História de rabdomiólise ou hiperpirexia relacionada A tolcapona é um agente altamente lipossolúvel que pode
Entacapona hipotensão ortostática (tolcapona), com a tolcapona atravessar a barreira hematoencefálica, enquanto a entacapona
hiperpirexia (tolcapona), insuficiência Hepatopatia (contra-indicação para a tolcapona) distribui-se apenas na periferia
hepática fulminante (tolcapona), Os inibidores da COMT podem ser utilizados em combinação
rabdomiólise (tolcapona) com a carbidopa para aumentar ainda mais a meia-vida
Dispepsia, transtorno dos sonhos, plasmática da levodopa; em alguns estudos clínicos, foi
transtorno do sono constatado que os inibidores da COMT reduzem os períodos
“desligados” que estão associados a uma redução dos níveis
plasmáticos de levodopa
Foi relatada a ocorrência rara, porém fatal, de hepatotoxicidade
com o uso da tolcapona
A entacapona é o inibidor da COMT mais amplamente
utilizado
OUTROS MEDICAMENTOS ANTIPARKINSONIANOS
Mecanismo — Acredita-se que o mecanismo terapêutico da amantadina no tratamento da doença de Parkinson esteja relacionado com o antagonismo dos receptores NMDA excitatórios; o triexifenidil e a benztropina
são antagonistas dos receptores muscarínicos, que reduzem o tônus colinérgico no SNC ao modificar as ações dos interneurônios colinérgicos estriatais
Amantadina Doença de Parkinson Síndrome maligna neuroléptica, Hipersensibilidade à amantadina A amantadina foi desenvolvida como agente antiviral para
Influenza A exacerbação do transtorno mental reduzir a duração e a gravidade das infecções pelo vírus
Insônia, tontura, alucinações, influenza A; nos pacientes com doença de Parkinson, a
agitação, hipotensão ortostática, amantadina é utilizada no tratamento das discinesias induzidas
edema periférico, dispepsia, livedo pela levodopa que surgem tardiamente na evolução da doença
reticular Pode exacerbar o transtorno mental em pacientes com
transtorno psiquiátrico ou problemas de abuso de substâncias
Triexifenidil Doença de Parkinson Glaucoma de ângulo fechado, Glaucoma de ângulo estreito O triexifenidil e a benztropina diminuem o tremor mais do
Benztropina aumento da pressão intra-ocular, Indivíduos com menos de 3 anos de idade que a bradicinesia e, portanto, são efetivos no tratamento de
psicose, hiperpirexia (benztropina), Discinesias tardias (contra-indicação para o pacientes nos quais o tremor constitui a principal manifestação
íleo paralítico (benztropina) triexifenidil) clínica da doença de Parkinson
Tontura, visão turva, nervosismo, Podem agravar a demência e o comprometimento cognitivo no
náusea, xerostomia, retenção urinária indivíduo idoso
AGENTES ANTIPSICÓTICOS
Mecanismo — Antagonizam os receptores D2 mesolímbicos e, possivelmente, mesocorticais; os efeitos adversos são provavelmente mediados pela sua ligação aos receptores D2 nos núcleos da base (via nigroestriatal) e
na hipófise
Fenotiazinas e Transtorno psicótico Sintomas parkinsonianos, síndrome Mielossupressão Em geral, as fenotiazinas alifáticas são antagonistas menos
derivados: Náusea e vômitos maligna neuroléptica (caracterizada Depressão tóxica grave do sistema nervoso central ou potentes dos receptores D2 do que as butirofenonas, tioxantenos
Clorpromazina (cloropromazina, por catatonia, estupor, febre e estado comatoso ou fenotiazinas funcionalizadas com um derivado piperazina
Tioridazina perfenazina) instabilidade autônoma; além disso, Administração concomitante de fármacos que A potência dos antipsicóticos típicos é fundamental na
Mesoridazina mioglobinemia e, potencialmente, prolongam o intervalo QT ou pacientes com determinação do perfil de efeitos adversos dos fármacos;
Perfenazina morte), discinesia tardia prolongamento do intervalo QT (contra-indicação para os fármacos de alta potência tendem a apresentar menos
Flufenazina (caracterizada por movimentos a tioridazina e a mesoridazina) efeitos sedativos e a causar menos hipotensão postural do
Tiotixeno estereotipados involuntários e Doença de Parkinson que os fármacos com potência mais baixa; por outro lado, os
Trifluoperazina repetitivos da musculatura facial, antipsicóticos típicos de potência mais baixa tendem a causar
Clorprotixeno braços e tronco) menos efeitos extrapiramidais
Sintomas anticolinérgicos (boca A flufenazina está disponível na forma de éster de decanoato,
seca, constipação, retenção urinária), administrada por via intramuscular a cada 3 a 4 semanas
hipotensão ortostática, incapacidade A administração de antipsicóticos típicos a pacientes com
de ejaculação, sedação doença de Parkinson leva freqüentemente a um acentuado
Farmacologia da Neurotransmissão Dopaminérgica

agravamento dos sintomas parkinsonianos


Os antipsicóticos típicos potencializam os efeitos sedativos dos
|

benzodiazepínicos e dos anti-histamínicos de ação central


(Continua)
183
Resumo Farmacológico Capítulo 12 Farmacologia da Neurotransmissão Dopaminérgica (Continuação)
184

Efeitos Adversos
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Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


AGENTES ANTIPSICÓTICOS
Mecanismo — Antagonizam os receptores D2 mesolímbicos e, possivelmente, mesocorticais; os efeitos adversos são provavelmente mediados pela sua ligação aos receptores D2 nos núcleos da base (via nigroestriatal) e
na hipófise
Butirofenonas: Psicoses (haloperidol) Iguais aos das fenotiazinas Doença de Parkinson O haloperidol é a butirofenona mais amplamente utilizada
Haloperidol Síndrome de Tourette Depressão tóxica grave do sistema nervoso central ou O haloperidol está disponível na forma de éster de decanoato,
Droperidol (haloperidol) estado comatoso administrado por via intramuscular a cada 3 a 4 semanas; essa
Capítulo Doze

Náusea e vômitos; formulação é útil no tratamento de pacientes com aderência


adjuvante da anestesia precária ao tratamento
(droperidol)
Outros Transtornos psicóticos Sintomas parkinsonianos, síndrome Estados comatosos ou de depressão grave induzida A molindona exerce seu efeito antipsicótico sobre o sistema
antipsicóticos Síndrome de Tourette maligna neuroléptica, discinesia por fármaco de ativação reticular ascendente na ausência de relaxamento
típicos: (pimozida) tardia, intervalo QT prolongado Doença de Parkinson muscular e efeitos de incoordenação
Loxapina (pimozida) Contra-indicações exclusivas da pimozida: A pimozida possui antagonismo mais específico dos receptores
Molindona Sintomas anticolinérgicos, sedação Uso concomitante de pemolina, metilfenidato ou de dopamina e menos atividade bloqueadora dos receptores
Pimozida anfetaminas, que podem causar tiques motores e ␣-adrenérgicos de que outros agentes neurolépticos, resultando
fônicos em menor potencial de induzir sedação e hipotensão
Uso concomitante de dofetilida, sotalol, quinidina,
outros antiarrítmicos de classe Ia e III, mesoridazina,
tioridazina, clorpromazina ou droperidol
Uso concomitante de esparfloxacino, gatifloxacino,
moxifloxacino, halofantrina, mefloquina, pentamidina,
trióxido de arsênico, acetato de levometadil, mesilato
de dolasetrona, probucol, tacrolimo, ziprasidona,
sertralina ou antibióticos macrolídios
Administração concomitante com fármacos que
produzem prolongamento QT e inibidores da 3A4 do
citocromo P450 (zileutona, fluvoxamina)
História de arritmias cardíacas

AGENTES ANTIPSICÓTICOS ATÍPICOS


Mecanismo — Propriedades antagonistas combinadas dos receptores D2 de dopamina e 5-HT2 de serotonina; a clozapina e a olanzapina também são antagonistas do receptor D4 de dopamina
Risperidona Transtornos psicóticos Sintomas extrapiramidais leves, Hipersensibilidade à risperidona Os antipsicóticos atípicos são mais efetivos do que os
Transtorno bipolar prolongamento QT antipsicóticos típicos no tratamento dos sintomas “negativos”
Sintomas anticolinérgicos (boca da esquizofrenia
seca, obstipação, retenção urinária), Os antipsicóticos atípicos produzem sintomas extrapiramidais
sedação, ganho de peso significativamente mais leves do que os antipsicóticos típicos
A risperidona liga-se aos receptores D2, 5-HT2, ␣1, ␣2, H1
Clozapina Esquizofrenia refratária a Sintomas extrapiramidais leves, História de agranulocitose induzida por clozapina ou A clozapina não tem sido utilizada como agente de primeira
outros antipsicóticos agranulocitose granulocitopenia grave linha, devido ao risco pequeno, porém significativo, de
Sintomas anticolinérgicos, sedação, Distúrbios mieloproliferativos agranulocitose
ganho de peso A clozapina liga-se aos receptores D1–D5, 5-HT2, ␣1, H1,
muscarínicos
Olanzapina Transtornos psicóticos Sintomas extrapiramidais leves Hipersensibilidade à olanzapina A olanzapina liga-se aos receptores D1–D4, 5-HT2, ␣1, H1,
Transtorno bipolar Sintomas anticolinérgicos, sedação, M1–M5
ganho de peso
Quetiapina Transtornos psicóticos Iguais aos da olanzapina Hipersensibilidade à quetiapina A quetiapina liga-se aos receptores D1, D2, 5-HT1, 5-HT2, ␣1,
Transtorno bipolar ␣2, H1
Ziprasidona Transtornos psicóticos Sintomas extrapiramidais Uso concomitante de trióxido de arsênico, A ziprasidona liga-se aos receptores D2, 5-HT1, 5-HT2, ␣1, H1
Transtorno bipolar leves, prolongamento QT clorpromazina, antiarrítmicos da classe
Sintomas anticolinérgicos, Ia e III ou outros fármacos que causam
sedação, ganho de peso prolongamento QT
Uso concomitante de mesoridazina,
moxifloxacino, pentamidina, pimozida,
probucol, sotalol, esparfloxacino, tacrolimo
ou tioridazina
História de prolongamento de QT, incluindo
síndrome congênita do QT longo
Arritmias cardíacas
Infarto do miocárdio agudo recente
Insuficiência cardíaca não-compensada
Aripiprazol Transtornos psicóticos Iguais aos da risperidona Hipersensibilidade ao aripiprazol O aripiprazol é um agonista parcial D2 e 5-HT1A e um
Transtorno bipolar antagonista 5-HT2A
Farmacologia da Neurotransmissão Dopaminérgica
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185
Resumo Farmacológico Capítulo 13 Farmacologia da Neurotransmissão Serotoninérgica e Adrenérgica Central
Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
INIBIDORES DO ARMAZENAMENTO DA SEROTONINA
Mecanismo — Interferem na capacidade das vesículas sinápticas de armazenar monoaminas; deslocam a 5HT, a DA e a NE de suas vesículas de armazenamento nas terminações nervosas pré-sinápticas
Anfetamina Ver Resumo Farmacológico: Cap. 9
Metilfenidato
Modafinila Depressão atípica Arritmias cardíacas, hipertensão Hipersensibilidade à modafinila Útil como agente de segunda linha para a depressão atípica e
Narcolepsia Tonteira, insônia, agitação, rinite para a depressão do idoso
Apnéia do sono obstrutiva Pode induzir psicose em pacientes suscetíveis, particularmente
naqueles com transtorno bipolar
INIBIDORES DA DEGRADAÇÃO DA SEROTONINA
Mecanismo — Bloqueiam a desaminação das monoaminas através da inibição da flavina funcional da MAO; aumentam a 5HT e a NE disponíveis no citoplasma dos neurônios pré-sinápticos, levando a um aumento da
captação e do armazenamento de 5HT e de NE nas vesículas sinápticas e em certa quantidade de extravasamento constitutivo das monoaminas na fenda sináptica
Iproniazida Depressão Toxicidade sistêmica da tiramina em Uso concomitante de agentes Devido aos efeitos extensos dos IMAO sobre as enzimas do
Fenelzina decorrência do consumo de alimentos que simpaticomiméticos citocromo P450, esses fármacos podem causar interações
Isocarboxazida contêm tiramina (a liberação descontrolada Uso concomitante de bupropiona, medicamentosas extensas; é preciso ter cautela extrema quando
de catecolaminas pode induzir uma crise buspirona, guanetidina, outros IMAO, se prescrevem medicamentos a pacientes em uso concomitante
hipertensiva, caracterizada por cefaléia, agentes serotoninérgicos de IMAO
taquicardia, náusea, arritmias cardíacas e Uso concomitante de metildopa, L-dopa, A iproniazida, a fenelzina e a isocarboxazida são IMAO não-
acidente vascular cerebral), febre associada L-triptofano, L-tirosina, fenilalanina seletivos irreversíveis
ao aumento do tônus muscular, leucopenia, Uso concomitante de depressores do SNC, O efeito mais tóxico do uso dos IMAO consiste em toxicidade
insuficiência hepática, lúpus induzido por narcóticos, dextrometorfano sistêmica da tiramina; os IMAO não-seletivos e mais antigos
fármacos, agravamento da depressão Consumo concomitante de café em excesso não são mais considerados como terapia de primeira linha para
Tonteira, sonolência, hipotensão ortostática, ou chocolate a depressão, devido a seu potencial significativo de toxicidade
ganho de peso, aumento dos níveis de Ingestão concomitante de alimentos com sistêmica da tiramina
aminotransferase hepática, distúrbio do alto conteúdo de tiramina (queijo, cerveja, Os IMAO podem precipitar episódios maníacos ou
orgasmo vinho, arenque em conserva, iogurte, hipomaníacos em alguns pacientes bipolares
fígado, extrato de levedo)
Doença hepática
Feocromocitoma
Insuficiência cardíaca
Anestesia geral, anestesia local com
vasoconstritores
Moclobemida Depressão Iguais aos da iproniazida, exceto por Iguais às da iproniazida A moclobemida, a befloxatona e a brofaromina são inibidores
Befloxatona menor toxicidade da tiramina reversíveis da monoamina oxidase A (IRMA)
Brofaromina Esses IRMA são deslocados por concentrações elevadas de
tiramina, resultando em metabolismo significativamente maior
da tiramina e, portanto, em menor toxicidade da tiramina
Selegilina Depressão Iguais aos da iproniazida, exceto por Iguais às da iproniazida, exceto que o A selegilina é um inibidor da MAO-B, que também inibe a
menor toxicidade da tiramina paciente tem maior liberdade quanto à dieta MAO-A em doses mais altas
A selegilina transdérmica diminui o risco de crise hipertensiva
induzida por tiramina, permitindo ao paciente uma maior
liberdade com a dieta
Farmacologia da Neurotransmissão Serotoninérgica e Adrenérgica Central

(Continua)
|
199
Resumo Farmacológico Capítulo 13 Farmacologia da Neurotransmissão Serotoninérgica e Adrenérgica Central (Continuação)
200

Efeitos Adversos
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Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS (ATC)
Mecanismo — Inibem a recaptação de 5HT e de NE da fenda sináptica através do bloqueio dos transportadores da recaptação de 5HT e NE, respectivamente, produzindo, assim, uma intensificação das respostas
pós-sinápticas
Amitriptilina Depressão Bloqueio cardíaco, arritmias cardíacas, Uso concomitante de inibidores da Os ATC parecem afetar os canais de sódio cardíacos de modo
Clomipramina Síndromes de dor, como hipotensão ortostática, infarto do monoamina oxidase semelhante à quinidina, resultando em atrasos potencialmente
Desipramina enxaqueca, síndrome da miocárdio, agranulocitose, icterícia, Defeitos do sistema de condução cardíaca letais da condução; deve-se efetuar um ECG para excluir a
Capítulo Treze

Doxepina fadiga crônica e outros convulsões, agravamento da depressão com Uso em pacientes durante a recuperação possibilidade de doença do sistema de condução antes de
Imipramina distúrbios de dor somática pensamentos suicidas aguda após infarto do miocárdio iniciar os ATC
Nortriptilina Enurese noturna Distensão, constipação, xerostomia, O uso concomitante de outros agentes que afetam o sistema de
Protriptilina (imipramina) tonteira, sonolência, visão turva, retenção condução cardíaca exige uma cuidadosa monitoração
Trimipramina Transtorno obsessivo- urinária Nos pacientes em uso de ATC, pode-se observar um acentuado
compulsivo aumento da resposta pressora à epinefrina IV
(clomipramina) A hipotensão ortostática constitui um efeito adverso
significativo em pacientes idosos
Os ATC podem precipitar a mania em pacientes com
transtorno bipolar
INIBIDORES SELETIVOS DA RECAPTAÇÃO DE SEROTONINA (ISRS)
Mecanismo — Inibem seletivamente a recaptação da serotonina e, portanto, aumentam os níveis sinápticos de serotonina; produzem também aumento da ativação dos receptores de 5HT e intensificação das respostas
pós-sinápticas. Em altas doses, ligam-se também ao transportador de NE
Citalopram Depressão Síndrome da serotonina devido à Uso concomitante de inibidores da Agentes de primeira linha para o tratamento da depressão, da
Fluoxetina Ansiedade administração concomitante de IMAO monoamina oxidase (IMAO), pimozida ou ansiedade e do transtorno obsessivo-compulsivo
Fluvaxamina Transtorno obsessivo- (caracterizada por hipertermia, rigidez tioridazina Os ISRS são significativamente mais seletivos do que os ATC
Paroxetina compulsivo muscular, mioclonus e flutuações rápidas para os transportadores de 5HT, e, por conseguinte, os ISRS
Sertralina Transtorno do estresse pós- do estado mental e dos sinais vitais); pode apresentam menos efeitos adversos
traumático precipitar mania em paciente bipolar Os ISRS exibem maior índice terapêutico do que os ATC
Síndromes de dor Disfunção sexual, distúrbio gastrintestinal
(a sertralina está freqüentemente associada
a diarréia, enquanto a paroxetina está
associada a constipação), vasoespasmo,
sudorese, sonolência, ansiedade
INIBIDORES DA RECAPTAÇÃO DE SEROTONINA–NOREPINEFRINA (IRSN)
Mecanismo — Bloqueiam o transportador de recaptação de 5HT e o transportador de recaptação da NE de modo dependente da concentração
Venlafaxina Depressão Síndrome maligna neuroléptica, hepatite; Uso concomitante de inibidores da A venlafaxina em baixas concentrações atua como um ISRS
Duloxetina Ansiedade pode exacerbar a mania ou a depressão em monoamina oxidase (IMAO) através de aumento dos níveis de serotonina; todavia, em altas
Transtorno do pânico, com pacientes suscetíveis concentrações, aumenta também os níveis de NE
ou sem agorafobia Hipertensão, sudorese, perda de peso, A duloxetina inibe a recaptação de NE e 5HT e foi aprovada
Síndromes de dor distúrbio gastrintestinal, visão turva, para tratamento da dor neuropática e outras síndromes de dor,
(duloxetina) nervosismo, disfunção sexual além do tratamento da depressão
OUTROS ANTIDEPRESSIVOS ATÍPICOS
Mecanismo — A bupropiona é um antidepressivo aminocetona, que inibe fracamente a captação neuronal da 5HT, dopamina e NE. A mitarzapina bloqueia 5HT2A, 5HT2C e o auto-receptor ␣2-adrenérgico e
presumivelmente diminui a neurotransmissão nas sinapses 5HT2, enquanto aumenta a neurotransmissão da NE. A nefazodona e a trazodona bloqueiam os receptores 5HT2 pós-sinápticos
Bupropiona Depressão Taquiarritmias, hipertensão, especialmente Convulsões Possui os menores efeitos sexuais entre os fármacos
Abandono do tabagismo quando combinada com disco de nicotina, Bulimia ou anorexia antidepressivos
convulsões, pode exacerbar a mania em Uso concomitante de inibidor da MAO Induz menos mania do que os outros antidepressivos
pacientes suscetíveis (efeito menor que Uso concomitante de outros produtos da
outros antidepressivos) bupropiona
Prurido, sudorese, exantema, dispepsia, Pacientes com interrupção abrupta
constipação, tonteira, visão turva, agitação de álcool ou sedativos (incluindo
benzodiazepínicos)
Mirtazapina Depressão Agranulocitose, convulsões, pode exacerbar Inibidor concomitante da MAO Como a mirtazapina é um potente sonífero, bem como um
a depressão ou a mania em pacientes estimulante do apetite, mostra-se útil na população idosa, em
suscetíveis que a insônia ou a perda de peso são achados freqüentes
Sonolência, aumento do apetite,
hiperlipidemia, constipação, tonteira
Nefazodona Depressão Priapismo (trazodona), hipotensão Co-administração de IMAO, pimozida, A trazodona é um pró-fármaco que é convertido em
Trazodona Insônia (trazodona) ortostática (nefazodona), insuficiência triazolam ou carbamazepina (contra- metaclorofenilpiperazina (mCPP), um agonista seletivo
hepática (nefazodona), convulsões, podem indicação para a nefazodona) 5HT2A/2CR utilizado no tratamento da depressão e da insônia
agravar a depressão ou a mania Hipersensibilidade à nefazodona ou A trazodona é utilizada principalmente como sonífero, visto
Sudorese, alteração do peso, dispepsia, trazodona que as doses mais altas necessárias para produzir efeitos
tonteira, sonolência, visão turva antidepressivos são habitualmente hipersedativas
AGONISTAS DOS RECEPTORES DE SEROTONINA
Mecanismo — A buspirona é um agonista seletivo do 5HT1AR e não se liga aos receptores de GABA; o efeito terapêutico vasoconstritor das triptanas é mediado pelos 5HT1R (tanto o 5HT1DR quanto o 5HT1BR)
expressos na vasculatura cerebral
Buspirona Ansiedade Isquemia ou infarto do miocárdio, acidente Hipersensibilidade à buspirona A buspirona não é sedativa e apresenta propriedades
vascular cerebral ansiolíticas moderadas; embora não seja tão efetiva quanto
Tonteira, confusão, cefaléia, excitação, os benzodiazepínicos, é interessante em virtude de suas
visão turva, sentimentos e comportamento propriedades não-adictivas
hostis, nervosismo
Sumatriptana Enxaqueca Espasmo da artéria coronária, crise Alcalóide do esporão do centeio ou As triptanas têm maior utilidade para as crises agudas de
Rizatriptana hipertensiva, isquemia ou infarto do agonista 5HT1 da serotonina dentro de 24 enxaqueca quando tomadas no início de um episódio, e não
Almotriptana miocárdio, acidente vascular cerebral, horas como profilaxia
Frovatriptana convulsões Terapia concomitante com IMAO
Eletriptana Dor torácica, rubor, náusea, tonteira Síndromes cardíacas isquêmicas, vasculares
Zolmitriptana cerebrais ou vasculares periféricas
Hipertensão não-controlada
ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES DE SEROTONINA
Mecanismo — Os antagonistas dos receptores de serotonina exibem graus variáveis de seletividade para subtipos de receptores e, com freqüência, apresentam reação cruzada com receptores adrenérgicos,
histamínicos e muscarínicos
Cetanserina Glaucoma Hipotensão ortostática, taquicardia Hipersensibilidade à cetanserina Antagonista 5HT2A/2CR
Hipertensão ventricular Utilizada primariamente na forma tópica para reduzir a pressão
Rubor, exantema, retenção hídrica, intra-ocular no glaucoma
dispepsia, tonteira, sedação
Ondansetrona Náusea Arritmias cardíacas, broncoespasmo Hipersensibilidade à ondansetrona Antagonista do 5HT3R
Aumento das enzimas hepáticas, Antiemético potente, que é freqüentemente utilizado como
constipação, diarréia, fadiga, cefaléia adjuvante da quimioterapia do câncer ou em casos de náusea
refratária
Tegaserode Síndrome do intestino Hipotensão, síncope História de obstrução intestinal, aderências Antagonistas do 5HT4R
Prucaloprida irritável com predomínio Diarréia, tonteira, cefaléia abdominais ou doença sintomática da Aumento da motilidade GI no tratamento da constipação
de constipação vesícula biliar associada à SII
Comprometimento hepático moderado a
grave
Comprometimento renal grave
Suspeita de disfunção do esfíncter de Oddi
Farmacologia da Neurotransmissão Serotoninérgica e Adrenérgica Central

(Continua)
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201
Resumo Farmacológico Capítulo 13 Farmacologia da Neurotransmissão Serotoninérgica e Adrenérgica Central (Continuação)
202

Efeitos Adversos
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Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES DE SEROTONINA
Mecanismo — Os antagonistas dos receptores de serotonina exibem graus variáveis de seletividade para subtipos de receptores e, com freqüência, apresentam reação cruzada com receptores adrenérgicos,
histamínicos e muscarínicos
Alosetrona Síndrome do intestino Constipação grave, colite isquêmica aguda Constipação preexistente Antagonista do 5HT3R
irritável com predomínio Dor abdominal, náusea, cefaléia Uso concomitante de fluvoxamina Diminui o tônus serotoninérgico nas células intestinais,
de diarréia Doença de Crohn, colite ulcerativa, reduzindo, assim, a motilidade intestinal
Capítulo Treze

diverticulite Útil para a diarréia associada a SII


Comprometimento hepático grave
História de estado hipercoagulável
História de comprometimento da circulação
intestinal, estenose intestinal, colite
isquêmica, megacólon tóxico
ESTABILIZADORES DO HUMOR
Carbamezepina Ver Resumo Farmacológico:
Ácido valpróico Cap. 14
Lamotrigina
LÍTIO
Mecanismo — O lítio pode imitar outros cátions monovalentes pequenos e afetar as proteínas e os transportadores que necessitam de co-fatores de cátions. O lítio penetra nas células através dos canais de Na+. Inibe
tanto a inositol fosfatase que desfosforila o IP2 a fosfato de inositol (IP1), quanto a inositol fosfatase que desfosforila o IP1 a inositol livre, bloqueando, assim, a cascata de sinalização do fosfatidilinositol no cérebro.
Ao bloquear a regeneração do PIP2, o lítio inibe a neurotransmissão adrenérgica central, muscarínica e serotoninérgica. Outros mecanismos de ação do lítio incluem aumento da neurotransmissão da 5HT, diminuição
da neurotransmissão da NE e DA, inibição da adenililciclase através do desacoplamento das proteínas G dos receptores de neurotransmissores, e alteração dos gradientes eletroquímicos através das membranas celulares,
substituindo os canais de Na+ e/ou bloqueando os canais de K+.
Lítio Transtorno afetivo bipolar Intoxicação aguda pelo lítio (caracterizada Debilitação grave, desidratação e depleção O lítio possui uma janela terapêutica estreita e ampla gama de
por náusea, vômitos, diarréia, insuficiência de sódio efeitos adversos
renal, disfunção neuromuscular, ataxia, Doença cardiovascular significativa A intoxicação aguda pelo lítio é uma emergência médica, cujo
tremor, confusão, delírio e convulsões), Comprometimento renal significativo tratamento pode exigir diálise
bradiarritmias graves, hipotensão, Lactação Os agentes antiinflamatórios não-esteróides (AINE) ou a
disfunção do nó sinusal, hipercalemia, hiponatremia podem resultar em reabsorção aumentada de
pseudotumor cerebral, elevação da pressão lítio nos túbulos proximais e elevação das concentrações
intracraniana e papiledema, convulsões, plasmáticas de lítio
poliúria A inibição da entrada de potássio nos miócitos pelo lítio leva
Diabetes insípido nefrogênico, a anormalidades na repolarização dos miócitos, hipercalemia
hipotireoidismo, bócio, anormalidades ECG extracelular e hipocalemia intracelular
e EEG, diarréia, náusea, fraqueza muscular, Foi constatado que o lítio diminui o risco de suicídio em
escotomas transitórios dos campos visuais, pacientes com transtorno bipolar
comprometimento renal, acne
Resumo Farmacológico Capítulo 14 Farmacologia da Neurotransmissão Elétrica Anormal no Sistema Nervoso Central
214

Efeitos Adversos
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Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


INIBIDORES DOS CANAIS DE SÓDIO
Mecanismo — Inibem a neurotransmissão elétrica através do bloqueio dependente do uso do canal de sódio neuronal regulado por voltagem
Fenitoína Convulsões parciais e generalizadas Agranulocitose, Hipersensibilidade à hidantoína A fenitoína interage com numerosos fármacos em virtude de
secundárias (tônico-clônicas), estado leucopenia, pancitopenia, Bradicardia sinusal, bloqueio do nó SA, seu metabolismo hepático. A fenitoína é metabolizada pela
de mal epiléptico, convulsões não- trombocitopenia, anemia bloqueio AV de segundo ou de terceiro grau 2C9/10 e pela 2C19 do citocromo P450. Outros fármacos
epilépticas megaloblástica, hepatite, Síndrome de Stokes-Adams que são metabolizados por essas enzimas podem aumentar ou
Convulsões relacionadas com a síndrome de Stevens- diminuir as concentrações plasmáticas de fenitoína. A fenitoína
Capítulo Quatorze

eclampsia Johnson, necrólise também pode induzir várias enzimas do citocromo P450, como
Neuralgia epidérmica tóxica 3A4, podendo resultar em aumento do metabolismo de outros
Arritmias ventriculares que Ataxia, nistagmo, fármacos. Os exemplos dessas interações incluem: os níveis
não respondem à lidocaína ou incoordenação, confusão, de fenitoína são aumentados pelo cloranfenicol, cimetidina,
procainamida hiperplasia gengival, dissulfiram, felbamato e isoniazida; os níveis de fenitoína são
Arritmias induzidas por glicosídios hirsutismo, traços faciais diminuídos pela carbamazepina e fenobarbital.
cardíacos grosseiros A fenitoína aumenta o metabolismo da carbamazepina,
ciclosporina, doxiciclina, lamotrigina, levodopa, metadona,
anticoncepcionais orais, quinidina e varfarina.
Em baixas doses, a meia-vida é de 24 h; em doses mais altas,
a fenitoína satura o sistema P450, de modo que pequenas
mudanças na sua dose podem resultar em grandes alterações
das concentrações plasmáticas, com conseqüente aumento do
risco de efeitos adversos
Carbamazepina Convulsões parciais e tônico-clônicas Anemia aplásica, Uso concomitante de inibidores da Um metabólito da carbamazepina, a 10,11-epoxicarbamazepina,
Distúrbio bipolar I (ver Boxe 13.2) agranulocitose, monoamina oxidase também atua retardando a recuperação dos canais de sódio
Neuralgia do trigêmeo trombocitopenia, leucopenia, História de depressão da medula óssea Fármaco de escolha para as convulsões parciais (simples e
bloqueio atrioventricular, complexas)
arritmias, síndrome de A meia-vida da carbamazepina é reduzida com tratamento
Stevens-Johnson, necrólise crônico, exigindo que o paciente tome várias doses ao dia
epidérmica tóxica, Em virtude de seu metabolismo linear, a carbamazepina
hiponatremia, hipocalcemia, constitui uma escolha mais interessante do que a fenitoína para
SIADH, porfiria, hepatite, pacientes com interações medicamentosas potenciais
nefrotoxicidade
Labilidade da pressão
arterial, exantema, confusão,
nistagmo, visão turva
Lamotrigina Convulsões parciais e tônico-clônicas Síndrome de Stevens- Hipersensibilidade à lamotrigina A lamotrigina constitui uma alternativa útil da fenitoína e da
Crises de ausência atípicas Johnson, necrólise carbamazepina no tratamento das convulsões parciais e tônico-
Distúrbio bipolar I (ver Boxe 13.2) epidérmica tóxica, clônicas
supressão da medula óssea, A lamotrigina também é efetiva no tratamento das crises de
necrose hepática, amnésia, ausência atípicas; trata-se do terceiro fármaco de escolha para o
angioedema tratamento das crises de ausência depois da etossuximida e do
Exantema, ataxia, sonolência, ácido valpróico
visão turva
INIBIDORES DOS CANAIS DE CÁLCIO
Mecanismo — A etossuximida e o ácido valpróico inibem o canal de cálcio do tipo T de baixo limiar; a gabapentina inibe o canal de cálcio ativado por alta voltagem (HVA)
Etossuximida Crises de ausência Síndrome de Stevens- Hipersensibilidade à etossuximida A etossuximida reduz as correntes de tipo T de baixo limiar de
Johnson, supressão da modo dependente da voltagem, sem alterar a dependência de
medula óssea, lúpus voltagem ou a cinética de recuperação dos canais de sódio
eritematoso sistêmico, Tratamento de primeira linha para as crises de ausência não
convulsões complicadas
Irritação gastrintestinal,
ataxia, sonolência
Ácido valpróico Convulsões tônico-clônicas, crises de Hepatotoxicidade, Doença hepática O ácido valpróico atua de modo pleiotrópico in vitro: inibe
ausência, crises de ausência atípicas, pancreatite, trombocitopenia, Distúrbios do ciclo da uréia o canal de cálcio do tipo T de baixo limiar, produz bloqueio
convulsões parciais hiperamonemia dependente do uso do canal de sódio regulado por voltagem,
Irritação gastrintestinal, aumenta a atividade da ácido glutâmico descarboxilase (enzima
ganho de peso, ataxia, responsável pela síntese de GABA) e inibe a atividade das
sedação, tremor enzimas que degradam o GABA
Mais efetivo para o tratamento das síndromes de epilepsia
generalizada com tipos convulsivos mistos
Constitui também o fármaco de escolha para pacientes com
convulsões generalizadas idiopáticas
Utilizado no tratamento das crises de ausência que não
respondem à etossuximida e como alternativa da fenitoína e da
carbamazepina no tratamento das convulsões parciais
Gabapentina Convulsões parciais Síndrome de Stevens-Johnson Hipersensibilidade à gabapentina Embora a gabapentina aumente o conteúdo de GABA nos
Neuropatia periférica diabética Sedação, tontura, neurônios e nas células gliais in vitro, seu principal efeito
Profilaxia da enxaqueca ataxia, fadiga, irritação anticonvulsivante parece ocorrer através da inibição dos
gastrintestinal canais de cálcio HVA
A gabapentina apresenta poucas interações com outros
fármacos
A gabapentina não parece ser um agente antiepiléptico
particularmente efetivo para a maioria dos pacientes

POTENCIALIZADORES DOS CANAIS DE GABA


Mecanismo — Potencializam a inibição mediada pelo GABA, aumentando a corrente de cloreto através do canal
Benzodiazepínicos: Convulsões parciais e tônico-clônicas Ataxia, tontura, sonolência, Glaucoma de ângulo estreito agudo Os benzodiazepínicos aumentam a afinidade do receptor de
Diazepam (diazepam, lorazepam, midazolam) fadiga Glaucoma de ângulo aberto não tratado GABA pelo GABA e, portanto, aumentam a corrente de cloreto
Lorazepam Crises de ausência (clonazepam) através do canal, resultando em supressão do foco da convulsão
Midazolam Estado de mal epiléptico e reforço da inibição circundante
Clonazepam Ansiedade Tipicamente, os benzodiazepínicos são apenas utilizados para
Abstinência de álcool interromper agudamente as convulsões
O clonazepam atua especificamente nos receptores de GABA
no núcleo reticular para “interromper” a transmissão no núcleo,
inibindo, assim, a hiperpolarização do tálamo mediada pelo
GABA e inativando indiretamente o canal de cálcio do tipo T
O clonazepam é o quarto fármaco de escolha no tratamento das
crises de ausência, depois da lamotrigina
Os níveis de benzodiazepínicos são diminuídos pela
Farmacologia da Neurotransmissão Elétrica Anormal no Sistema Nervoso Central

carbamazepina ou fenobarbital
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215
Resumo Farmacológico Capítulo 14 Farmacologia da Neurotransmissão Elétrica Anormal no Sistema Nervoso Central (Continuação)
216

Efeitos Adversos
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Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


Barbitúricos: Convulsões parciais e tônico-clônicas Síndrome de Stevens- Porfiria O fenobarbital liga-se a um sítio alostérico no receptor de
Fenobarbital Insônia Johnson, supressão Disfunção hepática grave GABA e potencializa a ação do GABA endógeno, aumentando
Sedação pré-operatória da medula óssea, Doença respiratória acentuadamente a duração do influxo de cloreto
hepatotoxicidade, osteopenia Os barbitúricos podem exacerbar a crise de ausência
Sedação, ataxia, confusão, O fenobarbital é utilizado primariamente como fármaco
tontura, diminuição da alternativo no tratamento das convulsões parciais e convulsões
libido, depressão tônico-clônicas
Capítulo Quatorze

Os níveis de fenobarbital podem ser aumentados pelo ácido


valpróico ou fenitoína
INIBIDORES DO RECEPTOR DE GLUTAMATO
Mecanismo — O felbamato inibe o sítio de ligação da glicina do complexo receptor NMDA-ionóforo, resultando em supressão da atividade convulsiva
Felbamato Epilepsia refratária, particularmente Anemia aplásica, depressão Discrasia sangüínea O felbamato carece dos efeitos adversos comportamentais
convulsões parciais e tônico-clônicas da medula óssea, Hepatopatia observados com os outros antagonistas NMDA
insuficiência hepática, O felbamato é um agente antiepiléptico extremamente potente
síndrome de Stevens-Johnson e que tem o benefício adicional de não apresentar efeitos
Fotossensibilidade, irritação sedativos
gastrintestinal, marcha Todavia, o seu uso tem sido associado a diversos casos de
anormal, tontura anemia aplásica fatal e insuficiência hepática, restringindo-se a
pacientes com epilepsia refratária
OUTROS AGENTES ANTIEPILÉPTICOS
Mecanismos em fase de investigação
Tiagabina Convulsões parciais e tônico-clônicas Morte súbita inexplicada Hipersensibilidade à tiagabina Pode intensificar a atividade do GABA ao bloquear a sua
(terapia adjuvante) Confusão, sedação, tontura, recaptação nos neurônios pré-sinápticos
depressão, psicose, irritação Os níveis de tiagabina são diminuídos pela fenitoína,
gastrintestinal carbamazepina ou fenobarbital. Os agentes antiepilépticos
não indutores de enzimas (por exemplo, gabapentina) podem
necessitar de doses mais baixas ou de menor titulação da
tiagabina para uma resposta clínica
Topiramato Convulsões parciais e tônico-clônicas Sedação, retardo psicomotor, Hipersensibilidade ao topiramato Pode inibir os canais de sódio. Pode potencializar a ativação
(terapia adjuvante) fadiga, problemas de fala ou do GABA no canal de GABA-A. Pode antagonizar o receptor
de linguagem, cálculos renais AMPA
Levetiracetam Convulsões parciais (terapia Anemia, leucopenia Hipersensibilidade ao levetiracetam Inibe a descarga em rajada sem afetar a excitabilidade neuronal
adjuvante) Sedação, fadiga, normal
incoordenação, psicose
Zonisamida Convulsões parciais e tônico-clônicas Sedação, tontura, confusão, Hipersensibilidade à zonisamida Pode inibir os canais de sódio
(terapia adjuvante) cefaléia, anorexia, cálculos Os níveis de zonisamida são diminuídos pela carbamazepina,
renais fenitoína ou fenobarbital
Resumo Farmacológico Capítulo 15 Farmacologia dos Anestésicos Gerais
238

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
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ANESTÉSICOS GERAIS INALATÓRIOS


Mecanismo — Modulação de canais iônicos controlados por ligantes (mais provável)
Isoflurano Anestesia geral Depressão cardiovascular e Susceptibilidade à hipertermia maligna Menos potente do que o halotano, porém a indução é mais
Enflurano Suplemento de outros anestésicos respiratória, arritmias Convulsões (contra-indicação apenas ao rápida
em obstetrícia Hipertermia maligna enflurano) O odor penetrante irrita as vias respiratórias
Convulsões (com enflurano) A hipertermia maligna é tratada com dantroleno
Capítulo Quinze

Há maior risco de toxicidade renal com o enflurano do que


com o isoflurano
Halotano Anestesia geral Iguais aos do isoflurano. Anestesia obstétrica Odor menos penetrante do que o isoflurano; útil em anestesia
Além disso, pode causar Susceptibilidade à hipertermia maligna pediátrica por causa do odor não-irritante
hepatite e necrose hepática História de lesão hepática por exposição Os metabólitos tóxicos podem provocar hepatotoxicidade fatal
fatal prévia ao halotano em adultos
Potência elevada, mas indução e recuperação lentas
Éter dietílico Anestesia geral Iguais aos do isoflurano Susceptibilidade à hipertermia maligna Potência relativamente alta, mas indução muito lenta
O odor penetrante irrita as vias respiratórias
Inflamável; não é usado com freqüência nos Estados Unidos
Óxido nitroso Anestesia geral (geralmente é Pode causar expansão Não deve ser administrado sem oxigênio Indução e recuperação rápidas, mas baixa potência
associado a outros agentes) de acúmulos de ar como Não deve ser administrado continuamente Analgesia em concentrações subipnóticas
pneumotórax, obstrução do por mais de 24 horas A necessidade de manter uma pressão parcial de oxigênio
ouvido médio, obstrução Coleção de ar preexistente aceitável impede a anestesia plena usando apenas óxido nitroso
de alça intestinal e ar
intracraniano
Desflurano Anestesia geral Iguais aos do isoflurano. Susceptibilidade à hipertermia maligna Novos anestésicos com potência relativamente alta, além de
Sevoflurano Além disso, o desflurano indução e recuperação rápidas
pode causar espasmo O desflurano irrita as vias aéreas. O sevoflurano pode exibir
laríngeo instabilidade química quando exposto a adsorventes de dióxido
de carbono em alguns aparelhos de anestesia
ANESTÉSICOS GERAIS INTRAVENOSOS
Mecanismo — Modulação de canais iônicos controlados por ligantes (mais provável)
Propofol Indução e manutenção de anestesia Depressão cardiovascular e Hipersensibilidade ao propofol Induz anestesia em velocidade semelhante aos barbitúricos de
Sedação de pacientes ventilados respiratória ação ultracurta e tem recuperação mais rápida do que estes;
mecanicamente Reação no local da injeção útil principalmente em cirurgias ambulatoriais curtas por causa
de sua eliminação rápida
Tiopental Indução de anestesia Iguais aos do propofol. Porfiria intermitente aguda ou porfiria Barbitúrico de ação ultracurta capaz de induzir anestesia
Narcoanálise Também pode causar variegada cirúrgica em segundos
Pressão intracraniana elevada espasmo laríngeo, anemia
Convulsões hemolítica e neuropatia
radial
Ausência de reação no local
da injeção
Etomidato Indução de anestesia Iguais aos do propofol. Hipersensibilidade ao etomidato Causa depressão cardiopulmonar mínima, talvez em razão da
Também pode causar ineficácia no sistema nervoso simpático
mioclônus
Quetamina Anestesia/analgesia dissociativa Hipertensão, taquiarritmia, Hipersensibilidade à quetamina Antagonista do receptor NMDA
Único anestésico para mioclônus, depressão Hipertensão grave Aumenta o débito cardíaco aumentando os impulsos
procedimentos que não exigem respiratória, aumento da simpáticos
relaxamento da musculatura pressão intracraniana
esquelética Alucinações, sonhos
realistas, sintomas
psiquiátricos
BENZODIAZEPÍNICOS
Mecanismo — Potencialização dos receptores GABAA
Diazepam Ver Resumo Farmacológico: Cap. 11
Lorazepam
Midazolam
OPIÓIDES
Mecanismo — Agonistas dos receptores de opióides
Morfina Ver Resumo Farmacológico: Cap. 16
Meperidina
Fentanil
Remifentanil
BLOQUEADORES NEUROMUSCULARES
Mecanismo — Inibição despolarizante ou não-despolarizante dos receptores nicotínicos da acetilcolina
Tubocurarina Ver Resumo Farmacológico: Cap. 8
Pancurônio
Vecurônio
Cisatracúrio
Mivacúrio
Succinilcolina
Farmacologia dos Anestésicos Gerais
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239
Resumo Farmacológico Capítulo 16 Farmacologia da Analgesia
256

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
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AGONISTAS DOS RECEPTORES OPIÓIDES ␮


Morfina, Codeína e Derivados Semi-sintéticos
Mecanismo — Agonistas naturais ou semi-sintéticos do receptor opióide m, que resultam em inibição da neurotransmissão
Morfina Dor (moderada a intensa) Depressão respiratória, Asma grave A morfina é metabolizada no fígado, e o seu metabólito ativo,
Analgesia para o paciente com hipotensão, confusão e Íleo paralítico M6G, é excretado pelos rins; pode ser necessário um ajuste da
ventilação mecânica potencial de abuso Depressão respiratória/ dose em pacientes com doença renal
Obstipação, náuseas, hipoventilação As preparações orais de liberação controlada reduzem o número
Capítulo Dezesseis

vômitos, tonteira, cefaléia, Obstrução das vias respiratórias superiores necessário de doses diárias; todavia, essas formulações estão
sedação, retenção urinária e associadas a um potencial de abuso
prurido A morfina intravenosa ou subcutânea é comumente utilizada em
dispositivos de analgesia controlados pelo paciente
A morfina epidural ou intratecal pode produzir analgesia
altamente efetiva ao atingir concentrações locais elevadas no
corno dorsal da medula espinal
Codeína Dor (leve a moderada) Iguais aos da morfina. Além Durante o parto de prematuro Muito menos efetiva do que a morfina no tratamento da dor
disso, convulsões com o uso Lactentes prematuros Utilizada pelos seus efeitos antitussivos e antidiarréicos
de dose excessiva A quinidina diminui os efeitos analgésicos da codeína ao inibir
a bioativação da codeína em morfina
Oxicodona Dor (moderada a grave) Iguais aos da morfina Iguais aos da morfina Análogos mais efetivos da codeína no tratamento da dor
Hidrocodona
Agentes Sintéticos
Mecanismo — Agonistas sintéticos do receptor opióide m que resultam em inibição da neurotransmissão
Metadona Desintoxicação de pacientes com Iguais aos da morfina Hipersensibilidade à metadona Em virtude de sua longa duração de ação, a metadona é
adição de opióides utilizada para obter alívio prolongado da dor em pacientes com
Dor intensa câncer
Fentanil Dor (moderada a intensa) Iguais aos da morfina Iguais às da morfina O fentanil é mais potente que a morfina e apresenta
Alfentanil biodisponibilidade por diversas vias. A administração
Sufentanil transmucosa (em pastilhas) é útil para pacientes pediátricos.
Uma formulação transdérmica (discos) libera lentamente o
fármaco com o decorrer do tempo
O alfentanil e o sufentanil estão estruturalmente relacionados
com o fentanil; o alfentanil é mais potente do que o fentanil,
enquanto o sufentanil é menos potente do que o fentanil
Remifentanil Dor (moderada a intensa) Iguais aos da morfina. Não deve ser utilizado para administração O remifentanil apresenta um metabolismo e eliminação
Adjuvante da anestesia geral Além disso, observa-se epidural ou intratecal, visto que a glicina inusitadamente rápidos. O remifentanil permite efetuar uma
a ocorrência de rigidez presente na formulação pode causar equivalência precisa da dose do fármaco com a resposta clínica.
muscular neurotoxicidade Entretanto, o rápido término de ação do remifentanil durante a
anestesia exige a co-administração de um fármaco de ação mais
longa para manter a analgesia no pós-operatório
Meperidina Dor (moderada a intensa) Iguais aos da morfina. Uso recente ou concomitante de IMAO O metabólito tóxico normeperidina pode causar aumento da
Além disso, observa-se a excitabilidade do SNC e convulsões. A excreção renal de
ocorrência de euforia e normeperidina torna a toxicidade um problema na dosagem
midríase repetida do fármaco ou em pacientes com doença renal. Ao
contrário de outros opióides, a meperidina causa midríase, mais
do que miose
O uso recente ou concomitante de IMAO constitui uma
contra-indicação absoluta, devido ao risco de síndrome de
serotonina potencialmente fatal
Em geral, evita-se a co-administração com selegilina ou
sibutramina, devido ao risco teórico da síndrome de serotonina
Levorfanol Dor (moderada a intensa) Iguais aos da morfina Hipersensibilidade ao levorfanol A exemplo de outros opióides, o levorfanol exerce efeitos
analgésicos através de receptores na substância cinzenta
periventricular e periaqueductal no cérebro e na medula espinal,
alterando, assim, a percepção e a transmissão da dor
Disponível em formas IV e oral
Propoxifeno Dor (leve a moderada) Iguais aos da morfina Hipersensibilidade ao propoxifeno Estruturalmente relacionado com a metadona. Analgesia de ação
central leve
O propoxifeno aumenta acentuadamente o nível sérico de
carbamazepina

Agonistas Parciais e Mistos


Mecanismo — Agonistas parciais dos receptores m (butorfanol e buprenorfina) e agonista k com atividade antagonista m parcial (nalbufina)
Butorfanol Dor (moderada a grave) Hipotensão, palpitação, Hipersensibilidade à medicação Produzem analgesia semelhante à morfina, porém com sintomas
Buprenorfina Adjuvante da anestesia balanceada tinido, depressão eufóricos mais leves
respiratória, infecção das Disponíveis em spray intranasal e formulações IV
vias respiratórias superiores
Tontura, sedação, insônia e
congestão com administração
intranasal a longo prazo
Nalbufina Dor (moderada a intensa) Depressão respiratória, Hipersensibilidade à nalbufina Sua atividade antagonista ␮ pode precipitar abstinência em
Adjuvante da anestesia balanceada hipersensibilidade pacientes que receberam opióides cronicamente
(freqüente)
Sudorese, náusea, vômitos,
tontura, sedação
ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES OPIÓIDES
Mecanismo — Antagonistas dos receptores opióides m, bloqueando, assim, os efeitos opióides endógenos ou exógenos
Naloxona Toxicidade aguda dos opióides Arritmias cardíacas, Hepatite aguda ou insuficiência hepática A combinação de ioimbina e naloxona resulta em maior
Naltrexona (naloxona) hipertensão, hipotensão, (naltrexona) ansiedade, tremores, palpitações, ondas de calor e de frio, bem
Adicção de opióides, álcool hepatotoxicidade, edema como níveis plasmáticos elevados de cortisol
(Naltrexona) pulmonar, abstinência de
opióides
Trombose venosa profunda
e embolia pulmonar
(naltrexona)
Farmacologia da Analgesia

(Continua)
|
257
Resumo Farmacológico Capítulo 16 Farmacologia da Analgesia (Continuação)
258

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
|

ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES OPIÓIDES


Mecanismo — Antagonistas dos receptores opióides m, bloqueando, assim, os efeitos opióides endógenos ou exógenos
Alvimopam Íleo pós-operatório e disfunção Diarréia, flatulência, dor Hipersensibilidade ao alvimopam O alvimopam é um potente antagonista dos receptores opióides
intestinal mediada por opióides abdominal, nervosismo, ␮ periféricos
poliúria, elevação das PFH Estudos limitados em seres humanos mostram que o alvimopam
impede a obstipação induzida pela morfina, porém não exerce
nenhum efeito sobre a analgesia da morfina
Capítulo Dezesseis

ANALGÉSICOS NÃO-ESTERÓIDES
Mecanismo — Afetam a via de síntese das prostaglandinas
Acetaminofeno Ver Resumo Farmacológico: Cap. 41
Aspirina
Naproxeno
Ibuprofeno
Indometacina
Diclofenaco
Piroxicam
Celecoxibe
ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS
Mecanismo — Promovem a neurotransmissão serotoninérgica e noradrenérgica, inibindo a recaptação de neurotransmissores
Amitriptilina Ver Resumo Farmacológico: Cap. 13
Nortriptilina
Imipramina
Desipramina
Duloxetina
Venlafaxina
ANTICONVULSIVANTES E ANTIARRÍTMICOS
Mecanismo — Inibem a iniciação ou a condução do potencial de ação
Carbamazepina Ver Resumo Farmacológico: Cap. 14
Oxcarbazina
Gabapentina
Pregabalina
Lamotrigina
Mexiletina Ver Resumo Farmacológico: Cap. 18
ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES NMDA
Mecanismo — Bloqueiam a despolarização pós-sináptica dependente dos receptores NMDA
Quetamina Analgesia Hipertensão, taquiarritmias, Hipersensibilidade à quetamina Útil para o tratamento da dor intensa aguda, como lesão
Anestesia dissociativa mioclonos, depressão Hipertensão grave em campo de batalha, devido ao risco mínimo de depressão
Único agente anestésico para respiratória, aumento da respiratória. A aplicação mais ampla da quetamina é limitada
procedimentos que não exigem pressão intracraniana pelos seus efeitos psicomiméticos
relaxamento do músculo esquelético Alucinações, sonhos vívidos, Aumenta o débito cardíaco através de aumento do efluxo
sintomas psiquiátricos simpático
Dextrometorfano Tosse Tonteira, sonolência, fadiga Co-administração de IMAO O dextrometorfano, quando utilizado nas doses relativamente
Dor neuropática altas necessárias para produzir analgesia, também provoca
tonteira, fadiga, confusão e efeitos psicomiméticos
A co-administração de IMAO está absolutamente contra-
indicada devido ao risco da síndrome de serotonina
A co-administração com selegilina ou sibutramina é
habitualmente evitada
AGONISTAS DOS RECEPTORES DE SEROTONINA 5-HT1D
Mecanismo — Induzem vasoconstrição vascular cerebral e reduzem a transmissão nociceptiva
Sumatriptana Ver Resumo Farmacológico: Cap. 13
Rizatriptana
Naratriptana
Zolmitriptana
Almotriptana
Electriptana
Farmacologia da Analgesia
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259
Resumo Farmacológico Capítulo 17 Farmacologia da Dependência e Adicção a Drogas
Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
INIBIDOR DO METABOLISMO DO ÁLCOOL
Mecanismo — O etanol é oxidado pela álcool desidrogenase em acetaldeído, e o acetaldeído é metabolizado pela aldeído desidrogenase. O dissulfiram inibe a aldeído desidrogenase e, portanto, impede o metabolismo do
acetaldeído. O acúmulo sérico de acetaldeído causa vários sintomas desagradáveis.
Dissulfiram Alcoolismo Hepatite, neuropatia Uso concomitante de paraldeído, O acúmulo de acetaldeído causa rubor facial, cefaléia,
periférica, neurite óptica, metronidazol, etanol ou produtos contendo náusea, vômito, fraqueza, hipotensão ortostática e dificuldade
transtorno psicótico etanol respiratória; esses sintomas duram de 30 minutos a algumas
Gosto residual metálico ou Oclusão coronariana, doença miocárdica horas
semelhante a alho, dermatite grave A eficácia do dissulfiram é limitada por insucesso na adesão
Psicoses Co-administração com isoniazida pode resultar em efeitos
adversos no SNC
O dissulfiram aumenta os efeitos anticoagulantes da varfarina
ANTAGONISTAS OPIÓIDES
Mecanismo — Bloqueiam competitivamente a ligação dos opióides ao receptor de ␮-opióide
Naloxona Superdosagem de opióide Arritmia cardíaca, labilidade Hipersensibilidade à naloxona Interage com analgésicos opióides
Reversão rápida da atividade dos da pressão arterial, Meia-vida curta
opióides hepatotoxicidade, edema
pulmonar, abstinência de
opióide
Naltrexona Dependência de opióide Hepatotoxicidade Hepatite aguda ou insuficiência hepática A naltrexona impede a “onda” associada ao abuso de opióides,
Dependência de álcool Dor abdominal, constipação, Analgésicos opióides concomitantes mas não alivia “fissuras” ou efeitos de abstinência
náusea, cefaléia, ansiedade Alta probabilidade de não-adesão à naltrexona; eficaz apenas
em indivíduos motivados
Uma formulação injetável de naltrexona de liberação
prolongada foi aprovada para reduzir o consumo pesado de
álcool e aumentar o período de abstinência de álcool
AGONISTAS OPIÓIDES DE AÇÃO PROLONGADA
Mecanismo — Um agonista de opióide sintético que se liga ao receptor ␮-opióide e o ativa
Metadona Desintoxicação de opióides Parada cardíaca, choque, Hipersensibilidade à metadona Suprime sintomas de abstinência em indivíduos dependentes de
Dor intensa parada respiratória, opióides em razão da absorção lenta e da meia-vida longa
depressão Produz níveis plasmáticos de opióide que permanecem bastante
Constipação, náusea, astenia, constantes ao longo do tempo e assim alivia a “fissura” e evita
tonteira, sonolência sintomas de abstinência
Provoca tolerância cruzada com outros opióides
A co-administração com fenitoína pode reduzir a concentração sérica
de metadona, resultando em sintomas de abstinência de metadona
AGONISTAS PARCIAIS DE OPIÓIDES
Mecanismo — Agonista parcial do receptor de m-opióide e antagonista do receptor de k-opióide
Buprenorfina Dependência de opióide Bradiarritmia, taquiarritmia, Hipersensibilidade à buprenorfina Alivia a “fissura” por opióides e os sintomas de abstinência;
Dor moderada a intensa hipertensão, hipotensão, tem baixo risco de superdosagem
cianose, dispnéia, depressão Os efeitos da abstinência de buprenorfina são leves em
respiratória comparação com os agonistas de opióides plenos
Farmacologia da Dependência e Abuso de Drogas

Sedação, sonolência, A buprenorfina costuma ser administrada na forma sublingual,


vertigem, tonteira, náusea Suboxone®, que também contém naloxona. Em caso de abuso e
|

administração parenteral, a naloxona age como antagonista dos


efeitos da buprenorfina; quando administrada por via sublingual,
a naloxona é inativada e a buprenorfina age plenamente.
277

(Continua)
Resumo Farmacológico Capítulo 17 Farmacologia da Dependência e Adicção a Drogas (Continuação)
278

Efeitos Adversos
|

Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


AGONISTAS GABA-ÉRGICOS
Mecanismo — Análogo da homotaurina, um agonista GABAérgico. Estimula a neurotransmissão GABAérgica inibitória no encéfalo e antagoniza os efeitos do glutamato; ativo nos receptores GABA-B pós-sinápticos
mas não nos receptores GABA-A in vitro.
Acamprosato Manutenção da abstinência no Cardiomiopatia, insuficiência Insuficiência renal grave Modula a hiperatividade do glutamato para restabelecer um
alcoolismo cardíaca, trombose arterial estado mais normal para o tratamento da dependência de álcool
e venosa, depressão, Diminui o consumo espontâneo de álcool em estudos com
ansiedade, tentativa de animais
Capítulo Dezessete

suicídio, insuficiência renal O acamprosato tem pequeno ou nenhum potencial de abuso e


aguda não induz dependência
Dispepsia, sonolência,
confusão, amnésia, dor nas
costas
ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS
Mecanismo — Inibem a recaptação de 5HT e NE na fenda sináptica
Desipramina Ver Resumo Farmacológico: Cap. 13
INIBIDOR SELETIVO DA RECAPTAÇÃO DE SEROTONINA
Mecanismo — Inibe seletivamente a recaptação de 5HT na fenda sináptica
Fluoxetina Ver Resumo Farmacológico: Cap. 13
Resumo Farmacológico Capítulo 18 Farmacologia do Ritmo Cardíaco
298

Efeitos Adversos
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Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


ANTIARRÍTMICOS DA CLASSE IA
Mecanismo — Bloqueio moderado dos canais de Na+ regulados por voltagem e bloqueio dos canais de K+ nos miócitos ventriculares (diminui a velocidade de ascensão da fase 0 e prolonga a repolarização) e células do
nó SA (desloca o limiar para potenciais mais positivos e diminui a inclinação da despolarização da fase 4); a quinidina também bloqueia a liberação de acetilcolina do nervo vago (efeito vagolítico)
Quinidina Conversão do flutter ou da Torsades de pointes, História de torsades de pointes ou A co-administração de outros fármacos que reconhecidamente
fibrilação atriais e manutenção do bloqueio AV completo, prolongamento do intervalo QT prolongam o intervalo QT (como tioridazina, ziprasidona) está
ritmo sinusal normal taquicardia ventricular, Uso concomitante de fármacos que contra-indicada
Capítulo Dezoito

Taquicardia supraventricular agranulocitose, prolongam o intervalo QT A quinidina inibe a conversão da codeína em morfina,
paroxística trombocitopenia, Defeitos de condução reduzindo, assim, o efeito analgésico da codeína
Contrações atriais ou ventriculares hepatotoxicidade, crise Ocorre toxicidade da digoxina induzida pela quinidina em uma
prematuras de asma aguda, parada fração significativa de pacientes
Ritmo juncional AV paroxístico ou respiratória, angioedema, A amiodarona, o amprenavir, os antifúngicos azólicos, a
taquicardia atrial ou ventricular ocorrência rara de lúpus cimetidina e o ritonavir aumentam os níveis de quinidina
sistêmico A co-administração de anticolinérgicos resulta em efeitos
Fadiga, cefaléia, tontura, anticolinérgicos aditivos
alargamento do complexo Deve-se utilizar um agente que diminui a velocidade de
QRS e dos intervalos QT condução nodal AV (um bloqueador ␤-adrenérgico ou
e PR, hipotensão, CVP, um bloqueador dos canais de Ca2+), em associação com a
quinidina para evitar uma resposta ventricular excessivamente
taquicardia, diarréia,
rápida em pacientes com flutter atrial
cinchonismo
Procainamida SVP sintomáticas Iguais aos da quinidina, Iguais às da quinidina A co-administração de fármacos que reconhecidamente
Taquicardia ventricular exceto pelo menor número Outras contra-indicações incluem miastenia prolongam o intervalo QT está contra-indicada
potencialmente fatal de efeitos anticolinérgicos. grave e lúpus eritematoso sistêmico A procainamida não altera os níveis plasmáticos de digoxina
Manutenção do ritmo sinusal Além disso, pode ocorrer Pode haver aceleração da freqüência ventricular devido aos
normal após conversão do flutter uma síndrome semelhante efeitos vagolíticos sobre o nó AV; considerar o pré-tratamento
atrial ao lúpus após uso com um glicosídio cardíaco
Hipertermia maligna prolongado Determinação basal e periódica de ANA e monitoração para o
desenvolvimento de uma síndrome semelhante ao lúpus
Disopiramida CVP Iguais aos da quinidina, Iguais às da quinidina A co-administração de fármacos que reconhecidamente
Taquicardia ventricular exceto por efeitos prolongam o intervalo QT está contra-indicada
Conversão da fibrilação atrial, anticolinérgicos mais A rifampicina compromete a atividade antiarrítmica da
flutter atrial e taquicardia atrial profundos e menos efeitos disopiramida
paroxística em ritmo sinusal normal GI Pode haver aceleração da freqüência ventricular devido aos
efeitos vagolíticos sobre o nó AV; considerar o pré-tratamento
com um glicosídio cardíaco
A disopiramida é comumente prescrita para pacientes que não
conseguem tolerar a quinidina ou a procainamida
ANTIARRÍTMICOS DA CLASSE IB
Mecanismo — Bloqueio dos canais de Na+ regulados por voltagem dependente do uso nos miócitos ventriculares (diminui a velocidade da fase 0 de ascensão); pode também encurtar a repolarização
Lidocaína Arritmias ventriculares no contexto Convulsões, assistolia, Síndrome de Stokes-Adams Deve-se ajustar a dose de lidocaína e mexiletina quando esses
Mexiletina (análogo oral do IM, manipulação cardíaca ou uso bradicardia, parada Síndrome de Wolff-Parkinson-sWhite fármacos são co-administrados com inibidores do citocromo
da lidocaína) de glicosídios cardíacos cardíaca, arritmias Bloqueio SA, AV ou intraventricular grave P450 (como a cimetidina) ou indutores (como barbitúricos,
Estado de mal epiléptico novas ou agravamento As contra-indicações para bloqueio espinal fenitoína ou rifampicina)
Anestesia local da pele ou das de arritmias, depressão ou epidural incluem: inflamação ou Em pacientes gravemente enfermos, as convulsões podem
mucosas respiratória, anafilaxia, infecção na região da punção, septicemia, constituir o primeiro sinal de toxicidade
Dor, queimação ou prurido estado de mal asmático hipertensão grave, deformidades espinais, A injeção intramuscular de lidocaína pode causar grande
Neuralgia pós-herpética Inquietação, estupor, distúrbios neurológicos aumento nos níveis séricos de creatinocinase (CK)
tremor, hipotensão, visão
turva ou dupla, zumbido
Fenitoína Convulsões tônico-clônicas Agranulocitose, Hipersensibilidade à hidantoína A fenitoína interage com numerosos fármacos, devido a
generalizadas, estado de mal leucopenia, pancitopenia, Bradicardia sinusal, bloqueio do nó SA, seu metabolismo hepático. A fenitoína é metabolizada pela
epiléptico, convulsões não- trombocitopenia, hepatite, bloqueio AV de segundo ou de terceiro grau 2C9/10 e pela 2C19 do citocromo P450. Outros fármacos
epilépticas síndrome de Stevens- Síndrome de Stokes-Adams metabolizados por essas enzimas podem aumentar as
Convulsões relacionadas com a Johnson, necrólise concentrações plasmáticas de fenitoína. A fenitoína também
eclampsia epidérmica tóxica pode induzir várias enzimas do citocromo P450, como a
Neuralgia Ataxia, confusão, fala 3A4, podendo resultar em aumento do metabolismo de
Arritmias ventriculares que não arrastada, diplopia, contraceptivos orais e outros fármacos
respondem à lidocaína ou à nistagmo, hiperplasia
procainamida gengival, náusea, vômitos,
Arritmias induzidas por glicosídios hirsutismo
cardíacos
ANTIARRÍTMICOS DA CLASSE IC
Mecanismo — Bloqueio acentuado dos canais de Na+ regulados por voltagem nos miócitos ventriculares (diminui a velocidade de ascensão da fase 0)
Encainida Taquicardia ventricular sustentada Parada cardíaca, Choque cardiogênico Associados a uma excessiva taxa de mortalidade e parada
Flecainida Taquicardia supraventricular insuficiência cardíaca, Bloqueio AV de segundo ou de terceiro cardíaca não-fatal; uso restrito aos pacientes que não
Moricizina paroxística, fibrilação atrial novas arritmias ou grau, bloqueio do ramo direito com responderam a outras medidas
Propafenona paroxística que não responde a agravamento da arritmia, hemibloqueio esquerdo Podem agravar as arritmias em pacientes com taquiarritmias
outras medidas disfunção sinusal-nodal, Efeitos pró-arrítmicos em pacientes com ventriculares preexistentes e naqueles com história de infarto
acentuada diminuição da fibrilação ou flutter atriais do miocárdio
velocidade de condução, Podem aumentar o limiar marcapasso endocárdico agudo e
bloqueio da condução crônico e suprimir os ritmos de escape ventricular
Tontura, cefaléia, síncope, Monitorar os níveis em pacientes com comprometimento
distúrbios visuais, dispnéia hepático significativo
ANTIARRÍTMICOS DA CLASSE II: ANTAGONISTAS ␤-ADRENÉRGICOS
Mecanismo — Antagonizam a estimulação simpática dos receptores ␤1-adrenérgicos nas células dos nós SA e AV, diminuindo, assim, a inclinação da despolarização da fase IV (importante no nó SA) e prolongando a
repolarização (importante no nó AV)
Propranolol Ver Resumo Farmacológico: Cap. 9
Atenolol
Metoprolol
Acebutolol
Bisoprolol
Labetalol
Carvedilol
Pindolol
AGENTES ANTIARRÍTMICOS DA CLASSE III: INIBIDORES DA REPOLARIZAÇÃO
Mecanismo — Bloqueiam os canais de K+, resultando em platô mais longo do potencial de ação e em repolarização prolongada
Ibutilida Conversão da fibrilação atrial ou Bloqueio AV, bradicardia, História de taquicardia ventricular Os agentes antiarrítmicos da Classe IA e da Classe III podem
do flutter atrial em ritmo sinusal taquicardia ventricular polimórfica, como torsades de pointes aumentar o potencial de refratariedade prolongada
normal sustentada, 2% Síndrome do QT longo preexistente Os fármacos que prolongam o intervalo QT (como anti-
desenvolvem torsades histamínicos, fenotiazinas e antidepressivos tricíclicos)
de pointes, exigindo aumentam o risco de arritmia
cardioversão elétrica Monitorar o intervalo QT durante a administração de ibutilida
Dofetilida Conversão da fibrilação atrial ou Iguais aos da ibutilida Iguais às da ibutilida. Outras contra- Apenas disponível por via oral
do flutter atrial em ritmo sinusal indicações incluem pacientes com Devido a seu potencial de induzir arritmias ventriculares, a
Farmacologia do Ritmo Cardíaco

normal depuração de creatinina inferior a 20 dofetilida é reservada para pacientes com fibrilação atrial e/ou
Manutenção do ritmo sinusal mL/min flutter atrial altamente sintomáticos
|

normal em pacientes com fibrilação Redução da dose em pacientes com disfunção renal
atrial ou flutter atrial sintomáticos
299

(Continua)
Resumo Farmacológico Capítulo 18 Farmacologia do Ritmo Cardíaco (Continuação)
300

Efeitos Adversos
|

Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


INIBIDORES DO RECEPTOR DE GLUTAMATO
Mecanismo — O felbamato inibe o sítio de ligação da glicina do complexo receptor NMDA-ionóforo, resultando em supressão da atividade convulsiva
Sotalol Arritmias ventriculares Bradicardia, torsades Disfunção sinusal-nodal grave, bradicardia O sotalol é um agente antiarrítmico misto da classe II e da
potencialmente fatais de pointes, contrações sinusal, bloqueio AV de segundo ou de classe III que antagoniza não-seletivamente os receptores ␤-
Manutenção do ritmo sinusal ventriculares prematuras, terceiro grau adrenérgicos e prolonga a duração do potencial de ação através
normal em pacientes com fibrilação fibrilação ventricular, Síndrome do QT longo do bloqueio dos canais de potássio
Capítulo Dezoito

atrial ou flutter atrial sintomáticos taquicardia ventricular, Choque cardiogênico, insuficiência cardíaca Utilizado freqüentemente em pacientes que não conseguem
bloqueio AV, insuficiência não controlada tolerar os efeitos adversos da amiodarona
cardíaca, broncoespasmo Asma Utilizar com cautela em pacientes com comprometimento da
Dispnéia, dor torácica, função renal ou com diabetes melito
fadiga Evitar a co-administração com ziprasidona e esparfloxacino,
que podem prolongar o intervalo QT
Bretílio Arritmias ventriculares Arritmias cardíacas Arritmias induzidas por digitálicos Agente anti-hipertensivo e agente antiarrítmico da classe III
potencialmente fatais Hipotensão ortostática
pronunciada, bradicardia,
tontura, ansiedade, aumento
da temperatura corporal
Amiodarona Fibrilação ventricular recorrente, Arritmias, assistolia, Pacientes em uso de ritonavir A formulação IV (Cordarone®) contém álcool benzílico, que
taquicardia ventricular instável bradicardia, bloqueio Doença grave do nó SA tem causado respiração entrecortada e colapso cardiovascular
Fibrilação atrial cardíaco, insuficiência Bloqueio AV de segundo ou de terceiro (síndrome de esforço respiratório) em recém-nascidos
Arritmias supraventriculares cardíaca, hipotensão, grau A toxicidade pulmonar é mais comum com doses altas
parada sinusal, Bradicardia com síncope A co-administração de ␤-bloqueadores ou de bloqueadores dos
neutropenia, pancitopenia, canais de cálcio pode aumentar o risco de bradicardia sinusal,
insuficiência hepática, parada sinusal e bloqueio AV
toxicidade pulmonar grave A co-administração de colestiramina aumenta a eliminação da
(pneumonite, alveolite, amiodarona
fibrose), disfunção da A co-administração de ciclosporina, digoxina, flecainida,
tireóide lidocaína, fenitoína, procainamida, quinidina ou teofilina pode
Fadiga, microdepósitos resultar em níveis aumentados desses fármacos
na córnea, pigmentação A co-administração de fármacos que prolongam o intervalo
cutânea azul-acinzentada, QT, como disopiramida, tioridazina, fenotiazina, pimozida,
fotossensibilidade quinidina, esparfloxacino ou antidepressivos tricíclicos, pode
resultar em prolongamento do intervalo QT e induzir torsades
de pointes
A co-administração de fenitoína pode diminuir os níveis de
amiodarona
AGENTES ANTIARRÍTMICOS DA CLASSE IV: BLOQUEADORES DOS CANAIS DE CÁLCIO
Mecanismo — Bloqueiam preferencialmente os canais de Ca2+ cardíacos; lentificam a ascensão do potencial de ação nos tecidos do nó SA e nó AV
Verapamil Ver Resumo Farmacológico, Cap. 21
Diltiazem
ANTIARRÍTMICOS DA CLASSE IC
Mecanismo — Bloqueio acentuado dos canais de Na+ regulados por voltagem nos miócitos ventriculares (diminui a velocidade de ascensão da fase 0)
Adenosina Conversão da taquicardia Rubor facial, Bloqueio AV de segundo ou de terceiro Abre os canais de K+ acoplados à proteína G e suprime o
supraventricular paroxística em bronconconstrição em grau potencial de ação dependente do Ca2+, inibindo, assim, a
ritmo sinusal normal pacientes com asma, Não utilizar a adenosina para a fibrilação condução nodal SA, atrial e nodal AV
pressão torácica, diaforese, atrial ou flutter atrial A co-administração de carbamazepina pode aumentar o grau
inibição excessiva do nó SA de bloqueio cardíaco
ou AV Podem ocorrer arritmias transitórias no início da infusão de
adenosina
Ranolazina Angina de peito crônica Prolonga o intervalo QT, Uso concomitante de fármacos que Mecanismo de ação incerto — pode inibir a oxidação dos
síncope, disfunção renal prolongam o intervalo QT ácidos graxos, a corrente retificadora de potássio tardia ou a
aguda Síndrome do QT longo preexistente corrente de sódio tardia
Obstipação, tontura, Uso concomitante de inibidores Freqüentemente utilizada em associação com ␤-bloqueadores,
cefaléia moderadamente potentes da 3A do anlodipina ou nitratos em pacientes que não conseguiram uma
citocromo P450 resposta adequada a outros agentes antianginosos
Disfunção hepática Evitar o uso concomitante de inibidores moderadamente
potentes da 3A do citocromo P450 ou fármacos que prolongam
o intervalo QT
Evitar o uso em pacientes com comprometimento renal grave
Farmacologia do Ritmo Cardíaco
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301
Resumo Farmacológico Capítulo 19 Farmacologia da Contratilidade Cardíaca
Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
GLICOSÍDIOS CARDÍACOS
Mecanismo — 1) No miocárdio, inibem a Na+/K+-ATPase da membrana plasmática, resultando em aumento da concentração citoplasmática de Ca2+, com conseqüente efeito inotrópico positivo; 2) no sistema nervoso
autônomo, inibem o efluxo simpático e aumentam o tônus parassimpático (vagal); 3) no nó AV, prolongam o período refratário efetivo e diminuem a velocidade de condução
O Fab imune antidigoxina é um fragmento de anticorpo que se liga à digoxina e a inibe
Digoxina Insuficiência cardíaca sistólica Arritmias (particularmente Fibrilação ventricular A digoxina apresenta numerosas interações medicamentosas
Digitoxina Arritmias supraventriculares, distúrbios da condução, Taquicardia ventricular significativas. A co-administração com beta-bloqueadores
incluindo fibrilação atrial, flutter com ou sem bloqueio aumenta o risco de desenvolvimento de bloqueio AV de alto
atrial e taquicardia atrial paroxística AV, CVP e taquicardias grau. Os beta-bloqueadores e os bloqueadores dos canais de
supraventriculares) cálcio anulam os efeitos inotrópicos positivos da digoxina.
Agitação, fadiga, fraqueza Os diuréticos perdedores de potássio e a hipocalemia
muscular, visão turva, predispõem à toxicidade da digoxina. Alguns antibióticos,
halo verde amarelado ao como a eritromicina, aumentam a absorção da digoxina. A co-
redor das imagens visuais, administração com verapamil, quinidina ou amiodarona pode
anorexia, náusea, vômitos aumentar os níveis de digoxina
Tratar a toxicidade da digoxina através da normalização
dos níveis plasmáticos de potássio ou uso de anticorpos
antidigoxina nos casos graves
A doença renal crônica exige uma redução da dose de ataque e
da dose de manutenção da digoxina
Não foi constatado que a digoxina melhora a sobrevida; ela
atenua os sintomas e melhora o estado funcional
A digitoxina sofre metabolismo hepático e excreção biliar
Fab imune antidigoxina Toxicidade digitálica potencialmente Insuficiência cardíaca, Nenhuma contra-indicação conhecida Manter o equipamento de reanimação disponível durante a
fatal anafilaxia Utilizar com cautela em pacientes alérgicos administração de Fab imune antidigoxina
Toxicidade da digoxina aguda, em a proteínas ovinas
que não se conhece a quantidade
ingerida nem o nível sérico de
digoxina
AGONISTAS BETA-ADRENÉRGICOS
Mecanismo — Aumentam o cAMP ao ativar os receptores adrenérgicos acoplados à proteína G; os agonistas, que atuam nos receptores ␤1-adrenérgicos cardíacos, possuem efeitos inotrópicos, cronotrópicos e
lusitrópicos positivos
Dopamina No choque distributivo ou Bradicardia, crises de Feocromocitoma A dopamina em baixas doses provoca vasodilatação na
cardiogênico, utilizar como asma, alargamento do Taquiarritmias não-corrigidas periferia ao estimular os receptores dopaminérgicos D1 nos
adjuvante para aumentar o débito complexo QRS, arritmias Fibrilação ventricular leitos vasculares renal e mesentérico
cardíaco, a pressão arterial e o fluxo cardíacas As doses intermediárias produzem vasodilatação disseminada
urinário Hipotensão, hipertensão, através da estimulação dos receptores D1 e aumento da
Tratamento a curto prazo da palpitações, taquicardia contratilidade e da freqüência cardíaca através da ativação dos
insuficiência cardíaca crônica receptores ␤1
refratária grave A dopamina em altas doses provoca vasoconstrição
generalizada através da estimulação dos receptores α1
A co-administração com inibidores da MAO resulta em
diminuição do metabolismo da dopamina, podendo levar ao
desenvolvimento de taquicardia e arritmias significativas
Dobutamina Tratamento a curto prazo da Iguais aos da dopamina, Estenose subaórtica hipertrófica idiopática Mistura racêmica de enantiômeros, que possui efeitos
Farmacologia da Contratilidade Cardíaca

descompensação cardíaca secundária exceto que as arritmias diferenciais sobre os subtipos de receptores adrenérgicos; o
à depressão da contratilidade cardíacas ocorrem com efeito global é predominantemente ␤1 e com efeito ␤2 modesto
|

(choque cardiogênico) menos freqüência Agente inotrópico simpaticomimético de escolha para


pacientes com insuficiência circulatória cardiogênica aguda
A dobutamina induz menos taquicardia supraventricular e
315

arritmia ventricular de alto grau do que a dopamina


(Continua)
Resumo Farmacológico Capítulo 19 Farmacologia da Contratilidade Cardíaca (Continuação)
316

Efeitos Adversos
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Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


AGONISTAS BETA-ADRENÉRGICOS
Mecanismo — Aumentam o cAMP ao ativar os receptores adrenérgicos acoplados à proteína G; os agonistas, que atuam nos receptores ␤1-adrenérgicos cardíacos, possuem efeitos inotrópicos, cronotrópicos e
lusitrópicos positivos
Epinefrina Broncoespasmo Arritmias, incluindo Trabalho de parto ativo Agonista não-seletivo dos receptores ␤1, ␤2, α1 e α2
Reação de hipersensibilidade, fibrilação ventricular, Glaucoma de ângulo fechado A epinefrina em altas doses pode causar taquicardia e arritmias
choque anafilático hemorragia cerebral, Choque (distinto da anafilaxia) ventriculares potencialmente fatais
Reanimação cardíaca hipertensão grave Lesão cerebral orgânica
Capítulo Dezenove

Hemostasia (uso tópico) Cefaléia, nervosismo, Arritmias cardíacas


Prolonga o efeito anestésico local tremor, hipertensão, Insuficiência coronariana
(uso local) palpitações, taquicardia Hipertensão grave
Glaucoma de ângulo aberto Aterosclerose cerebral
Congestão nasal
Norepinefrina Suporte da pressão arterial nos Iguais aos da epinefrina Trombose vascular periférica Agonista não-seletivo nos receptores ␤1, α1 e α2
estados hipotensivos agudos Hipoxia profunda Pode causar taquicardias envolvendo o nó SA ou focos
(choque) Hipercapnia atriais ou ventriculares ectópicos em pacientes com disfunção
Limita o sangramento GI através Hipotensão resultante da perda de volume contrátil
de administração intraperitoneal ou sangüíneo Evitar a co-administração com inibidores da MAO ou
nasogástrica amitriptilina ou antidepressivos do tipo imipramina, devido ao
risco de hipertensão grave
Isoproterenol Tratamento de emergência das Iguais aos da epinefrina Taquicardia causada por intoxicação Agonista ␤ não-seletivo nos receptores ␤1 e ␤2
arritmias (IV) digitálica O isoproterenol pode ser útil no tratamento de pacientes com
Bradicardia hemodinamicamente Angina de peito bradicardia refratária que não responde à atropina, bem como
significativa, resistente à atropina no tratamento de pacientes com overdose de antagonistas ␤
(IV) Não administrar a pacientes com coronariopatia ativa
Bloqueio cardíaco e choque (IV)
Broncoespasmo (inalação)
INIBIDORES DA FOSFODIESTERASE (PDE)
Mecanismo — Aumentam o cAMP ao inibir as enzimas PDE que o hidrolisam; nos miócitos cardíacos, os inibidores da PDE possuem efeitos inotrópicos e lusitrópicos positivos; os inibidores da PDE também relaxam o
músculo liso vascular e, por conseguinte, diminuem a pré-carga (venodilatação) e a pós-carga (dilatação arteriolar)
Teofilina Ver Resumo Farmacológico: Cap. 46
Inanrinona Tratamento a curto prazo da Arritmias ventriculares Esses agentes não devem ser utilizados A co-administração de disopiramida pode causar hipotensão
Milrinona falência grave da circulação em Trombocitopenia (maior em lugar da intervenção cirúrgica para grave
Vesnarinona pacientes refratários ao tratamento incidência com a pacientes com doença valvar estenótica O uso da inanrinona é limitado pela ocorrência de
convencional inanrinona do que com a Fase aguda do infarto do miocárdio trombocitopenia em 10% dos casos
milrinona) Dispõe-se de uma formulação oral de milrinona; o uso da
Neutropenia e milrinona está associado a um aumento estatisticamente
agranulocitose reversíveis significativo na taxa de mortalidade de pacientes com
(vesnarinona) insuficiência cardíaca
O benefício da vesnarinona em termos de sobrevida é
controvertido
AGENTE SENSIBILIZADOR DO CÁLCIO
Mecanismo — Aumenta a sensibilidade da troponina C ao cálcio, o que aumenta a extensão das interações actina–miosina, sem aumento considerável no consumo de oxigênio do miocárdio
Levosimendana Ainda não aprovada para uso nos Hipotensão e taquicardia Hipersensibilidade à levosimendana ou à Os dados preliminares sugerem que a levosimendana–melhora
Estados Unidos reflexa relacionadas com simendana racêmica a hemodinâmica cardíaca na IC sistólica grave, podendo
a dose reduzir a mortalidade a curto prazo
Náusea, cefaléia
Resumo Farmacológico Capítulo 20 Farmacologia da Regulação do Volume
334

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
|

INIBIDORES DA ENZIMA CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (ECA)


Mecanismo — Através da inibição da ECA, diminuem a conversão da angiotensina (AT) I em AT II e, portanto, diminuem a vasoconstrição arteriolar, a síntese de aldosterona, a absorção tubular proximal renal de NaCl
e a liberação de ADH. Os inibidores da ECA também inibem a degradação da bradicinina, portanto, aumentam a vasodilatação
Captopril Hipertensão Angioedema (mais freqüente em pacientes História de angioedema Os inibidores da ECA exibem três padrões de metabolismo: (1)
Enalapril Insuficiência cardíaca negros), agranulocitose, neutropenia Estenose bilateral da administrados como fármacos ativos e processados a metabólitos ativos
Ramipril Nefropatia diabética Tosse, edema, hipotensão, exantema, artéria renal (por exemplo, captopril), (2) ésteres de pró-fármacos convertidos em
Capítulo Vinte

Benazepril Infarto do miocárdio ginecomastia, hipercalemia, proteinúria Insuficiência renal metabólitos ativos no plasma (por exemplo, enalapril e ramipril), (3)
Fosinopril Gravidez administrados como fármacos ativos e excretados de modo inalterado
Moexipril (lisinopril)
Perindopril A tosse e o angioedema são causados pela ação da bradicinina; ocorre
Quinapril angioedema durante a primeira semana de tratamento em 0,1–0,2% dos
Trandolapril pacientes, podendo ser potencialmente fatal
Lisinopril A hipotensão e/ou a insuficiência renal aguda com a primeira dose são
mais comuns em pacientes com estenose bilateral da artéria renal; a
hipercalemia é mais comum quando os inibidores da ECA são utilizados
em associação com diuréticos poupadores de potássio
Os inibidores da ECA retardam a progressão da disfunção contrátil
cardíaca na insuficiência cardíaca e após infarto do miocárdio e também
retardam a progressão da nefropatia diabética
Alguns relatos de casos sugerem que a co-administração com alopurinol
pode predispor a reações de hipersensibilidade, incluindo síndrome de
Stevens-Johnson e anafilaxia
ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES DE ANGIOTENSINA II
Mecanismo — Antagonizam a ação da angiotensina II no receptor AT I e também podem aumentar indiretamente a atividade de relaxamento vascular do receptor AT II
Candesartana Hipertensão Raramente trombocitopenia, rabdomiólise, Estenose bilateral da Também denominados bloqueadores dos receptores de angiotensina
Irbesartana Nefropatia diabética angioedema raro artéria renal (BRA)
Losartana Insuficiência cardíaca Hipotensão, diarréia, astenia, tonteira Gravidez Não provocam tosse nem angioedema, mas podem ser vasodilatadores
Telmisartana Infarto do miocárdio menos efetivos quando comparados com os inibidores da ECA
Valsartana Prevenção do acidente Em combinação com inibidores da ECA, podem proporcionar um
vascular cerebral benefício em termos de sobrevida na insuficiência cardíaca grave; os
antagonistas do receptor AT I também podem proteger contra o acidente
vascular cerebral
Inicialmente prescritos para pacientes com reações intoleráveis aos
inibidores da ECA; todavia, hoje em dia são considerados como
tratamento de primeira linha potencial para a hipertensão
PEPTÍDIO NATRIURÉTICO TIPO B (BNP)
Mecanismo — Aumenta a concentração intracelular de cGMP, através de sua ligação ao receptor de guanilil ciclase particulado das células musculares lisas vasculares e células endoteliais, resultando em relaxamento
do músculo liso
Nesiritida Insuficiência cardíaca Hipotensão, arritmias cardíacas, disfunção Choque cardiogênico A nesiritida diminui a pressão capilar pulmonar em cunha, diminui a
agudamente descompensada renal Pressão arterial inferior resistência vascular sistêmica e melhora os parâmetros de hemodinâmica
Cefaléia, confusão, sonolência, tremor, a 90 cardíaca, como volume sistólico
prurido, náusea A nesiritida pode estar associada a uma menor incidência de arritmias do
que a dobutamina
O risco de hipotensão aumenta com a co-administração de inibidores
da ECA; o tratamento com nesiritida também está associado a um risco
aumentado de disfunção renal
ANTAGONISTAS DO RECEPTOR DE VASOPRESSINA 2 (V2)
Mecanismo — Atividade antagonista potente no receptor de vasopressina 2 e atividade antagonista mais fraca no receptor V1, impedindo a reabsorção de água estimulada pela vasopressina através dos canais de
aquaporina acoplados a V2 na membrana apical das células do ducto coletor
Conivaptana Hiponatremia euvolêmica Fibrilação atrial Uso concomitante de A conivaptana é relativamente não-seletiva para os receptores V2 e V1 e
Lixivaptana SIADH Hipotensão ortostática, hipertensão, edema potentes inibidores da 3A4 deve ser administrada por via IV
Tolvaptana Insuficiência cardíaca periférico, reação no local de injeção, do citocromo P450 Por ocasião da edição deste livro, espera-se a aprovação dos agentes
Ascite cirrótica hipocalemia, sede, dispepsia, cefaléia, Hiponatremia seletivos para V2 e biodisponíveis tolvaptana e lixivaptana
Doença renal policística poliúria hipovolêmica Os antagonistas dos receptores V2 estão em fase de avaliação como
autossômica dominante agentes para retardar o crescimento de cistos renais estimulados pela
vasopressina na doença renal policística autossômica dominante
INIBIDORES DA ANIDRASE CARBÔNICA
Mecanismo — Inibem a reabsorção de sódio e de bicarbonato através da inibição não-competitiva e reversível da anidrase carbônica II citoplasmática do túbulo proximal e da anidrase carbônica IV luminal, resultando
em aporte aumentado de bicarbonato de sódio nos segmentos mais distais do néfron
Acetazolamida Mal-das-montanhas Acidose metabólica, reações adversas Insuficiência da glândula O uso clínico está associado a acidose metabólica leve a moderada
Insuficiência cardíaca às sulfonamidas (incluindo anafilaxia, supra-renal Em certas ocasiões, utilizada na insuficiência cardíaca para restaurar o
Epilepsia discrasias sangüíneas, eritema multiforme, Glaucoma de ângulo equilíbrio ácido-básico
Glaucoma necrose hepática fulminante, síndrome de fechado crônico A inibição da anidrase carbônica no processo ciliar do olho reduz a
Stevens-Johnson, necrólise epidérmica Cirrose secreção de humor aquoso e, portanto, pode reduzir a pressão intra-ocular
tóxica) Hiponatremia/hipocalemia elevada no glaucoma
Diarréia, perda de peso e de apetite, Acidose hiperclorêmica Pode ser utilizada profilaticamente contra o mal-das-montanhas agudo,
zumbido, náusea, vômitos, parestesias, Doença hepática ou renal presumivelmente devido aos efeitos do fármaco sobre o plexo coróide
sonolência, poliúria grave e epêndima, os centros de controle respiratório do cérebro e a barreira
hematoencefálica
Os inibidores da anidrase carbônica alcalinizam a urina e aumentam a excreção
urinária de ânions de ácido orgânicos endógenos (ácido úrico) e exógenos
(aspirina); podem ser utilizados no tratamento da hiperuricemia ou da gota
A aspirina aumenta a concentração plasmática de acetazolamida,
resultando, potencialmente, em toxicidade do SNC
DIURÉTICOS OSMÓTICOS
Mecanismo — Atuam como um osmol, filtrados no glomérulo, porém não reabsorvidos subseqüentemente no néfron; exercem uma força osmótica intraluminal e limitam a reabsorção de água através dos segmentos do
néfron permeáveis à agua
Manitol Edema cerebral Tromboflebite, acidose, convulsões, retenção Anúria Promove uma natriurese vigorosa; exige cuidadosa monitoração do estado
Aumento da pressão intra- urinária, edema pulmonar Desidratação grave do volume
ocular Hipotensão, palpitações, desequilíbrio hídrico Insuficiência cardíaca, A perda de água maior que a excreção de sódio pode resultar em
Profilaxia da oligúria na e/ou eletrolítico; diarréia, náusea, rinite congestão pulmonar ou hipernatremia não intencional
insuficiência renal aguda disfunção renal após o Utilizado primariamente para a redução rápida (de emergência) da pressão
início do manitol intracraniana na presença de traumatismo cranioencefálico, hemorragia
cerebral ou massa cerebral sintomática; também utilizado raramente no
tratamento da síndrome de compartimentos
DIURÉTICOS DE ALÇA
Mecanismo — Inibem a reabsorção de sódio através da inibição reversível e competitiva do co-transportador de sódio-potássio-cloreto, NKCC2, na membrana apical (luminal) das células no ramo ascendente espesso da
alça de Henle; reduzem também ou abolem a diferença de potencial transepitelial positivo na luz
Furosemida Hipertensão Hipotensão, eritema multiforme, síndrome Hipersensibilidade às A bumetanida é aproximadamente 40 vezes mais potente do que outros
Bumetanida Edema pulmonar agudo de Stevens-Johnson, pancreatite, anemia sulfonamidas (contra- diuréticos de alça; a furosemida, a bumetanida e a torsemida, mas não o
Torsemida Edema associado a aplásica ou hemolítica, leucopenia, indicação para a ácido etacrínico, são derivados da sulfonamida
Ácido etacrínico insuficiência cardíaca trombocitopenia furosemida, a bumetanida Terapia de primeira linha para alívio agudo do edema pulmonar e do
Farmacologia da Regulação do Volume

congestiva, cirrose hepática Contração do volume, alcalose, ototoxicidade e a torsemida) edema periférico na insuficiência cardíaca; os estados edematosos
ou disfunção renal (relacionada com a dose, hipocalemia, Anúria secundários à pressão oncótica diminuída da hipoalbuminemia (como
|

Hipercalcemia hiperuricemia, hipomagnesemia, A co-administração com na proteinúria nefrótica ou na doença hepática) podem ser tratados com
Hipercalemia hiperglicemia, exantema, cãibras, aminoglicosídios aumenta baixas doses de diuréticos de alça
espasticidade, cefaléia, visão turva, dispepsia, a ototoxicidade e a Utilizados também para resolver os estados de hipercalcemia e hipercalemia
glicosúria nefrotoxicidade
335

(Continua)
Resumo Farmacológico Capítulo 20 Farmacologia da Regulação do Volume
336

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
|

DIURÉTICOS TIAZÍDICOS
Mecanismo — Inibem a reabsorção de cloreto de sódio ao atuar como antagonistas competitivos no co-transportador de sódio-cloreto NCC1 na membrana apical (luminal) das células do túbulo contornado distal;
promovem a reabsorção transcelular aumentada de cálcio no túbulo contornado distal
Hidroclorotiazida Hipertensão Arritmias cardíacas, síndrome de Stevens- Anúria Agentes de primeira linha para o tratamento da hipertensão; também
Bendroflumetiazida Adjuvantes nos estados Johnson, necrólise epidérmica tóxica, Hipersensibilidade às utilizados em associação com diuréticos de alça para obter um efeito
Hidroflumetiazida edematosos associados pancreatite, hepatotoxicidade, lúpus sulfonamidas diurético sinérgico na insuficiência cardíaca
Capítulo Vinte

Politiazida a insuficiência cardíaca eritematoso sistêmico Co-administração com Utilizado para diminuir a hipercalciúria em pacientes com risco de
Clortalidona congestiva, cirrose hepática, Hipotensão, vasculite, fotossensibilidade, agentes que prolongam o nefrolitíase e (raramente) para diminuir a perda urinária de cálcio na
Metolazona disfunção renal, terapia com anormalidades eletrolíticas, alcalose intervalo QT osteoporose
Indapamida corticosteróides e estrógenos metabólica hipocalêmica, hiperglicemia, A hidroclorotiazida diminui a tolerância à glicose e pode desmascarar o
hiperuricemia, dispepsia, cefaléia, visão diabetes em pacientes com risco de comprometimento do metabolismo da
turva, impotência, inquietação glicose
Não devem ser administrados concomitantemente com agentes
antiarrítmicos que prolongam o intervalo QT
Em pacientes com diabetes insípido nefrogênico, os diuréticos tiazídicos
podem produzir paradoxalmente uma redução modesta do fluxo urinário
DIURÉTICOS DO DUCTO COLETOR (POUPADORES DE POTÁSSIO)
Mecanismo — A espironolactona e a eplerenona inibem a ação da aldosterona através de sua ligação ao receptor de mineralocorticóides, impedindo a sua translocação nuclear. A amilorida e o triantereno são inibidores
competitivos do canal de sódio ENaC da membrana apical das células principais
Espironolactona Hipertensão Acidose metabólica hipercalêmica, Anúria Os diuréticos poupadores de potássio são diuréticos leves quando
Eplerenona Edema associado a hemorragia gastrintestinal, agranulocitose, Hipercalemia utilizados como única medicação; todavia, podem potencializar a ação de
insuficiência cardíaca lúpus eritematoso sistêmico, câncer de mama Insuficiência renal aguda diuréticos de alça de ação mais proximal
congestiva, cirrose hepática (não estabelecido) Em certas ocasiões, são utilizados em associação com tiazídicos para
(com ou sem ascite) ou Ginecomastia, dispepsia, letargia, anular o efeito perdedor de potássio dos tiazídicos
síndrome nefrótica menstruação anormal, impotência, exantema A espironolactona também antagoniza o receptor de andrógenos; essa
Hipocalemia reatividade cruzada pode provocar impotência e ginecomastia nos homens,
Aldosteronismo primário porém proporciona uma vantagem terapêutica para mulheres com acne e
Acne vulgar hirsutismo; a eplerenona possui atividade menos antiandrogênica
(espironolactona) Utilizados no tratamento dos estados de alcalose hipocalêmica,
Hirsutismo feminino secundariamente a um excesso de mineralocorticóides na insuficiência
(espironolactona) cardíaca, insuficiência hepática e outros estados mórbidos associados a
uma diminuição do metabolismo da aldosterona
Tanto a espironolactona quanto a eplerenona reduzem a mortalidade em
pacientes com insuficiência cardíaca; o mecanismo pode estar relacionado
com a inibição da fibrose cardíaca em decorrência de uma via parácrina
de sinalização da aldosterona
Amilorida Hipertensão Doenças do sistema hematopoético, Iguais às da A amilorida e o triantereno são fármacos de escolha para o tratamento da
Triantereno Síndrome de Liddle nefrotoxicidade (triantereno), acidose espironolactona síndrome de Liddle, uma forma mendeliana rara de hipertensão, devido
metabólica hipercalêmica a mutações de ganho de função na subunidade β ou γ do canal de sódio
Hipotensão ortostática, hipercalemia, ENaC
dispepsia, cefaléia
Resumo Farmacológico Cap. 21 Farmacologia do Tônus Vascular
352

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
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NITRATOS ORGÂNICOS E NITROPRUSSIATO DE SÓDIO


Mecanismo — Doam NO, que ativa guanilil ciclase e aumenta a desfosforilação da cadeia leve de miosina no músculo liso vascular, causando vasodilatação
Dinitrato de Ação curta (sublingual): Hipotensão refratária, angina da Hipotensão grave, choque ou IM agudo com Dilatação venosa > dilatação arteriolar
isossorbida Profilaxia e tratamento das crises taquicardia reflexa, palpitações, pressão de enchimento ventricular esquerda A terapia contínua leva ao desenvolvimento de tolerância; é
agudas de angina síncope baixa possível evitar a tolerância ao estabelecer um intervalo livre de
Ação longa (oral, de liberação Rubor, cefaléia Aumento da pressão intracraniana, glaucoma nitrato
prolongada): de ângulo fechado, dor anginosa associada a
Profilaxia da angina miocardiopatia obstrutiva hipertrófica, anemia
Capítulo Vinte e Um

Tratamento da cardiopatia isquêmica grave


crônica Co-administração com inibidores da
Espasmo esofágico difuso fosfodiesterase tipo V (sildenafil, vardenafil,
tadalafil)
5-Mononitrato de Profilaxia da angina Iguais aos do dinitrato de Iguais às do dinitrato de isossorbida Mesmas considerações terapêuticas do dinitrato de isossorbida
isossorbida Tratamento da cardiopatia isquêmica isossorbida Além disso, o 5-mononitrato de isossorbida é preferido ao
crônica dinitrato de isossorbida em virtude de sua meia-vida mais longa,
melhor absorção pelo trato GI, ausência de suscetibilidade ao
metabolismo extenso de primeira passagem no fígado, menos
angina de rebote e maior eficácia em doses equivalentes
Nitroglicerina Ação curta (sublingual, spray): Iguais aos do dinitrato de Iguais às do dinitrato de isossorbida Mesmas considerações terapêuticas do dinitrato de isossorbida
Tratamento de curto prazo das crises isossorbida Além disso, a forma transdérmica está Além disso, a nitroglicerina em doses equivalentes pode ser
de angina contra-indicada para pacientes com alergia ao menos efetiva do que o dinitrato de isossorbida, em virtude da
Ação longa (oral, bucal, esparadrapo meia-vida mais curta da nitroglicerina
transdérmica): A forma IV está contra-indicada para pacientes A ergotamina pode opor-se à vasodilatação coronariana dos
Profilaxia da angina com tamponamento cardíaco, miocardiopatia nitratos
Tratamento da cardiopatia isquêmica restritiva ou pericardite constritiva
crônica
Intravenosa:
Angina instável
Insuficiência cardíaca aguda
Nitroprussiato de Emergências hipertensivas Toxicidade do cianeto, arritmias Hipotensão preexistente, doença valvar Dilatação venosa = dilatação arteriolar
sódio Insuficiência cardíaca grave cardíacas, sangramento obstrutiva, insuficiência cardíaca associada a A toxicidade do tiocianato torna-se potencialmente fatal com
Toxicidade dos alcalóides do esporão excessivo, hipotensão excessiva, uma redução da resistência vascular periférica concentrações séricas de 200 mg/L
do centeio acidose metabólica, obstrução Insuficiência hepática ou renal A co-administração de tiossulfato de sódio pode reduzir o risco
intestinal, metemoglobinemia, Atrofia óptica de toxicidade do cianeto, porém essa interação ainda não está
elevação da pressão Pacientes cirúrgicos com circulação cerebral bem estudada
intracraniana inadequada
Rubor, cefaléia, azotemia renal Ambliopia por tabaco
INIBIDORES DA FOSFODIESTERASE TIPO V
Mecanismo — Inibem a PDE5, uma enzima que converte o cGMP em GMP, resultando em acúmulo de cGMP nos tecidos-alvo
Sildenafil Disfunção erétil Infarto do miocárdio, neuropatia Uso concomitante de vasodilatadores de nitratos Os inibidores da PDE5 promovem vasodilatação sistêmica em
Vardenafil Hipertensão pulmonar (sildenafil) óptica isquêmica não-arterítica, orgânicos doses muito mais altas do que aquelas utilizadas no tratamento
Tadalafil priapismo da disfunção erétil
Cefaléia, rubor, exantema, O sildenafil em altas doses é eficaz no tratamento da
diarréia, dispepsia hipertensão pulmonar
Os inibidores da PDE5 estão contra-indicados para pacientes
em uso de nitratos orgânicos vasodilatadores
Os pacientes com episódios anteriores de perda da visão podem
correr risco aumentado de neuropatia óptica isquêmica não-
arterítica
O tadalafil apresenta meia-vida de eliminação mais prolongada
que o sildenafil e o vardenafil
BLOQUEADORES DOS CANAIS DE CÁLCIO
Mecanismo — Bloqueiam os canais de cálcio de tipo L regulados por voltagem e impedem o influxo de cálcio que promove a formação de pontes cruzadas de actina-miosina. As diferentes classes de bloqueadores dos
canais de cálcio possuem sítios de ligação exclusivos no canal de cálcio e diferentes afinidades pelos vários estados de conformação do canal
Diidropiridinas: Angina aos esforços Angina intensificada, raramente Hipotensão preexistente Dilatação arteriolar > dilatação venosa
Nifedipina Angina instável infarto do miocárdio Alta seletividade vascular-cardíaca; em comparação com o
Anlodipina Espasmo coronariano Palpitações, edema periférico, diltiazem e o verapamil, menor depressão da contratilidade do
Felodipina Hipertensão rubor, constipação, pirose, miocárdio e efeitos mínimos sobre a automaticidade do nó SA e
Miocardiopatia hipertrófica tonteira a velocidade de condução do nó AV
Fenômeno de Raynaud A nifedipina oral apresenta rápido início de ação e pode causar
Pré-eclâmpsia queda vigorosa e precipitada da pressão arterial, podendo
deflagrar uma taquicardia reflexa grave
Em comparação com a nifedipina, a anlodipina apresenta
maior biodisponibilidade, tempo mais prolongado para atingir
concentrações plasmáticas máximas e metabolismo hepático
mais lento
A co-administração com nafcilina resulta em acentuada redução
dos níveis plasmáticos de nifedipina
Benzotiazepina: Angina variante ou de Prinzmetal ou Raramente arritmias cardíacas, Síndrome do nó sinoatrial ou bloqueio AV de Baixa relação de seletividade vascular-cardíaca
Diltiazem angina estável crônica bloqueio atrioventricular, segundo ou de terceiro grau Deprime tanto a automaticidade do nó SA quanto a velocidade
Hipertensão bradiarritmias, exacerbação da Taquicardia supraventricular associada a trato de condução do nó AV
Fibrilação ou flutter atrial, insuficiência cardíaca de bypass (ver Fig. 18.8) Eleva os níveis séricos de carbamazepina, podendo resultar em
taquicardia supraventricular Edema periférico, síncope, Insuficiência ventricular esquerda toxicidade da carbamazepina
paroxística hiperplasia das gengivas, tonteira Hipotensão (pressão sistólica < 90 mm Hg) Evitar o uso concomitante de bloqueadores beta-adrenérgicos
IM agudo com congestão pulmonar
documentada em radiografia
Fenilalquilamina: Iguais às do diltiazem Iguais aos do diltiazem Iguais às do diltiazem Mesmas considerações terapêuticas do diltiazem
Verapamil Além disso, o verapamil IV está contra- Além disso, o verapamil possui maior efeito supressor sobre a
indicado para pacientes com taquicardia contratilidade cardíaca do que o diltiazem
ventricular, bem como para pacientes em uso de O consumo de álcool durante a terapia crônica com verapamil
beta-bloqueadores IV pode resultar em concentrações séricas mais altas de álcool
A co-administração com pimozida pode resultar em
Farmacologia do Tônus Vascular

concentrações mais elevadas de pimozida e arritmias cardíacas


A co-administração com sinvastatina aumenta acentuadamente
|

as concentrações de sinvastatina

(Continua)
353
Resumo Farmacológico Capítulo 21 Farmacologia do Tônus Vascular (Continuação)
354

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
|

ATIVADORES DOS CANAIS DE POTÁSSIO


Mecanismo — Abrem os canais de potássio modulados pelo ATP e hiperpolarizam a membrana plasmática, inibindo assim o influxo de cálcio através dos canais de cálcio regulados por voltagem
Minoxidil Hipertensão grave ou refratária Angina, derrame pericárdico, Feocromocitoma Dilatação arteriolar > dilatação venosa
Pinacidil Alopécia de padrão masculino taquicardia reflexa, síndrome Tipicamente utilizados em associação com um beta-bloqueador
Nicorandil (minoxidil tópico) de Stevens-Johnson, leucopenia, e um diurético
Cromacalim trombocitopenia Utilizar com cautela em pacientes com comprometimento da
Cefaléia, rubor, hipotensão, função renal ou com aneurisma aórtico dissecante ou após IM
hirsutismo, hipertricose, retenção agudo
Capítulo Vinte e Um

de líquido, hipernatremia
ANTAGONISTA DOS RECEPTORES DE ENDOTELINA
Mecanismo — Bloqueia a ativação dos receptores ETA e ETB pela endotelina endógena
Bosentan Hipertensão pulmonar grave Hepatotoxicidade, anemia, Gravidez Não deve ser utilizado em mulheres grávidas
hipotensão, retenção hídrica Uso concomitante de ciclosporina A ou Monitoração mensal das provas de função hepática em
Cefaléia, rubor gliburida pacientes em uso de bosentan
Evitar geralmente o seu uso em pacientes com
comprometimento hepático moderado a grave
Utilizar com cautela em pacientes com hipovolemia, hipotensão,
insuficiência cardíaca ou anemia
Potencial de interações com outros fármacos metabolizados
pela 2C9 ou 3A4 do citocromo P450 (p. ex., contraceptivos
hormonais, sinvastatina, varfarina, cetoconazol)
HIDRALAZINA
Mecanismo — Vasodilatador arteriolar. O mecanismo de ação é incerto; os mecanismos propostos incluem hiperpolarização da membrana, ativação dos canais de potássio e inibição da liberação de cálcio induzida por
IP3 do retículo sarcoplasmático nas células musculares lisas vasculares
Hidralazina Hipertensão moderada a grave Agranulocitose, leucopenia, Aneurisma aórtico dissecante Dilatação arteriolar > dilatação venosa
Insuficiência cardíaca grave hepatotoxicidade, lúpus Coronariopatia Tipicamente utilizada em associação com um beta-bloqueador e
eritematoso sistêmico Cardiopatia reumática valvar mitral um diurético no tratamento da hipertensão
Cefaléia, palpitações, taquicardia, Utilizada em associação com dinitrato de isossorbida no
anorexia, diarréia tratamento da insuficiência cardíaca; a formulação de
associação com dinitrato de isossorbida pode proporcionar um
benefício quanto à morbidade e mortalidade em negros norte-
americanos com insuficiência cardíaca avançada
O uso concomitante de diazóxido e do inibidor da MAO pode
causar hipotensão grave
ANTAGONISTAS ␣1-ADRENÉRGICOS
Mecanismo — Bloqueiam a ativação dos receptores ␣1-adrenérgicos por agonistas endógenos dos receptores
Prazosin Ver Resumo Farmacológico: Cap. 9
Doxazosin
Terazosin
ANTAGONISTAS ␤-ADRENÉRGICOS
Mecanismo — Bloqueiam a ativação dos receptores b-adrenérgicos por agonistas endógenos dos receptores
Propranolol (não- Ver Resumo Farmacológico: Cap. 9
seletivo)
Atenolol,
metoprolol (beta
1-seletivos)
INIBIDORES DA ECA
Mecanismo — Inibem a clivagem da AT-I em AT-II pela enzima conversora de angiotensina (ECA); inibem a degradação da bradicinina pela ECA
Captopril Ver Resumo Farmacológico: Cap. 20
Enalapril
Lisinopril
ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES AT1
Mecanismo — Bloqueiam a ativação dos receptores AT1 de angiotensina II (AT-II) pela AT-II endógena
Losartana Ver Resumo Farmacológico: Cap. 20
Valsartana
Farmacologia do Tônus Vascular
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355
Resumo Farmacológico Capítulo 22 Farmacologia da Hemostasia e Trombose
Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
AGENTES ANTIPLAQUETÁRIOS
Inibidores da Ciclooxigenase
Mecanismo — Inibem a ciclooxigenase plaquetária, bloqueando assim a geração de tromboxano A2 e inibindo a reação de liberação dos grânulos das plaquetas e a agregação plaquetária
Aspirina Profilaxia contra o ataque isquêmico Sangramento GI, insuficiência renal Reações de sensibilidade Inibe a COX-1 e a COX-2 de modo não-seletivo
transitório, o infarto do miocárdio e aguda, trombocitopenia, hepatite, induzidas por AINE Deve ser utilizada com cautela em pacientes com lesões
distúrbios tromboembólicos angioedema, asma, síndrome de Reye Crianças com varicela ou GI, comprometimento da função renal, hipotrombinemia,
Tratamento das síndromes Zumbido, dispepsia, sangramento síndromes semelhantes à gripe deficiência de vitamina K, púrpura trombocitopênica trombótica
coronarianas agudas oculto, prolongamento do tempo de Deficiência de G6PD ou comprometimento hepático
Prevenção da reoclusão nos sangramento, exantema Distúrbios hemorrágicos, como A co-administração com aminoglicosídios, bumetanida,
procedimentos de revascularização hemofilia, doença de von capreomicina, cisplatina, eritromicina, ácido etacrínico,
coronariana e implantação de stent Willebrand ou trombocitopenia furosemida ou vancomicina pode potencializar os efeitos
Artrite, artrite juvenil, febre imune ototóxicos
reumática A co-administração com cloreto de amônio ou outros
Dor leve ou febre acidificantes da urina pode levar à toxicidade da aspirina
A aspirina antagoniza os efeitos uricosúricos da fenilbutazona,
probenecid e sulfimpirazona; evitar a co-administração com
esses fármacos
Inibidores da Fosfodiesterase
Mecanismo — Inibem a degradação do cAMP das plaquetas e, portanto, diminuem a agregabilidade das plaquetas
Dipiridamol Profilaxia contra distúrbios Exacerbação da angina (via IV), Hipersensibilidade ao dipiridamol Efeito antiplaquetário fraco
tromboembólicos raramente infarto do miocárdio, Habitualmente administrado em associação com varfarina ou
Alternativa na imagem de perfusão arritmias ventriculares e broncoespasmo aspirina
do miocárdio com tálio Anormalidade do ECG, hipotensão (via Possui propriedades vasodilatadoras; paradoxalmente, pode
IV), desconforto abdominal (via oral), induzir angina ao produzir o fenômeno do seqüestro coronário
tonteira, cefaléia
Inibidores da Via do Receptor de ADP
Mecanismo — Modificam de forma covalente o receptor de ADP das plaquetas, impedindo assim a sinalização e inibindo irreversivelmente a via de ativação das plaquetas dependente de ADP
Ticlopidina Prevenção secundária de acidente Anemia aplásica, neutropenia, púrpura Distúrbio hemorrágico ativo Seu uso é limitado pela mielotoxicidade associada
vascular cerebral trombótico em trombocitopênica trombótica Neutropenia, trombocitopenia É necessária uma dose de ataque para obter um efeito
pacientes que não toleram a aspirina Prurido, exantema, dispepsia, provas Disfunção hepática grave antiplaquetário imediato
Prevenção da trombose do stent (em anormais de função hepática, tonteira
associação com aspirina)
Clopidogrel Prevenção secundária de eventos Fibrilação atrial, insuficiência cardíaca, Distúrbio hemorrágico ativo Perfil de efeitos adversos mais favorável que a ticlopidina;
ateroscleróticos em pacientes com eritema multiforme, hemorragia GI significativamente menos mielotóxico do que a ticlopidina
infarto do miocárdio, acidente (em associação com aspirina), anemia É necessária uma dose de ataque para obter um efeito
vascular cerebral ou doença vascular ou neutropenia muito raramente, antiplaquetário imediato
periférica recentes hemorragia intracraniana raramente,
Síndromes coronarianas agudas anormalidades da função renal
Prevenção da trombose do stent (em Dor torácica, edema, hipertensão,
associação com aspirina) púrpura, raramente anormalidades das
provas de função hepática, desconforto
Farmacologia da Hemostasia e Trombose

GI, artralgia, tonteira


|

(Continua)
379
Resumo Farmacológico Capítulo 22 Farmacologia da Hemostasia e Trombose (Continuação)
380

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
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Antagonistas da GPIIb-IIIa
Mecanismo — Ligam-se ao receptor GPIIb-IIIa das plaquetas e, assim, impedem a ligação do fibrinogênio e de outros ligantes de aderência
Eptifibatide Síndromes coronarianas agudas Sangramento significativo, hemorragia História de diátese hemorrágica Evitar a co-administração com um segundo antagonista da
Intervenção coronária percutânea intracerebral, trombocitopenia ou sangramento anormal recente GPIIb-IIIa
Hipotensão, sangramento Administração concomitante Minimizar o uso de punções arteriais e venosas, cateteres
de um segundo antagonista da urinários e sondas nasotraqueais e nasogástricas
glicoproteína IIb-IIIa O eptifibatide é um peptídio sintético administrado por via
Cirurgia de grande porte recente parenteral
Capítulo Vinte e Dois

Acidente vascular cerebral


recente ou história de acidente
vascular cerebral hemorrágico
Hemorragia intracraniana, massa
ou malformação arteriovenosa
Hipertensão grave não controlada
Abciximab Adjuvante da intervenção coronária Iguais aos do eptifibatide Iguais às do eptifibatide Mesmas considerações terapêuticas do eptifibatide, exceto
percutânea ou aterectomia para evitar que o abciximab é um anticorpo monoclonal murino-humano
complicações isquêmicas cardíacas quimérico
agudas A adição de abciximab à terapia antitrombótica convencional
Angina instável que não responde à reduz os eventos isquêmicos tanto a longo quanto a curto prazo
terapia convencional em pacientes em pacientes submetidos a angioplastia coronariana de alto
programados para intervenção risco
coronária percutânea
Tirofiban Síndromes coronarianas agudas em Iguais aos do eptifibatide; além disso, Iguais às do eptifibatide Mesmas considerações terapêuticas do eptifibatide, exceto que o
pacientes submetidos à angioplastia observa-se raramente a ocorrência de tirofiban é um análogo da tirosina não-peptídico
ou aterectomia ou tratados dissecção da artéria coronária
clinicamente
ANTICOAGULANTES
Varfarina
Mecanismo — Inibe a epóxido redutase hepática que catalisa a regeneração da vitamina K reduzida, necessária para a síntese dos fatores da coagulação II, VII, IX e X biologicamente ativos e das proteínas C e S
anticoagulantes
Varfarina Profilaxia e tratamento da embolia Síndrome de embolização de colesterol, Gravidez É necessária uma monitoração com o tempo de protrombina
pulmonar, trombose venosa profunda, necrose da pele e de outros tecidos, Tendência hemorrágica ou (TP), expresso como relação normalizada internacional (INR)
embolia sistêmica após infarto do hemorragia, hepatite, reação de discrasia sangüínea Deve-se considerar cuidadosamente a ocorrência de interações
miocárdio ou embolia sistêmica hipersensibilidade Tendência a sangramento medicamentosas com a varfarina (ver o Quadro 22.2 para
associada à fibrilação atrial, associada à ulceração ativa ou exemplos de interações importantes); a co-administração da
cardiopatia reumática com lesão de sangramento devido a lesões da varfarina com outros fármacos que se ligam à albumina pode
valva cardíaca ou prótese de valva mucosa, hemorragia vascular aumentar as concentrações plasmáticas livres (não-ligadas)
cardíaca mecânica cerebral, aneurisma cerebral ou de ambos os fármacos; a co-administração de fármacos que
aórtico, pericardite e derrame induzem o metabolismo do P-450 e/ou que competem por ele
pericárdico, endocardite pode afetar as concentrações plasmáticas de ambos os fármacos
bacteriana A varfarina nunca deve ser administrada a mulheres grávidas,
Cirurgia ocular, cerebral ou visto que pode provocar distúrbio hemorrágico e/ou defeitos
espinal recente congênitos no feto
Hipertensão grave não-controlada A varfarina pode causar necrose cutânea em decorrência de
Ameaça de aborto, eclâmpsia, trombose disseminada na microvasculatura
pré-eclâmpsia Em caso de hemorragia grave causada pela varfarina, o paciente
Anestesia por bloqueio regional deve receber imediatamente plasma fresco congelado
ou lombar
História de necrose cutânea
induzida por varfarina
Pacientes não supervisionados
com psicose, senilidade,
alcoolismo ou falta de
cooperação, e, em particular,
aqueles com risco de quedas
Heparina Não-Fracionada e Heparinas de Baixo Peso Molecular
Mecanismo — Heparina não-fracionada: combina-se com a antitrombina III e inibe a hemostasia secundária através da inativação não-seletiva da trombina (fator IIa), do fator Xa, fator IXa, fator XIa e fator XIIa.
Heparinas LMW: combinam-se com a antitrombina III e inibem a hemostasia secundária através da inativação relativamente seletiva (3 vezes) do fator Xa.
Heparina Prevenção e tratamento da embolia Hemorragia, trombocitopenia Trombocitopenia induzida por Verifica-se uma maior incidência de trombocitopenia induzida
não-Fracionada pulmonar, trombose venosa profunda, induzida por heparina, reações de heparina pela heparina em pacientes em uso de heparina não-fracionada
trombose cerebral ou trombo hipersensibilidade, incluindo reações Sangramento ativo significativo do que naqueles tratados com heparina LMW
ventricular esquerdo anafilactóides Tendências hemorrágicas, como Os anti-histamínicos, os glicosídios cardíacos, a nicotina e as
Prevenção da embolia sistêmica Tempo de coagulação francamente hemofilia, trombocitopenia tetraciclinas podem anular parcialmente o efeito anticoagulante
associada ao infarto do miocárdio prolongado, ulceração da mucosa, ou doença hepática com As cefalosporinas, as penicilinas, os anticoagulantes orais
Angina instável hematoma hipoprotrombinemia e os inibidores das plaquetas podem aumentar o efeito
Cirurgia cardíaca a céu aberto Suspeita de hemorragia anticoagulante
Coagulação intravascular intracraniana Desaconselhar o uso concomitante de fitoterápicos, como dong
disseminada Feridas ulcerativas abertas, quai, alho, gengibre, ginkgo, agripalma e trevo-dos-prados,
Mantém a desobstrução de cateteres desnudamento extenso da pele devido ao risco aumentado de sangramento
IV Condições que provocam
aumento da permeabilidade
capilar
Endocardite bacteriana
Hipertensão grave
Heparinas LMW: Prevenção e tratamento da trombose Hemorragia, trombocitopenia, Sangramento ativo significativo Administrada como injeção subcutânea com base no peso
Enoxaparina venosa profunda (todas as heparinas anormalidades das provas de função Trombocitopenia induzida pela Evitar a anticoagulação excessiva em pacientes com
Dalteparina LMW) hepática, reação anafilactóide, heparina insuficiência renal
Tinzaparina Tratamento das síndromes hematoma espinal Hipersensibilidade à heparina ou
coronarianas agudas e adjuvante da Edema, diarréia, náusea, hematoma, a produtos suínos
intervenção coronária percutânea anemia hipocrômica normocítica, Insuficiência renal (contra-
(enoxaparina e dalteparina) confusão, dor, dispnéia, febre, irritação indicação relativa)
local
Inibidores Seletivos do Fator Xa
Mecanismo — Combinam-se com a antitrombina III e inibem a hemostasia secundária através da inativação altamente seletiva do fator Xa
Fondaparinux Profilaxia e tratamento da trombose Hemorragia, trombocitopenia, Sangramento ativo significativo O fondaparinux é um pentassacarídio composto dos cinco
venosa profunda anormalidades das provas de função Comprometimento renal grave carboidratos essenciais necessários para a ligação da
Profilaxia e tratamento da embolia hepática, reação anafilactóide, Endocardite bacteriana antitrombina III; trata-se de um inibidor indireto específico do
pulmonar hematoma espinal fator Xa, com atividade antitrombina (anti-IIa) insignificante
Edema, diarréia, náusea, hematoma, Evitar a anticoagulação excessiva em pacientes com
anemia normocítica hipocrômica, insuficiência renal
confusão, dor, dispnéia, febre, irritação O uso do fondaparinux não tem sido associado a
local trombocitopenia induzida pela heparina

(Continua)
Farmacologia da Hemostasia e Trombose
|
381
Resumo Farmacológico Capítulo 22 Farmacologia da Hemostasia e Trombose (Continuação)
382

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
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Inibidores Diretos da Trombina


Mecanismo — Ligam-se diretamente à trombina e, portanto, inibem a hemostasia secundária
Agentes relacionados Trombocitopenia induzida pela Insuficiência cardíaca, hemorragia Sangramento ativo significativo Polipeptídios recombinados baseados na proteína hirudina da
com a hirudina: heparina (lepirudina) gastrintestinal, sangramento, Gravidez sanguessuga medicinal; ligam-se ao sítio ativo e ao exossítio da
Lepirudina Profilaxia contra a trombose venosa anormalidades das provas de função Hipertensão grave não-controlada trombina
Desirudina profunda (desirudina) hepática, anafilaxia, hipertensão, Comprometimento renal grave A lepirudina inibe a trombina tanto livre quanto ligada à fibrina
Bivalirudina Anticoagulação em pacientes hipotensão, isquemia cerebral, Após ligação da bivalirudina à trombina, esta cliva lentamente
submetidos a angiografia e hemorragia intracraniana, paralisia de uma ligação de arginina-prolina da bivalirudina, resultando em
Capítulo Vinte e Dois

angioplastia coronárias (bivalirudina) nervos periféricos, paralisia de nervos sua reativação


faciais, hematúria, insuficiência renal, É necessário um ajuste da dose em pacientes com insuficiência
doença respiratória alérgica extrínseca, renal, visto que esses agentes são excretados pelos rins
pneumonia, sepse
Hipersensibilidade cutânea, anemia,
febre
Argatroban Trombose da artéria coronária Parada cardíaca, doença vascular Sangramento ativo significativo Liga-se ao sítio ativo da trombina, mas não ao exossítio
Profilaxia na intervenção coronária cerebral, taquicardia ventricular, sepse, Comprometimento hepático grave É necessário um ajuste da dose em pacientes com doença
percutânea hipotensão hepática, visto que o argatroban é excretado na bile
Trombocitopenia induzida pela
heparina
Proteína C Ativada Recombinante
Mecanismo — Inativa de modo proteolítico os fatores Va e VIIIa; além disso, pode exercer um efeito antiinflamatório ao inibir a produção do fator de necrose tumoral e ao bloquear a aderência dos leucócitos às
selectinas
Proteína C ativada Sepse grave com disfunção orgânica Hemorragia Sangramento interno ativo Prolonga o tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa),
recombinante (r-APC) e alto risco de morte Massa intracraniana porém exerce pouco efeito sobre o tempo de protrombina (TP)
Acidente vascular cerebral
hemorrágico há menos de 3
meses
Cirurgia intracraniana ou intra-
espinal recente ou traumatismo
cranioencefálico grave há menos
de 2 meses
Presença de cateter epidural
Traumatismo grave com risco
aumentado de sangramento
potencialmente fatal
AGENTES TROMBOLÍTICOS
Mecanismo — Ativam de modo proteolítico o plasminogênio, formando plasmina, que digere a fibrina em produtos de degradação de fibrina
Estreptoquinase Infarto do miocárdio com elevação Arritmias cardíacas, síndrome de Sangramento interno ativo ou A estreptoquinase é uma proteína bacteriana estranha, que
ST embolia por colesterol, sangramento diátese hemorrágica conhecida pode desencadear uma resposta antigênica nos seres humanos
Trombose arterial significativo, reação anafilactóide, Cirurgia ou traumatismo com a sua administração repetida; a administração anterior de
Trombose venosa profunda polineuropatia, edema pulmonar não- intracraniano ou intra-espinal há estreptoquinase constitui uma contra-indicação para o seu uso,
Embolia pulmonar cardiogênico, hipotensão menos de 2 meses devido ao risco de anafilaxia
Oclusão de cateter intra-arterial ou Febre, calafrios Acidente vascular cerebral há As ações trombolíticas da estreptoquinase são relativamente
intravenoso menos de 2 meses inespecíficas e podem resultar em fibrinólise sistêmica
Massa intracraniana
Hipertensão grave não-controlada
Ativador do Infarto agudo do miocárdio Arritmias cardíacas, síndrome de Iguais às da estreptoquinase Liga-se a trombos recém-formados (frescos) com alta afinidade,
plasminogênio tecidual Trombose vascular cerebral aguda embolia com colesterol, hemorragia produzindo fibrinólise no local do trombo
(t-PA) recombinante Embolia pulmonar gastrintestinal, reação alérgica rara, A exemplo de outros agentes trombolíticos, o t-PA pode gerar
(Alteplase) Oclusão de cateter venoso central hemorragia intracraniana, sepse um estado de lise sistêmica e causar sangramento indesejável
Tenecteplase Infarto agudo do miocárdio Arritmias cardíacas, síndrome de Iguais às da estreptoquinase Variantes do t-PA obtidas por engenharia genética com
Reteplase embolia por colesterol, sangramento especificidade aumentada para a fibrina
significativo, reação alérgica, Meia-vida mais longa que a do t-PA; a tenecteplase é
anafilaxia, acidente vascular cerebral, administrada em injeção intravenosa direta única com base no
hemorragia intracraniana peso; a reteplase é administrada em duas injeções intravenosas
diretas
INIBIDORES DA ANTICOAGULAÇÃO E FIBRINÓLISE
Protamina
Mecanismo — Inativa a heparina através da formação de um complexo de protamina:heparina 1:1 estável
Protamina Overdose de heparina Bradiarritmias, hipotensão, reação Hipersensibilidade à protamina A protamina também pode reverter parcialmente o efeito
anafilactóide, colapso circulatório, anticoagulante das heparinas de baixo peso molecular, porém é
extravasamento capilar, edema incapaz de reverter o efeito anticoagulante do fondaparinux
pulmonar não-cardiogênico
Rubor, náusea, vômitos, dispepsia
Inibidor da Serina Protease
Mecanismo — Inibe as serina proteases, incluindo plasmina, t-PA e trombina
Aprotinina Reduz o sangramento perioperatório Insuficiência cardíaca, infarto do Hipersensibilidade à aprotinina Em doses mais altas, a aprotinina também pode inibir a
durante a cirurgia para implante de miocárdio, choque, distúrbio trombótico, calicreína e, portanto, inibir paradoxalmente a cascata da
bypass em artéria coronária anafilaxia com reexposição, oclusão da coagulação
artéria cerebral, insuficiência renal A aprotinina pode aumentar o risco de insuficiência renal aguda
pós-operatória em relação a outros agentes antifibrinolíticos
Análogos da Lisina
Mecanismo — Análogos da lisina que se ligam ao plasminogênio e à plasmina, inibindo-os
Ácido aminocapróico Distúrbio envolvendo o sistema Bradiarritmias, hipotensão, distúrbio Coagulação intravascular Podem causar menos insuficiência renal aguda em comparação
Ácido tranexâmico fibrinolítico trombótico, miopatia induzida por disseminada à aprotinina
Hemorragia em conseqüência de fármacos (ácido aminocapróico), Hipersensibilidade ao ácido
fibrinólise aumentada insuficiência renal rara aminocapróico
Farmacologia da Hemostasia e Trombose
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383
Resumo Farmacológico Capítulo 23 Farmacologia do Metabolismo do Colesterol e das Lipoproteínas
404

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
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INIBIDORES DA SÍNTESE DE COLESTEROL


Mecanismo — Inibem a HMG CoA redutase, a enzima que limita a taxa da síntese de colesterol → diminuição das LDL em 25 a 50%, aumento das HDL em 5% e diminuição dos triglicerídios em 10 a 25%
Lovastatina Hipercolesterolemia Miopatia, rabdomiólise, Doença hepática ativa As estatinas constituem os fármacos de escolha para reduzir as
Pravastatina Hipercolesterolemia familiar hepatotoxicidade, Gravidez e lactação LDL
Sinvastatina Aterosclerose coronariana dermatomiosite A atorvastatina e a rosuvastatina são as mais potentes; a
Fluvastatina Profilaxia da aterosclerose Dor abdominal, constipação, fluvastatina é a menos potente das estatinas
Atorvastatina coronariana diarréia, náusea, cefaléia A lovastatina, a sinvastatina e a atorvastatina são metabolizadas
Rosuvastatina pela 3A4 do citocromo P450; os inibidores da 3A4 do
Capítulo Vinte e Três

citocromo P450 aumentam o risco de miopatia; a fluvastatina


é metabolizada através de uma via diferente mediada pelo
citocromo P450; a pravastatina e a rosuvastatina não são
metabolizadas pelo citocromo P450; considerar o uso de uma
estatina não metabolizada pelo citocromo P450 em pacientes
em uso concomitante de fármacos que são metabolizados pelo
citocromo P450
A combinação com um seqüestrador de ácido biliar ou com um
inibidor da absorção de colesterol resulta em diminuição aditiva
das LDL
A combinação com niacina pode ser útil em pacientes com
níveis elevados de LDL e baixos níveis de HDL; todavia, a
co-administração com niacina aumenta o risco de miopatia
A co-administração com genfibrozil diminui a depuração das
estatinas e eleva suas concentrações plasmáticas, podendo
induzir rabdomiólise
INIBIDORES DA ABSORÇÃO DE ÁCIDOS BILIARES
Mecanismo — Ligam-se aos ácidos biliares, impedindo a circulação êntero-hepática → diminuição das LDL em 8 a 24%, aumento das HDL em 5%
Colestiramina Hipercolesterolemia Aumento dos níveis de Obstrução biliar completa Reduzem os níveis de LDL de modo dependente da dose;
Colesevelam Prurido (apenas com colestiramina) triglicerídios, distensão, Hiperlipidemia tipos III, IV ou V aumento modesto das HDL
Colestipol dispepsia, flatulência, diátese (hipertrigliceridemia) Agentes de segunda linha para a redução dos lipídios; utilizados
hemorrágica secundária à principalmente no tratamento da hipercolesterolemia em
deficiência de vitamina K pacientes jovens e para pacientes em que o uso isolado de
estatina não produz uma redução suficiente das LDL
Elevam os níveis de triglicerídios
A distensão significativa e a dispepsia limitam a aderência do
paciente ao tratamento
Diminuem a absorção de vitaminas lipossolúveis; pode ocorrer
sangramento devido à deficiência de vitamina K; ligam-se a
certos fármacos, como digoxina e varfarina
INIBIDORES DA ABSORÇÃO DE COLESTEROL
Mecanismo — Diminuem o transporte de colesterol das micelas para o enterócito ao inibir a captação através da proteína da borda em escova NPC1L1 → diminuição das LDL em ~19%, elevação das HDL em ~3%,
diminuição dos triglicerídios em ~8%
Ezetimibe Hipercolesterolemia primária Elevação das provas de Doença hepática ativa Redução modesta das LDL; pequeno efeito sobre os níveis de
Hipercolesterolemia familiar função hepática, miopatia Provas de função hepática persistentemente HDL e triglicerídios
Sitosterolemia (muito rara) Dispepsia, artralgia, mialgia, elevadas quando o fármaco é A inibição da absorção de colesterol pelo ezetimibe resulta
cefaléia co-administrado com uma estatina em aumento compensatório da síntese hepática de colesterol,
contrabalançando parcialmente os efeitos da absorção reduzida
de colesterol; através da associação de uma estatina com o
ezetimibe, evita-se o aumento compensatório na síntese hepática
de colesterol
O ezetimibe é absorvido rapidamente pelos enterócitos e sofre
circulação êntero-hepática
Os níveis de ezetimibe são aumentados pela ciclosporina e
pelos fibratos
FIBRATOS
Mecanismo — Agonistas do receptor ativado pelo proliferador peroxissômico ␣ (PPAR␣) → diminuição dos triglicerídios em 35 a 70%, aumento das HDL em 5 a 15%
Genfibrozil Hipertrigliceridemia isolada Provas de função hepática Uso concomitante de genfibrozil e Fármacos de escolha para a hipertrigliceridemia
Fenofibrato Hipertrigliceridemia com baixos elevadas, miopatia quando o cerivastatina O bezafibrato e o ciprofibrato estão disponíveis na Europa
níveis de HDL fármaco é co-administrado Doença preexistente da vesícula biliar Utilizados em associação com estatinas para a hiperlipidemia
Disbetalipoproteinemia tipo III com uma estatina, arritmias Disfunção hepática combinada ou quando os níveis de colesterol HDL estão
Dispepsia, mialgia, cálculos Comprometimento renal grave diminuídos; todavia, existe o risco aumentado de miopatia
biliares, xerostomia quando esses fármacos são associados com estatinas
O fenofibrato tem menos efeitos adversos GI e de miopatia
do que o genfibrozil; o fenofibrato aumenta a depuração da
ciclosporina
Os fibratos aumentam os níveis de varfarina
NIACINA
Mecanismo — Diminui a liberação de ácidos graxos livres do tecido adiposo; aumenta o tempo de permanência da apoAI no plasma
Niacina Baixos níveis isolados de HDL Hepatotoxicidade, Doença hepática ativa Diminui os níveis de LDL e triglicerídios; aumenta as HDL
Níveis baixos de HDL com sangramento GI Úlcera péptica ativa Ocorre rubor nas primeiras semanas de uso, podendo a sua
ligeira elevação das LDL ou dos Rubor, prurido, Sangramento arterial ocorrência ser evitada mediante pré-tratamento com aspirina; o
triglicerídios hiperuricemia e gota, rubor limita o uso da niacina
Hiperlipidemia combinada familiar comprometimento da Ocorre hiperuricemia em 20% dos pacientes, podendo precipitar
sensibilidade à insulina, gota
miopatia O uso de niacina está associado a comprometimento da
sensibilidade à insulina
Farmacologia do Metabolismo do Colesterol e das Lipoproteínas
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405
Resumo Farmacológico Capítulo 25 Farmacologia do Hipotálamo e da Hipófise
Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
REPOSIÇÃO COM HORMÔNIO DO CRESCIMENTO E COM FATOR DE CRESCIMENTO SEMELHANTE À INSULINA
Mecanismo — Estimulam a liberação de hormônio do crescimento ou do fator de crescimento semelhante à insulina ou efetuam a sua reposição
Somatropina Deficiência do crescimento em Leucemia, aumento da Pacientes com epífises fechadas Cautela no diabetes e em crianças cuja deficiência de GH
Somatrem (GH) crianças com deficiência de GH, pressão intracraniana, Lesão intracraniana subjacente ativa resulta de lesão intracraniana
síndrome de Turner, síndrome de pancreatite, rápido Neoplasia maligna ativa Disponível na forma de injeção de depósito
Prader-Willi e doença renal crônica crescimento de lesões Retinopatia diabética proliferativa Os glicocorticóides inibem o efeito promotor do crescimento da
Baixa estatura idiopática melanocíticas somatropina
Reposição do GH endógeno em Hiperglicemia, edema
adultos com deficiência de GH periférico, reação no local de
Debilitação ou caquexia da AIDS injeção, artralgia, cefaléia
Sermorrelina (GHRH) Avaliação diagnóstica da ↓ do Rubor transitório, sensação Não utilizar com outro fármaco que afeta a Cautela em crianças cuja deficiência de GH resulta de lesão
hormônio do crescimento plasmático de aperto no tórax, reação hipófise intracraniana
Tratamento da deficiência de GH no local de injeção,
Terapia com GH em crianças com desenvolvimento de
deficiência terciária (hipotalâmica) anticorpos
Hexarrelina Em fase de investigação Rubor, ganho de peso, Não-determinadas Agentes experimentais que se ligam ao receptor de GH
Grelina sonolência secretagogo
Formulações de hexarrelina disponíveis para uso intranasal
Mecasermina Nanismo de Laron Hipoglicemia, deslizamento Promoção do crescimento em pacientes com IGF-1 recombinante
Deficiência de GH com anticorpos da epífise femoral superior, epífises fechadas Disponível em injeções uma e duas vezes ao dia
neutralizantes elevação da pressão Suspeita de neoplasia ou neoplasia ativa
intracraniana, convulsões
Hipertrofia tonsilar, reação
no local de injeção
AGENTES QUE DIMINUEM A SECREÇÃO OU A AÇÃO DO HORMÔNIO DO CRESCIMENTO
Mecanismo — Inibem a liberação de GHRH, antagonizam o receptor de GH (pegvisomanto)
Octreotida Acromegalia Arritmias, bradicardia, Hipersensibilidade à octreotida Também utilizada para controlar o sangramento GI e reduzir a
Rubor e diarréia de tumores hipoglicemia, formação de diarréia secretora
carcinóides cálculos biliares A octreotida também está disponível em formulação de depósito
Crise carcinóide Dor abdominal, constipação, Diminui os níveis de ciclosporina
Diarréia de tumores secretores de diarréia, náusea, vômitos A lanreotida é um agente semelhante disponível na Europa
peptídio intestinal vasoativo
Somatostatina VIPomas Arritmias, eritrodermia, Hipersensibilidade à somatostatina Com a suspensão do fármaco, pode ocorrer hipersecreção
Tumores carcinóides retenção hídrica hormonal de rebote
Fístulas enterocutâneas e pancreáticas potencialmente fatal Diminui os efeitos analgésicos da morfina
Síndrome do intestino curto Intolerância à glicose
Pegvisomanto Acromegalia Aumento do tamanho Hipersensibilidade ao pegvisomanto Os pacientes devem ser submetidos anualmente a IRM para
do adenoma hipofisário, excluir um aumento do adenoma
elevação das provas de
função hepática
Farmacologia do Hipotálamo e da Hipófise

Hipertensão, edema
periférico, parestesias,
|

tontura

(Continua)
445
Resumo Farmacológico Capítulo 25 Farmacologia do Hipotálamo e da Hipófise (Continuação)
446

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
|

AGENTES QUE DIMINUEM OS NÍVEIS DE PROLACTINA


Mecanismo — Inibem a liberação hipofisária de prolactina
Bromocriptina Amenorréia e galactorréia da Acidente vascular cerebral, Hipersensibilidade aos derivados do esporão Alcalóide do esporão do centeio; dose 2 ×/dia
hiperprolactinemia convulsões, infarto agudo do do centeio A administração intravaginal pode reduzir os efeitos colaterais
Acromegalia miocárdio Hipertensão não controlada gastrintestinais
Doença de Parkinson Tontura, hipotensão, cólicas Toxemia da gravidez Pode ocorrer intolerância ao álcool
Síndrome pré-menstrual abdominais, náusea Ocorre fenômeno de primeira dose em 1% dos pacientes,
Síndrome de Cushing podendo resultar em síncope
Encefalopatia hepática Co-administração com amitriptilina, butirofenonas, imipramina,
Capítulo Vinte e Cinco

Síndrome maligna neuroléptica metildopa, fenotiazinas ou reserpina: aumento nos níveis de


relacionada com a terapia prolactina
farmacológica neuroléptica A co-administração com agentes anti-hipertensivos potencializa
a hipotensão
Pergolida Doença de Parkinson (pergolida e Arritmias, infarto do Hipersensibilidade aos derivados do esporão Utilizar com cautela em pacientes sujeitos a arritmias e
Quinoglida cabergolina) miocárdio, insuficiência do centeio distúrbios psiquiátricos subjacentes
Cabergolina Hiperprolactinemia cardíaca Hipertensão não controlada Utilizar com cautela em pacientes com história de pleurite,
Fibrose pulmonar e derrame derrame pleural, fibrose pleural, pericardite, valvulopatia
pleural (cabergolina) cardíaca ou fibrose retroperitoneal
Náusea, tontura, discinesia, Os depressores do SNC possuem efeitos aditivos
distonia, alucinações, A quinoglida e a cabergolina não são derivados do esporão do
sonolência, hipotensão centeio; a quinoglida não é disponível nos Estados Unidos; a
ortostática, rinite cabergolina produz menos náusea do que a bromocriptina ou a
pergolida
AGENTES QUE AVALIAM A FUNÇÃO DA TIREÓIDE
Mecanismo — O TRH estimula a liberação de TSH pela hipófise; o TSH estimula a glândula tireóide
Protirrelina (TRH) Diagnóstico da função da tireóide Convulsões, amaurose fugaz Podem ocorrer alterações transitórias da pressão arterial
em pacientes com tumores imediatamente após a administração
hipofisários Ciproeptadina e tioridazina ↓ a resposta do TSH mediada pela
Ansiedade, diaforese, hiper- protirrelina
e hipotensão
Tireotropina (TSH) Diagnóstico de tumor maligno da Reação anafilactóide com Insuficiência supra-renal
glândula tireóide administração repetida Trombose coronariana
Náusea, vômitos, astenia,
cefaléia
AGENTES QUE AVALIAM A FUNÇÃO SUPRA-RENAL
Mecanismo—Estimulação da produção supra-renal de cortisol e androgênios
Corticotropina (ACTH) Diagnóstico da função adrenocortical Aumento da pressão Pacientes com úlcera péptica, esclerodermia, A cosintropina (que contém os primeiros 24 resíduos de
Cosintropina (ACTH Exacerbação da esclerose múltipla intracraniana com osteoporose, infecções fúngicas sistêmicas, aminoácidos do ACTH) é menos antigênica e tem menos
1-24) Reações alérgicas graves, papiledema, pseudotumor herpes simples ocular, insuficiência cardíaca, tendência a causar reações alérgicas do que a corticotropina
distúrbios do colágeno, distúrbios cerebral, convulsões, hipertensão, sensibilidade à carne de porco, (que contém todos os 39 resíduos de aminoácidos do ACTH)
dermatológicos, inflamação insuficiência cardíaca, cirurgia recente, hiperfunção adrenocortical Os pacientes com suspeita de sensibilidade a proteínas suínas
Espasmos infantis vasculite necrosante, choque, ou insuficiência primária ou síndrome de devem efetuar um teste cutâneo
pancreatite, ulceração e Cushing Observar os recém-nascidos de mulheres tratadas com
perfuração péptica, alcalose corticotropina à procura de sinais de hipoadrenalismo
hipocalêmica, indução de Tratar o edema com baixa ingestão de sódio e alta ingestão de
diabetes melito latente, potássio
broncoespasmo A co-administração com AINE aumenta o risco de sangramento GI
Tontura A corticotropina aumenta os níveis plasmáticos de digoxina
AGENTES QUE ALTERAM A EXPRESSÃO DAS GONADOTROPINAS
Mecanismo (todos à exceção dos antagonistas dos receptores de GnRH) — Contínuos: inibem a liberação de LH e FSH; Pulsáteis: estimulam a liberação de LH e FSH
Mecanismo (ganirrelix, cetrorrelix, abarelix) — antagonistas dos receptores de GnRH
Gonadorrelina Diagnóstico de hipogonadismo Anafilaxia com múltiplas Uma resposta normal ao teste com gonadorrelina indica a
Estimulação da ovulação administrações presença de gonadótrofos hipofisários funcionais
Tonteira, rubor, cefaléia Forma pulsátil para estimulação da ovulação
Goserrelina Todos os quatro agentes podem ser Trombose venosa profunda Hipersensibilidade ao LHRH ou a análogos Formulações de depósito que resultam em supressão das
Histrelina utilizados nas seguintes condições: (goserrelina, leuprolida) do LHRH gonadotropinas e conseqüente ↓ dos esteróides gonadais
Leuprolida Câncer de mama Apoplexia hipofisária Gravidez Inicialmente, podem aumentar os níveis de testosterona e de
Nafarrelina Câncer de próstata (leuprolida) estrogênio
Endometriose Ondas de calor,
Puberdade precoce ginecomastia, osteoporose,
Porfiria intermitente aguda dor transitória, disfunção
sexual
Folitropina (rFSH) Indução da ovulação Embolia e trombose, Qualquer distúrbio endócrino distinto da Podem resultar em múltiplos fetos
Urofolitropina (FSH) Hipogonadismo hipogonadotrópico síndrome de angústia anovulação: sangramento uterino anormal,
masculino respiratória aguda, síndrome insuficiência gonadal primária, tumor
de hiperestimulação hipofisário, cisto ovariano ou aumento de
ovariana origem desconhecida, gravidez, tumores
Cistos e hipertrofia dependentes de hormônios sexuais, disfunção
ovarianos, infecção da tireóide ou da supra-renal
respiratória superior
Ganirrelix Indução da ovulação (ganirrelix e Prolongamento do intervalo Gravidez, lactação, cistos ovarianos ou Esses fármacos são antagonistas dos receptores de GnRH
Cetrorrelix cetrorrelix) QT (abarelix) aumento do ovário não causado por
Abarelix Câncer de próstata (abarelix) Gravidez ectópica, síndrome de ovário policístico, insuficiência
distúrbio trombótico, aborto ovariana primária, tumores dependentes de
espontâneo (ganirrelix) hormônios sexuais, disfunção da tireóide
Anafilaxia (cetrorrelix) ou da supra-renal, sangramento vaginal de
Síndrome de etiologia desconhecida
hiperestimulação ovariana
ANTAGONISTAS DA VASOPRESSINA
Mecanismo — Antagonistas dos receptores V1/V2 mistos
Conivaptana Hiponatremia euvolêmica Hipertensão, hipotensão Uso concomitante de potentes inibidores da Como a conivaptana é um substrato da 3A4 do P450, esse
Tolvaptana Insuficiência cardíaca (em fase de ortostática, reação no local 3A4 do P450 fármaco está contra-indicado para uso concomitante com
investigação) de injeção, hipocalemia, Hiponatremia hipovolêmica inibidores da 3A4 do P450, como cetoconazol, itraconazol,
aumento da sede, poliúria ritonavir, claritromicina e indinavir
A tolvaptana é um agente em fase de investigação específica
para os receptores V2
Farmacologia do Hipotálamo e da Hipófise
|
447
Resumo Farmacológico Capítulo 26 Farmacologia da Glândula Tireóide
Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
REPOSIÇÃO DE HORMÔNIO TIREOIDIANO
Mecanismo — Repor o hormônio tireoidiano endógeno ausente com hormônio tireoidiano exógeno
Levotiroxina (T4) Hipotireoidismo Hipertireoidismo, osteopenia, Infarto agudo do miocárdio A colestiramina e o poliestireno sulfonato de sódio diminuem a
Liotironina (T3) Coma mixedematoso pseudotumor cerebral, Insuficiência córtico-supra-renal não absorção do hormônio tireoidiano sintético
convulsões, infarto do corrigida A rifampicina e a fenitoína aumentam o metabolismo do
miocárdio Tireotoxicose não tratada hormônio tireoidiano sintético
Em virtude de sua meia-vida de eliminação mais longa, a T4 é
habitualmente preferida para o tratamento do hipotireoidismo
A T3 pode ser preferida no coma mixedematoso, devido a seu
início de ação mais rápido
INIBIDORES DA CAPTAÇÃO DE IODETO
Mecanismo — Competem com o iodeto pela sua captação nas células foliculares da tireóide através do simportador de sódio-iodeto, diminuindo, assim, o suprimento intratireóideo de iodeto disponível para a síntese dos
hormônios tireoidianos
Perclorato Hipertireoidismo Anemia aplásica Nenhuma contra-indicação importante O uso clínico no hipertireoidismo é limitado, devido ao risco de
Tiocianato Agentes de contraste radiológicos Irritação gastrintestinal desenvolvimento de anemia aplásica
Pertecnetato Freqüentemente utilizados como agentes de contraste
radiológico
INIBIDORES DA ORGANIFICAÇÃO E DA LIBERAÇÃO DOS HORMÔNIOS TIREOIDIANOS
Mecanismo — O iodeto radioativo emite fortemente partículas beta, que são tóxicas para as células foliculares da tireóide. O iodeto em altas concentrações inibe a captação de iodeto e a organização através do efeito de
Wolff–Chaikoff. A propiltiouracila inibe a tireóide peroxidase e a conversão de T4 em T3. O tiamazol inibe a tireóide peroxidase
131 –
I (Iodeto radioativo) Hipertireoidismo Pode agravar a oftalmopatia Gravidez Alternativa para cirurgia no tratamento do hipertireoidismo
na doença de Graves, A radiação em excesso pode destruir a tireóide, causando
hipotireoidismo hipotireoidismo
Iodeto (em altas Hipertireoidismo Pode agravar os sintomas de Utilizado para supressão temporária da função da glândula
concentrações) bócio tóxico tireóide
Também utilizado antes da cirurgia da glândula tireóide para
permitir uma excisão tecnicamente mais fácil
Propiltiouracila (PTU) Hipertireoidismo Agranulocitose, Gravidez e lactação (tiamazol) O tiamazol é geralmente preferido no tratamento do
Tiamazol hepatoxicidade, vasculite e hipertireoidismo, devido a uma menor incidência de efeitos
hipoprotrombinemia (PTU) adversos graves
Exantema, artralgias A PTU constitui o agente preferido na tempestade tireoidiana,
devido à inibição periférica adicional da conversão de T4 em
T3
INIBIDORES DO METABOLISMO PERIFÉRICO DOS HORMÔNIOS DA TIREÓIDE
Mecanismo — Bloqueiam a 5ʼ-desiodinase, inibindo, assim, a conversão de T4 em T3
␤-Bloqueadores Ver Resumo Farmacológico: Cap 9 O efeito simpaticolítico dos beta-bloqueadores é mais
importante no tratamento dos sintomas do hipertireoidismo do
que o efeito menor desses fármacos sobre a 5ʼ-desiodinase
O esmolol é um antagonista β-adrenérgico preferido para o
tratamento da tempestade tireoidiana, devido a seu rápido início
Farmacologia da Glândula Tireóide

de ação e meia-vida de eliminação rápida


Ipodato Hipertireoidismo Urticária, doença do soro; Hipersensibilidade a agentes de contraste Antigamente utilizado como agente de contraste radiológico
|

em certas ocasiões, pode radiológicos Não é mais disponível comercialmente


exacerbar os sintomas de
hipertireoidismo
457
Resumo Farmacológico Capítulo 27 Farmacologia da Glândula Supra-Renal
472

Efeitos Adversos
|

Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


AGONISTAS DOS RECEPTORES DE GLICOCORTICÓIDES
Mecanismo — Simulam a função do cortisol, atuando como agonistas no receptor de glicocorticóides
Prednisona Distúrbios inflamatórios em muitos Imunossupressão, Infecção fúngica sistêmica Ver Quadro 27.1 para a potência relativa e a duração de ação
Prednisolona órgãos diferentes cataratas, hiperglicemia, dos fármacos individuais
Metilprednisolona Doenças auto-imunes hipercortisolismo, depressão, A terapia farmacológica com glicocorticóides não corrige a
Dexametasona Terapia de reposição para a euforia, osteoporose, retardo etiologia da doença subjacente, porém limita os efeitos da
Hidrocortisona insuficiência supra-renal primária e do crescimento em crianças, inflamação
Fluticasona secundária (hidrocortisona) atrofia muscular O tratamento crônico com glicocorticóides deve ser
Capítulo Vinte e Sete

Beclometasona Comprometimento da reduzido lenta e gradativamente; a interrupção abrupta de


Flunisolida cicatrização de feridas, glicocorticóides sistêmicos pode resultar em insuficiência supra-
Triancinolona hipertensão, retenção de renal aguda
Budesonida líquido As formulações intranasais e inaladas reduzem acentuadamente
Os glicocorticóides inalados os efeitos adversos sistêmicos; não se deve substituir
também podem causar abruptamente os glicocorticóides orais em altas doses por
candidíase orofaríngea e formulações inaladas
disfonia A atividade intrínseca de um glicocorticóide é particularmente
Os glicocorticóides tópicos importante para fármacos de administração tópica, visto que a
também podem causar pele não possui quantidades apreciáveis de 11␤-HSDI
atrofia da pele Os glicocorticóides com maior potência antiinflamatória
apresentam tipicamente maior duração de ação
Os glicocorticóides inalados incluem fluticasona,
beclometasona, flunisolida, triancinolona e budesonida
ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES DE GLICOCORTICÓIDES
Mecanismo — Antagonista competitivo da ação do cortisol no receptor de glicocorticóides
Mifepristona (RU-486) Aborto (até o dia 49 da gravidez) Prolongamento do tempo Insuficiência supra-renal crônica A mifepristona é um antagonista do receptor da progesterona
de sangramento, infecções Gravidez ectópica utilizado para indução de aborto no início da gravidez; em
bacterianas, sepse Distúrbios hemorrágicos concentrações mais altas, a mifepristona também bloqueia
Náusea, vômitos, diarréia, Terapia de anticoagulação o receptor de glicocorticóides; esta última ação pode,
cólicas, sangramento vaginal Porfirias hereditárias potencialmente, tornar a mifepristona útil no tratamento dos
anormal, cefaléia Dispositivo intra-uterino níveis de glicocorticóides elevados e potencialmente fatais,
Massa de anexos não diagnosticada como os que ocorrem na síndrome de ACTH ectópico
INIBIDORES DA SÍNTESE DE GLICOCORTICÓIDES
Mecanismo — Inibem várias etapas na biossíntese dos hormônios glicocorticóides
Mitotano Supra-renalectomia clínica em casos Distúrbio visual, cistite Vacina com rotavírus vivo Análogo estrutural do DDT, tóxico para as mitocôndrias
de síndrome de Cushing grave ou hemorrágica adrenocorticais
carcinoma adrenocortical Hipercolesterolemia, A hipercolesterolemia pode resultar da inibição da colesterol
sonolência, náusea, oxidase
depressão
Aminoglutetimida Síndrome de Cushing Insuficiência de cortisol, Hipersensibilidade à glutetimida ou A aminoglutetimida inibe a enzima de clivagem da cadeia
agranulocitose, leucopenia, aminoglutetimida lateral, bem como a aromatase, que é importante na conversão
neutropenia, pancitopenia dos andrógenos em estrógenos; o seu potencial terapêutico para
Prurido, náusea, hipotensão, o câncer de mama está em fase de pesquisa
sonolência
Metirapona Avaliação diagnóstica do eixo Insuficiência de cortisol Insuficiência do córtex supra-renal Inibe a 11␤-hidroxilação, resultando em comprometimento da
hipotalâmico-hipofisário–supra-renal Hipertensão síntese de cortisol
Síndrome de Cushing O tratamento com metirapona também resulta em desinibição
da secreção de ACTH; por conseguinte, a metirapona pode ser
administrada para avaliar a reserva de ACTH
Trilostano Síndrome de Cushing Crise addisoniana Insuficiência do córtex supra-renal O trilostano é um inibidor reversível da 3␤-hidroxiesteróide
Aldosteronismo Hipotensão postural, Disfunção renal ou hepática desidrogenase que diminui a produção de aldosterona e de
hipoglicemia, diarréia, cortisol no córtex supra-renal
náusea
Cetoconazol Ver Resumo Farmacológico: Cap. 34
AGONISTAS DOS RECEPTORES DE MINERALOCORTICÓIDES
Mecanismo — Agonista no receptor de mineralocorticóides
Fludrocortisona Hipoaldosteronismo Hipertensão, hipocalemia, Infecção fúngica sistêmica Os efeitos adversos da terapia com fludrocortisona estão
insuficiência cardíaca, relacionados com a capacidade do fármaco de simular um
tromboflebite, estado de excesso de mineralocorticóides, incluindo hipertensão,
hipercortisolismo secundário, hipocalemia e insuficiência cardíaca; é necessário monitorizar
aumento da pressão rigorosamente os níveis séricos de potássio e a pressão arterial
intracraniana
Edema, comprometimento
da cicatrização de feridas,
exantema, miopatia,
hiperglicemia, irregularidades
menstruais

ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES DE MINERALOCORTICÓIDES


Mecanismo — Antagonistas competitivos da ação da aldosterona no receptor de mineralocorticóides
Espironolactona Ver Resumo Farmacológico: Cap. 20
Eplerenona
ESTERÓIDE SEXUAL SUPRA-RENAL
Mecanismo — A DHEA é um pró-hormônio que é convertido em testosterona na periferia
Desidroepiandrosterona Hipoaldosteronismo Acne, hepatite, hirsutismo, Câncer de mama, ovário ou próstata Pode ser utilizada como terapia de reposição para casos de
(DHEA) Síndrome de fadiga crônica androgenização doença de Addison com deficiência documentada de DHEA; a
(benefícios incertos) sua eficácia clínica no tratamento da síndrome de fadiga crônica
está em fase de pesquisa; a DHEA costuma ser utilizada de modo
abusivo pelos seus efeitos anabólicos
Farmacologia do Córtex Supra-Renal
|
473
Resumo Farmacológico Capítulo 28 Farmacologia da Reprodução
Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
AGONISTAS DO HORMÔNIO DE LIBERAÇÃO DAS GONADOTROPINAS (GnRH)
Mecanismo — Contínuo: inibem a liberação de LH e de FSH; Pulsátil: estimula a liberação de LH e de FSH
Gonadorrelina Ver Resumo Farmacológico: Cap. 25
Gosserrelina
Histrelina
Leuprolida
Nafarrelina
ANTAGONISTAS DO HORMÔNIO DE LIBERAÇÃO DAS GONADOTROPINAS (GnRH)
Mecanismo — Antagonistas do Receptor de GnRH
Cetrorrelix Ver Resumo Farmacológico: Cap. 25
Ganirrelix
INIBIDORES DA CONVERSÃO PERIFÉRICA DA TESTOSTERONA EM DHT
Mecanismo — Inibem seletivamente a 5␣-redutase do tipo II, a enzima que converte a testosterona em diidrotestosterona na próstata, no fígado e na pele
Finasterida Hiperplasia prostática benigna Neoplasia da mama Gravidez suspeita ou diagnosticada A finasterida melhora os sintomas de diminuição do fluxo
Alopecia androgênica masculina (rara e em fase de Mulheres e crianças urinário
investigação) Alternativa potencial da ressecção transuretral da próstata
Hipersensibilidade das (RTUP)
mamas, diminuição da A administração da terapia durante um ano pode resultar em
libido, disfunção erétil, redução de até 25% do tamanho da próstata; a finasterida é
distúrbio ejaculatório mais efetiva para pacientes com próstata grande
As mulheres não devem manusear comprimidos de finasterida
INIBIDORES DA AROMATASE
Mecanismo — O anastrozol e o letrozol são inibidores competitivos da aromatase, a enzima que catalisa a formação de estrógenos a partir de precursores androgênicos. O exemestano e o formestano são inibidores
irreversíveis (covalentes) da aromatase
Anastrozol Tratamento e prevenção do câncer de Fraturas osteoporóticas, Hipersensibilidade ao anastrozol, letrozol, Os inibidores da aromatase são utilizados no tratamento de
Letrozol mama de estágio inicial, localmente tromboflebite, exemestano ou formestano tumores dependentes de estrógeno
Exemestano avançado e metastático positivo para hipercolesterolemia, Os inibidores da aromatase podem ser mais efetivos do que os
Formestano receptores de estrógeno sangramento vaginal profuso antagonistas dos receptores de estrógeno ou os MSRE para o
Edema periférico, exantema, tratamento do câncer de mama
náusea, artralgia, dor óssea, Devido à profunda supressão da ação estrogênica, as mulheres
cefaléia, depressão, dispnéia em uso de inibidores da aromatase correm um considerável
risco de fraturas osteoporóticas
MODULADORES SELETIVOS DOS RECEPTORES DE ESTRÓGENO (MSRE)
Mecanismo — Antagonista do estrógeno em alguns tecidos e agonista do estrógeno em outros tecidos. A base da seletividade tecidual pode estar relacionada à expressão tecidual específica de subtipos de receptores de
estrógeno e à capacidade diferencial do complexo ligante–receptor de recrutar co-ativadores e co-repressores da transcrição
Tamoxifeno Prevenção do câncer de mama Neoplasia maligna do História de trombose venosa profunda ou Antagonista do receptor de estrógeno no tecido mamário e
Tratamento paliativo do câncer de endométrio, acidente de embolia pulmonar quando utilizado para agonista parcial no endométrio e no osso
mama metastático vascular cerebral, catarata, prevenção do câncer de mama ou carcinoma Como o tamoxifeno estimula o crescimento endometrial, a sua
Terapia adjuvante do câncer de embolia pulmonar ductal in situ; em pacientes com câncer de administração está associada a um aumento de quatro a seis
mama após excisão primária do Ondas de calor, menstruação mama invasivo, os benefícios do tamoxifeno vezes na incidência de câncer endometrial
Farmacologia da Reprodução

tumor (nodulectomia) anormal, secreção vaginal superam os riscos de doença tromboembólica Habitualmente administrado por um período que não deve
recorrente ultrapassar 5 anos, a fim de minimizar o risco de câncer
|

Gravidez endometrial iatrogênico

(Continua)
489
Resumo Farmacológico Capítulo 28 Farmacologia da Reprodução (Continuação)
490

Efeitos Adversos
|

Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


MODULADORES SELETIVOS DOS RECEPTORES DE ESTRÓGENO (MSRE)
Mecanismo — Antagonista do estrógeno em alguns tecidos e agonista do estrógeno em outros tecidos. A base da seletividade tecidual pode estar relacionada à expressão tecidual específica de subtipos de receptores de
estrógeno e à capacidade diferencial do complexo ligante–receptor de recrutar co-ativadores e co-repressores da transcrição
Clomifeno Infertilidade feminina, devido a Tromboembolia Gravidez Antagonista do receptor de estrógeno no hipotálamo e na
distúrbio ovulatório Cistos ovarianos, hipertrofia Disfunção não controlada da tireóide ou da adeno-hipófise e agonista parcial nos ovários; desinibe a
ovariana, rubor, sintomas supra-renal liberação de GnRH, resultando em níveis elevados de LH e
vasomotores, desconforto Doença hepática de FSH; o aumento do FSH estimula o crescimento folicular,
abdominal Carcinoma endometrial resultando em sinal deflagrador estrogênico, surto de LH e
Capítulo Vinte e Oito

Cistos ovarianos ovulação


Lesão intracraniana orgânica Ao contrário do FSH exógeno, o uso do clomifeno raramente
está associado à síndrome de hiperestimulação ovariana
Raloxifeno Ver Resumo Farmacológico: Cap. 30
ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES DE ESTRÓGENO
Mecanismo — Inibem competitivamente a ligação do estrógeno ao receptor, bloqueando a ação do estrógeno nos tecidos-alvo
Fulvestranto Tratamento do câncer de mama Náusea, astenia, dor, Gravidez Antagonista puro dos receptores de estrógeno, sem atividade
metastático positivo para receptores vasodilatação (ondas de agonista; liga-se com alta afinidade ao receptor de estrógeno,
de estrógeno em mulheres pós- calor), cefaléia impedindo a dimerização do receptor e aumentando a sua
menopáusicas com progressão degradação; algumas vezes, designado como o primeiro de uma
da doença após terapia com nova classe de infra-reguladores seletivos dos receptores de
antiestrogênico estrógeno (RSRE)
ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES DE ANDRÓGENO
Mecanismo — Inibem competitivamente a ligação da diidrotestosterona e da testosterona ao receptor, bloqueando a ação da testosterona e da diidrotestosterona nos tecidos-alvo
Flutamida Câncer de próstata metastático Hepatotoxicidade, distúrbios Comprometimento hepático grave A flutamida mostra-se favorável em comparação com a monoterapia
Hipertrofia prostática benigna do sistema hematopoético com DES e leuprolida no tratamento do câncer de próstata
Ondas de calor, diarréia, A flutamida é mais efetiva quando associada com castração
náusea, exantema clínica ou cirúrgica
Espironolactona Hirsutismo Acidose metabólica Anúria Um antagonista do receptor de aldosterona que também possui
Acne vulgar hipercalêmica, hemorragia Hipercalemia atividade antagonista significativa em nível do receptor de
Hipertensão gastrintestinal, Insuficiência renal aguda andrógeno
Edema associado a insuficiência agranulocitose, lúpus Utilizada como inibidor competitivo da ligação da testosterona
cardíaca, cirrose (com ou sem ascite) eritematoso sistêmico, câncer e da diidrotestosterona a receptores de andrógeno
ou síndrome nefrótica de mama (não estabelecido) A drospirenona (derivada da espironolactona) possui efeitos
Hipocalemia Ginecomastia, dispepsia, tanto progestacionais quanto antiandrogênicos; é utilizada como
Aldosteronismo primário letargia, menstruação progestina em alguns contraceptivos de estrógeno-progestina
anormal, impotência,
exantema
ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES DE PROGESTERONA
Mecanismo — Inibem a ligação da progesterona ao receptor; as diferenças na especificidade tecidual da mifepristona e do asoprisnil devem-se, provavelmente, às suas diferenças na influência da ligação de co-ativadores
e co-repressores da transcrição ao complexo do receptor de progesterona
Mifepristona Aborto (até o dia 49 de gravidez) Prolongamento do tempo Insuficiência supra-renal crônica A mifepristona (RU-486) é um antagonista dos receptores de
(RU-486) de sangramento, infecções Gravidez ectópica progesterona que é utilizada para induzir aborto no primeiro
bacterianas, sepse Distúrbios hemorrágicos trimestre
Náusea, vômitos, diarréia, Terapia anticoagulante O bloqueio da ação da progesterona resulta em deterioração e
cólicas, sangramento vaginal Porfirias hereditárias morte da decídua, e a falta de nutrientes provenientes da decídua
anormal, cefaléia Dispositivo intra-uterino leva o blastocisto à morte e a seu desprendimento do útero
Massa dos anexos não-diagnosticada
A mifepristona é comumente administrada em associação com
misoprostol, um análogo da prostaglandina que estimula as
contrações uterinas; a co-administração de misoprostol pode
causar náusea e vômitos
Em concentrações mais altas, a mifepristona também bloqueia
o receptor de glicocorticóides, tornando-a potencialmente útil
no tratamento de afecções associadas a níveis elevados de
glicocorticóides potencialmente fatais, como na síndrome do
ACTH ectópico
Asoprisnil Fármaco em fase de investigação Em fase de investigação Em fase de investigação Um antagonista dos receptores de progesterona, que inibe
para o tratamento da endometriose e o crescimento dos tecidos derivados do endométrio e do
dos leiomiomas uterinos (fibróides) miométrio; os estudos preliminares indicam que o asoprisnil
pode ser efetivo no tratamento da endometriose e dos
leiomiomas uterinos (fibróides)
CONTRACEPÇÃO COM ASSOCIAÇÕES DE ESTRÓGENO-PROGESTINA
Mecanismo — Supressão da secreção de GnRH, de LH e de FSH e do desenvolvimento folicular, com conseqüente inibição da ovulação; os mecanismos secundários da prevenção da gravidez incluem alterações no
peristaltismo da tuba uterina, na receptividade do endométrio e nas secreções mucosas cervicais que, em seu conjunto, impedem o transporte apropriado do ovo e dos espermatozóides
Estrógenos: Contracepção Tromboembolia arterial e Câncer de mama Como o estrógeno sem oposição aumenta o risco de câncer
Etinil estradiol venosa, embolia pulmonar, Câncer endometrial ou outras neoplasias endometrial, o estrógeno é sempre co-administrado com uma
Mestranol trombose cerebral, dependentes de estrógeno progestina em mulheres com útero
Progestinas: doença da vesícula biliar, Doença vascular cerebral ou coronariopatia As progestinas variam na sua atividade androgênica
Norgestrel hipertensão, neoplasia Icterícia colestática da gravidez ou icterícia O norgestrel e o levonorgestrel são os que possuem maior
Levonorgestrel hepática com uso prévio de contraceptivos hormonais atividade androgênica; a noretindrona e o acetato de
Noretindrona Menstruação anormal, Tumores hepáticos benignos ou malignos noretindrona exibem atividade androgênica média; o etinodiol,
Acetato de sangramento inesperado, Hipertensão grave o norgestimato, o gestodeno e o desogestrel apresentam
noretindrona hipersensibilidade das Imobilização prolongada baixa reatividade cruzada com os receptores de estrógeno; a
Etinodiol mamas, sintomas de Gravidez drospirenona é uma progestina sintética que também possui
Norgestimato distensão, enxaqueca, Mulheres fumantes com mais de 35 anos de atividade antiandrogênica
Gestodeno alteração do peso idade Os contraceptivos com associações de estrógeno-progestina
Desogestrel Distúrbios trombóticos estão disponíveis em comprimidos orais, anel vaginal e adesivos
Drospirenona transdérmicos
As formulações orais bifásicas ou trifásicas apresentam menores
quantidades totais de progestina a cada mês
Prefere-se a dose efetiva mais baixa de etinil estradiol para
reduzir o risco de trombose venosa profunda
O levonorgestrel também é utilizado para contracepção de
emergência (da manhã seguinte)
CONTRACEPTIVOS SÓ COM PROGESTINA
Mecanismo — Alteram a freqüência dos pulsos de GnRH e diminuem a responsividade da adeno-hipófise ao GnRH. Os mecanismos secundários de prevenção da gravidez incluem alterações no peristaltismo da tuba
uterina, na receptividade do endométrio e nas secreções mucosas cervicais que, em seu conjunto, impedem o transporte apropriado do ovo e dos espermatozóides
Norgestrel Contracepção Períodos irregulares, Doença hepática aguda É comum a ocorrência de sangramento inesperado e de períodos
Noretindrona hipersensibilidade das Tumores hepáticos benignos ou malignos menstruais pouco intensos e irregulares durante o primeiro ano
Acetato de mamas, náusea, tonteira, Câncer de mama diagnosticado ou suspeito de administração
medroxiprogesterona cefaléia Gravidez O acetato de medroxiprogesterona pode ser administrado por
(injetável) via parenteral a cada 3 meses
Etonogestrel (implante Um implante de silicone que libera etonogestrel mostra-se
Farmacologia da Reprodução

de silicone) efetivo por um período de 3 anos


O levonorgestrel oral pode ser utilizado para contracepção de
|

emergência

(Continua)
491
Resumo Farmacológico Capítulo 28 Farmacologia da Reprodução (Continuação)
492

Efeitos Adversos
|

Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


ANDRÓGENOS UTILIZADOS PARA REPOSIÇÃO HORMONAL
Mecanismo — Reposição de testosterona para produzir efeitos androgênicos, incluindo crescimento e maturação da próstata, das glândulas seminais, do pênis e do escroto, desenvolvimento da distribuição masculina dos
pêlos, aumento da laringe, espessamento das cordas vocais e alterações na musculatura e distribuição da gordura do corpo
Enantato de testosterona Hipogonadismo Síndrome de icterícia Câncer de mama em homens Foram desenvolvidas diversas vias de administração para
Cipionato de testosterona colestática, carcinoma Câncer de próstata a terapia de reposição com testosterona; a reposição de
hepático, hiperplasia Gravidez quando utilizado em mulheres testosterona pode ser administrada por via intramuscular,
prostática benigna, câncer transdérmica e via tópica com formulação de gel; o sistema
de próstata de liberação transdérmica tem a vantagem de que os níveis
Capítulo Vinte e Oito

Acne, ginecomastia, irritação plasmáticos de testosterona permanecem relativamente


oral com administração constantes, além de transpor o metabolismo hepático
bucal, irritação da pele de primeira passagem; a testosterona também pode ser
com liberação transdérmica administrada na forma de comprimido que adere à mucosa
do fármaco, transferência bucal
potencial para a mulher com A terapia de reposição androgênica só deve ser oferecida a
a formulação de gel tópico, homens com sinais e sintomas consistentes de hipogonadismo
cefaléia e com baixos níveis plasmáticos de testosterona (<3,0 ng/ml);
a testosterona não deve ser administrada a homens com câncer
de próstata
Alguns atletas fazem uso abusivo de andrógenos através de
auto-administração de níveis supraterapêuticos
Resumo Farmacológico Capítulo 29 Farmacologia do Pâncreas Endócrino
Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
INIBIDORES DA ␣-GLICOSIDASE
Mecanismo — Análogos de carboidratos que se ligam avidamente a enzimas ␣-glicosidases da borda em escova intestinal, diminuindo a velocidade de degradação e absorção dos carboidratos da dieta, como amido,
dextrina e dissacarídios
Acarbose Diabetes melito Tipo 2 Dor abdominal, diarréia, Cirrose Não existe nenhum risco de hipoglicemia com esses agentes
Miglitol flatulência, níveis Cetoacidose diabética Esses fármacos têm mais utilidade para pacientes com
Voglibose séricos elevados de Problemas digestivos graves hiperglicemia predominantemente pós-prandial, bem como para
aminotransferases, níveis Doença intestinal inflamatória pacientes com início recente, que apresentam hiperglicemia leve
plasmáticos elevados de Obstrução intestinal O desconforto GI diminui habitualmente com o uso contínuo do
triglicerídios inibidor da ␣-glicosidase
Os níveis séricos de aminotransferases devem ser monitorizados
durante a terapia
Podem ocorrer elevações moderadas dos triglicerídios
plasmáticos com a terapia
INSULINA EXÓGENA
Mecanismo — A insulina, o hormônio anabólico clássico, promove o metabolismo dos carboidratos e facilita a captação e o armazenamento de glicose, aminoácidos e triglicerídios no fígado, no músculo cardíaco, no
músculo esquelético e no tecido adiposo
Lispro, de ação Diabetes melito Hipoglicemia Hipoglicemia Não disponível por via oral; deve ser administrada por via
ultra-rápida Reação no local de injeção, parenteral; a via subcutânea é mais comum
Regular, de ação curta lipodistrofia A insulina lispro é de ação ultra-rápida; oferece flexibilidade e
Semilenta, de ação curta conveniência, visto que pode ser injetada poucos minutos antes
NPH, de ação de uma refeição
intermediária A insulina regular é de ação curta; recentemente aprovada para
Lenta, de ação liberação pulmonar
intermediária A insulina NPH é de ação intermediária; contém protamina, que
Ultralenta, de ação longa prolonga o tempo necessário para a absorção da insulina
Glargina, de ação longa A insulina ultralenta é de ação longa; a insulina semilenta é de
ação curta; e a insulina lenta é de ação intermediária
A insulina glargina tem a vantagem de ação longa e liberação
uniforme sem pico (imitando a secreção “basal” de insulina)
O principal perigo da insulinoterapia é a hipoglicemia, que pode
resultar da administração de insulina na ausência de ingestão
adequada de carboidratos
SECRETAGOGOS DA INSULINA: SULFONILURÉIAS E MEGLITINIDAS
Mecanismo — As sulfoniluréias e as meglitinidas inibem o canal de K+/ATP das células ␤ na subunidade SUR1, estimulando, assim, a liberação de insulina pelas células ␤ do pâncreas e aumentando a insulina
circulante para níveis suficientes para superar a resistência à insulina
Sulfoniluréias de primeira Diabetes melito Tipo 2 Hipoglicemia Cetoacidose diabética As sulfoniluréias constituem a base do tratamento para o
geração: Exantema, diarréia, náusea, diabetes Tipo II; disponíveis por via oral e metabolizadas pelo
Acetoexamida tontura fígado
Clorpropamida O principal efeito adverso consiste em hipoglicemia, devido à
Tolazamida hipersecreção de insulina; por conseguinte, devem ser utilizadas
Tolbutamida com cautela em pacientes incapazes de reconhecer ou de
Sulfoniluréias de segunda responder à hipoglicemia
geração: Podem causar ganho de peso em conseqüência da atividade
Farmacologia do Pâncreas Endócrino

Glimepirida aumentada da insulina no tecido adiposo; por conseguinte, são


Glipizida mais apropriadas para pacientes não-obesos
|

Glibenclamida Como os agentes de primeira geração ligam-se com menor


(Gliburida) afinidade à subunidade SUR1 do que os agentes de segunda
Gliclazida geração, os fármacos de primeira geração devem ser
Gliquidona administrados em doses mais altas para obter o mesmo grau de
507

redução da glicose
(Continua)
Resumo Farmacológico Capítulo 29 Farmacologia do Pâncreas Endócrino (Continuação)
508

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
|

Meglitinidas: Diabetes melito Tipo 2 Hipoglicemia Cetoacitose diabética As meglitinidas apresentam considerações terapêuticas
Nateglinida Diarréia, náusea, infecção Diabetes melito Tipo 1 semelhantes às das sulfoniluréias
Repaglinida das vias respiratórias
superiores
SENSIBILIZADORES DA INSULINA: TIAZOLIDINEDIONAS (TZD)
Mecanismo — Ligam-se ao receptor nuclear de hormônio, o receptor ␥ ativado por proliferador peroxissômico (PPAR␥), e o estimulam, aumentando, assim, a sensibilidade da insulina no tecido adiposo, no fígado e no
músculo
Pioglitazona Diabetes melito Tipo 2 Insuficiência cardíaca, Hipersensibilidade à pioglitazona ou As TZD não aumentam os níveis de insulina e, portanto, não
Capítulo Vinte e Nove

Rosiglitazona Síndrome do ovário policístico hepatite colestática, rosiglitazona induzem hipoglicemia


hepatotoxicidade, edema As mais recentes TZD parecem ter menos hepatotoxicidade
macular diabético
Edema, ganho de peso,
aumento das HDL e LDL,
diminuição dos níveis
circulantes de triglicerídios e
ácidos graxos livres
SENSIBILIZADORES DA INSULINA: BIGUANIDAS
Mecanismo — Ativam a proteinocinase dependente de AMP (AMPPK), bloqueando a degradação dos ácidos graxos e inibindo a gliconeogênese e a glicogenólise hepáticas; aumentam a atividade do receptor de insulina
e a responsividade metabólica do fígado e no músculo esquelético
Metformina Diabetes melito Tipo 2 Acidose láctica Insuficiência cardíaca O desconforto GI associado ao uso da metformina é
Síndrome do ovário policístico Diarréia, dispepsia, Septicemia habitualmente transitório e pode ser minimizado através de
flatulência, náusea, vômitos, Consumo abusivo de álcool titulação lenta da dose
deficiência de cobalamina Doença hepática A incidência de acidose láctica é baixa e previsível;
Doença respiratória tipicamente, ocorre acidose láctica com o uso de metformina
Comprometimento renal em pacientes que apresentam outras afecções que predispõem à
Meios de contraste iodados se houver acidose metabólica
suspeita de alteração aguda da função renal, Não induz hipoglicemia
visto que isso pode resultar em acidose Diminui os níveis séricos de lipídios e diminui o peso corporal
láctica
Acidose metabólica
AGONISTAS E PRODUTOS MIMÉTICOS DO GLP-1
Mecanismo — Agonista do receptor do peptídio glucagon-símile-1 (GLP-1), que aumenta a secreção de insulina dependente da glicose, inibe a secreção de glucagon, retarda o esvaziamento gástrico e diminui o apetite
(exenatida); inibidor da dipeptil peptidase IV (DPP-IV), que retarda a velocidade de inativação proteolítica do GLP-1 e outros hormônios incretina (sitagliptina)
Exenatida Diabetes melito Tipo 2 Hipoglicemia, náusea, Diabetes melito Tipo 1 A exenatida não é disponível por via oral e deve ser injetada
vômitos, diarréia, Cetoacidose diabética Tipicamente utilizada em associação com metformina ou com
nervosismo, tontura, cefaléia uma sulfoniluréia para melhorar o controle da glicose
Sitagliptina Diabetes melito Tipo 2 Infecção das vias Diabetes melito Tipo 1 É necessário um ajuste da dose em pacientes com doença renal
respiratórias superiores, Cetoacidose diabética moderada ou grave
nasofaringite, cefaléia, Pode causar hipoglicemia em associação com sulfoniluréias e
náusea, diarréia, aumento insulina
discreto dos níveis séricos de Os níveis de digoxina devem ser monitorizados em pacientes
creatinina em uso de digoxina e sitagliptina
DIAZÓXIDO
Mecanismo — Liga-se à subunidade SUR1 dos canais de K+/ATP nas células ␤ do pâncreas e estabiliza o estado do canal ligado ao ATP (aberto), de modo que as células ␤ permanecem hiperpolarizadas; isso diminui a
secreção de insulina pelas células
Diazóxido Hipoglicemia devido a Insuficiência cardíaca, Hipersensibilidade ao diazóxido O diazóxido também hiperpolariza os canais que contêm
hiperinsulinismo retenção hídrica, cetoacidose SUR2 nas células musculares cardíacas e musculares lisas
Hipertensão maligna diabética, hipernatremia e pode ser utilizado para diminuir a pressão arterial em
obstrução intestinal, emergências hipertensivas
pancreatite, neutropenia,
trombocitopenia, doença
extrapiramidal
Angina, hipotensão,
taquiarritmia, hirsutismo,
hiperglicemia, dispepsia,
tontura, glicosúria
ANÁLOGOS DA SOMATOSTATINA
Mecanismo — Inibe a liberação de GHRH
Octreotida Ver Resumo Farmacológico: Cap. 25
GLUCAGON EXÓGENO
Mecanismo — Hormônio polipeptídico, produzido pelas células ␣ das ilhotas de Langerhans no pâncreas, que estimula a gliconeogênese e a glicogenólise no fígado, resultando em elevação da glicemia
Glucagon Hipoglicemia Exantema, náusea, vômitos Feocromocitoma conhecido Utilizado no tratamento da hipoglicemia grave, quando a
Relaxante intestinal antes de administração de glicose oral ou intravenosa não é possível
radiografias do trato gastrintestinal A ação hiperglicêmica do glucagon é transitória e depende de
uma reserva hepática suficiente de glicogênio
Farmacologia do Pâncreas Endócrino
|
509
Resumo Farmacológico Capítulo 30 Farmacologia da Homeostasia do Mineral Ósseo
Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL
Mecanismo — Promove a apoptose dos osteoclastos e inibe a apoptose dos osteoblastos e osteócitos
Estrógeno + progestina Prevenção e tratamento da Ver Resumo Farmacológico:
osteoporose Cap. 28
Moduladores Seletivos dos Receptores de Estrógeno (MSRE)
Mecanismo — Agonista do receptor de estrógeno no osso e antagonista do receptor de estrógeno no útero e na mama
Raloxifeno Prevenção e tratamento da Oclusão vascular retiniana, Gravidez, história ou presença de Diminui o risco de câncer de mama invasivo em mulheres pós-
osteoporose tromboembolia venosa tromboembolia venosa menopáusicas com osteoporose
Ondas de calor, cãibras na
perna
BIFOSFONATOS
Mecanismo — Inibem a via do mevalonato, resultando em apoptose dos osteoclastos; diminuem a solubilidade da hidroxiapatita
Alendronato Prevenção e tratamento da Dor e erosão do esôfago, Erosões esofágicas Efeitos a longo prazo de inibição profunda da renovação óssea
Ibandronato osteoporose esofagite, osteonecrose da Esvaziamento gástrico tardio desconhecidos
Pamidronato Doença de Paget mandíbula Hipocalcemia O zoledronato é administrado apenas por via IV
Risedronato Hipercalcemia dos processos Refluxo ácido, cefaléia Incapacidade de sentar durante 30 minutos O ibandronato é disponível como formulação mensal
Ácido zoledrônico malignos (pamidronato e ácido após tomar o fármaco por via oral
zoledrônico)
CALCITONINA
Mecanismo — Diminui a atividade reabsortiva dos osteoclastos
Calcitonina de salmão Osteoporose Rubor facial, náusea, Hipersensibilidade à calcitonina de salmão Atividade analgésica fraca
Hipercalcemia diarréia, anorexia A formulação em spray nasal é mais amplamente utilizada
Doença de Paget A plicamicina pode intensificar o efeito hipocalcêmico
AGENTES ANABÓLICOS ÓSSEOS
Mecanismo — Aumentam a diferenciação e a atividade dos osteoblastos
PTH(1-34) uma vez ao Osteoporose grave Hipotensão, síncope, Hipersensibilidade ao PTH Único agente promotor da formação óssea aprovado
dia artralgias Induz osteossarcoma em estudos a longo prazo em ratos
Fluoreto Agentes em fase de investigação
Ranelato de estrôncio
QUELANTES DE FOSFATO ORAIS
Mecanismo — Diminuem a absorção do fosfato dietético
Hidróxido de alumínio Doença renal crônica Confusão (administração Hipersensibilidade ao hidróxido de alumínio Raramente utilizado em virtude de seu perfil de efeitos adversos
crônica), anemia,
osteomalacia
Constipação
Carbonato de cálcio Doença renal crônica Síndrome de leite-álcali Hipercalcemia O carbonato de cálcio necessita de um ambiente ácido para sua
Acetato de cálcio Osteoporose Constipação Toxicidade da vitamina D ação efetiva
Hipocalcemia O acetato de cálcio é efetivo em ambiente ácido ou alcalino
Farmacologia da Homeostasia do Mineral Ósseo

Antiácido
Sevelâmer Doença renal crônica Trombose Hipofosfatemia Reduz também os níveis séricos de colesterol através de sua
|

Hipertensão, constipação Obstrução intestinal ligação aos ácidos biliares

(Continua)
525
Resumo Farmacológico Capítulo 30 Farmacologia da Homeostasia do Mineral Ósseo (Continuação)
526

Efeitos Adversos
|

Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


VITAMINA D E ANÁLOGOS
Mecanismo — Aumentam a absorção de cálcio e diminuem a transcrição do gene do PTH
Calcifediol [25(OH)D] Doença renal crônica Hipercalcemia, cálculos Hipercalcemia O calcitriol é o agente preferido se for desejada uma ação
Calcitriol [1,25(OH)2D3] (hiperparatireoidismo secundário) renais, hipofosfatemia Toxicidade da vitamina D terapêutica rápida
Colecalciferol (vitamina Hipoparatireoidismo Edema (paricalcitol) O calcitriol também é utilizado no tratamento do raquitismo
Capítulo Trinta

D3) Raquitismo dependente de vitamina D


Doxecalciferol [1␣- Osteomalacia O paricalcitol pode causar menos hipercalcemia do que o
(OH)D2] Osteoporose calcitriol
Ergocalciferol (vitamina
D2)
Paricalcitol [19-nor-
1,25(OH)2D2]
CALCIMIMÉTICO
Mecanismo — Aumenta a sensibilidade do receptor sensível ao cálcio à presença de cálcio nas células principais das glândulas paratireóides, resultando em diminuição da secreção de PTH
Cinacalcet Doença renal crônica Hipocalcemia, hipertensão, Hipersensibilidade ao cinacalcet Algumas vezes utilizado sem indicação na bula no tratamento
Carcinoma das paratireóides tonteira do hiperparatireoidismo primário
CÁLCIO
Mecanismo — Essencial para a mineralização óssea
Gliconato de cálcio Raquitismo dependente de vitamina Cefaléia, distúrbio GI, Hipersensibilidade ao gliconato de cálcio ou Quando administrado por via intravenosa, o gliconato de cálcio
Carbonato de cálcio D cálculos renais ao carbonato de cálcio provoca menos irritação venosa
Hipoparatireoidismo
Hipocalcemia
Osteoporose
Resumo Farmacológico Capítulo 31 Princípios de Farmacologia Antimicrobiana e Antineoplásica
546

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
|

INIBIDORES ANTIMICROBIANOS DA DIIDROPTEROATO SINTASE


Mecanismo — Análogos do PABA que inibem competitivamente a diidropteroato sintase microbiana e que, portanto, impedem a síntese de ácido fólico
Sulfonamidas: Infecções vaginais suscetíveis Kernicterus em recém- Lactentes com menos de 2 meses Devido à elevada incidência de resistência às sulfonamidas, esses fármacos
Sulfanilamida (sulfanilamida) nascidos, cristalúria, de idade são comumente administrados em associação com um fármaco sinérgico,
Sulfadiazina Toxoplasmose (sulfadiazina) síndrome de Stevens- Mulheres grávidas a termo como trimetoprim ou pirimetamina
Sulfametoxazol Pneumonia por Pneumocystis carinii, Johnson, agranulocitose, Aleitamento As sulfonamidas competem com a bilirrubina pelos sítios de ligação na
Sulfadoxina (Ver shigelose, diarréia do viajante, anemia aplásica, Anemia megaloblástica devido à albumina sérica e podem causar kernicterus em recém-nascidos
Capítulo 35) infecção do trato urinário, granuloma insuficiência hepática deficiência de folato Evitar a co-administração com PABA, que é o substrato natural da
Capítulo Trinta e Um

Sulfaleno (Ver Capítulo inguinal, otite média aguda Distúrbio gastrintestinal, diidropteroato sintase
35) (sulfametoxazol/trimetoprim) exantema
Sulfonas: Hanseníase Anemia hemolítica, Deficiência de glicose-6-fosfato Dapsona e trimetoprim ou pirimetamina podem ser utilizados como
Dapsona Dermatite herpetiforme metemoglobinemia, necrólise desidrogenase (G6PD) associação sinérgica de fármacos
Pneumonia por Pneumocystis carinii epidérmica tóxica, eritema Os pacientes suscetíveis a anemia hemolítica e metemoglobinemia
nodoso, pancreatite, hepatite tipicamente apresentam deficiência da enzima eritrocitária G6PD
tóxica, neuropatia periférica
Dor abdominal
INIBIDORES ANTIMICROBIANOS DA DIIDROFOLATO REDUTASE
Mecanismo — Análogos do folato que inibem competitivamente a diidrofolato redutase (DHFR) microbiana e que, portanto, impedem a regeneração do tetraidrofolato a partir do diidrofolato
Trimetoprim Infecção do trato urinário Síndrome de Stevens- Anemia megaloblástica devido à Inibe seletivamente a DHFR bacteriana
Ver acima para aplicações da Johnson, leucopenia, anemia deficiência de folato O trimetoprim é bacteriostático e pode ser utilizado como único agente no
terapia de combinação com o megaloblástica tratamento da infecção não-complicada do trato urinário
sulfametoxazol/trimetoprim Exantema, prurido Tipicamente utilizado em associação com sulfametoxazol
Pirimetamina Toxoplasmose Síndrome de Stevens- Anemia megaloblástica devido à Inibe seletivamente a DHFR dos parasitas
Malária Johnson, leucopenia, anemia deficiência de folato Tipicamente utilizada em combinação com sulfadiazina no tratamento da
megaloblástica toxoplasmose
Exantema O ácido fólico pode interferir na eficácia da pirimetamina
INIBIDOR ANTINEOPLÁSICO DA DIIDROFOLATO REDUTASE
Mecanismo — Análogo do folato que inibe competitivamente a DHFR dos mamíferos e que, portanto, impede a regeneração do tetraidrofolato a partir do diidrofolato
Metotrexato Muitos tipos de tumores, incluindo Mielossupressão, Gravidez O uso do metotrexato em altas doses na quimioterapia do câncer foi
carcinomas de mama, pulmão, cabeça insuficiência hepática, Aleitamento ampliado pela aplicação do ácido folínico como resgate
e pescoço; leucemia linfoblástica hemorragia gastrintestinal, Pacientes com psoríase/artrite A toxicidade do metotrexato para a mucosa gastrintestinal e a medula
aguda; coriocarcinoma inflamação das membranas reumatóide que também óssea é geralmente reversível após interrupção da terapia
Doenças auto-imunes, incluindo mucosas, cirrose hepática, apresentam alcoolismo, Extremamente tóxico para o feto, visto que o ácido fólico é essencial para
psoríase, artrite reumatóide doença renal, doença hepatopatia alcoólica, doença a diferenciação das células fetais e para o fechamento do tubo neural
Estágio inicial da gravidez ectópica pulmonar intersticial, hepática crônica, discrasia Em fase de investigação como agente indutor de aborto, isoladamente ou
hiperuricemia sangüínea preexistente ou em associação com o análogo da prostaglandina, misoprostol
Distúrbio gastrintestinal, evidências laboratoriais de Evitar a co-administração de vacina contra poliomielite em pacientes
estomatite, alopecia, síndrome de imunodeficiência imunossuprimidos em uso de metotrexato como componente da
fotossensibilidade, exantema quimioterapia
Evitar o consumo concomitante de álcool
Utilizar cautela extrema com a co-administração de naproxeno e de
fenilbutazona, devido a relatos de casos esporádicos de morte
A co-administração com trimetoprim pode resultar em grave toxicidade do
metotrexato
A absorção oral do metotrexato pode ser diminuída em até 50% em
pacientes em uso de misturas de antibióticos orais contendo paromomicina,
neomicina, nistatina e vancomicina
Resumo Farmacológico Capítulo 32 Farmacologia das Infecções Bacterianas: Replicação, Transcrição e Tradução do DNA
560

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
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INIBIDORES DAS TOPOISOMERASES: QUINOLONAS


Mecanismo — Inibem as topoisomerases tipo II procarióticas. Em concentrações terapêuticas, as quinolonas possuem efeito bactericida, visto que causam dissociação das topoisomerases do DNA roto, resultando em
quebras de DNA de fita dupla e morte celular
Ciprofloxacino Infecções por microrganismos Lesão da cartilagem, ruptura de Administração concomitante de As bactérias desenvolvem resistência através de mutações
Gatifloxacino Gram-negativos tendões, neuropatia periférica, aumento tizanidina (ciprofloxacino) cromossômicas nos genes que codificam as topoisomerases tipo
Levofloxacino da pressão intracraniana, convulsões, Reações de hipersensibilidade às II ou através de alterações na expressão das porinas e bombas
Moxifloxacino reação de hipersensibilidade grave quinolonas de efluxo da membrana, que determinam os níveis do fármaco
Norfloxacino Exantema, distúrbio gastrintestinal no interior da bactéria
Capítulo Trinta e Dois

Ofloxacino Evitar a co-administração de tioridazina, devido ao risco


aumentado de cardiotoxicidade (prolongamento QT, torsades de
pointes, parada cardíaca)
INIBIDORES DA TRANSCRIÇÃO
Mecanismo — Formam um complexo estável com a RNA polimerase DNA-dependente bacteriana, inibindo, assim, a síntese de RNA
Rifabutina Profilaxia da doença meningocócica Trombocitopenia, hepatotoxicidade Infecção ativa por Neisseria A rifampicina não é utilizada como agente isolado, devido ao
Rifampicina (rifampicina) Pigmentação da saliva, das lágrimas, do meningitidis rápido desenvolvimento de resistência
Infecções micobacterianas, incluindo suor e da urina, doença de tipo gripal, A rifampicina pode diminuir a concentração e a eficácia da
tuberculose provas de função hepática elevadas, ciclosporina
distúrbio gastrintestinal Evitar a administração concomitante de claritromicina e
rifabutina, visto que a claritromicina aumenta a concentração
plasmática de rifabutina, enquanto esta última diminui a
concentração plasmática de claritromicina
AGENTES ANTIMICROBIANOS CUJO ALVO É A SUBUNIDADE RIBOSSÔMICA 30S
Mecanismo — Ligam-se ao rRNA 16S da subunidade ribossômica 30S e provocam efeitos sobre a síntese protéica que dependem da concentração. Esses fármacos são, em sua maioria, bacteriostáticos. Os aminoglicosídios são
bactericidas, devido à indução da leitura incorreta do mRNA; a leitura incorreta do mRNA leva à síntese de proteínas aberrantes que são inseridas na membrana, formando poros que finalmente levam à morte celular
Aminoglicosídios: Infecções graves por microrganismos Ototoxicidade, insuficiência renal aguda, Hipersensibilidade aos Atuam de modo sinérgico com os antibióticos ␤-lactâmicos
Amicacina Gram-negativos bloqueio neuromuscular, paralisia aminoglicosídios Pode ocorrer resistência por meio de três mecanismos:
Estreptomicina respiratória 1. Produção codificada por plasmídios de uma enzima
Gentamicina transferase ou enzimas que inativam os aminoglicosídios
Kanamicina 2. Comprometimento da entrada do fármaco, possivelmente
Neomicina através de alteração ou eliminação de purinas ou outras
Netilmicina proteínas envolvidas no transporte de fármacos
Paromomicina 3. Mutação do alvo do fármaco na subunidade ribossômica
Tobramicina 30S
Espectinomicina Gonorréia (terapia alternativa) Dor no local de injeção, náusea, tontura, Hipersensibilidade à Permite a formação do complexo 70S, porém inibe a
insônia espectinomicina translocação
Tetraciclinas: Utilizadas no tratamento de uma Fontanela abaulada, pigmentação Segunda metade da gravidez As tetraciclinas são transportadas ativamente nas células
Clortetraciclina variedade de infecções, notavelmente e hipoplasia dos dentes e parada Lactância bacterianas
Demeclociclina aquelas causas por Corynebacterium temporária do crescimento, Infância até 8 anos de idade Ocorre resistência através de bombas de efluxo codificadas por
Doxiciclina acnes, Haemophilus influenzae, hepatotoxicidade, pseudotumor cerebral Os pacientes com grave plasmídios, produção de proteínas que interferem na ligação
Metaciclina Vibrio cholerae, espiroquetas, Fotossensibilidade, exantema, distúrbio comprometimento renal não das tetraciclinas ao ribossomo ou inativação enzimática das
Minociclina Mycoplasma pneumoniae, espécies gastrintestinal, distúrbio vestibular devem ser tratados com nenhuma tetraciclinas
Oxitetraciclina de Chlamydia e espécies de (minociclina), infecção por Candida das tetraciclinas, exceto a As tetraciclinas devem ser tomadas com estômago vazio, visto
Tetraciclina riquétsias doxiciclina que os produtos de cálcio interferem na absorção
Profilaxia da malária (doxiciclina)
Glicilciclinas: Infecção cutânea ou subcutânea Distúrbio gastrintestinal Hipersensibilidade à tigeciclina Evitar a co-administração com acitretina, devido ao risco
Tigeciclina Infecção abdominal complicada aumentado de elevação da pressão intracraniana
Estrutura semelhante às tetraciclinas
AGENTES ANTIMICROBIANOS CUJO ALVO É A SUBUNIDADE RIBOSSÔMICA 50S
Mecanismo — Ligam-se a uma pequena região do rRNA 23S da subunidade ribossômica 50S, próximo ao centro ativo da peptidil transferase. Todos os fármacos são bacteriostáticos, exceto as estreptograminas, que são
bactericidas
Macrolídios e Cetolídios: A eritromicina é utilizada no Hepatite colestática aguda, Disfunção hepática A resistência pode ser conferida por mutações cromossômicas
Azitromicina tratamento de uma variedade de ototoxicidade, necrose hepática que levam a uma alteração do sítio de ligação do ribossomo
Claritromicina infecções, notavelmente aquelas fulminante (rara, telitromicina) 50S, produção de metilases que alteram o sítio de ligação 50S
Eritromicina causadas por Corynebacterium acnes, Distúrbio gastrintestinal ou produção de esterases que degradam os macrolídios
Telitromicina Legionella pneumophila, Treponema Os macrolídios e os cetolídios inibem o metabolismo hepático
pallidum (sífilis), Mycoplasma da ciclosporina, da carbamazepina, da varfarina e da teofilina,
pneumoniae e espécies de Chlamydia podendo resultar em níveis tóxicos desses fármacos.
A claritromicina possui atividade Os macrolídios eliminam certas espécies da flora intestinal que
aumentada contra H. influenzae inativam a digoxina, levando, assim, a uma maior absorção oral
A azitromicina possui atividade de digoxina em alguns pacientes
aumentada contra H. influenzae e
Moraxella catarrhalis
Cloranfenicol Antibiótico de amplo espectro ativo Anemia hemolítica em pacientes Hipersensibilidade ao O cloranfenicol antagoniza os efeitos bactericidas das
contra bactérias (especialmente com baixos níveis de G6PD, anemia cloranfenicol penicilinas e dos aminoglicosídios
anaeróbios e riquétsias) aplásica, síndrome do bebê cinzento Os efeitos adversos devem-se, em sua maioria, à inibição da
função mitocondrial
Inibe o metabolismo hepático da varfarina, da fenitoína, da
tolbutamida e da clorpropamida, potencializando assim os seus
efeitos
Lincosamidas: Infecções bacterianas causadas por Colite pseudomembranosa, valores Hipersensibilidade à clindamicina A clindamicina está associada à proliferação excessiva de C.
Clindamicina microrganismos anaeróbicos aumentados das provas de função difficile, podendo resultar em colite pseudomembranosa
hepática, icterícia
Distúrbio gastrintestinal, exantema
Estreptograminas: Infecção por enterococo resistente à Inflamação no local de injeção, distúrbio Hipersensibilidade à Não deve ser co-administrada com ISRS, devido ao risco de
Dalfopristina/ vancomicina (ERV) gastrintestinal, hiperbilirrubinemia, dalfopristina/quinupristina síndrome de serotonina
quinupristina Infecções cutâneas e subcutâneas artralgia, mialgia, cefaléia Deve-se evitar a co-administração com pimozida, devido ao
causadas por espécies de risco aumentado de cardiotoxicidade (prolongamento QT,
estafilococos ou estreptococos torsades de pointes, parada cardíaca)
Oxazolidinonas: Infecções por bactérias Gram-positivas, Mielossupressão, neuropatia periférica, Hipersensibilidade à linezolida O mecanismo preciso de ação da linezolida permanece incerto
Linezolida particularmente ERV, S. aureus neuropatia óptica A linezolida é disponível em formulação tanto oral quanto IV
resistente à meticilina (SARM), S. Distúrbio gastrintestinal, cefaléia
agalactiae, S. pneumoniae (incluindo
cepas resistentes a múltiplos fármacos)
e S. pyogenes
Pneumonia hospitalar
Infecções de pé diabético
complicadas
Farmacologia das Infecções Bacterianas: Replicação, Transcrição e Tradução do DNA
|
561
Resumo Farmacológico Capítulo 33 Farmacologia das Infecções Bacterianas: Síntese da Parede Celular
576

Efeitos Adversos
|

Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


INIBIDORES DA SÍNTESE DE MONÔMEROS DE MUREÍNA
Mecanismo — Ver fármaco específico
Fosfomicina Infecções do trato urinário por Cefaléia, diarréia, náusea Hipersensibilidade à fosfomicina ou Análogos do fosfoenolpiruvato (PEP), que inibem a enol
Fosmidomicina microrganismos Gram-negativos: E. fosmidomicina piruvato transferase bacteriana através de modificação covalente
coli, Klebsiella, Serratia, Clostridia do sítio ativo da enzima, inibindo, assim, a síntese de
UDP–NAM a partir da UDP–NAG
Sinergismo com ␤-lactâmicos, aminoglicosídios e
fluoroquinolonas
Capítulo Trinta e Três

Diminuição da absorção quando co-administrados com


antiácidos ou agentes de motilidade
Ciclosserina M. tuberculosis Convulsões Epilepsia Inibe tanto a alanina racemase quanto a D-Ala-D-Ala sintetase
Complexo M. avium Sonolência, neuropatia Depressão, ansiedade, psicose O álcool, a isoniazida e a etionamida potencializam a toxicidade
periférica, psicose Insuficiência renal grave da ciclosserina
Abuso de álcool A piridoxina pode evitar a neuropatia periférica induzida pela
ciclosserina
A ciclosserina inibe o metabolismo hepático da fenitoína
Bacitracina Infecções cutâneas e oculares (uso Se ocorrer absorção Co-administração com agentes nefrotóxicos Inibe a desfosforilação do pirofosfato de bactoprenol
tópico) sistêmica: nefrotoxicidade, ou agentes bloqueadores neuromusculares
Descontaminação GI de C. difficile neurotoxicidade, supressão (contra-indicação para administração oral de
ou de enterococos resistentes à da medula óssea bacitracina)
vancomicina (oral) Com aplicação tópica:
dermatite de contato, visão
embaçada, olhos vermelhos
INIBIDORES DA SÍNTESE DE POLÍMEROS DE MUREÍNA
Mecanismo — Ligam-se à extremidade terminal D-Ala-D-Ala da unidade de monômeros de mureína e inibem a transglicosidase, impedindo, assim, a adição de unidades de mureína à cadeia do polímero em crescimento
Vancomicina Infecções por S. aureus resistente à Neutropenia, ototoxicidade, Soluções contendo glicose em pacientes com Nefrotoxicidade aumentada com aminoglicosídios
Teicoplanina meticilina (IV) nefrotoxicidade, anafilaxia alergia conhecida ao milho Pode-se evitar a “síndrome do homem vermelho” ao diminuir
Enterocolite por C. difficile (oral) “Síndrome do homem a velocidade de infusão ou com pré-administração de anti-
vermelho” (rubor e histamínicos
eritrodermia), febre A resistência à vancomicina surge mais comumente através da
medicamentosa, exantema aquisição de enzimas de codificação do DNA, que catalisam a
por hipersensibilidade formação de D-Ala-D-Ala lactato
A teicoplanina não é utilizada clinicamente nos Estados Unidos
INIBIDORES DA LIGAÇÃO CRUZADA DE POLÍMEROS: PENICILINAS
Mecanismo — Os ␤-lactâmicos inibem a transpeptidase através da formação de um intermediário acil enzima covalente (“extremidade morta”). As penicilinas possuem um anel acessório de cinco membros fixado ao anel
␤-lactâmico
Penicilina G S. aureus e S. pyogenes sensíveis Convulsões, enterocolite Hipersensibilidade às penicilinas A penicilina G é a preparação intravenosa, a penicilina V é a
Penicilina V à penicilina, anaeróbios orais, N. pseudomembranosa, preparação oral
meningitidis, espécies de clostrídios eosinofilia induzida por Os efeitos anticoagulantes da varfarina podem ser
Sífilis fármacos, anemia hemolítica, potencializados com a administração concomitante de penicilina
Framboesia neuropatia, nefrite A penicilina G intravenosa é preferida à penicilina V oral no
Leptospirose intersticial aguda, anafilaxia hospital
Profilaxia da febre reumática Exantema, febre, reação no Sensíveis às ␤-lactamases
(penicilina V) local de injeção, reação de
Jarisch Herxheimer quando
utilizadas no tratamento da
sífilis
Oxacilina Infecções da pele ou dos tecidos moles ou Diarréia, náusea, Hipersensibilidade às penicilinas Resistentes às ␤-lactamases
Cloxacilina infecção sistêmica por S. aureus produtor vômitos, enterocolite Atividade antibacteriana de espectro estreito; utilizadas
Dicloxacilina de ␤-lactamase e sensível à meticilina pseudomembranosa principalmente nas infecções da pele e dos tecidos moles ou
Nafcilina (cloxacilina, dicloxacilina) infecções documentadas por S. aureus sensível à meticilina
Meticilina Hepatite (oxacilina)
Nefrite intersticial, flebite
(nafcilina)
Ampicilina Infecções enterocócicas invasivas e Exantema, náusea, vômitos, Hipersensibilidade às penicilinas Atividade antibacteriana de amplo espectro
Amoxicilina meningite por Listeria (ampicilina) diarréia A ampicilina e a amoxicilina são sensíveis à ␤-lactamase
Amoxicilina/ácido Infecções otorrinolaringológicas na forma de fármacos administrados isoladamente; o ácido
clavulânico não-complicadas, prevenção da endocardite, clavulânico e o sulbactam são inibidores da ␤-lactamase
Ampicilina/sulbactam profilaxia para a cirurgia dentária, O grupo amino de carga positiva na cadeia lateral aumenta a
componente da terapia de combinação difusão através dos canais de porina das bactérias
para a infecção por Helicobacter pylorii Gram-negativas
(amoxicilina)
Microrganismos produtores de ␤-lactamase,
como S. aureus, H. influenzae, E. coli,
Klebsiella, Acinetobacter, Enterobacter
anaeróbios (amoxicilina/ácido clavulânico,
ampicilina/sulbactam)
Carbenicilina Utilizadas primariamente como tratamento Iguais aos da ampicilina e da Hipersensibilidade às penicilinas Atividade antibacteriana de amplo espectro, porém utilizadas
Ticarcilina ou profilaxia contra infecção por P. amoxicilina primariamente contra P. aeruginosa
Piperacilina aeruginosa Em geral, sensíveis à ␤-lactamase
Mezlocilina Pneumonia hospitalar causada por A carbenicilina e a ticarcilina possuem um grupo carboxila na
microrganismos Gram-negativos resistentes cadeia lateral, que confere resistência a algumas ␤-lactamases
Em geral, a piperacilina e a mezlocilina são mais potentes do
que a carbenicilina e a ticarcilina contra um espectro semelhante
de microrganismos; ao contrário da carbenicilina e ticarcilina, a
piperacilina e a mezlocilina também são ativas contra Klebsiella
e enterococos
INIBIDORES DA LIGAÇÃO CRUZADA DE POLÍMEROS: CEFALOSPORINAS
Mecanismo — Os ␤-lactâmicos inibem a transpeptidase formando um intermediário acil enzima covalente (“extremidade morta”). As cefalosporinas possuem um anel acessório de seis membros fixado ao anel
␤-lactâmico
Cefazolina Proteus mirabilis, E. coli, Klebsiella Enterocolite Hipersensibilidade às cefalosporinas Cefalosporinas de primeira geração
Cefalexina pneumoniae pseudomembranosa, (raramente reação cruzada com as Cobertura relativamente boa contra microrganismos
Infecções da pele e dos tecidos moles leucopenia, trombocitopenia, penicilinas) Gram-positivos
Profilaxia cirúrgica hepatotoxicidade Sensíveis a muitas ␤-lactamases
Náusea, vômitos, diarréia,
exantema
Cefuroxima H. influenzae (cefuroxima) Iguais aos da cefazolina, Hipersensibilidade às cefalosporinas Cefalosporinas de segunda geração
Cefotetan H. influenzae, Enterobacter spp., Neisseria exceto que o cefotetan (raramente reação cruzada com as Cobertura relativamente mais ampla contra microrganismos
Cefoxitina spp., P. mirabilis, E. coli, K. pneumoniae pode produzir uma reação penicilinas) Gram-negativos em comparação com as cefalosporinas de
(cefotetan e cefoxitina) semelhante ao dissulfiram primeira geração
com o consumo de álcool e Mais resistentes às beta-lactamases do que as cefalosporinas de
bloquear a síntese dos fatores primeira geração
da coagulação dependentes A cefuroxima é primariamente utilizada na pneumonia adquirida
Farmacologia das Infecções Bacterianas: Síntese da Parede Celular

da vitamina K na comunidade
O cefotetan e a cefoxitina são primariamente utilizados no
|

tratamento de infecções intra-abdominais e pélvicas

(Continua)
577
Resumo Farmacológico Capítulo 33 Farmacologia das Infecções Bacterianas: Síntese da Parede Celular (Continuação)
578

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
|

INIBIDORES DA LIGAÇÃO CRUZADA DE POLÍMEROS: CEFALOSPORINAS


Mecanismo — Os ␤-lactâmicos inibem a transpeptidase formando um intermediário acil enzima covalente (“extremidade morta)”. As cefalosporinas possuem um anel acessório de seis membros fixado ao anel
␤-lactâmico
Cefotaxima N. gonorrhoeae, Borrelia burgdorferi, Iguais aos da cefazolina, Hipersensibilidade às cefalosporinas Cefalosporinas de terceira geração
Ceftizoxima H. influenzae, a maioria das exceto que a ceftriaxona (raramente reação cruzada com as Maior penetração das cefalosporinas no SNC
Ceftriaxona Enterobacteriaceae (ceftriaxona) pode causar hepatite penicilinas) Resistentes a muitas beta-lactamases
Cefoperazona H. influenzae (cefotaxima) colestática, enquanto a Altamente ativas contra Enterobacteriaceae, porém exibem
Ceftazidima P. aeruginosa (ceftazidima) cefoperazona pode provocar menor atividade do que as cefalosporinas de primeira geração
uma reação semelhante ao contra microrganismos Gram-positivos
Capítulo Trinta e Três

dissulfiram com o consumo


de álcool e bloquear síntese
dos fatores da coagulação
dependentes da vitamina K
Cefepima Enterobacteriaceae, Neisseria, H. Iguais aos da cefazolina, Hipersensibilidade às cefalosporinas Cefalosporina de quarta geração
influenzae, P. aeruginosa, microrganismos exceto que a cefepima pode (raramente reação cruzada com as Resistente a muitas beta-lactamases
Gram-positivos provocar a formação de auto- penicilinas)
anticorpos antieritrocitários
sem hemólise significativa
INIBIDORES DA LIGAÇÃO CRUZADA DE POLÍMEROS: MONOBACTÂMICOS/CARBAPENEMOS
Mecanismo — Os ␤-lactâmicos inibem a transpeptidase através da formação de um intermediário acil enzima covalente (“extremidade morta”)
Aztreonam Bactérias Gram-negativas Iguais aos das penicilinas Hipersensibilidade ao aztreonam Monobactâmico
Utilizado em pacientes alérgicos às Nenhuma cobertura contra microrganismos Gram-positivos
penicilinas
Imipenem/cilastatina Bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, Iguais aos das penicilinas Hipersensibilidade ao imipenem, A cilastatina inibe a desidropeptidase I renal, que, de outro
Meropenem exceto SARM, ERV e Legionella (o Além disso, a presença de meropenem ou ertapenem modo, inativaria o imipenem
Ertapenem ertapenem não é ativo contra Pseudomonas altos níveis plasmáticos de O probenecid pode aumentar os níveis de meropenem
ou Acinetobacter) imipenem e de meropenem Todos os três agentes diminuem os níveis de valproato
pode causar convulsões
AGENTES ANTIMICOBACTERIANOS
Mecanismo — Ver fármaco específico
Etambutol Espécies de Mycobacterium Neurite óptica, cegueira, Neurite óptica conhecida Diminui a síntese de arabinogalactano através da inibição da
neuropatia periférica, Pacientes incapazes de relatar a arabil transferase, que adiciona unidades de arabinose à cadeia
neutropenia, trombocitopenia ocorrência de alterações visuais, de arabinogalactano em crescimento
Hiperuricemia, mania, como crianças pequenas Micobacteriostático, é utilizado em associação com outros
náusea, vômitos Co-administração com antiácidos antimicobacterianos, incluindo rifampicina e estreptomicina
Pirazinamida Espécies de Mycobacterium Anemia, hepatotoxicidade Gota aguda A pirazinamida é um pró-fármaco que deve ser convertido em
Artralgias, hiperuricemia Disfunção hepática grave sua forma ativa, o ácido pirazinóico, que inibe a ácido graxo
(habitualmente sintetase 1 (FAS1)
assintomática) Utilizado em associação com outros antimicobacterianos,
incluindo a rifampicina e a estreptomicina
Isoniazida Espécies de Mycobacterium Hepatite, neurotoxicidade Doença hepática ativa Inibem a síntese de ácido micólico ao utilizar como alvo a ácido
Etionamida (parestesias, neuropatia graxo sintetase 2 (FAS2)
periférica, ataxia), lúpus Podem inibir ou induzir as enzimas do citocromo P450 e, por
eritematoso sistêmico, conseguinte, interagir com outros fármacos, como rifampicina,
convulsões, anormalidades medicações anticonvulsivantes (carbamazepina e fenitoína),
hematológicas antifúngicos azólicos, álcool
Micobactericidas e utilizadas em associação com outros
antimicobacterianos, incluindo rifampicina e estreptomicina
A neurotoxicidade da isoniazida pode ser evitada com
suplementação de piridoxina
Resumo Farmacológico Capítulo 34 Farmacologia das Infecções Fúngicas
Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
INIBIDOR DA SÍNTESE DE ÁCIDO NUCLEICO DOS FUNGOS: FLUCITOSINA
Mecanismo — A flucitosina é convertida, através de várias etapas, em 5-FdUMP, que inibe a timidilato sintase e, portanto, interfere na síntese de DNA
Flucitosina Candidíase Supressão da medula Gravidez A ocorrência de mutações na citosina permease ou citosina
Criptococose óssea (leucopenia, desaminase é responsável pelo desenvolvimento de resistência
Cromomicose trombocitopenia), A combinação de flucitosina e anfotericina B resulta em
cardiotoxicidade destruição sinérgica de Aspergillus
Distúrbio gastrintestinal, Utilizar com cautela em pacientes com comprometimento renal
disfunção hepática
INIBIDOR DA MITOSE DOS FUNGOS: GRISEOFULVINA
Mecanismo — Liga-se à tubulina e a uma proteína associada a microtúbulos, rompendo, assim, a organização do fuso mitótico
Griseofulvina Infecção fúngica da pele, cabelos Hepatotoxicidade, Gravidez Continuar o tratamento até substituição completa da pele,
ou unhas por Trichophyton, albuminúria, leucopenia, Porfiria e insuficiência hepática cabelos ou unhas infectados por tecido normal
Microsporum ou Epidermophyton neutropenia, monocitose, Nos adultos, a dose diária recomendada é de 500 mg em
doença do soro, angioedema, micropartículas (250–330 mg em ultramicropartículas) para
necrólise epidérmica tóxica dermatófitos da pele e 1.000 mg em micropartículas (500–600
Cefaléia, letargia, vertigem, mg em ultramicropartículas) para dermatófitos dos cabelos e
visão embaçada, aumento das unhas
dos níveis de protoporfirinas Para crianças, a dose recomendada é de 5–10 mg/kg/dia para
fecais infecções cutâneas e de 15–20 mg/kg/dia para infecções dos
cabelos e das unhas
A administração concomitante com barbitúricos diminui a
absorção gastrintestinal da griseofulvina
A griseofulvina induz as enzimas P450 hepáticas, o que pode
resultar em aumento do metabolismo da varfarina e redução
da eficácia dos contraceptivos orais com baixo conteúdo de
estrogênio
INIBIDORES DA ESQUALENO EPOXIDASE: ALILAMINAS E BENZILAMINAS
Mecanismo — Inibem a conversão do esqualeno em lanosterol através da inibição da esqualeno epoxidase
Terbinafina Onicomicose (terbinafina) Hepatotoxicidade, síndrome Hipersensibilidade à terbinafina, naftifina ou A terbinafina e a naftifina são alilaminas, enquanto a butenafina
Naftifina Tinha do corpo de Stevens-Johnson, butenafina é uma benzilamina
Butenafina Tinha crural neutropenia, exacerbação A dose de terbinafina para a onicomicose é de 250 mg ao dia
Tinha do pé da psoríase ou lúpus por via oral, durante 12 semanas, para as unhas dos dedos das
Tinha do couro cabeludo eritematoso cutâneo mãos ou durante 16 semanas para as unhas dos dedos dos pés
subagudo (terbinafina oral) Os níveis plasmáticos de terbinafina aumentam com a
Distúrbio gastrintestinal co-administração de cimetidina e diminuem com a co-
(terbinafina oral) administração de rifampicina
Sensação de queimação A naftifina só está disponível topicamente na forma de creme
e irritação local da pele ou de gel
(aplicação tópica) As alilaminas e as benzilaminas tópicas são mais efetivas do
que os agentes azólicos tópicos contra dermatófitos comuns,
particularmente aqueles que causam a tinha do pé
Farmacologia das Infecções Fúngicas

(Continua)
|
587
Resumo Farmacológico Capítulo 34 Farmacologia das Infecções Fúngicas (Continuação)
588

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
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INIBIDORES DA 14␣-ESTEROL DESMETILASE: IMIDAZÓLICOS E TRIAZÓLICOS


Mecanismo — Inibem a conversão final do lanosterol em ergosterol através da inibição da 14␣-esterol desmetilase; a conseqüente diminuição na síntese de ergosterol e o acúmulo de 14␣-metil esteróis rompem as
cadeias acil estreitamente acondicionadas dos fosfolipídios na membrana dos fungos
Antifúngicos Coccidioides immitis, Cryptococcus Distúrbio gastrintestinal, Administração concomitante de anfotericina O cetoconazol está disponível por via oral e na forma tópica
imidazólicos: neoformans, espécies de Candida, disfunção hepática, B ou de triazolam oral (cetoconazol) O cetoconazol inibe a 3A4 do P450 e aumenta os níveis de
Cetoconazol Histoplasma capsulatum, ginecomastia, diminuição Hipersensibilidade ao cetoconazol, muitos fármacos, incluindo varfarina, tolbutamida, fenitoína,
Butoconazol Blastomyces dermatitidis e da libido, irregularidade butoconazol, clotrimazol, econazol, ciclosporina, anti-histamínicos H1 e outros fármacos
Clotrimazol uma variedade de dermatófitos menstrual (cetoconazol) miconazol, oxiconazol, sertaconazol ou Os agentes que diminuem a acidez gástrica interferem na
Econazol (cetoconazol) Prurido e queimação sulconazol absorção do cetoconazol
Capítulo Trinta e Quatro

Miconazol Infecções fúngicas superficiais (butoconazol, clotrimazol, O butoconazol, o clotrimazol, o econazol, o miconazol,
Oxiconazol do estrato córneo, da mucosa econazol, miconazol, o oxiconazol, o sertaconazol e o sulconazol são agentes
Sertaconazol escamosa e da córnea (butoconazol, oxiconazol, sertaconazol, antifúngicos imidazólicos tópicos
Sulconazol clotrimazol, econazol, miconazol, sulconazol) Os azólicos tópicos devem ser aplicados à pele 2 vezes ao dia
oxiconazol, sertaconazol, sulconazol) durante 3 a 6 semanas, enquanto as preparações vaginais devem
ser utilizadas 1 vez ao dia, ao deitar, durante 1 a 7 dias
Antifúngicos triazólicos: Aspergilose, blastomicose, Toxicidade hepática, Co-administração com dofetilida, midazolam A dose de itraconazol para onicomicose é de 400 mg 2 vezes
Fluconazol candidíase, histoplasmose, síndrome de Stevens-Johnson oral, pimozida, levacetilmetadol, quinidina, ao dia, durante 1 semana por mês, sendo o ciclo repetido até
Itraconazol onicomicose (itraconazol) Distúrbio gatrintestinal, lovastatina, simvastatina ou triazolam completar 3 meses para as infecções das unhas dos dedos das
Posaconazol Candidíase, meningite criptocócica exantema (itraconazol e fluconazol) mãos ou 4 meses para infecções das unhas dos dedos dos pés
Terconazol (fluconazol) Hipocalemia, hipertensão, Co-administração com alcalóides do esporão O fluconazol e o itraconazol inibem a 3A4 do P450
Voriconazol Aspergilose, candidíase, Fusarium, edema, cefaléia (itraconazol) do centeio metabolizados pela 3A4 do O creme de terconazol a 0,4% é utilizado durante 7 dias,
Monosporium apiospermum P450, como diidroergotamina, ergotamina, enquanto o creme a 0,8% é utilizado durante 3 dias para a
1(voriconazol) ergonovina e metilergonovina (itraconazol e candidíase vulvovaginal
Candidíase vulvovaginal (terconazol) fluconazol) O ravuconazol encontra-se em fase de estudos clínicos
Gravidez
Hipersensibilidade ao fluconazol, itraconazol,
posaconazol, terconazol ou voriconazol
INIBIDORES DA ESTABILIDADE DA MEMBRANA DOS FUNGOS: POLIENOS
Mecanismo — Ligam-se ao ergosterol e formam poros que alteram a permeabilidade e a instabilidade da membrana dos fungos
Anfotericina B Aspergilose potencialmente fatal, Toxicidade renal (acidose Hipersensibilidade à anfotericina B A anfotericina B é suprida na forma de suspensão coloidal de
criptococose, blastomicose da tubular renal, cilindrúria, desoxicolato tamponada, que deve ser administrada por via
América do Norte, candidíase hipocalemia), tempestade de intravenosa; pode ser necessária a terapia intratecal para a
sistêmica, coccidioidomicose, citocinas (febre, calafrios, doença meníngea grave
histoplasmose, candidíase sistêmica, hipotensão), anemia As formulações lipídicas de anfotericina B foram planejadas
zigomicose Perda de peso, distúrbio para reduzir a exposição do fármaco ao túbulo proximal do
gastrintestinal néfron, minimizando, assim, a nefrotoxicidade
Amphotec®, Abelcet® e AmBisome® são todas preparações de
anfotericina B contendo lipídios, aprovadas pela FDA
Nistatina Candidíase mucocutânea Dermatite de contato rara Hipersensibilidade à nistatina A nistatina não sofre absorção sistêmica a partir da pele, da
vagina ou do trato gastrintestinal
A nistatina é utilizada clinicamente para tratamento tópico da
candidíase que acomete a pele, a mucosa vaginal ou a mucosa
oral
INIBIDORES DA SÍNTESE DA PAREDE CELULAR DOS FUNGOS: EQUINOCANDINAS
Mecanismo — Inibem de modo não-competitivo a síntese de ␤-(1,3)-D-glicanos, levando à ruptura da integridade da parede celular
Caspofungina Candidíase esofágica, candidemia, Prurido, exantema, distúrbio Hipersensibilidade à caspofungina, Todas as três equinocandinas são fungicidas contra espécias
Micafungina terapia de recuperação de infecções gastrintestinal, aumento micafungina ou anidulafungina de Candida, incluindo Candida glabrata e Candida krusei,
Anidulafungina por Aspergillus, terapia empírica da das enzimas hepáticas, enquanto são fungistáticas contra espécies de Aspergillus
neutropenia febril (caspofungina) tromboflebite, cefaléia, febre A co-administração de ciclosporina com caspofungina aumenta
Candidíase esofágica, profilaxia significativamente a concentração plasmática de caspofungina e
antifúngica para receptores de eleva as enzimas de função hepática
transplantes de células-tronco A dose de caspofungina deve ser ajustada para pacientes com
hematopoéticas (micafungina) disfunção hepática moderada
Candidíase esofágica, candidemia
(anidulafungina)
Farmacologia das Infecções Fúngicas
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589
Resumo Farmacológico Capítulo 35 Farmacologia das Infecções e Infestações Parasitárias
Aplicações Efeitos Adversos
Fármaco Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
AGENTES ANTIMALÁRICOS: INIBIDORES DO METABOLISMO DO HEME
Mecanismo — Diminuem o metabolismo e/ou a remoção dos produtos tóxicos do heme, resultando em aumento da toxicidade para os plasmódios
Cloroquina Malária, todas as Retinopatia, prolongamento do Alterações dos campos visuais A cloroquina protonada acumula-se no interior do vacúolo alimentar
espécies intervalo QT, metemoglobinemia, do parasita, onde se liga à ferriprotoporfirina IX (heme), inibindo
amnésia, morte (em doses a sua polimerização; o acúmulo da ferriprotoporfirina IX não-
supraterapêuticas) polimerizada resulta em lesão oxidativa da membrana
Prurido, fraqueza muscular, A maioria das cepas de P. falciparum na África, na Ásia e na América
agravamento da psoríase e porfiria do Sul desenvolveu resistência à cloroquina
Mata apenas os plasmódios no estágio eritrocitário
Utilizada terapêutica e profilaticamente
Quinina Malária, Cinchonismo (zumbido, surdez, Deficiência de glicose-6-fosfato Mecanismo semelhante ao da cloroquina; além disso, a quinina
Quinidina (Ver Cap. 18) particularmente por cefaléias, náusea, vômitos e distúrbios desidrogenase (G6PD) intercala-se no DNA
P. falciparum visuais), prolongamento do intervalo Miastenia grave Utilizada no tratamento da malária aguda no estágio eritrocitário; não
QT, coagulação intravascular é utilizada de modo profilático
disseminada, trombocitopenia,
hepatotoxicidade, síndrome hemolítico-
urêmica, nefrite intersticial
Exantema, hipoglicemia, distúrbio
gastrintestinal, cefaléia
Mefloquina Malária resistente à Convulsões, sintomas Depressão Parece interromper a polimerização do heme a hemozoína no interior
cloroquina neuropsiquiátricos (sonhos vívidos, Transtorno de ansiedade generalizada dos parasitas da malária no estágio intra-eritrocitário
insônia, depressão, alucinações, Psicose Utilizada terapêutica e profilaticamente
psicose), anormalidades da condução Esquizofrenia
cardíaca (bradicardia, prolongamento Convulsões
do intervalo QT, arritmia)
Distúrbio gastrintestinal, tonteira
Artemisinina Malária, todas as Anemia hemolítica, bradicardia, Hipersensibilidade à artemisinina e seus Formam radicais livres com centro de carbono, que alquilam o heme
Artesunato espécies efeitos neurotóxicos potenciais derivados Terapia de primeira linha para a malária não-complicada e
Artemeter complicada, em associação com um segundo agente antimalárico na
Artemotil África e, com freqüência, na Ásia
Diidroartemisinina Não são utilizados profilaticamente
Atualmente não disponíveis nos Estados Unidos

AGENTES ANTIMALÁRICOS: INIBIDORES DO TRANSPORTE DE ELÉTRONS


Mecanismo — Inibem alvos moleculares estruturalmente distintos da cadeia de transporte de elétrons dos plasmódios
Primaquina P. vivax Anemia hemolítica, leucopenia, Deficiência de glicose-6-fosfato Interrompe o metabolismo das mitocôndrias dos plasmódios,
P. ovale metemoglobinemia desidrogenase (G6PD) provavelmente através de inibição da ubiquinona e lesão oxidativa
Desconforto gastrintestinal Gravidez inespecífica
Medicações concomitantes que provocam Utilizada na erradicação dos hipnozoítos do P. vivax e P. ovale;
supressão da medula óssea algumas vezes utilizada como profilaxia primária contra todos os
Artrite reumatóide plasmódios causadores de malária
Farmacologia das Infecções e Infestações Parasitárias

Lúpus eritematoso Mata os parasitas da malária tanto no fígado quanto no estágio


eritrocitário
|

Atovaquona P. falciparum Desconforto gastrintestinal, cefaléia, Hipersensibilidade à atovaquona Inibe a interação entre a ubiquinona reduzida e o complexo do
Toxoplasmose elevação das enzimas hepáticas citocromo bc1
Babesiose Utilizada em combinação com proguanil ou doxiciclina
605

(Continua)
Resumo Farmacológico Capítulo 35 Farmacologia das Infecções e Infestações Parasitárias (Continuação)
606

Aplicações Efeitos Adversos


Fármaco Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
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AGENTES ANTIMALÁRICOS: INIBIDORES DA TRADUÇÃO


Mecanismo — Inibem a síntese de proteínas através de sua ligação à subunidade ribossomal 30S (doxiciclina e tetraciclina) ou à subunidade ribossomal 50S (clindamicina)
Doxiciclina Malária, todas as Fotossensibilidade, distúrbio Hipersensibilidade à doxiciclina, tetraciclina Em combinação com a quinina, a doxiciclina ou a tetraciclina são
Tetraciclina espécies gastrintestinal, ulceração do esôfago, ou clindamicina utilizadas no tratamento do P. falciparum resistente à cloroquina
Clindamicina (Ver Cap. 32 para pigmentação dos dentes em crianças, Segunda metade da gravidez e infância até A clindamicina é utilizada em associação com quinina quando
outras indicações) abaulamento da fontanela em os 8 anos de idade (doxiciclina e tetraciclina) a doxiciclina ou a tetraciclina estão contra-indicadas (p. ex., em
recém-nascidos, candidíase vaginal mulheres grávidas ou em crianças com menos de 8 anos de idade)
(doxiciclina e tetraciclina)
Distúrbio gastrintestinal e risco
Capítulo Trinta e Cinco

aumentado de colite por C. difficile


(clindamicina)
AGENTES ANTIMALÁRICOS: INIBIDORES DO METABOLISMO DO FOLATO
Mecanismo — Ver fármaco específico
Sulfadoxina- P. falciparum Síndrome de Stevens-Johnson, Discrasias hematológicas A sulfadoxina e o sulfaleno são análogos do PABA que inibem
pirimetamina necrólise epidérmica tóxica, Lactentes com menos de 2 meses de idade competitivamente a diidropteroato sintetase dos plasmódios. A
Sulfaleno-pirimetamina anemia megaloblástica, leucopenia, Gravidez ou aleitamento pirimetamina é um análogo do folato que inibe competitivamente a
trombocitopenia, nefrotoxicidade Doença hepática ou renal grave diidrofolato redutase dos plasmódios
Desconforto gastrintestinal, urticária Efetivos contra os estágios de esquizontes sangüíneos de
P. falciparum mas não contra os gametócitos
A sulfadoxina-pirimetamina pode ser administrada em dose única;
entretanto, a resistência mundial a essa combinação restringiu
acentuadamente a sua utilidade
Proguanil Malária, todas as Pancitopenia, trombocitopenia, Profilaxia da malária por P. falciparum em Derivado da pirimidina, que inibe a diidrofolato redutase dos
espécies granulocitopenia pacientes com grave comprometimento renal plasmódios
Ulcerações orais, desconforto Ativo primariamente contra as formas pré-eritrocitárias hepáticas de
gastrintestinal, prurido, cefaléia P. falciparum e P. vivax
Em associação com a cloroquina, é utilizado para profilaxia em áreas
onde a resistência à cloroquina ainda não está disseminada
Também utilizado em combinação com atovaquona para o tratamento
e a prevenção da malária
AGENTES ANTIPROTOZOÁRIOS
Mecanismo — Ver fármaco específico
Metronidazol Bactérias anaeróbicas Leucopenia, trombocitopenia, Hipersensibilidade ao metronidazol ou outros O metronidazol é ativado por enzimas presentes em parasitas e
Tinidazol Amebíase ototoxicidade agentes nitroimidazólicos bactérias anaeróbicas, formando compostos citotóxicos reduzidos que
Giardíase Efeito semelhante ao dissulfiram Hipersensibilidade aos parabenos provocam lesão das proteínas, membranas e DNA microbianos
Tricomoníase com álcool, distúrbio gastrintestinal, (formulação em gel) Ativo contra os trofozoítos de E. histolytica nos tecidos, porém com
cefaléia, neuropatia, gosto metálico na Primeiro trimestre de gravidez atividade muito menor contra amebas intraluminais
boca, vaginite O consumo concomitante de álcool resulta Os pacientes com amebíase invasiva são tipicamente tratados em
em reação semelhante ao dissulfiram primeiro lugar com metronidazol e, a seguir, com um segundo agente,
como iodoquinol ou paromomicina
O tinidazol é um nitroimidazol de segunda geração relacionado com
o metronidazol; quando comparado com este último, é mais bem
tolerado e exige menor duração de tratamento
Nitazoxanida Giardíase Desconforto gastrintestinal, cefaléia Hipersensibilidade à nitazoxanida Estruturalmente relacionada com o metronidazol
Criptosporidiose Inibe a enzima piruvato-ferredoxina oxidorredutase (PFOR), que
converte o piruvato em acetil CoA nos protozoários e nas bactérias
anaeróbicas
O mecanismo de ação contra os helmintos não está bem esclarecido
Pentamidina Tripanossomíase Pancreatite, nefrotoxicidade, arritmias Hipersensibilidade à pentamidina Inibe a síntese de DNA, RNA, proteína e fosfolipídios e a atividade
africana cardíacas, hipotensão, hipoglicemia, da diidrofolato redutase
Pneumonia por leucopenia, trombocitopenia Possui alta afinidade pelo DNA nos cinetoplastos e suprime a
Pneumocystis carinii Exantema, anormalidades das enzimas replicação e a função do cinetoplasto
(jiroveci) hepáticas, broncoespasmo, tonteira Comumente utilizada como tratamento de segunda linha para
indivíduos com pneumonia por Pneumocystis carinii (jiroveci)
Suramina Estágio inicial da Prurido, parestesias, vômitos, náusea Hipersensibilidade à suramina Inibe a RNA polimerase e a glicerol fosfato desidrogenase
tripanossomíase
africana
Melarsoprol Estágio avançado Encefalopatia reativa, morte Hipersensibilidade ao melarsoprol Fármaco de primeira linha para o estágio avançado da
da tripanossomíase Febre, flebite, neuropatia tripanossomíase africana, em que a doença acomete o sistema nervoso
africana central
O melarsoprol inibe a piruvato cinase dos tripanossomos, inibindo,
assim, a glicólise e diminuindo a produção de ATP; o melarsoprol
também inibe a captação de adenina e adenosina por transportadores
dos tripanossomos
O tratamento pode estar associado a uma taxa de mortalidade de 4-6%
A administração concomitante de corticosteróides diminui a
probabilidade de encefalopatia reativa
Administração concomitante de tiamina diminui a probabilidade de
polineuropatia
Eflornitina Tripanossomíase Mielossupressão, trombocitopenia, Hipersensibilidade à eflornitina Ativa contra os estágios precoce e avançado da tripanossomíase
africana ocidental convulsões, ototoxicidade africana ocidental (causada por T. b. gambiense); todavia, não é
(via intravenosa) efetiva contra a tripanossomíase africana oriental (causada por T. b.
Remoção de pêlos rhodesiense)
(aplicação tópica) A eflornitina é um inibidor seletivo e irreversível da ornitina
descarboxilase; os T. b. gambiense são sensíveis à eflornitina,
possivelmente devido à renovação lenta da ornitina descarboxilase
Nos Estados Unidos, utiliza-se uma formulação tópica de eflornitina
para remoção de pêlos
Nifurtimox Tripanossomíase do Pancitopenia, neuropatia, convulsões Hipersensibilidade ao nifurtimox Gera radicais de oxigênio intracelulares tóxicos no parasita; as células
Novo Mundo (doença Vômitos, anorexia, perda da memória, dos mamíferos são protegidas pela atividade de enzimas antioxidantes,
de Chagas) transtornos do sono como catalase, glutationa peroxidase e superóxido dismutase
Estibogliconato de sódio Leishmaniose Mielossupressão, pancreatite química, Hipersensibilidade ao estibogliconato de Contêm antimônio pentavalente e atuam através de um mecanismo
Antimoniato de prolongamento do intervalo QT, sódio ou ao antimoniato de meglumina desconhecido; acredita-se que inibem a via glicolítica e a oxidação
meglumina disfunção renal dos ácidos graxos
Exantema
Miltefosina Leishmaniose Leucocitose, trombocitose Aleitamento Análogo de éter fosfolipídio sintético, semelhante aos fosfolipídios
visceral (oral) Desconforto gastrintestinal, prurido, Radioterapia concomitante da pele afetada naturais das membranas celulares
Linfomas cutâneos e exantema Metástases grandes e profundas Possui atividade antineoplásica, imunomoduladora e antiprotozoária
metástases de câncer O seu uso não é recomendado para áreas Pode inibir sistemas enzimáticos associados às membranas
de mama para a pele muito pequenas e bem definidas para as plasmáticas (como proteinocinase C) e biossíntese de fosfatidilcolina
(aplicação tópica) quais a cirurgia ou a radioterapia devem ser Pode inibir também as respostas induzidas pelo fator de ativação das
bem-sucedidas plaquetas e a formação de fosfato de inositol
Gravidez Os efeitos imunomoduladores incluem ativação das células T,
Farmacologia das Infecções e Infestações Parasitárias

produção de interferon-gama e aumento do receptor de interleucina-2


e da expressão de HLA-DR
|

(Continua)
607
Resumo Farmacológico Capítulo 35 Farmacologia das Infecções e Infestações Parasitárias (Continuação)
608

Aplicações Efeitos Adversos


Fármaco Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
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AGENTES ANTI-HELMÍNTICOS
Mecanismo — Todos os mecanismos levam à paralisia e morte dos vermes; ver cada fármaco individualmente para os mecanismos específicos
Ivermectina Oncocercíase Convulsões Hipersensibilidade à ivermectina Potencializa tanto os canais de cloreto regulados pelo glutamato nas
Filaríase linfática Respostas inflamatórias ou alérgicas membranas celulares dos nematódios quanto a liberação de GABA
Estrongiloidíase às microfilárias que estão morrendo das terminações pré-sinápticas → hiperpolarização das células
Escabiose (“reação do tipo Mazzotti”), incluindo neuromusculares e paralisia da faringe
Larva migrans prurido, febre, tonteira, cefaléia Não mata as filárias adultas e, por conseguinte, é incapaz de curar o
cutânea hospedeiro humano com infecção por O. volvulus
A ivermectina não atravessa a barreira hematoencefálica; todavia, o
Capítulo Trinta e Cinco

fármaco possui toxicidade aumentada para o SNC (cefaléias, ataxia,


coma) quando a barreira hematoencefálica torna-se hiperpermeável
(como na meningite)
Foi constatada a ocorrência de resistência à ivermectina em parasitas
de gado, mas não nos seres humanos (até o momento); nos parasitas
de gado, a glicoproteína P pode estar envolvida na resistência à
ivermectina
Albendazol Infecções por Agranulocitose, leucopenia, Hipersensibilidade ao albendazol, Inibem a polimerização da tubulina através de sua ligação à
Mebendazol nematódeos pancitopenia, trombocitopenia, mebendazol, tiabendazol ␤-tubulina → alterações degenerativas nas células tegumentares e
Tiabendazol Cisticercose hepatotoxicidade, insuficiência renal intestinais dos helmintos
Equinococose aguda O tiabendazol provoca náusea significativa, vômitos e anorexia em
Distúrbio gastrintestinal, cefaléia doses terapêuticas e raramente é utilizado
O mebendazol e o albendazol são mais bem tolerados; dos três
fármacos, o albendazol é o que apresenta maior biodisponibilidade
após administração oral
É necessária uma redução da dose em pacientes com insuficiência
renal
Praziquantel Esquistossomose Cefaléia, distúrbio gastrintestinal Hipersensibilidade ao praziquantel Aumenta a permeabilidade da membrana do parasita ao cálcio →
Infecções por tênias contração e paralisia dos vermes
Infecções por fascíola
hepática
Dietilcarbamazina Filaríase “Reações de tipo Mazzotti” em Hipersensibilidade à dietilcarbamazina Mecanismo de ação desconhecido; acredita-se que estimula o
indivíduos com carga maciça de sistema imune inato e inibe a polimerização dos microtúbulos e o
microfilárias metabolismo do ácido araquidônico
Anorexia, cefaléia, náusea Mata as filárias adultas e é considerado um agente curativo
Excretada pelos rins; deve-se considerar um ajuste da dose em
indivíduos com diminuição da função renal
Pamoato de pirantel Infecções por Distúrbio gastrintestinal, tonteira Hipersensibilidade ao pamoato de pirantel Provoca liberação constante de acetilcolina → ativação persistente dos
oxiúros, vermes receptores nicotínicos de acetilcolina dos parasitas → paralisia tônica
cilíndricos e Substituído, em grande parte, por fármacos mais efetivos e mais bem
ancilóstomos tolerados
Piperazina Infecção por vermes Distúrbio gastrintestinal, prurido Hipersensibilidade à piperazina Agonista do GABA→ paralisia flácida
cilíndricos Raramente utilizada
Resumo Farmacológico Capítulo 36 Farmacologia das Infecções Virais
628

Efeitos Adversos
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Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


INIBIDORES DA FIXAÇÃO E ENTRADA DOS VÍRUS
Mecanismo — Bloqueiam a fixação e a entrada do HIV ao inibir a fusão mediada pela gp41 do envelope do HIV com a membrana plasmática do hospedeiro
Enfuvirtida (T20) Vírus da imunodeficiência humana Síndrome de Guillain- Hipersensibilidade à enfuvirtida A enfuvirtida é um peptídio que deve ser administrado por via
(HIV) Barré, insuficiência parenteral, com injeções duas vezes ao dia
renal, trombocitopenia,
neutropenia, eosinofilia
Neuropatia periférica,
paralisia do sexto nervo,
Capítulo Trinta e Seis

conjuntivite
INIBIDORES DO DESNUDAMENTO VIRAL
Mecanismo — Inibem o desnudamento do vírus da influenza A através do bloqueio de M2, um canal de prótons que acidifica o interior do vírus; a acidificação é necessária para que a proteína da matriz viral seja
dissociada da ribonucleoproteína viral
Amantadina Influenza A Síndrome maligna Hipersensibilidade à amantadina ou à A rimantadina provoca menos efeitos neurológicos do que a
Rimantadina Parkinsonismo (amantadina) neuroléptica, exacerbação rimantadina amantadina
de transtorno mental
Hipotensão ortostática,
edema periférico,
distúrbio gastrintestinal,
confusão, tonteira, insônia,
irritabilidade, alucinação
ANÁLOGOS NUCLEOSÍDIOS E NUCLEOTÍDIOS ANTI-HERPESVÍRUS
Mecanismo — A fosforilação do fármaco por cinases virais leva à inibição da síntese de DNA nas células infectadas por vírus. O aciclovir, o valaciclovir, o fanciclovir, o penciclovir, o ganciclovir e o valganciclovir são
fosforilados por cinases virais e, a seguir, inibem a DNA polimerase viral. O cidofovir é fosforilado por enzimas celulares, porém inibe, a seguir, a DNA polimerase do CMV
Aciclovir Herpesvírus simples (HSV) Insuficiência renal Hipersensibilidade ao aciclovir ou ao O valaciclovir é um pró-fármaco do aciclovir, com melhor
Valaciclovir Vírus varicela-zoster (VZV) (administração valaciclovir biodisponibilidade oral
intravenosa), púrpura
trombocitopênica
trombótica em pacientes
imunocomprometidos,
alterações encefalopáticas,
síndrome hemolítico-
urêmica
Distúrbio gastrintestinal,
agitação, tontura
Fanciclovir HSV Eritema multiforme Hipersensibilidade ao fanciclovir ou ao O fanciclovir é um pró-fármaco diacetil 6-desoxi análogo do
Penciclovir VZV Distúrbio gastrintestinal, penciclovir penciclovir, a forma ativa do fármaco
cefaléia
Ganciclovir Citomegalovírus (CMV) Neutropenia, Neutropenia grave O valganciclovir é um pró-fármaco do ganciclovir, com
Valganciclovir trombocitopenia, anemia, Trombocitopenia grave melhor biodisponibilidade oral
febre, flebite
Cidofovir Retinite por CMV Nefrotoxicidade, Insuficiência renal Deve ser co-administrado com probenecid
neutropenia, acidose Agentes nefrotóxicos concomitantes Meia-vida longa, exigindo apenas uma dose semanalmente
metabólica, diminuição da Injeção intra-ocular direta
pressão intra-ocular
Distúrbio gastrintestinal,
cefaléia, exantema
Vidarabina Ceratite por HSV Irritação ocular, Hipersensibilidade à vidarabina, idoxuridina Os primeiros fármacos anti-HSV, pois apresentam maior
Idoxuridina Raramente vidarabina para infecção lacrimejamento, intolerância ou trifluridina toxicidade em comparação com outros agentes
Trifluridina grave por HSV ou VZV à luz A trifluridina é utilizada em preparação oftálmica
ANÁLOGOS NUCLEOSÍDIOS E NUCLEOTÍDIOS ANTI-HIV E ANTI-HBV
Mecanismo — Os análogos nucleosídios anti-HIV são fosforilados por cinases celulares e, a seguir, inibem a transcriptase reversa viral. Os análogos nucleosídios anti-HBV também são fosforilados por enzimas
celulares, porém inibem, a seguir, a HBV polimerase
Zidovudina (AZT) HIV Neutropenia, anemia, Hipersensibilidade à zidovudina, A maior parte da toxicidade deve-se à inibição da DNA
Estavudina (d4T) Vírus da hepatite B (HBV) pancreatite, acidose estavudina, zalcitabina, lamivudina, polimerase mitocondrial pelas formas trifosfato dos fármacos
Zalcitabina (ddC) (lamivudina) lática, hepatomegalia com entricitabina, didanosina ou abacavir A lamivudina é a menos tóxica, possivelmente devido à
Lamivudina (3TC) esteatose, neurite óptica, estrutura de L-estereoisômero
Entricitabina (FTC) neuropatia periférica, A entricitabina é administrada uma vez ao dia
Didanosina (ddI) hipersensibilidade fatal
Abacavir (abacavir)
Tenofovir HIV (tenofovir) Acidose lática, Hipersensibilidade ao tenofovir, adefovir ou A dose de entecavir deve ser ajustada para pacientes com
Adefovir HBV (adefovir, entecavir) hepatotoxicidade entecavir insuficiência renal moderada
Entecavir (tenofovir), toxicidade renal
(adefovir)
INIBIDORES NÃO–NUCLEOSÍDIOS DA DNA POLIMERASE
Mecanismo — Inibem diretamente a DNA polimerase viral ao imitar o produto de pirofosfato da reação da DNA polimerase
Foscarnet HSV Comprometimento renal, Administração concomitante de trióxido de O comprometimento renal constitui a principal toxicidade que
CMV desequilíbrio eletrolítico, arsênio, bepridil, levometadil, mesoridazina, limita a dose administrada
convulsões pimozina, probucol, tioridazina,
Anemia, febre, distúrbio ziprasidona, pentamidina intravenosa
gastrintestinal
INIBIDORES NÃO-NUCLEOSÍDIOS DA TRANSCRIPTASE REVERSA (INNTR)
Mecanismo — Ligam-se próximo ao sítio catalítico da transcriptase reversa e, portanto, inibem a ação da enzima de unir os desoxirribonucleosídios com a fita iniciadora-modelo
Efavirenz HIV Exantema, efeitos A administração concomitante de fármacos Verifica-se o rápido desenvolvimento de resistência, exigindo
Nevirapina psiquiátricos (depressão, metabolizados pela 3A4 do citocromo P450 o uso desses fármacos em associação com outros agentes anti-
Delavirdina ideação suicida), tontura, está contra-indicada para todos os INNTR HIV
insônia — é preciso verificar o metabolismo
dos medicamentos administrados
concomitantemente antes de prescrever
INNTR
INIBIDORES DA MATURAÇÃO VIRAL
Mecanismo — Inibem a protease do HIV necessária para a maturação viral; os vírions do HIV sofrem replicação e brotamento a partir da célula, porém essas partículas não são infecciosas
Saquinavir HIV Dislipidemia (↑ colesterol, Comprometimento hepático grave O lopinavir é administrado em associação com o ritonavir; o
Ritonavir ↑ triglicerídios), Administração concomitante de substratos ritonavir inibe a 3A4 do citocromo P450, aumentando, assim,
Amprenavir lipodistrofia, hiperglicemia da 3A4 do citocromo P450 com baixos os níveis plasmáticos de lopinavir
Indinavir índices terapêuticos, incluindo derivados do Muitos inibidores da protease são indutores e/ou inibidores das
Nelfinavir esporão do centeio, pimozida, midazolam, enzimas P450, particularmente a 3A4 do citocromo P450, com
Lopinavir triazolam numerosas interações medicamentosas farmacocinéticas
Atazanavir
Tipranavir
Darunavir
Farmacologia das Infecções Virais

(Continua)
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629
Resumo Farmacológico Capítulo 36 Farmacologia das Infecções Virais (Continuação)
630

Efeitos Adversos
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Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


INIBIDORES DA LIBERAÇÃO VIRAL
Mecanismo — Inibem a neuraminidase do vírus da influenza, fazendo com que os vírions recém-sintetizados permaneçam fixados à célula hospedeira
Zanamivir Influenza A e B Broncoespasmo, depressão Hipersensibilidade ao zanamivir ou Inibem tanto a influenza A quanto a influenza B
Oseltamivir respiratória oseltamivir O zanamivir é administrado por inalador
Distúrbio gastrintestinal, O oseltamivir foi aprovado para profilaxia e tratamento; o
cefaléia, sintomas nasais zanamivir só está indicado para tratamento
AGENTES ANTIVIRAIS COM MECANISMOS DE AÇÃO DESCONHECIDOS
Mecanismo — Ver fármaco específico
Capítulo Trinta e Seis

Fomivirseno Retinite por CMV (segunda linha) Distúrbios inflamatórios do Terapia com cidofovir IV ou intravítrea O fomivirseno foi planejado como nucleotídio anti-sentido,
olho, elevação transitória da dentro de 2-4 semanas devido ao risco de porém o seu verdadeiro mecanismo de ação permanece incerto
pressão intra-ocular inflamação ocular exagerada Administração intravítrea
Ribavirina Vírus sincicial respiratório (RSV) Bradiarritmia, hipotensão, Gravidez ou mulheres com potencial de A ribavirina pode inibir a monofosfato de inosina
Vírus da hepatite C (em associação pancreatite, anemia engravidar (inalação) desidrogenase, resultando em níveis celulares mais baixos de
com interferonas) hemolítica, púrpura Depuração da creatinina inferior à 50 mL/ GTP; a ribavirina também pode inibir RNA polimerases virais
trombocitopênica min (oral) ou tornar as polimerases mais sujeitas a erros
trombótica, Cardiopatia significativa (oral) Administração na forma de aerossol para tratamento da
hepatotoxicidade, infecção Hemoglobinopatias (oral) infecção por RSV
bacteriana, suicídio Hepatite auto-imune (oral, em associação
Exantema, distúrbio com peginterferona alfa-2a)
gastrintestinal, cefaléia, Descompensação hepática grave
conjuntivite, fadiga
AGENTES ANTIVIRAIS QUE MODULAM O SISTEMA IMUNE
Mecanismo — As interferonas ativam cascatas de sinalização que levam à produção de proteínas antivirais, incluindo a proteinocinase R, que impede o mecanismo de tradução do hospedeiro nas células infectadas por
vírus. O imiquimode interage com receptores semelhantes a Toll para reforçar a imunidade inata, incluindo a secreção de interferonas
Interferona-␣ HCV Hemorragia gástrica, Hipersensibilidade à interferona- Modificada com polietilenoglicol para melhorar o perfil
HBV anemia aplásica, farmacocinético
Sarcoma de Kaposi neutropenia,
Leucemia mielóide crônica trombocitopenia, aumento
Leucemia de células pilosas das enzimas hepáticas,
Melanoma maligno doenças auto-imunes,
Carcinoma de células renais transtorno psicótico
Depressão, alteração do
estado mental, sintomas
semelhantes à gripe
Interferona-␤ Esclerose múltipla Iguais aos da interferona- Hipersensibilidade à interferona- ou
produtos de albumina humana

Imiquimode Papilomavírus humano (HPV) Irritação da pele, incluindo Hipersensibilidade ao imiquimode Lavar as mãos antes e depois da aplicação
Carcinoma de células basais eritema, erosão superficial
Ceratose actínica e formação de crostas e
sensação de queimação
Resumo Farmacológico Capítulo 37 Farmacologia do Câncer: Síntese, Estabilidade e Manutenção do Genoma
Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
INIBIDORES DA TIMIDILATO SINTASE
Mecanismo — Inibem a timidilato sintase, diminuindo, assim, a disponibilidade celular de dTMP e causando morte celular por “falta de timina”
Fluoruracila (5-FU) Câncer de mama Aterosclerose coronariana, tromboflebite, Depressão grave da medula A 5-FU é um análogo da uracila que, após modificação
Câncer gastrintestinal úlcera gastrintestinal, mielossupressão, óssea intracelular, inibe a timidilato sintase através de sua ligação ao
Câncer de pele (aplicação tópica) síndrome cerebelar, alterações visuais, Estado nutricional deficiente sítio de desoxiuridilato (substrato) na enzima
estenose do sistema lacrimal Infecção grave Além de inibir a timidilato sintase, a 5-FU interfere na síntese
Alopecia, exantema, prurido, Deficiência de de proteína após incorporação do metabólito do fármaco FUTP
fotossensibilidade, distúrbio gastrintestinal, diidropirimidina ao mRNA
estomatite, cefaléia desidrogenase Pode-se utilizar o ácido folínico para potencializar a ação da
Gravidez 5-FU
Capecitabina Câncer colorretal metastático Iguais aos da fluoruracila Deficiência de Pró-fármaco da 5-FU disponível por via oral
Câncer de mama diidropirimidina
desidrogenase
Comprometimento renal
grave
Pemetrexede Câncer de pulmão de células não- Mielossupressão, angina, infarto do Hipersensibilidade ao O pemetrexede é um análogo do folato que, após modificação
pequenas miocárdio, acidente vascular cerebral, pemetrexede intracelular, inibe a timidilato sintase através de sua ligação ao
Mesotelioma pleural maligno (em tromboflebite, lesão hepática, exantema Comprometimento renal sítio do metilenotetraidrofolato (co-fator) na enzima
associação com cisplatina) cutâneo bolhoso grave Co-administrado com ácido fólico e vitamina B12 para reduzir
Fadiga, náusea, vômitos, diarréia, a toxicidade hematológica e gastrintestinal
estomatite
INIBIDORES DO METABOLISMO DAS PURINAS
Mecanismo — Os metabólitos inibem a IMPDH e outras enzimas sintéticas, interferindo, assim, na síntese de AMP e GMP
6-Mercaptopurina Leucemia linfóide aguda, leucemia Pancreatite, mielossupressão, Gravidez Aumento da eficiência e toxicidade pelo alopurinol
(6-MP) mielóide aguda, doença de Crohn hepatotoxicidade, infecção A azatioprina é um pró-fármaco menos tóxico que a 6-MP
Azatioprina (6-MP) Gastrite A azatioprina é utilizada para imunossupressão de doenças
Imunossupressão no transplante auto-imunes
renal, artrite reumatóide, doença
intestinal inflamatória (azatioprina)
Pentostatina Leucemia de células pilosas Arritmia cardíaca, insuficiência cardíaca, Hipersensibilidade à Inibidor seletivo da adenosina desaminase (ADA)
Linfoma de células T mielossupressão, hepatotoxicidade, pentostatina
neurotoxicidade, nefrotoxicidade,
toxicidade pulmonar
Exantemas, calafrios com tremores,
vômitos, mialgia, infecção das vias
respiratórias superiores, febre
INIBIDORES RIBONUCLEOTÍDIO REDUTASE
Mecanismo — Inibem a ribonucleotídio redutase, a enzima que converte ribonucleotídios em desoxirribonucleotídios
Hidroxiuréia Neoplasias malignas hematológicas Mielossupressão, leucemia secundária Depressão grave da medula Diminui os radicais livres de tirosina críticos para o
Farmacologia do Câncer: Síntese, Estabilidade e Manutenção do Genoma

Câncer de cabeça e pescoço com uso a longo prazo óssea mecanismo de ação da ribonucleotídio redutase
Melanoma Toxicidade gastrintestinal, úlcera de pele Na anemia falciforme, acredita-se que a hidroxiuréia atua
Carcinoma ovariano através de aumento da hemoglogina F
|

Anemia falciforme (apenas em


adultos)

(Continua)
651
Resumo Farmacológico Capítulo 37 Farmacologia do Câncer: Síntese, Estabilidade e Manutenção do Genoma (Continuação)
652

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
|

ANÁLOGOS DA PURINA E DA PIRIMIDINA QUE SE INCORPORAM AO DNA


Mecanismo — A incorporação no DNA e no RNA resulta em inibição da DNA polimerase, com conseqüente morte celular
Tioguanina Leucemia mielocítica aguda Mielossupressão, hiperuricemia, Resistência prévia à Análogo da guanina
perfuração intestinal, hepatotoxicidade, tioguanina ou mercaptopurina
infecção
Distúrbio gastrintestinal
Fosfato de fludarabina Leucemia linfocítica crônica de Aplasia da pele, anemia hemolítica auto- Hipersensibilidade à Análogo de nucleotídio de purina
células B imune, mielossupressão, neurotoxicidade, fludarabina
Capítulo Trinta e Sete

Linfoma não-Hodgkin pneumonia, infecção


Edema, distúrbio gastrintestinal, astenia,
fadiga
Cladribina Leucemia de células pilosas Neutropenia febril, mielossupressão, Hipersensibilidade à Análogo da purina
Esclerose múltipla neurotoxicidade, infecção cladribina
Exantema, reação no local de injeção,
náusea, cefaléia
Citarabina (araC) Leucemia linfóide aguda Mielossupressão, neuropatia, Hipersensibilidade à Análogo da citidina
Leucemia mielóide aguda nefrotoxicidade, disfunção hepática, citarabina
Leucemia mielóide crônica infecção
Leucemia meníngea Tromboflebite, exantema, hiperuricemia,
Doença de Hodgkin distúrbio gastrintestinal, úlceras da boca
Linfoma não-Hodgkin ou do ânus
Azacitidina Síndrome mielodisplásica Mielossupressão, insuficiência renal Tumores hepáticos malignos Análogo da citidina
Edema periférico, distúrbio gastrintestinal, avançados
coma hepático, letargia, tosse, febre
Gencitabina Câncer pancreático Mielossupressão, neutropenia febril, Hipersensibilidade à Análogo da citidina
Câncer de pulmão de células toxicidade pulmonar, hepatotoxicidade, gencitabina
não-pequenas síndrome hemolítico-urêmica Gravidez
Câncer de mama Febre, distúrbio gastrintestinal, elevação
Câncer ovariano das enzimas hepáticas, edema, exantema,
Câncer vesical parestesias
Sarcoma
Doença de Hodgkin
AGENTES QUE MODIFICAM DIRETAMENTE A ESTRUTURA DO DNA: AGENTES ALQUILANTES
Mecanismo — Ligam-se de modo covalente ao DNA, freqüentemente com ligação cruzada do DNA ou proteínas associadas
Ciclofosfamida Doenças auto-imunes Mielossupressão, miocardiopatia, Grave depressão da função A acroleína, um metabólito da ciclofosfamida, provoca cistite
Leucemias e linfomas síndrome de Stevens-Johnson, cistite da medula óssea hemorrágica; é possível evitar esse efeito adverso com a co-
Micose fungóide avançada hemorrágica, azoospermia, pneumonia administração de mesna
Neuroblastoma intersticial, infecção
Câncer ovariano Alopecia, distúrbio gastrintestinal,
Retinoblastoma leucopenia, amenorréia
Câncer de mama
Histiocitose maligna
Mecloretamina Leucemia e doença de Hodgkin Iguais aos da ciclofosfamida Presença de doença A tiotepa é instilada diretamente na bexiga
Melfalana (mecloretamina) infecciosa conhecida A carmustina é uma nitrosouréia que fixa um grupo carbamoil
Estramustina Linfoma (melfalana) (mecloretamina) a proteínas-alvo
Clorambucila Câncer de próstata (estramustina) Tromboflebite ativa ou
Mitomicina Leucemia (clorambucila) distúrbio tromboembólico
Tiotepa Câncer gástrico e pancreático (estramustina)
Carmustina (mitomicina) Distúrbio da coagulação
Dacarbazina Câncer de bexiga (tiotepa) ou comprometimento renal
Procarbazina Câncer cerebral (carmustina) (mitomicina)
Altretamina Doença de Hodgkin (dacarbazina) Disfunção hepática, renal ou
Doença de Hodgkin (procarbazina) medular (tiotepa)
Câncer ovariano (altretamina) Grave depressão da medula
óssea (procarbazina,
altretamina)
Toxicidade neurológica grave
(altretamina)
AGENTES QUE MODIFICAM DIRETAMENTE A ESTRUTURA DO DNA: COMPOSTOS DE PLATINA
Mecanismo — Ligação cruzada de bases de guanina intrafita
Cisplatina Cânceres genitourinários Nefrotoxicidade (cisplatina), Grave depressão da medula A cisplatina pode ser injetada por via intraperitoneal para
Carboplatina Cânceres pulmonares mielossupressão, neuropatia periférica, óssea tratamento do câncer ovariano
ototoxicidade Comprometimento renal ou A co-administração de amifostina com cisplatina pode limitar
Desequilíbrio eletrolítico da audição a nefrotoxicidade
Oxaliplatina Câncer colorretal Neurotoxicidade aguda e persistente, Hipersensibilidade à A neurotoxicidade aguda é exacerbada por exposição a
mielossupressão, colite, disfunção hepática oxaliplatina temperaturas frias
Distúrbio gastrintestinal, dor lombar, tosse,
febre

AGENTES QUE MODIFICAM DIRETAMENTE A ESTRUTURA DO DNA: BLEOMICINA


Mecanismo — Liga-se ao oxigênio e quela o Fe(II); liga-se ao DNA e resulta em rupturas de fitas através da geração de intermediários oxidativos
Bleomicina Câncer testicular Fibrose pulmonar, doença vascular, infarto Hipersensibilidade à Os efeitos sobre a função pulmonar limitam a dose e são
Doença de Hodgkin do miocárdio, acidente vascular cerebral, bleomicina irreversíveis
Linfoma não-Hodgkin fenômeno de Raynaud, hepatotoxicidade,
Carcinoma de células escamosas nefrotoxicidade, mielossupressão rara
Alopecia, exantema, hiperpigmentação,
hipersensibilidade cutânea, distúrbio
gastrintestinal, estomatite
INIBIDORES DA TOPOISOMERASE
Mecanismo — Inibem a topoisomerase I ou a topoisomerase II, resultando em quebra de fitas de DNA
Irinotecana Câncer colorretal (irinotecana) Diarréia potencialmente fatal, Depressão grave da medula A irinotecana e a topotecana são camptotecinas que inibem a
Topotecana Câncer de pulmão de células mielossupressão, neutropenia febril, óssea topoisomerase I
pequenas, carcinoma cervical, disfunção hepática, doença pulmonar A ação é específica para a fase S
câncer ovariano (topotecana) intersticial
Alopecia, eosinofilia

(Continua)
Farmacologia do Câncer: Síntese, Estabilidade e Manutenção do Genoma
|
653
Resumo Farmacológico Capítulo 37 Farmacologia do Câncer: Síntese, Estabilidade e Manutenção do Genoma (Continuação)
654

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
|

Doxorrubicina Leucemias, linfomas, câncer de Insuficiência cardíaca (particularmente Insuficiência cardíaca A doxorrubicina, a daunorrubicina e epirrubicina são
Daunorrubicina mama, câncer de bexiga, câncer da doxorrubicina), mielossupressão preexistente antraciclinas que inibem a topoisomerase II
Epirrubicina tireóide, câncer GI, nefroblastoma, Alopecia, exantema, distúrbio gastrintestinal Depressão grave da medula Excretadas na bile (reduzir a dose em pacientes com
osteossarcoma, câncer ovariano, óssea disfunção hepática)
carcinoma de células pequenas do Disfunção hepática grave A ação é específica para a fase G2
pulmão, sarcoma de tecido mole (epirrubicina)
(doxorrubicina)
Leucemia linfóide aguda e leucemia
mielóide aguda (daunorrubicina)
Capítulo Trinta e Sete

Câncer de mama (epirrubicina)


Etoposídeo Câncer testicular e de pulmão, Iguais aos da doxorrubicina Hipersensibilidade ao O etoposídeo e o teniposídeo são epipodofilotoxinas que
Teniposídeo leucemia (etoposídeo) etoposídeo ou teniposídeo inibem a topoisomerase II
Leucemia linfóide aguda, linfoma A ação é específica para as fases S tardia e G2
não-Hodgkin (teniposídeo)
Ansacrina Leucemia recorrente Alterações ECG, incluindo prolongamento Hipersensibilidade à Inibe a topoisomerase II
Câncer ovariano do QT, íleo paralítico, mielossupressão, ansacrina
convulsão, azoospermia, hepatotoxicidade
Alopecia, distúrbio gastrintestinal
AGENTES QUE INIBEM A POLIMERIZAÇÃO DOS MICROTÚBULOS
Mecanismo — Ligam-se às subunidades de tubulina e impedem a polimerização dos microtúbulos
Vimblastina Câncer testicular metastático Mielossupressão, hipertensão, neurotoxicidade, Infecção bacteriana A supressão da medula óssea limita a dose administrada
Linfoma azoospermia Granulocitopenia significativa
Sarcoma de Kaposi relacionado com Alopecia, dor óssea, distúrbio gastrintestinal
a AIDS
Câncer de mama
Coriocarcinoma
Histiocitose maligna
Micose fungóide
Vincristina Leucemias Neuropatia periférica, miopatia, Síndrome de Charcot-Marie- A neuropatia periférica limita a dose administrada
Doença de Hodgkin mielossupressão Tooth
Linfoma não-Hodgkin Alopecia, distúrbio gastrintestinal, diplopia Uso intratecal
Rabdomiossarcoma
Nefroblastoma
AGENTES QUE INIBEM A DESPOLIMERIZAÇÃO DOS MICROTÚBULOS
Mecanismo — Ligam-se à tubulina polimerizada e inibem a despolimerização dos microtúbulos
Paclitaxel Câncer ovariano Mielossupressão, toxicidade pulmonar, Neutropenia grave A neuropatia periférica limita a dose administrada
Paclitaxel ligado à Câncer de mama reação de hipersensibilidade grave, miopatia,
albumina Câncer de pulmão de células não- neuropatia periférica
pequenas Alopecia, distúrbio gastrintestinal, artralgia
Sarcoma de Kaposi relacionado com
a AIDS
Docetaxel Câncer de mama Mielossupressão, síndrome de Stevens-Johnson, Neutropenia grave A mielossupressão limita a dose administrada
Câncer gástrico síndrome de retenção hídrica resultando em
Câncer de próstata edema grave, neuropatia, hepatotoxicidade,
Câncer de pulmão de células colite
não-pequenas Alopecia, distúrbio gastrintestinal, astenia, febre
Resumo Farmacológico Capítulo 38 Farmacologia do Câncer: Transdução de Sinais
Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
INIBIDORES DO EGFR (ErbB1) E HER2/neu (ErbB2)
Mecanismo — Pequenas moléculas e anticorpos monoclonais inibidores do EGFR e HER2/neu; ver fármaco específico
Gefitinibe Câncer pulmonar de células não- Doença pulmonar intersticial, erosão Hipersensibilidade ao gefitinibe Inibidor reversível do domínio de tirosinocinase citoplasmático
pequenas da córnea do EGFR (ErbB1); compete com a ligação do ATP ao domínio
Exantema, diarréia de cinase
Resposta mais favorável em pacientes com carcinoma de
células broncoalveolares
Erlotinibe Câncer pulmonar de células não- Infarto do miocárdio, hemorragia Hipersensibilidade ao erlotinibe O erlotinibe é um inibidor reversível do domínio citoplasmático
Lapatinibe (em fase de pequenas gastrintestinal, trombose venosa ou lapatinibe de tirosinocinase do EGFR (ErbB1); compete com a ligação do
investigação) Carcinoma do pâncreas profunda, anemia hemolítica ATP ao domínio de cinase
microangiopática, elevação das enzimas O erlotinibe apresenta um benefício de sobrevida
hepáticas, acidente vascular cerebral, estatisticamente maior quando comparado com o gefitinibe
conjuntivite, ceratite O lapatinibe, um inibidor do EGFR e ErbB2, está em fase de
Exantema, diarréia desenvolvimento
Cetuximabe Câncer colorretal Parada cardíaca, leucopenia, Hipersensibilidade ao cetuximabe Anticorpo monoclonal que se liga ao domínio extracelular do
Câncer de cabeça e pescoço insuficiência renal, doença pulmonar EGFR (ErbB1)
intersticial, embolia pulmonar, infecção Melhor taxa de resposta no câncer colorretal que expressa
Exantema, diarréia, hipomagnesemia, EGFR quando combinado com irinotecana
distúrbio gastrintestinal, astenia, cefaléia O desenvolvimento de exantema fornece um sinal de resposta
tumoral
Trastuzumabe Câncer de mama com hiperexpressão Cardiotoxicidade, síndrome nefrótica, Hipersensibilidade ao Anticorpos monoclonais contra ErbB2 (HER2)
Pertuzumabe (em fase de de HER2 pneumonia intersticial trastuzumabe ou pertuzumabe O tratamento com trastuzumabe no contexto adjuvante aumenta
investigação) Diarréia, anemia, leucopenia a eficácia da quimioterapia e reduz as taxas de recidiva
O pertuzumabe, que se liga a um epítopo diferente do HER2
em comparação com o trastuzumabe, está em desenvolvimento
INIBIDORES DE BCR-ABL, C-KIT E PDGFR
Mecanismo — Pequenas moléculas inibidoras de tirosinocinase ativas contra ABL cinases (incluindo a proteína de fusão BCR-ABL), C-KIT e PDGFR
Mesilato de imatinibe Leucemia mielóide crônica (LMC) Edema, mielossupressão, Hipersensibilidade ao mesilato de Observa-se uma resposta hematológica e citogenética
com cromossomo Filadélfia positivo hepatotoxicidade imatinibe (desaparecimento do cromossomo Filadélfia) em uma grande
Tumor estromal gastrintestinal Náusea, cãibras musculares, diarréia, fração de pacientes com LMC na fase crônica; observa-se uma
(TEGI) com Kit (CD117) positivo exantema resposta molecular (desaparecimento de BCR-ABL) em uma
Síndrome hipereosinofílica idiopática menor fração
Dasatinibe (em fase de O dasatinibe é um duplo inibidor da SRC-ABL cinase, que se liga ao sítio de ligação do ATP na ABL, independentemente do estado de conformação da alça de ativação
investigação) O nilotinibe substitui o grupo N-metilpiperazina para grupos de ligação alternativos
Nilotinibe (em fase de O dasatinibe e o nilotinibe possuem maior eficácia do que o mesilato de imatinibe contra BCR-ABL de tipo selvagem in vitro e inibem isoformas de BCR-ABL resistentes ao
investigação) mesilato de imatinibe, com exceção da mutação T315I
INIBIDORES DAS VIAS RAS/MAP CINASES
Mecanismo — Ver fármaco específico
Tipifarnibe (em fase de Inibem a farnesiltransferase, que é importante para a farnesilação da RAS e o recrutamento da RAS para a membrana plasmática
investigação) O tipifarnibe possui atividade demonstrada na leucemia mielóide aguda (LMA) em recidiva/refratária
Farmacologia do Câncer: Transdução de Sinais

Lonafarnibe (em fase de


investigação)
|

(Continua)
669
Resumo Farmacológico Capítulo 38 Farmacologia do Câncer: Transdução de Sinais (Continuação)
670

Efeitos Adversos
|

Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


Sorafenibe Carcinoma de células renais Doença cardiovascular, eritema Hipersensibilidade ao sorafenibe Inicialmente desenvolvido como inibidor do C-RAF, o
multiforme, hemorragia, distúrbio sorafenibe apresenta alta atividade inibitória contra o B-RAF
tromboembólico, insuficiência renal tanto de tipo selvagem quanto mutante
aguda Atividade significativa contra linhagens de células do melanoma
Hipertensão, alopecia, exantema e dor que apresentam mutações de B-RAF ativadoras
de mão–pé devido à terapia citotóxica, Inibe também o VEGFR-2 e o PDGFR-beta
exantema, distúrbio gastrintestinal,
níveis elevados de amilase e de lipase,
Capítulo Trinta e Oito

contagens hematológicas diminuídas,


neuropatia
INIBIDORES DE mTOR
Mecanismo — O mTOR é uma serina-treonina cinase que regula o crescimento e a proliferação celulares através de ativação da tradução; a rapamicina liga-se a FKBP12, e o complexo rapamicina-FKBP12 liga-se ao
mTOR e inibe a sua atividade
Rapamicina (sirolimo) Profilaxia para rejeição do Trombose venosa profunda, Hipersensibilidade à rapamicina Além de inibir o mTOR, a rapamicina também bloqueia
transplante renal embolia pulmonar, pancitopenia, alvos distais ao mTOR, como ciclina D1, c-MYC, a proteína
hepatotoxicidade, doença pulmonar antiapoptótica BAD e HIF-1
intersticial
Hipertensão, edema periférico, astenia,
artralgia
Tensirolimo (em fase de O tensirolimo e o everolimo são análogos ésteres da rapamicina
investigação) Em estudos clínicos de fase II, o tensirolimo demonstrou ter atividade contra o carcinoma de células renais, o câncer de mama e o linfoma não-Hodgkin de células do manto
Everolimo (em fase de
investigação)
INIBIDOR DO PROTEASSOMO
Mecanismo — Inibe um resíduo de treonina N-terminal de sítio ativo dentro da subunidade catalítica 20S do proteassomo
Bortezomibe Mieloma múltiplo Insuficiência cardíaca, neutropenia, Hipersensibilidade ao Devido a seus efeitos adversos relativamente modestos, o
Linfoma de células do manto trombocitopenia bortezomibe, boro ou manitol bortezomibe é incorporado em esquemas de combinação para
Neuropatia, hipotensão, exantema, tratamento primário do mieloma múltiplo, com boas taxas de
distúrbio gastrintestinal, artralgia resposta
INIBIDORES DA ANGIOGÊNESE
Mecanismo — Anticorpos neutralizantes contra o VEGF ou o VEGFR e pequenas moléculas inibidoras do domínio de tirosinocinase do VEGFR; ver fármaco específico
Bevacizumabe Câncer colorretal metastático Tromboembolia arterial, crise Hipersensibilidade ao Anticorpo IgG1 monoclonal contra o VEGF-A
Câncer de mama metastático hipertensiva, comprometimento da bevacizumabe Estão sendo conduzidos estudos clínicos para estabelecer a
Câncer pulmonar de células não- cicatrização de feridas, perfuração eficácia em outros tumores sólidos, como câncer ovariano e
pequenas gastrintestinal, síndrome nefrótica câncer pancreático
Neuropatia, tonteira, cefaléia, distúrbio
gastrintestinal
Sunitinibe Carcinoma de células renais Disfunção ventricular esquerda, Hipersensibilidade ao sunitinibe O sunitinibe inibe o VEGFR-1, o VEGFR-2 e o PDGFR
Tumor estromal gastrintestinal anemia, hemorragia, neutropenia,
trombocitopenia, linfopenia
Pele de coloração amarelada, inflamação
das mucosas, neuropatia, distúrbio
gastrintestinal
Vatalanibe (em fase de Inibe o VEGFR-1 e o VEGFR-2
investigação) Em fase de investigação no câncer
colorretal metastático
Talidomida Mieloma múltiplo Teratogênese, distúrbio trombótico, Gravidez Fármaco imunomodulador que inibe a angiogênese induzida
Eritema nodoso da hanseníase neutropenia, leucopenia, síndrome de Mulheres com possibilidade de pelo fator de crescimento dos fibroblastos básico (bFGF); co-
Stevens-Johnson engravidar estimula também as células T
Neuropatia periférica, edema, Homens que não utilizam A associação da talidomida com a dexametasona constitui
hipocalcemia, constipação, sonolência preservativo de látex um esquema padrão de primeira linha para o tratamento do
mieloma múltiplo, com taxas de resposta de 60-70%
Lenalidomida Mieloma múltiplo Iguais aos da talidomida, exceto Gravidez Análogo da talidomida com aumento da inibição do TNF-␣ e
Síndrome mielodisplásica pela menor incidência de trombose, Mulheres com possibilidade de melhor propriedade co-estimuladora das células T, enquanto
neuropatia, constipação e sonolência engravidar mantém a atividade antiangiogênica
Homens que não utilizam A associação da lenalidomida com dexametasona produz taxas
preservativo de látex de resposta de 90% no mieloma múltiplo
ANTICORPOS MONOCLONAIS ESPECÍFICOS CONTRA TUMORES E OUTRAS PROTEÍNAS RECOMBINANTES
Mecanismo — Ver fármaco específico
Rituximabe Linfoma não-Hodgkin de células Imunossupressão significativa (incluindo Reações de hipersensibilidade Rituximabe: anticorpo anti-CD20
Tositumomabe B (rituximabe, tositumomabe, o risco de desenvolvimento de Tositumomabe: anticorpo anti-CD20
Ibritumomabe ibritumomabe) infecções bacterianas, fúngicas e virais Ibritumomabe: anticorpo anti-CD20
Alentuzumabe Leucemia linfocítica crônica oportunistas), hipersensibilidade, reação Alentuzumabe: anticorpo anti-CD52
Denileucina diftitox (alentuzumabe) anafilactóide relacionada com anticorpo Denileucina diftitox: proteína de fusão da toxina diftérica e IL-2
Gentuzumabe Linfoma não-Hodgkin de células T quimérico Gentuzumabe: conjugado de um anticorpo anti-CD33 e
(denileucina diftitox) Anormalidades hematológicas, reações calicheamicina (antibiótico antitumoral)
Leucemia mielóide aguda à infusão
(gentuzumabe)
Farmacologia do Câncer: Transdução de Sinais
|
671
QUADRO 39.2 Classes de Agentes Quimioterápicos para o Câncer
ESPECIFICIDADE
CLASSE DE FÁRMACOS MECANISMO DE AÇÃO DO CICLO CELULAR PRINCIPAL MECANISMO DE RESISTÊNCIA TOXICIDADE QUE LIMITA A DOSE
Agentes alquilantes Ligação cruzada do DNA, RNA, proteína Inespecíficos ↑ reparo do DNA, ↓ captação de fármacos, Medula óssea
↑ inativação de fármacos
Complexos de platina Ligações cruzadas intrafita de DNA (G-G) Inespecíficos ↑ reparo do DNA, ↓ captação de fármacos, Renal
↑ inativação de fármacos
Antimetabólitos Ruptura da síntese, utilização e incorporação de S ↓ captação de fármacos, ↓ ativação de fármacos, Medula óssea
nucleotídios ↑ inativação de fármacos, ↑ ou alteração da
enzima-alvo, via de recuperação
Hidroxiuréia Inibe a ribonucleotídio redutase S ↑ reparo do DNA, ↓ captação de fármacos, Medula óssea
↑ inativação de fármacos
Produtos naturais
Bleomicina Cisão das fitas de DNA G2 ↑ inativação de fármacos? Fibrose pulmonar
Camptotecinas Inibição da topoisomerase I S ↑ efluxo de fármacos? Medula óssea
Antraciclinas Intercalação no DNA, inibição da topoisomerase G2 ↑ efluxo de fármacos Medula óssea/coração
II, peroxidação lipídica
Epipodofilotoxinas Inibição da topoisomerase II S/G2 ↑ efluxo de fármacos Medula óssea/diarréia
Alcalóides da vinca Ruptura da montagem dos microtúbulos M ↑ efluxo de fármacos Medula óssea/neuropatia
Taxanos Ruptura da desmontagem dos microtúbulos M ↑ efluxo de fármacos Medula óssea (leve)
Hormônios/antagonistas
Prednisona Agonista do receptor de glicocorticóides G1 Perda da sensibilidade a hormônios Síndrome cushingóide
(↑ ou alteração do receptor do alvo)
Tamoxifeno Antagonista do receptor de estrógenos Perda do crescimento dependente de estrógeno Câncer endometrial/trombose
Anastrozol Inibidor da aromatase Perda do crescimento dependente de estrógeno Osteoporose
Flutamida Antagonista dos receptores de andrógenos Perda do crescimento dependente de andrógeno
Leuprolida “Superagonista” dos receptores de GnRH Perda do crescimento dependente de andrógeno
Anticorpos monoclonais Dirigidos contra antígenos específicos do tumor Reações à infusão (febre/
exantema/dispnéia)
Conjugados de toxinas Dirigidos contra antígenos específicos do tumor
Modificadores da resposta
biológica
Interferona-alfa Agonista do receptor de interferona Medula óssea/neurotoxicidade/
Interleucina-2 Agonista do receptor de IL-2 (proliferação, cardiotoxicidade
diferenciação das células T) Hipotensão/edema pulmonar
Agentes de diferenciação Induzem a diferenciação das células cancerosas
Tretinoína Agonista do receptor de ácido retinóico α Mutação do gene de fusão PML-RAR-␣ Síndrome do ácido retinóico
Antagonista do receptor Inibe o domínio de tirosinocinase do EGFR ou Mutação da EGFR cinase Pele/GI (diarréia)
de fator do crescimento da atua contra o domínio extracelular do EGFR
epiderme (EGFR)
Trastuzumabe ErbB2 (Her-2) Cardiotoxicidade
Inibidores de BCR-ABL/ Inibem o domínio de tirosinocinase protéica Mutação de BCR-ABL Pele/GI (diarréia)/retenção
C-KIT/PDGFR hídrica
Inibidores do proteassomo Inibem a degradação protéica pelo proteassomo Mutação de p53, ↑ expressão de HSP-27 Neurotoxicidade/medula óssea
Inibidores da angiogênese Dirigidos contra o domínio extracelular do Renal (proteinúria)/hipertensão
Princípios de Quimioterapia de Combinação

receptor do fator de crescimento endotelial


vascular (VEGF)
|

Fármacos imunomoduladores Inibem o TNF, inibem a angiogênese mediada Trombose (talidomida)/medula


pelo fator de crescimento dos fibroblastos, co- óssea (lenalidomida)
estimulam as células T
679

GI, gastrintestinal.
Resumo Farmacológico Capítulo 41 Farmacologia dos Eicosanóides
716

Efeitos Adversos
|

Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


AGENTES ANTIINFLAMATÓRIOS NÃO-ESTERÓIDES (AINE)
Mecanismo — Inibem a ciclooxigenase-1 (COX-1) e a ciclooxigenase-2 (COX-2), diminuindo a biossíntese dos eicosanóides e, portanto, limitando a resposta inflamatória
Aspirina Dor leve a moderada Úlcera gastrintestinal, Hipersensibilidade à aspirina O mais antigo dos AINE
Cefaléia, mialgia, artralgia sangramento, síndrome de Asma desencadeada pela aspirina Amplamente utilizada no tratamento da dor leve a moderada,
Profilaxia do acidente vascular Reye, exacerbação da asma, Crianças e adolescentes com varicela cefaléia, mialgia e artralgia
cerebral e do infarto do miocárdio broncoespasmo, angioedema ou sintomas gripais, devido ao risco de Ao contrário de outros AINE, a aspirina atua de modo
(efeito antiplaquetário) Distúrbio gastrintestinal, desenvolvimento da síndrome de Reye irreversível, acetilando o resíduo de serina no sítio ativo, tanto
tinido na COX-1 quanto na COX-2
A aspirina aumenta as concentrações plasmáticas de
Capítulo Quarenta e Um

acetazolamida, resultando em toxicidade do SNC


O ibuprofeno pode inibir o efeito antiplaquetário da aspirina
Relatos limitados sugerem que os salicilatos podem
potencializar a toxicidade do metotrexato
A aspirina aumenta o risco de sangramento em pacientes
anticoagulados
Ácidos propiônicos: Dor leve a moderada Hemorragia, ulceração e Sangramento gastrintestinal ou intracraniano O naproxeno possui meia-vida mais longa, é 20 vezes mais
Ibuprofeno Febre perfuração gastrintestinais; Defeitos da coagulação potente e provoca menos efeitos adversos gastrintestinais do
Naproxeno Osteoartrite, artrite reumatóide nefrotoxicidade; síndrome Asma, urticária ou reações de tipo alérgico que a aspirina
Cetoprofeno Dismenorréia de Stevens-Johnson; após o uso de AINE, devido ao risco de O cetorolaco é utilizado para analgesia em pacientes no pós-
Flurbiprofeno Gota pseudoporfiria (naproxeno) reações anafiláticas graves e até mesmo operatório
Ácidos acéticos: Fechamento do canal arterial Distúrbio gastrintestinal, fatais O piroxicam possui meia-vida longa; dose diária única
Indometacina persistente (indometacina) tinido Insuficiência renal significativa A nabumetona possui a maior seletividade para a COX-2 entre
Sulindaco esses agentes
Etodolaco Os fenamatos têm uso limitado; em comparação com a aspirina,
Diclofenaco os fenamatos exibem menos atividade antiinflamatória e maior
Cetorolaco toxicidade
Oxicans:
Piroxicam
Fenamatos:
Mefenamato
Meclofenamato
Cetonas:
Nabumetona
ACETAMINOFENO
Mecanismo — Inibidor fraco das ciclooxigenases periféricas; o efeito predominante pode consistir em inibição da ciclooxigenase-3 (COX-3) no SNC
Acetaminofeno Febre Hepatotoxicidade, Hipersensibilidade do acetaminofeno Embora o acetaminofeno possua efeitos analgésicos
Dor leve a moderada nefrotoxicidade (rara) e antipiréticos semelhantes aos da aspirina, o efeito
Exantema, hipotermia antiinflamatório do acetaminofeno é insignificante, devido à
inibição fraca das ciclooxigenases periféricas
Geralmente seguro para uso em pacientes submetidos a cirurgia
e procedimentos dentários
Pode inibir a isoforma COX-3 no SNC
A overdose de acetaminofeno constitui uma importante causa de
insuficiência hepática
O antídoto para a overdose de acetaminofeno é a
N-acetil cisteína
INIBIDORES SELETIVOS DA COX-2
Mecanismo — Inibição seletiva da COX-2
Celecoxibe Osteoartrite, artrite reumatóide Infarto do miocárdio, Hipersensibilidade às sulfonamidas Diminui a eficácia dos inibidores das ECA
Dismenorréia primária sangramento, ulceração e Hipersensibilidade ao celecoxibe A incidência de gastropatia e nefropatia pode ser menor que
Dor aguda em adultos perfuração gastrintestinais; Asma, urticária ou reações de tipo alérgico aquela associada aos AINE
Polipose adenomatosa familiar necrose papilar renal; após o uso de AINE, devido ao risco de Recentemente, o valdecoxibe e o rofecoxibe foram retirados
exacerbação da asma reações anafiláticas graves e até mesmo do mercado, devido a um possível aumento da mortalidade
Distúrbio gastrintestinal, fatais cardiovascular
edema periférico
GLICOCORTICÓIDES
Mecanismo — Inibem a ação da COX-2 e a biossíntese de prostaglandinas através da indução de lipocortinas, ativação das vias antiinflamatórias endógenas e outros mecanismos
Prednisona Ver Resumo Farmacológico: Cap. 27
Prednisolona
Metilprednisolona
Dexametasona
ANTAGONISTAS DAS CITOCINAS
Mecanismo — O etanercepte, o infliximab e o adalimumab inibem o TNF-alfa; a anacinra inibe a IL-1
Etanercepte Ver Resumo Farmacológico: Cap. 44
Infliximab
Adalimumab
Anacinra Ver Resumo Farmacológico: Cap. 44
COMPOSTOS MIMÉTICOS DOS PROSTANÓIDES
Mecanismo — Agonistas dos receptores de prostanóides; ver fármaco específico
Alprostadil Manutenção do canal arterial pérvio Insuficiência cardíaca, Anemia ou traço falciforme Análogo da PGE1 com propriedades vasodilatadoras
Disfunção erétil arritmias cardíacas e Leucemia, mieloma Utilizado primariamente na manutenção do canal arterial pérvio
defeitos de condução, Síndrome de angústia respiratória neonatal na tetralogia de Fallot, hipertensão pulmonar de Eisenmenger e
coagulação intravascular Deformação anatômica do pênis, implante atresia da valva aórtica
disseminada (CID), peniano, doença de Peyronie
distúrbios do
desenvolvimento ósseo,
convulsões, priapismo,
apnéia no recém-nascido
Hipotensão, fibrose peniana,
desconforto peniano
Misoprostol Efeitos citoprotetores e anti- Anemia rara, arritmias Gravidez Análogo da PGE1 com propriedades vasodilatadoras
secretores contra úlceras gástricas na cardíacas raras Utilizado também na doença ulcerosa péptica (ver Cap. 45)
terapia a longo prazo com AINE Distúrbio gastrintestinal Os efeitos citoprotetores são provavelmente mediados pelo
Abortifaciente com a mifepristona aumento na produção de muco gástrico e bicarbonato; os efeitos
anti-secretores são mediados através da inibição da secreção de
ácido gástrico basal e noturna pelas células parietais
Carboprost Aborto no segundo trimestre Distonia, edema pulmonar Doença inflamatória pélvica aguda Análogo da PGF2␣, que estimula a contração uterina para
Hemorragia pós-parto Distúrbio gastrintestinal Doença cardíaca, pulmonar, renal ou atividade abortifaciente; a atividade luteolítica controla a
com diarréia prevalente, hepática fertilidade
Farmacologia dos Eicosanóides

cefaléia, parestesias, febre,


hipersensibilidade das
mamas
|

(Continua)
717
Resumo Farmacológico Capítulo 41 Farmacologia dos Eicosanóides (Continuação)
718

Efeitos Adversos
|

Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


COMPOSTOS MIMÉTICOS DOS PROSTANÓIDES
Mecanismo — Agonistas dos receptores de prostanóides; ver fármaco específico
Latanoprost Hipertensão ocular Edema retiniano macular Hipersensibilidade ao latanoprost, Análogos da PGF2␣ com propriedades vasodilatadoras; agentes
Bimatoprost Glaucoma de ângulo aberto Visão turva, bimatoprost ou travoprost hipotensores oculares
Travoprost hiperpigmentação das
pálpebras, pigmentação da
íris
Epoprostenol Hipertensão pulmonar Taquicardia supraventricular, Insuficiência cardíaca com disfunção Análogo da prostaciclina, que estimula a vasodilatação da
hemorragia, trombocitopenia ventricular esquerda grave vasculatura arterial pulmonar e sistêmica; inibe também a
Capítulo Quarenta e Um

Hipotensão, exantema, Uso crônico em pacientes que desenvolvem agregação plaquetária


distúrbio gastrintestinal, edema pulmonar
dor musculoesquelética,
parestesia, ansiedade, doença
semelhante à influenza
ANTAGONISTAS DOS TROMBOXANOS
Mecanismo — Inibem a tromboxano sintase ou antagonizam o receptor de tromboxano; agentes em fase de investigação
Dazoxibeno O dazoxibeno e o pirmagrel inibem a tromboxano sintase, enquanto o ridogrel é um antagonista do receptor de tromboxano A2
Pirmagrel As vantagens desses fármacos em relação à aspirina não foram comprovadas
Ridogrel Pouco efeito sobre a agregação plaquetária
INIBIDORES DA LIPOXIGENASE
Mecanismo — Inibem a 5-lipoxigenase, que catalisa a formação de leucotrienos a partir do ácido araquidônico
Zileuton Asma Aumento das provas de Hepatopatia ativa Evitar o uso concomitante de diidroergotamina, mesilatos
função hepática Elevação das enzimas hepáticas ergolóides, ergonovina e metilergonovina, devido a um
Urticária, desconforto risco aumentado de ergotismo (náusea, vômitos, isquemia
abdominal, tonteira, insônia vasospástica)
ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES DE LEUCOTRIENOS
Mecanismo — Antagonistas seletivos do receptor de cistenil leucotrienos (CysLT) tipo I
Montelucaste Asma crônica Angiite granulomatosa Hipersensibilidade ao montelucaste ou ao O montelucaste e o zafirlucaste não estão indicados para crises
Zafirlucaste Rinite alérgica perene (montelucaste) alérgica, hepatite zafirlucaste agudas de asma e, em geral, não são tão apropriados quanto a
Rinite alérgica sazonal Distúrbio gastrintestinal, monoterapia para a asma
(montelucaste) alucinações, agitação Ambos os fármacos são excretados no leite materno
Resumo Farmacológico Capítulo 42 Farmacologia da Histamina
Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
ANTI-HISTAMÍNICOS H1 DE PRIMEIRA GERAÇÃO
Mecanismo — Agonistas inversos que se ligam preferencialmente à conformação inativa do receptor H1, desviando o equilíbrio para o estado inativo do receptor
Etanolaminas: Rinite alérgica Sedação, tonteira, dilatação Difenidramina: recém-nascidos ou Em geral, os anti-histamínicos H1 de primeira geração
Difenidramina Anafilaxia da pupila, ressecamento dos prematuros, mães que amamentam apresentam maiores efeitos adversos anticolinérgicos e sobre o
Carbinoxamina Insônia olhos, boca seca, retenção e Carbinoxamina: crise aguda de asma, SNC do que os anti-histamínicos H1 de segunda geração
Clemastina Cinetose hesitação urinárias terapia com IMAO, glaucoma de ângulo A difenidramina (nome comercial, Benadryl®) é disponível em
Dimenidrinato Parkinsonismo estreito, úlcera péptica, coronariopatia grave, preparações sólida oral, líquida oral, intramuscular, intravenosa
Urticária hipertensão grave, retenção urinária e tópica
Clemastina: lactação, sintomas das vias A difenidramina pode elevar os níveis plasmáticos de
respiratórias inferiores, terapia com IMAO, tioridazina, aumentando o risco de arritmias
recém-nascidos ou prematuros
Dimenidrinato: hipersensibilidade ao
dimenidrinato
Etilenodiaminas: Iguais às da difenidramina Iguais aos da difenidramina Pirilamina: hipersensibilidade ao maleato de
Pirilamina pirilamina
Tripelenamina Tripelenamina: glaucoma de ângulo estreito,
úlcera péptica estenosante, hipertrofia
prostática sintomática, obstrução do colo
vesical, obstrução piloroduodenal, sintomas
das vias respiratórias inferiores, prematuros,
recém-nascidos, mães durante a lactação,
terapia concomitante com inibidores da
MAO
Alquilaminas: Iguais às da difenidramina Iguais aos da difenidramina Clorfeniramina: hipersensibilidade à
Clorfeniramina clorfeniramina
Bronfeniramina Bronfeniramina: terapia concomitante
com IMAO, lesões focais do SNC,
hipersensibilidade à bronfeniramina ou
fármacos relacionados
Piperidinas: Iguais às da difenidramina Iguais aos da difenidramina Ciproeptadina: glaucoma de ângulo fechado,
Ciproeptadina terapia concomitante com IMAO, recém-
Fenindamina nascidos ou prematuros, mães durante
a lactação, úlcera péptica estenosante,
obstrução piloroduodenal, hipertrofia
prostática sintomática, obstrução do colo
vesical
Fenindamina: crianças com menos de 12
anos de idade
Fenotiazinas: Iguais às da difenidramina Iguais aos da difenidramina; Estados comatosos A prometazina é utilizada primariamente para alívio da
Prometazina além disso, foi relatada Sintomas das vias respiratórias inferiores, ansiedade no pré-operatório e redução da náusea e dos vômitos
a ocorrência de incluindo asma no pós-operatório
Farmacologia da Histamina

fotossensibilidade e icterícia Pacientes pediátricos com menos de 2 anos


de idade
|

Injeção subcutânea ou intra-arterial


(Continua)
727
Resumo Farmacológico Capítulo 42 Farmacologia da Histamina (Continuação)
728

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
|

Piperazinas: Prurido, abstinência do álcool, Iguais aos da difenidramina Hidroxizina: início da gravidez A hidroxizina é um potente agente antipruriginoso
Hidroxizina ansiedade, vômitos (hidroxizina) Ciclizina: hipersensibilidade à ciclizina
Ciclizina Cinetose, vertigem (ciclizina, Meclizina: hipersensibilidade à meclizina
Meclizina meclizina)
Dibenzoxepinas Ansiedade Hipertensão, hipotensão, Glaucoma O doxepin é um antidepressivo tricíclico; é mais bem
tricíclicas: Depressão agranulocitose, Retenção urinária utilizado em pacientes com depressão, visto que até mesmo
Doxepin Prurido trombocitopenia, a administração de pequenas doses pode causar confusão e
agravamento da depressão, desorientação em pacientes não-deprimidos
pensamentos suicidas
Capítulo Quarenta e Dois

Ganho de peso, constipação,


ressecamento da boca,
sonolência, visão turva,
retenção urinária
ANTI-HISTAMÍNICOS H1 DE SEGUNDA GERAÇÃO
Mecanismo — Agonistas inversos que se ligam preferencialmente à conformação inativa do receptor H1, desviando o equilíbrio para o estado inativo do receptor
Piperazinas: Rinite alérgica Sonolência, boca Hipersensibilidade à cetirizina ou hidroxizina Em geral os anti-histamínicos H1 de segunda geração têm
Cetirizina Urticária seca, cefaléia, fadiga menos efeitos anticolinérgicos e são menos sedativos do que os
(apresentam menos efeitos anti-histamínicos H1 de primeira geração, devido à sua entrada
anticolinérgicos e são menos reduzida no SNC
sedativos do que os anti-
histamínicos H1 de primeira
geração)
Alquilaminas: Rinite alérgica Iguais aos da cetirizina Terapia concomitante com IMAO Iguais às da cetirizina
Acrivastina Coronariopatia grave
Hipertensão grave
Talazinonas: Conjuntivite e rinite alérgicas Iguais aos da cetirizina Uso concomitante de álcool ou outros Iguais às da cetirizina
Azelastina depressores do SNC
Piperidinas: Rinite alérgica Iguais aos da cetirizina Loratadina: hipersensibilidade à loratadina Iguais às da cetirizina
Loratadina Urticária Desloratadina: hipersensibilidade à
Desloratadina desloratadina
Levocabastina Levocabastina: lentes de contato gelatinosas
Ebastina Ebastina: hipersensibilidade à ebastina
Mizolastina Mizolastina: hipersensibilidade à mizolastina
Fexofenadina Fexofenadina: hipersensibilidade à
fexofenadina
ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES H2
Cimetidina Ver Resumo Farmacológico: Cap. 45
Famotidina
Nizatidina
Ranitidina
Resumo Farmacológico Capítulo 43 Farmacologia da Hematopoiese e Imunomodulação
740

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
|

AGENTES QUE ESTIMULAM A PRODUÇÃO DE ERITRÓCITOS


Mecanismo — Ativam o receptor de eritropoietina e estimulam a eritropoiese
Eritropoietina (epoietina Anemia associada ao câncer Arritmia cardíaca ou Hipertensão não-controlada e encefalopatia A darbepoietina possui maior número de grupos de ácido
alfa) Anemia induzida por quimioterapia insuficiência cardíaca em hipertensiva siálico, conferindo-lhe uma meia-vida mais longa
Darbepoietina Anemia da doença renal crônica pacientes com insuficiência A epoietina beta está disponível fora dos Estados Unidos
renal, distúrbio trombótico, A administração de eritropoietina a pacientes não-anêmicos
dispnéia, desidratação, febre pode levar ao desenvolvimento de policitemia, hiperviscosidade
Hipertensão, edema, do sangue e acidente vascular cerebral ou infarto do miocárdio
distúrbio gastrintestinal, Podem ser utilizadas de modo abusivo por atletas
Capítulo Quarenta e Três

cefaléia, fadiga
AGENTES QUE INDUZEM A HEMOGLOBINA FETAL
Mecanismo — A 5-azacitidina pode reverter a metilação do gene da gamaglobulina, levando à expressão aumentada da HbF; a hidroxiuréia pode bloquear a divisão dos precursores eritróides que expressam a HbS,
levando a um aumento na expressão de HbF
5-Azacitidina Ver Cap. 37
Hidroxiuréia Anemia falciforme Mielossupressão, úlcera Depressão grave da medula óssea O mecanismo do efeito terapêutico no tratamento do câncer
Leucemia mielóide crônica refratária cutânea, leucemia Vacina de rotavírus vivo parece envolver a inibição da ribonucleotídio redutase
Câncer de cabeça e pescoço secundária com uso a longo O mecanismo do efeito terapêutico na anemia falciforme
Melanoma maligno prazo permanece incerto
Carcinoma ovariano
AGENTES QUE ESTIMULAM A PRODUÇÃO DE LEUCÓCITOS
Mecanismo — Fatores de crescimento de linhagens múltiplas (GM-CSF) ou específicos de linhagem (G-CSF) que estimulam a mielopoiese. O principal efeito do GM-CSF e do G-CSF consiste em elevar as contagens
de neutrófilos; o GM-CSF também aumenta as contagens de eosinófilos
Filgrastim (rhG-CSF) Neutropenia Doença da hemoglobina Hipersensibilidade a proteínas derivadas de O PEG-filgrastim é uma formulação pegilada com meia-vida
PEG-filgrastim Coleta de células-tronco do sangue S com crises, vasculite da E. coli ou ao filgrastim mais longa
periférico pele, síndrome de angústia O G-CSF e o GM-CSF intensificam a atividade microbicida dos
respiratória aguda, ruptura neutrófilos, além de estimular sua produção
esplênica
Dor óssea, doença
semelhante à influenza,
náusea e vômitos
Sargramostim Neutropenia Reação alérgica, hipotensão, Quimioterapia ou radioterapia concomitantes O GM-CSF também produz um aumento leve e dependente da
(rhGM-CSF) Coleta de células-tronco do sangue taquicardia, dispnéia (ou dentro de 24 horas antes ou depois) dose no número de eosinófilos
periférico Dor óssea, febre, artralgia, Blastos mielóides leucêmicos em excesso
edema, derrame pleural e (>10%) no sangue ou na medula óssea
pericárdico Hipersensibilidade ao GM-CSF ou a
produtos derivados de levedura
AGENTES QUE ESTIMULAM A PRODUÇÃO DE PLAQUETAS
Mecanismo — Ver fármaco específico
Análogos da Agentes em fase de investigação Em fase de investigação; Em fase de investigação Tanto a rhTPO quanto o PEG-rHuMGDF ligam-se ao Mpl, o
trombopoietina para a prevenção da trombocitopenia risco teórico de trombose receptor endógeno de trombopoietina, ativando-o
rhTPO grave induzida por quimioterapia A rhTPO é um análogo glicosilado de comprimento total da
PEG-rHuMGDF trombopoietina
O PEG-rHuMGDF consiste nos 163 aminoácidos N-terminais
da trombopoietina, conjugados com polietileno glicol (PEG)
Oprelvecina (rhIL-11) Prevenção da trombocitopenia grave Retenção hídrica, fibrilação Hipersensibilidade à oprelvecina Difere da IL-11 natural pela ausência do resíduo de prolina
induzida por quimioterapia atrial N-terminal
Candidíase oral, hiperemia A rhIL-11 produz aumento dependente da dose na contagem de
da conjuntiva, fadiga plaquetas e no número de megacariócitos na medula óssea
AGENTES IMUNOMODULADORES COM APLICAÇÕES ANTINEOPLÁSICAS
Mecanismo — Ver fármaco específico
Interferonas Ver Resumo Farmacológico: Cap. 36
Levamisol Câncer de cólon (em associação com Leucopenia, neutropenia, Hipersensibilidade ao levamisol Acredita-se que induz os macrófagos e as células T a secretar
5-fluoruracila) trombocitopenia, convulsões, citocinas (como a IL-1) e outros fatores que suprimem o
dermatite esfoliativa crescimento de tumores
Distúrbio gastrintestinal,
artralgia, tontura
IL-2 Ver Resumo Farmacológico: Cap. 44
Tretinoína Leucemia pró-mielocítica aguda Síndrome do ATRA (febre, Hipersensibilidade à tretinoína e aos A tretinoína é um ácido retinóico todo-trans (ATRA) que
Acne vulgar angústia respiratória aguda parabenos propicia a diferenciação das células pró-mielocíticas em
Rugas finas na face (aplicação com infiltrados pulmonares, granulócitos mais normais
tópica) edema e ganho ponderal É também utilizada amplamente no tratamento da acne vulgar
e falência de múltiplos moderada a grave
sistemas orgânicos),
leucocitose, pseudotumor
cerebral, febre, dor óssea,
arritmias cardíacas
Ressecamento intenso
da pele e das mucosas,
hiperlipidemia, aumento nas
provas de função hepática,
fadiga
Farmacologia da Hematopoiese e Imunomodulação
|
741
Resumo Farmacológico Capítulo 44 Farmacologia da Imunossupressão
Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
INIBIDORES DA EXPRESSÃO GÊNICA
Mecanismo — Inibem a expressão da COX-2; induzem as lipocortinas e ativam as vias antiinflamatórias endógenas
Prednisona Ver Resumo Farmacológico: Cap. 27
Prednisolona
Metilprednisolona
Dexametasona
AGENTES CITOTÓXICOS
Mecanismo — Ver fármaco específico
Ácido micofenólico Transplante de órgãos sólidos Hipertensão, edema Hipersensibilidade ao micofenolato mofetila Inibidor da monofosfato de inosina desidrogenase (IMPDH), a
Micofenolato mofetila Nefrite do lúpus periférico, hemorragia ou ao ácido micofenólico enzima que limita a velocidade na formação da guanosina
Artrite reumatóide gastrintestinal, leucopenia, Hipersensibilidade ao polissorbato 80 Evitar a administração concomitante de ferro oral, visto
Pênfigo mielossupressão, (formulação IV) que ele reduz acentuadamente a biodisponibilidade do
neutropenia, risco micofenolato mofetila
aumentado de infecção,
linfoma
Distúrbio gastrintestinal,
cefaléia
Leflunomida Artrite reumatóide Hipertensão, Gravidez Inibe a diidroorotato desidrogenase (DHOD), resultando em
hepatotoxicidade, doença inibição da síntese de pirimidinas
pulmonar intersticial A leflunomida sofre circulação êntero-hepática significativa,
Alopécia, diarréia, resultando em efeito farmacológico prolongado
exantema
Azatioprina Ver Resumo Farmacológico: Cap. 37
Metotrexato
Ciclofosfamida
INIBIDORES ESPECÍFICOS DA SINALIZAÇÃO DOS LINFÓCITOS
Mecanismo — Ver fármaco específico
Ciclosporina Ceratoconjuntivite seca Nefrotoxicidade, Infecção ocular ativa (ciclosporina tópica) A ciclosporina liga-se à ciclofilina, e o complexo resultante
(ciclosporina tópica) hipertensão, inibe a atividade da fosfatase da calcineurina, uma proteína de
neurotoxicidade, sinalização celular que medeia a ativação das células T
hepatotoxicidade, infecção A ciclosporina inibe a produção de IL-2 pelas células T
Hiperplasia gengival, ativadas
hiperlipidemia, hirsutismo, O danazol e outros androgênios podem aumentar os níveis
distúrbio gastrintestinal séricos de ciclosporina
A rifampicina e a erva-de-são-joão reduzem os níveis séricos
de ciclosporina
Tacrolimo Transplante de órgãos Nefrotoxicidade, Hipersensibilidade ao óleo de rícino O tacrolimo liga-se à proteína de ligação de FK (FKBP) e o
Dermatite atópica (tacrolimo tópico) hipertensão, prolongamento hidrogenado (formulação IV do tacrolimo) complexo tacrolimo-FKBP inibe a calcineurina
do intervalo QT, O tacrolimo tópico é amplamente utilizado no tratamento da
hiperglicemia, linfoma, dermatite atópica e outras dermatites eczematosas
infecção A erva-de-são-joão reduz acentuadamente os níveis séricos de
Farmacologia da Imunossupressão

Alopécia, distúrbio tacrolimo


gastrintestinal,
anemia, leucocitose,
|

trombocitopenia, cefaléia,
insônia, parestesias, tremor,
irritação da pele (aplicação
tópica)
755

(Continua)
Resumo Farmacológico Capítulo 44 Farmacologia da Imunossupressão (Continuação)
756

Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
|

INIBIDORES ESPECÍFICOS DA SINALIZAÇÃO DOS LINFÓCITOS


Mecanismo — Ver fármaco específico
Sirolimo Transplante de órgãos Hipertensão, edema Hipersensibilidade ao sirolimo O sirolimo liga-se à FKBP, e o complexo sirolimo-FKBP
Coronariopatia (stents) cardíacos periférico, distúrbio resultante inibe mTOR, um regulador da tradução de proteínas
tromboembólico, São também utilizados stents de eluição do sirolimo no
hiperlipidemia, tratamento da coronariopatia
hepatotoxicidade A co-administração com voriconazol aumenta acentuadamente
Anemia, trombocitopenia, os níveis séricos de sirolimo
artralgia, astenia, cefaléia
INIBIDORES DO FATOR DE NECROSE TUMORAL ALFA
Capítulo Quarenta e Quatro

Mecanismo — O etanercept é um dímero solúvel do receptor de TNF, enquanto o infliximab e o adalimumab são anticorpos anti-TNF
Etanercept Artrite reumatóide Mielossupressão, Sepse Todos os pacientes devem ser submetidos a triagem para
Artrite reumatóide juvenil insuficiência cardíaca, Insuficiência cardíaca tuberculose antes de iniciar o tratamento com um inibidor
Psoríase neurite óptica, reativação do TNF, devido a um risco acentuadamente aumentado de
Artrite psoríatica da tuberculose, risco reativação de tuberculose latente
Espondilite anquilosante aumentado de infecção, Todo paciente que adquire infecção enquanto está sendo
doença desmielinizante do tratado com um inibidor de TNF deve ser submetido a
sistema nervoso central avaliação e a antibioticoterapia agressiva
Reação no local de O etanercept liga-se ao TNF-alfa e ao TNF-beta, enquanto o
injeção, infecção das vias infliximab e o adalimumab são específicos para o TNF-alfa
respiratórias superiores, dor
abdominal, vômitos
Infliximab Artrite reumatóide Iguais aos do etanercept Sepse O infliximab é um anticorpo murino parcialmente imunizado,
Adalimumab Doença de Crohn (infliximab) Insuficiência cardíaca dirigido contra o TNF-alfa humano; o adalimumab é um
Colite ulcerativa (infliximab) anticorpo IgG1 totalmente imunizado contra o TNF-alfa
Espondilite anquilosante O certolizumab pegol, um anticorpo anti-TNF-alfa pegilado,
(infliximab) está atualmente em estudos clínicos de fase final
Artrite psoriática (adalimumab)
INIBIDORES DA INTERLEUCINA-1
Mecanismo — Antagonista recombinante do receptor de IL-1
Anacinra Artrite reumatóide Neutropenia, risco Hipersensibilidade à anacinra ou a proteínas Diminui as erosões ósseas, possivelmente ao reduzir a
aumentado de infecção derivadas de E. coli liberação de metaloproteinase das células sinoviais
DEPLEÇÃO DE CÉLULAS IMUNES ESPECÍFICAS
Mecanismo — Ver fármaco específico
Globulina antitimócito Transplante de órgãos Síndrome de liberação Doença viral aguda Anticorpos policlonais contra epítopos de células T humanas
de citocinas (febre, História de alergia ou anafilaxia a proteínas O tratamento com ATG pode resultar em ampla
calafrios, mialgia, do coelho imunossupressão, que pode levar à infecção
cefaléia), hipertensão,
anemia, leucopenia,
trombocitopenia, risco
aumentado de infecção
OKT3 Transplante de órgãos Iguais aos da globulina Títulos de anticorpos antimurinos Anticorpo anticlonal murino dirigido contra a CD3 humana,
antitimócito superiores a 1:1.000 uma molécula de sinalização importante para a ativação celular
Insuficiência cardíaca mediada pelo receptor de células T
Convulsões O tratamento pode resultar na produção de anticorpos dirigidos
Gravidez ou lactação contra as regiões murinas específicas de OKT3
Hipertensão não-controlada
Daclizumab Transplante de órgãos Iguais aos da globulina Hipersensibilidade ao daclizumab ou ao Anticorpos contra CD25, o receptor de IL-2 de alta afinidade
Basiliximab antitimócito basiliximab
Alentuzumab Leucemia linfocítica crônica de Iguais aos da globulina Infecção sistêmica ativa Anticorpo contra Campath-1 (CD52), um antígeno expresso na
células B antitimócito Imunodeficiência subjacente maioria dos linfócitos maduros e em alguns precursores dos
linfócitos
Alefacept Psoríase Iguais aos da globulina Infecção pelo HIV Proteína de fusão LFA-3/Fc que interrompe a sinalização
antitimócito Baixa contagem de células T CD4 de CD2/LFA-3 através de sua ligação à CD2 das células T,
resultando em inibição da ativação das células T
INIBIÇÃO DA CO-ESTIMULAÇÃO
Mecanismo — Análogos de CTLA-4 fundidos com uma região constante da IgG1; através da formação de um complexo com moléculas B7 da superfície celular, o fármaco impede a liberação de um sinal
co-estimulador, e a célula T desenvolve anergia ou sofre apoptose
Abatacept Artrite reumatóide refratária ao Exacerbação da doença Hipersensibilidade ao abatacept O abatacept não deve ser administrado concomitantemente
metotrexato ou a inibidores do pulmonar obstrutiva com inibidores do TNF-␣ ou com anacinra, devido ao risco
TNF-alfa crônica (DPOC), aumentado de infecção
suscetibilidade aumentada
à infecção
Náusea, cefaléia, infecção
do trato urinário (ITU)
Belatacept Em fase de investigação
Congênere estrutural estreito do abatacept, que possui afinidade aumentada por B7-1 e B7-2
BLOQUEIO DA ADESÃO CELULAR
Mecanismo — Ver fármaco específico
Efalizumab Psoríase em placas crônica Risco aumentado Hipersensibilidade ao efalizumab Anticorpo monoclonal dirigido contra LFA-1, que inibe a
de infecção grave, interação LFA-1/ICAM-1 e, portanto, que limita a adesão,
trombocitopenia a ativação e a migração das células T para os locais de
imunologicamente mediada, inflamação
anemia hemolítica
imunologicamente mediada,
sintomas semelhantes aos
da gripe
Acne, linfocitose, fosfatase
alcalina elevada, formação
de anticorpos contra o
efalizumab
Natalizumab Esclerose múltipla Colelitíase, História de leucoencefalopatia multifocal Anticorpo monoclonal dirigido contra a integrina alfa-4
leucoencefalopatia progressiva (LMP) ou presença de LMP que inibe a interação das células imunes com células que
multifocal progressiva, expressam VCAM-1 e MAdCAM-1
depressão, pneumonia
Exantema, artralgia,
cefaléia, fadiga, ITU,
infecção das vias
respiratórias inferiores
INIBIDOR DA ATIVAÇÃO DO COMPLEMENTO
Mecanismo — Anticorpo humanizado contra C5, uma proteína do complemento que medeia as etapas finais na ativação do complemento e montagem do complexo de ataque da membrana
Eculizumab Em fase de investigação
Farmacologia da Imunossupressão

Em estudos clínicos de fase final para o tratamento da hemoglobinúria paroxística noturna


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757
Resumo Farmacológico Capítulo 45 Farmacologia Integrativa da Inflamação: Doença Ulcerosa Péptica
Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
ANTAGONISTAS DOS RECEPTORES H2
Mecanismo — Diminuem a secreção de ácido ao inibir a ligação da histamina aos receptores H2 nas células parietais
Cimetidina Doença ulcerosa péptica Enterocolite necrosante no Hipersensibilidade à cimetidina A cimetidina diminui o metabolismo de certos fármacos
Doença do refluxo gastroesofágico feto ou no recém-nascido, mediado pelo citocromo P450, incluindo teofilina, varfarina,
(DRGE) agranulocitose, distúrbio fenitoína, lidocaína e quinidina, retardando a depuração e
Esofagite erosiva psicótico aumentando os níveis plasmáticos desses fármacos
Hipersecreção gástrica de ácido Cefaléia, tontura, artralgia,
mialgia, obstipação, diarréia,
ginecomastia, galactorréia,
perda da libido
Ranitidina Doença ulcerosa péptica Enterocolite necrosante no Hipersensibilidade à ranitidina, famotidina A ranitidina pode ser administrada por via IV para tratar
Famotidina Doença do refluxo gastroesofágico feto ou no recém-nascido, ou nizatidina distúrbios hipersecretores ou pacientes que não conseguem
Nizatidina (DRGE) pancreatite tolerar a formulação oral
Esofagite erosiva Cefaléia, tontura, artralgia, A biodisponibilidade da nizatidina é maior que a dos outros
Hipersecreção gástrica de ácido mialgia, obstipação, diarréia antagonistas dos receptores H2
INIBIDORES DA BOMBA DE PRÓTONS
Mecanismo — Diminuem a secreção de ácido ao bloquear a H+/K+-ATPase nas células parietais
Omeprazol Doença ulcerosa péptica Pancreatite, Hipersensibilidade ao omeprazol, Os inibidores da bomba de prótons são metabolizados no fígado
Esomeprazol Doença do refluxo gastroesofágico hepatotoxicidade, nefrite esomeprazol, lansoprazol, pantoprazol ou pela CYP2C19 e pela CYP3A4
Lansoprazol (DRGE) intersticial rabeprazol O pantoprazol pode ser administrado por via IV como
Pantoprazol Esofagite erosiva Cefaléia, diarréia, exantema, tratamento alternativo para pacientes que não conseguem tolerar
Rabeprazol Hipersecreção gástrica de ácido desconforto gastrintestinal, o pantoprazol oral
Infecção do trato gastrintestinal por anorexia, astenia, dor lombar Interação medicamentosa com cetoconazol ou itraconazol,
H. pylori devido ao ambiente ácido necessário para a absorção desses
fármacos azólicos
ANTIÁCIDOS
Mecanismo — Neutralizam o ácido gástrico
Hidróxido de alum ínio Alívio sintomático da dispepsia Depleção de fosfato Hipersensibilidade ao hidróxido de alumínio Todos os antiácidos podem aumentar ou diminuir
associada à doença ulcerosa péptica, (fraqueza intensa, mal-estar potencialmente a taxa ou a extensão de absorção de fármacos
gastrite, DRGE ou hérnia de hiato e anorexia) orais administrados concomitantemente, modificando o tempo
Obstipação, osteomalacia em de trânsito ou ligando-se ao fármaco
pacientes com insuficiência
renal
Hidróxido de magnésio Alívio sintomático da dispepsia Diarréia, hipermagnesemia Hipersensibilidade ao hidróxido de magnésio Iguais às do hidróxido de alumínio
associada a doença ulcerosa péptica, (em pacientes com
gastrite, DRGE ou hérnia de hiato insuficiência renal)
Bicarbonato de sódio Alívio sintomático da dispepsia Cólicas abdominais, Alcalose respiratória Iguais às do hidróxido de alumínio
Acidose metabólica flatulência, alcalose, vômitos Hipocalcemia Além disso, retenção significativa de sódio em pacientes com
Alcalinização da urina Hipocloremia hipertensão ou com sobrecarga hídrica
Cálculos renais de ácido úrico
Farmacologia Integrativa da Inflamação: Doença Ulcerosa Péptica

Diarréia
Carbonato de cálcio Alívio sintomático da dispepsia Hipercalcemia, náusea, Insuficiência renal grave Iguais às do hidróxido de alumínio
|

Osteoporose vômitos, anorexia Além disso, pode ocorrer hipercalcemia em pacientes com
comprometimento da função renal
(Continua)
769
Resumo Farmacológico Capítulo 45 Farmacologia Integrativa da Inflamação: Doença Ulcerosa Péptica (Continuação)
770

Efeitos Adversos
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Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


AGENTES DE REVESTIMENTO
Mecanismo — Revestimento da mucosa gástrica com uma camada protetora
Sucralfato Doença ulcerosa péptica Acúmulo e toxicidade do Hipersensibilidade ao sucralfato Diminuição da eficiência das quinolonas (p. ex.,
Doença ulcerosa gástrica alumínio (especialmente ciprofloxacino), devido à quelação e a absorção diminuída
DRGE em pacientes com
comprometimento renal)
Obstipação
Bismuto coloidal Doença ulcerosa péptica Escurecimento da língua Alergia conhecida à aspirina ou outros Utilizado freqüentemente como componente de múltiplos
Doença ulcerosa gástrica e/ou fezes, náusea, vômitos salicilatos não-aspirina fármacos para a erradicação do H. pylori, visto que o bismuto
Capítulo Quarenta e Cinco

DRGE impede o crescimento do microrganismo


Diarréia com cólicas abdominais Diminui a absorção das tetraciclinas, provavelmente através
associadas da quelação ou redução da solubilidade em conseqüência do
aumento do pH gástrico
A intoxicação aguda pelo bismuto manifesta-se por distúrbio
gastrintestinal, estomatite, pigmentação das mucosas e lesão
potencial dos rins e do fígado
PROSTAGLANDINAS
Mecanismo — Reduzem a secreção gástrica basal e estimulada de ácido; intensificam a secreção de bicarbonato, a produção de muco e o fluxo sangüíneo
Misoprostol Ver Resumo Farmacológico: Cap. 41
AGENTES ANTICOLINÉRGICOS
Mecanismo — Diminuem a secreção de ácido ao inibir a ligação da acetilcolina a receptores muscarínicos de ACh nas células parietais
Diciclomina Síndrome do intestino irritável Boca seca, visão turva, Idade abaixo de 6 meses Não é tão efetiva quanto os antagonistas dos receptores H2 ou
Doença ulcerosa péptica taquicardia, retenção Aleitamento os inibidores da bomba de prótons para o tratamento da doença
urinária, obstipação Obstrução gastrintestinal ulcerosa péptica
Glaucoma
Miastenia grave
Uropatia obstrutiva
Esofagite de refluxo
Colite ulcerativa grave ou megacólon tóxico
Resumo Farmacológico Capítulo 46 Farmacologia Integrativa da Inflamação: Asma
Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
ANTICOLINÉRGICOS
Mecanismo — Antagonistas nos receptores muscarínicos do músculo liso e das glândulas das vias respiratórias, resultando em diminuição da broncoconstrição e secreção de muco
Ipratrópio Asma Íleo paralítico, angioedema, Hipersensibilidade ao ipratrópio ou tiotrópio O tiotrópio apresenta longa duração de ação, devido à cinética
Tiotrópio DPOC broncoespasmo Hipersensibilidade à lecitina de soja ou de dissociação lenta dos receptores M1 e M3
Rinite Paladar anormal, boca seca, produtos alimentares relacionados (aerossol
muco nasal seco, obstipação, para inalação)
taquicardia, retenção urinária
AGONISTAS BETA-ADRENÉRGICOS
Mecanismo — Agonistas nos receptores beta-adrenérgicos do músculo liso das vias respiratórias; atuam através de uma proteína G estimuladora (Gs), produzindo relaxamento do músculo liso e broncodilatação
Epinefrina Asma Arritmias cardíacas, Glaucoma de ângulo estreito (forma A epinefrina é um agonista adrenérgico não-seletivo, que se liga
Anafilaxia crise hipertensiva, edema oftálmica) aos receptores ␣, ␤1 e ␤2-adrenérgicos
Parada cardíaca pulmonar Dentro de 2 semanas após o uso de IMAO Produz estimulação cardíaca através dos receptores ␤1 e
Glaucoma de ângulo aberto Taquicardia, palpitações, (forma inalatória) hipertensão através dos receptores ␣
sudorese, náusea, vômitos,
tremor, nervosismo, dispnéia
Isoproterenol Asma Taquiarritmia, palpitações, Taquiarritmias Estimula os receptores tanto ␤1 quanto ␤2 e, por conseguinte,
Parada cardíaca tontura, cefaléia, tremor, Angina de peito produz broncodilatação e estimulação cardíaca
Diminuição do fluxo vascular inquietação Taquicardia ou bloqueio cardíaco induzidos
Bloqueio cardíaco por digitálicos
Choque
Síndrome de Stokes-Adams
Isoetarina Asma Semelhantes aos do Hipersensibilidade à isoetarina, ao Esses agentes são agonistas seletivos nos receptores ␤2
Metaproterenol DPOC isoproterenol, exceto por um metaproterenol, terbutalina, salbutamol, Os agentes mais novos — terbutalina, salbutamol, pirbuterol
Terbutalina número significativamente levalbuterol, pirbuterol ou bitolterol e bitolterol — ligam-se aos receptores ␤2-adrenérgicos com
Salbutamol menor de efeitos cardíacos, intensidade 200 a 400 vezes maior do que aos receptores
Levalbuterol devido à seletividade pelos ␤1 e provocam menos efeitos cardíacos do que os agonistas
Pirbuterol receptores ␤2 adrenérgicos menos seletivos
Bitolterol O levalbuterol possui maior afinidade de ligação ao receptor ␤2
e é mais ␤2 seletivo do que o salbutamol racêmico
Formoterol Asma Semelhantes aos do Hipersensibilidade ao formoterol ou Em virtude de suas cadeias laterais lipofílicas que resistem à
Salmeterol DPOC isoproterenol, exceto por um salmeterol degradação, o formoterol e o salmeterol são agonistas ␤2 de
número significativamente ação longa (LABA) com duração de ação de 12 a 24 horas
menor de efeitos cardíacos, O salmeterol não deve ser utilizado para crises de asma aguda,
devido à seletividade pelos em virtude de seu início de ação lento
receptores ␤2
(Continua)
Farmacologia Integrativa da Inflamação: Asma
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785
Resumo Farmacológico Capítulo 46 Farmacologia Integrativa da Inflamação: Asma (Continuação)
786

Efeitos Adversos
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Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas


METILXANTINAS
Mecanismo — Inibidores não-seletivos da fosfodiesterase, que impedem a degradação do cAMP; atuam também como antagonistas dos receptores de adenosina. O efeito combinado consiste em relaxamento do músculo
liso e broncodilatação
Teofilina Asma Arritmias ventriculares, Hipersensibilidade à teofilina ou à Inibidores inespecíficos das fosfodiesterases, que inibem a
Aminofilina DPOC convulsões aminofilina enzima tanto no músculo liso das vias respiratórias quanto nas
Taquiarritmias, vômitos, células inflamatórias
insônia, tremor, inquietação Enquanto a inibição da fosfodiesterase do tipo III e IV
no músculo liso resulta em broncodilatação, a inibição da
fosfodiesterase tipo IV nas células T e nos eosinófilos produz
um efeito imunomodulador e antiinflamatório
Capítulo Quarenta e Seis

Os níveis plasmáticos devem ser monitorados para evitar níveis


tóxicos desses agentes
Evitar a co-administração com fluvoxamina, enoxacina,
mexiletina, propranolol e troleandomicina, devido a um risco
aumentado de toxicidade da teofilina
Evitar a co-administração com zafirlucaste, visto que a teofilina
pode diminuir a concentração plasmática de zafirlucaste
CORTICOSTERÓIDES INALADOS
Mecanismo — Inibem a ação da COX-2 e a biossíntese de prostaglandinas ao induzir as lipocortinas, ativar vias antiinflamatórias endógenas e outros mecanismos
Beclometasona Ver Resumo Farmacológico: Cap. 27
Triancinolona
Fluticasona
Budesonida
Flunisolida
Mometasona
Ciclesonida
CROMOGLICANOS
Mecanismo — Inibem o transporte de ions cloreto, o que, por sua vez, afeta a regulação do cálcio para evitar a liberação dos grânulos, diminuindo possivelmente a resposta dos mastócios a estímulos inflamatórios
Cromoglicato Asma Gosto anormal, sensação de Hipersensibilidade ao cromoglicato ou ao Utilizados primariamente como terapia profilática para
Nedocromil Rinite alérgica queimação nos olhos, tosse, nedocromil pacientes com asma alérgica associada a fatores desencadeantes
Ceratite irritação da garganta específicos
Ceratoconjuntivite Úteis para pacientes com asma induzida por exercício; podem
Distúrbio dos mastócitos ser tomados imediatamente antes da atividade física
Conjuntivite vernal Mais efetivos em crianças e adultos jovens do que em pacientes
de mais idade
Perfil de segurança excelente, porém menos eficazes do que
outras medicações para a asma
AGENTES MODIFICADORES DA VIA DOS LEUCOTRIENOS
Mecanismo — O zileuton inibe a 5-lipoxigenase, diminuindo, assim, a síntese de leucotrienos; o montelucaste e o zafirlucaste são antagonistas dos receptores de leucotrienos
Zileuton Ver Resumo Farmacológico: Cap. 41
Montelucaste
Zafirlucaste
ANTIIMUNOGLOBULINA E ANTICORPOS
Mecanismo — Anticorpo monoclonal murino humanizado contra o domínio de ligação ao receptor de IgE (Fc⑀RI) de alta afinidade na IgE humana. Impede a ligação da IgE ao Fc⑀RI nos mastócitos e nas células
apresentadoras de antígeno; além disso, diminui a quantidade de IgE circulante. O efeito combinado consiste em diminuição da resposta alérgica na asma.
Omalizumab Asma Reações anafiláticas Hipersensibilidade ao omalizumab Afeta as respostas asmáticas das fases tanto precoce quanto
extremamente raras tardia a estímulo por um alérgeno inalado
Reação no local de injeção, Administrado por via subcutânea, a cada 2-4 semanas
exantema, cefaléia O elevado custo limita o seu uso aos casos graves de asma
Resumo Farmacológico Capítulo 47 Farmacologia Integrativa da Inflamação: Gota
Efeitos Adversos
Fármaco Aplicações Clínicas Graves e Comuns Contra-Indicações Considerações Terapêuticas
SUPRESSORES DO RECRUTAMENTO E DA ATIVAÇÃO DOS LEUCÓCITOS
Mecanismo — Interrompem as vias inflamatórias que provocam inflamação numa articulação gotosa; ver fármaco específico
Colchicina Gota aguda Mielossupressão, Doença cardíaca, gastrintestinal ou renal A colchicina inibe a formação dos microtúbulos através de sua
Prevenção de crises recorrentes de neuromiopatia grave ligação a heterodímeros de tubulina; a inibição da montagem
gota Diarréia, náusea, dor Insuficiência hepática dos microtúbulos interrompe a motilidade celular e outros
abdominal Discrasias sangüíneas processos necessários para a reação inflamatória mediada pelos
neutrófilos
A administração concomitante de ciclosporina, tacrolimo ou
verapamil pode aumentar os níveis plasmáticos de colchicina
Ibuprofeno Ver Resumo Farmacológico: Cap. 41
Indometacina
Prednisona Ver Resumo Farmacológico: Cap. 27 A metilprednisolona pode ser injetada numa articulação
Metilprednisolona inflamada para o tratamento da gota aguda
INIBIDORES DA SÍNTESE DE ÁCIDO ÚRICO
Mecanismo — Inibem a xantina oxidase, a enzima que converte a hipoxantina e a xantina em ácido úrico; os níveis diminuídos de ácido úrico resultam em menor formação de cristais de urato
Alopurinol Prevenção de crises recorrentes de Agranulocitose, anemia Hemocromatose idiopática O alopurinol é um inibidor e substrato da xantina oxidase; o
Oxipurinol gota aplásica, insuficiência renal, produto de oxidação do alopurinol (oxipurinol) também inibe a
Hiperuricemia relacionada com o necrose hepática, síndrome xantina oxidase
câncer de Stevens-Johnson, O oxipurinol está disponível numa base para uso compassivo
Cálculo renal de cálcio e ácido úrico necrólise epidérmica tóxica Ambos os fármacos aumentam os níveis de azatioprina, 6-MP
Prurido, exantema, distúrbio A amoxicilina, a ampicilina e os diuréticos tiazídicos podem
gastrintestinal aumentar o risco de exantema intenso
Febuxostate Em fase de investigação Pequena molécula não-purínica inibidora da xantina oxidase
AGENTES QUE AUMENTAM A EXCREÇÃO DE ÁCIDO ÚRICO
Mecanismo — Ver fármaco específico
Sulfimpirazona Prevenção dos ataques recorrentes Leucopenia, trombocitopenia, Crise aguda de gota A sulfimpirazona e o probenecid inibem o trocador de ânions
Probenecid de gota broncoconstrição em Discrasias sangüíneas basolateral dos túbulos renais, resultando em aumento da
pacientes com asma, anemia Crianças com menos de 2 anos de idade excreção de ácido úrico
aplásica (probenecid), Co-administração de salicilatos A sulfimpirazona e o probenecid aumentam os níveis de
necrose hepática Cálculos renais de ácido úrico penicilina e de outros compostos aniônicos; além disso, podem
(probenecid), anafilaxia aumentar os níveis de nitrofurantoína
(probenecid) A benzbromarona é um agente uricosúrico mais potente
Distúrbio gastrintestinal disponível na Europa
O probenecid aumenta os níveis séricos de metotrexato
Losartana Hipertensão Angioedema, rabdomiólise, Gravidez A losartana é um antagonista dos receptores de angiotensina II,
Prevenção das crises recorrentes de trombocitopenia com efeito uricosúrico modesto
gota Anemia, fadiga, dor lombar,
hipoglicemia
AGENTES QUE INTENSIFICAM O METABOLISMO DO ÁCIDO ÚRICO
Mecanismo — Enzima que converte o urato pouco solúvel em alantoína mais solúvel
Farmacologia Integrativa da Inflamação: Gota

Rasburicase Síndrome de lise tumoral Hemólise, Deficiência de glicose-6-fosfato A rasburicase é uma forma recombinante da uricase do
metemoglobinemia, desidrogenase (G6PD) Aspergillus, que converte o urato pouco solúvel em alantoína
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neutropenia, angústia Sensibilidade conhecida ao Aspergillus mais solúvel


respiratória, sepse As formulações pegiladas com meia-vida mais longa estão em
Exantema, distúrbio fase de pesquisa
793

gastrintestinal, febre