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2.

CONFLUENCIAS ROMÂNTICO-SIMBOLISTAS NA LITARATURA

O homem do romantismo, em muito, se parece com o que vive na modernidade


de Baudelaire, Rimbaud, Mallarmé. O conflito da passagem da era classicista para a
romântica equipara-se ao sentimento de inquietação do homem moderno. Na poesia
moderna não se busca, necessariamente, o que seja compreendido ou interpretado, mas
o que pode ser sentido e vivido no poema mesmo que estejamos lendo um amontoado
de frases obscuras, deve-se buscar a magia que circunda o mistério discursivo.

2.1 HUGO FRIEDRICH


Segundo Friedrich (1978) “A poesia não quer mais ser medida em base ao que
comumente se chama realidade, mesmo se – como ponto de partida para sua liberdade –
absorveu-a com alguns resíduos.” (p. 16). Partindo desse princípio, a língua poética vai
aos poucos adquirindo feições combinatórias experimentais que se manifestam de forma
anormal sobre a lírica moderna. Por isso, os nomes surpresa e estranheza representam
essa poética que pertence ao plano do inespecífico.
Pois, como afirma Hugo Friedrich, “Esta junção de incompreensibilidade e de
fascinação pode ser chamada de dissonância, pois gera uma tensão que tende mais a
inquietude que à serenidade.” (FRIEDRICH, 1978, p. 15) Esse efeito por hora
perturbador e/ou fascinante é um dos traços das artes da modernidade.

2.2 OCTAVIO PAZ


Sobre a tradição moderna da poesia Octavio Paz (1984) postula que

A expressão não só significa que há uma poesia moderna, como que o


moderno é uma tradição. Uma tradição feita de interrupções, em que cada
ruptura é um começo. Entende-se por tradição a transmissão , de uma geração
a outra, de notícias, lendas, histórias, crenças, costumes, formas literárias e
artísticas, idéias, estilos; por conseguinte, qualquer interrupção na
transmissão equivale a quebrantar a tradição. (PAZ, 1984, p. 17)